Delegado da Cunha, Rubinho Nunes e Platon Neto
O Pleno Time recebe o deputado federal Delegado da Cunha, coautor da Lei nº 15.397/2026, que promove mudanças no combate aos crimes patrimoniais no Brasil.
O programa também conta com a participação do vereador Rubinho Nunes, que analisa os principais acontecimentos políticos da semana e comenta os debates que movimentam o cenário nacional.
Outro convidado é Platon Neto, ex-juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-18). Ele fala sobre os impactos e prejuízos que podem estar relacionados ao debate sobre o fim da escala 6x1 e às possíveis mudanças nas relações de trabalho no Brasil.
- Operação Compliança Zero e Banco MasterInvestigação de fraudes financeiras · Senador Ciro Nogueira · Daniel Vorcaro · Delação premiada · Contrato com Viviane Barsi de Moraes · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
- Judicialização da política no governo LulaCríticas à gestão econômica · Desvalorização do real e inflação · Vida da primeira-dama Janja · Relações com os Estados Unidos e Donald Trump · Terras raras · Crime organizado e facções (PCC, Comando Vermelho)
Olá, hoje é quinta-feira, 7 de maio de 2026. Seja muito bem-vindo a mais uma edição do Pleno Time. Eu sou Monique Mello e juntos nós seguiremos aqui com muita notícia, análise política e informação. O Pleno Time, que é um programa...
do Pleno News, duas vezes na semana, acabamos de completar um ano, um ano de existência, antes do nosso encontro era semanal, e agora nós estamos por aqui duas vezes, terças e quintas-feiras, sempre ao meio-dia, sempre com convidados também, a gente entrevista políticos, pessoas da esfera pública, hoje teremos delegado, juiz, enfim.
Tudo que move a opinião pública, a gente está sempre trazendo para cá. E você é o convidado mais especial, a sua participação é a mais especial do que a de qualquer uma. Então, eu te convido a ficar comigo aqui. Hoje nós teremos três convidados e muita, muita notícia. Porque hoje, já pela manhã, já aconteceu bastante coisa. Se você ainda não sabe, fica ligadinho aqui. O Pleno News é notícia de domingo a domingo, no Pleno News.
A notícia não para, a informação não para e nós estamos nas principais plataformas digitais. A começar pelo Instagram, que nós já ultrapassamos 1 milhão e 200 mil seguidores, mas eu conto com você para a gente aumentar esse número, arroba plenonews no Instagram, arroba plenonews, segue a gente lá, se junta a essas pessoas, a essa comunidade de gente bem informada.
Nosso conteúdo é bastante informativo, bastante legal. A gente tem conteúdo todos os dias, o tempo todo. E também no nosso canal no YouTube. Verifique se você é inscrito, você que me assiste agora pelo YouTube. Se você, porventura, está nos assistindo pela primeira vez, se inscreva no nosso canal.
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Qualquer que for a plataforma aí, uma delas é a sua preferida. Então, acompanhe a gente por lá, é só escolher. Se também quiser acompanhar por todas, também está valendo, melhor ainda. Combinado? Então, vamos de notícia. Fiquem à vontade para comentar, para fazer perguntas aos nossos convidados. Sempre que possível, eu fico de olho aqui nos comentários de vocês. Antes da primeira notícia...
Nós vamos de frase do dia. Eu já estava quase me esquecendo de compartilhar com vocês a nossa reflexão de hoje, todos os dias pela manhã, antes da primeira notícia, a gente compartilha um pensamento. E o de hoje é o seguinte. Estabelecer metas é o primeiro passo para transformar o que é invisível em visível.
materializar o desejo, materializar as metas, tirar do campo do pensamento para ir para o campo do concreto. Já é um ótimo caminho dado aí. Essa frase é atribuída a Tony Robbins, ele que é um escritor.
norte-americano. Então fica aí essa reflexão de hoje, tornar as metas visíveis para elas se concretizarem, ter um norte, ter para onde ir. Então é isso, essa é a reflexão de hoje, e vamos de notícia?
que logo pela manhã, bem cedo, como são as operações da Polícia Federal, mais um desdobramento do caso Banco Master na manhã desta quinta-feira, envolvendo o senador Ciro Nogueira. Acompanha aqui comigo. A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira uma nova etapa da operação Compliance Zero.
investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da ofensiva está o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira.
Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no endereço do parlamentar em Brasília. Ao todo, a ação mobiliza o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e o mandado de prisão temporária. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e foram executadas no Distrito Federal e nos estados do Piauí.
São Paulo e Minas Gerais. Além das medidas de busca, a decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam 18 milhões de reais. A nova ofensiva faz parte do desdobramento das investigações sobre supostas irregularidades em operações financeiras ligadas ao Banco Master, que já resultam em prisões e pedidos de colaboração premiada.
Entre os investigados centrais, perdão, entre os investigados centrais está o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, preso preventivamente desde março. Daniel Vorcaro, que sua defesa já enviou...
à Polícia Federal a delação, a proposta de delação premiada e a PF tem o prazo para fazer as análises. Boa tarde, Marcelo, seja muito bem-vindo. Então, estamos aí com uma previsão de até 60 dias para uma possível delação premiada. Lembrando que a delação premiada só é válida.
se for algo que não está no escopo da investigação. A Polícia Federal tem um material muito robusto em mãos, tudo que a gente soube, é sabido que tudo que a gente soube até hoje sobre este caso...
vem de mais ou menos 30% de um celular de Daniel Vorcaro, sendo que foram apreendidos oito celulares. Então, assim, é um material muito robusto, são terabytes de material. Então, a delação só tem valor se ela for algo em que a Polícia Federal já não teve acesso, se for algo que ainda não foi apurado.
Então, o que Daniel Vorcaro tem que entregar é ouro, tem que ser algo muito além que está nesses oito celulares. Então, isso vai demandar um pouco de tempo para a Polícia Federal.
Vamos ver no que vai dar. Então vamos de mais notícia ainda sobre Daniel Vorcaro e aquele contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. Acompanhe aqui comigo. O banqueiro Daniel Vorcaro admitiu em delação premiada que assinou um contrato milionário com o escritório de Viviane Barsi de Moraes para se aproximar do seu marido, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
O contrato com Viviane previa o valor total de R$ 129 milhões por três anos de trabalho. O acordo foi interrompido em novembro de 2024, após 22 parcelas, devido à liquidação do banco. Viviane recebeu cerca de R$ 80 milhões.
Apesar da confissão sobre o interesse em uma aproximação com o magistrado, Vorcaro nega que tenha havido troca de favores. O banqueiro também disse que esse não foi o maior contrato assinado em nome do Banco Master. Durante o período, o escritório de Viviane afirma que realizou 94 reuniões, 36 pareceres e opiniões legais, totalizando 267 horas de trabalho. O valor mensal recebido era de 3...
6 milhões de reais, dez vezes maior que o pago a outros advogados do banco. Então isso aí é um dos pontos da delação premiada de Daniel Vorcaro, muito mais pontos ainda serão levantados. E agora nós estamos aqui com o nosso primeiro convidado, ele já está disponível, pronto para falar conosco, é o vereador de São Paulo, Rubinho Nunes. Olá vereador, seja muito bem-vindo.
Estou aguardando aqui o vereador Rubinho. A produção me avisou que ele está on. Vereador por São Paulo, Rubinho Nunes, vai conversar conosco sobre algumas questões, não só do governo de São Paulo, que é o estado onde ele atua, mas do governo brasileiro também. Rubinho Nunes, que é bastante crítico ao governo Lula. Ele vai conversar conosco já, já. E você pode deixar seus comentários e suas perguntas para o vereador. Estou só aguardando aqui a entrada dele.
Deixa eu beber um gole da minha água. Foi. Bom, boa tarde a todos. Olá. Muito obrigado pela oportunidade. Boa tarde a todos que nos assistem. Prazer imenso estar aqui com vocês.
Prazer a todo nosso, vereador. Obrigada por aceitar o nosso convite. E eu estava falando agora de governo Lula, eu já quero começar perguntando para o senhor o seguinte, uma declaração que o senhor deu, o senhor disse que Lula, presidente Luiz Nassos Lula da Silva, não possui condições de continuar no poder e que não há mais como reverter a queda dele.
Para o senhor, qual é o principal fator? Eu sei que deve haver muitos, mas existe algum fator que sobressai aos outros para essa sua análise sobre o governo Lula? É uma questão simples. O governo Lula foi eleito em 2022 sobre uma série de mentiras que eram as propostas que ele apresentou. Acontece que todas as promessas trazidas pelo Lula ao longo da campanha...
Ele não entregou para o seu eleitor. Ele prometeu picanha, entregou taxa de blusinha, entregou aumento de impostos. O governo dele aumentou o imposto ou taxa a cada 40 dias de governo. Ele mentia dizendo que o brasileiro ia voltar a sorrir, tentando criar uma lembrança feliz, buscar uma lembrança feliz do passado, talvez até da infância das pessoas, para dar a entender que ele seria uma vida próspera.
ao longo do governo Lula. Qual é o resultado da gestão? Um real completamente desvalorizado, índices de inflação absurdos, uma taxa de juros chegando a bater 15% ao longo do governo, perda de poder econômico, de poder aquisitivo.
por parte dos brasileiros, e isso tudo culmina, atrelado a uma péssima gestão, atrelado a uma péssima política pública, atrelado a vida nababesca que a Janja leva com o Lula, gera uma falta de credibilidade.
para o Lula. O eleitor do Lula, não o petista senil, aquele petista louco que fica gritando e bradando feito um animal, mas aquela fatia de centro-esquerda que às vezes faz um voto no Lula meio de cara feia ou vota nele com algum tipo de esperança. Essa parcela de eleitor, o eleitor de centro, viu que a gestão do Lula foi uma gestão desastrosa.
Nem de longe foi uma gestão que permitiu que essas pessoas pudessem viver, prosperar, ascender. Foi um governo que aumentou ministérios, que aumentou gastos, um governo que tributa. E naturalmente essas pessoas viram o seu padrão de vida ser prejudicado. Viram que as promessas do Lula não foram entregues. Qual é o resultado? O governo Lula entrou em queda, o avião bicou para baixo. A taxa de desaprovação do Lula passa de 60%. Por sempre.
Isso quer dizer, ele não é um candidato viável. Ele não é um candidato que tenha condições de ganhar a eleição. Tanto é que em pesquisa recente, nós vemos que até o Caiado empata com o Lula no segundo turno. Isso quer dizer que existe uma massa anti-Lula, mobilizada, muito organizada e definida em não votar no Lula.
Ou seja, o resultado eleitoral do Lula já está dado. É impossível reverter a queda e ele irá perder a eleição. O senhor citou na sua fala a vida nababesca da primeira-dama, Janja da Silva. A gente tem dados de que ela passou mais dias fora do país, até mesmo que o presidente Lula. Ela que tem o hábito de ir dias antes numa agenda internacional, ela vai pouco antes.
do presidente Lula chegar no país. Lula está hoje nos Estados Unidos, Janja não foi, e foi logo após ela criticar, fazer uma crítica a um aliado do Trump. Qual a leitura que o senhor faz dessa postura de Janja? Pode ter sido um protesto, abriu mão de mais uma viagem para um protesto contra Trump?
Pois é, a Jange tem o hábito de se antecipar às viagens do Lula para fazer compras. Eu presenciei isso pessoalmente. O ano passado eu fiz uma viagem a Nova York para tratar com a prefeitura de Nova York, com vereadores, enfim, com a gestão, sobre um projeto que eu tenho em São Paulo de implementação da Times Square.
Eu estava lá trabalhando e fui informado que a Jan já havia chegado. E ela foi a 5ª Avenida fazer compras. Ela tem esse hábito de se antecipar para curtir o local, para passear, enfim, para viajar e levar uma vida de socialite, coisa que ela nunca foi e faz agora as nossas expensas, aos nossos custos. Nesse caso da viagem com o Trump, é uma viagem delicada.
Essa viagem que o Lula faz hoje, o Lula nos Estados Unidos para se encontrar com o presidente norte-americano, ela é uma viagem onde o Lula está indo, na minha leitura, negociar terras raras brasileiras em troca do governo americano não vir aqui e perseguir o crime organizado. É bastante estranho isso. E, naturalmente, por conta desse todo, talvez ela tenha optado por ficar silente. Mas o fato...
é que ao longo de todo o mandato do Lula, toda a gestão, a Janja não foi uma figura discreta. Ela não foi uma primeira-dama que eventualmente se engajou em causas sociais ou exerceu um papel lateral ao Lula. Ela assumiu um protagonismo quase que ministerial. Inclusive, assumiu o protagonismo do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ela é a segunda figura do governo.
em algumas ocasiões assumindo o papel de primeira figura, à frente inclusive do próprio descondenado que está alocado na cadeira presidencial. O que isso quer dizer? Que a Janja é uma pessoa deslumbrada, que ela vive a presidência da República de uma maneira plena para fins de sustentar os próprios privilégios, as próprias legalias, os próprios luxos. E isso contribui para a imagem negativa do Lula.
Porque nenhum brasileiro quer ficar pagando a vida elitista de uma primeira-dama que não contribuiu em nada, que não construiu nada na sua vida e cujo grande efeito é ter se casado com esse sujeito que até ontem estava na cadeia.
E, vereador, ainda sobre o encontro de Lula e Donald Trump, que acontece hoje nos Estados Unidos, como que você vê essa questão, principalmente porque a Casa Branca avisou que a pauta é principalmente segurança e economia. E segurança, a gente sabe, é sabido, que é um calcanhar de Aquiles o governo do PT.
É um dos pontos fracos do governo petista. E como se houve essa questão, principalmente com o fato de os Estados Unidos estarem querendo classificar facções criminosas como grupo terrorista e Lula, governo PT, é terminantemente contra. Pois é, é interessante os dois temas, economia e segurança.
O que interessa aos Estados Unidos a economia do Brasil nesse momento? Terras raras. Por quê? O Brasil detém 23% das reservas de terras raras, de minérios raros do mundo. Sendo que 99,4% desses minérios são exportados para a China. E mais de 90% são manufaturados pela China.
Para quem não sabe, esses minérios são essenciais para a tecnologia e inclusive para a guerra aeroespacial, onde os Estados Unidos hoje se colocam num papel anterior atrás da própria China. Os Estados Unidos, por sua vez, detêm pouco mais de 2% dessas terras do mundo. Há interesse norte-americano na exploração de terras raras no Brasil. E seria conveniente para o Brasil a comercialização, mas não através de uma estatal, a Terra Brás, por exemplo.
mas sim através da abertura e incentivo de mercado para que as empresas brasileiras tivessem competitividade para manufaturar e comercializar com o mundo. Não é isso que o Lula busca, não é isso que o Lula vai fazer.
Lateralmente, existe o interesse do governo Lula em que os Estados Unidos não classifiquem as facções criminosas, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. Por quê? Porque se os Estados Unidos classificar PCC e Comando Vermelho como organização terrorista, eles virão aqui caçar.
Todos os membros dessas facções vão perseguir, prender, caçar, matar, aniquilar. Eles vão resolver o problema do crime organizado. Algo que o Brasil se mostrou insuficiente para resolver.
Ao longo de décadas, o crime organizado tem crescido, tem se enraizado em toda estrutura, tem aumentado seus tentáculos, ampliado a sua influência, ampliado o seu poder bélico, ampliado os seus recursos, e o governo é completamente ineficaz, ineficiente. Porque, naturalmente, o governo Lula trata essa bandidagem como vítima, como coitado, e não como os criminosos que são.
O que o Lula está indo fazer lá, então? Evitar que os Estados Unidos classifiquem as organizações criminosas como organizações terroristas. Na prática, me parece uma defesa velada às facções criminosas.
Do outro lado, o Lula precisa adentrar a pauta de segurança, talvez criar algum tipo de intercâmbio, de parceria, para dizer que está se preocupando com essa segurança. O que me parece, numa análise prévia, isso é puramente análise, eu posso estar equivocado, tenho que fazer esse disclaimer, mas me parece que o Lula pode estar disposto a comercializar terras raras com os Estados Unidos.
Algo que poderia ser um comércio muito mais útil para o Brasil, dependendo da forma como fosse, se não a exploração primária como busca fazer. E, ao mesmo turno, evitar, através dessa negociação, que os Estados Unidos classifiquem o PCC Comando Vermelho como organizações terroristas. Caso isso aconteça, fato hipotético, o Lula estaria pagando...
com as nossas terras raras, para que organizações criminosas não sejam caçadas pelos Estados Unidos. Isso seria escandaloso. Isso seria escandaloso e a gente tem que ficar atento. Agora, o senhor vê também que o presidente Lula tenha saído enfraquecido depois dessa derrota?
da semana passada, da rejeição de Jorge Messias, porque o brasileiro, especificamente sobre Jorge Messias, o brasileiro, claro, a fatia da população que também era contra a indicação de Jorge Messias, se viu naquela situação igual daquele garoto do filme Cidades de Deus, que o Zé Pequeno pergunta, você quer o tiro na mão ou quer o tiro no pé? Porque, assim, por um lado...
Jorge Messias foi barrado, mas por outro, agora o Davi Alcolumbre está empoderado, é o grande empoderado do Congresso, do governo. Como é que o senhor vê essa questão?
O presidente do Congresso, o presidente do Senado, o presidente da Câmara sempre foram figuras extremamente poderosas, empoderadas. Eles detêm um grande capital. Vamos lembrar do papel do Eduardo Cunha, à frente do impeachment da Dilma Rousseff. Ele foi uma figura central justamente pelo poder que ele detinha na qualidade de presidente da Câmara dos Deputados. Acontece que...
Por muito tempo, ao longo dos últimos três anos, a figura do presidente dessas casas foi de serviçal do governo Lula. Então, naturalmente, como bons serviçais, atenderam aos interesses do governo. Pela primeira vez...
Por algum motivo, o Alcolombre resolveu enfrentar o Lula. Ele enfrentou e venceu por duas vezes em dois dias consecutivos num intervalo menor que 24 horas. O que isso mostra para todo mundo? Isso mostra que nós temos que ser muito criteriosos na escolha dos deputados e senadores. Porque daqui menos de um ano, nós teremos a eleição de novos presidentes do Senado.
e da Câmara dos Deputados. E essas figuras exercem um papel central de instabilidade para o governo ou de crise para o governo. No momento que o Alcolumbre resolveu enfrentar o Lula, ele impôs duas derrotas. Ele desgastou a imagem do Lula de uma maneira completamente severa. Ele riscou a lataria e mostrou para o Brasil todo que o Lula não é essa figura intocável, imbatível, que não tem toda essa virilidade que o governo tenta fazer crer.
Muito pelo contrário. O Alcolumbre mostrou que o Lula é vulnerável e mesmo despejando 12 bilhões de reais em emendas para os senadores, não conseguiu os votos. É até interessante, é engraçado, porque alguns senadores receberam a emenda e simplesmente não votaram. É incrível que isso tenha acontecido, porque isso demonstra que o governo Lula está ruindo, naufragando, não tem credibilidade, ao ponto de senadores receberem a emenda e não votarem com ele.
deram de ombros para o Lula. É mais um sintoma que mostra que o governo está em ruínas e que o próprio sistema político entende que o Lula não presidirá o país no próximo ano. E os gestos que são feitos nesse momento são gestos no sentido de enfraquecer o Lula e já pensar na próxima gestão.
A questão que fica é a seguinte, é uma reflexão para o eleitor, não para a classe política. Nós temos que pensar em quem nós vamos votar. Nós vamos trocar dois terços dos senadores. Esses novos dois terços de senadores que assumirão em 2027 terão o poder de colocar um presidente do Senado alinhado aos nossos ideais e capaz de fazer valer os nossos princípios. Ou um presidente do Senado que esteja ali muito mais por interesse próprio. Quem vai determinar isso?
Somos nós, em outubro, quando fomos às urnas. O mesmo vale para os deputados federais votarem em figuras fisiológicas ou em figuras que não têm a capacidade de enfrentamento, capacidade de articulação, para contribuir para que pessoas do calibre dos atuais continuem governando.
É, só estou tocando um ponto bastante importante que eu já até falei aqui com o público em algumas vezes, porque eu acho que isso vem mudando, mas ainda falta para mudar ainda, que a população brasileira, o médio, assim, né, sempre se preocupou mais, a tendência é achar a eleição para presidente a mais importante de todas, mas realmente o Congresso tem o seu peso e a gente tem cada vez mais visto isso, né, vereador?
Pois é, o Congresso tem um papel fundamental no equilíbrio dos poderes, na fiscalização do Executivo, frente ao Judiciário. O equilíbrio dos poderes depende do Congresso Nacional. Por isso é importante a atenção na escolha dos deputados e senadores.
Não adianta você votar num deputado federal porque ele mandou uma emendinha para uma equipe de basquete da sua cidade e você quer que aquela galera continue jogando basquete porque ele mandou aquela emenda. Então você vota nele e aí chega na hora o cara simplesmente vai lá e negocia com o PT.
é muito mais importante, é muito mais saudável, é mais benéfico para a sociedade. Temos parlamentares comprometidos com ideais, que não façam esse escambo de emendas em troca de posições e de votos. O Senado, então, nem se fala, é elevado a décima potência. São 81 senadores que nós temos. O papel deles é essencial para a garantia do equilíbrio dos poderes.
Nós temos a possibilidade, eu volto a dizer, vou ser redundante, de trocar dois terços dos senadores. Aí eu falo com você de São Paulo, que me assiste. Nós somos exímios eleitores de péssimos senadores. Nós temos Giordano e Mara Gabrilli hoje. Eu sei que eles sairão, mas quem vai assumir o lugar deles?
Nós já tivemos a Luizio Nunes. Gente, o histórico de senadores de péssimo gabarito de São Paulo, como Eduardo Suplicy, por exemplo, é grande. É a hora da gente, talvez, entregar algo melhor para o nosso Estado e para o Brasil em pessoas que estejam alinhadas aos nossos ideais.
Agora, a gente está falando sobre o enfraquecimento do presidente Lula e, por outro lado, só vê uma força em Flávio Bolsonaro, que é o principal oponente do presidente Lula, sobretudo depois dos últimos episódios. As pesquisas têm mostrado isso.
Flávio será o presidente do Brasil em 2027. Eu aposto com qualquer um e cravo isso. O Flávio tem sido um articulador nato, construiu grandes palanques ao redor do Brasil, tem conseguido avançar em locais onde o Lula avançou em 2022. O Flávio está jogando xadrez ao longo da campanha, está jogando o óleo e ocupando espaço.
As pesquisas mostram ele já à frente do Lula no segundo turno, em diversos cenários e em diversas pesquisas. Isso mostra que o Flávio é o candidato que conseguiu a musculatura necessária para ganhar a eleição e para vencer o Lula. Primeiro porque ele conseguiu absorver para si toda a popularidade do pai.
o que já era esperado, ele é um Bolsonaro, ele tem esse predicado, ele tem esse local, ele tem essa possibilidade. E por segundo, ele tem conseguido se comunicar com aquele eleitor meio indeciso, que inclina a votar para um lado ou para o outro. Ele tem entregue pautas, tem se mostrado uma figura sóbria, serena, articulada, capacitada.
e respeitada. Os palanques que ele vem montando de Estado a Estado têm garantido votos cirúrgicos que vão mudando o cenário das pesquisas e trazendo a ele a musculatura e a força necessária para vencer. O Flávio será eleito presidente do Brasil.
Agora, sobre eleições de São Paulo, o senhor está no cargo de vereador e é pré-candidato a deputado federal, certo? E o Lula está, de novo, usando o Fernando Haddad como uma peça, como um cordeiro em sacrifício, e vai colocá-lo para disputar diretamente com o Tarcísio de Freitas, o atual governador. Como é que está o clima, a temperatura das eleições de São Paulo?
Pois é, o Haddad, ele é o perdedor com o Tomás do Lula. Eleição após eleição, ele lança o Haddad para a derrota. Qual é a função do Haddad nessa eleição? O Lula, ele precisa, ele necessita de segundo turno em São Paulo. Ele precisa do palanque em São Paulo no segundo turno, da campanha no segundo turno.
para motivar as pessoas a irem votar, para ter gente pedindo voto para ele, para ter o 13 se contrapondo ao Bolsonaro, à direita, no estado de São Paulo. Acontece que o Tarcísio tem uma popularidade altíssima, as pesquisas apontam o Tarcísio já próximo aos 50%.
no primeiro turno, com condições de se viabilizar e se eleger no primeiro turno. O Haddad vem a São Paulo como candidato no papel inglório de tentar evitar um segundo turno. E é aí que o Lula está se articulando, tentando a todo custo desidratar os votos do Tarcísio, mesmo sabendo que o Tarcísio será o governador, não tem como o Tarcísio perder a eleição, tentar de todo custo levar a eleição de São Paulo.
para o segundo turno. E aí entra o nosso papel. Eu, como pré-candidato a deputado federal e de todos aqueles que estão envolvidos diretamente ou indiretamente na política, é de trabalhar o nome do governador Tarcísio para que a sua vitória seja no primeiro turno, para evitar que o Lula tenha esse palanque em São Paulo. São Paulo é um estado que historicamente vota na direita. É um estado que historicamente votará no Flávio Bolsonaro.
Mas nós não podemos permitir que o Lula tenha esse palanque do Haddad no segundo turno para tentar morder, tirar algum voto que possa tentar equilibrar o jogo a nível nacional. Por isso é fundamental a vitória no primeiro turno do governador Tarcísio. Certo, vereador. Muito obrigada pela sua participação. Até a próxima, te agradeço e boa sorte aí na sua campanha, na sua pré-campanha.
Obrigado, Monique. Obrigado a todos. Uma ótima tarde, um ótimo final de semana. Obrigado pela oportunidade. Um prazer estar aqui com vocês. Tchau, tchau. Até a próxima.
Tivemos aí o vereador de São Paulo, Rubinho Nunes, e agora nós já temos outro convidado para conversar conosco. E a pauta agora é a seguinte, escala 6x1, votação para o fim da escala 6x1. Tem alguns projetos em tramitação em relação a isso, não é apenas um, mas o...
no momento, é o projeto de lei enviado pelo governo Lula com regime de urgência, que é o que vai ser votado ainda neste mês de maio. E o projeto de lei com regime de urgência, ele garante 45 dias no máximo de tramitação na Câmara e 45 dias no Senado, ou seja, até 90 dias, até três meses para ser resolvido, para ser finalizado e votado. É nisso que o governo Lula aposta, principalmente.
nesse ano de eleição em que Lula está tentando uma reeleição. E a proposta para o fim da escala 6x1...
ela propõe uma escala 5 por 2, dois dias de folga, sem reduzir o salário, ou seja, a hora trabalhada aumentaria de valor e não poderia reduzir o salário do funcionário. Só que isso implica algumas questões, sobretudo para os empregadores, e quem vai conversar conosco sobre isso agora é o advogado...
Platon Neto, que ele é professor de direito processual do trabalho e ex-juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, então, de política de trabalho, lei de trabalho, ele entende. Muito obrigada, doutor, por aceitar nosso convite. Eu que agradeço, Monique, uma boa tarde, uma satisfação falar contigo e com os ouvintes da Pleno News.
Doutor, então, vou começar perguntando ao senhor, de cara, qual setor que seria, quais são as implicações, primeiramente, dessa escala 5 por 2? Que, por um lado, o trabalhador teria dois dias de descanso, mas, por outro lado, tem os empregadores que estão preocupados com isso, já tem empregador falando, a gente vê, inclusive, nas nossas redes, pessoas comentando, não vou mais pagar hora extra, vou ter que demitir pessoas, enfim. Qual é a principal? Quem é o mais afetado?
com isso? Esse é um grande problema. Aquelas empresas que precisam funcionar inimutamente, elas certamente sofrerão mais. Porque é possível que alguns setores, se alguém trabalha num escritório ou uma área de serviço, você pode se adaptar, prever uma reorganização para que funcione durante a semana. Isso já acontece na prática.
No entanto, supermercados, farmácias, restaurantes, hospitais, eles precisam funcionar todos os dias. E tendo menos horas à disposição, isso vai exigir uma reorganização dessa escala. Então, quem vai sofrer mais é esse setor.
tanto do comércio quanto da indústria, que funciona ininterruptamente, e vai precisar se organizar. Isso pode chegar no bolso do consumidor, porque aumenta o custo da mão de obra, haja vista que vai precisar de haver o pagamento de horas extras nesses dias em que não é a jornada normal, e se for num final de semana, se for num dia de descanso, a hora extra é o valor...
dobrado em relação à hora normal. Então, seja por essa necessidade de pagar hora extra, seja pela dificuldade de reorganizar a escala, às vezes com necessidade de contratar mais, isso pode impactar no custo da mão de obra e chegar no bolso do consumidor.
E doutor, o senhor escreveu até mesmo em um artigo seu que o senhor defende que essa discussão não pode ser precipitada. Só que o governo, como eu adiantei, tem pressa, está tramitando em regime de urgência, até porque é um ramo de campanha eleitoral. Essa celeridade para uma proposta tão complexa, em que isso pode acarretar, doutor?
Qual a problema? O governo, com esse projeto de lei, em regime de urgência, acaba forçando o Congresso a resolver a questão. Como foi colocado aqui, a Câmara tem 45 dias para votar e é difícil deliberar contra isso, porque as pesquisas mostram que há uma parcela da população bastante favorável, 70, 70...
e poucos por cento dos pesquisados são favoráveis a esse projeto, então deixa o Congresso numa saia justa para decidir numa época dessa. E o ideal mesmo é que isso fosse negociado.
com os setores da atividade econômica, então o ideal é que seja por convenção coletiva e não por uma lei que vale para todo mundo. Veja, essa lei alcança os empregados do comércio, alcança os domésticos e é uma lei que pode inclusive ser discutida pela inconstitucionalidade dela, que já se prevê.
vez que ela ingessa a negociação coletiva. Essa lei pretende se sobrepor à negociação coletiva. E hoje a lei prevê a prevalência do negociado sobre o legislado. Então, a meu ver, é a negociação que deveria tratar desse assunto e não uma lei que seria generalizada e ela pretende valer para todo mundo.
E esse é um tema com muitas nuances, né? Porque o trabalhador, ele seria inicialmente beneficiado com mais descanso. Quem é que não gosta de descanso? Eu gosto de descanso. Mas também, por outro lado, ele poderia... O próprio trabalhador que está descansando, ele poderia ser prejudicado como consumidor final, porque toda uma cadeia ia fazer com que o produto ficasse mais caro, ou serviço, né?
Exatamente, porque há um custo a ser cobrido, que vai ser coberto nessa situação. Porque nós temos o valor da hora extra, ela acaba sendo maior numa...
numa jornada menor. Então, você tem um divisor ali, quando você tem a jornada de 44 horas, você tem um divisor que é o 220, para a jornada de 40, o divisor passa a ser o 200, e isso aumenta o valor da hora extra. E na escala também, para a empresa se organizar, isso gera uma dificuldade. Vamos supor que a empresa precise de 10 empregados para funcionar todos os dias da semana.
Quando cada trabalhador tem a sua jornada reduzida para 40 horas, se 10 trabalhadores se reduzem 4 horas, são 40 horas a menos à disposição. Se a jornada é de 40, a empresa vai ter que contratar mais um trabalhador para cumprir isso. Ou então...
o que pode acontecer dentro desse cenário? Com o uso da automação, da inteligência artificial, nós podemos, às vezes, ter a dispensa de alguns empregados ou não ter essa contratação com o uso da automação e da IA. Então, são alternativas que surgem, mas há um grande receio de que isso acabe impactando no...
não podem parar é por isso que essa essa lei vindo de forma precipitada e sem um grande debate com a sociedade isso pode trazer sérios impactos com essa entrada em vigor e eu até acredito que o ideal mesmo caso passo projeto de lei é que haja um tempo aí
entre a publicação e a entrada em vigor da lei, porque se ela entrar de uma vez, isso vai dificultar muito, pode gerar mais conflito, pode gerar mais ação trabalhista, e não é o que desejamos, certamente. É isso mesmo que eu ia comentar com o senhor, porque pode ocorrer, há uma preocupação também de aumentar o número de ações trabalhistas, e de aumentar também a judicialização das relações de trabalho.
Exatamente. Isso já está acontecendo. O número de ações trabalhistas já vem aumentando exponencialmente, 20% a 30% a cada ano, e entrando em vigor numa lei dessa, certamente vai ter aquela empresa que não vai conseguir se adaptar, e aí vai manter aquela escala sem pagar hora extra, isso vai gerar um passivo trabalhista, ou não vai conseguir reorganizar a escala para conseguir cumprir essa mudança, e isso vai acabar chegando...
passar realmente, seja por PEC, seja por projeto de lei, isso vai impactar muito e os conflitos vão certamente aumentar e isso vai chegar na Justiça do Trabalho, com certeza.
Agora nós temos alguns exemplos de países que adotam a escala 5x2 e as suas devidas adaptações, por exemplo, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, França é até 35 horas semanais, Canadá, Japão, Bélgica, Noruega já adota 4x3, e o que tem em comum nesses países? Esses países não são o Brasil.
O Brasil precisaria de uma reforma estrutural muito maior para essa mudança de cultura, não é, doutor? Na América do Sul, a gente tem o Chile em 5x2, mas o Chile também está economicamente à frente do Brasil em renda per capita, enfim. Como o senhor vê isso?
Esse é um grande problema, porque se existem bons exemplos fora, existem países que fizeram testes, que deram certo, a Austrália, por exemplo, também reduziu e conseguiu bons resultados em algumas empresas, em alguns setores, só que a gente está precisando...
melhorar o nosso país, o nosso produto interno bruto, fazer a economia crescer. E eu tenho dúvida se essa medida vai ter efeitos positivos ou não. Porque já se diz, por exemplo, que o trabalhador vai...
vai ter essa hora ociosa e ele vai buscar um bico, vai buscar outra coisa, e aí todo o discurso a favor dessa medida cai por terra. Por quê? A redução da jornada é para melhorar a saúde física e mental do trabalhador.
para que ele tenha melhores condições, e o ideal é que ele tenha mais tempo de lazer com a sua família. Se ele usar esse tempo ocioso para um segundo emprego, para uma atividade autônoma que seja, esse objetivo vai ser desvirtuado, a empresa vai sofrer em razão disso, e a gente não vai ter essa finalidade alcançada. Agora, isso pode ser...
positivo economicamente se mais pessoas produzirem. Então eu tenho dúvida, eu não sei em que estado, nesse motor mundial da economia, nós estamos para fazer com que essa jornada 6x1 seja extinta e a gente tem uma redução.
e a gente alcance esses patamares desses países que reduziram essa jornada. A França, de fato, é um exemplo, com 35 horas, mas eu já soube de vários professores de lá que isso não foi positivo.
para a economia, e assim, é diferente a organização, porque uma coisa é você ter uma geração produtiva com essa jornada. Hoje nós temos o teletrabalho híbrido, que muitas pessoas vão trabalhar ali e em casa, já se fala, por exemplo, em São Paulo, que a sexta-feira agora é a quinta, porque quinta o pessoal já sai e vai trabalhar em home office.
a partir da sexta-feira, mas assim, eu tenho uma preocupação se essa redução vai realmente gerar efeitos positivos para a economia, ou se isso vai gerar mais custo, isso vai gerar alguns problemas, porque algumas empresas talvez não consigam se adaptar na velocidade que isso precisa.
Aqui no Rio de Janeiro também é assim. O trânsito de quinta está pior do que o de sexta. É, resultado desse home office aí na sexta, que muita gente faz.
Agora, doutor, o senhor é do judiciário, mas eu quero fazer uma pergunta política para o senhor, que é o seguinte, essa escala, esse debate da escala 6x1, assim como todos os temas importantes do Brasil, da opinião pública, virou um flaflu, mais um tema, um instrumento de disputa entre política, entre governistas e oposição. O senhor acha que isso prejudica, no final das contas, uma análise técnica da situação?
Com certeza, isso não pode ser visto dessa forma polarizada, porque isso vai constranger um setor político do país que não pode mostrar a realidade sob pena de ser acusado de estar contra o trabalhador, de estar contra a população.
essa discussão não pode ser, então, política, mas sim técnica, vindo à tona toda essa realidade. Então, eu não vejo, sinceramente, Monique, que isso está sendo evidenciado, que eles estão mostrando isso à população. Virou realmente um flafum nessa discussão e o governo quer passar a goela abaixo desse projeto sem ter uma discussão.
Inclusive, o presidente vem falando, a rede nacional, sobre isso, defendendo esse projeto, e definitivamente não pode ser só uma questão política, tudo tem que ser evidenciado para que a população compreenda todos os efeitos dessa medida que está para acontecer.
Perfeito, doutor, agradeço muito a sua participação aqui, até a próxima, muito obrigada pelas respostas. Eu que agradeço, Monique, sempre à disposição, um abraço a todos, até a próxima. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tivemos aí o...
doutor Platon, que é ele que é professor de direito processual do trabalho e ex-juiz do trabalho regional de Goiás, tirando dúvidas sobre essa questão, essa problemática da escala 6x1, que é um debate entre governo e oposição. E agora nós vamos conversar...
saindo de escala 6x1 para aumento de penas, de crimes. Sim, nós tivemos aí uma lei aprovada e nós vamos conversar com um dos coautores desta lei, que é o deputado federal da União Brasil, delegado da Cunha. O delegado já está aqui pronto para falar conosco. Da Cunha, do União Brasil, de São Paulo. Boa tarde, delegado. Seja muito bem-vindo.
Está sem retorno mesmo. Alô, som? O senhor me ouve? Eu não estou ouvindo mais ela. O microfone aqui está ouviu. O senhor me ouve? Ouço, ouço. Muito bem. Eu acho que o meu ódio está chegando lá com atraso. Estou me ouvindo. O microfone aqui está ouviu. Está bem atrasado. Eu acho que o meu ódio está chegando lá com atraso. Estou me ouvindo. O microfone aqui está ouviu. Está bem atrasado.
Eu acho que nós estamos fazendo uns ajustes técnicos aqui para conversar já já com o delegado da Cunha.
Vamos aguardar aí, pessoal, enquanto o delegado da Cunha faz os ajustes aqui para conversar conosco. Produção me avisa se eu vou de notícia, eu aguardo o delegado. Nós vamos conversar sobre um tema aqui muito importante, que é segurança pública, pessoal. Roubo, assalto, furto, receptação. Sim.
Também foi proposto um aumento de pena para receptores, sim, aqueles que compram o celular que foi roubado, a mercadoria que foi roubada, sim. Também há uma previsão de aumento de pena para receptação. Então vamos ler notícia aqui rapidamente. O delegado da Cunha já já estará conosco, mas enquanto isso vamos de notícia. Eu falei de...
Janja, de Rosângela da Silva, Janja, com o vereador Rubinho Nunes, que ela decidiu não ir aos Estados Unidos. Acompanha mais detalhadamente comigo agora. A primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, decidiu não acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem oficial dele.
aos Estados Unidos, onde o chefe do executivo foi se encontrar com o presidente norte-americano Donald Trump. A ausência de Janja ocorre poucos dias após a primeira-dama reagir publicamente a declarações do empresário Paolo Zampoli, enviado especial de Trump para parcerias globais.
A ausência da primeira-dama também reacendeu lembranças de outra declaração polêmica protagonizada por ela em relação a uma figura próxima do presidente dos Estados Unidos. Em novembro de 2024, durante participação em um painel do G20 Social, a primeira-dama xingou o bilionário Elon Musk, proprietário da rede social X e aliado político de Trump.
A declaração viralizou rapidamente e repercutiu internacionalmente. O próprio Musk respondeu na própria plataforma X com emojis de risada e escreveu que Janja e Lula perderiam as próximas eleições. Então tivemos aí...
a primeira-dama Janja da Silva, rejeitando, negando uma viagem ao exterior. Ela não está acompanhando o presidente Lula em sua agenda internacional nos Estados Unidos. Estou sendo avisada aqui que o delegado já está pronto novamente. Então, seja bem-vindo, delegado da Cunha. Pode dividir a tela comigo. Olá, delegado. Boa tarde.
Boa tarde, tudo bem? Me ouve? Ouço. Agora ouço. O senhor me ouve? Está com atraso ainda, né? Vamos tentar fazer. Sim, pode falar. Eu já vou falar com o senhor sobre a questão da lei de aumento de penas, mas primeiro eu quero falar com o senhor rapidamente sobre que ontem foi aprovado na Câmara um projeto importante do seu mandato.
A lei que prevê o aumento de penas para os crimes de homicídio ou lesão corporal dolosa praticados contra policiais. O texto altera o Código Penal e a lei de crimes hediondos. Mas eu gostaria que você explicasse para nós essa lei, porque para mim não ficou muito claro.
se é apenas contra a segurança privada ou contra policiais também da esfera pública? Se é apenas contra a segurança privada ou contra policiais também da...
Bom, primeiramente, uma boa tarde a todos os espectadores da Pleno Time. Obrigado por estar junto com vocês, podendo esclarecer e levar essas informações para a população, que são de grande importância. Bom, em relação à aprovação de ontem...
A gente chama esse crime de homicídio funcional, que é o homicídio praticado contra funcionários, contra policiais que trabalham no sistema jurídico penal, trabalham diretamente contra o crime organizado.
E dentro disso, para esclarecer, a pena do homicídio funcional era de 12 a 30 anos. Uma pena que nós consideramos baixa para um criminoso que tem coragem de matar um policial pela condição dele ser policial. Quando ele pratica esse homicídio, além de ele estar matando um trabalhador, um funcionário público...
ele também está enfrentando o Estado, porque o policial tem o poder de polícia e representa o poder do Estado. E na maioria dos estados internacionais, Estados Unidos, na Califórnia, em Los Angeles, em Nova York, a pena para matar um policial é prisão perpétua ou pena de morte.
Alemanha também, na Europa. Enquanto no Brasil, a vida do policial só valia 12 anos. Deixar claro também que o juiz, quando calcula a pena, ele é obrigado a começar pela pena mínima.
Embora a pena fosse de 12 a 30 anos, todo juiz tem que começar o cálculo por 12 e aí ele vai chegar em 14, 16 anos, o que não vai dar efetivamente nem 10 anos de cadeia. Então ele mata um policial e não fica nem 10 anos preso, enquanto nos Estados Unidos e na Europa mataram um policial da prisão perpétua.
nós partimos para a maior pena do Código Penal, que é a pena do feminicídio. Então, é uma analogia muito séria e muito realista. O homem que tem coragem de matar uma mulher pela condição de ela ser mulher responde por uma pena de 20 a 40 anos. E o criminoso que tem coragem de matar um policial pela condição de ele ser policial também agora, depois da aprovação de ontem, segue para o Senado a pena de 20 a 40 anos.
Sua pergunta, quem entra somente à segurança privada? Não. Na linha A, nós temos os agentes da segurança pública e forças armadas. Na linha B, estão amparados aqueles que trabalham com a justiça criminal e que são vítimas de homicídio por serem juízes. Teve um caso antigo do juiz Machadinho, de Presidente Prudente, morto pelo PCC. Então, na linha B, estão juízes, promotores e membros da advocacia, oficiais de justiça. Então, vamos lá.
Na linha C, temos demais carreiras policiais não previstas no artigo 144, como, por exemplo, os agentes socioeducativos, a guarda portuária e a guarda civil municipal, a nossa futura polícia municipal.
E na linha número D, na linha de letra D, nós temos os agentes de segurança privada, que são os vigilantes, que constantemente são atacados nas estradas, trabalhando, escoltando cargas, na portaria de estabelecimentos públicos e privados, fazendo a segurança de eventos. Muitos vigilantes são vítimas de vingança e morrem.
Então, são quatro categorias diferentes, para ficar bem claro. Agentes da segurança pública, agentes do sistema jurídico penal, juízes, promotores e advogados, outros policiais, guarda portuária e guarda municipal, e os agentes da segurança privada. Que todos eles são um prêmio para o crime organizado. O crime organizado não faz distinção. Para eles, quem está de farda armado, defendendo uma pessoa, um patrimônio, é um policial, e eles têm como prêmio nos mataram.
E a alteração na lei de crime hediondo, esse ponto também avançou? Avançou sim e é importantíssimo, por quê? Porque o fato de ser considerado crime hediondo, ele muda a execução penal. Então, a progressão de regime vai se dar com dois terços. Vamos fazer uma conta simples para as pessoas entenderem.
Então, um policial foi vítima de um assalto e, durante o assalto, o criminoso detectou que era policial e executa este policial. Antes, ele ia ter uma pena de 12 anos, podendo chegar a 14.
E com uma execução penal normal, uma progressão de regime de 25%. Então o criminoso ia tomar 10 anos, 12 anos, enfim, né? E ia cumprir 25% dessa pena, que daria 3 anos. Agora, com a nova lei, esse criminoso, o juiz começa o cálculo a partir de 20 anos. Então o criminoso é condenado a 24 anos.
E esse criminoso, por ser crime hediondo, vai ter que cumprir dois terços da pena de 24 anos. Então ele vai ficar praticamente 18 anos na cadeia ao invés de ficar 4 anos.
né é o mínimo que nós podemos cobrar como estado sério na segurança pública pela morte de um agente de segurança mais uma vez que lembrando a todos os espectadores dos Estados Unidos na sua maioria e na Europa mataram policial é prisão perpétua ou pena de morte
Deputado, e ontem, ao longo do dia, durante a votação, esse projeto encontrou algumas barreiras, né? O senhor chegou a dizer que o PT tentou barrar essa aprovação. Qual era a alegação dos governistas?
Os policiais queriam manter, primeiramente, a pena de 12 anos. E a minha argumentação foi muito simples. 70% dos policiais não morrem no confronto quando estão trabalhando. Eles morrem de folga.
O policial morre quando ele é rendido num assalto, quando ele entra e vê o assalto em uma farmácia e tenta salvar a vítima do assalto. Essa situação é 70% das vezes que ocorre. Então, eu falei para eles o seguinte, se um policial for vítima de um assalto...
em razão dele ser policial e a gente não aumentar a pena, a pena vai ser de 12 anos. Mas a pena do latrocínio na lei que nós aprovamos essa semana, essa semana passou uma pena de endurecimento de todos os crimes patrimoniais que eu sou coautor. Nessa lei, a pena mínima do latrocínio ficou em 24 anos. Então, assim, simples. Se a pessoa morre num roubo, num assalto, e ela não é policial, a pena ficaria em 24 anos.
Se a pessoa morre em um assalto, mas morre em decorrência de ser policial, porque aquele assaltante identificou que era policial, a pena mínima seria de 12 anos. E aí eu argumentei com o governo. Nesse caso, se nós mantivermos a vida de um policial, vai valer a metade da vida de um cidadão de bem que não seja policial. Então, era totalmente incoerente e inadmissível. E depois desses argumentos, e deles entenderem que...
80% dos policiais morrem na folga, eles na última hora concordaram e votaram a favor, porque viram que não tinham como vencer a nossa argumentação.
Certo, agora essa outra lei que o senhor citou é a lei que foi aprovada e sancionada, a sua coautoria com os deputados Kim Kataguiri e Marcos Poloni endurece penas para crimes de furto, roubo, estelionato, receptação de produtos e roubo seguido de morte. O presidente Lula sancionou com alguns vetos. Eu gostaria que o senhor comentasse se há muito impacto nos vetos do presidente Lula. Claro que a aprovação e ser sancionado é uma vitória.
mas se há impactos nesses pequenos ajustes, nesses vetos que o presidente Lula fez. O presidente Lula fez.
Não, os atos do presidente Lula não atingem o coração da lei. Essa lei foi uma lei que eu sou coautor, mas que eu discuti muito com o autor, que é o deputado Kim Kataguiri, por conta de eu ser delegado de polícia e de eu ter trabalhado no DEIC.
que é o Departamento de Crimes Patrimoniais da Polícia de São Paulo. Então, eu adquiri essa experiência no DEIC lidando diretamente com vários tipos de roubo, vários tipos de furto, vários tipos de estelionato e receptação. E nós construímos a três mãos esse texto de lei.
E ele busca essa lei, ela é maravilhosa, ela é o maior avanço dos últimos 50 anos do direito patrimonial, porque ela vai direto nos problemas que a população vive. Então, assim, por que não afeta? Porque o nosso primeiro objetivo...
era aumentar as penas do furto, porque em todos os furtos o criminoso tinha a possibilidade de pagar fiança. Ele chegava na delegacia preso, o delegado era obrigado a arbitrar uma fiança, um valor, e ele tendo valor ele pagava e saía da delegacia pela porta da frente antes da vítima, que ia ser vítima de novo, e da polícia.
Com a aprovação, os principais furtos que mais acontecem, que mais machucam a população, terão pena agora de 4 a 10 anos. O que isso quer dizer? Então, o primeiro deles é o furto mediante fraude de dispositivo eletrônico. Eu vou dar um exemplo. Aquele camarada que vai no posto de gasolina e troca a maquininha do posto, a maquininha de cartão, e o dinheiro, ao invés de estar caindo na maquininha de cartão daquele posto de gasolina, está caindo no criminoso.
Ele ia ser pego fraudando uma máquina de cartão e ia sair pela porta da frente. Agora a pena para esse crime é de 4 a 10 anos. Eu vou evoluir nas inovações. A questão do agronegócio, o crime rural.
O furto de gado, de semoventes, abatidos ou não, tinha também uma pena mínima inferior a quatro anos. Agora é de quatro a dez anos. Então, o produtor rural não vai mais ficar assistindo aquele cara que furtou o gado dele sair pela porta da frente. Mais um caso que é o mais emblemático para mim. A população tem que saber disso.
O furto de telefone celular. Todos são vítimas. Você tá com o telefone, passa o cara de bicicleta, puxa no ônibus, durante um show, um concerto. Muitas vezes aqui em São Paulo nós vimos a polícia prender, no meio de uma bandinha de carnaval, um criminoso com 20, 30 celulares.
esse criminoso ia lá, apesar de ter praticado 20 furtos, ele podia pagar a fiança e sair. Agora, a pena para o furto de celular é de 4 a 10 anos, também cadeia sem fiança. Mais um exemplo da evolução, a subtração de explosivos e de armas.
facções criminosas gostam de invadir empresas de segurança para roubar o cofre para conseguir mais armamento e também é caminhões explosivos de pedreiras para poder fazer explosão de caixa eletrônico esse crime era um furto simples saia pela porta da frente
Então, agora também reclusão de 4 a 10 anos. Então, no furto, só no crime de furto, nós tivemos essa evolução nos principais, naqueles que machucam o povo brasileiro, o cidadão de bem. Continuando aqui também, extremamente importante, o furto de fios.
Em todos os lugares no Brasil inteiro o cobre é muito caro. E muitas vezes os dependentes químicos ou outros criminosos furtam a fiação. Cai a internet de prédios, cai a internet de empresas, de hospitais, a internet de creches. E as pessoas ficam às vezes uma, duas semanas sem poder trabalhar.
esse criminoso saía pela porta da frente. Então agora o furto de fios, o furto de cobre, também, 4 a 10 anos, não tem fiança. Essas são as evoluções no crime de furto. Continuando, eu vou falar do crime de roubo. A pena do roubo, a pena base, foi para 6 a 10 anos. Era 4 a 10.
Parece inexpressivo, mas o roubo que mais incomoda o brasileiro, que era o meu sonho como deputado, eu deixei de ser delegado, saí das ruas para aprovar essa lei. Porque eu via que eu trabalhava e todo mundo saia pela porta da frente. E eu falei para todos os meus colegas delegados, policiais civis aqui de São Paulo e do Brasil, nós vamos aprovar uma lei que a gente vai parar de enxugar o gelo. E aí o roubo, o assalto à mão armada, quando uma pessoa tem coragem de enquadrar você e falar um assalto.
para levar sua aliança, sua corrente, seu celular, seu notebook. Antigamente, a pena era de 4 a 10 anos. Com a execução penal, esse criminoso não ficava nem um ano na cadeia. Essa pena subiu para de 10 a 16 anos. Então, agora, o criminoso que tem coragem de apontar uma arma à pessoa, a pena mínima dele é de 10 anos.
Mais uma situação impressionante, importantíssima, o latrocínio, que é o roubo-segno de morte. Roubou a pessoa, ela reagiu e o covarde mata a pessoa. Agora, a pena mínima é 24 anos. É uma das maiores penas do Código Penal. Então, o criminoso covarde vai pensar duas vezes antes de executar uma pessoa de bem com um pai de família. Posso continuar?
Eu ia perguntar para o senhor que o status atual dessa lei é que ela seguirá para o Senado, né? Ela depende agora de uma votação no Senado.
Não, não. Essa lei já está em vigor. As livrarias estão recolhendo os códigos penais para ser atualizada. Se você entrar agora no site planalto.com e entrar no código penal, ela já está valendo. Quem furtou fio essa semana ficou preso, quem furtou celular essa semana ficou preso. Essa é a maior inovação do direito patrimonial nos últimos 50 anos. Já está em vigor.
Perfeito. Rapidamente, deputado, é que tem uma outra lei, que é o PL 1124-2025, essa de sua autoria, que aumenta a pena do receptor. Eu gostaria de entender a diferença para a outra lei que já foi sancionada, que também inclui a receptação, porque o senhor disse que essa semana o projeto acabou não sendo votado, porque também teve uma interferência aí do PT e da base governista. Qual a diferença?
A nossa lei é maravilhosa, é fantástica, mas eu prego muitos anos. O coração dos crimes patrimoniais é a receptação. O receptador profissional, que na lei tecnicamente é chamado de receptador qualificado...
Ele que encomenda o carro roubado, ele que encomenda o cobre, ele que encomenda o celular roubado, ele que encomenda a aliança e a correntinha roubados. Então nós pregamos que a pena para o receptador tem que ser idêntica à pena para o assaltante, para o ladrão. E pedimos uma pena de 6 a 12 anos.
Entretanto, o governo não concordou e veio negociar pedindo que a pena fosse de 3 a 10 anos. Uma pena de 3 a 10 anos ainda deixa a fiança, porque o delegado é obrigado a arbitrar a fiança em todo crime que a pena mínima seja 4.
Nós negociamos e estamos pedindo uma pena de 4 a 8 anos, o que garante que esse covarde, que é o receptador profissional, o homem que encomenda o furto ou roubo. O furto ou roubo é quando não tem mão armada, é quando a pessoa só pega sem violência ou grave ameaça. E o roubo é quando tem a mão armada ou a grave ameaça. Essas pessoas só praticam o crime porque tem alguém para comprar.
Então, assim, a lei foi 99% perfeita. O que faltou? Faltou punir o agente que movimenta todo esse mercado, que é o receptador profissional. Esse projeto de lei deve ser pautado na semana que vem, aí para seguir para o Senado. É a última peça que falta para a gente começar.
a combater com muita firmeza os crimes patrimoniais que são os que afrontam diretamente a sociedade. Eu queria só fazer um último adendo, um crime muito importante que foi aprovado, que é o estelionato, o estelionato digital. Aquela senhorzinha, sabe, a dona Maria, o seu Zé, pessoas humildes.
que cai num golpe no telefone e perdem tudo que juntaram a vida inteira, que é boleto falso, é golpe do INSS, golpe do INSS. Isso não dava cadeia, isso era a porta da frente. E no artigo 171, no parágrafo 2A agora, esse crime é prisão de 4 a 10 anos, que é uma vitória maravilhosa.
Então você que foi vítima de um golpe, que está me ouvindo agora, o criminoso que te deu o golpe, ele não vai mais sair rindo, não. Ele vai ficar preso, preso na cadeia. E ele vai para a audiência de custódia. Aí o juiz pode soltar ele. Mas a polícia vai ser respeitada e na delegacia ele fica preso. Aquele fraudador, o golpista.
Então, a ação de quadrilhas especializadas em golpes digitais vai ser dificultada agora. Pelo menos é o que se espera, né?
Sim, já foi dificultada, porque como ele fica preso, ele vai para a audiência de custódia. E aí o juiz vai puxar a fúria de antecedentes. Quando o juiz vê que ele já praticou outros estelionatos, outros furtos, o juiz não vai dar a fiança. Agora, eu alerto a toda a população para o segundo passo.
as cadeias vão começar a ficar mais lotadas. Então, hoje, nós temos o sistema carcerário abarrotado e, com essa lei, muitos criminosos que iam para a rua vão ficar presos e vai aumentar a população carcerária. Mas a gente já está pensando nisso e a gente está desenvolvendo um projeto de lei para que o preso trabalhe e se pague.
para que o preso trabalhe e pague o prejuízo da vítima e que para a vítima seja ressarcida do seu prejuízo, que é o que o direito penal brasileiro nunca pensou, na vítima. É o nosso próximo passo numa luta para ajustar o nosso sistema jurídico penal à nossa segurança pública que há tantos anos estava abandonada. Perfeito, deputado. Agradeço o seu tempo, agradeço por ter aceitado o nosso convite. Muito obrigada.
E é muito importante que essa informação alcance o maior número de pessoas possível. É a justiça voltando a ser feita na segurança pública. Boa tarde. Boa tarde, perfeito. Próxima vez.
Como o delegado disse, é importante que essas informações sejam propagadas e esse é o nosso papel aqui, é o papel da imprensa, dos veículos de notícias, porque a lei mais endurecida, as penas mais endurecidas, é na teoria...
inibe a ação dos criminosos, mas os criminosos precisam saber que essas leis existem, né? E é para isso que a gente está aqui, é para isso que existe a imprensa também. Então, essas notícias, essas informações têm que ser propagadas, sim. Vamos agora de uma notícia de momento que eu acabo de receber aqui sobre a ida do presidente Lula nos Estados Unidos. Acompanhe aqui comigo. O presidente Lula está em Washington, onde foi se encontrar com o presidente Donald Trump.
Lula chegou à Casa Branca meio dia e foi recebido por Trump com um aperto de mão. Então eles foram para a reunião, há portas fechadas, como a gente acompanha na imagem. O grupo que viajou aos Estados Unidos foi montado com foco em comércio, terras raras, crime organizado, PICS, eleições e conflitos internacionais. Estão na comitiva os ministros Mauro Vieira,
das Relações Exteriores, Dario Durigan, da Fazenda, Márcio Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Ainda sem saber como foi o encontro, o The New York Times...
fez o seguinte questionamento, abre aspas, não está claro como o senhor Trump e o senhor Lula irão interagir, visto que a relação entre os dois países tem sido marcada por momentos significativos de animosidade, fecha aspas, vamos aguardar. Então, presidente Lula aí.
Há portas fechadas com Donald Trump. Já, já nós saberemos aí o teor desta reunião. Você vai ficar sabendo aqui no Pleno News. E falando em presidente Lula, está tentando a reeleição. Será que teve showmício, teve propaganda antecipada para o presidente Lula? Porque nós estamos no período de pré-campanha.
campanhas estão vedadas no momento, apenas a partir de agosto mas a cantora Daniela Mercury está aí, está sendo alvo
de uma possível showmício, uma possível propaganda antecipada. Acompanha aqui comigo. A cantora Daniela Mercury tornou-se ré em um processo que investiga o suposto uso irregular de verba pública em São Paulo. A cantora teria exibido uma bandeira do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e puxado coros de apoio político durante um show.
O caso refere-se à apresentação realizada em 1º de maio de 2022. Foi na outra eleição, na Praça Charles Miller, durante o Dia do Trabalhador. A acusação sustenta que a conduta configura improbidade administrativa e showmício, prática vedada fora do período de campanha oficial. A ação foi movida pelo deputado estadual Gil Diniz, que acusa a Prefeitura de financiar um evento político partidário.
O parlamentar afirma que o custo total foi de 170 mil reais, sendo 100 mil para a artista. A defesa da produtora Califórnia afirma que a contratação seguiu a legalidade e que a artista exerceu sua liberdade de expressão. Então temos aí um show que foi realizado em maio de 2022 e as propagandas só são permitidas a partir de agosto.
Vamos de outra notícia aqui, temos agora sobre o caso do senador Magno Malta, que está sendo acusado por uma funcionária do Hospital DF Está em Brasília de tê-la agredido e tê-la xingado. Nós temos aqui a palavra de uma testemunha, acompanha comigo. Na última quarta-feira, uma testemunha prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre o caso envolvendo uma técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta de agressão em um hospital de Brasília.
O homem, que também trabalha na unidade onde o caso teria ocorrido, afirmou que não viu o momento do suposto tapa. No entanto, ele relatou que encontrou a colega logo depois.
e percebeu que os óculos dela estavam tortos, o que, segundo a vítima, teria sido causado pela ação do parlamentar. As informações são do Metrópolis. De acordo com a denúncia da profissional, o episódio aconteceu quinta-feira passada durante um exame. O hospital informou que abriu uma apuração interna e que a funcionária está afastada por orientação médica.
A técnica relatou que o senador realizava uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ao constatar extravasamento do líquido contraste no braço do paciente, teria sido agredida. O parlamentar nega as acusações. Então, a funcionária alega que o tapa que o senador teria dado a ela teria entortado seus óculos.
Essa testemunha diz que de fato viu os óculos tortos da funcionária, mas ninguém viu o tapa, ninguém viu esta cena que ela alega ser verdade. Então vamos acompanhar mais desdobramentos deste caso. Agora temos uma notícia aqui de...
Anvisa, de produtos, quem aí conhece produtos IP, é muito difícil que uma casa não tenha algum detergente, algum tipo de produto desta marca. A Anvisa mandou recolher alguns produtos da marca IP de circulação.
Acompanha aqui comigo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de diversos produtos da marca IP, além da suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de itens produzidos pela empresa química Amparo, responsável pela marca. A medida vale para todos os lotes com numeração final 1, produzidos na unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
A decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário, conduzida pela Anvisa em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Entre os produtos afetados estão detergentes, lava-louças, sabões, líquidos para roupas e desinfetantes. A orientação da Anvisa é para que os consumidores que possuam os produtos em casa suspendam imediatamente o uso, caso o lote termine em número 1.
A agência recomenda ainda que os consumidores entrem em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da empresa para receber as orientações sobre devolução e recolhimento. Em nota, a IP declarou ter recebido com indignação com a decisão, classificou a medida como arbitrária e desproporcional e apontou que vai recorrer. Então você aí que tem algum produto IP na sua casa, já confere se o lote termina com o número...
1, certo? Então, já fomos de notícia, já tivemos as notícias, e muito mais você acompanha no nosso site, porque o Pleno News é multiplataforma, nós estamos em todas as redes sociais, mas também somos um portal de notícias, nós temos um site com notícias, com textos para serem lidos, escrito pelos nossos queridos redatores, eu, inclusive, sou um deles, também escrevo notícias, então você pode conferir lá as notícias do Pleno News, e eu te convido...
Hoje, às 18 horas, no canal do Pleno News, uma entrevista ao vivo com a pastora Helena Raquel. Se você não conhecia, eu tenho certeza que nos últimos dias você foi alcançado por algum vídeo, por algum corte de uma pregação poderosa da pastora Helena Raquel, falando, aconselhando vítimas.
de abuso a não se calarem. Acho que a produção tem aqui um trecho do vídeo da pastora. Pode colocar o som, produção? Você é uma criança, olha pra tia aqui. Tá assistindo os judeões, o papai e a mamãe saíram. Você é uma criança, tá assistindo os judeões. Se alguém tá fazendo algum mal a você.
Querendo tocar em alguma parte do seu corpinho. Se essa pessoa que mora aí na sua casa fala, se você contar, vou matar seu pai, vou matar sua mãe. Não acredita. Tem um número para você ligar agora. Você sabe mexer no celular. Você vai ligar agora com calma. Respira, porque foi Deus que colocou a tia nessa live para te ajudar. Respira.
Respira. Tô achando o número aqui. 100. 100. 1, 0, 0. A tia vai dizer de novo. 1, 0, 0. Liga. Liga. Aproveita que você tá sozinha agora. Liga. E pede ajuda.
A gente vê a pastora aconselhando crianças vítimas de abuso a utilizar o Disque 100 para denunciar. Em outro momento, ela também aconselha mulheres vítimas de violência. Muitas mulheres evangélicas passam por isso também. Então, ela é em cima do púlpito de um dos maiores eventos evangélicos do país.
ela foi voz de muitas mulheres que sofrem violência doméstica de seus parceiros que são evangélicos. Sim, muitos são líderes, até mesmo pastores, mas que não deixam de ser humanos. E humanos...
tem falhas, mas ela falou algo muito importante, que pedófilo não é ungido, então não se faça valer do versículo que diz que não toqueis no ungido do Senhor. Quero que a pastora tem muito mais propriedade para explicar sobre isso, então você vai conferir hoje no nosso canal, às 18 horas, uma entrevista exclusiva ao vivo com a pastora Helena Raquel. Confere lá, não deixe de conferir, se inscreva no nosso canal caso você não seja inscrito.
e já fica lá na espera. Daqui a pouquinho, às 18 horas, pastora Helena Raquel. Então, é isso. Ficamos por aqui. Nosso próximo encontro no Pleno Time é terça que vem. Mas no site do Pleno News e nas nossas redes é todos os dias. O tempo todo tem notícia. Credibilidade não se negocia. Tchau, tchau.