The Witcher 3 vai ganhar uma nova DLC? | Mata ou Pilota
O anúncio de uma possível nova DLC para The Witcher 3 pegou os fãs de surpresa e reacendeu o hype em torno do RPG da CD Projekt Red. Mesmo anos após o lançamento, o jogo continua gigantesco — e agora a expectativa é descobrir se Geralt realmente terá mais uma aventura inédita. Beto Estrada e Didi Braguinha analisam o impacto da novidade e discutem se ainda existe espaço para expandir um dos RPGs mais importantes da última década.
No episódio mais recente do quadro “Mata ou Pilota”, do podcast Matando Robôs Gigantes, eles também comentam o remake do clássico dos anos 80 “Fuga de Nova York”, que será dirigido por Zack Snyder, levantando a dúvida: o diretor é a escolha perfeita para trazer de volta o caos e a violência do filme original ou tudo vai virar câmera lenta e explosão estilizada?
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- Remake de Fuga de Nova YorkFuga de Nova York · Zack Snyder · John Carpenter · Fuga de Los Angeles · Nova York nos anos 70/80 · Mad Max · The Warriors · Madrugada dos Mortos
- Tabelas de geração no RPG The WitcherThe Witcher 3 · CD Projekt Red · Songs of the Past · Witcher 4 · Remake de Witcher 1 · Vendas de The Witcher 3 vs Skyrim · Comunidade de mods de Skyrim · Cultura pop de The Witcher
- Hipátia e a Destruição da Biblioteca de AlexandriaOrganização de biblioteca · Magia arcana
- Batalha de MascotesMascotes
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Beto Estrada:Autobots, roll out!
Didi Braguinha:Muito bem, senhoras e senhores, estamos começando mais uma live do Matando Robôs Gigantes. Eu sou o Bet Stratos, tô aqui com meu parça Didi Braguinha.
Beto Estrada:Estamos aí, clima de Copa, Diogo, clima de Copa já tá de clima de Copa. Você já botou as bandeiras?
Didi Braguinha:Faz alguns meses que eu tenho clima de festa junina, né, Beto? Tô com friozinho aqui em São Paulo.
Beto Estrada:É calorzinho, quentinho isso aí, hein?
Didi Braguinha:Quentinho, quentinho, quentinho. Como é que você tá? Tudo em paz?
Beto Estrada:Tudo tranquilo, Roberto Estrada. Primeiro de tudo, agradecer a presença de todo mundo que tá por aqui. Estão nos ouvindo bem? Estão nos vendo bem? Tá rolando de boa live para você que está aqui? Dá aquele feedback naquele início de live para a gente poder Organizar. A Lucie falou que é flanela, Beto. É isso mesmo? É flanela?
Didi Braguinha:É um flaneladinho mais grosso assim, é lá ele, que enfim, é gostoso.
Beto Estrada:Pergunta: tu pintou, tu viu que tá voltando essa onda de pintar rua, né? Eu sei que alguns lugares nunca terminou, nunca parou.
Didi Braguinha:Não, mas eu fico muito feliz de ver que estamos aí abraçados de mãos dadas, num clima nosso menino vai trazer a Copa para gente. Que Nossa, menino de 40 anos de idade.
Beto Estrada:Porra, aqui tu deve ser um excelente investidor financeiro, hein? Por quê? Investimento de risco que tu tá fazendo.
Didi Braguinha:É o que tem, é o que dá para ganhar, porra.
Beto Estrada:Que dá para ganhar aquele time do segundo tempo lá, que foi maravilhoso.
Didi Braguinha:Foi mesmo, foi mesmo. Mas tô feliz esse ano, tô apostando, tô empolgado comprando camisas da Copa.
Beto Estrada:Figurinha tu não pegou não, né? Abriu uma aqui, mas não veio nada.
Didi Braguinha:Colecionando meu álbum de copas, das copas aí, meu álbumzinho tá sendo feito.
Beto Estrada:Vou dar um bastidor aqui, ó. A gente fez uma parada mega idiota, a gente gravou um programa mega idiota que vai pro ar muito em breve, semana que vem provavelmente. Foi assim, pra mim foi um— e é tão idiota porque assim, o Beto, ele— nenhum de nós é ator, mas o Beto ele tem um limite muito mais baixo que o nosso pra idiotice. Então, assim, ele fala, cara, "Vai lá, se fode sozinho aí." E a gente foi. E, cara, a gente fez uma batalha de mascotes.
Didi Braguinha:É verdade. É porque o problema, eu não sei o que as pessoas vão ver, mas a gente ficou 40 minutos. E aí, quando deu 20, já tinham passado do limite pra mim, assim. Mas tá tudo certo. Tudo bem, tudo bem. Ó, temos aqui Notícias, Diogo Braga, notícias. Seguinte, Diogo Braga, parece, meu amigo, que The Witcher 3 vai voltar daquele jeitinho. Sabia disso, cara?
Beto Estrada:Essa é uma parada muito surreal, né? Porque acho que semana passada ou retrasada eles anunciaram que iam lançar um DLC para o The Witcher 3. Isso, ou seja, é mantendo o jogo vivo. Não que não esteja, nunca tenha morrido, né? Porque The Witcher é um jogo que a galera sempre jogou, né?
Didi Braguinha:Eu acho que, cara, The Witcher 3, a gente tem que lembrar que é um jogo que vendeu 65 milhões de cópias. Isso é muita coisa, mas muita coisa. E aí eles já tinham anunciado Witcher 4, né, que a gente vai jogar com a Ciri, mas parece que eles vão lançar o Songs of the Past, aí a DLC que eles soltaram umas imagens. E essa DLC, até onde se diz, ela vai fazer o link do Witcher 3 com o Witcher 4. E no meio do caminho, que a gente também não pode esperar que isso quer dizer que o Witcher 4 tá vindo aí, porque a DLC sai ano que vem e ainda tem um remake de Witcher 1 aí pra sair, né?
Beto Estrada:Então, é, Witcher 4 tá muito longe, mas só saber, termina, termina, termina, depois eu puxo.
Didi Braguinha:Só saber que tem mais Witcher 3 aí pra gente jogar e talvez um motivo pra gente rejogar tudo pra chegar nessa DLC um pouco mais fresco. Witcher 3 é um jogo espetacular, cara. Espetacular. Até hoje é um dos melhores jogos já feitos.
Beto Estrada:Pois é, olha, eu achava que existe uma disputa, mas que não dava para ninguém nessa disputa. Eu achava que Skyrim, ele era um jogo muito mais jogado que The Witcher. E erro meu, errei feio, errei rude, porque The Witcher 3 vendeu mais jogos que Skyrim. Curiosamente, cara, curiosamente, uma diferença de mais ou menos assim, estamos falando de uma média meio por alto, tá, não é um dado preciso 100%, mas uma média de 5 milhões de jogos vendidos a mais que o Witcher 3 tem. E eu acho que esse tipo de ação que a galera faz, meu irmão, é muito simbólico para manter, né, que a CD Projekt Red faz, é muito simbólico para manter o jogo vivo, né. Lembrando, todos os jogos foram lançados em múltiplas, são de múltiplas plataformas, você pode jogar computador, videogame e tal. Ambos, né, passaram ou estão disponíveis em locais de assinatura, então por exemplo o Game Pass ou PlayStation Plus e tal. Estão disponíveis em vários lugares desses. E cara, o que favorece com certeza aí o número de venda e tal. Mas eu achava realmente que Skyrim era mais vivo do que o The Witcher 3, cara, que era fazer mais sucesso por conta dos mods. Acho que a comunidade de— acho não, isso eu tenho certeza que a comunidade de Skyrim ela é mais ativa do que a comunidade de The Witcher 3 por conta dos mods, tá? Mas ela mais vendeu menos jogos, isso é indiscutível. Indiscutível, esse dado é um dado certo. Tu acha, tu acha que é The Witcher 3, ele, essa diferença de vendas é por uma facilidade de se jogar The Witcher, que o Skyrim tem uma barreira, pelo fato de Skyrim ter uma barreira de entrada é mais difícil, ele vem afinal de contas de uma franquia de jogos mais pesada, né, mais complexa assim, e aí o The Witcher ele é um jogo que se pode olhar de um lado mais adventure, ele é um amplo RPG, a gente até discutiu isso recentemente, mas tu acha que tem alguma coisa a ver com isso? O que O que você acha?
Didi Braguinha:Cara, eu acho que tem a ver com como o Witcher se transformou na cultura pop. Então, Witcher ganhou uma série, que ruim ou não, é uma série da Netflix, ganhou animação, ganhou muita coisa.
Beto Estrada:5 milhão na conta do Kaviu.
Didi Braguinha:É, então eu acho que assim, eu acho que o grande lance do Witcher é que ele teve uma longevidade, por tiver uns livros muito sucesso e tal, Então ele tem mais coisas ao redor dele para construir o sucesso.
Beto Estrada:Deixa eu quebrar o protocolo aqui rapidinho. Pô, Alberto, tava, pô, tu sabe que eu faço live todo dia de manhã, né?
Didi Braguinha:Aí fui jogar hoje um jogo na twitch.tv/dibraguinha.
Beto Estrada:É, aí moleque, jogar um jogo sobre organizar uma biblioteca, tá? A piada, a história é o seguinte: é uma biblioteca arcana, uma biblioteca de um mago, né, ou de magos, não sei exatamente. E aí aconteceu alguma coisa que você não sabe o que aconteceu, que os livros caíram todos, estão todos no chão misturados e tal. E aí, só que a biblioteca ela tem uma ordem de organização, então, moleque, só que são assim, sei lá, milhares de livros, não sei quantos milhares de livros que tem lá, de temas arcanos, sabe, de paradas de magia e tal.
Didi Braguinha:Mas pode ler o livro?
Beto Estrada:Não, você pega, você tem que organizar ele pela capa, assim, pelo título e pela capa, pelas paradas. Só que tem ali uma, na parede da biblioteca, tem as estantes ali, tem as numerações e tem as estantes. Moleque, 8 horas da manhã eu tava ao vivo jogando essa porra. Beto, eu termino meio-dia. Sempre, ou um pouquinho mais cedo. Moleque, não consegui parar. Não terminei 1:30 e correndo para cá. 1:30 eu tava, caraca, eu preciso terminar organizando sua biblioteca, moleque. Desesperador, desesperador. Eu tava maluco, maluco jogando essa porra. Tipo, eu não conseguia, eu não levantei, eu fiquei 4 horas sentado tipo procurando a opção do livro tal. Deixa eu organizar aqui, parte de Holy Magic, parte de não sei o quê.
Didi Braguinha:Tem uma historinha, vai, você vai descobrindo um lore.
Beto Estrada:Tem, eu sei que tem coisinhas Mas eu vou te dizer, eu só descobri que tem coisinhas porque a galera no chat falou, porque eu não ia, eu não ia upar boneco, eu não ia fazer nada, eu só ia continuar organizando. É inacreditável, que gatilho inacreditável, cara, de organizar essa porra. Maravilhoso, puta merda, bom, muito bom, cara. Surreal, surreal, Beto, surreal.
Didi Braguinha:Sabe aquele bagulho que tu começa assim, fala, ai, meu irmão, só vou ligar para Dona Maria, vou falar para ela que você ficou 4 horas organizando uma biblioteca virtual só para avisar.
Beto Estrada:Não, mas eu sou organizado, tá? Eu sou organizado aqui em casa, minha estante aqui tá toda organizadinha, meus jogos todos organizados. Eu não era organizado não, mas aí depois de adulto eu virei, eu virei organizado.
Didi Braguinha:Tá bom, mas cara, é isso. E sim, The Witcher 3 tá ganhando uma DLC, Songs of the Past. Didi Braguinha, você mata ou pilota esta DLC?
Beto Estrada:Porra, tu sabe, tu falou, tu chegou a comentar já, né, sobre o que que vai ser mais ou menos. Eles já deram, eu não lembro se tu falou.
Didi Braguinha:Vai ser sobre um evento, tem uma, tem um evento que é uma noite dentro do mundo do Witcher, que é uma noite meio carnal, vamos chamar assim, né? Tá. E vai ser sobre esse, esse evento, eu não tô lembrado o nome exatamente.
Beto Estrada:Pô, tem vários, é conhecido por nomes diferentes em cada país, imagino.
Didi Braguinha:Não, mas tem um evento, tem um evento específico, mas assim, a galera tá falando muito da espada, porque a espada é diferente, tem duas imagens aí, né? Essa é uma e tem uma outra tava ali, a galera comemorando lá no meio da fogueira. Então aí nas duas ele tá participada, então tem muita coisa assim, tá sendo passado assim, eu acho que vai ser muito, vai ter muito, não lembro se Dandelion é o nome dele na série também, mas vai ter muito Dandelion aí, que é o Jaskier, pra quem lembra aí, história nessa assim, que é o Barco, que é um personagem muito bom. Justo, porra. Tá bom? Cê lembra do jogo? Cê lembra bem da história?
Beto Estrada:Não lembro nada, cara, nada de The Witcher.
Didi Braguinha:Vou ser honesto com vocês, eu me mudei e aí eu tô montando o escritório e eu preciso botar tapete, preciso botar— o Diogo tá me ajudando nisso porque o escritório faz um eco absurdo. Mas tá muito bonitinho o meu escritório.
Beto Estrada:Porra, melhorou, voltou. Se você olhar o Dona Creuza, você olha aqui, já conseguiu ajustar.
Didi Braguinha:É, então, mas é isso. Aí eu tô—
Beto Estrada:Tá ficando maneiro, tá ficando maneiro. Em breve a gente— vocês vão ver no Café com Robôs.
Didi Braguinha:Não, olha só, aliás, eu vou fazer uma crítica, fazer uma crítica pública. Depois vão lá ver o vídeo que eu soltei lá, saiu ontem. Porra, Diogo, que cenário é aquele que tu me colocou?
Beto Estrada:Que cenário é aquele, Diogo? Aquela porra é que tu trabalha lá, mano.
Didi Braguinha:Ah, é onde eu trabalho, tá.
Beto Estrada:Montei um negócio bonitinho. Se tu quer ter um local diferente, tu tem que chamar um designer de interiores, um arquiteto.
Didi Braguinha:Porra, montei um lugar bonitinho, aí o Diogo bota naquilo lá. Tá bom então, é assim, vocês verem como é que é. Senhoras e senhores, um casamento que eu não esperava que eu ia olhar e falar assim: Olha aí, rapaz, parece que vai dar muito certo, porque o nosso querido Zack Snyder falhou no Rebel Moon, falhou, né? Falhou. Um filme bonito, um filme com a estética que a gente gosta, mas um filme fraco, dois filmes fracos, né, na verdade.
Beto Estrada:E aí parece, mas até porque ele fez a versão do diretor depois, é aquela que ele faz a versão gigante e tal.
Didi Braguinha:Mas ele, Diogo, vai fazer o remake de Fuga de Nova York, Snake Blissim, né, vai voltar aí nas mãos de Zack Snyder. E aí, de que praguinha? Eu quero saber, quero saber, meu amigo.
Beto Estrada:Só me recorda, o Fuga de Nova York original era do maluco que fez Vampiros lá, do Cameron, James Cameron, não era?
Didi Braguinha:Não, era do John Carpenter.
Beto Estrada:John Carpenter, isso, Vampiros de John Carpenter. Era do John Carpenter, que é um cara que, porra, sabe dar esse ar aí, cria mini universos assim, mini mundinhos legais e tal. Cara, e esse filme, ele teve continuação, ele, pô, ficou muito famoso. Fuga de Los Angeles, Fuga de Nova York, todos os porra.
Didi Braguinha:Mais de 10 anos depois, né?
Beto Estrada:Ah, foi mais de 10 anos depois?
Didi Braguinha:Foi. O Fuga de Nova York foi 81, Fuga de Los Angeles é 96.
Beto Estrada:Caraca, cara, que isso, que bizarro. Então isso explica muito até da qualidade, a diferença de qualidade bem gritante assim.
Didi Braguinha:Foi um fracasso, Fuga de Los Angeles foi um fracasso, né? O filme bom mesmo é Fuga de Nova York.
Beto Estrada:Eu gosto dos dois, cara.
Didi Braguinha:Eu gosto dos dois. Não, eu gosto, mas o clássico, tá, não filme bom, o clássico é o Fuga de Nova York.
Beto Estrada:Me recorda que a parada é um futuro meio distópico, né? E aí eles transformam, se eu não me engano, Nova York numa prisão, né? E aí a galera tá, porra, que tá fazendo merda lá nos Estados Unidos, é mandada para Nova York. E lembrando que Nova York na década de 80, 70 Ela não era essa Nova York que a gente vê hoje em dia, porque ela era uma terra de ninguém lá, era meio pesada, barra pesada Nova York, tinha violência pra caralho e tal.
Didi Braguinha:Não, você diz no mundo real.
Beto Estrada:No mundo real, mundo real.
Didi Braguinha:No mundo real, a Nova York na década de 60 e 70, ela foi tomada pelos mafiosos e aí rolou aquele poder paralelo muito grande. E no começo dos anos 80, Nova York era uma cidade bem abandonada assim, com muito mendigo, com muita pobreza. Uma cidade destruída e tal, ainda uma cidade violenta, ainda uma cidade big apple, centro do mundo e tal, mas com sérios problemas ali, né?
Beto Estrada:Pois é. E cara, e aí eles fazem essa parada, né? Esse bagulho que assim, ó, vamos fechar Nova York, transforma Nova York em Alcatraz e manda todo mundo que tá fazendo merda para lá. E se eu não me engano, eu não sei se esse é o plot do primeiro ou do segundo, eles precisam resgatar alguém lá dentro. O presidente cai lá dentro, né?
Didi Braguinha:É, o presidente. E aí tem uma galera, uns rebeldes lá e tal, não sei o quê. E ele recebe a liberdade dele se ele resgatar o presidente.
Beto Estrada:Se ele resgatar o presidente. Mas tem um bagulho, qual é o que eles botam uma gripe, botam uma doença nele? Tem um que eles botam uma, eles, porra, bota, sei lá, meu irmão, ó, tu tá doente e a gente faz, a gente cura.
Didi Braguinha:É o Los Angeles, é o Los Angeles.
Beto Estrada:É o 2, né?
Didi Braguinha:É o Los Angeles que ele tem que salvar a filha do presidente.
Beto Estrada:Ah, tá, tá, beleza. Que é muito foda porque é muito Resident Evil, né, cara? Tipo, essa pegada é muito, ai, cara. E aí a parada é essa, ele vai assim, cara, é uma parada meio Mad Max, você tem, você entra ali, aí tem os clãs, tem os grupos, as facções, um The Warriors, né, de certa maneira. E aí, porra, ele vai Chegando e vai cumprindo as missões, fazendo aquele tiroteio, barra pesada, não sei o quê, rebeldia dos anos 80, 90, 70, 80 e tal, não sei o quê. Filme divertido, bacana, deixou sua marca aí. E agora, porra, Zack Snyder vai trazer de volta, cara. Deixa eu te falar, eu acho que Fuga de Nova York, Fuga de Los Angeles é poser. Não é poser que é mal feito, mas assim, ele é um filme meio zoado, ele é um filme meio galhofado assim, ele é Bem brincando e tal. O cara é o maluco do Alien, né? Não é o mecânico do Alien? Ele tá com o pé em cima. O mecânico do Alien é o oitavo passageiro?
Didi Braguinha:É, ele mesmo, ele mesmo, ele mesmo.
Beto Estrada:Cara, eu acho que ele tem essa pegada, assim como, por exemplo, Aventureiros do Bairro Proibido, cara. É um filme que você pega pra assistir de novo, ele é um filme, na nossa cabeça, quando a gente fica só com a memória, ele era um filme do caralho, uma superaventura e tal. E ele é uma espécie de comédia pastelão com aventura. É uma doideira, assim.
Didi Braguinha:Tem uma identidade, né? Esses filmes têm uma identidade muito animal, assim.
Beto Estrada:Pois é, olha isso, cara. Ele botou uma lupa de sniper numa Uzi com silenciador, irmão.
Didi Braguinha:É tipo, cara, a lupa está no silenciador.
Beto Estrada:Isso que é mais irado, cara. É muito doido. E eu, mas eu acho que esse tipo de coisa é a marca, a marca da parada, né? A marca desse bagulho é esse, esse clima aí, essa coisa meio que tá muito característica dos anos 80. E eu acho que talvez o Zack Snyder ele consiga trazer um pouco disso, sabe?
Didi Braguinha:Sabendo atualizar.
Beto Estrada:Pois é, sabendo— eu não sei se ele vai conseguir manter o ritmo, que é importante atualizar o ritmo.
Didi Braguinha:Sabe qual é o lance? A história não é do Zack Snyder, é uma história que já existe. O Zack Snyder, repare bem, meu amigo, que quando o Zack Snyder foi fazer um remake de um outro diretor que já tinha feito um clássico, é um dos melhores filmes do Zack Snyder., né, com a Madrugada dos Mortos. Então isso pode dizer para gente que o Zack Snyder pode acertar no Fuga de Los Angeles, ou melhor, de Nova York.
Beto Estrada:É, e cara, vou te falar, o Madrugada dos Mortos, pelo menos para mim, foi o filme que botou o Zack Snyder num patamar, num degrau novo.
Didi Braguinha:Foi, mas foi, mas foi, mas foi, mas foi.
Beto Estrada:Ele chegou ali e falou: porra! Porque o Madrugada dos Mortos original do Romero é um filme legal de zumbis e tal, é um filme maneiro, filme divertido e tal, mas cara, tem o timing do Romero lá, dos filmes diferentes do Romero. E o Zack Snyder tomou umas decisões, cara, que foram corajosas para época. E eu vou te botar só a primeira delas, que é muito característica, muito visual: os zumbis correm, irmão, os zumbis correm. E ele tacou, ele falou: não, não, irmão, a gente tem. Ficou muito bom, ficou muito bom, muito bom, né? E ele, eu pelo menos, eu vejo muito Snyder, cara, responsável por um revival de zumbis aí na cultura pop. Ele com Madrugada dos Mortos, ele Pô, ele trouxe de volta esse gênero de zumbi, né, o monstro de volta para o mainstream, que já tava apagado há um tempão, né, por causa de filmes merdaços que estavam rolando, que já tinham rolado e foram morrendo, foram matando aí os caras, os zumbis. Mas é interessante, eu acho que esse tipo de ousadia é válida e é interessante, mas ao mesmo tempo é perigosa.
Didi Braguinha:Ele vem, o Snyder, ele comete erros aí que a gente, puta, ele tem cometido mais erros do que acertos recentemente, mas ele não deixa de ter uma assinatura, não deixa de ter Né, o lugar dele ali, ele é tipo Fernando Diniz dos diretores de Hollywood.
Beto Estrada:Cara, tu não acha, pergunta, que talvez o Michael Bay fosse melhor para Fuga de Nova York?
Didi Braguinha:Cara, o Michael Bay vai voltar agora, né? Finalmente soltaram o Michael Bay, né? É porque o Michael Bay, ele tinha um— ele tá ligado? Quanto tempo que a gente não ouve falar aí de um filme?
Beto Estrada:Muito tempo. O último que eu vi foi aquele do The Rock com o Então era uma coisa de contrato com a agência que representava ele e tal.
Didi Braguinha:Aí parece que agora ele conseguiu e já anunciou, vai ter um filme do Michael Bay. Que eu gosto muito do Michael Bay, eu acho ele um bom diretor. Mas o Michael Bay, acho que não. Acho que o Michael Bay, eles não são similares, os dois, né? Porque o Michael Bay explode muitas coisas. O Zack Snyder tem câmera lenta, fotografia, tem toda uma linguagem muito dele, né? Então é isso. O que que você ia falar? Você desfocou aí.
Beto Estrada:Que a galera— eu desfoquei, não, eu entendo a diferença dos dois. Eu acho que essa diferença é o que pesa para mim a favor do Michael Bay. Ele talvez tenha mais, seja mais dinâmico, mais explosivo, mais essa parada anos 80 que a gente precisa para esse filme dar certo. Só que aí a galera lembrou aqui no chat, o Elton, ele lembrou da— que o Fuga de Los Angeles tem o Peter Fonda surfando. Num CGI. E cara, eu peguei a cena e eu não lembrava que eles entravam na ilha surfando, irmão. Eles entram, eu vou botar aqui, ô Dona Creuza, botei o link aqui para você, tá aí no chat privado deles surfando. Se eu não me engano, era para entrar na ilha ou para sair, eu acho que era para entrar na ilha. Eles pegavam uma onda gigante e entravam em Nova York, Manhattan, sei lá, era uma pegada dessa, era maneira que eles tinham para entrar no bagulho. É, cara, era Pô, e é mal feitaço, cara, é mal feitaço. Puta merda, puta merda, muito tosco. Vai botar aí para gente, eles estão pegando onda de longboard e tal. E cara, isso é um marco para mim, isso é um marco. Esse tipo de coisa, tá ligado, esse tipo de coisa que eu acho que tem que ser feito, saca, precisa ser feito. Olha isso, cara, olha só, Beto, olha isso, cara. Aí ele tá na piscina.
Didi Braguinha:Então, mas isso aí, isso aí, muito Zack Snyder.
Beto Estrada:Porra, tá, tá, entendeu? Muito Zack Snyder.
Didi Braguinha:Olha lá, olha lá, moleque, olha lá! Caraca, mano, eu vou ver esse filme de novo, velho. Cara, vou ver esse filme de novo. Olha isso!
Beto Estrada:Caraca, maluco! Era isso ou surf na Bahia? Que aí ele vai pular dentro do carro, né?
Didi Braguinha:Ele vai pular dentro do carro de novo, velho. Olha lá, moleque! Aí merece, hein? Merece, merece, merece!
Beto Estrada:Gostei, gostei pra caramba!