Qual o Limite do remake? | MRG 828
Os remakes deixaram de ser apenas uma forma de atualizar gráficos e passaram a reinventar jogos inteiros. Alguns mantêm a essência da obra original, enquanto outros mudam mecânicas, roteiro, personagens e até o tom da experiência. Mas afinal, em que momento um remake deixa de ser uma homenagem e passa a ser praticamente um jogo novo?
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Didi Braguinha e Beto Estrada recebem Northon Domingues para discutir a atual onda de remakes nos videogames e debater até onde uma nova versão pode modificar uma obra clássica sem perder sua identidade. Entre exemplos de grandes acertos, mudanças polêmicas e adaptações que dividiram os fãs, o trio conversa sobre o delicado equilíbrio entre preservar a nostalgia e modernizar um jogo para uma nova geração.
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Queen Carvânia stood haloed by the morning sun.
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Estamos começando mais um Matando Robôs Gigantes, senhoras e senhores. Sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas. Eu sou Beth Strada, estou aqui com Didi Braguinha. Nortenho Domingues. E hoje, hoje o bagulho é doido, hein?
Agora o Beto apresenta todo mundo.
Que esquisito, porque como a gente tá no YouTube também, caso você esteja ouvindo no Spotify, saiba que estamos no YouTube. Caso você esteja ouvindo no YouTube, saiba que os episódios do Spotify são em vídeo também. Mas aí a gente muda a dinâmica, a gente se adapta, né? A gente vai para frente, sacou? Tá feliz? Gostou da explicação?
Eu tava antes já, não era, isso não era um definidor, mas eu gostei, gostei da explicação. Eu já tava feliz antes. Tava de boa. Minha felicidade não tava dependendo da tua explicação, não era tão frágil assim. Tá bom. Norton Domingues, você tem uma questão para nós.
Olha, eu tenho uma questão porque assim, recentemente estávamos numa live do MRG. Como assim live do MRG, Didi? Acabei de pensar aqui agora. Onde que eu assisto isso?
Cara, que doido, né, você ter puxado isso justamente quando nós temos o hábito de fazer lives todas as terças-feiras às 14 horas também no YouTube. Ou seja, você que tá aqui no Spotify, você pode dar uma olhadinha terça-feira, 14 horas, a gente tá sempre lá fazendo nossas livezetas. Olha que bacana!
E agora que acabou Copa, a gente volta a fazer live toda terça-feira, que não tem mais competição com a Casé TV.
Não, fomos ousados, a gente assim, nós perdemos, mas fomos ousados.
Nós abrimos lives na Copa. Fiz o que eu pude, não consegui.
Então eu tava na live lá de boa, né, estava batendo aquele papo legal com o chat. Eis que me me puxa ali um comentário assim, um plim. E aí o cara falou assim, olha, o Norton, do nada assim, o Norton parece o jovem Sondheim. Aí eu falei, o quê? Não é possível. Aí digitei no Google, e façam isso vocês aí também, Young Sondheim, diretor Sondheim mesmo. E aí parece mesmo, parece mesmo assim, de verdade, mais do que eu gostaria de assumir.
Tu parece o jovem Sondheim, caraca.
O jovem Sondheim. Então eu tive que que guardar meu orgulho, que realmente acharam alguém que eu pareça.
Olha, eu entendi aonde tá. É, eu achei que o Sam Raimi, você tem um, dá para lembrar assim, irmão, irmão só de pai, sabe? Tipo, negócio meio assim.
Vou junto, vou te ajudar. É porque é o seguinte, precisa nesse trabalho que você tá fazendo agora, é, o Norton, de uma certa empatia que o Beto não possui. O Beto não possui essa empatia de entender a dificuldade e o vazio da sua vida de você não se ver parecido com ninguém.
Obrigado. Ó, o Didi, realmente, Didi, você é empático.
Ah, entendi.
E é isso que eu queria puxar, porque é a primeira vez na minha vida inteira que alguém fala que eu pareço tal pessoa, tal personagem, e eu concordo. Eu não concordo com ninguém.
Posso dizer que você só não olhou pras pessoas certas? Porque eu vou te dizer uma parada. Pra mim, você sempre pareceu o Ronald Rios saudável.
Pera, cara, ok, eu consigo.
Eu sou fã pra caralho do Ronaldinho. Eu também, eu também gosto muito dele.
Eu consigo ver, ó, eu lembro que quando eu estava, eu era um jovem adulto, tinha um conhecido meu que ele tentou muito emplacar um apelido de Coabra pra mim. Coabra do... Coabra? É. E, cara, parece um pouco mesmo, se você jogar o Coabra.
Coabra?
Quem é Coabra?
Do Yu Yu Hakusho, do desenho, do anime Yu Yu Hakusho.
Não tô ciente, não tô ciente.
Parece um pouco também, mas eu acho que o SunHy Sondheim é o mais próximo que eu cheguei de aceitar que eu pareço com alguém na minha vida. E aí, essa que é a questão que eu queria perguntar para vocês. Primeiro, eu pareço o Jovem Sondheim?
Pô, eu tô alucinando. Eu tô impelido a dizer que eu tenho que dizer que sim, né?
Obrigado.
Não, não, não, não, ainda é, você tem que tomar uma decisão sua sobre ser educado, né? E colaborar com a mídia ou mandar real. Vamos nessa, porque você já entendeu agora, ficou nítido e claro que o O Norton, ele durante a jornada inteira da vida dele buscou pessoas que fossem parecidas com ele e ele nunca encontrou. Isso porque ele nunca olhou pro jovem Ronald Reagan.
Pro jovem Sam Raimi, né? Cara, muito doido.
E pro jovem Ronald Reagan, tem isso aí. Aí agora você vai dizer se você vai ser o Roberto, que a gente tá acostumado, ou se você vai ser o amigo do Norton.
Puts, mas eu não posso... É, eu não posso ser amigo sendo honesto?
Você pode fazer o que você quiser, é a sua vida, é sua jornada, você escolhe o caminho que você vai fazer.
Eu tô me sentindo muito pressionado, tá muito tenso isso aqui.
Eu tenho um pouquinho de apoio, ele já virou um ditador.
É, eu também tô achando.
Mas a pergunta principal é: Didi e Beto, é isso que eu queria, eu tô falando tudo isso. Quem vocês acham agora? Agora é a hora de você olhar para o seu espelho, para você mesmo. Quem você acha que você parece?
Ah, eu já sei.
Não, que você assume, fala, não, realmente eu pareço esse cara, realmente esse cara tem uma certa semelhança comigo.
Não tem, pra mim não tem erro, não tem erro nenhum assim, é tipo, é muito fácil, eu sei que é.
Ah, então o problema sou eu então.
Não, cara, eu te convido, então bota aí no Google aí você, todo mundo que tá vendo, como é que é o nome do Rei do Crime? O Rei do Crime novo, demolidor, como é que é o nome dele? Bota aí, Vincent D'Onofrio Full Metal Jacket. E bota no Google Imagens.
Caralho, meu irmão, para caralho, é o Roberto.
Deixa eu ver, tô colocando.
Eu não tenho dúvida, eu não tenho dúvida sobre isso.
É ele mesmo, é o jovem Vicente Donofrio.
Eu não tenho dúvida assim.
Todo mundo parece uma versão do jovem, entendeu?
Tem várias fotos que você vai ver aí.
Você, a galera já fez montagem, já tem uma porrada de coisa.
É o Diogo Afonso, que me conhecem desde o colégio, cara. Você olha a foto, até eu olho e falo, caralho, velho.
Tá, ok. Mas você olha e você fala caralho, parece assim.
Não, mas é muito, é muito, é muito, Norton. O Vicente Tonoffi no Full Metal Jacket é muito.
Eu tô aqui com as fotos abertas, eu darei minha opinião em breve, mas eu quero saber de você, eu quero saber do interno, tô fazendo uma terapia aqui.
Não, eu não tenho como falar que não, né? O maluco tem até as minhas entradas, velho. É igualzinho, velho.
É bizarro, é muito parecido, muito parecido. Quando tá puto, quando tá com raiva, parece pra caralho o Beto.
Fico meio cabreiro com pessoas que são Só isso.
Estranho, né?
Muito parecido. E você, Didi?
Parece comigo?
Não, é quem?
Tem um maluco do Bacurau, o Pacote, né, que eu acho que parece. Lembra um pouco.
Meu Deus, parece, né? Parece.
Fala do crioulo.
Não, o Diogo é o crioulo, pô. Diogo é o crioulo.
Não lembra?
Lembra quando a cabeça raspada? Nos dois, acho que tem um mix dos dois assim. Dizem que às vezes eu pareço também o Paulo do Kid Bengala de lado.
Como é que é o negócio? Ah, já não acho.
Deixa eu ver aqui rapidinho. Se eu consigo achar.
Muito específico, o cara pega um bagulho.
Não, mas olha só, tu parece mais o crioulo do que esse cara aí do Bacurau.
Eu me vejo um pouco, eu vejo a galera que ressaltou, né, a galera que, pô, mencionou essas paradas e tal, mas eu me vejo um pouco nos dois assim.
Que lado você acha que eu tenho?
Coisas que eu tenho de um, coisas que— só para ter certeza, de frente, meio que 15 graus à direita, olhando assim, o ângulo de visão 15 graus à direita e ele olhando para esquerda.
Deixa eu adiantar o vídeo um pouco, pera aí. Peraí, pra esquerda você falou?
Isso, quase um sorrir lá, ele dá uma olhada, sorrir lá assim, vira e volta e sorri. Tem um pouco de... Eu concordo, tem um pouquinho de lembrança.
Ah, Didi, parece.
Não acha não? Parece.
Você literalmente parece o Paulo Kid Bengala de lado.
Ah, tá, eu percebi.
Eu tava vendo aonde ia se conectar, porque eu percebi que o Norton tava preso na piada e o Diogo já tinha avançado. Já tinha ido embora. O Diogo já tinha avançado. Eu tava aqui só esperando aonde ia...
Eu tava achando até que essa piada ia tirar. De tão merda que foi.
Eu tava até— foi merda, foi bem merda. Foi merda. Eu vou com você, Didi.
Hoje você foi, eu vou estar de cara.
Queridos amigos, programinha de debate, Roberto Estrada e Norton Domingues. Olha só, hoje, senhoras e senhores, como vocês viram no título desse episódio, Nós vamos bater um papo sobre qual o limite do remake, né? E pra isso eu vou pegar uma historieta, né, que é um dileminha ali, um questionamento, que é o Barco de Teseu. Barco de Teseu é uma proposta, um pensamento, né, uma trívia filosófica que diz o seguinte: tem um barco lá e durante a vida desse barco ele vai mudando, ele vai sendo consertado, ajustado, vão mudando as tábuas porque elas vão se danificando.
E chega um determinado momento da vida desse barco que todas as madeiras, todas as tábuas, os pregos, todas as coisas que compõem esse barco foram substituídas por outras. E a pergunta que fica é: ainda é o barco de Teseu? Ainda é o mesmo barco? Ou ele é um novo barco porque já se trocou tudo? O que define se aquilo ainda é a mesma coisa ou se era uma outra coisa? E aí trago esse questionamento aqui para a questão dos remakes.
Tivemos agora, inclusive fizemos programa sobre Assassin's Creed Black Flag, o remake do Assassin's Creed Black Flag, que nós entendemos que é um remake, mas na verdade é um remaster de luxo, né?
Não, é um remake. Inclusive saiu recentemente dizendo que os cara reescreveram o código.
É um remake, não tem— sim, mas é que Durante o episódio a gente comenta que às vezes ele parece um remaster de luz. Pois é. E aí eu queria abrir um questionamento para a gente entender o seguinte: até onde um remake pode mudar a obra original e continuar sendo um jogo original, mas diferente, né? Até onde para vocês o remake ele é permitido alterar?
Essa é uma pergunta bem difícil.
Pô, ela é a pergunta que tinha que ser feita no final do programa, mas então é isso, acabou, galera. Vou fazer uma outra que vai facilitar e a gente vai chegar na resposta dessa pergunta, porque essa é a real resposta que a gente tá buscando. Nos guia, nos guia, nos guia. Mas vamos lá, se você pudesse escolher entre jogar um jogo agora original, exatamente daquela maneira que você jogou pela primeira vez, ou jogar um remake, uma versão modernizada do que você já jogou, o que você escolheria?
Então, eu... Toda resposta, acho que eu vou dar aqui, vai ser depende, porque quando a gente pensa em videogame, principalmente, O remake, ele funciona muito pra trazer uma tecnologia moderna praquilo que já existia, né? E aí, por isso que a linha fica tênue entre remake e remaster, assim. Porque remasterizar é você trazendo uma qualidade gráfica melhor e tal, utilizando os mesmos códigos ou muito parecido. Só que também tem uma brecha pra melhoria, o remaster também.
Pra assistir de qualidade de vida, de game design, de jogabilidade atualizada. Isso, de gráfica.
Traz pra Unreal Engine 5, traz pra uma coisa mais nova, assim. Mas também tem uma brechinha pra melhora de jogabilidade, melhora muito, muito eles falam de melhora de posicionamento, de câmera, etc. Já no remake, eles estão reconstruindo aquele jogo do zero, algo do tipo. O problema, eu acho, é que, por exemplo, eu sempre, no Assassin's Creed eu citei, eu gosto muito do primeiro jogo do Kingdom Hearts, gosto bastante e tal, mas quando ele saiu e eu fui rejogar a primeira versão dele, A câmera mudava nos gatilhos, no L2 e no R2.
Então você tinha que pular com X, bater com quadrado, andar com analógico e ficar apertando L2 e R2 pra você ver onde os inimigos estão. É, mano, é muito travado. É uma movimentação antiga pra caramba. E aí, mas faz parte do que o jogo era. Aí você vai jogar hoje a versão remaster, que tem no PlayStation 4 e tudo mais, eles já botam a câmera no analógico direito, que funciona muito bem. Então, um remaster, nesse caso, me pegou.
Só que se você faz um remake desse jogo, você perde grande parte do componente visual dele, que era o fato dele ser um jogo do PlayStation 2. Faz parte do que o jogo é. Então eu prefiro, quando tem essa questão, eu prefiro jogar a versão antiga antes da nova.
Uma dúvida, Norton, enquanto você tá falando isso. O momento de transição do controle do PlayStation... Eu lembro que no PlayStation 1 tinha muito isso. Eu não lembro agora se foi no 2 ou no 1. Que eles puseram o thumb direito. Foi no PlayStation 1, né?
Foi no final do 1 para o 2.
No final do 1 pro 2. É, porque eu lembro que essa parada... Esse recurso de você mirar com gatilho, um dos gatilhos, era um recurso utilizado muito nisso por conta de não ter esse thumb, o R3. Você não tinha um R3 no controle para fazer essa viradinha. Tanto que no Nintendo 64 você fazia a virada de tela para olhar para o lado e tal, para strafear no caso, com os amarelinhos da direita, né? Você tinha ali o thumb central, né? Nem é L3, é o thumb central, e tinha as setinhas amarelas ficavam no lado direito.
E aí você tinha essa parada no GoldenEye. Se tu pegar o GoldenEye pra jogar hoje em dia, o mesmo GoldenEye do 64, cara, é muito esquisito, porque tu pilota um tanque, né?
E movimentação de tanque era a base, né? Principalmente porque é o que eles estavam produzindo, principalmente no Nintendo 64. Cara, eu já te falei, joga o primeiro Resident Evil, ele é assim, ele é cru, ele é cru. Você vê que você fala assim, cara, parece que era um tanque, era um— parece que tava caminhando para se tornar o Resident Evil. Então o remake, ele toma um pouco esse lugar. É muito difícil, cara, é muito difícil.
É difícil mesmo, porque, por exemplo, se eu pegar, eu peguei para jogar o Resident Evil 5. Resident Evil 5 eu peguei para jogar, é o 5 do Cruz lá na África e tal, socando pedra. Exatamente, ele tá naquela cidade e tal, não sei o quê, e a galera, porra, caindo para cima dele porque tem a parada deles botarem a porra daquela amoeba lá na boca das pessoas e o caralho. Moleque, o jogo é maneiro, é bonito para caralho, o jogo é irado.
Quando tu vai assumir o controle, tu fala, ai, ai, Ai, dá aquela dor, parece um personagem escolhido pelo Professor Raimundo que fica gritando ai, ai. Moleque, é ruim, cara. É muito ruim, cara. É ruim. Assim, eu sei que obviamente que ele é um jogo lançado naquele local, só que do 4, do Resident Evil 4 pro Resident Evil 5, eles pioraram a jogabilidade. É surreal, porque é muito ruim, cara. E aí eu falei, porra, meu irmão, não dá, não dá.
Eu consegui jogar um pouco do Resident Evil 4 no cru, né, porra, feitão lá, original. O 1, eu joguei o Resident Evil 1 recentemente, recentemente não, alguns anos atrás, cru, foi do caralho. Depois eu peguei o remaster, puta, e sim. Mas o 5 não teve nem como, irmão, nem como, tipo, jogar, cara, uma hora assim, não dava, não dava, cara. Tinha aquela mira que tu apertava o gatilho, ele mirava, parecia que tava jogando House of the Dead, sabe qual é?
A emulação do House of the Dead do fliperama pro computador, que tu fica assim, caralho, filho da puta.
Didi, me lembra de um negócio, o 5 Ele já dava pra andar e mirar? Porque o 4, quando ele saiu, não dava. Aí depois eles modernizaram. Não dava, né? Você mirava e depois você andava.
Então eu joguei errado o 4. Então eu não joguei essa primeira versão. Porque a versão do 4 que eu joguei... Não, tu não jogou.
Tu não jogou. Porque eu me lembro que quando você tava jogando o Resident Evil 4, eu e você, a gente tava conversando e eu falei pra você, eu falei assim: Agora você coloca numa época aonde os jogos não botavam a câmera no ombro e no Resident Evil você tinha um fator limitação, mas que causava um estresse. Que era você, pra atirar, você parava os bichos vindo, você tinha que atirar e você andava. Era uma dinâmica de jogo, funcionou bem pra gerar tensão, o terror e tal, e eles tiraram depois.
E é uma dúvida, eu me lembro que eu e você conversamos e eu falei, cara, não sei se eu acho que eles deveriam manter isso ou não, apesar de eu gostar de inovações, mas...
Porque era um pedaço da gameplay, era você ver o zumbi vindo, né, os caras atrás de ti lá falando espanhol na sua direção, você virava as costas, corria, corria, virava pra ele, mirava, atirava. Virava as costas, corria, corria, mirava. Era meio que essa jogabilidade que você fazia o jogo inteiro assim, sabe? Então os caras se enfileiravam para te pegar e você tinha que sempre virar as costas para eles ou algo assim. Então grande, e a câmera te acompanhava, então você não via.
Aí a graça de você tomar uma machadada voando era essa, você não sabe se o cara jogou o machado. Então essa modernização da gameplay tirou um pouco desse fator que fazia parte do que era o jogo um pouco, né? Mas a modernização é bem-vinda. Eu só não lembrava se o 5 fazia isso ou não. Então o 5 você tinha que parar também para, para isso.
Tinha que parar, tinha essa parada de fugir de costas dele.
5 é horroroso. 5 é horroroso.
Cara, eu joguei ele uma vez na época, eu nunca rejoguei. Tá aí, eu vou até botar numa listinha. Eu queria rejogar o 5.
Vai sair um remake, fica tranquilo.
Betão, quando tu ouve que vai sair um remake de um jogo que tu curte, tu fica preocupado, feliz? Qual é a tua, como teu coração fala?
Quero ver agora, hein.
Vai.
Não, então eu sempre fico feliz, a verdade é essa, porque, cara, eu não gosto muito do fator nostalgia, né? Já falei isso aqui mais uma vez, eu gosto, eu acho que assim, acho que a indústria do videogame é a que mais se beneficia com avanços tecnológicos. Então, do entretenimento, né? Quando a gente ouve falar assim, ah, pô, vai ter um remake de tal jogo, não necessariamente ele vai ser melhor, né? Mas pelo menos a gente vai ter oportunidade de experienciar aquele jogo de uma forma completamente diferente.
Porque assim, esse é o exemplo do Teseu no começo, ele é muito interessante, porque eu sinto que os remakes do Resident Evil são o barco de Teseu. O remake do Assassin's Creed Black Flag não é, porque, cara, é muito doido assim. O Assassin's Creed Black Flag, a gente jogou ele, aí a gente lançou episódio que a gente jogou antes do lançamento. Cara, eu fui jogar depois daquele patch de atualização. Eu deveria ter jogado depois do patch de atualização, na verdade.
O jogo, cara, o jogo, ele é, ele flui muito, ele ficou muito lindo, ficou muito mais bonito, com correção de um monte de coisa. E olha que curioso, né, eu Falei assim, cara, quando eu tava jogando, eu tinha falado aqui, né, que a gente gravou. Eu falei assim, cara, me trouxe a sensação de Black Flag toda de novo. Isso é o que eu busco. Eu sou um cara que joga remakes, eu sou um cara que joga remakes e remaster. Inclusive, neste momento que estamos falando, estou jogando o—
enquanto grava, para vocês terem bem—
não, enquanto grava não, vocês podem ver no vídeo que não. Agora tem vídeo, droga. Mas eu tô jogando o— eu não sei se é remaster ou remake. Do Horizon Zero Dawn que saiu.
Olha, é maneiro.
Então assim, eu sou um cara que joga essas versões de remaster, remake, porque quando eu gosto do jogo eu quero falar assim, porra, me diverti tanto ali, quero voltar àquele lugar, sabe? Tô esperando um remaster barra remake de Days Gone para voltar para Days Gone, por exemplo, e tal.
Porra, é só você mesmo.
Não, eu e o Diogo Afonso.
Só você nada, tá maluco?
Só nós três.
Tá maluco que você tem isso? Então é porque a gente tá esperando remaster. O remaster é o remake de Days Gone. Né, eu acho que o remake de Death Stranding e o lançamento do State of Decay 3, que tá para vir aí. Esses daí são a nossa lista de guilty pleasures.
Então assim, eu sempre sou a favor do remake porque eu acho que renovar não é só para um novo público, mas é para o meu novo hábito, entende? Tipo, Shadow of the Colossus para mim é o maior jogo de todos os tempos. Pô, eu fui jogar os controles originais antes do remake.
Caralho, parabéns!
É horroroso, horroroso.
Perde qualidade de vida absurdamente.
Aí eu falei, cara, não vou assim, não vou fazer. Aí voltei para os controles novos e adaptados. Só que ele gerou a lembrança de melhor jogo de todos os tempos, na minha opinião, com aqueles controles horrorosos que eu joguei originalmente. Então foi muito legal saber que eu posso pegar esse jogo de novo, mas agora que a minha memória muscular, o meu, o que o game design mais novo fez com a minha forma de jogar, meu conhecer se adaptou.
Então eu sou muito a favor do remake, do remaster, sempre, na verdade. E sempre gosto mais do que a versão original, que eu não gosto dessa nostalgia.
Eu acho que tem jogos, cara, que pedem, pedem uma atualização de game design por você ter ali uma jogabilidade que envelheceu mal, ou um jogo que ele é um jogo muito longo e aquele tipo de jogabilidade ou tipo de gameplay ele já não tá mais em voga e tal. Tem outras coisas que eles acabam envelhecendo bem, jogos que não é— eu tô falando, vou falar mais simples, mano, porque eles são mais simples por serem menores, mas são jogabilidades que não necessitam de tantas coisas para definir aquele jogo, né, para definir aquele gameplay.
E aí quando você joga para o futuro, por exemplo, tu vai jogar um Super Mario do Nintendo, meu irmão, é isso aí, não precisa de nada, não precisa fazer um remaster, um remake, nada. Tá refinado, ele é excelente até hoje de se jogar. Eu tô jogando agora o novo, entre aspas, Super Mario do Nintendo DS, Tô numa jornadinha agora de tentar zerar alguns Super Marios.
Legal, legal.
E, cara, porra, meu irmão, esse jogo ele é injusto. Filha da puta, é insalubre jogar Mario hoje em dia, é insalubre. Pra você que não tá acostumado a tomar porrada das coisas porque você não apertou exatamente no milésimo de segundo certo o que você tinha que apertar, o Mario não se importa. O Mario não se importa com você. Ele não se importa se você não tá no bom dia, se você dormiu pouco essa madrugada, porque passou mal, porque, porra, teu filho acordou, ele não tá nem aí.
Se você não apertar no milésimo de segundo que tá escriptado lá, você, o boneco, vai cair numa diagonal entre todos os obstáculos e plataformas que você deveria botar o pé, e ele vai te levar direto pro fosso e tu vai morrer. Você vai morrer, vai perder a última vida que você tinha, vai ter que começar de novo lá do comecinho do mundo, desde o comecinho, todas aquelas fases vai passar de novo. Então é, eu acho isso interessante pra caralho, porque o videogame e a gente enquanto jogador também, a gente evolui, né?
A gente até tava falando disso antes de gravar, né, Betão? Existe a evolução do mercado, a evolução do game design, a evolução de todos os recursos que compõem um jogo, né, de toda a arte, entre aspas, que compõe a produção de um jogo, isso evolui também. Então quando a gente senta hoje para jogar uma parada, nós somos de certa maneira reféns da evolução do videogame. Quando a gente pegar uma parada que já é muito antiga, a gente, por mais que a gente tenha vivido aquela época, esteve lá, zerou aquele jogo antigamente, vai dar um ciricutico na hora de jogar.
A gente fala, caralho, que que é isso aí? Vai dar uma golfada de leve, porque o negócio já não tá tão mais afinado, já não tem a qualidade de vida que hoje é uma preocupação nossa, né, do game design atual. O termo qualidade de vida é um termo usado para o jogador estar bem ali usando recursos que façam ele não ter que voltar um milhão de coisas para salvar e tem que apertar 3 botões para fazer uma parada. Não, vamos facilitar a vida do jogador para ele poder encontrar logo a diversão da parada, né?
Não é deixar o jogo mais fácil, mas é facilitar a jogabilidade, facilitar o gameplay. Do jogador, desburocratizar de certa forma. Acho que tem muito disso tudo que eu falei, que eu nem sei qual foi o ponto que eu saí falando e esqueceu. E aí uma pergunta agora para o Norton, já trazendo: tu acha que um maluco que nunca jogou o original tem condição de avaliar se aquela porra daquele remake é bom?
Cara, tem, sabe? Eu tava até pensando em como eu ia trazer esse exemplo. Calma, calma, calma.
Você tem condição de avaliar? Aí eu vou adicionar A pergunta do jogo foi: tem condição de se avaliar se é um bom remake? Não se o remake é bom, porque o remake ser bom, ele independe dele ser um remake ou não. Se for um jogo bom, jogo bom, ponto, né? Existe o bom jogo que um remake pode ser e existe o bom remake, né?
É porque assim, dentro do que você tá propondo, o que tu tá propondo é interessante. É uma parada meio que assim: um bom remake salva um jogo ruim?
Não, não era isso que eu tava falando.
Não era isso, mas essa pergunta é boa também.
É uma bela proposta.
Então é porque assim, aí respondendo primeiro a pergunta do Didi. Eu penso assim, ó, tem um, vou falar de um remake que me marcou muito negativamente, por exemplo, que é o Pokémon, o Brilliant Diamond.
Não podia ser diferente, né?
E tem, saiu, né, o Brilliant Diamond e o Shining Pearl, que é o remake do Diamond and Pearl lá do Game Boyzinho.
Aí saiu, saiu no Switch, confusão, achei super confuso isso, porra.
É porque Pokémon é confuso. O Norton, tu tem algum vídeo lá no teu canal? Para quem não sabe, o Norton, porra, tem um puta canal no YouTube, faz podcast um monte de coisa. Entra lá, @nortondomingues. Cara, conteúdo pra cacete direto, todo dia tem parada. Puta, o Norton é foda produzindo conteúdo. Mas eu nunca vi um bagulho teu falando sobre Pokémon.
É porque eu não sei, como vocês viram aqui, eu não sei muito falar sobre Pokémon além do fato de eu amar Pokémon, assim. Eu deveria melhorar um pouco a minha dialética sobre isso. Mas, ó, Pokémon é simples, é tipo assim, tem o Pokémon, o Red e o Blue. Aí o remake é o FireRed, LeafGreen, Blue, não sei o que lá, sabe? Ele sempre tem alguma coisa antes do nome certinho. Então saiu o Pokémon Diamond and Pearl em 2006, aí em 2021 eles fazem o Brilliant Diamond e o Shining Pearl, que são remakes desses de 2006 e tal.
E assim, eles enfeiaram o jogo, porque eles fizeram, eles mudaram a estética, então o jogo virou uns bonequinhos chibi assim, sabe, uns bonequinhos cabeçudinhos em 3D, o que deixa bonitinho, mas sai um pouco da proposta do que era o jogo. E mano, eles entucha um monte de história nova, entucha uma arena nova embaixo que é um labirinto, que você fica catando Pokémon nesse labirinto. O jogo ficou chato, esse é o ponto. Ele é um remake que transformou um dos jogos mais legais, que é o Diamond and Pearl, num jogo chato.
Então assim, a pessoa vai pegar esse remake e vai falar, pô, Diamond and Pearl é chato, porque se eu joguei o remake, que é teoricamente o jeito mais novo, mais atualizado que os caras decidiram jogar, pô, a base deve ser chata pra caramba. E é totalmente o contrário, o remake machucou um pouco a versão original, sabe? Ele enfeiou, ele deixa— e a comunidade, a comunidade de fãs de Pokémon meio que virou as costas para esse jogo por causa do remake, que meio que derrubou ele.
Então eu não sei até que ponto a pessoa consegue julgar assim, ah, esse jogo é bom, mas eu só joguei o remake. Acho que você pode julgar o remake como uma coisa separada, você sabendo que é um remake. Então assim, joguei o remake do Resident Evil 2, dá para fazer.
Caraca, interessante.
É um bom jogo. Aí entra no que o Beto falou, aí eu vou jogar pro Beto. Mas ele não sabe se é um bom remake, mas pode ser um bom jogo. Mas você sabe que ele é um remake, você só não sabe se ele é um bom remake ou ele é um bom jogo.
Mas ele é o suficiente pra ser uma coisa desconectada pra você poder jogá-lo separadamente.
Exato, o Pokémon Brilhante Diamond, ele é um péssimo jogo. Eu joguei o antigo, então ele também é um péssimo remake. Ele é as duas coisas.
Porque a gente precisa arrumar um novo nome, né? Eu acho que a gente precisa arrumar um novo nome. Que é tipo assim, o Resident Evil ele é uma releitura.
A gente chama de remake, mas eles não tratam como releitura, eles tratam como releitura.
Seria muito mais o Final Fantasy, né?
O Final Fantasy 7 que tem uma porrada de reburst, que também é chamado de remake, entende? Tipo, eu acho que os dois, cada um a seu tipo. Mas ele é uma, porque assim, o que que é um remake? É o Oblivion. Oblivion é um remake.
Mas aí As empresas, essa empresa, eles consideram, e eu tô te dando razão no caso, eles consideram que remake é você refazer o jogo em cima daquela base, mas você também acrescentar coisas.
Total, total, a qualidade de vida que o Diogo tava falando.
Não, não, e acrescentar tipo não só qualidade de vida, melhora de jogabilidade, mas acrescentar história. Você pode alterar, eles acrescentam mais história, eles botam mais coisas.
Mas isso tu acha que é uma parada essencial para o remake?
Tem uma história muito legal. Então, mas aí, a mais, né, diferente história nova. Eu concordo, precisa ter um nome novo, mas eles tratam como remake.
A Capcom trata como remake.
Porque se a gente parar para pensar, o remake, a gente aceita que ele tenha uma alteração de história, o caralho, mas em essência a origem, a alma tem que estar ali dentro. É a parada do barco do Teseu. Quer dizer, né, a gente tá conversando, vamos chegar nessa resposta ainda, mas ele tem que de certa maneira preservar o espírito do jogo, justo. Gosto, tá? Se a gente começa a reimaginar demais, qual o limite? Aonde a gente para isso? Onde é que ele deixa de ser uma Black Flag? Onde ele—
mas o Final Fantasy 7, que você mesmo puxou, Didi, o que que você acha?
Eu tô perguntando, eu não sei, eu não sei essa resposta.
Porque assim, na boa, porque eu acho que é outro jogo, ele é outro jogo.
Pois é, isso é uma mecânica de mercado para a gente continuar comprando aquele jogo fabuloso que a gente gostou? Ou vocês acham que faz sentido essa porra? Eu não sei responder de verdade, porque para mim eu chamaria de outro jogo, mas no cinema A gente tem vários remakes e tá tudo bem.
Não, é porque, olha só, vamos lá, o Dragon Quest Reimagined, ele é um remake. O Final Fantasy e o Resident Evil são remakes, mas me soam muito mais releituras, saca?
Ah, tá, releitura é um bom termo também, porque ele tá ali deixando claro que o core, o lore vai ser alterado também. Então, porque eu me preocupo, eu me preocupo com essa porra da gente mudar muito o lore. O lore pra mim ele era uma coisa que deveria ser preservada. E aí não tô entrando no que é, o que não é, tô falando que eu acho que deveria ser O lore, ele deveria ser preservado por mais que você alterasse game design, porra, gráficos, etc.
Mas o lore, ele tinha que ser preservado porque é o mesmo jogo. Aquele jogo, ele ainda é, tem que ser a mesma coisa, tem que meio que passar por aquilo. Só que como a gente tá falando de uma mídia que ela tem diversos elementos que definem ela, não é só aquela história, mas é a jogabilidade define o jogo, o gráfico define aquele jogo, as limitações da época definem aquele jogo. Se não fosse aquelas limitações da época, a solução dos problemas seriam diferentes.
Pra chegar lá. E aí, tecnicamente, um remake, ele já parte do princípio que se a gente mudar o game design, o gameplay, por exemplo, a gente já tá mudando aquele jogo original. Não é o mesmo jogo, você não vai ter aquela experiência do original, já é uma outra coisa.
É uma linha muito difícil, cara.
Precisa ser o mesmo jogo? Sim.
Não.
Olha, sim. Pra manter...
O que define o mesmo jogo?
É o cara que tem o barco do tesouro. É o que faz o barco. Precisa ser o mesmo jogo se mantiver a lore? Assim, esse aqui é o Norton, aqui, ó. Esse aqui é o bonequinho, é o Norton.
Esse bonequinho verde que eu tô segurando na mão é o Norton.
O Norton vai chegar daqui até aqui, essa é a lore, e vai enfrentar o monstro. Se eu fizer a mesma coisa, só que não numa jogabilidade de turno, na verdade uma jogabilidade de ação, então não erra, mas a lore é a mesma.
Então, mas é que tá, vamos ser agressivo para a gente poder ficar mais claro, tá? Imagina que a gente jogou Alex Kidd, tá? Alex Kidd and the Miracle World, joguei plataforma, paraná paraná, meu irmão. Ah não, agora ele vai fazer um remaster e ele vai ser um jogo de cartas com a mesma história, vai ter a primeira fase, Alex Kidd and the Miracle é uma mudança drástica. A gente mudou o tipo de jogabilidade, tipo, a gente mudou tudo ali basicamente, mas a história é a mesma, os personagens são os mesmos, os vilões são os mesmos. E aí, é válido?
O remake pode se basear só na lore? Eu posso chamar um jogo novo Final Fantasy 7 que eu separei em 3 jogos de remake porque teoricamente, teoricamente, né, porque tá mudando, mas teoricamente eu tô mantendo a história e tô mudando todo o resto? Esse é ponto de interrogação. Essa não é questão, porque assim, cara, assim, na boa, a gente, a gente, a gente, tô colocando a gente como se a gente fosse, fôssemos engravatados tratados de empresa assim.
A linha de remake, a gente já ultrapassou, cara, a gente já ultrapassou. Resident Evil, para mim, o Final Fantasy ultrapassou o que é um remake, porque tem ali ecos, mas não chega no ponto do reimaginado, né? Então, e não chega no ponto reimaginado, é outra coisa.
É porque o reimagining do Dragon Quest é muito louco. O reimagining do Dragon Quest é mais remake do que o Final Fantasy 7 que a gente tá falando. Porque eu concordo, eu acho que o que a gente deveria chamar o que o Resident Evil e o Final Fantasy faz de remade deveria também acho acho que é um bom termo inclusive aí para gosto seria um bom termo mas não é remade é só um nome legal que o Dragon Quest usou vamos ser honestos é tipo Black Flag é o resynced o Dragon Quest é o remade mas vou te falar resynced é legal também eu achei pro Black Flag não resynced é bom porque tem a ver com o anime é para Assassin's Creed funciona para caramba é Então, mas aí todos esses caras ficam tentando arrumar um nome legalzinho com R, né, e vão fazer.
Então, Beto, mas eu acho que a gente tinha que ir um pouco mais fundo nesse mergulho de que a gente tá entendendo sobre a essência do jogo para buscar realmente o que que define a alma do jogo, que é o que que define a alma do barco, que a gente tá usando, né, o dilema filosófico. Porque a gente pode alegar que tem certos jogos que vão preservar, que vão focar muito mais no lore, na história. Vão ter outros jogos que vão focar muito mais no gameplay.
E beleza, e isso depende do tipo de jogo que você tá fazendo, mas ainda assim em ambos a gente tem uma alma que precisa ser entendida e recriada dentro desse remake. Aquilo precisa ser preservado. E o que que compõe essa alma? O que que define essa porra? Sabe qual é? Aonde a gente toca nessa parada do jogo?
E se ainda, por exemplo, vou citar um exemplo do que pode vir aí, tá? Se eles pegam Zelda: Ocarina of Time e fazem no formato de Breath of the Wild ou Tears of the Kingdom, que é te joga lá, olha esse mapa lindo aberto e faça o que você quiser. Ainda é o Ocarina of Time, porque Ocarina of Time é open bairro, cara.
Esse vai ser foda, mas ele segue uma linha.
Mas ele segue uma linha.
Isso acho uma parada foda que tu trouxe, porque esse jogo ele é muito emblemático. A gente tem no Ocarina of Time um dos Zeldas, se não o Zelda mais chururu, mais famoso de todos os tempos, assim. Ele é meio que unânime de que ele é o Zelda dos Zeldas.
Eu acho que eles são meio pau a pau, né?
Não, não, não, não, eu acho que a galera gosta muito mais, eu gosto mais gosta do Ocarina, mas acho que a galera gosta mais do Majora's, não? Eu acho que Ocarina ele fura a bolha de um jeito que Majora's nem tem, a gente nem sabe como Majora's existe.
Ocarina of Time ele é um desses jogos que a gente se pergunta quais são os melhores jogos de todos os tempos, ele é um desses. O Majora's Mask não é, entendeu? Ocarina of Time tá nessa discussão. Eu não concordo, eu não acho que talvez não seja o meu top 5, blá blá blá blá blá blá, mas ele tá nessa discussão e é de muita gente. Tanto que ele é o único jogo que a gente concorda que pode competir com GTA 6. Se tem um jogo que pode lançar no mês de GTA 6— Aí tu dá uma tacada dela, é muito foda. Ocarina of Time assim. E a gente falou, faz sentido.
Eu falo, e a galera me chama de clubista, mas eu falo isso desde o ano passado. Pode pegar em live do MRG. A Nintendo tem as duas únicas franquias que conseguem ganhar tanto dinheiro quanto GTA 6, que é Pokémon e Zelda. São as únicas coisas. Se lançasse um Pokémon uma semana depois, ia fazer aquela coisa de vender 50 milhões uma semana igual todos os Pokémons fazem. Funciona separado e muito sozinho.
Total.
Mas a minha pergunta é essa, assim, ele tem uma gameplay ali, mas seja open bairro, né, que são mini áreas abertas, ele tem uma linha narrativa. Se você muda isso para o sistema Breath of the Wild, a história é a mesma, você vai tocar lá ocarina, vai ter aí pôr na song lá, tudo mais certinho. Mas se você muda a estética dele, o gameplay dele para um mundo aberto, vá para onde você quiser ir, ainda é Ocarina of Time, cara?
Isso é foda.
Então é um jogo novo.
Beto, tô deixando na tua mão.
Então, ponto de interrogação, esse é o ponto.
É Ocarina of Time um remake? Ele ainda é um jogo original, mas ele é uma outra proposta.
Então não é um jogo original se ele é outra proposta.
Então eu acho que não necessariamente é. A grande parada do remake, ele é o seguinte: ele não é, ele não precisa ser necessariamente o jogo original. Talvez ele precise ser o que a gente lembra do jogo original, o que, o resíduo que ficou com o passar do tempo, que formou, que deixou essa lembrança gostosa e saudável para Gente, esse para mim talvez seja o maior acerto de um remake, ele se preocupar com esse, o que ficou de lembrança daquela parada, não com aquela, com aquele bagulho exatamente.
Porque tem muito jogo, cara, que a gente, pô, eu falo isso porque eu jogo, o Beto sabe disso, meu irmão, eu tenho HDs de jogos aqui antigos, eu revisito, eu vou, jogo, boto na sala para jogar e tal. Meu irmão, tem muito jogo que eu preferia não ter experimentado de novo porque o jogo é lento, gameplay é muito ruim, é desgostoso de jogar. A gente na época curtia Porque aquilo era o ápice da evolução, como a gente já falou. É, aquilo tava no topo do game design, do gameplay, a parada rolando bem zônico, caralho.
Hoje em dia tu vai jogar, tu fala, cara, que solução merda que os cara deram para resolver esse problema de mira, não sei o quê. Beleza, passou, tanto que ficou para trás. Eu fico muito nesse apontamento. Eu acho que o foco do bom remaster é na lembrança do que foi aquele jogo bom.
Tudo que a gente tá falando aqui, eu tô pensando, eu acho que a gente não tem uma definição, e o remaster ele pode se apropriar e mudar do que ele quiser. Quer, a gente só tem que continuar sentindo que a gente tá vivendo aquele jogo, aquela franquia, sabe? Tipo Resident Evil 2 não tem nada a ver com Resident Evil 2, mas eu tava jogando Resident Evil.
Ah, mas aí tá um sabor, tá jogando o jogo com sabor de Resident Evil 2.
É, cara, é aí uma coisa que a indústria do videogame podia melhorar mesmo assim, vamos instaurar o remade.
Imagine.
Olha, existe o remaster, existe o remake e existe o reimagining, ponto. Eu acho que é facilitar a nossa vida e a nossa percepção de pedidos. Porque faço eu agora uma pergunta: Norton Domingues, um joguinho que você queria ver reimagined?
Puts, reimagined. Ah não, tá, eu vou sair do óbvio, eu não vou falar a primeira coisa que vocês acharam que eu ia falar, vou falar a segunda coisa que vocês acham que eu ia falar.
Triste isso.
Não, não, eu sou um cara que gosta Não, eu gosto de surpreender. O que eu queria reimaginado, cara, tentar— como é que eu posso dizer isso em palavras? Lembra aquele jogo FlatOut? FlatOut? Sim, ele é um jogo que eu gostaria de ver reimaginado, porque ele era um jogo muito divertido, aquele tipo de jogo de corrida com porrada de carro assim. Então eu acho que reimaginar ele com modo campanha legal—
você pegou um jogo, foi um exemplo muito específico assim, um jogo que legal. Não, eu achei curioso você falar do FlatOut porque é um jogo de arcade que eu acho que era do PS2, se não me engano, né?
Exatamente, é 2005 ele, se não me engano.
É, e não, que lembrança específica, mas joguei muito, gosto, é um bom jogo, é um bom jogo, era foda.
Eu vi o Beto Afonso, eu acho que mais o Beto jogado que eu.
É, tu via eu e Feijão porque a gente jogava lá em casa.
Como eu falei, assim como você puxou agora, é um jogo muito divertido que eu jogava bastante, jogava muito. Nossa, cara, eu Eu ia na Lan House jogar esse jogo, era muito legal. E tá aí com uma versão com gráficos melhores ali, reimaginado, com mais possibilidades. Ia ser incrível.
Mas vou te falar uma parada, o Norto. Eu acho que tu não vai curtir. Eu acho que tu não vai curtir esse jogo.
Sabe qual é o problema, Diogo? O Norto escolheu o jogo mais difícil de você fazer remade. Porque jogo de carro, qualquer coisa que você vai fazer, a gente vai categorizar como remake. Foda-se, sabe qual é, Diogo? Enfrenta pistas novas, foda-se, é remake.
No espaço faz Fallout, beleza, ricochete no vulcão, mas pronto.
Mas o bagulho que eu acho é o seguinte, cara, para você, eu acho que tu não ia curtir por um grande ponto. O Fallout, ele foi um jogo que na época a gente achava maneiro para caralho, era divertido e tudo mais, mas ele tinha alguns elementos que deixava a gente vidrado. Eu tinha amigos, ele tinha um gráfico muito mais, ele tinha um gráfico muito maneiro, ele tinha um gráfico muito foda, ele tinha o fator destrutibilidade, não sei como é que fala isso, destrutibilidade, acho que é isso, né, destruíbilidade, bem, de destruir as coisas, do próprio carro se destruir, dos acidentes homéricos que acontecia, da parada de você passar na pista, arrebentar ali uns pneus lá.
Isso era para época uma parada que chamava bastante atenção, a gente ficava maluco com essa porra. A gente tinha alguns jogos que faziam isso, mas eram poucos, tipo o Twisted Metal era um jogo que tinha essa questão da violência, o Destruction Derby era outro e tal, mas quando Pois é, o Carbageddon, porra, estamos falando aí outra época de jogo que era maneiro, mas era uma outra época. E eles não se igualavam nem perto do FlatOut em qualidade gráfica e tudo mais.
E o FlatOut, ele tinha um ponto que ele era um jogo de corrida, tu corria, cara, ficava frenético querendo ganhar a parada, e a porrada ia comendo, meu irmão. É esse tipo de coisa hoje em dia não é uma novidade. Você não— esses elementos que fizeram chamar atenção para o FlatOut na época não vão chamar atenção tanto hoje em dia, eu acho, pelo menos.
Não, o FlatOut, olha só, Diogo, eu vou te dar, eu vou te dizer, eu vou Pô, Rocket League aí, não, olha só, tá no momento, tá no momento para o flat out. Por quê?
Por quê flat out, Beto? Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos chamar de flat out, lan house in the air, porque flat out é—
mas enfim, por que que tá no momento? Por que que tá no momento? Porque ele tinha um modo que era o mais maneiro do jogo, era o mais maneiro, que era aquele que você pegava na rampa e você tinha que pular o carro, aí você apertava um botão, o cara ejetava do carro e você tentava atingir a altura máxima. Era tipo um minigame que ele tinha. Cara, você imagina o remake de FlatOut com vários minigames desses. Cara, hoje a internet tá pra isso.
Mas já tem, não tem?
Não, não tem um FlatOut, cara. Eu lembro que tinha uma missão super legal do FlatOut que era literalmente uma arena de gladiadores assim descida. Então todos os carros começavam circular em cima assim e você tinha que se encontrar lá no meio. Aí todo mundo, as 10 pessoas só ligavam o acelerador e se encontravam lá no meio. Pum, tudo explodia, aí o pessoal doava e era isso o minigame. Ah, para, uma reimaginação disso hoje, bota um streamer aí bom para jogar, nossa senhora, é dinheiro, dinheiro na mão do Nortinho tranquilamente.
Mas é porque a gente tem o Forza Horizon, por exemplo. Forza Horizon, ele é um jogo, eu particularmente gosto muito de Forza Horizon, né? Para mim acho extremamente divertido, mas ele tem os minigamezinhos, cara, ele tem um pouco dessa pegadinha. Até aquele The Crew na época tinha umas pegadinhas de missãozinha secundária. Porra, faz um salto mais legal. O próprio GTA, cara, GTA 5, tu pega o GTA 5, tu consegue fazer um flat out lá dentro do GTA 5, não tem muito mistério.
É, mas eu entendo, eu entendo que bem feitinho, você mudando ali, tirando aquela parada mais simples que o jogo era e trazendo para um novo ambiente, talvez um multiplayer, uma parada online que permita essa interação com esses placares, puta, talvez seja maneiro numa pegada meio Trials, que o Beto gosta das motinhos, Tal, porra, talvez fique interessante para você ter esses desafios. Me vendi, me vendi para o flat out. Tava negativo aqui, tava pessimista, me vendi bonito aqui.
Então é legal, vai ficar uma reimaginação do flat out. Vamos lá, é legal que o Norto tá falando do flat out, me lembrou de um cara, nem eu vou falar outro, mas podia ter um, aí é um remake, reimagina de, vocês lembram? That's right, you better be ready to Mega Race. Lembram de Mega Race? Eu não me lembro.
Mega Race, eu não lembro.
Era um jogo de carro.
Deixa eu ver a cara dele.
A cutscene era em FMV, aí tinha um coroinha de cabelinho branco que era meio que o Doutor Maluco, que ele ficava falando com você.
Nossa, acabei de botar aqui também.
Eu lembro, vendo a cara eu lembro, vendo a cara eu lembro.
Mega Race era muito foda. E Mega Race era um daqueles jogos que, Norton, quando a gente era criança tinha as CD-ROM Today, revista do videogame.
Só joguei o Mega Race.
A maioria das pessoas que jogava videogame nessa época jogou a demo, que a gente não tinha acesso ao jogo todo, mas aí na banca de revista tu comprava uma demo e aí a gente jogava a demo. Mega Race era um jogo muito foda, ele era 3D, era bonito para caralho para época.
Não era, Beata, ele não era muito foda com os olhos de hoje. Pode ser isso, pode ser. Dá para você comprar ele, tá R$6,49 na Steam. E ele, e esse cara, eu lembro desse ator porque tinha uma época que eu confundi esse cara, eu achava que ele era o Doc Brown, o Christopher Lloyd, sacou? Porque ele só lembra um pouco dessa coisa meio cientista maluco, não sei o quê, mas não tem nada a ver, a princípio não tem nada a ver.
Mas cara, não, na época era um 3D muito louco, pistas muito loucas, era uma parada muito foda. Mas me lembrou do Mega Race. Enfim, só isso. Diogo, o jogo que você queria, Ray Madden?
Pô, General Chaos reimaginado. General Chaos do Mega Drive, meu irmão. Eu achava um jogação, sempre falei jogar ele. E ele é um jogo de você seleciona suas tropinhas, né, e vai para uma fase, para um mapa lutar. E aí você luta contra as outras. Você pode jogar em cooperativo, você contra o seu amiguinho, ou contra outra pessoa e tal. E o bagulho é, se você vence a fase, se você vence aquele mapa, você avança dentro do mapa da batalha.
Se você perde, você recua, o teu adversário ele ganha terreno. E aí o final do jogo é quando você vai avançando e chegando, tomando todos os territórios do adversário, só que tendo que lutar todas as Mortalis. Cara, esse jogo, ele é, ele é um jogo para mim que hoje funcionaria muito bem no online da vida, numa parada maior até, de você ir descendo, sabe? Até uma parada aloprando aqui, meio Helldivers da vida. Helldivers tem um pouco disso, né?
Você vai ganhando território, perdendo território, avançando. É uma parada legal. Eu acho que o General Tchaikovsky, na simplicidade dele, você poderia fazer o co-op cooperativo, né, um jogo de sofá, mas também daria, funcionaria muito bem online. Cara, com essa levada de ida para frente, para trás, das batalhas e tal. Acho, porra, para mim seria uma pegadinha assim, tá ligado? Eu puxaria isso. E bota uma adenda aqui, bota uma menção honrosa para o Ormes.
Eu tenho muita saudade do Ormes, apesar de não gostar de Gambaldi. Quer dizer que todo mundo vai citar Gambaldi, mas fala, Netão.
Não, eu tô contigo, eu tenho muita saudade do Ormes e do Lemings, cara. Pô, por que a gente abandonou o Lemings, cara?
Olha, muito tempo. O Ormes, eles chegaram a fazer uma versão mais atual Legal. Eu acho que a última versão do Worms tem há poucos anos assim, tem, não saiu, é, mas é, perdão, deve ter uma coisa assim, é, mas ele foi atualizado, tu vê ele em 1080.
Mas eu tô contigo, eu gostava muito, sinto falta dele.
Eu joguei na sala, eu joguei na sala, Beto, Worms Armageddon com Bruno, com Pedro, meus dois filhos.
Muito bom, uma reimaginação de Worms, tá aí uma coisa que eu não tinha pensado. Didi, sabe o que eu ia ver? Você vem comigo nessa antes do Beto responder. Você colocaria o seu dinheiro no meu pitching aqui agora de uma reimaginação de Rise to the Honor, o jogo do Jet Li?
Pera, calma, que eu preciso, eu preciso reimaginar, eu tenho que lembrar.
Muito fala do PS1, de porrada, tu fala o tempo todo.
Não, do PlayStation, do Jackie Chan, porque eu lembro do Jackie Chan.
É verdade, o jogo do jogo é do Jackie Chan.
Ah, do Jack Sparrow, né? Era de você andar e bater assim, do de telinha. Era Rise to the Honor, é o jogo do Jet Li, que era tipo o avô do Sifu assim, sabe? Você tinha PS2, né? PS2, a câmera abria assim a sala inteira, e aí você batia com analógico, você não mudava a câmera, você saía de uma ponta a outra, você batia com analógico direito. Então assim, você usava o analógico da câmera, você batia para frente, você via que o cara tava atrás, você jogava para trás, já batia para trás assim, sabe?
Então você dorme. 2004 que a gente tá falando.
Esse jogo, você colocaria dinheiro na minha reimaginação desse jogo, Norton?
Para te fazer feliz, eu não pouparia esforço, como diria.
E você, Beto Estrada, fala um jogo aí que você gostaria de ver reimaginado.
Remedy. Eu tenho um Remedy, já tem um na ponta da língua, tem um puta Remedy, aquele que todo mundo vai falar assim: caralho, tu viu, vai lançar! Aí quando você mostrar por que que é Remedy, a galera vai falar: e caralho, ué? E aí vai gerar aquele clima meio doido e muita gente vai jogar só para entender o que que tá acontecendo.
Ai meu Deus, olha essa, hein, tô nervoso!
Olha essa, hein, vamos pegar a estrutura de Octopath Traveler, tá? Ok, com a com a Santinha. Então você tem um jogo, você tem vários personagens ali que andam no mundo de fantasia, né, lutando contra o mauzão. Beleza, esse é o Octopath Traveler, tem 8 personagens, é por isso que é Octopath. Mas e se fossem 3 personagens? E se você começasse com um sozinho, um guerreiro, entendeu? E ele encontrasse uma guerreira, e depois eles encontrassem um anão, e os 3 juntos fizessem a atrás do machado dourado que foi roubado pelo vilão desse mundo, e você fizer um Baldur's Gate em HD com combate por turno.
Caralho, tá?
Não, me vendeu.
Golden Axe RPG nesse estilo, moleque. Já pensou?
Não ganhou o Norton, hein? Não ganhou o Norton.
Ganhei, pô. Ele falou, me vendeu.
Ele falou, te vendeu.
Não, me vendeu. Nossa, me vendeu, me vendeu. Eu assinaria. Puts, é isso, reimaginação de Golden Axe, uma coisa RPGzona.
Imaginação de Golden Axe não pode ser beat 'em up porque não vai fazer sucesso. Reimaginação de Golden Axe não vai fazer sucesso, não vai focar na nostalgia. E a nostalgia do Golden Axe, ela já passou há muito tempo.
Pô, mas calma aí, calma aí, porque olha só, a gente teve uns lançamentos, cara. Não, tudo bem, eu concordo que o Golden Axe ficou um pouco para trás, mas olha só, a gente, eu não vou chamar de revival de Uprising, não teve nada disso. Mas recentemente a gente teve alguns lançamentos de beat 'em up que deram muito certo.
Total.
Obviamente foi uma empresa que, porra, sabia o que tava fazendo. Começou no Street of Rage 4, tá? E, porra, muito bem colocado, fizeram bem. E aí depois lançaram, porra, Tartarugas Ninja, lançaram Marvel Cosmic Invasion, que é muito bom. E lançaram agora um do He-Man.
Não, olha só, na verdade você está errado. Calma, você está errado. Porque o retorno do beat 'em up veio com o fantástico, fantástico Mother Russia Bleeds, que é um puta bom para caramba.
Porra, mas olha só, a gente não pode botar os independentes aqui porque os independentes são responsáveis pela indústria de games, ponto.
Então, mas eu acho assim, o Golden Axe, olha o que você falou, Marvel, Tartaruga Ninja, né? Então, cara, são franquias muito mais fortes do que Golden Axe. Golden Axe não é forte. Golden Axe não é uma franquia forte. Golden Axe, se voltarem, vai ficar que nem o Shinobi que saiu, que Golden Axe era do tamanho de Shinobi, mas é um shinobinho aí. Pessoas queriam, foram lá, jogou, mas não fez muito sucesso. Agora o Golden Axe em HD 2D, com combate por turno, feito pela Sun Team, no mínimo ele vai gerar tanto interesse que as pessoas vão falar, pô, velho, vamos ver qual é, cara.
Eu acho que tem potencial de ser jogo apresentado no Game Awards assim.
A gente claramente, a gente claramente tá chegando no final do programa. Daria, tem muita coisa pra gente falar sobre isso. Esse assunto não se esgota aqui ao final desse programa, ele continua inclusive no chat com vocês, nos comentários, pra gente trocar essa ideia. Mas eu tenho que fazer uma pergunta que ela não era pergunta necessária pra fechar esse programa, mas eu acho importante fazer. Um remaster, tá? Remaster de um jogo com final ruim pode ter o seu final alterado?
Acho que pode, acho que pode.
Vale, é válido na regra, é válido na regra, cara.
Eu acho que eles deveriam tentar, já que vai fazer mesmo, né, cara? Porque assim, o final foi ruim, vamos consertar.
Mas assim, é porque eu tô falando do final ruim de história, né? Basicamente assim, termina de um jeito merda que, pô, nada a ver. Não de gameplay e tal, falando final é ruim porque eles escolheram um final ruim. Se eu não me engano, um exemplo disso é o Mass Effect 3, não foi isso?
Não, eu discordo muito dessa opinião do Mass Effect 3. A galera criticou, mas não é que a história é ruim, é porque—
explica para galera que tu vai explicar melhor do que eu, por favor.
Tá, é porque assim, o Mass Effect 3 ele foi muito criticado. Ah, o final, final, final é uma bosta, final é uma bosta. Mas a crítica do final é uma bosta, é assim, o Mass Effect 3 tem 3 finais, os 3 meio que podem ser canônicos. O problema é que eles prometeram demais que a sua jornada do início ao fim seria afetada completamente pelas suas escolhas. E percebeu-se que muitas das escolhas não fariam tanta diferença. Você chegaria a um dos 3 finais ali ignorando algumas escolhas, o que porra, né, faz sentido.
Eu acho que na verdade o Mass Effect foi muita frustração das pessoas. As pessoas queriam um final muito específico e ele não estava dentre os 3 finais, sabe? Então é, eu não acho que é um final ruim.
Então vou dar um exemplo melhor, vou dar um exemplo que talvez seja válido, não real, mas válido. Portal. Você chega no final do Portal e tem um bolo.
Pô, esse é um final maravilhoso, esse final é um dos melhores finais da história dos videogames.
Não, mas eu entendo o Didi, eles mudariam hoje totalmente, totalmente.
Não pode, vai descaracterizar o jogo, você tá maluco? Não pode fazer isso, não pode fazer isso, não pode, não pode. Esse final é maravilhoso. De todos, gente, vocês estão malucos.
Eu gosto também, mas eu acho que eles mudariam. Hoje em dia eu acho que não tem mais, não cabe mais esse tipo de final, eu acho. É isso que eu tô falando.
Não, mas é o jogo, gente, é o jogo. Portal é um jogo de 20 minutos, porra, e ele precisa, cara, é sério. Portal tem acho que 9 missões, procurei ver aí.
Ele não é demorado não, tá?
É um jogo rapidinho.
E até porque quando tu entende a parada, flui.
Tem 9 missões, diga-se 9 puzzles, e acabou o jogo. É isso que é o jogo. Jogo, né? Mas o importante do jogo da relação da GLaDOS falando com você é ela falando para você, there will be cake at the end, e você encontrando escrito na parede por alguém que sobreviveu, o bolo é uma mentira. Então assim, o final é uma— cara, gente, vocês estão malucos, final do Portal é espetacular. Eu tô tentando pensar um jogo com final ruim assim que a gente fala assim, cara, que final boy.
Pô, 007, eles podiam refazer o jogo todo de novo e ser bom. O novo aí é o jogo da sua, né?
Você tá muito nessa cruzada. Não, cara, ninguém viu isso, cara.
Na época não era, velho. Na época não era.
Daqui a 2 meses, 2 meses atrás, o jogo saiu.
Tá falando First Light, tô pensando GoldenEye.
Essa é a heresia do que ele tá falando.
Essa é a heresia.
Ninguém viu isso, gente. Vamos fazer um programa, vamos juntar as pessoas Mas eu topo, eu tô pedindo pro Fênix. Fênix, vamos tomar um chopp, eu preciso falar com alguém, eu preciso que as pessoas entendam.
Eu vou ver o preço, se tiver dado a barateada eu vou comprar e a gente vai jogar, a gente grava um programa, cara, nem que seja só pros membros.
Pelo amor de Deus, joguem isso, cara.
Joguem isso porque é uma merda, olha isso, cara.
Não, é porque eu preciso de alguém que entenda, velho, não é possível, cara. Esse jogo é muito ruim, gente.
Só falta eu jogar essa porra e gostar, vai ser um programa assim, o Grão vai gostar.
Dio, tu não vai gostar, tu vai entender que o jogo é uma bosta completa, cara.
Pô, tô te falando, tu não vai conseguir terminar o jogo. 30 foi 007 contra Bad Strada.
O nome do filme, né? 007 contra Bad Strada.
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