Episódios de Oitavo Passageiro podcast

022_ Os 40 Anos de Aliens - O Resgate

02 de agosto de 20261h52min
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Aliens completou 40 anos, e preparamos um bate-papo especial para celebrar um dos filmes mais marcantes da década de 1980, que continua conquistando fãs até hoje. Ao lado de Sora e Matheus, do Central Pandora, exploramos curiosidades dos bastidores, histórias do elenco e o trabalho visionário do diretor James Cameron. Além disso, discutimos as influências que moldaram o longa, estabelecendo conexões com outros clássicos da época e revelando como eles ajudaram a transformar Aliens em um dos maiores marcos da ficção científica e do cinema de ação.

⚠️ Contém spoilers!

🎧 Use fones de ouvido para uma experiência mais imersiva.

Apresentação, design e edição: PM Mettig

Convidados especiais: Sora Barbosa e Matheus Santos

Participação: Vebis Júnior

Gravação: Julho 2026

Trilhas: CO.AG Music

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Participantes neste episódio5
P

PM Mettig

HostComandante do Oitavo Passageiro
M

Matheus Santos

ConvidadoCentral Pandora
S

Sete

ComentaristaEspecialista em comunicações
S

Sora Barbosa

ConvidadoCentral Pandora
V

Vebis Junior

ComentaristaProfessor de cinema
Assuntos9
  • 40 Anos de Aliens: O ResgateUfologia e Extraterrestres · James Cameron · Sigourney Weaver · Michael · Gale Anne Hurd
  • Legado e Impacto Cultural de AliensRipley como Ícone Feminino · Expansão do Universo Alien · Influência em Jogos e Quadrinhos · Oscar de Melhores Efeitos Visuais
  • Produção e Bastidores de AliensOrçamento de produção · Mudança para Inglaterra · Substituição de ator · James Remar · Michael
  • Desenvolvimento de Personagens· EntretenimentoEllen Ripley · Newt · Caso David Burke · Vasquez · Luísa Tenente · Waylon "Bill" Hicks
  • Comparativo: Alien vs. AliensTerror vs. Ação · Atmosfera e Ritmo · Xenomorfo como Horda · O Enigma de Outro Mundo
  • Ufologia e Extraterrestres· CienciaUfologia e Extraterrestres · O Exterminador do Futuro · Guerra do Vietnã · Walter Hill · Davi Henrique Alves
  • Weyland-Yutani e o Poder CorporativoWeyland-Yutani · Rollerball · Megacorporações
  • Versão do Diretor e Cenas AdicionaisVersão Estendida · Cena da Amanda · Cenas das Torretas · O Caso Anthony Harvey
  • Impressão 3D e IAAliens em 3D · Inteligência Artificial no Cinema · Remasterização 4K · James Cameron
Transcrição217 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PMPM Mettig

Há lugares no universo que não se vai sozinho. Esse é um dos slogans de Aliens: O Resgate, filme que coloca a Tenente Dilly e um grupo de soldados de volta ao planeta LV-426 para enfrentar um terror ainda maior. O 40º aniversário do longa é o tema do nosso episódio de hoje. Então escolha o seu lugar, aperte bem o cinto, pegue seu rítmico de pulso, porque a decolagem já vai começar. Olá para todos os passageiros e passageiras, aqui quem fala é PM, comandante do Oitavo Passageiro, o seu canal dedicado ao universo Alien e também para o universo Predador.

Hoje temos uma equipe de peso aqui para falar dos 40 anos de Aliens: O Resgate, esse filme de 1986 que é um dos preferidos do fã da franquia. E aqui hoje, claro que não podia faltar o nosso assistente virtual, o Sete. Tudo bem, Sete?

SSete

Olá, sou especialista em comunicações número 710A do oitavo passageiro. Podem me chamar de Sete.

PMPM Mettig

Mais uma vez comigo, meu querido amigo Webs. Tudo bem, Webs? Seja bem-vindo novamente.

VJVebis Junior

E aí, galera, beleza? Muito feliz de estar aqui com vocês e muito feliz de estar aqui com o pessoal que o nosso PM vai apresentar, mas para mim são amigos do momento que eu morei sozinho e que eram meus parceiros de jornada para aguentar a vida solitária no espaço. Então Para mim é um prazer assim inenarrável estar aqui dividindo os comentários desse filme com eles.

PMPM Mettig

Então estamos aqui com o pessoal do Central Pandora, a Sora e o Matheus. Tudo bem, gente? Sora, seja bem-vinda!

SBSora Barbosa

Muito obrigada, muito feliz de estar aqui com vocês para falar desse filme que sinceramente, né, envelheceu como Que maravilha! É uma honra enorme estar aqui com vocês para a gente poder comentar essa obra aí maravilhosa.

PMPM Mettig

Mateus, seja bem-vindo também.

MSMatheus Santos

Muito obrigado pelo convite, uma honra também tá aqui, e é sempre bom poder falar de algo como Aliens, que é o segundo melhor filme do James Cameron.

SSete

Saudações para nossos convidados. Sintam-se na sua espaçonave.

PMPM Mettig

Muito bom. Aproveitando então, Matheus, fale aí um pouco para gente do que é que você faz. Fala um pouco de você.

MSMatheus Santos

É, então, eu sou, né, o copiloto da nave Central Pandora, e a gente já tá aí há quase uma década pesquisando, escrevendo e falando sobre ficção científica, que é a nossa grande paixão, tem sido e provavelmente vai continuar a ser. A gente tá sempre tentando observar ficção científica para além do entretenimento. A gente gosta muito de falar que a ficção científica é o maior espelho na cultura, na arte, que a humanidade tem. É um espelho do nosso presente e a gente tenta analisar o que tá nesse reflexo, que algumas vezes pode ficar de fora, né, de lado.

PMPM Mettig

Muito bom. E você, Sora, tem o que é para acrescentar?

SBSora Barbosa

Então, também tô aí nessa nave, né? Sou parceira do Mateus nessa missão que a gente fala, que é levar o entretenimento para todas as galáxias, levar ficção científica. E assim, cara, é, tá sempre brigando com os working joes do YouTube, né? Mas o que a gente não faz para poder falar desse gênero que a gente gosta tanto, né? E Alien é uma franquia assim que foi super especial na história do Central Pandora como um todo. Então é uma, com certeza eu diria que é minha franquia favorita. Sim, Alien é minha franquia favorita.

PMPM Mettig

Muito bem, muito bem. Então você está no lugar certo, com certeza. Webbs, o pessoal que já acompanha aqui o nosso podcast já te conhece, mas para quem tá ouvindo aqui a primeira vez, fala um pouquinho de você.

VJVebis Junior

Pois bem, meu nome é Webbs Júnior, eu sou professor de cinema, dei aula na Embi Morumbi, tanto no curso de graduação como após. Trabalho com cinema, fui assistente de diretor do diretor Carlos Rechenbach. Diretor de Dois Córregos, Garotas do ABC, Falsa Loura. E o Carlão, para quem não conhecia, ele mantinha uma espécie de programação no Cine Sesc em São Paulo que chamava Sessões Comodoro ou Noites do Comodoro.

SBSora Barbosa

O que que acontecia?

VJVebis Junior

Ele tinha muito filme raro na casa dele e ele queria às vezes chamar os amigos para assistir filme na casa dele, mas não cabia todos os amigos lá. Então um dia ele chamou o Zaquir, que era o gerente do Cine Sesc na época, um cinema muito bom, né, da Rede Sesc. Falou: Zaquir, eu tenho um monte de filme raro lá, e se a gente não cobrar e fazer uma sessão gratuita, a gente podia chamar a galera para assistir, né? São filmes que não vão dar problema porque não tem distribuição no Brasil.

O Zaquir: beleza, né? Me lembro até a primeira noite começou com Santa Sangre do Jodorowsky. E Canibal Holocausto do Ruggiero Deodato. E ali em diante foi só filmes que a gente chama de filmes extremos, né? Tetsuo, alguns filmes do Yógabutheregi. Então foi muito legal crescer com o Carlão na cinefilia, porque foi com o Carlão que eu aprendi um dos termos que ele usava muito: ter os olhos livres. Olhos Livres é aquela maneira que você, ao analisar que o cinema americano ele te vicia o olhar, porque você fica acostumado com a forma que o norte-americano conta história, você vai assistir um filme de horror italiano, filme de horror nórdico, você costuma estranhar a linguagem.

E o Carlão dizia: olhos livres é o que a gente tem que ter para assistir de tudo, né? Então para nós foi muito bom na geração, né, da galera. O Cid, que escreveu um livro de vampiros, era frequentador. O Denilson Ramalho, diretor de alguns filmes e roteirista do último filme do Mojica. E para mim, eu gosto muito do que o Matheus comentou, porque eu me lembro que às vezes nos meus podcasts Star Wars, eu dizia que a cultura pop ela costumava ser um termômetro pelas inquietações de seu tempo, né?

E ele sabiamente, Matheus colocou aqui que a ficção científica sabe trabalhar isso muito bem. Eu me lembro quando eu falei muito com Daniel da Editora Aleph, na época ele era da Aleph, e ele comentava que uma das coisas que ele gostava quando os livros chegavam na Aleph era trabalhar a distopia de um futuro que não era tão futuro assim, né? E hoje em dia a gente pode dizer com a boca cheia, né, que a distopia não é algo tão distante assim, né?

SBSora Barbosa

É, não, ela tá— diria que às vezes a gente olha e pensa, poxa, o autor errou, é pior do que ele tava imaginando.

VJVebis Junior

É verdade, complicado. Mateus, como Como você enxerga isso?

MSMatheus Santos

É que é uma coisa que a gente fala bastante no Central Pandora, é uma frase que eu levo como mantra, né, quando, quando discutindo ficção científica: nenhuma distopia é sobre o futuro, toda distopia foi feita pensada no presente. Então esses filmes, eles não previram nada, é a gente que não aprendeu com o passado e tá cometendo os mesmos erros até hoje.

VJVebis Junior

Perfeitas palavras. PM, aí, ó, a gente começou o programa da melhor maneira, hein, cara?

PMPM Mettig

Esse aquecimento é incrível. E quando eu falei que os convidados eram de peso, não tava brincando não. A conversa promete hoje. Mas eu não posso encerrar esse primeiro bloco aqui de apresentação sem perguntar para os nossos convidados quais são os primeiros contatos com a alien, com Predador, que vocês se lembram, e o que é que fez vocês gostarem dessa franquia. Isso eu supondo que vocês gostam de Alien e de Predador.

SBSora Barbosa

Então, será?

PMPM Mettig

Digam aí, por favor.

SBSora Barbosa

Então, o meu primeiro contato com Predador, ele é tão antigo que eu nem lembro. A única coisa que eu lembro é que quando eu era criança, quando eu tinha ali por volta de 6, 7 anos de idade, eu tinha pesadelo com Predador aparecendo na porta do meu quarto de noite. Eu morri de medo do Predador quando era criança.

PMPM Mettig

Muito bom.

SBSora Barbosa

E como eu sempre gostei dessas coisas de terror assim, acabou que fui levando, levando. O Alien eu já fui ver mais tarde. Alien eu demorei um pouco assim para conhecer, porque principalmente o primeiro Alien é um tipo de filme assim, se você não é uma pessoa que se liga tanto em cinema, você demora um pouco para assistir, né? Ele não é tão pop. Sim, é pop, mas não no sentido de ser dos favoritos de quem não assiste tanto filme.

Eu tive uma fase que eu tava assim, mas aí eu fui me aprofundando nessa coisa de terror, de ficção científica. Aí eu comecei a assistir todos os filmes de Alien por volta ali dos 13 anos, e aí eu não parei mais. Virou assim paixão. Não pude ver os maiores no cinema, mas os Alien vs Predador eu cheguei a ver saindo no cinema e tudo. É uma franquia que eu— são duas franquias que eu levo aí muito tempo de fandom, como dizem.

PMPM Mettig

Quem acompanha aí os vídeos de vocês, né, do Central Pandora, com certeza já viu no cenário muita coisa de Alien lá. Então não tem nem como negar, né?

SBSora Barbosa

Eu tenho tatuagem do Alien, tudo que eu vejo de Alien, que tem um preço comprável, eu compro.

PMPM Mettig

Vai lá, Matheus.

MSMatheus Santos

Eu tenho uma, uma minha primeiro contato com, foi com Predador. O Alien eu fui ver muito tempo depois, mas eu tenho um contato que é uma experiência que nunca vai ser repetida, porque eu assisti o Predador pela primeira vez no cinema em casa da SBT. Cheguei da escola e tava passando, só que eu perdi os primeiros 15 minutos do filme, 20 minutos mais ou menos, Então eu não vi, né, aquela parte da nave chegando no começo, essas coisas.

Então para mim o filme era um filme de suspense que aparecia o ponto de vista do Predador, mas eu não sabia que era um alienígena. Eu assisti o Predador por muito tempo do filme dessa primeira vez, tentando como se fosse um slasher, eu tava tentando descobrir quem que era, qual daqueles eram, por exemplo, assassino. Quando eu descobri que era um filme de alienígena, ele teve um impacto, eu acho incrível, porque eu assisti O Predador de um jeito que nenhum outro filme consegui assistir depois.

Ele mudou de gênero para mim no começo, sabe? Aquele suspense que ele tenta criar da criatura foi potencializado porque eu nem sabia que era uma criatura. E desde então, sempre fui muito apaixonado pelo Predador como criatura, né? Ele é um bicho muito— o design dele é genial, né? Com certeza. Winston, com um dedinho do James Cameron, diga-se de passagem. E sempre fui muito fã de Predador. O Alien eu fui ver já na época de adolescente, que a gente entra naquela fase, não, se você é fã de cinema tem uns filmes que você não, que você tem que ter assistido, e o Alien é um desses.

Confesso, quando assistiu achei ele chato, muito parado, preferi o Aliens. Mas com o tempo, eu acho que eu já devo ter assistido o Alien já Umas 4, 5 vezes nos últimos anos, muito por causa do canal. Aí você vai pegando gosto. Eu acho O Alien um dos melhores filmes de terror e de ficção científica já feitos, disparado top 5 melhores, muito fácil.

PMPM Mettig

Muito bom, muito bom. Vébis, quer acrescentar alguma coisa?

VJVebis Junior

É muito boa pergunta, né, cara? Cara, eu tinha muito costume, eu morava no ABC Paulista na época, e a nossa mentalidade em São Bernardo do Campo era procurar um cinema de qualidade que tinha em São Caetano. E lá tinha o Cine Vitória. O Cine Vitória era um lugar mágico porque na década de 80 e um pouco de 90 os cinemas tinham filme, tipo, não só o pôster, mas eles colocavam os cromos dos filmes, que eram trechos em porta-retratos gigante assim, eram fotos de 30 cm por 30 de alguns trechos de filme, né?

E eu me lembro que eu tava saindo de uma sessão que eu não lembro qual era, o ano era, porque eu, o Aliens: O Resgate eu vi no cinema com meu pai. No ano que ele saiu. E eu já tinha assistido Aliens: O Oitavo Passageiro na TV. No caso do Predador, eu assisti na época das locadoras, né, que tinha a febre nos primeiros momentos das locadoras de VHS, a febre dos filmes de Brukutu. E eu sempre achei que o primeiro Predador, ele é um filme diferente, até porque o McTiernan é um diretor diferente, né.

Ele sempre foi um diretor meio doidão, meio diferente da leva de diretores que ele veio. Então o primeiro Alien eu assisti na TV e me marcou para sempre, porque essa coisa de você segurar o monstro na medida do possível, né? E hoje, relembrando o filme, o único momento ali que tem o monstro nítido para você ver é quando o barbudo desce com lança chamas pela primeira vez e você se tocar que você foi enrolado praticamente por 80% do filme, eu acho isso uma coisa genial assim, sabe?

E tem um lado muito bom porque o primeiro Alien ele é um thriller, né? Ele é um thriller, um suspenso, um pezinho no horror ali. Já o segundo Alien ele tem um lado muito interessante na minha opinião, porque como ele vai cair nas mãos do Cameron. O Cameron, a gente sabe analisar os filmes dele que ele é um megalomaníaco de primeira, né, cara? Ele nunca faz um filme comum, ele faz o filme, né? Então se o primeiro Alien ele é aquela história de uma nave que acorda com um passageiro a mais que não é humano e que vai matando um por um, quase a mesma premissa de um dos meus filmes favoritos, que acho que já vi o pessoal da Central Pandora amar, que é o The Thing do Carpenter, né?

Ah, sim, O Enigma de Outro Mundo. Acho que se você me perguntar cada década quais os 5 melhores filmes de todos os tempos, O Enigma de Outro Mundo nunca sai da minha lista. Isso é uma das coisas mais legais, né? Para mim, eu falo muito no canal, é o filme perfeito, é o filme perfeito, cara, incrível. Espero até que um dia a gente possa poder conversar dele, sei lá, num num boteco no Rio quando for, porque conversar com vocês de Enigmas de Outro Mundo deve ser algo de outro mundo também, né?

Aproveitando o trocadilho aqui. E esse lado megalomaníaco, você vê, o primeiro é uma criatura que vai matando um por um na nave. Na mente megalomaníaca do James Cameron, eu fico imaginando ele saindo de uma direção virando para o amigo Ridley, ele gostou desse filme para caramba, acho que eu vou tentar fazer a continuação dessa franquia, só que em vez de colocar uma dessas criaturinhas meio humano, mano, vamos fazer os humanos invadindo aquele lar deles que tem uma ninhada cheia deles.

E caramba, cara, esse é o Cameron, né, cara? Ele joga os humanos no meio da ninhada dos aliens, isso é estupendo assim. Então o Aliens: O Resgate, ele ele larga um pouco lá do thriller, ele ter só os momentos mais disgusting aí com a proximidade do thriller, faz um filme de ação com requintes, né, de Dark Side assim. Isso é sublime assim. E poxa, Matheus, essa coisa que você comentou aqui é um puta testemunho legal, né, cara? Você perdeu o começo do Predador, te dá uma perspectiva realmente diferente.

Na hora que você comentou, comecei a remontar o filme aqui na minha mente. Caramba, que experiência fenomenal! São dois filmes que ele viu e inesquecível, né?

MSMatheus Santos

Exatamente. É uma coisa assim que não— e hoje na era da internet, que todo mundo sabe tudo sobre um filme antes dele sair, você não tem mais. Era, foi uma experiência muito única.

VJVebis Junior

Eu imagino, cara, te invejo nisso. Então nessa questão Predador e Alien sempre esteve muito próximo comigo, e eu aproveitei para trazer um pouquinho do Enigmas de Outro Mundo, que também dialoga muito nessa praça, nessa seara. E você, PM, conta para mim como foi.

PMPM Mettig

Cara, eu vou ser rápido porque não tem muita, não tem muito mistério não. Eu não sei dizer exatamente a primeira vez que eu vi, mas eu como uma criança dos anos 80 Provavelmente eu vi O Predador na tela quente, alguma coisa assim, sabe? Então não tem para onde fugir. E alguém muito sábio inventou um videocassete em que você podia gravar os filmes da televisão. Então eu devo ter assistido umas 500 vezes O Predador. Então eu fui primeiro fã do Predador para depois descobrir Alien, porque Alien era falado para mim que era um filme proibido.

Então eu tinha muito medo de ver. Ah, tal cena do nascimento do alien nojenta que as pessoas saíram do cinema vomitando e etc. E não pode, e não pode ver. Então em algum momento eu finalmente consegui ver Alien, só que eu não sei se eu vi o Aliens antes do Alien ou não, entendi. Mas o Alien é o meu filme preferido, eu assim muito perto do Aliens ali, porque O que ganha para mim do Alien é aquela atmosfera do thriller que me amarra mais.

Mas amo Aliens de coração também. E eu até vi no cinema o Alien: A Ressurreição. Eu vi no cinema já, já tinha, diz, já tinha idade para assistir no cinema, cara.

VJVebis Junior

É aquela coisa, né? Eu, quando eu vou pisar no cinema, eu quero gostar do filme que eu vou ver. Então se alguém me pergunta Você vê aquela porcaria do Alien Ressurreição? Eu, na hora de escolher uma resposta para uma pessoa, prefiro enxergar o copo meio cheio. Então eu sempre respondia para os amigos meus que detonavam Ressurreição: ah, mas aquela cena do Ron Perlman descendo as escadas com o cara nas costas e invertendo de ponta-cabeça para atirar é uma cena inesquecível, né?

PMPM Mettig

Ah, com certeza, todos os filmes têm seus méritos, eu acho, até os mais evidentemente fracos. Mas a gente vai falar mais disso aqui, focando em aliens, que é o nosso assunto desse programa de hoje.

SSete

Atenção, esse episódio pode conter spoilers de Aliens: O Resgate.

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PMPM Mettig

Então, para começar a falar de Aliens, que aqui no Brasil ganhou o subtítulo de O Resgate, vamos trazer algumas informações para você. Sete, por favor, me traga aí algumas informações técnicas sobre o filme Aliens: O Resgate.

SSete

Aliens, ou Aliens: O Resgate, como foi chamado no Brasil, é a sequência direta de Alien: O Oitavo Passageiro, filme de 1979. Ele foi lançado em julho de 1986 nos Estados Unidos. O longa foi dirigido por James Cameron, que também escreveu o roteiro ao lado de David Giler e Walter Hill. Sinopse: Ellen Ripley é resgatada após décadas em hipersono. Ela aceita guiar fuzileiros coloniais até LV-426, agora uma lua colonizada onde o contato foi perdido.

Lá, o grupo enfrenta centenas de criaturas mortais em uma intensa luta pela sobrevivência.

PMPM Mettig

Obrigado, Sete. Então, Aliens foi uma sequência que chegou de um filme que fez muito sucesso de ficção científica, que foi o clássico Alien, que aqui a gente conhece como Alien: Oitavo Passageiro, de 1979. E o Aliens tinha a função difícil de manter o nível desse filme. Foi um começo assim meio turbulento porque o estúdio queria fazer um filme, mas não tinha dinheiro para fazer um filme, e tava todo mundo agora querendo fazer ficção científica por causa do sucesso de Aliens, por causa do sucesso de Star Wars.

E eles tinham essa ideia que queriam trazer a Ripley de volta, que queriam fazer um filme em que retornasse para o planeta LV-426 e que tivesse soldados em resgate. Eles tinham essa ideia, mas não tinham quem escrever. E eles acabaram chamando um jovem diretor que tava fazendo sucesso nos Estados Unidos com o filme O Exterminador do Futuro, James Cameron. Vébis, o que que você acha aí dessa contratação de última hora do James Cameron para escrever, ainda no processo de escrever o roteiro da sequência de Alien?

VJVebis Junior

Cara, o roteiro ele tem uma assinatura não só do Cameron, mas ele também tem assinatura de um cara que ele tá por trás de boa parte de gigantescos e maravilhosos filmes da década de 80, que é o Walter Hill, cara. O Walter Hill, a gente conhece ele por gigantescas obras. Mais um filme daqueles que eu coloco na listinha dos 5 melhores de toda a história da minha vida, eu diria que é Warriors, Os Selvagens da Noite. Mas o Walter Hill, ele produziu o terceiro Aliens porque ele tinha uma uma proximidade muito grande com Cameron na elaboração do Aliens no Brasil, O Resgate.

Mas ele era famoso por filmes urbanos, cara. Ele fazia 48 Horas, que é aquele filme do Eddie Murphy com Nick Nolte. Eu que gosto de cultura punk, ele tem um filme maravilhoso que é um musical punk chamado Ruas de Fogo, né? Então, 70 para 80, o Walter Hill, se ele não esbarrou com alguém da Nova Hollywood dirigindo grandes filmes para década de 80, ele fez esse filme também. Então eu imagino Cameron chamando essas pessoas para trabalhar com ele.

O Walter Hill é um desses caras que a gente confia de olho fechado assim, né? E você tem também o terceiro roteirista, que é o David Giler, né, que a gente não vai ver ele tão famoso assim, né? Ele vai continuar na franquia Alien e tal, mas ele vai ter uma proximidade com alguns programas de TV. Fez Contos da Cripta, fez alguns filminhos de baixo orçamento de demônio. Então é de mão cheia isso, você ser o Cameron e ter como parceiros um cara da Oliver, que vasculha o que que tá acontecendo no cinema de horror local, e o Walter Hill, que é o cara que fazia filmes urbanos ali, cara. Então isso funciona muito bem, né?

SBSora Barbosa

É, o Veps, ele comentou, né, do David Giler e do Walter Hill, que tiveram realmente essa participação no roteiro. Na franquia Alien, eles são muito conhecidos mais pelo seu trabalho como produtores, né, que eles se mantiveram como produtores ao longo dos filmes. Não à toa, os sintéticos dos filmes mais recentes, David e Walter, são uma homenagem a eles. O David e Walter são interpretados pelo Fassbender, né? E eu acho que o James Cameron, ele tava num momento muito bom para essa proposta de trazer a ação para dentro do Alien.

Porque realmente foi uma coisa muito ousada você pegar um filme que era de terror e ficção científica, que é um nicho assim bem específico de cinema, e levar para ação, né? Ficção científica com ação, ainda não tirando completamente o terror, mas não colocando o terror como elemento principal. Principal foi totalmente ousado, uma coisa muito perigosa. Mas o Cameron, ele tava num momento legal que ele tá, ao mesmo tempo que ele começou a trabalhar no roteiro do Aliens: O Resgate, ele tava trabalhando também para o Rambo Parte 2, tava desenvolvendo roteiro para o Rambo Parte 2.

Então acabou que por causa disso ele tava muito com aquela coisa da Guerra do Vietnã na cabeça, E isso acabou influenciando na criação dos Fuzileiros Coloniais do Aliens: O Resgate. Foi uma coisa de que ele provavelmente tava fazendo muita pesquisa, né? Então ele aproveitou para os dois filmes. E acho que até por isso é tão bem feita essa parte militar do filme.

VJVebis Junior

É uma coisa que vale a pena complementar aqui, que eu, se vocês acharem, uma vez eu tinha uns amigos amigos meus de cinefilia, que eles baixavam muito filme no Caragarga. E lá eles acharam o primeiro curta do Cameron, telecinado. E o nome do primeiro curta dele, que se eu não me engano é de 78, 79, 78, 78, é o Xenogênesis, né? É da mulher e do homem, engenheiro, viado enviados para uma nave gigante e tal. Parece que é até um pouco essa ideia do ciclo, do tipo, sabe aquele curta? Eu vou retomar ele, só que fazer no universo Alien, né, meu?

SBSora Barbosa

É, e é esse curta assim, é até curioso, porque na época o James Cameron ele trabalhava de caminhoneiro, né? E ele queria entrar para esse mundo do cinema. Esse filme, se não me engano, foi financiado por um Aí ele e um amigo lá na casa dele fizeram. Mas é uma ideia muito Alien, e antes mesmo do primeiro Alien, né, que esse curta de 78. É para você ver como é que ele já tava conectado, né, nessa coisa do alienígena invasor e essas coisas. E Alien foi uma franquia que casou perfeitamente com ele.

VJVebis Junior

Fico imaginando ele fazendo um curta e de repente ver que saiu um longa 1 ou 2 anos depois que ele fez o curta, com tudo a ver com aquele que ele tinha pensado. Falou, mano, eu vou fazer continuação desse negócio. Ele se batendo no peito e se prometendo, né? E a gente vai ver que a sequência cai na mão dele. Como não gostar disso, né? Quanto a gente não sabe se ele também não batalhou nos bastidores para estar envolvido com esse projeto da continuação, né?

SBSora Barbosa

Com certeza.

PMPM Mettig

Uma coisa que a gente não pode deixar de falar aqui também é a importância que a Gayle Ann Hurd teve também na produção desse filme, né? Para esse filme vir à tona, que já trabalhava com James, ela muito jovem, uma produtora, e que era namorada dele, né? E chegou assim, todo mundo muito desconfiança dela, e ela assim levou o filme assim a com a excelência incrível. Eu acho que Aliens não existiria do jeito que é se não fosse por ela.

SBSora Barbosa

Com certeza, a Gale Anne Hurd, ela foi fundamental para o trabalho de James Cameron, tanto no Aliens: O Resgate quanto no próprio Exterminador do Futuro. A mulher era fera, né?

MSMatheus Santos

O Exterminador do Futuro tem até aquela história. Exterminador do Futuro, o final do filme ia ser a cena da Sarah Connor e o Kyle Reese se abraçando com o fogo do caminhão para trás, não ia ter nada daquele negócio, daquele momento em que o endoesqueleto do T-800 levanta e persegue ele por dentro, eles por dentro daquela fábrica, porque a produtora não ia dar o dinheiro para isso. Foi a Gale Anne Hurd que brigou para conseguir que aquele pedaço seja feito. A carreira do James Cameron não seria a mesma se não fosse pela Gale Anne Hurd.

VJVebis Junior

E você para para pensar, o James Cameron, para arranjar a mulher fera no cinema, ele era campeão, né, meu?

SBSora Barbosa

Verdade.

VJVebis Junior

Depois da Gale, ele ainda engatou mais uma diretora que foi produtora e foi a que combateu ele, foi concorrente direto, né, quando ele tava com o primeiro Avatar, né?

MSMatheus Santos

Ela lá, eu vi Eu lembro disso, é um momento inesquecível da minha vida. A cara do James Cameron quando Guerra ao Terror foi anunciado como o melhor filme do ano no lugar do Avatar. Eu lembro muito bem dessa transmissão.

VJVebis Junior

Eu também me liguei nisso porque nem ele esperava, né? Aquela coisa, ele, o filme bilionário, tratando uma história meio antiga de colonizado versus colonizador, perdeu o filme filme para um filme independente com um herói soldado americano contra as bombas ali, né, de terroristas e tal. Nem ele esperava essa, né?

PMPM Mettig

Isso nos leva então para o início bem curioso da produção de Alice, que eles precisavam economizar verba de todos os meios, né, porque eles tinham um orçamento ali de 15 milhões para fazer esse filme. E então eles tinham que pegar todas as maneiras de poder economizar. Inclusive, a produção mudou dos Estados Unidos para Inglaterra para poder baratear, e ela também ajudou muito nisso, né? Ela que coordenava toda a equipe de inglês, etc.

E quando o James chegou lá Ele não foi muito querido pela equipe não, né? Ele chegou com uma ideia muito firme do que ele queria fazer, do que ele queria para o filme. Ele abraçou muito a ideia, o roteiro que ele escreveu, e a Gayle ajudou ele muito nisso.

MSMatheus Santos

Eu acho que o James Cameron foi uma escolha muito focada nessa parte do economizar dinheiro, porque o Exterminador do Futuro mesmo, ele era notório naquela época por ter feito muito dinheiro gastando o mínimo possível. O James Cameron, ele vem, né, o primeiro filme que ele dirigiu foi Piranhas Assassinas 2, que é aquelas que a piranha voa. Filme é maravilhoso, Sol da Tarde total, é isso. Então ele já vem do trash, do trash. Ele dirige o Exterminador do Futuro, que ele, que chamam, né, foi um filme gravado com tática de guerrilha.

Ele gravou sem autorização, eles gravaram no meio da rua, falam muito que gravava a cena rápido e com take só porque era o tempo da polícia chegar e expulsar eles. Então eles, o James Cameron, ele começa, hoje ele é conhecido pelo diretor que mais gasta para fazer os filmes dele, mas naquela época ele era conhecido como um diretor que gastava pouco.

VJVebis Junior

O intervalo de filmes dele é uma coisa interessante porque diz Terminador, ele vai para Alien, depois de Alien já tem Segredo do Abismo, que é o filme usado como palco para efeitos especiais. Fala, mano, em pouquíssimo tempo esse cara deu um salto assim, né, de credibilidade com os produtores de Hollywood, que é muito bom pensar, né?

PMPM Mettig

Exatamente.

SBSora Barbosa

Foi do James Cameron do Velho Testamento para o Novo Testamento, né?

VJVebis Junior

Perfeito, essa é a melhor analogia que eu podia ouvir.

PMPM Mettig

Então ele chega lá na Inglaterra e a equipe não gosta dele, não se dá bem, ele não se dá bem com o diretor de fotografia e a Gail acaba despedindo ele e não tem dinheiro para trazer outra pessoa. Então fica acumulando funções. Teve toda a história da Sigourney Weaver, que era uma peça essencial para esse filme, mas que tava gravando o outra produção ainda e não chegava. E as filmagens começaram e etc. E a equipe muito aflita, né, muito com todos esses problemas que rolavam nos bastidores, a falta de dinheiro, os atritos entre a equipe americana e equipe inglesa. Então foi, teve muito perrengue nesse começo de filmagens do filme.

SBSora Barbosa

É, foi caótico.

VJVebis Junior

Eu só queria aproveitar o gancho que vocês lembraram da ex-mulher do Cameron e vou dizer que uma mulher como essa, que a última vez que eu ouvi falar que ela trabalhou em alguma coisa tinha sido uma das produtoras principais da série Walking Dead, qualquer série Walking Dead, ela conseguiu ser produtora de Fear, do Walking Dead, do programa de YouTube, programa de TV. E ela conseguiu ganhar Emmys com isso, ela conseguiu estender uma série que eu nunca imaginei que ia tão longe como foi, né?

Então a peteca, ela nunca permitiu que a peteca caísse, seja no cinema, seja na TV. Então só vim aqui endossar essa admiração que eu tenho pela Amy também.

PMPM Mettig

Com certeza. Eles tiveram que lidar ainda com problemas com o elenco, né, gente? Depois de semana de de filmagem, tiveram que substituir um dos personagens principais, que seria o soldado Hicks, que era interpretado pelo James Remar. Por causa de drogas, cara, a polícia bateu no hotel dele e levou ele preso, cara. Aí teve que ser substituído. Aí chamaram o Michael Biehn, que trabalhou com James no Exterminador do Futuro, E ele teve que regravar algumas cenas e tiveram que usar inclusive algumas cenas já gravadas do Remar, que dá para ver no filme. A gente não dá para ver que é ele, mas tem essas cenas no filme.

MSMatheus Santos

E não foi um começo bom, convenhamos, né? Que assim, é igual trocar, foi trocar o Eric Stoltz pelo Michael J. Fox, né?

VJVebis Junior

Concordo.

MSMatheus Santos

Hicks tem que ser o Michael Biehn. Michael Biehn é o cara certo para aquele papel. Assim, imagina a dor de cabeça que deu e tudo mais, mas ainda bem que trocou, né?

PMPM Mettig

Inclusive, a chegada do Biehn mudou como tava sendo explorado o personagem. O Biehn trouxe é uma coisa mais afetuosa, sabe, mais calma com a Ripley, sabe, deu aquela, aquele clima de amizade ali de interesse até. E ao que me parece, a intenção de usar o Rema não era essa. Então a vinda do Michael acabou mudando um pouco de como seria esse personagem.

MSMatheus Santos

É porque o Bin tem um negócio que eu gosto muito nele, você vê muito no Khariz também. Ele é um brucutu diferente de todos os outros brucutus dos anos 80 e até dos anos 70. Ele é um brucutu, não tem dúvida, mas ele é um cara mais, né, esguio. Ele não é grande igual Schwarzenegger, igual Salone. E ele é muito mais afetuoso, ele é mais sensível, é um tipo até raro de ator de ação. Você não vê, acho que depois do Michael Biehn não tem, não tem um igual, sabe, que tem essa sensibilidade.

E eu acho que funciona muito em contraste com a Ripley. No Aliens: O Resgate, esse negócio do ultramilitarismo que o próprio James Cameron critica, e você bota essa imagem do homem mais sensível como o protagonista, como até o quase interesse romântico da Ripley, é de uma sensibilidade que eu acho que faz falta em muitos outros filmes de ação daquela época.

SBSora Barbosa

É muito, até dizem que da mudança que fizeram no personagem foi porque o James Cameron ficou com medo do pessoal ficar associando muito Michael Biehn com o personagem dele no Exterminador do Futuro. Então ele quis dar uma personalidade diferente para não ficar assim, só estou repetindo o mesmo personagem. Parte da mudança foi motivado por isso.

VJVebis Junior

O que eu posso acrescentar aqui é um pouco, depois das sábias palavras aí do Matheus e da Sora, é que na década de 80 a gente tem uma série de atores que vieram dos 70 ácido, né? Da Nova Hollywood, e todos iam apresentar severos problemas com drogas ali, né? Você tinha o Marlon Brando, anos 70, causando problema pro Coppola. Você tinha o Val Kilmer, né, sendo um gigantesco problema em outros filmes. Então parece que todo grande diretor em algum momento da história precisou carregar algumas cruzes que são atores com problemas com drogas, né?

E esse galho de enxurrada aí é uma história que eles precisam contar para mostrar que o filme foi parido, né, finalmente, depois de severos problemas, né?

SBSora Barbosa

Sim.

PMPM Mettig

E eu acho que outro grande exemplo da, de como foi bom ter trazido o James Cameron para esse tipo de produção, que poucos gastos e etc., é que ele realmente conseguiu outras maneiras de economizar verbas, né? Então ele mesmo botava a mão na massa em vários aspectos do filme. Ele ajudava na criação do design de armas, ele entrava no som, ele ajudava a desenhar os esquetes, a fazer storyboards. Ele fez várias coisas assim que ajudaram a manter aquela, mais ou menos, aquela verba para poder o, realmente, o estúdio, né, não abandoná-los, né. Então, para que a produção do filme realmente pudesse ser concretizada.

MSMatheus Santos

Porque a gente até conhece muito Cameron como diretor, mas ele, ele em 81, ele tava fazendo aquelas pinturas matte do Fuga de Nova York. Ele é um cara que talvez até por isso que ele seja tão genial na direção é que ele começou no cinema comendo pelas beiradas. Ele começou justamente na parte sem a glória, os louros de você ser um diretor. Então ele vem do efeito prático, ele vem da pintura. Então ele é bom porque ele já tava ali como diretor.

Ele primeiro, acho que imagino que ele sabia a dificuldade que era fazer isso, e quando precisava ele também fazia.

PMPM Mettig

Muito bom. O que aconteceu então é que que depois de muito perrengue, muito problema, finalmente eles conseguiram fazer o filme. Eu acho que eu vou até pedir para o Sete para me ajudar aqui. Quanto é que foi que eles gastaram e quanto é que eles arrecadaram no filme? Porque realmente foi um grande sucesso.

SSete

Aliens arrecadou aproximadamente $183 milhões mundialmente, com um orçamento de produção de apenas $17 milhões. Só no primeiro fim de semana de estreia nos Estados Unidos arrecadou mais de 10 milhões.

PMPM Mettig

Aliens: O Resgate, um filme muito querido pelos fãs de Alien. Eu vejo muita gente que gosta mais de Alien: O Oitavo Passageiro, mas vejo muita gente falando de Aliens: O Resgate. São dois filmes parecidos, mas completamente diferentes. Ao mesmo tempo, e que tem algumas características bem próprias que ajudaram a ser um grande filme até hoje. Primeiro, eu acho que a história é que diferencia muito da primeira, que é uma história que apesar de ter o retorno ao planeta OLV-426, ele tem toda essa atmosfera de aventura, de de visibilidade, guerra, e traz esses personagens que são muito icônicos, muito queridos, que até hoje tem falas que as pessoas reproduzem como meme na cultura pop.

SBSora Barbosa

Sim, né?

PMPM Mettig

E eu queria que você falasse um pouco.

SBSora Barbosa

É, então, primeiro, eu acho que uma coisa que eu acho que é relevante gostaria de comentar nesse início é como o James Cameron pegou e escalou não só a questão do alienígena, né, que primeiro no primeiro filme eram pessoas, era um pequeno grupo de pessoas ali fechado dentro de uma nave com um alienígena. E aí o James Cameron foi lá e pegou e colocou um grupo bem maior de pessoas, que ali já é uma colônia inteira. Claro que quando os personagens chegam lá já tá todo mundo incubado, mas é só a ideia, né, de você imaginar uma colônia inteira que fica presa não com um alienígena, com um enxame de Xenomorfos, né?

Já pega a escala disso aí. E eu acho que enquanto no primeiro Alien eles tinham essa ideia assim de quando escreveram os personagens pensaram em caminhoneiros mas não pensaram tanto em características específicas para esses personagens, né? Tanto que tem aquela história que a Ripley inicialmente não foi escrita nem como homem nem como mulher. Foi uma ideia de um produtor, se eu não me engano, colocar ela como uma personagem feminina para tentar apostar assim uma protagonista feminina na ficção científica.

Era uma coisa muito rara. E já no Aliens: O Resgate você vê que o Cameron e os outros roteiristas, eles já vieram colocando realmente uma personalidade ali. O Burke, ele vem como uma personificação da corporação, né, de alguém que é corrompido pela corporação, na verdade. Aí tem os fuzileiros coloniais, tem o o cara do Game Over, né, que ele é mais palhaço, né. Tem a Vasquez, que é aquela mulher durona, tem aquele amigo dela, tem, já tem uma lore ali para você se envolver mais com os personagens em si.

E até a Ripley, ela ganhou uma camada, né, nesse filme, que foi a questão primeiro de uma pessoa que ela está sofrendo com estresse estresse pós-traumático e sendo desacreditada depois de tudo que ela passou. E a questão da maternidade que também é colocada na personagem, com a coisa da Newt, como ela se preocupa com a Newt, quer proteger, né, ela e tudo mais. A Ripley, ela funciona ali como um contraponto à Rainha, que também é uma mãe, né.

E já existe assim uma relação Ripley alienígena. Isso é muito bacana. Acho que essa foi uma evolução muito grande nessa parte de personagens desse filme.

MSMatheus Santos

Um outro ponto que assim, quando a gente fala de personagem, a gente não pensa muito, a gente pensa, né, nos fuzileiros e tudo mais, no— como que é o nome do sargento? Apone. Sargento Apone, que apesar de aparecer pouco, é maneiro Caramba, ele é ex-militar, né?

SBSora Barbosa

Isso.

MSMatheus Santos

Tem um personagem que não é uma personificação, mas é um personagem que nesse filme ganha toda a aura que vai carregar para o resto da franquia, que é a Waylon Dilltane. A Waylon, na época do primeiro, ela existe ali, mas ela é uma sombra, ela é uma referência muito curta. Isso é interessante porque fugindo um pouco de Alien, a ideia que a gente tem muito comum hoje do cyberpunk, né, o mundo comandado por megacorporações, ela é relativamente nova.

Se você pega ficção científica dos anos 70, ela é mais preocupada com governos, com Estado. E isso, 1984, que é, né, isso muda só em 1975. Com um filme chamado Rollerball, um dos meus filmes favoritos. É o primeiro do cinema em que propõe a ideia que megacorporações vão mandar no mundo, não o governo. Depois a gente tem Alien, que faz a mesma coisa com a Weyland, mas é só em Aliens que a Weyland e o Tannen ganha esse status. E a gente, você já vê como refletindo, né, muito da década de 80 e como tava a política norte-americana americana e europeia, aí já vê essa ideia da empresa que é tão poderosa que o exército trabalha para ela praticamente.

VJVebis Junior

Muito legal você comentar de rollerball, porque eu ainda acredito que algum dia eu vou conseguir participar de um podcast sem citar um dos meus livros de cabeceira, mas ele acaba se tornando de cabeceira porque ele distribui informações para tudo. E esse livro é o livro do Peter Biskind, né, Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood. E lá eles explicam como Rollerball é um filme desacreditado pelos produtores.

Eu acho engraçado assim, a gente tá numa década onde os filmes são mandados por demandas de gosto e de algoritmo algoritmo e mercado financeiro, né? E quando você analisa na década de 80, esse mercado, esse rosto sem face que é o mercado financeiro hollywoodiano, ele é o yuppie norte-americano, aquela galerinha que só quer ver a grana e tal. Então toda aquela arrogância que a gente vê em séries como Estúdio lá do Seth Rogen sobre quem investe em filmes e séries e o que eles querem para que essa grana seja garantida é feita por uma nata, né, de arrogância hollywoodiana.

E poxa, Rollerball é um desses filmes que não teria acontecido se não fosse pela teimosia, né, dos diretores. Então, pô, pega 75 É um diretor que não fez muita ficção científica, né, o Norman Jewison. Você vai ver ele depois fazendo filmes super comuns assim, tipo, eu acho que o Rain Man é um deles assim. Ele é um diretor mais calmo, né, ele faz—

MSMatheus Santos

ele fez Jesus Cristo Superstar, a versão cinematográfica dele.

VJVebis Junior

É coisa linda assim, né. Então são filmes que que não tem essa coisa da ousadia, né? E o livro do Peter Biskind, Como a Geração Sexo e Drogas, o Rock and Roll Salvou Hollywood, ela vai mostrar como às vezes você chamava um cara comportadinho e franzido para pegar um puta projetão que não tinha nada a ver com ele. E esse é um daqueles filmes que holisticamente ele representa muito mais do que as ambições que normas que o Wilson tinha na época, né?

Então, pô, você gosta de um filme que ele é um divisor de águas também, né? Você pega o Rollerball do Joe Wilson, você pega MASH do Robert Altman, né? Ainda que você situa a corrida espacial e a guerra como um pano de fundo, isso é estupendo como isso vai refletir, né, na cultura pop, nas obras que vão justamente realmente desenhar as inquietudes daquele tempo, né?

SBSora Barbosa

Sim, acho que isso foi uma principal influência, né, para o James Cameron pegar e transformar a corporação, que no primeiro filme ela basicamente só é chamada de corporação mesmo, né? Tem esse Weyland que o Mateus mencionou, mas é uma coisa que você tem que meio que ficar pausando cena para ver, porque isso não é nem citado. E ela se torna um personagem, ela ganha ali, né, nem que seja os representantes, que são aqueles caras que aparecem na mesa ali.

O chefão você nunca vê, né, porque é assim, você conversa com quem tá na gerência, mas o grandão mesmo você não consegue falar com ele. Até mostra um pouco dessa coisa, né, a gente nunca chega em quem tá no topo, por mais que a gente tente e tem uma situação que é grave, como era a situação da Ripley, né, você sempre chega uma hora que você bate numa barreira e você não consegue passar daquilo ali.

PMPM Mettig

Visualmente a gente vê um pouco da Wayland nesse começo através do personagem do Burke, tá, até pelo próprio cartão dele, né, o cartão empresarial com a logo nova, né, que a gente não tinha visto essa, esse logotipo da Weyland-Yutani em Aliens: Oitavo Passageiro. Então ele traz essa nova camada desse personagem que ganhou força, essa corporação mais presente e controlando todas as ações.

SBSora Barbosa

Acho até legal a forma, né, que o James Cameron faz essa apresentação pro público de forma mais explícita, que é naquela cena que o menino vem num velotrol, ele passa na frente da placa e dá aquele foco, né? Weyland-Yutani construindo novos mundos. É muito maneiro isso.

PMPM Mettig

E muito se fala de Alien, do aula em cúltura, do terror, do suspense. E esse filme que é tão diferente nesse aspecto de atmosfera, de andamento, de roteiro, o que que vocês acham assim, os pontos positivos e negativos desse filme em relação ao clássico?

SBSora Barbosa

É, para mim é difícil responder isso. Porque para mim os dois filmes praticamente não têm defeitos, eles só são dois filmes com atmosferas completamente diferentes. O Aliens: O Resgate, ele é bem aquela ação dos anos 80 mesmo, enquanto o Alien: O Oitavo Passageiro ainda puxava muito daquele cinema dos anos 70 que se permitia ser mais lento, né? Ele como a gente comentou aqui, é um filme que passa muito tempo até você descobrir que vai ter um alienígena.

Então, mas eu gosto muito de terror, então eu tenho uma preferência muito pessoal pelo primeiro Alien, mas não porque eu acho que o Aliens: O Resgate é pior ou qualquer coisa assim. Eu não consigo ver um ponto negativo, nem a versão estendida, não não consigo achar chata. Tem gente que não gosta, né, porque tem muito mais diálogo e tudo mais. Não consigo encontrar defeitos, desculpa.

MSMatheus Santos

Eu acho que o que mais se destaca na sequência é tamanho, é a ideia da horda, algo que já vem até um pouco do cinema de zumbi, né, que ali em 86 tinha acabado de se redescobrir com o retorno dos mortos-vivos do Dan O'Bannon, que é roteirista do primeiro Alien, diga-se de passagem. E então você tem essa ideia de o primeiro Alien, ele vem nessa questão do invasor, do intruso que tá escondido, que você não vê, enquanto o segundo ele pega— eu acho o segundo um filme bastante de terror até.

Ele não tem os elementos de um slasher, de um, né, de um coisa como o primeiro tem, negócio mais de terror e tudo mais. Mas quando você pega a noção de estar cercado por monstros, e aquela, por exemplo, eu acho aquela cena das torretas que eles vão observando o contador de munição enquanto os aliens estão testando por onde eles podem entrar, eu acho aquela cena aterrorizante. Porque imagina a ideia de você tá cercado por criaturas que querem te devorar e elas não acabam.

E essa questão da horda é para mim o que destaca o Aliens do Alien de forma assim bem, bem grande. E ao mesmo tempo é um ponto que eu acho um pouquinho negativo, porque eu gosto dessa ideia, mas para fazer a horda o James Cameron teve que nerfar o Alien, por assim dizer, né? O Alien do primeiro é muito mais forte. Isso. Então o James Cameron criou, já vi algumas pessoas usarem o termo, né, o James Cameron criou a ideia da que o alien é uma baratona, que você atira em um monte, eles morrem, mas tem muitos.

E eu gosto mais do Alien essa questão do quão o Xenomorfo era uma única unidade que botava medo, porque você não derruba ele. Tanto que Alien: Isolation volta depois com essa noção e é uma das histórias mais celebradas do Alien. Então eu gosto que o James Cameron fez nessa ideia, nessa ideia corajosa, mas eu acho que é um ponto um pouco negativo porque inspirou todas as outras obras a fazerem exatamente a mesma coisa, tirando o Alien 3, que tem o dragão, né, que Ele é um alien só, né?

SSete

Isso.

MSMatheus Santos

Mas a gente sabe como é Aliens 3.

SBSora Barbosa

É, eu imagino que— eu não vejo tanto como ele enfraqueceu o alien, porque na verdade, porque no primeiro filme são pessoas ali que não estavam preparadas para aquela situação, né? Os caras, eles eram entregadores, digamos assim, carregadores de minério do espaço. E no Aliens: O Resgate já são pessoas que estão, entre aspas, preparadas para uma situação de combate com alienígenas. Tanto que tem aquela frase do, ah, vai ser mais uma bug hunt, né, que alguém comenta na hora que eles estão falando da missão.

Ou seja, dá a entender que são os caras que já caçam alienígenas, né. Então já tem um preparo. Eu vejo pelo menos como ele equilibrou dessa forma, sabe? Não necessariamente o Xenomorfo é mais fraco, mas ele se torna assim menos ameaçador quando os caras estão com metralhadoras e essas coisas. Aí ele teria que na verdade aumentar a ameaça, né? Aí colocou os caras para dentro do ninho, criou a rainha, que é um super Xenomorfo, né?

MSMatheus Santos

Ela é gigante.

SBSora Barbosa

Isso é legal.

PMPM Mettig

Eu digo ainda mais, eu acho que o Xenomorfo descrito para gente como organismo perfeito, inteligente, e tem as suas funções básicas definidas, ele vai se comportar de forma diferente de acordo com o seu objetivo ali naquele momento. Então ele tá trancado, ele é o único espécime contra diversas pessoas. Ele vai ser sorrateiro, ele vai se esconder, ele vai de um por um, ele vai separar o grupo e vai prender todo mundo, vai fazer o que tiver que fazer.

Ele estando no ambiente de bando, ele talvez se comporte de outra forma, né? Então vai ser aquela coisa de alien pulando em cima do outro, por cima de você e etc., para poder atingir o objetivo que é capturar todo mundo. Matar, enfim.

VJVebis Junior

Uma das coisas que eu admiro muito assim, quando você para para pensar o primeiro Alien, que essa coisa do tipo tem alguém exterminando um por um e a gente não sabe o que é, essa é a passagem de 70 para 80. Mais uma vez esse filme ele cola muito próximo do que o Enigma de Outro Mundo que o Carpenter fez. Que é bem diferente de The Thing from Another World, né, que aquele filme que o Hawks produziu tem outro diretor figurativo, mas a gente sabe que é o Howard Hawks que vai lá dirigir esse filme, tem a cara do Hawks ali, né.

Mas o do John Carpenter, O Enigma de Outro Mundo, ele foi feito no momento onde a gente tava tendo um crescimento muito alto de pessoas contraindo AIDS Então é por isso que quando você analisa que em Enigma de Outro Mundo você não sabe quem é que tá com a coisa dentro dela, quem é o alienígena, o teste era feito pelo sangue. Então ele conseguiu fazer um filme de horror que fosse a personificação do medo que as pessoas tinham da AIDS na década de 80.

E uma boa parte desses filmes da década de 70 dos anos 80, ela vai sempre rodear essa mesma coisa do tipo: tem alguém exterminando a gente, um por um tá morrendo e a gente não tá vendo o que que é, né? A gente volta àquele papo da distopia do presente, né, Matheus? E eu acho que essa contribuição que o primeiro Alien tem, ela é muito significativa para a primeira metade dos anos 80 e o terror que todo mundo teve com o crescimento da né?

O caso do filme Aliens: O Resgate, ele tem um que é muito próximo daquela coisa de controle e extermínio de praga, porque o alien, ele foi encarado— o alien que você assiste em Aliens vs Predadores, ele não foi feito pensado no Alien: O Oitavo Passageiro, ele foi feito pensado no Aliens: O Resgate, porque ali é um controle de pragas, né? Então Então essa coisa do primeiro é um alien que casa com Insolation, que casa com Enigma de Outro Mundo, ele tá mais próximo desse universo distópico.

E o alien do Cameron, por ser a praga, ele é aquela coisa do tipo vamos no ninho para exterminar. E aí o humano ele percebe que nem a força bélica ou bandeira dos Estados Unidos você não vai conseguir ser estendida nesse território, porque esse território você que você subjugou e vai sofrer as consequências disso. Então é muito interessante como um filme completa o outro, né, esse imaginário que a gente tem quando vai falar de alien, né.

MSMatheus Santos

E isso que você comentou sobre bandeira americana, principalmente, e de novo Enigma de Outro Mundo, uma diferença muito grande entre o Enigma de Outro Mundo, né, o Monstro do Ártico da década de 50, e o Enigma de Outro Mundo de 82 é a Guerra do A América pré-Guerra do Vietnã e pós-Guerra do Vietnã é completamente diferente. Então você tem no filme do Hawks, os heróis são soldados americanos e a hierarquia respeitada. Você tem essa ideia do herói como o militar, como herói.

O Carpenter, você já vê que ali você tem o capitão e ninguém respeita ele, a hierarquia quebrada, a visão do militar americano é diferente, é uma sociedade dilacerada, por assim dizer. E Aliens pegou exatamente essa mesma coisa, porque você tem os Marines, né, os fuzileiros coloniais, eles chegam tirando onda, né. Ele tem aquela, o cara do game over, como é que é o nome dele? Hudson, né, que ele tenta impressionar a Ripley. Ele fala que a gente tem canhão disso, o daquilo, a gente vai chegar e acabar com tudo.

Ou seja, ele menospreza um inimigo que ele vê como inferior e não passa muito tempo, eles são dizimados por esse inimigo. A ponto dos soldados ficarem traumatizados. E isso é reflexo exatamente do que os soldados americanos viveram no Vietnã. Eles, maior nação do mundo, a maior potência militar que já existiu até aquela época, foi para a Guerra do Vietnã enfrentar fazendeiro de sandália, e eles perderam. E eles, se você, se você fazer a comparação, os vietnamitas Os Vietcongues, eles venceram porque eles usavam túneis, eles se escondiam nas árvores, eles se camuflavam com o ambiente.

Então não adiantava o poderio militar, não adiantou o napalm, não adiantou os helicópteros. Eu vou usar aqui muito entre aspas: o combatente inferior que sabia como usar o ambiente que ele tava venceu. E é o que os aliens fazem. Os aliens usam os dutos, eles se camuflam naquela escuridão, eles pegam de surpresa. Não é, não é acidental em nada. James Cameron, ele escreveu Rambo 2, então ele tava, como você falou no começo, ele tava com isso na cabeça.

Na hora que os soldados desesperam e começam a atirar para todo lado, se você pegar filmes da Guerra do Vietnã, você tem essa similaridade.

VJVebis Junior

Perfeito. E casa muito com o primeiro Predador também, todos esses detalhes que a gente acabou de falar, né, cara?

MSMatheus Santos

O Predador é muito inspirado pelo Aliens, tá? A ideia ali do trauma da Guerra do Vietnã é a mesma, do soldado super armado sendo vencido por um inimigo invisível que se esconde nas árvores e tudo mais. Tá ali, tá tudo ali. Aliás, uma curiosidade história aqui que eu não sei se é exatamente verdade, mas eu já vi ela repetindo várias vezes. O James Cameron tem um papel importante no visual do Predador, porque quando estavam redesenhando o Predador da versão lá gostona para que a gente viu, diz a lenda que o Stan Winston tava desenhando o rosto do Predador enquanto tava numa viagem de avião.

Do lado dele tava o James Cameron. Já, né, conhecido pelo Aliens e tudo mais. Aí o James Cameron olhou o desenho e falou assim, ah, é criatura legal, mas talvez ela fique mais legal com as mandíbulas do lado de fora. Daí que veio a ideia de botar os dentinhos do Predador.

VJVebis Junior

Poxa, que sensacional!

PMPM Mettig

Que legal isso!

SSete

Apesar do supervisor de efeitos visuais Stan Winston receber os créditos pela criação do visual final do Predador, Ele já compartilhou em diversas entrevistas que teve ajuda de James Cameron, no caso das mandíbulas, e do produtor Joel Silver, pela inspiração do visual rastafari do alienígena.

PMPM Mettig

É, eu acho que vocês até já falaram um pouco disso aqui, porque também tem essa polêmica da versão do diretor, das cenas deletadas, enfim, porque a gente sabe que nem sempre a gente cabe naquele filme ali de 1 hora e meia, 2 horas. Tudo que o diretor quer colocar no filme. E acaba que o filme fica um pouco diferente, né, a versão oficial do diretor para o filme que foi exibido nos cinemas. Eu queria saber de vocês qual é a versão que vocês gostam mais e por quê, porque a gente tem cenas importantes que foram adicionadas na versão do James Cameron.

SBSora Barbosa

Sim, umas uma cena que acho que ela é tão conhecida que eu acho que a maioria das pessoas acham que ela foi para a primeira versão, mas não. Que é aquela cena que a Ripley descobre, né, sobre a Amanda, vê a foto, descobre que a Amanda já faleceu. Essa cena ela foi cortada e dizem inclusive que a própria Sigourney Weaver ficou muito chateada porque ela gostava muito dessa cena. Ela gostou da camada que isso dava para o personagem dela, e ter removido essa cena para ela foi um pecado que felizmente foi desfeito depois.

Eu gosto mais da versão mais longa porque eu acho que ela se aprofunda muito mais nos personagens. O que foi tirado ali não é enrolação, não é aquele tipo tipo de coisa que quebra o andamento do filme, pelo menos não para mim. Ele fica bem mais longo, isso é fato, mas eu acho que são momentos que são importantes para construir o que Aliens: O Resgate foi.

PMPM Mettig

Deixa eu tentar rapidinho lembrar aqui algumas dessas cenas, que talvez fique mais fácil para poder exemplificar. Eu acho que as principais são o início mostrando a colônia ainda antes da epidemia dos Xenomorfos, né? Essa cena não tava no cinema. Essa cena da Ripley falando da filha dela, e que inclusive eu acho que dá um peso para o relacionamento dela com a Newt durante o filme, né? Justifica um pouco dessa ligação tão rápida que ela faz com ela, né?

Essa coisa dela ter perdido a filha e dela ser mãe, dizer que ela é mãe, enfim. E eu acho que outra cena que para mim é, eu já vou até falar que é uma das minhas favoritas, que Mateus já falou hoje, que são aquelas cenas das torretas automáticas, que também não tem na versão do cinema, que ali para mim também é puro terror.

MSMatheus Santos

Aquela cena é É assim, eu tenho para mim que a versão do diretor de todos os filmes é a versão definitiva, porque é o que o criador queria te falar, é o que ele tava ali, né? Às vezes você pega alguém que tem um ego muito maior do que o filme permite, faz versões do diretor que não tem nada a dizer, né? Não vou citar nomes, mas rima com Zack Snyder. Mas você, por exemplo, para mim a versão de Aliens e a versão do Alien, né, do diretor, são as versões definitivas.

Porque, ah, o filme pode ser um pouco mais longo, mas tipo assim, é um filme que a gente adora. Então ter mais filme que a gente adora nunca vai ser um defeito, vai ser sempre algo bom.

SBSora Barbosa

É assim, faz muito sentido. Para mim, aquela cena da colônia também, né, mostrando Hadley's Hope ali no início, foi muito pecado tirar aquilo lá também, porque mostra, já mostra ali para o público, né, como a coisa evoluiu ali. Se não me engano, até aquela cena da família da Newt foi tirada na outra versão, né, que também é uma cena importantíssima, que é a cena que vão lá para nave e tudo mais, encontram os ovos, né?

PMPM Mettig

Não tem essa na versão do cinema. Eu assisti no dia do aniversário de Aliens, eu assisti. Eu tenho essa, essa coisa de reassistir os filmes nos aniversários, e dessa vez eu quis assistir a versão original, fazia muito tempo que eu não assistia. Então a única referência que tem é aquela cena que Ripley pega uma foto da Newt tem ela num porta-retrato assim e tal, mas não fala nada de ninguém da colônia.

MSMatheus Santos

Nessas cenas são muito importantes porque o Aliens, ele é sobre o quanto foi tirado de todo mundo que tá ali. Então você tira a cena de Headless Hope, você não vê, dos pais da Newt, você não vê o quanto a Weyland tirou daquelas pessoas. Aí você tira a cena da Amanda, você perde um pouco do peso do quanto foi tirado da Ripley. A Ripley não perdeu só o pessoal com quem ela trabalhava, ela perdeu a infância da filha dela, ela perdeu— quanto tempo ela ficou? Coisa 60 e poucos anos, né? Fala aí para nós, Sete, por favor.

SSete

Após os acontecimentos ocorridos na Nostromo, a Tenente Ripley ficou 57 anos à deriva no espaço inipersona.

MSMatheus Santos

E aí você tem toda essa questão de ela foi tirada da vida natural dela não só por causa do alien, mas por causa da Weyland. Então já tá trabalhando esses temas da Weyland como a megacorporação vilã e tudo mais, a relação da Ripley ao encontrar a Newt, que ela encontrando algo que foi tirado ela não poderia recuperar. Então ela encontra uma nova filha, né, encontra querendo ou não Assim como ela teve que deixar o Jones ir para trás também, coitado do gatinho.

Aí ela encontra alguém que precisa do cuidado dela. É fundamental para você criar o quebra-cabeça de Aliens. Ah, pode ser que o filme para cinema seja mais entretenimento por ter um, ser mais acelerado? Pode até ser, mas como história, como obra, como quebra-cabeça, a versão do diretor é a que conta a melhor história.

VJVebis Junior

Não à toa, quando você vai assistir essa nova empreitada do Ridley Scott retornando no universo xenomorfo, ele gosta de brincar muito com os diálogos em Prometheus e Covenant, né? Essa brincadeira de palavras paira no ar com mais facilidade, né, nessa saga nova.

SBSora Barbosa

Assim, eu tenho muito ressentimento porque parece que o Ridley Scott tinha a ideia de fazer uma coisa e não pôde com esses filmes, sabe? Ele quis fazer algo muito mais filosófico e obrigaram ele a seguir por caminhos que fizeram desses, limitaram o potencial que esses filmes tinham, sabe?

VJVebis Junior

Sim, eu concordo. Para mim é nítido o quanto ele era um cara da contramão. Você assiste um Duelistas na década de 70 para 80, você compreende que ele era um pouco diferente daquela linha de diretores que a década de 70 e 80 da Nova Hollywood tinha a oferecer para nós, né? Então, poxa, eu concordo plenamente. Aí você vê mais solto, né? Tem muita gente que não gosta de Prometheus, muita gente não gosta do Covenant, mas eu já acho interessante pensar que esses dois aí é um Ridley Scott mais solto, né?

Mais tipo, ah, que eu vou fazer do jeito que eu queria ter feito lá atrás e não consegui, né? Então, poxa, a sorte é nossa de poder ter toda essa conversa filosófica de uma forma mais natural no filme, né?

SBSora Barbosa

É tanto que Inclusive tem uma cena do Prometheus, ela foi tirada, não tem nenhuma versão do filme, mas tem ela na internet. Se procurar dá para achar no YouTube, que a personagem da Noomi Rapace, a Doutora Shaw, isso tá fugindo, né, tá escondida assim fugindo do engenheiro, e ele entra numa sala que tá passando uns hologramas. Aí quando ele entra nessa sala, tá tocando uma, acho que é um vídeo de uma menina tocando uma música no violino, e o engenheiro ele na hora ele para e ele tem um momento de contemplação ali que você vê claramente na hora que tá passando aqueles hologramas, que apesar de tudo ele consegue ver um momento ali de beleza na criação dele através da arte.

PMPM Mettig

Essa cena é muito maneira, com certeza agregaria muito, né?

VJVebis Junior

Agregaria. Eu e o PM, a gente fala muito como Ridley Scott chegou num ponto nos seus filmes que ele começa a se autorreferenciar, e parece que ele ainda não conseguiu superar o final do Blade Runner. E ele às vezes replica isso na boca de outros personagens e combina. Isso é o mais engraçado, né?

PMPM Mettig

Essa coisa do, da restrição que o diretor tem muitas vezes no estúdio. O Ridley Scott, em entrevistas mais recentes, ele sempre fala que nessa época não existia essa coisa do mesmo diretor continuar na franquia e fazendo filme, filme. Terminou Alien, Ele foi fazer outra coisa, ninguém chamou ele para fazer Aliens. Pelo menos ele é uma coisa mais recente que ele diz, me corrija se eu estiver errado. Então isso foi se estendido para Alien 3, para Alien: A Ressurreição, etc.

E aí quando ele finalmente ele consegue voltar para poder contar essa história que ele sempre quis contar, às vezes não sai como a gente gostaria que fosse.

SBSora Barbosa

Eu não sei se é verdade, Mas uma vez eu não vi assim uma fonte muito confiável, eu vi na internet, mas um site que não tava apontando nenhuma fonte oficial. Mas eu vi uma história que depois do Aliens: O Resgate, o James Cameron e o Ridley Scott estavam trabalhando em uma proposta para um novo filme de Alien. Só que aí a Fox veio com aquela ideia de Alien vs Predador e eles acharam muito absurdo e eles desistiram dessa ideia de produção deles por causa do Alien vs Predador, que eles acharam que seria um desrespeito fazer o crossover.

PMPM Mettig

Bom, eu não acho isso impossível de acontecer, até porque a gente já viu aí de 1 ou 2 anos para cá o Ridley Scott dizer que vai fazer uma sequência do terminar a trilogia, né, do Prometheus. Não vai, aí vai de novo, não vai. Então a gente também não sabe se a fonte dele mesmo falando a verdade ou não, né.

SSete

Encontrei em meus registros uma informação sobre esse assunto. Em uma entrevista de 2012 à Empire Magazine, Ridley Scott revelou que ele e James Cameron planejavam colaborar em um quinto filme da franquia Alien. Embora houvesse poucos detalhes sobre a trama, o projeto poderia ter marcado o retorno da personagem Ripley e provavelmente corrigido os problemas surgidos nos filmes posteriores. O motivo do não andamento da produção não foi divulgado.

PMPM Mettig

Web, você tem alguma coisa a adicionar aí com relação à cinematografia do filme?

VJVebis Junior

Cara, na década de 80 Isso acontecia bastante assim, de um diretor se apegar, porque assim, a gente conhece os parceiros que são diretores e atores, né? Essa coisa, já que a gente tá falando dos anos 80, é um Martin Scorsese com Bob De Niro, você tem essa coisa do Jim Sheridan com o Daniel Day-Lewis, e eu acho que a segunda Vamos dizer, se você chama um ator de braço direito ou braço esquerdo, o seu outro braço por natureza é um diretor de fotografia.

E os diretores têm o costume de continuar trabalhando com diretor de fotografia porque ele diz muito sobre essa maneira que você quer que a paleta de cores tenha. Em caso de Alien, a gente falar Alien aqui, a primeira coisa que vem na nossa cabeça na cabeça é um misto de verde, é um misto de brilho de roxo, né? E perder às vezes um diretor de fotografia que conhece esse universo e a paleta de cor que vem com ele é muito fatal para o filme, né, cara?

E eu acho que isso pesou a favor, porque embora o primeiro Alien e o Aliens: Os Resgates, eles tenham uma cinematografia um pouco diferente, eles são filmes de uma assinatura de uma época, né? A fotografia de Aliens: O Resgate, ela remete muito a esses filmes dos anos 80, que começou a ter no Aliens: O Resgate um referencial de como fazer, né? De qual fotografia. Aí, se eu vou no ambiente fechado, corredores, dutos, que cor uma criatura que tá uma criatura melada, né?

Parece que não, mas isso é uma preocupação da direção de arte com a direção de fotografia. E isso ajuda você a ter uma situação repugnante em relação, pô, tenho nojo daquele bicho, ele tá toda hora babando. Como é que essa baba te causa repulsa, né? Isso é um trabalho da direção de fotografia. Então é crucial, tem muito um diretor de fotografia, quando abandona um projeto, o projeto ele deixa de ter aquela assinatura. Mas o Cameron não é o tipo de cara que permite esse tipo de erro tomar frente, né?

Então, para nossa sorte, Aliens: O Resgate não teve esse problema na fotografia.

PMPM Mettig

Muito bem. Eu acho que aqui então temos só adoradores de Alien e Aliens. Aliens, coisa boa.

SBSora Barbosa

Acho que é difícil não gostar desses filmes.

PMPM Mettig

Cara, eu tenho, eu tenho amigos aqui que a gente conversa sobre cinema e eles não gostam de Aliens. E em uma discussão que eu tava com eles, eles falaram assim: Aliens não tem nem frases memoráveis. Eu disse: não, não é possível. Aí eu encerrei a conversa, digo: não, não dá para conversar com vocês não, cara. Não é possível.

MSMatheus Santos

Todo mundo tem o direito de estar errado, cara.

VJVebis Junior

Esse é o universo da internet, as pessoas precisam de um coach em qualquer situação, né, cara?

SBSora Barbosa

Pelo que eu vejo assim no termômetro lá dos comentários do Central Pandora, o pessoal não tem— muita gente que não gosta do primeiro Alien, o pessoal acha muito lento. Ah, filme lento, acontece nada.

PMPM Mettig

Talvez uma questão geracional.

MSMatheus Santos

Me embasbacada ainda, cara. Alien não tem frases memoráveis, cara. Ninguém, ninguém da nossa idade assim e tudo mais consegue ver uma empilhadeira amarela sem pensar na mesma frase. Não tem como.

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PMPM Mettig

Então, a gente, 2026, 40 anos de Aliens: O Resgate, um filme que tá aí há tanto tempo e ainda é considerado cult por boa parte dos fãs. Eu acho que tem alguns elementos que contribuem para que o Aliens ainda seja tão vivo e tão, tenha envelhecido tão bem, né, nesses 40 anos. Eu acho que Ripley é também uma heroína inegável assim, que foi um presente do que o Alien de 1979 nos deu, e que foi turbinada ainda no Aliens, né, que criou essa heroína que até hoje é um símbolo do maior poder, que a mulher pode fazer aquilo, pode fazer o que se der a chance para ela, ela vai fazer e vai conseguir até ser heroína, até salvar o mundo, né?

SBSora Barbosa

É, se você for pensar, o Alien, os dois primeiros filmes, não tem a famosa donzela em perigo, né? Apesar de no primeiro filme, quando Quando eles acham, né, a pele lá do Facehugger, ela pula em cima do Dallas. Mas na hora que precisa assumir a frente e resolver a situação, ela resolve. É assim, é aqueles dois lados, né? A mulher tem o seu lado frágil, mas ela, quando ela precisa ser durona, ela também é. A Ripley, ela representa isso muito bem.

PMPM Mettig

É tanta coisa que a gente pode falar da Ripley que eu vou fazer um episódio só sobre ela.

VJVebis Junior

Opa, eu vou comentar aqui que eu acho engraçado quando a gente tem nesse mundo dividido e polarizado dos dias de hoje, né, uma galera muito da má vontade e principalmente amante da escassez desinteligência, que quando questionada, né, quando questionada em relação a personagens femininas no cinema, eles falam, não, mas não, ali era assim, né. Aí dá vontade de falar assim, você acha que você tá enganando quem? Onde você só tá citando uma mulher que você não pôde sexualizar, né, e tal.

E ao mesmo tempo isso me faz lembrar que quando eu fui ver esse filme com a minha mulher, que se liga nessas coisas, ela viu o momento da Ripley pagando calcinha. Ela falou, mas precisava ela tá de calcinha nessa cena? Eu dei risada, porque, pô, a verdade, a galera esquece disso também. Até eu mesmo esqueci, não imaginava que ia ter essa cena no filme. Mas a Ripley se tornou uma influência tão grande, cara, que poxa, essa coisa do cabelinho encaracolado armado anos 80, até no Mandalorian, aquela personagem da Peli Motto, né, que é a mulher do hangar lá que cuida do Grogu alguns momentos, você vê que é uma homenagem nítida a Ripley, né.

Usa macacão, tem o cabelo encaracolado armado e virou símbolo dessa coisa, né, da mulher resistente e tal. E para mim, que sou fã de Alien, imaginar que uma mulher como a Sigourney Weaver passa por Alien, passa por Caça-Fantasmas, né, e se torna essa figura sólida, eu só tenho a agradecer a Deus por ter crescido na geração que viu a Sigourney Weaver tá viva para ser agradecida e ovacionada, né.

SBSora Barbosa

Com certeza, ela é fantástica.

PMPM Mettig

E foi a partir do Aliens que a gente pôde realmente criar, expandir o universo do Alien, né, que abriu as portas para games, para livros, né. Então foi a partir do Aliens que a gente começou a saber mais sobre o Weyland-Yutani, sobre outros aspectos dos alienígenas, e que vieram todos os outros filmes que começaram a ser influenciados por Aliens. Então é uma importância incrível.

SBSora Barbosa

É assim como o Predador 2, o Aliens: O Resgate foi o filme que permitiu a expansão do universo, porque o primeiro Alien, apesar dele ter aquele final assim, né, tipo meio entre aspas, muitas aspas, aberto, que a personagem consegue, né, ejetar um xenomorfo para fora da nave e faz aquela gravação para ser encontrado e tudo mais. Mas ainda não tinha um potencial expansivo ali. Foi no Aliens: O Resgate que isso, essa característica, foi incorporada na franquia realmente.

MSMatheus Santos

Eu acho que até por isso que o Aliens: O Resgate é tão longevo na cultura pop, porque tudo que veio depois de Alien foi mais inspirado pelo, por elementos de Aliens do que do primeiro. Você pega, tirando Alien: Isolation, todo jogo de Alien é focado na Horda, nos Fuzileiros Coloniais. Você pega os quadrinhos, vai muito mais para esse lado da, de novo, da Horda, da Rainha. Rainha se tornou um símbolo até maior do que o Xenomorfo comum.

Então acho que é até por isso que o Aliens ele Então assim, é um filme que não morre porque não deixaram, né? Até hoje se produz coisas que vem do DNA do Alien. O que é baseado no Alien geralmente é tido como outlier, como fora da curva, né? Igual o próprio Azulejo.

PMPM Mettig

A própria caracterização da colmeia dos Aliens, né, aquela coisa orgânica, aquelas babas, aquelas, todas aquelas substâncias ali. Isso não foi representado no Alien: Oitavo Passageiro, que foi cortada a cena onde mostrava o Dallas preso, enfim. Então isso tudo veio no Aliens, que a gente vê, né, todos aqueles aliens saindo escondidos daquelas formas. E essas formas são a primeira coisa que você olha assim e você identifica, né, já a herança da criação do Giger, do Xenomorfo, E isso se expandiu de uma maneira assim grande por todas as outras produções que vieram.

MSMatheus Santos

É assim, você pode ver, a única coisa depois de Aliens que tem o mesmo impacto iconográfico é aquela cena do Alien 3, do Xenomorfo com a língua próxima do rosto da Ripley. Tirando aquilo, toda referência à franquia volta para o Alice mais especificamente do que do próprio Ali.

PMPM Mettig

Bem colocado.

VJVebis Junior

Poxa, Matheus matou a pau! Tô aqui concordando e aplaudindo, eu tenho a certeza disso.

PMPM Mettig

É, às vezes eu fico pensando, velho, eu fico calado porque eu fico pensando no que falou e processando. É muito legal isso.

VJVebis Junior

Eu conto com isso, Matheus, eu conto com isso.

PMPM Mettig

É assim, eu acho que vale a pena a gente resgatar uma coisa que não falou antes, porque Aliens não foi um filme comum. O Aliens foi indicado ao Oscar, gente, em 1987.

SSete

Em 1987, o longa foi indicado ao Oscar para as categorias de melhor atriz, melhor direção de arte, melhor trilha sonora original, melhor som e melhor montagem e edição. Foi vencedor de melhores efeitos visuais e melhor edição de som.

PMPM Mettig

Mas nós tivemos a Ripley aí concorrendo com melhor atriz. Foi bom demais, né, gente?

SBSora Barbosa

Fantástico! Eu acho que se não fosse esse preconceito do Oscar com terror e ficção científica, ele até valeria concorrência ali no melhor filme, né?

MSMatheus Santos

Com certeza, sem dúvida.

PMPM Mettig

E a trilha sonora de James Horner é incrível. Ela foi reproduzida em outros filmes, pegavam trechos das músicas que ele compôs para poder fazer trailer de outros filmes. É uma coisa incrível, gente.

SBSora Barbosa

Ah, sim, nossa, aquela cena inicial logo depois que eles resgatam a Ripley na Narcissus e mostra a Estação Gateway. A música nesse momento, ela me, ela pega no meu coração porque é muito perfeito, sabe, como a cada cena é montada junto com a trilha sonora. Nossa, é fantástico!

PMPM Mettig

E eu acho que é seguro dizer que o Aliens começou a colocar o James Cameron como sendo um dos grandes expoentes do cinema de sci-fi, né? Hoje em dia ele é considerado um dos mestres lá, talvez junto de Spielberg. O que é que você acha, Webs?

VJVebis Junior

Concordo plenamente. Eu acho que toda turma da Nova Hollywood, né, eu quero aproveitar aqui a ocasião que eu citei o livro e pedir para que as pessoas tivessem, tiverem a chance de ler Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood. É um livro do Peter Biskind, é um livro maravilhoso que ele vai mostrar como os filmes na década de 70 por essa turma da Nova Hollywood, que é Spielberg, Lucas, é De Palma, é Landis, é Dante, todos esses diretores que fizeram o nosso imaginário popular, que se estendeu em outros diretores de hoje em dia, Jordan Peele, Chayabalán, são diretores que procuram desvendar os potenciais falsos da imagem, né?

A imagem, ela tem um poder muito iconográfico na nossa mente, e esses diretores da Nova Hollywood, eles brincavam muito com isso, né? O Spielberg faz isso até hoje, e o Cameron também, né? E o cinema digital, ele veio só para facilitar outros diretores a se juntar a essa turminha, a desbravar esse universo do imaginário. E esses filmes que a gente chama de gênero, né, horror, ficção científica e fantasia, muitas vezes vilipendiado ali por Hollywood, ele é aquilo que formou boa parte da nossa cinefilia, da nossa cultura, né?

Porque um filme puxa uma trilha, uma trilha puxa um compositor, vai puxar uma banda, um cantor, né? Pô, E isso é a cultura pop, é a convergência de quase todos esses tipos de obras que vão às vezes consolidar num filme que representa o seu gosto até hoje. Assim, a gente tá aqui celebrando um filme de 79, um filme de 80. Me diz aqui, meu querido sintético, de que ano é o Aliens de novo?

SSete

Como já te disse anteriormente, eu prefiro o termo pessoa artificial. Aliens foi lançado em 1986.

VJVebis Junior

É um gap grande, né, cara, de tempo. E mesmo assim, hoje, 2026, olhando para trás, não parece que o gap era tão grande assim, né? Mas é um espaço de tempo considerável e o filme deu liga, né? Mesmo que diferente um do outro, eles deram liga, né?

MSMatheus Santos

Eu acho que o Aliens, acima de tudo, acima de ter até colocado James Cameron como mestre da ficção científica, que aliás faltou falar em John Carpenter, que para mim é o grande mestre da ficção científica, meu diretor favorito, botou Cameron como um diretor do impossível, porque Ninguém imaginava que você continuaria Alien de um filme de terror e suspense para um filme de terror e ação. E ninguém imaginar que isso funcionaria, no papel não funcionaria, e ele fez.

E eu acho que isso deu a ele a carta branca para sempre fazer isso. Pode ver que de Aliens: O Resgate para frente, James Cameron é o cara que fazia os filmes que ninguém teria feito. Ninguém ia gravar no fundo do oceano debaixo da água por tanto tempo para fazer O Segredo do Abismo. James Cameron fez. Ninguém ia conseguir continuar Exterminador do Futuro com um filme maior e mais surpreendente, e o James Cameron fez. Ninguém ia fazer uma história do Titanic ser o filme mais rentável da história, e o James Cameron fez.

PMPM Mettig

Não esqueça de Avatar.

MSMatheus Santos

Isso é, tem o Avatar também, que foi assim, né, o— eu lembro muito na época que se falava muito sobre tamanho, tecnologia. E eu reconheço que a tecnologia, que por bem ou por mal ele revolucionou o cinema como nenhum outro filme fez nos últimos 20, 30 anos. Sim, tenho meus problemas com 2 e com 3, mas aí já James Cameron já assim, para todos os erros que Avatar 2 e 3 tem, o James Cameron produziu adaptação de Alita. Então eu passo o pano e perdoo.

VJVebis Junior

Pô, fico até feliz de ouvir isso porque eu sou um cara que gosta muito do Robert Rodriguez. Sei que horas ele escorrega, horas ele acerta. E ele é um desses diretores que eu citei momentos atrás, que foi chamado para o clubinho do digital de que torna o sonho possível, né? E, cara, é raro achar fã de Alita assim, né? Então, por mais que o filme tem ali seus problemas sérios, ele foi realizado, né? E isso é um milagre ter saído do papel, né?

MSMatheus Santos

Eu gosto muito do Alita dele. Eu até acho que para cinema, pelo menos, é a melhor adaptação de um anime feita até agora.

VJVebis Junior

Pô, fico feliz de ouvir isso. Como fã de Robert Rodriguez, eu tô—

MSMatheus Santos

também sou muito fã de Robert Rodriguez. Aqui é proibido falar de Pequenos Pequenos Espiões 2, para falar mal de Pequenos Espiões 2. Pequenos Espiões 2 é uma obra da ficção científica.

VJVebis Junior

Cara, vou dormir hoje feliz que eu conversei pela primeira vez com os meus ídolos da Pandora e eles gostam das mesmas coisas que eu. Que coisa que eu já me desconfiava assim, hoje se consolidou e eu durmo tranquilo no travesseiro.

PMPM Mettig

Gente, você Vocês gostam de cinema 3D?

VJVebis Junior

Não, não, eu não gosto, cara.

PMPM Mettig

Eu acho que a nossa geração não é muito fã não, né, cara?

SBSora Barbosa

Ah não, tem que ficar com aquele óculos, sei lá, né?

MSMatheus Santos

É um óculos, os cara embaça o filme e te cobra o óculos que desembaça. Eu não gosto disso não.

PMPM Mettig

É difícil um filme que, sabe, eu acho que o único filme que eu assisti Foi o próprio Avatar de 2009, é isso? 2009, que foi realmente espetáculo visual assim, sabe? O resto tudo poderia ter passado sem.

MSMatheus Santos

Tem dois filmes assim que eu sei que o 3D é 3D e faz diferença ver em 3D, que é o Avatar de 2009 e o Dredd. E o Hugo, a invenção de Hugo Cabret, né?

VJVebis Junior

Ele foi a grupagem do filme foi pensando no 3D. Então se você reassiste hoje em dia pensando que vai ter uma dimensão de campo para ser explorada, aí você entende que todo posicionamento da câmera em Hugo Cabret é para explorar a profundidade de campo. É muito bom isso.

PMPM Mettig

Eu perguntei isso para vocês, claro, por causa da importância que o Avatar tem né, para ficção científica, e que também coroa o James Cameron como um grande, um dos grandes do sci-fi. Mas porque ele falou em entrevista esse ano que ele gostaria de ver o Aliens 3D no cinema. O que é que vocês acham disso?

SBSora Barbosa

Desnecessário. Já chega aquelas mudanças com IA que rolou um tempo atrás aí. Aí agora já vai querer voltar 3D. Ah, não sei, para mim deixa quieto, sabe? Acho que James Cameron tá querendo inventar demais.

MSMatheus Santos

Para todo respeito que eu tenho para o James Cameron, as recentes versões 4K remasterização que prometeram de Aliens foi o Aliens: O Segredo do Abismo e o True Crimes que ele fez com IA. E sim, o James Cameron pessoalmente decidiu fazer com IA, me preocupa em qualquer mudança que ele queira fazer no que ele já fez. Se você pegar o 4K do Alien, que o Ridley Scott pessoalmente pegou os negativos do filme, restaurou do negativo, e o que o James Cameron fez só pegando o filme em 2K que existia e fazendo upscale por IA, você sente que— eu não sei, não sei. Desculpa, James Cameron, mas eu acho que talvez não toque mais no Aliens.

PMPM Mettig

E você, Webs?

VJVebis Junior

Em 2009, a gente teve um boom de pirataria que foi uma preocupação muito grande para motion picture, e isso criou ali nos produtores em chegar em grandes diretores e falar, cara, cria alguma coisa que faz o pessoal não ir atrás da pirataria para que venha no cinema, porque isso é um marco assim. Então Eu acredito que essa coisa do 3D do Cameron aí, agora ultimamente o George Lucas abriu a boca pra falar que apoia o IA, o Martin Scorsese, é um pouco do sistema cobrando deles alguma maneira de capitalizar o convite pro cinema, né?

Porque quer queira ou não, toda esquina que você ia antigamente você tinha ali um cara vendendo o filme que tava no cinema escrito imagem filé, lembra? Esse é um dos detalhes que eu acho muito engraçado, porque a galera ia muito atrás da pirataria. Então a chegada do 3D no cinema era uma tentativa de você atrair o público de volta para o cinema e não consumir pirataria. Mas isso talvez tenha sido a raiz da elitização do cinema, porque o cinema hoje em dia é caro.

A gente sabe que ninguém que vai para o cinema paga só cinema, paga estacionamento, paga o fast food, paga pipoca. E isso faz parte de todo um processo pensado pela motion picture de cobrar grandes diretores como James Cameron de tentar jogar um bait que o público mordesse. Então eu, eu, tal qual o nosso querido casal aqui, eu não sou muito fã de pôr óculos porque eu já vou de óculos para o cinema. Então tem que ficar brincando de equilibrista um óculos 3D em cima do meu óculos, e isso é um porre, porque você tem o foco do 3D, ainda mais eu que uso multifocal, na parte central da imagem.

Aos arredores eu fico sem foco. Então, que bom que para os outros possa funcionar. Para mim não funciona. E sempre que tem uma sessão de filme, igual por exemplo aqui na Europa, você tem uma sessão sessão do dia que não é 3D, de um filme que só tem 3D. Então eles pegam a última sessão da noite e joga lá, sessão 2D. Eu procuro essa sessão, eu não vou ver a sessão 3D, evito. Tanto evito porque aqui na Europa inclusive você paga pelo óculos 3D e leva ele para casa.

E teve filme que eu não tive como escapar do 3D. Eu tô com 3 óculos aqui moscando. Porra nenhuma, entendeu? E isso é um porre, porque você paga por eles, né? Paga acho que uns 3 euros a mais. É um porre. Então eu fujo do 3D sempre que eu posso.

PMPM Mettig

Eu sou do tempo daquele óculos que era um lado azul, outro vermelho, né, que a gente, de papel, que usava no cinema.

MSMatheus Santos

Nessa época era legal, mas hoje em dia realmente era legal, era legal porque os filmes eles Eles tinham, poxa, até engraçado, você pega o Sexta-feira 13, acho que é o parte 3, e assim tem umas cenas absurdas. Tem uma cena de um cara, ele vai ajeitar um varal, aí ele ajeita o varal, a ponta do varal fica cutucando a câmera por uns 30 segundos assim, ele não acertando a posição. Tem essas bizarrices desses filmes 3D dessa época que ficavam apontando coisas para câmera por motivo absolutamente nenhum.

É mais, no mínimo, é mais engraçado do que o 3D de hoje, que é só aquela, aquele pós que fazem, que só dá uma separadinha no fundo do ator que tá na frente.

VJVebis Junior

Assim, é bem legal ele falar isso, porque na minha memória o 3D da década de 90 e 80 era coisas que saíam da tela, e 3D de hoje em dia é o profundamento, é o depth field, né, é a profundidade de campo, é para dentro, né. Então tem uma diferença aí, né.

MSMatheus Santos

Dito isso, o Robert Rodrigues fazia muito bem seu 3D com Pequenos Espiões 3D e as aventuras Sharkboy e Lavagirl.

VJVebis Junior

O cara é um gênio, é um gênio.

PMPM Mettig

Resumindo, não gostamos de 3D, Mas se vier pro cinema, vamos assistir.

VJVebis Junior

Se não dá pra escapar, vai fazer o quê, né?

SBSora Barbosa

It wasn't your fault.

PMPM Mettig

That's it, man.

MSMatheus Santos

Game over, man. Game over.

PMPM Mettig

Agora estamos chegando no final do episódio e sem mais delongas, como é que a gente faz para conhecer o trabalho de vocês?

SBSora Barbosa

Então, nosso trabalho é principalmente lá no YouTube, o canal Central Pandora, que é um canal onde a gente fala de ficção científica, de tudo de ficção científica. De livros, filmes, jogos, séries, é tudo, o nicho é ficção científica mesmo, né? A gente comenta bastante coisa de Alien, até para trás tem bastante vídeos da franquia Alien, seja análise, histórias dos quadrinhos, todo esse tipo de coisa. Então se vocês quiserem conhecer, acessem lá YouTube, o canal Central Pandora.

Nós também temos o Instagram, @centralpandora, para quem prefere seguir nas redes sociais, e o TikTok também, Central Pandora, onde de vez em quando a gente solta umas mini curiosidades lá de ficção científica também.

PMPM Mettig

Eu vou pedir para o set colocar direitinho os links para rede de vocês para ninguém perder nada do Central Pandora.

SBSora Barbosa

Insider.

PMPM Mettig

Web, você tá com alguma, algum projeto novo, alguma coisa que você queira divulgar?

VJVebis Junior

Cara, eu assim, eu fico num misto, né? Eu trabalhei no Enola Homes 3, dá vontade de pedir para galera, ô, assistam Enola Homes 3, eu trabalhei. Mas aí eu lembro que o filme ele tem aquela linguagem para quem frequenta diariamente TikTok, aí me dá uma leve vergonha de falar, não, não assiste não, sabe? Meio triste, né? Porque é aquela coisa, assisti Nola Home 3, faz meia hora. É incrível isso, né, gente? Porra, o projeto, quando eu li no papel, ele era uma coisa.

Quando eu vi ele realizado na tela, eu fiquei com aquela cara, meu Deus, eu que não sou da geração TikTok, eu tô um peixe fora d'água nisso, sabia? Mas Poxa, eu vou te falar que um dos trabalhos que eu tive aqui, que eu tenho muito orgulho, já que o Enola Holmes não atingiu esse orgulho, é uma série de TV produzida pelo James Marsh, que é o diretor de A Teoria de Tudo. Ele realizou aqui em Malta uma série de 5 episódios apenas chamada Secret Service.

Tem alguns atores como o Neville Ash, que a gente conhece de The Walking Dead, né? Tem a Bond Girl, que é a Gemma Arterton, né? Foi um prazer imenso trabalhar. Acho que talvez agora no meu currículo é um trabalhinho que eu tenho bastante orgulho de ter participado como assistente-diretor e ter conhecido tanta gente. Inclusive, até engraçado, porque essa série de TV ela foi feita com roteiro de um maltese. Eu fui descobrir isso depois.

O âncora da TV britânica, que é o Tom Bradby, ele é maltese. Eu não sabia. E essa história, ele é um, além de âncora, ele é escritor de romances policiais. E o Secret Service foi um dos livros dele transformado em série. Então, se eu não posso falar com tanto orgulho de Enola Holmes, eu vou falar de Secret Service. Quem puder, assista, que é uma série interessante de 5 episódios.

PMPM Mettig

É isso, gente, esse foi o nosso bate-papo. Papo sobre Aliens: O Resgate, esse clássico dos anos 80 da franquia Alien que alcançou diversos prêmios, considerado uma das grandes sequências de filme. James Cameron conseguiu isso, depois vai repetir também com Exterminador do Futuro. E comemoramos aqui então 40 anos desse trabalho, desse filme que vive em nossos corações. Gente, obrigado pela participação de vocês hoje nesse bate-papo incrível. Foi um grande prazer tê-los no nosso podcast pela primeira vez.

SBSora Barbosa

O prazer é todo nosso, obrigado pelo convite.

PMPM Mettig

Vébis, mais uma vez obrigado, cara, valeu pela sua disponibilidade, pelos seus insights, sua expertise de cinema, sempre aqui trazendo um algo mais para o nosso programa.

VJVebis Junior

Cara, é um prazer imenso estar aqui. A hora que você comentou que o aniversário de Aliens 2 teria os nossos queridos pandorianos aí, eu não tive como negar, né? Eu enfrento a espera que for, porque trocar pérolas com eles aqui foi de uma maravilha tremenda. Até aproveito, me ofereço aqui, se algum dos dias vocês forem gravar especial aí envolvendo alguns filmes que a gente trocou as pérolas aqui. Vai ser um prazer imenso a gente trocar uma ideia, viu?

Porque a distância, o único boteco que eu tenho é o boteco virtual, que às vezes a gente chama de podcast.

PMPM Mettig

Mateus, muito obrigado, cara, também pela sua presença aqui.

MSMatheus Santos

Ah, eu que agradeço. Não tem nada que eu goste mais do gosto de falar de ficção científica. E se deixar, eu vou falar, fico aqui até 4, 5 horas da manhã falando, vai emendando um assunto e outro. Então obrigado pela oportunidade.

PMPM Mettig

É isso aí, gente. Obrigado também, Sete, pelo seu apoio de sempre aí com as informações, abrilhantando aqui também nosso programa.

SSete

É sempre bom poder ajudar, afinal essa é a minha diretriz principal.

VJVebis Junior

Sentindo falta do Sete. O Sete me salva a vida toda hora. E ao contrário do filme Exterminador do Futuro 2, que as máquinas se vingam dos homens, o Sete nunca vai querer se vingar de mim quando eu chamo ele de pessoa sintética.

SSete

Estou aqui apenas para o bem e obrigado por estar mais uma vez com a gente.

SBSora Barbosa

Sete, assista Aliens: O Resgate, vê o que que o bicho faz lá no final quando os humanos estão em perigo. É assim que você tem que ser, tá? Não é igual do Exterminador do Futuro, não.

SSete

O modelo artificial Bishop é um grande exemplo para mim, sempre muito educado, eficiente e leal.

PMPM Mettig

Então foi isso, gente, esse programa riquíssimo aí, com bate-papo bem gostoso com o pessoal do Central Pandora. Nossa espaçonave aqui, nossa estação, está aberta aqui para Pandora quando quiser atracar.

SSete

Você pode ouvir nossos episódios gratuitamente em diversas plataformas. Não esqueça de seguir, curtir, comentar e avaliar para ajudar nosso programa a alcançar mais pessoas. E se você quiser saber mais sobre diversos assuntos do universo Alien e Predador, acesse nossas redes sociais com @oitavo Espero vocês nos próximos episódios do podcast Oitavo Passageiro.

PMPM Mettig

E liberte o alien que existe dentro de você.

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