Supergirl: DCU de James Gunn acertou? | MRG824
Depois do início do novo universo da DC comandado por James Gunn, chegou a vez de Supergirl ganhar seu espaço nas telonas. Com uma proposta diferente das versões anteriores da personagem, o filme promete explorar um lado mais duro, intenso e até mais estranho da heroína kryptoniana, levantando a dúvida que muita gente já está fazendo: será que a DC finalmente encontrou o caminho certo para seus filmes?
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Didi Braguinha e Affonso Solano recebem André Gordirro para comentar tudo sobre o novo filme da Supergirl dentro do novo DCU. Entre expectativas, comparações com versões antigas, debates sobre o futuro da DC e muito papo nerd, o trio discute se James Gunn realmente conseguiu dar uma nova cara para esse universo.
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Estamos começando mais um Matando Robô Gigante, senhoras e senhores. Eu sou Diogo Braga, o Didi Braguinho. Estou sofrendo para fazer essa abertura aqui com a—
esqueci, é com essa pessoa do meu lado aqui, ó, que tava tentando fazer o efeito do vento. Agora tem vídeo, né? Ainda que a minha conexão esteja bem Na época que o primeiro filme do Super-Homem saiu, é Afonso Solano.
Afonso Solano, só te explicar, é porque você voa mais rápido que o wi-fi.
Aí, caramba, você é o nosso verdadeiro Brainiac.
E diretamente do Papo Pop, os Quatro Fantásticos, Zona Neutra, e uma série de revistas como a Revista Sete. Já, senhoras e senhores, uma salva de palmas para ele, André Gordinho.
Sobrevivente de Krypton, que é basicamente a Tijuca, né? A Tijuca é um pedaço de Krypton que escapou, né? Porque haja sol amarelo aqui no verão, meus amigos.
Porra, o que mais tem no Rio é sol amarelo. Nosso antigo bairro da Tijuca, de fato, meu querido Gordinho. E olha, falando em coisas quentes, né, eu um pouco antes dessa gravação trazer um pouco de backstage aqui para você que acompanha o Matando o Robô Gigante, agora em Technicolor. Você que tá aqui com a gente no Panavision, no Spotify, né? Exato, temos aqui imagens. O Gordinho tava reclamando Lembrando que o almoço dele está na air fryer aguardando essa gravação encerrar, né?
E aí eu queria trazer um tema polêmico que é o seguinte: o gato do Gordilho no fundo, o stamper cat do Gordilho, lastimando alguma coisa.
Tá muito engraçado.
Eu não almocei por causa do programa. Mas ele acabou de comer e ainda está miando, reclamando, quer mais.
E quem tá com fome...
"Ai, tô cagado de fome." E eu vou dizer por que ele tá com fome de debraguinha e gordinho, porque faz parte da minha crítica aqui. Porque a air fryer, ela é muito supervalorizada. E uma das razões que eu acho que ela é supervalorizada é o seguinte: não cabe nada dentro daquela merda. Tu tem um hall 9000 na sua cozinha, essa merda ocupa metade da sua pia. Faz um barulho, parece que vai decolar sua casa, faz mais barulho que o PlayStation 4 jogando GTA.
E aí só pode botar duas torradas lá dentro. Pera aí, não, pera aí, sei lá, tem um modelo de 2014, batata frita, você tem que botar 50 gramas de batata frita por vez, não cabe nada nessa air fryer, uma gavetinha.
Desculpa, você tá, você tem certeza que você não comprou um forninho elétrico?
O cara é muito vovô.
Ah, não, a minha é forno com 3 prateleiras e eu como bastante. E tem estantes.
Modulares.
Vocês não acham que o conteúdo da gaveta da air fryer, ela comparada à totalidade da air fryer, ele é muito pequeno?
Ah, ok, ok, entendi o que você quer dizer. A área útil de preparo é menor do que a fornalha em volta ou em cima, né?
Certo, compara com fogão. O fogão, digamos, o interior do fogão, as entranhas do fogão devem ser cerca de 60% do fogão. Vai, vamos especular assim, concordam?
Vamos lá, o fogão parece Minas de Moria, né? Caberia um Balrog ali dentro, né?
Cabe muita coisa ali dentro. Pois é, a air fryer é tipo 20% daquela merda toda.
Não, mas só em defesa da air fryer, né, e da tecnologia, é bom dizer que a área tecnológica do fogão— então estamos falando de um fogão básico, tá? Não daquele fogão que conversa com você Você pode jogar Doom nele, mas ele é basicamente, porra, é fogo passando pelos gás, né, passando pelos tubinhos. Aí tem uns furinhos no tubinho e, porra, faísca para acender. Acabou a tecnologia. É a parte elétrica para tu acender a faísca, para tu dar.
Mas se não quiser, tu ainda pode no fósforo, tá tranquilo. Ou seja, você só precisa daquela tubulaçãozinha ali jogando o gás para dentro. Acabou. O resto é metal e física termodinâmica, sei lá. Agora, air fryer não. Air fryer, ela é uma turbina de que ela é um rodamuinho infernal ali dentro que tá assando a tua comida.
Agora você resumiu muito bem. A air fryer, ela parece uma turbina que um engenheiro olhou e falou assim: cara, todo esse poder precisa ser reutilizado, redirecionado para minha cozinha. Ah, mas só sobrou um pouquinho ali. É isso que vai ter, é uma turbina para você fazer 6 nuggets.
Não, pô, desculpa, desculpa. Eu acho que você comprou.
É, ele tá em duas bicarbonatos. É a primeira, né?
É a primeira.
Viu o tamanho de um pires, né? Pô, eu faço churrasco, eu faço, acho, por jogos da Copa aqui em casa na air fryer tancando. Três prateleiras, tem...
Eu faço 2 kg de batata frita de uma vez.
Não, não, é sério, né?
2 kg de uma vez.
Vocês estão me convencendo de que eu posso ter aqui comprado um forninho elétrico no... É que eu comprei no marketplace do Facebook, disseram que é muito seguro, um link. Minha mãe mandou um link.
Você comprou uma com sabor air fryer?
Sim, air fraulen, air fraulen que chama, é alemã.
É austríaca, é austríaca, concorrente. Português, air fraude, né, cara?
Senhoras e senhores, no ar, no alto, olhando pra cima, temos mais um pássaro voando, cuidando de nós. Será, senhoras e senhores? Está em todos os cinemas a partir de agora, Supergirl: A Prima Distante. A She-Ra, que não é a She-Ra, né, porque a She-Ra é irmã.
Achei que era irmã gêmea.
Então não é o caso, mas é da família do Superman, o Super-Homem. O Homem com Poderes recebe sua irmã agora nos cinemas, tão prometida aí, está agora nas telonas. E vamos pedir para o convidado André Gordinho, traga-nos a sinopse de Supergirl da DC. Lembrando, senhoras e senhores, você que está ouvindo isso aqui, esse programa contém, conterá, está contido em spoilers à vontade. Nós vamos falar de tudo que acharmos necessário. Óbvio que quando não tiver, não precisar de um spoiler, a gente não vai dar gratuitamente, mas quando for necessário para sustentar um ponto, terá spoiler à vontade.
É isso aí.
Numa galáxia distante, há uma das últimas sobreviventes de Krypton, Kara, vive enchendo a cara de álcool, a cara, cara cheia, vive enchendo a cara de álcool por conta da destruição de seu planeta. Não querendo nada na vida, ela chama o apelo, a chamada ao heroísmo, quando uma menina vai bater na porta dela pedindo para vingá-la sobre uma gangue que sequestrou, matou, dizimou seus pais. Ainda assim, ela se recusa até que seu cão, à la John Wick, é ferido pela tal gangue.
E aí sim, a Super Moça, ou Supergirl, entra em ação e finalmente responde ao chamado do heroísmo.
Hehe, olha lá, Afonso Solano finalmente está entre nós aí, acho que o grande filme da DC do ano, se não me engano. E aí, primeiras impressões, o que que você achou? Foi divertido para você?
Cara, vamos lá, o Gordilho puxou aí a óbvia lembrança do cachorro do John Wick, né, que é o que move, o que dá início ali a busca, né, da Kara. É Kara-El? Não, qual o sobrenome da família? É El, né?
Eles não citam muito, mas fica que ela é Kara-El, né?
Eu acho que sim, né?
Ela é filha do irmão do Jor-El.
Olha aí, ela é filha do Jor-El, que é o irmão do Jor-El.
Então ela deve ser Kal-El também. Todo mundo é como se fosse, exato, todo mundo é El ali. Então assim, essa história do cachorro é o que, assim, como é que você dá propósito a uma pessoa niilista, né? O grande lance inicial ali dessa versão da Supergirl é que ela, ao contrário do Kal-El, ao contrário do Super-Homem, Ela viveu a sua adolescência em uma ilha flutuante de Krypton.
Para quem, né, Argo City seria, né?
Isso é, foi, e depois provavelmente quando rolou a destruição.
É tipo aquela, achei legal porque é uma versão daquelas balsas de salvação, né, das Arca de Noé. E a gente tem essas balsas do Apocalipse, né? Afonso, que tá muito mais por dentro disso lá no Bunker X. Mas é tipo isso, só que eles fizeram isso levando a Terra embaixo.
Perfeito, perfeito. Então ela viveu em uma, em uma Krypton pós-apocalíptica, de certa maneira, mas que preservou seus valores, sua cultura e a família dela. Então quando o bagulho se torna instável e ela tem que ser, né, por sua vez enviada à Terra, assim como seu primo, ela fica muito ressentida, brother. Ela vai para um planeta que é merdaço comparado ao paraíso que era Krypton. Então é por isso que ela enche a cara, ela se afasta do sol, ela vai para o espaço.
Ah lá, e é uma das grandes comparações aqui, para o bem ou para o mal, Guardiões da Galáxia. Ela vive entre mercenários e bêbados, etc., longe do sol amarelo, porque aí ela fica mais fraca, assim ela consegue se embebedar, né, usar drogas e tal.
Cara, eu achei isso muito legal.
Muito legal.
O motivo dela estar distante do sol amarelo É porque ali ela se entorpece mais fácil.
Isso é muito bacana e é uma desculpa muito bem bolada para que você possa ter um risco para sua protagonista, né? Eu e o Gordilho, que escrevemos também, a gente sabe que você tem um protagonista fodão, só serve quando você tem até uns 13, 14 anos, né? Depois disso fica meio... meio chato.
Insustentável, né?
Totalmente, totalmente.
Ele tem que ter uma fraqueza e tal. No filme do Super-Homem, eu acho que isso também foi feito de forma sutil. Quando você diz que ele já apanhou durante muito tempo e tá ali se recuperando na base dele, ele só se recupera até, sei lá, 60%, é desculpa para ele ficar apanhando o filme todo. Aqui a desculpa é muito bem bolada também. Então assim, você dá uma personagem que não quer saber da Terra, que não tem propósito, não quer ajudar ninguém e tal, apesar de ter sido bem criada, ela tá numa negação, não quero essa merda, ao contrário do primo dela.
Então você dá essa coisa do cachorrinho, que é uma ligação dela não somente com o planeta, mas com a mãe e com o pai, e isso é o limite.
Tipo, não a última, porque ela já conhece o Clark, mas é a última conexão dela com o cachorro.
Não, ela nem conhece o Clark, porque dizem que vão mandá-la para o primo. Assim, ela—
Ah não, eu digo no filme, eu digo no filme. No filme ela já conhece o Clark Kent.
Ela já conhece, já conhecendo a Duda, mas tem o flashback deles se conhecendo, do tipo que—
É, o cachorro viveu com ela essa adolescência, bem lembrado. Então é uma ligação afetiva.
O cachorro é o original.
Exato, é. Peraí, deixa só.
Trombeta de Gondor, parece que estão marchando. Saruman está marchando para o Abismo de Helm.
Peraí. Caralho, cara. Oi, senhor Ligas! Puta merda. Então isso dá início a essa jornada dela que precisa ir em busca, para que a personagem se desenvolva, desse niilismo para um propósito de responsabilidade de tanto poder que ela tem. E eu acho que o filme, se não tivesse isso, seria um filme, pra mim, só de raio laser, nego voando e tal. E o filme ficou... Ele tem muitos problemas, quero saber de vocês, mas essa questão da busca dela por um propósito, por responsabilidade, que a gente até falou em algumas lives, é o que me fez gostar mais do Doutor.
Cara, eu completando... Completando não precisa de complemento, mas indo na mesma linha que você, eu... Para mim era a questão que tava em xeque ali do filme, para como é que eles vão colocar a Supergirl como essa quase que personagem oposta, né? Não é que ela seja inimiga do Superman, mas ela, em essência, ela tem esse espírito mais rebelde. Ela é a porra, a irmã, a prima da zoeira, porra louca, enquanto o Clark, cara, ele é o cachiaço, né?
Ela é a punk rocker, ele é o escoteiro, né? Sim, basicamente.
Isso é muito legal porque isso é uma Era uma parada que ainda é, né, é muito questionada nos quadrinhos sobre a questão de diferença de poderes. Porque eventualmente tem gente que fala que a Supergirl é mais forte que o Clark, né? Que ela é mais forte que o Clark. A gente não, o Clark, isso aqui, quando na grande realidade eles são, em essência, eles vêm da mesma tabula rasa, eles saem do mesmo lugar, o poder deles é basicamente o mesmo.
Eu não acho, mas a essência deles kriptoniana, de Krypton, né, a parada, a origem do poder deles, né?
Você tem massa muscular, você tem uma base fisiológica para o Mas eu sinceramente acho que isso não é importante pro plot. Isso é inclusive, eu acho que vai por um caminho que uma galera fica querendo botar competitividade onde não precisa.
Então, é porque isso que eu queria só entrar na minha visão disso, porque eu acho que é o seguinte: existe no Clark essa parada do escoteiro, que ele tá o tempo inteiro pensando em todos os movimentos dele. O Clark, ele nunca soltou a mão à vontade, ele nunca foi pra porrada franca.
É como o He-Man diz no filme do He-Man, né? Eu tô me segurando, o esqueleto tava lá arregando Ele não, assim, calma, você não sabe usar o seu poder. Não, tava me segurando, agora eu vou usar.
Então assim, a gente não, quando a criação do Clark, né, o Clark na Terra, ele se vê como um ser humano, mas para se ver como um ser humano ele precisa fazer um downgrade, ele precisa se segurar para ele não arregaçar a porra toda, senão ele se torna, ele vai matar todo mundo, senão ele vai foder a Terra, ele vai ser um caos ali, vai gerar. Imagina o efeito borboleta que um voo na velocidade quase da luz do Superman gera na Terra, uma borboleta bate a porra do asa.
"e gera um furacão no Japão, o Clark levanta a mão e o Japão afunda." Acabou, sacolé. E aí, ele é um cara que se contém o tempo todo. Já a Kara, não. A Kara, ela...
Ela é irresponsável.
Cara, eu não sei nem se antes ela sabe que é irresponsável.
É parte do trabalho do filme, né? É parte do bagulho, tipo... E acho que vai gerar, depois a gente fala do final, mas vai gerar uma coisa que eu não gostei no final, que eu acho que deveria ter sido justamente uma das grandes lições, é tipo, porra, Então você tem que, como o He-Man falou, o esqueleto lá: "Você tem o poder, mas não usa." Ele falou: "Não, a questão é que eu tenho o poder e eu sei como usá-lo." Aquela história do homem perigoso é o homem que pode causar a violência, mas ele escolhe não causar a violência.
Ele escolhe não usar aquele poder para destruição total. Bem legal isso que o Didi tá puxando e tem no filme, sim.
Pois é, eu acho que esse começo, eu fiquei muito satisfeito com esse equilíbrio que eles trouxeram pro futuro da DC, porque é um personagem difícil de trabalhar, né, Gordinho?
E além dela ter visto os pais morrerem, já é trauma o suficiente pra, sei lá, 80% dos super-heróis. Ela tem uma coisa pior que pouca gente tem comentado, que é a culpa do sobrevivente, o survivor's guilt. Porque só ela escapou, entendeu? Aí fica aquela negação de "eu não merecia, por que eu...". Então isso é trabalhado? Não muito, você só vê que ela tá enchendo a cara. Mas a gente sabe que por trás, além da perda, tem a questão do: "Por que eu fui escolhida?
Eu não mereço, eu não merecia ter sobrevivido." Entendeu? Mas quando isso afeta o cão, aí ela diz: "Esse merece. Eu talvez não." "Eu talvez não, mas por ele eu vou lutar." E ele acaba lutando pela menina.
E aí eu queria jogar um negócio pro Didi aqui, que é a comparação que eu Bom, um monte de gente tá fazendo, né, com a coisa do Guardiões da Galáxia. A gente sabe que o diretor não é o James Gunn, mas o James Gunn tá ali com a mão dele sobre, né, assim como Galactus, né, a mão dele sobre no melhor estilo... Como é que é o desenhista lá, pô, que fazia bons personagens assim? Jack Kirby, pô! Igual o Jack Kirby. E, cara, assim, a comparação com a estética do Guardiões da Galáxia, ela é óbvia porque você tem uma espécie de space punk, né, Gordinho?
Uma coisa meio sucateada, tal. E eu fiquei nessa assim, tipo, que tá aí a comparação, vai atrapalhar? Eu acho que em certo nível atrapalha, porque o filme não fica com uma identidade própria. Mas quando você aceita, ah, beleza, segue o baile, você segue. Até porque o que faz um diferencial ali é os alienígenas do filme, os bonecos, a bonecagem do filme é muito mais intensa, muito mais bem feita do que no universo da Marvel. Cara, eu concordo, concordo.
Eu achei isso muito... Me surpreendeu bem, cara. ETs diferentes, assim, não era... Pô, variação. Teve um lá que pareceu aquele elfo do Harry Potter. Que eu fiquei: "Caralho, que maluco nojento, cara." O maluco era... Cara, ele era... Tu falava: "Eu reconheço ele em parte, mas parece que ele tá derretendo." Parecia o maluco do Robocop que saiu do banheiro.
Eles foram mais pro lado Star Wars, né? Que sempre... Especialmente no Retorno de Jedi, quando eles estavam com mais grana, né? Que eles usaram menos humanoides e até uns caras mais grandalhões. Não vou falar só o Jabba, não. Mas sabe assim, pra sair do só máscara na cara, né? Que era também o que o orçamento de Star Trek também podia, permitia, né? Aí tem o não humanoide, tem o cara muito comprido, tem o pescoço alongado, tem o outro meio amorfo, tem o pequenininho.
Isso realmente deu uma variada. Que a gente já não vê há muito tempo nesse cinema de ficção científica fantasioso.
O que me fez questionar os vilões. Quer dizer, você tem ali uma gangue de mercenários, eles são escravagistas, inclusive, né? Sequestram as meninas, fazem um monte de coisa.
Eles saíram de Mad Max: A Estrada da Fúria, porque a trama é a mesma e o visual é o mesmo. Eles sequestram noivas para procriar só homens entre eles.
Muito estranho isso. Uma coisa extremamente— é o mal do mal do mal, assim, não há como você simpatizar com essa turma e principalmente com o vilão principal, que não atira no cachorro. Eu não— exato, quando você atira no cachorro, bate na mãe, é o vilão do Velho Oeste, não tem como.
É até um recurso de roteiro meio covarde, covarde não no sentido de, né, fácil, fácil, melhor colocado, Porque assim, ele não mata o Krypto, né? Mas é aquela parada, ele é tipo, pô, me lembrou Fuga de Nova York, Fuga de Los Angeles, que, ó, ele vai morrer em 3 dias aí se tu não trouxer a cura aí pro teu cachorrinho.
Cura que muito convenientemente ele carrega sempre com ele pendurado no pescoço, que mais uma das coisas que me fez, sei lá, pensar em agredir a sala de roteiro, entendeu?
Porque não tem nem o genérico, cara, o roteiro é muito genérico.
Olha, Eles guardam num local guardado, porque afinal, beleza, então tem ação, tem alguma investigação pra ela chegar lá e pegar o negócio? Não, ele carrega o negócio. Que detalhe, segundo a exposition, segundo a médica Jedi que aparece lá, a Avatar também, que chega lá e diz: "Ah, eles usam isso pra interrogatório." Pô, meu irmão, ele deve interrogar muita gente, porque ele anda com o antídoto pendurado com ele, assim, ele faz isso todo dia, né?
Não quero defender o filme não, tô passando pano não, mas eu aplico aqui injeção nos meus filhos, né, diariamente. E com as minhas questões cognitivas, devo dizer que a taxa de acerto em mim mesmo, ela é altíssima. Eu seria um péssimo enfermeiro. Ai, que burro, dá zero para ele.
E olha só, apesar de, assim, eu concordo para caramba, realmente é muito, o roteiro é muito simples. Eles poderiam ter trabalhado isso ou uma sala especial onde guarda-se o soro, ou com um personagem específico que é o interrogador lá. Isso, ele que leva. Ou então, se eles não fossem humanos, porque eles são essencialmente humanos coloridos com piercings e tal. Ficou confuso para mim, foi, cara, isso é uma pessoa? Porque ele consegue segurar com uma mão a nave.
É um tanque, cai em cima, o cara joga. Qual o nível de poder desse maluco?
Exato, fica meio na dúvida. Eu falei, eles são humanos, são São uma espécie que parece muito com humano, humanos alterados. Tudo bem, não precisa explicar tudo. Mas se eles fossem alienígenas, você poderia dizer que tem que usar, sei lá, cada um deles faz o seu próprio veneno usando os espetos das costas. Inventa um bagulho assim, sei lá. E ela tem que tirar os espetos lá das costas.
A mulher ia explicar e ela ia pegar o MacGuffin, entendeu? Mas o MacGuffin tá pendurado no pescoço do cara, foi muita preguiça de roteiro, cara.
Vou passar pano também, hoje eu tô Faz a faxina aqui.
Faz a faxina, DJ.
Vamos passar um fone aqui, porque eu acho que assim, eles têm o conceito de bandoleiro, né? Eles são vistos, acho que até o nome do grupo é Bandoleiros, uma porra dessa.
É tipo isso, eu acho, em português, né?
E existe uma parada dentro dessa visão que eu pelo menos entendi e levei para esse arquétipo, para esse conjunto de convenções que a gente faz, de que eles são salteadores, eles não ficam muito num lugar.
O nome é esse, o nome é esse, é verdade.
É brigand.
É, brigands.
Eu não sei como virou, foi raro, sacanagem, virou bandoleiros.
E aí eu vejo essa ótica, até eles, pô, muito rápido eles perdem a nave deles, né? E ou seja, para eles não tem uma base no planeta, apesar de elas falarem que tem um lugar que eles se encontram, mas eles foram lá e eles pegaram aquele lugar, né? Eles possuíram aquela, entraram e falaram: agora é meu. Mas é meu durante até eu ser expulso, porque quando eu for expulso eu vou para outro lugar. Então eu fiquei com isso na cabeça de que o que é seu leva, irmão, leva contigo, bota no bolso para garantir. Deixa na mochila, vai ser roubado.
Eu acho que eu fico no meio do caminho entre vocês. Eu acho que ele fica num limite entre o bom e o pior. Mas dá para você— não é uma das piores coisas que a gente tem visto aí de roteiro, é só uma uma conveniência, né? Eu acho que existem outras coisas que poderiam ter sido mal trabalhadas. Por exemplo, a menina lá que pede ajuda à Supergirl, né? Teve a família assassinada e vai lá, me ajuda, tal. E ela acaba acompanhando a Supergirl porque as duas querem a mesma coisa, né?
Matar esse vilão filho da puta aí e tal. Essa garota ela poderia ter sido mal trabalhada como uma menina fodinha que resolve tudo também. Ela é secreta e tal, e não é. Ela sabe se virar em algum, até algum nível, mas cara, ela não é uma guerreira ali.
Ela é outro clichê do faroeste, né, de chegar e pedir no saloon ajuda a um pistoleiro para salvar seus pais, que é porque sua fazenda foi queimada, né, Léo.
Aí os caras Seven, True Grit, né? Tudo a gente vê.
Os imperdoáveis, pô.
Aí a maioria dos caras se entreolha, diz: "Não é comigo", entendeu? E aí causa alguma coisa. Então, tudo ali é muito requentado, tudo ali é muito derivativo. E tudo... Mas o que... Olha só, ideias velhas, a gente reconta boas histórias, boas ideias são recontadas várias vezes. O problema é quando você conta mal e passa a amarrar as coisas na conveniência, que também foi um termo que eu usei, E o Solano acabou me antecipando aqui, mas eu falei na minha newsletter, que é um roteiro conveniente e à base de encontros e desencontros.
Tudo que quando precisa acontecer, curiosamente, uma pessoa tá parada ali. A Yarra Galáxia, que parece gigante, na verdade, o barman conhece os bandoleiros porque teve uma filha sequestrada também. Então ele também vai trair, mas ele vai trair porque todos conhecem os bandoleiros, mas ninguém fala. Me tava me lembrando, e aí é até uma comparação muito desonrosa, a ascensão do Skywalker, que acontecia tudo uma atrás da outra, assim, com coincidências.
"Ah, não, mas isso aqui tava no bolso do C-3PO, que tava perdido, não sei o quê." Então o filme, eu disse: "Gente, não há nenhuma saída inteligente, não há nenhuma..." Eu não achei tantas coincidências assim, não.
Eu não entendi se tu achou esse nível, é esse nível de coincidência que tu disse?
Não, não, não, parece que... Parece assim, é no caminho, sabe? O lobo tava ali, o lobo tava acolá, o lobo também tá preso, sabe?
Tipo, é porque não é um Duna, né, gente? Não é um hard sci-fi, não é um espaço. Outro dia a gente tava zoando aqui o Beto, que o Beto tava falando que, né, que o espaço é pequeno, não sei quem estava zoando sobre. Não é isso, né? Acho que todo mundo se conhece. Ele tem uma coisa de fantasia muito forte ali, o universo DC e da Marvel. Ele é um low sci-fi, mas é que ele tem uma capa muito bonita, né? Tem uma... a mulher vai para o espaço, a Supergirl.
Se você entrar numa onda de tipo de física, bota aqui o Sacani, entendeu? Tipo, explicar, pô, a mulher tá, ela chora no espaço, por que que o olho dela não seca? Ela, beleza, ela é resistente, mas é o quê? Ela tá sempre congelando e se recuperando? É uma coisa, não precisa explicar, entendeu?
E aí eu acho que a gente ainda vem na questão do super-herói, e aí quando vocês até falaram dos alienígenas, né? Ah, esses caras são super fortes? Pô, é essa a raça é super forte, o que que eles são. Eu boto muito, quando a gente tá, vai para o super-herói, é o poder. A força não vem da musculatura somente, né? Ela pode vir desse aspecto do super-herói. É, ah, ele é um super-herói, ele tem super força, porque foda-se, ele tem super força, é isso aí, vamos embora.
É aquela parada, Supergirl, ela é super forte sem ter uma estrutura muscular que suporte ou sustente a força dela, assim como o próprio Clark Superman. Ele também tem uma força muito acima da condição física dele. Proporcional assim. Então é o super-herói.
Kryptonianos tem essa parada. E aí, DJ, eu faço uma pergunta para você, depois quero saber do Gordinho. Eu tava indo para o caminho do supervilão, a gente acabou falando de todos eles, mas eu não joguei para vocês esse humano aí, né, super forte, mal e tal. Eu não me incomodo dele ser super mal, é isso. Ele atira no cachorro e sequestra mulher de fazer tráfico sexual. Não tem como você perdoar uma pessoa dessa. Você fica, você quer que eles matem.
Não tem desmistificação, né? Não tem como. Ele tinha um problema no no passado, né?
Exato, também não precisa explicar. Essa é uma onda que tá resgatando isso, igual o He-Man lá, o esqueleto falou: eu sou o vilão He-Man, né? Não precisa, exato, explicar que o pai dele não abraçou ele, a mãe não deu mamar. Não tem que ir por esse caminho. Beleza, ele é um psicopata. E assim, é um cara que eu achei que mandou muito bem. Ele é um vilão genérico, mas que tem um protagonismo. Isso tem um certo destaque diferente. Queria saber o que que vocês acharam.
Cara, primeiro, eu fiquei aqui, achei interessante tu achar que ele é humano. Para mim ele não era humano. Eu não tô nem dizendo dos piercings, né? Eu tô até confuso.
Ele é só na constituição humanoide parecida com humanoide.
Qual uma pessoa, gente, com piercings e meio amarelado? Não, humanoide é a médica do cachorro. Ela é humanoide, ela tem 5 dedos, ela tem 2 olhos, uma língua.
Então você tá chamando o Quintiliano de humano também. Então ele é um whatevermano.
Mas é descarado, é o que eu tô falando, é o Padrinho.
É, mas ele é humanoide, pô.
Eles são humanoides, parecido com humano. Isso, exato. É tipo assim, um orc é humanoide, não é um orc.
Não, mas eu boto nesse ponto porque a gente vê, eu boto porque eu não, eu, os kryptonianos, eles não são humanos, eles são kryptonianos.
É, eles talvez tenham coincidência, tem cachorro em Krypton.
E a gente, eu acho que a gente acaba entrando, é só essas coincidências que a gente precisa entender para fazer sentido. Mas ao mesmo tempo entra para mim no lance daquela, da forma perfeita, né? A forma perfeita do ar na água é a bolha, né? A forma perfeita da água no ar é a gota. E é por aí vai, né?
Bonito.
Eu não sabia disso.
Bonito.
Eu não sabia. Fiquei chocado.
Caraca!
A forma da pedra na água é a forma que ela quiser, né? Porque foda-se, ela não depende da maré.
Mas eu levo muito por isso. Dentro dos monólogos existe essa evolução que eles derivaram de alguma— a gente não analisou especificamente a evolução do kryptoniano, né?
Sabe que na ufologia tem esse debate, né? Lá no Bunker X a gente fala, existe um debate dentro da exobiologia de que talvez os humanos— existam os humanos da Terra, os humanos não sei da onde, os humanos não sei o que lá. Você tem um fundamento aí de—
é, mas quando você fala de humano, você tá falando das sementes espaciais, né?
Exato.
Olha aí, grande episódio episódio de Star Trek, Space Seed, deu origem ao Khan.
Olha aí, é porque assim, vocês não acham que teria sido mais legal?
Vou puxar um filme que eu tenho certeza que vocês amam, Galaxy Quest. Caraca, tá?
É Heróis Fora de Órbita.
Lembrando, é uma paródia, né? Uma brincadeira.
É uma paródia de Star Trek, não sendo de Star Trek, tá? Não, é incrível. Se você nunca assistiu esse filme, é um dos melhores filmes de comédia de sci-fi. Alan Rickman, Sigourney Weaver, Tim Allen e grande elenco. Monk, tá todo mundo lá.
O Monk, pode crer, cara.
Não, a galera foda. E cara, o vilão, nome do cara, sei lá, Sark, Sarlacc, Sarik, nome assim, cara, é um bonecão foda lá, foda, bem feito para caralho. E eu falei, porra, Tipo, teria que ter por um caminho desse. É claro que você restringe um pouquinho a atuação da pessoa, né, quando ela é um boneco. Mas não sei, eu acho que teria sido mais legal do que pintar as pessoas, botar piercing, pintar os vilões. Todo mundo em volta tá maneiro, mas o vilão, sei lá, não fez tanta graça.
Os vilões, para mim, cara, assim, quando eu vi, meu Deus, Degetos de Mad Max: Estrada da Fúria, sabe? Nossa, sabe?
É muito parecido.
É assim, é, por mais que eles fossem odiosos "Meu Deus, tá bom, eu só queria que eles, sei lá, eu só queria que o filme terminasse, porque tava muito ruim." Ah, caraca, esse caminho, cara, muito, é muito derivativo. Quando, quando o roteiro, quando o roteiro, depois de uma coincidência, vê uma cena de ação para te distrair, né?
Então aproveita que você já tá, você já tá destilando o veneno, deixa eu só te botar um elemento que eu quero Queria saber tua opinião. O Lobo, ele foi um ponto, é um trunfo que eles tinham na manga. Ele era um coringa que tinha grande chance de equilibrar o filme. Era uma expectativa, imagino eu, que o estúdio botou, que assim, meu irmão, se esse filme não fizer sucesso por conta da Supergirl, talvez o Lobo segure. E aí a gente teve a escolha clássica do Jason Momoa para interpretar o Lobo, né, que, porra, sempre foi a escolha clássica para o Lobo.
E, Padre, e ele veio aí como um coringa no filme. Queria saber o que que você achou desse, do uso desse wild card, de certa maneira.
Não é o o que você espere do Simon Beasley. Não tô julgando o valor. Tô dizendo que você vai... Se você leu o Gibbises e está esperando aquilo, rasgar a pessoa ao meio e tudo mais, ele faz lá aquela violência pirotécnica que não ofende ninguém, né? Joga uma granada e sai gente voando, lança o gancho e você não vê dilacerando. Então tá dentro do PG-13, né? Mas sendo bárbaro e implacável. Só que tá no mesmo nível do que a Supergirl faz.
Nada que você diga: "Meu Deus, hardcore!" Não, é isso aí. Mas não é demérito. Só tô dizendo que se você tá indo com expectativas de ver o Gibi... Aí ele até fuma charuto, que é legal, porque essas coisas não são censuradas no cinema, sabe? Ele bebe e fuma. Então eles fugiram ao politicamente correto, conseguiram deixá-lo com a personalidade dele. Ele, dito isso, ele tá ali como escada de roteiro, né? Quando precisa, ele tá lá, né?
Ele tá mais como um dedé, ele não tá, o Didi tá em ação, e aí quando precisa ainda, ele não, não, ele não tá no nível Zacarias, mas ele tá, olha, como ele é meio caótico e dá suas birras, ele tá mais pro Mussum, tá, do que pro dedé, entendeu? E o Zacarias é a menina, né, que tá com o coitado do É isso aí, a dinâmica era essa, né?
Os arquétipos eram esses.
Tá faltando um trapalhão, eu tiro o Dedé. Mas então o Lobo tá ocupando o espaço do Mussum, vai lá, faz uma graça, rouba a cena, porque afinal é o Momoa, é um personagem emblemático, é, você queria vê-lo na tela. Afinal, gente, essa é a quinta supermoça que a gente já vê, né? Tivemos, parece, não parece, mas já teve muita supermoça para trás.
Sim, então a série da CW, a gente não liga tanto para as coisas da CW, Flash da CW e tal, mas, cara, ela fez um sucesso, a Supergirl da CW.
Sim.
Da TV, né?
Então, sustentou uma série própria durante anos, então bacana, beleza. Então é um personagem que costumeiramente a gente tá vendo. Então quando entra o Lobo, ele obviamente vira um magnetismo da curiosidade. Nossa, como vão resolvê-lo? Nossa, finalmente é o Momoa. Então ele funciona, mas eu acho que ele tá mais a serviço do roteiro do que a serviço dele personagem.
Entendi, entendi. Afonso, me responda o seguinte: quando você viu O Lobo, claro que você foi invadido pela enxurrada de bagagem que você tem com ele. Você julgou aquele personagem que você tava vendo na tela de acordo com o conhecimento que você tinha prévio do Lobo, né, fazendo as lobices dele. Te pergunto: tu acha que a pessoa que foi para o cinema e não faz ideia quem é O Lobo, que é uma grande parcela, né, do público que vai para o cinema, entendeu o filme, faz diferença? Tem o apelo que tem para gente?
Sim, não, olha, sim. Excelente pergunta. Eu acho que o público geral não precisa ter ideia de quem é o Lobo, porque ele ali funciona também como um arquétipo. Quando ele tá lá no cantinho, estilo Aragorn, no bar, e aí uma mulher vira, é, exato, tipo, e quem é aquele ali? Quem é aquele ali? E aí a própria Supergirl, que é fodona, que não liga, que quase não tem medo, ela vira e fala assim, caralho, o Lobo não olha para ele, não interage "Não arruma confusão." E a menina vai lá e desgraça o cara.
Aí dizem que ele matou um cara no outro colégio.
Isso, é. Então assim, a pessoa já saca que tipo assim, cara, esse cara é o maioral, esse cara é mais foda, ele é tão foda que ele nem se envolveu na briga com a galera. Tipo, todo mundo tem medo do maluco, visualmente ele entrega tudo que ele precisa sem dizer uma palavra. Como o Gordinho falou, ele é o único do filme praticamente que fuma, que bebe, que anda de motoca, ele é É o velho motoqueiro, ele é o velho motoqueiro. Agora, eu acho que ele funciona no filme dentro dessas, disso que o Gordinho falou, mas eu acho que ele foi ok para mim no filme.
Ele se destaca, é legal, ele tem importância, acontece de risada com uma coisa ou outra que ele falou. Ele é babaca com a Supergirl, ele chama ela de peitinho, tipo, o nível de desrespeito. O nível de respeito que ele tem com todo mundo é muito escroto, entendeu?
Então achei tipo, é isso. Não há sexismo envolvido, ele trata mal todo mundo.
Ele trata mal todo mundo, ele vai pegar uma característica e tal, e tipo, e ele se diverte quando alguém chama ele de alguma coisa escrota também, e ele dá risadinha e fala "touché", tipo, sacou? Achei legal e tal, e ele fica, ele poderia ter chegado próximo, se mal trabalhado, tipo assim, ah, qual a diferença desse cara pros bandidões? Ele tem um código de honra ali que no início ele fala: não, eu só quero saber da minha parada, tal.
Mas tu vê, ele, porra, não vai deixar nenhuma mulher ser maltratada determinado ponto. Ele sabe, ele tem um códigozinho escrito para que você que tá assistindo você fale: tá, ele é mau, mas ele é legalzinho. Ele acessa um lugarzinho, uma fantasiazinha de anti-herói aqui que a gente gosta. O que eu acho que eles perderam oportunidade é ter usado ele como uma projeção do que a Supergirl poderia se tornar se ela continuasse na trajetória que ela estava. Eu falei isso em alguns programas passados, sabe?
Achou que eles fizeram esse paralelo de olha o que que pode acontecer contigo no meio desse caminho?
Eu acho que poderiam ter feito e não botaram.
Eles poderiam, a menina podia ter jogado isso na cara ela, entendeu? Para o público pegar a mensagem do tipo: se você continuar não ligando, você vai acabar que nem ele, entendeu?
É isso que você quer ser, uma pessoa que não liga para nada além de prazeres imediatos. E sabe, olha que merda, ele tem essa quantidade imensa de poder e usa para essa merda, sabe?
É, mas olha as coisas que os seus pais colocaram, sabe?
Os valores que os seus pais deixaram.
O que eles criaram, né? O que o James Gunn criou é interessante porque se a gente for nessa Aí a gente vai ter que tomar cuidado com Clark, porque se ele for seguir o que os pais dele, que ele tomou, pediram para ele fazer, o que deu, tá lá, tá lá.
O Clark não foi criado pelos Kryptonianos, né? Ele foi criado, a mensagem final do filme é os seus verdadeiros, como é que é a história? Pai é quem cria, exato.
E a mãe dela fala, né, a mãe dela fala: seja boa, não importa se você ligue, não ligue.
Tem essa defesa dos fracos. É muito legal isso.
Apesar de não terem usado o lobo, eu achei que funcionou no final do filme. Eu comprei, falei: tá aí, ela passou por uma série de coisas, ela entendeu que, brother, isso aqui é o que tá acontecendo com o mundo enquanto você tá enchendo a cara e trepando. Então assim, você, com grandes poderes vem grandes responsabilidades. No final do dia acontece a virada. Achei fofinho ela chegar lá para o Clark, tipo, sorria, aquela coisa meio sem jeito, tal. Mas podiam ter feito isso com o Lobo, eu acho.
Eu concordo plenamente com você, entendeu?
Não, mas só indo nesse ponto, nessa tua opinião do Lobo, cara, eu acho que eles podiam ter usado esse paralelo. Realmente é interessante, né, a gente ter isso narrativamente dentro da estrutura do roteiro, ter uma margem de onde ela poderia chegar se não fosse. Só que o problema de botar isso como o Lobo quebraria para mim o personagem Lobo, porque o Lobo ele é isso, porque ele transcende esse conceito, ele é essa porra, não porque olha, ele não se importa só Ele é o Lobo, ele é o único, cara. Ele é o Lobo, é muito bizarro por isso.
Ele não é esse cara também, no final do dia. Eu sei que tem versões do Lobo, o Gordinho falou assim, a versão Simon Bisley e tal, pô, o cara mata o Papai Noel, vai para o céu, essas coisas eu acho são divertidas nos quadrinhos, mas eu não gostaria de ver aqui. É uma coisa meio perna longa, volta e meia eu falo isso. Ele é muito análogo ao Deadpool, eu não gosto disso. Aqui eu acho que tem que ser uma coisa mais realista.
Então, mas aí, se for realista, mas aí eu acho que se a gente vai para o realismo, a gente perde muito do que faz o Lobo ser o personagem que a gente gosta tanto, que é o mestre dos absurdos, né? Esse cara, a gente espera ele ser essa contradição, ou esse personagem que é o rebelde sem causa, parará, e ele não é. Ele é só essa porra. Ele é o, a essência de um arquétipo. Apesar de ser um arquétipo, ele tá, ele transcende.
Mas ele não fala o rebelde, é o rebelde sem causa.
Perfeito. Imagina divindade, por exemplo, Deus que representa uma condição, ele não tá nessa jornada para aquela condição que um humano passa. O humano, quando tá nessa jornada da divindade, né, para se tornar, indo no caminho que aquela divindade propõe, você analisa a busca dele, a humanidade dele versus essa divindade. Então, o Lobo, para mim, ele é uma divindade, ele é essa porra, e não precisa de um porquê necessariamente.
E seja porque ele é psicopata, seja porque ele é de uma espécie alienígena, Ele é essa porra, ele é essa.
Igual tem a parte humana e o caralho, a gente até vai, mas ele é essa porra. Eu não acho desnecessário eles explicarem, ela só fala assim: ele matou o planeta inteiro. A pessoa que não sabe o lance do lobo, que é aquela história, a gente tá pegando personagens de décadas atrás que eram escritos para adolescente, pré-adolescente, criança.
É para chocar.
Quando você começa a botar complexidade nos personagens para que os adultos se interessem, Você começa a ter que botar mais coisas. Opa, tem que adicionar mais camada, porque senão é muito boboquinha. Eu concordo contigo que não precisa explicar, e ia ficar meio bocó se tivesse aquele momento, porra, super chavão, em que ele vira para ela e fala tipo assim: se você continuar nesse caminho, você vai acabar como eu, garota. É melhor você sair daqui e salvar algumas vidas, sabe?
Essa coisa dele, tipo, ele no fundo é um cara bom. É, não precisa, concordo. Mas talvez um saborzinho do tipo assim, ela, ela, a garota, como o Gordinho falou, a menina lá da, da, eu chamo ela de, de, da família mongol, porque existe uma, isso achei muito legal, existe uma, uma identidade visual da garota que me lembrou muito a cultura mongol. Sim, não é legal? A trança, a espada.
A minha esposa é super poderosa, super forte. Tem um dorama que essa porra é uma família mongol que adota uma criança coreana E ela tem, eles têm um traço de superforça no poder deles, eles se escondem lá nas planícies mongóis assim, e é muito foda, fazem concurso de levantar cavalo.
Eu só sei mais disso graças a esse programa e a Didi Braguinha, tá?
Só deixando assim.
Mas o que o Gordinho falou, talvez a garota fizesse esse recurso narrativo de falar tipo, olha, olha o que que você vai virar se você continuar sendo essa merda aí, não sei o quê. Não precisa do lobo explicar. Então no máximo, se você quiser ser alguma coisa no final, E ele virar para ela e tipo assim: porra, você até que mete a porrada bem e tal, tô precisando de uma ajuda aqui no contrato tal, que que tu acha, tal. E aí ela tipo: não, não, beleza e tal.
Alguma coisa, claro, melhor trabalhada do que isso, um saborzinho, um saborzinho dessa, desse futuro. Mas resolveram não usar. Ele é só um cara maluco que chega, mata todo mundo, é divertido, fala palavrão, peida, arrota e vai embora.
E ele tá lá quando o roteiro precisa. Precisa de uma fuga, precisa de ser, então enfim, é triste quando o personagem tão querido vira só muleta de roteiro, entendeu?
Mas beleza, que ele vai ter o seu destaque. Ele não é, eu acho até que teria sido uma estratégia inteligente, mas eu entendo que não é esse o objetivo ali nos bastidores de você dar mais destaque para o Lobo no cartaz. Inclusive você botar o Lobo ali como Tipo, ó, é o Lobo, tá ali com a Supergirl e tal. Mas não, é tipo, ele aparece e vai embora. Acho que ele até apareceu mais vezes do que eu achei que ele fosse aparecer, sinceramente.
Concordo, concordo. Achei que ele fosse só pra uma cena específica, mas ele ficou até o final.
Só pra gente encerrar o Lobo aqui, assim como foi rápido, mas a gente tá achando que deveria. Visualmente agradou? Aquela pancinha agradou?
Achei maneiro a pancinha. Assim, é uma pancinha de homem forte, né? É o dad bod, é o corpo do pai forte. Que não se preocupa de ter um—
eles até botam um airbrush ali para ficar uns gominhos ali marotos, mas tem até tomar facada.
Achei legal que ele toma facada. Aí ele fala: pô, não no abdômen, porra!
Não, na legenda ficou: não no tanquinho, porque ele fala: not yet.
Ah, no tanquinho, boa, boa legenda. É, eu acho que não— ele não aparece sem camisa, mas eu gosto dele mais motoqueiros. Tu tá enchendo a tua cara de cerveja, bro. O dia inteiro comendo mal. Tudo bem que ele é ninja, alienígena, né? Essa brincadeira do cara que tá forte sem precisar comer e tal.
Mas achei legal, maneiro, maneiro.
Se eu fosse, de novo, se eu tivesse ali na produção, eu como eu gosto de bonecagem, eu teria feito algum prostético leve na cara do Momoa. Um nariz um pouco mais adunco, umas maçãs do rosto um pouquinho diferente, talvez a a testa um pouquinho mais larga, para dar a entender de novo que não é só um cara pintado de Kiss, sacou?
Eu vi as fotos em alta resolução e ele só, ele só tem o delineador preto em volta dos olhos e aquelas descidas, aquela para cima e para baixo, né? Não são totalmente pretas, são meio que cicatrizes, sabe? Achei meio Mas isso é, mas só vendo no, na foto em alta.
E ele é um cara, né, ele é uma pessoa. Eu fiquei pensando assim, se você iria por um caminho como os caras no Star Trek, porra, o povo guerreiro lá, os Klingons, sabe, um pouquinho, não tão, mas um pouquinho Klingon, pouquinho, sabe. É, pode ser que ele não é uma tartaruga na cabeça, é o sol aumenta pouco as dimensões do rosto dele, sabe?
Eu vou dividir aqui a opinião do grande Fulano Vitor, que faz o Papo Pop comigo, fazia o Geek Mix com Afonso, comigo também, é que assim, deu a perceber na opinião dele que parecia tudo meio emborrachado, sabe? O braço tava meio emborrachado, a pancinha também, sabe? Não tava no padrão de qualidade de maquiagem imagem que se espera numa produção daquele tamanho, entendeu?
Eles tentam esconder quais sombras, né, com iluminação, eles tentam ajustar até para não revelar tanto, que eu achei uma pena, apesar de entender. Mas eu concordo, não ficou ali aquilo que a gente viu no Pinguim, por exemplo, na série do Pinguim.
Isso parecia um cosplay. O problema todo para mim é que o Momo nasceu tanto para ser o lobo que quando ele foi para ser o lobo, a caracterização parecia de um cosplayer, sabe?
É, pode crer.
Nada contra os cosplay, que tem cosplay que fazem serviço maravilhoso, inclusive melhores do que muito melhor do que filme, cinema, tá? Aquela moça que sempre ganha da Mulher do Diablo lá, que é nível Hollywood.
Mas olha só, estamos aqui nas conclusões do nosso programa. Vou puxar aqui para o Afonso. Afonso, bem, Supergirl, agora a gente tem esse reencontro dela com Clark, ela volta para Terra, ela vai estar nesse momento novo aí da DC fazendo essa dupla, essa parceria com Superman dentro do que ele precisar de alguma maneira. Dizer assim, com robô gigante, o que que você achou e o que você espera para o futuro da DC nos cinemas, cara?
Perfeito, queridão. Estamos vendo aqui justamente esse norte do universo Universo DC, eu acho que no sentido de expansão ele continuou muito bem o que o James Gunn fez no filme do Super-Homem, no sentido de mostrar que, ó, meu irmão, é gente colorida com cueca e calcinha por cima da calça voando para lá e para cá, ET, seres interdimensionais, é fantasia, é isso aí que tem o novo Universo DC. Nesse sentido, achei muito bacana. Como eu falei, a bonecagem, os efeitos especiais eu achei muito sólidos.
Muito, muito sólidos. As lutas achei legais, algumas achei um pouco confusas, um pouquinho. Foi, o que que foi que ela fez aqui? Ela socou esse cara, deu um chute ali e tal, um pouquinho. Não chega a ser um Batman Begins que você não entende o que aconteceu, parece que é um dos capangas que apanhou do Batman, não sabe de onde veio aquele chute, né? Você acorda no hospital. Aqui você consegue, as cenas de ação são bacanas, eu achei o uso do poder da Supergirl é muito legal.
Como o Didi bem lembrou, ela é reckless, como os americanos gostam de dizer. Ela não tá nem aí se ela mata alguém aqui, ali, vai, entendeu? Acertou um laser nesse lugar e tal. Ela não é vilã, mas ela é irresponsável como uma adolescente com superpoderes, zangada porque os pais morreram, entre aspas, né? Então eu gostei disso. E para não repetir tudo que eu já falei, eu acho Achei muito fofinho a interação dela com o Clark. Eles publicaram ela chegando no planeta antes do filme estrear, aquele trechinho dela encontrando com o Super-Homem.
Cara, eu gosto muito desse Super-Homem. Acho ele um... Acertaram muito. Ele é o garoto do Kansas. Tem uma hora que a menina brinca lá, fala: "Porra, mas se ele é o Superman e você é a Supergirl, porra, você falou que ele é inocente e tal." Fala: "Não, o coração dele é mais novo do que o meu." cresceu na fazenda, esperançoso e tal.
E ela, ele faz, cara, achei muito legal, ele faz a roupa dela, ele faz também. Cara, isso aqui vai levar esperança para as pessoas.
Porra, foda-se!
Legal isso, cara, é meio colorido, mas é para as pessoas verem que a gente é do bem, né?
Isso é muito maneiro, cara.
É aquela inocência boba dele assim, né? Assim, muito, muito caipirão mesmo.
É isso que eu acho foda. Eu acho que essa porra é muito foda, porque fazendo paralelo com a vida real, a esperança ela é a última que morre. Para você ter esperança, é intrínseco que você seja ingênuo de certo ponto, porque a esperança ela só existe nessa crença boba e tola de que vai dar certo de alguma maneira, né? E aí então acho muito bom, porque você precisa ter um pouco disso, de acreditar em diferente, independente do asteroide tá caindo, meu irmão, vai dar certo essa porra, vamos embora, para logo.
É ignorar um pouco as probabilidades, né? Legal isso, perfeito. Acho que tem que ter essa inocência. E ela no final aprende o valor disso. No início ela descarta, ela acha ridículo. Depois ela entende, cara, ela entende a força de você, força do amor. Não é a força do amor clássica dos nossos desenhos animados, o que ela o que ele queria dizer é a força da responsabilidade, a força da disciplina.
A pessoa salva, e quando ela salva a menina, e não é um salvar a menina da morte, mas ela salva a essência da menina, impedindo que ela cumpra a vingança dela e tal. Nesse momento, ela preserva essa estrutura de heroína salvando a alma daquela pessoa, né? Ela 'Olha, eu tô salvando você, você pode até ficar puto, mas você mantém.' E é legal que eles não deturpam, ela vai lá e fala: 'Ó, salvei a garota, mas eu já tô entregue, foda-se.' Eu preferia que ela não tivesse matado o cara, eu preferia que ela tivesse jogado ele em alguma prisão eterna, alguma solução legal.
Isso vai ser usado, Afonso, isso vai ser usado no filme Superman em algum momento, isso vai voltar.
Ela é assassina.
Ela mata, ela tem limites mais largos do que o Superman.
Beleza, é uma escolha criativa total, não me incomodou a esse ponto. Tem a turma lá, como vocês sabem, eu converso com todo mundo. Você tem os nerdolas, você tem os lacrolas, a galera que quer arrumar briga por causa do filme. Eu sempre faço questão de ficar no meio do caminho e falo aqui, olha, acho bobeira, sempre achei uma mega bobeira. Acho que tem obras que sim pegam pesado de um lado e de outro. Mas, cara, aqui, meu irmão, muito legal.
Achei que não tem esse tipo de palestrinha para nenhum lugar, sabe? É um negócio legal de união. A hora que alguém tem que brigar com outro é porque o roteiro tá pedindo. E acho mó bobeira ficar querendo usar o filme de pauta para qualquer discussão lá fora. Agora é hora da gente se unir. O filme do He-Man também fez isso, cara. Filme do He-Man também tem ali uma zoeira ou outra com uma galera e com a outra, Mas assim, brother, tamo todos juntos nessa merda dessa bola azul aqui, entendeu?
Ficar sendo manipulado por esses discursos, eu acho que às vezes cai num exagero que— Eu só tô falando isso porque pegaram, a própria atriz do filme entrou nessa de ficar falando meninas versus meninas e não sei o quê.
Mas é aquele tiro no pé de faltando media training, né? Faltando media training, especialmente hoje em dia, que se você alijar uma parte uma parte do público, sabe? E uma parte do público pagante. Assim, se você pensa isso, fala daqui a 2 anos, sabe?
Mas na hora vai ter comparação. O filme nem tem isso. O filme nem tem essa parada, sabe?
O filme não levanta bandeira nenhuma.
Nenhuma, no sentido de, tipo assim, o primo dela, ele é um cara bom, assim como ela também é boa, e os dois juntos, homens e mulheres, sabe? Enfim, eu acho importante a gente mencionar porque cada vez mais está sendo instrumentalizado. E sinceramente, eu recomendo, eu dou para o filme, cara, me diverti bastante assim. Tem esses problemas de roteiro que eu concordo para caramba. De 0 a 5, eu dou 3,5. 3,5, cara. O filme tem coração, tem efeitos.
É, tô esperançoso para essa DC. Eu acho essa DC calorosa essa DC família muito mais interessante do que a DC cínica, niilista do Zack Snyder, os zneiristas, como é que é a galera que gosta do Zack Snyder? Tem um nome para isso, né?
Os zneizeiros? Seriam os zneizistas?
Eu acho que sim, zneizete.
Zneizistas pega mal.
Zneizista pega mal pra galera. Isso daqui dá uma cadeia. Acho, respeito se você preferia aquele universo, claro, Mas eu, Afonso Solano, prefiro esse universo família, coração quente do James Gunn.
André Gordirro, vocês deram assim robô gigante, quanto você deu para Supergirl?
Doizinho, que tá de bom tamanho. Dois robôs gigantes, entendeu? Assim, o filme não apresenta nada de novo, o filme é uma costura de ideias e uma costura muito conveniente de cenas atrás de cenas que uma leva para outra, uma fotografia Eu achei a pavorosa, ruim demais. Todos, ah, mostrando os 5 planetas, eles todos parecem o mesmo, porque é tudo filmado com um tom, ah, mas e o tom colorido do James Gunn? Não vi ainda, não vi.
Mesmo filtro, né?
Nesse não vi.
E um dos planetas lá era o Lugar Nenhum, né? Era a praça do Lugar Nenhum, onde tem um dos combates lá.
A gente já viu uma porradaria, inclusive, no Lugar Nenhum.
Muito igual.
É mesmo?
Aí eu disse, gente, sério? "É sério que é isso?" "Ah, não, mas eu levei a minha equipe criativa." Cara, nessas horas, às vezes, é melhor trocar pra você... Por exemplo, as capas dos meus livros foram feitas por um grande artista. Mas quando eu fui fazer a capa do box, eu chamei um outro. Só pra ver uma outra interpretação. E pra também quem comprasse, além de levar as capas originais, que estão colecionadas dentro do box, veria uma outra interpretação da mesma obra.
Então isso é saudável, sabe? É, então levar o mesmo figurinista, o mesmo maquiador, o mesmo cenógrafo, aí é, então, cara, cara, e desculpa, a gente, os criativos são criativos, mas a gente ainda assim trabalha com um vocabulário pessoal nosso que é limitado, até que venha uma outra pessoa e faça algo diferente, sabe?
Mas uma coisa rapidinho, mas eu acho que a essência do que você falou, ela é, para mim ela só bate no seguinte Mas eles levaram o mesmo cara que fez a outra parada. Então tipo, e assim, eles querem a mesma coisa. No contrato deve ter sido uma porra dessa. Faz essa porra que tu fez na Marvel aqui.
Faz aqui. Mas aí, sabe, é o mesmo uniforme emborrachado, é com coisas desnecessárias pelo corpo.
Jaqueta, é melhor que Shazam, muito melhor que Shazam.
Não, não, emborrachado, eu tô falando placas emborrachadas. Em cima do colante. É, a Jaqueta, tudo bem, ela tava sem uniforme e precisava levar dinheiro e coisas, celular intergaláctico para o bar, não tem problema.
Essa coisa do punk no espaço é Guardiões da Galáxia.
Os James Gunnismos acabam irritando. Ainda bem que não teve a trama do controle mental, que é 90% das tramas que ele escreve, mas é a música pela galáxia Alexis, cara, o Peter Quill fazia sentido. Ele foi criado na Terra, ou não criado, mas ele só tinha um alquimem como lembrança, então ele guardava aquelas músicas. Agora ela ouve lá, ela tá vendo Casablanca, sabe?
Porque ela tá vendo Casablanca se ela não tá nem aí para Terra, se ela não gosta da Terra. Deveria ela ter uma ativação. Mas então é o que o Gordinho tá falando, o Peter Quill, ele tem saudade da Terra, ele ama a Terra, ele ama o Kevin Bacon, cultura de filme e tal. A Supergirl tinha que ter rejeição no início. Ela não quer saber de música daqui, ela quer saber de música de lá.
Aí ela usa a história, sabe? Esse negócio assim fica só James Gunnismo, não parece orgânico, não parece—
Deixa eu dar uma faxinada, deixa eu dar uma faxinada.
Faz a sua faxinada, tem que ter o contraponto.
É porque eu acho que assim, o Peter Quill, ele tem esse apego porque as mixtapes dele foram feitas pela mãe, tanto que no final do primeiro O Homem de Ouro, ele abre a última mixtape que a mãe dele fez, né? E aí ele tem esse vínculo familiar maternal com as músicas que tá tranquilo, a gente aceita imediatamente, inquestionável. Eu acho que no caso da Supergirl é mais, é mal feito, com certeza mal feito, mas ela usa de certa maneira essas músicas também para isolar os poderes dela, isolar o ouvido, né?
Tem até uma fase do treinamento que ela bota o Walkman para que ela é filtrar e diminuir o ruído, o barulho.
Mas não podia ser uma música, um synthwave, birutão alienígena, para mostrar que ela não quer saber da Terra?
Então tá bom, Didi, você tá certíssimo, porque toca Garota de Ipanema num bar galáctico que não tem nada a ver com ela, sabe? É isso, cara.
Não fala mal da Garota de Ipanema não, acho engraçado, pô.
Isso são umas jogadas muito rasteiras, sabe?
Muito Estados Unidos.
Muito bom! You are safe, you are safe!
Vai torcer com aquele de merda lá que não sabe torcer.
Traitor! Olha aí, Didi Braguinha, então vamos lá, você é o nosso Clark Kent aqui, nosso querido Clark, por favor, de 0 a 5, Robô Gigante, pra encerrar, quanto você deu para Supergirl?
Cara, eu acho que as críticas todas que a gente fez aqui, dentro de proporções, elas estão muito no caminho do que eu tenho, eu acho que é um filme extremamente genérico em sua essência, ele é uma aventura espacial genérica porra, e que é até feio de se ver num escopo. Agora, no momento em que eu entendo que é a Supergirl, que é a prima do Clark, é a prima do Superman, que ela vai ser introduzida, né, é mais uma deusa para ser introduzida no universo do Homem de Ferro, né, do Superman, que vai capitanear a Liga da Justiça, que vai passar na cabeça de Diogo, você viu?
É, diminuiu o super-homem Era para ferro, tudo bem.
Porra, pois é, peguei o elemento errado na tabela. Mas cara, eu acho que é uma tarefa muito difícil você trazer a Supergirl, e você é importante ficar relativamente definido que tipo de Supergirl ela vai ser, né? Porque a gente, dentro da história, o Gordinho trouxe muito bem, a gente teve vários exemplos de Mulheres Maravilhas. Eu não sei se o plural é esse. É onde a gente teve aquela ela que ela, desde o começo, ela tava lá para ajudar, né?
Ela era uma heroína espacial e tal, e ela tava sempre disposta a ajudar. Mulher Maravilha, né, da televisão. Ela era a primeira, né, que a gente viu. Esqueci até o nome.
Linda Carter.
Acho que esse momento de apresentação e de construção da Supergirl, ele é muito importante porque eles vão definir qual Supergirl ela é. E como o Gordinho já trouxe, a gente teve diversos tipos de Supergirl diferentes. A gente teve a primeira Supergirl que ela era herói espacial. Ela era boa e era boa, ela veio aqui para salvar todo mundo e ponto, acabou. Não tinha essa história, ah, o meu planeta foi destruído, eu tenho essa dor, não tinha essa porra.
Ela, tô aqui para ajudar vocês, seres humanos, tá? A gente teve também já nos Novos 52 a parada dela ser uma alienígena mais deslocada, ela tá meio perdida sem entender ali, ela era super poderosa, mas ela não sabia exatamente quem ela era e tal. E a gente teve também uma versão dela da Supergirl: Woman of Tomorrow, que ela era aquela sobrevivente de um apocalipse dura. Ela tinha entendido o que ela passou, ela fez a autoanálise dela e ela entendeu a condição, tinha seus traumas e convivia com eles.
Era muito bem colocado. E a gente tem agora a Superman do, do, a Superman, a Supergirl do DCU, né, do DC, DC Movie Universe, Gunverse, melhor colocado. E eles têm que, a gente precisa entender, ela fica nesse espaço sem saber quem ela é, eles estão, vão definir ela. A gente entende que ela vai buscar isso com ajuda do Superman Eles juntos vão definir quem ela é, vão chegar lá. Eu achei isso muito legal. É um filme genérico para caceta?
É.
Vale a pena assistir no cinema? Na minha opinião, vale, porque tem cenas de ação muito legais. Eu acho que ela, apesar da parte sonora nada se destacar, a gente não tem nada incrível, brilhante, não tem um tema que fica na cabeça, não tem. Longe de ter. Mas ainda assim é uma aventura divertida. A presença do lobo traz um caos que eu achei um sabor muito legal para história. Eu acho inclusive que o Lobo, ele é essencial para o filme não ter barriga, saca?
Eu acho que ele tempera o filme mostrando o outro lado, mostrando esse caos, essa maluquice, essa coisa frenética, que ela até tem um pouco, mas ela é muito reativa. E o Lobo, ele é muito ativo dentro do caos, ele quer gerar o caos na parada, enquanto ela só reage às coisas. Então eu acho que é um sabor muito legal que vai fazer com que muito provavelmente a gente veja aí uma obra específica do Lobo, uma série, alguma coisa do deve vir por aí, porque eu acho que vai fazer um sucesso bem legal esse personagem ali.
E vamos lá, Jason Momoa é de baixo orçamento, né, cara? Assim, não dá, dá para manter sob contrato, dá para se manter sob contrato, pelo amor de Deus, né?
Dá para fazer uma série na HBO maneira com ele. A terceira temporada do Peacemaker, ele aparece, gente, pelo amor de Deus, já voltando ele aí.
Ele tá aí na primeira temporada do Peacemaker, não vai aparecer agora como Lobo?
Ele tem a série, ó, fica uma dica, a série maravilhosa sobre a história do Havaí na Apple TV, lá no Apple Streaming, que é muito legal, a série bem bacana, traz um lado interessantíssimo, e a gente entende de onde vem o Kamehameha. É muito bom.
Seria muito mais de acordo se, em vez do The Rock como o super-deus lá da Moana fosse o Momoa, né, para pensar.
Olha aí, olha aí, interessante, interessante. Eu só acho que o The Rock tem um lance dele ter dublado, né, o Maui.
Mas ele também é de lá, gente, vocês estão maluco.
Tu sabe que isso é o maior caô, né? O pai dele é que era samoano.
O pai, já já, o pai já pô, eu sou, meu pai português, eu sou português, ora pois. Com esse cara que vocês estão vendo, vocês não me acham português?
É, olha aí.
Mas ó, o meu último pitaco aqui para dar minha nota é, eu não gostei do vilão, eu achei que o vilão foi um vilão américo, que atendeu a expectativa ali. Mas tudo bem, vai, ele entrega o que precisa. Ele é um vilão que não fecha a trincheira, ele tá ali no meio do caminho, ele é uma ponte para Supergirl entender o que ela precisa, né, para ter esse despertar das coisas e tal. Então assim, ele é o vilão que precisava ali. Mas ainda assim, a gente sabendo, conhecendo, tendo a bagagem da Supergirl, sabendo que ela tá sendo introduzida nesse universo da DC no cinema, eu esperava um vilão com mais personalidade, um vilão melhor para a gente ter, não que ele seja usado de novo, Mas sei lá, eu achava que podia ter um vilão mais interessante.
Não teve. Não é um problema gigante, não. Ah, não vale a pena, não, nada disso. Acho que vale a pena. O cinema, eu dou, cara, eu dou 3 robôs gigantes. Eu acho que é um filme que supera um pouco a expectativa e é divertido, é maneiro, tem barriga. O tempo do filme é um tempo bom, 1 hora e 40, 1 hora e 30 e pouco, né? Não lembro exatamente, mas ele não é 2 horas de filme desnecessário.
Não, não.
Então acho que, puta, cara, é uma experiência bacana e divertida que você pode passar no final de semana semana com a tua senhora, com teu senhor, ou com a tua família, levar a galera para se divertir, que é legal.
Posso tirar 2 décimos aqui? Só, eu dei 3,5, né?
Eu vou tirar, caiu na cabeçada, foi nessa hora.
Eu vou tirar, vou para 3,3.
É nota de escola de samba isso aqui, cara?
Porra, isso é, eu vou só, e sabe por quê? Por causa do cachorro digital. Eu estou na campanha contra os cachorros cachorros digitais.
Sério?
Porra, bota um cãozinho lá, meu irmão, para atuar com a mina, entendeu? Quando tiver voando, fazendo as esquisituras, digital, beleza. Agora, porra, não pode botar o cachorro fazer um cocô, comendo comida, lambendo a cara da Supergirl. Ah, eu acho horroroso isso, não gosto.
Olha aí, porra, crítica.
Se fosse gato digital, eu tava dando uma estrela, né? Aí, não, o robô, não.
Tu trouxe só para fechar o ponto importante, tá? Nesse filme a gente percebe que quem bota a capa no Krypto é o Clark. Quem compra roupinha para o Krypto é o Clark, porque a cara foda-se, ela tá cagando nem com o olheiro da tampa aí.
É verdade, ele tem essa preocupação.