Já podemos sentir saudades do Zack Snyder? | MRG 826
Com o novo DCU dando seus primeiros passos sob o comando de James Gunn, a expectativa era de um recomeço para a DC nos cinemas. Mas depois do lançamento de Supergirl, parte dos fãs começou a questionar os rumos desse novo universo e até a olhar com outros olhos para a antiga fase comandada por Zack Snyder. Será que a nostalgia falou mais alto ou já podemos sentir saudades do Snyderverso?
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Affonso Solano e Beto Estrada recebem Northon Domingues para debater os primeiros capítulos do novo DCU, analisar o impacto de Supergirl e discutir se James Gunn ainda está construindo algo maior ou se a DC abandonou cedo demais o universo iniciado por Zack Snyder.
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Affonso Solano
Beto Estrada
Northon Domingues
- James Gunn· EntretenimentoReboots da DC · James Gunn · Peter Safran · DC Studios · Superman · Clayface · Lanterna Verde
- Nostalgia e SaudadeDCU sob James Gunn · Zack Snyder · Supergirl · Homem de Aço · Batman vs Superman · Liga da Justiça
- O Universo Expandido de Star WarsLore · Construção de universo · Supergirl · Superman · Krypton · Asgard · Thor
- Comparativo de Direção: Snyder vs. GunnEstilo visual · Narrativa · Zack Snyder · James Gunn · Guardiões da Galáxia · Esquadrão Suicida
- Gestão e LiderançaGerenciamento de equipe · Delegação · James Gunn · Peter Safran · Kevin Feige
- O Valor da Verdade e AutenticidadeCríticas de jornalistas · Relações públicas · The Rock · Joe Rogan · Tom Cruise
- Análise de Jogadores· EsportesComportamento de atletas · Cristiano Ronaldo · Erling Haaland
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Meu boa tarde, eu não entendi o que aconteceu com vocês dois, mas está Chegamos começando mais um Matando Robôs Gigantes, senhoras e senhores. Eu sou o Backstrider, estou aqui com Afonso Solano e Nordinho. Hoje a pergunta será importante. Será que a gente está com saudade do menino Zeca? Porém, Afonso Solano, porém quero saber de você antes de começarmos. Tá curtindo a Copa, Afonso?
Ah, eu sabia que você ia perguntar. Existem certas, existem certas coisas que a gente não consegue escapar, porque o algoritmo que hoje nos envolve como o ar que respiramos, ele, meu irmão, é tipo a vida da Anitta. Eu fico sabendo de algumas coisas, eu não tô nem aí para Anitta, nada contra a pessoa Anitta, não conheço, mas eu fico sabendo, entendeu? Certos YouTubers que eu nunca ouvi falar, mas falei, caramba, agora eu sei sobre essa pessoa.
A Copa não tem como, Betão, não tem. Eu tentei, aí você fica sendo meio que o Larry David da parada, tipo, você é o escroto que não quer fazer nada na Copa, todo mundo quer fazer churrasco, quer chamar você. Aí eu falei assim, ah, tá bom. E eu não quero ser o cara que parece que sou contra, eu só não ligo, eu não ligo para, entendeu, para Copa. Mas eu acho maneiro, porra, tipo um bom jogo. Alguém falou assim, Afonso, você já viu Cristiano Ronaldo jogar?
Eu falei, pô, Cristiano Ronaldo, inclusive o Beto me ensinou que ele não é brasileiro, achava que ele era brasileiro. Tá sabendo legal, ele é português, correto?
Isso, esse é o nível.
Ok, aí falaram assim, pô, já viu o cara jogando? Eu falei, acho que já devo ter visto. Não, não, tu já viu jogar uma Copa? Aí eu falei, porra, deixa eu ver. Eu sempre lembro do Beto. O Beto é tipo uma nuvem do Mufasa que aparece pra mim, sabe? Lembre-se, tipo, do que eu te falei. Eu fui lá assistir. Porra, Betão, o cara realmente... Agora eu comecei a entender, cara, porque que ele é esquisito, né? Ele é um cara...
Ele tem 44... 44 não, mas 41, né? Pra alguma coisa, 70.
41. Norton, o que você achou dele dando aquela porrada no jornalista, que era brasileiro, eu acho até? É pra ele ali, que ele não gosta de mim, que fica fazendo perguntas que não gosta de mim. Então fala isso tudo pra ele.
Caralho, ele é o Opus acompanhando a Copa de verdade, ô!
Conseguimos, conseguimos!
Marcelo Beto que me fez essa direitinha aí.
Eu falei, ei, direto! Achei assim, teve uma galera que falou, ia lá, caiu na pilha, tal. Falei, ué, mas esse cara deve ter perseguido, tô presumindo, Beto vai me explicar, o Beto sempre explica, Norton, as coisas do futebol.
Esse cara deve estar perseguindo, faz o check, né?
Faz o check. Ele deve estar perseguindo esse Ronaldo aí há muito tempo, né? Tá enchendo o saco do cara, sei lá. Ou não, foi ele caindo na pilha? O que você acha?
Ah, acho que, cara, jornalista hoje critica muito, né?
Tipo, que nem a gente aqui.
Eu acho que caiu na pilha, porque que nem a gente aqui, é que nem tipo assim, por exemplo, um dia a gente vai entrevistar o Brad Pitt e o Brad Pitt vai virar pro Diogo e vai falar assim, ah, tô ligado, fica falando que eu sou ruim, fica falando que eu sou ruim.
Mas o Diogo perseguiu o Brad Pitt, ele perseguiu o Brad Pitt durante muitos anos. Será que era o quê?
Acho que é válido, acho que eu tô contigo, Afonso, acho que vale ele criticar, eu acho assim, é lógico.
Até botar a zoada de volta, né? Porque ele sabia que ia viralizar. Então, tipo assim, eu vou dar uma zoada no cara, o cara tá sempre me zoando, vou falar isso também.
Será que ele não escolheu só o cara assim, tipo, não, eu vou simplificar todo mundo? Porque realmente ele deixou a desejar nessa Copa e todo mundo meio que questionou isso, né?
Não, mas ele não mirou nesse cara.
Então, mas será que ele não escolheu? Não, eu vou usar esse cara como exemplo.
Não, ele olhou um cara, falou assim, porra, eu entro na rede social, toda vez que eu entro para ver algum bagulho, tu tá falando mal de mim. Então assim, tu tá falando mal de mim agora. Eu acho que tem que ter essa liberdade. Eu prefiro esse jogador do que o jogador que faz lá relações públicas, aquelas frases chatas que acaba o jogo e tu não— O jogo da Inglaterra, beleza, vou perguntar para Afonso. Jogo da Inglaterra, aconteceu um negócio no jogo da Inglaterra, tá?
Foi um bom jogo e tal, não sei o quê, ganhou na dificuldade. Foi Inglaterra e Noruega do Erling Haaland, jogador mais legal da Copa.
E aí tem um textão maneiro, parece um troll norueguês, ele mesmo.
E aí acabou o jogo e perguntaram para o técnico da Inglaterra.
Ah, isso foi bom demais, velho!
O que que tu achou do jogo? Ele falou, cara, não jogamos bem, não foi bem, a gente precisa melhorar e tal, não sei o quê, não tá correto, não fiquei feliz, blá blá blá blá blá blá blá blá blá. Aí perguntaram para o jogador, camisa 10 da Inglaterra, que ganharam, ele fez 2 gols. Perguntaram, falou assim, pô, será que teu técnico não tá muito feliz? Que que você acha? Ele falou assim, ah, ele não deve saber como é entrar em campo contra esses cara num clima de Copa do Mundo.
Isso é bom, isso é bom.
Tava sentindo falta. Essas paradas eu respeito muito mais. É o que a gente fala às vezes aqui, tanto sobre os artistas que a gente acompanha quanto sobre nós sendo cobrados enquanto artistas comunicadores, é autenticidade. A galera, principalmente hoje, não compra mais essa coisa relações públicas, babaquinha. E aí, eu acho que todos então, é muito importante, né, que aí você dá uma puta resposta Aí você fala, cara, o que que ele falou?
Não falou nada, não falou absolutamente nada. Eu respeito que a pessoa não queira entrar em política, por exemplo, né? O The Rock foi no Joe Rogan, o Joe Rogan, porra, que é um puta polêmico do caralho, cara, tentou entrar em várias questões, várias questões. É Trump, é trans, é porra, é ET, é tudo, qualquer parada, imigrante. E o cara sempre dava as mesmas respostinhas. Eu acho que todos nós estamos juntos nessa grande luta que é a vida e tal.
É tipo, muito liso, né?
Muito liso.
Não, mas tá tudo bem.
É assim, eu acho melhor, em termos de autenticidade, que eu quero dizer, eu acho melhor falar assim, cara, eu prefiro não entrar nessa questão. Que nem o Elvis falava antigamente, olha, eu sou apenas um entertainer.
Mas aí muito antigamente, né?
Eu não quero me meter nessa parada.
Mas é mais oeste do norte.
É mais oeste.
Eu entendo.
Mas o The Rock, ele é o rei dessa bonetagem, vamos lá, ninguém tá surpreso aqui.
Não, mas olha só, calma aí, calma aí. É porque assim, eu entendo, é porque é muito difícil essa análise. Concorda comigo que assim, o mais legal, o mais bonito é a gente ver ou o cara sendo honesto com a opinião dele ou o cara fazendo isso que o Afonso falou, que ainda é honesto.
É tipo, não quero falar sobre essa parada, não quero falar, te agradeço, mas gostaria de falar sobre o filme. O Tom Cruise falou isso, tentaram falar com ele sobre alguma parada assim de política durante um Missão Impossível desse, aí ele virou e falou assim, cara, com todo respeito, agradeço. Foi exatamente assim, Tom Cruise, que esse sim é o mestre da sabonetagem, mas é um sabonete febo, meu irmão. É mesmo? Ele falou assim: agradeço muito sua pergunta, sua presença.
No entanto, nós estamos aqui para falar sobre o filme e vou responder perguntas sobre o filme. Muito obrigado. Acabou.
Não, maravilhoso, maravilhoso.
Mas estamos todos juntos nessa jornada que é a Terra.
Mas o Joe Rogan vai lá e te convida. Você sabe quem é o Joe Rogan, tá ligado? Você sabe o tipo de pergunta que ele vai fazer.
Não, mas olha só, Norto, olha só, ficou um episódio merda. Não, mas olha só, é porque assim, hoje é muito bonito e eu sempre Eu sempre falei isso aqui. E pô, Norton, Afonso e o Diogo, eles me conhecem há muito tempo e eles sabem que assim, eu sempre tive um defeito, que era sempre só a humildade. É o único defeito dele. Não, mas é porque assim, sempre é visto no mundo como o seguinte: eu amo honestidade, prefiro que— essa frase é a frase mais mentirosa que existe— prefiro que falem a verdade para mim do que mintam para mim.
E eu, Norton, Alfonso é minha prova. Eu sempre comprei a honestidade ao nível de que eu ofendia muitas pessoas sendo só honesto. Aí eu percebi o quê? Honestidade no mundo de hoje é confundida com falta de educação. Porque a pessoa não quer honestidade, ela quer ouvir o que ela quer. Ela quer alguém concordando com ela. Aí você fala, então beleza, você não pode ser honesto. Então vou dar uma sabonetada. O sabonete é o em cima do muro, ele não pode estar porque ele tem que...
Aí no fim das contas você fala assim, cara, o cara tem que estar sempre a favor de você. Não quero.
Então você vai votar, pô. O que que você acha disso tudo?
Olha, veja bem, eu acho que a gente tem que olhar os dois lados. Não, não, é sério.
A gente também não vai ajudar nada.
Todos juntos. Somos aqui como uma sociedade, a gente vai se conhecendo. Não, agora é sério. Eu acho que a gente tem que parar falando do The Rock principalmente. Cara, não é à toa que ele é o ator mais bem pago de Hollywood há 10 anos, assim. Todo ano ele tá lá na lista do ator mais bem pago.
Eu não consigo entender por quê. O costume do cara. Nem todo. Olha a Moana aí afundando, pô.
Coitada.
Você percebe que quanto menos ele fala, é melhor pra ele.
Sim.
Certo? E é nisso que ele vai seguindo. O meu problema inicial é ir no Joe Rogan, porque você vai no Joe Rogan, mano, você sabe que você vai ter que lidar com o cara perguntando isso pra você. Você sabe disso. É assim que ele funciona, é assim que ele consegue o alcance dele. Então você vai no Joe Rogan pra sabonetar, aí eu já acho mais foda, eu já acho chato. Eu já sou da opinião do Afonso, falei assim, mano, ó, não queria... E falar mesmo, deixar no corte.
Ó, mano, não queria falar sobre esses assuntos e tal. É uma coisa que eu não tenho conhecimento, já era. Vida que segue. Agora, você vai no Joe Rogan pra ficar nesse, ai, nós como sociedade estamos aqui numa grande jornada, e tudo mais. Aí eu já acho furada. Mas eu também não acho que sinceridade queira dizer poder falar tudo também, certo?
É difícil, Betão.
É difícil, é uma linha muito tênue. É uma linha muito tênue.
Eu acho que quando você fica mais velho, você aprende que... Que é infantil também. É esse papo de defender, não, porque eu vou ser sempre honesto.
Isso é infantil também, tipo, é que por outro lado as pessoas, esse programa tá ficando meio, meio Joe Rogan, né? Mas assim, a galera confunde honestidade com veracidade. Isso aí, ser honesto sobre alguma coisa, você tá dando o seu ponto de vista, não tô nem entrando em questão de fato, que também ofende para caramba, né? Então assim, às vezes a pessoa fala, agora você gostou do meu corte de cabelo? Poxa, achei feião, mano. Tipo, caralho, como é que você fala um negócio desse?
Aí é uma questão de, pô, mas é minha opinião. Se você gostou da parada, por que que importa o que eu falei? Ah, porque eu queria te agradar. Porque tem essa questão, a gente quer agradar as pessoas, a gente quer que as pessoas gostem da gente.
Mas existe um quê de delicadeza também. Mas esse resumo que o Afonso tá te dando, Norta, é o resumo que eu sempre fui assim, e eu aprendi que você não precisa ser assim. Você só quer— não venha me dizer que você prefere honestidade do que, né?
Ninguém quer 100% de honestidade.
Então vamos lá, então, Afonso, o que que você achou da minha barba.
Que barba, caralho! Já era, patulha!
Senhoras e senhores, meus amigos e minhas amigas, estamos aqui para falar da DC Comics, DC Universe, né, DC Gun, qualquer que seja a definição que você prefira aí. Nós temos aqui uma pergunta a fazer. Afonsinho Solano, é a hora da gente se recolher e fazermos o que estamos fazendo com o episódio 1, 2 e 3 atualmente, que é esquecendo o quanto criticamos, o quanto falamos mal, para chegar na hora e falar assim: é, não é que talvez eu esteja com saudade, senhor Schneider?
Será?
Mas você sabe que o Nortinho fez aqui uma, a gente abriu o programa falando de polêmica, ele fez uma declaração no episódio recente aí, deu mó treta também, que ele falou que não, daqui alguns anos os fãs de Star Wars verão a trilogia da Rey da mesma forma que hoje estamos revisitando. Achei muito corajosa a declaração dele.
Esse tal de Nortinho aí sabe do que tá falando.
Só fica pior do que tá hoje, velho.
Mas olha só, vamos lá, a gente tá obviamente, é para se alguém tava em Marte, sei lá, não soube o que aconteceu, conforme o James Gunn tomou ali as rédeas do DCU. E digo isso também porque nem todo mundo precisa saber dos backstage, né? A gente tem que entender que tem uma galera aí. Um abraço para o meu querido Aquiles aí, nosso ouvinte, meu professor de academia, que sempre agradece esses contextos. Porque o tal do Zack Snyder, que era o diretor lá do 300, Esparta e vários outros filmes que tem muita câmera lenta, Watchmen e tal, ele tomou as rédeas da DC na época como visionário, né?
Sabe, Betão, que a gente sempre gostava de falar. Eu vou dar uma visão X aqui para parada. Começou com Homem de Aço, que porra, digamos que a maioria de nós, porra, gosta dessa direção, um caminho mais escuro, literalmente mais realista, menos colorido, né, mais cínico também.
Exato.
E aí, brother, o cara veio com Batman vs Superman, não é culpa dele inteiramente, sabemos. David Goyer, já falei aqui, que é o escritor, falou que a parada foi escrita sei lá, uma semana e 3 horas. E aí, o que pouquíssima gente sabe, independente do talento do cara, para onde ele ia, o Zack Snyder, ele passou por uma desgraça na vida dele, que foi uma morte de um familiar dele. Um negócio impensável.
Filha mesmo assim, é bem pesado.
Foi a filha dele que tirou a própria vida. Evidentemente, o cara falou, cara, não tenho cabeça para seguir a parada, para tudo, né?
Pelo amor de Deus.
Ele seguiu, mas aí ficou meia-boca, não sei o quê. Tem gente que momento tem que ser desculpa. Desculpa no sentido que tipo, não, mas ele já tinha feito um monte de coisa antes que não era bom, isso não afeta, não sei o quê. Aí botaram lá o Joss Whedon, que é o criador da Buffy, que dirigiu também o Vingadores 1. Aí ele fez o Liga da Justiça. O Liga da Justiça que chama o filme, é, né?
Isso, ele pegou tudo que os X-Men gravado, editou, fez uma, uma um re-storytelling, né, quase, com a edição ali. E ainda gravou uma coisa ou outra. E para variar, ainda deu umas porradas em uns e outros dentro do set.
E aí, exatamente, os cara ainda era cuzão, cara. E aí, cara, e aí o maluco, o filme foi ruim, aí o negócio desandou, aconteceu tudo aquilo com a DC. Veio James Gunn, que tinha abalado no Guardiões da Galáxia, era um cara que começou lá no roteiro. Tem uma visão mais underdog das coisas, né, ovelha negra de personagens e tal. Meu irmão, vou começar a fazer DCU. Fez o Super-Homem, que dividiu a turma, dividiu a MRG. Pô, a gente ficou aqui, tal, dividiu não sei o quê.
Eu acho, pelo menos.
E aí o cara tinha no prato dele também um negócio confuso. Falou assim, não, mas o próximo seria o quê? Batman e Mulher-Maravilha, vamos fazer o trio. Não, não, mas já tem o The Batman lá. Com o Robert, como é que é, o Patrick Pattinson. Isso, exatamente. E não pode usar o Batman ainda não, que vai sair outro filme dele agora. Ih, tá confuso, Mulher Maravilha ou foi a Supergirl? Aí, nego, ousado, ousado, o cara fazer o filme da Supergirl.
Tá bom, vamos fazer Supergirl. E não, não, mas antes tem o desenho das Criaturas Comando. Tá e tal. E a coisa foi andando, Supergirl Deu no que deu e a turma tá começando a fazer. Fiz esse, né, não tão rápido callback, mas acho importante até pra gente refrescar aqui que tipo a grande promessa do James Gunn ela tá muito semelhante à promessa que foi o Zack Snyder, meu irmão. Tipo, apesar de eu, Afonso, aí jogo pro Norton, eu ainda estou confiante no que o cara vai nos trazer. Eu ainda não desligaria o maluco. Você, Norton, desligaria ele?
Então, cara, eu tenho uma matéria essa semana que a gente tá gravando, que isso virou uma pauta, né, por causa do filme da Supergirl. E a Forbes, a Forbes mesmo fez uma matéria sobre isso, tipo, tá na hora já de cortar esse James Gunn já, 1, 2, 3, aproveitar que tá no começo e dar uma outra visão. E eu concordo muito com o que o jornalista da Forbes falou, que assim, primeiro, eu acho que a DC não sobrevive no universo cinematográfico um terceiro reboot em 10 anos assim, sabe?
Não sobrevive, já é uma bagunça. É o que você falou, beleza, a gente sabe que o The Batman é separado, mas a gente sabe que a gente trabalha com isso, comunicação, e tá dentro dos bastidores.
Cara, tem toda uma leva de pessoas que não sabe quem é o dono do universo.
E o Pinguim, onde é que encaixa nisso? O Robert Pattinson vai ser o Batman, por que ele não apareceu no filme? Já é uma bagunça em si inicialmente, mas é porque o universo de super-herói geralmente é bagunçado mesmo assim. Mas aí um terceiro reboot agora, então pera aí, não vale Liga da Justiça, mas o Aquaman vale? Não, mas ele virou o Lobo. Não, mas você entendeu? É tudo muito confuso. A DC não sobrevive grande assim nesse sentido, isso que eu tô querendo dizer.
Seria talvez com projetos menores. E eu acho que também assim, agora é uma coisa que eu reclamo com Star Wars, também eu vou reclamar aqui. Agora precisa pagar um pouco para ver também, sabe? Se você traz o cara, James Gunn, que aí eu posso, a gente pode discutir um pouco do currículo dele se quiser e tal, que também eu já acho que é uma escolha equivocada. Mas você traz esse cara, eu não, você vai definir o universo DC. Aí no segundo projeto grande, que irmão, você pode falar o que você quiser, mas Pacificador, Comando das Criaturas, Esquadrão Suicida, coisas menores, certo? Superman, Supergirl são os grandes guarda-chuvas ali.
Lembrando que o filme não é dirigido por ele, mas ele tava ali supervisionando e saíram.
Ele é o Kevin Feige da parada, assim.
Depois do filme sair, a galera provou que ele sim meteu a mão, que o estúdio ficou preocupado com a versão do diretor e que o James Gunn foi lá e, não, não, calma, calma, eu tô por cima da geleia aqui e tal. Eu vou ajeitar e não sei o quê. Beto, no futebol, quantos jogos o cara tem que perder, o treinador, para ser mandado embora da seleção?
Da seleção? Não, olha, essa pergunta ela depende de uma resposta. Seleção, Superman, ela depende de uma resposta, Afonso.
Você tem orgulho de eu fazendo, fazer essas analogias?
Tô adorando, tô adorando.
Afonso em clima de Copa, tô adorando.
Só falta mais um, hein? Só falta mais um, só falta mais um.
Mas ó, cara, na verdade É verdade, essa pergunta ela tem duas respostas, porque se for técnico nacional é um tempo, se for técnico estrangeiro é outro tempo. Isso parece mentira, mas é verdade. Nós somos muito mais permissivos com o erro dos estrangeiros no futebol brasileiro do que o erro dos nossos. Isso acontece, são fatos.
Nós somos colônia e ainda não deixamos. Tem essa parada.
Não, nós não só somos colônia, nós temos que nos orgulhar. Deixa eu fazer um parênteses. Nós temos que nos orgulhar.
Em defesa da colônia.
Não, em defesa da colônia, não sei, você que vai decidir. Mas eu acho que o brasileiro, a gente tem um título que, olha, eu vou falar para vocês, eu não sei se é um orgulho, se não é, mas eu peço, me diga, me apresente alguma nação que o colonizador pediu a sua independência, porque isso é o Brasil. O Brasil, ele é tão foda, é verdade, a nossa independência foi o colonizador. Mas seguindo, ó, eu acho o seguinte, o James Gunn, uma lição de história aí, né? Uma lição de história aí. Não é um ponto curioso? Se pensar.
E você que tá achando que o Beto não tem, não tem cavalo nessa corrida, bota o nome Duque Estrada no Google para saber de onde é a família do Duque Estrada, tá bom?
É, ó, você sabe que aqui na empresa descobriram, né? Aí falaram assim, porra, que foda, que incrível! E o que que isso quer dizer, Beto? E eu falei que eu sou um merda perto do nome da família, aparentemente é isso que quer dizer. Caralho, eu sou um merda mesmo! Mas olha só, é sobre o James Gunn e o Zack Snyder. Quando o James Gunn apareceu, quando tiraram o Snyder, não tava funcionando, vamos ser Vamos ser honestos, né? Não tava funcionando, Zé, porque ele fez um Super-Homem, beleza, mas no fim das contas é meio que unir. É porque eu gostei muito, mas teve gente que gostou legalzinho.
Convenhamos que ele, se for ver até no Rotten Tomatoes, Metacritic, o Super-Homem dos filmes da DC é um dos— o Homem de Aço, estamos falando, sim, é um dos mais estáveis. Sim, era meio que, ah, eu posso não gostar do Kevin Costner levado pelo furacão, Tem gente que detesta o Zod, o Zod ter pescoço quebrado, mas convenhamos que a maioria falou assim, pô, tá bom, quero ver mais.
É um bom filme, é um bom filme, legal, legal, legal, trilha sonora foda. Mas aí no meio do caminho, pô, o cara, a DC do Zack Snyder, ele entregou para gente aquele Batman Super-Homem que é muito ruim, entregou a Mulher Maravilha que eu não gostei, as pessoas gostaram, tá tudo certo. Não gostei, falei na minha RG mal e tomei as porradas que tem que tomar.
Você não gostou?
Não gostei, não gostei, não gostei. Então assim, a gente viu um universo do DC ali do Zack Snyder que a gente não gostava. Aí a gente falou, precisamos de uma mudança. Então, pô, James Gunn, James Gunn é um cara, né, que trouxe um respiro novo ao cinema de heróis aí quando a Marvel tava fazendo alguma coisa ali. Ele foi arrumou uma linguagem toda diferente para o universo da Marvel.
E Marvelizou a DC, Beto? Ele Marvelizou a DC?
Não, o ponto é o seguinte, Afonso, eu acho que a gente não tá dando tempo para o James Gunn. E não só não dando tempo, mas não tá fazendo uma cara.
Você agora que não sabe, tem vídeo agora, tem vídeo agora, o podcast aqui, ó, é só mostrar a cara do Mortal ali, ó.
Eu acho que a gente não tá compreendendo, porque quando ele anunciou lá em 23 Estava eu com o Érico Burgo no anúncio da DC, do querido Érico, o plano, né, deuses e monstros aí que ele chamou, que é o que ele ia fazer. Ele falou assim, eu vou fazer 2 filmes e 2 séries por ano até 27, 28, onde eu vou completar tudo. Não é pouco, não é pouco.
Já saiu 2 filmes, 2 séries.
Então a gente teve ano passado Critters Commando e o Peacemaker, e teve um filme de Super-Homem. Isso, né? E esse ano a gente já teve a Supergirl, vamos ter o cara de Playface e o Lanterna. Isso. E aí ele segurou o filme que fica o Man of Tomorrow para o ano que vem, né, que é o segundo do Super-Homem. Mas ao mesmo tempo ele trouxe uma identidade para o DCU. O problema, eu, aí Beto, única e exclusivamente falando, que é a nossa crítica ao filme do Super-Homem, vai ouvir lá, porque foi uma crítica que eu achei muito inteligente de todas as partes, de quem gostou e de quem não gostou.
Mas assim, Eu não gosto da cara quadrinhos mais lúdicos pra criança que ele tá dando ao DCU, mas...
Não, peraí, peraí. O cara passou essa pra todo... essa bola pra todo mundo. Isso aí foi a sua crítica, muito bem sustentada no programa.
Sim, sim.
É porque só pra estabelecer, eu e o Didi já gostamos dessa supercolorização. Norton, eu não lembro, Nortinho. Só pra gente situar os nossos personagens hoje aqui.
Você gostou ou não do Super-Homem do James Gunn?
Gostei dessa coisa visual, mais cor, mais Liga da Justiça.
Inclusive, eu acho que ele poderia ir mais aí, na verdade.
Mas só para ficar claro, não foi isso que eu não gostei. Eu achei que assim, ele traz o Super-Homem de volta para as crianças, um ídolo que as crianças vão se identificar com a construção e tal. Porque o Super-Homem do Zack Snyder realmente era meio dark, era meio pesadelo.
E o Super-Homem nunca foi assim, peitoral.
Vamos ser honestos, nunca foi o que o Zack Snyder nos apresentou. Ele sempre foi o que o James anos apresentou, um pouquinho mais forte, apanhava menos, mas aquilo ali, né, apanhava menos.
Sim, mas ele é mais colorido, ele é mais amigável, quente.
Você não acha que você falou do vídeo, vídeo de James Gunn lá soltou nas redes sociais tudo dele explicando a fase dele, você não acha que é aí um pouco que ele morreu pela boca? Explica o porquê também. Agora vou trazer um contraponto, a gente tá tipo, ah, vamos, vamos dar mais chance para o cara tal, mas cara, a gente já tá vindo no quarto projeto dele do DCU. Tudo bem, dois filmes, duas séries, séries são menores, mas são os quatro projetos que ele ele já ensinou.
Supergirl é o menor, é o que ele mais ficou longe, mas o resto, Peacemaker é dele, Criaturas Comando é dele, Superman dele, e Supergirl é metade dele. Já mostrou em 4 projetos, já mostrou.
Tudo bem, e super concordo com você. E olha que absurdo, as pessoas já estão pensando, debatendo se tira o cara ou não. E desses 3 que você falou, erro, erro, só tem um que é o Supergirl.
Mas é porque eles são iguais, eles não são, todos são Esquadrão Suicida, todos eles são Esquadrão Suicida, até o Superman.
Ou Guardiã da Galáxia?
Galáxia, quer dizer, Guardiões da Galáxia.
Eu acho mais Esquadrão Suicida do que Guardiões da Galáxia, mas pode ser.
Mas a linguagem do James Gunn, lembrando de novo para quem não acompanha tanto, recapitulando isso, o Esquadrão, é, o Esquadrão Suicida 2, que é o bom Esquadrão Suicida, que tem um Homem-Tubarão, Idris Elba e tal, esse foi dirigido pelo James Gunn e é muito maneiro, muito maneiro.
De lá que surgiu o Peacemaker e tal. Então assim, tudo é o contraponto que eu tô fazendo, é beleza, tá muito cedo Mas os 4 projetos que o cara, 5 com o Esquadrão Suicida, que ele entregou, é tudo igual. É o grupo disfuncional que vai se unir, e aí um vai ter um pouco mais de violência, outro não vai ter. O Superman é basicamente isso sem a violência. Então já tem o grupo disfuncional ali que vai tentar trazer o Superman.
Então, mas o Clayface, o Clayface, não, mas olha só, o Clayface, então, mas é isso que eu tô falando, o Clayface e o Lanterna Não me parece estar indo para esse caminho. E aí é que entra o meu ponto, é tipo assim, a gente vive um momento, cara, muito imediatista, você acha assim? E tem que ser, porque por que que ele faz aquela apresentação em 2023? Porque a Warner precisava dizer para os seus investidores, olha, botamos um cara aqui nessa posição e ele tem um plano.
Aí você precisa dizer para os investidores isso. Um erro, exatamente. Mas concorda, criativamente Se fosse só criativamente, a primeira coisa que nós três faríamos aqui é: vamos com calma, não vamos revelar tudo porque pode mudar coisa no meio do caminho, vamos só dando o que a gente caiu, o que a gente banca, o que a gente garante. Tudo bem, mas a vida nesse mercado não é assim. E aí ele prometeu um monte de coisa, só que agora ele tá executando.
E vamos ser honestos, erro, erro, erro, o cara só tem um. O Clayface não me parece que vai ser um erro, pode ser um filme ruim, mas pelo que a gente tá vendo, pô, vai ser maneiro. O Lanternas não me parece que vai ser ruim, parece que tem alguma ideia. Vamos esperar pelo menos terminar isso aqui para a gente falar, puta, cara, ele tá mandando mal, né?
Essa fase.
Mas você não acha que mesmo o Lanternas, mesmo o Clayface, eu acho que é mais diferente, mas o Lanternas eu acho que é bem parecido. Você não acha que é tudo muito em volta, sabe? A gente não tá vendo fundamentos assim. A gente viu o quê? Esquadrão Suicida, A gente viu o quê? Comando das Criaturas. A gente viu o Superman.
Tira o Esquadrão Suicida, né?
Não, faz parte o Peacemaker 2. Eles deixam claro que tá lá. Então assim, aí você tem Superman, show. Aí você tem a Gangue da Justiça, tá? Não sei o que eu faço com isso. O Lanternas agora, que a galera reclamou que não ia ter o uniforme verde, agora vai ter.
A gente não sabe bem o quê. Greenstone lá fazendo.
Então você não concorda que a gente não tem fundamentos, não tem lore para explorar até agora? É isso que eu tô falando. Essa primeira fase dele, a gente não viu nada.
A gente conhece Superman, Metrópolis e Krypton.
Nada mais além disso, nada mais que os fundamentos. Você entendeu? É isso que eu tô falando. Aí você vai me falar que Clayface, que o Lanternas pode até ser inclusive, mas o que o Clayface, Lanternas patinando, é isso que entrega esse fundamento, essa lore? A partir desse momento assim, ano que vem vamos ver Superman 2, importa? Não, porque ele vai ter que enfiar a Mulher Maravilha ali, ele vai ter que enfiar referência ao Batman ali para fazer esse fundamento Então é uma primeira fase que é tudo uma prequel, é quase uma primeira fase de vem aí. E cara, na boa, sem tempo, sem tempo para vir aqui, cara.
Eu quero ver.
É, não, não, não, não, fala você, porque eu tenho um ponto aqui sobre— eu vou até anotar aqui para não perder. Fala aí.
Nossa, calma aí, quando o técnico pega aquele caderninho, começa a anotar.
Momento cultural.
Eu entendi a referência. É, eu acho que vamos lá, Nortinho. É, isso se conecta com o que a gente falou agora há pouco do cara, entregaram para ele uma treta do Batman, né? Tipo, porra, posso começar, recomeçar a DC? Vai ter Batman, vai ter Super-Homem, vai ter Mulher Maravilha. É o Rex, inclusive vou fazer um convite aqui, assim que terminar esse Matando Robô Gigante, convido vocês a dar um pulinho no YouTube e vocês assistirem o Plantão Nerd, que é um quadro novo meu com o Rex lá no Inteligência Limitada, toda sexta-feira, 2 horas da tarde.
A gente faz concorrência do MRG, O Afonso, o Afonso, ele é tão foda, ele faz o MRG e aí ele faz a concorrência do MRG, entendeu? Eu ia debater isso nos bastidores, mas como você trouxe para o público, tudo bem.
E aí estava debatendo essa parada que é o seguinte, o Rex falou o seguinte, cara, nenhuma menina, claro, estamos generalizando, mas assim, as meninas fazem festa com o tema da Mulher Maravilha, não fazem festa com o tema da Supergirl. Ah, vai mudar agora porque tem filme, evidentemente. Mas digamos que historicamente as pessoas fazem festa do Super-Homem, do Batman, da Mulher-Maravilha, né? Você pensa assim, pergunta para alguém na rua, diz o nome de uma super-heroína aí, qual é a maior super-heroína da história?
A maioria das pessoas vai falar, pô, Mulher-Maravilha, né? E ele botou esse argumento assim, tipo, a escolha do cara ter feito um filme da Supergirl é uma escolha estranha porque todo mundo queria, pô, pega o, né, pega a carro-chefe Mas eu acho que o caminho, me colocando um pouco, vestindo os sapatos, ele pensou assim, quero fazer de novo outro filme da Mulher Maravilha, sendo que o segundo é fraquíssimo, mas o primeiro, cara, a galera tava animadaça.
Por mais que a gente não gostar, de novo, a galera falou, porra, maneiro, interessante e tal, não sei o quê. Vou de novo com essa, com a Mulher Maravilha? Não, eu vou por um caminho pelas beiradas sim. E o filme da Supergirl, eu entendo, respondendo a segunda parte dessa pergunta, contrapondo, ele é uma continuação do lore. Lore, para quem não sabe o que que é, é folclore, é tipo, é o que compõe o universo de uma personagem, tá?
É o background, a história, a cultura, religião, todas as— enfim. O cara começa a nova DC na Terra com o Super-Homem já dizendo que é um universo cósmico, que a gente tá na Terra, já tava acontecendo, né? A galera já tá acontecendo e a galera veio de fora. Ou seja, não é só a Terra, galera, tem neguinho vindo de fora aí, super pessoas do bem e do mal. No Supergirl ele vai para fora, ele mostra, olha o que que tem lá fora, é uma loucura total.
Tem Guardiões da Galáxia, foi parte, por exemplo, da minha crítica e de muita gente, pô, parece muito.
Então não expande nada, a gente já viu aquilo.
Mas ele tá inegavelmente, ele tá expandindo a DC para um caminho espacial. E agora volta os Lanternas, fica essa contradição de certa maneira, pô, os Lanternas são defensores do espaço, Aí a série vai se passar na fazenda, entende?
Então, mas calma aí, calma aí, calma aí. Então, mas eu acho que assim, pega seu caderno, Beto, pega seu caderno. Eu acho que são duas coisas. Eu acho que o Afonso falou um ponto muito— é porque eu acho que assim, vamos entrar no Lanterna Verde daqui a pouco, porque eu acho que ele conecta o que o Afonso falou. Eu acho assim, Norto, ouvir a sua crítica só me mostra que não está rolando um pensamento concreto em cima do eu não tô gostando do James Gunn.
Porque assim, o lance é, quando o cara vai começar, a gente fala assim: não seja a Marvel. Não, e eu tô falando de crítica geral, não tô nem falando que você, Norton, falou isso, mas tô falando assim, a crítica geral é a seguinte: é, não seja a Marvel, construa aos poucos. Porque o erro da DC, do Zack Snyder, foi tentar juntar tudo ao mesmo tempo, mostrar que tudo faz parte da mesma coisa.
No segundo filme, né?
E na Marvel ele não deu tempo, as coisas foram feitas tempo com tempo. Aí quando o Norton me fala assim, pô, mas me mostra a conexão, me mostra que tá no lore, me mostra que tá no mesmo mundo, você tá falando assim, cara, você muito mais tem que pensar num universo do que em um filme bom que depois se conecta com outro filme bom, em uma série boa.
Eu não pedi conexão, eu pedi fundamentação.
Fundamentação de um universo, não daquela história.
Então, fundamentação desse universo, o que a Supergirl traz diferente do Superman? Já viram Guardiões da Galáxia? O máximo diferente que tem, o resto é Metrópolis e Krypton, o que eu já vi no Superman.
Mas não precisa o tempo todo me mostrar coisas diferentes. Me mostra uma história boa, Norton.
É isso que eu tô falando, no segundo filme mostra uma história boa, Norton.
Então, mas seria uma coisa, isso eu entendo, eu entendo você querer a construção de universo. A minha crítica, e aí eu não tô falando sobre, a partir do momento que ele me afirma que é uma construção de universo, eu quero isso.
Ele que me falou isso.
Mas você quer só isso?
Não, não, eu quero um filme bom que também construa um universo.
E não tem isso lá, não tem lá nenhuma das duas coisas.
Então ele não pode. Você realmente acha que você não vê a Supergirl como construindo um universo próprio?
É próprio, no caso?
Você acha que ela parece muito que é um Guardião da Galáxia e por isso não tem a sua própria identidade? Entendo isso aí, eu concordo com o Norton um pouquinho.
E tudo que ela tem de diferente E a gente já viu no Superman, não é isso que eu tô falando? É essa a coisa. Então não é uma construção de universo boa para mim, e também ainda não é um bom filme. A gente citou o exemplo da Marvel, a gente pode falar o que a gente quiser, mas beleza. O segundo filme, que é o Hulk— segundo filme é Homem de Ferro, mas do segundo herói ali, que é o Hulk do Edward Norton, ele é totalmente diferente do filme do Homem de Ferro.
Pode ser uma porcaria, eu gosto, eu odeio, eu amo, mas ele é totalmente diferente. É o Hulk, você olha, você não olha para o Hulk e fala ele é amigo do Homem de Ferro. Não, são personagens diferentes. A Supergirl, ela é muito parecida com Superman nesse sentido. E quando eles tentam dar algo diferente para ela, é algo que a gente já viu.
É isso que eu tô falando, eu não queria que aparecesse mais conexões.
Eu queria que tivesse outro, eu queria olhar assim, pô, ó, aqui tem Metrópolis, tem Krypton. Pô, ela apresentou um negócio legal aqui que é Scrubbles, hein?
Esse planeta da hora, não tem nada ali.
A galera tem feito muito assim, pega a arte do quadrinho da, como é que é o nome dela, Bilquis, né, da artista brasileira. E comparado assim com a estética, arquitetura que a nossa artista fez para o quadrinho que inspirou esse filme da Supergirl, é uma arquitetura muito linda, cara, muito bonita. Tem um quê de Moebius e tal. E porra, arquitetura do filme da Supergirl é aquele junk, space junk do Guardiões, muito próximo.
Mas aí, aí eu já vejo de outra forma, porque assim, a gente tá num momento em que esses filmes e essas coisas, eles são os menos permissivos hoje. E o que é um paradoxo, porque logo ali há um tempo atrás eles eram os mais permissivos, né? De você dar na mão do diretor e falar assim, cara, vai dar uma visão. Aí quando você pega, por exemplo, o Coringa 1, quando você pega o Batman do Nolan, quando você pega o Batman do Matt Reeves, né, quando você pega o Coringa, quando você pega o que o James Gunn fez no Guardiões da Galáxia, você fala assim, cara, olha que coisa positiva você entregar na mão de um diretor que tem uma assinatura, que tem uma identidade, e deixar ele voar.
Agora, quando a gente olha, por exemplo, o momento que tá agora, que as coisas não podem errar, esses filmes não podem errar, eles custam muito caro, é muito feio você errar. Aí você bota o Star Wars na mão do Shawn Levy, que é um puta diretor mais ou menos do caralho, mas ele dá uns tiros muito certinho, ele joga dentro da regra, ele joga dentro do jogo. Deadpool e Wolverine, super dentro do jogo. O outro filminho lá do Ryan Reynolds, que ele fez os dois lá, super dentro do Netflix, né?
Aí você olha aqui o James Gunn Esse filme da Supergirl, ele pega um diretor que ninguém sabe quem é, não é um cara de assinatura, e o cara faz um filme do James Gunn.
Verdade.
Aí você fala assim, pô, que o estúdio não gostou e pediu para o James Gunn mexer.
Então, mas quem é o estúdio? É o James Gunn? Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não DC Studios falou, opa, isso aqui não tá bom, vou mexer.
Então, mas aí, então, mas são os dois CEOs, é o Peter e o James Gunn. É isso que a gente tá falando.
Certeza você teve ali vários produtores executivos que assistiram, mas tá ali, né, o Delcio lá no fundo da salinha anotando as paradas. Aí falaram, aí então todo mundo se olhou e falou, pô, tá meio difícil.
Com essa promessa, é isso que eu tô batendo o pé, ele veio essa promessa de quê? Tá lá no vídeo dele, não tô mentindo. Ó, a gente só vai priorizar aqui roteiros pica, tá? Roteiro foda. A gente vai passar o Supergirl na frente porque tá incrível. E aqui a gente preza isso: liberdade, criatividade para os nossos roteiristas e diretores. Aí o cara faz o filme, o filme não rola, ele remodela todo o filme. Ele traz— a matéria do Hollywood Reporter faz um apontamento gravíssimo aqui— ele traz o Jeremy Slater para reescrever o filme, que é o mesmo cara do Quarteto Fantástico lá de 2015, do Death Note da Netflix.
Traz esse cara para reescrever o filme que o roteiro passou na frente, que era incrível. Então não era incrível se você trouxe o seu roteirista para reescrever o negócio porque vocês barraram? É isso que eu tô falando. Não, a gente fica jogando muito para cima de, ah, dos produtores e tal, mas essa é a função do James Gunn na parada. Aí ele foi lá, deixou, trouxe um cara nada a ver que emulou o James Gunn. O James Gunn não gostou de ser emulado e botou dentro James Gunn. Então por que que esse filme não foi dirigido pelo James Gunn logo?
Eu não sei se ele não gostou de ser emulado. Eu acho que o que eles consertaram foram coisas mais básicas assim. Talvez a versão mais de sucesso, vamos deixar isso claro, né? A gente nunca vai ver, provavelmente. É igual que o David Ayer, esqueci o sobrenome dele, fala do primeiro Esquadrão Suicida, que eu falei agora que o 2 é foda, que o James Gunn fez. O David Ayer, ele deu umas entrevistas, uma em particular lá no Inside of You, podcast muito legal, que eu vou também, eu recomendo aqui do do ator que fazia o Lex Luthor no Somebody Save Me lá, como é que é, Smallville.
Então podcast muito bom chamado Insider View. E aí o David Ayer, que dirigiu esse Esquadrão Suicida, meu irmão, o cara botou a boca no trombone, falou, brother, o filme que eu fiz não é aquela merda. Ele fala assim, não é aquela merda que vocês viram no cinema. Tipo, eu fiz um filme, eu montei, os cara olharam e falaram, porra, acabou de sair aí Guardiões da Galáxia, Deadpool, sei lá o que que tava saindo na época. Tu tem que ter o filme, tem que ser meio engraçado, tem que botar umas músicas.
Aí ele, pô, mano, tu vai tentar transformar um Fusca num DeLorean? Não, mas vamos fazer. Aí refilmaram, recortaram, botaram música que não tinha nada a ver com a parada, traz gráficos, manda um designer fazer umas paradas maneiras com arlequina. Aí virou um Frankenstein. Então assim, isso acontece para caralho. Eu acho que o problema da Supergirl devia ser, quer dizer, difícil a gente presumir, mas assim assim, considerando que eu gosto, eu acho que o James Gunn faz bons filmes, cara.
Somente antes, antes dele entrar para o negócio de super-herói, ele fazia filmes muito bons, muito bem contados, com histórias humanas e tal. Eu acho que se ele olhou o filme, se ele como Norton, tá, então comprando teu barulho, Norton, e do Hollywood Reporter, se ele olhou parado e falou assim, preciso botar a minha mão, eu, Afonso Solano, diria que ele deve falar, não tá legal, tá faltando. Então o que a gente viu no cinema segundo essa minha visão, eu tô apostando, provavelmente é melhor do que o que ia sair no cinema se ele não tivesse botado a mão.
Também acho, também acho. E cara, tá ok, é, mas é porque assim, Norton, eu tenho a sensação de que a gente não— eu sou super a favor do que o Afonso tá falando. E eu acho assim, o James Gunn, gente, ele, ele tem que direcionar um universo. Você se tornar o Kevin Feige da DC não é você fazer filmes. E tem dois caras, ele é Peter Safran, né? O nome do cara, isso é uma dupla muito boa porque um tá olhando para planilha e o outro tá olhando para o criativo.
E se você tiver essa dupla muito bem desenhada, porque o Peter Safran ele é um, ele é um executivo, mas que entende de produção, que entende do que que tá no set, do que É, exato, do que quer fazer as coisas. Então não, e historicamente ele, puta, cara, se você pegar a história dele assim, ele é um cara muito importante que defendeu muitas boas decisões em set. Então só que tem que deixar o cara trabalhar, não pode querer também que o cara esteja em tudo.
E outra, gente, tem que ter erro. A Marvel começa não é só com tiro bom. O primeiro filme do Thor é muito criticado, ninguém lembra disso. O primeiro filme do Capitão América é muito criticado.
Mas é melhor, não, tudo bem, mas cria fundamento.
Mas esses dois filmes, o ponto que eu tô querendo dizer aqui é o seguinte: quando errou lá no começo, a gente permitiu errar porque a gente não tinha visto aquilo acontecer antes. E fui cancelado, você falou mal, mas não impede que depois a construção deu certo.
Dá para consertar. Entendi o que você quis dizer, tipo, porra, deixa, é o famoso meme, deixa o cara cozinhar, deixa o pai cozinhar que tá saindo alguma coisa.
Ô Beto, você acha que a gente tá muito imediatista?
A gente quer correr atrás da DC?
Não, não, é que a DC ela tá na terceira vez no timing errado assim, na minha visão. Sempre tá correndo atrás da Marvel, aí tentou uma vez lá com o Zack Snyder, não deu. Aí entrou The Rock, lembra do universo The Rock? O Adão Negro vai mudar a balança de poder.
Balança de poder, mas ainda era o mesmo universo.
Ele podia não ser, mas era um caminho que tava sendo construído, tudo de sacolão, os mesmos atores, o mesmo lore, era tudo igual.
Aí não consegue correr atrás da Marvel de novo aí nesse meio tempo. Aí agora a minha visão é, eu vou jogar para você, Beto, a minha visão é que eles estavam tentando aproveitar um gap, né, 2019 para cá, o Vingadores Ultimato até agora, Marvel tá patinando. Então vamos descer, vamos se enfiar ali, vamos pegar esse trono, tá vazio, é hora do Super-Homem. Exato. Vocês acham aí, eu quero saber de você, Beto, Você acha que a gente tem um sarrafo menor da DC por causa disso? Porque tipo, ela tá sempre tá correndo atrás, alguma coisa assim.
Eu acho que a gente tem um sarrafo maior do que deveria da DC, o Norton. Porque é mesmo, a sensação que eu tenho é que agora a DC é isso, ao primeiro erro ou a primeira sugestão de erro, a gente já tava, já tá caindo, matando, cara. E não pode ser assim. Tem um ano, né? Porque se a gente pensar do Super-Homem e tal, Tem um ano, cara. Então é, a gente deu muito pouco tempo para eles e a gente continua dando tempo para Marvel errar.
A Marvel tá errando há 6 anos e a gente tá doido para acertar no Doomsday, a gente voltar a lamber o saco da Marvel. Agora a DC, ela não pode, ela não pode errar uma vez. A gente ainda nem viu Lanternas, que parece que vai ser maneiro.
A gente ainda nem viu o novo Super-Homem. Talvez muito pesado.
Agora tem que ser tudo incrível, tem que ser tudo maravilhoso. Supergirl nunca foi um herói relevante, vamos ser honestos.
Realmente é uma, foi um risco e a galera tá descendo o sarrafo. Inclusive, sabe o que que é sarrafo? Eu parei para ver, falei, cara, não sei o que que é sarrafo.
Enquanto estava curtindo, estava em outra coisa.
Pois é, cara, eu sempre imaginei que fosse alguma coisa, essas expressões que você desce porrada em alguém. Eu vou descer o sarrafo nesse fulano aqui, não sei o quê. O sarrafo é uma ripa estreita de madeira de construção civil para travar formas de concreto.
Então você, pedaço de pau, né, é famoso, é um pedaço de pau.
Então você sobe o sarrafo quando você aumenta o nível de exigência, ou você desce o sarrafo quando você dá uma surra com essa parada. Então tá aí, o sarrafo é realmente essa ripa, ripa de madeira. Desceram o sarrafo.
Programa com informação, aqui tem informação.
Eu vou ter que defender, porque assim, depois do Supergirl eu fiquei pensando muito nessa questão, porque eu saí bem decepcionado do filme e tal. Eu gosto da personagem, inclusive eu gosto dela no Novo 52. Quem lembra daquela fase horrível dela ter virado vermelha?
E o único, hein, tava aqui na minha RG defendendo o Novo 52.
Se tivesse me chamado, eu estaria defendendo você até a metade. Eu tava aqui defendendo o Novo 52 e até hoje acho uma excelente fase da Tá aí, me fez pensar assim, me fez olhar muito para o começo assim. Claro que a Marvel faz isso há 30 anos, é diferente você botar na balança como era há 25 anos atrás, como é hoje, consumo de super-herói, universo compartilhado, tudo mais. Mas até o filme do Thor, e esse que é meu ponto principal, até o filme do Thor shakespeariano, tal, tal, tal, isso é mó, cara, eu achei isso uma furada quando eles falaram porque é um filme shakespeariano.
Não é. Então é porque tem essa coisa do usurpar o trono, o irmão trair, é Hamlet, né?
Tá, galera, força uma marra maneira nas falácias.
É que na época a Marvel podia fazer o que ela queria, podia falar o que eles queriam.
É que o ator, o diretor tem essa coisa, ah, fez muito teatro, fez uns filmes que tem a ver, mas dizer que o Kenneth Branagh, ele é super, ele é shakespeariano, né?
Ele é Royal Academy, ele é aquilo tudo.
Mas não, mas não foi na época, vocês lembram, né?
Vocês lembram? Sim, sim, para caramba.
Aí a minha questão é, o filme mesmo sendo ruim, ou ok, como vocês querem falar, ele apresentava muita coisa que a gente não tinha visto ainda.
Entendi o seu argumento, meio que esse é, você tá, entendeu?
Você respeita a pessoa, cósmico, é, tá, coisa que a gente não tinha visto até agora. A Marvel era, ó, Homem de Ferro, os militares criaram um Hulk, Pé no chão, do nada deuses no espaço.
Que isso? No segundo, no segundo Thor?
Não, no primeiro. Primeiro em Asgard, ele vai para o Novo México.
Entendi. É o primeiro em Asgard, é verdade.
Ele vai, ele cai no Novo México.
Então o segundo é um filme de fantasia, né? Eu adoro o segundo filme, mas a galera fala muito mal.
Primeiro Thor se passa no Projac, é aquela cidade mega horrorosa, fake para caramba.
Só tem literalmente uma rua, né?
E o segundo é um filme, é um Senhor dos Anéis no espaço, uma coisa meio assim que eu gosto. Ele é melhor do que o primeiro, mas não.
Esse é meu ponto. Mas esse aqui trouxe o quê? Fundamento: Asgard, deuses, Thor, Loki. Gente, Loki se torna um dos pilares da Marvel. E bom, surgiu todo o carisma, toda a construção veio desse filme. É isso que eu estou falando. Não tem nada ali na Supergirl, tirando a própria Supergirl, porque eu acho a atriz ali, a personagem, muito boa. Crane, você não vai usar nada daquilo. Krypton, você já sabe. O cachorro Krypto, você já conhece.
Metrópolis, você já sabe. Um pouquinho, rapaz, calma lá, rapaz, calma lá um pouquinho. Krypton a gente só tinha ouvido falar. Não, entendemos, vamos dar o sarrafo a torcer. Agora vou usar sarrafo. Quando ele mostra Krypton, inclusive são os momentos mais bonitinhos, eu acho, da Supergirl. Elogiei na minha resenha. Você mostra Krypton e depois lá aquela Krypton meio Kandor, né, sei lá o que que vai virar, aquela ilha biruta lá, você fala assim, tá, agora eu tô entendendo como era, inclusive, né, a arquitetura, a cultura.
Ele desfaz uma parada que eu não sei se já tinha sido pensada ou se ele viu ali a galera reclamando, resolveu mudar de que não, não é que Krypton fosse que nem lá o Invencível, olha lá, o Super-Homem do Invencível, conquistadores espaciais, não são todos fascistas. Na verdade era só o pai do Superman que via o seu filho como Átila, o Uno, que ia lá voar pelo espaço Não sei, mas assim, ele mostrou uma coisa nova, convenhamos.
Não, então, mas beleza. Mas aí a gente já sabia sobre o que o Krypton, a gente viu, beleza. Mas a gente não ficou sabendo nada novo, a gente viu, entendi.
Mas, Jota, por que que você o tempo todo precisa ter alguma coisa nova?
A gente precisa saber, ele é garoto, ele é novo, essa geração é nova, então para, então para de fazer, tá ligado? Então por que que eu vou deslizando? Ele quer deslizar o filme da DC para cima assim, ó, para ver o que que tem de novo, o que que tem de novo, o que que tem de novo, o que que tem de novo.
Cara, é só precisa ter ser um filme bom.
Então, mas não tem uma boa história, tu vai ter o quê? Pelo menos alguma coisa nova.
E não tem. Não, não, aí é uma outra discussão.
Não, você tá falando especificamente da Supergirl.
Não, então eu vou para outro lugar, porque assim, eu tô comparando com Thor.
Thor não é um filme bom, mas ele traz muita coisa nova.
É isso que eu tô falando, que eles vão usar depois no futuro.
Fundamentação. Capitão América, o primeiro filme do Capitão América mostra que esse universo tem um passado Tem, tem, tava lá na Segunda Guerra Mundial, já tinha super soldado, tudo aquilo que a gente viu já acontecia. Fundamentação, Thor joga para os deuses, fundamentação.
Então assim, o que você— beleza, mas aqui aí a gente já muda o escopo da visão.
E por que que esse é o segundo filme?
Esse que eu tô falando.
Não, porque assim, se você falar para mim assim, quando o filme é uma bosta, que ele pelo menos tenha fundamentação, aí eu vou falar contigo, olha, Olha, eu até concordo, mas seria muito interessante o cara sentar numa produção e falar assim: porra, tá uma bosta, vamos botar fundamentação para pelo menos valer a pena. Não é isso que o cara vai fazer. Ele lança achando que ele tá lançando um filme bom. Ou às vezes a gente sabe que nos bastidores os cara olha e fala: tá uma merda, mas tem que lançar.
Mas as outras coisas boas que ele fez na DC não tem fundamentação também.
Elas são boas, como Andaste no Fundo.
É igual Esquadrão Suicida.
Esquadrão Suicida, deixa eu tentar te puxar Sendo meio budista, tentar te chamar para o caminho. Você concordaria? Vamos tentar encontrar um meio termo. O Supergirl, ele trouxe uma fundamentação no sentido de que vou mostrar como é, como o universo lá fora funciona, mas é uma fundamentação genérica que a gente já tem.
Que a fundamentação, porque não tem nada ali que eu de verdade, como não tá fazendo de bicha, ele tá mostrando que existe uma cosmogonia Existe uma ordem, existem uma sociedade nos países.
Exato.
Ok, tá bom, entendi. Pode ser, pode ser.
A gente não gosta porque parece muito com Guardiões, porque não tem uma boa história, mas é igual o Teaser Face do Guardiões da Galáxia.
Não, tudo bem, mas aí é um outro ponto.
É, não, tô tentando puxar assim que ele tem, ele tentou fazer, ele tentou expandir o universo Mas ele expandiu de uma forma que não agradou a maioria de nós.
O nosso querido Zack Snyder, de maneira atropelada, fez isso melhor. Vocês, depois do primeiro filme, tudo bem que é no Batman vs Superman que tudo vira uma salada, mas ali você tem vários. Não, mas você tem mais, é isso que eu tô falando, você tem mais lugar para olhar. Ele explora mais coisa, ó, Gotham, isso aqui é, aí tem Telíssera e por aí vai.
Não tô falando que é bom, mas tem, pelo menos tem, mas tem completamente desconexo. E aí, aonde, então, mas aí é onde tá entrando a minha crítica.
Eu acho que você falou isso, perguntar rapidinho, Homem de Aço e Mulher Maravilha tava indo nesse caminho de tipo, aqui está coisas novas e aqui está a sua expansão de universo. Aí o David Goyer falou na entrevista lá, o podcast, aí a gente falou, vamos fazer o filme do Batman. Lembra que ia ter o filme do Batman com Ben Affleck? Aí a DC, a Warner, não, não, não, não, não, Não, faz logo a Liga da Justiça, apresenta o Batman lá, apresenta o robô lá, apresenta todo mundo lá nesse filme aí.
Aí então, e aí me parece meio que de uma forma mais sutil, o Norton tá pedindo a mesma coisa. Assim, junta logo essa porra toda.
Eu não tô pedindo para juntar desde o começo, você tá achando que eu tô querendo mais personagem aparecer?
Não, não quero isso. Quando você fala de expansão de universo, eu preciso ver a expansão do universo, quer dizer que a sua preocupação ela tá menos focada no seguinte: cara, me conte boas histórias e se preocupe para que essas boas histórias tenham peças que vão se encaixar lá na frente. Mas eu não preciso estar notando isso o tempo todo, eu não preciso que você me mostre o tempo todo que existe um lore por trás disso. Não, quem tem que estar na frente e na segunda camada e na terceira camada são os personagens e as histórias que estão sendo contadas. Na quarta e na quinta camada você junta tudo no ló, pô.
Certamente. Aí, Norton, acho que a gente concorda aqui. Se a Supergirl— eu fiz um post também que foi bem para caramba lá no Instagram, a galera debateu mostrando o final da HQ. Teve um ou dois ficaram putos que eu botei o final da HQ lá no Instagram, que vamos combinar. Ah, mas já tinha passado mó tempão. Inclusive, vamos, ó, nossas redes sociais, vamos lembrando. A minha, @afonsoffsolano, Afonso com dois Fs, sempre Afonso Solano.
Betão, @betoestrada, @betoestrada no Instagram.
BTMRG no Twitter ou X. Nortinho, e você?
Norton Domingues em tudo, Norton com TH, fácil de achar lá no Truth Social.
Você tá como Norton Domingues também, a rede do Trump?
É que eu falei tudo, né? Foi mal, esquece.
Nem tudo.
E Blue Sky também, o oposto.
Eu peguei meu arroba lá, eu peguei meu.
Ah, você é um safado! Vamos lá, é, todo mundo pegou.
Eu não, pode pegar o meu lá.
Você não pegou um Blue Sky na época? Eu peguei tudo, tudo que aparece eu pego aí, senão a galera pega também.
É, eu quero ter desculpa para sair da rede social um dia. Aí é só dizer, puta, perdi o bonde, caralho, que merda, entendeu?
Mas então, lá no, lá no @afonso.solano, eu coloquei lá a comparação, né, do— e olha que eu defendi o filme da Supergirl, achei várias coisas legais. O final da HQ, a Supergirl ela impede que a garota mata lá o vilão, e ela faz um discurso entendendo que tipo, brother, eu tô usando esse S aqui no peito, ele significa uma coisa. O herói não mata. Apesar, eu, Afonso, eu sei que heróis matam historicamente, na vida real heróis matam.
Nós crescemos na ficção com heróis que matam também. Mas esse tipo de herói ali que a gente tá trazendo, que tem uma questão muito filosófica, inclusive, inclusive cristã ocidental, aí é um puta de um rolê, né, histórico, filosófico, que faz essa construção do herói ocidental moderno, diferente de um, sei lá, Aquiles, né, que eram heróis que queriam a glória. Não importa quantas pessoas inocentes vão morrer no barco ali, brother, eu conquistei, todo mundo batia palma para o cara.
Tirando essa discussão toda, que é bacana, mas não tem tempo aqui, ali você tá construindo uma heroína que, meu irmão, matar é errado, eu tô acima disso. E a gente compra dentro desse mercado, dessa nossa cultura aqui. Isso faz você ficar inspirado e se conectar com aquela personagem. O final do filme, meu irmão, a mulher enfia a espada no cara, entendeu? E volta e fica trocando ideia com primo. Ficou. E ao longo da história toda, tipo, ela não tem uma: ah, eu quero salvar meu cachorro.
Foi mal, beleza, todo mundo se identifica com você querer salvar um cachorrinho. Mas será que não tinha uma coisa mais profunda para trabalhar nela? Porra, beleza, eu tô lembrando que eu tive papai, tive mamãe, o filme é pró-família para caramba, mas assim, Faltou, cara. Então isso que eu acho que o Beto tá trazendo, tipo assim, se o filme tivesse uma personagem bem feita mesmo, com mais camadas além daquelas que a gente trouxe ali, eu acho que essa reclamação de que o background é muito parecido com Guardiões, eu já vi isso em outros filmes e tal, a gente teria perdoado mais.
Eu acho que as duas coisas não precisam ser opostas assim. Eu acho que ela poderia ser uma personagem bem trabalhada e ainda parecer Guardiões da Galáxia.
Claro, exato.
Mas não é um mundo ideal. Eu posso fazer dois apontamentos: eu gosto da Supergirl e eu detesto o clima Guardiões da Galáxia.
Dá para fazer os dois.
Total, total. Isso, é isso que eu tava falando.
E o que, o que, o que, acho que assim, acho que todos nós concordamos que o clima que agora tá chamado de Guardiões da Galáxia, cara, ele tem que ser mudado assim, porque também não dá para ficar fazendo todos os filmes naquela mesma vibe que agora não dá mais, tudo tem o sabor igual.
Não, agora DC é isso, agora querendo ou não, né?
Essa é a vontade, é por isso que a gente tirar o cara logo, entendeu?
Para mudar essa imagem. Não, não, mas aí também eu discordo. Eu acho assim, eu não concordo, mas é por isso, entendeu? Agora, eu não, eu realmente não sinto que o Clayface e o Lanterna vão por esse caminho.
Não sinto isso bem.
Não, mas eu acho que vai, viu, Beto?
O espaço, Beto, se eles tivessem mostrado assim, vamos usar o próprio Guardiões da Galáxia. O Guardiões da Galáxia, quando ele vai para algum ou os outros planetas, ele mostra que esses planetas Vou mudar, vou trazer Rick and Morty, que é a nova temporada rolando. No meio da argumentação vou usar um argumento melhor na minha versão. Rick and Morty, para mim, obra genial, genial, vários, vários aspectos, inclusive nesse, meu irmão.
Tu vai para determinado planeta, ele tem uma cara, ele tem uma cultura. Claro, num recorte de piada ali e tal, mas ele tem uma cara, uma arquitetura diferente, uma cultura, por aí vai. Você vai para um outro, ah, esse planeta aqui é mais sujo, ah, esse é mais clean, esse é mais não sei o quê. A Supergirl, se ela tivesse mostrado que, ah, começa num planeta meio sucata, sucata punk, retrofuturista, aí você vai para outro planeta, ah não, esse aqui já é uma coisa mais clean, mais Star Trek, aí o outro já é não sei o quê.
Não, todos os lugares que ela vai são iguais, são muito parecidos. O posto de gasolina, a mansão dos caras, é tudo meio que essa vibe Guardiões da Galáxia. Eu não achei que tem essa diferença, tirando o Krypton, tirando o Krypton, é todo o universo lá fora é meio que assim, você não achou, Betão? Então, cara, é isso, cato espacial, esse dinheiro, sim, sim, eu entendi, eu entendi, o ônibus que ela dirige.
Então, mas é porque aí eu tô com a sensação de que assim, o erro Supergirl, ele tá tamanho ao ponto de haver esse debate.
Não precisava estudar isso mesmo.
Não, e talvez o erro Supergirl ele seja importante para dizer o seguinte, olha, As pessoas não querem isso. Não é que essa identidade que ficou assumindo o Guardião, o Esquadrão Suicida, como parte desse DCU do James Gunn, que ficou excelente no Esquadrão Suicida, funcionou muito bem, que para muitas pessoas o colorido funcionou bem no Super-Homem também. A Supergirl é a demonstração de assim, cara, vai com calma, porque ainda precisa cada um ter a sua visão, a sua unidade.
O que talvez me faz pensar aqui e trago para o debate com vocês: talvez não seja isso também o que foi transmutando na fórmula da Marvel e cansou na fase Multiverso. Porque a Marvel, ela sempre vai— sempre não, depois da fase 1 ali do filme dos Vingadores, era tudo meio assim, ó, tem que tudo funcionar junto aqui. Né?
E funcionava.
É porque assim, não é porque assim, ó, só um bastidor interessante. Na premiere do primeiro filme do Vingadores, o Kevin Feige sai da premiere, se eu não me engano eles estão na Itália com os atores, todos os Vingadores, e ele fala para todo mundo: olha, tem um jantar hoje, eu quero que vocês participem. E neste jantar, na premiere do Vingadores, ele apresenta para todos os atores Vingadores, ele fala, olha, vamos falar sobre o universo Marvel.
Então existia um plano de estúdio, existia um planejamento que começava a ser feito ali até o filme dos Vingadores, mas eles, ele finca o pé a partir do Vingadores 1, até em questão de contrato com os atores. Quando a gente termina a fase do Thanos, a Marvel para mim ela fica muito igual. Sim, verdade, muito igual, é tudo muito igual. E me parece que no DCU a gente gente tá vendo talvez uma sugestão disso e tá falando, pô, eu não quero isso.
Alguém precisa dizer para o James Gunn que se o Clayface for uma obra com uma linguagem completamente diferente, porque ele permitiu que aquelas pessoas trabalhassem, a gente vai gostar. Se o Lanterna Verde— eu não tô achando que tem essa carinha de James Gunn, tá? Eu tô achando que ele tem uma carinha mais de um road movie, uma coisa assim que eu tô curtindo ali, mais pesado e tal.
É, eu tô curioso também, também tô curioso. Usou aí, mas eu tô interessado.
Mas você não acha que é assim? Eu não sou a favor, eu ainda não tô com saudades do Zack Snyder, respondendo a pergunta.
Pois é, vamos fechar com esse.
Eu ainda não tô com saudades do Zack Snyder, eu ainda estou no time do James Gunn. Mas talvez, senhores, eu tenha percebido que eu gosto mais do Zack Snyder como diretor do que do James Gunn.
Eu não acredito no que eu ouvi.
Não acredito no que eu vi, não pode ser verdade isso que eu escutei agora. Belas palavras fortes, Beto. Gostei muito, gostei muito. Não quer dizer que eu concorde, mas eu gostei muito porque, pela ousadia, né?
Assim, o Zack Snyder tem trabalhos bem melhores, bem melhores, cara.
Não sei, eu teria que listar com vocês, mas assim, o que eu concordo com vocês, já falamos várias vezes Zack Snyder aqui. Eu acho o Zack Snyder, em termos de direção, um cara bom, mas só bom.
Eu acho ele muito bom, cara. Eu não acho ele, em termos de direção, tô contigo na direção só por enquanto.
Eu não acho ele tão bom assim porque eu acho que ele, tudo dele é na nota alta demais. É tipo um cantor que tá sempre, uma cantora que tá sempre lá em cima. Me dá uma nuance, me dá uma coisa aqui embaixo e tal. Não sei o quê, para, para, para fazer isso, né? Eu acho que ele não sabe.
A galera zoa, ele é sempre o Imagine Dragons, tem que ser sempre o, né, tem que ser sempre uma música incrível.
E aprende com o Dio, o Dio, meu irmão. Alguns metaleiros, né, argumentam maior vocal da história aí. Hoje, antes de gravarmos, galera, estávamos debatendo o grande Jorl Lander, que a galera sabe que é o meu vocalista favorito de metal atualmente. Mas o Yorlanda, ele não poupa referências claras ao Dio. Ele fala, ele tem um álbum em homenagem ao Dio. Cara, eu estou fazendo aqui uma grande, né? E o Dio mesmo, ele tava lá em cima, acabou aquele, e subia e tal.
Então assim, o Zack Snyder, ele tem pouquíssimos gradientes. Ele não consegue fazer uma cena, muito difícil de fazer uma cena íntima, sem uma câmera lenta, sem uma parada gigantesca. O cara tá escrevendo um negócio, porra, tá escrevendo um negócio no papel, saiu fogo no papel. O James Gunn é o contrário. O James Gunn, ele gosta da coisa meio tarantínica, o assunto tete a tete, eu e você aqui fazendo troca, troca, troca, não sei o quê.
Ele faz cenas de ação maneiríssimas também, mas se houvesse um grande amálgama, usando um termo de quadrinhos.
Entre esses dois caras, é mesmo, ele seria um James Cameron, sacou?
Do, desse universo de cultura pop assim de quadrinho e tal. Então eu não estou com saudade, respondendo então para jogar para o norte, a gente encerrando. Eu não estou com saudade do Zack Snyder, apesar de achar que ele fez ótimos trabalhos. Não estou com saudade do cara porque, enfim, acho que foi o que foi. Acho que a DC merece esse tratamento mais colorido que o James Gunn tá rolando. Erraram aí na Supergirl. Mas concordo com o que o Beto falou também, tipo, e o Norton lembrou, porra, a Marvel errou vários filminhos, a gente meteu o pau, desceu o sarrafo mais uma vez.
Mas assim, palavra, tá bom, me dá mais aí, me dá mais o que que você tem aí, vamos ver até onde vai a parada. E fechou bem na porradaria do Thanos lá, meu irmão, né? Beleza, fechou a grande catarse, piriri pororó. Vamos ver para onde o game vai levar. E também não é o que o Norton falou, não dá, ninguém vai sobreviver a um novo reboot. Então, meu irmão, vamos seguir, vamos ficar nesse ônibus aí.
E aí, Nortinho, vai, tá mantendo o ônibus do James Gunn, ou é um jovem TikToker que quer dar um swipe logo, arrasta para cima James Gunn?
Dá resposta agora, Norton, falando: não, porque nós todos vemos nessa sociedade, estamos juntos, né, assistindo no TikTok.
Então seria, cara, jamais eu vou Assim, eu não tenho saudade do Zack Snyder. Eu não gosto do universo desse que ele tava montando ali. Tem uma coisa outra que eu gosto, inclusive, pra mim, a cena de abertura do Liga da Justiça, cena de abertura não, vai, a cena de Themyscira ali, delas jogando as caixas com o Ark Flash e tal, das Amazonas, é uma das cenas que eu lembro, das sequências que eu lembro muito forte assim, quando eu tô de boa assim, uma sequência de ação que eu gosto muito.
Pô, olha, o cara dirigiu isso aqui muito bem, O Batman do Ben Affleck, muita gente elogia ele naquela cena lá, naquela dos caixotes lá também, naquela warehouse lá.
Faz igual do videogame, né, que ele parece o Batman. Tem ali visões boas, mas assim, eu não gosto do universo que ele tava construindo ali, não gosto do tom, não gosto do que ele apresentou. Eu também acho que assim, cara, Supergirl foi um erro, errou, beleza. Eu acho que estão caindo muito pesado no filme da Supergirl, muito pesado, não precisava. Ser tão pesado assim. Mas agora é hora do James Gunn também entender um pouco o papel dele naquilo ali, porque a grande diferença entre o James Gunn e o Kevin Feige é que o Kevin Feige não dirige, não escreve nada, certo?
Ele é o produtor que ele manda alterar, não sei o quê lá. Mas James Gunn dirige e escreve.
Então talvez o James Gunn tenha que entender que estar nessa posição é que nem você, cara, é tipo você é dono de uma empresa, cara. Vou pegar um exemplo muito próximo. É, vocês sabem que eu tenho uma agência. Eu comecei como criativo e principalmente redator. Hoje o que eu menos faço é criar.
Por quê?
Porque você tem que ser o dono da empresa, você tem que conduzir o barco. Então é isso, talvez o James Gunn ele tenha que entender o seguinte, cara, você tem que dirigir o barco, irmão. Não dá para fazer as duas coisas, não dá.
Quando ele não faz, dá uma Supergirl.
Mas aí tá, aí entra. Então, mas aí por que que deu uma Supergirl? Porque ele não gerenciou bem e contratou um cara bunda.
É, Afonso, será que ele não foi, ele não foi um mau líder? De não contratar uma pessoa que consiga transparecer aquilo que ele quer como ideais e valores para essa marca que tá andando.
Convenceu ele na reunião, mas na hora que entregou o cara falou: porra, não foi isso que tu falou.
Mas aí é uma besteira do Hollywood Reporter falar que o James Gunn chamou o Jeremy Slater para corrigir o texto. Gente, eu falei, o Jeremy Slater fez Death Note da Netflix, fez o Quarteto Fantástico em 2015. Então é o cara da gerência chamou chamou esse cara para corrigir, entendeu?
Ele não é um bom delegado.
Exato. Então talvez ele tenha que entender um pouco mais isso, que ele tá ali como chefe criativo. Essa é a função dele. O Peter Safran é o do dinheiro, ele é da criação, mas ele tem que ser o chefe criativo.
Ele tem boas ideias, ele não pode não ser bom nisso.
É só deixar sair um pouco da mão dele assim, sabe?
Que talvez ele seja, ó, isso é legal, Beto falar também. Talvez ele seja um bom executor. Nem todo mundo precisa ser o gerente, brother. Tem gente que não. Você será o upgrade agora, você será da gerência. Não, não, não, eu quero continuar fazendo aqui a arte, não me tira dessa posição não.
É, daí eu prefiro executor mesmo assim, né? Cortar cabeça mesmo. Ó, todo mundo aqui na minha sala, ajoelhei que vai dar uma machadada na sua cabeça.
Eu tenho amigos que depois que se tornaram— o Beto deu esse exemplo dele, ele, eu tenho outros amigos aí, sem nomes, sem nomes, que se tornaram depois empresários e que falaram, porra, Bruno, tive que demitir uma pessoa hoje, eu tô me sentindo mal para caralho, eu vou contratar ela de volta para qualquer posição porque eu não consigo. Tipo, cara, nem todo mundo serve para essa parada. Ou tem gente que aprende a ser— não tem essa coisa de, né, o mundo hoje não, você tem que ser tudo.
Não, pera aí, eu quero ser só o artista, eu quero. Ou então eu quero, eu sou muito bom na gerência, Eu não preciso estar falando no microfone, nem todo mundo tem que ser YouTuber. Você pode ser o condutor da parada. Então é legal a gente pensar nisso também.
Falando nisso, Beto, cadê minha carteira de trabalho? Você não ia assinar?
Galera tá devendo, é.
É isso aí, senhoras e senhores, mais um Matando Robô Gigante pra vocês nesta segunda ou terça-feira. Um beijo.
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