Penido's Podcast #33 - Com Juvenal Oliveira, professor de Finanças
Neste episódio do Penido’s Podcast, Luiz e Rafa Penido recebem o professor de finanças Juvenal Oliveira para uma conversa que funciona quase como uma aula sobre um dos temas mais debatidos do futebol atual: a SAF e sua relação com o mercado de capitais.
Ao longo do papo, o especialista explica de forma didática o que é uma Sociedade Anônima do Futebol, como ela funciona na prática e por que esse modelo tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil.
A discussão vai além do conceito e entra no impacto real dentro dos clubes. O episódio analisa diferentes projetos, aborda os desafios financeiros, a importância da gestão e o papel dos investidores nesse novo cenário.
Também há reflexões sobre como o futebol vem se aproximando do mundo dos negócios e do entretenimento, criando novas possibilidades, mas também exigindo mudanças de mentalidade.
Outro ponto central da conversa é o futuro do modelo no Brasil. Entre comparações com ligas internacionais e análises sobre estrutura, regulamentação e maturidade do mercado, o episódio mostra que a SAF ainda está em construção, mas já influencia diretamente o presente e o futuro do futebol brasileiro.
Se você quer entender como o futebol está se transformando fora das quatro linhas, esse episódio é essencial. Dá o play e mergulha em um papo que conecta paixão, gestão e dinheiro no esporte mais popular do país.
- Mercado FinanceiroEntrada de bancos e empresas no futebol · Patrocínios e exposição de marca · Estruturação de dívidas e mercado de capitais
- Tributação de SAFs e clubes associativosTributação Especial para o Futebol (TEF) · Reforma tributária e impostos (IBS, CBS) · Diferenças entre SAF e clube associativo
- Casos de sucesso e desafios das SAFs no BrasilCritérios de sucesso para SAFs · Projetos de longo prazo vs. resultados imediatos · Exemplos: Bahia, Bragantino, Botafogo, Curitiba · Necessidade de liga unificada e fair play financeiro
- SAFDefinição de Sociedade Anônima do Futebol · Criação de novo CNPJ
- Desempenho de Clubes BrasileirosValorização e dívidas de clubes como Flamengo e Corinthians · Viabilidade financeira e de investimento · Pressão por resultados e torcida
- Ranking de Valores de Clubes (Sabe)Métodos de avaliação (receita, EBITDA, fluxo de caixa) · Valor da marca e fidelidade do torcedor · Dificuldade de tangibilizar o valor do futebol
- Expectativas para a SAF do VascoConflitos de interesse e paixão clubística · Regulamentação e controle de clubes no mesmo campeonato · Caso Botafogo e Vasco com 777 Partners
- Contexto internacionalModelo da MLS (sociedade, sem rebaixamento) · Orlando City e o modelo de negócio · Diferenças culturais e de regulamentação
- O futebol como indústria do entretenimentoMudança de mentalidade do torcedor · Experiência do torcedor (shows, luzes, eventos) · Comparação com NBA e NFL
- Formação de Jogadores na BaseImportância da base para SAFs · Exemplos: Fluminense (Xerém), Vasco (Rayan) · Investidores focados em formação e potencial de lucro
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Alô galera! Estamos começando mais uma edição, essa é de número 33. 33! Fala 33! 33! Eu sou médico, não vou mandar pra você falar 33. 33. Olha aqui, hoje com o brabo e o mais querido, o Penidos Podcast 33. Deixa o seu like, pega o link e dispara nos grupos de WhatsApp, em todas as redes sociais. Tá valendo, Penidasso, aquele storyzinho acompanhando. Tira aí um print.
Uma foto da TV, do notebook. Pode marcar a gente, porque hoje vocês terão uma aula. Uma aula de SAF, porque os nossos convidados aqui, nós estamos recebendo professor de finança e especialista em mercado financeiro, principalmente em SAF. O cara é brabo mesmo, cara. E quais são as conexões do mercado financeiro e o mundo do futebol? E aí ele vai analisar aqui o Rafa, a saúde, os cofres dos clubes, ele...
Ele é de Curitiba, mas é carioca, né? Curitibano, carioca. Nosso querido Júlio Juvenal Oliveira. Dá um close nele aqui, Brunão. Olha o professor aí. Nosso Bruno Valentim, nosso Pelé ali das carrapetas e das máquinas. Mas ele não veio sozinho. Tem o Jean, o Inês também, toda a nossa equipe, a nossa retaguarda. Juvenal, uma alegria receber você aqui. Vai ser uma aula... Posso começar com a primeira pergunta, Penidão? Mas antes vamos apresentar também o Paulo. Paulo Martins.
contador, tem um grande case no mundo do futebol de um grande time brasileiro que a gente vai contar no detalhe já já, mas antes eu tenho uma pergunta, Penedaço, posso abrir os trabalhos? Deve. Juvenal, tecnicamente o que é SAF?
Bom, primeiramente, obrigado aí pelo convite mais uma vez, tem um bate-papo. É uma honra estar com a âncora aqui do nosso jornal do Rio, o Penido. E estar ao lado do meu amigo aqui, Paulo, para poder trazer um assunto que é complexo no mercado financeiro. A gente vai tentar trazer de uma forma bem simples. Então, novamente, obrigado aí pelo convite para participar desse podcast. SAF, como o próprio nome já diz, é uma sigla que se traduz Sociedade Anônima do Futebol. Então, é uma empresa, é um CNPJ.
Então, basicamente, é uma mudança que um clube associativo pode fazer, saindo da associação e se tornando literalmente uma empresa. Então, se eu fosse falar o que seria a SAF, de forma simples e direta, seria isso. O CNPJ que o clube tinha como associativo, ele pode levar e carregar ou ele tem que criar um novo CNPJ?
Do processo Criou Novo CNPJ. Então fica com dois. Um para o associativo e outro para a SAF. Um para o associativo e um para a SAF, exato. É porque, na verdade, você está criando uma empresa. Então pense que o associativo tem relação com dívidas, tem relação com todos os processos. Então no processo de SAF é criado um novo CNPJ dessa empresa, que é uma sociedade anônima do futebol.
Tem tido, inclusive, aí nos últimos dias, alguns clubes manifestando, dizendo que a tributação por parte do governo aos clubes, ela desprestigiou o associativo em benefício da SAF, porque a SAF paga menos.
Paulo, você quer pelé nas contas aí? Isso tem fundamento ou não? Não, tem que separar duas situações distintas. A SAF tem um regime de tributação específico, que chama TEF, que é Tributação Especial para o Futebol.
que era de 5%, ele vai aumentar para 6% por conta da reforma tributária, e ela paga isso, sobre as receitas operacionais, teve um período de transição que excluía as receitas com venda de atletas, de 5 anos, então esse período também está acabando, então vai tributar também essa receita, na ordem de 6%.
E é uma tributação cumulativa, ou seja, ela pagou uma vez e ela não se apropria de créditos sobre compras, enfim, insumos, que ela utiliza ali na atividade operacional da SAF. E é essa tributação da SAF, né? Então, a entidade, o clube associativo, por sua vez, ele...
não paga IR e contribuição social, porque é uma entidade sem fins lucrativos, e paga uma tributação sobre a Previdência, que a SAF também paga da mesma forma, como uma entidade com fins lucrativos. Então a discussão se dá muito mais agora na fase da transição para a reforma tributária que o clube associativo...
ele vai entrar no regime não cumulativo do IBS e da CBS, que são os impostos que foram estipulados. Isso aqui é o novo IBS, é esse imposto novo. Isso, o IBS começa em 2029, e a CBS começa já a partir do ano que vem, substituindo o PIS e a COFINS. Então, de forma geral, a entidade associativa, o clube,
Tem essa desvantagem, porque ele vai continuar isento de imposto de renda e contribuição social, mas ele vai pagar a CBS e o IBS, que é basicamente em função da receita que ele gerar, receita operacional que ele gerar, bilheteria, patrocínios, enfim, excluindo a parte associativa de mensalidade dos sócios e tudo mais.
mas ele vai poder tomar o crédito dos insumos que ele comprar na sua atividade operacional. Então tem essa distinção que vai ser muito mais percebida a partir da reforma tributária. Eu vou te fazer uma pergunta, não sei nem se tem como responder em função da tributação e das leis de cada país, mas numa transação Brasil-França, que no caso do Botafogo que vendeu o Luiz Henrique, o Igor Jesus, o Almada, não sei o que e tal, aí você vende para o Lyon.
O Botafogo passou para o Lyon. Ele tem que pagar tributo sobre isso? É, na verdade, é porque ele fez uma operação de venda, né? Então, essas operações que você citou especificamente, elas estavam no prazo ainda de isenção, como se fosse uma isenção, né? Das vendas de transferência de atletas, porque estava ainda dentro do período de cinco anos, né? Então, elas não sofreram essa tributação, mas daqui pra frente vai sofrer.
Perfeito. Eu tenho uma questão aqui para o professor Juvenal. A gente falando de SAF é um assunto que gera muita curiosidade. É o tema da moda do futebol brasileiro. Quais são, até aqui, um bebê, o assunto está muito no início, né? Imagino eu. Os melhores cases são Bragantino e Bahia?
Eu sei, o Botafogo tem uma Libertadores, um brasileiro aqui na mesa. E tem dificuldades também nesse momento. Mas dá para dizer que o Bahia tem uma SAF bastante sólida? O próprio Curitiba eu incluiria aí também. O melhor case vai entrar no famoso Depende. Depende do que a gente está analisando. E aí para responder a sua pergunta, como a gente fala de finanças, a gente tem que voltar um pé atrás. O que é interessante? O clube ter títulos e ter uma dívida alta?
Ou talvez ele não ter títulos em uma posição tão favorável no campeonato e ter os números em dia. Então, do ponto de vista em SAF, ter os números, isso pode significar um segredo de sucesso no longo prazo, mas não no esportivo. Então, esse é um principal impacto que tem no associativo para a SAF. Porque o associativo, eu como torcedor, ele como torcedor, quer título, quer resultado. Se a dívida vai aumentar ou não, eu não sei.
Então, o que seria primeiro ao ponto de vista de sucesso? O que seria um sucesso para o clube?
Eu entendo que um clube com sucesso é um clube que tem regularidade. É um clube que tem as finanças em dia, é um clube que tem uma projeção de crescimento. Exemplo simples. Faturou 300 milhões no ano passado, esse ano faturou 400, ano que vem 500 e a dívida sendo controlada. Então, por ser um mercado muito novo, a gente tem, respondendo a sua pergunta de forma objetiva, é difícil eu tomar aqui um lado e falar alguns queijos de sucesso, porque é um mercado muito novo. Então, se você pegar a lei de SAF, inclusive, que é uma lei nova... E aí
Então não é 2021, não é uma lei tão antiga. E como é que eu posso trazer um segredo de sucesso para uma SAF, sendo que eu preciso de certas coisas para acontecer no Brasil que hoje não tem. Eu tenho que aprovar o fair play financeiro, eu tenho que ter uma liga unificada, eu tenho que ter uma estrutura para que essa SAF se torne um sucesso.
Então, hoje eu respondo praticamente todas as perguntas que você me faz, mas assim, eu não vou falar a palavra sucesso. Porém, eu posso citar alguns casos interessantes. Então, o Bahia é um caso do Grupo City, que é um grupo que é formado por outros clubes.
Qual o projeto do CID? Será que é ganhar todos os títulos? Não sei se é de fato o projeto de curto prazo do Bahia ganhar todos os títulos, mas é um projeto recorrente, é um projeto que tem uma regularidade. Visão de longo prazo. Visão de longo prazo, então você vê que o técnico é um projeto, se perder não vai ser mandado embora. Então eu acredito que esses projetos sim, que tendem a focar mais no longo prazo, na minha visão vai ter um sucesso no longo prazo.
E ilustrando isso que você está falando... E o Bahia é um caso desse. É um caso. O Marcos Braz esteve aqui na semana passada e falou exatamente isso. O Bahia fez uma proposta para o Everton Ribeiro, para ele ser a estampa, o cara do projeto, que o Flamengo não conseguiu competir.
Então isso é um exemplo. O Bahia queria ele exatamente para fazer essa alavancagem do processo, apresentar ao mundo, apresentar aos seus torcedores, à imprensa, aos torcedores de modo geral e ao mercado, a nova face. Então vou contratar um jogador de grandíssimo êxito, campeão de Libertadores, campeão brasileiro e tal, não sei o que, e pegou o Everton Ribeiro, que é esse, com esse matiz, né? Essas cores de vitória.
Você que está há mais de 50 anos nessa... A palavra vitória nesse corte não adianta, Pernod. Não combina bem, mas ele foi para um projeto vitorioso. Mas um fato curioso, por exemplo, eu tenho certeza que hoje grandes clubes, quando chegam na Arena Fontenopa, tem uma certa preocupação. Então, o Bahia, no passado, era um clube. Não quer dizer que ele era ruim antes da SAF. Mas pós-SAF também se tornou um clube mais regular. Então, você tem uma percepção de jogar contra o Bahia lá dentro da casa deles. Mudou.
Mudou a percepção. Mudou. O Rafa fez uma referência aqui ao papo que a gente teve semana passada com o dirigente do Flamengo, Vitorioso, o dirigente do Flamengo, Marcos Braz. E ele citou, inclusive, também o Bragantino, que é o time que tem causado mais dificuldade ao Flamengo. Curiosamente, na última podcast, eu citei os dois. Você acompanhou, né? Então, essa audiência é muito qualificada.
E hoje você vê que o Bragantino já ficou, para mim, muito nítido, para os comentaristas da Rádio Tupi também. O Bragantino não é um clube que tem uma SAF, por não ter torcida, não é um clube que tem uma SAF visando...
campeonato, ele não quer ser campeão, não é que não queira se vier a taça ele vai receber com prazer mas ele não disputa com o intuito de ganhar o campeonato ele quer expor os jogadores e fazer dinheiro e a marca também por trás porque a marca, a Red Bull, ele tá no aviãozinho, ele tá no espetáculo não sei o que, ele tá na Fórmula 1 ele está no futebol na Áustria a matriz deles, tá na Alemanha
Ele está no Brasil, ou seja, está em grandes mercados, ele quer estar nesse mercado. Não que o Bragantino, por não ter torcido, não é um time que tenha cobrança. Então, se ele não ganhar título, não tem problema. Mas será que para a marca que patrocina o Bragantino, seria bom antipatizar, rivalizar com o Corinthians Flamengo, que tem dezenas de milhões de torcedores? Não sei, não sei, seria.
Para responder essa pergunta, eu sempre conto uma história curiosa, porque esse ano eu fui num jogo de rock lá, mas ano passado eu fui num jogo da NBA lá em Nova York,
E eu sempre conto essa história, que é uma história muito curiosa. Eu cheguei no jogo, lá do Brooklyn, em Nova York, lá. Teve dança, teve beijo na boca, teve tudo no estádio, lá do jogo. Curiosamente, teve um jogo de basquete. Teve também um jogo. Teve também um jogo. Então, eu entendo que o futebol, ele vai ter uma percepção de entretenimento.
Então, para responder a sua pergunta, Penido, eu entendo que cada projeto de SAF vai representar a região local. Então, na região da Bragança Paulista, onde está o Red Bull Bragantino, qual é o foco da torcida? Qual é o foco da cidade? Vamos pegar um caso interessante, que é o Novo Horizontino. O que tem naquela região Novo Horizontino, que foi um destaque do Paulistão? Uma SAF.
o Curitiba, por exemplo, na minha região lá de Curitiba, qual o projeto. Então eu entendo que cada safra vai se adaptar à região e à proporção do clube. Então depois a gente pode entrar no mérito aqui, porque os grandes clubes vão ser difíceis de tornar safra, eu explico tecnicamente porquê, mas em relação ao Red Bull e outros projetos, cada clube tem seu próprio projeto. Então eu conto o caso da NBA, porque depois terminou o jogo, o Brooklyn perdeu inclusive, estava todo mundo bebendo, curtindo, e eu estava lá junto com o pessoal, falei, cara, tem alguma coisa errada aqui.
O pessoal tá, sei lá, não vou dizer briga aqui, não vou incentivar a raiva, mas sei lá, discutindo. Não, mas o pessoal brincando e tal, aquela conversa e tal. E do lado, entre eles assim, os rivais, com a camisa do outro, conversando. Aí eu pensei, bom, o futebol ele vai se tornar um entretenimento, porque vai ser um lugar onde eu vou levar o penido pra conversar. A gente vai comer, vai conversar, vai trocar ideia e de repente tem um jogo lá. Então essa é a mudança. Cujo resultado não importa.
Assim, é difícil falar que não importa, né? Mas é quase, né? É, exato. Então, o resultado em si vai ser uma mero consequência do futebol. Isso também me traz uma sensação de civilidade, até porque eu já vi fatos parecidos assim. Tanto lá nos Estados Unidos mesmo...
Quanto na própria Copa do Mundo. Dimes que, após o jogo, se confraternizam. Porque é o seguinte, olha, lá no campo nós lutamos. Você tentou ganhar de mim, eu tentei ganhar de você. Um dos dois ganhou. O que perdeu não é um inimigo visceral. Ele não quer bater, não quer brigar. Ele quer confraternizar.
Eu acho, sob esse ponto de vista, inclusive socialmente, uma coisa muito saudável. Claro, tem que mudar a mentalidade, né? Sim, claro. A adaptação de mentalidade. Claro que você vai na Europa, a mentalidade é diferente, 5 mil anos de cultura, a gente não vai comparar, né? Se você for na China, no Portugal, no Portugal. Enfim, é outro mundo, né? Outra história. Aliás, como é que funciona? É diferente a SAF, por exemplo, nos Estados Unidos?
Como é que funciona um clube ter um dono e no Brasil o clube ter um dono? Então, aí a gente pode citar o exemplo dos Estados Unidos que a gente chama lá de MLS. Então, lá especificamente, a gente tem um caso que eu cito também, que é o Orlando City do Flávio Augusto, que ele comprou e vendeu o clube posteriormente por um valor bem maior.
Lá, a questão do SAF, lá é como se fosse um acordo, né? Então, você tem tipo como um campeonato, e o campeonato é como via equity, via sociedade, sociedade, né? Não tem rebaixamento? É, eu sou sócio de você, você tem um clube, eu também, e a gente divide tudo lá, faz um acordo entre eles, né? Então, o que é isso? É um estilo de liga, é um estilo de campeonato criado para esse modelo de sociedade. Por isso que a gente entende, ô Penido, que aqui no Brasil, a questão do pessoal falar assim, ah, a SAF está dando certo.
A gente está com uma aposta que é para correr em uma autopista e está correndo em uma estrada de areia. É literalmente isso. Então tem muita coisa para acontecer no Brasil para que essa estrutura funcione. Então nos Estados Unidos, por exemplo, é um acordo de sociedade. Então o Paulo pode entrar no lado técnico e tributário aqui, mas é onde os sócios são donos dos clubes e eles se acertam entre eles ali como é que funciona o campeonato.
curiosamente o Orlando City, por exemplo quando o Flávio Augusto comprou lá atrás ele vendeu por múltiplos maiores e tem um fato curioso que eu sempre pesquiso porque eu às vezes acho que eu estou errado, mas sem ganhar um título então o Orlando City não ganhou um título no campeonato lá e vendeu por múltiplos maiores então quem comprou, o que ele identificou? O que ele estava vendo por detrás? Então isso é a estrutura de um campeonato Business
negócio, exatamente por isso que cada SAF cada país vai ter uma adaptação para seu local, e aqui a gente defende o Fair Play financeiro, defende aqui uma liga unificada, isso tudo são estrutura para que ela funcione melhor para ilustrar para a galera então, o que que o mercado Brasil precisa para que esse modelo prospere de fato
É isso que a gente acabou de citar. Você precisa ter uma liga unificada, então a gente precisa ter a nossa NBA. Vamos traduzir o formato mais... Uma NFL que é mais sofisticada. A gente precisa da nossa NBA e NFL. O que seria o seguinte? Você vai bater o olho. Ah, eu vou no jogo da NBA. Você nem sabe que jogo você vai. Eu vou no jogo da NBA. Olha só que coisa. Eu vou no jogo da NFL. Você nem fala do clube. Você vai no jogo da liga.
Então, essa cria marca, cria uma visão. Então, a gente precisa ter a nossa NBA, a gente precisa ter a nossa liga, que quando a pessoa bate o olho no Brasil, esteja. Mas não é uma utopia você pensar, já que não há convergência do ponto de vista?
do torcedor, pela paixão e por tudo mais, e porque são dirigentes egressos de arquibancada, na maioria das vezes, o cara pensar, bom, eu tenho um time aqui, eu tenho um Flamengo, por exemplo, tem duas camisas aí atrás, aqui Fluminense e Botafogo, aí atrás Flamengo e Vasco. Eu sou dirigente do Flamengo, não quero que o Vasco prospere, os dirigentes do Flamengo não querem, estão brigando porque tem um possível investidor do Vasco e não, vamos bloquear isso, e tal.
O raciocínio inverso seria, vamos ver quem do Flamengo nós podemos ceder para o Vasco ficar um pouco mais forte, para eu ganhar de um competidor num nível superior e tal. Quer dizer, é uma mudança completa de mentalidade. E eles estão hoje aqui brigando em duas frentes.
que é a Liga Futebol Forte União e a Libra. Você acha que tem possibilidade de uma convergência para que elas possam ser fundidas numa única liga? Olha, Penido, se você me perguntar isso aqui, estou falando sem bandeira, estou falando como professor. Acho que o caminho interessante é a unificação, tem que unir. Acredito sim que tem um espaço para isso e a resposta ela não se dá nem técnica, ela se dá emocional, inclusive.
A Kodak, quando tirava a máquina de fotografia lá atrás, ninguém falava que seria adaptação. A Blockbuster, que fala de alocação de fita, ninguém acreditava que a Netflix poderia derrubar. O Uber, quando chegou aqui no Rio, me lembro muito bem, inclusive, quando chegou o Uber. Ah não, como é que um aplicativo que você vai pegar um carro e vai te... Não, não existia naquela época, só que é adaptação. Então eu acredito que a questão, toda novidade, ela pode ser implementada rápida.
ou ela gera um desconforto. Então eu acredito que essa unificação, porque na minha percepção ela não está fluindo tão rápido assim, porque tem desconforto, você tem que ceder, eu tenho que ceder, você também. Então para que todas as partes venham se convergir, é natural que tenha um possível desgaste, mas eu acho que o...
Dentro dessa linha de raciocínio, o clube não é nem commodity e nem é startup, né? Como essas que você citou, que são exitosas. Como é que a gente poderia, qual o caminho que a gente poderia encontrar, você, professor, especialista e SAF? Qual seria o ponto? Entretenimento.
indústria do entretenimento vista com este foco e fim de papo não vamos dizer fim de papo mas assim, pensa que vou retirar o fim de papo vista como a indústria do entretenimento onde ela está inserida sim, porque assim, qual é a ideia que a gente pode pensar pensa que um clube bem ingerido assim, uma safra bem colocada e aí vamos citar um caso bem pontual
No final de semana agora teve um jogo na minha região lá, inclusive de Massaf, Paranaclube vs Patriotas. É um jogo da segunda divisão do Paranaense. E eu, por última hora, não consegui ingresso pra ir com a minha esposa. Poxa, vamos no jogo, fui lá na Arena da Baixada, do Atlético. E por que eu conto isso?
Eu tenho uma percepção que é um prazer eu ver um jogo. Eu gosto de ver um jogo. Se o time ganhar ou não, é consequência. Mas quando essa mentalidade começar a ser implementada, vai ser natural. Você, ah, meu amigo é Botafogo, vamos ver o jogo juntos, vamos conversar, vamos lá viver essa experiência. Porque pensa assim, a NBA, quando você chega em Nova Iorque, é uma experiência.
Então, a câmera está posicionada no local estratégico. Os intervalos são feitos de formas estratégicas. O pré-jogo é feito de forma estratégica. O jogo é feito de forma estratégica. O pós-jogo também. Toda a parte de vender itens, camisa. Então, tudo é formado para que você viva uma experiência. Tudo vira dinheiro.
É, entretenimento, né? É porque você está comprando o seu grande domingo, a sua grande noite de quarta-feira, ou o seu grande sábado, seja o que for. Você faz um programa com a família, né? Eu cansei de ver isso nos Estados Unidos. Você ir para fazer...
Como a gente brinca nas Copas do Mundo, a gente diz, olha, Copa do Mundo é um mega evento, tem tudo. Tem tanta coisa, tem tudo, tudo, tudo, tem até jogo de futebol. É isso. Se encaixa nisso, né? Eu acredito que vai ser nesse sentido do entretenimento. Então, assim, vai ser natural. Isso já acontece, tá? Mas eu acho que vai ser mais natural ainda o gringo chegar aqui no Rio. Ah, quero ver o jogo do Flamengo.
Eu me lembro, professor, e lembro, Paulo, que a questão é em dois, três anos, os estádios aqui sofriam muito apagão, né? Tinha apagão. E o Botafogo teve um apagão grave, um jogo acabou sendo reprogramado, foi uma confusão danada.
Quando o John Textor chegou aqui, ele botou os refletores do Botafogo pra piscar, ele apaga, ele acende, faz jogo de luz, botou aquele foguinho que sai da lateral, o Botafogo faz gol, sai. Agora os outros clubes já estão fazendo, já tem isso em São Januário, e dois ou três jogos passados já tinha no Maracanã.
Então, quer dizer, essa mentalidade, estou dizendo que o texto seja bom ou não, ele foi maravilhoso em determinado momento, mas é uma safra que deu uma rateada. Agora, a mentalidade americana, ele está conseguindo trazer aos poucos. Agora a pergunta que eu deixo para você, Penido, com toda a honra para o Sígio.
Esse show, você achou que foi uma experiência interessante para o torcedor? Ou você desconsidera o que foi feito de luzes, de fogo? Isso é só um exemplo simples, tá? Mas a tua percepção, o que você pensa quando você vê esse show de luzes, esse espetáculo? Qual a tua percepção em relação a isso?
Eu sinto que o torcedor percebe isso como sendo um plus. As crianças acham o máximo? As crianças ficam encantadas, fascinadas, porque é fascinante. O Vasco fez, por exemplo, no jogo de homenagem ao Roberto Dinamite, na semana passada, um show de luzes e cores que eu só tinha visto em Tóquio, no Japão, em jogo de futebol e vi em São Januário.
E narrei o jogo, me senti honrado de ter visto isso. Porque você utilizando o LED para fazer os desenhos com o rosto do Dinamite, com o escudo do Vasco. Enfim, uma coisa assim, é a evolução.
Você vendo o seguinte, eu estou vivendo um processo evolutivo importante. É isso que eu ia trazer para o senhor. É assim, pense que, para que isso? Primeira pergunta, para que isso? E segundo, se o senhor concorda comigo que os torcedores estão mudando, é isso. Então, se eu olhar com a mentalidade do que aconteceu atrás sobre SAF, realmente eu vou ter uma dificuldade de acreditar. Só que, como você falou, eu posso levar meus filhos para o estágio?
fez gol, eu não sei se eles vão entender, ah, gol, gol, não sei se vai ter a mesma emoção que eu. Mas talvez ele veja um jogo de luzes, veja aquela bandeirão, veja aquela festa. Para essa demanda, para esse cliente, é uma outra necessidade. Então, por isso que a gente entende que o mercado de SAF aí tem todas as explicações possíveis. Nós somos o único país, cinco vezes campeão mundial. A gente é um exportador nato de talentos.
Então, ver um país que exporta tanto talento, Neymar, Vinícius Júnior... A matéria-prima está aqui.
Matéria-prima está aqui e a gente tem um fato curioso que aproximadamente 75% ou 80% da população brasileira acompanha futebol. Então você tem todos os fatores que podem impulsionar esse mercado. Agora, é claro, vai ter uma mudança de mentalidade, vai ter sim, mas é uma questão de tempo, não acho que é de curtíssimo prazo.
Muito bom. Você falou que os grandes times do Brasil terão uma dificuldade. Consaf, eu queria que você explicasse esse ponto. Bom, a resposta é bem direta. A gente pensa em grandes times do Brasil. Eu estou falando de Flamengo, de Vasco, de Coríntia, de Palmeiras e de São Paulo.
Então, assim, a questão do... Como é que eu posso falar? Dos grandes clubes. É porque é uma questão lógica, né? Qual o valor hoje do Corinthians? Vamos trazer um Corinthians. Porque tem um caso emblemático que é a dívida, né? Sim. Então, assim, você tem uma dívida que você precisa contornar e tem o valor do clube. Então tem essa situação que você precisa resolver. A questão do Palmeiras. O Palmeiras hoje é um time bem estruturado.
Então, quem vai ser o comprador com potencial para comprar o Palmeiras? Então, o que ele vai...
agregar. Então Palmeiras e Flamengo especificamente, como tem um resultado que fizeram como se fosse uma SAF no passado, é bom lembrar aqui, porque essas pessoas falam do Flamengo, mas não lembra que por muitos anos passou dificuldade. Eu me lembro lá de 2013, 2014, que quase passou pelo processo de baixamento, foram anos ali estudando o clube. Então, por eles terem passado pela dificuldade de se estudar, é por isso que é difícil você vender o Flamengo. Por exemplo, quem vai ser o investidor que vai comprar o Flamengo?
qual o potencial, qual o valor eixo desse clube, né? Então não é porque não dá pra fazer, mas eu acho que pela questão numérica ali, pela questão de volume acho pouco provável. Ficaria caro e inviável, né? É assim, eu acho que o inviável dá pra você transformar a receita, mas pouco investidor teria pedido pra isso, né?
Para um investidor, Paulo, você que é o homem das finanças, o homem da grana, um cara não vai querer aportar um recurso, porque o futebol impõe riscos, né? E se você perder? Exato. É, tudo depende da... é o que a gente está falando aqui, a filosofia do clube, né? Você pega um clube menor, de uma cidade pequena...
como o RB Bragantino. Ele não tem uma torcida volumosa que vai fazer pressão, então a filosofia, eles têm a liberdade de, e até foi essa a estratégia, de se posicionar num clube no estado de São Paulo, que é a potência econômica do país, mas poder, de fato...
ter um posicionamento ali médio, exportar jogador, mas principalmente a filosofia deles é expor a marca. Agora você pega um caso como um Flamengo, um São Paulo, vai existir sempre aquela pressão para o resultado. E isso influencia diretamente na visão do investidor. O que eu quero fazer aqui? Será que é melhor eu ter um Bragantino e ganhar dinheiro? Ou eu quero ter o Flamengo?
que eu vou ter que estar sempre brigando por campeonato, vou ter que gastar mais, vou ter que ter menos lucro, mesmo que a proporção seja muito maior, e arriscado a não ter efetivamente resultado do investidor. E o aporte inicial para poder chegar num Flamengo, por exemplo... Exatamente.
Seria uma, sei lá, uma soma astronômica. Exatamente. Talvez um valor impensável para mercado. Quanto vale o Flamengo no mercado? Não tem... Difícil você mensurar. Talvez não tenha como fazer isso. Um detalhe nem é isso, Penito. Assim, entra naquela história que eu falei anteriormente. Pense que você... Não o Flamengo e sim, mas vamos dizer o assunto SAF. Pense que você está com uma aposta para andar em uma pista adequada, no autódromo, e você está correndo literalmente da lama na estrada.
Então, às vezes, o cara não quer... Não é que ele não tem dinheiro para comprar esse carro. Só não quer.
Enquanto não resolver a estrada, eu não vou fazer. Não adianta você correr de Ferrari na areia, que não vai dar certo, que não vai andar. Então, como a gente não tem uma estrutura adaptada para que isso funcione ainda melhor, então você vai ter alguns clubes que não vão tomar decisão agora, não. E o que a gente estava falando no início, do valor do campeonato em cima, da liga.
Eu acho que é um processo, como a gente estava falando, eu compartilho com o Juvenal aqui do time, acho que vai demorar para a gente chegar no modelo maduro, mas eu acredito que vai chegar em algum momento, talvez eu esteja mais velho para poder ver isso, mas é só a gente olhar para trás, o campeonato de 87, por exemplo.
aconteceu tudo aquilo que aconteceu, Copa União, porque a CBF não tinha dinheiro para organizar o campeonato. Foi isso que motivou aquela confusão toda. E de lá para cá acho que a gente evoluiu bastante. Eu sou otimista o suficiente para entender que... Sem dúvida, evoluiu. Tudo melhorou, né? Tudo melhorou de uma maneira geral. Tem suas mazelas de arbitragem, de confusão, ainda mais. A gente hoje já tem um produto melhor do que a gente teve.
A gente inclusive não está hoje ainda aproveitando bem a tecnologia, que é um recurso maravilhoso, porque tem muito erro, erro do VAR, erro de não sei o que.
Mas que já foi pior. Já foi pior. A gente já deu uma caminhada. Eu, por exemplo, sou um defensor ferrenho da tecnologia. Eu acho que tem que ter tecnologia, sim. Senão você está desconectado do mundo. Mas eu quero fazer um encaminhamento de uma pergunta. Só lembrar para vocês que tem aqui, olha, MAPO A. Bruno, Bruno Valentim, nosso cracaço ali, ó.
Mapuá aqui, um salgadinho aqui pra galera legal, estrada Mapuá 70 lojas lá na Taquara a gente vai comer aqui uns salgadinhos maravilhosos, obrigado a galera aí, deixa eu te fazer uma pergunta o eu sei que tem uns pontos sensíveis, sem ferir suscetibilidade e tal pela ligação com uma grande empresa de lastro internacional e tal, mas como é que você por que que o Botafogo e o Vasco nada Obrigado.
O Vasco, uma potência 28% da torcida. O Botafogo é outra potência, com história maravilhosa. Começou e ganhou títulos e tal. Por que que deu errado com a 777? Por que que deu errado com a Eagle, por exemplo? Por que que não deu certo 100%? É gestão? A forma de responder isso, é casamento. Então, assim, eu acredito que todo casamento é feito pra durar.
e para ter filhos e dar frutos. Então ali a devida proporção, casamento marido e esposa, você tem o investidor e o clube, e os filhos são os torcedores. Então assim, em todo casamento dá certo. Então assim, quando eu falo não dá certo, é porque tem ali a expectativa do marido e a expectativa da esposa. Então tem a expectativa do investidor, tem a expectativa do clube, e entre isso você tem uma série de coisas que você precisa conciliar a gestão.
Então, ali, tanto os dois casos aí, eu acabo não entrando no detalhe, porque assim, não acabo pegando essa parte do que acontece na gestão, confesso que eu não tenho muita informação sobre isso, mas lembrando que a SAF hoje é um casamento, então se você tem um casamento, como toda e qualquer empresa, ela pode ser que encontre alguns caminhos que não sejam favoráveis.
O fato de ter acontecido isso não previne os futuros contratos para que eles sejam mais bem amarrados e evitem, por exemplo, esse tipo de circunstância desfavorável que traz um desconforto na relação.
Na verdade, como é um mercado novo, o que você vai acontecer? Você vai sempre aprender. Então, isso que você falou, o que acontece na prática, são as exigências dos investidores. Cada vez mais elas vão ser maiores. O que ele quer? Eu quero um mercado mais pronto, mais preparado. Eu quero ter um respaldo jurídico. Eu quero ter uma economia que tenha uma previsibilidade. Porque quando a gente fala de SAF, o pessoal pensa que é o seguinte. Ah, é clube de futebol e torcida.
esse clube está onde? Está no Brasil. Então eu preciso ter... Qual é o cenário do Brasil? A dívida está aumentando ou caindo? Porque isso me impacta. Porque se eu compro um exemplo, não vou citar o caso aqui para não entrar em discussão política, mas se eu compro um clube em determinada região da América Latina...
Não é tão bem assim, né? O clube pode ser maravilhoso, mas a região não é boa. Então eu preciso de uma certa estabilidade no país, eu preciso de uma certa estabilidade jurídica. Então quando você condiciona tudo isso e o mercado interno de SAF, você cria mais adaptações. Então o contrato pode ser um pouco mais rigoroso, o investidor vai ter mais exigência. Então muita gente pode se perguntar por que que...
Você pega aí de um ano e meio, dois anos para cá, porque o número de conclusões efetivas de safra diminuiu. Por conta disso, né? Então você tem uma série de coisas que você precisa ajustar. O clube tem uma expectativa. Ah, qual é o valor de mercado de um clube? Tanto. Mas será que isso bate com a expectativa que o investidor olha do lado de cá?
Então você tem os bancos, no meio disso tudo, conciliando as duas percepções. Então, por que não manda? É igual o casamento. Você tem uma expectativa, a tua esposa tem outra. O clube tem uma expectativa, o investidor tem outra. Se isso não casa, não avança. Quem casou no passado e em algum momento teve essa... Tem uma expectativa ou tem uma relação que não é favorável, acaba tendo o que a gente chama do possível divórcio. Você tocou num ponto que é a região, por exemplo.
Como é que você vai fazer num clube no Peru? Por exemplo, Esporte Cristal, um daqueles lá qualquer, um universitário, qualquer um. Um país convulso, embora com uma economia que se sustente razoavelmente, mas em quatro anos tem dez presidentes.
ou morreu, suicidou, está preso então é complicado você vai chegar num país onde a lei vai mudar todo dia e tal tanto que a Comebol se preocupou a porta-voz até fez um pronunciamento dizendo que estou muito preocupada porque só os clubes brasileiros ganham libertadores
e é realmente você vê que nas últimas 22 Flamengo 23 Fluminense, 24 Botafogo 25 Flamengo e 26 provavelmente Flamengo se não for Flamengo vai ser o Palmeiras muito provavelmente vai dar outra vez brasileiro, é essa preocupação porque não tem SAF lá
Ou já existe alguma possibilidade, tem algum estudo para deixar, por exemplo, na Argentina ou no Uruguai, que são países que são fortes do futebol? Então, e até voltando um pouco atrás do que o senhor falou, é justamente isso que a gente queria entrar. É uma lei de 2021, porque talvez a gente olhe 2021, até o Paulo pode entrar um pouco mais detalhe nisso, mas são cinco anos. Para uma lei, é um bebê ainda. Então, a gente está falando de um mercado, coitado, agora que ele está começando a andar, assim, olhar o mercado. Então, eu não...
Quando você passa a olhar por esse lado, eu sei que, assim, quais são as maiores críticas, e até eu brinco com o Paulo, falar do assunto de futebol, de gestão de carreira de atleta, que é um dos nossos esforços também, né? Falar de SAF. Quando entra no assunto do SAF, é polêmico porque ele lida com o torcedor, lida com o clube. Mas o pessoal tenta entender que também é um mercado novo. Então, pensa o seguinte, imagina se... Uma analogia muito simples. Imagina que o Uber queria operar no Brasil.
Ele veio operar, mas não era registrado. Aí você fazia isso de forma clandestina, por exemplo. A prefeitura não libere. O que acontecia? Se ia ter o Uber, mas ele não ia funcionar bem. Ia ter muito quebra-pau, ia ter viagem cancelada. Então a estrutura permitiu que ele funcione melhor. Então assim, como é um mercado muito novo, é difícil você até comentar casos que teve a cisão, por exemplo, não deu certo com o investidor, porque até isso é um aprendizado para a gente.
A própria experiência dos fracassos vai criando casca no mercado mesmo, porque os próximos cases já vão tentar evitar os erros que foram cometidos nos...
Exatamente, porque os erros do presente vão iluminar o futuro, para que você não cometa os mesmos erros. Mas financeiramente, você acha, Paulo, se tratando de uma autoridade no assunto, que nós já temos que grau de maturidade para a SAF brasileira? De 1 a 10, nós estamos no meio do caminho, a quem da metade? Ou superamos a metade do caminho?
Acho que ainda não chegamos na metade ainda. Porque vamos pegar quatro casos bastante conhecidos, que é os que a gente já falou aqui. Bahia, Red Bull Bragantino, Botafogo e Vasco. Então a gente tem dois casos que são sucesso do ponto de vista de gestão, de disposição de marca. Os outros dois casos.
Um meio derrapando, o outro conseguiu um sucesso inicial muito grande, mas também agora está numa situação um pouco mais delicada. Então, assim, a gente está realmente bem na meta. Tem, claro, o Novo Horizontino, que teve sucesso no Campeonato Paulista também. Tem outros safros menores. O Coritiba voltou da segunda divisão. Enfim, tem muita coisa para acontecer ainda. Então, eu diria que não dá para dizer que a gente está num estágio...
mais do que a metade, talvez até menos, diria uns quatro, numa escala de um a dez, aí seriam uns quatro mais ou menos, porque tem muito chão ainda para evoluir. Na sua opinião, na sua e do professor Juvenal, queria que vocês falassem sobre isso. Por exemplo, o Botafogo, falam em... Já vi balanço do Botafogo com dívida de 2 bi.
de 2,5, já vi com 3,100, já vi com 1,900. Então depende do foco, depende do que está inserido naquele extrato ali, se são as dívidas tributárias, as trabalhistas, as da SAF, as do social. Então cada um divulga um número de acordo com a sua conveniência. Mas a gente sabe que tem um buraco imenso e que precisa de uma injeção financeira.
Quem é que avalia o tamanho do Botafogo, pode dizer, vale tanto? É, assim, quando... aí o Paulo pode entrar um pouco mais no detalhe, mas assim, o valor eixo de uma empresa, você considera todos os ativos dele, né? Então, quando você faz um valor de mercado, o que você coloca em mercado? Para ver quanto o clube fatura no ano. Então, eu vou trazer uma análise muito simples. O clube fatura 300 bilhões por ano.
Então, no passado, quando começou as negociações, considerava em torno de 4, 5, 6 vezes a receita. Então, você pega um clube que faturava 300 milhões, valia no mercado entre 900 e 1.200. Era referência só à receita. Aí o Paulo pode entrar um pouco mais detalhe. Quando você tem dívida, isso tudo é consolidado também e aí você faz um pacotão. Existem, na verdade, vários métodos.
de avaliação de empresas, né? Fluxo de caixa descontado, o EBITDA, né? Que é uma...
É um indicador de operação que permite comparar empresas de países diferentes, de tamanhos diferentes, mas você avalia e pondera a operação. Mas no caso do clube, sempre tem um componente dívida que é um agravante. Então você tem que considerar, no caso do clube, a marca.
O tamanho da torcida... Pois é, aí que eu queria... Você usou a palavra-chave. Que eu acho que faz uma diferença no caso do futebol. Marca. Por exemplo, você fala Flamengo. Quanto é que vale a marca? A marca Flamengo, ela não tem nem preço. Quanto é que vale a marca
Maracanã, quando se falou aí em privatização do Maracanã, eu falei, mas vem cá e a marca Maracanã? Eu vi no Canadá onde o futebol não é isso tudo foi irradia a Fórmula 1 chegando nas bancas de revista na Avenida de Santo Catarino que é a rua principal de Montreal
Pôster do Maracanã. Jesus Cristo Maracanã era a referência do Brasil. Eu vi em Tóquio, eu vi em vários países. Então, o Maracanã é conhecido no planeta, na Iugoslávia, antiga, hoje Sérvia, em Belgrado, que é a capital.
Lá, o estádio chama Maracanã e homenagem ao Maracanã, pra você ver, na Sérvia. Sim, sim. Então, quanto é que vale essa marca? Quanto é que vale esse produto que é... Não é um produto, né? No caso, é um imóvel. Mas, para mercado...
É produto, qualquer coisa que você vai vender vira produto. Quanto é que vale isso? E tem um fator agravante para a tua pergunta, que eu passo para o Paulo, deixa essa pimenta para ele responder. O cliente da marca McDonald's, eu acho que em algum momento ele já comeu na marca do Burri King. Então, o cliente de outras marcas consegue adquirir coisas de outras empresas.
A marca futebol não tem cliente dividido. Não tem, né? Então, o cliente que compra a marca Corinthians, ele não vai comprar a marca Palmeiras. Então, isso gera um valor agregado para o futebol, que é difícil você tangibilizar, né? Você transformar isso num preço. Então, assim, a marca futebol, ela agrava essa situação porque o cliente de específica marca do Fluminense, ele não vai ficar vestindo a camisa do Botafogo, por exemplo. Não vai. Não vai.
A marca é Fluminense, então eu vou comprar essa marca. Então é um público fiel. Então não é nem pela quantidade. A chance de você ter esse torcedor ou cliente deixar de usar essa marca é muito pequena. E o valor das coisas, ele está muito ligado ao futuro. Então você compra algo hoje esperando que vai...
não adivinhando o futuro, porque é impossível, mas esperando que algo aconteça no futuro. Esse futuro leva o passado em consideração? Leva. Leva. Porque clubes gloriosíssimos e vitoriosos, com grandes títulos, com grandes histórias, isso tem que ter um valor, né? Isso. Você usa o passado e não adivinhando.
Como um dos elementos para projetar o futuro. Só que o futuro tem outras nuances, outras variáveis ali. O futuro pode não repetir o passado. Exato. E o futuro é imponderável. Então ele procura, a avaliação procura dar uma...
um cheiro, um sentimento do que vai acontecer, mas ele nunca vai exatamente acontecer daquilo da forma como foi projetado. Então é uma ciência complexa, avaliar um negócio e avaliar o futebol. Eu vou fazer uma pergunta para você, professor. Não sei se o professor Juvenal pode responder, se não puder, eticamente, não tem nenhum problema.
Como é que você vê essa briga do Flamengo querendo impedir o Vasco de ter uma SAF? Porque, ah, é de uma empresa que a mãe, o enteado da Leila, do Palmeiras, que ela é presidente do Palmeiras, mas o patrocinador já não é mais patrocinador do Palmeiras, já é outro patrocínio, e aí ele chegaria ao Vasco, aí fez um aporte inicial.
por conta da possível SAF, que deverá sair, mas existe uma oposição. Como é que você vê? Você acha que tem, de fato existe algum impeditivo, ou legal, ou eticamente, ou isso é apenas uma paixão clubística? É assim, o meu ponto de vista é que eu vou vestir a carapuça torcedor agora, não vou falar o time, é óbvio, mas vou vestir a carapuça torcedor.
Não é o, sei lá, um time lá do interior do Amazonas que está questionando a situação. É o principal, o rival do Rio. Então, assim, acredito que essa situação é normal de futebol. Então, na minha opinião, sincera, e é que não é querendo fugir da pergunta, mas tem muitos assuntos que é questão de futebol. Acho que isso é mais para, sei lá, ter um posicionamento, ele representa uma marca muito grande. Não tem como um presidente, ele está na frente de um grande clube.
E ele não saber que tudo que ele falar, isso vai ter repercussão? Então, assim, qual foram os motivos, eu não posso já afirmar. Eu acho que é pura rivalidade só. Não acho que tem nada tão complexo assim, na minha opinião. Eu creio que tem a ver, como a gente já falou também, com a pouca maturidade da lei, né? A lei, ela tem... Aliás, não sei se é nem a lei ou é o próprio...
o processo da liga, que impede que... É a questão de ligas opostas. É. Impede, mas em relação ao campeonato mesmo, né? Impede que haja... Eu acho que na lei da safra, tem. Impede que haja controle de mais de um clube no mesmo campeonato. Que disputa o mesmo campeonato. Mas não seria o mesmo clube, defendem... Não seria diretamente, mas tem indícios, né? Então, tudo isso ainda é...
Pouca maturidade, então tem que ter um regramento para isso. Não pode até parente de segundo grau, enfim, tem que ter uma regra. É, que hoje não existe. É, que hoje não existe, até onde eu saiba, que vede explicitamente isso. Mas assim, é tudo, de certa forma, existe um prós e contras. Quem defende a ideia fala, ah, não tem nada a ver. Mas quem está falando também diz que pode ter uma...
uma situação que comprometa a credibilidade do campeonato, dos jogos entre os times que têm ali um controle da mesma família, mesmo que não seja diretamente das mesmas pessoas. Então, é uma situação de fato que o mercado precisa amadurecer.
E regular isso, pode ou não pode, a discussão está levantada, a gente não sabe quem está certo. Tem que ver, enteado é filho? É, exato. Não está escrito em lugar nenhum. Não está, não está. Deixa eu fazer uma pergunta para vocês, Vinaldo. Qual é a relação que uma, digamos, uma empresa de mercado tem com o futebol? Um mercado financeiro, por exemplo. Onde está a grana, né? Onde está aquilo que os clubes também estão olhando para ele?
Assim, aí você voltou de novo o assunto para a minha praia. Estava entrando nos assuntos mais difíceis aqui de responder, mas acho que essa é a perspectiva positiva, não somente de safra, mas do mercado de futebol. Cada vez mais as empresas do mercado financeiro estão entrando no mercado de futebol. Então você vê um grande banco...
fomentando o investimento de investidor, clube, SAF. Se você vê um grande banco, é interferido no processo de investimento de uma liga. Então, é um player financeiro. A gente teve um caso agora recente, por exemplo, da DMCon, que patrocinou o Flamengo. Então, hoje é uma empresa de consórcio no Brasil, lá de Curitiba, da nossa região lá. E ela patrocina já o Curitiba, patrocina o Atlético, patrocina o São Paulo e agora está patrocinando o Flamengo.
Que é a maior empresa do ramo hoje. Do ramo hoje no Brasil, é. Então, assim, vamos fazer uma pergunta muito sincera. O que a Demicom está vendo no público de futebol? Acredito que é exposição de marca, crescimento e, assim, isso, na minha percepção, é a validação dos dois lados. O clube que está recebendo patrocínio ele quer uma empresa confiável.
E a empresa que está do outro lado, ela quer, inclusive, expor a marca. Então, essa relação cada vez mais... Pensa que o mercado financeiro é de onde a gente traz a pauta, ele é um pouco restrito. Então, é um mundo à parte. Então, os bancos são um mundo à parte. Então, o que cada vez mais o mercado financeiro quer fazer? Entrar nesse ramo. Então, você vê um banco patrocinando um jogador de tênis. Onde você já viu na história um jogador de tênis famoso aqui no Brasil sendo patrocinado por um banco.
Então, cada vez mais esse relacionamento vai furar a bolha do mercado financeiro, vai entrar em rádio, vai entrar em televisão. Essa mesma empresa, por exemplo, patrocina o BBB. Então, assim, ela não está só no futebol. Então, cada vez mais eles vão pegando a exposição e o público futebol é um público fanático, é um público que tem paixão, tem amor. Então, ele tem essa relação com o mercado financeiro. Então, até a própria rádio aqui, por exemplo, é uma comunicação que vocês...
estão lidando com o relacionamento e o assentimento do torcedor, mas ao ponto que as empresas também querem ter acesso a isso, né? Então, as empresas vão ter que, como é que eu posso te dizer assim, entrar nessa ponte pra poder acessar os torcedores, acessar os clubes. Então, uma forma de você fazer isso simples é patrocinando, né? Então, cada vez mais vai ser normal o mercado financeiro entrar nos clubes. Se é de patrocínio, se é de exposição, se é de televisão, se é rádio, aí a ferramenta é diferente. Ou nos bastidores também. Ou nos bastidores, ninguém sabe.
Ser instalada, né? Um caso prático, por exemplo, o clube quando ele se torna SAF, ele entra no mercado de capitais, que é um formato que ele pode estruturar a dívida. Então um clube de futebol pode ir a investidores e estruturar uma dívida. O que acontece isso? Mercado financeiro. Então são relações. Para uma empresa, por exemplo, quer dizer, mercado financeiro, que se a empresa não tiver... Eu estou falando de empresa de modo geral.
Porque toda empresa tem o seu setor financeiro, que é o que mantém em pé. Senão a empresa não existe.
É bom para a empresa ela ter o jogador, no caso da SAF, ela tem que ter necessariamente o jogador, ou ela pode ter o jogador que não é dela e é do clube? Olha, aí nesse caso da SAF, pensa que o jogador é um ativo. O Paulo pode entrar no lado mais tributário ali, mas assim, é um jogador, ele é um ativo do clube. E o que gera receita é o ativo.
Então a pergunta que a gente pode voltar, pensa numa transportadora que tem caminhões. O que gera o faturamento é o caminhão. Claro que no mercado de futebol você tem empresários também, que pode ter a porcentagem dos jogadores. Mas cada vez mais para a SAF vai ser interessante ela ter o jogador, porque aconteceu como aconteceu no caso do Botafogo. Compre um jogador mais barato e vende mais caro. Então para o clube, não é que eu vou dizer que é...
primordial, é urgente ele ter o jogador mas cada vez mais vai ajudá-lo a ter as negociações, né, então até no caso de uma SAF que tem um investidor o mesmo jogador que ele vale, sei lá 20, 30 milhões de reais a partir do momento que você tem um investidor por trás que tem capital, ele não vale mais 20, vale 50, vale 60, porque você tem alguém que sabe negociar por trás, né então, esse ativo ele é muito valioso pro clube, entendo que seja...
Eu vejo, não sei se você pode falar em citar nomes de clubes, mas eu posso. Eu vou citar um clube aqui, por exemplo, que me parece ser uma coisa atrativa para a SAF, para o investidor, para quem vai chegar fazendo um aporte financeiro.
O Fluminense tem sido, nos últimos anos, nos últimos 15 anos, o clube que revelou o maior número de jogadores. Estou falando que são melhores. Estou falando que são numericamente. Porque o Flamengo fez o... É, Xerém. Vem que tem só as mulheres de Xerém. O Flamengo...
teve o René, teve o Paquetá teve o Vinícius Júnior, teve vários jogadores João Gomes o Flamengo teve muitos jogadores que ele revelou e tal tem um possível agora que é o Emerson Araújo que é uma grande surpresa positiva
Mas se você pegar a quantidade do Fluminense dos últimos 15 anos, o Fluminense, talvez, ele tenha que juntar os outros times todos, para ter a quantidade que o Fluminense fez em Xerém. Talvez hoje o maior valor seja o do Luiz Henrique.
todo jogador é unido é uma quantidade absurda de jogadores o João Pedro o que tem de jogador na seleção brasileira então esse investidor ele vai olhar e dizer esse clube aqui tem uma base que vai me fazer essa terra aqui é fértil eu vou plantar aqui, vai dar uma árvore maravilhosa e essa árvore vai dar frutos
O mercado vê com esses olhos? Não somente vê, mas quando você pega um clube que ele está sendo estruturado, onde é o ponto de atenção do investidor? Centro de treinamento e base. Então, quando você pega um investidor hoje que ele entra no clube de futebol, você já tem essa estrutura, beleza. Mas onde que ele tem um olhar um pouco com mais atenção? O centro de treinamento, que é a forma de você treinar e formar os atletas, e a base.
Porque a base, assim, pensa que você tem uma semente que você pode plantar e ela é incalculável. Tu pode criar uma base ali que pode sair cinco jogadores potenciais, né? Então, o Fluminense entendeu isso lá atrás. Eu não citei, por exemplo, os atuais, tipo o Martinelli. Hoje, o Massac, se tivesse entrado há um ano, há dois anos, o Fluminense, ela se pagaria com o jogador. Por exemplo, com todo o embrólio da 777, ela até estava fora na hora, mas o Vasco revelou o Rayan.
E vendeu para um time da Premier League e arrebenta. Inclusive é de um empresário amigo nosso aqui, assim, belo projeto ele. E tem também as safras que foram constituídas.
Muito focadas nisso, em formação. Não em ganhar campeonato, nem ter exposição. Bem no ideal Bragantino. Exato. Talvez até outros casos... O Bragantino tem o fator marca ali também muito forte, né? Mas tem outros casos, vários casos... A marca já está consolidada no mundo. Que foram formados, foram constituídas e ainda outras em processo de formação.
focadas em formação de jogadores. A gente está com o tempo estourado, deixa eu só perguntar o seguinte, você acha que tem boa saída para o Botafogo e para o Vasco, que estão com suas SAFs enroladas no momento? Sim, Penido, como qualquer mercado de empresas, como a gente pode falar de forma ampla, toda empresa está para vender e para ser comprada. Então, qualquer investidor, quando for comprar algum negócio, ele entende o valor daquilo. Então, por eu entender SAF...
Sempre vai ter mercado, sempre vai ter investidor. Mesmo com débito alto, mesmo com dívida grande? É assim, porque o investidor vai precificar isso. Agora a questão é se o pagamento do preço é justo ou não, aí é uma discussão depois. Mas sempre vai ter investidor para olhar isso, por exemplo, igual a tua casa. Um exemplo, tua casa vale 30 milhões.
Mas ela está danificada, está quebrada, está com o teto caído. Valia 30 no passado, mas hoje vale 5. Só que ela tem potencial para se tornar mais de 50. Então, vale a pena comprar da forma como está hoje. Comprar, investir, consertar. É gestão. É gestão. A gestão é que tem que garantir isso. Sempre vai ter investidor. E aí entram os fundos de private equity, por exemplo, que tem essa cultura e esse objetivo e essa capacidade de comprar. Em geral, são fundos americanos.
Depende de diversos locais, inclusive nacionais, que tem esse perfil. Eles compram um ativo subvalorizado, investem pesadamente em gestão e depois revendem no futuro com um lucro absurdo, porque realmente... É o mecanismo de compra de empresa quebrada. Exato. Compra muito barato, geralmente financiado. Eles não pegam dinheiro próprio, eles pegam empréstimo para poder comprar aquele ativo.
Aí entra a grande sacada deles, que é a gestão, ou seja, a capacidade de transformar aquele ativo subvalorizado que eles compraram num ativo muito bem valorizado e vendem, pagam a dívida e saem com lucro absurdo. Eu quero dizer que eu estou muito satisfeito, eu, o Rafa, o Brabo, aqui no Penínsios Podcast.
De ter recebido pessoas tão ilustres e com a mente tão aberta, né? E tão atualizadas como vocês são. Vocês parecem, eu acho que vocês dão um F5 de um em um minuto. Eu digo, eu dou um F5 todo dia, porque o que você sabe? Eu não sei nada. Eu tô aqui, eu tô no mundo, pra aprender, se eu viver 100 anos, eu vou morrer sem saber. Você...
Eu não consulto computador, eu consulto o Paulo. Mas a gente dá um F5 junto. Então, muito feliz e muito satisfeito, agradecido com a presença de vocês. Acho que o torcedor já entendeu um pouco melhor o que é...
Uma SAF. Como é que é o mecanismo, como ela funciona, por que que umas dão certo, por que que outras não dão, e como fazer com a visão, pro torcedor poder raciocinar o seguinte, se o meu time está indo nessa direção aqui com a SAF, eu estou esperançoso. Se ele estiver indo por aqui, ele tem tudo pra dar errado. E eu já vou ficar com o pé atrás. Torcer pra dar certo, ele vai, de qualquer maneira. É igual a gente quando vota na eleição. Pra presidente, pra governador, sei lá.
Se não for o candidato que eu votei, o torcedor vai dar certo do mesmo jeito. Senão eu vou me ferrar. Então, o torcedor tem isso. Ele pode não gostar daquele projeto, preferir o outro. Mas se o projeto que está lá, ele vai dizer, bom, eu quero que o meu time entre em campo ganhe o jogo.
Tá certo? Então, acho que é mais ou menos por aí, né? Exato. Então, muito obrigado pela presença de vocês. Ilustrativa, voltem sempre que desejarem. As portas da Super Rádio Tupi estão abertas. Posso concluir com dois pontos? Pode. E eu com... Eu vou trazer uma palavra de um presidente amigo meu, que ele falou o seguinte, né? Ele falou o seguinte, o clube tem... O campeonato tem 20 clubes.
Se fosse para todo clube ser campeão, eu teria que ser um campeonato com 80 clubes. Então, vamos supor que todo mundo virou SAF agora. Um vai ter que ser campeão e quatro rebaixados. Essa é a regra do jogo. Então, tudo bem ter Libertadores, mas um campeão e quatro rebaixados. Isso para mostrar que faz parte do jogo, literalmente. E dois que a gente falou muito de assuntos de finanças, de SAF. Inclusive, quero deixar uma lembrança aqui para você, do livro.
O nome dele é Enriquece Enquanto Dorme. Esse livro aqui... Que beleza! Vou dormir. Como professor de finanças, a gente não fala do assunto... Está aqui pegando o Brunão. Como professor de finanças, a gente não fala somente sobre o assunto SAF, a gente fala também da gestão de carreira do atleta, inclusive a gestão financeira.
que é fundamental porque muitos atletas por exemplo constroem um patrimônio muito rápido e alguns casos deles perderam inclusive muitos casos então a gente fala sobre o cuidado da gestão de patrimônio, a gente fala sobre a importância de você pensar na sucessão patrimonial então tudo isso está aqui no nosso livro e eu deixo um presente para você aí muito obrigado mesmo muito obrigado, guia prático para investir com segurança
Então, obrigado mais uma vez a vocês. Foi um grande barato ter esse papo com vocês aqui. E com certeza a família Tupi também muito mais esclarecida sobre o tema SAF. Depois dessa aula, dessa galera aqui, que é top no assunto. Tanto o Paulo quanto o Juvenal, que nos brindaram com sua presença aqui no PNL dos Podcast.