[BÔNUS] Sidarta Ribeiro pergunta à Vera: como explicaria este momento a sua família do futuro?
O escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro, entrevistado da semana, inverte os papéis e faz uma pergunta a Vera Iaconelli: se você pudesse falar com a sétima geração depois de você sobre este momento da história humana, para dizer o que você tá sentindo, o que você diria? Ouça a resposta da Vera.
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- Filosofia do Tempo HistóricoTransformação social · Relações humanas · Impacto da internet · Escolhas da humanidade · Otimismo em tempos difíceis
Oi, eu sou a Velha Iaconelli e isso não é uma sessão de análise. Toda semana eu converso com alguém sobre sua história de família, a de origem e a que a pessoa tem hoje. Aí, no fim da conversa, eu recebo uma pergunta. A minha resposta é publicada aqui, nesse episódio bônus, no Pergunta à Vera. Hoje quem pergunta é o neurocientista e escritor Siddhartha Ribeiro.
Se você pudesse falar com a sétima geração depois de você sobre esse momento da história humana, para dizer o que você está sentindo, o que você diria? Não sei se vou falar uma coisa muito edificante, sabia? Acho que é um momento de virada super importante onde as coisas estão abertas. Tem uma enorme chance de ter uma transformação que vai na direção do que você falou hoje. Eu aguento.
narcisicamente, a ferida narcísica de ser apontada nas minhas fadas, porque eu acho que eu tenho algo a ganhar nas relações, mas é um momento que também a gente corre o grande risco de dobrar a aposta no pior. Eu acho que é um momento tão... Eu não sei se a humanidade teve algum momento que não fosse crucial, mas esse com certeza em relação às nossas relações, nossos laços com a entrada da internet e tudo. Então eu diria que...
Teria que falar no passado, né? Foi um momento crucial que a gente podia fazer uma escolha. Estabelecer laços melhores ou dobrar a aposta na destruição. E se você está propondo uma sétima geração, eu estou feliz. Porque eu imagino que a gente, então, apostou na vida, né?
sobrevivemos a isso aí. Sobrevivemos. Olha, gente, valeu, valeu, valeu. Muito bom. Pergunta cabeçuda, né, Cidarta? Você é muito cabeçudo. É que eu tô pensando muito na guerra do Irã. Obrigada, querida. Tô preocupado. Sim, sim, tem isso. As notícias são acachapantes, mas eu tenho esse otimismo incurável que eu acho que você também tem. Tem, tem. É o que temos, é o que existe, o que faz a gente resistir.
Coisa boa. Prazerzão. Obrigado também.