Episódios de Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer

Prevenção e Sinais de Alerta do Câncer na Mulher

09 de maio de 202657min
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Neste episódio do meu Podcast, falo sobre prevenção, diagnóstico precoce e os sinais que o corpo da mulher pode apresentar antes mesmo de um câncer ginecológico ser descoberto.

Explico sobre estes sinais no câncer de colo de útero, endométrio, ovário e vulva principalmente.

Depois de falar no episódio anterior sobre hábitos, prevenção e estilo de vida, neste aqui eu te explico de forma mais detalhada os sinais e sintomas que merecem atenção — e que muitas vezes estes sinais e sinomas são negligenciados ou confundidos com alterações comuns do dia a dia.

Falo de forma prática sobre:

✔️ Sangramentos anormais

✔️ Alterações no ultrassom ginecológico

✔️ Cistos e tumores ovarianos

✔️ Sintomas persistentes que precisam investigação

✔️ Quando procurar um especialista

✔️ A importância do diagnóstico precoce

✔️ Como diferenciar alterações benignas de situações suspeitas

Expliquei também algo muito importante:

muitas alterações ovarianas encontradas no ultrassom são benignas e funcionais — e nem toda paciente precisará de cirurgia.

Por outro lado, existem casos em que operar da forma correta e com princípios oncológicos pode fazer toda a diferença no tratamento e nas chances de cura.

O câncer ginecológico, quando descoberto no início, pode ter altas chances de tratamento adequado e cura.

Por isso, informação, prevenção e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais.

Também tivemos uma sessão de perguntas e respostas com dúvidas muito frequentes das pacientes no consultório e nas redes sociais.

🎧 Ouça, reflita e compartilhe com quem você ama.

Dr. Alex Bruno de Carvalho Leite

Cirurgião Oncológico e Robótico

CRM-ES 8861 | RQE 7933 e 7934

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Assuntos4
  • Prevenção e Rastreio OncológicoCausas e fatores de risco (HPV) · Lesões pré-malignas (NIC) · Sinais e sintomas · Prevenção e rastreamento
  • Cancer e SaudeFatores de risco (obesidade, menopausa) · Sinais e sintomas (sangramento pós-menopausa) · Diagnóstico (histeroscopia) · Tratamento e cirurgia
  • Vacinação contra HPVVacinação contra HPV · Uso de preservativo · Testes de rastreamento (Preventivo e Teste do HPV)
  • Miomas UterinosTipos de miomas (intramural, subseroso, submucoso) · Raridade de transformação em câncer · Sintomas e quando operar · Acompanhamento após a menopausa
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Seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo ao meu podcast Caminhos de Cura, lições de um cirurgião oncológico e robótico para mulheres no combate ao câncer. Eu sou o doutor Alex Brum, eu sou cirurgião robótico em câncer, formado pelo Instituto Nacional de Câncer e eu faço cirurgias para recuperar meus pacientes, para curar e controlar o câncer, mas acima de tudo, o que eu opero é gente.

E o que eu gosto mesmo, de verdade, é ajudar as minhas pacientes a enfrentarem o câncer de uma maneira melhor e recuperarem a sua vida de uma forma melhor. Além de prevenção do câncer, aqui eu também vou falar sobre tratamento e as atitudes e conhecimentos para vivenciar de uma forma melhor esse desafio. Então vamos juntos trilhar um caminho de esperança.

e de cura. Sejam bem-vindos a todos, eu sou o doutor Alex Bruna, sou cirurgião oncológico, sou cirurgião robótico, sou formado pelo Instituto Nacional de Câncer desde 2012, a minha formação principal é em cirurgia abdominopélvica, que faz parte aí de um conjunto de cirurgias aí do aparelho digestivo para câncer, do aparelho ginecológico e das outras partes do abdômen aí que o cirurgião oncológico precisa lidar.

já que ele realmente é um cirurgião que se dedica a tratar pacientes a doenças mais sérias e também doenças mais precoces, mas falando das cirurgias maiores, o cirurgião oncológico tem um traquejo para fazer cirurgias realmente desafiadoras.

E é realmente o que eu vejo na minha prática, mas também as cirurgias mais simples, as cirurgias iniciais. O cirurgião oncológico também tem uma grande habilidade para lidar com isso. Falando aqui da minha especialidade, eu fiz cirurgia oncológica.

Lida com essa parte abdominal, mas também com cirurgias de câncer de pele, câncer melanoma, câncer de braços e membros e troncos, são sarcomas, são tumores mais raros. Também tive formação em câncer de mama, mas hoje eu não opero mais mama, há 10 anos eu...

entendi que eu deveria me dedicar cada vez mais à cirurgia do aparelho digestivo, à cirurgia ginecológica, assim como as outras áreas, e aí eu não faço mais mama.

Mas por muitos anos eu cuido de mulheres, né? Então eu trago aqui nos meus conteúdos realmente um direcionamento aqui para assuntos femininos. Então hoje eu trouxe essa segunda parte que eu vou falar de câncer ginecológico. Eu vou trazer uma live também para falar de sintomas digestivos.

de câncer do aparelho digestivo, para trazer também um compilado aí, porque a grande coisa é que essas informações, elas salvam vidas. Existem estatísticas que mostram que às vezes pacientes, às vezes até com sintomas já de câncer instalado, demoram até nove meses para procurar o médico.

estão ali com aqueles sintomas, mas estão ali às vezes protelando ou estão dando atenção às coisas da vida, né? Porque realmente a vida às vezes atropela a gente com várias coisas, né?

com necessidades e com os atributos da vida, com as obrigações, com isso tudo. Mas a primeira obrigação que eu digo, você que está me ouvindo aí, a primeira obrigação que a gente tem...

é cuidar da gente, né? Até para cuidar de outras pessoas, eu preciso cuidar primeiro de mim. Então, um dos motivos dessa live aqui, de trazer sinais e sintomas do câncer na mulher, é mesmo de alertar para alguns sintomas que não necessariamente são câncer, mas se você sentir alguma coisa disso, né? Algo semelhante, procura um médico especialista aí.

vai tratar. Às vezes não é câncer, mas é algo que vai ali despertar em você um cuidado maior com a sua saúde. É sobre isso que eu venho falar hoje. Então a live hoje, Sinais e Sintomas do Câncer na Mulher, serve para a mulher em qualquer idade, serve também para quem já teve câncer e às vezes fica preocupado se vai ter alguma coisa, algum sintoma suspeito ou algo assim.

Serve também para o homem que quer cuidar da sua mulher com ainda mais vontade.

porque realmente às vezes a gente tem a nossa mãe querida, a nossa tia, a nossa avó, que às vezes pode ter algum sintoma desses que eu vou falar, e você logo falar, olha, não, isso aqui é melhor você procurar logo um médico, e isso vai ser muito importante. Então, em 1990, começou a campanha do Outubro Rosa, e isso vai ser muito importante.

inicialmente lá nos Estados Unidos, começou ali em algumas cidades, iluminando prédios assim, públicos, e alertando aí para o fato das mulheres realmente se tocarem, conhecerem o seu corpo e fazerem realmente o autoexame da mama.

Porque realmente nessa época, vindo aí de tempos passados, as mulheres tinham mais medo do câncer, tinha muitos tabus, ainda mais do que hoje. As pessoas nem falavam esse nome câncer.

O câncer ainda era mais difícil de curar, hoje mais fácil de curar. Então foi um grande avanço para as mulheres se conhecerem mais, ao encontrar algum nódulo já procurarem um médico. Mas com o tempo isso foi se popularizando nos Estados Unidos inteiro.

e depois em outros países, e depois, nessa altura, o rastreamento com exames de imagem para detecção do câncer, quando ele ainda não é palpável, foi ficando ainda mais, virando ainda mais o foco da campanha Outubro Rosa, por quê?

É quando a gente descobre o câncer no início, é quando a gente consegue curar com mais sucesso. Então, as mulheres aí que querem prevenir o câncer de mama, a partir dos seus 40 anos, precisam ter a mama examinada anualmente pelo seu médico.

normalmente o ginecologista, normalmente o mastologista, qualquer outro médico pode examinar, mas normalmente é o mastologista e o ginecologista que cuida dessa mulher e aproveita ali, colhe um preventivo, vê qualquer tipo de queixa que essa mulher pode ter.

e vai lá e pede a mamografia. A mulher, a mama da mulher, ela tem a pele em volta da mama, ela tem o parênquima mamário, que é responsável pela produção do leite, quando a mulher está amamentando, e tem gordura. Esses são os três elementos da mama da mulher, principalmente. E aí...

A mulher mais nova, ela tem a mama mais consistente, porque o parêntoma mamário, ele está ali mais bem distribuído, ele está proporcionalmente numa quantidade maior. E aí depois que essa mulher amamenta, depois que ela vai chegando perto dos 40 anos e assim por diante,

naturalmente a mama, o parênquima, vai sendo substituído pela gordura. E aí ele vai ficando, então, mais molinho. E então, a partir dos 40 anos, vai ficando mais fácil de fazer a mamografia. E mais fácil de diagnosticar o câncer de mama no início. Pra você ter ideia, quando a gente diagnostica o câncer no início, com menos de um centímetro,

a chance de cura chega a 95%, é muito, né? E se quando a gente diagnostica ele já palpável, nesses casos, normalmente a mulher acaba precisando fazer cirurgia, quimioterapia, radioterapia, algum bloqueio hormonal, e aí sim tem cura, mas é mais trabalhoso, é mais trabalhosa essa cura, né? É mais mutilante.

Então, realmente, a intenção da gente divulgar aí, pra quem não foi ainda, não fez sua mamografia, vá fazer. Não precisa se culpar, achar que tá se deixando pra depois, ou se martirizar por isso. Só marca ali, ainda no seu ginecologista, e depois você vai ver que você vai ficar aliviada, olha, deu tudo certo, não tem nada.

Fé em Deus será assim. E no caso da mama que é mais densa, aí costuma fazer a mamografia junto com a ultrassom. E os sinais, sintomas de câncer de mama, focando aqui um pouco, é nódulo na mama.

A mulher pode fazer o autoexame mais na hora do banho, depois do período menstrual, com a mão atrás da cabeça e palpando com movimentos circulares a mama contra o gradil costal, fazendo movimentos circulares da mama. E assim ela vai conhecer a mama dela.

A axila também é importante, ela vê ali, realmente a gente tem umas ínguas na axila, é normal, mas você já entender seu corpo e saber quando aquilo está alterado, vai ser importante, que aí você procura um médico. Se por acaso tiver um caroço na mama, tiver alguma alteração na pele da mama, ela vai ficar inchada ou edemaciada ou vermelha, raramente pode doer também.

O mamilo pode, se a gente espremer, pode sair ali um pouquinho de secreção, aquosa ou até sanguinolenta, ou alguma outra secreção. Procure o médico. Se tiver alguma alteração na pele do mamilo, alguma coceira, alguma ferida que fica ali, ah, isso aqui é o sutiã, pode ser até o sutiã, mas é melhor você já procurar o médico que ali ele vai olhar.

E o quanto antes, se for algo mais sério, é melhor. Tá, minha gente? Então, esses são os sinais e sintomas do câncer de mama. Eu vou falar agora dos sinais e sintomas do câncer ginecológico. Olha, quem quiser fazer pergunta também pode fazer. Falando aqui do câncer ginecológico.

Então, aqui está uma maquetezinha, né? Essa maquetezinha está aqui a vagina, está aqui o colo do útero, tá? Essa estrutura aqui. E está aqui o endométrio. O corpo uterino e o endométrio, que é essa camada aqui que é mais rosada, aqui na minha maquete.

que é o tecido de revestimento interno do corpo uterino, cavidade endometrial, que responde ao hormônio, que a cada ciclo menstrual se desenvolve, até o ponto de descamar depois, no final, quando a mulher menstrua, e a cada ciclo ele vai se renovando. As tubas uterinas que carregam o óvulo, a responsável por carregar o óvulo da mulher,

até o útero, os ovários aqui, tá? E tem os tecidos em volta aqui do útero que tá mostrando aqui o meu desenho. Então aqui hoje eu vou falar dos sinais e sintomas do câncer de colo de útero, do câncer de endométrio, do câncer de ovário e do câncer de vulva.

O tipo de câncer hoje no Brasil ginecológico, falando aqui do aparelho reprodutor feminino mais comum, é o câncer de colo de útero. O câncer de colo de útero é o tipo mais comum no Brasil a ponto de acometer mais de 17 mil mulheres todo ano. Isso pelas estimativas do Inca.

e é um número muito grande ainda. A maioria delas ainda chega com o diagnóstico em estágio mais avançado, que precisa de uma cirurgia maior, que precisa de uma quimia, uma radioterapia, ou seja, um estágio já sintomático.

em que a mulher vai, infelizmente, sofrer mais para curar aquele câncer, quando que a gente poderia estar diagnosticando esse câncer ou evitando ele ao máximo, através de medidas de prevenção. Falando do câncer de colo de útero, esse que é o tipo mais comum no Brasil, é o câncer dessa região aqui, do colo do útero.

dessa região aqui do útero. O maior responsável pelo câncer de colo de útero é o HPV, que é um vírus muito comum e muito difundido na população. É a infecção sexual mais comum no mundo em homens e mulheres. Ele está, assim, realmente, ao chegar nos 50 anos de idade,

80% das pessoas, das mulheres e dos homens, já entraram em contato com o HPV em algum momento da vida. A grande coisa é que a grande maioria dessas pessoas vai eliminar o HPV, e são mais de 200 tipos. E existem alguns tipos ali que são mais propensos, considerados os HPVs de alto risco, 16 e 18.

que são tipos de HPV que estão mais relacionados ao câncer de colo de útero. O colo do útero faz uma transição do trato genital feminino inferior para o trato genital feminino superior.

ele meio que é um porteiro aqui. Ele fica aqui nessa transição, por ele ficar nessa transição, bem pertinho aqui da vagina, ele é mais suscetível a infecções.

sexualmente transmissíveis. E existem algumas características do epitélio de revestimento, da mucosa que reveste aqui, do tipo de tecido que reveste aqui essa parte externa do colo do útero e a parte interna, que é mais fininha, essa transição aqui entre a parte mais fininha de revestimento interno do colo do útero, que é de epitélio simples colunar.

para um epitério estratificado, que é mais grossinho, mais resistente, essa áreazinha de transição, que a gente chama de zona de transformação, em que as células estão ativamente se transformando, de uma maneira simples de explicar, ali é um local, ali é como se fosse um ponto fraco.

onde o HPV gosta de entrar. Então por isso que ali é comum de ter a infecção crônica na mulher aí que não elimina o vírus totalmente. Até 90% delas elimina o vírus totalmente, mas cerca de 10% pode ter ali uma infecção crônica que lá na frente pode virar até um câncer. Mas a grande coisa é que antes de virar um câncer, muitas vezes, mas...

Essa infecção ali do HPV vai formar o pré-câncer, que é o que a gente chama de NIC, neoplasia intrapitelial cervical, de baixo grau, que é a menos risco para virar câncer, a de alto grau tem mais risco para virar câncer.

Se a gente trata essa doença antes dela virar o câncer, a chance da mulher desenvolver o câncer é zero, porque ela vai estar tirando ali a lesão. Então veja como que vai ser importante aí essa mulher deixar seu preventivo em dia ou seu teste do HPV, para que caso ele venha ali alterado,

tomar ali as providências para diagnosticar algo no início. Mesmo se for um câncer e diagnosticar dessa maneira antes da mulher ter sintomas, as chances de cura são altíssimas, com menos mutilação, com menos cirurgias. E falando em prevenção...

Quanto mais a gente prevenir, melhor. Então, como que a gente pode evitar a infecção pelo HPV? Como eu falei, o HPV é muito difundido na população. Então, uma forma da gente evitar é a vacinação. A vacinação das crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos.

São duas doses, ela é dada pelo SUS, tem campanhas para isso. E isso vai ser importante antes dessa criança, né? Esse adolescente ter relação sexual, porque normalmente é nas primeiras relações sexuais que normalmente as mulheres e homens acabam contraindo o HPV ou entrando em contato com o HPV na vida.

E se você, antes disso, faz a vacinação, a chance ali dessa infecção não acontecer, ou se ela acontecer, ela ficar curada e eliminar o vírus é muito grande.

Então, por isso que as campanhas focam muito nisso. O uso de preservativo, ele é importante para evitar o câncer de qual de útero? É, mas ele também é importante para outras doenças sexualmente transmissíveis como o HIV, né?

Hoje mesmo eu estava operando uma paciente com diagnóstico de HIV e com um câncer de vulva, na vulva, na parte externa, ali na genitária feminina. Eu tive que fazer uma cirurgia grande ali, uma cirurgia plástica reconstrutora.

para poder fechar ali, então eu tive que ali, fiquei algumas horas operando essa paciente hoje de manhã, lá no Hospital das Clínicas, foi muito bacana, tive um resultado muito bom, mas esse câncer que chegou ali foi através da via sexual, então como que vai ser importante a gente orientar a população ao sexo seguro, até mesmo as questões relacionadas...

a múltiplos parceiros, comportamentos de risco que podem aumentar a chance de pegar uma doença tão séria como HIV. E falando sobre o HPV, esse que é muito comum, então alguém que tem HPV não quer dizer também que ela precisa ser marginalizada ou ela precisa se sentir diferente ou diminuída, mas quer dizer que ela precisa de um tratamento.

Quer dizer que ela procurando profissional, fazendo o tratamento direitinho, ela vai poder ter uma vida normal. Mas falando aqui do HPV e do uso do preservativo, ele não consegue prevenir totalmente o HPV, porque ele fica mais difundido aqui na região íntima, de uma forma que somente a camisinha...

e o preservativo ou preservativo feminino não consegue evitar totalmente. Então, por isso que é importante a vacinação. Depois que as mulheres já tiveram relação sexual...

A vacinação continua sendo aí uma forma de proteção, porque melhora a imunidade, pode sim ajudar a evitar esse contágio, principalmente de tipos que a paciente ainda não entrou em contato ainda, mas é possível que no futuro existam alguns estudos aí que mostrem aí se realmente também tem ação no câncer depois que a mulher já...

teve relação, por enquanto ainda não tem muito estudo falando sobre isso. Então falando aqui sobre o HPV, é isso, precisamos vacinar as nossas crianças. O preventivo, as mulheres precisam fazer o preventivo, hoje o Ministério da Saúde recomenda dos 25 aos 64 anos, essa mulher pode começar fazendo anualmente, depois que vem dois,

preventivos normais, consecutivos, essa mulher pode até repetir a cada 3 anos, mas sem deixar de consultar sua ginecologista anualmente. E mais recentemente, e isso vai ser incorporado no SUS, o teste do H2O.

que vem aí para facilitar a coleta, para aumentar a sensibilidade do teste do HPV, o teste aí do preventivo.

e diminuir o risco aí daquele preventivo vir normal e ter alguma coisa escondida ali. O teste do HPV, ele é mais sensível. Ele é tão sensível que se ele vier negativo, a partir dos 25, 30 anos, essa mulher pode repetir a cada 5 anos esse teste do HPV. Mas...

Não quer dizer que ela tem que ficar 5 anos sem ir no ginecologista. Tem que ir anualmente no ginecologista. Não pode perder de ir. Porque ele vai examinar suas mamas, ele vai te examinar ali a região íntima, vai ver alguma queixa da mulher, vai fazer o exame físico, o exame especular. Tudo isso faz parte da consulta do ginecologista.

Tá bom? Então precisa aí. Sobre o câncer de colo de útero é isso, que eu queria falar de prevenção. O tratamento aí do câncer de colo de útero das lesões pré-malignas, ele é muito importante, do NIC, NIC1, NIC2.

Às vezes, dependendo das lesões, elas podem ser acompanhadas quando são de baixo grau. Isso vai depender da mulher, vai depender se ela tem filhos ou não. Tudo isso vai ter nuances que a gente vai ter que olhar. Mas, basicamente, se a gente conseguir tratar essas mulheres antes que virem o câncer, é o que a gente quer. E os sinais e sintomas do câncer de colo de útero...

que seria aqui uma feridinha aqui no colo do útero, é sangramento. Essa mulher que às vezes menstrua, ela vai ter um sangramento entre os períodos de menstruação. Ela pode ter dor para ter relação ou pode ter sangramento após a relação. Pode ter um sujo na calcinha esquisito, um corrimento esquisito que não está normal.

pode ter dor pélvica, pode ter até ínguas, mas todos esses sintomas aí de dor pélvica, sangramento após a relação ou mesmo sangramento entre os períodos menstruais ou aquela mulher que não sangra mais.

que já entrou na menopausa e tem um sangramento, também pode ser do colo do útero. Então, é procurar o ginecologista e se cuidar. Aquilo que eu falei é verdade, não necessariamente vai ser o câncer, mas se for, está aí uma forma de você diagnosticar ele o quanto antes. Agora, vou falar do câncer de endométrio, que é o câncer dessa região aqui, do corpo uterino.

Esse tipo de câncer dessa região, ele é mais comum aí na mulher depois da menopausa, tá? A idade aí, por exemplo, do câncer de colo de útero, que mais acomete as mulheres é entre os 35, 45 anos. A maior parte das vezes está até em idade reprodutiva.

É um pico aí de incidência, mas pode dar na mulher mais velha. Por isso que é importante a mulher mais velha continuar a fazer seu preventivo ou o teste do HPV, o que o ginecologista achar melhor. Mas é importante mesmo se ela não está tendo mais relação, é importante. E falando do câncer de endométrio, ele acontece na mulher normalmente mais velha, depois da menopausa.

Menopausa hoje aí no Brasil, em média, acontece entre os 50 e os 52 anos. E essa mulher que não menstrua mais, se ela tiver um sangramento, ela precisa procurar o ginecologista.

um sangramento, uma secreção diferente na calcinha, um corrimento esquisito, procura o ginecologista. Não necessariamente é um câncer de endométrio, pode ser um pólipo, pode ser uma hiperplasia, que é a parte aqui interna do endométrio crescida, pode ser um pólipo aqui, como está mostrando, pode ser uma hiperplasia que sangra,

Mas essa investigação vai ser importante. E essa investigação vai ser feita com o tração ginecológico inicialmente. E a forma da gente ver o útero por dentro é através de um exame que é feito com sedação. Pode ser feito ou em um centro de ginecologia mais avançado ou no próprio hospital.

em ambiente hospitalar, sobre anestesia, o médico vem com uma camerazinha bem fininha e olha dentro do útero, chama esteroscopia. Esse é o exame padrão ouro para a gente diagnosticar o câncer de endométrio. Seria aqui uma carninha crescida. O câncer de endométrio seria aqui essa carninha crescida.

que começa a ter raiz, tá vendo? Começa a ter raiz aqui, infiltrar aqui o miométrio, que é essa camada aqui de musculatura principal aqui do útero, e daqui em diante ele pode virar alguma doença mais séria, pode causar até metástases.

Então, o que eu vejo aqui na minha prática é que a maior parte dessas mulheres que estão na menopausa e que tem esse sangramento, rapidamente elas procuram o médico, o médico já logo vê e muitas vezes encaminha aqui para mim essas mulheres. E aí eu chego aqui com todo o meu jeitinho aqui, eu vou explicar para elas.

como que é, como que vai ser o tratamento, vai fazer muitas vezes uma cirurgia por robótica, eu vou fazer ali uma cirurgia para retirar o útero, os ovários.

que é o que a gente chama de pesquisa de linfonodo sentinelos, pode ser feito por robótica, inclusive é a melhor forma de fazer essa cirurgia. Falando mais sobre o câncer de endométrio, ele é comum aí nas mulheres que têm mais, têm obesidade, que vivem aí, convivem aí com esse desafio que é a obesidade, que é uma doença crônica, que precisa de atenção, precisa de tratamento, cuidado especializado.

Porque a gordura, se você não sabe, ela é um órgão endócrino.

A gordura, ela é capaz de produzir hormônios. A minha esposa é endocrinologista e ela faz aqui com muito carinho e atenção tratamento dessas pacientes, de muitas pacientes que têm obesidade. E aí ela mostra aqui, isso aqui é um quilo de gordura. Esse tecido aqui, que é a gordura...

ela produz em excesso, a gordura em excesso no nosso corpo e na mulher também, principalmente, ela produz hormônios, um tipo de hormônio feminino, um estrogênio. E aí esse estrogênio, ele é capaz de estimular o crescimento aqui dessa camada interna, que é chamada endométrio, e esse estímulo aí...

que além da conta, com o tempo, com o passar dos anos, ele pode vir a formar um tumor, um tumor de endométria, que vai sangrar. E aí sim a gente vai ter que tratar dessa mulher. Então se antes a gente cuidar para melhorar nosso estilo de vida, nossa alimentação...

melhorar aí as questões relacionadas ao sono, melhorar aí o sedentarismo, sair aí de coisas aí que estão te deixando para baixo, que estão atrapalhando você de ser feliz.

isso também vai te ajudar muito a evitar o câncer, praticar exercício. Tudo isso é poderoso para evitar o câncer. Então, falando aqui do câncer de endométrio, foi isso, né? E vou responder aqui uma pergunta. Olha a Marina Alva aqui.

Olha, em 2001, 2001, tive diagnóstico de câncer de endométrio e fui operado pelo senhor. Hoje ainda continuo em acompanhamento oncológico. Na época, será que você queria falar 2021, não? Marinalva. Em 2001, eu estava, eu tinha acabado de passar no vestibular de medicina.

Eu não ia conseguir te operar, nem se eu quisesse. É 2021, é isso, Marina Alva. Ah, é muita felicidade te ver aqui, Marina Alva.

Porque, veja gente, ela tinha na época 57 anos e ela teve um sangramento. E aí logo foi descoberto o câncer. Então o câncer de endométrio é um tipo de câncer que realmente eu consigo operar muitas das pacientes em estágio inicial.

Pra você ter ideia, é o sétimo tipo de câncer mais comum na mulher no Brasil. Mais de 7 mil casos por ano no Brasil. E nos países de primeiro mundo, o câncer de endométrio, como a obesidade está cada vez mais presente, cada vez mais presente a obesidade na população.

e acabei de falar, expliquei sobre a gordura que produz o hormônio... o câncer de endométrio virou uma pandemia.

virou uma pandemia mundial, então a gente precisa olhar para isso, para cuidar com ainda mais atenção, a mulher que teve o câncer, mesmo o câncer de endométrio, se ela cuidar da sua saúde também, fazer atividade física, continuar olhando para a sua felicidade, acompanhando direitinho, graças a Deus a Marina Alva que deu o exemplo dela.

curada aí do câncer de endométrio, graças a Deus, e eu pude participar dessa cura, né, com muita felicidade, realmente é da gente ficar muito feliz, né, é um milagre, né, é um milagre da vida a gente poder curar alguém de câncer, e é o que a gente quer.

Então o motivo da minha live é pra isso, pra alertar, né, sinais e sintomas, já alerta, que caso tenha, procurar logo o médico, não ficar se deixando pra depois. E o principal sintoma do câncer de endométrio é um sangramento nessa mulher que não menstrua mais e tem um sangramento, tem um sujo na calcinha, às vezes não é um sangramento forte, às vezes é um sangramento fraco, mas já é suficiente pra você, opa, tem alguma coisa diferente.

tá bom? Nem sempre vai ser o câncer de endométrio. Na verdade, a menor parte dos casos vai ser o câncer de endométrio. Mas se a gente diagnosticar no início, a chance de cura é grande. E outra coisa que eu vou falar aqui vai ser, então, agora do câncer de ovário. O câncer de ovário dessa região aqui...

O ovário, que é o órgão da mulher responsável pela produção dos hormônios femininos, responsável por abrigar os óvulos da mulher, os folículos ali que vão se desenvolver e vão a cada período menstrual. A mulher vai ter a ovulação.

no seu período fértil, quando a gente pensa em câncer de ovário, a gente pensa numa doença que tem origem não só no ovário, mas também na tuba uterina e no peritônio, que é a membrana que reveste os órgãos por dentro, principalmente dessa região aqui. Essa é a origem do câncer de ovário.

E a gente às vezes pode confundir o câncer de ovário, ou até a mulher pode ficar com medo do câncer de ovário, no sentido daqueles diagnósticos às vezes de ultrassom, de cistos de ovário, ou massas no ovário, ou mesmo cistos relacionados à ovulação, até endometriose.

Aqui eu te digo, se a gente fizer um ultrassom ginecológico na população feminina, vamos botar aí nas mulheres em idade fértil, 5% delas vai ter um cisto no ovário ou um tumor ou uma alteração ali relacionada a um cisto ou um ovário aumentado de tamanho.

Mas a grande coisa é que mais de 85% dessas pacientes, essas lesões são benignas. E muitas delas funcionais, ou seja, parte do funcionamento normal do ovário que a gente vai precisar só de acompanhar. Não vai precisar operar.

E sobra aí 15% dos casos em que esse cisto no ovário ou tumor, esse ovário crescido, ele vai ter características.

suspeitas em que a gente vai levar essa paciente para uma cirurgia, para tirar esse cisto com todo cuidado e caso ali tenha algum câncer alojado, a gente tomar ali, fazer o tratamento correto do câncer.

Quando a gente descobre o câncer de ovário no início, quando ele ainda está só no ovário, a chance de cura supera 90%. É altíssima, entende? Então, é importante a mulher que teve um diagnóstico de cisto ou tumor de ovário não se desesperar, procurar um médico especialista.

Normalmente o cirurgião oncológico, o ginecologista que faz treinamento em cirurgia oncológica, que é o ginecologista oncológico, são os profissionais mais capacitados em conduzir essa mulher com cisto ou tumor de ovário suspeito para algo mais sério, porque tem a forma correta de fazer essa cirurgia.

Repito, sendo ali uma coisa inicial, só no ovário, a chance de cura é altíssima, se fizer a cirurgia correta. E sobra aí 75% das vezes o câncer de ovário, ele é diagnosticado, infelizmente, em fases avançadas, em que ele já se espalhou.

25% então ele é diagnosticado como cisto ainda, restrito no ovário. E 75% das vezes, quase isso, praticamente isso, ele é descoberto, o câncer de ovário, num estágio que ele já está espalhado na barriga. E o que isso implica? Isso implica que essa mulher já vai ter sintomas, uns sintomas mais sérios.

então quando o tumor de ovário ainda é só restrito ao ovário e ele crescer ali, ele vai causar...

uma dor pélvica, um peso na barriga, ele pode causar ali, a mulher pode fazer xixi toda hora, porque ele comprime a bexiga, ele pode comprimir embaixo o intestino e dar ali constipação, ele pode alterar ali os gases, a mulher sentir que está com mais gases, ela pode ter relação e doer.

Esses são os sintomas mais comuns de um cisto no ovário. Outras vezes ele pode ser assintomático e aí ele é descoberto pelo ultrassom ginecológico. E aí através das características o médico vai determinar se ali precisa operar ou não. O grande desafio do cisto de ovário é que a gente não pode biopsiar. A gente não pode pegar...

e furar ele com uma agulha e tirar uma biópsia. Se a gente acha que aquilo pode ser um câncer, a gente tem que tomar todos os cuidados, fazer a cirurgia com cuidado, pode ser vídeo, pode ser robótica, quando esses tumores são menores do que 10 a 15 centímetros, mas para tirar ele eu vou ter que fazer um cortezinho com cuidado para ele não romper.

E, no caso, se essa mulher tem o câncer de ovário avançado, como eu falei, 75% das vezes o câncer de ovário, que é o oitavo tipo de câncer mais comum na mulher, mais aí de 737.300 novos casos de câncer de ovário no Brasil por ano,

Essas mulheres com câncer de ovário avançado, que é a forma mais comum que a gente faz diagnóstico, infelizmente, elas já têm aumento de volume abdominal, a barriga já está mais inchada, essa mulher já tem mais dor abdominal, cólica.

ela se alimenta e fica logo cheia, ela às vezes tem massa abdominal palpável, ela pode ter um nódulo no umbigo, ela pode emagrecer ou sentir fraqueza. Tudo isso pode ser um sinal de câncer de ovário, pode ter constipação ou pode ter sintomas até parecidos com uma síndrome de intestino irritável, que nesse caso aí...

Ela pode ter diarreia alternada com constipação. Veja que são sintomas que não são muito só de câncer de ovário. Então, por isso, confunde muito. Mas se essa mulher está vendo que isso está se perpetuando, uma dor na barriga, uma cólica, um aumento de volume abdominal, os gases que estão alterados. Em vez de você, no caso a mulher, ficar...

mudando a dieta por conta própria, toma um remédio ali, acular um chá, procura logo o médico, a chance é que vai acudir logo. E nem sempre vai ser o câncer. Vai ser, às vezes, outra coisa. Vai ser a mulher, às vezes, que está estressada, está mesmo com uma síndrome do intestino irritado. Então, veja.

acontece da gente ter que cuidar da nossa saúde em períodos que a gente nem está querendo, mas a gente tem que separar um tempinho para a gente. Isso é tão importante que eu estou falando, que em média as mulheres com câncer de ovário, 9 em cada 10...

que tem um diagnóstico de câncer de ovário avançado, estão sentindo isso que eu acabei de falar. Dor abdominal, inchaço, come e logo fica cheia, está fazendo diarreia seguida de constipação, ou está com massa na barriga, ou está emagrecendo, tendo fraqueza, sem uma dieta definida, ou está com alguma massa, dor pélvica.

e está ali sofrendo disso, e demora até nove meses para procurar o médico. Esse é o problema, entende? Por isso que é importante essa live. Procure logo, se você conhece alguém que você ama que está sentindo isso, vai ser importante investigar.

E falando aqui agora do câncer de vulva da mulher, na região externa da vulva, normalmente essa mulher vai ter algum carocinho ali na região externa da vulva ou uma ferida que não cicatriza, ou uma coceira, uma secreção, um sangramento.

ou uma área mais branca, ou uma área mais vermelha, uma área mais rosa do que o normal, ou uma área mais pretinha do que o normal, que também pode ter melanoma raro, mas pode ter.

Mas se essa mulher se conhece a sua vulva, se de vez em quando ela olha, ela está ali, vendo ali, fazendo o autoexame também da sua vulva, e também procurando o ginecologista e ele ali acompanhando, pelo menos uma vez no ano, dificilmente vai ser surpreendida.

com algum tipo de câncer de vulva grande e que não pode ser curado. O que tem que fazer uma cirurgia tão grande quanto a que eu fiz hoje. Uma paciente hoje de manhã que eu estava operando um câncer de vulva, essa paciente tinha quase 50% da área da vulva tomada pelo câncer.

Um câncer inicial. Então eu tive que tirar com cuidado. E tive que fazer uma cirurgia plástica ali. Reconstrutora. Para conseguir fechar a pele. Para essa paciente se recuperar. Ficou ótimo. Deus abençoou. Graças a Deus. Essa mulher certamente. Ela tinha coceira na vulva. Que não para. Ardência. Veja que são sintomas até comuns.

Mas que se essa mulher não fica se automedicando, se ela não fica ali deixando para depois, se for alguma coisa mais séria...

ela não deixa de fazer o diagnóstico o quanto antes. E recentemente eu atendi uma paciente aqui no meu consultório, em Vitória do Espírito Santo, uma paciente de 60 anos, uma professora aposentada, com nível intelectual alto.

Mas ela chegou aqui para mim com câncer de vulva avançado, mesmo sendo viúva, mesmo não tendo mais relação há muito tempo, mas que estava passando ali pomada, estava ali com uma ferida na vulva, que ela foi deixando para depois, passou ali quase um ano, e quando ela chegou já tinha ínguas alteradas na região inguinal, e já estava mais difícil de curar.

Então é isso, a gente precisa dar atenção aos sinais e sintomas do câncer, a gente precisa olhar para a nossa saúde, a gente precisa conhecer, então eu queria dar parabéns para vocês que estão assistindo aí, porque às vezes é um assunto que ninguém quer olhar para isso, às vezes é um assunto que ninguém tem coragem.

de parar um tempinho para se dedicar a isso. Mas é um tempo que a gente dedica e que a gente vai ter ali um benefício, porque a gente vai se sentir mais segura, a mulher vai se sentir mais segura, vai se sentir ali no comando, entendendo que o câncer não é algo ali também que surge do nada ou algo assim que a gente não pode controlar ou não pode evitar. A gente pode evitar sim.

Entende? Inclusive a vacinação para o HPV também previne o câncer de vulva, o câncer de vagina, o câncer de canal anal, o câncer de orofaringe, que são todos os locais que o HPV gosta de ficar também. Menos comum dele dar câncer, mas...

O HPV também pode dar câncer de canal anal, câncer da região de orofaringe, câncer de vulva, de vagina e colo de útero, que é o mais comum. Câncer de pênis, né? Apesar também de ser menos comum. Tá, gente? Doutor Alex, se possível.

Repete, em que posição está o câncer de endométrio? Quantos casos por ano são diagnosticados? A Marinalva está perguntando aqui. Então, o câncer de endométrio, Marinalva, ele é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum na mulher no Brasil. Ele perde por câncer de colo de útero.

com 17 mil novos casos por ano, mais de 17 mil novos casos por ano de câncer de cobre de útero. Câncer de endométrio está em torno de 7.800 novos casos de câncer de endométrio por ano.

Se você olhar no mundo, nos países subdesenvolvidos, principalmente aqueles da África ali, África subsaariana, são regiões muito pobres em que existe uma epidemia do HPV e do HIV junto e é uma população muito carente.

Então ali tem um boom ali de tanto de incidência de câncer de colo de útero como de mortalidade do câncer de colo de útero. Nos Estados Unidos e regiões de Europa, por exemplo, Canadá e...

Austrália, que eles conseguiram e conseguem fazer um bom rastreamento, uma vacinação, teste de HPV e tratam essas mulheres com mais eficiência dos pré-cânceres de colo de útero causados pelo HPV, eles diminuíram muito a incidência do HPV e do câncer de colo de útero.

Mas, por outro lado, nesses países existe o desafio da obesidade, que é uma das principais causas aí de câncer de endométrio. Existem outras causas, existem também fatores familiares também envolvidos. Mas a principal tem mais a ver aí com a obesidade. Então, nesses países desenvolvidos, o câncer de endométrio, que é dessa região aqui...

interna do útero, né? O útero é esse órgão aqui que tem esse formato de pera na mulher, né? Essa maquetezinha é mais ou menos o tamanho real dele, tá? E aí, aqui tá o útero, aqui tá o colo do útero, essa região aqui, esse canalzinho aqui, e essa parte externa aqui é o colo do útero, aqui é a vagina.

E aqui a parte do corpo uterino, essa parte de cima aqui. É daqui que nasce o câncer de endométrio. Nessa maquetezinha aqui, seria essa carninha crescida aqui.

que dependendo da mulher, ele pode ser diagnosticado no início, às vezes ele nem deu raiz ainda, nem cresceu demais, aí você já consegue tirar o útero, faz a pesquisa do linfonodo sentinela e tira os ovários.

e só, a mulher já fica curada, e outras vezes pode ter ali um caso mais sério, em que a gente precisa tirar as ínguas, fazer uma cirurgia maior, eu faço essas cirurgias também, às vezes eu recebo aqui pacientes com câncer de endométrio já avançado, com ínguas, com câncer já querendo espalhar.

Mas a grande coisa, a notícia é que é possível curar esses pacientes também. E eu faço essas cirurgias, tirando esses tumores, limpando ali, fazendo uma limpeza no abdômen, literalmente, para depois essa paciente fazer uma quimia, uma radioterapia.

Entendeu? Respondi a sua pergunta, Marinalva? Acho que deu pra falar, né? Nos sentimos acolhidos com a sua perfeita explicação. Sempre perfeito. Obrigado, Clara. Deus abençoe você. Gratidão. Eu tenho miomas subserosos. Pode virar câncer? Então, boa pergunta. Obrigado pela pergunta, Rosiane. Ó.

Essa maquetezinha aqui, esse útero tem um monte de doença, um monte de alteração. Mas aqui, nessas aqui, ele mostra aqui um mioma. Um mioma que seria um tumor benigno da camada muscular do útero.

É um tumor de origem muscular. É um tumor benigno mais comum na mulher. E o mioma, algumas populações, até 70% das mulheres desenvolvem miomas em algumas populações. Ele é muito comum, mas ele raramente vira câncer. Então não precisa preocupar, acompanhar se é um mioma.

aqui, que ele está dentro do miométrio, dentro da camada muscular do útero, ele é um mioma intramural. Se ele é um mioma que está mais perto da serosa, ou seja, da parte externa do útero aqui, por exemplo, esse aqui, que faz até um...

uma proeminência aqui, ele é chamado de subseroso. Esses miomas aqui, eles não costumam dar muito sangramento, nem muitos sintomas. A não ser que eles cresçam demais. Aí se ele crescer demais, incomodar a mulher, causar dor, alteração para fazer xixi...

peso na barriga, alteração até para ter relação, dor abdominal, esse é o caso que a gente opera o mioma. Mas se não estiver causando dor, não estiver causando sangramento, nada, a gente só acompanha. Depois que a mulher entra na menopausa, a chance é dele evoluir, dele diminuindo. E aqui o mioma seria o mioma submucoso, que ele faz protusão aqui para a mucosa.

Do endométrio, esse aqui costuma sangrar. Dá mais trabalho para a gente. Mas também tem tratamento clínico. A esterectomia, ela entra como a medida final. Se não resolveu com medidas clínicas...

Essa paciente vai para a esterectomia. Respondi a sua pergunta, Rosiane? Seja bem-vinda por aqui, tá? A Marinalva falou, gratidão por tanta dedicação nas explicações. Que Deus te abençoe. Amém. Obrigado, Marinalva. Gente, olha, muito feliz por estar aqui. Alguém que queira fazer uma pergunta?

Eu fico realmente aqui à disposição. Hoje então fiquei de falar sobre os sinais e sintomas do câncer da mulher. Eu falei sobre o câncer de colo de útero, sinais e sintomas. Falei sobre o câncer de endométrio, sinais e sintomas.

Falei sobre o câncer de ovário e falei sobre o câncer de vulva. Com muito carinho que eu venho aqui dar essa palavra aqui. Fico à disposição de alguém que queira me fazer uma pergunta, me procurar no direct ou até mesmo aqui no consultório para quem precisa.

maior prazer em ajudar, fiquem realmente à vontade de me mandar uma mensagem se você quiser. É isso, gente, um grande abraço para vocês, Deus abençoe a vida de vocês, até a próxima e até qualquer hora, se Deus quiser.

E agora eu quero te agradecer por ouvir o meu episódio e eu quero te fazer três pedidos. Primeiro é deixar seu comentário aqui embaixo dizendo como esse episódio te ajudou ou outros episódios estão te ajudando. E segundo pedido, encaminhar para alguém que pode estar precisando ouvir esse episódio. E o terceiro pedido é me seguir no Instagram e no YouTube. E até mais, até o próximo episódio.