Brincadeiras de criança que sobrevivemos | MRG 830
Tem brincadeira de infância que hoje a gente olha para trás e pensa: como sobrevivemos a isso? Pega-pega, taco, queimada e tantas outras atividades que transformavam qualquer rua, quintal ou playground em uma arena onde valia correr, cair, se ralar e voltar para casa como se nada tivesse acontecido. E se essas brincadeiras já pareciam perigosas quando éramos crianças, imagine transformá-las em uma competição mortal.
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Affonso Solano, Didi Braguinha e Beto Estrada relembram as brincadeiras que marcaram suas infâncias, as regras inventadas, os acidentes e as histórias que provavelmente deixariam qualquer pai desesperado hoje em dia. O papo entra no clima de Corrida dos Bichos, novo filme nacional de ficção científica do Prime Video, ambientado em um Rio de Janeiro distópico onde o mar secou após uma catástrofe climática e o tradicional jogo do bicho se transformou em uma competição mortal de parkour controlada pela elite.
Então corra para o Prime Vídeo e assista: Corrida dos Bichos!
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- Corrida dos Bichos· EntretenimentoRio de Janeiro distópico·Jogo do Bicho adaptado·Parkour mortal·Anitta·Rodrigo Santoro·Jota·Bruno Gagliasso
- Brincadeiras de Infância Regionais· CulturaSacolé vs Dindim·Taco vs Bete·Queimada vs Queimado
- Jogos de Rua· SociedadeTaco (críquete de várzea)·Porrada ou Bola (handebol infantil)·Território (Pique Bandeira)·Pique-altos
- Acidentes em Brincadeiras· SociedadeSalto de árvore e quebra de pulso·Quebra de perna ao pular muro
- Evolucao Jogos Infantis para Adultos· EntretenimentoTransição de Piques para Esportes·Regras e adaptações·Brincadeira vs Esporte
- Futebol com animais· EntretenimentoFutebol com bode no colégio·Bode agressivo
Bom dia, achou!
Boa noite!
Estamos começando mais um Matando Robôs Gigantes.
Não fale, mano, não fale.
Ah, eu sou o Beto Estrada, estou aqui com Afonso Pique Pega Pega Salam, diretamente de Brasília.
De Braguinha.
Olha aí, meus amigos!
Hoje em dia cada um de nós mora num estado diferente do território nacional, República Federativa do Brasil. Estamos, estamos distantes fisicamente um do outro. E aí a gente começa a perceber alguns maneirismos, né, alguns regionalismos. E vou te ser muito honesto, um dos pontos que mais bate para mim nem é a comida, mas são em algumas paradas que eu tinha na infância e que aqui é diferente. Por exemplo, entrando em comida, a gente chama no Rio de Janeiro sacolé de sacolé, que é o saquinho de plástico com suquinho, sacolé.
Em São Paulo chama de um outro nome, aqui em Brasília a galera chama de din-din.
Din-din, é total, total.
Entre sacolé, que é uma palavra que o Diogo é muito zoado por repetir muito no meu RG, sacolé, sacolé, sacolé, é muito maneiro. Tem um jogo de bebida aí que a galera faz: quantos sacolés o Didi puxa em cada programa. Sacolé e Dindim, Beto, convenhamos, são os melhores.
Dindim é bom.
Não, eu sou do time Sacolé, porque o Sacolé, não sei se vocês lembram disso, quando éramos criança, o Diogo, com a sua tenridade, seu visual aí, né, de sábio da caverna, ele usa a forma dos anos da década de 90 de falar Sacolé. Porque eu não sei se vocês pegaram, e eu fui um desses, no começo dos anos 2000 evoluiu para sacoé. Não, era a gente falar, pessoal, eu gostava sacolando ela, usando no evento.
Não, você tá fabricando, você tá fazendo, você é o Leonardo DiCaprio agora, você tá fazendo Inception aqui.
Você sabe que quando tu fala isso você não tá com razão só porque tu puxou isso, né? É verdade, Afonso desceu a carta do efeito Mandela. Opa, ganhei!
Só porque você usa um nome complexo, né, que parece que, ó, ele deve saber o que ele está falando, né? E não necessariamente.
Tormenta Catastrófica 48.
Eu gosto da palavra din-din porque ela é fofa. Agora, sacoé, ele tem um elemento fantasy, parece, é uma junção literal de pessoas, de palavras assim, é o saco picolé, saco picolé, saco picolé, sacolé, sacolé, total.
Então, então o saco picolé, caraca, você falou uma parada, porque o sacoé é de sabe qual é, o sacolé é de picolé no saco, são coisas distintas.
O que o Beto falou do sacolé para o sacoé É da gira.
Isso, tô falando da gira.
Essa gira que deu essa mudada, mas a comida ela se preservou como sacolé.
A comida sempre foi o sacolé, pô.
Comida, peraí, né? Cê chama um sacolé de comida?
Mas você não bebe? É um docinho.
Um doce, uma sobremesa, uma sobremesa.
Mas você come, né?
Eu tenho dificuldade, pode ser uma dificuldade minha.
É uma chupadinha.
Não, mas olha só.
O de verdade tem uma dentadinha na ponta e é tipo um chup-chup geladinho.
Comida, né?
Comigo. Então, mas olha só, é aquela parada do tênis tá dentro do vestuário. Ele está dentro do vestuário, mas você não veste, é calça. Mas ele é um elemento do vestuário.
Tênis é uma roupa?
Ele tá no mesmo, na mesma categoria, né?
Não, calma. Então, mas o tênis é roupa?
Então, o tênis é um vestuário.
Pera aí, não, tu tá— Vossa Excelência, Vossa Excelência, tá aqui.
Exato.
É, por favor, instrua a sua testemunha a responder a pergunta. O tênis é uma roupa?
Sim. Não.
Olha, sim!
Cara, é uma roupa sim, tá? Não, o tênis não é uma roupa pra mim, tá? Porque a roupa está contida dentro do universo das vestimentas, dos vestuários.
Tudo bem, que fique registrado que a testemunha falou que tênis não é roupa.
Então eu acho, eu acho, tenho certeza.
Tipo, então picolé é uma comida?
Sim.
E o sacolé?
Também.
Porque você chupa, né?
Mas ele não é uma refeição, por exemplo.
Ou ele é uma bebida?
Então o sacolé pra mim, pra mim ele é uma comida, está dentro do grupo dos doces, que pode estar dentro do grupo dos lanches e das sobremesas.
Muito complicado.
Eu entendi a referência.
Eu tinha uma experiência com sacolé que era muito, muito fantasy, inclusive assim, porque a gente ficava lá no Play. Na época eu tava lá no Play da Tijuca, do Rio de Janeiro, e a gente ficava lá brincando pique-pega, esconde, aquelas parada de criança tal, skate, patins. E tinha uma esposa do porteiro que morava no prédio, a parte dos fundos da casa dela, que era no Play.
A Rose? É Rose?
Não. Era um outro prédio, isso foi antes de você... Exato, era um outro prédio meu. Ela abria ali a janela dela, que era a cozinha, e ela vendia... Meu irmão, era um ponto perfeito. Ela vendia o sacolé pras crianças que tavam correndo de pique-peco o dia inteiro, suadas, desesperadas, em busca de doce e carboidrato. E aí ela vendia, sei lá, na época quanto custava. E tinha um plus, ela tinha um rato branco de estimação.
Peraí, calma aí, calma aí. Olha a insalubridade. É. Mas assim, é maneiro, é maneiro.
Ficava no ombro assim, ó. Isso, ele ficava no ombro, sabe? Que nem o Professor Kimball, que nem o cara do Garage.
Tinha o cara do Garage, que era o cara de Beate. É lá no Garage, para quem não sabe, o lugar do rock do Rio de Janeiro, o mais clássico bar de rock do Rio de Janeiro.
Muito específico aí.
Tinha o Garage lá. E aí você andava no Garage, tinha um cara que andava lá, ele tava sempre— Rio de Janeiro, tá?
Um sobretudo noturno.
E ele tinha um ratinho branco no ombro e ele ficava andando pelo lugar.
Era pequenininho ou era...
Não, pequenininho, pequenininho, pequenininho.
O dessa, a da moça do sacolé, era um camundongo, brother. Grandão e ele tinha aquele rabão, sabe, enroladinho, rosinha, que ficava enroladinho.
No jantão, mano.
Mas era um bicho... A gente pensa em rato, tadinho, por causa do esgoto e tal.
Mas ele era um ratinho maneiro. Você achava que camundongo era o menor?
Eu acho que sim. Cadê os biólogos aí pra ajudar a gente? Cadê biólogo Henrique aí pra ajudar a gente aí?
Hoje tá difícil aqui.
É, a quantidade não me eclata.
Ah, hoje só hoje que tá disso.
Só hoje, só hoje.
Mas ó, eu puxei essa parada porque tem uma outra diferença na brincadeira também, que é o taco. Para a gente, a nossa infância foi jogando taco. Lembra a parada que tinha? Você botava lá latinha de um lado, latinha do outro, era uma dupla, né? Um de nós arremessava, o outro ficava para rebater, para proteger. E aí, só que essa parada no Brasil muda. Aqui em Brasília é bete, São Paulo também.
Não, joguei taco a minha vida inteira.
É de bete, de bete, de taco.
Bat é taco, igual morcego, galera. É, quer dizer, taco de beisebol. Pois é, eu sempre, eu nunca joguei beisebol, não somos crianças norte-americanas, só conhecia beisebol de filme. Então quando eu via a galera do Didi jogando taco, para mim era um beisebol de pobre.
Não, mas não é beisebol, não é softball. A gente jogou softball durante um tempo. O taco, ele tem uma configuração tão diferente, eu acho que ele nem lembra o beisebol.
O taco, ele é um críquete, ele vai na linha do críquete.
É mais no críquete, tá?
É mais no críquete.
Nunca gostei, não me atraía o taco, não sei por quê.
Cara, eu lembro uma vez, já era moleque, férias, casa da minha avó lotada lá no condomínio da minha avó, que ia a molecada toda pra lá. E aí começou, tava na febre do taco geral, não sei o quê. E a gente na época não tinha uma loja pra ir comprar taco profissional, pô, sabe, retangular, fibra. Não, não, meu irmão, era um cabo de vassoura ou um pedaço de pau que tu achava na rua e ficava procurando, tu ia olhando, falava assim, cara, isso daí dá um taco maneiro, hein.
Aí passava uns paradrapos na parada pra ficar mais legal, parecer mais interessante. Irmão, eu lembro que foi numa época, em algum momento, alguém mostrou pra gente uma partida de críquete, alguma parada assim. E aí a galera toda do condomínio, mas assim geral, começou a dar aquela corrida com aquele pulo e tentando jogar por baixo igual jogador de críquete, na violência. Só que a gente não tava acostumado a fazer isso. Então foi um momento catastrófico, porque as bolinhas elas invadiam as casas mais aleatórias.
Vitorias possíveis, cara. Era tipo você arremessar a bola com a mão esquerda, tu não sabe nem se posicionar, a probabilidade de tu destroncar o ombro quando vai jogar.
Sim, é, o taco ele é muito, para mim o taco ele visualmente ele é um jogo meio pós-apocalíptico assim.
Mas é porque eu me lembro que a gente jogava na rua o taco, né, ali na, eu morava num prédio que de um lado era uma rua sem saída e o outro lado era enfim uma rua normal. E aí na rua sem saída sempre tinha uma obra Sempre tem uma obra em algum lugar. E aí a gente pegava lá os pedaços de madeira lá e ia jogar. Só que o taco, o legal do taco é que não tem essa parada de você isolar a bolinha, porque você tem que acertar a lata. O objetivo é acertar.
Pois é, explica pra galera, nem todo mundo aí... Tem gente do canto a canto do Brasil e planeta que escuta o MRG, que assiste o MRG. Como é que existe? Então, tem muita gente. Vamo jogar, pô. Eu falei, eu vi a galera jogando e meio que, ih, vambora. Esses pobres... Sacanagem, não tinha isso não. É, eu nem sequer olhava pros pobres, na verdade. Aquele cara que vai melhorar. Pobre é uma coisa triste.
Vou explicar aqui, a parada é a seguinte: são duas duplas, tá? Uma dupla contra a outra. Uma pessoa da dupla é o arremessador, o cara que vai arremessar, e o outro cara tá defendendo. E se eu não me engano, essa parada troca com o passar da partida. Se a pessoa derruba a tua casinha, derruba a sua lata, você troca, né? E muda a posição, tu ganha um ponto. Mas o bagulho é: você tem acho que duas maneiras de ganhar ou pontuar. Você derruba a latinha da outra pessoa, você isola a bola e você corre, vai cruzando, tá Ah, era isso, tipo, um time ataca, o outro time defende.
Quem tá atacando fica arremessando a bola e quem tá defendendo fica no taco. E aí você revela. É exatamente isso. Tanto que quando a gente isolava a bola muito longe, o outro time saía correndo para pegar, pô, a gente ficava correndo de um lado para o outro, cruzando, batendo o taco e fazendo ponto. Quem fizesse tantos pontos ganhava, era essa parada. E o objetivo de quem tava atacando era derrubar a casinha. A gente podia deixar derrubar, que aí quando a pessoa derrubasse a casinha ela mudava, ela ia para o taco, sacou?
É, e tinha marcação, tinha o lugar lá que você tinha que ficar com o taco no chão.
Isso, é, você jogava assim, mas tipo, se você tirasse, né, era tipo, tinha um quê de beisebol, né, do críquete. Se você tirasse ali, o cara podia simplesmente chutar ali a latinha ou derrubar.
Vocês acham que o taco, ele é tipo a história do skate com os surfistas assim? Tô tirando da cabeça. Será que foi um esporte que os cara criaram quando eles não podiam jogar críquete por alguma razão? Cara, eu acho que criou, eu acho que é a mesma parada.
Eu acho que é bem provável que ele seja jogo de críquete, um críquete de várzea.
Aí pode ser que nem o futebol, veio aí os colonizadores e eles, sei lá, tentavam jogar o jogo deles, que o futebol ele foi trazido aqui, ó, pelos ingleses.
Eu catei, catei no pai dos burros aqui, ó, Google. O taco também conhecido como bets, bete-ombro ou tacobol. Não tem um criador ou data oficial, é uma adaptação popular do críquete britânico. Perfeito. Criado na Inglaterra no final do Século 16, virou brincadeira de rua no Brasil. Aí tem várias teorias e tal, mas realmente ele veio do críquete. E o críquete, por sua vez, será que veio de grilo, a palavra críquete?
Eu não sei, não jogava nada com taco.
Eu não jogava nada com taco, eu gostava mais de tipo piques, pique-esconde, pique-pega.
Mas tem uma idade, mas não tem uma idade que troca, porque tipo assim, eu me lembro de brincar de Pega, pique-esconde, polícia-ladrão e tal. Aí tem uma idade que você troca. Por exemplo, lá no Batista, tinha o... Colégio Batista, né, tinha o Pátio Vermelho. Não sei se vocês lembram do Pátio Vermelho. E tem uma diferença, né, que até uma certa idade eu estudava em um dos colégios Batista e vocês estudavam no outro, né. Então numa idade ali de, vai, 9, 10 anos, eu tava no colégio que tinha o Pátio Vermelho, que vocês foram pra lá mais velho, né.
E nesse Pátio Vermelho a gente jogava Todo dia, todo dia no final da aula tinha um porrada ou bola, o famoso porrada ou bola. Que é uma transição, que assim, eu já não sou mais criança para brincar de pique-pega, agora eu jogo porrada ou bola porque eu sou grande.
É, eu concordo que existe uma transição, os jogos mais simples, né, pique-pega, pique-esconde e tal, eu acho que começa por aí, pique-esconde, pique-pega, vê se uma timeline faz sentido pra vocês e pra nossa audiência. Depois você evolui pra um polícia e ladrão, começa a ter regrinhas a mais, cadeia, Né, o ladrão vai pra cadeia, aí o outro ladrão pode roubar, pode tirar ele da cadeia.
Aí isso aí de uns 3 a uns 7, né, cê tá fazendo essa evolução.
É, exato, mas cê começa a botar uma dificuldade de entendimento de regras. E aí a partir daí eu acho que cê começa a ir pras brincadeiras que têm objetos, props. Eu fiz assim, parece que tem arma nas crianças, não são as crianças russas, né. Cê começa a ter o taco, o taco de beisebol, o taco de taco de taco, o taco de beisebol. Sporting Bet. Depois é que você vai para jogo mesmo, vôlei, futebol.
Antes dos esportes de verdade tem a fase que o Beto falou, que é a fase da violência.
Não, então, mas essa é a fase que você começa a casar, porque você com 7 anos ali, é, esse é o jogo da dúvida.
Eu ia fazer uma piada com Oriente Médio, mas ficou aqui no baú.
Tá bom, você joga bola e aí tipo assim, você começou a jogar o futebol, você começa a matar aula para jogar um futebol, você faz isso e tal, não sei o quê. As meninas jogam vôlei, os meninos jogam futebol, a regra, né, do crescimento.
É a maioria. Eu e Didi que éramos os diferentões, né?
O que é uma puta besteira, né?
Porque os esportes são legais em geral, mas aí a maioria escolhe isso aí, dessa forma que você falou, tá certo.
E aí eu me lembro que tipo você começava a juntar, só que você era aquele moleque idiota retardado, mas fala não, vamos jogar porrada ao bolso, não é? E aí tipo porrada ao bolso. E é a regra do porrada ao bolso, é muito maneira. Porque tinha regra, tinha, tinha. Opa, tá doido!
Quando me explicaram, foi assim, quais são as regras? Falou, cara, regras da prisão, né? Essa piada aqui, quando eu vou jogar, beleza.
Quero saber, eu acho que assim, o porrada-bol ele surge de um movimento popular infantil querendo extravasar, e aí vem o Comitê Olímpico Internacional e chama de handebol.
É uma forma de jogar handebol, é muito violento, velho. A galera não tem noção, cara.
É bizarro.
Mas o porrada, não existe atleta mais casca grossa que um goleiro de handebol.
Nossa, esse cara, ele tá com raiva dele mesmo.
Ele e o cara, o goleiro do futsal, os dois são muito, muito punk.
Acopolo também não é uma, não é um esporte muito tranquilo, hein.
Vou te falar que é gladiador.
Exato. O que acontece embaixo d'água, irmão, é um, o quê?
Não é que eu acho, é real.
Assim, é bizarro lá no Tijuca, meu irmão. Nossa Nossa Senhora, parar de suar.
Acontece debaixo d'água, fica debaixo d'água, isso?
É, tipo isso. Não, e fora que tem soco mesmo, tem umas paradas. Mas olha só, a regra do porrada ou bol, eu me lembro muito bem. Porrada ou bol, pelo menos no Batista, ele tinha uma peculiaridade. Só tem um gol e um goleiro.
Ah, é?
Então o goleiro, ele não representa dois times, porque todos os dois times estão tentando fazer gol ali, entendeu? Então já é uma coisa diferente. Aí você tem dois times E o lance é o seguinte, irmão, tem que fazer gol. Como? Só não pode botar a mão na bola.
Entendi.
De resto, vai lá. Só que tinha a intenção, o nome pede, né. Se não tiver a porrada, não tem o jogo.
Mas eu tenho perguntas, professor. Professor Beto, tenho perguntas. Beleza, os dois times tão tentando fazer gol no mesmo gol.
Uhum.
O gol tem um goleiro, como nós estávamos estabelecendo.
Isso.
Um louco, né. Normalmente era o gordo da turma, convenhamos.
Não, cara, não, porque o goleiro é o que menos apanhava. No porrada-bol, o goleiro é o que não apanha.
Então, mas não é à toa não, tá. O gordo, além de ter mais força, Isso acontecia quando a gente tinha criança. Eu fui gordo, meu irmão. Você tem mais área e você tem mais massa para segurar a bola, irmão.
Forçou muito, não tem nada a ver com isso.
Ué, claro, vai ver estatisticamente.
Não, era um puta preconceito de criança.
Tu não é gordo mais, tu não é gordo mais. Isso aí já perdeu seu lugar de fala, não vem com esse papinho.
Preconceito de criança. Tu botava o gordinho no gol porque era o gordinho, era isso.
Ele não consegue correr também, convenhamos.
É, mas era só porque ele era o goleiro. Não é, ninguém se preocupa. A piada era, pô, tu é grandão, a bola vai ficar difícil de passar. É, pô, isso é uma piada.
Mas é, ué, mas é realidade, é física, aí vai ter mais espaço, né? Não sei, eu só queria que os cara participassem, ora porra.
Olha, eu só lembro que a gente tinha uma pelada que a gente jogava lá no Rio, uma pelada de uma galera bacana, galera da Lan House e tal. E tinha um camarada nosso que ele era barbaixinho, barbaixinho, esmeradinho assim, mas pô, forma fitness, maluco fitness, mas baixo e tal, menorzinho. Um belo dia, belo dia, fomos jogar esse futebol e aí Schneider foi para o gol.
É mesmo?
E ele era um bailarino entre as traves, 3 traves, sei lá como é que fala isso, entre as balizas, irmão. O cara fazia ponte, o cara pulava de se jogar no chão. A gente ficava maravilhado, a gente queria que as pessoas chutassem bonito para ver ele fazer uma parada mega plástica. Era muito maneiro, cara.
Pode crer, é porque ele era bailarino de verdade. Isso era uma coisa que a gente zoava, que ele tinha feito balé algum tempo e tal, não sei o quê. Mas o cara agarrava bem É tipo, não era o nosso goleiro oficial, era o Real e o Ginásio.
Daí você trazia habilidades de outra parada para um outro esporte, não sei se vale isso. Tipo aquele jogador que o Beto fala que lembra, que lembra Afonso Solano, Slavić. O mundo, como é que é, Inglaterra chora porque Slavić tá indo embora.
Esse aí é muito bom, cara.
Ele é meio karateca, não é? Ele dá umas cambalhotas, tal. Ibrahim é uma coisa, Ibrahimović, o cara é balé, pô, não vale.
Fazer uma pergunta para vocês, mas você sabe, né, Diogo, porque que eu não sei se as pessoas estão ouvindo, porque que eu comparo o Ibra com Afonso e não é pelo futebol.
É pela arrogância?
Não, eu vou dizer algumas frases para vocês.
É o melhor de todos?
Ah, não, não, vou dizer alguma frase, algumas frases. Perguntaram para ele, ele jogava na Premier League, a liga inglesa, aí perguntaram para ele Fala assim, o que que você acha dos outros atacantes dos outros times da Premier League? Isso tudo é sério. Aí ele falou, leões não se comparam com seres humanos, então não posso falar dos outros.
É um cara criou um personagem maravilhoso, cara, é malhado, maravilhoso.
Ele casou e aí perguntaram para ele, qual presente você deu para sua esposa? E ele falou, como assim presente? Ela acabou de ganhar Latam. Esse cara, velho, ele é muito bom, cara.
Caraca, gostei dele. Começar a acompanhar o futebol.
Tu só não explicou por que que tu compara ele com Afonso.
Pô, precisa, né? Eu acho que precisa. Temos uma proximidade de, enfim, de cabelo. Deve ser o cabelo.
Queria bater a salva de palmas para os italianos, tá? Porque os italianos, eles tentaram formalizar o porrada do balde criando o Cálcio Histórico Fiorentino, que é aquele—
esse esporte é muito maneiro, cara.
Desculpa, não te mandei o nome.
Conta pra gente.
Não, é maneiro de você ver 3 minutos, vai. É tipo assim, beleza.
Calcio Storico Fiorentino é um jogo que rola, é um jogo, é um esporte, vamos chamar assim, que rola em Florença, que é um porrada-bol, cara. É um porrada-bol, são 2 times um contra o outro, só que adultos fortes pra cacete. E os malucos vão lá e a parada é assim, ó, tu tem que levar a bola lá pro outro lado. E aí Forma-se uma linha contra outra linha e os cara começa. Só que vale tudo, pode sair na porrada com os cara e os maluco dando soco pra cacete, violência, porra, inacreditável.
E aí termina quando ninguém mais consegue levantar, vai um malandro e leva a bola pro outro lado.
Será então que a junção do handebol com porrada ao bol seja o queimado? Queimado, vê se a gente tá falando certo. Quadra, um time do lado esquerdo, outro time do lado direito, você tem que jogar, arremessar a bola, a bola tem que acertar outra criança, se acertar ela vai pro seu lado. Do lado da quadra. É, pra pessoa jogar muito criança. E dá pra jogar adulto também, é legal. Mas adulto, pois é, começa a ficar uma coisa meio violenta, eu acho.
Fica muito estratégico, Afonso, muito estratégico. Fica muito estratégico, parece que são duas linhas de artilharia duelando.
Duelando, perfeito. Porque eu lembro que tinha uma galera que tinha adulto também, mas que já tinha uma noçãozinha, tipo assim, não é a força que necessariamente vai ganhar, é a precisão. Inclusive, às vezes você faz um jogo, a pessoa foge e você joga onde ela vai fugir. Tem umas paradas dessas.
Maravilhoso, cara, queimado um jogaço, Queimado era um desses jogos que eu me lembro que na nossa infância era o jogo mais comumente jogado pelas meninas, o Queimado, na nossa infância. Só que todo mundo dava um jeito de entrar no Queimado. E sempre tinha aquela desculpa, a gente dava desculpa assim, não, é porque elas estão precisando de mais um ali, aí eu fui ali. Aí no final tu vê que, tipo assim, estavam uns 5, 6 nego na de fora e a galera assim, pô, mas tu tá na de fora. Não, é porque elas estão precisando.
Mas tu tá na de fora.
Não, mas é porque senão, poxa, elas ficam cansadas. Porque o Queimado é muito maneiro.
Eu gostava. Tinha essa regra, tinha uma questão inclusive de você ser queimado de propósito pra você ir pra trás. Aí você às vezes não jogava, você jogava por cima pra fazer uma paradinha. Cara, era muito bom, eu gostava, era um dos meus favoritos.
O queimado também tinha uma questão do nome, porque tem gente que chama de queimado, gente que chama de queimada, né? Fica, não sei se é regional.
É, sou contra.
Pois é, pode fazer muito mal aí à natureza. Mas também tinha questão de regras regionais assim, regras da casa. Porque, por exemplo, pô, morava no Rio, na Tijuca, jogava, às vezes jogava na academia avó, jogava perto de casa, caramba, tinha as regras ali que eu tava acostumado. Um belo dia eu fui pra academia do meu primo, que morava em Vila Isabel, que não é tão longe de onde eu morava, é bem perto até. Só que no prédio deles tinha uma outra regra.
No prédio dele você podia ir pelos lados da quadra, pelos lados do local. Então a pessoa que é eliminada, ela fica ao redor de você no campo, tá ligado? Não fica só atrás daquela linha no final. Como é que é muito mais difícil, muito mais difícil.
Eu acho que meio que é, acho que fica meio pra caraca.
É mais do queimado, ele tinha, porque Eu não sei se vocês lembram da regra do queimado. Regra do queimado, você divide em 2 times. Um se joga e tenta queimar a outra pessoa. Só que se a outra pessoa pegar a bola, você se ferra. Então, a sua jogada, no fim das contas... Não, mas olha só, no fim das contas... É porque eu tô pensando na parte estratégica, porque o queimado tinha o seguinte: tocou no chão, você pode pegar.
Não tem problema. A bola que ficou no chão e veio na sua direção, você pode segurar. Ou ela vem em você, você segura e não deixa ela cair. Que aí você elimina o cara que arremessou.
Você eliminou o arremessador. Eu tô tentando lembrar Qual era a regra? Porque aí a galera ficava atrás do time, né. O queimado ia pra trás do time adversário, não era isso?
Isso.
E se você é queimado pelo time adversário, você fica como se fosse no gol.
Você fica naquela área de queima. Então, ó, talvez seja a regra da casa que o Diogo tava falando. Porque assim, eu me lembro que tinha uma parada que se você jogar por cima e quem tá queimado lá no final podia pegar a bola e queimar o time.
Pô, cara, de novo, cara!
Mas eu falei isso tem 5 minutos.
O Beto tá vendo um trailer que ele assistiu. Porque queimado é um esporte, é um esporte de várzea que tem filme. E aí o Beto tá pensando em que outros esportes de várzea tem filme. Tipo, porrada ou ball tem filme? É, pique e pega tem filme? Qual esporte que tem filme?
Pô, eu sei um filme que tem esporte.
Eita!
Tem duas coisas que eu gosto muito: esporte e bicho.
Ah, é?
E não é à toa que eu tô falando aí.
Os amigos do Prime Video chegaram e falaram assim: olha aí, estamos lançando um filmação, Corrida dos Bichos aí tá chegando e a gente quer saber como é que vocês podem comunicar isso de um jeito legal, de um jeito divertido. E a gente pensou, falou, né, o que melhor do que brincadeiras de criança?
Foi uma excelente ideia, convenhamos. Eu acho que no apocalipse é exatamente isso que acontece. Eu sei que você tem que sobreviver, não tô desmerecendo as pessoas que sobreviveram, parabéns para vocês.
No apocalipse?
É, num pós-apocalipse. Não tem muito o que fazer no pós-apocalipse. Eu sei Apocalipse, tem que sobreviver. Eu tava dando parabéns, tem que sobreviver. Mas as pessoas vão inventando jogos, tem sempre isso nos filmes, né, nas obras de pós-apocalipse, tem sempre um jogo maneiro. E as pessoas tipo, tô aqui mesmo, entendeu? Como é que eu vou sair dessa situação?
Nunca é tranquilo também, não, não pode, bastante arriscado.
No caso do Corrida dos Bichos, nós estamos onde a gente conhece, né, queridíssimos, o Rio de Janeiro, que se tornou mais distópico diferente do que era na nossa infância, porque o mar secou após essa catástrofe ambiental. E para salvar a irmã, que foi usada como garantia em uma aposta clandestina, o nosso protagonista humano, ele entra nessa corrida mortal, né, que é inspirada no jogo do bicho aí que a gente tá vendo nos trailers.
E olha só, é um filme com Anitta, Rodrigo Santoro, tem Seu Jorge no filme, tem Bruno Gagliasso no filme, tem uma galera lá.
E o filme vai, grupo de magnatas cria um jogo, uma corrida super perigosa e violenta, botando a galera para sair do ponto A e chegar até o ponto B, superando obstáculos, passando ali por umas pedras, umas paradas bizarras. E eles vão apostando quem é que acha que vai ganhar. Pô, será que fulano vai ganhar? Será que não sei o quê, não sei o quê. Então tem esses atletas aí que vão fazer um parkour pela cidade. E essa corrida, ela é inspirada no Jogo do Bicho, né, comum do Rio de Janeiro, onde a galera bota máscaras de animal e vão correr aí até chegar no destino final e ser o vencedor da parada, sobrando. E o pessoal apostando, valendo grana e tal.
O filme é dirigido por 3 diretores, senhoras e senhores: o nosso Fernando Meirelles, aí queridíssimo, Ernesto Solis e o cara de nome muito legal, Rodrigo Pesavento, né?
Pô, é um nome muito, muito MRGista, né, cara?
RPG, RPG. Irmão corre pela vida da irmã.
É ilegal, é cruel, mas é assim que o povo gosta. Está no ar inclusive Corrida dos Bichos. Corre no Prime Video e assista, tá muito maneiro.
Paralelo fazendo aqui com o Corredor dos Bichos. Eu já, uma história antiga que eu já até contei uma vez, mas acho que vale trazer de volta, porque eu era um exímio, um moleque que gostava de brincar corrida, pega, era bom, eu era bom, eu era bom nesse tipo de esporte infantil, nessa brincadeira que na época não era brincadeira, é você dava tudo de si, era o seu lugar.
Deixa eu saborar esse momento, Bento, que o Diogo tá se elogiando.
Não, mas calma que vem no final, eu vou me diminuir, que a história ela é um momento raro, ó, gente.
É um momento muito raro que vocês estão presenciando.
A piada vem do crescendo me botando pra cima pra quebrar a expectativa e ruir no final. Então aguardem, vamos lá. Porque nessa época, quando você é moleque, o momento de você brincar de um pega-pega, uma queimada, um queimado, alguma coisa assim, era o momento de você mostrar para a sociedade o seu leque de habilidades, o quão bom você era, como você era um mini super-herói que ainda não foi descoberto. Como o Xavier não veio, né?
Como o mestre da guilda dos heróis ainda não veio me doutrinar, me chamar pro grupo. Ainda não fui notado, exatamente. E aí, pô, eu realmente me entregava. E eu, cara, numa vez, certa vez, estávamos brincando de pique-pega. Eu estava no alto de uma árvore e fui tentar, tava aquela galera correndo, eu fui tentar pular de uma árvore para outra, né, saltar de uma árvore para outra que tinha uma boa distância. Eu nunca tinha feito isso fora de uma situação comum, nunca tinha conseguido fazer, nem conhecia ninguém que eu fizesse.
E na minha cabeça veio: vai lá, tu consegue, se você der tudo de si, tu consegue saltar dessa árvore para outra.
Maneiro. E aí eu, pô, Preparei, acredite em você, né?
Saltei no maior estilo I Believe I Can Fly. Eu fiquei horizontal no ar e a gravidade atuou como pesavento, né? Eu da guilda dos pesaventos.
O vento pesou, pô.
Desci em linha reta, desci 90, desci de cabeça no chão e, pô, quebrei o pulso. Quebrei o pulso mesmo do pulso colar. Meu, minha mão colou, antebraço colou, ficou travado assim, ficou tipo bizarro. E aí beleza, fui pro médico, pô, tinha quebrado o pulso mesmo, quebrei os ossos do pulso, tá um saco, tipo passar 2 meses com a mão quebrada. Voltei pra casa, aquela coisa, tomei remédio, achei que tava bem. No dia seguinte, o pessoal: ué, Didi, como é que tá?
Não, tô bem, tô bem, tô com remédio, tá bem. Então, pô, bora que a gente vai brincar de polícia e ladrão. Aí eu falei: meu irmão, tô pronto. Não é uma árvore que vai me derrubar, né? Não é um saltinho que vai me derrubar.
Já avisei que vai dar merda isso.
Aí eu falei: porra, fui lá novamente mostrar pra sociedade o quão bravo e destemido eu era.
Sim.
E estava eu fugindo da polícia, tentando me esgueirar pelas vielas do condomínio da minha avó. Quando me vi de frente de um pequeno muro que eu estava acostumado a saltar sempre. Porém, eu não tinha levado em consideração que para uma criança de 40 kg, na época que eu devia ter, um braço de gesso da ponta do dedo até o ombro quase, ele aumentava bastante o seu peso e mudava o seu centro de massa.
Sim, física, cara.
Eu fui pular essa muretinha e obviamente eu tava totalmente desengonçado. Em resumo, a minha bermuda prendeu Travou, eu virei, caí errado e quebrei a perna esquerda na queda.
Meu Deus do céu!
Saí de lá para o hospital e fui, passei o resto das férias com meu bracinho direito, meu bracinho esquerdo, perdão, engessado, e a minha perna direita enfaixada, engessada, sem poder tocar no chão.
Uma múmia praticamente.
É doido, cara. Cara, você sabe que vocês estavam falando desse negócio? Eu me lembrei de um jogo de criança que era muito maneiro, que era o Território. Vocês lembram de jogar Território?
Pera aí, isso é um board game ou um—
Não, pô, é um pega-pega com área. E aí novamente lá no Batista, tipo, você dividia, cara. Não, território era muito foda, que era assim, você tinha os grupos, resolveu.
Aí por que que a gente não transforma esse pique-pega? Ó, isso aqui é a área de defesa.
Não, porque você falou do herói, e assim, o território ele era assim, você dividia grupo, sei lá, 4 pra um lado, 4 pro outro. E aí você tinha um território. Então você chegava... Eu não sei se vocês lembram bem do Batiste, mas tinha assim, ah, pô, o pátio vermelho é o território de uma galera. A parte de baixo ali da piscina era o território de outra galera. E aí os territórios, eles eram divididos e você tinha tipo bandeira assim.
Vamos supor, cada território tinha 3 pontos marcantes que eram a bandeira. Quem chegasse nesse lugar e tocasse pegava o território. Se você tivesse no território do outro e não tivesse pegado a bandeira e fosse pego, você ia preso. E você ficava preso até alguém do teu time invadir o território adversário e te salvar.
Caramba, tipo uma parada geopolítica envolvida aí, né, rapaziada?
É um jogo de território. É um pique-bandeira turbo.
É, mas território, gente, era um jogo de criança. Repetir o nome não tá mudando muito a nossa ideia.
Não, mas é porque eu tô achando esquisito vocês não conhecerem isso. É muito estranho para mim vocês não conhecerem, é um jogo muito bom.
Eu conheço como Pique Bandeira, tá, que é uma versão resumida disso. E você tá trazendo isso, que a diferença é tem 3 bandeiras e o território é vasto. Sim.
E aí, só que você tá falando do herói, que eu me lembro uma vez, cara, que a gente tava jogando e tinha um moleque que estudava com a gente que ele era muito mais evoluído que a gente, que era o Bruno Gamba.
Sim, ele era mutante.
Ele não, o Bruno Gamba era uma lenda.
Eu lembro do Bruno Gamba. Sim, falando em animais aí, na corrida dos bichos, aí o Bruno Gamba.
Então ele era Engraçado, né? Tipo assim, todos com 13 anos de idade, o moleque com abdômen definido absurdo assim.
Ele tava sempre sem camisa, é muito engraçado. Qualquer motivo para tirar.
Cara, eu me lembro que jogar contra o Gamba era um inferno, porque tipo era assim, ou no time dele era muito maneiro, porque você variavelmente era preso e o moleque gordinho sempre ia preso. Só que tipo assim, rolava direto, ah, o teu time inteiro tá preso. E, meu irmão, ganhamos o jogo.
Como?
O Gamba salvou todo mundo da prisão e pegou todas as bandeiras no processo. Tu falava, caralho, moleque, tu é muito bom! Mas era, tipo, horrível assim. Quem tá no outro time? Ah, o Gamba. Chatão, perdi.
Entendi.
Cara, mas é engraçado porque sempre tinha um, né, nessa época, né, a gente se destoava muito dentro, nas habilidades assim. E sempre tinha um maluco que era muito rápido, muito rápido.
Eu lembro disso aí. Sempre tinha um rapidinho.
Os magrinhos, né, costumavam ser, os magrelinhos eram os mais rápidos.
Ainda no colégio teve uma época que eu era da equipe de natação do colégio e a gente, pô, ia disputar as paradas. A gente tava com a galera mais velha, com o pessoal mais velho. Então assim, a gente fazia ali a linha, né, de não sei como é que fala, mas a raia para disputar. E a gente normalmente era, éramos os menores. Só que tinha um camarada da nossa, da nossa linha, da nossa, do nosso grupo, que era o Ricardo. O Ricardo era um maluco que ele não era nada atlético, ele era magérrimo, muito, muito magro, muito magro.
Pô, maluco super nerd assim, tipo a gente, caraca, mas muito na dele, muito magro e tal. E ninguém dava nada pelo cara, nem nos treinos, cara. A gente treinava no colégio, fazia as paradas e tal, e ninguém dava nada pelo Ricardo. Moleque, chegou na, chegou no dia da competição, pô, mó galera lá no colégio e tal, isso aqui. Eu lembro que eu sempre comia, lembra aquele biscoito da vaquinha amarelinho?
Sim, pô, clássico.
Antes de fazer, eu comia sempre um pacote inteiro dessa parada quando minha mãe dava, não tinha dinheiro para isso.
Energia, energia indicado, é muito bom.
Ah, que isso, moleque, é a natureza da vaca.
Exato, você tá comendo vitamina, Roberto. Ali tem leite, pô, tem leite, carne, tem tudo, açúcar para cacete. Tudo que tem uma vaca.
E aí, cara, chega na parada do campeonato, meu irmão, eu tava muito concentrado e eu tava tipo pensando em todas as partes. Já tá, eu tenho que fazer isso, repassando todos os movimentos que eu precisava fazer. Como é que eu sei que tipo assim, pô, deu a largada, pá, a gente foi, mergulhou. Na primeira batida de braço eu já tava tipo assim um corpo atrás, eu tô último colocado. E aí a vaquinha, vaquinha, talvez, talvez, mas os gases podiam me dar uma propulsão que não veio.
Moleque, eu sei que eu comecei tentando recuperar e tal, cheguei a ficar perto do último, tava essa na minha disputa, né, numa disputa pelo último lugar, tava muito emocionante pelo penúltimo na real. E a linha, na linha da minha classe, da minha turma de nado, era eu e Ricardo. Ricardo, contra os outros caras. Nós éramos do mesmo time, né, moleque? Eu nem vi o Ricardo, não sabia o que tava acontecendo com o Ricardo. Falei, meu irmão, se eu tô aqui, o Ricardo, coitado, deve estar em último, né?
Arrogante. Falei, pai, meu irmão, sei que eu tava naquela disputa pelo penúltimo e tal, não sei o quê, vendo aquele cara. Quando eu cheguei, eu cheguei em penúltimo lugar. Eu ganhei do cara que tava em último, fiquei em penúltimo, moleque. De repente parou a galera da minha turma comemorando para caramba, da minha classe. Boa, isso aí! Levanta o Ricardo! O professor pega o Ricardo com uma das baixinhas O moleque voou, cara, voou e ganhou a parada.
A gente, caraca, moleque, maluco mais improvável, mas apareceu uma flecha na água, cara. Impressionante, mané, impressionante, impressionante. Salve de palmas para o Ricardo aí.
Salve de palmas, depois de tanto tempo, né, ele recebe o crédito do energia. Ricardo Peixe nessa corrida sobreviveu aí, porra, tá lá na corrida dos bichos no futuro, no HD, porque tava, não tinha água mais.
Cara, vocês estão falando, a gente estamos falando Corrida dos Bichos, me lembrei de um jogo absurdo que a gente fazia, mas éramos crianças, acho que estamos perdoados pelo tempo. E era década de 90, Diogo deve lembrar até mais, Afonso deve lembrar de ver esse jogo. Lá no Batista tinha um campuzinho de areia, ao lado do campuzinho de areia, sei lá por que, tinha uma cabra. Tá, tipo assim, vocês lembram disso?
Tinha uma cabra, Beto, tinha um mini zoológico, né?
Mini zoológico, mas tinha uma cabra, mas era assim colado. Para quem tá ouvindo, era colado assim, acabava a grade do campo e atrás da grade já era o mini zoológico lá da parada.
Isso, para galera, para colorir um pouco mais, tinha essa cabra, um velho bode, acho que era um bode na verdade, era um bode, era um bode, tinha tartaruguinhas, tinha galinha, um pavão eu acho que passava subindo e tal, um peru, um negócio Mas era muito alto. Era um mini Zuca colado, só tinha uma gradezinha daquelas... aquela gradezinha.
Isso, era isso aí. Que um dia descobrimos que poderíamos movê-la, né. E aí a gente fez um buraco na grade. E começou um esporte muito aleatório. Muito aleatório. Que era o futebol com o bode.
Sim, futebode, como a gente chamava. Era o futebode.
A gente jogava futebol e tinha um bode no meio.
Cara, era muito bom.
Que de vez em quando não ficava muito feliz. Não, ele ficava puto.
Muito, porque ele entrava na competição. A gente faz, que contou em algum MRG, que a gente às vezes, a galera nova não sabia do ódio do bode pela humanidade. A pessoa sentava assim esperando no recreio, comendo lá um joelhinho e tal, e de costas para grade. E aí chegava ele, dava a cabeçada. Então ele tinha essa, essa vendeta aí, ele tinha essa parada. Ou ele tava só se divertindo. Eu gosto de pensar que ele tá se divertindo, jogando com a gente, né? Isso é maneiro, né? Isso é legal, a cabeçada.
Ele ouvia o sino do recreio, já ficava assim, pô, vamos lá, vamos lá, já Vai ter futebol, vai ter futebol, vai rolar. Exato.
Então, o futebol, eu nunca vi um futebol de rolar no colégio, mas eu já ouvi as histórias. E eu sei que tempos depois, já no ensino médio, a gente criou o pique-pega com o bode na hora do recreio. Basicamente, um dos nossos amigos desenvolveu a habilidade de abrir a cerca do mini zoológico.
Sim, sim, era muito doido, porque eu fico pensando assim nos diretores e nos professores, tipo Tipo, era muito famoso esse esporte.
Sim.
E ninguém travava a gente.
Eu acho que havia uma vista grossa.
Cara, era muito louco.
Eu acho que rolava uma vista grossa, tipo assim. As professoras provavelmente, meu Deus, alguém vai fazer alguma coisa? Aí os professores, tipo assim, é, alguém deveria fazer alguma coisa.
Meu irmão, olha só, cês tão perdendo porque é igual corrida dos bichos. Uma classe social apostava na outra. Ou seja, os professores do nosso colégio apostavam Nos aros longos contra o bode lá.
Nossa, mano.
Tomar a primeira cabeçada do bode, hein. Exato.
Era muito bom, cara.
Tu chegou a tomar a cabeçada do bode, Beto?
Não, eu joguei algumas vezes. Eu tinha muito medo, assim. Era um jogo que a gente ia pra jogar assim e todo mundo jogava com muito medo. A gente queria a bola o mais longe possível porque o bode tava meio que sempre atrás da bola. Então a bola vinha, tu nem chutava pro gol, era tipo, sai daqui. E aí tu corria do bode, subia na grade ali, né, tinha uma muretinha, tu subia na grade e falava, não, Não sou eu, mas era uma parada que a gente pensa hoje horrível, né?
Era um esporte, eu não acho horrível não, acho maneiríssimo, porque assim, o bicho tava se divertindo, irmão. A gente tem que levar isso em conta. Ele era livre, ninguém amarrava o bicho não, sacou?
Não era uma parada, não, ninguém tocava no bicho, ninguém batia no bicho, ele derrubava os outros.
Ele era livre. Para mim era o ápice do dia dele, meu irmão. Ele ficava ali, ó, esperando, abriu, ele Quem que eu vou pegar agora?
Mas sabe o que eu tô pensando agora? Eu tô tentando lembrar, é porque é muito louco isso. Eu tô tentando lembrar, muito bom, porque quando batia o sino a gente voltava para sala.
Sim, algum inspetor, algum inspetor era responsável por recuperar.
Era famoso, era um esporte famoso.
Sim, eu lembro que ele descia a ladeira, né?
Às vezes ele descia e fugia lá para o Palácio de Brasília quando a gente que quando batia o sinal a gente saía e alguém deixava a porta aberta. Só acontecia algumas vezes. E me lembro de reclamarem já com a gente, vocês estão deixando a porta aberta, o bode foi. Então realmente era uma coisa, era uma coisa sabida. Que coisa esquisita, né?
Ah, eu acho que as crianças, os homens e os animais sempre cooperaram através da história, incluindo na corrida dos bichos. Caralho, o cara faz um outro já.
Nem sempre eles cooperaram, muitas vezes eles Eles batalharam, assim como em Corrida dos Bichos, que está já no Prime Video.
Olha, você assistir.
Vocês puxaram uma parada que eu não lembrava, mas eu brincava muito, mas muito, muito, que era o pique alto, que era o bagulho que você ficava um pegador e o outro ficava para você estar imune, né? Você não poder ser pego, tu tinha que subir em alguma parada, subir, e não podia ter duas pessoas no mesmo lugar e tal. Então tipo, a pessoa chegava ali, ela tomava um altinho ali, ficava Tanto que o pique-altos, ele tinha, acho que, uma das maiores incidências de discussão de regra.
Porque às vezes tinha um chinelo no chão. E aí o moleque... eu subia no chinelo. Aí eu ficava com outro pé assim, equilibrado. Aí o cara, pô, não pode subir no chinelo. Eu falei, mas eu tô no alto, eu estou a 5 centímetros do chão.
Moleque, o Afonso era o babaca do jogo, né. Porque sempre tinha esse cara e tinha aquele que sentava e levantava o pé.
Tu falava assim, cara, tu não tá no alto, velho. Aí não, aí eu ativei.
Não tinha, mas tinha a galera... Falou o cara do chinelo.
Não, mas o chinelo... Bota nos comentários aí, tecnicamente eu estou alto? Eu tô mais alto do que o chão?
Sentado com o pé levantado também.
Mas o que o Beto tá colocando não é como se o cara tá certo, é que esse cara... O Beto tá falando que esse cara existe. Que é um maluco que senta e levanta o pé, é um absurdo.
O pé pro alto, a única coisa que não está tocando o chão é o seu pé, não tem lógica alguma.
Na cadeira, Von, se tu tá sentado num banquinho, tu levantou o pé, tu não tá com a bunda no chão, velho.
Se você não podia, não, não, não, pera aí. Se você sentar numa, se você tiver numa cadeira, já tá valendo. Você não precisa nem levantar o pé.
Não, mas não pode tocar o pé no chão.
Precisa, precisa, não tem que levantar.
O Biquel não pode tocar o pé no chão. Sentou na cadeira, levantou o pé só um pouquinho, tu já tá mal.
Então, mas não, mas você escorou, tinha que ele tinha que sofrer um pouco mais.
O cara sentasse no chão e levantasse as duas pernas.
Eu já vi, eu já vi.
Aí tá tocando no chão.
Não, mas mesmo o cara sentado, é o jogar com preguiça.
Pô, só no lugar. Eu acho que às vezes a situação gera aquilo ali, porque qual é o lance?
O desespero.
É o que eu lembro das regras que eu tinha para os pique-altos que eu participava, esse esporte de VARZ infantil, era que você subia num lugar alto, se você tocasse no chão novamente você já não podia estar mais ali. Sim, aquele lugar já não valia mais para você, já foi usado.
Muito bem lembrado, já foi usado.
Então essa era uma parada.
Então a galera tava sentada e não pode ficar muito tempo, e não pode ficar muito tempo.
Mas infelizmente não era muito certo para mim, pelo menos.
Não tem juiz dessa porra. Ninguém ficava tipo, opa, já deu 2 minutos do seu.
Não, mas ninguém ficava em cima da— você não pode subir, tô em cima da mesa agora, se ferra aí até acabar o recreio.
Porque vamos dizer, o Diogo tá correndo atrás de mim, eu subir num banco, sei lá. Aí ele diz, ele tipo, porra, Afonso tá seguro, ele vai partir para outra Aí eu desço e vou para outro lugar, porque meio que tinha essa parada de você ficar provocando a pessoa e tal.
Isso era legal, porque era como a gente falou, é a hora da criança mostrar que ela tem chance de ser um super-herói, né? Então você gosta de brincar na frente do Pegador, você gostava que o Pegador tirasse, pegasse com a mãozinha assim, quase tocasse em você, tu corre para trás. Exatamente, era muito maneiro isso, cara. Eu lembro uma vez, tinha uma parada nessa época que assim As meninas, quando— tô falando uma parada real, não tô falando genérico, tô falando de todo mundo, tá?
Lá as meninas, quando gostavam de alguém lá no condomínio da minha avó, elas iam e ficavam perturbando. Essa pessoa dava perturbada e tal. E eu ficava, caraca, eu falei, o maluco um dia elas vão me perturbar. Por que que elas não me perturbam também nas brincadeiras? Aí eu ficava mó tipo triste porque elas sempre iam para o maluco mais bonitão, fortão, não sei o quê. E aí eu tipo, caraca, maluco, mas eu adorava brincar e ficava brincando também.
Também não era coisa que me travasse. Um belo dia, cara, eu pensava nisso. Um belo dia, moleque, as meninas começaram a me perturbar. É o quê? A ficar me perseguindo, me cercando, não sei o quê.
É hoje, é o meu momento.
E aí o idiota tentou pegar as duas meninas ao mesmo tempo pulando. E aí eu pulei e fui tentar encostar nelas. A minha mão simplesmente prendeu no cabelo das duas, eu puxei as duas pra trás.
Você agrediu as garotas que você queria amar.
Pois é.
Foi muito curto o meu momento de—
eu vou te falar que eu simpatizo com as suas pretendentes aí, apesar de ter sido muito curto, né, o cortejo. Porque eu tive a excelente ideia de deixar meu cabelo crescer, né, quando eu era criança. Sim, né, eu mirei no Conan e acertei.
Tô no motorista dos Simpsons.
Exatamente, o motorista dos Simpsons. E cara, na hora dessas brincadeiras, quando eu falo criança, era Tipo, acho que 11 anos eu já tinha o cabelo compridão já, né? Foi a primeira vez que eu deixei o cabelo crescer. E aí, brother, quando tu jogava essas paradas, o cabelo é o primeiro. A mulher, ela já tem mais prática, ela já enrola e tal, já faz um esquema de guerra. Ou os antigos que tinham cabelo comprido, é questão cultural.
Meu irmão, o cabelo é a primeira parada que a galera pega, aí cai no chão, aí tu sobe, cê levanta depois que cê cai. O seu cabelo, ele traz as folhas e a poeira do play ou da rua, né?
Tudo.
Biciclete. Então eu entendo, eu entendo a dor das mulheres. Eu gosto de pensar assim, que eu sou esse cara.
Meu irmão, vou te mandar aqui. Teve um momento na minha vida de deleite, foi um momento mágico para mim de adulto, que eu voltei a ser criança, me lembrei e fiquei maravilhado, aplaudindo de pé quando eu vi pela primeira vez o Pega Profissional, que é o—
tá ligado?
É maravilhoso, moleque. Negócio maravilhoso.
É, se você nunca viu Meu querido ouvinte, é uma das paradas mais surreais, porque mistura parkour, assim como Corrida dos Bichos, mistura ter que pegar o outro, assim como Corrida dos Bichos, mistura toda essa gama de habilidades que um corredor de Corrida dos Bichos precisa ter para ser o vencedor. Só que isso é real, você termina vivo, né? É, mas cara, mas é perigoso na vida real, é perigoso assim como ele tem essa parada, tipo assim, cara, tu pode dar a cabeçada.
Quantas vezes tu não viu o maluco batendo com peito na chapa do corrimão que dá um Pique-pega é muito maneiro, véi.
Cara, pique-pega é profissional, né.
É, é muito legal.
É assim, é um daqueles esportes que tu tipo, é, mas tu não para de ver, sabe qual é?
Sabe o que que falta no pique-pega? É uma coisa engraçada, é essa coisa que a gente... O esporte, vamo lá.
Começou a falar mal do esporte, cara. A birra que o Afonso tem com esporte é um negócio inacreditável, cara.
Não, eu pratico esporte, eu gosto de esporte.
Afonso, não, tu pratica academia. Academia não é esporte.
Não, academia e patins.
Ué, não é esporte?
Não pode?
Não, patins agora é esporte, pega. Agora tá na Liberdade.
Não, meu, olha só, eu não vou falar mal do esporte, pelo contrário. O que eu ia falar é o seguinte: eu acho muito curioso que o esporte de adulto, ele só é a brincadeira de criança com um pouco mais de regras pro adulto não sentir que ele tá brincando.
Total, total, total.
Então o pique-pega, não é? O pique... assim, se você botasse uma bola, alguma coisa, uma vareta, aí o adulto de fato... Ah, é um esporte. Esporte e tal.
Afonso, esporte é o nome que o adulto deu para brincadeira.
Ele, quando você vira adulto, você substitui a palavra brincadeira por esporte, porque a brincadeira de criança ela é importante para o nosso desenvolvimento de vários sentidos.
A brincadeira no geral, tá? Não só de criança.
A brincadeira ela é importante para o desenvolvimento da criança se tornar um adulto, entender valores do mundo. Então assim, o esporte ele é a continuação disso, só que agora que você tem regras. Então, cara, não tá livre, tem regras.
Eu acho assim engraçado, então o pique-pega, eu acho que essa estranheza de você ver dois adultos jogando, um tentando pegar, tipo, te peguei, simplesmente encostei, você peguei. Porque isso era muito simples. Eu sei que os cara bota um monte de, né, um monte de obstáculo.
O cara bota um monte, Afonso, o maluco dá um mortal, pisa na parede, dá pirueta em cima do corrimão, desce.
São as pessoas. Porque pensa no Batista, o moleque podia pular em cima da mesa e da mesa ele dava um uma pirueta para cair no banco.
É, a criança gostava disso e essas pessoas se quebravam, como exemplo, o Dê no começo.
Mas então vocês acham que A Corrida dos Bichos nada mais é do que a evolução natural? O filme está prevendo o futuro. Pode ser que lá na frente as pessoas falam assim, sabe, que nem fala Simpsons Direct, vai falar assim, cara, Prime Video Direct.
É claro, porque é isso assim, A Corrida dos Bichos é um pique-pega com jogo do bicho com horror, aposta, com aposta, que é o lado do jogo do bicho, num ambiente onde as pessoas estão desesperadas. Essa é a parada.
É obviamente muito mais brutal porque você tem até uma pessoa que fica lá de calção, né? Você tem que deixar a pessoa de calção.
O que eu acho que é isso mesmo, é o ser humano dadas certas circunstâncias, e a literatura explora isso, né? O Senhor das Moscas lá. Não sei se tem mosca no Corredor dos Bichos, não vi ninguém de mosquinha, mas o Senhor das Moscas, né, Lord of the Flies, brinca com essa parada. Tipo, se você tira a civilidade, se você tira o adulto para botar regra, botar limite, a criança se torna uma parada meio que apocalíptica também ali.
Então você, aquele ouvinte que está aqui assistindo esse episódio maravilhoso que foi aqui impulsionado pela galera do Prime Video, não deixe assistir Corrida dos Bichos, esse filme nacional com um elenco internacional maravilhoso, no Prime Video, senhoras e senhores.
Afonso Alano, fala um número de 1 a 25.
3, número 3.
Burro.
Acho que combinou. Tamo junto, caiu bem.