Mestres do universo: o novo filme do He-man | MRG 821
Depois de décadas vivendo entre nostalgia, animações e tentativas de revival, He-Man finalmente retorna aos cinemas com um novo filme de Mestres do Universo. Apostando no peso de uma das franquias mais icônicas dos anos 80, a produção chega cercada de expectativa, desconfiança e aquela esperança de que Eternia finalmente receba uma adaptação digna nas telonas.
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Didi Braguinha recebe Northon Domingues e André Gordirro para comentar tudo sobre o novo filme de Mestres do Universo. Entre lembranças da animação clássica, opiniões sobre o visual, debates sobre adaptações e muito saudosismo, o trio tenta descobrir se He-Man voltou para conquistar uma nova geração ou apenas ativar o modo nostálgico de quem cresceu gritando “Eu tenho a força!”.
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- He-Man: Nova Adaptação CinematográficaProdução e lançamento do filme · Nostalgia e apelo ao público · Comparação com o filme de 1987 · Adaptação de brinquedos para o cinema · Tom e humor do filme · Violência e conotação sexual · Personagens secundários e equipe · Príncipe Adam e sua jornada
- Construção de Personagens na DublagemDublagem original de He-Man e Esqueleto · Interpretação de Jared Leto como Esqueleto · Dublagem brasileira do filme · Humildade na adaptação de personagens
- Joy Brinquedos e a LudopedagogiaBonecos da DC e Liga da Justiça · Pantera Cor-de-Rosa e Popeye · Coleção de He-Man e Star Wars · Playmobil e Comandos em Ação · Estojo do Império Contra-Ataca
- Nostalgia e redes sociais deletadasNostalgia como moeda de Hollywood · Público nostálgico e poder aquisitivo · Retorno do vinil e retro games · Resposta à realidade ruim
- Mídia e representatividadeHe-Man como símbolo para meninas · Discussão sobre masculinidade tóxica · Relação pai e filho no filme · Quebra de estereótipos de gênero
- Design e estética visualCenários de Eternia e Grayskull · Design de veículos e naves · Comparação com Anéis do Poder · Execução de cenas de ação
- Comparacao de AdaptacoesLições erradas de Hollywood · Sucesso de Barbie e He-Man · Mattel Filmes e suas produções · Comparação com Guardiões da Galáxia
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Didi Braguinha:So good, so good, so good.
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Didi Braguinha:Bom dia, boa tarde ou a noite eterna!
Didi Braguinha:Estamos começando mais um Matando Robôs Gigantes! Senhoras e senhores, eu sou Diogo Braga, o Didi Braguinha, e estou aqui virtualmente ao lado de Norton Domingues, o Guerreiro de Eternia, e aqui o Esqueleto da Tijuca, André Gordinho. Olha aí, senhoras e senhores, programa especialíssimo hoje, que nós vamos falar sobre Remake, o filme do Remake que acabou de sair, com spoilers liberados. A gente vai falar sobre tudo que a gente quiser falar. Porém, antes, eu queria conversar com vocês. A gente sempre bate esse papo no começo, né? Hoje não temos Afonso, nem temos Beto, mas temos André Gordinho e Norton Domingues aqui. Pergunta pra vocês, importante. Da bonecagem da infância, da bonecagem da infância, dos bonequinhos que a gente teve, dos desenhos que a gente assistiu, qual era o boneco que você falava: "Esse sou eu"?
Northon Domingues:Cara, eu tinha um boneco... É bem triste isso, na verdade. Eu tinha um boneco do Darkseid. Caraca! E eu só usava ele. Eu não sei por quê. Eu falava: "Esse boneco..." Eu nem sabia quem era Darkseid.
Didi Braguinha:Mas era aquele teu preferido, né? Que você fala: "Cara, esse aqui sou eu." Era meu preferido.
Northon Domingues:E todas as brincadeiras, ele era o meu personagem principal, assim.
Didi Braguinha:Aí depois que eu fui descobrir o mal que eu tava fazendo... Mas tu conhecia a história do... Tu conhecia a história? Não?
Northon Domingues:Não, um belo dia eu ganhei... Eu nem sei de onde surgiu esse brinquedo. E aí depois de muitos anos que eu fui entender quem era Darkseid, aí eu falei: "Cara, olha o mal que eu fiz, né? Eu destruí vilas inteiras, eu dominei mundos." escravizei metade da população da galáxia.
Didi Braguinha:Eu sou cruel, eu sou mau, eu sou vagabundo, rapá.
Didi Braguinha:Mas cara, o Gordilho não tá aqui para não me deixar mentir. A DC tinha uma linha de bonecos da Liga, se não me engano, da Liga da Justiça e tal, cara, quando a gente era mais novo, que era animal, era animal a linha de boneco deles.
Didi Braguinha:Aqui acho que era da Gulliver, tá licenciado pela Gulliver.
Didi Braguinha:Ah, legal, porra. Eu lembro que assim, eu tinha amigos que, porra, na porra, Gordilho, na década de 80, 90, a galera comprava no Paraguai, né, a galera ia dar muamba, ia comprar no Paraguai, trazia para cá, ou algumas uma das poucas pessoas que, pô, ia para os Estados Unidos e tal, trazia algumas coisas para vender. E aí eu conheci através disso, pessoal comprava fora, trazia depois que eu fui ver o lançamento aqui. Mas essas bonecas, eu ficava, porra, maluco nos da DC, da Liga da Justiça, era muito maneiro, cara, muito maneiro, muito maneiro.
Didi Braguinha:O meu, assim, vamos lá, eu vou a lembrança de criança, né, porque depois passei a curtir Playmobil, é, Comandos em Ação, é, Falcon. Mas o primeiro boneco foi uma Pantera cor-de-rosa, aquela emborrachada grandona, aquela emborrachada que tinha arame, que o Mr. Bean tem aqui, tinha Aquele arame por dentro pra você gerar o bracinho. Tinha uma pantera cor-de-rosa.
Didi Braguinha:Então, é do episódio do colégio do Mr. Bean, do episódio do colégio do Mr. Bean, que ele tá sentado fazendo prova, que ele bota uma pantera cor-de-rosa na mesa. É essa daí, né?
Didi Braguinha:Então, é essa. E eu tinha um Popeye também. Os dois com a mesma aranha que gerava o braço, que conseguia sentar. Claro que depois o arame, ele quebrava e varava a borracha, entendeu? Assim. E aí, meus pais, por saberem que eu era louco por aquela pantera cor-de-rosa, que me acompanhava pra tudo quanto era lugar, ele trouxe uma do meu tamanho de... De feltro, aquele que com grãozinho, não é pelúcia, né, aquele bonecão, né, cara. Acabou, cara, ele era do meu tamanho. Então esse brinquedo de infância mesmo. Mas depois aí eu parti para— aí eu não consigo dizer um preferido. Por exemplo, na linha do He-Man era o Mandíbula, porque era o que tinha os acessórios mais maneiros, entendeu? Então Star Wars, é claro, era o meu Jabba, que eu tenho até hoje, tá em cima da minha caixa de charutos, meu Jabba da Kenner de 83.
Didi Braguinha:Caraca, muito bem colocado, muito bem colocado.
Didi Braguinha:Então assim, é isso, mas o brinquedo de criança que eu não largava, ia para o banheiro, colégio, qualquer coisa, era a Pantera Cor-de-Rosa.
Didi Braguinha:Que maneiro, cara, que maneiro! Eu lembro do melhor, melhor encenação da Pantera Cor-de-Rosa. Eu não vou nem puxar Peter Sellers, eu vou puxar o Seu Madruga Bandido, que ele vai voltando para cima e para frente, cara. Que é do X-Carreta.
Didi Braguinha:O desenho era maneiro porque ela sempre dava um balão muito vergonhoso no Inspetor Clouseau, muito assim. Ele era sempre feito de bobo, sabe? Era muito maneiro.
Didi Braguinha:Tá aí, tá aí. É um desenho que marcou sua época. E vou te falar, esse boneco que tu tinha da Pantera Cor-de-Rosa, ele é clássico pra caceta. E, cara, eu sou muito fã de Mr. Bean, tenho todas as bonecagens que o Mr. Bean tem, tanto o Teddy, o ursinho dele, tem as paradas todas. Porra, sou fã do Mini Cooper dele, sou fã daquele carrinho de 3 rodas azul que ele é. E essa Pantera Cor-de-Rosa, cara, eu recentemente fiz vestibular de novo, né, gordinho? Cara, eu vou te mandar. Eu só não levei porque eu tinha certeza, certeza que eu não ia, que eu ia ter que jogar fora, porque eles não iam poder ficar. Eu tive que jogar fora no estojo quando fazer prova. E aí eu não levei, senão eu levaria para fazer leva comigo lá, porque não pode levar nada, tu não pode levar nada, tá ligado?
Didi Braguinha:Eu vou catar depois, falando em estojo, para mostrar para o Norton o meu estojo do Império Contra-Ataca japonês que eu levava para o colégio, cara, em 81, 82, que eu tinha esse estojo, que era o meu estojo de ir para o colégio, que era o estojo japonês do Império Contra-Ataca. Acho que meu avô comprou na Liberdade, cara, na época. Meu avô era diretor comercial de uma empresa em São Paulo e trabalhava direto em São Paulo durante a semana. Ele já sabia da doença de Star Wars, da minha, no netinho, e trouxe para mim.
Didi Braguinha:Cara, eu vou fazer Fazer um convite a todos os nossos ouvintes, convite super inadequado, mas é, aí cabe autorização. Quando vocês estiverem pelo Rio, se convidem para ir na casa do Gordilho para conhecer as coleções do Gordilho. Cara, são maravilhosas, partir da coleção do Gordilho.
Didi Braguinha:Posso mandar um jabazinho? Por favor, agora, @gordilho no Instagram. Eu já tô começando a abrir minhas coleções no meu Instagram, @gordilho. Vai lá, dá aquele apoio, dá aquele engajamento, que já tem o Castelo de Grayskull, tem um esqueleto, é, tô abrindo os meus Playmobil, todos os anos 70, Vale a pena dar aquela— Desconfere!
Northon Domingues:Mas você tem que comprar pra ir na casa do Gordinho e compra comigo, tá? Então anota o Pix... Ó, ó, ó, o ingresso! Contato 2...
Didi Braguinha:É a Norton Tours!
Northon Domingues:Eu irei te guiar, tá bom?
Didi Braguinha:Pix para mim! Amen, amen. Senhoras e senhores, He-Man, o mestre do universo, está de volta aos cinemas. Olha só, finalmente o filme, o filme relativamente conturbado em sua produção, que mudou de mão, saiu da Warner, foi, já foi para Netflix, chegou a ser, começou a ser produzido, gastaram dinheiro, foi cancelado, e agora ele começou, ele foi produzido novamente, botou para frente, a parada entrou e finalmente vingou. E nós estamos vendo aí uma nova produção desta obra da bonecagem, que veio diretamente da bonecagem dos anos 80, 70, acho que é basicamente 80, né, para as telinhas das nossas TVs, depois para os cinemas, senhoras e senhores. E para começar aqui, como de costume, André Gordinho, traga-nos aquela sinopse explicando aí para quem não assistiu o filme, mas vai ouvir o programa.
Didi Braguinha:O planeta de Eternia é atacado e dominado pelas forças do mal comandadas por Esqueleto. Ele precisa de um herói e o planeta Eternia vai tê-lo na forma do Príncipe Adam, mandado para a Terra para escapar o titular das forças de esqueleto que tem que voltar e recuperar o seu legado como He-Man, o homem mais poderoso do universo, liderar os rebeldes e vencer a Estrela da Boa e vencer o esqueleto que tomou o castelo de Grayskull.
Didi Braguinha:Olha aí, informou o repórter é sua. Morto Domingos, você, cara, tu foi ao cinema assistir, viu o filme, queria saber suas impressões iniciais, o que que você achou desse, vou chamar um, sei lá, pode chamar de clássico, porque não sei se é clássico, mas é uma obra de coragem, né, um ato de coragem fazer um filme do He-Man atualmente, ou não?
Northon Domingues:Cara, eu acho que essa é a linha de raciocínio mesmo assim. É, esse filme do He-Man, ele é um ato de coragem de produção, de lançamento, de público. Ele é bem corajoso, na verdade, você lançar um filme totalmente boneco assim nesse momento, né? Não é quase um filme meio meio pós-Marvel, assim, sabe? É bem interessante, na verdade. Ele é quase um resquício do que a Marvel deixou ali. E eu acho bem corajoso. O que eu posso falar inicialmente, sem... Eu quero trazer umas discussões, assim, de bonecares. Mas vocês acham que esse filme perdeu o timing? Eu senti um pouco isso, sim.
Didi Braguinha:Então, eu acho que a primeira pontuação que cabe, já pra gente entrar em algum debate, é: esse He-Man, ele é relevante porque eles anabolizaram o hype Desde a época que eles começaram a relançar os desenhos, né?
Northon Domingues:Então, peraí, faltou anabolizante.
Didi Braguinha:Faltou. Não, então, calma, calma. Falou da franquia.
Northon Domingues:Eu tô defendendo isso no MRI faz um tempo. Eu não quero mais corpos reais. Eu quero corpos anabolizados no meu cinema.
Didi Braguinha:Tudo bem, tudo bem. Mas, ó, vocês acham que eles vieram produzindo, a Amazon, né? A Amazon Video junto com a Mattel Filmes, ela criou um hype anabolizado para o He-Man que é o suficiente para ele funcionar? Ou ele tá muito preso a uma nostalgia da nossa época, seu Gordinho? Olha, nostalgia vem de nostalgia.
Didi Braguinha:Nostalgia é uma das moedas mais fortes de Hollywood agora em quase todos os processos, produtos que eles pensam, porque nostalgia significa que você já conhece o produto, né? A nostalgia vive do passado. Se é do passado, você já conhece, você não tem que vender algo, explicar algo novo. Vamos, por exemplo, ver aquela ficção científica que fracassou e que porque era ruim de fato, do Gareth Edwards, que dirigiu Rogue One, o criador. É um produto totalmente novo, infelizmente era ruim, repito, mas era uma história dele, era todo um conceito novo. Muito difícil de vender. Vender o filme do He-Man, especialmente depois do sucesso do filme da Barbie, dois produtos da mesma empresa, é, parece muito mais fácil.
Didi Braguinha:Deixa eu só apontar uma parada importante que você falou, dos dois sucessos da mesma empresa, porque a Mattel, ela criou no início dos 2000, até um pouco antes, se eu não me engano, uma linha, um braço dentro dela, se eu não me engano, ela, bem, era parte de produção audiovisual que eles tinham lá, que tinha um nome, que trabalhava filmes, algumas coisas sobre as franquias e sobre os brinquedos que eles tinham. E aí, para 2018, 2017, mais ou menos, eles criaram a Mattel Filmes, eles reestruturaram tudo aquilo e criaram A Mattel Filmes. O primeiro lançamento da Mattel Filmes foi Barbie, irmão. Que independente da gente ter gostado ou não, foi um sucesso estrondoso. Eles acertaram diversos pontos, assim. O sucesso financeiro do filme, ele é um blockbuster. Barbie foi um blockbuster. Foi um filme importante.
Didi Braguinha:Sim, provocou o Barbenheimer, né? Uma coisa que... E um fenômeno natural, né? Porque o Barbenheimer surgiu do meme. Não foi pensado por marqueteiros, até porque envolvia filmes de estúdios opostos. Então é aquela coisa que é o sonho de qualquer marqueteiro. É uma campanha orgânica, que veio do público, e não que você vende pro público. Só esse parêntese. Sim.
Didi Braguinha:E lembrando que era uma época que o mundo tava já... A gente tinha passado pela pandemia, ainda existia uma dificuldade, né, um público menor no cinema por conta desse tempo que a gente ficou em casa, ele tava muito baixo e tal. E o filme da Barbie, junto com o filme do... Eu ia falar do filme do Alzheimer aí. Com o filme do... O Barbie e o He-Man, né? Eles são responsáveis por trazer um público enorme pro cinema de volta, né? Eles têm uma tarefa muito difícil, que é bombar no cinema E eles abalam, eles fazem isso magistralmente, eles fazem, batem recorde, o caralho, é muito sucesso, muito grande assim. Só queria pontuar nessa questão que é realmente o primeiro lançamento da Mattel Filmes, né, cara?
Didi Braguinha:É, então, voltando. Então, nostalgia vende, vende bastante por conta do pré-conhecimento que você tem da marca envolvida. E outra coisa, né, o público nostálgico é o público com dinheiro no bolso para pagar, comprar, vide relançamentos de bonecos Star Wars, vide bonecos de todos os, de Transformers, essas linhas antigas da galera. Que tinha seus, vamos dizer, de 5 a 15 anos nos anos 80, 90, né? Ou seja, minha geração, Gen X, e a de vocês, os malditos millennials. Fuck the millennials!
Didi Braguinha:Eu não quero mais jovem, cansei de jovem. Jovem tem que acabar.
Didi Braguinha:Enfim, agora a gente tem dinheiro no bolso para... E como a vida tá ruim pra todo mundo, não importa a geração, a gente pensa e diz: "Poxa, que legal aquela nossa época, né?" "Vou comprar um Castelo de Grayskull novo, vou comprar um Vader novo, vou ao filme disso ou daquilo." Então é isso que eles estão capitalizando. Vinil tá de volta, outra coisa da nossa época, entendeu? Da gente que pegou ainda vinil. São a nostalgia permeando, porque a realidade— a gente sempre responde a realidade de alguma forma. A realidade ruim, a realidade ruim hoje tá tendo uma resposta de nostalgia. Então é isso.
Didi Braguinha:Mas eu te pergunto, vocês acham Jogo pro Norton pra elaborar, mas depois quero que tu responda também, Gordinho. Vocês acham que tu deu o exemplo do vinil, né? O vinil, ele foi embora e voltou. Eu tenho a sensação de que ele nunca foi embora, sabe qual é? Esse mercado, esse mercado saudosista que a gente tem, os retro games, por exemplo, que estão agora em voga. No caso, beleza, a gente tem um fenômeno aí no mercado do videogame das coisas explodindo, né? Os jogos com preços, cara, absurdos, porque eles entenderam que essa nostalgia, esse colecionismo, ele faz com que você eleve aquele valor, ele permite isso, porque a galera tá disposta a guardar, a gastar uma grana forte com esse material. Material, não necessariamente para jogar, mas muito mais para ter, a grande maioria, né? E não entrando no mérito filosófico disso é relevante, ou isso é bom ou ruim, mas você acha que essa questão, a nostalgia, ela é uma coisa que tá voltando agora ou ela sempre teve aí de qualquer maneira? Como é que você vê essa questão da nostalgia?
Northon Domingues:Nossa, eu acho que não só não está voltando, como eu acho, por isso que eu perguntei do timing, na verdade, eu acho que o filme do He-Man ele vem num timing meio onde é meio feio apelar muito para nostalgia assim hoje em dia, sabe? Você pega, você fala, pô, esse filme aí tem as discussões, daí é só esse filme "É bom ou ele é só nostalgia?" Ou ele só te abraça de quando você era criança, sabe? Essa discussão, e por isso que eu trago a Marvel, já percorre aí há uns 10 anos, mais ou menos. E fazia tempo que eu não via um grande blockbuster assim, igual o He-Man, que esse não, ele vai falar sobre isso de novo, ele é baseado em nostalgia. Faz uns anos já que eu não vi. Então eu acho que no próprio He-Man, no próprio filme do Mestre do Universo, ele veio meio fora do timing nesse sentido, assim. Eu acho que nostalgia agora beneficiou um pouco o filme, porque ele brinca também sobre isso. Ele não é um filme só para ser nostálgico. Ele tenta trazer outras coisas ali.
Didi Braguinha:Ele sabe muito bem onde ele tá atirando, né? Isso é uma coisa que eu achei muito precisa da parte... Independente de eu achar bom ou ruim, eles miram bem no público. Eles sabem onde é que eles querem acertar.
Northon Domingues:E eles sabem o que eles não querem reforçar nessa questão. Eles sabem, eles falam muito sobre... Eles brincam com essa questão de serem bonecos, de terem nomes Fisto, MacNack, nome de brinquedo, assim. Eles brincam muito com isso.
Didi Braguinha:A solução que eles dão pra isso no filme, eu achei muito interessante.
Didi Braguinha:É perfeito, é um filme muito consciente.
Northon Domingues:É um filme muito consciente. Eu só acho que ele perdeu um pouco desse time. E eu acho que... Esse filme, assim como você ter o seu próprio brinquedo, ele é meio que um filme brinquedo de pessoas que queriam muito fazê-lo. Por que eu tô falando isso? Porque quem dirige esse filme é o Travis Knight.
Didi Braguinha:Travis Knight, do Bumblebee.
Northon Domingues:Travis Knight, gente, ele é o criador dos estúdios Laika de animação stop motion. Cara, esse cara é filho de um dos criadores da Nike, tá ligado?
Didi Braguinha:E o grupo que tá envolvido nesse filme, tem um grupo de roteiristas barra produção e tal, que é uma galera que trabalhou junto trabalhou junto no Cubo, por exemplo, trabalhou junto numa porrada no Paranormal e em diversos outros filmes, e todos eles têm um envolvimento tanto na parte de roteiro quanto na parte de direção quanto na parte de efeitos animados, né, de efeitos visuais e tal. Eles manjam muito daquilo e eles têm uma sinergia muito boa trabalhando juntos já de vários filmes anteriores. O Bumblebee é um exemplo. Eu acho que foi uma carteirada, Gordilho, posso botar assim, uma carteirada pro Travis Knight assumir o filme do He-Man?
Didi Braguinha:Sim, e ele passou uma galera que já tava nisso aí cozinhando hava muito tempo, né? Assim, todo estúdio procura uma marca que ainda não esteja— uma marca para chamar de sua, né? Que esteja dormente ou que tenha dado errado em algum tempo e mereça uma repaginada, remendo no limbo. O da Barbie exatamente nunca existiu, gente. Teve muito desenho da Barbie, né? Muito, muito produto que vendia o VHS com a boneca, depois vendia o DVD com a boneca, né? Mas tinha sempre— sempre ela teve uma carreira muito mais animação, desenho animado, né?
Didi Braguinha:Ele faz isso, tipo filme desenhado, ou para TV, né?
Didi Braguinha:Mas tô falando da Barbie que nunca foi cogitada para o live action, né? E de repente pintou aquele fenômeno. E a gente sabe que Hollywood, e a gente, eu e outros colegas da imprensa de cinema, a gente repete essa frase muito, muito, e os gringos, eu, outros, repete assim: Hollywood sempre tira as lições erradas dos sucessos, né? Assim, porque no momento que Barbie fez sucesso, beleza, filme do He-Man, filme do Hot Wheels, sabe? E filme filme do, quer ser, qualquer boneco, entendeu? Do Senhor da Cabeça de Batata. É porque não é a lição, não sei, correta, né? Mas é a que o executivo vê. Se um produto nosso vendeu, o outro venderá também. Então cautela aí, né?
Didi Braguinha:Isso aí eu pergunto para vocês, já entrando agora diretamente no filme, né? Não que a gente não esteja falando, mas eles tomaram uma decisão nesse filme Mestre do Universo, agora 2026, de ir para um caminho da brincadeira, da comédia. Ele é um filme, uma aventura, uma comédia de aventura, um divertido, ele é um filme pra você se divertir, ele tá, mas assim, um abismo longe daquela porra de 87, se não me engano, né?
Didi Braguinha:É, de 87.
Didi Braguinha:Pois é, cara, que se levava a sério, que queria construir um lore ali, porra, sério, com personagens pesados e coisa, o esqueleto era um personagem mais sério e ele tinha tudo uma aura que tu fala, caralho, maluco. Aqui, desde o começo, ele já não tá se levando a sério. E eu pergunto pra vocês, teria outra forma de fazer He-Man que não assim?
Northon Domingues:Cara, até que teria, né? Porque você pega as animações, por exemplo, Elas são mais sérias lá, apesar de ter muita galhofa e tal, elas são mais sérias, elas estão mais preocupadas em expandir a loja.
Didi Braguinha:Eu tô falando do live action, tipo assim, fazia live action.
Didi Braguinha:Então, não, tá partindo desse princípio, calma, Didi, ele tá partindo desde a catapulta do argumento dele, pô.
Northon Domingues:Eu não consigo criar uma construção da minha frase, que isso? Que que tá acontecendo? Tão me interrompendo?
Didi Braguinha:Eu sou obrigado a falar que esse programa aqui tá uma porra. E olha, a gente não é nem assalariado aqui, os outros falam e a gente não recebe nem uma mariola, pô.
Northon Domingues:Ó, vou expor tudo, ó, feriado, tá bom? Feriado.
Didi Braguinha:Feriado, eles não quiseram trabalhar, é ponto facultativo sexta-feira, e a gente veio aqui ajudar.
Northon Domingues:Vamos trabalhar, vamos fazer. E os caras estão no Rio de Janeiro de perna para cima, na praia.
Didi Braguinha:Mas enfim, vagabundo, olha, eu podia ficar tomando essa porrada de graça, mas eu vou entrar nesse couro com vocês. Era para estar aqui trabalhando, filha da puta, tão de sacanagem aproveitando feriado. Então bando de pau no cu mesmo, é isso aí, vai se foder.
Northon Domingues:É isso mesmo, é isso mesmo. Tão tomando o lugar deles e os cara não querem vir trabalhar hoje. Vocês são felizes com isso?
Didi Braguinha:Afonso desistiu há muito tempo. Em 2024, Afonso desistiu. O Beto já tá cansado, tá cansado desde 2017.
Didi Braguinha:A gente faz isso aqui então, só de segurar a tocha, epa, do Matando Robô Gigante.
Didi Braguinha:Eu seguro tudo que puser na minha frente, pode botar que eu tô pegando.
Northon Domingues:Por falar em cansado, o que que vocês acharam do mentor cansado? Duncan cansado, o grande mentor e seu bigode.
Didi Braguinha:É, Esse é o ponto que pra mim do filme não me desce, entendeu? Porque eu acho que Hollywood hoje pensa em arco de personagem mostrar o personagem fracassado. Isso é, vai ter aí o Robin Hood fracassado do Hugh Jackman, a gente teve Luke Skywalker fracassado. No Dungeons Dragons, que é um filme quase co-irmão desse Mestres do Universo, a gente teve o bardo fracassado do Chris Pine. Hollywood não consegue mais fazer, não tem outra história pra contar além do herói fracassado. Fracassado. Ou então é o herói relutante, o que ainda não virou herói. A gente não tem mais o herói pronto, a gente não tem um James Bond, existe, mas quero dizer que a gente não consegue ter um Indiana Jones que você já começa o filme com ele foda e fazendo que lá na caverna dos Rovitos, já, já, este é o herói do filme. Isso já morreu. Se fizesse Indiana Jones hoje, não essas outras besteiras que a Lucasfilm mandou empurrando, na verdade até tentou, porque o Harrison Ford já apareceu também, o Indiana fracassado, perdeu "ai, desculpa, perdeu o filho", quem sabe. É uma praga narrativa, então o mentor sofre disso quando é absolutamente desnecessário. Isso é fracassado só pra de repente catapultar a Tila pra um papel mais de personagem pronta e decidida, porque "meu pai fracassou, eu não fracassei", tipo, baixa, baixa. Raso demais, raso e fácil de fazer. Mas esse também é o meu único ponto que eu sou contra o filme e o esqueleto que eu não gostei, mas isso é também uma outra Agora, de resto...
Didi Braguinha:Ah, de esqueleto, lembrando, interpretado pelo Jared Leto, né, que pegou o papel aí do personagem.
Didi Braguinha:Graças a Deus não aparece.
Northon Domingues:É, esse é o segredo, eu acho, hein. Eu acho que o Jared Leto acabou de aprender o segredo pra ele prosperar mais ainda em Hollywood, é não mostrar o rosto dele.
Didi Braguinha:Vamos ver as bilheterias, porque se flopar, vai ser Morbius, Tron: Ares e He-Man nas costas do Jared Leto. Você assistiu o filme?
Northon Domingues:Mas ele tá muito bem de esqueleto.
Didi Braguinha:O Coringa, né, teve o Coringa também.
Didi Braguinha:Eu sou a voz de Sonat, todo mundo gostou. Testei. Aquela imitação do Tim Curry em A Lenda, pra mim, tá muito boa.
Didi Braguinha:Porra, mas peraí, vocês viram na linguagem original, né? No áudio original?
Didi Braguinha:Sim, sim, sim.
Northon Domingues:Em inglês, é.
Didi Braguinha:Eu fui ver claramente dublado, tá maluco? Jamais eu pararia no cinema pra ver He-Man no áudio original, caralho, porque é uma aventura.
Didi Braguinha:Aí você não consegue julgar a interpretação de ninguém, outra pessoa falando por cima.
Didi Braguinha:Claro, mas eu não tô ali pra julgar. Então, esse é um ponto pra mim que é do Caralho, assim, porque eu não fui ali pra julgar um filme. Eu fui ali pra ver uma parada que eu quero que entre em contato com o bagulho que eu era fã pra caralho e me divertir no cinema. E eu consegui muito isso. E aí, tô falando o seguinte, em resumo de tudo que eu vi da obra, é um filme que podia ter 30 minutos a menos, ponto. Se tivesse 30 minutos a menos, ele seria muito, muito legal. Mas ele entregou uma aura no cinema, caralho, da galera, gente levantando pra bater palma, gordinho.
Didi Braguinha:Chega, não tinha. Como eu vi na sessão de imprensa e eu era o único chorando, é pior. Não, não me aguentei na mensagem da feiticeira e tudo mais.
Didi Braguinha:Ó, tô arrepiado.
Didi Braguinha:Ela tá ótima, o elenco todo tá ótimo. Inclusive, ele não tem, não tem responsabilidade papel meado que deram para ele, entendeu? Aí não vou dissociar o cara, entendeu? É que nem craque que é contratado para jogar em time pereba. Cadê o Beto aqui para me ajudar? O craque vai continuar sendo craque, agora o time é pereba, fazer o quê? Então, no caso, ele tá muito bem. A nossa brasileira lá, as duas brasileiras, temos duas brasileiras no filme, a Camila Mendes e a Morena Bacari. O DNA do He-Man é brasileiro, né? Vamos combinar, a gente aqui foi um dos países que mais abraçou o desenho, né? É que nem Caverna do Dragão também, que não é, não é sucesso lá nos Estados Unidos e sucesso aqui. Foi, então a gente tem essa particularidade. Information Society, He-Man e Caverna do Dragão andam no mesmo universo, entendeu?
Didi Braguinha:Caralho, muito bom! Para você ver a noção de, óbvio que a gente precisa aguardar para ver o primeiro final de semana, né, para ver os números e tal, as vendas. É, mas eu já boto o seguinte para você, Gordinho: eu fui na sessão, cara, na segunda sessão do dia, eu comprei, estou te falando exatamente, eu comprei as 3 últimas a música dele do cinema.
Didi Braguinha:Assim, então deixa eu contar um caso que aconteceu há uns 8 meses na feira, feira livre aqui ao meu lado, aqui na Rua do Salgueiro, né? Na Rua do Salgueiro, não, Morro Aquado do Salgueiro. Então ali na feira e tal coisa, aí eu ouvi de um, tinha saído o teaser, um feirante falando com outro: aí, viu que vai sair o filme do René? Vai ver essa porra, adorava essa porra quando era criança. Eu ouvi isso natural, natural assim, quer dizer, opa, acho que vai dar bosta isso aqui no Brasil, entendeu? Pois é, tem esse peso, né?
Didi Braguinha:Cara... E cara, eu vou te falar: foi muito divertido, cara! Foi uma experiência muito divertida coletiva, social porque tava todo mundo e assim não era mulhercada não tipo juventude não, eram gente, maluco de 30, 40 anos porra na hora que ele falava galera completando as frases "taaah" sei o quê e começava música tan-tan-tan-tan, tu alucinado tan-tan-tan-tan, aquela coisa terminou o cinema, fui pro banheiro fazer xixi minha tal, porque agora tem fila pra galera, pro homem fazer xixi também, que é uma coisa que a gente não tá tanto acostumado quanto a mulherada, que tem mais fila. Meu irmão, esperando ali no banheiro, moleque, daqui a pouco a criançada que foi pro filme gritando: "Eu tenho a força!" Tipo, moleque de tipo 8, 7 anos assim, sabe qual é? Brincando, eu falei: "Caralho, eu tava achando que o tiro dele estava bem certo, mirando na gente, nosso público, mas deve ter resvalado ali na criançada também." Porque pelo menos, óbvio que é um grupo muito pequeno de análise, né? Tô falando da minha experiência no banheiro da saída do cinema.
Didi Braguinha:Cara, melhor essa frase num corte, fica sensacional. Mas você é safado, né?
Northon Domingues:Geralmente experiências em banheiros, elas querem dizer coisas assim.
Didi Braguinha:É verdade, vocês têm total razão, cara. Seguindo para o filme, o Gordinho falou da questão do Idris Elba, né? E ele tem um ponto ali, o mentor, né, que é o personagem que ele interpreta, ele tem um ponto que é do fracasso dessa parada, onde ele meio que acha que ele fracassou, porque é terra invadida. E aí, porra, o esqueleto toma o planeta, toma ali todo o reino deles e tal, e ele não consegue fazer nada. O He-Man é exilado, ele vai mandado para outro país, tipo Superman, para outro planeta, mandaram para lá. E aí, porra, ele não consegue resgatar, ele não consegue fazer nada, ele vira um mendigo, um bebeirão, ele vira um bebeirão, um cara que se deixa levar pelo álcool e tal.
Didi Braguinha:Sequência Disney.
Didi Braguinha:Tá, na nova. E ele vai por esse caminho, que é um caminho que, como o próprio Gordinho já comentou, né, conhecido da gente de um tipo de personagem muito específico, né, que esse personagem que meio que, porra, aceitou o fracasso, passou por essa parada e agora tem uma certa redenção, tem que ir atrás, correr atrás, alguma coisa nesse sentido. Mas, cara, tirando, eu concordo um pouco com o Gordinho que isso distoa um pouco daquela coisa mais classicuda que o X-Men teve. E aí é curioso porque quando eles fazem o Mentor virar esse personagem personagem. Isso entra em confronto um pouco com uma coisa que eu achei muito foda: eles não tentam humanizar o Esqueleto em momento nenhum. O Esqueleto fala, a galera fala: mas ele é mau. Aí fala: olha só, não adianta tu vir de papinho pra cima de mim não, eu quero fuder geral porque eu sou mal mesmo. E é essa porra, sabe por que que eu sou mal? Aí a galera: por quê? Porque eu sou vilão, porra. E esse é exatamente o discurso do cara: eu sou mal porque, porque eu sou vilão. E ponto final, acabou. Eles não querem elaborar essa estrutura, eles querem deixar um ambiente de boneco, de brincadeira de boneco.
Didi Braguinha:Vamos falar de É verdade, não houve Disneyficação, né? Olha aí, porque fazer um filme da mulher que tira pele de dálmata para fazer roupa e dizendo que ela é legal e ela teve um motivo muito traumatizante para fazer isso, né, para sacrificar bichos para sua alta costura, não dá, né? Não dá, né? Só apontando para você, Cruella, né? Enfim, por favor, então não tem, não tem isso, né?
Didi Braguinha:Pois é, isso, isso, cara, é uma parada que eu achei muito legal. Eles tentaram, eles brincaram, deixaram mais engraçado, ali, uma porrada de coisa. Mas ao mesmo tempo, eles preservaram estruturas narrativas meio classiconas, assim. Como isso? O vilão é vilão, ponto, acabou. O herói é herói, ponto. É isso aí, sabe? É essa porra. Todas as coisas, pelo menos do filme que eu vi, de maneira bem simples. O filme não é nada complicado, o filme é muito simples, direto ao ponto. Ele tá ali pela diversão. Mas eles preservam as estruturas que eles apresentam desde o começo até o final. A frase "eu tenho a força", o uso dela dentro da estrutura do filme, da maneira como o poder é usado, tem uma solução muito maneira no final, sabe? É tudo muito bem encaixadinho. Tu concorda, Nott? Como é que tu viu essa coesão aí de tudo?
Northon Domingues:Cara, eu concordo e eu acho que ele se mantém simples e são as partes mais legais do filme assim, quando ele é simples. Tanto que você falou que o filme poderia ter umas meia hora a menos, eu consigo, na hora que você falou isso eu já mentalizei direto onde podia cortar, que é justamente quando ele tenta extrapolar, principalmente em diálogos Ele tenta ser mais profundo em alguns diálogos ali. Tem aquele momento onde o Adam e a Tila estão conversando depois da perseguição das naves, logo ali na metade do filme. Que é ele, o Adam e a Tila, depois o Adam e o mentor. Cara, é um momento muito maçante, que estica, estica, estica. Eles estão conversando, conversando, conversando. E quando volta a ser aquela coisa simples, que é filme de boneco, vamos bater nos monstros e tal, fica muito mais interessante. Então ele é simples propositalmente e ele acerta. Tão certa no simples assim. Eu acho que ele tem algumas camadas ali que eles claramente queriam conversar mais, tem ali uns pontos que eles queriam mergulhar um pouco mais de cabeça, mas eu achei sábio assim não mergulhar tanto. E agora, e agora vou defender meu querido mentor, tá? Vou defender o mentor porque assim, eu sei, a Disney achou esse arquétipo, achou assim, né, começou a usar esse arquétipo, ela não para mais. A Disney não, né, Hollywood. Sim, é verdade, mas eu acho casos que funcionam. E nesse caso do mentor, não foi o nossa, como eu me apeguei esse personagem, mas eu gostei. E eu acho que o que eu gostei justamente o Gordilho não gostou, que é usar o mentor para falar bastante sobre a Tila, porque ela é o herói militar ali, né? Ela é a militarizada que vai fazer o que tem que fazer, que tem que carregar o pai dela, ela que tá levando essa resistência aí nas costas. Então, para o mentor ser um bebê ferrão todo ferrado, eu acho que ajudou bem para construir a personagem dela assim. E tem uma frase muito legal no filme que ele fala, né? Eu prefiro que ela me veja como um bêbado do que como um fracassado. Cara, eu fiquei com isso na cabeça.
Didi Braguinha:Bebê tá tranquilo, fica aí com a lição de moral para você, bêbado. Você não é um fracassado.
Didi Braguinha:Será? Loser! You're a loser!
Northon Domingues:Pô, mas pera aí, o cara, o cara era o "Guarda do rei", tá ligado? Ele tá falando desse fracasso. Uma coisa é fracassar, outra coisa é "eu deixei o país cair", sabe? Eu tinha que segurar esse bagulho. E Pratila não é nem tão grande, né?
Didi Braguinha:É que nos discursos iniciais eu achei muito interessante isso, porque o Idris Elba no começo, ele tem uma pompa muito bacana assim. E a matéria como Eternia é apresentada, eu achei muito interessante, porque é um reino medieval tecnológico, onde você tem ali eles usando espadas e machados, arremessam dizer, isso aí é vertente Flash Gordon e John Carter, né?
Didi Braguinha:É basicamente, a gente não chama de espada de feitiçaria, espada e laser, né? É um subgênero desse tipo de coisa que você tem espada, laser e feitiçaria, mas tem um laser, né?
Didi Braguinha:Entra um laser ali por qualquer motivo. Mas isso é uma parada que a gente não vê com muita facilidade, bem feito no cinema, né? A gente numa animação como o próprio He-Man, Thundercat, entre outras animações, a gente tem essa mistura muito mais fácil. A gente consegue mesclar um pouco disso de maneira mais fluida e melhor, porque é uma animação. A gente meio que instintivamente releva algumas coisas por ser uma animação. Quando a gente joga para o live action, entra uma dificuldade a mais, que a nossa suspensão de descrença ela vai foder a gente se a gente não parar para pensar com calma. Só que eles executam, eu achei muito bem executado, todos os efeitos visuais, todo o mecanismo das coisas que são colocadas ali. Aí não complica muito, e eu acho isso bom, mas essa montagem do que a gente tá enxergando, vendo aquilo funcionar, para mim foi muito incrível essa parada, fazendo com que a gente tenha momentos de ação do caralho. Tinha hora que tinha umas porrada ali, cara, do caralho, trazendo a bonecagem. E a bonecagem não é do herói não, a bonecagem do Ariete, da porra do robô do caralho, uma porrada de boneco aparecendo. Até os bonecos escrotos, cara, que eu achava escroto, aquilo do pescoço, puta merda, eram usados de maneira legal, tá ligado? As paradas funcionavam. Bravam assim.
Didi Braguinha:Deixa eu chamar o Norton na conversa, completando essa coisa que você falou dos efeitos. Você não achou que é meio tipo Anéis do Poder, que se passa só num quintal? Porque o filme é grandioso, tem seus efeitos e tal. Cara, Eternia é resumida ao castelo, um corredor que leva pra Grayskull, uma floresta e acabou. Grayskull, né? Acabou, aliás, Eternia, né? Assim, é tudo, ocorre mesmo meio que no, que nem no pátio de quelas ali do Anéis do Poder, na primeira temporada, o Gondor, não, como é que é? Gondor? Não, a Cidade Antiga. A Cidade Antiga, maravilhosa, também era só um corredor de castelo, só isso. Detalhe, eu acho que isso passa...
Didi Braguinha:Numenor que você tá falando, ali de Numenor.
Didi Braguinha:Numenor, Numenor. Eu acho que isso passa bastante, só deixar minha impressão, quero ouvir de vocês. É igualzinho, emula perfeitamente a pobreza e a picaretagem do desenho e da filmation, que eram os mesmos cenários. Não, eu acho que não vamos expandir, senão não vai parecer o desenho. "Não, não vamos fazer grandes vistas à Lá Senhora dos Anéis e mostrar que a coisa é enorme. Não, são só 3 acetatos que a gente vai trocar e colocar os bonecos na frente." Mas é a minha visão, por favor.
Northon Domingues:Não, total. E eu acho que a questão é tanto que é legal quando aparece uma coisa muito diferente assim, né? Quando aparece aquele lugar nenhum deles, que é aquela torre ali debaixo onde a Resistência tá, é muito diferente. Você fala: "Ué, que parada é essa?" É uma vila.
Didi Braguinha:Eu não vi isso nos 3 cenários que tinha no desenho, né?
Northon Domingues:Peraí, eu conheço o castelo, a montanha e sei lá, o pátio. Onde que é isso que eles estão? Mas eu acho que funciona essa picaretagem assim. E funciona principalmente como a gente já—
Didi Braguinha:É meio necessário até, né?
Northon Domingues:Como o filme já é esticado, eu já acho que ele já é esticado. Se você jogar pra outros elementos assim, acho que fica muita coisa mais pra explicar. Cara, tanto que você parar pra pensar assim, quem morava naquele no corredor e ele no castelo, é o grupo que a gente vê até o final. O esqueleto não matou ninguém, não.
Didi Braguinha:Pegou toda a população da cidade e guardou, porque era um 15 anos, parece que se passaram 15 minutos. Assim, o roteiro é bem bobo nisso, ele é realmente infantil como um desenho, porque o esqueleto mantém os— ele é o Lord of Destruction, vilão mau, ele não mata nenhum dos prisioneiros que ele mantém bem alimentados durante 15 anos. Com Gato Guerreiro cresceu, como é que ele cresceu, amigo. Assim, ele cresceu da onde? E as pessoas continuam com as mesmas roupas e as mesmas condições de 15 anos atrás. Total.
Didi Braguinha:Eu gostei disso, eu gostei disso, porque é assim, cara, é meio que o Woody falando para o Buzz Lightyear: nós somos brinquedos, ponto. Nós somos brinquedos. Essa roupa, a rainha ficou com o mesmo vestido 15 anos, cara. Ela não trocou a porra do vestido durante 15 anos. O Ariete ficou com aquele capa, cara, o chulé "Ele devia tá fedendo pra caralho, aquela mão de punheta." A mão do fisto, a mão do fisto.
Didi Braguinha:Exatamente.
Didi Braguinha:Caralho! "Pensei no fedor." Mas assim, são bagulho que tu fala assim: "Porra, que zoado." Mas ao mesmo tempo são recursos, como vocês puseram, de desenho, de coisa simples, simplicidade, que o Maurício de Souza usa o tempo todo, a Disney usa o tempo todo pra gente manter o personagem definido, pra gente apresentar pra um novo público e que o novo público consiga facilmente identificar aquelas pessoas só de bater o olho. Bater o olho. A princesa tem um vestido verde, ponto, acabou, sabe? O He-Man é aquele maluco sem tanga, de roupinha, ou de roupa rosa e branca.
Didi Braguinha:Cara, quando a Tila fala que a tanguinha dele tá na cara dela, é, eu, foi ao mesmo tempo sexual e ao mesmo tempo trapalhão, assim, muito atrapalhão. Eu fiquei, eu fiquei assim, constrangido, né?
Didi Braguinha:Mussoum e Xuxa no palco fazendo, um pegando o pau do outro, sacanagem, né?
Didi Braguinha:Calma, calma, Mussoum, tá alegre Isso aí, cara.
Didi Braguinha:Esse tom, como é que vocês acharam esse tom? Porque ele tem um peso de violência sem sangue, mas sim de violência e de brincadeiras com conotação sexual muito maior. O filme não tinha porra nenhuma disso. Aqui ele vai bem, ele vai bem. Piadinha de sexo o tempo todo, é porra, é, ele não tem, não mostra peito assim, bunda, essas porra, mas eles estão sempre brincando com essa sexualidade a brutalidade e a violência, irmão, tem a cena do He-Man, o He-Man não, o Mentor, ele pega a granada, bota na boca do Mandíbula e estoura aquela porra. Isso é violento pra caralho, só que não tem sangue e a gente não vê o final da parada.
Didi Braguinha:A espadada do He-Man não apenas quebrou costelas, né, ele dividiu aquelas pessoas que estavam sendo jogadas longe, né.
Didi Braguinha:Como é que vocês acharam isso, cara? Vocês acharam que tava de bom tom?
Northon Domingues:Tem que lembrar sempre que a gente tá falando de brinquedo de criança, de boneco, você tem que lembrar de uma coisa: criança é meio sádico. Então, o He-Man, por exemplo, vamos lá. Eu tinha lá o boneco do Apocalipse. Quando o Apocalipse ia derrotar o Homem-Aranha, porque isso acontecia, ele não derrubava só a orelha, ele arrancava o braço do Homem-Aranha.
Didi Braguinha:Você ia: "Caraca, tá." Assim, arrancava.
Northon Domingues:E tudo bem, que eu pegava só brinquedos que dava pra você colocar de volta. Então, eu acho que é um pouco isso. O Mentor enfiar uma granada na boca do...
Didi Braguinha:Cara, é interessante o tiro lá do pessoal, cara.
Northon Domingues:Cara, é isso, é uma violência de bonequinho se batendo, assim. Uma criança faria, totalmente. A criança não vai imaginar a cabeça saindo sangue, mas a cabeça vai cair, entendeu?
Didi Braguinha:Cara, faz todo sentido. Quando o He-Man, ele pega os personagens e dá uma de Hulk com o Thor, com o Thor não, com o Loki, né, de bater de um lado pro outro, esse tipo de coisa. Cara, um moleque brincando é isso mesmo. Pega o boneco, tá, tá, joga o boneco, dá uma parada meio Dragon Ball, tem essa época.
Didi Braguinha:Até porque o boneco não é muito articulado, né? Você meio que bate o boneco um contra o outro, né? Assim, vamos combinar.
Didi Braguinha:Caraca, eu não tinha levado por esse lado não. E faz todo sentido de ser uma coisa pensada nessa violência pautada na brincadeira, né?
Northon Domingues:O He-Man socando o esqueleto e a câmera indo para as costas fazendo câmera lenta. Pô, isso daí era ele socando o boneco, pô, e aí botava o outro lado assim, anime, brincadeira total.
Didi Braguinha:O He-Man original tem uma mola, né? O primeiro, o primeiro feature de brincadeira do boneco do He-Man, do primeiro primeiro boneco do He-Man era aquele Power Fist, que você girava a mola da cintura, ele dava um socão. E por isso que ele faz isso, por isso que ele faz isso no esqueleto, ele dá esse soco, a câmera acompanha como se a cintura tivesse girado.
Didi Braguinha:É isso, porra! Desculpa, se esse filme não levar o Oscar, sacanagem. Caraca, mas faz todo sentido essa proposta que vocês estão trazendo dele ser baseado na bonecagem para ação, para levar para ação. Caraca, Muito foda, muito foda. Só faltava ele não abaixar nunca, né? Ele não conseguia abaixar porque a perninha não dobrava. Caralho, ia ser incrível.
Northon Domingues:Os impactos assim, o jeito que o He-Man luta, ele joga muitas pessoas, ele ergue muitas pessoas, ele joga as pessoas para o lado assim. É bem bonecão assim, claro que tem movimentação de luta ali, mas é muito de jogar para um lado, jogar para cima, jogar na parede, que é uma limitação, é uma movimentação limitada. Dito tudo isso, beleza, ah, vai ganhar o Oscar, Tal, vou ser bem sério aqui com vocês, tá? Não, vou ser bem sincero, tá? Eu vou falar e vou sair correndo.
Didi Braguinha:Lá vem.
Northon Domingues:Thor Ragnarok fez melhor, tá?
Didi Braguinha:Thor Ragnarok fez melhor.
Northon Domingues:Ragnarok fez muito melhor.
Didi Braguinha:Foi roubado o diálogo daquela história. Você não é o deus dos martelos, você é o deus do trovão. O poder está em você.
Northon Domingues:É a mesma moral, é a mesma moral, é a mesma moral da feiticeira.
Didi Braguinha:Isso aí foi meio vergonha, tá? É porque eu tava chorando copiosamente nesse momento.
Didi Braguinha:Mas o Remake fez primeiro, não foi? Sacanagem. É isso que é bizarro, né, cara? Porque a gente consegue ver a matrix de algumas coisas que estavam sendo feitas pra acertar a gente, mas ao mesmo tempo acertaram. Emocionou. Um filme que mexeu com gordinho, mexeu com porra. Tu chegou em casa e foi brincar com o teu Castelo de Grayskull?
Didi Braguinha:Mas eu fiz mais um vídeo do esqueleto, né? Eu fiz o... Eu reservei um esqueleto comprado e fechado pra abrir depois do filme. Se eu tivesse detestado o filme, eu ficaria triste com aquele boneco, entendeu? Ainda que eu repito não ter gostado daquele esqueleto Jardim.
Didi Braguinha:Sim, sim. Não, isso é uma coisa sua.
Didi Braguinha:Não me decepcione.
Northon Domingues:Por que você não gostou?
Didi Braguinha:Eu gostei muito desse esqueleto aí, mas fiquei assim, o registro vocal, a interpretação, eu sou, parecia que ele era um crooner, uma, sabe, um galã assim. É, eu lembro a voz, ambas as vozes, tá? E o pessoal, ah, dublagem brasileira, eu amo os dois, eu amo o Bardavi e eu amo o Alan Oppenheimer fazendo esqueleto. Eu vou fazer um parênteses muito pequeno aqui. Eu cresci nos anos 80 tendo visto metade de He-Man em inglês. Por quê? Porque no videoclube, antes de ser locadora, no videoclube do Brasil, ali na Melo Matos, na Tijuca, eles recebiam fitas de procedência não catalogada, digamos assim, e vieram um monte de desenhos do He-Man. Então eu assistia na Globo em português e assistia em inglês nas fitas que não vinham sequer sem legenda. E aí é que eu descobri que é orco e não corpo, né, e tal, essas coisas. E aí eu cresci acostumado com as duas dublagens, e principalmente a do esqueleto. O Bar Davi é genial, mas o Alan Oppenheimer original também é genial. Ambos não tem, ambos levam pra cada um um pouquinho de lado, mas obviamente o Bar Davi faz o mesmo histriônico e diva reclamona, né, que o Alan Oppenheimer também fazia. E isso não tá no Jardim Lito. Ele tomou pra si o personagem. Pra mim, ele fez mais o Tim Curry como o Diabo no A Lenda. E não me vendia. Toda vez eu queria algo mais histriônico, mais agudo. Mas sou eu. Todo mundo tá elogiando, entendo, bacana. O diálogo é bom, o diálogo, o texto tá bom. O texto é um puro esqueleto. Ele querendo bater palmas, né? E rindo do triunfo e não sabendo quando o pessoal deve parar ou tal.
Didi Braguinha:Isso é roteiro. Ele quer educar a galera dele.
Didi Braguinha:Isso aí é roteiro, né?
Northon Domingues:É um esqueleto muito inseguro. Eu gostei muito disso, assim. Ele fala dos músculos do He-Man toda hora.
Didi Braguinha:É, porque é o diálogo clássico do Bardavia: "He-Man, sua montanha de músculos!" E o Alan Oppenheimer fala: "You muscle-bound oaf!" Entendeu? São as duas versões aqui.
Didi Braguinha:Na dublagem do filme, quem fez o Bardavia... Pô, infelizmente o Bardavia nos deixou já há alguns anos, mas quem fez foi o Luiz Carlos Pereira. O Percy, né, que é um excelente dublador, é um cara que, pô, bicho, tive o prazer inclusive de dublar com ele para um projeto pessoal. É, e meu irmão, o cara, ele para mim entregou uma, ele assim, eu acho que é complicado porque ele não deveria copiar, mas ele também não pode entregar uma visão dele do Esqueleto. Ele tem que ter ali um sucessor espiritual do Esqueleto, mas não foi o que o Jardelito fez, né?
Didi Braguinha:O Jardelito fez o dele, ele não seguiu desenho, né?
Didi Braguinha:Pois é, no caso do Luiz Persia, cara, ele ficou muito foda.
Didi Braguinha:Gordinho, eu achei muito foda. Vou ver o dublado por causa do esqueleto, talvez ele salve o esqueleto pra mim. Porque, por exemplo, quando a gente pega o nosso querido, querido o Henry Cavill, né, cara, ele faz o dublador do Geralt de Rivia do game, né? Ele baixou as oitavas dele de voz, né? Ele fala com aquele pigarro. E quando ele fez o Witcher, ele quis respeitar o cara do game. Assim, é incrível. Ouvindo, quer dizer, ele tirou um pouco de si, da humildade. Quer dizer, ele teve humildade, vou fazer o personagem só meu. Não, ele soube que vem um cara que pavimentou o personagem até ele chegar lá, pavimentou antes dele. Ele disse, cara, não vou desrespeitar o cara, vou tentar fazer um registro até para o fã entender que é o Gerald of Rivia, que já tá acostumado muito. Isso chama-se humildade. O Jared Leto obviamente não tem, então é um— gente sabe. Sabe o que falta em você? "Obrigada, paz.
Didi Braguinha:Humildade." Ó, é só lembrar que aqui no Brasil a gente teve a dublagem do Garcia Jr., né, que é o nosso He-Man do desenho. A gente teve o Garcia Jr. dublando o He-Man no filme também, o que foi muito legal. E aqui um super spoiler pra quem não assistiu ainda, mas nas cenas pós-créditos a gente tem a menção a She-Ra, que é maravilhoso. Eu não esperava e de repente She-Ra. E, meu irmão, ela é dubladora oficial da She-Hulk, pai. Tava na parada dublando o bagulho também, sabe? Achei muito foda, muito porra. Eu, maluco, não só eu, mas o cinema, porque a gente vai ver o vassourito no cinema. Eu quero ver como é que eles vão resolver essa pica aí.
Didi Braguinha:Você que vai ver essa cena já fica alertado. É claro que aquela não é atriz contratada, até porque o filme, para existir, tem que o filme do He-Man dar dinheiro. Então ela funciona que nem o Thanos quando apareceu antes do Josh Brolin ser o Thanos na Marvel. Era no caso digital e tal. Então ela aparece bem de costas, uma loura genérica, mas não será aquela do Blade.
Didi Braguinha:Eu dou um nome, eu dou um nome, Gordinho, para essa aparição, que é o passo largo no pônei saltitante olhando para o Hobbit. Só nas sombras, como o Thiago tinha acesso, você só vê minha luz do rosto, porque ele não pode ser identificado facilmente.
Didi Braguinha:Podia ser qualquer ator, né? É, podia ser qualquer ator, né?
Didi Braguinha:É o passo largo no pônei saltitante, ponto. Mas, cara, é o suficiente para emocionar a gente. Eu acho que nesse sentido assim eles foram muito bem. Aproveitando aqui rapidamente, Gordirro e Norton. Gordirro, o pessoal que quer encontrar vocês, acha você aonde na internet?
Didi Braguinha:Muito fácil, no @gordirro, vários R aí, @gordirro, no Twitter e no Instagram, basicamente onde eu moro, só que ainda não venci aquela maldita rede dos jovens. E se você quiser conhecer meu trabalho, meus livros, os livros que eu traduzi, as lendas de Balduria, minha— que tem um pouco de He-Man ali, vamos brincar em cima disso. No andreagordilho.com.br você acha os links para das livrarias virtuais dos meus livros: Lendas Baldurias, Os Portões do Inferno, Despertar dos Dragões, O Império dos Mortos.
Didi Braguinha:É isso, muito bom, muito bom. Norton, onde é que a galera te acha?
Northon Domingues:Léo, vou pedir um negócio bem chato, tá? Bota uma trilhazinha de fundo do He-Man aí, por favor.
Didi Braguinha:Obrigado.
Didi Braguinha:Oi, tá mandando um sonoplasta? É chato, né, profissional? É chato.
Northon Domingues:Te amo, Léo. De editor para editor, eu sei que é chato. Então, crianças, vocês podem me seguir no @nortondomings no YouTube, no TikTok, no Instagram, em todas as redes sociais. Lá tem conteúdos muito divertidos para vocês acompanharem com as suas famílias. Até mais!
Didi Braguinha:Tantarantantara, tantarantantara. Sai, Cameraguinha. Então sigam pessoas estranhas. Moral no final.
Northon Domingues:Pô, é verdade, no final tem que ter a frase sempre final assim, né, aquele: "E lembre-se, não façam isso." Podia ter falado durante todo o texto, né?
Didi Braguinha:O meu grupo de apoiadores, ah, que postaram no Twitter aquela do "se tocaram no seu corpo", assim, o Jimin e a Sihye. É, se você foi tocado no seu corpo de alguma maneira indevida, ninguém pode fazer isso. Fale com um adulto que você confie.
Didi Braguinha:Sihye e eu queremos falar com vocês sobre uma coisa muito pessoal, o seu corpo.
Didi Braguinha:Lembrem-se, o corpo é seu e ninguém deve tocar em você de modo que sinta que está errado.
Didi Braguinha:Deixa comigo, eu pego qualquer um que tentar. Não é tão simples assim, Gorpo.
Didi Braguinha:É difícil para uma criança admitir que ela tenha sido incomodada por alguém.
Didi Braguinha:Se você for tocado deste modo, não se acanhe. Conte para alguém de sua confiança, como seus pais, seu médico, a sua professora ou algum parente mais velho. Certo, Gorpo?
Didi Braguinha:É isso aí! Seu corpo é só seu e ninguém deve tocar indevidamente. Aparece a Nora falando a mensagem legal, né? Mas enfim, é, mas Mas é preocupante a forma como ela é dita, né? Com dois caras... "Um homem musculoso: Oi, se tocaram em você quando criança?" "Se tocaram no seu corpo?
Didi Braguinha:Você tem que avisar." É um negócio muito boa.
Northon Domingues:Calma, cara.
Didi Braguinha:Eu não lembro se era real ou se a galera montou depois, que era para as crianças não tomarem anabolizante. E ele falando: "Olha, eu fico o He-Man porque eu tenho poderes mágicos. Não usem anabolizante." Caralho, He-Man, porra!
Didi Braguinha:Tem um de drogas no desenho do He-Man. Tem um que o moleque realmente fica viciado numa substância psicotrópica de ET. A hérnia. Eu lembro bem disso, desse desenho, tá? E ele e o He-Man: "Você tem a força dentro de você, você não precisa disso." E esse depois, ele diz isso depois no desenho: "Vocês têm a força dentro de vocês, vocês não precisam de nada." E se estão tomando tal, procure o adulto, blá blá blá, o adulto que está traficando para você.
Didi Braguinha:Eu tive uma sensação tava falando no filme durante um momento, fiz um paralelo aqui, a moda caralho tirando da minha bunda aqui, com MOBA, né? Porque a gente tem nesse filme os soldados rasos que estão andando e são dilacerados pelos heróis que a gente controlava. Os bonecos que a gente comprava eram os bonecos do herói que a gente controla nos MOBA. Mas todos os outros soldadinhos que tanto o time do Esqueleto quanto o time de Eternia tem, né, do He-Man tem, eles vão lá como tipo, como bucha de canhão, só andando e sendo dilacerado pelos heróis superpoderosos assim. E essa uma estrutura muito bem, muito facilmente identificada no filme, de você perceber que o diferencial dos reinos, né, das duas forças, não é a quantidade de pessoas que estão lutando, mas sim a quantidade de heróis que cada time tem. Como é que vocês viram isso, de rever esses grandes personagens que fizeram parte da nossa infância e ver eles sendo utilizados no live action? Funcionou para vocês? Tipo, Fera, por exemplo, funcionou?
Northon Domingues:Acho que não só funcionou, como para mim é o que devia ter mais, tá? Olha aí, eu lembro que muito da reclamação da a galera quando saiu os trailers é que tava muito parecido com Guardiões da Galáxia. E o filme não vai muito por esse sentido, mas eu entendo porque acharam que visualmente é parecido. Mas eu queria que fosse mais Guardiões da Galáxia nesse sentido. Porque os personagens secundários ali, o Fisto, o Mecanec, essa galera, toda vez que eles aparecem, eu abria um sorriso só deles estarem ali na tela. E quando eles interagiam, era sempre muito bom. Toda interação deles era curta, beleza, mas sempre Era boa, não tem uma cena com esses bonecos, literalmente nesse caso, que não eram boas, assim. Eu acho que poderia ir mais aí, eu acho que o filme se beneficiaria se ele fosse um filme de grupo mesmo, assim, sabe? Tipo, estamos montando uma equipe e desse mais tempo de tela pra eles, assim. Cara, é muito bom! Tem um momento ali que eles param o filme indo pra batalha final e aí eles jogam ali só pra uma pancadaria do Arit, do Fisto e da menina atirando contra um monte de Minion, e eles deixam torando. E você fica assistindo assim, olhando assim: "Ah, não para de vir, gente! Eles não param de lutar!" Isso é muito da hora, e é muito honesto. Eu prezo muito pela honestidade. Tipo, eles estão batendo em bonecos de massa mesmo. Esses caras não são ameaça pra ninguém. Eles só estão vindo em grandes números.
Didi Braguinha:E é legal pra ver o Fisto dando um socão, assim.
Northon Domingues:É honestíssimo, é honestíssimo.
Didi Braguinha:Acho que faltou mais interação do esqueleto com os Minions. Da forma que era saborosa no desenho, né? Eles relaxando, né? Tem uma frase do Esqueleto que eu uso para ofender qualquer pessoa, é que: "I can write a book about the things you don't know." "Eu posso escrever um livro sobre as coisas que você desconhece." É assim, é tão...
Northon Domingues:O Esqueleto é muito babaca, cara.
Didi Braguinha:Muito babaca. "I can write a book about the things you don't know!" Sabe? Ele xinga os outros, assim. Então faltou ele xingar. Chegar, cara, no desenho tem um negócio sensacional. Norton vai ficar chocado de ver essa lembrança, que era o He-Man entrou na Montanha da Serpente. O que que ele faz? Ele aponta para o Homem-Fera: Homem-Fera, vai lá e derrote o He-Man! Amigo, se esse fosse o problema, a solução desde o início, a tua vida tava resolvida, né? Porque era só o Homem-Fera, não há chance nenhuma do Homem-Fera ir lá e derrotar o He-Man. Como ele manda essa ordem? Que passa na cabeça interessa deles se isso vai dar certo em algum momento. Senão já tava resolvido. Ah, eu tenho o Homem-Ferro, o Homem-Ferro abaixo do rima. Então, da semana, eu tô— Grace, coé, minha. Não, né, cara? Então, essas bizarrices é que eu senti um pouco de falta. Esqueleto tem pouco tempo de tela, mas como o Norton falou, o filme tá meio grande, tem, e constrói mais o Adam. E repito, o Adam era o personagem, acho que todo moleque odiava, era muito chato. É o chá de galocha, fingindo que é Pardão, a gente sabe que era fingimento, mas era meio bocó. O cara imenso de grande, eu vou passear com o Pacato. Ninguém identificava eles, ninguém identificava. Piada boa pro final, inclusive. Muito bom, muito bom.
Didi Braguinha:O filme aqui é porque, só pra galera que não tá entendendo, essa piada boa pro final, porque no filme eles brincam com o fato de todo mundo saber que o Príncipe Adão é um He-Man, e no desenho as pessoas não sabem que o Príncipe Adão é He-Man, eles tentam esconder isso. Poucas pessoas sabem quem é você, nem o Dedê sabe, né?
Didi Braguinha:Poucos amigos sabem do segredo. É, sim, poucos dividem o segredo comigo. Nossos amigos: Mentor, Orco, o Gorpo e a Feiticeira.
Northon Domingues:E a Feiticeira tá igualzinho no desenho assim. Ninguém nunca invade o castelo. Toda vez alguém invade o castelo. A Feiticeira é muito poderosa. Ela não faz nada, ela aparece como o pássaro e dá uma dica.
Didi Braguinha:É igual o desenho, é igual. Se ela só manda SMS pro He-Man na merda, né? Porque no desenho assim: "He-Man!" Parece uma notificação do celular que ele recebia. "He-Man!" Aí ele já: "Cara, não vou abrir, é merda." Feiticeira começa com isso: "Perdeu o Grayskull de novo? Cacete, não é possível.
Didi Braguinha:Cadê os poderes de Grayskull dessa mulher que ela não tem?" Pô, cara, se você Se você parar para pensar, no filme, toda vez que alguém falava 'vou tomar aquele castelo, aquela fortaleza', eles tomavam.
Didi Braguinha:Pra ontem, tranquilo.
Northon Domingues:Até porque, ninguém invade, todo mundo invade, não acontece nada.
Didi Braguinha:É isso, muito bom.
Didi Braguinha:E ninguém descobre o segredo de Grayskull. De novo, aí fica aquele, olha só, a gente nunca viu o interior do castelo. E de novo, o filme repete isso, o filme ainda dá uma, consegue encurtar o que a filmation não tinha encurtado. Castelo de Grayskull é colado ao palácio, assim, é num corredor. No deserto não era assim, no deserto era num vale, em outro lugar, que ele tinha que viajar. É mais inteligente ter feito o Castelo Real justo ao lado de Grayskull pra vigiar melhor.
Didi Braguinha:Ainda mais sabendo a merda que é, ainda mais sabendo a merda que é.
Didi Braguinha:Tu vai ter que defender um negócio que toda hora é invadido?
Didi Braguinha:Cola essa porra aqui do lado, porque aqui pelo menos a gente tá de olho nessa coisa.
Didi Braguinha:Sabe aquela privada, aquela descarga que dá problema toda semana? Tu nunca faz a obra? Não, não, só dou uma apertadinha ali na válvula. E mais vaza toda semana. Cara, Grayskull é isso.
Didi Braguinha:Olha, eu vou te falar só que eu senti, eu senti falta daquele vilão, se eu não me engano era Aquático, que era um dos poucos bonecos do He-Man que eu tinha, que tava lá, que não apareceu. Se eu não me engano ele aparece num determinado momento muito rápido, mas ele não tem um destaque, ele não é elevado.
Didi Braguinha:Cara, eu não vi o Aquático nem assim em câmera, o que você esteja falando, eles colocaram um Ghoulman, um capanga do filme do Lundgren, né, que tá lá, né, um cara que lambe até a mão em gancho que ele tem e tal. Pode crer.
Didi Braguinha:Aí o cabelo para trás, né, é o cabelo para trás, exato, algum permanente.
Northon Domingues:Tanto que ele é bem deslocado dos outros assim, né, é um demônio, é um cara com a mandíbula e tem um cara com gancho assim, só ele, só o cabelo para trás, penteado para trás, ele é muito deslocado, tadinho.
Didi Braguinha:O Ghoulman, né, Eu não lembro desse boneco, tá? Talvez seja uma quarta wave, mas nem no desenho ele aparecia. Acho que ele tinha um visual demoníaco demais pra colocar num desenho animado, tá? Mas quem faz é o Montanha, né? O último dos Montanhas do Game of Thrones, né? O Hálfthor Bjornsson, né? É ele que faz. Ah, que legal! É ele que faz, mas tipo, eu trocava ele pelo Aquático, que era muito mais emblemático, entendeu? O Aquático é muito mais bem tratado no desenho do Kevin Smith, né? Que ele realmente é o senhor dos mares eternos, ele tem todo um reino. Ele não cede tanto ao Esqueleto assim, entendeu? Aliás, um dos melhores desenhos do He-Man, que é um duas partes, que é a tal de uma pérola, Pérola do Dragão, que acho que desperta o Granamyr. O Esqueleto trocou, fez um negócio com o Aquático. Porque ele abre dizendo: "The folder ain't no valor dele", entendeu?
Didi Braguinha:Sabe?
Didi Braguinha:É, assim, olha só, Aquático trocou comigo por prata de Eternia. "Mar-Man traded for me for an Eternian silver." Eu sei esse desenho decorado em inglês, tá? Então ele trocou, quer dizer, então o Aquático não era um pau-mandado, ele era um senhor de uma outra— Então eu acho que por isso, Norton, talvez, por exemplo, ele não esteja ali, porque se eles fizerem, vão refazer algum outro lore, não vão usar tanto ele como um capanga idiota, entendeu? O Aquático vai ter uma— uma outra pegada, espero.
Didi Braguinha:Mas cara, o desenho do que você tá trazendo do Kevin Smith, que eu particularmente, pelo menos a primeira temporada, eu achei bem interessante, bem divertida, ele leva o He-Man a sério, mais a sério, né? Ele traz ali um pano de fundo bem legal de Eternia, que realmente tem, né? Por mais que o desenho do He-Man tenha sido feito para vender um boneco meio que em cima da hora, eles foram criando muita coisa ali para ver o que que ia acontecer e adaptando, eles querendo, no fim das contas, criar um universo interessante, minimamente interessante para a gente ver, com uma estrutura ali que é aceitável por um desenho e tal.
Didi Braguinha:Pô, posso fazer um parênteses para você?
Didi Braguinha:Porra, agora manda!
Didi Braguinha:Tem dois roteiristas no desenho do Remake que viraram gigantes, tá? São 9 episódios escritos pelo Paul Dini, que ia fazer o Batman: Animated Series depois, tá?
Didi Braguinha:Pô, sim, que é excelente, é um dos melhores Batman animados que tem, né?
Didi Braguinha:Foi escola para o Paul Dini. E outro cara que 9 episódios, o Jace Krasinski, que criou Babylon 5 e outras coisas de quadrinhos. E então, cara, eram caras que estavam começando, mas deram fora ali, tinham os— eu, por isso que alguns episódios eu lembro que são os melhores, são escritos por esses dois.
Didi Braguinha:Ah, isso pesa, né? E não é porque foi adaptado, não é porque foi uma coisa feita para cima da hora, não era tão elaborado, que eles não resolveram. A gente tem diversos filmes que são clássicos hoje em dia, Caça Fantasmas, cara, o roteiro do Caça Fantasma era escrito feito um dia antes de filmar. Os caras estavam mexendo no roteiro no dia antes pra poder fazer. Então assim, porra, se não for feito acontecendo, vai ser uma merda. Não, não, a realidade é muito diferente do que a gente pressupõe, tá? Mas deu certo, funcionou, porque os caras tinham uma qualidade excepcional, eles vieram diferenciados, como o Gordinho trouxe, né, cara? E aí, voltando, o Kevin Smith ele traz uma visão mais séria pra esses personagens. E eu não me recordo das histórias de pano de fundo dos vilões do Remake. Desenho da década de 80. Não, já tinham isso não, é uma coisa mais moderna, né?
Didi Braguinha:A história da Maligna no Kevin Smith é sensacional, é sensacional. E quem faz ela no desenho é a Cersei, né? É a Lena Headey, né, que dubla ela no desenho do Kevin Smith. E a história dela é triste, é sensacional. Ela subjugada ao esqueleto, tendo sua, cara, um monte de história, storyline legal nela. Depois a viradinha dela aí, a meio "Não sou tão vilão assim e vou ajudar vocês, mas também quero tirar o meu da reta porque eu sou subjugado ao esqueleto." É muito bacana. Aqui a Alison Brie é a Malíga no desenho animado, né? Fanática, com pouco medo. Medo e ao mesmo tempo vendo o ridículo do esqueleto. Mas vai comentar com o teu chefe: "Ridículo?" Não, né?
Didi Braguinha:Não tem como, irmão. Não tem como. A proposta que ela faz pra T'Challa: "Aí, por que a gente não deixa eles se matarem e a gente só vai embora?" É muito bom, cara. É muito bom, cara. Muito bom isso.
Northon Domingues:O que que vocês acharam? Porque o filme ele traz um ponto legal para dar uma suavizada também nessa questão do desenho de menino, do boneco, coisa de homem, que é coisa de homem, que não é. O filme ele traz assim, eu acho que ele esbarra nessa discussão, ele não traz essa discussão. É esse ponto que eu Eu acho que dá pra entender que eles queriam trazer mais, assim, essa discussão do... Como você cria seu filho, essa questão de você criar seu filho pra ser o que um homem tem que fazer. Mas o que um homem tem que fazer? Essas coisas assim. O que vocês acharam disso? Porque eu acho que deu pra entender que eles queriam pincelar um pouco mais forte isso. Mas eu acho que o jeito que eles trataram o assunto foi bom. Aí, eu queria saber a opinião de vocês. Principalmente por sermos gerações diferentes consumindo a mesma coisa, baseado num desenho que...
Didi Braguinha:Meninos, mas por outro lado meninos.
Northon Domingues:E mais por outro lado meninos. Então, mas eu tô vendo aí agora, eu vou falar de orelhada assim, mas eu tô vendo um movimento bem interessante na internet, principalmente de meninas que assistiam He-Man, né, e tão falando mais sobre isso. Eu vou pegar, por exemplo, a minha namorada. Minha namorada, ela me confessou que ela era uma menina He-Man, que ela não gostava de Xirra, que ela queria ter esse padrão He-Man. Tem foto dela criancinha lá nos anos 90. 90 com a espada do He-Man. Outras amigas minhas, tô vendo muito no Twitter gringo também esse movimento de meninas falando: "Ah, eu gostava de He-Man quando era criança e tal, e eu tô indo assistir o filme." Então eu acho que o filme trazer essa discussão também, eu acho que traz um pouco mais de liberdade pra essa galera falar também: "Não, eu assistia He-Man, eu assistia desenho de menino, eu assistia desenho de menina." Achou que eles foram equilibrados nisso? É, então eu acho que sim, pra quebrar um pouco dessa coisa, né? Porque querendo ou não, eu passei muito por isso também, mais que eu seja de uma geração diferente, passei muito por essa questão do desenho de menina, do você tem que fazer o que um homem tem que fazer e tal.
Didi Braguinha:Sim, sim, sim.
Northon Domingues:Tanto que na relação ali do Adam com o pai dele, cara, eu vi completamente a minha relação com meu pai, sabe? Era um negócio meio assim de derrubar e falar assim, ó, um homem não pode apanhar, o homem tem que descer e tal, o homem não tem que levantar, você não tá agindo como um homem e tal. E isso depois criou um Adam muito complexado, né, nesse sentido. E eles botam isso nessa questão da academia, dele querer ficar fortão.
Didi Braguinha:Sim, sim.
Northon Domingues:Eles trazem toda essa questão também. E aí ele fala pro pai dele, o pai dele fala: "Mano, nem lembrava isso direito que eu tinha falado isso pra você, mas é uma coisa que marcou o menino". Eu achei que o filme fez isso muito bem. E por que eu tô falando isso? Porque conversou comigo nesse sentido, sabe? Eu falei: "Pô, é verdade, mano, eu cresci também assim". Eu não podia assistir desenho de menina, por exemplo, assim, sabe? Eu não podia jogar videogame que não fosse um jogo de tiro. Mano, se meu pai me pegasse jogando uma coisa minimamente de desenho...
Didi Braguinha:The Sims, imagina você montando casinha no The Sims, né? Escolhendo... "Você tá escolhendo roupinha pra moradora da sua casa no The Sims." Não, e não precisava nem ir tão longe assim.
Northon Domingues:Aquele negócio assim, se eu não tava jogando Medal of Honor, que inclusive eu gosto, mas se eu não tava jogando Medal of Honor, era tipo assim, esse jogo de menininho, esse jogo de... Perdão pela palavra, mas jogo de viadinho.
Didi Braguinha:Ficava debochando e...
Northon Domingues:É, e cara, eu senti que foi uma lógica interessante trazer isso pro He-Man, sabe? Especificamente pro He-Man, que era um... Um material dito de para meninos.
Didi Braguinha:Eu vou passar pro Gordinho, mas eu acho que ele tem um peso hoje em dia. O He-Man tem um peso que ele transpôs muito disso, né? Ele saiu muito disso, ele se tornou parte da infância de todo mundo e ao mesmo tempo presente na vida de todo mundo, homem, mulher, cara, independente da sua identidade sexual, do que for, cara. A galera bota, tem muita gente que bota o He-Man pra um LGBT, que é a maioria "Esse aqui tem gente que..." A xirra, por exemplo, é outro símbolo que vai nisso. E isso que você trouxe dessa questão do pai dele, né, até do seu pai, eu achei muito interessante, porque o King Randor, né, o Rei Andor... Randor, perdão. Ele tá sempre no He-Man, né? Ele participa lá, ele tá no He-Man em todos os episódios.
Didi Braguinha:Blá-blá-blá-blá-blá-blá.
Didi Braguinha:Mas, bom, a gente aqui nesse filme tem uma estrutura onde tem um He-Man, um Príncipe Adam, que quer a aprovação do pai, e o pai morre. Eles matam o pai dele muito rápido, né?
Didi Braguinha:O James por fãs... É, achei desperdício. Achei desperdício matar o pai.
Didi Braguinha:Também achei que podia segurar ali.
Didi Braguinha:Sabe por quê? Porque aí o conflito conflito não se resolveria depois. Esse problema de punir é a Hollywood moralista. Aí ele foi mau pai, então ele vai morrer. Pô, mas eu não achei isso não, ele até entendeu que ele foi mau pai, podia sobreviver.
Didi Braguinha:Ele nem ligado na bobeira. O que eu entendi foi o seguinte: ele ia ter dois mentores, porque aí ia ter o pai dando lição e o mentor dando lição.
Didi Braguinha:O pai original era aéreo, né? Ele só reclamava: "Ó, não quer ligar para nada do palácio." Ele só quer brincar com o Pacá. Apesar dele parecer um lourão de 120 quilos de músculos, mas com 25 anos na cara, ele acha que tem 12, né? "Este é o meu filho, este vai herdar meu reino." Que merda! Não, ele nunca falou isso, né? Mas ele só era esse lado. Olha, pelo que o Norton falou, acho que eles frearam na hora certa antes de virar lição de moral, antes de virar palestrinha, entendeu? Acho que flertou, flertou. Pra mim nem precisava ter flertado, mas flertou, mas flertou no limite do aceitável pra construir ali um Adam. Detalhe, o Adam virou um personagem completo, coisa que ele não era no desenho animado. Ele só estava esperando, ele era o Billy Batson esperando pra virar o Shazam. Ele era o—
Didi Braguinha:Ah, pode crer, perfeito.
Didi Braguinha:O Adam não servia de nada até ir lá pro cantinho e pelos poderes de Grayskull. Aqui, até pela formação que ele arruma aqui na Terra, Aliás, como ele foi criado quando caiu do céu para cá, ele não tem lembrança de nenhum pai adotivo. Essas coisas que dão, né? Ele não tem um pai adotivo, ele não tem. É tipo, ele na escola, quem matriculou ele na escola, quem deu comida para ele? O Super-Homem tem essa dicotomia, tinha paz na Terra, aí cagou. Então essa é uma parte um pouco problemática, e por isso que ele não é problemático, é que é a pegada infantil o plot do filme resolve no tipo: e ele é o He-Man, ele vai para Eternia e dane-se.
Didi Braguinha:Pronto, é isso aí.
Didi Braguinha:Então aí que tá, às vezes você quer aprofundar umas coisas e esquece que tem outras que precisavam também. Aí vai virar um épico de 6 horas sobre He-Man e seus pais adotivos.
Didi Braguinha:Então, porra, e não é sobre isso total.
Didi Braguinha:Então, então eu acho que até tentar caminhar, e aí Norton falou muito bem, quando tem duas cenas que meio que viram uma barriga de roteiro de tentar ser um pouco mais sério adotivo, amigo, se você for por aí, você vai piorar a situação do teu moleque que não tem pai adotivo. Não vai por aí. Não resvala muito para o sério, porque senão eu vou começar a me questionar: ué, ele não tem saudade de quem o criou, quem o alimentou? Pois é, ele foi um mau filho, ele foi o eterno órfão de orfanato em orfanato. Mas enfim, quando o Adam, ele é, ele vira RH, que é talvez, desculpa aí se você for de RH, que você ouve o MRG, mas carreira inútil, enfim, que é aquela porcaria de, pô, que isso, cara, que isso, não, pô, é Peraí, peraí, ó, deixa eu fazer o famoso aviso então, tá?
Northon Domingues:Essa opinião não é do Gordinho, tá bom?
Didi Braguinha:Nunca mais eu vou conseguir uma CLT na vida.
Didi Braguinha:A brincadeira dele saber resolver conflitos com conversa é legal, porque é um Adam diferente do He-Man, que o He-Man é só socador, não tem conversa com o He-Man, né? Nunca teve. Até eles brincam. O He-Man: "Shereta, por favor, não é a hora de conversar." Meu amigo, a hora de conversar o Adam, o Adam é o RH que vai te levar, já é um conflito.
Didi Braguinha:Eles fazem uma piada muito singela ali, cara, que tem tons de outra coisa, mas é uma piada que eu achei muito bem colocada, que quando ele tá atendendo uma cliente lá, quando ele tá na Terra, ele tá lá no RH sentado, aí tem lá Adam, Adam Glenn, se eu não me engano, né, que é o nome de solteiro da mãe dele quando ela era na Terra, que a mãe dele era uma astronauta que, porra, foi, viajou no espaço e acabou A carne eterna. Mas ele usa o Adam Glenn, que é o nome da mãe dele. E aí tá lá: Adam Glenn, He-Man. Aí tu para e fala: "Porra, aí eles puseram o nome, tipo, pronomes e tal." Aí se tu parar pra pensar, tu vai falar: "Pô, se ele fosse usar o apelido, seria He-Man." Ou seja, eles botam só nessa hora He-Man pra fazer esse trocadilho com He-Man, do ele homem e tal. Cara, eu achei essas coisinhas assim muito legais, cara.
Didi Braguinha:Só pra lembrar, gente, que He-Man é uma expressão expressão em inglês para homem muito macho e muito forte, tá? Já era antes do— o irônico do He-Man é eles pegaram— imagina, é que se o desenho tivesse criado no Brasil, eles lançassem o Fortão ou Massaranduba ou Machão. Se tivesse lançado o desenho no Brasil, ele foi criado— ah, vamos criar um herói musculoso, ele vai se chamar Machão. É isso, He-Man é a expressão deles. Então o que é mais bizarro, se você imaginar isso em português, olha Vou ver o desenho do Machão. Meu herói é o Machão.
Didi Braguinha:Cara, aproveitando então, seu Gordinho, aproveita que você tá aí, já estamos nos momentos finais. De 0 a 5 robôs gigantes, pegando tudo que a gente falou, se quiser acrescentar mais alguma coisa, fica à vontade. Quantos robôs gigantes, 0 a 5, você dá para He-Man: Mestres do Universo?
Didi Braguinha:Faço 4, gostei demais.
Didi Braguinha:4 robôs gigantes?
Didi Braguinha:Seria assim se o esqueleto fosse bom. Mentira, não é assim, 5 é uma obra-prima, 5 é uma sosa, né? Ele varia pesando 3, 3,4... 3,5. 3,5 é o correto, se tiver bem.
Didi Braguinha:Mas eu acho que entendendo também que é dentro da proposta, dentro do que o filme se propõe.
Didi Braguinha:Por favor, o filme tem que ser julgado. Eu não estou julgando contra O Senhor dos Anéis, contra Citizen Kane. Estou julgando com seus pares. Flash Gordon, Dungeons Dragons, o filme original de 87. Ele tem crew, ele tem passear... Ele tem que passear com essa... Aliás, o filme de 87 é homenageado não só com o Dolph Lundgren, mas várias vezes, e muitas pessoas não notam. Por exemplo, a mensagem que o esqueleto manda para a Eternia inteira é igual como ele faz no filme de 87, a cabeça gigante no... Quando eu vi isso, meu Deus, é mais uma referência ao filme de 87. Eu entendi a referência.
Didi Braguinha:Eles foram muito carinhosos, né, pra essa bosta?
Didi Braguinha:Eles foram carinhosos, eles foram carinhosos com o filme de 87. Começaram até por colocá-lo na Terra. Quando o trailer mostrou ele na Terra, eu disse: "Eu não acredito." O filme de 87 cometeu esse— não é cometer esse erro, era o jeito de dar o orçamento que eles— a Canon dividiu o orçamento com o Superman IV: A Volta para a Paz, né? Eles tinham um orçamento pro He-Man. O He-Man estava começando a ser filmado com cenários fantásticos. Aí o Menahem Golan e o Orhan Globus, os produtores: "É, foi mal, a gente cortou o orçamento pela metade, que a gente tem que fazer o filme do Super-Homem." "Valeu, tu, tu, tu, tu." Aí eles: "Cara, o resto do remake vai ter que ser na Terra. A gente só vai conseguir filmar aqui num estacionamento de uma lanchonete." E aí foi o que deu. Então, quando eles colocaram isso no filme novo, eu temi. Mas faz sentido, porque faz sentido na brincadeira do Kal-El, dele ser humanizado, ele não ser um Eternium, um eterno, né? Então, isso é bacana.
Didi Braguinha:Olha aí, muito bom, muito bom. Amigos, vocês, de 0 a 5 robôs gigantes, quantos robôs você deu para He-Man: Mestre do Universo? Lembrando só um ponto importante, que o Gordinho, ele comentou da experiência que a empresa tinha antes, né, tinha ao fazer o He-Man e tal, da época dos desenhos e tal, e citou o paralelo com alguns personagens clássicos que a gente viu adaptado para desenho animado e para séries de TV também, live action. E o Gordinho citou Shazam, que também tem a mão da Filmation, o Shazam de 74 da CBS, se não me engano, Ele também tem a mão da Filmation no desenvolvimento e tal. Então, ou seja, eles quando chegam para fazer o He-Man, para elaborar o personagem do He-Man, eles vêm com essa bagagem já, né? Já vem para trabalhar essa porra tendo essa experiência do He-Man atrás, do Shazam atrás.
Didi Braguinha:Cara, tinha um desenho do Tarzan, eles tinham um desenho do Flash Gordon. É, os atores dele, cara, o desenho do Flash Gordon e do He-Man colocado lado a lado são os mesmos acetatos, a mesma porra, o esqueleto saindo, o esqueleto saindo daquela daquele espelho místico dele, é o mesmo andar, é desenhado por cima do Ming, o Impiedoso. Ombrinho pra um lado, ombrinho pro outro, passinho, o Flash Gordon caindo com a pose "Quero cagar", né, que ele tá ali agachado, cai como se fosse sentar na privada, né, assim.
Didi Braguinha:Bem... Caralho, muito bom, muito bom. Norton, vocês deram 5, quanto você dá para He-Man?
Northon Domingues:Cara, dou 3 robôs gigantes honestíssimos, honestíssimos. 3 tá bom. Assim, eu...
Didi Braguinha:O Beelzebub está o dia mais forte. Gordinho, que interessante, porque não desmerecendo você, o Gordinho, o Norton, mas não, não é por você, é o Joelino.
Didi Braguinha:Maldito, maldito, botando roupa de gatinho. Onde está o Afonso e o Beto Estrada?
Didi Braguinha:Nesse momento eu tô com a gente, tá com a mão na cintura rindo e esticando o corpo para trás, né?
Northon Domingues:Essa é a melhor piada do filme, essa é a melhor piada do filme, cara.
Didi Braguinha:Mas eu falo essa parada da nostalgia porque você provavelmente pegou o O He-Man numa leva que já tinha muitas outras coisas ali, e o He-Man ele já não era o suprassumo da animação ali na tua época. Para mim, mais ainda para o Gordirro, o He-Man era o cara, irmão, era o cara. O desenho do He-Man era o melhor desenho. Era o desenho.
Northon Domingues:E digo mais, o que eu assistia quando era criança só passava She-Ra.
Didi Braguinha:Olha aí.
Northon Domingues:Não passava He-Man. Eu tive contato com He-Man depois, assim.
Didi Braguinha:Tu conheceu He-Man como o primo, o irmão da She-Ra, né?
Northon Domingues:É, como irmão da Xirra. Aí eu: "Nossa, que parada é essa aí?" E aí, mano...
Didi Braguinha:É o cara que conheceu Star Wars pelos prólogos, né? Não, já já... É literalmente o meu caso, Gordinho.
Northon Domingues:O que foi?
Didi Braguinha:Você tá com algum problema? Meu amigo, nota C. Ai, cara, não era pra acabar batendo geral, não.
Didi Braguinha:Mas diga lá a nota completa aí. Eu só te interrompi naquela hora pra pontuar isso.
Northon Domingues:Depois dessa humilhação aqui, eu vou falar rapidinho, tá?
Didi Braguinha:Beleza.
Northon Domingues:"Ó, então vá lá e derrote o He-Man." Cara, eu acho que esse filme, ele é legal, mas como eu falei, ele tem muita coisa que eu acho que outros filmes bem parecidos fizeram melhor. Como eu falei, ele parece o Thor Ragnarok muito assim, ele parece Os Incríveis. O começo, cara, tanto ele trabalhando num escritório igual o Roberto Pera dos Incríveis, tem uma perseguição de nave redonda redonda, igual tem nos Incríveis, tem tudo aquilo lá.
Didi Braguinha:Caraca, é verdade, cara!
Northon Domingues:Total, né? Tanto que eu tava assistindo as naves redondinhas lá, eu falei, ó, infelizmente Flash, a pera dos Incríveis, fez muito melhor essa perseguição, tá bom? Deu muito mais certo.
Didi Braguinha:Mas essa nave não é uma nave clássica do He-Man? Porque, por exemplo, aquela moto, eles adaptaram, óbvio, não tem como você botar no live action.
Northon Domingues:Aquela moto, né? Só tá mais perto, era muito ruim.
Didi Braguinha:As naves do Eram muito ruins, cara. A moto do He-Man, caralho, parecia um jet ski sem nenhum conforto. Era uma merda. Os veículos do He-Man eram uma merda. Aquele tanque que a roda jogava o bagulho para frente para puxar, era muito bizarro. Mas eu fiquei na cabeça de ter uma nave muito parecida com aquilo. Aí pergunto para o Guardião aqui que talvez, né, vai conseguir trazer. Tu lembra daquela que tinha as duas serras circulares em volta? É a trilha, né?
Didi Braguinha:Acho que aquilo é novidade. Aquilo é novidade ou de uma linha que que não chegou aqui no Brasil, né? O que não tem a passar, não tem chegado aqui, numa linha, uma linha que a Mattel não explorou muito. Lembra que assim teve uma queda brusca de vendas no He-Man original nos anos 80, né? Lá pela terceira, terceiro ano, segundo ano, é quando a She-Ra entrou, o desenho, as vendas descambam vergonhosamente. E tá no, naqueles, naqueles, todos os vídeos do YouTube dos canais bons de toys, né, de Galaxy of Toys e tal, conta essas histórias todas. Então pode ter sido um boneco, um boneco que não vendeu ou rejeitado.
Didi Braguinha:Então deixa eu te falar, é porque ela é inspirada, porra, eu botei o link para vocês aí no chat, mas Gordinho, eu dei uma pesquisada enquanto tu tava falando, eu achei a inspiração que era uma nave, se não me engano, do Esqueleto. Eu botei ela e eu lembro de amigos que tinham, cara. Olha só, vê se não é dali que eles tiraram.
Didi Braguinha:Sim, sim, sim, o rotor do Esqueleto É verdade, tem razão.
Didi Braguinha:Eles dão uma melhorada, né? Eles botam duas putas, eles dão uma firulada ali, mas essa dinâmica da rotação, porra, maluco, ela tava mais ou menos ali. Então assim, você, seu Norton, e os seus incríveis, vá pro escambau, irmão, porque He-Man fez primeiro.
Northon Domingues:Mas não é essa nave, nem vem, nem vem, não é essa nave, não vou deixar, não serei humilhado, não serei humilhado.
Didi Braguinha:Não, vai tomar no cu, não é humilhado porra nenhuma, tô de sacanagem.
Didi Braguinha:Se vocês tivessem vendo assim, é minha RG sendo gravada agora. O Norton tá com a pinta realmente prispiada, entendeu? O Didi virou, tá igual Homem-Fera. Homem-Fera, Homem-Fera, Homem-Fera, total. E eu, Esqueleto da Tijuca, apesar de estar parecendo o Mago do Granamir também.
Didi Braguinha:Senhoras e senhores, chegamos aqui no momento final. Nos vemos novamente na segunda-feira que semana que vem com mais um podcast do Matando Robô Gigante. Não deixe de seguir o Gordico em todos os links que estão dele aqui na postagem. Não deixe de seguir o Norton também, no @nortonedomingues, e o Gordico no @gordico em todas as redes sociais, correto?
Voz A:Isso é tudo, crianças.