[BÔNUS] Thomás Aquino pergunta à Vera: como é receber um prêmio como escritora?
O ator Thomás Aquino conversou com Vera Iaconelli sobre sua história de família no episódio da semana de “Isso não é uma sessão de análise”. Agora, neste episódio bônus, é a vez dele perguntar à Vera.
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- Prêmio Jabuti para escritoraComo é receber um prêmio literário · Valor do reconhecimento literário · Livro sobre colunas da Folha · Superação de sintoma de leitura · Ciclo de processos analíticos
- Identidade de escritoraAssumir o ofício de escritor · Dificuldade de leitura na infância · Livros como algo proibido
- Construção social da conversaPrazer em conversar e compartilhar · Importância de conhecer o outro
Oi, eu sou a Vera Iaconelli e esse é o Pergunta à Vera. Um episódio bônus do Isso Não É Uma Sessão de Análise, podcast que criei com a Trovão Mídia. Aqui eu respondo a uma pergunta qualquer feita pelo convidado da semana. Dessa vez, quem falou comigo foi o ator Tomás Aquino. A conversa completa que eu tive com ele já está no ar, saiu na última terça-feira. Volta lá e ouve. Vamos lá para a pergunta do Tomás.
Eu quero saber como é ter esse título de receber o Jabuti, o prêmio Jabuti. Ai, meu Deus do céu. Como é ser uma pessoa no mundo com esse título?
Ah, é uma super honra, principalmente porque, bom, sendo um prêmio de literatura, né, e você imaginar que você pode escrever alguma coisa que tenha algum valor para alguém, né, e esse valor seja reconhecido, realmente para mim foi muito chocante. Eu fiquei muito...
muito honrada e muito surpresa quando eu comecei a escrever, não imaginava que teria esse alcance. Esse prêmio foi do meu penúltimo livro, que é um livro sobre as colunas minhas na Folha, que eu fiquei oito anos escrevendo e a gente fez essa seleção. Então, imaginar que as colunas da Folha, que essa escrita semanal pudesse ter essa premiação, para mim foi incrível, fiz até uma festa.
Ah, foi uma honra. Não sei, inesperada. Tu imaginava que poderia ganhar em algum momento, é outra pergunta, né? Mas que tu poderia ganhar na tua vida? Não, na minha vida não, mas agora, mais recentemente que eu comecei a me acostumar com esse meu lado de escritor e assumir, largar a mão de ser besta e falar a sua escritora.
Porque chega uma hora também que você tem que largar a mão de CB, você assumia os teus ofícios e não ficar se amoitando e fingindo, não, não, né? Não, eu sou uma escritora também, bem ou má sou. Então, eu achei que era uma possibilidade, mas ao longo da minha vida, jamais.
Jamais, jamais. Era uma coisa que não estava... Eu até conto no meu último livro que o meu primeiro sintoma foi uma dificuldade de leitura, né? Eu, quando era criança, tinha uma dificuldade de leitura. Então, para mim, os livros eram meio proibidos. Então, eu escrevi e recebi esse prêmio. Sabe quando passa um filminho, assim, que você olha para trás? Então, quando você for lá subir lá no Oscar, passar um filminho de você fazendo teatrinho para a sua família, sabe? Quando você era pequenininho e todo mundo batia palma em casa, assim.
É isso, pra mim foi um Fechou um ciclo gigantesco De processos analíticos, né? De muitos anos de análise pra vencer o meu sintoma E poder escrever alguma coisa que mais alguém gostasse Parabéns Obrigada, que pergunta mais adorável Obrigada, muito obrigada por ter vindo Eu que agradeço Eu gosto de conversar, eu adoro falar Acho que deu pra perceber aqui, né? Mas eu adoro conversar, sentar e falar Acho que pra mim isso é uma construção social É muito bom saber do outro e compartilhar Obrigadíssimo
E aí
Trovão Mídia
Isso Não É Uma Sessão de Análise