Episódios de Isso não é uma sessão de análise, com Vera Iaconelli

Zero enxoval e quatro ‘mães’: Luiza Trajano não foi criada para casar

28 de abril de 202638min
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A empresária Luiza Trajano cresceu em uma família com mãe e três tias como referência: um matriarcado em que as mulheres trabalhavam e se apoiavam. Na conversa com Vera Iaconelli, Luiza fala sobre a morte precoce da mãe, a relação com o pai e a construção de vínculos ao longo da vida. Fala também da maternidade sem culpa, recusando modelos prontos.

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Participantes neste episódio2
V

Vera Iaconelli

HostPsicanalista
L

Luiza Trajano

ConvidadoEmpresária
Assuntos3
  • Empoderamento FemininoMulheres empreendedoras · Desafios da maternidade · Culpa das mães trabalhadoras · Políticas públicas e desigualdade
  • Referências familiares de Luiza TrajanoMaternidade sem culpa · Influência das tias · Inteligência emocional · Trauma familiar com álcool
  • Cultura e SociedadeRelações entre mulheres · Histórias de família · Legado familiar
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Trovão Mídia. Oi, eu sou a Velha Conelli e isto não é uma sessão de análise. Um podcast criado por mim e pela Trovão Mídia.

Toda semana eu ouço por aqui histórias de famílias, mas também sobre esse leque de referências que a gente vai montando ao longo da vida. São as histórias das pessoas que criam a gente, das conversas que nos marcaram e que passamos adiante.

Minha convidada de hoje é a empresária Luísa Trajano, a filha do Clarismundo e da Jacira, a mãe da Ana, do Frederico e da Luciana, viúva do Erasmo e a avó da Rafaela, do Henrico, do Pedro, do Antoine, da Maia e do Benjamim.

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Bem-vinda, Luísa. Obrigada. É um prazer ter você aqui. É um prazer estar com você. E nessa tua agenda, você ter conseguido um horário assim pra mim é uma honra. Eu vou começar com uma pergunta que eu sempre faço, que é qual a sua referência de família?

Bom, Vera, eu não tive uma mãe só. A minha família, por parte da minha mãe, eram quatro irmãs e quatro irmãos. Mas as irmãs eram muito ligadas. Inclusive, uma só tinha um filho, que sou eu. A outra só tinha um homem. A outra só tinha um.

E a tia Luísa não tinha nenhum. Então, na realidade, assim, era um núcleo de família tão junto. Lógico que a minha mãe foi referência, mas minha tia, porque a minha mãe morreu muito cedo, também foi muito referência pra mim. Eu chamo Luísa por causa dela. Então, assim, é muito... Então, eu tenho um núcleo de família básica muito grande e muito boa. Porque eu tive a sorte também de nascer numa família que agora vai fazer 70 anos.

fundou um magazine, foi mulher, foi minha tia. Então, eu fui criada totalmente diferente das minhas amigas, da minha era. Você tem uma base, quando eu resolvi casar, eu não tinha uma peça de enxoval. Isso, há 50 anos atrás, era assim, a filha nascia, não existia isso, né?

Eu lembro que no dia do meu casamento, a minha mãe falou, se você não quiser casar, não casa. Então, assim, eu fui criada muito mais pra trabalhar do que pra qualquer outra coisa da época. Então, assim, eu tenho muita diferença. E dentro dessas quatro, eu tive, primeiro, todas eram muito trabalhadoras e empreendedoras, mas aqui foi minha mãe mesmo e a minha tia, que era muito alucinada, muito apaixonada por mim. Eram dois perfis muito diferentes.

Então, a minha mãe era muito mais inteligente emocionalmente. E a minha tia era muito mais inteligente de negócio. Não que elas não fossem todas, mas eu tô falando mais talento, né? Então, assim, eu fui muito criada também com inteligência emocional muito forte, assim. De não ter culpa. Depois nós vamos falar um pouquinho de culpa de filho. Então, quando eu tive o primeiro filho, o que a minha mãe falou? Então, assim, a minha tia era assim... Então, assim...

Tem crise, vamos embora, trabalha que dá certo. Então, assim, não tinha muita inteligência emocional de jeito nenhum. Porque ela venceu, foi vendedora e lutou e achava que todo mundo era igual a ela. Então, assim, eu tinha que discutir, ainda virginiana, discutir muito pra ela poder entender que os processos não eram igual a ela. Ela era muito exigente.

Ela era muito competente, porque ela veio de uma vida muito simples e deu muito conta de tudo. Então, uma pessoa que tinha só quatro anos primários, mas que escrevia, tinha letra linha, tinha o português bonito, e ela começou muito cedo. Eu já vivi uma família tão simples, já estudei em colégio particular, mas...

As quatro viveram uma família muito mais simples e que teve que começar a trabalhar cedo, não pôde estudar tão cedo, mas todas eram muito bem formadas pela vida, pela experiência. E a minha tia começou a trabalhar numa loja muito grande, muito cedo, e ela trabalhou, acho que, 16 anos nessa loja. Então, as duas eram uma referência muito forte pra mim. Eu sou de Franca, né? É bom falar isso.

E antigamente nessas cidades não tinha shopping, mas tinha uma loja que vendia tudo. Material para construção, tecido, muita prata, muito cristal. E ela começou a ser vendedora no setor que vendia prata, cristal, que vendia essas coisas. E ela começou como vendedora, ela foi crescendo, crescendo e saiu gerente desse setor.

E ela era muito querida pela população. Ela dava muito valor a quem estava dando um emprego pra ela. Geralmente eram as pessoas quatrocentonas da cidade que tinha isso. Tinha até banco. Que tinha essas... Isso é muita história do interior, né? Eu fiquei curiosa porque essa escolha do teu nome, sendo o nome da sua tia viva, porque geralmente o nome da filha você escolhe, ah, é uma avó, uma sogra e a irmã, né? Como é que era a relação? Não, primeiro elas... Minha mãe foi a primeira a morrer, elas se bastavam entre as quatro, quer dizer...

Tinha amigas, mas uma ficou viúva muito cedo, foi morar com a tia Luísa, que ainda morava com a minha avó. A minha mãe morava no décimo terceiro andar, a minha outra tia no quinto. Então, assim... Que coisa, né? As quatro formavam um grupo mesmo. Um grupo muito forte. Mas você sabe que o meu nome é um nome muito interessante? Eu falo que eu fui predestinada a isso, né? A minha mãe teve três filhos. Na época, não tinha cesárea.

Quer dizer, a cesárea era um horror Tanto é que uma das minhas tias Com 19 anos Ela não conseguia fazer o parto normal Fizeram uma cesárea e tiraram todos os órgãos dela Sem falar nada Ela teve um trauma a vida toda por causa disso E a minha mãe teve mais duas filhas Uma antes de mim e uma depois de mim Só que como eu Ela não entrava em trabalho de parto Trail Trail Trail

não entrava, não entrava em trabalho de parto tinha que tirar a fóspe e as duas nasceram mortas eu fui a única que sobrevivi antes e depois de você ela tinha até meio trauma de parto eu também nunca entrei meu primeiro filho, que na época não tinha ultrassom ele vai fazer 50 anos esse ano ele nasceu hipernaturo de primeiro grau, porque eu queria muito ter parto normal, e ele era pra ter nascido 5 de março, nasceu

Até dia 8, 10, nasceu dia 25 de março. Então, já nasceu de ruim, permatura. Cunha comprida. Cunha comprida. Nasceu grande, mas costou mais engordar. Aí, as outras, eu já sabia que eu ia fazer o mesmo. Então, uma das minhas tias, né? Da minha mãe, que não ia ter.

Aí meu pai foi pro cartório pra colocar o meu nome de Sônia. A minha tia chegou no cartório, porque eu fui a primeira, assim, das quatro eu fui a primeira a nascer, né? Sim. Então eram quatro mães. E falou, ah, você vai pôr Sônia, põe Heloísa Helena. Porque Heloísa Helena era uma moça muito querida pela minha tia, era muito bonita. Só que ela saiu, meu pai pôs Luísa Helena.

Olha que interessante. Então, eu falo que parece que eu fui... E ela tinha uma ligação comigo, assim, mas... E teu pai acatou, o que também não é nada comum, a fala da cunhada. Da cunhada. Sim, ela tinha uma ascendência sobre as pessoas, né? Ela tinha, mas não era assim que eu tô te falando. Parece que foi uma coisa... De influência mesmo. De que ser. Tinha que ser. Se você acreditar em alguma coisa, tem que ser. Sim, sim. Porque, assim, é interessante, né? Porque...

Ela sugeriu Heloísa Helena. E ela saiu, ele pôs Luísa Helena, inclusive com Z. Que hoje tem muitas Luísa na família. E você sabe o que formou essas quatro mulheres? Assim, avós, teus, de onde estão vindo essas mulheres? Porque é tão incomum essa história que você fala. Não sei se para quem está ouvindo a gente se dá conta. Ao enxoval, no interior, naquela época...

Era o patrimônio de uma mulher. Se você não tivesse choval, ou você era muito pobre de não ter nada pra pôr dentro do baú, ou era uma coisa completamente impensável. Ou começava a fazer muito tempo antes. Eu não tinha nenhum pano de prato. Ninguém acredita nisso.

É interessante, a minha avó, que eu conheci bastante tempo, que era muito, as quatro eram muito ligadas, ela era uma mulher muito forte, muito fina, fazia crochê muito bem, então, as únicas coisas que eu tinha, mas não é porque pra mim o cheval era coxa de crochê, era toalha de crochê, que ela fazia pras filhas, né? Mas eu não tinha nada que a gente tem muita coisa até hoje disso. Meu avô era um baiano, muito comerciante, aqueles intuitivo, mas era alcoólatra.

Então, inclusive, hoje eu não bebo nada, eu não consigo pôr nada, porque ele era uma pessoa muito querida, como quase todos os alcoólatras. Mas é, meu pai também é alcoólatra, eles são queridos, né? É curioso isso. São queridos quando eles estão lúcidos, quando eles estão bem.

E ele era muito esperto, né? Eu acho que essa parte de comércio, de tudo, e o equilíbrio veio da minha avó. Só que chegou um momento que não dava pra ficar junto. Ele foi morar comigo, e eu era a única que conseguia nos bares trazer ele. Nove, dez anos, assim.

Então, é assim, chamar ele pra vir embora pra casa, é isso que eu quero te falar, quando ele tava muito mal. E eu peguei um trauma de bebida, depois eu tive, porque eles tiveram as quatro filhas e quatro filhos, mas as filhas que eram muito, as irmãs que tinham o mesmo núcleo. Desses quatro irmãos, teve um que eu gostava muito, que morreu muito cedo por causa do álcool. Depois eu tive o Wagner, que foi igual ao meu irmão, que é um dos três que estão lá, que também virou alcoólatra e a gente era muito ligado. Então, assim...

Eu tenho uma tendência de família alcoólatra. Sim. E aí as mulheres se juntam e meio que formam uma espécie de um mini-clã ali que os homens obedecem. O meu tio mais novo, como ele era muito mais novo do que os outros, e mais novo inclusive da mais nova, porque ele foi temporão. Sim.

Elas assumiram ele um pouco. Então, ele estudou em colégio de particular, ele estudou em colégio de champanhar. Ele passou a fazer parte desse núcleo de cinco. Mesmo na empresa. Ele foi sócio da empresa. Que os outros três, não. Mas ele... Porque ele era muito mais novo. Ele era oito anos mais novo do que a mais nova. Do que a tia Luísa devia ser uns dez. Então, a tia Luísa meio assumiu. Ele ainda teve paralisia infantil.

novo, e na época ela já trabalhava, os outros já trabalhavam tinha um pouco mais de recurso, ainda conseguiu salvar. Luísa, se você tivesse que pedir pra ir numa festinha, ou pra fazer alguma coisa, pra quem você pedia? Pro seu pai, pra sua mãe ou pra sua tia? Quando sua mãe ainda era viva.

Eu pedia para as duas. Meu pai, a minha mãe precisou, não que eu não tivesse ligação, mas eu acho que meu pai, quando foi mais novo, ele era 13 anos mais velho do que a minha mãe. E quando ele era mais novo, depois eu descobri, ele foi muito sensível e ele ficava, parecia que ele tinha umas crises muito grandes. Hoje eu entendo que era isso.

E a minha mãe se colocou um pouco na frente dele pra mim não ter... Não que ele não tinha papel, mas ele não... De medo dele ter as crises e eu tomar esse trauma, entendeu? Você sabe que tipo de... Hoje, passados esses anos, que tipo de raiva, de pânico, de... É, parece que ele ficava bravo, batia nas paredes. Não de agressão com ela. Você não chegou a presenciar? Então, é o que eu tô te falando assim.

Ela se... Se pôs entre vocês. Ela se colocava, não na relação, a gente almoçava junto, mas ela se colocava pra que eu não pegasse esse trauma, né? Sim. Eu acho que se eu vi foi uma vez só. Muito pouco. Mas ela morre jovem. Como é que fica a tua relação com ele? Isso que foi interessante.

Eram diferentes a minha ligação com a tia Luísa com ela, mas eram do ligação de mãe diferentes, sabe? E eu era muito ligada com ela e foi muito de repente a morte dela. Tanto é que a minha tia ficou muito mal também, porque foi a primeira desse núcleo que morreu. Eu tinha trinta e poucos anos, o meu filho mais velho ia fazer nove anos, três dias depois.

e as outras tinham 5 e 6, então o que mais foi ligado com ela foi isso. Mas aí, a minha mãe faleceu, eu me aproximei do meu pai, porque ele já não era tão novo, apesar que ele guiava, fazia tudo. Então, eu cheguei pra ele, ele falou, eu quero ficar no meu apartamento por enquanto. E a minha mãe...

O que me passava era assim, um dia seu pai ficar sem eu, vai faltar a caixa de fósseis. Porque elas acabavam lembrando tudo muito forte, né? E interessante, e eu, por intuição, eu só falei pra ele, então você vai almoçar na minha casa todo dia, mas você dirige a sua casa. E ele dirige uns três, quatro anos depois que ela morreu, sem eu nunca ter tido problema, mas também eu respeitei.

Eu não ia, nunca teve nada. Só que quando foi fazendo um 3, 4 anos, ele não era tão novo mais. A gente queria, tanto eu quanto meu marido, queria que ele fosse morar. Eu morava numa casa grande e eu queria que ele fosse morar conosco. Eu já tinha reatado mais afetividade. E aí, uma afetividade mais perto. Sim, mais intimidade. Mais intimidade.

E aí minha tia, tia Luiz e eu, fomos na casa dele. E a minha outra tia que morava no quinto andar. Porque uma morava no quinto, outra no meio do quarteirão e outra no décimo. E a gente falou pra ele, olha, a gente quer que você vai morar comigo, eu falava. Mas eu não vou acostumar, não, deixa a sua casa montada. E foi a melhor coisa, ele morou 14 anos comigo. E foi uma coisa muito boa, porque eu descobri assim, porque ele tocava cordião de ouvido, eu vi ele trocar de ouvido.

Então, ele devia ter sido um homem muito sensível, mas muito simples pra época, né? E a gente foi muito... E aconteceu episódios muito importantes, eu com ele, assim. E a gente criou um vínculo muito forte. Eu falo que se a minha mãe tivesse morrido depois, eu não teria criado. E ele ficou, assim, uma pessoa tão calma, porque eu tenho uma casa na represa que eu levo muito moçada. E eu sempre levei o idoso pra tudo quanto é lugar.

E ele nunca reclamou, ele nunca falou do barulho. Sabe quando, de repente, a pessoa fez as paz com tudo? E foi muito legal. Quando a minha filha fez 15 anos, a Ana Luísa, que é do restaurante, ela é muito festeira como eu. E na época já tinha até acabado um pouco de festa de 15 anos, mas ela fez uma totalmente diferente.

E eu olhei pra ele, já tava morando comigo, e eu olhei pra ele e falei, papai, o senhor gostaria de ter uma festa? O que você faz pra uma pessoa de 85? Você faz um almoço, convida a família e vai a família lá. Canta parabéns, celebra, é o que se fazia.

Eu não sei por que, por intuição e por sensibilidade, eu sou muito assim, de ver o outro e entender. Eu vi ele olhando a festa, assim, eu falei... E ela fazia 30 de maio. E ele 15 de junho. Eu falei, se eu gostaria de ter uma festa dessa grandona, tal. Ele virou pra mim e falou, eu acho que eu sempre pensei nisso. E a partir daí, eu tenho uma fazenda aqui, que é na represa. Eu fiz uns 10 anos de festa junina, mas assim, de arromba.

De arromba. Mas juntando com o aniversário dele, porque coincidia com a festa junina. Não, no dia 15, que era o aniversário dele. Dia 15, sim. Mas era assim. E eu, por intuição também, eu resolvi não fazer surpresa. Então, assim, ele já tinha enfermeiro e motorista. Ele já estava com 80 e poucos anos. Mas lúcido. Na época não tinha digital, igual tinha. Ele tinha que sair dando os convites. Depois ele ficava vendo as fitas. Mas era festa mesmo, de polona. E eu falava assim, nossa, o povo vai me dar meia e pijama.

Aí eu inventei que cada família me desse uma árvore, juntasse e me desse árvore. E criamos o bosco do vô neném. Ele via crescer as árvores. Que coisa linda isso. Mas é linda essa história, né? Porque às vezes as mães, elas se fecham com as filhas.

Para proteger a filha, para curtir a filha, para fazer o mundo das mulheres. E deixa os pais de fora. E os pais também um pouco preguiçosos, um pouco acomodados, os homens, né? Vão ficando meio de lado e às vezes a perda de alguém nessa matemática cria uma relação que você teve mais 15 anos de relação com esse homem. Não, e foi muito legal, eu digo assim. Eu aprendi primeiro com ele a lidar com a idosa.

e não isolar o idoso. Ele sentava na mesa de jantar, junto com a gente, ele tinha um lugar dele na mesa, ele ia para os lugares sempre conosco, e depois eu tive uma sogra, que também morreu com 103 anos, e que quando o marido morreu, eles são de presidente prudente, mirante ali, ela foi morar em Franca, porque já morava meu marido e morava um filho, mas por causa da gente.

E ela era totalmente diferente, assim, ela adorava festa, ela era muito inteligente emocionalmente, os filhos dela sempre tinham razão, e a gente começou a fazer festa dela de 100, 101, 102 anos, 103. Ela me amava, porque eu aprendi com meu pai a lidar com o idoso, sabe? Eu aprendi a lidar.

Com a morte da minha mãe, eu fiquei muito mal, assim. Porque quando você tem 30 e poucos anos, você não muda seu papel. Você ainda é filha. Mãe ainda é um pouco saco de pancada, né? Assim, falava, onde se viu? Deixa todo mundo me mandar. Essas coisas, assim. Ainda tá cobrando coisas da tua mãe. E eu percebi que eu precisava mudar de papel independente da idade. Então, assim, foi muito legal com as minhas tias, com o meu pai, com as minhas mães, as minhas amigas. Eu fui uma das primeiras a perder mãe da minha turma.

Eu troquei de papel muito cedo e acho que isso é bom pra gente. Então você conta que aos 32, com a morte precoce da sua mãe, que é muito cedo mesmo, você se dá conta de que você é mãe dos seus filhos e que, bom, quando morrem os pais a gente se dá conta que a gente é o...

Nós somos os próximos, né? Quer dizer, que é a última geração. Eu nem sentia ainda que eu era o próximo, porque eu fui muito nova. Sim, sim, mas não tem mais muita, não tem outra geração. Você perde, eu acho que quando você perde mãe, você perde. Apesar que a minha tia é igual mãe minha, a minha mãe me criou mais pro mundo. Ela mais pra elas. Tinha ciúme, era tudo. Mas você perde um vínculo da pessoa que te ama do jeito que você é. A perca de mãe é uma coisa muito séria.

Eu acho que é. E acho que era uma mãe que te adorava, né? Pelo que você conta, assim, né? É, mas todas, né? Eu acho que eu não tinha... Eu tenho uma autoestima maravilhosa, né? Primeiro que eu sou filha única. Segunda que eu fui sobrinha dessas quatro únicas. Então, eu fui sempre muito amada. É, porque a gente vê como transborda, né? O teu amor, né? Você tem uma capacidade amorosa, não só de amar as pessoas, assim, mas de tudo que você faz, né? Tem uma coisa que sobra, assim.

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Mas na hora que você vai formar sua família, que é a segunda pergunta, que é qual que se tornou então a sua referência de família hoje, né? O que que daquela família que você teve, filha única, você vai lá e tem três filhos. É gozado que teve um período hoje, depois de mais velha não. Eu até achei bom ser filha única, porque eu tive...

Desses outros três, quatro tios meus, eu tive muitos que tiveram muito filho e não podia fazer a festa que eu fiz pro meu pai. Porque, não sei se você tá entendendo, não podia fazer o que eu fiz por ser filha única. Aí chegou uma época que eu achei bom, mas em criança você sente muito ser filha única.

Apesar que os dois eram igual irmãos meus, então eu dava de bicicleta. Eu vivia muito a vida dos dois, que era filho de cada uma delas. Então a gente foi criado como irmão. Mas não é a mesma coisa, isso que eu falo.

Então, assim, foi uma coisa interessante. Eu também entrei muito cedo no trabalho. Com 12 anos eu queria dar presente. A minha mãe, eu vim de falar, não pode. Vai vender agora no fim do ano, você ganha e dá os presentes se você quiser. E eu fui vender e me saí muito bem. Ganhei, fiz a minha primeira poupança, porque eles incentivavam muito o trabalho. Então, assim, fiz. E também perceberam que eu era uma pessoa que dava pro jeito, né? De interagir, de tal. E aí, quando eu fiz 17...

Eu me formei e fui fazer de faculdade à noite e fui assumir mesmo em muitas coisas. Minha tia era uma grande empreendedora, mas não era gestora. E eu tinha um pouco de espírito empreendedor, não tão grande quanto ela, mas me formei gestora e fui fazer muitas coisas. Então, a gente equilibrava bem isso. Então, assim, eu não era alucinada. Eu preciso casar e ter filho. Sabe, aquelas coisas de fantasia. Mas naquela época eu tinha certeza que eu não queria ter um filho só.

Mas eu quero retomar essa questão, mas que maravilha, né? Quando a mulher pode pensar o que ela quer. Porque se a vida inteira você tivesse ouvido, ah, isso aqui é o Seixová, você vai ter que casar, ter filho. Provavelmente você não ia formular, bom, mas o que eu quero? Quase como se já tivesse, só dá pra querer isso e algumas outras coisinhas, né? Tanto é que eu tenho uma amiga minha até, e a gente estudava de 14, 15, 16 anos junto, e ela era alucinada pra ter filho. Eu brincava, eu posso não ter, mas você não. E ela teve mais dificuldade de ter filho, muito mais.

Eu ficava grávida até seis meses, porque em três anos e meio eu tive três. Agora, quando eu tive o primeiro, eu fiquei muito querendo ter o segundo. Interessante, sabe? Porque eu tinha medo de ser meio trauma de família. Então, mas tem dois momentos, né? Quando você é pequena e sente falta do companheiro de brincadeira, que seja irmão de fato, que divida pai e mãe. Você possa falar mal de pai e mãe igualmente, né? Depois tem um tempo que você fala, putz, mas ser filha é a única que me permitiu oferecer coisas pro meu pai que eu não poderia ter oferecido.

Mas também chega mais na velhice mesmo, né? Que de novo ser filha única talvez seja difícil? Não. Como é que é pra você? Não. Não é. Não. Não é. Porque eu crio tanto vínculo de amigas, mas amigas mesmo. E assim, gozado. Eu não sinto solidão. Eu nunca senti solidão mesmo.

Não era um trauma também ser filha única, que eu tive que trabalhar em terapia. Não era um trauma. Era mais uma vontade ter irmão do que um trauma, sabe? Porque era uma família muito junta, né? Então, assim...

não tive esse trauma. O que eu tive mesmo foi quando eu tive o primeiro, eu falei, poxa, mas será que eu tinha amigos que eram filhos e homens sozinhos? Inclusive, meus primos. Eu achava mais difícil ter um filho e homens sozinhos. Então, na época, eu tinha amigos muito bons, muito queridos, e tinha os meus dois primos, que eu achava muito mais difícil ter um filho e homens sozinhos do que uma filha e mulher sozinha.

Você estranhou primeiro ser homem? Você tava achando que iam ser só meninas? Não, não, não. Não? Você desejava, você tinha uma preferência? Na época, na época, não tinha ultrassom pra você saber, né? Inclusive, o povo falava pra mim assim, você vai ter uma menina, todo mundo apostava. E nasceu menino. E depois eu tive duas meninas.

E assim, meu marido, quando eu vi, ele tinha escolhido o nome. E tudo bem pra você? Gonçado. Você sabe que foi hoje, eu acho que Frederico era o nome dele mesmo. É o nome do meu sobrinho muito querido meu. Achou lindo ficar Fred. Hoje, eu acho que eu achava assim, a gente trocava, mas como você não sabia, deixa nascer pra gente saber. Quando eu vejo, ele chegou no hospital já com a carteirinha. Sério? Depois Frederico, ele sabia que eu queria que ele pizesse Trajano, né?

E achava que ia ser Guilherme. Mas eu não sei se eu também achei o nome que estava certo. Eu não entendo. Todo mundo fala, mas você não ficou brava? E sabia que eu queria ter uma filha que chamasse Luísa, Ana Luísa. Que foi a segunda que ele nem discutiu também, né? Então, isso me causa uma curiosidade bacana, assim, no sentido de... As mulheres nessa família são fortes. Elas se juntam e se defendem, se cuidam e compartilham os filhos. Tem uma coisa muito bonita da relação.

E não tem ciúme uma da outra. É, isso é lindo. Eu acho que isso é muito atual também, das mulheres se unirem, em vez de ficar com esse mito de ficarem disputando. Mas os homens também entram. Assim, eles não são o inimigo, eles não estão de fora. É, então, mas é interessante. Eu acho que os homens mais velhos, por exemplo, meu tio era italiano. Imagina a minha tia, eu assumi a empresa com o tio italiano. Sim. Por mais que ele gostasse de mim. E ele e a minha tia tinham uma relação muito...

de casal sem filho. Ele pagiava, ele admirava. Eu acho que a outra geração, os homens foram mais prejudicados. Sabe? Eu lutei muito pro meu filho não ser. Porque assim, eu dava conta e eles eram mais mimados. Você tá querendo dizer assim, eles eram mais prejudicados porque eles tinham menos recursos?

Não, porque eles eram menos acreditados. Então, no sentido... Porque quando você fala do seu pai, quer dizer, o seu pai precisou chegar na velhice, ser acolhido de uma certa forma pela filha, pra poder até desabrochar algumas coisas dele ali, que talvez ele... Mas eu não acho que meu pai foi minha mãe que bloqueou, não. É porque ele já era...

frágil. É, mas eu acho que essa fragilidade também é geracional. Geracional. Porque os homens não são criados pra falar dos sentimentos, lidar com os sentimentos, se haver com as questões da vida, né? Não tem essa inteligência emocional que provavelmente é só a mãe que fazia o papel, né? Minha mãe tinha muito. Quando eu tive o primeiro filho, eu falo muito isso nas minhas palestras, eu acalmo muito a culpa das mulheres.

Quando eu tive o primeiro filho, eu já trabalhava Tá certo que era no interior, era mais fácil Mas eu saía Como eu sabia o horário, eu saía 10 horas Da loja e meio dia meus filhos nasciam Então assim É porque eu já sabia que eu ia fazer uma cesárea E que era o último dia Que eu podia esperar E quando eu tive o primeiro filho, é interessante Até hoje eu vejo que as mães vão pra casa das filhas E faz tudo Eu sou filha única, sabe A minha mãe nunca interferiu muito na minha vida E eu sou filha única

Aí eu lembro que ela posou a primeira noite comigo, quando eu saí do hospital. Eu até fiquei meio incomodada também, porque eu acordava, ela acordava. Eu não fui criada de não ter produtividade. Vocês duas não estão precisando, porque... Ela amanheceu de manhã e falou, olha, minha filha, eu vou estar à sua disposição. Mas eu não preciso estar dormindo aqui, porque você está acordando, mas a hora que você quiser. Mas o mais interessante foi quando... Aí o tempo começou a surgir, aí você vai continuar trabalhando, do jeito que você trabalha, porque eu sempre trabalhei muito.

A minha mãe virou pra mim e falou, olha, vou te falar uma coisa. Você teve agora a coisa mais importante da tua vida que é ter um filho. Não vai ter nada mais importante disso. A minha mãe ainda brinca. Só quem não tem pecado não tem filho, porque você vai carregar ele o resto da vida. Mas ela falava assim, minha filha não tem receita. Tem mãe que trabalha fora e tem filhos ótimos. Tem mãe que trabalha fora e tem filhos que não deram em nada. Tem mãe que fica em casa e tem filhos ótimos. E tem mãe que fica em casa e não tem filho em nada.

Não tem filho que não deu certo. Por isso não tem receita. Porque sendo a coisa mais importante da tua vida, se tivesse receita e falasse, eu vou largar de trabalhar, meus filhos vai ser bom, você ia largar. Então não pegue culpa. Você também era muito sábia. Eu estou te falando, não pegue culpa. Eu conto isso nas palestras. Não pegue culpa. E eu nunca pegue culpa de filho.

Ela falou, mas saiba que é a coisa mais importante da tua vida. E as mulheres são movidas à culpa, né? A maternidade. Tem que ser mãe e tem que ser uma mãe culpada por não ter sido nunca mãe suficientemente boa. Eu fui uma mãe muito presente naquilo que eu podia ser, como eu sou em tudo. Eu tô com você aqui, eu tô inteira. Agora mesmo eu tô fazendo outra coisa. Eu tô no café da manhã, eu tô inteira. Eu sou uma pessoa que tô inteira em cada momento da minha vida.

inteira mesmo. Eu ia muito pra escola, eu ajudava as escolas, mas eu podia levar meu filho só de manhã na escola. E à tarde, o motorista, meu marido pegava. E nos médicos, lógico que eu levava, mas quando era uma coisa de ortopedista, meu marido levava. Então, minha filha caçula, que deve depois escutar, nem me levou no médico. Que bom que teu pai levou.

sabe assim, eu não eu não entrava, eu não entre em um pouco você vai mostrando uma diferença entre a gente ter muitas tarefas, o que é difícil e nos divide, mas a culpa de ter que se dividir, assim como isso arrasta, como isso atrapalha estar em cada lugar, porque é isso que as mulheres mais se queixam no consultório hoje, é isso eu tô em casa pensando que eu tinha que estar no trabalho eu tô no trabalho pensando que eu tinha que estar com meu filho em casa

Eu saio com meu marido, penso que devia estar com meu filho ou trabalhando. Eu nunca tive isso. Elas nunca estão inteiramente em um certo lugar. Estão sempre insatisfeitas, culpadas e adoecendo. É diferente uma mãe operária, com a qual eu olho muito, que ela tem que trabalhar 70% do sustento do arroz e o feijão é da mãe operária. Isso é pesquisa. É da classe C e D. D, principalmente.

Se ela não trabalhar, você vê, eu brinco que elas são ministras da fazenda. Elas direcionam o pouco, o pouco tempo, o pouco espaço. Por isso, quando eu sou a favor da Bolsa Família, eu falo que eu sou esquerda, mas eu vou para o sertão, eu vou para as comunidades, eu não sou essa que fica dentro dos gabinetes. Isso desde pequena, desde 12 anos que eu descobri a escravidão, que deixou marcas de desigualdade em todo sentido. Eu sou muito compromissada com a desigualdade.

Eu discutia causas no colégio com 12, 13 anos de idade. Por que aqui só tem gente rica, não tem uma bolsa? Vocês não favorecem. Então, assim, isso também é uma coisa que nasceu comigo também, sabe? Tinha essa conversa dentro da sua casa com os...

Não, eu acho que eu fui... Tem uma conversa de tratar todo mundo bem. De respeitar os trabalhos domésticos. Que no Brasil é raro, né, Luísa? Você sabe. Inclusive, quanto mais as pessoas ficam ricas, mais elas vão desprezando quem lhe serve. Mas a gente aprendeu que servir é nobre.

Toda a tua história que você conta, né, Luiz, ela tem uma coisa assim de muito... Vários coisas que você conta são pontos fora da curva, né? Então, a menina que não foi criada necessariamente pra ser mãe, mas que pode vir a ser mãe, porque também, tampouco você foi criada pra ser uma grande empresária. Você foi criada pra ser o que você quisesse, né? Isso é muito interessante. Essas mulheres que têm um poder, mas que elas não negam os homens, os homens vão juntos quando podem, quando conseguem, quando aproveitam, né?

E depois, a forma como você vai projetando o teu futuro também, parece mais da ordem do saber fazer bem alguma coisa e no máximo daquilo, do que ficar acumulando bens. Aconteceu tanta coisa na minha vida que eu nunca pensei, eu nunca projetei.

Você foi vivendo, né? Eu fui vivendo e foi acontecendo. Isso também é totalmente fora da cor, porque as pessoas hoje vivem mais no planejamento do que na existência delas. E você tem mais um ponto, que é a tua consciência social, que no Brasil é uma preciosidade, é uma coisa muito rara. Acho que agora está tendo mais. Mas você já tinha? Não, eu tinha sempre. Há 20 anos atrás, eu queria uma ONG em Franca.

que agora é Mulheres do Brasil, em Franca só. Eu pus dois ônibus com a ajuda do meu marido junto, reformei o clique da educação. Ia para os bairros de periferia ensinar tecnologia. E as coisas na minha vida, Vera, vão acontecendo. Eu sou uma política, porque eu acho que é políticas públicas que mudam o país. Então, política não é... Mas eu não sou uma política com partido. Eu sou uma política de causas.

É o que a gente vai chamar de uma certa militância. Você milita por várias coisas. Ativista, eu diria. Por várias causas e já sofri muito. Meme, eu já sofri muito. Mas eu sempre acreditei que a sociedade civil é que muda um país. Não deixando de lado políticos. Inclusive eu convivo com políticos. A gente que vota neles. E convivo com políticos muito bons. E digo que a bancada feminina hoje...

com exceções, elas são muito boas. E, de repente, surgiu o Grupo Mulheres do Brasil, que hoje tem 135 mil mulheres. A gente quer ser um grupo de mulheres de todos os níveis e de todas as classes que trabalham políticas públicas.

Agora, é interessante, né? É como se você pegasse aquelas quatro irmãs e multiplicasse por milhares, né? Quer dizer, uma ideia de que juntas alguma coisa muito bacana pode acontecer. E essa ideia também que é muito cara para os canares, né? Quer dizer, a gente sabendo o que nos orienta...

A estratégia, a tática, você pode variar. Você me explicou bem. Você pode, mas desde que aquele norte já esteja acordado com todo mundo. Que todo mundo que está aqui sabe que é ir para o mesmo lugar. A mesma coisa foi na empresa, por exemplo. Sempre eu questionava por que uma empresa cresce e as pessoas não podem ser ela. Precisa viver carcaça. Por que a empresa cresce e precisa ter aquele checklist? Eu não uso calça comprida até hoje, nem camisa branca e nem sapato vermelho.

Porque existe um checklist com as executivas que você tinha que pôr aquilo. Eu sempre fui a redia a essas coisas. Então, assim, a sensação que eu tinha é que você tinha um lucro e o propósito. E o propósito da minha família. Então, assim, minha tia tem fita dizendo assim, ser honesto, isso é obrigação. Não é nenhuma vantagem.

Isso, para mim, era princípio básico, sabe? Então, assim, esses propósitos disso, com mais tudo que eu juntei, de ser ganha-ganha, de dar muitos o que é oportunidade para todos, é propósito. E eu tinha muito mais medo de eu perder o propósito do que de eu perder o lucro.

realmente fico impressionada como tem algo do teu percurso profissional que está tão enraizado nessa família, é uma coisa como se você fizesse jus aquela experiência familiar e trouxesse isso para uma empresa que é uma das maiores do mundo, é incrível porque a gente fica ouvindo um monte de empresário falando assim, não, eu fiz isso porque tinha que fazer porque senão o empresário não fica de pé não é verdade, tem uma ética tem uma não é verdade, tem uma

Tem um propósito. Tem um propósito. Firme, sabe o que é. Então, ninguém no meu magazine pode ser metido. A minha porta é aberta. Ninguém pode ficar usando o poder para... Você cresce muito, você tem que tomar muito cuidado, né? Porque hoje nós, durante três anos, dobramos. De 20 fomos para 40 bi.

Vamos para 65. Então, se você perguntar qual foi a sua maior preocupação, é com o crescimento. Hoje, não. Mas quando cresceu muito, nossa, eu fiquei assim, muito preocupada. E numa pandemia, você contrata gente que não vê um ou outro. Então, gente, não tem desculpa, não. A ética tem que ser exigida de qualquer lugar. Não tem desculpa para dizer que não foi possível manter a ética em condições de poder, em condições de acesso ao dinheiro. Quer dizer, eu acho que a gente aprende um monte de coisa aqui com você.

E aí

Luiz, a gente vai trocar de papéis agora, tá? Tem alguma pergunta que você gostaria de me fazer? Eu te vi aqui agora nessa entrevista. Primeiro que eu te admiro muito. Você é uma pessoa que estuda muito. Mas de que forma você está vendo o mundo agora? Porque eu vejo as pessoas falando Nossa, nós estamos tudo perdidos. Nossa, nós não sei o que quiser. A reclamar tanto do mundo.

A resposta para essa pergunta da conversa super legal que eu tive com a Luísa, você vai ouvir no próximo episódio, que sai na quinta-feira. É o episódio bônus Pergunta à Vera. Até lá!

Esse foi o podcast Isso Não É, uma sessão de análise, um original da Trovão Mídia. Na semana que vem, a gente faz mais uma visita às várias casas que compõem uma família. Até lá.

A direção e a produção executiva desse podcast são da Trovão. A produção e o roteiro são da Eduarda Cunert. A montagem e edição de som são da Laila Moalem. E a trilha sonora original foi criada pelo Arthur de Chloé.

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