Quando nerds tentam jogar bola | MRG 823
Tem gente que nasce pra brilhar nos esportes. Outras pessoas nascem pra tropeçar na bola, pedir substituição com cinco minutos de jogo e descobrir cedo que videogame talvez fosse um caminho mais seguro. Mas isso nunca impediu nerd nenhum de tentar entrar no clima da Copa do Mundo e acreditar, por alguns instantes, que dava pra virar atleta.
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Didi Braguinha e Affonso Solano recebem diretamente do canal Peewee, Léo Pereira e Miguel Fernandes, para falar sobre suas tentativas de praticar esportes ao longo da vida, relembrar histórias vergonhosas envolvendo futebol e discutir os esportes que acompanham atualmente. Entre traumas escolares, competições desastrosas e aquele esforço físico claramente opcional, o grupo prova que nem todo nerd nasceu para o esporte… mas quase todo nerd tem uma boa história sobre isso.
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Bom dia, boa tarde, boa noite. Estamos começando mais um YMCA, exatamente, Matando Robô de Grande Podcast, agora em Technicolor. Eu sou Afonso, cor de burro quando foge, Solano. Diretamente de Brasília, uma terra árida, cinza. Quem é ele?
É Didi Maraguinha, Viva o Esporte.
Exato, o menino mais cardiopático aqui do MRG. E vamos a ele, que volta e meia posta foto de gatinho musculoso também na academia. Quem? De quem estou falando?
Leonel Dinho Gaúcho, óbvio, né?
Só pode ser. É?
Óbvio que não, né, Miguelzinho? Mas, ó, obrigado aí. Digam não às drogas e sim ao esporte.
Muito bem. Aproveitando que estamos em vídeo agora, né, MRG sempre na vanguarda aí dos podcasts, Leo tá de Wes Anderson, né? Tá de— que que é você hoje? Qual o seu tema, Leo?
Meu tema é coisas que eu ganhei, como essa touca aqui, ó, que eu acho que vocês também—
fez um agora que eu gostei. Mostra aí pro Spotify, vai.
Ó, louco!
Mas essa touquinha aí é da onde? Que marca é essa aí que a gente não conhece?
Essa touquinha aqui vocês conhecem muito bem, ó. Vocês devem ter uma igual de Dungeons and Dragons. Inclusive, tava usando ela quando fui buscar minha filha na escolinha e o porteiro me falou assim: mano, essa touca é massa, hein? É do rap, né? Eu falei pra ele: como assim é do rap? E ele falou: não, essa touca aí é coisa de quem gosta de rap, né? Eu falei: não, cara, essa touca aqui é de um filme nerd assim, por que que ela seria uma touca de rap?
E daí ele me disse: "Não, mano, é que a forma dela e a cor, mano, isso é toca da new era, mano, é do hip-hop, é do rap." Ele falava assim? Pode crer, sim, ele falava assim.
Da hora.
Porra, quando alguém te contrasta na rua com uma parada que tu meio que não sabe nada, tu concorda?
Tu tipo: "Pô, é..." "Ah, cara, sim, com certeza." É que tu não quer dar papo, né?
Aí tu concorda, entendeu? Se tu quer conversar, se tu quer saber, aí tu discorda. Mas de um modo geral, é sim, né?
"Pode crer, pior que ela é bem rap mesmo." Mano, é que assim, o melhor jeito de tu não se envolver numa treta é tu só concordar com o maluco, nesse caso nem maluco, né, mas com esse cara que vem falar contigo do nada, por que que tu vai discordar dele, entendeu? "Não, na verdade essa touca aqui é de um filme." "Não, não fala, é do rap mesmo." Uma vez eu cheguei na academia com um boné da New Era, daí que tem aquele New York Yankees, né, do time de beisebol.
E aí o cara chegou e falou assim: "Tu sabe de onde é que é esse boné?" Eu falei: "Sim, Daniel era do time, né?" "Time do quê?" "De beisebol." "Frisbee." "Que muita gente usa e nem sabe que é de beisebol." Eu falei: "Ah, é? Então tá." Ele é... Eu acho que, assim, nada contra, né? Cada um usa o que quiser, mas é que geralmente as pessoas têm que conhecer o esporte e tal. Ele começou a falar sobre beisebol, eu pensei: "Cara, foda-se beisebol.
Eu só acho bonito." Não, mas, ó, porra, é meio isso. Tu vai sair com a camisa, sei lá, do Flamengo na rua, tu tem que ter, no mínimo, ser flamenguista. Não tem um pouco disso? Não tem que levar tua carteira do Yankees?
É tanto que tava rolando aquela parada que a mulhercada tava usando camisa do Ramones, né, do Nirvana, achando que era uma marca de roupa e não uma banda.
Eu, quando saio com a minha camisa do Batman, eu levo a minha carteirinha de membro honorário da Liga da Justiça. Se vierem reclamar: sabe de quem é esse parceiro aí que tá no teu peito? Aí eu puxo a carteira.
E tu tem que saber tudo sobre o Batman, tem que ler ter lido todas as revistas, saber quem desenhou, sabe?
Cite 10 quadrinhos.
É, mano, tá usando isso aí, valorar, como é que é, stolen valor, né, que em inglês a galera chama quando alguém veste a roupa de exército e nunca serviu. Os caras ficam puto, né, os militares ficam puto.
Mas pra servir é fácil, é só tu comprar no teu tamanho, né? Que aí se comprar no tamanho certinho, serve.
Muito bom, DJ.
Bravo, tá?
Nerds também amam, também malham, também gostam de jogo de bola. Jogo de bola é o esporte mais popular do Homo sapiens há muitas eras, e os nerds não podiam ficar de fora. Inclusive alguns tentaram, como eu e Didi, na época do colégio, ver se a gente pegava alguém. E o Léo e o Miguel estão aqui para empurrar trem. Mentira, eu tenho essa obsessão de tentar rimar com coisas que tem a ver com trem.
Às vezes o Afonso me encontra e fala assim: por que que você nunca nunca falou de, do Pee-wee, né, o filme do Pee-wee Herman? Ou por que que você não fala sobre trens? Filme de trens?
Sim, o Pee-wee nunca fez um vídeo sobre trens com tema?
Sobre trens? Não, os melhores filmes de trem nunca fizeram.
Eu vou até nos convidar, porque claro, curiosamente, curiosamente, eu durmo com fone de ouvido para deixar lá, bota no filme qualquer e vou dormir. E aí, só que a Amazon tá com uma parada que ela termina um filme, ela já bota qualquer porra em seguida. Aí vai entrando um filme atrás do outro. Moleque, 4 horas da manhã começou aquela porra, Afonso, daquele filme do Denzel Washington e do Chris Pine.
Porra, muito legal.
Eles são maquinistas.
Isso.
Porra, muito maneiro.
Começou, e quando muda, às vezes tem uma abertura um pouco mais impactante, e aí às vezes eu dou uma acordada. Eu acordei e aí eu falei: "Ih, caralho, aquele filme do trem." Aí, porra, vou dormir de novo, fui fechando o olhinho, não consegui dormir.
Ele é muito frenético, cara. Ele é maneiro, cara.
Filha da puta!
Esse filme é maneiro, assim.
Peraí, desculpa, com todo respeito, mas tu dorme com fone de ouvido na orelha e não dói quando tu vira de lado no travesseiro?
Pois é. Você dorme com outro fone?
Eu durmo com um fone, é sem sacanagem, eu durmo com um fone. E eu fico mudando ele quando eu viro.
Sério? Parece que você dorme super bem, então.
Nossa, é um sono de qualidade, hein.
Porra, irmão, a gente tá falando de esporte, tá achando que não pode fumar quem é atleta agora?
Eu acho que tem que fumar, eu sou a favor do fumo. É que o que eu penso? Sei lá, vou me explicar. É assim, ó, se é pra usar droga, não é legal usar droga, mas se é pra usar droga, se você não consegue não usar droga, contrabalanceia com o esporte, entendeu? Legal. Um pouquinho de salada, um pouquinho de droga, entendeu?
Ele foi tentando se equilibrar nessa corda bamba, né? E foi cagando lá embaixo e tal.
Deixa eu aproveitar, eu vou entrar na do Miguel aqui, vou dizer sim. E também a gente não pode esquecer de um detalhe muito importante, que a galera fica achando que atleta de alto rendimento é saudável.
Porra nenhuma. Pois é. Porra nenhuma.
Quero ver um atleta de alto rendimento que tá bem, tá tranquilo, que não está todo fodido das pernas, que passa a vida plena. Porra, tá maluco.
Mas vocês foram atletas, vocês são atletas, hein, Léo? Você que é pai, agora tem outro tipo de esporte aí, né, de sobrevivência.
O esporte agora é correr atrás de criança, né? Muito trabalho de lombar, muito agachar, muito levantar.
Excelente.
Isso que exige bastante, né? Eu já pratiquei alguns esportes, né, sendo o favorito, obviamente, o esporte predileto do Homo sapiens, que é o futebol, né? Eu sou um grande entusiasta. Então agora em período de Copa, meu irmão, para mim é só alegria, entendeu? Isso aqui é vida.
Mas só para entender o pratiquei, que você pode falar pratiquei, joguei com a galera, curiosamente Afonso já jogou futebol. No tom que você trouxe, eu senti um federado, um fishtail tipo xixi.
Eu conheço esse novo sócio, tá?
E ele jogou na escolinha do Paulo Brito. Nunca nem vi.
Olha só!
Pra quem não sabe, Paulo Brito foi o maior narrador de futebol da TV no Rio Grande do Sul ali no início dos anos 2000, entendeu? Ele viveu uma década muito fiel.
Teve uma janela de muito sucesso assim.
Curta o Brito, tá vivo, só pra deixar claro, tá?
É, ele tá vivo.
Ele era mais famoso que o Alborguete?
Não.
Acho que no auge, talvez. No auge, sim.
Não, para, Léo. O Paulo Brito foi um fenômeno do Rio Grande do Sul.
Calma, gente.
Em Santa Catarina não chegou.
Entendi.
Hoje, inclusive, o Paulo Brito é o narrador oficial do Baldasso. Vocês sabem quem é o Baldasso?
Baldasso?
Baldasso?
É a área mais pobre de Baldur's Gate.
Baldasso é um malandro que torce pro Internacional e ele é o maior influenciador esportivo do Brasil. Esse cara bota, tipo, 200 mil pessoas numa live no YouTube ouvindo ele falar sobre Inter e Mirassol e reclamando do Internacional. Esse é o Baldasso. E o Paulo Brito hoje foi reduzido ao narrador do Baldasso, entendeu? E eu jogava na escolinha dele.
É o momento do Baldassar. E na escolinha dele você jogava bola? Você era qual função?
Só para vocês entenderem uma coisa, a escolinha não era para jogar futebol, era para narrar jogos.
Então deu certo, trabalha com comunicação hoje.
O Léo aprendeu os maiores chavões do futebol, cara.
Não, não, não, ela era mais colega de futebol mesmo. E eu vou dizer, tá, eu cheguei no nível, tudo bem, eu tinha uns 11, 12 anos, vai, foi o auge da minha carreira, eu acho, esse período, né? E eu cheguei no nível de não pagar a mensalidade.
Caralho, maluco é brabo! Que isso, porque tu era bonzão, bonzão, muito.
Tinha alguns que recebiam, no caso, né? E acabavam inclusive, acho que com algum tipo de agente. Eu tava ali na meiuca, entendeu?
Tá, é tipo hoje influenciador que ganha iogurte, sei lá, granola, isso aí, excelente, cara, de cereal.
Eu era o influenciador que faz trabalho em troca de camisa de time, de touca, de carteira, dessas coisas, entendeu?
Não, mas olha só, você era alguma coisa, não é? Você não era qualquer um, você é um reconhecimento, caralho. Tu chegava lá, aí avisa para os responsáveis desse moleque aí, precisa pagar mais porra nenhuma, Paulo Brito falou.
Fala com o Paulo.
Mandou.
O Paulo era um dos queridinhos do Paulo Brito.
Não fala assim, que daí já começa a pegar um ar meio ruim, né?
Teve escândalo? Teve escândalo do Paulo Brito lá com a galera?
Não, não. Fala com a gente. Não mancha a honra.
Vocês foram no Cadê que eu não fui, tá?
Não, não. Mas você era qual posição lá de futebol, cara?
Era um grande louco lá.
Lateral direito.
Lateral direito. Uma dúvida de quem é completamente idiota de futebol.
Vai.
Você pode mudar de posição se não gostar? Ou uma vez que você seja aquilo é...
Segura aí, Miguel.
Segura aí, é?
Ah, não. Uma vez que tu foi goleiro, já era. Nunca mais tu pode sair de lá.
Teu pai diz: "Não, você não vai sair agora!" "A família de goleiros, meu filho, somos goleiros há 3 gerações." "O seu bisavô..." "Essa mão aqui, jeje, sabe quantas bolas essa mão pegou?" "Lá ele mil vezes." Você não...
É um sistema de castas, então? Se você é lateral direito, você não pode sair nunca mais.
Não, não, tu pode trocar, pode trocar. Inclusive tem jogadores famosos que trocaram de posição, então é uma coisa que acontece, né? Especialmente assim, geralmente habilidade e o tamanho dizem para onde que tu vai, né? Se tu for muito grande, muito corpulento, a tendência é que assim, num jogo entre amigos, tu acaba jogando como um zagueiro, vai ficar batendo nos outros e roubando a bola, ou como um atacante que vai ficar enfiado lá na área esperando para só dar um chute e tentar fazer um gol, né?
Genética inteligente, é, vamos colocar um agibá aqui no esporte.
Tamanho do documento, né?
Parece que sim.
Sobre goleiros, sobre goleiros, cara, curiosamente eu fiz uma escolinha na época também e eu tinha vontade de escolinha do Didi.
Eu fiz escolinha do América, levantou a escolinha inteira, né, cara?
Eu fazia do it yourself antes de ser treino essa porra.
Mas, cara, e eu tinha essa parada, eu gostava muito, achava do caralho ser goleiro, sabe? Isso aqui, só que tinha uma malemolência que para mim goleiro é o seguinte: qual é a função do goleiro? O pai não pode deixar essa bola entrar naquela, naquele aro lá.
Perfeito.
Mas na real eu posso confirmar, eu sou um cara estudado futebol, tem aqui livros que eu leio, né? Confirma o que ele tá dizendo, tal, o goleiro pega a bola. Perfeito.
Livro do Super Mario.
Ele tá organizando a cozinha na casa dele, cara. E aí, qual é a parada? Eu fui, eu defendia bem, eu evitava que a bola entrasse com eficiência, tá? Mas qual era o meu problema? Eu não era plástico, eu não tinha a malemolência do goleiro, do moleque, sabe, do moleque playboy e tal, não sei o quê, que vinha e, porra, e se jogava e tava aquela parada. Porque o lance do goleiro é o seguinte: a bola vem alta, tu tem que pular, tirar as pernas do chão, esticar o corpo, e aí rebate a bola e tu cai deitado, tu cai no chão.
Você não era bem caído, né? O Arran Performática, certo? E esse cair no chão de lado, tá?
Para mim era: e a bola veio alto, eu pulava, eu olha, eu pulava aí ou segurava, dava uma manchete, dava um toque, pegava a bola, botava a bola para fora e caía em pé de novo como se não fosse nada.
Dá uma manchete.
E aí a galera começou a olhar para mim e falar assim: ô garoto, quando tu vê uma bola alta dessa aí, tu tem que se jogar. Aí eu: por que que eu tenho que me jogar? Ela: porque é assim que o goleiro defende. Eu falei: mas eu vou me machucar, cara. Não, não, tu vai aprender a cair. Eu vou me machucar, eu não defendi igual. E aí eu não passei na peneira de goleiro.
Sério? Porque não fotografava bem na rua.
É que não fica legal, né? Eu tenho que concordar com essa pessoa que falou isso para ti, porque imagina, cara, as grandes fotos de goleiros, eles sempre estão assim, ó.
É, voando, entendeu?
Aí as fotos do DJ, ele ia estar assim, ó.
Isso, no chão. Cara, é tão bosta, né, velho?
Não é legal. É, novo Neil.
Imagina, vê o atacante todo boladão, correndo pra caralho, driblou 1, driblou 2, dá um bicudão, vai no ângulo, o maluco só estica a mão, pega. Aí, e o goleiro pegou.
E assim, ó, o Didi devia ser alto quando ele era jovem, assim, bem jovem, né? Então provavelmente não tinha tanta necessidade dele ficar se atirando para todo lado, né? Provavelmente a envergadura dele permitia que ele só ficasse assim, entendeu?
Ô Léo, tu que é um especialista no esporte bola, no futsal o goleiro se joga também?
Ah, ele se atira, se atira. E o goleiro no futsal, ele é muito goleiro linha, né? Primeiro que assim, no futsal o cara não tem medo de tomar bolada na cara. Essa é uma característica do goleiro de futsal, ele não tem. Então ele sabe que ele vai tomar uma bolada, né?
E além disso, o futsal e o handebol, eles têm meio que essa pegada do goleiro Muay Thai, né? Ele tem que aprender a apanhar para poder dar conta.
O cara não se joga na bola, né?
A bola do futsal é menorzinha, né? E mais dura, não é isso? Exato. Incomoda. Não, não fiz nem trocadilho, juro. Vocês são bobos demais, rapaz.
Não pode ouvir uma bola que já fica tudo duríssimo.
Fica tudo bobo. Mas não é aquela bola mais de bola de meio pesada até?
É, de fisioterapia.
Tem uma bola medicinal, né? Isso que chama aquela bola de futebol de fisioterapia mesmo e tal. Pesadaço, cheia de areia.
Não é tão pesada assim, mas ela é mais pesada realmente.
Pelo que eu lembro, né? Ela fica menos, né? Ela fica menos, tem essa verdade.
Mas ela é mais pesada ou por ser menor ela, tipo assim, ela é mais, sei lá, rija?
É, a massa dela.
É, o meu conhecimento tá mais na parte esportiva, essa parte de cálculos da física da bola eu não tenho certeza. Eu acho, tá, pelo menos o aspecto é que ela seja mais pesada mesmo. Posso estar errado, mas parece mais pesada, mas não sei se é também. Acho que é o material, sei lá eu, cara.
A gente jogou um pouquinho de futsal, né, Diogo, lá no colégio, nosso Colégio Batista. A gente jogou um pouquinho de futsal e eu lembro que era um pouquinho mais— que o Beto hoje tá fazendo muita falta nesse programa, né?
Eu sei porque que ele faltou. O Beto faltou de propósito, tá vendo o jogo com essa porra?
Tá vendo o jogo?
Não, vou te falar, eu vou revelar. O filho da puta não vem, a gente tem que escancarar as verdades.
Está na Copa, só para quem tá assistindo essa porra aqui há 10 anos para frente, a gente tá na Copa do Brasil 2026. É, é.
O Roberto, ele tem, ele gosta de deixar no imaginário, quando as pessoas vão imaginar Roberto, que ele é um puta de um atleta, é porque ele faz judô, natação, ele gosta. Ele normalmente, eu digo, fazendo uma parada, apesar de não parecer fisicamente, mas ele tá sempre, não, porque eu faço judô, porque eu faço natação, porque eu faço jiu-jitsu, porque eu faço boxe, e tá sempre fazendo uma parada.
E ele não tem tempo para porra nenhuma, mas fizeram todos os jogos, vê todos os filmes, faz todos os esportes.
Só que na hora de vir gravar a porra do programa de esporte com profissionais, pessoas de garba e elegância que sabem o que dizer, que vão reconhecer as falhas e mentira dele, aí ele falta.
Conveniente. Ele é o Roberto, talvez seja aquele herói do One Punch Man que na verdade não é. É, ele é o número 1 de todos lá na lista do, da cidade. Não sei se vocês acompanham One Punch Man, só que na verdade você descobre que ele não tem superpoder. Ele só esteve presente em acho que 3 eventos assim que o One Punch Man derrotou o monstro e ninguém viu. Aí a galera acha que é ele. O nome dele é tipo Beast, sei lá. King, King, King, King, King.
É porque tu falou One Punch Man, na minha cabeça veio One Piece, e aí eu lembrei do maluco do shilling, mas você tá falando do King. Ele é bom no videogame, tá? Ele é bom no videogame, o King é bom pra caralho no videogame, inclusive.
Tu vê como o DJ é nerd? Porque tá falando de esporte, ele é obrigado a ficar falando sobre animezinho, né, cara?
Sim, é verdade. Também tem muito esporte, né, no anime, no mangá, né? A gente cresceu com— tem muito anime de futebol, de vôlei, né?
Isso é muito bizarro, cara. Como é que pode o futebol ter ficado tão popular no Japão? E como pode o Zico ser o maior ídolo da história do futebol japonês? Essa é uma história muito doida, né? O Zico ter ido para o Japão, ter virado um ídolo, ter popularizado a parada.
Zico-senpai.
Eu acho que é o nome. Eu achei isso que o Miguel falou. Eu acho que o nome ajuda o Zico a ser popular lá.
Porque não é tipo nome difícil, não é Raimundo, tá ligado? Zico-senpai.
É, não sei se vocês estão ligados, mas os times agora, os times japoneses, eles eram times de empresas, né? Então a Toyota tinha o seu time que jogava o campeonato e era meio que um, inclusive às vezes era usado como uma espécie de lazer ou de atividade pra funcionários das empresas. As empresas tinham isso e tudo mais, foram profissionalizando e aí quando o Zico foi ser treinador no Japão, ele ficou abismado com a falta de estrutura e aí ele começou a reformular o método como os clubes japoneses treinam, como eles fazem a estrutura dos clubes de futebol e tal.
Então o Zico, ele é meio que o cara que transformou o futebol dentro do Japão, assim, ele é um negócio muito grande, sabe? Não é porque ele era um grande jogador, é porque ele realmente chegou lá e falou assim: turma, vocês não sabem o que vocês estão fazendo, mas eu ensino vocês. E aí ele foi mudando a parada e os caras meio que adotaram o que ele falou, sabe?
O Zico é tipo o Tom Cruise no Último Samurai, então.
Isso aí, perfeito, perfeita leitura.
Ele foi o primeiro boleiro na terra dos samurais, né? É, ele foi o último boleiro.
Foi o contrário, porque tipo assim, no filme do Tom Cruise ele meio que ensina os samurais a serem samurais, eles já são samurais, só que ele é o mais samurai dentro dos samurais sem ser japonês. Agora o Zico, ele ensina uma coisa que os caras nem sabem, né?
Tipo, então, a viver organizados. É tipo assim, o Japão é tão organizado? Não, porque foi o Zico que ensinou o Japão a ser organizado.
É porque não, não é isso, é que assim, eles eram muito bons, eles eram muito bons em limpar estádios, entendeu? Daí o Zico chegou lá Os jogadores estavam tirando pacote de salgadinho do estádio, varrendo. Ele falou: "Não, o esporte não é isso.
O esporte é chutar a bola." O esporte é fazer xixi dentro de uma garrafinha PET e jogar no seu oponente.
"Isso, vocês estão fazendo tudo errado, gente. A gente não limpa o estádio, a gente suja. Come e joga sujeira, joga mijo, briga, xinga, entendeu?
É falta de educação." Mas, ó, pergunta séria agora. Vocês já foram motivados por algum anime ou por algum a fazer algum filme, a fazer algum esporte?
A luta, né? Luta. Quando a gente era criança, você via anime, eu entrei pro kung fu, acho que por causa de filme e anime, né? Você vai vendo lá os cara dando porrada, tal, voando. Queria voar também, pô.
Eu me tornei, eu acredito em signo por causa de Cavaleiro Zodíaco.
Olha aí, astrólogo, você não sabia?
Acredito. É, não, é isso aí, pô.
Faz rapidamente isso, faz uma análise do Piuí aí, do Léo, do Miguel.
Vamos lá, Miguel, você nasceu— fala não, eu vou adivinhar seu nascimento. Você nasceu no dia do parto da sua mãe, né? Perfeito. Sua mãe teve você, entendi. Então você saiu de dentro dela, certo?
Isso é obstetra que faz jogo, não é um astrólogo.
É, mas eu vou desde o começo, eu faço uma parada mais holística.
Você é parteiro e astrólogo? A criança já sai com foda, o cara é um irmão.
Quando já nasce, já sai com todo o mapa.
Ele não faz teste do pezinho, ele faz o mapa astral.
Isso. Caramba, Léo, você nasceu qual dia aí?
16 de fevereiro. Qual meu signo, Didi?
Ele não sabe.
Você é de Fábio.
Acertou, miserável! Isso aí, acertou na bunda, cara.
Como é que tá o ano do Léo?
Léo, você tá num ano muito interessante agora, que eu sinto que você tem uma ancestralidade da Lua nesse quarto estágio dela.
É, eu sou meio lunático mesmo.
Então, tirando daí, toma remédio, Léo? Tomo muitos, mano. Evita, tá? Evita, porque os—
pode parar cardíaco, morre.
Youtuber morre após infarto fulminante, né?
Eu gosto quando a astrologia manda você parar de tomar remédio. Pode parar, não é um mês bom para você tomar o seu frontal.
Mercúrio retrógrado, pode parar com remédio, pode parar, não tá, vai dar em nada, tá?
Você foi um futebolista, um volista? Um golfista?
Não, era gordo, né? Então não fazia nada desses esportes aí. Tem o goleiro do futebol, mas eu não sei se tu sabe, mas no Brasil não é muito comum o tal de sumô, né? Não tem educação física, pega as bermudas e as calcinhas, vamos lá. Não, né, pô, não acontece isso, né?
É uma pena.
Não, mas pera aí, pera aí, pera aí. O Beto, ele teve uma boa época que ele tava acima do peso e isso não o impediu.
Ele é Foi desde 81 até 2006.
Uma época chamada vida, né? Agora ele tá super craque, agora ele tá super craque.
Vocês estão vendendo, na moral, o Didi tá vendendo o Beto como se ele tivesse shapeado. Eu vou dar um Google aqui para ver se isso é verdade, tá?
Não dá para ver direito, deve estar gravado com ombro para cima.
É por isso que o Beto não vem mais no MRG Podcast, quer vídeo, ele quer manter essa ideia de que ele tá—
olha, não diria gordo, mas ele tá normal assim, subpeso.
Não, brincadeiras à parte, ele realmente emagreceu bastante. Cara, o Beto sempre teve a— mas é genética, né? A batatinha da perna, na verdade, era um batatão, brother. Beto sempre teve uma inveja da batata do Beto. É genético.
Ué, você acha engraçado? Uns que tem muito e outros que tem pouco também.
Eu tenho um pouco também.
É porque vocês não são pesados, gente. Quem tem batata grande é porque é pesado durante a vida.
Não é isso não, sabia?
Não é.
Segura, caralho. Não, mas vamos lá, vamos parar de falar do Beto, vamos falar do Miguel. Miguel, aí você era gordinho. Mas não tinha nenhum esporte assim, por exemplo, tem muito gordinho que entra pro kung fu justamente pra emagrecer, porque ele imagina ser o Steven Seagal e tal. Se o Steven Seagal pode...
Como é que é o nome daquele filme do gordo que luta karatê?
É Ninja da Pesada.
Ninja da Pesada.
Chris Farley.
Saudoso Chris Farley.
Chris Farley me inspirou. Não, é que aqui não tem, né? Eu moro numa cidade muito pequena e aqui as opções de esporte é o vôlei, é o futebol, é o... Sei lá, basquete não, handebol, boxe.
Fazer bolo, né?
Fazer bolo, fazer almoço.
Tirar leite, começar gaijin. Então era essas coisas assim.
Arte marcial não vai muito para o sul do Brasil, né? Não tem muito.
Como assim?
Ah, eu não costumo ver alguém assim de Porto Alegre. Esse dado aqui do meu bolso é uma impressão. Eu tô compartilhando, achei que eu tivesse entre amigos. É uma impressão.
A minha cidade é muito pequena. Né, Léo? Na tua devia ter confuso, característica, né?
Você já viu um ninja na rua?
Ah, direto, né, cara? Mas é que o foda do ninja é que tem que ser treinado pra ver ele, porque ele tá sempre escondido, né?
Ah, você é muito rápido. Na verdade, os melhores ninjas são aqui do Sul. A gente não vê eles porque eles são muito bem treinados.
Pô, aí tu não praticava esporte nessa época? Você só começou a malhar, por exemplo, depois de adolescente ou pouco antes?
Malhar não é esporte, tá?
Malhar não é esporte.
Desculpa. Minha família tentou fazer eu entrar nos esportes, Eles até acreditavam que, bom, se colocar o Miguel no futsal, ele vai perder peso, né? Porque ele vai ficar correndo para cima e para baixo. Mas eu lembro que eu fui escalado para uma escolinha que não era do Paulo Brito, né? Não tinha esse renome todo. E logo no primeiro lance que eu fui colocado em campo, né? No caso, na quadra, para jogar.
Tinha que pagar o dobro da mensalidade, né?
Eu pagava por duas vezes. Eu pagava por duas pessoas, era grandinho, né?
Aí eu tive que correr.
E assim, eu lembro que Eu tipo assim, eu me desesperei para pegar a bola, uma bola que ia para fora. E aí o técnico falou assim: acho que não é para ti esse negócio aqui.
Caraca, muito mal, professor sendo o antítese do professor, de forma alguma. O cara podia ter ali, né, um esportista. E tinha, né, pô, Léo hoje, o Miguel hoje é, porra, dedicado ali a musculação.
O que que eu fazia, né? Eu, eu Partia pra violência nos esportes, né? Por exemplo, eu ia jogar na zaga, então derrubava os outros, eu dava carrinho, eu jogava jogo de corpo, entendeu? Eu usava o peso a mais que eu tinha pra ser essa arma dentro do campo, né? Então nunca tive muita habilidade. E em nenhum esporte, né? Nem vôlei, nem handebol. Eu me dava um pouco melhor em esportes tipo jogar disco, jogar um peso, entendeu?
O cara reclama que não tem esportes asiáticos na cidade dele, mas tinha esporte grego, lançamento de disco.
Olimpíada.
Tinha.
Tinha uma espécie de Jogos Olímpicos da cidade, que as escolas se juntavam pra fazer essas paradas aí. 100 metros, lançamento de dardo, disco. Tinha isso, uma vez por ano.
Era como um intercolegial, mas com várias paradas assim, tipo de corrida, essas coisas. Caraca! É porque a gente também teve um intercolegial, mas ele ficava mais focado em esportes de time, tipo basquete, futebol, vôlei. Tinha mais essas pegadas assim.
Tanto que eu e o Didi jogávamos no mesmo time lá, representando o nosso colégio, né, Didi? Participamos de alguns intercolegiais aí, ganhamos. Alguns jogos.
A gente era, porra, pia, parecia jornal e o caralho.
Jornal, pareceu jornal.
Segundo lugar no lançamento de disco.
Aí, porra, quantas faixas tinha?
Deve ter umas 8, né? Eu não ouvi a pergunta, desculpa.
Como é que se lança um disco, um disco de Olimpíada? Como é que é a técnica?
Mostra pra gente, agora tem vídeo.
Ó, pega tipo assim, ó, tu bota ele aqui assim. Aí tu bota para trás e tu tem que jogar de uma maneira que ele saia, tipo, sem ser torto, porque se ele vir meio de lado ele não vai muito longe.
Ah, tem um, eu não lembro direito, é, pô, não pode ser assim, né?
Artista do disco, né? Eu joguei algumas vezes só.
Não pode ser tipo você pega e joga como se tivesse jogando um frisbee, um frisbee, você não pode, tá? Não pode, não, não, tem que botar ele maneiro no seu antebraço, né?
Aqui, ó.
Vem aqui no ombrinho.
Mas eu achava, eu não tenho muita noção do disco, como é que é. Ele é muito mais pesado que um frisbee, né?
É de pedra, é de ferro. Na época era de pedra, depois virou de ferro na Olimpíada, mas no original era mármore, pedra. Acho que os cara eram forte para caralho. Já viu uma estátua grega? É por causa disso, né?
Densidade assim.
É, os cara tinham que ter um corpo forte.
Então, mas o pinto pequeno era uma exigência.
É que o pinto encolhe quando você faz força. Tu nunca reparou?
É verdade. Faz força aí, bota a mão.
Vocês nunca fizeram? Vamos fazer agora, agora que tem vídeo. Vamos mostrar pra galera. Plum!
É que não tem como ser menor do que já é, né?
Tá bem pequenininho, tá bem frio aqui.
É o frio, exato, é o frio. Aí a gente encolhe.
Falando em disco, tu tá ligado que o frisbee ele tá tentando roubar todos os esportes, né? Eu acho que em algum momento a humanidade vai criar uma Olimpíada de frisbee, porque assim, tem gente que joga frisbee, tipo golfe de frisbee. Futebol de frisbee.
Sério?
Tá rolando tudo, porra. Eu particularmente acho do caralho. Eu acho esse frisbee, porra, que ele vai roubando os outros esportes, muito foda. Esse de golfe é muito maneiro, os caras jogam nos lugares meio de golfe mesmo, gigante.
É por isso que a galera dos anos 70 fica repetindo que o disco vai voltar. Perfeito.
Obrigado, Leandro. É que assim, ó, aí a gente tem um, né, já que aqui no Rio Grande do Sul talvez não tenha juntos atletas das lutas, mas a gente pode afirmar que no estado de São Paulo existem esportes que eles meio que ficam no estado de São Paulo, né? Talvez até chegue a outros lugares assim, mas eu acho que o pickleball é um que tá tentando penetrar no Brasil inteiro, enquanto o beach tennis esse conseguiu, mas já morreu, né?
Não sei como é que tá em todos os lugares assim, mas ele foi uma onda. Beach tennis é um tênis só com prostitutas.
Tem no GTA.
Esporte que o paulistano ele bota no LinkedIn quando faz.
Ah, isso aí, isso aí, ótimo. Tem cara de expert mesmo, cara.
Aí tem um amigo chamado Edson, que é o ex-Manual do Homem Moderno.
Sim, que foi da sua época.
Ele é o cara que apresenta esses esportes pra gente, é o pickleball, é o frescobol, ele sempre inventa essas paradas novas, sabe?
O frescobol eu jogava com a minha mãe.
Com a minha mãe, um beijo pra minha mãe aí, mãe.
É, na praia.
Frescobol é da praia, né? É um tênis de praia com raquete de madeira e bolinha de borracha.
Mas é que tá, os caras começaram a fazer quadras de frescobol, né? Porque nem todo lugar no Brasil tem praia, então eles fazem um campinho de areia assim, sim, pessoal fica jogando lá, né?
Só que o frescobol, pelo menos na praia, ele não tem pontuação, né? O objetivo é você manter a bola indo e voltando. É cooperativo, é um jogo cooperativo de bola.
Isso aí.
Oi, aquele esporte ridículo tem uma mesa curva que o pessoal fica jogando bola de um lado para o outro.
Porra, não é tipo um tênis, um ping-pong novo?
É difícil, cara. Eu nem jogo porque eu até tentei algumas vezes, cara. É muito difícil, cara. Eu acho que é para a galera saudosa do futebol, tipo, tu não vai conseguir um futebol agora. Vamos jogar futebol de mesa, sabe? Tipo, quem não tem tênis joga um ping-pong, tipo, não sei se é isso que a galera chama.
Fute-mesa.
Ah, que foda!
Cara, é muito difícil essa porra, maluco. Muito difícil.
Eu acho que, achismo total, nunca joguei. Eu gosto de ping-pong, mas nunca joguei esse ping-pong com a mesa curva. Eu acho que é porque você tem que botar mais efeito na bola para ela descer mais rápido, senão ela vai—
Vai com o pé, Afonso, vai com o pé.
Ah não, achei que vocês estavam falando daquele que é só a mesa curva do ping-pong então.
Então, não, mas essa mesa curva é com o pé.
Que?
É uma bola de futebol, uma bola de futebol.
É?
Ah não, aí ferrou.
Tanto que se você parar para prestar atenção, as redes elas são de aço e a mesa é geralmente uma parada bem resistente. Ela é para jogar ping-pong mesmo. Sério? Sério, não é zoeira.
Meu, bota na tela, agora que a gente tem vídeo. Em Technicolor. Bota aí, ó, bota a mesa do futebol aí, não sei como é que é.
Responde a pergunta então, para eu poder entender, que vocês falaram essa porra, eu tô maluco aqui. É, o que que é pickleball? Para mim isso era um jogo de computador.
Pickleball, você vai comer no pique.
Vou explicar o pickleball que eu tenho na minha cabeça aqui. Eu já, parece que é muito pickleball, né? O pickleball é um complexo que—
não, pera aí, é um esporte de raquete, perdão, que mistura elementos do tênis Badminton e tênis de mesa. É jogado com uma raquete leve e uma bola de plástico perfurada em uma quadra menor que a de tênis. Devido à sua dinâmica, é um esporte de fácil aprendizado, acessível e muito sociável. Aparentemente, exatamente, o pickleball ele mistura características do tênis, ping-pong e badminton. Assim, criou uma badminton, Milton, malvado.
Uma experiência dinâmica perfeita para quem busca diversão com agilidade.
É verdade.
Olha aí, eu tenho uma pergunta sincera para o grupo e para a audiência qualificadíssima aí de desportistas do MRG. Até onde o esporte deve evoluir? Por exemplo, o futebol, entendo que veio lá dos incas, daquele jogo lá, acho que era os incas que jogavam bola com o quadril naquele aro lateral. Né, tem até naquele filme lá da Harry Potter. Harry Potter, exato. Harry Potter, que é um filme sobre os incas, para quem não sabe. É um bom filme, um bom filme sobre o Inca.
Mas aí a parada, ele jogava às vezes com a cabeça do inimigo, tem todo um histórico sangrento aí e tal. E aí foi evoluindo, a galera, pô, não tem mais inimigo, também paz.
Tá com cara de fake news isso aí, né?
Não, é sério, depois bota lá. Os jogos de bola foram evoluindo por aí, para um futebol. Aí a galera começa a fazer essas evoluções. Agora é futevôlei, vou misturar o futebol com vôlei. Ah, então e se eu jogasse o futebol na mesa do tênis? E aí, se você fala que é ridículo, você é anti-evolução, sei lá, você é retrógrado, ou você é só uma pessoa sensata, né? Só, cara, pera aí, até onde vai parar?
Não, pera aí, ô Afonso, tu não pode ir contra a evolução, porque, por exemplo, no futebol a tecnologia hoje em dia é usada para Por exemplo, o VAR, né? É usado pra gente ver se um lance tá correto ou não. Aí tem a pausa da hidratação. Isso não tinha antes. Essas coisas foram adicionadas com o tempo, né?
Então, a gente tem tecnologia. Concordo. Vou dizer o seguinte, o cara vê assim: "Ah, agora temos a tecnologia, a bola ela é antigravitacional. A partir de 30 minutos de jogo, a bola agora não tem gravidade." Aí você vê: "Caramba, tá mudando o jogo", entendeu?
Mas é tecnologia, bem ou mal.
No fim das contas, é uma evolução do esporte, né?
Vamos, vamos rapidinho, Miguel. Vamos ao pé da letra aqui. Tu acha que jogava futebol com a cabeça das pessoas? Por quê? Porque não tinha bola de couro, caralho. No fim das contas, a cabeça ela é uma parada com um tipo de couro ali, né, que tá rolando.
Será que eles tiravam o crânio para ficar um pouco mais boa? Porque o crânio é duro, né?
É duro, é duro.
Ela tava mais para o futsal, né?
Os caras da mesa, eles podiam ter feito qualquer coisa ali, né, para usar de bola. Eles botam a cabeça do inimigo que eles também querem botar uma certa dificuldade na prova, né?
Eu gostei do seu caminho. Se você vai tirar o crânio, mas ainda tem que demonstrar que é a cabeça do inimigo, o que vocês encheriam essa cabeça? Vai ficar só tipo o rosto do inimigo assim, né?
Não, é o Wilson do Tom Hanks, né? Seria aquilo.
Isso. Você bota tipo palha dentro assim?
Palha, perfeito.
Palha.
Areia não pode, fica muito pesado.
Não, areia pesa.
Pedra nem se fala, né? Então tem que ser uma palha mesmo.
Uma palhinha, tá.
Mas tu não ficava preocupado?
Eu, cara, eu já realmente vai ficar maneiro, tipo, sacou?
Conforme vai chocar, até porque Inca tem esse negócio meio, né, tipo, também os bolivianos eles fazem o som deles, né, é tipo com flauta, com chocalho, né.
Só eles que fazem som. Na história, toda a história muda, menos a dos bolivianos.
Acho que é só um.
E aí, a flauta que toca na praça, é isso que o Miguel tá falando, é o boliviano. Tem sempre um peruano e um boliviano com a flauta.
Deixa eu fazer uma pergunta para vocês assim, né, agora vindo para o presente assim: quais esportes vocês gostam de acompanhar? O que que vocês gostam de assistir? Porque pelo que eu entendi, tanto Solano quanto Didi não são boleiros, né? Então eles não devem estar tão empolgados com a Copa do Mundo. É, eu quero saber o que que vocês gostam.
Você tá querendo dizer que a gente acha coisas, que a gente quer o que a gente quiser ser.
Eu me defino.
Não, mas olha só, eu realmente não gosto de futebol, mas não é nem que eu não gosto de futebol porque acho futebol um saco. O time que eu torço é uma merda, literalmente, que é o América do Rio.
Você escolheu errado no início, né? Agora não dá mais para voltar e o futebol não tem graça para você.
Pois é, e aí fica nessa porra. Mas a Copa do Mundo, América do Rio, Eu amo tudo. América do Rio é muito ruim, é um tipo de cenário clássico.
Podendo escolher, tu escolheu América do Rio?
Então não é uma escolha, tá ligado? Foi uma parada meio que passou de avô para pai, pai para mim. E para mim, nesse caso, foi uma doença que ficou. Essa maldição, antes de morrer ele toca em mim, faz o símbolo com o dedo na cabeça.
América do Rio, defende a honra do América.
Mas cara, mas olha só, a Copa do mundo, ela não é esse futebol de quarta-feira, de final de semana que a gente vê. Porque para mim eu tenho uma parada, que eu vejo futebol e eu tenho a sensação de que o futebol ele tá certo, é isso aí. Porque no futebol você não tem que escolher o seu time. Futebol, meu irmão, tu nasceu naquele país, aquele é o teu time, caralho. Porra, e aí é do caralho, porque tu vê as paradas acontecendo, tu torce sem conhecer nada de futebol, você 'Porque é o teu país que tá jogando.' É isso aí, porque tu quer vencer, é uma competição global e tal.
É tipo assim, eu acho isso muito louvável. O cara nasceu no Zimbábue, a seleção do Zimbábue não é forte, tá? É, tem o God bless America lá que joga muito mal. Então tem os jogadores que não são bons jogadores, mas assim, é tua seleção, do teu país, tem a pátria ali, daí tu vai ter que torcer, entendeu? É diferente, por exemplo, do cara que, sei lá, é brasileiro e decide que ele vai torcer para o Manchester City. Aí se o Manchester City pede para o Arsenal, ele vai fazer um post chorando porque, ah, o Manchester City perdeu. Aqui no Brasil, tá?
O cara tá chorando, galera.
O cara mora, sei lá, em Tiquitique, Bahia. Esqueci o nome da cidade. TikTok, por causa do Manchester City, cara.
Que isso? Parem, família, parem! É máfia!
É, fica meio Paradoxal, realmente.
Deixa eu defender essa galera, porque assim, antigamente era, eu acho que era mais complicado porque a gente não tinha tanto acesso aos campeonatos regionais assim, né, dos outros países. Hoje em dia, mano, essa porra vem muito mais fácil, né, cara? Qualquer campeonato de qualquer país, tu paga um serviço de assinatura aí, porra, e agora nem vai precisar pagar necessariamente, mas tu vai assistir essa porra. Então acho que a galera veio, é, porra, aí o futebol tá do caralho e tal, tá perdendo um pouco dessa coisa porque tem uma coisa de você escolher É óbvio que você acaba se apegando a certos times, né?
E tem pessoas que são estupidamente apaixonadas. Eu acho do caralho isso, não consigo ser assim, mas eles têm essa parada que é meio que uma vocação. Eu sou, sei lá, corintiano por vocação, irmão. É isso aí, tá no meu sangue essa porra.
Eu acho que faz— eu tenho muita dificuldade de— a pessoa sabe, eu não ligo para futebol. Acho um esporte belíssimo, maneiríssimo e tal, mas não, realmente nunca liguei, nunca É, nunca me interessei de acompanhar, não gosto muito da cultura do futebol, não me atrai.
Nem das brigas?
Nem das brigas. Ah, quando tem uma voadora, uma cabeçada, aquele careca lá, aí eu achava legal. Como é o nome dele? Zidane, né? Ó, bateu o nome dele, o Zidane e tal. Já almocei uma vez do lado do Romário num quilo, foi muito maneiro.
Romário que é presidente do América do Rio, né?
Exatamente, exatamente, presidente do meu time.
É, meu amor, e senador. Mas uma coisa que é muito difícil pra mim assim de compreender é que assim, a pessoa ela, quer dizer, difícil compreender, A pessoa normalmente ela adota o time porque o pai normalmente passa pro garoto ou pra filha, né? A mãe passa pra filha. A criança cresce ouvindo lá o hino do time e tal, não sei o quê. Ela toma gosto pela parada. "Olá, país Flamengo!" Isso, aí assiste o jogo, vai no Maracanã, vai no estádio e tal, não sei o quê.
E você cria aquela associação emocional, nostálgica, por aí vai. Só que assim, Conforme o tempo vai passando, o time ele vai mudando, né? Os jogadores eles vão, vão embora, ou porque estão mais velhos ou porque são trocados. Aí o cara que fazia parte do time, ele vai para o outro time. Aí você fica, para mim, principalmente criança, eu ficava tipo assim, ué, mas por que que você tá torcendo então por esse time? Por causa do nome?
Porque o nome é legal? Porque a cor dele é bacana? Talvez seja o mascote? É, aí, entendeu? Aí eu ficava assim, a pessoa torcer pelo país faz mais sentido, porque você tá ali representando numa brincadeira global, por aí vai. Agora, o time, o time time mesmo assim do bairro, nem tem isso mais, né? Assim, entendeu?
Era muito confuso.
Aí eu nunca me apeguei a time, não conseguia. Mas eu tenho inveja, eu tenho inveja. No dia seguinte do jogo, tu encontrar teu amigo e fazer uma piada porque o time dele perdeu.
Aqui no Sul, por exemplo, o Grenal pessoal, ele é uma parada cultural, né? As pessoas que nascem e vão torcer pro Internacional vão odiar os gremistas e isso aí vira uma batalha campal, tá ligado? Isso aí é uma parada que acontece. Agora é aquilo que eu falei antes, tá ligado? Tipo assim, o cara mora, sei lá, nasceu em Juazeiro do Norte, aí ele fala assim: cara, o meu time é o Barcelona. Eu fico: cara, beleza, tu pode torcer, tu pode apoiar, mas tu não pode chorar porque o Barcelona não ganhou a Champions, sabe? Pô, é isso aí, não tem.
Ele só escolheu: eu vou escolher esse nome 'Essa empresa, vou escolher essa empresa, eu vou torcer por essa empresa.' Por quê? 'Achei maneiro o nome, as cores, tal.' 'Ah, mas os jogadores já não são mais os de 5 anos atrás, digamos.' 'Ah, é, mas o nome continua o mesmo.' É confuso para mim, é honesto que eu tô perguntando, sabe? É um pouco confuso.
Você escolhe por quem você se apaixona.
Não, por isso que eu tô falando. Exato. O meu argumento é justamente esse, é uma coisa emocional, perfeito. É uma coisa emocional.
Esse argumento eu acho do caralho, porque eu tenho um pouco disso também. Eu não tenho assunto para falar com ninguém sobre futebol. Então aí tem duas opções. Quando você tá trabalhando, caralho, tu chega na Copa, tá a galera, né, aquela porra, aí aquela coisa, tu vai conversar com o pessoal, você quer, pô, o jogo tá, e tu não tem que falar. Aí tu tem duas opções: ou tu fala de futebol ou tu fuma. Escolhe o que que tu faz, que são dois grupos sociais que fazem.
Entendi.
Pois é, como o cigarro tá associado com esporte, né, ele já foi mencionado várias e várias vezes, sempre vem com uma, eles andam lado a lado, né, de mãos relacionadas, esporte e cigarro.
Sim, cerveja também, né? Esporte tem a ver, parece.
Léo, tu que é um futeboleiro, né, porque eu dei o exemplo do cara que torceu pro Barcelona, aí eu até entendo, né, porque é aquilo que o Afonso falou, né, pô, é o maior, entendeu? Eu gosto do logo, eu gosto do que significa. Mas assim, existem brasileiros fãs do Málaga, por exemplo?
Acho que existe, cara.
É bizarro assim, mas é que quando tu começa a acompanhar um de fora, automaticamente tu precisa arranjar alguém para torcer, entendeu? Mesmo, vamos supor que agora, tá, vocês ligaram a TV, tá passando um jogo de vôlei, ou tá passando uma luta, ou tá passando uma Fórmula 1, cara, alguém, alguma daquelas figuras, ela vai automaticamente gerar algum tipo de identificação contigo. Pode ser o cara que tá apanhando mais, talvez ele seja menor, entendeu?
E aí tu fica tipo assim, pô, queria ver esse pequenininho aqui dar uma surra no grandão.
Aí eu entendo isso, acho maneiro.
É, aí tu começa a torcer para ele, de Golias, É, às vezes tu tá assistindo um jogo, seja de vôlei, de futebol, e tem uma figura que te chama atenção. Que beleza, daqui a 5 anos ele vai sair do time, mas até lá tu já criou afeição pela camisa, pelo escudo, pelo estilo de jogo também. Cada clube tem um estilo de jogo, né?
Então, por exemplo, isso eu não consigo aceitar. Desculpa, teve uma vez um Rafael, um amigo nosso, sabe quem é? Ele adorava, é um desses dois times grandões de São Paulo aí, quais são? Corinthians e Palmeiras.
Palmeiras, São Paulo e Santos.
Eu acho que ele era Corinthians, você sabe, Didi? O Rafa que tinha um bigodão que nem o meu assim, lá de São Paulo. Acho que ele era corinthiano, né? Não lembro de cabeça, cara.
Eu não lembro do time dele de cabeça.
E aí eu perguntei, falei: cara, mas também tem isso, não tem um estilo? Se você gosta de um lutador, faz muito mais sentido. Eu não gosto de UFC, mas tipo, eu entendo mais, tipo, esse cara aqui tem um estilo tal, a história dele é essa, ele reza para 'Ah, o Deus de Abraão. Ah, então de repente ele se conecta com a minha religião.' Sei lá, a pessoa escolhe uma parada. Agora, o Corinthians jogar de um jeito específico, claro que não, porque troca todo mundo, troca o técnico.
Eles são obrigados a jogar de um jeito específico? Tipo, o Corinthians ele joga indo um pouquinho mais de lado assim, ele sempre ataca pela direita? Não, não, não.
Por exemplo, sempre é bandido, bandido, ele sempre é beneficiado pela arbitragem.
Não, por exemplo assim, ó, O Grêmio, se tu vai ver um jogo no estádio do Grêmio, todas as vezes que o pessoal der um carrinho e eles conseguirem roubar uma bola, todo mundo aplaude e grita, porque é uma assinatura. Tem que ter essa parada de garra, entendeu? Tem que se entregar, tem que se sujar, tem que—
legal, tem que ter esse negócio.
Outro time que tem a garra e se suja?
Mas não é só isso também, com essa característica não tem.
Conjunto de coisas.
Eu vou falar uma parada para vocês, eu tô aprendendo com vocês, eu todo dia eu Me ensina um pouco.
Teach me.
Isso, tem que aprender mais rápido, tá muito devagar. Mais suave. É sacanagem. Pô, tem uma parada que eu acho que tem um reconhecimento muito foda também, cara, da galera com as torcidas, né? As torcidas têm uma personalidade, ainda mais as torcidas organizadas que têm gente que se especializa.
Ah, inclusive, né? Ah, porra, não tem seu lado de certa maneira.
Não, mas se a gente olhar para um lado maneiro, cara, da comunidade que se forma, porra, cria-se uma família de certa maneira, tipo um estilo.
Uma família funcional.
Família Massacre da Serra Elétrica, né? Famílias, famílias, família Manson.
É o equivalente. Deve ter uma torcida organizada que é de boa, não é possível. Não, tem várias, gente, tem várias, várias.
E eu acho que essa porra tem essa parada das músicas que eles cantam, de como elas vão. Acho que tem toda essa, essa: o Flamengo vai cometer latrocínio.
Essa geralmente é a música da torcida organizada, né, gente? Vamos lá.
Mas aí o Flamengo não tem culpa da cultura que adota ele. Eu entendo isso também, tipo, adotaram ali, aquela turma ali, ó, adotou essa, o nosso time. É difícil isso também, né? Se você tem uma turma que começa a gostar do seu time, você fala, pô, mano, queria que eles gostassem, né? E aí fica, você começa a ficar associado àquela parada, né? É difícil. Futebol é uma parada muito maneira assim nesse sentido, cara. Eu tô começando a gostar da cultura do futebol.
Comecei falando que não gostava, Cara, eu não sou muito fã de futebol no geral, mas nesse período de Copa do Mundo é muito foda. Ai, tá chato.
Vocês gostam?
Nossa, dá vontade de ver todos os jogos, cara. Jogando um Peru e Macedônia do Norte. Eu quero ver, cara, quero ver. Vai, vai Macedônia, vai!
Geografia, realmente.
Outro dia a gente tava na live, cara, e eu tava questionando com o Beato, que é também uma pessoa muito delicada, e eu falei para ele assim, falei: Beato, cara, é impressão minha ou essa Copa "Ela tá dando, tipo, os times, né, as zebras estão rolando mais soltas, assim, a gente tá vendo muito time relativamente menor surpreendendo e trazendo empates e até ganhando, assim." Eu tava vendo, poxa, tinha uma parada muito grande, eu achei que fosse uma parada dessa Copa.
Aí o Beto delicadamente falou: "Tu é burro, moleque?" "Pô, isso é Copa do Mundo, filha da puta." E aí eu, tipo: "Como assim?" Ele: "Meu irmão, isso é Copa do Mundo, Copa do Mundo é isso aí, caralho, tu não vê futebol? Quer ver agora?" Aí começou a me esculachar.
Aí você aprendeu. O Beto, ele é o pai meio do MRG.
Ele parece um pai brasileiro que é alcoólatra e bate no filho, porque olha a violência que ele tratou o outro, cara.
Que isso, que são duas coisas que tem a ver com futebol também, álcool e violência, não é verdade?
Combina muito, né?
Os cara não entende nada.
Você vê que aqui no Sul é proibido, né, a venda de bebida alcoólica nos estádios.
Cara, eu acho que a maioria, eu não sei como é que tá no Brasil inteiro isso, eu acho que é assim, não sei.
Cara, que coisa zoada, né? O ser humano ele retrocede, vira um neném, você não pode dar álcool para ele durante o futebol.
Pois é, aquela tua ideia, Afonso, do drive-thru de cerveja que tu tava bolando para abrir lá no Paraná, acho melhor parar então.
Vou parar. Paraná, que coisa!
Mas só sobre a Copa, que eu acho do caralho da Copa, porque, cara, invariavelmente você vê os times jogando com a garra muito fora do comum. Tipo, porra, é, outro dia tava rolando aquele jogo do Cabo Verde. Cabo Verde é um país que não tem histórico de Copa, né, e tal. Meu irmão, o goleiro dos caras, maluco, o cara era uma muralha jogando contra Espanha, que é a Vista aí pela galera geral, fala que ela é uma das grandes favoritas para levar a Copa esse ano, irmão. Os cara, o maluco fechou o gol, pai.
É mesmo, vozinha, né?
Vozinha, um beijo para o Aquiles, meu treinador de academia. Ele me ensinou essa história do vozinho.
Estamos juntos, Ulisses, toda a Odisseia, o disco, o disco, pessoal do Remexe Disco, abraço.
Mano, tamo junto.
Mas é porque ele explicou esse negócio da vozinha, né, que o cara lá de Gana, né, Gana, não, Cabo Verde, acabou de falar, né, cara. Tomei uma cervejinha antes de começar.
E aí, mas essas paradas são do caralho, porque você vê umas situações como essa, um time que, cara, era favorito para tomar goleada inacreditável, é isso, é legal, é muito foda, cara. O jogo do Senegal e França, França é um time histórico, tem Mbappé, até a galera pica no time, Meu irmão, você é legal, jogou pra caralho. E jogou pra caralho assim, os maluco não paravam, irmão. Eles iam com a raça e tu torcia porque eles estavam com muita vontade.
Ele perdeu, mas perdeu pra França e foi um jogaço, foi o melhor jogo, né?
Muito.
E outra coisa legal de Copa do Mundo é se você tá participando de algum tipo de bolão com amigos, especialmente, né? A gente tem um aplicativo aqui da gurizada do PewiCast e a gente tá tentando ver quem que vai acertar mais jogos, mais resultados.
E aí o jogo Faz um jabá aí. Como é que faz para participar?
Não, não, não tem. É entre a gente, não é entre os participantes.
Você não gosta dos seus ouvintes, não? Não, você acha que são, vocês são maiores?
Eles são necessários, né? Mas não é que eu gosto, também é demais, né?
Essa galera do sul, DJ, não muda, nunca mude, sul, nunca mude.
Agora só trazendo informação aí, né, para não ficar no campo da desinformação, onde a venda é liberada nos estados aqui do Brasil, tá? Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Pernambuco, tá? É liberado de bebida alcoólica, isso pode vender.
O resto do Brasil não pode beber nos estádios. E se botar naquele saquinho marrom que nem os Estados Unidos faz? Aí parece que resolveram essa questão assim.
Eles usam cuecas de bebida, né, que é uma cueca de plástico, tu bota bebida em volta. O problema é que ela fica quente, né, mas tem como.
Isso é um negócio que eu gostaria de participar assim, essa parada que tanto no Brasil, Estados Unidos, pode ser no basquete também, são os aparatos e as zoeiras entre— é porque no futebol não tem muita pausa, né? Mas sei lá, no futebol americano você tem, no basquete aí você tem. Volta no meu algoritmo, bosta, aquela câmera que procura as pessoas que são parecidas com celebridades na plateia. Aí Homer Simpson, aí aparece um cara lagoso lá com os cabelinhos, é todo mundo bate palma. Essas zoeiras assim, aí machuca, né?
Humilhação, tu queria, né?
Eu gosto da humilhação pública durante o esporte, porque essencialmente era isso, os cara tinham que correr pelados e arremessar disco. Pô, a gente não tem mais isso.
Isso eu acho que deveria ser mudado, inclusive fala muito sobre inovação, né? Por que que não fazer os jogos de futebol com todos pelados, né? E até se, ah, para diferenciar, que nem tinha na Eliana, lembra que eles pintavam as camisetas no corpo?
Lembra disso, Léo? Lembro.
Na Eliana, faz assim, cara.
É, tá ligado, os olhos também daqui a pouco, né?
Sim, o campo e botar um sabonete no meio. Agora podia ser uns grandes sabonetes.
Seriam tipo os peludos contra os depilados, né, cara?
Os Bears contra os Twinks. Acho que vai.
Nossa, cara, eu já quero ver isso aí, pelo amor de Deus.
Tem um esporte nos Estados Unidos de futebol americano que tem as mulheres de biquíni, é parecido com esse aí. E elas usam capacete, porque é importante a proteção, a ombreira, mas elas estão de biquíni e tal. E parece que deu certo. Eu não acompanho mais, tipo futebol americano mesmo, elas tipo quadra e tal. É, na quadra é o campo, né?
Ah, o campo, perdão.
Meus amigos, eu tenho uma dúvida para vocês, tá? Uma dúvida sincera, na verdade. Quais esportes, claro, se praticam, né? Quais esportes vocês praticam hoje em dia?
Ah, moleque, aí agora vamos preparado, tem que ter mais 40 minutos de programa.
O Diogo, ele falou que Academia não é esporte.
Academia, gente, não é esporte.
Só se você competir. Se você for, por exemplo, um fisiculturista, aí é esporte, correto?
Aí outra, exato.
Beleza, tá, tá, beleza. Então vamos fazer o seguinte: se manter na academia para saudável, beleza, ok, é fora.
Mas eu não pude merecer nada.
Eu concordo com você. É igual, eu não acho que xadrez é esporte.
Perfeito.
Também não é, não é esporte.
Acho LOL foda, acho xadrez mais foda ainda, mas não é esporte, gente. Desculpa, não é esporte.
Mas o cérebro não é um músculo, caralho?
Não, não, não, não.
Ele é um músculo do corpo?
Não, o cérebro não é um músculo, cara.
Cérebro não tem.
Você me ganhou. Olha, dúvida, por exemplo, patins. Eu ando de patins fabulosamente, fabulosamente. Patins é esporte, é esporte.
Para mim é esporte.
Jogo vôlei raramente, infelizmente. Gostaria de jogar mais ainda. Esporte, esporte, um voleizinho.
Aí, Afonso, a galera, sei lá, uma vez por mês junta, sei lá, umas 30, 20 cabeças aqui no prédio, montam a quadrinha de vôlei, moleque. E aí os cara passam o dia inteiro, cara, e eu me sinto a Tia Cocó, porra, na janela olhando. E eu fico assim, o maluco errou, porra, que cuzão, errou essa bola.
Nossa, olha o bicho De calçadinho, do jeito que eu gosto.
Olha aquele líbero ali, ó.
Líbero, libera pra mim. Que safadeza é essa aí?
Eu fui jogar vôlei outro dia com o pessoal mais novo aqui e, cara, me senti o Stallone nos Mercenários, aquela hora que ele manda o Terry Crews jogar o negócio de gás porque ele não aguenta, sacou? Ele tem experiência, ele sabe atirar, mas tipo Joga para mim ali. Eu, caralho, é foda, a gente já tá com 40, né? Os cara, a mulher cada com 26, brother.
Eu vou te mandar uma parada. Eu teve alguns anos atrás, eu fui voltar a fazer capoeira, que há muitos anos, eu, muitos, muitos anos eu fiz capoeira na praça perto lá de casa, e parei. E depois fui voltar a fazer, voltar a fazer. Então com os moleque no meu filho, tava fazendo, fui voltar a fazer. E acho do caralho, muito bom. Teve um momento que a gente foi fazer um treinamento de uma parada que você fazia um movimento antecipava, dava um pulo.
Tu acredita que eu não lembrava como pulava? Eu não lembrava como pula. O cara falou: pula aí. Aí eu ficava, mexia o ombro.
Caralho, vocês percebem que o Didi, o grande problema dele é realmente o pulo, né? Tipo assim, no futebol lá, quando era para ser goleiro, ele também não conseguia.
Ele é um cara muito aterrado, é muito grounded. Exato, ele é muito fixado.
Dá para dizer que ele tá sempre com os pés no chão, né?
Isso aí, eu diria, um cara desse não arremesso de disco, mas ele saca muito, cara, muito. Não vai, cara, firme, uma firmeza no chão assim, na hora, putz, cara.
Tinha que fazer uma competição, quem consegue ficar mais tempo no chão sem se mover. Aí eu podia ser, nossa, ser o Michael Phelps desse esporte, cara.
E olha que o DJ no vôlei, eu e você no vôlei, nós éramos ponta direita e esquerda, não era? Não era essa?
Eu era meio, eu era meio também.
Falei merda, eu Eu era meio ou ponta, acho que eu alternei, fazendo até a brincadeira, o callback aí, porque eu falei, eu depois eu fui ver.
Eu acho que tinha muito assim, você substituiu o Coutinho, tinha eu e o Coutinho, eu e o Diogo Coutinho éramos meio.
Sim.
E aí você ficava meio ou ponta quando o Coutinho aí, exato.
Sem pular, antigamente eu pulava, caralho, antigamente eu pulava, tava bem até.
Tá, mas hoje em dia tu faz o quê, Didi?
Tu não consegue pular? Qual esporte faz? Que tu falou 40 minutos de esporte, O que que tu faz aí?
Eu faço switch esporte, que tem diversos jogos lá, Wii Sports, tipo isso. Cara, eu não faço porra nenhuma, faço nada de esporte, nenhum esporte.
Vagabundo! Você tava no jiu-jitsu tempos atrás.
É, parei porque deslocamento de traqueia.
Isso te impediu? Isso não é objetivo do jiu-jitsu? Pera aí, eu tô confuso.
Olha só, eu tive deslocamento de traqueia.
Jiu-jitsu é encoxar o amigo, agora deslocamento de traqueia é um acidente.
É um acidente.
Pois é, eu tive um deslocamento de traqueia que gerou um hematoma nas minhas cordas vocais. Olha isso, caceta! É, quando eu cheguei no médico, foi ridículo. Eu cheguei no médico, porque assim, cara, foi terceira aula, terceira, você sacanagem, terceira aula, terceira ou quarta, que droga!
Comecei, ele chega lá, grande carreira no jiu aí, não pagou nem o kimono, né, cara?
Pô, comprou, usou duas vezes, foi que nem o Léo Não precisou pagar mensalidade mais, porque ele não ia também.
Como é que eu vou lá e dar bolsa para esse moleque aí? Não vai fazer nada mesmo. Mas o cara chegou, ele, pô, o professor fez um movimento específico e tal, e é um movimento antropomórfico pra caralho. E eu, pô, na hora tava quente, chegou a gola, tipo.
Então foi a gola que machucou você?
Ele fez um estrangulamento, eu não sei o nome exato, mas o osso do antebraço dele foi no meu gogó, só que foi muito forte, tá? E aí eu nem tentei resistir, irmão, porque quando tocou, eu já—
ah, fudeu, porra!
E, cara, e a parada deslocou minha traqueia, gerou um hematoma bizarro. E, porra, eu não tava conseguindo respirar, eu tava com dificuldade de respirar, mano. Bebia água, qualquer coisa doía pra caralho. E aí, porra, falei: ah, não vou falar nada e tal, não sei o quê. Passaram uns 2, 3 dias, né?
O professor fala assim: quando doer, fala. E aí eu—
mas eu tenho uma parada meio que tipo assim, cara, eu vou deixar chegar no limite "Porque senão vai parecer que eu, tá, me incomodou, aqui eu vou no médico porque me incomodou." O homem tem essa coisa, é verdade. Você mandou bem.
Os caras falaram assim depois: "Aquele lá aguentou, hein." "Aquele lá é brabo, rapaz, é brabo." Uma semana depois eu fui no médico.
Uma semana depois?
Uma semana depois.
O pescoço preto já, né? Tava igual...
Cheguei no médico, aí contei pra ele, falei: "Pô, doutor, a parada aconteceu isso assim, assado e tal, tive muita dificuldade de respirar." um monte de dificuldade de engolir. Até hoje tô com muita dor e tal, até na hora de falar e tal, mas eu consigo lidar e tal, tenho tomado só Novalgine e pronto. É, aí ele falou: pô, cara, deve ter sido. Aí ele deixou ver, olhou por fora e falou: ah, mas não tá um hematoma aqui. Aí ficou conversando de boa, não deve ter sido nada.
E ficou conversando, falando isso aqui, daquele jeito: eu vou botar a camerazinha para ver qual é. Nossa, moleque! E botando a câmera, foda-se, estamos conversando, vida que segue, vai ser nada não, bobeira só. Aí ele foi botando, bota pelo nariz, né, vai descendo. Daquele época, pô, não, mas isso vai dar nada, não sei o quê. Ele opa, aí já parou, parou a câmera, e ele parou de falar. Aí eu falei: é câncer?
Pode falar, eu aguento, doutor.
Eu desesperei para caralho. Aí ele: não, não, porra, deixa eu ver aí. Aí ele começou a mexer a moeda, aí fulano, chama fulano lá. Aí chamou outra pessoa, e tu sabe que coisa, lápis de cera e moedas, né? Pode crer. O cara, ele foi descendo, ele viu um hematoma na parada. Foi até parar e falar: foda-se, get out, cry on.
Gigi, ser uma moeda e um Pokémon do McDonald's, um chá, um salgadinho 2001. Como é que você enfaixa sua traqueia?
Não, ele sempre, o médico, ele viu a parada e quando ele viu o hematoma, ele mostrou, ele olhou, ele ficou meio espantado. Ele falou assim, ele falou: cara, ó, tem sim, tem uma coisa aqui. E pô, vou te falar uma parada, foi grande, hein, foi forte a parada aqui, porque esse teu deslocamento de traqueia aí, cara, gerou hematoma que pegou a tua garganta lá do direito inteiro, que inchou.
Nossa!
E afetou as cordas vocais, e ela tá roxa, tua corda vocal.
Meu Deus do céu!
Aí, corda vocal dá para ver da garganta, dá, cara, não tem porra nenhuma.
Aí ele achou que era vermelha, só ficou roxa então.
Absurdo! Ela é cor de pele, ela é branquiçada assim, né?
Não tem, não tem. Cada corda tivesse uma cor, ia ser maneiro.
Aí eu te pergunto, quando que um cigarro vai fazer isso com a tua corda vocal, né? Nunca, nunca. Eu falei que eu sou a favor da droga, né, cara? Miguel, tu quer falar alguma coisa sobre a tua prática de kart? Tua história no automobilismo, a gente nem entrou nesse esporte, né, cara?
Que eu sou um esportista, né? Eu já fiz várias coisas, né? Sou praticamente um Forrest Gump brasileiro, né?
Você foi tentando vários depois que—
é que assim, o kart eu tentei, mas é muito caro, aí não ia dar, era muito longe da minha casa, eu desisti. Mas tu era bom, olha aí. Não, mas talvez— é que aí que tá, como é que é ser bom no kart, né?
Acho que o cara só fica bom depois de fazer mil vezes, né?
Eu acho Pra você ser bom no kart, tu já tem que começar nascendo em uma família muito, muito, muito rica. Aí eu acho que tu já... É um esporte que é assim que começa a parada, pra tu ser bom mesmo, entendeu? Bom no nível profissional, né?
E tem 5 anos e tu quer ser bom no kart? Tu não vai ser bom no kart.
Isso é um negócio que me incomoda demais. E eu sei que a gente tá ofendendo, cada um de nós ofendeu uma classe inteira de pessoas aqui nesse programa. Exato. Mas uma parada que é muito difícil pra mim é ver um adulto adulto competindo no kart, andando para se divertir, eu acho maneiríssimo. Mas não, de boa, tô aqui com a galera, tal. Agora, tipo, Rubinho Barrichello, sentado num carrinho, parece Donkey Kong no Mario Kart, né?
Você fala, ah, não, não vai dirigir o carro, é um dos maiores pilotos de kart que existem.
Ele é muito grande para o carro, é por isso que é um dos maiores. Não, não faz sentido. Ah, mas fica engraçado aquele carrinho, cara.
O cara ser um grande piloto de kart é tipo o cara ser um cara que atira muito bem, só que ele usa Nerf.
Isso, isso, exatamente. Muito bem.
E o paintball?
O esporte paintball?
Pô, mas paintball é machuque, você não pode dar tiro nos amigos de verdade, né? É uma coisa meio—
dói, dói.
Não, assim, o kart tive que abandonar porque é muito caro. E atualmente eu tenho 3 esportes 3 esportes que eu faço, tá? Que é natação, jiu-jitsu e corrida.
No mesmo lugar, na mesma hora, menos que já foi, né?
Mas ainda faço às vezes.
Luta jiu-jitsu na água?
Ele é um triatleta quase, correndo.
Que maneiro, porra! Eu luto jiu-jitsu em cima da bicicleta, dentro d'água.
E no jiu-jitsu você tá em faixa?
Que é jiu-jitsu? Primeiro grau da branca aí.
Começou agora, tá? E o que que motivou você entrar no jiu-jitsu?
Ah, cara, eu sempre quis colocar a queda de alguém, sabe? Eu sempre tive esses sonhos.
E a natação, o que que te atraiu? As senhoras que fazem?
Não, é que eu não sei bem nadar, né, cara?
Aí elas vêm, o Miguel, todas elas estão olhando quando você passa.
Oi, Miguel! Que nem o Sr. Tim sabe, eu falo: Oi, gostou? Jogo nos olhos do Cleiton, as tias, tipo: Oi, Miguel, tudo bem?
Ele vai com uma toalhinha dele no ombro.
Eu vou assim, eu olho pra aquele prédio Eu vou lá em cima e tem um cara que fica me olhando, é o Didi, cara. Ele fala assim: nada lá, nada lá, gostoso, vai.
Faz um borboleta pra mim aí, meu golfinho.
É que eu não sabia nadar, eu pensei assim, cara, tem que aprender a nadar, né? Porque se um dia cair na água, eu vou passar vergonha, né?
Tu não sabia?
E aí eu aprendi, hoje em dia eu nado bem até.
Cara, outro dia eu me liguei nisso, tem muita gente que não sabe nadar. Eu não vou nem falar, tem um amigo nosso, participa do Emergir ocasionalmente, que ele não sabe nadar. Acho que o Didi até sabe, não vou "Mas a gente ficou também, tipo: 'Cara, como é que você não...?'" Nossa, vai acabar com a honra dele. Não sei, eu não sabia que ele era...
É um grande esportista, esse amigo, né?
Mas assim, nadar, realmente, se você não nasceu ou cresceu perto de um lugar que tinha água, um volume largo de água para você nadar, não tem por que você ter feito natação, aprendido a nadar, né? Não é uma obrigação.
Ou é?
Vocês acham que é? Fala, Didi, fala sobre isso.
Eu acho, não é que é obrigação, tá? Você não é obrigado a nadar. Da hora de ensinar o seu filho ou a sua filha a nadar. Mas é um bagulho que tu faz por diversos motivos de saúde. Mas tem essa parada assim, porra, esse moleque cair na piscina, esse moleque tem que saber pelo menos chegar na borda, tá ligado?
Mas se não tiver piscina, você não tiver lá, vai ter o frio.
O maior monte de água que eu tinha perto da minha casa era um balde de 20 litros. Você quer que eu nade como?
Ele não sabia nadar porque não tinha. Mas se bem que tem aqueles palhaços que pulam lá do trampolim, caem no balde, muito maneiro aquilo.
É uma caixa d'água, eu poderia subir na caixa d'água de 2.000 litros e ficar aqui, ó, nadando rapidinho.
Seria bravo, né?
Assim, eu caía na água que eu sabia fazer o tal nado cachorrinho, né, que eu ficava assim, né?
Mas daí, pô, é muito assim, ó, pode procurar no Google aí, ó, dog style, bota aí.
É, se o Solano acha vergonhoso vergonhoso um cara em cima de um kart? Um adulto nadando cachorrinho é muito mais vergonhoso, cara!
Um homem grande na água e o cara ele tá assim ó—
Nossa mano, é muito feio, cara!
Não pode até ser feio mas resolve para tu chegar no teu cachorrinho, chegava na beirola...
Mas eu queria aprender a nadar legal, entendeu?!
É porque o Miguel é muito cuzão: ele vai pras praias lá, aí entra de camisa branca calça jeans e sai do mar 007, zero-zero-seven, pô bora! Puta Zero-0-7! merda, Momoa, cara!
Sim, ele inventou essa parada aí. Até hoje as pessoas falam para mim que eu saio de calça jeans da água assim. É o Lunático que faz isso.
Tu, caralho, por isso que tu aprendeu a nadar, não foi?
Qual o modo de natação? Qual, como é que chama isso? Tipo, tem peito, crawl, estilo, borboleta. Que vocês, tipo assim, está lá na piscina lá de boa, aí entrou aquela gata, aquele gato. Entrou aquela onça, onça-guarde-água, entrou aquela onça.
É que tu é do Pantanal, né, só.
E aí você fala assim: vou impressionar essa onça aqui. Qual o nado que vocês na hora mudam para tipo, entendeu? Ela vê que você, pô, esse cara sabe nadar. Como é que ele pode falar?
Eu, acontece comigo, eu já saio da piscina e dou um salto de bombinha para ela ver que eu não sabe pular.
Já estabelecemos isso.
Droga, para mostrar que eu não tenho vergonha de nada, cara.
Eu entro na água, eu fico que nem um Kiko me debatendo na esperança que ela vai me salvar. Aí me salva.
Ai, obrigado, obrigado, tipo a Pamela Anderson. Sim, vem. E você, Léo?
Eu só consigo fazer aquele tradicional, né, que eu não sei o nome também. Então eu acho que eu fico parado, né? Acho que hoje em dia o ideal seria eu ficar parado assim, mas tu vai afundar se ficar parado. Não, mas que piscina é essa que a gente tá entrando?
Já entrou na água, Léo, já entrou na água.
E eu pulo, tá? E eu pulo, não tenho medo de pular.
Ah, olha, tu podia falar do dia que tu tentou se pendurar na sacada da minha casa, né?
Nesse dia aí eu tive uma crise de braguinha que foi foda, cara.
Por isso você toma muito remédio hoje?
Foi tudo por conta desse dia. O Miguel tinha uma sacada quando ele morava com os pais dele ainda, né? A casa tinha uma sacadinha assim que devia ter, sei lá, o quê, Miguel? Uns 2 metros e alguma coisinha, 2 metros de altura, vai. E eu pensei assim, isso quer dizer que tá, isso, isso. E aí a gente tava esperando chegar uma entrega, sei lá o que a gente tava fazendo lá fora, e eu quis dar uma alongada no corpo, né, dar uma mexida, praticar um pouquinho de esporte ali, porque não.
E eu falei assim, vou pendurar ali e quem sabe eu até meto uma pasta aqui, ó, na sacada dele. Pô, rapaziada, quando eu fui me espichar para dar o salto muito alto. Eu acho que o meu corpo esticou rápido demais, sabe? Eu já não tinha mais idade de fazer um movimento desse sem um alongamento antes. Puta, me deu um mau jeito nas costas foda. O pior é que eu não cheguei na altura. Bah, foi bem vergonhoso, cara.
Foi que o Léo viu. Assim, ó, o Léo, ele botou, ele relou os dedinhos assim, os dedinhos deram aquela agarradinha, ele abriu, ele: "Ai, ai, o Seattle!" É isso aí, é.
Bom dia, vai guiar, Didi, ou quer que eu guie?
Pode ser, só para dar tempo de fazer um cooldown.
Então vamos lá, é, cara, só um comentário, podcast sobre esporte não começou e o Didi já tá precisando fazer um cooldown para respirar, cara.
Esse é um esportista, né, cara?
E ele tava correndo antes, segundo ele, né?
Peewee