O que é um fracasso no mundo dos games? | MRG 819
No mundo dos videogames, sucesso e fracasso nem sempre são tão simples quanto parecem. Um jogo pode vender milhões e ainda assim decepcionar fãs e críticos, enquanto outros passam longe das grandes cifras, mas conquistam status de cult e acabam lembrados por anos. Afinal, o que realmente define se um game fracassou? É só questão de vendas ou existe algo muito maior por trás disso?
No episódio de hoje do Matando Robôs Gigantes, Beto Estrada e Didi Braguinha recebem Northon Domingues para debater o que faz um jogo ser considerado um fracasso dentro da indústria. Entre números de vendas, recepção da crítica, impacto cultural e expectativas irreais, o trio discute se vender muito significa automaticamente sucesso e por que alguns jogos “fracassados” acabam sendo mais importantes do que muitos campeões de bilheteria.
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- Jogos abandonadosVendas vs. Recepção Crítica · Impacto Cultural e Expectativas · Tempo de Produção e Custos · Cyberpunk 2077 · Starfield · Titanfall 1 · Titanfall 2 · Dragon Age Inquisition · Alan Wake 2 · Saros · South of Midnight · Flappy Bird · Metacritic · Game Pass · Review Bomb · Jogos de TikTok · Mercado Independente · Counter-Strike · Roblox · Helldivers 2
- Nutrição e Estilo de Vida para Longevidade e Bem-EstarIntolerância a alimentos em horários específicos · Celíaca e intolerância à lactose · Consumo de pão e fast food · Hábitos de consumo de café · Consumo de charutos
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Bom dia! Boa tarde! Eu tinha um. Ai, boa noite, caroção. Estamos começando mais um Matando Robôs Gigantes. Foi baixinho esse. Eu sou o Beto Estrada e estou aqui com Didi Braguinha. Olha aí, senhoras e senhores, e diretamente de uma galáxia muito distante. Nortinho Gameplays. Olha.
amigos. Roberto Estrada, uma pergunta pra você e pro Norton, claro. Manda. Depois de que idade você percebeu que o seu corpo rejeita certos alimentos em horários diferentes? Caralho, que pergunta. Que pergunta. Eu preciso de exemplos. Mas aconteceu, né? Aconteceu. Cara, eu tô pensando.
Eu sei, eu sei. É porque assim, ó, tô pensando aqui, porque eu não esperava essa pergunta, mas eu tô pensando aqui que eu já não consigo comer salgadinho depois das seis horas da tarde, porque... Salgadinho que tu diz é biscoito, tipo um biscoito assim, um Ruffles, um negócio assim, ou um salgadinho de... Salgadinho que nem a gente chama salgadinho de verdade. Biscoito é biscoito. Salgadinho é coxinha de galinha, enroladinho de salsicha, essas paradas gostosas e destrutivas.
Eu percebi, quando eu comecei a notar, que eu sempre tinha eno em casa. E aí eu falei, por que eu sempre tenho eno em casa? E aí eu falei, puta, eu tenho azia quando eu como essas merdas de noite, tá ligado? É, caralho, que pergunta. Cara, é muito ridículo, porque eu cheguei num ponto que eu, se eu tomar um toddy, um leite com mescal, alguma coisa assim, de noite, meu irmão, tenho certeza que de madrugada eu vou acordar zoado e correndo pro banheiro.
É mesmo? Mas será que, além do celíaco, você não desenvolveu um negócio de lactose também? Betão, eu acordo de manhã, eu tomo um pingado. Café com leite. Eu sou do time pingado também. De manhã, gente. Não, café. Café é puro. Não consigo. Não consigo. Então, aí é que tá, Norto. E sem açúcar.
Sem açúcar, não, sem açúcar. É porque eu sou assim. É açúcar. Porque eu tenho a rotina, eu faço o café pra minha mulher também, enquanto ela se arruma pra sair pra trabalhar. A maioria dos dias eu trabalho em casa. Ai, que maridão, mano. E aí ela gosta do café com leite, aí eu tomo um pingado. Mas eu faço uma garrafa que dura comigo até pós-almoço. E aí eu, amanhã e o pós-almoço eu vou no café puro. Mas de manhã é um pingado, entendeu? Então...
Meu único horário de café é o da manhã, é nesse horário. E se eu tomar, tipo assim, se eu não tomar, tipo, seis horas, porque quando eu acordo, e se eu deixar pra tomar, sei lá, dez, fudeu. Eu vou ficar tonto, vai dar... Meu corpo vai ficar maluco. De verdade, cara. Porque assim, vamos ser horas. Parece que eu tô mexendo devagar. Eu tinha conhecido. A minha mão fica dormente, é muito zoado, cara. Tipo, o modo Mercúrio, assim, né? Fica tudo muito mais lento.
É porque assim, Norton, vamos ser honestos. Eu conheço o Diogo, está fazendo aí em 2026, provavelmente 32 ou 33 anos, porque foi 94, 95 que a gente se conheceu. 30 é uma coisa, 30 é uma coisa. Porra, tudo isso? Então, eu conheço o Diogo ao longo de muito tempo. E poucas pessoas eu vi se deteriorarem mais do que o Diogo.
Em plena vista, assim, né? Pois é, cara. Mas, por favor, não caçoe, entende? No filme Carros, eu claramente estaria na reunião dos enferrujados lá. Estaria, cara. Porque o Diogo, não. Era assim, quando a gente era moleque, o Diogo, ele era muito saúde. O Diogo era saúde, cara. O Diogo era puta surfista. O Diogo rabiscava um skatezinho de leve ali. O Diogo jogava vôlei. O Diogo tinha um...
corpo que era um V, assim, com aquele ombro gigante, sabe? Tipo... Baneiro, bonito, maneirão. É, bonito, jogo gatão, porra. E aí, puta, foram acontecendo umas paradas e do nada o Diogo virou celíaco. Aí eu falei, porra, como assim do nada? O Diogo, ele se transformou em celíaco depois de velho.
E aí... É, mas foi total. Foi adquirido essa porra. Não nasci com isso. Foi, foi. E foi porque é culpa sua. Porque o Diogo... Claro. Você não sabe disso. O Diogo trabalhava numa produtora. E aí a gente entrava em call, sei lá, não sei o quê. E o Diogo não parava de comer pão, velho. Pão!
O Diogo comia, juro por Deus. Diogo, me desminta se eu estiver falando alguma coisa. Mas o Diogo Norton, ele comia, tipo assim, cinco pães franceses seguidos, tá ligado? Então, só uma atualização de números. Não que eu me orgulhe. Era uma época de vacas magras, tá? Eu tinha que economizar aquela parada. A gente economizava no ticket e alimentava. Não, não é possível. Não, não, não. Não, não. Eu comia, Norton, de oito a doze pães no período da manhã.
Pães francês com manteiga, com margarina, essas merdas. E no período da tarde, quando eu tinha um lanche, porque era de graça, eu via um lanche, e aí, mesma parada, eu comi uns 5, 6, assim, no par da tarde. Pô, então virar celíaco foi, assim, o menor dos problemas, assim. Foi um pouco. Pegou pouco ainda. Foi um pouco. Total. Não, eu quase morri, cara. Minha taxa de triglicerídeos bateu 900. E o cara falou, cara, você vai morrer, se você espirrar errado, tu morre.
Aí ele falou, e ele achava que era genético. Ele falou, não tem como um ser humano ter hábitos alimentares que gerem isso.
Aí ele falou, isso é genético, irmão. Aí eu falei, beleza, fizemos os testes e vimos que sim, tem como um ser humano fazer. Se alimentar de maneira zoada a ponto disso acontecer. Cara, é louco isso, né? É louco. Pra você ter uma ideia, a gente, cara... É porque também a gente se esforçou, né, Diogo? Você tá falando dos hábitos. Quando a gente tinha 20 e poucos anos, Norton, a gente entrou numa onda de que a gente viraria charoteiro, com 20 e poucos anos de idade.
E aí, a gente fez o clube do charuto. Isso, a gente fez o clube do charuto, cara. Tinha uma sede, o caralho, tinha uma sede. Tinha uma sede, a gente ia lá, escolhia o charutinho, fumava um charuto. Então, assim, a gente se esforçou muito pra se destruir, mas o Diogo, porra, ele foi o rei, mano. Ele teve uma dedicação extra, tá ligado?
Ele tem talento pra isso. Mas não foi consciente, tá? Só pra dizer que eu não fui consciente. Não fui consciente. Foi fruto de merda que ia acontecendo e eu fui levando, empurrando pra barriga tudo. Tá bom. O Norton, o nosso menino, nosso jovem, tá no caminho, né, Norton?
Então, estamos indo, né? Não, ele está bem. Eu ia falar isso. Eu ia mandar esse recado para a juventude ouvinte. Que assim, eu comecei, eu percebi que eu ia começar a passar mal comendo coisas em determinado horário. Eu sempre comi muito uma famosa rede de fast food, assim, né? Sim. Sempre gostei muito. Só que, pô, meninão. Pensa, há 20 e poucos anos, você come três lanches, duas batatas e duas Coca-Cola e você está novo.
Cara, aconteceu de eu comer um lanche famoso de cheddar e aí na hora que ele bateu no estômago, eu já fiz assim, ó. Sabe quando você faz aquele... Sua boquinha mexe assim. Aham. Falei, mano, foi nesse momento que eu entendi. Falei, não posso mais comer esse lanche a determinado horário. E não deu outro. Eu passei mal o...
resto do dia, meu estômago. Então assim, se você tá comendo alguma coisa que fosse um fast foodzão e você soltou essa bufada, você sentiu esquentando, mano, você tá indo pro caminho do Didi. Eu sempre lembro do que os meus ancestrais me diziam. Meu filho, entuba e come tudo porque o pessoal na África tá passando fone. Aí eu terminava. É isso aí, né? É isso aí. Criado assim. Que vibes.
Caras e senhores, meus amigos e minhas amigas, estamos num momento onde jogadores de videogame estão ali meio que se perguntando, como é que vai dar bom? Como é que vai dar bom se pra fazer um GTA você tem que gastar um bilhão? Se pra fazer um Homem-Aranha você tem que gastar 500 milhões? Se pra fazer um jogo médio você gasta 80, 100 milhões? Se pra fazer um jogo pequeno você não tem exposição? Então...
Como é que a gente vai ter jogos divertidos e legais aos montes, mas também ter poucos fracassos? Porque estamos numa era de grandes fracassos, onde o fracasso define a qualidade do jogo de certa maneira. Temos aí um bom exemplo que estamos vendo, que é o Saros, da Playstation, da Housemarque Studios, um estúdio muito bom, muito bom.
que fez o excelente Resogun, excelente até hoje, um dos grandes jogos do PlayStation 5, na minha opinião, mas que lançou o sábio. O PlayStation 4, o Resogun é... O 4, né? Foi o lançamento do 4, é, pois é. Ele vendeu com aquela quantidade de partícula na tela inacreditável. Cara, pra mim até hoje, o Resogun é um dos jogos que eu mantenho instalado no meu PlayStation 5 e...
Vez ou outra eu volto pra ele, assim, só pra fazer uma partidinha, alguma coisa assim. Eden, Eden. Resogam é muito, muito bom. Mas o Saros, que é um jogo muito bom, eu joguei um pouco só, eu não joguei o Saros todo. Mas me diverti bastante com ele, achei um jogo impressionante com a assinatura da Housemarque. Mas ele tá sendo considerado um jogo ruim porque ele foi um fracasso de vendas. E não me parece uma análise correta.
Então estamos aqui reunidos, meus amigos e minhas amigas, para nos perguntar o que faz o jogo ser um fracasso. Olha aí, olha aí. Eu queria começar pontuando algo importante que o Beto trouxe do tempo, né? O tempo que se demora para se fazer um jogo hoje em dia. A gente veio de uma época do videogame em que a gente via grandes fracassos que demoraram em três semanas para ficarem prontos, né? É o jogo do ET no Atari que era...
O cara demorou umas três semanas, três, quatro semanas. E aí justificava, né, um pouco, né? Justificava. Aí tu fala, beleza, dá pra entender porque essa porra é uma merda. A gente vê e explicou ele. Só que agora a gente reúne ele, como o Beto colocou, o tempo de produção, principalmente dos triple-waves, ele foi escalonando de uma maneira bizarra. Porque eles foram começando a perseguir metas e padrões, cara, que, porra, foi dificultando o trabalho.
Então aí, pô, pegar aqui uma listinha por alto, pra gente ter uma noção mais ou menos de tempo que demorou pra fazer.
Marvel Spider-Man 2, que eu zerei, inclusive, por agora. Gostei, o jogo bem divertido, mais repetitivo. Vai ser um pouco repetitivo, mas divertido ainda, sim. Que foi lançado em 2023. Demorou entre 3 a 5 anos, mais ou menos, para ser feito. Tudo depende de uma certa contagem de produção, de quando você começa necessariamente. É, a pré, né, também. Isso.
God of War Ragnarok, 4 anos. Elastor Voz Parte 2, de 5 a 6 anos. Final Fantasy, 16, 7 a 8 anos. Starfield, de 7 a 8 anos. Baldur's Gate 3, 6 anos. Cyberpunk 2077, essa é uma variação. Você tem que definir quando ele ficou pronto.
pra você poder ver o tempo. Então você tem uma variação de 5 a 8 anos. O Red Dead Redemption 2, Rockstar, que tem 7 a 8 anos. E aí, pô, GTA 6, 8 anos. Se ele for lançado esse ano, como tá previsto aí a qualquer momento, a gente ter esse alerta.
E acho que GTA é um grande marco pra gente Porque ele vai ser Um grande ponto Que vai ser estudado na história dos videogames daqui pra frente Quando ele for lançado, saca? Ele vai ser o Cleópatra que foi pro cinema Como um marco de gasto De maluquice, de investimento da parada Porra, o GTA 6 é isso Então assim, é muito tempo Que se demora pra um retorno Que não se tem noção com gastos Cada vez mais absurdos
Cara, eu acho assim, ó, eu acho que você levantou um ponto que é assim, o GTA 6, ele não pode ser um padrão. Não, ele é fora da curva, ele é marco, já direto. Eu não falei que ele vai ser um padrão, mas que ele vai ser estudado, porque ele é um marco no mundo dos videogames, é inerregável, né, Beto? Vai existir um pré-GTA 6 e um pós, assim, é bem claro isso.
Não porque vai ser seguido o exemplo, mas talvez porque eles estão botando a barra lá em cima e não tem como perseguir. Não rola seguir o exemplo do GTA, né? É assim, é um jogo que custou mais de um bilhão, cara. Cara, um filme da Marvel foda custa 500 milhões. E o pior, o GTA custou um bilhão e assim, ele vai se pagar na pré-venda, tá ligado? Vai, vai, vai. Na hora que lançar a pré-venda, esse jogo vai se pagar.
o resto é louco. Então, é porque ele é um padrão que não dá pra olhar assim. Então, tipo, porque assim, quando a gente se pergunta o que é um fracasso, se a gente olha, tem um exemplo que é muito bom pra gente trazer pro debate, que é o seguinte, Cyberpunk é um fracasso? Porque o Cyberpunk, ele teve um lançamento que ele, olha só, ele foi muito criticado, não porque o jogo era bom ou ruim, mas porque o jogo tava completamente quebrado.
Ele vendeu bastante. Só que ele vendeu pra caralho. Ele vendeu, tipo assim, 10 milhões de cópias em pré-venda. Uma porra absurda, sabe? E ao longo do tempo, ele se transforma num jogaço, porque os caras consertaram. E aí a galera foi olhar o jogo e falou assim, cara, esse jogo é muito bom. Porque ele era muito bom. Eu me lembro de ter jogado um, dois meses depois do lançamento. Até um pouquinho mais, acho. Três meses aí depois do lançamento.
E cara, o jogo estava excelente. Não tive nenhum bug, joguei um jogaço. E agora... Hoje ele está liso demais. Nossa, estou jogando para o Ceará. Eles melhoraram as builds, eles melhoraram o sistema de... Cara, é outro jogo, mas não é um fracasso. Uhum.
Mas foi um fracasso. Esse é um dos cernos que a gente está indo, porque ele, no seu lançamento, por causa de uma pressão de investidor, uma pressão de um board que está ali esperando um retorno financeiro, ele acelerou uma parada que não podia ser acelerada.
E aí ele teve esse impacto porque o jogo foi lançado foi porco, foi ridículo. E um jogo super, super esperado. Ele não estava pronto, a verdade é essa. Só que assim, aí a gente se pergunta mas assim, o Cyberpunk não é um fracasso. Então o que faz um jogo? O Cyberpunk vendeu, Betão, na vida toda até hoje oficialmente mais de 35 milhões de cópias. Isso é muita coisa. É muita quantidade. É mesmo.
É muito dinheiro. É, você pega jogo, por exemplo, jogos também de sucesso, se eles vendem 4, 5 milhões, ele é de A. É um jogaço, é um sucesso absurdo. É um jogaço. É, então. Não, vendeu bem, vendeu bem. Mas aí, existe essa questão. Ele vendeu muito bem, então ele é um sucesso comercial. E eu acho que ele se tornou um sucesso de crítica, de público, por causa dessas reformas. Então, ele não começou sendo esse sucesso para os gamers, assim, sabe?
Foi um sucesso de venda, porque ele também prometeu mundos e fundos. Eu estava lá e eu comprei no meu PlayStation 4 na pré-venda. Quando eu fui jogar, parecia que meu PlayStation 4 ia voar, assim. Ele não estava aguentando. Ele ficava levitando, assim, na minha estante. Mas ele se tornou um sucesso de jogo mesmo, assim. De você olhar e usar como referência. Um sucesso entre os jogadores. Mas demorou bastante. E também sinto que teve uma certa boa vontade, assim, sabe? A galera não... Vamos esperar para ver o que eles vão lançar?
Porque ele era um bom jogo. É, viu o potencial ali, né? Porque a gente olhava pra ele, Norto, e a gente falava assim, cara, isso é um bom jogo, ele só tá quebrado. Porque assim, ó, por exemplo, vou trazer um outro pra mesa aqui pra ver se vocês julgam um fracasso. Starfield foi um fracasso pra vocês? Então, nesse conceito de fracasso, de vendas, não entraria. Não, mas Starfield vendeu quanto? Vendeu...
De 15 a 20 milhões, mais ou menos aqui. Coisa pra caralho. Coisa pra caralho. Perdão, perdão, perdão. É, 15 milhões. Média de 15 milhões, mais ou menos aqui. Então, e isso porque ele saiu no... Não, de jogadores é diferente de venda, porque é um jogo que saiu no Game Pass. É, porque aí entra aquela questão dele estar disponível. Pois é. Eu não comprei o Starfield. É, eu peguei... Isso, mesma coisa. Entendeu? Então, aí fica essa questão.
Porque, bem ou mal, quando você tá jogando Starfield pelo Game Pass, cara, tu pode não ter comprado, mas tu baixou, você paga o serviço.
Tem ali algum mérito, tem um gasto ali, bem ou mal. E 15 a 20 milhões de pessoas indo atrás do jogo é coisa pra caralho. Não deve ter isso de assinante o Game Pass, tá ligado? Então é coisa pra caralho. Mas assim, ele é um fracasso? Porque eu joguei Starfield...
E apesar de eu gostar do jogo, é um dos jogos que eu mais queria fazer um episódio aqui no MRG, porque ele peca muito, cara. Ele foi um fracasso pra mim. Ele não foi um fracasso, não sei se não fracasso necessariamente de vendas, mas ele não entregou a expectativa que me gerou antes. O que eles apresentaram, as propostas e tal, foram coisas que me deixaram... Falei, cara, tanto que eu joguei um pouco e parei. Falei, cara, não quero avançar.
E isso, pra mim, é muito mais fracasso do que o jogo vender mal. Foda-se. Ah, boa. Boa. Pra mim, o jogo vender mal, vender bem, pra mim, como jogador, é irrelevante. Não, então, mas quando a gente... Acho que a gente tá falando num conceito macro em geral aqui, né? Então, assim, ele foi um fracasso? Eu não sei dizer, ele foi um fracasso? De venda, não, né? O Arthur tá propondo criar uma fórmula pra gente poder medir isso. Interessante.
Eu estou propondo a gente olhar e pensar assim, existem jogos que foram fracassos, fracassos reconhecidos. Concorde. Concorde é um fracasso absurdo. Beleza, beleza. É inegável que é um fracasso, mas existem jogos que eu não sei dizer. Eu não sei se Starfield foi um fracasso ou não. Eu não consigo definir. Cara, Titanfall 1, tá? Titanfall 1. Um jogo que a gente antecipou pra caramba. Ele teve um hype gigante.
E ele flopou absurdamente Pra mim ele fracassou Dentro de sua proposta, porém Ele tinha um potencial que Ele recuperou no segundo Foi um fracasso primeiro? Não integralmente Porque ele apresentou uma sugestão e uma parada Interessante que hoje em dia virou um universo Compartilhado aí com a PECS e tudo mais Então assim, existe um fracasso ali Existe uma falta que ele cometeu Que foi ele tentou criar uma coisa nova E eu acho super válido, cara Eu acho, o Titanfall 1 pra mim Ele tentou fazer uma parada nova que a gente nunca tinha visto direito
feito e não deu certo, por diversos motivos. Mas ainda é válida a tentativa, foi um fracasso válido. Não, tudo bem, mas... Diferença de outros fracassos. Ele é tão fracasso, ele é tão fracasso, o Titanfall 1, na minha opinião, que ele apagou um dos melhores FPS já feitos na história que é Titanfall 2. Cara, Titanfall 2 é um jogo espetacular.
É mesmo. Um dos melhores FPS já feito. A espira, tu tá fazendo uma acusação muito séria, hein? E ninguém se importou com esse jogo. Mas eu não conheço ninguém que jogou o jogo e tenha uma opinião diferente. Fala assim, cara, esse é um dos melhores FPS que eu joguei. Todo mundo que jogou tem essa opinião. Ele tranquilamente entra na lista. Todo mundo que jogou, ele terminou. Cara, eu não vi ninguém que começou e terminou. Se você é um desses que não terminou, você é um...
É, que não terminou. Todo mundo que jogou, terminou o jogo e fala bem. O que o Beto falou é a realidade. Mas eu acho, Beto, que ele foi forte o suficiente pra meter um Apex. Saca, olha, ele veio ainda explorando porque tem uma galera que gosta de Titanfall. A comunidade, ela talvez não seja o suficiente pra lançar um Titanfall 3. Você acha que tá ligado, Didi? Eu acho que assim... Eu também acho que não. Acho que pouca gente sabe que é...
Não tem nada a ver com Titanfall. Não, é porque é do mesmo universo. Eu acho que pouca gente sabe disso, Jogo. Eu acho que isso aí... Concordo. É, então. É um tempero para nerd. Então, é um tempero para quem gostou, porque existe uma comunidade pequena, mas é uma comunidade que curte. É que se fosse um fracasso total, não existiria por quê. Seria um risco você associar o nome da sua nova IP a um jogo que foi um fracasso. Mas não associaram. Não associaram. Não associaram. Não associaram. O Apex lança...
Faz sucesso e depois os caras falam é no mundo de Titanfall. É, não é do universo de Titanfall, vem jogar Apex. Então, mas você entende que ainda assim, ainda assim, seria um risco que você corresse se fosse um fracasso retumbante? Não, ele tinha que falar que não era.
Tá ligado? Se, tipo, se lança o Apex e falar de Titanfall não é importante, eles não falavam. Eu acho que não tem nada a ver. O jogo funciona sozinho e deu muita sorte por causa disso. Não tem nada a ver se Titanfall não. Eu acho que ele não tá ligado. Eu acho que o Titanfall 2 estar ligado ao Titanfall mostra o tamanho do fracasso do Titanfall. Sim, mas olha só. O fracasso seria, tipo, ele empurrou pra baixo o outro, é isso? Pela má fama dele? Eu concordo. Eu concordo pra caralho.
Mas o que eu quero, que eu tô na dúvida, tipo assim, cara, se é um movimento de risco você, de alguma maneira, avisar que você é no mesmo universo de um jogo que fracassou e puxou pra baixo um outro jogo, por que o Apex fez isso? Por mais que tenha sido depois. Eu vou te dizer por quê. Porque ele já tinha sido lançado, ele estava fazendo sucesso. O Apex, quando lançou, ele fez sucesso. Ele mandou bem. E ele é de uma época de Overwatch. Eu acho.
Ele é de uma época de Overwatch. Então, ele já estava rolando, a galera já estava elogiando, já estava falando bem. Os caras falaram, ah, é do mesmo universo. É uma visão ao contrário. Eles estavam tentando resgatar Titanfall de certa maneira. Será que foi nesse ponto? Talvez. Faz sentido pra caralho pra mim. E vale olhar se o... Porque eu não sei, mas vale olhar se o Titanfall 2 sai depois do Apex. Porque aí você vê a estratégia mesmo. Você fala assim, os caras vão tentar...
Não, mas eu lembro da história que eles queriam ressuscitar um 3 aí. Faz sentido. Faz sentido. Queria muito, cara. Como eu queria? Eles estavam ventilando essa conversa aí. Talvez o Apex meio que veio pra isso, sabe? Tipo, vocês se interessam ainda por Titanfall? Aí ninguém falou nada. Aí ele anda e chega quieto. Ninguém se importa. Ó, Titanfall 2 foi lançado em 2016. Outubro de 2016. E o Apex Legends foi lançado 4 de fevereiro de 2019 lá fora. Ou seja, dois anos e pouco depois. É, já tinha nada super ruim.
Um exemplo que aí eu vou perguntar pra vocês. Tem um jogo que ele é muito curioso. Muito curioso nessa nossa matemática de a fracasso ou não é. Porque ele é um sucesso de crítica. Vamos lá. É um sucesso de vendas. Mas ele afastou os fãs de uma franquia inteira. Que é Dragon Age Inquisition. Eu sou muito fã de Dragon Age 1.
O Dragon Age 1, pra mim, ele é um dos melhores RPGs ocidentais que existem, porque ele tem a característica do RPG ocidental, e a gente fez um episódio, né, falando aí da diferença do oriental pro ocidental. Ele é muito bom, ele é muito bom. A história é muito foda, o gameplay é muito foda, o jogo é muito foda. O Dragon Age 1.
E ele puxou aquela massa de fãs de RPGs ocidentais, a galera que gostava do Baldur's Gate, a galera que gostava do... Aquele outro lá do... Que mistura as raças. É super steampunk com magia, com não sei o quê. Como é que é o nome desse? Que é o universo de RPG famoso que tem os jogos também. Não é Shadowrun, não, né?
Shadowrun. Shadowrun, tá. Então, os fãs de Shadowrun, os fãs de Baldur's Gate, os fãs de Neverwinter Knight, todos falaram, cara, Dragon Age é muito foda. Vamos abraçar Dragon Age. E ele foi abraçado por essa comunidade. No Inquisition, eles fazem um jogo ultra ambicioso, que eu adoro, tá? Eu gosto muito do Inquisition, mas ele se afasta completamente do que é Dragon Age.
Mas ele vende bem, ele tem um sucesso de crítica, mas, cara, nunca mais eu vi a franquia Dragon Age ser levada a sério. E o Veio Guard, apesar de ser um jogo péssimo, foi só um prego final no caixão de uma franquia inteira. Então, mas aí também a gente tem que lembrar que... Ah, não, não tem como. Eu tava pensando aqui agora, no Dragon Age, ele tentou ressuscitar a Bioware, assim, né? Se a L&C lembram disso, que a Bioware tava muito pra baixo. Sim. Tanto que depois saiu o Maze Facts Andrômeda, né?
Também devemos debater se é um fracasso ou não. Então, aí eu acho que... Mas o Inquisition, a Bioware, ela tentou trazer de volta esse sistema de RPG deles que eles já tinham meio que abandonado. Eu lembro na época que saiu o... O Inquisition ou não? É, o Inquisition, porque quando saiu o... O Inquisition abandona o RPG. Então, saiu Origins, aí saiu 2.
O 2, a galera já fica muito brava. Muito brava. E ele muda bastante do Dragon Ball. Não, não. O Inquisition, ele vai pra trás. Mas calma. O 2, ele gera... A galera fica brava porque ele é um jogo preissoso. Porque ele tem um monte de dungeon repetida. Não, e é um monte de dungeon repetida. Cara, tem uma dungeon no jogo que você faz ela indo do ponto A ao ponto B. Lá na frente do jogo, ele te dá a mesma dungeon do ponto B ao ponto A. Aí a galera falou, pô, velho, tá de sacada.
É a Bioware, cara. Pelo amor de Deus, tá ligado? Tá de sacanagem, velho. Então assim, ele é um jogo preguiçoso. Vagabundo! Mas ele é um jogo bem escrito. Ele é um jogo que evolui a história. Ele é um jogo que apresenta, inclusive, a Cassandra, que é um personagem grande do Inquisition. Mas o... Caralho, como eu lembro ainda das coisas da... Eu ia falar isso, tava esperando terminar. Caraca, maluco!
Mas olha, só um ponto. O Dragon Age foi uma questão pro Beto. Foi. Ele veio depois de Skyrim, assim, mas... É, dá pra ver que é pessoal mesmo, dá pra ver. Ele teve... Foi uma questão na vida do Beto. Porque, se eu não me engano, não sei se tu saiu de Skyrim pra Dragon Age, alguma coisa assim, mas foi um... Então, foi quando eu tava naquela loucura do... Descobrir o RPG por causa do Skyrim, o Dragon Age foi um dos primeiros que eu...
E é um jogo bem diferente, né? Que é um RPG de pause, né? Que você joga no pause. É muito mais pra Baldur's Gate, pra linha de Baldur's Gate.
Muito mais, mas assim, ele tem uma história inacreditável, cara. A história de fantasia do Dragon Age, de Origen, ela é muito foda. Vocês acham que mesmo Inquisition sendo um... É que ele vendeu muito. Inquisition vendeu muito, ganhou treino. Ele foi o Game of the Year, cara. Ele ganhou o vídeo novo antes, cara.
Mas vocês acham que ele foi um sucesso, então, comercial, mas ele foi um fracasso... Essa é a minha pergunta. Você acha que ele foi um fracasso e puxou o Bioware para baixo? Com esse fracasso, sim? Só para a gente entender uma parada sobre fracasso. Quando a gente fala de fracasso, a gente tem que definir um conceito que é o seguinte. É, isso que a gente está... O fracasso, ele pode e deve ser relativo a uma expectativa que a empresa criou.
Porque, assim, a Rockstar... Porra, o GTA, se ele vender 100 milhões de cópias, talvez ele seja um fracasso.
Porque o nível de expectativa que a Rockstar tem pra poder recuperar o investimento, parará, parará, é muito alto. Então ele tem que bater essa meta, esse objetivo. O que aconteceu? Aconteceu bem parecido com isso com o Alan Wake 2, né? O Alan Wake 2, ele vendeu 2 milhões de cópias muito rápido. Foi o jogo que mais vendeu nessa velocidade da Ramey e tal. Mas ele demorou muito tempo pra recuperar o dinheiro, assim. Por quê? Então, mas... Porque ele vendeu na Epic, ele foi um custo muito maior de produção.
Então assim, ele foi um sucesso de venda. Pô, 2 milhões em, sei lá, num período de semanas, é muita coisa. É um jogo, ele já é pra celebrar. Só que como ele foi muito caro e ele sofreu diversas limitações, porque foi a Epic que bancou o jogo, tudo, então eles tiveram que vender na Epic e não na Steam, eles demoraram muito tempo pra se pagar. Então o jogo, por um ano e meio, dois, ele foi um fracasso.
Então, mas o que é um fracasso? É isso que eu tô tentando definir com vocês. Eu tô falando fracasso de venda. Tô falando, assim, comercial. Remedy operou no vermelho. É isso que eu tô falando. O Alan Wake é um bom exemplo disso. Mas é jogaço. Então, mas é um bom exemplo de como é diferente. Por que o GTA, gente? O GTA, ele é um ponto fora da curva. O GTA, ele gera muito dinheiro em venda de cópia.
E ele gera muito dinheiro em venda em game, que é muito mais, inclusive. Então, assim, se o GTA não se pagar em cópias vendidas, ele vai se pagar depois em pessoas gastando dinheiro dentro do jogo. O online é o que sustenta o GTA V até hoje. Mano, o Maguro Gira é um bilhão por ano fácil, só de online. Só de online. Então, assim, não, isso é um fato, inclusive. Saíram esses dados recentes que foram dos dados vazados aí, né? Da Rockstar. Eu trabalho com fato, dá licença.
Informação que eu tô travendo aqui pro programa O que é um fracasso? Porque assim, o Dragon Age Inquisition Aí eu tô perguntando Eu não sei definir Ele é um jogo que vende muito e é um sucesso de crítica Mas ele mata uma franquia Ele é o jogo mais vendido da série de Dragon Age Mas ele é o que mais vendeu na franquia Mas ele mata uma franquia Mas o ano inteiro que ele saiu, a galera só falava dele, por exemplo Mas eu vi muita gente criticando ele Eu vi muita gente criticando ele E assim, é...
Como é que pode então ele ser o jogo mais vendido da parada E ser o jogo mais E ser o jogo mais vendido da série
Porque vamos ser honestos também que nós comunicadores... Não, são duas coisas também. Nós comunicadores de games não somos... Eu não sou comunicador de games. Nossa opinião pouco representa uma opinião massiva. Vamos ser muito honestos contra isso. Como todo crítico é isso. Toda pessoa que fala sobre um assunto específico não representa a massa da galera. É, exato. Entendeu? Então, tipo assim, você vê as coisas que vendem, que fazem sucesso e tal.
Nós, amantes de game aqui, odiamos a forma como a indústria se movimenta. Mas ela se movimenta porque...
tem um jogador pagando essa conta no final. E não estou culpando aqui o jogador. A culpa não é do jogador porque tem filha da puta sentado lá, porque é o que mais tem. Mas a verdade é que essas empresas seguem somente o dinheiro, né? E o dinheiro, ele é colocado lá por alguém. Então, eu me pergunto assim, o que é um fracasso? Como a gente quantifica? Ó, vou trazer um outro exemplo pra vocês. Um jogo péssimo, péssimo, na minha opinião, obviamente. South of Midnight.
Cara, é um jogo que quando a gente viu o trailer, a gente fala assim, caralho, meu irmão, isso aqui vai ser muito foda, super inovador, trabalhando com o folclore lá do... daquele estado americano lá, que eu esqueci o nome, bem musical. Nova Orleans. Nova Orleans. Porra, só que caralho, é um jogo do PlayStation 2, velho. Joguei South of Business. É um jogo de PlayStation 2, um jogo completamente tratado. Completamente tratado o jogo.
Ele foi um fracasso? Pois é, aí entra. Pode ter sido um fracasso de crítica, pode ter sido um fracasso comercial, pode ter sido um fracasso total. E aí entra também nesse ponto. Mas o que é um fracasso? Sarus é um fracasso? Sarus é um jogo aí da Housemarque, grande aposta do PlayStation 5, que lança no máximo dois títulos exclusivos. E agora a gente pode voltar a chamar de exclusivos as coisas da Sony. No máximo dois por ano. Aí os caras fazem toda essa coisa com Sarus e tal, não sei o quê, e vende 300 mil cópias. É.
No caso do South of Midnight, cara, é muito difícil da gente julgar, principalmente do ponto de vista comercial, e isso vai bater para diversos jogos, porque a gente entra com a camada Game Pass, né? O South of Midnight, ele saiu no Game Pass. Então, a gente não tem aí... A Microsoft também não divulgou ali exatamente a quantidade de vendas e para lá. Então, ele entra nesse escopo que é confuso, porque por mais que eu concorde que se a pessoa fez o download, no mínimo o jogo gerou um interesse para você baixar.
E como existe um pagamento, de certa forma, você vai afirmar que você comprou aquele jogo ali, tá? Mas, ao mesmo tempo, eu também entendo que não é a mesma coisa do que a pessoa que pegou o seu dinheiro e comprou o jogo e tá lá pro jogo dela. Mas isso não pode ser mais medido hoje, sabe? Eu acho que essa medição hoje a gente tem que... não é que não pode, mas a gente tem que entender um novo meio. Por exemplo, Stranger Things é um sucesso absoluto.
Acho que ninguém discorda disso. Sim, sim. Mas Stranger Things é um título de uma plataforma que você paga assinatura para consumir. Então ninguém comprou Stranger Things, sabe? O modelo Game Pass traz para dentro da ordem exatamente essa leitura. Então tem que levar em consideração o número de downloads, necessariamente, não só a venda. O número de pessoas jogando, no caso. Pessoas jogando.
Então eu vou tirar aqui uma métrica, alguma métrica, pra gente ter um ponto mais real aqui, tá? O South of Midnight, na Steam, ele tá avaliado como muito positivo, com 94% dos reviews positivos lá, e mais de 3 mil análises. Isso já é uma parada legal pra caralho. O GameSpot, que é um site relativamente conceituado aí, pô, mais famoso, 8 barra 10, irmão. Pois é. Mas eu te pergunto o seguinte, o Metacritic, não no caso do GameSpot, mas o Metacritic, ele é algo determinante pro sucesso de um jogo? Pro um jogo não ser um fracasso? Sim.
Não! É, pô. O Metacritic, cara, infelizmente, na minha opinião, mas o Metacritic, cara, ele fecha estúdio. Pois é, isso é interessante pra cada gente falar. No Metacritic, ele tá com 7x7. Metacritic dá bônus, cara. Metacritic... Tem empresa que quando lança um jogo, se o jogo estiver 9 no Metacritic, os funcionários que trabalhavam ganham bônus, entendeu? Então, assim, isso quer dizer que o Metacritic tem uma relevância, tem alguma coisa. Cara, isso não é bizarro quando você para pra pensar, de certa...
E assim, eu entendo, tá? Eu entendo que a gente busca padrão, a gente busca valor na avaliação das pessoas e tal, mas a partir do momento em que o jogo busca um resultado real dentro de um avaliador massivo, o quanto do jogo em si ele deixa de ter a personalidade dele pra se vender pro que ele precisa ser, tá ligado? Mas isso não é a indústria do entretenimento hoje?
É, mas tô pensando do ponto de vista artístico. E isso é a indústria do entretenimento agora. É isso que eu tô falando. Hoje em dia, a gente não tem mais espaço pra clássicos cult, eu acho, no videogame. Tem nos indies, né? O próprio... Aquele jogo do Hero. Aquele Metroidvania que lançou do... Vamos parar aí. Do insetinho. Não.
Ah, o... Hollow Knight. Hollow Knight. É, teve o Hollow Knight da irmã dele. Silk Song. Do Silk Song. Cara, é o que a gente quer. Eu entendo que também é um jogo um pouco fora da curva. Mas esse é muito fora da curva, então. É fora da curva. Mesmo nos índios. É, a gente não pode usar a exceção dentro de uma análise porque ela é uma exceção. Então você não tem... Cara, mas Beto...
Se a gente parar pra pensar assim, eu concordo pra você em vários quesitos, mas eu também gosto de olhar pro seguinte lado. O mercado independente, se a gente for aceitar essa condição, ele é só exceção. Porque é nele que vem grandes evoluções, é nele que vem grandes desafios, é nele que vem grandes proposições que são copiadas pelo AAA. Então, Didi, mas aí você atualiza stream, todo dia sai 30 jogos.
É isso que eu tô falando. É, Diogo, mas assim, o mercado, eu já acho que hoje, e isso é uma coisa que eu tenho muita dúvida, assim, que é o seguinte, existe um mercado independente? Porque, beleza, a gente vai olhar pra exceção e falar assim, ah, Hollow Knight é uma exceção, de fato é uma exceção. Mas...
quantos outros jogos indies não tem visibilidade? Quantos jogos a gente chama de indie que não são indies, cara? Aqueles têm empresas e estúdios por trás que parecem ou até são, de certa forma, independentes, mas, cara, tem dinheiro de fundo árabe, por exemplo, tem dinheiro de um monte de coisa assim, em jogos... Por exemplo, aquele jogo que eu adoro, do Quarantine Zone.
Pô, Quarenta e Zona é um jogo muito legal, cara. Tá, tá. Jogo muito legal. Nossa, eu joguei esse jogo aí, me diverti muito com ele e tal. Aí tem um outro jogo também que eu não sei se vocês estão sendo afetados por ele, que é o do Dentista de Tubarão. Cara, o Dentista de Tubarão... Cara, esse ainda não. Shark Dantist. Cara, muito fofo. Eu recebi vários propagandas. É, muito fofo. Então, esses jogos, eles são indies. Mas quando você olha, você começa a mergulhar em quem eles são...
você começa a ver que, cara, o cara que fez o Stardew Valley, ele não tinha metade da condição que esses caras têm para fazer um jogo. Aquilo ali é o seguinte. Mas será que isso reforça que, de fato, então, é uma indústria? Se os grandes players estão injetando dinheiro nessa galera, esses caras geralmente não chegam depois que a indústria já está consolidada querendo dar uma mordida nela?
Eu acho que totalmente, e os dois exemplos que você trouxe, Beto, são exemplos que, para mim, invalidam um pouco o ponto que o Norton está trazendo. Porque, assim, o Quarantine Zone, ele é um jogo feito em cima de uma fórmula de sucesso. Ponto. Ele está surfando um hype que tem aí nos jogos independentes. O do Tubarão, mesma coisa. Ele vai em cima dessa parada. A minha, eu fico preocupado e boto para vocês que, se a gente considerar todo o grande sucesso no mercado independente de videogame como uma anomalia ou como algo diferente... Obrigado.
Quando é que tem um sucesso de verdade no mundo indie? No independente, sacou? É uma boa pergunta, porque aí eu acho que... Nossa, esse mapa é muito profundo, porque assim, entra também na forma de divulgação, no ser abraçado por influenciadores, por streamers. Isso faz um jogo ser um sucesso, né? Isso muda o destino de um jogo, a verdade é essa. E, cara, se a gente olha pra esses independentes, tem tanta coisa legal hoje, tanta coisa legal que não... E aí
Saiu um agora, inclusive vou dar uma dica pra vocês, eu não vou lembrar o nome do jogo. É um jogo que você é uma menina que começa a trabalhar num necrotério, cara. Ah, eu vi, sim. Meu irmão, e aí vai tendo uma história. Mas, ah, eu acho que eu sei qual é. É a The Post Mortem, Post Mortem, um negócio assim, que aí tem uma historinha de terror que fica envolvendo, os corpos vão chegando, você tem que avaliar, abrir... É isso aí, é isso aí. Eu joguei já, eu joguei ao vivo, inclusive joguei lá no Nerdcast, inclusive.
Inclusive, fica a sugestão pra vocês. Esse jogo é tenso. Esse jogo é tenso. É. Tenso. Então, então. Então, esses jogos, cara, são jogos fantásticos, assim. São jogos fantásticos. É um tipo de segmento que o Layers of Fears, lá atrás, né? Vamos dizer assim, que chamou a atenção.
Mas eles não são jogos menores no quesito, eu digo em simplicidade, porque, por exemplo, o Quarentine Zone, esse do Tubarão, esse do Pós-Mortem, eles são jogos de mecânica. Você vai em cima deles porque tem uma mecânica ali que é interessante, que faz o jogo ser o que ele é. Quando você olha outros jogos independentes, que são um sucesso também, eles se tornam jogos que parecem mais robustos, mesmo no cenário independente. O próprio Stardew Valley.
O Stardew Valley não é um jogo de mecânica, ele é um jogo. Ele tem várias mecânicas ali dentro.
que você vai trabalhar e vai performar. Eu discordo de você. Eu discordo. Acho que você diminuiu falando isso. E eu vou pegar o exemplo do Quarantine Zone aqui, que é um jogo que eu joguei bastante. Cara, o Quarantine Zone, ele parece ser um jogo que você escolhe quem vai virar zumbi e quem não vai, né? Basicamente. Pra quem tá ouvindo, é um jogo assim. Tá rolando uma infestação zumbi, você trabalha num posto, né? Que as pessoas...
Esse lugar onde tá rolando a infestação zumbi... É, um local de uma quarentena, uma zona de quarentena.
É, e aí, só que assim, as pessoas vêm, se a pessoa não tá doente, é você que faz essa avaliação, você manda ela ir embora, ela pega um avião e vai pra um lugar seguro. Ele é um papers please de zumbi. Exato, exato. Só que, cara, ele é um jogo de gerenciamento, porque você começa a criar novos espaços, novas bases, onde você leva as pessoas, onde você tem armas, você começa a ter uma base grande ou não, boa ou não o suficiente pra receber recursos de um governo maior.
você tem a invasão zumbi, e aí você vira um jogo de tiro. Um jogo de tiro que você pode pegar uma arma em FPS, ou um jogo de tiro que você tá, tipo, numa metalhadora mecânica no ar, atirando no zumbi. Quer dizer, ele tem tanta coisa, ele é um jogo tão... É, mas o core game dele, Beto...
É ali, é o seu buffzinho, né? É o seu filtro que você vai fazer selecionando quem entra e quem sai. O core game é esse. É essa parada. As outras coisas chegam a aparecer até minigames dentro do jogo. Eles não têm esse peso dentro da parada, saca? Pelo menos essa é a minha impressão. Não sei se tu concorda. Cara, eu não sei se eu concordo. Eu tô pensando nisso porque... Assim, isso não tá diminuindo. Eu não tô diminuindo. O jogo é divertido.
Ele é divertido. Mas perto de outros jogos, ele tá muito focado numa mecânica específica.
Dentro dessa vibe, dessa parada de você selecionar, de você olhar. Da mesma forma que esse jogo do Necrotério é muito similar em conceito com o jogo do Quarenta e Zones. Você tem que avaliar ali as paradas. E como vários outros jogos que você vai ter que julgar também. Sim, existe um segmento de jogos. É, total.
Nem todo jogo precisa ter várias coisas dentro dele também, né? É o segmento jogos do TikTok, né? Vamos combinar? Assim, que esses jogos são os que... Jogos do TikTok, total. Jogos do TikTok. Cara, esses jogos que você é vendedor, dono de um posto de gasolina, e você tem que abastecer, não sei o quê. Cara, isso não diminui. O jogo não é uma merda. Porra, não joga esse tipo de jogo. Cara, ele tem o seu público, ele vai ser divertido por um objetivo específico, mas a gente não pode deixar de apontar que ele tem um objetivo específico.
Total, mas isso que o Norton falou é uma coisa que faz muito sentido, porque, assim, toda a indústria do entretenimento, ela está drivando para os produtos de TikTok. Se a gente olha a música hoje, cara, a música, se ela não é pensada para viralizar no TikTok, ninguém nem bota dinheiro nela.
Aham. Esquece, né? Esquece. É. Ela já começa pensada numa estrutura de TikTok. Então, o videogame também. Mas por que o videogame tá preso nisso? Porque aquele cara lá que tá fazendo o jogo, que esse jogo pode ser... Mudar a vida dele, ele vai falar, cara...
Eu tenho mais chance de atingir o sucesso fazendo um jogo indie de TikTok do que um jogo indie normal. Eu tenho mais chance de permanecer trabalhando com o que eu amo fazendo um jogo de TikTok do que um jogo indie normal. Fazer sucesso. Exato. Então, assim, já a grande empresa, ela olha, mas ela olha diferente.
Ela fala assim, nós temos mais chance de ganhar dinheiro fazendo jogos que sigam essa vertente. Por quê? Porque é algo que os jogadores estão comprando, cara. É o que os jogadores estão consumindo, entendeu? Então é... é uma análise difícil da gente definir. E é interessante como isso ressuscitou a categoria streamer, assim, né?
Eu não lembro se essa galera lembra bem, mas num, sei lá, uma década atrás, assim, existia muito essa discussão. Tipo, o que os streamers, os maiores, assim, vão fazer depois que o Minecraft acabar o hype, por exemplo? A gente ainda tá esperando, né? A gente ainda tá esperando acabar esse hype aí. Não, mas é que antes era, mano, era um nível, né, colossal.
E aí, cara, esses jogos que a gente chama de jogos de TikTok, eles trouxeram toda essa indústria de volta, assim. Então agora você faz jogos pensando no streamer que vai jogar e vai fazer render esse jogo que você tá jogando, que vai render vários cortes, que vai fazer o jogo viralizar e o jogo vai ficar... Então ressuscitou meio que essa simbiose, assim. Então você faz o jogo para o cara jogar, ponto. É verdade.
Ela nunca morreu. Ela nunca morreu. Ela só ficou... Acho que nunca esteve tão forte assim, igual tá hoje. Não, já, já. O Fortnite... Ah, já tem uma indústria. Não, mas estou falando de uma indústria que foi criada pra isso. Eu faço 300 versões de jogo de mercado. Um tem zumbis. O outro é não sei o que lá. O outro é encantado. Porque eu sei que tem toda uma categoria gigante que joga jogo de mercado e vai fazer sucesso.
Vamos botar isso na conta da Valve, vamos, vamos dar esse passo, porque assim... Tudo culpa da Steam, é isso, é isso que você está falando. Não, eu digo... De Braguinha fala isso. Só para controlar. Porque assim, na conta que eu digo no sentido positivo, a partir do momento em que a Valve entende que existe um mercado no cenário de modificações dos seus jogos, e ela começa o Counter Strike, deriva daí, uma série de jogos de sucesso derivam de ricochete. Mentira. Não, mas aí é... Não fala mal de ricochete.
Não, não tô falando mal, mas é mentira, não é isso. Não, cara, mas aí é uma outra coisa. Eu acho que é uma outra coisa. Acho que você tá falando... Ah, perdemos, Beto, ah, perdemos. Mas o próprio Dota, Beto, o próprio Dota é uma parada que deriva de mod. Não, mas o mod não é jogo de streamer. É diferente do que o Arthur não tá falando.
Mas eu quero só dizer o seguinte, porque quando ele faz esse paralelo com o Minecraft, e a gente vem pra Fortnite, e a gente vem pra Roblox, a gente começa a entender que jogos menores, ou jogos que são pequenas alterações de outros jogos, eles começam a bombar. Aqueles mods quando eles começam a fazer mais sucesso que o próprio jogo, que é o caso do Counter-Strike, cara. O Counter-Strike, durante um bom momento, ele foi maior em quantidade de jogadores. Se der mole até hoje, é.
do que Half-Life. Hoje tem gente que conhece Counter-Strike e não faz ideia do que é Half-Life, entendeu? E aí a gente olha para o Roblox da vida e vê um sucesso inacreditável que o Roblox faz e é um lugar onde as pessoas têm a opção de criar um jogo ali dentro, de criar um mundinho com as suas próprias regras e tal. Então, sim.
que são jogos ridículos, você vai olhar dentro de uma comparação com grandes jogos que a gente tem de indústrias fazendo jogos, você fala, cara, como é que o maluco está fazendo dinheiro dentro de um Roblox da vida? Mas por causa dos streamers, por causa dos jogos de sikidoque. É, então, é isso, mas é isso que eu estou botando. Olha de onde vem essa parada.
Porra, o Counter Strike, ele se torna o Counter Strike Source, e bala-lá-lá, por quê? Porque ele fez muito sucesso nas planhouses. Porque a galera começou a mostrar. Mas são coisas diferentes, Digi, calma aí. Mas são coisas diferentes, Jogo. Eu acho que você está juntando… Não, eu estou falando de onde veio. Eu estou fazendo de onde veio. Estou fazendo só esse caminho, essa coisa.
Não, então, mas não é, mas não é. Essa indústria, ela entende os jogos de streaming de influenciadores de TikTok e ela se adapta a essa realidade, que é uma realidade que mudou o mundo dos videogames e faz parte do mundo dos videogames desde Minecraft. Na verdade, aí, beleza, então a gente mira o canhão pra cá, usa essa munição que é streamers, influenciadores, gamers e tal.
E gol. Porque assim... Eu acho que eu realmente não entendi o ponto que a gente está debatendo. De verdade. Talvez eu tenha me perdido aí. O ponto é... O que a gente estava querendo demonstrar aqui é que hoje, os jogos de TikTok que a gente está falando, existe uma indústria em torno dele totalmente, assim. É uma indústria criada para isso. Esse que era o ponto, sabe? Não é assim... E as outras coisas vão... Isso. E se apropriam daqui. Então, o mod é uma parada. É outra coisa. Mas eles...
Pode ter nascido dali, mas já virou outra coisa há muitos anos. É isso que eu tô falando, sabe? Não tô falando que você tá errado.
Queria trazer um jogo que eu acho que é emblemático do ponto de vista de eu achar um jogo inacreditávelmente zoado, não entender o que está acontecendo e ficar horrorizado com o destino que ele teve e depois maravilhado com o que rolou. Flappi Bird. O Flappi Bird foi um fenômeno inacreditável que ninguém esperou que acontecesse. Um maluco criou um jogo para celular, computador, sei lá.
que é o passarinho, todo mundo conhece. É um porra do passarinho, tu tem que apertar a tela, ele bate asas e sobe. Então você tem que passar pelos obstáculos. Isso aí viralizou de uma maneira inacreditável. E o criador desse jogo ficou trilhardário. Ele começou a ganhar dinheiro. Ele não fazia mais nada e ganhava dinheiro, ganhava dinheiro. Até que chegou um ponto que ele tirou o jogo da loja. Ele parou com o jogo. Ele tirou o jogo das lojas e falou assim, eu não acho certo eu ganhar dinheiro sem fazer nada.
E aí entra no ponto de vista pessoal de cada um, do que cada um entende. Tem gente que fala que ele é idiota, tem gente que fala que ele tá certo, e aí não é sobre isso. Mas o ponto é, isso claramente foi um grande fenômeno de streaming, de gameplay, de vídeo no YouTube e por aí vai, como tantos outros. Só que esse é um jogo estupidamente imbecil, que fez um sucesso inacreditável, cara. Você não vende, dá um preço bosta, sacolé.
Eu acho que sim. Pra mim, esse jogo, ele é um sucesso de venda, muito sucesso de venda. Mas é uma merda de jogo, tá ligado? Ah, não, ele é legal.
Mas a gente não pode determinar voltando àquilo que você falou, hein, Didi. Didi para a frase de Didi. Dentro do que ele se propõe, ele não é um sucesso. O jogo é só aquilo. Ele só se propõe a ser aquilo. Na expectativa de quem? Não, então, lançou o jogo. O que é o jogo? Ele tirou do ar. Então, mas aí é coisa pessoal dele, tipo... Foi um fracasso pra ele. Isso aqui foi um fracasso que eu não imaginava. Não, não. Ele só entrou nessa crise de eu quero lançar mais jogo.
Tonto. Ele tinha que ter vivido as custas disso pra sempre. Mas aí, o jogo se propõe a... E aí, o jogo se propõe a...
O joguinho de celular que você faz o tap-tap ali e o bichinho vai mexendo. É aquilo o jogo. Então, mas ó, é porque quando a gente fala de fracasso e de sucesso, a gente tá falando referente ao quê? A um sucesso comercial? Beleza. Agora, se for uma questão crítica e opinativa...
É muito difícil a gente avaliar. A gente vai, obviamente, tentar avaliar massivamente, olhando para um grande público, para saber se ele foi um sucesso de crítica, vendo toda a crítica do jogo. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem que levar em consideração a visão de uma pessoa que gostou de um jogo que as outras todas não gostaram, porque para ela aquele jogo foi um sucesso. Sacou?
É difícil a gente... Não, mas aí tem uma generalização em cima do fracasso, não. Claro. Porque assim, por exemplo, quando você fala do Flappy Bird, a história do Flappy Bird é muito esquisita. Porque assim, ah, ficou milionário, ah, agora eu não gosto mais. Então devolve dinheiro, filho da puta. Tá com o pezinho na consciência, devolve dinheiro pras pessoas que compraram, achou que é injusto. Isso ele não fez.
Pesou o clima, parabéns. Pesou o clima, cara. Você até em silêncio, porque... Aí está na topilhão, beleza? Aí deu um passarinho, pá. Mas beleza, vai. Continua aí. Acho que deu uma pesada no clima do programa aí. Não, mas assim, é porque eu acho que ali, cara... Aquilo é um jogo, velho. Aquilo é um jogo, cara. Ali é, definitivamente. Então, aquilo é um jogo, cara. E assim, ele foi um sucesso, velho. Ele foi um sucesso. Sucesso de venda.
Beleza, ele foi um sucesso de venda. Não, e de... Cara, é isso que eu estou falando de...
A galera se amarrava, Diogo, no Flippi Band. Mas olha só, o fato do grande público... Vamos chamar de grande público. Ele não é o melhor do que ele faz. Mas o fato do grande público gostar ou não gostar de alguma coisa não faz com que a minha opinião relativa a isso tenha que ser engolida pela massa que está falando. A minha opinião é válida para mim. Beleza. Ah, mas a gente está olhando do ponto de vista... Mas aí, querido.
Não, mas é que sim, Beto, eu tô colocando o seguinte. O fato, é por isso que a questão do Metacritic definir uma coisa como bem-sucedida ou não pra uma nota que é massiva, ela não vai fazer com que a minha experiência seja pior ou melhor, sacolha? Ela não tem que fazer isso. Não vai, mas ela vai influenciar em toda a jornada de vida daquele jogo. Entendeu? Existem jogos... Cara, eu sou um cara desse. Existem jogos que eu falo assim, vou esperar sair pra ver se eu pego ou não.
Primeiro, pra ver se é bom ou não, pra ver se ele conecta comigo, por exemplo. Isso aconteceu... Até porque provavelmente ele vai custar 350 reais, tá ligado? Exato. Isso aconteceu duas vezes já esse ano. Uma foi aquele jogo lá, o Crimson Desert, que eu falei, pô, vou esperar sair. Esperei sair e falei, cara, o que eu tô vendo aqui não é pra mim, então não vou. E o outro foi o Pragmata. Esperei sair e falei, cara, o que eu tô vendo aqui é muito pra mim. Aham.
Eu não joguei aqui no Nizam 10, então eu não posso dizer. Mas no Pragmata eu acertei muito, sacou? Então, cara, não dá pra individualizar, Diogo. Não dá. Não dá, mas tem que dar também. Não dá pra individualizar, mas isso não é sucesso ou fracasso. É isso que eu acolhava. Uma coisa que é óbvia. É, não faz ser sucesso ou fracasso. Então, eu acho que pros nossos parâmetros aqui, não é. Ponto. Mas ele também precisa ser. Porque uma experiência individual, ela é...
uma questão de gosto. O individual é aquela pessoa, vai definir o que aquela pessoa faz. O que eu acho, eu sei que é óbvio que eu vou falar, mas é uma coisa que a gente tem que entender. O sucesso de crítica, ele afeta diretamente o sucesso de venda. E o sucesso de venda afeta também diretamente o sucesso de crítica.
Não. Só que... É inegável, Beto. Pra mim é uma... Saros tá aí. A crítica foi muito boa, mas a venda é uma merda. Então, eu acho que eles afetam de maneiras distintas. Um diretamente e o outro indiretamente. Mas ambos têm pontos que fogem da curva. Às vezes tem jogos... O Titanfall 2, Beto, ele na crítica, ele é excelente e não vende jogo. Então... E tem o Flap Bird, ele é o jogo que vendeu pra caralho. Ih, é uma merda. E ele, tipo, ele não tem... Não é que... Tu valeu... Tipo, porra...
Como é que tu avalia essa porra? Então, não afeta diretamente. Não, ele afeta, eu acho que ele tem pontos fora da parada, mas existe uma matemática, sim, dentro dessas duas relações. Existem relações, talvez, indiretamente e diretamente em casos específicos. Porque, cara, a gente sabe... Mas se é casos específicos, não é generalizado. Então, assim, um não afeta o outro diretamente. Mas um jogo, quando começa a vender muito...
Mas vamos combinar. Sucesso não é meio... Tipo, uma junção de coisas, tá ligado? Tipo, fazer... Sucesso é uma junção de coisas, total. Total. Então, por exemplo, que é uma junção de coisas, eu acho que o seu individual... Meio que não... Beleza. Você pode ter gostado muito daqui. Mas o seu individual faz parte do todo também. Óbvio que a gente tava... Então, mas aí entra o Metacritic. Metacritic é isso. É a junção de várias opiniões...
Sim, total. Múnicas numa... Então, isso é sucesso. Mas, ó, vamos fazer um caminho aqui. Eu fiz um jogo merda, tá? Mas o jogo, curiosamente, começou a vender muito.
E aí um streamer achou divertido o jogo todo bugado, todo zoado. E isso ficou divertido ao vivo. O jogo começou a vender muito. A crítica continua uma merda. Mas o jogo começou a vender muito, vender muito. Ninguém ouvia falar do jogo. E aí o jogo começou a aparecer em destaques da Steam, destaques de outras lojas. Começou a aparecer no algoritmo da galera. Daqui a pouco o jogo tá vendendo pra caralho. É um jogo merda e é um sucesso de venda.
Beleza, isso acontece. Então ele não é um fracasso. Ele é um jogo merda, mas ele não é um fracasso. E ainda digo mais. Ele é um sucesso de vendas, comercialmente.
Eu joguei o seu jogo merda e eu achei ótimo. É um sucesso pra mim. Beleza. Além do seu sucesso. É válido. Mas ele, na crítica, ele pode ter saído completamente bugado, completamente zoado. Mas eu digo, a crítica... Cara, eu acho que a crítica de videogame, ela é... E eu nos incluo nisso. Ela é muito arrogante.
Porque, assim, eu acompanho os canais de videogames que a gente tem aqui no Brasil. E, assim, cara, você tem um monte de jogo que a maioria do público joga, a maioria do público gosta. A nossa bolha da crítica não tá nem olhando pra esses jogos, cara.
Não tá nem olhando. E pelo contrário, a gente tá julgando quem joga Free Fire, enquanto o Free Fire é um sucesso maior que qualquer outro jogo aqui no Brasil. Só pra saber, você bota no conceito de crítico uma avaliação de um jogador na Steam, por exemplo? Sim. A pontuação do Metacritic, que é feita pelos jogadores, pela massa dos jogadores. Tem várias, né? Tem aquela que é só dos críticos, tem a dos jogadores e tal. Você bota isso dentro do sucesso de crítica?
Cara, eu botaria a avaliação da Steam, sim, no sucesso de crítica, porque é uma avaliação de jogadores e tal, mas a crítica tem que ser olhada, porque não está faltando... Precisa um bom estudo, começa aí também. Não está faltando movimento na Steam para a galera fazer review bomb. Cara, review bomb é uma das coisas mais besteiras, é um negócio tão boboca, review bomb. O que é review bomb para a galera que não conhece?
Review Bomb é quando você pega a birra de alguma coisa de um jogo e você faz um movimento organizado para dar uma crítica ruim para aquele jogo, para sinalizar que você está discordando de algo específico, seja uma decisão que o jogo tomou, seja um comentário ou uma ação do criador do jogo, seja alguma coisa que é uma mensagem e não uma avaliação do jogo. Entendeu? Por isso que eu estou falando, eu acho o Review Bomb uma coisa boboca. E talvez alguém...
tem uma opinião que... Pode ser boboca no quê? Pode ser boboca dentro de um jeito, mas ela tem uma eficácia no quesito... Estou entrando no que está sendo discutido. Qual é o mérito da... Do review bomb. Mas eu digo assim, ele existe porque ele afeta as vendas do jogo. Total, total. Mas em algum momento, o review bomb ele perde força, né? Porque...
O Review Bomb, ele nada mais é do que um cancelamento crítico de jogo de videogame. E assim como o cancelamento já não é uma parada tão valiosa quanto era há alguns anos atrás, o Review Bomb vai perdendo o seu poder, porque a maioria das pessoas vai entendendo que aquilo ali não é muito bem, é um movimento organizado, entendeu? Você quer ver? Já que estamos em clima de Copa, Diogo, eu vou te dar um exemplo curioso que vivemos recentemente.
Semana passada tivemos o chá revelação do Neymar indo pra Copa do Mundo, certo? E aí? É...
Porque foi, né? Aquilo não foi um evento de... Não foi um anúncio de convocados. Cara, assim, eu acompanho muito a crítica de futebol. E aí você vê os jornalistas, a maioria dos jornalistas totalmente contra. Pelo menos antes do Neymar e agora a galera já virou, tem muita gente a favor. Mas estava rolando um movimento que não fazia sentido ele ir, porque ele não joga, porque futebol é momento, porque ele no Santos não joga nada, porque não sei o quê. Cara, mas você ia na rua, a maioria das pessoas estava...
a favor dele ir. E tinha muita gente que não estava também. Eu conheci muita gente que não estava. Mas quando ele é convocado, você vê que todos esses críticos, eles pensam assim, cara, você não está acompanhando a vontade real das pessoas. A vontade real das pessoas está além dessa sua arrogância de que você vê futebol o dia inteiro porque você trabalha com futebol.
E por isso você entende mais do que os outros, do que deveria ser ou não. Que é, eu trago isso pra gente. A gente trabalha com games, a gente entende coisas que as pessoas não estão nem aí. De fechamento de estúdio, de as puta abusivo lá no modelo de trabalho com os funcionários. De uma indústria mega escrota. A maioria das pessoas, cara, não tá nem aí pra isso. As pessoas só querem um jogo bom e um jogo ruim, entendeu?
Então, e o Review Bomb, ele também faz parte desse movimento de uma visão organizada, que não representa necessariamente a visão do todo, a visão do máximo. Então, eu acho que o fracasso, no fim das contas, é se as pessoas foram jogar o jogo ou não. Mas, só pra conceituar, você acha que o Review Bomb é sempre injusto? Não, não falei isso, eu falei que eu acho bom. Não, eu tô perguntando.
Não, eu acho uma coisa boboca. Eu acho assim, eu, eu, eu, e eu não estou julgando quem participa desse tipo de movimento, mas eu não consigo entender porque eu vou perder o meu tempo fazendo uma crítica de um jogo de videogame pra fuder alguém ou fuder alguma coisa. Deixa eu dar um exemplo que rolou.
Que foi o mais recente que eu vi. No Helldivers 2, eles começaram... A empresa... A Sony, no caso, o Playstation, começou a tomar uma série de atitudes com relação ao jogo. Cara, que piorou o jogo pra caralho. Começou a fazer um caos dentro do jogo. Começou a gerar uma parada zoada pra caralho. E os designers, os desenvolvedores, estavam tentando trabalhar.
Aí, cara, a galera virou e começou, meu irmão, vamos mostrar, vamos fazer um barulho aqui. Porque se continuar nesse caminho, eles vão destruir o nosso jogo. Eles vão destruir o jogo que a gente tá amando e o caralho, isso aqui. E aí rolou um review bom, mas a galera começou a pontuar Maus Aço, um jogo que tinha sido um sucesso de crítica, um sucesso nos reviews e tal, isso aqui. E aí, por causa de uma decisão meio que técnica, administrativa da Playstation, né, barra desenvolvedores lá, o jogo foi piorando.
O jogo piorou a qualidade do jogo. Não era uma questão política, social, era uma questão técnica.
E aí, esse review bomb fez os caras, os caras da empresa que estavam desenvolvendo, baterem o pé em alguns quesitos. E aí fez com que a Sony olhasse e falasse, tá, peraí. Do caralho. Isso tá afetando a vida do jogo. Legal pra caralho. Do caralho. É porque assim, então, é por isso que eu tô falando. Eu não consigo... Quando eu falo, eu não critico quem faz, quem participa. Porque pra mim era só assim, ah, o jogo ficou uma merda, foda-se. Então, vou parar de dar o meu dinheiro.
desse jogo, vou pegar outro jogo que é legal, mas eu tenho mais o que fazer da minha vida do que ficar me preocupando se o joguinho que eu tô jogando tá legal ou não. Mas isso é uma visão que se adequa ao meu momento de vida, que pode ser diferente de outra pessoa e faz muito sentido pra outra pessoa. Exato. Então assim, eu enxergo o Review Bomb como uma coisa boboca, mas olha só o exemplo que você deu. O exemplo que você deu, ele é um puta bom exemplo.
É um exemplo que me faz defender o review bomb, sabe? Que me faz falar assim, cara, tá aí. É um movimento de sinalização. Então, no meio de movimentos que são bobos, a gente tem que analisar quais desses movimentos, na verdade, são vários. Porque tem uns review bomb que são meio merda. Vai, tem um review bomb. Como tudo, você pode usar pra qualquer porra. Tu pode usar até positivamente o review bomb. Você pode usar pra... Isso aí que você falou é um puto exemplo positivo.
É, mas nesse caso eles foram denegrir a parada, eles fizeram pra diminuir. Mas você pode fazer uma espécie de um flash mob, né, de um review bomb, de certa maneira, pro inverso, pra valorizar um jogo que, porra, vamos juntar a galera pra dar a moral. Como aquele vídeo de TikTok, pô, meu pai abriu essa lanchonete e não tem ninguém. Aí vai a galera lá na lanchonete do pai da pessoa, tá ligado? É tipo essas porra, né, que eu boto nessa conta do review bomb.
Bem, mas eu acho que a gente falou sobre muita coisa e a grande resposta à pergunta do programa, eu não me lembro se a gente já deu, que é o que faz de um game, de um jogo, um fracasso? Cara, vamos fazer o seguinte. Tem comentários no Spotify e eu me amarro em ler os comentários das pessoas. Então, deixa os comentários. Vamos evoluir essa discussão. Se tiverem outros criadores de conteúdo que estão...
nos ouvindo aqui. Façam episódios falando que é um fracasso, porque eu tenho muita curiosidade de ouvir várias opiniões sobre o que faz de um jogo de videogame um fracasso, que eu não consigo definir também, Diogo. Nossa, eu fiquei pensando enquanto você estava falando, eu sou muito hipócrita, mano. Eu sou muito hipócrita. O Beto falou do... Eu estou no Neymar ainda. O Beto falou do Neymar...
E eu tô assim, eu tô... Como eu já vi um vídeo do Pedro Certeza falando isso. Eu tô 100% assim, eu tô fechado com os errados. A partir do momento que eu não sei o Neymar na Copa, eu tô Neymarzete. Eu tô lançando Pokémon novo. Eu tô comprando Pokémon novo. Eu tô fechado com tudo que tem de ruim nessa indústria agora. Acabou, eu vou pagar.
Me dá a camisa do Neymar, pá! Me dá o Pokémon bugado, pá! Ah, eu quero tudo! Queria uma figurinha nova pro Neymar que não tá no álbum. Eu quero tudo! Bota o Neymar vestido de Pikachu, ah, me toma meu dinheiro! E botaram, né? Pior é que botaram.
BV
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