Episódios de Isso não é uma sessão de análise, com Vera Iaconelli

[BÔNUS] Luiza Trajano pergunta à Vera: o que está acontecendo com o mundo hoje?

30 de abril de 20264min
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A empresária Luiza Trajano conversou com Vera Iaconelli no episódio anterior a este respondendo sobre sua história de família. Agora, neste bônus, é a vez da Luiza perguntar à Vera.

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Participantes neste episódio2
V

Vera Iaconelli

Co-hostPsicanalista
L

Luiza Trajano

ConvidadoEmpresária
Assuntos1
  • Perspectiva e visão de mundoGeração jovem e suas escolhas · Impacto da pandemia · Mudanças nas relações de trabalho · Maturidade política · Questões indígenas e africanas
Transcrição13 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, eu sou a Velha Conelli e esse é o Pergunta Vera.

Um episódio bônus do Isso Não É Uma Sessão de Análise, podcast que criei com a Trovão Mídia. Aqui eu troco de lugar com a minha convidada da semana e sou eu que respondo a uma pergunta. Hoje é com a empresária Luísa Trajano. Aliás, a íntegra da nossa conversa ficou ótima. Se você ainda não escutou, é só voltar no episódio anterior aqui no feed do podcast. Agora vamos à pergunta da Luísa.

Eu te vi aqui agora nessa entrevista, primeiro que eu te admiro muito, você é uma pessoa que estuda muito, mas de que forma você está vendo o mundo agora, assim, que vai acontecer? Como você vê o mundo de hoje? Porque eu vejo as pessoas e falo, nossa, nós estamos tudo perdidos, nossa, nós não sei o que que sei.

a reclamar tanto do mundo. Então, eu queria saber como é que você pode me responder isso. Eu vejo a coisa um pouco dividida. A gente vê muita gente sem propósito, muita gente que só quer lucrar, achando que a vida se basta com os poderes e dinheiro, né? E levando todo mundo para o buraco junto, né? Você vê pessoas com muito poder fazendo um mau uso tremendo disso.

comprometendo a própria existência no planeta Terra, né? Então, a pessoa resolve ir para Marte e dane-se a fome mundial porque eu quero morar em Marte, né? Se a gente vê esse tipo de escolha. Mas eu vejo também uma geração jovem que, por exemplo, que não está querendo entrar mais nas redes sociais, que não está mais querendo consumir produtos que sabem que são danosos para o meio ambiente. Eu tenho...

Através das minhas filhas, de amigos e jovens com quem eu convivo, eu vejo gente que fala assim, não quero comprar carro, prefiro pegar o transporte público, que poderia ter um carro, mas prefere. Prefiro trabalhar menos e ficar mais com a família. Gente que vai fazendo escolhas, vai pensando mundos, começando a imaginar outros mundos. E a pandemia deu muito isso, né? Ela trouxe muita tristeza. Mas assim, o pessoal fala, não tem gente para trabalhar. Mas você não pode querer agora ter o mesmo recrutamento.

e oferecer as mesmas coisas que ofereça antes. As pessoas aprenderam a conviver com a família, aprenderam a ter tempo livre, e o pobre também precisa ter. Não é só o que vai. Então, a gente tem que entender que são premissas muito diferentes. Eu falo para o meu recrutamento. Se você quiser arrumar gente, não é com as premissas antigas, antes de pandemia, antes de viver tudo isso. Exatamente. Então, só complementando as suas...

Não, eu vejo... Vamos ver quem vai ganhar essa parada, mas o que eu vejo é que tem uma juventude muito interessante, que é diferente de quando eu era jovem, porque a coisa que a gente mais sonhava, assim, assim que eu tiver dinheiro, eu quero comprar um apartamento, um carro, casar e ter filhos. E hoje eu vejo eles pensando, não, a gente quer morar junto, a gente vai... Você sabe também, assim, eu convivo.

com muito pequena e média empresa, e convivo muito as mulheres do Brasil, no mundo inteiro. Mas, assim, eu acho que existe um processo de maturidade política. Eu acho que nós estamos para ter uma virada de ciclo no próximo tempo. Se você analisar, vai ter sempre os radicais.

Sim, de direita e de esquerda. Contra e a favor. Sim, sim. Mas eu estou sentindo que as pessoas estão cansadas. Então, eu tenho muita vontade de montar o movimento na hora certa, como a gente fez Unidos pela Vacina, para ter uma união em torno da nação.

E que eu acho que também marca essa entrada disso que você fala, assim, a entrar um pouco uma ideia, né? A gente está vendo as questões indígenas, as questões tradicionais dos povos africanos, outras mentalidades, outras formas de ver o planeta, outras formas de ver o mundo. Quer dizer, não é só de explorar, extrair, mas também de viver, né? Quer dizer, ter tempo para viver. Eu acho que a gente tem, sim, umas influências importantes. Eu acho, assim, é o momento de encontro. Não é que você não pode estar na tela.

Mas você quer encontrar. E se você ficar lá comigo um dia todo, você fica muito assustada do que eu tô falando. Ah, eu venho aqui todo dia. Agora eu trouxe meu irmão, agora eu trouxe minha amiga. Porque aqui a gente se encontra, aqui a gente toma café. É, essa demanda por enquanto, ela tá cada vez maior. As pessoas estão de saco cheias de tela. Não, pode até gostar da tela, mas ela não quer mais só ficar na tela. Não quer mais viver de tela. De tela, eu acho.

Obrigada, obrigada. Obrigada a vocês. Foi muito bom também.