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Só Pod 75 - Minha mãe destruiu meu casamento… e eu deixei

14 de maio de 202643min
0:00 / 43:55

Depois de perder o casamento por causa da própria mãe, ele percebe que nunca deixou de amar a ex-esposa… e talvez ela também não tenha seguido em frente.
✨Uma história sobre arrependimento, família tóxica e segundas chances.

🎙️Me conta o que você achou dessa história aqui nos comentários.

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Participantes neste episódio2
I

Isa

HostTécnica do IDR Paraná
O

OP

Convidado
Assuntos4
  • Estabelecer limites com a famíliaInterferência materna no casamento · Racismo e homofobia da mãe · Perda gestacional e estresse familiar · Busca por terapia e contato zero · Medidas legais contra assédio
  • A importância do arrependimentoRelação com a mãe tóxica · Perda do casamento · Arrependimento e busca por reconciliação · Segundas chances em relacionamentos
  • Novo relacionamento e recomeçoRetorno do relacionamento com a ex-esposa · Terapia de casal · Venda da casa antiga · Novos limites com a mãe · Mudança para cidade vizinha
  • Relacionamentos FamiliaresEncontro com a mãe após contato zero · Decisão de vender a casa · Retorno da namorada e nova dinâmica · Contratação de advogado para lidar com a mãe
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Eu ainda amo a minha ex-esposa. E aí, galera? Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje vamos de história do Reddit. Vai ser uma história só, mas ela tem muito desenrolar. E eu acho que essa história, gente, dá aquele sabor...

Porque sabe aquela sogra chata que se enfia na vida do filho? Enfim, faz o casamento da pessoa um inferno.

É por aí, mas vamos ver, vocês vão entender o que eu tô querendo dizer. Vamos lá. O título da história é Eu ainda amo a minha ex-esposa. Antes de começar, é importante dizer que essa história contém tópicos de racismo e perda gestacional. Então, se esses são tópicos sensíveis pra você, por favor, ouça com cautela ou considere não ouvir esse episódio.

Eu, homem 28 anos, fui casada com uma mulher incrível, mulher 24. A gente se divorciou há dois anos. Antes disso, a gente namorou por um ano e ficou casado por três. Ela era, e ainda é, o amor da minha vida. E o nosso divórcio é o meu maior arrependimento. Minha mãe era uma sogra infernal.

E eu fui idiota de deixar ela se envolver no nosso casamento e tratar a minha esposa mal, criticando ela o tempo inteiro. Eu nunca fui atrás da minha mãe para reclamar da minha ex. E eu nem fiquei do lado dela contra a minha esposa. Mas eu devia ter colocado limites muito mais rígidos no momento em que eu percebi que isso ia virar um problema para a gente.

Eu cheguei a cortar contato com a minha mãe duas vezes durante os abortos espontâneos da minha ex-esposa, porque eu não queria que ela tivesse mais estresse ainda. Mas durante o segundo aborto, minha mãe descobriu tudo lendo algumas mensagens no celular da minha irmã. Inclusive, descobriu pelas mensagens que era o segundo aborto.

Ela apareceu na nossa casa e, em vez de eu mandar ela embora imediatamente, eu levei ela para a sala e tentei explicar a situação enquanto a minha esposa estava descansando no quarto lá em cima. A minha esposa nem sabia que a minha mãe estava lá. Minha mãe fingiu que tinha se acalmado.

Mas quando eu fui até lá fora colocar os gatos para dentro de casa, ela subiu as escadas e acordou a minha ex. Ela começou a gritar dizendo que ela tinha destruído a minha relação com a minha mãe e fez comentários horríveis chamando a minha esposa de estéreo. Quando eu subi, uns cinco minutos depois, porque os gatos não estavam nada felizes que eles tinham que entrar, a minha ex-esposa estava chorando.

Eu expulsei minha mãe de casa imediatamente, mas aquilo foi a gota d'água para minha ex. A gente se separou um mês depois e decidiu continuar amigo. A gente reconheceu que ainda existia sentimento dos dois lados, mas também entendeu que aquele relacionamento já não fazia bem para ela. Depois do divórcio, minha ex foi passar um tempo com o pai dela em outro país e acabou arranjando um emprego com o amigo do meu ex-sogro.

Eu fiquei destruído com o divórcio e eu imediatamente cortei contato com a minha mãe e comecei a terapia.

A terapia me ajudou a perceber que a minha relação com a minha mãe não era saudável. E eu aprendi algumas estratégias boas para manter uma comunicação minimamente saudável com ela. Então hoje eu tenho pouco contato. A gente, ele tá falando dele da mãe dele, só se fala em eventos de família. Os meus irmãos já me disseram que ela ainda não entende o que ela fez de errado. Então eu definitivamente não pretendo ir além desse tão pouco contato tão cedo.

Eu nunca superei o meu divórcio. E eu acho que eu tô ainda mais apaixonado pela minha ex agora do que antes. Eu não fiquei com mais ninguém e eu não paro de pensar nela. Durante os primeiros seis meses da minha ex-esposa morando fora, a gente não se falou. Mas no nosso aniversário de casamento, ela mandou uma mensagem dizendo Feliz aniversário, e o apelido que ela chamava ele.

Achei que a gente tinha combinado de continuar amigo. Durante o resto do primeiro ano dela no outro país, a gente trocava mensagem de vez em quando. Tipo no meu aniversário, no aniversário dela e no aniversário do meu irmão. No aniversário do meu irmão, ela mandou um presente dele pra minha casa e eu entreguei pra ele por ela.

Antes que apareçam pessoas surtando com isso, o meu irmão é gay e eles são amigos desde criança. Foi ele que marcou o nosso primeiro encontro, então eu não preciso de comentários sem noção sobre isso. Durante o segundo ano longe dela, a gente acabou entrando numa amizade mais normal e eu contei pra ela sobre a terapia depois que ela perguntou se eu já tinha cortado o cordão umbilical.

Ela também me contou sobre dois caras com quem ela saiu e sobre como os dois relacionamentos terminaram. Eu levei isso numa boa, mas aquilo me fez perceber o quanto eu sentia falta dela e o quanto eu ainda amava ela. Eu passei a noite inteira acordado pensando nisso e me odiando por ter estragado tudo entre a gente. Eu ainda tenho as nossas alianças e o anel de noivado dela. Por causa dos acontecimentos recentes no mundo, que eu acredito que era na época do Covid.

Ela não conseguiu visitar ninguém aqui, mas ela vai voltar em outubro. E eu fui literalmente a primeira pessoa pra quem ela contou tudo isso. Todo mundo ficou muito animado. Meu irmão tá organizando uma festa de boas-vindas pra ela e eu fui convidado. Muito provavelmente vai ser na minha casa, que era a nossa casa antiga. Porque eu sou a única pessoa do nosso círculo que mora sozinho. Só que meu irmão perguntou se eu pretendia sair com ela sozinho em algum momento.

Eu não estava pensando em chamar ela para isso, mas agora que ele falou, é só nisso que eu consigo pensar. Eles são melhores amigos, então uma parte de mim acha que talvez ela tenha pedido para ele tocar no assunto, igual ela fez quando pediu para ele juntar a gente pela primeira vez.

Eu pedi a opinião da minha irmã, mas ela disse que eu não devia chamar ela pra sair e que eu devia esperar ela demonstrar isso antes. Eu acho que ela ainda talvez tenha sentimentos por mim. Porque quando ela tava me contando sobre um dos términos dela, ela disse o seguinte. Nenhum dos caras daqui consegue me entender do jeito que você me entende.

Mas ela sempre teve um jeito meio flertando de brincar. Então eu realmente não tenho como ter certeza. Eu adoraria ouvir uma opinião de fora sobre isso. Chamar ela para sair seria a coisa certa a fazer? Obrigado para quem leu até aqui.

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E aí, eu vou dar os meus humildíssimos, que é assim, cara, se você não cortou o cordão umbilical, se você entende que tá na terapia, que bom que tá na terapia e que bom que já diminuiu o contato com a mãe.

Mas se você não tem certeza, se você vai conseguir manter uma relação em que a sua mãe respeite o seu espaço e a sua ex-esposa, nem chama. Tipo assim, lida com os seus B.O.s antes e aí quando tudo estiver resolvido, se não sei se ela quiser e se você achar que é o momento, você chama ela pra sair. Agora, eu não colocaria essa mulher de novo pra passar por isso. Porque, gente, que mulher, assim...

das profundezas do capeta do inferno mesmo, sabe? Imagina, ela acabou de perder um bebê, a outra vai, acorda ela, chama de inferno, te fala que destruiu. Nossa, olha, eu não sei o que eu falei com essa mulher. Mas vamos aos comentários. O primeiro comentário diz...

Sua terapeuta chegou a comentar alguma teoria sobre por que a sua mãe tratava você e a sua namorada de um jeito tão diferente? Porque olhando de fora, parece muito que ela tinha uma obsessão específica pela sua ex, justamente porque você é o primeiro filho homem biológico e hétero da família. E ela também parece ter um lado bem homofóbico.

E aí, gente, nos comentários, o Pi explica que ele tem uma irmã biológica e quatro irmãos adotivos. O Pi responde, a gente tem algumas teorias sobre isso. Eu acho que uma parte vem do fato de eu ser o filho biológico dela e também hétero.

Mas eu também acho que os abortos espontâneos tiveram um peso muito grande nessa situação. Porque antes disso tudo, a minha mãe sempre tratou muito bem a minha ex. Quando ela e meu irmão eram amigos na infância e adolescência, a minha mãe adorava ela. Minha ex também teve muitos problemas de saúde mental quando ela era adolescente.

E a situação familiar dela era bem complicada. Então, ela passava muito tempo na casa dos meus pais durante os últimos tempos na escola. A gente acha que talvez isso tenha feito a minha mãe criar algum tipo de preconceito em relação ao nosso casamento. Outra coisa que a gente suspeita é que a minha mãe seja racista de uma forma mais enrustida.

Ela nunca falou ou fez nada explicitamente racista. Pelo menos não na minha frente. Mas eu acho que ela é daquele tipo de pessoa que não gosta da ideia da família se misturar. Inclusive, eu perguntei para os meus irmãos o que eles achavam.

Minhas três irmãs mais velhas disseram que não concordam, mas uma disse que no fundo acha que sim. E meu outro irmão acha que não faz sentido porque a minha mãe nunca teve problema com a minha ex antes disso tudo. E sim, minha ex-esposa é negra. Sobre homofobia, eu acho que isso definitivamente influencia também.

Mas a minha mãe também é extremamente controladora e crítica com qualquer pessoa que os filhos dela escolhem para se relacionar. E junto disso ainda existe toda essa possível questão racial. O namorado do meu irmão, por exemplo, é asiático, ama moto e tem aquele visual clássico de motociclista.

Então, existem várias razões diferentes pelas quais minha mãe pode implicar com ele também. Ela simplesmente é uma pessoa extremamente difícil e frustrante de lidar. Agora, o OP, e junto disso tudo, existe ainda essa possível questão racial? Possível. Se tem uma questão possível, então tem. Porque senão não tinha que ter. E aí, antes, a gente tem uma mini atualização, duas edições e depois uma grande atualização.

Mas antes de eu ir, e muita mais coisa depois, tá, gente? Mas antes de eu continuar, uma coisa que eu não entendo é a seguinte. Por que que espera chegar nesse absurdo do absurdo? Você entendeu? Se você percebe que a sua mãe não aceita, e é sempre mãe de menino, pode perceber. Se você percebe que a sua mãe tem um problema com a sua esposa...

Em vez de você esperar você se divorciar, ela mudar de país, sabe? Ela passar por tudo isso, por que não impôs limite antes? Eu entendo também que talvez nascer nesse ambiente, crescer nesse ambiente, às vezes talvez seja difícil para você se tocar, que você precise cortar relações com a sua mãe. Vamos à minha atualização.

Vocês me convenceram a chamar ela agora em vez de esperar até outubro. Amanhã eu vou ligar para ela. Obrigada por todo o incentivo. Edição 1. Eu queria esclarecer o que eu quis dizer com pouco contato com a minha mãe, porque eu sei que cada pessoa interpreta isso de um jeito diferente. O pouco contato que eu tenho com ela basicamente se resume a dar feliz aniversário um para o outro no grupo da família.

A gente nunca manda primeiro diretamente um para o outro e a conversa nunca passa disso. Quando ela vem falar comigo em eventos de família, o que já nem acontece tanto, normalmente ela pergunta como eu estou e pede atualizações da minha vida. Eu respondo de forma bem curta e eu mantenho distância do resto da conversa. Minha terapeuta chama isso de contato neutro, o que sinceramente parece uma definição mais certa.

Minha mãe surtou quando eu cortei contato logo depois que a minha ex-esposa foi embora. E ela passava o dia inteiro me mandando mensagem. Esse pouco contato acabou sendo mais tranquilo. Eu sei que isso provavelmente vai mudar se eu e a minha ex voltarmos.

E eu vou trabalhar isso com a minha terapeuta para criar um plano para qualquer cenário possível. Depois da ligação de amanhã, que ele vai fazer para a ex-esposa e chama ela para sair, eu pretendo voltar ao sem contato com a minha mãe. E eu quero fazer isso da forma mais tranquila e segura possível. Então, se manter um mínimo de conversa for o necessário para isso funcionar, eu vou fazer.

Edição 2. Eu vou sair agora porque isso tá me deixando ansioso. De um jeito bom, relaxa. A próxima vez que vocês ouvirem falar de mim vai ser depois da nossa conversa. Aí ele vem com uma grande atualização, é como ele chama, tá? Eu perguntei se ela queria sair pra jantar comigo quando ela voltasse.

E ela disse sim. Ela literalmente perguntou porque tinha demorado tanto tempo para eu chamar ela para sair. Ela disse que se eu não tivesse chamado ela até uma semana antes dela voltar, ela mesmo teria me chamado. Então, muito obrigada para todo mundo que me incentivou a ligar para ela.

Eu sinto que fazer o primeiro movimento era importante, porque fui eu quem destruiu o nosso casamento. Eu tô literalmente nas nuvens agora. Dessa vez a gente vai com calma, porque da primeira vez a gente ficou noivo depois de seis meses. E eu também vou buscar ela no aeroporto. Eu levo flores pra ela a vários pontos de interrogação. Querido, você não leva flores pra ela. Você leva flores, você leva chocolate, você leva um dia, um varí de dia no spa.

Sabe, você leva um vale-compra de muito dinheiro. Eu também conversei com ela sobre a minha mãe. Puta merda. Ela já sabia desse esquema de contato neutro que eu tinha. E ela disse que não se importava se eu continuasse assim. Mas eu não quero continuar e eu deixei isso bem claro. Eu só tolero a presença da minha mãe por causa dos meus irmãos e dos filhos deles nos eventos de família. Mas eu vou parar de ir e passar a comemorar coisas importantes com eles em outros momentos.

Eu espero que os meus sobrinhos encham tanto o saco dos meus irmãos perguntando por que eu não fui nos aniversários que eles acabem parando de convidar minha mãe. Eu sei que eu sou o tio favorito deles. Eu pedi desculpa pra ela muitas vezes. E ela disse que ia desligar a ligação se eu pedisse desculpa mais uma vez. Então eu tive que parar. Eu sei que isso é só o começo. E que muitos outros pedidos de desculpas ainda vão acontecer quando a gente começar a conversar sobre como tudo deu errado.

Ela também concordou em fazer terapia de casal comigo quando ela voltar. A gente também conversou sobre a possibilidade de, caso a gente se case de novo, a gente morar onde ela tá.

Ela disse que queria ficar na cidade onde eu moro atualmente pelos próximos anos, porque ela sentiu muita falta da família e dos amigos daqui. A família da mãe dela tá aqui e a família do pai dela tá lá. Mas ela disse que continuar lá também não tá totalmente fora de cogitação. E eu falei que eu iria pra onde ela tá sem pensar duas vezes.

Ela me chamou de nerd, kkkkk. A nossa conversa durou duas horas e ela precisou sair porque ia levar os irmãos mais novos para um passeio. Ela também contou que vinha pedindo para o meu irmão dar indiretas de que ela queria voltar. Então eu estava certa sobre o que ele estava fazendo. Eu vi um comentário antes dizendo que eu devia simplesmente ter pedido para o meu irmão falar logo tudo de uma vez.

E eu queria conseguir explicar pra vocês o quanto ele é irritante. Eu teria que sequestrar ele pra conseguir arrancar qualquer informação. Eu sei que ainda tem muita coisa que a gente precisa conversar antes dela voltar. E eu já tô até fazendo uma lista de prioridades. Minha mãe psicótica tá no topo dessa lista. Eu falei pra minha ex que eu queria vender a casa pra minha mãe não ter mais o meu endereço. E eu juro que ela parecia pronta pra atravessar a tela e me estrangular.

Ela ama aquela casa e ela disse que eu não tenho permissão para vender nem falar com o corretor antes dela poder olhar para casa mais uma vez. E eu obedeço a minha rainha sem reclamar. Eu também vi alguns comentários dizendo que eu não devia mandar aquele e-mail para minha mãe explicando os meus limites e quais seriam as consequências. Eu não lembro se foi aqui ou se foi em outro post.

Mas como a minha esposa não quer sair dessa cidade tão cedo e aqui é pequeno demais, é muito provável que a minha mãe encontre a gente juntos ou separados em algum momento. Eu esbarro com a minha mãe pelo menos uma vez por semana e a gente simplesmente se ignora. Eu queria acreditar que ela teria o mínimo de noção para ficar quieta, mas não dá para confiar nela.

Se ela ultrapassar os nossos limites de novo, eu vou tomar medidas legais. Conselhos sobre isso seriam muito bem-vindos. O meu plano agora é cortar totalmente o contato no mês antes da minha ex-esposa voltar. Tem quatro aniversários de família chegando, então vai acabar sendo perfeito.

A minha ausência nos quatro eventos definitivamente vai ser notado por ela. E eu vou conseguir ver qual vai ser a reação dela. Talvez eu também peça para o meu irmão e para a minha irmã conversarem com a minha mãe e pedirem para ela não falar comigo porque eu decidi não ter mais contato nenhum. Mas eu queria saber se isso parece uma boa ideia. Eu sei que algumas pessoas aqui odeiam esse contato neutro.

Mas foi isso que manteve a paz que eu precisava nos últimos dois anos. Só que eu sei que tudo vai mudar quando a minha ex-esposa voltar. Muito obrigada a todo mundo. Vocês são convidados para o nosso segundo casamento. E aí, o que aconteceu? Nesse post aqui dele, eu não entendi quando ele falou Ah, o e-mail que eu ia mandar para minha mãe.

Falei, gente, que e-mail? Ele nem comentou sobre. Então, o que eu fiz? Entrei na conta dele, pesquisei outros posts e achei do que ele estava se referindo. Então, agora eu vou ler outro post dele, que ele fala sobre esse e-mail, que a ideia dele era mandar um e-mail para a mãe dele e falar, ó, se você entrar em contato comigo, vai acontecer isso, isso e isso. Se você, sei lá, for desrespeitoso comigo e com a minha ex-esposa, vai acontecer isso, isso e isso. Então, eu vou para esse post, tá bom? O título é...

Preciso de conselhos para manter o contato zero com a minha mãe problemática. E aí ele faz um resumão de tudo que a gente já sabe e continua. Eu sei que se a gente voltar, a minha mãe não vai reagir bem. E eu sei que ela é capaz de fazer coisas bem pesadas.

Se a gente realmente voltar, eu vou quebrar esse meu contato neutro e mandar um e-mail deixando todos os meus limites extremamente claros, junto com as consequências caso ela ultrapasse eles de novo. E quando eu digo consequências, eu quero dizer chamar a polícia, processar por assédio e até pedir uma ordem de restrição. A minha intenção é voltar para o contato zero total caso a gente volte a ficar juntos.

Porque a minha ex não merece viver preocupada com a minha mãe, que é completamente desequilibrada. E conhecendo o histórico da minha mãe, eu sei que as coisas provavelmente vão ser caóticas. Hoje eu ainda moro na casa onde a gente vivia quando a gente era casado.

Mas dependendo da conversa que eu tiver com a minha ex amanhã, isso foi antes da ligação. Eu já tô preparado pra procurar um corretor e vender essa casa, só pra minha mãe não saber mais onde eu moro. Eu queria muito ouvir a opinião e os conselhos de vocês. Eu quero muito fazer tudo certo dessa vez. E mesmo que a gente não volte, eu sei que eu ainda posso usar esses conselhos em qualquer relacionamento futuro.

Eu queria ouvir principalmente as pessoas que já tiveram mães ou sogras que surtaram quando perderam o contato e saber como vocês lidaram com isso. Porque apesar desse meu contato neutro funcionar relativamente bem, ele também é muito desgastante mentalmente.

Quando eu cortei contato pela primeira vez, e tecnicamente nem tinha sido a primeira, porque durante o meu casamento a gente chegou a cortar contato duas vezes, eu estava deprimido demais para correr atrás de medidas legais contra a minha mãe.

Na época, eu preferia usar a pouca energia mental que eu ainda tinha para focar na terapia. Mas dessa vez é diferente. Dessa vez eu estou preparado para levar isso para a justiça, se for preciso. Obrigada por lerem tudo isso. Eu agradeço qualquer conselho. E aí, vamos lá. Os conselhos que ele recebe. O primeiro. Eu não acho que mandar esse e-mail seja uma boa ideia. Primeiro, porque você vai acabar entregando exatamente as coisas que te afetam e quais atitudes conseguem te atingir.

E segundo, porque eu tenho quase certeza de que a maioria desses limites que você quer listar são só regras básicas de respeito. Coisa que ela provavelmente consegue fazer normalmente com qualquer outra pessoa. Mas ela escolhe não fazer com você porque ela não te respeita de verdade. Pensa nessa lista que você estava montando mentalmente e vê se eu estou errado. Você mesmo disse que vocês só trocam um feliz aniversário e se encontram em eventos de família. Então por que mexer no que já está funcionando?

Sua mãe não precisa saber absolutamente nada sobre a sua vida, nem se você saiu para jantar, nem se você voltou com a sua ex. Você ainda parece organizar suas decisões pensando nas possíveis reações dela. E isso significa que, de certa forma, ela ainda ocupa uma posição de autoridade na sua vida. Se mudar, ótima ideia.

Bloquear ela no celular, e-mail, redes sociais, ótima ideia. Não reagir quando ela surtar, melhor ainda. Chamar a polícia se ela aparecer, perfeito. Agora, manter ela informada como se ela ainda fosse uma parte importante da sua vida, isso não faz sentido.

E outra, você não precisava viver tentando lidar com uma pessoa abusiva. Se alguém exige isso para continuar fazendo parte da sua vida, então talvez essa relação simplesmente não valha a pena. Se der para manter contato com o resto da família sem envolver sua mãe, faz isso. Investe nas relações que te fazem bem.

E se afasta das que só te desgastam. E se ela descobrir que vocês voltaram a enlouquecer? Tá, e aí? Qual é de verdade a pior coisa que ela pode fazer? E como que você lidaria com isso? Parece pesado pensar assim. Mas só de ter um plano na cabeça já muda completamente a forma como a gente reage quando acontece.

No fim das contas, você precisa priorizar você, a sua paz e qualquer pessoa que esteja ao seu lado. Sua mãe só tem controle do que você continua entregando pra ela. Meu Deus, que frase de efeito! Sua mãe só tem o controle do que você continua entregando pra ela. Puta merda!

Esse daqui foi de graça, ó, tó. E eu concordo plenamente. Mas vamos ao segundo comentário, mais votado, que é o segundo conselho que dão pra ele.

Eu acho que você devia cortar contato de uma vez, se mudar, vender a casa e cortar qualquer chance da sua mãe causar problemas para qualquer pessoa antes mesmo de você voltar a esse relacionamento. Bloqueie o número dela em tudo, inclusive no trabalho. E toma cuidado com qualquer lugar onde ela ainda possa conseguir seu endereço. O motivo é simples. No momento em que você oficialmente cortar ela da sua vida, isso provavelmente vai explodir.

E é melhor deixar tudo preparado antes de acender esse pavio, porque esse tipo de situação pode acabar destruindo todos os seus planos, inclusive qualquer relacionamento futuro. O problema da sua mãe nem parece ser a sua ex especificamente. A obsessão dela é com você. Então você precisa bloquear ela completamente da sua vida.

Porque se você estiver 100% preparado para lidar com isso sozinho e com as consequências disso, qualquer tentativa vai acabar sendo pela metade. E nesse processo, quem estiver do seu lado acaba sofrendo também. Quando eu aceitei isso na minha própria vida, ficou muito mais fácil de ir até o fim.

Hoje a minha mãe não tem absolutamente nenhum acesso a mim e não sabe nada sobre a minha vida. Mas levou anos até eu parar de desconfiar de todo mundo e descobrir quem ainda estava passando informação para ela e me afastar dessas pessoas também.

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Então, aqui é esse post que ele fala. Ah, eu mando um e-mail, não mando. E assim, gente, antes de eu achar esse post do e-mail, eu tinha pensado que o e-mail era uma boa, sabe? Tipo, ó, minha ex tá voltando, é só pra avisar, vamos continuar aí nesse contato quase nulo, vou cortar contato com você quando ela voltar.

e se você ultrapassar algum limite, eu não vou ter pena mesmo e vou buscar as vias legais e eu vou te processar, enfim. Mas aí, lendo esses comentários, faz muito sentido.

Porque é isso, ele não precisa mais pedir aprovação, né? Ele não precisa mais avisar. Então, eu acho que esses conselhos pra ele foram muito, muito valiosos. E aí, beleza. Então, a gente já entendeu que ele ligou pra ex, eles vão se encontrar quando ela voltar, e ele desistiu dessa ideia de mandar um e-mail. Então, agora, voltando lá...

Pra continuidade do contato que ele tá tendo aí com a ex-esposa, enfim, das coisas que vão acontecer. Ele faz uma edição. Ela achou o post aqui. KKKKKKKKKKKKKKK. Várias risadas. Ela pediu pra eu agradecer vocês por terem me convencido a ligar pra ela em vez de esperar até outubro.

E ela também falou pra eu parar de chamar ela de ex-esposa. Ela falou pra começar a chamar ela de namorada. Então é isso que eu vou usar a partir de agora. Outra edição. Eu não vou fazer outro post de atualização amanhã. Eu só vou atualizar quando a minha namorada voltar.

E sim, eu sei perfeitamente que a minha mãe é racista. Quando eu falei racista enrustida, eu quis dizer alguém que conseguiu esconder isso muito bem por muito tempo. Ela também é uma pessoa completamente sem noção no geral. Então, existem vários motivos pelos quais ela não gosta da minha namorada.

E do namorado do meu irmão, além da questão racial. Ela odeia a minha namorada por causa do histórico familiar complicado dela, pelos abortos espontâneos e também pela raça. E ela odeia o namorado do meu irmão porque ele gosta de moto e fuma maconha. Ela é tão absurda que no começo eu realmente não sabia dizer se aquilo era racismo ou não. Mas agora ficou bem óbvio.

O namorado da minha irmã também é negro. Ele é primo da minha namorada e, inclusive, foi a gente que apresentou os dois. Mas ele se recusa a conhecer a minha mãe por causa da forma como a minha namorada foi tratada. Minha mãe nunca comentou nada sobre o relacionamento deles.

Edição 5. Eu duvido que vocês ainda estão acompanhando isso aqui, mas eu achei que valia a pena trazer uma mini atualização. Depois de conversar com o meu terapeuta, eu decidi que a melhor forma de voltar para o sem contato com a minha mãe é fazer um advogado entrar em contato com ela. Hoje eu falei com um advogado muito bom e a gente vai começar a preparar uma carta para enviar para ela. Algumas coisas que eu vi em outro post me deixaram preocupado.

Então, eu também comecei a juntar provas caso seja necessário pedir uma ordem de restrição. Eu não sei o quanto mensagens antigas e vídeos vão ajudar nisso, mas eu acho que vale a tentativa.

Minha namorada acha que eu tô sendo radical demais. Eu acho que o tempo longe fez ela esquecer as piores partes. Mas ela também disse que valoriza o fato de eu querer proteger ela. Pelos comentários, eu acho que algumas pessoas assumiram que a gente vai morar junto. Mas não vai acontecer. E a minha mãe não sabe o endereço onde a minha namorada vai morar.

Gente, eu acho que tá sendo zero radical. Eu acho que, assim, uma atitude extremamente tardia, né? Porque, pô... Mas não tá sendo nada radical. Não tem que ter o menor...

Menor compreensão com pessoas assim, vocês vão me perdoar. Pra mim é tchau, sabe? E assim, gente, eu entendo. Como a gente sempre trata de muitas histórias no âmbito familiar, eu entendo que não é fácil também, tá? Ah, e simplesmente cortar a mãe, cortar o pai, cortar o irmão, sabe? Da vida, cortar, enfim. Eu sei que...

Uma decisão dessa deve carregar muito peso, porque a gente foi ensinado a vida inteira que família pode tudo, né? Mas a gente sabe que não é assim. Então, eu entendo que pra ele, talvez, vou olhar um pouco pelo lado dele, que talvez pra ele tenha sido difícil de enxergar, preciso cortar contato com ela. Mas aí, eu acho que você tem duas opções. Ou você vive pra sempre nas asas da sua mãe, e nas asas eu tô dizendo assim...

Dentro da expectativa que a sua mãe teve na cabeça dela, do que você devia fazer com a sua vida e com quais pessoas você devia se relacionar. E aí vive aí, vai viver ele e a mãe dele com um cordãozinho umbilical ligado a vida inteira. Ou você percebe e fala, meu Deus, eu preciso de ajuda, terapia, que é o que ele tá fazendo. Então, gente, eu sempre falo terapia, terapia, terapia. Terapia pras questões mais complexas e também pras questões do dia a dia, sabe?

Então, assim, que bom que ele tá se afastando da mãe dele. E aí, vamos lá. A gente tem... Deixa eu ver quantas atualizações. Espera. Tá, a gente tem mais duas atualizações.

E antes de eu ir pra essas duas atualizações, é lógico que eu vou pedir pra vocês seguirem o podcast no Spotify. Dê as cinco estrelas, isso me ajuda muito, gente. Siga as redes sociais que estão na descrição do episódio. Inscreva-se no canal no YouTube, deixa o hype. Já vai deixando aí nos comentários o que vocês estão achando. E também, claro, se você quer mandar a sua história pra ser lida e comentada aqui, é só mandar pro e-mail que tá na descrição.

Fechou? Então, bora. Próxima atualização dele, o título é Eu contratei um advogado pra entrar em contato com a minha mãe tóxica. Toma processinho. Processinho nela. Há um tempo eu fiz um post aqui pedindo conselhos sobre como manter minha mãe longe, agora que a minha ex-esposa, que hoje já é minha namorada de novo, tava voltando pra cidade onde a gente mora.

Então, daqui pra frente, eu vou chamar ela só de namorada. No fim, eu decidi que a melhor coisa a fazer era colocar um advogado no meio da situação. Ele enviou uma carta simples pra minha mãe, dizendo que tava me representando e que ela devia manter distância. Que sabor! Porque eu tava preparando pra tomar medidas legais caso ela continuasse ultrapassando limites.

Segundo o advogado, ele precisava dar pelo menos uma justificativa básica para a carta existir. Então ele mencionou rapidamente que eu tinha começado um novo relacionamento e que eu não queria minha mãe envolvida por causa do histórico dela no passado. Mas em nenhum momento a carta dizia que eu tinha voltado com a minha ex-esposa. Isso acabou virando uma briga enorme com os meus pais e os meus irmãos. Meu pai apareceu na minha casa do nada só para discutir comigo.

Um breve parênteses para falar que não só a pessoa é péssima, como que às vezes as pessoas ao redor validam esse tipo de comportamento. Continuando. Meu pai ficou falando o tempo inteiro sobre como a minha mãe sofreu nesses dois anos, coitadinha, em que eu fiquei praticamente sem contato com ela. Mas em nenhum momento ele falou sobre o que ela fez comigo e com a minha namorada. Eu gosto do meu pai, mas ele não consegue bater de frente com a minha mãe.

Ele simplesmente faz o que ela quer. Eu não contei que eu tinha voltado com a minha namorada, mas eu falei de uma forma bem direta que o comportamento completamente desequilibrado da minha mãe durante o meu casamento fez eu não querer mais nenhum tipo de relação com ela.

E aí veio aquele discurso clássico de mas ela é sua mãe, ela te ama, você tá magoando ela. Só que dessa vez eu não voltei atrás. Eu expliquei que a cidade onde a gente mora é muito pequena e que eu já encontro a minha mãe por acaso praticamente toda semana.

Então, era muito provável que isso acontecesse enquanto eu estivesse com a minha namorada. E eu não queria correr o risco da minha mãe surtar completamente. Então, envolver um advogado parecia a forma mais segura de lidar com isso. Eu também falei que, no fim das contas, a decisão agora estava nas mãos da minha mãe. Se ela respeitasse o meu contato zero, nada precisaria ir além disso e todo mundo podia seguir sua vida em paz.

No fim, o meu pai acabou concordando comigo. E depois que eu pedi para ele nunca mais aparecer na minha casa sem me avisar, ele foi embora prometendo conversar com a minha mãe e explicar a situação para ela. Basicamente dizendo que se ela se controlasse, eu não levaria isso adiante.

Minhas irmãs mais velhas também começaram a me ligar para me xingar, mas eu mandei a mesma mensagem para todas, dizendo para elas cuidarem da própria vida. Depois disso, o assédio parou. Já faz um dia desde toda aquela confusão. E o meu pai disse que a minha mãe concordou em me deixar em paz. Eu sei que não dá para confiar totalmente só nas palavras dela, mas isso já é um começo.

principalmente porque da última vez que eu tentei cortar contato, ela surtou completamente. Eu também conversei com o corretor para colocar a minha casa à venda. Eu queria vender o mais rápido possível, mas a minha namorada pediu para ver a casa antes, então eu estou esperando ela voltar. A ideia é me mudar para uma cidade vizinha onde eu ainda consiga manter meu emprego, continuar perto dos meus amigos e da parte da família que me faz bem.

Outra decisão que eu tomei foi parar a Jean e vem dos familiares onde a minha mãe esteja. Vai ser triste perder os aniversários dos meus sobrinhos, mas eu posso aparecer em outro horário para entregar os presentes e passar um tempo com eles sem precisar lidar com toda essa situação.

Então, por enquanto, as coisas parecem estar caminhando bem. Ainda falta um mês para minha namorada voltar, então eu tenho um tempo para resolver qualquer problema que apareça antes dela chegar. E só para esclarecer uma coisa, no meu último post, acho que algumas pessoas entenderam que a minha namorada vai morar comigo. Mas não é isso. A minha mãe não sabe onde ela vai ficar. Torcendo para daqui para frente as coisas continuarem dando certo.

Aí vamos lá, a gente tem mais uma atualização, mas aí não adianta vir agora e falar, ah, ela é sua mãe, mas ela te ama tanto, você está deixando ela tão triste. As pessoas têm que entender que para cada ação existe uma consequência, gente. A gente também precisa aprender a se responsabilizar pelas nossas coisas. Entendeu? Ai, nossa, que pena, ele não está falando comigo, mas por que ele não está falando comigo?

Porque eu sou uma pessoa péssima e eu tornei a vida do meu filho um inferno. Então, sabe? Papinho fraco, papinho frouxo.

E agora vamos para a última atualização. E é depois que a namorada barra ex-esposa do Alpi voltou. Vamos lá. Oi, pessoal. Hoje faz exatamente uma semana que a minha namorada voltou. E, sinceramente, foi a melhor semana da minha vida. Eu fui buscar ela no aeroporto no sábado passado. Eu levei um buquê enorme e a gente começou a chorar ali mesmo.

Vou falar aqui pouquíssimo, um buquê enorme, tá? Eu já falei o kit que ele tinha que levar, mas tudo bem. Ver ela pessoalmente de novo foi uma sensação muito surreal, porque eu já tinha me acostumado a falar com ela só pelo celular. A volta pra cidade foi quase torturante, porque eu precisava prestar atenção na estrada, mas tudo que eu queria era ficar olhando pra ela.

No domingo, a gente fez uma festa de boas-vindas na minha casa, que também era nossa casa antiga, e foi incrível. Por algumas horas, pareceu exatamente como antigamente, quando a gente ainda estava junto e recebia os amigos em casa. Ela ficou para me ajudar a limpar tudo junto com o meu irmão e com o irmão mais velho dela também, que ainda não gosta de mim.

Na terça-feira, ela veio aqui em casa para ver tudo antes de eu colocar a casa à venda. Foi muito mais emocional do que eu esperava. A gente acabou chorando várias vezes, principalmente quando entrou no nosso quarto antigo. Depois que ela foi embora, eu nunca mais consegui continuar dormindo lá. Eu peguei as minhas coisas, me mudei para outro quarto e praticamente tranquei a porta daquele quarto para esquecer que ele existia.

Desde o divórcio, eu só entrava lá uma vez por mês pra limpar. Fora isso, o quarto ficou fechado o tempo inteiro. Ainda tinham várias coisas nossas lá dentro. As alianças antigas, algumas coisas que ela deixou pra trás e várias coisas que eram dolorosas demais pra eu encarar. Tipo as nossas fotos. E teve uma coisa que me pegou muito emocionalmente.

Ela decidiu pegar as alianças antigas de casamento e noivado pra usar em um colar. Pode parecer pequeno, mas aquilo mexeu muito comigo, porque eu realmente achava que ela queria apagar completamente o nosso passado e começar tudo do zero. Então, descobri que ela ainda guarda carinho pela nossa história, mesmo sabendo o caos que tudo virou, significou muito pra mim. E sim, se um dia a gente se casar de novo, eu vou comprar aliança nova.

A gente também começou terapia de casal para tentar reconstruir o relacionamento da forma certa dessa vez. E a nossa primeira sessão já é na semana que vem. Então desejem sorte para a gente. Além disso, semana que vem também vão avaliar a casa para conseguir colocar ela à venda o mais rápido possível.

Minha namorada tá ficando na casa de um familiar enquanto ela procura um apartamento. Então, a gente também tem várias visitas marcadas pra conhecer alguns lugares pra ela morar. Ou seja, a próxima semana vai ser completamente corrida pra nós dois. E dessa vez, a gente decidiu ir muito mais devagar. A gente não vai morar juntos tão cedo. Até porque da última vez, a gente ficou noivo depois de seis meses e casou seis meses depois.

Mas desde que ela voltou, a gente praticamente passa todos os dias juntos. Tirando a quarta-feira e os horários em que eu tô trabalhando, a gente tem ficado juntos todos os dias. Eu sei que muita gente provavelmente tá curioso sobre a situação da minha mãe, então eu tenho uma notícia boa. Como a gente mora numa cidade pequena, era praticamente impossível minha namorada voltar aqui sem encontrar com a minha mãe em algum lugar. E isso realmente aconteceu na primeira semana.

Minha namorada estava num café com a irmã mais nova quando a minha mãe percebeu que ela estava lá. Só que dessa vez, ela não fez nada. Ela simplesmente viu minha namorada, virou as costas e continuou a vida dela normalmente. Como uma pessoa normal faria. Eu nunca vou voltar a ter contato com a minha mãe.

Mas pela primeira vez parece que ela realmente entendeu os limites depois de dois anos de contato extremamente limitado. Infelizmente, o meu advogado disse que provavelmente eu não conseguiria uma ordem de restrição contra ela. Então eu realmente espero que ela continue se controlando assim. E pelo que o meu pai e os meus irmãos falaram, ela nem comentou com eles que ela tinha encontrado minha namorada.

Eu também preciso deixar clara uma coisa, ela ainda não sabe que a gente voltou. E eu espero conseguir me mudar pra cidade vizinha justamente pra manter as coisas assim. Mais uma vez, obrigado pelo apoio e pelo conselho de vocês. Eu sou eternamente grato por vocês terem me incentivado a chamar ela pra sair, em vez de esperar ainda mais. E ela também pediu pra agradecer todos vocês. Vocês são incríveis!

Antes de terminar, tem um último comentáriozinho que eu queria ler do Opie. Ele começa. A gente voltou a morar junto. A minha namorada não conseguiu encontrar nenhum apartamento que ela gostasse e, no fim, a gente decidiu se juntar de novo. Fora isso, não aconteceu mais nenhuma grande novidade. Comentário mais votado respondendo esse comentário. Ótima atualização, Opie.

Eu também tenho contato extremamente limitado, quase inexistente com a minha mãe há anos. E eu posso te dizer uma coisa, fica mais fácil com o tempo. Quando você consegue cortar da sua vida até a própria mãe por causa do mal que ela te faz, você percebe que consegue se afastar de qualquer pessoa que só traga destruição para a sua vida. No fim, isso acaba criando um círculo social muito mais saudável ao seu redor. E a vida melhora muito quando a gente aprende isso.

Palminhas. Gente, palminhas só. Não vou de grandes palmas também não, tá? Fiquei muito feliz que se ajeitaram e que a namorada dele, ex-esposa, não tá mais sofrendo. Mas, gente, assim, também não... Eu sei que as pessoas erram, tá? Eu sei que a gente erra, a gente é passível de erro sempre.

Mas também deixar, eu fiquei com dó dela. Se o que a gente sabe dessa história já foi um absurdo, imagino que ela não passou muito mais. Então, assim, Opi, espero que você tenha aprendido. Parece que aprendeu mesmo. Que bom, eu fico muito feliz. É pra mostrar também, gente, como a importância, assim, da gente impor limite com as pessoas que não nos fazem bem é muito importante mesmo. Eu sei que às vezes é meio difícil, mas tem que falar não, tem que impor limite.

E pra isso a terapia ajuda demais. Então, mais uma vez, eu aqui incentivando a terapia, né? E, gente, é isso. Eu espero muito que vocês tenham gostado dessa história de hoje, que valeu aí um episódio inteiro. Eu conto com os comentários de vocês, pra saber o que vocês acharam, se teve algum ponto que eu deixei passar, que eu não comentei também.

Então conto com os comentários de vocês. Por favor, siga o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas. Inscreva-se no canal no YouTube, deixa o hype no vídeo. Ativa aí o sininho pra você receber notificação quando novos vídeos são lançados. Mas de qualquer forma, toda terça e quinta às 6 da manhã tem episódio novo pra vocês. Se você quer mandar sua história, é só mandar pro meu que tá na descrição do episódio. E por hoje é só.

Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!

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