Thundercats finalmente vai virar filme? | Mata ou Pilota
Depois de anos de rumores e promessas, um filme de Thundercats finalmente parece estar saindo do papel. O anúncio reacendeu a nostalgia de quem cresceu vendo Lion, Panthro e companhia, mas também levantou uma dúvida importante: será que Hollywood consegue adaptar o clássico dos anos 80 sem transformar tudo em CGI genérico? Affonso Solano, Didi Braguinha e Northon Domingues analisam o projeto e discutem se essa adaptação tem potencial ou cara de desastre anunciado.
No episódio mais recente do quadro “Mata ou Pilota”, do podcast Matando Robôs Gigantes, eles também comentam a polêmica envolvendo o novo audiobook de A Odisseia, narrado por Michael Caine com uso de voz recriada por Inteligência Artificial, reacendendo o debate sobre tecnologia substituindo artistas no entretenimento.
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- Inteligencia Artificial em GamesVozes recriadas por IA · Substituição de artistas · Valor artístico da IA · Direitos autorais e IA · Michael Caine · James Earl Jones · Darth Vader · Mufasa
- Rumores de ThundercatsAdaptação para o cinema · Animação vs. Live-action · Design de personagens · Comunidade furry · Lion-O · Panthro · Jaga · Mumm-Ra
- Dublagem e nostalgiaFilme He-Man · Séries dos anos 90 · Representação de idade em tela · Filme Cats · Urso Paddington
- O Papel da Arte e da CriaçãoArte de Paolo Eleuteri Serpieri · Processo de desenho · Inspiração artística · Druuna
- Venda de CarrosCarvana · Processo de venda sem complicações
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Ao lado dele aqui, ó, vizinho de janela.
Exatamente, Afonso 29 Segundo Solano. Tudo bem? Ele pegou essa desprevenido.
Olha aí, aqui embaixo da gente, mas não inferior, olha quem tá aí, é Norton Domingues.
Obrigado, obrigado, parapa the rapper.
Tá com a barba das 3 horas, né, o Norton?
Meteu um parapa the rapper.
Imagina, tá com a cara do parapa the rapper.
Aquele joguinho, aquele joguinho PlayStation, né? Ah, que mesmo, eu nunca joguei esse jogo. Tem umas imagens assim que você fica... Também não.
Sabe onde eu fui jogar ele? Quando teve aquele jogo de porrada que juntava porrada de bicho do PlayStation, tá ligado?
Street Fighter?
Não, Brawlers, não sei o que lá.
Super Smash Bros.
Tipo Smash Bros. Que vinha geral e aí tu tinha que brigar e aí tinha esse cara lá e eu, assim, a gente conhece de locadora, conhece de ver, né?
Esse bonequinho.
Mas nunca me interessou, nunca falei assim: "Pô, tá aí o jogo que eu preciso jogar." O gráfico dos jogos de videogame pra vocês é tipo as atrizes e os atores?
Se não te atrai, a história pode ser— a pessoa pode falar assim: "Cara, a história desse jogo é foda, Norton." "Porra, mas eu não gosto dessa cara desse boneco." Tem essa parada? Vocês têm?
Cara, isso é muito engraçado, porque tu tem uma parada, né? Eu lembro da primeira vez que tu falou uma parada. Não lembro exatamente o contexto, mas tem uma frase que é tua sobre Stranger Things, que é o teu sentimento do início de Stranger Things, que era: "Porra, me incomoda que é muita gente feia, né, cara?" Não, pelo contrário.
Eu não falei o contrário. Eu falei que era a volta— A gente tem até um MRG sobre.
Isso, isso.
A volta dos protagonistas feios, exato.
Tem razão. Razão, mas é o pensamento, tipo assim, caraca, como que a gente fez aí, né, cara?
Exato, é um alívio. Porque eu e o Didi, Nortinho, você é um pouquinho mais novo, como a gente sempre gosta de lembrar, sempre gostam mesmo, sempre, toda vez. Mas a gente gosta de se cercar dos novinhos, é um pouco do segredo do nosso sucesso. A frase muito suja, né?
Muito, né?
Muito, muito.
Você não tivesse dado ênfase na sujeira, não, mas Mas é que algumas coisas dos anos 90, eu diria, elas queriam que a gente acreditasse que era uma mulher casa de 13, 14 anos que nem a gente, e eram homens e mulheres de 22, assim, fingindo que... Barrados no baile. Isso, perfeito.
O maluco, cara, trabalha, o cara tem hipoteca pra pagar.
E ele fala: "Tô indo pro colégio, pai!" Creuza, bota aí, bota na tela aí, tipo, Barrados no Baile ou então Melrose Place, assim, eram séries que passavam na Globo. Os cara queriam que a gente olhasse para essa, aí a gente se sentia um bosta porque a gente fala assim, pô, por que que eu não tenho o braço desse cara? Aí a menina olhar e falar, por que que eu não sou gostosa que nem essa mina? Tipo, todo mundo era 13, 12 anos, né? Tipo, não tem como.
Mas eu ainda faço um paralelo com a vida real. A gente sempre, sempre na história do colégio, a gente era, sofreu bullying em sua grande maioria dos repetentes, e quanto que era um pouquinho mais fortinho.
Olha aí, olha, olha isso, cara. Puta que pariu, né? Se essa galera parece tem 13 anos de idade, que isso, Cara, não faz sentido, não faz sentido, não faz sentido. Mano, não precisa nem ir muito longe.
Você lembra do Joe Manganiello fazendo o Flash lá no Homem-Aranha, do Tobey Maguire?
Sim, perfeito.
É, pra ele ter 15 anos ali.
Pô, pelo amor de Deus, né?
Só que ele é um cara gigante, 2 metros de altura, super forte, não bateu no Tobey Maguire. Ele não tem nada de jovial, né, cara? Ele não tem nada de jovial.
Nada, o cara tem barba já, já tem, como o Diogo falou, conta, papagaio.
Pois é, olha, falando em conta pra pagar, você aí que tá precisando de um dinheiro, tem a bet do robô, sacanagem, porra de bet nenhuma, presta atenção. Agora vamos abrir, porque senhoras e senhores, a trombeta tocou. No horizonte você ouve a voz de um jovem garoto com a sua trombeta de gondor gritando: "Ho!" Thundercats, senhoras e senhores, foi anunciado pela Warner Bros. Olha só, finalmente! Que alegria, quase chorei de verdade quando eu li, cara.
Pois é, a galera tá meio assim, surprised, porque— surprised, motherfucker— porque o filme do He-Man não foi exato, não foi um fracasso como muita gente. O Beto adora, né? O Beto assim, o filme não fez 1 milhão, é um fracasso para o Beto. É um fracasso esse filme, tipo, cara, 1 milhão é fracasso mesmo, hein? 1 milhão, desculpa, tinha uma balinha ainda do—
eu tô ainda com o resto do do café aqui.
É bilhão, não deu, fez um bilhão, é um fracasso. E a galera tá aí para provar que não é isso. Tipo, claro, calma, o filme ainda vai se desenvolver no streaming. Antigamente o filme não ia bem, né, no cinema, ele tinha uma vida mais longa, uma cauda longa no VHS, pô, na televisão. Hoje é o streaming, ele faz a galera converter, porque a gente sabe também que a turma está indo menos ao cinema. Não é por causa do filme necessariamente, eu nem tô defendendo assim condicionalmente o He-Man, Eu achei um bom filme, não achei um filme fodão, mas não é por isso que a pessoa não tá indo ao cinema.
É falta de grana, é falta de tempo, é a competição. A pessoa pensa: "Pô, eu espero mais 2 meses, 3 meses, chega no streaming aqui." A gente sabe que isso tá rolando.
Vai sair na Amazon, você sabe que vai sair na Amazon.
Exatamente. Então assim, a galera já tá fazendo as projeções. Ele teve resenhas muito positivas. Então a realidade da coisa é essa. Eles já estão falando: "Ó, ele vai se pagar, vai dar tudo certo." E a gente vai fazer agora, continuar pegando essa trend aí dos Thundercats de Dibraguinha.
Olha, e eu vou te dizer que... Eu estava botando um nível de expectativa colossal dentro do filme do He-Man, do He-Man, para que exatamente isso acontecesse. Era inevitável. Para que a gente vislumbrasse a possibilidade de ThunderCats.
Você era mais ThunderCats ou He-Man, Didi? Você tinha escolher.
Todo mundo era He-Man, todo mundo era mais He-Man, só que o ThunderCats corria próximo, né?
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Você levantou essa pra ele, cara.
Pô, muito bom.
Eu usava o do He-Man, mas falar que o Thundercats, eu preferia. Quando começava o Thundercats, era mais... Meu pai gostava mais do Thundercats também. Acho que era um desenho, em termos de plot, melhor, né? O He-Man era mais infantil.
Cara, Thundercats parece pensado, parece bem elaborado.
E o inimigo dos Thundercats, que é o Mun-Ha, Ele também conversava mais comigo, sempre fui mais essa parada do oculto, do Conan, né, Egito e tal. É o cara ressuscitando os mortos para tipo, porra, brother, não que o esqueleto não esteja ressuscitado, os mortos também, ele também tá lá, bem ou mal, né?
O que que foi que aconteceu com aquela cabeça, né?
É, bem ou mal. O nosso podcast de He-Man foi você, Gordirro, e eu e Nortinho. Vocês me permitem um rápido, que eu queria, eu não estive entre os amigos, queria Me permite 2 minutinhos com vocês dois?
Queria só jogar para o público aqui para saber uma regra, tá? Quando o amiguinho não vai participar daquele momento, ele tem direito de opinar?
Triste essa regra, regra triste. Digitadores tá de volta.
Digitador, eu tô perguntando pro pessoal pra galera decidir.
Por que você tá trazendo o amigão?
Foi numa, uma, não, pera aí, vamos caguetar então, agora vai ser bastidores. Foi numa sexta ali, emendando feriado, que a gente gravou.
Eu não tenho feriado, Norto.
Eu tenho feriado de manhã.
Acabou meu feriado.
Eu não tenho feriado, eu tenho férias constantes.
Nem respondeu.
Nem respondeu. "Vamos gravar amanhã cedo?" O Afonsoinho fez assim, ó.
"Não é comigo." Que mentirinha.
Vocês sabem muito bem o que rolou. Eu não pude gravar. Foi triste. Já foi resolvido. Não, era só porque eu fiquei assim, chateadinho, porque eu acho um filme fofo. Eu achei um filme fofinho. Fofo! Achei fofo, achei um filme que tem esse cuidado com a nostalgia dos véio. Ele tem o cuidado de apresentar o mundinho pra galera nova. Ele tem um cuidado de, na minha visão, de não entrar em debate de boboquinhas, que volta e meia a galera lá fora, né?
A gente foge um pouquinho disso aqui, né, Didi? Mas detalhe de boboquinhas, de botar umas pessoas contra as outras. Ele tenta, tipo: "Todo mundo aqui, galera, vambora, vamos brincar junto e tal." Mas assim, não achei perfeitinho, não. Achei o plot... Pô, aquele lance deles: "Vamos lá, então." resgatar a minha família. Aí eu pensei, bom, o He-Man vai na frente, né, e os amigos dele vão pelos fundos, vão criar um plano. Não, eles vão na frente e tocam a campainha. Oi, tudo bem? Vim ser preso pelo He-Man, pelo Esqueleto.
Eu brincava assim, então eu me senti acolhido.
É, sei lá, não tinha grandes planos. A galera que reclamou que ele é muito boboca, né, eu não sei se vocês debateram isso hoje em dia no episódio, mas assim, além de não ter participado, tu também não ouviu? Não, não ouvi.
Vai, Didi, deixa quieto.
Deixa quieto. Eu acho que já deu tempo do Afonso, né?
Você tá nessa, né? Você tá nessa.
Deixa quieto.
Então tá bom. Diogo tá muito vilão, como diria o próprio Esqueleto: I am the villain.
Entra, entra lá. Não adianta tu me acusar de ser vilão não, tu tem que trazer o meu motivo porque eu sou vilão.
A toquinha laranja aí, a maldade sai, cara. A maldade sai.
Essa toquinha soviética aí, Didi, ó, tá escondendo o seu big brain.
Eu sou o Paddington. Paddington.
Paddington, que também nunca vi esse filme. Todo mundo elogia o segundo, né? Dizem que o urso Paddington é muito bom.
Dizem que é de chorar, de abraçar as próprias pernas e chorar.
Sério? Eu acho muito legal filmes que aceitam um animal falante no meio da galera como se nada tivesse acontecido. Acho muito interessante.
É, eu também achei isso nada a ver assim, do nada o tigre falando. E assim, beleza, vamos então com isso dito ou não dito. Para Thundercats. Acho que Thundercats tem um problema ainda maior do que He-Man, que é como agradar os furries. Convenhamos, são dos públicos-alvo, né, que é um público que tem dinheiro, tá? Dizem, tem, porque cada fantasia daquela é tipo R$5.000, brother. É caro pra dedéu a fantasia dos furries. Tá familiarizado com a comunidade dos furries, Didi Braguinha?
Furries não são os peludos, não é, pessoal? Não, isso não.
Exato, é isso aí, é uma turma de...
Só furs é de animal, não é de animal?
Então, só que é esse tipo de peludos, entendeu?
É uma galera que gosta de se vestir de personagens, não necessariamente peludos, tá? Porque os dragonitas, sei lá, a galera do chat me ajuda, se tem algum furry aí. O pessoal se veste de dragão antropomórfico e são considerados furries também.
Ou dinossauros. Mas aí é a escama, é o pelo do dragão ali, né?
É, chamam de scalies e tal. Mas assim, é a turma que se veste de personagem peludão, "Lobão". Olha isso, é um furry, ó. Isso é um furry, tá vendo?
Isso é um furry?
É. E existe, não em todos, antes que fiquem zangados comigo, mas existe em muitos desses grupos um componente fetichista, tá?
Fetichista, quando você fala fetichista, você tá falando de sexual, de querer transar com isso.
Também, exato. Envolvendo algo sexual, envolvendo você querer fazer xixi, cocô, que nem o gatinho, cachorrinho.
Ah, é isso mesmo.
Querer fazer amorzinho vestido de personagem, mamar nas tetas da mamãe ali.
Temos aqui claramente alguém que já pesquisou bastante sobre isso.
Mas é claro.
Obrigado.
Eu falei para vocês que eu gostava de Thundercats. Isso teve um profundo impacto na minha psique.
Aproveitando essa deixa, então, vou trazer o jabá do dia. Nossa parceira insider. Insider. Só piada com insider, nós temos um insider. Explica a piada.
"Protege seus pelos." Mas tem um ponto bom, viu, Afonso? É verdade. A galera dos furries, eles vão ficar de olho, independente desse filme, se ele for filme de bonecão, filme de CGI. Eu acho que é um público cativo, com certeza.
Total. E aí, quer dizer, você tem que agradar essa galera. Não tô nem zoando, não. Tipo, é um público que é muito fiel nesse sentido. E você, ao mesmo tempo, tem que fazer o bagulho não ficar igual aquele filme Old Forza aí não ficar igual ao filme dos Cats. Bota na tela, Léo, procura aí o filme Cats, o musical Cats.
Bota aí o gato com a cara da Taylor Swift.
Nossa Senhora, ficou um negócio perturbador, muito esquisito, né?
Ó, é isso aí, Didi Braguinha.
É, você mata o piloto com tudo isso dito, Didi. Você mata o piloto com o filme dos Thundercats.
Vamos lá, antes de qualquer coisa, Thundercats foi dito.
Olha aí, você acha? Olha aí, você tá entendendo?
É porque aqui, vou te falar, o problema é que aqui são tipo pessoas gato com cara de pessoas, entendeu? O ThunderCats, ele precisa ser cara de gato, precisa ter aquele olho coisado, focinho, entendeu?
Muito sensual, tá?
Ah, que sensual, gente! Não, parou.
Gato é um animal sensual, ele é lânguido, ele é ágil. É, não, você não acha um animal sensual?
Por favor, não quero participar desse corte.
Só me explica uma parada, define lânguido só para eu entender. Ver se existe uma relação. Lânguido é o quê?
É tipo um gato, tá? O Scar, o vilão do Rei Leão.
Simba do Rei Leão.
É, exato. Ele é lânguido, ele se move assim, ele parece que está sempre assim. Ele tem um swingado e um charme falando. É um dos melhores vilões.
Lango, aquele boneco que a gente ficava fazendo, o bonecão que dava socão. É, eu perguntei nessa vibe do, para saber se tinha alguma coisa a ver com a raiz da palavra, sei lá.
Mas antes da gente perguntar se matou piloto, tem que lembrar, Didi, que o filme do Thundercats, esse que foi anunciado agora, não é apenas um filme do Thundercats, é o primeiro projeto e é um projeto em animação.
Então calma, é porque ele foi anunciado, ele primeiro era importante, ele foi importante por causa disso, porque ele foi anunciado no festival de— eu não sei como é que se pronuncia exatamente— Annecy, ou Annecy, é o nome do festival de Annecy, não sei como é que é, que é um dos maiores festivais de animação que tem, que existem. E aí a Warner divulgou que está, que vai rolar o ThunderCats, né, um novo filme dos ThunderCats, que, porra, a série animada década de 80, o caralho.
Só que ela não entrou em detalhes sobre qual é da parada. A única coisa que a gente relativamente sabe é que ele será animado. Aí a gente tem que interpretar animado, significa que vai ser para cima, legal, divertido, ou é uma galera, né, que vai deixar a gente triste, que vai ser desenho.
Não que a gente não gosta de desenho, né, mas o que me deixa triste dessa notícia é que se ele for, se ele for em CGI, ele dificilmente será numa vibe CGI Love, Death and Robots assim, tipo Warhammer 40K, uma parada séria, motherfucker. Fucker, tal, um design, sabe? Porque o Stutter Cats, o exemplo que a gente trouxe ali do Cats, o problema é o design. O design da pessoa está escroto. É uma cara de— se você reparar, praticamente a cara do ator, da atriz, e daqui pra trás você botou um gato e ele tá em pé, é uma merda.
O Stutter Cats eu acho que tem que ser uma coisa bem híbrida mesmo, quase como se fosse um lobisomem, uma coisa, sabe, metamórfica assim, um negócio legal, bacana. Se você botar uma pessoa que tem uma peruca vermelha, tal, com o olhinho riscado, que nem tem um trailer lá com Vin Diesel como Lion, você lembra dessas porra?
Lembro.
Fica, porra, ridículo, entendeu? Terry Crews, eu já boto Terry Crews como Panthro, já faço meu casting hoje, não tem outro ator que...
Terry Crews como porra, que ele é bom, cara.
Por conta que ele era o mais velho dos caras.
E era o mais forte, era o mais robusto, era o porra...
E o mecânico, tal, tinha experiência. Tirando o Jaga, né, o Jaga morreu. E tem um detalhe muito legal do ThunderCats, pra quem não assistiu o desenho, turma, o Lion, ele era uma criança quando eles saíram do planeta. Aí deu um problema.
Posso dar um know-how pra galera que não manja nada dessa história?
Explica.
Cara, basicamente, o ThunderCats começa com um grupo de refugiados que estão fugindo de um planeta que teve lá, eu não lembro se foi uma invasão, mas eu acho que tinha um grupo que estava dominando e estava caçando ali esses reis, né? Eles eram da monarquia ou da realeza lá do local. E eles vão fugir, eles começam a fugir, tanto que o Lion, ele era o próximo da linhagem para assumir o trono e tudo mais. E aí eles entram numa nave, Battlestar Galactica, vambora, irmão, vamos caçar um lugar para a gente viajar e vambora.
E todos eles entram em criossono, né, entram dentro daqueles dispositivos para você poder viajar grandes distâncias e preservar sua idade, preservar a beleza, coisa estética, só estética. E aí, só que o que que acontece, a viagem rola, eles são caçados ali, tem disputas e tal, tanto que o Jaga, ele é ferido e tal, mas ele consegue consegue sustentar até eles chegarem em um determinado planeta, que se não me engano é a Terra mesmo, né, Afonso?
É, dá a entender, eles chamam de terceiro planeta. A Terra é o terceiro planeta do nosso sistema solar. E o Mun-Ha é uma múmia. Então você meio que presume que eles chegaram na Terra provavelmente num período pós-apocalíptico. Tem robô, tal.
O Brandon Fraser pra lá é um...
Já tá já um tiozão, né?
Já tá mais velho.
No ápice, sim.
30 anos atrás.
30 anos atrás. Voltou pra continuar. E aí eles vão pra Terra, só que o que acontece? Esse pod, né, essa câmara de criossônio do Lion, ela apresenta um problema. E esse problema faz com que ele tenha, com que ele comece a ir lentamente envelhecer. Então, por mais que eles tenham passado anos em viagem intergaláctica, todos os outros Thundercats, eles ficam na mesma idade que eles entraram, eles são preservados. Mas o Lion não. O Lion, ele entra como uma criança e quando ele chega lá nesse terceiro planeta, ele tá mais velho, ele já tá um adulto.
Ele, na verdade, era da idade do Willie Kitt e Willie Cat, que eram amigos dele. Esses dois meninos, ele era da idade dos caras.
Uns 13 anos assim, por aí, uma parada dessa.
Eu não lembro exatamente a idade deles.
As lições que o Lion recebe ao longo do lance dos episódios, e claro que se conectava com a gente que tinha mais ou menos essa idade, ou mais novo, quando assistia, era acho que assim, ó, você é, você tem que ser o líder, você é destinado a ser o líder, por mais, por essa questão aí de monarquia, etc. Era um desenho monarquista no final do dia, e o cara tinha que E o seguinte, você é o líder, só que você é um moleque e você agora tem uns músculos e as pernas oleosas e musculosas de um adulto. Então a galera vai te dando suporte.
É o mesmo bodyzinho infantil do Lyle.
Ele cresceu e o body continuou o mesmo.
Imagina a dor desses ovos aí de pagar.
E aí é o seguinte, você vai ter que aprender a ser homem, a ser um líder acima de tudo, mas ele tem a inocência de um moleque ainda, ele não tem experiência. Então isso era uma sacada muito legal do desenho.
Cara, era muito bom. Eu tive a alegria, por motivos inapropriados— não inapropriados, mas não tão legais, mas eu tive uma alegria, num período da minha vida, ser chamado de Lion. De Lion. Eu tinha o cabelo muito bagunçado no colégio. Ele não era esse cabelo gigante. Eu preservei esse traço, né? Meu cabelo continua bagunçado.
Continua gigante.
Mas ele era mais arbusto, assim. Ele era mais trunho e ficava essa parada. Armadão e tal, tinha essa pegada. Só que o grande barato era— tá vendo que o Lion tem um babador em volta da boca, branco? Então, na minha época, existia um produto chamado Minancora, que a galera que tinha muita espinha passava. Só que o Minancora, sei lá, essa porra era feita à base de petróleo, eu não sei isso, o que que era.
O que não é feito à base de petróleo.
É um ponto, é um ponto. Mas quer dizer assim, ele é tipo um Hipoglós, sabe? O bagulho que tu passa na cara, ele não sai, ele não saía. E aí eu passava com muita frequência, cara, e ele, a minha cara, ela ficava constantemente com uma Uma barba branca, que tudo isso aqui ficava esbranquiçado. E aí veio essa porra de Lion, juntaram. Pô, eu lembro até hoje da Renata, inclusive falei dela hoje na live, da Renata, porra, que me chamava de Lion, de Lion e de Simba também por causa do cabelo. Falava que eu tinha uma jubinha.
É maneiro, acho que é um bom, acho que de todos apelidos que poderiam te dar, esse foi um dos mais legais.
Mas o que juntou foi o que os meus pais me deram, né? Idiota e seu merda.
Não, calma aí, não pesa o clima não. Já conheci um cara chamado Lion, de verdade, Lion mesmo. E a história é justamente porque ele tem uma irmã mais velha e os pais tiveram a brilhante ideia de: "Qual o nome você quer dar pro seu irmãozinho?" Caraca! E aí ela virou e falou Lion, por causa dos Thundercats. E assim ficou.
E, ó, tem um outro detalhe. O nome dele original é porque no nosso desenho eles não falavam, mas o nome dele é Lion-O. É Lion traço ou.
É porque eles estavam na verdade decidindo, né? Só que aí morreu.
Morreu.
Ele fala Lion, aí eu falo: qual o nome você acha? Ele falou: ah, eu acho Lion ou... Pum, aí mataram ele. Aí a pessoa entendeu que era Lion ou.
Ué, a minha gatinha é Chitara. A minha gatinha aqui é a Chitara, um desenho que faz parte de todo o nosso imaginário aí e tal.
Tu tinha isso com a Chitara?
Não, tô falando a minha gatinha chama-se Chitara.
Ah, tá, desculpa.
Não, mas também havia. Nós chegamos, como eu falei, nós chegamos de 13 para 14 anos, provavelmente. A Chitara é maravilhosa, né? A Chitara é a nossa mulher. As nossas mulheres, a gente cresceu com mulheres fortes, incríveis, né, cara? Nossos desenhos animados era isso, era a Shiha, Chitara, Sarah Connor para o filme. Sim, sim, entendeu?
Replay. Replay, é só.
E quando você é adolescente, e quando você é adolescente, pré-adolescente ali, talvez um pouco mais novo, essa galera pintada, né, galera com com tintas diferentes, ela chamou atenção. Pô, meu primeiro grande amor foi Bárbara Paz pintada de verde lá no Ilhacho.
Bárbara Paz?
Bota Bárbara Paz pintada de verde aqui.
Cuidado com essa pesquisa. Depois foca nos olhos do Norton.
Exato. Você gosta de mulheres pintadas então? Achei que você gostasse de pintada em... Matopilota de Dibraguinha. Thundercats. Live action ou você— não, animação então.
Essa animação.
Pois é, então, cara, eu piloto um conteúdo de— eu piloto, cara, com certeza eu piloto um conteúdo de Thundercats, tá, independente de qual seja. Eu preferia que fosse um live action, preferia muito que fosse um filme mesmo com atores interpretando e tal. Até porque, apesar de gatos terem pelos, no desenho eles não— eu acho que até para facilitar, eles não colocavam a pelugem, não, mas a pelugem que se fala, sei lá, Pelagem, Salve.
Pelagem. Pelagem com pássaro, eu acho. E pelagem é quando é pelo.
Isso, mas eles não colocavam esses traços, né, da pele, do pelo do gato no corpo. Eles jogavam isso mais para o cabelo, né, eles vinham para esse outro lado.
Mas eu entendi que eles eram, eles tinham um pelinho curto assim, bem, né, tipo leão.
Eles fizeram questão de mostrar os pelos, você deixar todo mundo com pelo. No desenho dos Thundercats você não vê o pelo no corpo, você não vê tipo os pelinhos.
Mas eu acho que é mais nada do estilo do desenho, Didi.
Eu também acho que é, mas eu seguiria o estilo do desenho para não complicar, sacou?
Ah, você não quer a textura, você não quer textura de pelos, você não quer?
Eu acho que não precisa necessariamente, a gente pode preservar ali, cara.
É o gato sem pelo, é o gato. Ah, mas combina o gato egípcio com o Munhá.
Então eles não necessariamente precisam ter pelo, sacou? Eles são uma mistura, um humanoide que derivou do gato, e aí o pelo Ele pode ter ficado, ele pode ter evoluído. O Pelô não acompanhou essa evolução.
Tô trazendo isso. Bota aí, bota assim: gato da raça Sphinx.
Esse é do Mr. Evil, né? Do Dr. Evil.
Exatamente. Bota para a galera ver o que que é o design que o Diogo tá defendendo aí para o próximo filme.
Não tô defendendo isso, não tô defendendo isso.
Não, porra, não. Exatamente. Você quer que ele seja—
Cara, não é, não é.
Eu acho o seguinte, eu não acho ruim. Acho maneiro, é uma parada hardcore.
É um estilo.
Cara, vocês são muito ridículos.
Você falou, Parapa, você falou.
Pelo é ruim. Logo o homem mais peludo do MRG é contra pelos.
Eu sou contra os meus pelos, eu odeio meus pelos. Se eu pudesse me depilar, eu ia full, full.
Depilate.
É caro.
Olha a oportunidade de patrocínio.
Você faria isso mesmo? Tipo assim, você apertasse um botão, vai cair todos os seus pelos, nunca mais crescer, você apertaria?
Não, eu não tô de sacanagem não. Eu tranquilamente, se tivesse condição financeira, tipo "Porra, tem uma grana pra gastar com isso?" Eu iria e faria aquele negócio de laser lá pra tirar a porra toda. Não gosto de pelão, acho, porra, me cansa. É trabalhoso, é encharcado, ele retém coisa. Porra, é um saco. Eu acho cansativo. Pelo é cansativo.
Talvez seja cansativo porque você não abraçou a sua natureza. Seria uma lição de Thundercats. Alguém que tá sempre lutando contra quem ele é.
Mas eles se depilam.
Meio Hellboy, assim, né?
Esse ramo do filme.
Sabe o que eu acho que aconteceu? É, eu acho que o pelo no espaço deve quebrar, e aí eles devem ter feito um filtro no espaço, e aí destrói a raiz, e aí acabou, eles não tem pelo.
Se bem que eu já vi a Supergirl e o cabelo dela fica maravilhoso.
Puta merda, vontade de sair do cinema e ir no cabeleireiro, falar assim: "Aí, irmão, faz um cabelo da Supergirl pra mim." Eu queria. Não, só dá pra ficar daquele jeito, você nem precisa ter luz não, só pra ficar daquele jeito do caralho lá, fica bonito.
Aproveitando, ó, eu e o DJ a gente não pode falar da Supergirl porque estamos embargados, mas nós gravaremos o programa segunda-feira. Podcast Merengue, cheio de spoilers sobre Supergirl.
Então assistam, assistam, porque segunda falaremos.
Segunda falaremos. Isso aí, então vamos lá.
Afonso Solano, aproveita que você tá aí comentando sobre pelos e cabelos e você, Mato Pilota, Thundercats, longa de Thundercats. Não, não é esse o Thundercats. Não, era aquele que parece um Thundercat, ele recebeu um raio, né?
Bota aí enquanto eu falo, Léo, bota um design legal aí de um Thundercat, fanart. ThunderCats Movie.
Ele não fez o teu personagem de Poncho? Faz um personagem de ThunderCats daí, ó. Poncho! Olha, Afonso, sacanagem, sacanagem. O Dan da Creuza, né? Diga aí, Afonso.
Eu fiquei, alguém me colocou assim, poxa, covardia aqui nos comentários, covardia optarem por algo CGI em vez de fazer um live action, né? De fato, live action seria acho que mais bacana, comprar o barulho mesmo do He-Man, que ficou um caminho legal. É um diretor que gosta do He-Man, gostava do material original e, brother, comprou a ideia. Olha aí, hein, Kevin?
Sempre ele, hein, pessoal? Cara, ficou bom, ficou bom, hein? Vou te falar.
Então, o caminho que o Didi tava defendendo, eu acho que é esse. Não tem pelo, né?
Não, tem pelos humanos, olha o braço dele.
Pelos humanos. Mas isso aí é só um cara ruivo que bateu um vento muito forte e ele botou a roupinha. Ele não é um homem gato, assim, gato no sentido estético, né? Mas porra, bota aí, Léo, bota um bem antropomórfico mesmo, aí você vai achar um maneiro.
Nossa, olha o tanto lá atrás, cara, dessa foto. Olha o tanto que tá do caralho, é uma pessoa, velho. Mas é isso que tá no desenho, o desenho é uma pessoa, só melhor.
Ele fez o Jon Snow de coisa. Não, eu acho que eles tinham que ser tipo Tô pensando alguma referência assim de uma pessoa. Esse desenho aí também tá meio velho, né, de pantroa.
É o Sidney Sweeney, Oscar Isaac, Vin Diesel.
Sei de cinema, meu amigo. É, sei de— tá ali a menina do Stranger Things. Que mais?
Stranger Things já tá indo mais pelo meu caminho essa versão. Dá um zoom aí, dá um zoomzinho. Deu um zoom, ficou meio escroto, mas tá começando a ficar de longe. Muito bom, mas tá começando a ficar— já sei, Léo, bota assim: Michael Jackson lobisomem Thriller.
Não, cara, vai virar um desenho da parada, Carreta Furacão.
É que já passou muito do ponto, a gente tá conseguindo achar o meio, né?
Tira o zoom!
O James falou: tira o som, tira, tira!
Eu achei maneiro, foi a liberdade que ele tomou. De fazer uma espada mais esguia, mais abaulada, né? Diferente da espada do Lion, que é uma espada—
parece uma cimitarra. Parece uma cimitarra.
Quase um sabre do Dooku, lembra? Que tinha aquele punho mais ondulado.
Olha aí, perfeito. O Lion, perfeito.
É isso que tu quer? Não, tu tá de sacanagem.
E aí, chat, é entre gato pelado e Michael Jackson de lobisomem, onde vocês estão?
Esse é assustador, mas imagina isso aí.
Mas esse é um gato legal, é legal, só que Pra animar essa porra é um puta trabalho que eles tiveram. Porque mexe o olho, mexe não sei o quê, tem uns negocinho ali.
Eu queria uma cara de gato, tipo, bem de um leão. O Lion, porra, ele tem que estar com a cara de leão.
Ele tem cara de gato.
Olha aí, perfeito, agora estamos chegando.
Mas você pode pegar humanos que têm cara de gato, existe isso.
Existe isso, chama-se hidrocefalo. Henrique Évil.
Só os bonitos, né?
Só os bonitões de cara... Não, tem muita gente que faz plástica e fica com cara de gato, mas foi sem querer. Essa galera que exagera na plástica, fica horrível. Aquele carão, sabe aquele carão de plástica? É. Fica bizarro.
Gente, a Zoe Kravitz, ela parece um gato. Já viu a cara dela?
Zoe Kravitz? Bota aí.
Ela parece uma gata, porra.
Mas ela não é bonitinha? A Zoe Kravitz é gata, porra.
Por isso que ela tá fazendo uma mulher gato, né, no Peter Atkinson.
Ah, tá. É ela, porra, claro.
Ela tem cara de gato, ela tem os traços.
É a Mônica. Eu acho que tinha que ser uma maquiagem meio fantástica.
Mas você quer que os gatos se deformem? Isso? Você quer que se deformem?
Mas eles não são deformes, gente. Os Thundercats não são disformes, eles são mais pra humanos do que pra essa parada que você tá mostrando.
É, mas eu acho que tinha que ser um pouquinho mais gato, pô. Por quê? Senão é uma pessoa seminua, uma pessoa de maiô correndo.
E tá tudo bem, não é sobre isso.
É, mas eu acho que tem que ter uma adaptação.
Mas daí você quer sem pelo de gato, sem cara de gato, é Thunder Humanos, né?
Agora quer rabo também?
Thunderbirds.
Thunderbirds.
Thunder Civils.
Thunderbirds.
Nossa, Domingos, você mata!
Pilota um filme, uma animação, né? A gente não sabe ainda se é em CGI ou se é na ponta do lápis, tipo um X-Men e tal, é de Thundercats.
Cara, eu piloto, eu piloto. É o primeiro passo, eu acho. O filme do Thundercats live action vai vir aí, se for animação mesmo. E tudo indica que vai ser da Warner Bros. Animation, que é uma empresa que tá fadada a fechar já faz um tempo. Então quem sabe o Thundercats Animation aí não ajuda. Piloto, piloto, acho que rola, acho que rola.
Vamos para mais uma notícia, porque tem uma notícia, um debate interessante aqui para a gente trazer para esse Mata o Piloto de hoje. Porque, senhoras e senhores, parece que Michael Caine teve sua voz, né, roubada pela Skynet. A Skynet pegou. Afonso não tá mais por dentro aí, mas é para o audiobook. Como é que tá essa história aí, Afonso?
Exatamente, a nova empreitada epopeica de Christopher Nolan, né, a Odisseia, soma mais uma polêmica, ladies and gentlemen. Parece que Michael Caine está narrando a nova versão do clássico literário. Contudo, não foi Michael Caine exatamente que narrou o audiobook, foi a voz em IA de Michael Caine, ou seja, o clone digital da voz dele. The Odd Child. Tá aí, ó. Homeward Odyssey. Entende-se que é a versão tradicional, claro, né? Não é a versão do Nolan, é a versão literária, só que provavelmente com um pouco mais de cinematografia, entre aspas, ali.
Você tem, parece que, 4 produtores envolvidos no negócio e um pouco mais de emoção. Às vezes faz-se um audiobook. Eu narrei o audiobook do Espadachim de Carvão lá no pessoal do Youbook. Quem quiser, depois cata lá, Youbook, o aplicativo muito bom. E eu fiz uma espécie de audiodrama. Tem uma turma que faz audiodramas, né? Você encena um pouquinho mais. A Vivi Maurei, nossa amiga aqui, fez as vozes femininas na época comigo. Você bota música, som e tal.
Tô entendendo que isso aí é um pouco assim. Só que não é o Michael Caine, que tem uma baita voz. Eles pegaram e emularam a voz dele, né? Tá perfeita, quase perfeita. E aí a polêmica é essa, quer dizer, oficialmente entramos nesse universo se não falassem que a voz é em "ya". Se não tivesse falado. Narrado por Michael Caine. A galera ia perceber, talvez os ouvidos mais apurados, que o lance da voz da AI é o seguinte: é igual a voz do cara, ainda mais uma desse, desse Naip.
Só que você não tem a criatividade. Ele vai ler sempre com aquelas ênfases que foram pré-gravadas. Você não vai ter aquela fagulha humana de no meio da parada do cara: "E pera aí, deixa eu tentar uma coisa aqui, um pouco uma ênfase diferente." "Deixa eu tentar, esse personagem fala com um certo atraso no L aqui, e esse cara aqui ele tem um tique na fala." O AI não vai pensar nisso, né?
Então, mas olha só, isso é engraçado porque isso pra mim não é uma barreira do ponto de vista de que isso não dá pra ser feito, porque você na hora que vai trabalhar a inteligência artificial, você pode fazer ajuste, você pode direcionar ela pra atender essa parte criativa. Dando esses direcionamentos. Então eu acho curioso porque me incomoda, Afonso, não ser feito por ele. O livro, né, que não tem assim, tem a ver com o filme, mas a princípio a relação não é direta, não existe uma relação entre o filme e esse audiobook, eu não sei como é que funciona isso.
O que me incomoda é tipo assim, tá, mas e acabou o ser humano então? Então tipo, whatever, tá perfeito e aí? Se a gente não perceber, qual é a parada, sacou? Tipo, aonde tá a linha? Onde o juiz pega o spray de espuma e joga no chão, ou precisa jogar? Eu não sei, brother, porque se ele topou, se o Michael Caine topou e falou assim: "Não, pode usar aí, pode fazer minha voz aí, dá o seu show, faz o que você achar." Eu vou falar o quê?
É, você pode argumentar que é uma farsa. Eu tô fazendo o jogo aqui do debate, né? Tipo, é uma coisa que está, é uma máquina que está imitando o Michael Caine.
Mas o ator não tá imitando outro personagem, não é uma outra coisa? Não tá todo mundo imitando alguém dentro desse mundo?
O Rei Charles. Sim, então vamos nessa, eu gosto. O filme, ele é engraçado. Outro dia eu tava pensando nisso, né? Como é que a gente— falei disso aqui, acho que a gente tava até com a Babs, né? Como é que os atores, atrizes de Hollywood criou uma elite absolutamente nonsense, né? De supostos intelectuais e pessoas que a gente— a gente, muita gente respeita. Acho que isso até tá morrendo, por muitas razões que a gente volta e meia discute.
Mas assim, são pessoas fingindo que são outras pessoas. É um entretenimento e é legal a gente se entreter. Então, da mesma forma que o cara, ele não é o Rei Charles lá, ele está imitando o Rei Charles, a máquina está imitando— Estou filosofando com vocês. Ela está imitando o Michael Caine para fazer— Então é uma homenagem, mas eu paguei pelo Michael Caine.
Então, mas é que tá. Por isso que eu acho que é interessante. Existe a importância da gente deixar definido o que é. Tipo, isso aqui é uma voz, é a voz do Michael Caine em inteligência artificial. Uma interpretação artificial da voz do Michael Caine. Meu ponto que fica em questão é: a partir do momento em que o Michael Caine topa isso, ele fala: "Beleza, pode usar minha voz." Não, é igual...
Aí que a gente tá entrando num ponto que é o seguinte, como eu sempre falo, eu sou contra. Quando a gente brinca de falar contra: "Ah, você é contra." Eu tô longe de proibir as pessoas de fazerem. As pessoas fazem e compram e fazem o que elas quiserem. Eu acho, você é adulto, você faz o que você quiser com sua vida. A questão é: artisticamente, eu acho que tem menos valor. Eu posso até achar maneiro, pô. Como eu falei outro dia, eu fui, eu pego de surpresa por uma banda de heavy metal, meio glam metal, que eu gosto também, de inteligência artificial, cara.
Tipo, na terceira música, tava na academia, que eu falei, pô, esse maluco, os tons deles são sempre os mesmos. Eu notei, ele não tem uma, é o que eu falei, eu achei que faltava criatividade. Aí eu falei, caralho, tem uma coisa estranha. Quando eu ouvi, falei, puta, e aí Mas era maneiro, tem várias músicas lá que eu tava tipo: "Porra, meu irmão, foda!" Então assim, achei foda. Tu viu o vídeo novo, amor?
Bati palma, roubou, hein?
Bati palma, roubou. Hashtag: "Bati palma pra roubou". Mas eu acho que tem...
Os tempos não são mais os mesmos.
Não são, meus heróis morreram. Mas eu acho que tem menos valor artístico, pra mim.
Eu concordo, eu concordo. Não, pra mim não tem nem como discutir. Pra mim isso é um ponto extremamente importante. É, não entrando no que é arte nem de maneira individual nem de maneira coletiva, mas uma das expressões artísticas, uma das coisas que a gente entende sobre arte é a importância do quadro, do que envolve aquele momento de produção, do que envolve aquele, o motivo daquele artista ter feito, né? Por que aquele artista transborda aquele quadro, aquela música daquela forma, daquela maneira?
Os porquês daquilo ser feito Fazem daquela obra uma obra de arte, fazem daquilo. E a inteligência artificial, ela não tem um porquê.
Até os defeitos. Você quer ver uma coisa interessante sobre... Acho que eu não falei isso aqui ainda na minha RG. Dá um corte bacana, inclusive. Uma das maiores vozes da história do entretenimento, James Earl Jones, o queridíssimo... Todo mundo tá familiarizado. Darth Vader, a voz do Mufasa também, do Rei Leão, que já mencionamos hoje. Ele é o pai do Eddie Murphy. No Coming to America.
Fala logo, Afonso, ele foi abduzido numa estrada de noite.
Ele foi, saiba tudo no Bunker X dessa semana. Não, pior que foi, caralho. Diogo, tu falou disso de verdade?
Sim, porra, ele faz aquele céu, fogo no céu, sei lá, ele faz um filme sobre o Barney e a Betty Hill de abdução alienígena.
Caralho, porra, parabéns.
Mas olha só, não é que eu não goste do que você gosta, por desgraça, Ah, perdão, perdão, desculpa.
Inclusive fizemos um crossover aí que foi ideia do Didi, galera. O nosso primeiro podcast MRG em vídeo, podcast o principal, né, do MRG. Fizemos eu, Didi, Atena e Atena Gamer e o 3D para a gente falar do dia a dia. Então dá uma olhada, tem vídeo lá agora, o podcast MRG tem vídeo lá no Spotify. Estamos fazendo a transição aqui para o YouTube também.
Falamos sobre o filme do Spielberg de extraterrestre, né? Isso. O Dia D, Disclosure Day.
Disclosure Day. Mas olha só que bacana, cara. O James Earl Jones, eu estava vendo uma entrevista dele, o pessoal fala: "Poxa, a voz dele, além da gravidade, do poder, essa intensidade toda, ele tem uma maneira de falar..." That is very different. Ele era gago, brother. Ele conta isso numa entrevista, que quando ele era moleque, ele era gago. E uma das técnicas é você falar um pouco mais separada as palavras, né, na sua... Putz, que interessante.
"And then he began to speak like this." E ele foi transformando essa parada junto com a atuação.
Caraca, mano, explica muita coisa aqui.
Pô, tá até bom.
Muito foda, é?
Olha que maneiro, um defeito de fala humana se transformou num dos traços mais reconhecíveis e carismáticos e cativantes do entretenimento. Então assim, a voz, alguém pode: "Ah, eu quero que essa voz tenha um arrastar, eu quero que essa voz, eu quero Michael Caine puxando mais um pouquinho o R, bota um sotaque americano no Michael Caine." A gente vai chegar nesse ponto, mas o erro e a criatividade para transformar o erro em algo positivo ainda é humano ainda.
Acho que não é nem vamos chegar, já chegamos. Falando, citando ainda o James Earl Jones, vocês lembram que no ano passado rolou uma parceria do Fortnite com Star Wars e eles fizeram Darth Vader dentro do Fortnite?
Foi incrível.
Você poderia, você podia perguntar qualquer coisa para ele, ele respondia, andava com você lá e tal.
Só para explicar, ele entrava na tua party, você encontrava um amigo de party e no chat de voz da sua party você conversava com o Vader, juntos, andando, trocando ideia com o Vader, cara.
E era uma IA com a voz do James Earl Jones, autorizada por ele. Na hora que isso entrou, todo mundo começou a falar sobre isso, o sindicato dos atores entrou em processo contra a Epic, porque isso tem que falar com eles antes, virou um inferno burocrático. Ah, mas o cara aceitou. Ah, mas tem o sindicato. Ah, mas a família deixou. Ah, mas esse dinheiro tem que... Para Disney e não para o Fortnite. E aí começou uma briga de quem tem direito da voz, quem pode usar, quem não pode.
Já estamos nessa, usando o próprio James Earl Jones, já estamos nessa que vai além da arte. Entramos na burocracia de quem vai ficar com essa voz, quem vai poder usar.
E a discussão, só deixando claro, não é uma discussão sobre estética, sobre arte, sobre o que fica, né? Qual é o produto que fica disso? É uma discussão sobre quem vai lucrar com isso.
Exato.
Por que eu não estou lucrando com isso? Que é uma discussão, para mim, Eu entendo que é necessário.
Que vai ser a discussão sobre AI, não vai ser sobre arte, vai ser sobre dinheiro.
Mas, porra, e não é a discussão que a gente deveria ter, ao meu ver. Exato.
Eu acho que tá tudo misturado, eu acho que AI ela não é inimiga. Eu vi falando isso, tem uma turma que é absolutamente contra AI em tudo, inclusive na escrita, na música, no desenho, tipo, eu sou, não, acho bobeira isso. É igual você fala, não, eu vou andar aqui na minha, vocês fiquem com seus carros de petróleo e eletricidade. 'Eu vou no meu cavalo até a América.' Não, porra, você tem que se adaptar. Quem é esse cara? O velho mineiro, o velho.
Eu acho que tem um grupo lá nos Estados Unidos que mora até mais isolado, os Amish.
Poxa, exato. Aí eu acho que você tem que— acho que houve um boom exagerado essa coisa quando todo mundo tá fazendo arte em AI, que as pessoas: 'Meu Deus, tu faz arte em 10 segundos que o cara ia demorar 10 horas.' Aí as pessoas começaram a perceber que as artes parecidas e todo mundo era muito igual e todo mundo, aí começou a ficar, aí a pessoa tipo assim, ah, vou pagar esse cara para fazer melhor, acho que vai ficar mais legal.
No fim, entendeu? É meio que isso, vai voltando. E aí o artista ele vai aprendendo a usar AI de uma forma a acelerar o trabalho dele, mas ainda tem a alma humana. Acho que esse que é o caminho que toda nova tecnologia encontra em termos de arte, tá?
Eu queria trazer um ponto. Eu recentemente descobri uma obra, Afonso, você lembra de cabeça? O nome do artista que desenhou o Druna?
Druna é o Serpieri, sobrenome dele. O nome dele primeiro é— bota aí, Druna Serpieri.
Tô tentando achar aqui de cabeça, mas não tô abrindo aqui para ver.
Serpieri é italiano, o nome dele é Paolo Eleuteri Serpieri, tá, cara?
Ele é um artista, cara, é um artista, irmão. É um monstro. Você só ter visto Druna para se masturbar seu pervertido. É, visualmente, Druuna era um esculacho, era um desbunde. Você vê a arte não só da Druuna Pelada, não é isso, mas tudo ali era maravilhoso.
Todo mundo aí, ó, todos os aspectos, vambora! É muito, muito incrível.
Cuidado com a imagem que for botar.
É, boa, Léo foi malandro, ó. Olha o que o Léo fez, ele botou só até ali. E é um baita sci-fi, tá, barra fantasia. Muito interessante, cara.
Mas qual o lance? Ele, o Pierre, é certo falar?
Eu acho que é Pierre, tá, cara.
Ele obviamente desenhou diversas coisas e é um cara que é reconhecido pelas suas artes. Eu vi uma recentemente, descobri um cadernado dele de Velho Oeste, não me recordo agora o nome, tá, cara. E aí, porra, fui pegar, comecei a folhear a parada e fui fazendo aquelas paradas assim, sabe, que tu vai folheando só vendo a arte e ia passando E aí eu vou botando a lupa, né? Eu vou dando aquela, falei: "Espera aí, tá aqui, esse aqui é o traço apagado dele?" Isso aqui, Afonso, toda a arte do cara tava rachurada, tava uma arte mais rachurada porque era uma parada mais, não é púrpura, mas uma coisa meio tex assim, toda preta e branco, né?
Toda preta e branco, desenhada só na caneta, né? Não lembro se era nanquim e tal.
Será que era o lápis colorido por cima do lápis?
Pode ser isso também. É, não tinha colorido, não tinha colorido.
Era branco.
Você viu o traço da caneta, deve ser um nanquim ali ou alguma caneta específica. Aquele esquema, o cara fez o lápis, depois ele passou, apagou e trouxe o nanquim por cima para fazer, para finalizar. Cara, o quadrinho encadernado, inacreditável, inacreditável. O que visualmente que eu estava vendo ali era coisa, meu irmão, de quadro, parede. Cada página da revista, tu falava: essa aqui eu posso botar na parede, e essa aqui eu também posso botar na parede, essa aqui também bota na parede, olha esse cavalo, olha o cenário, isso aqui vai vendo os minúcias, os detalhes, cara.
A gente começava a ver O lápis dele acabando em certo lugar, ele apagando. Você viu o apagado, você começava a ver o porquê que ele apagou. E aí tu ia— e olha que eu nem entendo de desenho tanto, né? Imagina um artista, você olhando a parada, tu fala: aí, o cara apagou isso aqui porque isso aqui ia sangrar para tal lado e aqui não podia sangrar. E aí, moleque, e aí tu ia falando assim: caraca, meu irmão, o quê que— da onde veio a inspiração, sabe? Tu ia vendo o processo do cara.
Tô vendo aqui, ó, tô vendo uma imagem aqui incrível na Amazon, tá como Cerpieri Collection Western, basicamente isso.
É uma revista meio amarronzada, com a margem amarronzada assim. Essa revista é inacreditável, os desenhos dela são inacreditáveis, cara. E você fica vendo isso, você vai dando esse zoom, né, na imagem, olhando com mais cuidado, vendo todo esse processo, essa maneira de fazer, como ele trabalhava. Tem história dentro disso, a produção dele conta um pouco da história da arte, do que tá sendo colado, colocado ali. E é incrível, cara.
Isso a gente não vê. A gente tem como emular com uma inteligência artificial, mas não vai fazer.
Cara, perfeito. Você acabou de botar aí. O erro, ele leva a caminhos que você não imaginava antes. E a inteligência artificial, por enquanto, ela tá emulando coisas que já aconteceram e tentando, entre aspas, criar algo. Cara, é um assunto foda. Eu acho que não tem resposta. A gente tá longe das respostas certas ainda. Muita gente já quer cravar e como o Marcos Aurélio costumava dizer, existe o poder de você não ter opinião também. Tipo, não sei, tô observando, tô entendendo ainda, tal. É.
Aquilo, o que que você acha? Eu acho que já deu, né?