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Só Pod 74 - Eu tô forçando amizade com a minha cunhada?

12 de maio de 202645min
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Uma relação que deveria ser natural começa a virar uma fonte constante de insegurança e expectativa. Quanto mais ela tenta se aproximar da cunhada, mais parece que existe uma barreira impossível de atravessar.

✨Histórias sobre querer proximidade, criar expectativa e lidar com distância emocional.

🎙️Me conta o que você achou dessa história aqui nos comentários.

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Participantes neste episódio3
I

Isa

HostTécnica do IDR Paraná
D

Débora

Convidado
O

OP

Convidado
Assuntos4
  • Priscila e ÁquilaDificuldade de aproximação · Expectativa vs. Realidade · Questões pessoais da cunhada · Priscila
  • Relação com cunhada (história 2)Distância e frieza da cunhada · Possível timidez ou personalidade · Lila
  • Relacionamentos e NamoroCansaço de criar vínculos temporários · Dificuldade com mudanças · Autismo e relações
  • Relacionamentos Cristãos e Amor FraternoDesejo de relação de irmãos · Falta de reciprocidade nas mensagens · Possível obsessão do OP
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Minha relação com a minha cunhada é complicada. E aí, galera? Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje vamos começar com a história de ouvinte e o título é Minha relação com a minha cunhada é complicada.

Me chamo Débora, tenho 22 anos e eu namoro há cerca de 3 anos. Eu e meu namorado Vinícius temos até uma história fofa de começo de relacionamento, bem sessão da tarde mesmo. A gente se conheceu por amigos em comum, mas foi por causa do nosso gosto muito parecido por filme de comédia que a gente foi se aproximando cada vez mais, até acabar se apaixonando.

Depois de alguns meses de namoro, ele me apresentou para a família dele e foi tudo bem tranquilo. Os pais dele gostam muito de mim e o resto da família dele que eu conheci depois também. Minha família gosta muito dele, então é tudo muito recíproco. Porém, sempre tem aquela pedra no sapato que faz a gente acordar do sonho, né? No dia em que eu fui conhecer os pais dele, a irmã dele, Priscila, não estava lá porque ela tinha ido para a casa de uma amiga.

Coisa que eu só fui descobrir depois. Eu conheci ela em outra visita na casa deles, mas a gente nem conversou tanto assim. Ficou aquele clima meio estranho de primeiro contato, sabe? A gente tem idades bem próximas. Ela tem 25 e eu tenho 22, mas eu faço 23 esse ano.

Ela gosta muito de sair igual eu. Festa, barzinho, show. É muito mais noturna do que diurna. E quando ela está de folga, ela gosta de ficar em casa. Eu sou 100% assim também. Além disso, a gente tem gostos muito parecidos para séries e filmes. E nós duas também não temos muitos amigos.

Bom, continuando. Eu já tentei algumas vezes me aproximar mais dela. Eu chamei ela para sair para lugares mais no estilo dela, outros mais meio termo, e eu até convidei ela para um aniversário surpresa que eu organizei para o meu namorado. Mas nada evoluiu. No começo, eu achava que era só coisa de primeiro contato mesmo.

Aquela coisa de quando as pessoas ainda estão se conhecendo e nem sempre se gostam logo de cara. Depois, como a nossa relação não evoluía, eu comecei a achar que talvez fosse algo pessoal contra mim. Eu cheguei até a mandar mensagem para ela no WhatsApp perguntando se ela tinha algum problema comigo e disse que eu estava aberta para a gente ter mais proximidade caso ela quisesse. Ela respondeu que não tinha problema nenhum e que, na verdade, ela estava passando por questões pessoais. E aí

Aliás, essa conversa aconteceu no final do ano passado. Ou seja, eu e meu namorado já tínhamos quase dois anos de namoro nessa época. Ela é uma pessoa difícil de lidar porque tem uma personalidade muito forte. Às vezes, ela acaba sendo grossa sem perceber com os pais e até com meu namorado. Tem momentos em que ela é mais seca com eles, mas depende muito do dia.

Hoje, com quase três anos de namoro, quando eu vou pra casa do meu namorado e ela tá lá, a gente praticamente nem se olha, nem se fala e nem tenta puxar assunto. Eu até penso que essa aproximação devesse partir mais de mim, já que eu sou a visita. Mas, ao mesmo tempo, eu nunca sinto abertura da parte dela.

Pensando nisso de uma forma mais fria, eu acho que eu quero muito a atenção dela porque eu não tenho muitos amigos e eu tenho certa dificuldade para criar novas amizades. Por ela ser mulher, ter uma idade parecida com a minha, gostos muito parecidos e por eu estar sempre convivendo no mesmo ambiente que ela, eu sinto que essa troca entre a gente podia ser tão incrível, sabe? Mas eu também sei que eu não devia forçar tanto isso.

O problema é que eu simplesmente não consigo parar de pensar no assunto. Por exemplo, agora mesmo. Eu tô pensando em um lugar pra gente sair. Eu, meu namorado, ela e algum amigo, caso ela queira chamar. Bom, essa é a minha história. Me ajudem.

Aliás, amo muito o seu canal e já te acompanho há um tempo. Sem o seu entretenimento semanal, meus dias no trabalho seriam muito mais chatos. Débora, muito obrigada. Eu fico muito feliz que você esteja curtindo o podcast. E aí, vamos às perguntas que eu faço para ela, tá? Primeira pergunta.

Você sente que ela é assim só com você? Ou ela também mais fechada com outras pessoas no geral? Olha, ela é meio fechada com outras pessoas, mas tem sim um ciclo de amigos. Ela sempre sai com eles pra festa, etc. Já aconteceu alguma situação entre vocês que pode ter gerado esse clima meio estranho? Sinceramente, não. No fim, a gente nunca conseguiu realmente aprofundar nada entre nós duas.

A gente mal consegue conversar por mais de dois minutos seguidos. Ela põe uma risadinha.

Depois daquela conversa que vocês tiveram no WhatsApp, você percebeu alguma mudança, mesmo que pequena, no comportamento dela? Depois daquela conversa, eu fui pra casa deles no fim de semana, como de costume, e até que foi melhor. Ela falou comigo quando eu cheguei, coisa que normalmente só acontecia se eu fosse falar oi primeiro. Mas ficou só nisso também. Depois de algumas semanas, a gente finalmente saiu junto, mas também não foi nada demais e não mudou muita coisa entre a gente.

Você acha que essa vontade de se aproximar dela vem mais de uma conexão real ou da expectativa de que deveria existir essa proximidade por ela ser sua cunhada? Acho que é pela conexão que eu sinto que deveria existir. Como eu falei no desabafo, eu queria muito ser próxima dela. Não só porque eu quase não tenho amigos para sair ou conversar, mas também pelo vínculo que eu criei com toda a família dele e por todas as coisas que a gente tem em comum.

Como que seu namorado enxerga essa situação? Ele já comentou algo sobre o jeito dela ou sobre essa dinâmica entre vocês? Ele diz que ela é assim desde sempre, na dela mais fechada. Ele já tentou conversar com ela sobre mim, mas também não avançou muito. Ele já tentou uma aproximação maior também com ela, mas não durou muito tempo. No fim, nem os dois têm muita proximidade assim.

Se você tivesse que chutar, o que você acha que pode estar por trás disso? Pode ser só o jeito dela, alguma fase ou até um possível ciúmes do irmão dela? Eu acho que é o jeito dela que talvez eu simplesmente não seja o tipo de pessoa com quem ela teria uma amizade muito íntima. Ou talvez porque as amizades que ela tem hoje surgiram de forma mais natural, tipo na escola, convivendo todos os dias e tudo mais. Sinceramente, eu não sei. Por isso, eu busco um olhar de fora.

Se essa relação continuar exatamente como está hoje, educada mais distante, isso te incomoda muito? Ou você acha que é algo que você conseguiria aceitar? Me incomoda só porque eu gostaria muito de ser mais próxima, de ser amiga. Mas eu entendo que talvez essa necessidade de ser próxima possa ser carência de amizades também. Então, eu seguiria respeitando o espaço dela, mas ainda tentando incluí-la em alguma coisa. Festa, cinema, etc.

Peço dicas e ajuda no assunto. Pode ser sincera mesmo. É disso que eu tô precisando. Então, vamos lá. Aos meus humildíssimos comentários e a minha humilde opinião. Lembrando, gente, que ela quer ajuda nossa aí. Então, também conto aí com a ajuda de vocês pra dar a sua perspectiva sobre a história da Débora.

Mas, gente, assim, eu falei isso já em algum episódio, que quando a gente lida com a rejeição, e nem, não necessariamente precisa ser a rejeição, tipo, eu não quero contato. Quando a gente lida com uma troca em que a gente esperava mais, ou seja, a nossa expectativa era diferente do que a gente recebe.

Eu super entendo que é difícil de lidar. Eu acho que é algo muito humano a gente querer essa conexão com, enfim, familiares do nosso parceiro, da nossa parceira. Então, eu acho super normal você querer essa relação mais próxima. Mas, ao mesmo tempo, nem toda relação tem potencial só porque as pessoas são parecidas, são compatíveis aí. Que você diz que vocês gostam da mesma coisa, etc.

E também, um ponto muito importante da gente observar é que, às vezes, o jeito que a pessoa trata a gente tem muito mais a ver com ela em si do que com você. Eu não estou falando que a sua cunhada é uma pessoa horrível, longe disso, não é isso que eu estou querendo dizer.

O que eu quero dizer é que a gente nunca sabe o que a pessoa está passando. A gente nunca sabe por dentro, sabe, quais as dificuldades que a pessoa está tendo. Às vezes, um momento de vida mais delicado também. Eu entendo que a gente, geralmente, tende a trazer tudo para nós.

Mas nem sempre é sobre nós. Quando você diz que, quando você conversou com ela, e ela falou que ela estava passando por um momento mais delicado, eu acho que tem muito mais a ver sobre isso. E também pode ser que ela não queira esse tipo de conexão com você, ou que ela não sinta tanta vontade.

O mais importante que eu acho é manter o respeito entre as duas pessoas. Eu acho um ponto muito positivo, por exemplo, que ela não te distrata, que ela não te trata mal. Então, eu não acho que você está errada por querer essa troca e essa conexão. Eu só acho que você está colocando muito peso nessa relação específica. O que nada impede que, não sei, daqui a uns anos, daqui a um tempo, isso possa vir a acontecer. Então, os meus humildes para você, Débora, é...

Se eu fosse você, eu continuaria, lógico, tratando com educação, vez ou outra tentando incluir ela, mas já com a expectativa de que, pô, talvez ela não aceite e tá tudo bem. Ela não é obrigada a criar uma super relação com você e ao mesmo tempo que você também não é obrigada sempre a ficar tentando.

Eu acho que eu tentaria equilibrar isso, vou tentar ainda incluir ela em convites que é a cara dela, enfim, que possa trazer essa proximidade, mas pensando que talvez isso não evolua e tá tudo bem. Eu acho que ela foi sincera quando ela falou que ela não tem nada contra você e que ela tá num momento desse mesmo. E, gente...

Isso acontece mesmo com a gente. Eu, por exemplo, trazendo como experiência individual, teve momentos que eu estava passando por uma fase difícil em que eu mal vi amigos, assim. E aí, nesses momentos, eu imagino se eu tivesse que, talvez, construir uma relação nova, isso não existia para mim na época.

Então, eu acho muito normal, nem sempre a pessoa tá aberta e tá tudo bem. A gente não tem que forçar nada. Mas, ao mesmo tempo, eu também acho que vale aí um convite ou outro mais específico, sabe?

E é isso, gente. O que vocês acham? Vocês acham que ela tem que desistir? Vocês acham que ela tem que continuar forçando? Eu acho que, pessoalmente, não. E aí, no fim, talvez o foco não seja você tentar construir uma relação de amizade, mas aceitar o espaço que ela consegue te oferecer hoje.

eu acho que é por aí então é isso gente deixe aí nos comentários os seus conselhos para a Débora, Débora muito obrigada por ter mandado essa história para o podcast lembrando que se você também quer mandar sua história é só mandar para o e-mail que está na descrição do episódio fechou? e conto com todos vocês que me ouvem por favor, lógico sejam gentis com a Débora e deixem aí seus conselhos

Você já teve uma relação meio estranha com cunhado, com cunhada, com familiar? As pessoas que eu vou ler as histórias a partir de agora, que todas vieram do Reddit, têm uma dificuldade também com relação entre cunhado e cunhado. Então, vamos lá. Primeira história do Reddit de hoje. A irmã do meu namorado é distante comigo.

Isso é algo cultural? É da personalidade dela? Ela não gosta de mim? Ou é só coisa da minha cabeça? Eu, mulher 28 anos, e meu namorado, homem 30, estamos juntos há um ano e tá tudo ótimo entre a gente. Eu já conheci a família dele várias vezes e literalmente todo mundo sempre foi muito simpático e acolhedor comigo.

Eles são latinos. Eu não sei se isso importa, mas talvez faça a diferença no contexto. Nem todo mundo fala minha língua, então a gente acaba se virando do jeito que dá. E de verdade, isso é até divertido. Só que tem uma exceção. A irmã dele, que eu vou chamar de Lila, mulher 28 anos.

A Lila é muito bonita, tipo daquelas pessoas que parecem celebridade. Ela tem uma presença super forte, muito glamurosa. Quando eu conheci ela, eu achei ela muito fria e ela quase não sorriu pra mim.

No fim do dia, quando eu estava indo embora, ela até me abraçou, mas foi aquele abraço meio rápido, mais distante, sabe? Então eu pensei, ok, talvez ela só seja tímida, mais fechada, talvez ela esteja nervosa ou só teve um dia ruim. Só que não. Na próxima vez, foi exatamente igual.

E o pior, começou a parecer meio de propósito. Ela falava na língua dela super rápido, perto de mim, com os irmãos e com a família. E parecia estar sempre irritada quando eu estava por perto. Mesmo assim, eu continuei tentando ser simpática e educada.

E eu também sou introvertida, então não é como se fosse super fácil para mim sair puxando o assunto. Nas próximas vezes foi exatamente a mesma coisa. Então uma hora eu perguntei para o meu namorado, ela não gosta de mim? Eu estou sendo sensível demais? Eu sinceramente achei que ele fosse falar, relaxa, você está exagerando. Mas ele respondeu,

ela demora bastante para se abrir. É uma coisa da nossa cultura. Só que isso me confundiu muito, porque todo mundo da família dele que eu conheci até hoje foram extremamente calorosos e receptivos comigo.

Até as pessoas mais quietas pareciam pelo menos tentar sorrir ou tentar me incluir na conversa. Mas com a Lila, parecia que eu tinha feito alguma coisa pra ela. Teve uma festa de aniversário das sobrinhas dele que eu fui. A Lila fez um bolo de unicórnio absurdo de lindo pra menina e eu fiquei impressionada. Parecia um bolo profissional de verdade.

Então, mesmo eu sendo tímida perto dela, eu fui até ela elogiar o bolo, falar que ela era muito talentosa e tudo mais. Ela praticamente nem olhou pra mim e só respondeu, valeu. E acabou aí.

Depois disso, eu fiquei muito constrangida e insegura. Então, eu simplesmente comecei a evitar ela. Mais tarde, eu contei isso para o meu namorado e ele respondeu. Ela é assim mesmo, ela sempre foi. Só que durante a festa, ela estava rindo e conversando com todo mundo, menos comigo.

Então, ela claramente não era assim com todo mundo. Era só comigo. Enfim, eu me sinto rejeitada e magoada. Mas, ao mesmo tempo, eu sei que talvez ela só seja tímida, mais na dela. E talvez eu simplesmente devesse deixar ela no espaço dela. Mas eu realmente queria entender uma coisa. Isso é mesmo algo cultural? Eu fiz alguma coisa errada sem perceber? Ela só tem uma personalidade mais fria? Ou eu estou sendo muito sensível em relação a isso?

Resumo, a irmã do meu namorado parece claramente fria e antipática comigo e isso me deixa mal. Mas eu não consigo entender se o problema é ela, se sou eu ou se eu tô exagerando completamente. Existe alguma barreira cultural aqui que eu não tô percebendo? Eu tô sendo irritante sem querer ou eu simplesmente devia deixar isso pra lá?

Edição. Eu esqueci de mencionar que o motivo de eu me importar tanto com isso é porque eu e meu namorado estamos praticamente noivos e planejando um futuro juntos. Então ela vai acabar sendo a minha família também, e vice-versa. Eu queria muito conseguir ter uma boa relação com todos eles.

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Gente, cultural não é, né? Que somos latinos. Que somos latinos e a gente sabe que a gente é bem caloroso, etc. Mas aí, sabe uma coisa que eu acho também? Também não tem como a gente ficar adivinhando o que a pessoa pensa. E adivinhando o porquê que a pessoa é assim.

Acho que tem que respeitar e é isso aí, deixa a pessoa ser do jeito que ela é. Mas vamos aos comentários. O comentário mais votado diz, eu sinceramente tentaria deixar isso pra lá. Talvez ela seja tímida, talvez ela seja desconfiada, ou talvez ela simplesmente te ache meio irritante.

E honestamente, quem que sabe? Isso realmente importa tanto assim? A namorada do meu irmão, por exemplo, é uma pessoa muito legal. Mas eu tenho dificuldade em ser próxima com ela, porque ela me irrita profundamente. A gente tem personalidades completamente opostas. Ela fala por cima de mim o tempo todo.

Fala sem parar sobre tudo e eu simplesmente não consigo lidar muito bem com isso. Mas isso não significa que eu odeie ela ou que eu quero que eles terminem. Muito pelo contrário, ela faz o meu irmão feliz e isso é o que importa para mim. Isso só significa que eu não tenho vontade de sentar e conversar com ela por horas.

E se ela te acha irritante? E daí? Vocês não precisam ser super próximas, mesmo depois de você se casar. Enquanto existe respeito e tiver tudo bem entre vocês no geral, isso já basta.

Eu concordo muito com essa última frase. Enquanto existe respeito e tiver tudo bem, já basta. Mas vamos ao segundo comentário. Eu tenho ansiedade social e isso faz com que eu fique muito quieta quando eu estou perto de pessoas que eu não conheço. Só que muita gente interpreta isso como arrogância, frieza ou como se eu simplesmente não gostasse delas. Então, existe uma chance dela também ser só uma pessoa socialmente ansiosa.

Talvez valha a pena tentar conversar com ela sobre isso, porque, no fim, a única pessoa que realmente pode dizer o que está acontecendo é ela mesma. Opi responde esse comentário. Eu queria muito conseguir falar com ela. Eu também passo por isso às vezes, tanto pela minha cara séria sem querer, quanto por eu ser mais quieta. Só que ela tem um jeito de encerrar a conversa muito rápido. Então, fica extremamente constrangedor puxar assunto depois disso.

E, sinceramente, me deixa desconfortável pensar que ela simplesmente não gosta de mim sem nem realmente conversar comigo direito. Mas eu acho que eu também não posso forçar muito isso.

Terceiro comentário. Eu sou latino, mas eu cresci em outro país. Então, talvez eu esteja errado aqui. Mas isso não parece algo cultural para mim, não. Então, eu realmente não acho que seja isso da cultura. Talvez ela simplesmente não goste muito de você. Algumas pessoas ficam muito possessivas ou ciumentas quando o assunto é família. E eu já vi isso acontecer. Ou talvez ela simplesmente tenha uma personalidade difícil.

No fim, podem existir vários motivos diferentes. O Pi responde esse comentário. Talvez você tenha razão. Talvez ela simplesmente não confie totalmente em mim para ser parceira do irmão dela. Justamente porque eu ainda não sou da família. Eu tentei ser simpática, educada e tudo mais. Mas talvez isso não seja suficiente para ela e talvez eu precise provar alguma coisa primeiro. Sinceramente, eu não sei.

Essa história e os comentários acabam aqui. E aí, gente, não tem como a gente forçar coisa que não vai. Às vezes, tem pessoas que não sei. Quando eu dei os meus humildes da história da Débora, nosso ouvinte, eu acredito muito nisso, que cada pessoa é uma pessoa, a gente não sabe o que essa pessoa já passou com outras relações. Às vezes, não sei, super se abriu e super foi receptiva logo de primeira e depois, sabe, quebrou a cara.

e aí a pessoa talvez cria uma armadura para próximas, enfim, para próximas conexões. Às vezes a pessoa tem essa ansiedade social e também não quer ficar se abrindo. Eu acho que nessa história aqui, o parâmetro que ela está usando não é o parâmetro que corresponde à situação dela. Ela está comparando o jeito que a irmã do namorado é com outras pessoas da família que ela já convive há anos, e dela que ela acabou de conhecer.

Então, também tem isso, sabe? Às vezes, não sei, a pessoa se mostra ao passar do tempo que ela realmente é, quando ela se sente confortável para ser que ela realmente é. Então, tem muitas questões, não dá para a gente adivinhar, não dá para a gente tirar a conclusão precipitada. Agora, falando da história da Débora, da nossa ouvinte, e falar que nossa, a irmã dele, sei lá...

ela é assim mesmo, não tem como, gente, a gente não sabe o que se passa, sabe, cada pessoa é um universo paralelo ao nosso, a gente não sabe o que essa pessoa tá passando, enfim, e se a pessoa for assim mesmo e demorou, tá tudo bem. Então, nessa história, eu manteria o respeito, tentaria, assim, pontualmente, deixaria a vida seguir, uma hora, às vezes, vira uma relação super bacana e também, se não virar, com respeito, gente, pra mim também, é meio que basta, assim.

E aí vamos lá para a terceira história do dia. Mas antes de eu ir para a próxima história, eu peço por favor para você seguir o podcast aqui no Spotify. Dê as cinco estrelas, se você puder me ajudar muito.

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Resumindo a história, minha cunhada meio que se distancia de mim. Eu fui atrás de outros posts, gente, quem escreve é um homem, tá? Ele não fala aqui, mas enfim, é um homem que tá escrevendo. Ela visitou eu e minha esposa duas vezes no ano passado. Isso foi algo muito importante, porque foi a primeira vez em sete anos que ela veio visitar.

E olha que a gente já é da mesma família há 10. A gente acabou criando uma conexão boa e eu comecei a falar mais com ela por mensagem. E sendo bem sincero, eu acabei ficando meio apegado.

porque foi a primeira vez na vida que eu senti como se eu tivesse uma irmã. Eu não tenho irmãos biológicos. Só que quando ela voltou para a casa dela, ela mora e trabalha em outro país. Ela mudou completamente. Ela quase não responde minhas mensagens. No começo, eu mandava bastante coisa para ela, mas eu fui diminuindo aos poucos.

Ela diz que ela fica muito ocupada com o trabalho durante a semana e que nos fins de semana ela precisa descansar. Só que eu sei que ela passa bastante tempo saindo e passando tempo com os amigos dela. Então, eu sei que esse descansar inclui passar tempo com outras pessoas, só não comigo. Eu queria muito ter essa relação de irmãos com ela, mas, sinceramente, parece que ela me ignora de propósito.

Será que eu devia simplesmente aceitar que as coisas são assim? Tipo, mandar mensagem uma vez por semana, e se ela não responder, tentar não deixar isso me afetar e falar com ela de novo depois? Porque às vezes eu literalmente mando um, e aí, como que você tá? E ela simplesmente não responde.

E aí, uns quatro dias depois, eu mando outra mensagem e ela responde normalmente, ignorando completamente a mensagem anterior. Para quem está curioso sobre como a minha esposa se sente em relação a tudo isso, cada hora ela acha uma coisa. Eu acho uma situação injusta. Eu sempre fui uma pessoa totalmente aberta quando o assunto é minha família.

Ela conversa com quem ela quer da minha família, o quanto ela quer e tem uma relação ótima com eles. Isso ele tá falando da esposa dele. Só que quando o assunto é irmã dela, ela sempre diz que ela é uma pessoa muito reservada e que vai levar um tempo pra gente criar essa conexão. Só que eu fico pensando, quanto tempo exatamente?

Porque às vezes parece que a minha esposa não sabe muito bem o que ela quer. Tem momentos em que ela fala, faz o que você quiser, se você quiser mandar mensagem, manda. E outros ela vira e fala, para de incomodar minha irmã. Eu realmente queria conseguir criar uma conexão com a família dela. Mas parece que existe uma barreira invisível entre a gente e eu simplesmente não consigo atravessar. Gente, aí...

Só para eu dar um contexto das histórias. Quando eu procuro alguma história no Reddit e acho o post, eu entro no perfil da pessoa que postou e eu dou uma fuçada para ver se tem outros posts parecidos, se teve uma atualização, quais os comentários o OP ou a OP responde. E aí, gente, eu preciso dizer que, ao meu ver, o OP está meio obcecado.

Depois desse primeiro post que eu acabei de ler pra vocês, ele posta outras histórias em outros fóruns diferentes. E aí eu só vou ler porque são bem curtinhos, assim. Eu nem trouxe porque não passava muito, não explicava muito. Mas eu trouxe os títulos, tá? Se preparem. O título é... Você já se aproximou muito rápido de alguém da família e começou a falar com essa pessoa o tempo todo?

Outro post. Alguém já sentiu uma conexão muito forte com alguém da família? Outro post. Tem alguém da sua família com quem você gostaria de ter mais contato, mas a pessoa simplesmente não procura você? Então, eu acho que ele está meio obcecado. E aí, dentro desses posts dele, ele explica que família não é família direta, que também é família do namorado e da namorada da pessoa. Então, me parece uma pessoa muito obcecada.

né? Aqui quando ele pergunta. Só que eu fico pensando, quanto tempo exatamente? Gente, não existe essa resposta, sei lá. Tem gente que super se conecta na hora, tem gente que demora anos aí pra criar alguma conexão. Então, não sei, me parece alguém meio obcecado. Né?

principalmente quando ele fala, tipo, ah, ela fala que quer descansar, só que eu sei que ela passa tempo com os amigos dela, tá, beleza. Então, assim, eu senti um clima meio estranho do Opi, mas vamos aos comentários que ele responde. O primeiro comentário diz...

Se eu fosse você, principalmente depois dessa resposta da sua esposa de para de incomodar minha irmã, eu provavelmente diminuiria bastante as mensagens. Porque a sua esposa conhece a irmã dela melhor do que ninguém. Então existe uma boa chance dela já ter comentado que se sente pressionada ou incomodada com tanta insistência.

Talvez o melhor seja simplesmente deixar essa relação acontecer de forma natural. E se ela nunca virar uma relação super próxima, tá tudo bem também. Opi, eu diminui bastante a frequência das mensagens. Só que eu também não queria simplesmente desaparecer completamente, sabe? Então hoje em dia eu tento ficar só num. E aí, como que você tá? Uma vez por semana. Porque antes dela visitar, a gente praticamente nem se falava.

Talvez trocasse mensagem uma vez a cada alguns meses. Só que foi uma daquelas situações em que você conhece alguém pessoalmente e de verdade pensa Caramba, essa pessoa realmente existe, sabe? E aí naturalmente você começa a querer mais proximidade, mais contato. Mas eu acho que eu acabei ficando apegado demais.

Porque eu realmente queria ter uma relação próxima de irmãos com ela. Só que eu acho que isso não é algo que eu consiga controlar agora. Eu também dei uma afastada. Agora eu tô mais observando as coisas. Porque se ela for parecida comigo, talvez ela seja aquele tipo de pessoa que simplesmente não manda mensagem primeiro. Tipo, alguém precisa puxar a conversa antes, e aí ela decide se quer responder ou não. E se ela não responder na hora, talvez ela responda depois.

Inclusive, eu mesmo já tive gente que precisou me mandar mensagem duas vezes antes de eu responder. Ela quase nunca é a pessoa que toma a iniciativa para conversar primeiro. Mas enfim, isso só é uma observação minha.

Vocês estão sentindo a mesma coisa que eu? Vocês estão sentindo um negócio meio, tipo, obsessivo? E aí eu entendo que, pô, você não ter irmãos biológicos, talvez você queira construir uma relação de irmãos, mas, gente...

Não sei, eu tenho irmão e a gente não se fala todo dia. Às vezes a gente nem se fala, sei lá, duas vezes por semana. A gente mais se manda meme e ri. E só, e às vezes conversa, enfim, às vezes se encontra também quando dá, mas... Eu acho natural, então não sei se ele tá também procurando uma relação de irmãos da relação que ele mesmo criou, sabe assim? Dentro dos parâmetros que ele criou de irmãos. Mas vamos ao segundo comentário que o Pi também responde.

E é cumprido, vamos lá. Se você realmente fosse esse tipo de pessoa que só responde quando alguém manda mensagem primeiro, você provavelmente nem estaria nessa situação agora. Uh! Eu acho que você precisa começar a ser honesto consigo mesmo sobre o quanto você quer realmente essa proximidade. É muito normal que durante a visita, viagem ou momento em que a família está mais reunida, existe muito mais contato e proximidade.

E depois isso diminua bastante quando cada um volta para a rotina. Isso não significa necessariamente que aquela conexão de irmãos não existiu. Só significa que a vida voltou ao normal quando cada um voltou para a sua rotina. Mas se você continuar insistindo nisso demais, existe uma chance real de acabar estragando a relação. O Pi vem e responde.

Bela resposta. Eu tenho parentes tanto da família de sangue quanto por casamento com quem eu simplesmente não converso a menos que a pessoa fale comigo. E eu também tenho relações em que funciona para os dois lados. Eu não mando mensagem primeiro e a pessoa também não. E aí do nada a gente resolve conversar.

Minha cunhada é diferente nesse sentido e eu ainda tô tentando entender qual é a melhor forma de lidar com ela. Mas uma coisa eu já percebi, mandar muita mensagem definitivamente não funciona.

Então eu dei uma afastada considerável. Ela quase nunca toma iniciativa para falar comigo primeiro. Normalmente eu mando alguma coisa e deixo ela responder no tempo dela. Às vezes ela responde no mesmo dia, às vezes só no dia seguinte e às vezes ela demora alguns dias. E sobre o que você falou no resto do comentário faz bastante sentido. Eu sinceramente não tenho muita experiência com relações com família dos outros.

Os pais da minha esposa e um irmão dela já faleceram. Eu até conheci alguns primos dela e tentei adicionar no Facebook, mas até agora ninguém aceitou. Então eu resolvi não insistir em nada até eles me responderem, mesmo eles tendo sido muito legais comigo pessoalmente.

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É isso, gente, eu acho nessa história, de fato, que também se criou uma expectativa maior. E que a gente vê, por exemplo, por essa história, que talvez a forma incisiva de tentar contato não seja a melhor das opções.

Coitada, eu vejo uma pessoa, assim, tentando proximidade e talvez não entendendo muito o limite da cunhada dele. Eu espero que ele encontre aí o equilíbrio que faz bem pra ele e pra cunhada, mas eu achei, assim, outros posts, sabe? Ele muito insistindo aí nesse assunto. Então, eu acho que isso é um ponto que pega mesmo pra ele, sabe? Tipo, eu quero muito ter uma relação de irmãos e talvez não tenha a reciprocidade que eu tô esperando.

Tem uma coisa que o meu terapeuta fala, que é muito difícil, tá? Mas ele sempre fala. Sem expectativa, sem julgamento e sem culpa. Então, pra gente não ter expectativa com as coisas, muito difícil.

Sem julgamento da gente não ficar julgando tanto nós quanto os outros. E sem culpa nossa também. Assim, gente, anos de terapia eu não cheguei nem perto desse não julgamento sem culpa e sem expectativa. Mas a gente vai tentando. E aí vamos lá. Vamos para a última história do dia. Essa história, ela vem...

do lado oposto. Então, por enquanto, a gente leu a história só da pessoa tentando uma proximidade com o cunhado com cunhada. E agora a gente vai do outro lado. Essa história traz a perspectiva de alguém que não quer necessariamente se envolver com o cunhado com cunhado da irmã do irmão.

E vamos lá. O título é Eu sou babaca por ser meio distante com o namorado da minha irmã? Ok, eu tô me sentindo meio mal com isso e eu queria um conselho. A minha irmã, 29 anos, namora desde os 14 anos. E assim, tudo bem, eu não julgo nem um pouco. Eu, mulher 25, só tive um relacionamento sério na vida que durou dois anos.

Desde então, eu sinto que apesar de eu não ser fechada para relacionamento, eu também não faço muita questão. Eu não fico procurando alguém para namorar e eu gosto de ser solteira. Minha irmã é o completo oposto. Ela sempre foi. Ela ama pessoas e ela ama estar num relacionamento. Todo ano parece um namorado novo.

E ela sempre fala coisas do tipo, esse é diferente, ou esse sim é especial. Ela começa a levar o cara para casa e fica super animada falando dele. Para ser justa, todos os namorados dela sempre foram caras legais. E eu sempre gostei de todos.

Só que, sendo sincera, começou a ficar meio estranho e cansativo conhecer, criar uma certa amizade, me aproximar desses caras, sabendo que, muito provavelmente, eles vão desaparecer da nossa vida em um ano. Também não ajuda o fato da gente ainda morar com os nossos pais. E não perguntem o motivo, porque a explicação é longa demais.

O último namorado dela, segundo ela, era a alma gêmea dela. Ela dizia que ele era perfeito, o melhor cara do mundo. Falava que ia morar com ele, que eles iam ficar juntos pra sempre, etc. Ela até apresentou ele pros nossos avós, coisa que ela nunca tinha feito antes. Eu achava ele ok.

Não era exatamente o tipo de pessoa com quem eu escolheria ser amiga, mas eu me esforcei. Eu saí para jantar com eles quando ela chamava. Eu fui visitar os dois na casa dele, conheci os pais dele. O pai dele, inclusive, chegou a me emprestar umas tintas porque eu amo artes. Agora ela está com outra pessoa. Ele parece legal. Eu não tenho nada contra ele, a minha irmã gosta dele. Então, no fim, é isso que me importa. Mas dessa vez eu fiquei bem mais distante.

E ela percebeu isso. Ela vive tentando fazer a gente sair para jantar, ir para show, passar mais tempo juntos para eu conhecer ele melhor. Eu já encontrei ele várias vezes e está tudo tranquilo. Mas aparentemente isso não basta para ela. Recentemente ela veio falar comigo quando ela chegou em casa e perguntou qual que era o meu problema.

Ela disse que eu sempre tinha feito esforço para conhecer os outros namorados dela. Então, por que que dessa vez estava sendo diferente? E aí, eu finalmente falei a verdade. Eu disse que, apesar dele parecer um cara super legal, eu sentia que eu tinha me envolvido demais emocionalmente nos relacionamentos anteriores dela e que talvez eu nunca devesse ter feito isso. Não é que eu não me importo com ela ou com os namorados dela.

Mas eu acho que eu nunca devia ter criado vínculos tão rápido só porque era o namorado daquele momento. Eu falei que se ela gosta dele, só isso já devia bastar. Ela não gostou nem um pouco. Ela começou a pedir exemplo, fazer várias perguntas e tentar entender por que eu não queria sair com os dois. E ficou insistindo, perguntando por que eu não estava sendo uma boa irmã mais velha. Até que eu acabei falando algo do tipo.

Olha, eu não sei mais o que te falar. Eu gostei de todos os caras que se namorou, mas é muito difícil começar a gostar de alguém e depois essa pessoa simplesmente desaparecer da sua vida. Eu não quero mais começar a amizade sabendo que em um ano essa pessoa nem vai mais estar aqui. Fui rude, fui. Eu podia ter falado de um jeito melhor? Com certeza. Bom, minha irmã explodiu.

Ela começou a dizer que eu tinha inveja dela porque ela conseguia manter relacionamento e eu não consigo. Que eu só estava irritada porque eu não conseguia encontrar alguém que goste de mim. Que eu tinha ressentimento porque ela estava vivendo a vida e eu não. Eu tentei ignorar essas coisas e fazê-la me ouvir de verdade, mas ela simplesmente não quis.

E aí ela falou, se um dia eu casar, você não vai nem ser convidada. Sinceramente, eu tô cansada. E eu sei que tudo isso pode soar como se eu estivesse julgando ela por entrar em vários relacionamentos seguidos. Mas eu realmente não tô. Eu honestamente não ligo pro que ela faz da vida dela. Desde que ela esteja bem e segura.

E eu também não tenho inveja. Pra mim, sinceramente, tudo isso me cansa. Mas eu também não quero que ela sinta que eu não fico feliz quando ela tá feliz. Porque eu me importo com ela. E eu me importo que a pessoa com quem ela esteja, trate ela bem e seja importante pra ela. Eu só acho que eu percebi tarde demais que esse padrão entre a gente não tava sendo saudável pra mim. Então, eu sou a babaca por colocar um pouco de distância nisso tudo?

Edição. Eu sou autista e isso faz parte do motivo de eu ainda morar com os meus pais. Isso não é desculpa pra nada e nem me isenta das coisas que eu faço, mas eu acho importante falar porque eu realmente não lido muito bem com mudanças.

Gente, eu acho que o Pi aqui tá certíssima, mas vamos aos comentários. Primeiro comentário. Você não é babaca. É muito difícil quando as pessoas entram e saem da nossa vida o tempo todo. E também não é como se você pudesse simplesmente continuar amiga depois que eles terminam com a sua irmã. O Pi, obrigada pela sua resposta.

Eu acho que essa é justamente a parte com a qual eu mais tenho dificuldade. Eu sei que isso é uma questão minha, mas é difícil se apegar às pessoas e depois vê-las simplesmente indo embora da sua vida. E eu sei que isso pode soar meio egoísta, mas isso acaba sendo cansativo emocionalmente. Acho que eu preciso conseguir explicar isso para ela, só que de uma forma muito mais cuidadosa e gentil.

Segundo comentário, você não é babaca, mas eu acho que também existe um meio termo nisso tudo. Você pode sair para jantar com ele sem necessariamente criar um vínculo emocional com ele. Dá para manter uma relação mais leve e mais superficial.

Claro, isso só faz sentido se você realmente gostar de sair com a sua irmã. Tipo, se você teria vontade de ir mesmo sem essa pressão toda e a única coisa te afastando é o namorado dela. Talvez ainda dê pra participar sem se envolver tanto emocionalmente. E talvez o segredo seja justamente parar de criar vínculos tão profundos tão rápido. Espera ela ficar noiva antes de deixar alguém realmente entrar na sua vida.

Ope responde. Obrigada por me responder. Lendo todos esses comentários, eu tô percebendo que talvez a raiz do problema seja eu mesma e o meu desconforto com mudanças. Eu sou autista e eu tenho muita dificuldade com toda a energia emocional que envolve conhecer alguém, criar conexão pra depois, do nada, tudo mudar de novo. E isso é 100% uma questão minha. Eu tô percebendo que eu preciso lidar com isso separadamente porque não é culpa da minha irmã.

Eu não consigo passar tempo com alguém, conhecer a pessoa e não acabar criando um apego, ou então rejeitando completamente. Eu nem sei como as pessoas conseguem conviver horas com alguém legal sem criar um vínculo emocional, mas eu acho que isso é um problema meu mesmo. Gente, tá vendo quando eu falo que cada pessoa é um universo separado? Cada pessoa tem as suas questões, cada pessoa lida com, enfim, com relações de uma forma.

Volto a dizer na primeira história que muitas vezes é muito menos sobre nós. E é mais sobre, de fato, como a pessoa se sente confortável lidando.

E aí vamos pro último comentário que o Pi responde. Eu peguei um comentário, que é uma pessoa falando que ela é babaca e ela responde. Então vamos lá. Você é a babaca nessa situação. Não é como se você passasse todos os dias convivendo com os namorados dela. Então por que é tão difícil simplesmente apoiar sua irmã? No fim, você só tá saindo pra jantar ou encontrando esses caras de vez em quando. E gostando ou não, eles são importantes pra ela naquele momento.

Sinceramente, eu ficaria muito magoada se o meu irmão falasse comigo do jeito que você falou com a sua irmã. Opi. Não tentando discutir com você, e aliás, muito obrigada pela sua resposta, mas eu acho que eu deixei algumas coisas importantes de fora. Eu vejo os namorados dela quase todos os dias. Minha mãe tem uma obsessão meio estranha com essa ideia de arrumar homem, e toda vez que a minha irmã começa a namorar alguém, ela praticamente traz o cara pra morar aqui em casa.

Minha mãe fica super animada e insiste para ele dormir aqui sempre que possível. E isso acaba acontecendo muito. Então, eu vejo esses caras de cinco a sete vezes por semana. E às vezes isso é bem estressante. Principalmente quando eu chego cansada do trabalho e sinto que a minha família espere que eu socialize o tempo todo. E o pior é que eu praticamente nunca consigo passar tempo sozinha com a minha irmã.

Quando eu convido ela pra alguma coisa, ela quase nunca aceita se não puder levar o namorado junto. Parece que todo ano tem um cara novo morando aqui. E eu tenho muita dificuldade em me acostumar com pessoas novas. De criar vínculos e depois ver tudo mudar de novo. Eu sei que isso é uma questão minha, mas mesmo assim, obrigada pela sua resposta. Eu vou pensar no que você falou.

E esse é outro ponto, viu, gente? Vou falar que assim, se a pessoa convive muito na sua casa, por exemplo, nessa história que as duas ainda moram com os pais, e o cara tá sempre lá...

Meu, haja saco você ficar também fazendo sala toda hora pra pessoa. Porque também é o lugar que a pessoa mora, né? E, meu, nem sempre você tá afim de conversar, nem sempre você tá afim de trocar ideia. Às vezes você só quer fechar a cara e não falar com ninguém. Então, eu super entendo a OP.

E, gente, essas foram as histórias do dia. É lógico, como vocês sabem, nenhuma história fica completa sem o comentário de vocês. Então, eu conto aí com os seus humildes. Deixem as suas opiniões e os seus comentários pra Débora. Débora, muito obrigada mais uma vez por ter mandado a sua história pro podcast. E é isso, pessoal. Por favor, não se esqueça de seguir o podcast no Spotify. Por favorzinho, dê as cinco estrelas se você puder.

Siga as redes sociais que estão na descrição, inscreva-se no YouTube, ative o sininho, deixa nos comentários, dá o hype, deixa o like, vamos que vamos. E se você puder, compartilhe com pessoas que você acha que vão curtir também. E, gente, por hoje é só. Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje.

Muito, muito obrigada por terem ficado até aqui. Se quiser mandar história, é só mandar pro e-mail que tá na descrição. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!

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