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Thiago Braga responde se a Odisseia do Nolan vai afundar! | Mata ou Pilota

07 de maio de 202657min
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O novo trailer de A Odisseia, adaptação de Christopher Nolan para o clássico de Homero, finalmente foi revelado — e já dividiu opiniões entre quem acredita em mais uma obra-prima do diretor e quem acha que o projeto pode ser ambicioso demais até para ele. Será que Nolan consegue transformar uma das histórias mais importantes da literatura em um blockbuster épico sem afundar no próprio hype? Affonso Solano e Beto Estrada, com as participações especiais de Rodney Buchemi e Thiago Braga, analisam a prévia e discutem os riscos e expectativas do projeto.

No episódio mais recente do quadro “Mata ou Pilota”, do podcast Matando Robôs Gigantes, eles também comentam o novo filme de Robert Eggers, que vai adaptar uma clássica história de lobisomem, prometendo trazer o mesmo clima sombrio e perturbador visto em A Bruxa e Nosferatu.

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Assuntos3
  • LobisomemFilmes anteriores de Robert Eggers · Influência do expressionismo alemão · Estética do filme (4x3)
  • Lobisomens e MitologiaLendas em diversas culturas · Lenda de Beowulf · Mitologia grega e figuras híbridas · Licantropia e o Rei Licão · Besta de Jevudan
  • A Odisseia de Homero e sua Adaptação por NolanImportância e impacto da Odisseia · Origem oral e codificação por Homero · Aedos e a tradição de canto · Resumo da trama (Guerra de Troia, retorno de Odisseu) · Duração da narrativa (41 dias vs. 10 anos) · Papel de Poseidon como antagonista · Odisseu e Polifemo (filho de Poseidon) · O saco de Eolo e os ventos · Teoria dos Ciclopes a partir de fósseis de elefantes · A Odisseia como história real para os gregos · Influência da Odisseia na literatura e contação de histórias · Direito criativo em adaptações vs. fidelidade histórica · Adaptações de Christopher Nolan · Armaduras e navios na adaptação de Nolan · Visão de Agamemnon na adaptação
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Autobots, roll out!

Estamos começando, eu diria, nadando neste mar inexplorado aqui no Matando Robôs Gigantes. Ao vivo, senhoras e senhores e todos aqueles em Betuin, está começando mais uma live de terça-feira, às quase duas horas, porque sim, temos convidados de diversas partes do planeta, da história, seja ela fictícia.

ou realista. Eu sou o Afonsinho Solano, hoje em homenagem ao nosso, um dos nossos convidados, os dois convidados, estou com a minha camisa de dinossauro aqui, porque um gosta de desenhar e o outro gosta de falar de história. E vamos começar com o meu amigo Beto Duxtrada. Beto Duxtrada!

Ó, gostei, gostei, hein. Faltou o bordão. Faltou o bordão, né, Buquem? Faltou. Faltou. Faltou. Faz pra gente, Beto, o bordão clássico? Não, não, é você que está apresentando, meu querido. Vai ser o seu bordão.

Ah, mas o MNG tem vários bordões, né? Eu tentei mudar o... E estamos começando mais um Matando o Bus Gigante. Estamos nadando com o Jô Bus Gigante pra fazer uma adaptação à Odisseia, que falaremos daqui a pouquinho com o Thiagão. Então já vai dando like, porque um dos convidados fodas da live de hoje é Rodney Boquemi, Rodney Boquemi!

É nóis que tá, Bruxão. Tô precisando cortar a unha, cara. Tô vendo aí que tô precisando cortar a unha, bicho. Mas tem a ver com o tema de hoje, que é lobisomem também. É. Exato, né? Você que é desenhista, que é ilustrador, quadrinista, desenheiro, mineiro, Conan, Bárbaro. Pai do Lourenço. Pai do Lourenço. Pai do Lourenço, Maridaline. Víken, né? Víken, né? Nosso viking brasileiro. O mineiro nórdico de Minas Gerais, segundo o nosso querido amigo Daniel HDR. Beijo, HDR!

Daniel e a galera tá perguntando cadê o Thiago Braga do Brazão de Armas tá chegando, tá bom que ele tá chegando de navio tá atrasado, assim como o protagonista ele tá vindo de Pompeia tá vindo devagarinho que é o bairro aqui pertinho aqui ó

Posso puxar então aqui a primeira notícia, que eu acho que tem super a ver com o Rodney Bukemi. Vamos lá. Senhoras e senhores, Robert Eggers, ou Eegers, está trazendo a nova obra gótica, intitulada Verwulf. É assim que pronuncia? Não sei. O lobisomem, né? Não sei.

É, o Erwulf parece que é coisa de lobisomem, né? Exato. Betão, lembra aí, antes do Rodney comentar, quais são os filmes do Robert Eggers? Robert Eggers começa, aparece pro mundo com excelente A Bruxa. Maravilhoso. Clima, tensão, né? É aquele filme de terror que o terror, meu irmão, é o que vai vir.

É bizarro, foda. É o que a gente não vê, né? Isso. Depois, ele bota o excelente, mas aí dividiu opiniões, mas eu acho excelente o Farol. Nossa, muito bom, para. Uma assinatura, um tom ali, né? Mostrando que o Robert Eggers, que é uma coisa que eu gosto, é um diretor autoral. Você vê uma obra dele, você fala, cara, esse é o Robert Eggers, assim, é do caralho. Em seguida, ele vem com o...

Excelentíssimo Homem do Norte. Nossa, velho. Um dos melhores filmes de vikings já feitos. Maravilhoso. Vamos deixar claro. E ele termina o que temos até agora, até o momento, com um excelente Nosferatu.

Hummm... De 2024, então... Isso aí tu me perdeu. Tira esse cara daqui! Ó, Afonso, vou te falar. O Nosferatu, de todos esses que eu falei, pra mim é o... é o... é o que é o... é o legalzinho dele. Aham. Eu acho assim...

o Tom Robert Eggers é muito foda. Ele é um cara de muita assinatura. E eu adoro, e eu acho que casa muito bem com o Nosferatu, apesar dele ter, e ele já tem na obra dele, o expressionismo alemão como uma referência. Ele vira cineasta por causa do expressionismo alemão, né? Ele fala que quando ele começou a ver, ele falou, cara, eu preciso fazer filmes assim. Então, a grande influência dele está ali, você vê no tom dele em todos os filmes.

Mas, cara, o Nosferatu é um bom filme. De todos esses, eu acho que é o mais fraco. Eu não curti tanto, não. Eu vou tentar ganhar o Solano nesse filme, porque é o seguinte, eu acho que Nosferatu é uma homenagem a todos os filmes de vampiro que o Robert Eagres com certeza viu na infância, adolescência e na fase de estudando cinema.

Porque você tem ali o expressionismo alemão, que o Betão muito bem mencionou, que tem o Nosferatu Antigo, de 1920 e poucos, Guaraná de Rolha lá. Você tem os filmes do Bela Lugosi, os filmes da Universal. Você tem o Drácula do Coppola, que é aquela questão da sombra, que está se movimentando antes dele, entendeu? E você tem um suspense muito carregado e muito bom.

que ele te prepara para uma parada que você quer, mas não quer ver. Então eu acho que isso é muito legal, pela homenagem que ele fez à maioria desses filmes de vampiros clássicos que a gente já viu. Só vou perdoar porque o bigode dele é bacana. E para enriquecer esse papo...

Eu vou trazer um homem cabeludo também, tá? Ai, que delícia! Que vai tornar o papo mais denso. Ele é o convidado do dia. Por favor, Creuza, traga-nos! Tiago Braga!

Uhul! Uhul! Olha ele aí, senhores! Tô na área. Tô na área, galera. E aí, senhor? Se derrubar é pênalti, hein? No stand do cabeludo, hein? Isso foi muito legal da sua parte, Solano. Ah, mas eu me ligo muito na atividade folicular dos nossos convidados.

Eu não sei porquê, mas acho que isso pode incomodar os outros que estão junto aqui com a gente, né? Não, eles já estão filmados. Não, mas tem cabelo, só eu que rápido. De jeito nenhum, Tiago. Acho que passou da idade de ter cabelo grande, eu tava falando pra Afonso antes de gravar que eu tô ficando velho. E aí agora eu vou ficar aquele velho arrancudo, vou falar essas coisas de cabelo grande. Rídio, né?

A desculpa é sempre essa, né? Tá ficando velho. Hippies, como é que é que o Cartman fala no South Park? Hippies, fedorentos, eles não sabem consertar, não sabem tomar banho, mas querem consertar a nação. Ele fala um negócio assim mesmo.

É basicamente isso. Mas eu tô chegando aos 39 anos, já tô chegando aos 40, já fiz 39 agora em abril. Ah, não, vim demais esse menino aí. É criança. Não, é, então, pô, tá com essa cabeleira aqui é, tem que respeitar realmente, né? Isso, vai. É, é um jovem dinâmico, né?

O nosso jovem dinâmico aqui estreando no Matando o Robô Gigante. Salve, muito obrigado, Tiagão, pela sua presença. Trouxemos o professor aí pra falar especialmente da Otisseia. Mas, Tiagão, você chegou no momento que a gente tava falando desse novo filme do Robert Eggers, que fez A Bruxa, que fez esse Nosferato e tal. O Homem do Norte, né? E o Homem do Norte. Aproveita que você tá com essa luz na sua cara aí, provando que você não é uma criatura da noite.

Um jovem iluminado. Qual o seu filme de vampiro favorito, pra começar, antes de Lobisomem?

Cara, eu não sou muito chegado a filme nessa vibe, não. Realmente, assim... Então tirei do podcast. Obrigado, Thiago. Foi um prazer. Foi um prazer. Eu já sei o que ele vai falar. Eu já sei. Bota ele de volta aí. Eu já sei. Eu já sei o que ele vai falar. Ele vai falar assim, não, eu não gosto de filme de vampiro, porque na história, vampiros não existiram. Não existem. É muito ficcional, Thiago. Exato. Quem diz vampiro?

Se tem uma coisa que eu aprendi estudando história é que existiu muito vampiro e muita bruxa na Idade Média. Olha aí. Hoje ele tá fazendo. Então esse argumento aí eu tenho que conceder que é real. É real até demais. Várias foram queimadas nessa época, né?

Mas assim, é por uma questão mesmo de vibe. Realmente, eu nunca curti muito. Eu já joguei o Castlevania e tal, mas pra parar pra assistir filme de vampiro, realmente nunca foi muito a minha praia, não. Vai ficar com medinho e dormir de conchinha. Eu acho que essa é a verdadeira... É a verdadeira múltipla. Eu acho que esse é um dos fatores principais de eu não ter assistido, eu tenho que admitir. Então é porque assim, imagina o Thiago vendo.

O Bran Stoker, o Drácula de Bran Stoker. É tipo, tudo é fake. Não, ele não fazia isso. Não, esse cara, esse ano tá errado. E essa roupa tá completamente desconectada com o espírito histórico. Essa armadura não faz parte daquele estilo de época. Não, mas assim, eu sou fanzaço de ficção. A obra de ficção que eu mais curto é a Alien, né?

Então assim, eu vou muito pra outras áreas também. Na verdade eu assisto até menos filme de história do que eu deveria até. Eu gosto de quando eu tô assistindo alguma coisa, dar uma relaxada e sair um pouco do meu nicho, né? É professor de história? Sim, aham. História e literatura. Não gosto de filme de história? Ô velho, você veio do Paraguai esse cara aqui? Ele tá aqui pra representar o que a gente carece, que é conhecimento.

Professor de história do Paraguai, mentira, tô brincando. É esse. Mas o Tiagão, por exemplo, o...

Vamos ver se a gente consegue trazer uma curiosidade. O Lobisomem, eu fiz alguns Bunker X, que é aquele meu outro projeto lá que eu faço com 3D, sobre coisas sobrenaturais, etc. Lendas, mitologia. Com o Rodney sobre o Lobisomem. Você tem alguma trivia que você possa nos trazer sobre, por exemplo, o Lobisomem, a figura do Lobisomem, origem?

Acrescentando só um pouquinho, Thiago, acrescentando o que o Solano está falando aí, o filme do Robert Higgins se passa acho que é na Inglaterra, se não me engano, no finalzinho do século XIII para XIV. Tá, então foi por aí que começou a pintar os nossos cabeludinhos. Entendi. O que você pode nos... Em relação à figura mitológica do lobisomem, né? Aham. Na verdade, essas figuras mitológicas existem em diversas culturas, né? Eu não consigo traçar, por exemplo...

origem real de onde veio o lobisomem, né? Eu sei que se você, por exemplo, pegar a lenda do Beowulf, você vai ter figuras mitológicas nessa vibe, né? Você vai ter dentro da própria... Se você for pra história da Grécia, você já vai ter outras figuras, tipo, misturadas com cabras e... Olha aí. E você tem na Grécia também. Então a gente tem uma interpolação, na verdade, de culturas criando novas figuras, né? Entendi.

novas lendas baseadas no que já foi feito antes. Então acho que é um pouco dessa fusão aí que vai acontecendo ao longo da história. De animais característicos de cada região, né? Se você pegar o Minotauro, por exemplo, você tem uma figura que dá meio que origem a essas outras figuras mundárias mitológicas. Tiago, eu tenho uma pergunta pra você, que é o seguinte, o pouquíssimo que eu sei é o que eu sei.

de lobisomem, assim, do mito real, sei lá de onde vem o mito, é que a licantropia, que a gente chama, vem do rei Licão da Grécia. Licão. Licão, né? O Licão. Aí agora é tudo que eu sei. E pergunta-te por quê. Foi maneiro, foi legal. Que é a única coisa que eu sei, que vem dali. Sim, em cima disso daí também, desculpa aí rapidinho, é... Rodney, tá se coçando, o pelo dele tá coçando, o cara...

Não, é porque é por causa dos pesquisas que eu fiz. Vocês gostam de lobisomem, isso já deu pra ter que ver que vocês... Não, porque tava no tema, a gente já vai pra Odisseia, porque tava no tema, a gente tá te aproveitando. Escuta e fala de um homem peludo. Porra, cago, cago, cago, cago. Olha só, dois dos meus melhores amigos, um tem essa cara cheia de pelo aí, que não dá nem pra ver o rosto direito, e o outro tu nunca viu sem camisa. É verdade. Então assim, eu tenho que gostar de um lobisomem, né?

É, faz parte do contexto, né? Faz parte do contexto. Eu tenho um quadrinho autoral que chama Ordem de Licaão, que é de Lobisona, minissérie em quatro edições. E nas pesquisas que eu fiz, né? Eu peguei relatos, né? De históricos, tipo a besta de Jevudan, a própria lenda de Licaão, né? Foi transformado por Zeus em lobo, porque ofereceu sacrifício humano pra Zeus e tudo mais. Então, é...

puxa esse contexto aí pra poder dar um tapinha geral aí pra nós, né? É, o que a gente tem, na verdade, a gente tem múltiplas fontes, né, que falam sobre essa... Na verdade, essas transformações, por exemplo, de seres humanos em animais, a gente tem desde o período minóico. Então a gente não tem, assim, eu particularmente não me lembro de qual é a fonte que diz...

sobre a transformação, no caso de Licaão, no licantropo, por Zeus. Mas o que a gente tem ao longo, a gente tem Exíodo, a gente tem Homero, a gente tem múltiplas fontes que vão trazendo para a gente essa noção de a transformação dos deuses, a interferência dos deuses é algo real na vida das pessoas.

logo essas figuras passam a fazer parte porque tem a ver com a mitologia, que pra eles não era mitologia, pra eles era história, né? Era a filha deles mesmo, era a religião deles. Mitologia a gente fala com um distanciamento, né? Mas quando a gente vai pra história era a crença mesmo. Quando a gente fala das ninfas, as ninfas habitavam as florestas. Quando a gente fala das sereias, as sereias da cultura grega, da mitologia grega, por exemplo, nada tem a ver com a sereia de rabo de peixe. Olha aí.

Então essas lendas vão se adaptando, elas vão se transformando ao longo do tempo e continuam fazendo parte do imaginário real da cultura grega. E se a gente for para a Odisseia, por exemplo, a gente vai ter isso a torto e direito. Chegaremos lá. Talvez o consenso, Betão, Thiago e Buquemi, seja que na dúvida consultem a grande obra sobre mitologias, principalmente brasileiras, Chico Bento.

Acho que tá tudo lá, né? Maravilhoso, maravilhoso. O sétimo filho... O sétimo filho do sétimo pai que não foi batizado, esse é um lobisomem, não esqueçam dele. Não se há um lobisomem. Mas desde que o mundo é mundo, as histórias são permeadas por criaturas antroposomórficas. É, isso aí. Que o Thiago apontou, acho que é legal. Mas ó... Os egípcios também, né? Tem muitos.

Deixa eu só fazer um vídeo aqui daqui a pouco. Deixa eu só fazer... A gente estava falando do lobisomem do Robert Eggers. E, cara, eu tenho um mega chute que a gente está vendo a criação do que a Universal tentou fazer na mão do Robert Eggers. Eu acho que ele está criando aqui o monstroverso dele porque ele faz o Nosferatu. Pode escrever isso que eu estou falando. Você vai ver que o lobisomem, ele vai vir com uma identidade muito similar.

ao Nosferatu. Eu acho que ele vai trazer isso que a gente tava falando, assim, porque ele é muito viciado no expressionismo alemão mesmo, assim. Você lê uma entrevista do Eggers, ele só... Toda entrevista ele fala que é a influência dele, ele virou diretor de cinema por causa desse período e tal. E eu acho que ele vai trazer essa estética, ele vai fazer o filme 4x3, isso é meio que confirmado por quem viu o trailer do filme na CinemaCon.

Então, assim, ele já tá botando no 4x3 ali. Então você já fala, puta, ele tá mirando no Nosferatu. Entendi. O ingresso é mais barato?

É, pô. Porra, tô tendo menos tela. Eu quero... Tudo paga mais caro pra ver IMAX? Sim, porque é maior, mais qualidade. Se eu tô perdendo filme, eu quero pagar mais barato. É isso que eu tô falando. É justo, pô. Depois que o Solano virou pai, tá miserável demais, né, velho? Ah, mas agora é assim, agora não tem mais... Aquele idade é isso. Mosa senhora. Tamo junto isso daí. Mais dinheiro parado.

Mas nós temos recursos para trazer o professor aqui, porque hoje a pauta principal, Betão, antes da gente ir para o Superchat, para a gente aproveitar o Tiagão, é a obra de outro grande diretor, Christopher Nolan. É conhecido pelos íntimos como Nolão. Nolão. Eu vou sair porque eu não quero ver o Tiago falar mal da obra do grande diretor, porque é um inferno. Você vê lá o canal, aí o cara fala mal do coração valente. Todo mundo. O cara falou mal do último Samurai, Afonso.

Eu sou uma pessoa muito rancorosa. Eu sou um cara muito rancoroso. Ele falou mal do último Samurai. Mas, ó, eu vou, Tiagão. Uma pena eu não ficar com você aqui até o final. Mas ele volta. Ele vai voltar. O Tiagão vai voltar na media. O prazer foi meu, Betão. Então vamos lá. O nosso querido Léo, que está aqui comandando a Creuza, vai colocar aqui as imagens do novo trailer da Odisseia. Tiagão, acho que vale um... Pra quem não tem ideia do que é a Odisseia, tem muita gente que, né? Ninguém é obrigado a saber. Não sei, você é professor suspeito.

Situa a gente aí dessa grande obra. É o maior poema clássico da história do Ocidente, né? A gente pode dizer que ele é maior no sentido de impacto e tradição do que a própria Ilíada, né? A Ilíada foi escrita primeiro, cronologicamente precede alguns anos dentro da própria escrita homérica, mas a Odisseia vai se transformar no poema mais traduzido e mais lido no Ocidente, só perde para a Bíblia. Caralho!

Caraca, olha, não tinha ideia. Então assim, ao longo de todos esses, vamos colocar, porque se for escrito no século nono, embora a Odisseia e a Ilíada se passe por volta de 1200 antes de Cristo, Homero escreve posteriormente, né, por volta do século nono antes de Cristo. Então a gente tem um salto aí de 300 anos aproximadamente, era uma história oral.

Só foi codificada mesmo, escrita por Homero, então, a partir do século IX, né? Então, muita coisa dessa suposta primeira odisseia, se ela existiu, essa primeira odisseia mesmo, essa primeira ilíada, ela se perdeu, né? Mas essa é uma especulação, porque não se pode provar muito bem. O que se sabe é, era uma tradição oral, realmente. Existem fragmentos textuais até em linear B, que era um dos alfabetos antigos minóicos, linear A, linear B, minóicos e micênicos, né?

Só que a gente não consegue provar de maneira objetiva se havia realmente a história completa como a gente conhece. Tá. Que foi a que chegou pra gente a partir então do século IX. Quando você fala, o pessoal fala, historiadores, sobre, ah, era uma tradição oral, uma história oral e tal, é uma questão, assim, popular.

mesmo, ou seja, qualquer pessoa que ouvia passava pra frente, ou havia pessoas específicas que eram as responsáveis por passar essa história, por guardar essa história como em algumas tribos, eu sei, e culturas havia, mas no caso ali... Antigamente haviam também os escribas Tipo isso, é, mas no caso Oribas, sei lá... O cara ia contando a história e o outro ia lá escrevendo Os oradores, como é que fica isso ali naquele período?

A gente pode dizer que Homero foi o primeiro fofoqueiro da história, né? Que ficou contando a vida dos outros, né? E passando pra outros coisas que às vezes a gente nem sabe se aconteceu mesmo. Mas assim, é uma tradição oral. E o Homero, por exemplo, ele próprio um aedo. E os aedos eram poetas que cantavam, eram cantores. Toda a Ilia da Odisseia, ela foi pensada pra ser cantada.

Ela não era falada, ela não era lida do ponto de vista, a gente pega a Odisseia, por exemplo, tem essa tradução aqui, que é maravilhosa, do Frederico Lourenço, né, da Odisseia. Uma leitura agradabilíssima mesmo. E a gente senta e a gente lê, né? Não, ela era cantada, então ela foi feita em versos e hexâmetros datílicos justamente para formar essa noção de cantamos aqui a história. Por isso que o livro é chamado, os livros frequentemente são traduzidos como canto.

canto 1, canto 2, canto 3 porque eram cantadas, então os aedos eram cantores profissionais e aí entra a parte mais incrível galera eles memorizavam a Odisseia inteira e a Ilíada inteira e cantavam, eles eram muito desejados nas cortes e nos palácios reais de todas as cidades e estados gregas, como sendo os representantes das ninfas por exemplo ter twins

As ninfas, que são as inspiradoras das artes e dos cantos, inspiravam esses aedos a cantarem a história da Ilíada e da Odisseia. Até na Odisseia tem um aedo muito famoso da Ilha dos Feácios, que quando ele é chamado para cantar, ele é convidado com toda a pompa, como representando a inspiração das ninfas divinas para trazer alegria aos homens.

Então essa tradição era um trabalho mesmo, onde pessoas viviam desse trabalho pra ser Aedo. E Homero era um desses Aedos, né? Então as pessoas se reuniam em eventos, em, sabe, grandes aglomerações pra ouvir as histórias sendo cantadas ali, né? Eu acho, Rodney, que foi nessa época já que surgiu o Nerd Chato. Porque por mais que não tivesse escrito, o cara achava que tinha decorado mais do que o Aedo. Ele cantou errado aquela...

Part, mano, não foi pela esquerda que ele foi, foi pela direita. Mas não foi isso aí que aconteceu não, mano, eu tava ali, ó. Devia ter chatíssimo. Eu tava do lado daquele guardinha que ele falou ali, ó. Há 300 anos atrás eu tava lá, eu tava lá, né, há 300 anos atrás. Eu tava lá, eu tava ali, ó. Ô, Rodney, você que também é um amante, um amante da história.

Você contextualiza a história básica aí da Odisseia, Banóis? Eu li a Odisseia. Claro, todos nós. Mas eu li assim, há 20 anos atrás. Eu tenho que olhar e ler. O Chagão vai embarcando com a gente aqui. Então, é quando Odisseu ou Ulisses, dependendo, não é isso não, né?

Não, fala Ulisses não, pelo amor de Deus. Não pode falar Ulisses. Tem uns que falam que é Ulisses, tem uns que falam que é Ulisses. Faz isso não, Rodinei. Já ajuda a gente então, por que não devemos falar... Relaxa, relaxa, porque pra mim é a Ulisses. Não, tô brincando. Por isso que chama Odisseia. É, não, exatamente. Não, tô brincando só pra galera entender, porque Ulisses é uma tradução romana, né? Pois é. Exatamente. Odisseia é a grega.

Exatamente. Mas eu detesto Ulisses, eu detesto esse nome. A gente vai ficar com a... Teria que ser Ulisseia, não a Odisseia, se fosse... A Odisseia. Exatamente, exatamente.

Então por isso que chama-se Odisseia. E a história se passa logo depois da Guerra de Troia. Tá. Do cavalo de Troia, quebrou tudo e tudo mais, né? Então ele demora 10 anos na guerra, né? Uhum.

e ele tem que retornar pro reino dele, né? Porque ele é um rei também. E quem tá comandando o reino é a esposa dele, junto com o filho. Mas tem um tanto de gente querendo pegar o trono e tal, e não sei o quê. Aquela patifaria que todo mundo conhece quando tem...

né, poder sendo passado de mão pra mão e tem uma mulher representando o poder, né? Todo mundo quer tomar, mas a mulher de Odisseu é foda, ela é foda. Sim, ela veste prada, não é isso? Ela é a nossa. Também, também, também. Veste prada, exatamente. Tá. E tem o filhinho dela, às vezes, em algum momento, escala paredes, né, em outro universo.

É verdade. O nosso aranha, né? Cabeçudão lá. E um dos caras, um desses que estão tramando contra aí, ele se veste de morcego às vezes. Ah, então temos morcegos, aranhas, e traíras, que é um peixe também. Pra quem leu a Odisseia, o que eu vou falar aqui não é spoiler. Ele demora 20 anos pra voltar, mas ele já tá sabendo dessas tretas todas, né? Porque 10 anos na guerra e 10 anos pra voltar.

É isso que eu quero saber do Tiagão agora, trazendo mais uma vez o nosso querido professor aqui. Tiagão, por que o cara demora tanto tempo para voltar? Porque está de barco, porra. É, tem uma curiosidade aí que é assim, só para a galera saber, esse ponto é interessantíssimo. O período da Odisseia, em que Odisseu conta a história da Odisseia mesmo e ele chega a Ítaca?

O período em que ele começa a Odisseia, onde a Odisseia começa, ele na ilha de Calipso. Porque a Odisseia, essencialmente, Odisseu enquanto uma pessoa que está contando a sua história dentro da Odisseia. E a chegada dele à Ítaca só leva 41 dias. Então a gente fala de 10 anos porque a gente fala de todo o cenário que envolve o retorno dele.

Mas a narrativa de Odisseu só dura 41 dias, que inclusive nessa edição o professor Frederico Lourenço, que é um classicista e tanto, ele diz, é só durou 41 dias. Então o que ele faz, a Odisseia dele é contada essencialmente quando ele chega na Ilha dos Feácios, quando ele sai da Ilha de Circe.

Aí ele conta a sua história. Ele não está vivendo a história. Ele só está contando a história para o rei Alcino, que é o rei da ilha de Isquéria, que é onde moram os ferros. Já vou lembrando, já vou lembrando. É, porque faz muito tempo. É, exatamente. Só 2.700, 800 anos atrás, né?

E aí, então, ele... É, eu tava lá também. A Odisseia, na verdade, é ele contando, não é ele vivendo realmente. É como se Homero estivesse contando a Odisseia ou vivendo a Odisseia. Então, por isso que tem essa confusão. É, ele chega nessa ilha e a galera quer saber, tá, quem é você? Você vem de onde? De que terras você vem? Aquela hospitalidade maravilhosa. Aí ele começa a contar, então, o que ele viveu, né? Entendi. E aí, então, desde que começa o canto 1, que é a telemaquia, que a gente chama, que é do filho de Odisseu, telema, que vai ser o Tom Holland, né?

até a chegada dele levam 41 dias só. Essa peregrinação toda que ele conta dos 10 anos são as interferências virtual... Existe um vilão nessa história, que é Poseidon. Poseidon é o grande vilão dessa história nesse sentido de que ele está atrapalhando o retorno de Odisseu. Não é o pai de Ariel, tá, gente?

aquele é legal, é o tritão o tritão, exatamente porque todo mundo confunde e quando ele cega o filho de o filho de Poseidon que é o Polifemo, o grande ciclope aí ele faz uma conjuração pro pai dele punir o Odisseu por aquela conjuração, por ter cegado o filho dele essa parte é muito boa tô lembrando aqui do que eu li essa parte é muito boa

legal, a narrativa é muito legal. Fantástica, fantástica, porque Odisseu zomba mesmo de Polifemo, que é o filho de Poseidon, né? E aí, então, a gente sabe, a gente tem essa, todas essas nuances, os próprios marinheiros de Odisseu fazem uma merda gigante, que eles abrem o saco, eles abrem o saco de Eulo, e quando eu falo saco de Eulo, não é um saco literal, tá? É literal um saco escrotal, não, é um saco... Ninguém tinha pensado...

Eu tenho certeza que não, eu tenho certeza que não, mas por via das dúvidas eu quis deixar claro que não é isso, cara. É simplesmente uma bolsa mesmo que chama do saco de Eulo, que ele guarda os ventos perigosos ali dentro, os ventos ruins. E aí ele entrega para o Odisseu, olha, vai em paz, você vai chegar na sua ilha em poucos dias, sem nenhum contratempo. Os vagabundos dos marinheiros amigos de Odisseu resolvem abrir aquele saco achando que tinha tesouros ali dentro. Entendi.

Mas se não tiver um pra fazer merda, não é um rolê legal. É. Né? Se você for numa ilha grega, meu camarada, e você encontrar um cara chamado Éolo, e ele te der um saco, não mexa naquele saco. Não abre, não abre. Acho que como regra geral, se algum estranho pedir pra você mexer no saco dele, não mexa. Não mexa. E denuncie, denuncie. O Odisseu já diria isso há mais de 2.800 anos atrás, meu amigo.

E Vemca, você citou o Ciclope aí, o Buquembe tá acostumado a desenhar monstruosidades, mas eu não lembro se os Ciclopes existiram de verdade, existiram? Sim, na história grega tinha, tinha pessoas de 10 metros de altura com o olho só na testa, com certeza. E eles acreditavam...

E aí que vem a pergunta, acho que posso chamar de paleontológica, é verdade, ou há um consenso, de que a ideia dos ciclopes teria vindo dos fósseis ou ossos de elefantes e mamutes? Porque, eu não sei se o Léo consegue botar na tela, galera.

Nunca vi essa teoria. Porque o orifício de respiração do elefante é mais pra cima. Pois é, o Thiagão nunca ouviu falar, a galera do chat tá falando também que alguns conhecem, alguns não. Léo, bota assim, mamute fóssil ou elefante ossada.

Olha que osso de mamute aí. Crânio de mamute. O crânio dos mamutes, cara, e dos elefantes, né, eles têm, obviamente, o buraco da tromba. É. E tem uma galera, eu já ouvi falar, que supõe que os antigos, ao encontrarem esses ossos ou fósseis, dependendo da idade ali do animal, teriam falado, caraca, olha aqui, ó, morreu um ciclope aqui. É porque é o seguinte, Solano...

Desde que o mundo é mundo, a gente tem o hábito de enterrar os mortos. E também os animais, quando morrem, vai pro chão, olha lá, eles vão pro chão. Saca só, Thiago. Vê se não lembra. Você vai cavar pra poder fazer o olicésio na tua casa, você encontra um negócio desse, você vai falar o quê?

Não lembra a cabeça. Há dois mil anos atrás, você vai falar o quê? É uma teoria interessante, é bem interessante, mas eu não sei se a gente tem isso do ponto de vista iconográfico e do ponto de vista literário, né? Pra gente dizer, não, os gregos pensavam assim, você entende o que eu quero dizer?

Eu vou dar um exemplo claro. Na Grécia não tinha elefante, né? Ali não tinha elefante. Não, lá na Grécia não tinha elefante. Não, não é nativo de lá. É, se por algum motivo, por causa da Pangeia, algum fóssil... Fóssil deve ter caído pro lado de lá, né? Na Pangeia deve ter...

Eu sei que, por exemplo, os vikings têm essa noção de que dragões eram inspirados em fósseis de dinossauros que foram encontrados, entendeu? Em algum momento eu já vi algumas teorias nesse sentido e eu também acho que faz sentido. É uma especulação interessante.

Ou alguém olhou para uma cobra e imaginou a fusão ali, aquela coisa meio quimérica, e criou um dragão. A gente não sabe se veio da imaginação ou se é uma coisa de inspiração também. Mas é uma teoria bacana, vai. Hoje a gente não é possível. Mas de um ponto a outro, velho. De um ponto a outro, você aumenta um ponto. É, claro. Já dizia um velho deitado, né?

Porque como o nosso doutor aqui em história falou, né? Doutor em história, meu Deus do céu. Viou doutor. Doutor em história. Daqui a pouco é pós-doc, né? Pós-doc, exato. Professor de Yale. Também. Isso aí. Porque a história, ela começou sendo falada, né?

Não escrita. Então, eu conto o negócio pro Afonso, o Afonso conta pra outra pessoa. Nesse meio do caminho, alguém vai acrescentar alguma coisa. Tu falou que uma cobra te atacou, eu falo, cobra é muito sem graça, não pisco se arrasta, eu vou falar assim, o Rodney foi atacado por uma cobra de asa. Tô te falando que foi, chama dragão. É, lagarto terrível. E aí vai o negócio. O que eu falo pra galera nos meus vídeos é, para os gregos, galera,

A história da Odisseia era uma história realmente. Não era fantasia. Por isso que eu acho absurdo quando a galera fala assim, ah não, mas o Nolan pode fazer absolutamente o que ele quiser, porque é uma história inventada, é uma fantasia. Meu Deus, a gente tá mais anacrônico do que isso, mais desrespeitoso com algo que fez parte por milênios da cultura de um povo. Não poderia ser, cara. Porque assim, a gente tá falando de algo que tinha a ver com a história dele.

E que influenciou a nossa história também, né? A nossa história, exatamente, ódio. Até hoje influencia tanto a história grega quanto a romana. Então a gente tem que tentar... Se eu ler isso aqui, a Odisseia, como esses nubes aí querem dizer, acabou, meu amigo. Você não passa da primeira página.

Não passa. Porque você ingessa a sua cabeça numa estupidez de não, isso aqui é uma história inventada. Tô lendo como eu tô lendo um, sei lá, um HQ da Marvel. Mas a mágica da Odisseia é justamente que ela representou o modo de vida cultural, histórico, religioso de um povo por virtualmente 2 mil anos, cara.

Além disso, Tiago, influenciou também como a história é contada. Como a história contada pode ser escrita também. Como os oradores ditavam para os escribas, isso influenciou também. Camões. A nossa escrita também foi muito influenciada pelos dois. Perfeito. Camões em 1500, ele faz uma referência ao Mero. Isso, ao Mero, exatamente. Dois mil anos depois, cara.

A gente aqui no Matando o Robô Gigante, Thiagão, junto com o Rodney e todo mundo, a gente ocasionalmente esbarra nesse debate de o quanto que uma adaptação ou uma sequência que seja de um livro para filme ou de um jogo de videogame, por aí vai, de um livro.

o quanto que o artista ele tem o, entre aspas, direito criativo, não somente de adaptar, mas por questões de transmídia essa adaptação é necessária porque algo que é descrito eu preciso manifestar visualmente e tem que mudar por causa de XYZ, ou porque o cara ou a mina que tá lá escrevendo texto e dirigindo, quer, tem esse ímpeto criativo de se a minha abordagem, se o meu ângulo for por aqui e por ali ter twins

Como é que você, começando por você, depois eu vou pro Rod, depois eu jogo um pouquinho da minha opinião aqui, que nem eu solto bem. Como é que você acha que a gente encontra esse equilíbrio história-real versus ficção e talvez citar algum filme que você acha assim, cara, esse aqui, ele tá equilibradaço. Esse aqui fica entre realidade e ficção sem desrespeitar o material original e o sentido dele. Então, é...

É o seguinte, Afonso, eu já digo pra galera, eu sempre zoa a galera, sabe que eu sou irônico e sarcástico nos meus vídeos pra caramba. É óbvio que nunca vai ter uma obra 100% fiel e nem é esperado isso, né? Você nunca vai ter um filme que o cara vai fazer uma... Como é que você vai... Aqui tem mais de 12 mil versos, cara. Como é que você vai transcrever 12 mil versos fielmente em um filme? Isso é impossível, isso é loucura, né?

Então fala pra galera, eu brinco com o lance da fidelidade histórica, mas é só como uma brincadeira, uma zoação mesmo, quem tá comigo acompanhando o meu trabalho tem essa percepção, claro. Eu fiz um vídeo, por exemplo, recentemente, de um jogo chamado Crimson Desert, né, vocês já devem estar ligados nesse jogo, mexeu bastante aí na internet.

É um jogo de fantasia pura, mas eu dou aquela implicada, dou aquela zoada, principalmente nos fanboys que não gostam que zoa o joguinho, né? Eu falo, se tem esse merlão e essa meia aqui na muralha do castelo, por que que fez tão raso assim? Porque isso aqui, por que que não fez direito, não fez maior e tal? Então, eu gosto de trazer a realidade só pra ajudar a galera a entender um pouco de como era, historicamente, né? Mas é claro que eu entendo, super entendo que tem que ter adaptações.

Agora, o que eu me pergunto é, por que algumas adaptações... por que tem que existir algumas adaptações?

porque tem que haver algumas distorções históricas claras que a gente tem consolidado ao longo de milênios simplesmente por uma questão de adaptação. Qual é o objetivo? É isso que eu me pergunto e falo para a galera. Por que a gente precisa colocar uma armadura de um Batman no século 8 antes de Cristo, ou no século 13 antes de Cristo?

Ah não, eu quis fazer uma referência do Batman, beleza, mas aquilo ali é um guerreiro de Star Wars, cara. Praticamente. Aquela armadura ali em Darth Vader ia encaixar perfeitamente. Entendi, é o que você quis dizer. Não, eu quero fazer uma referência, beleza. Usa uma armadura grega então, do período, preta. Sei lá, dá uma mexida ali. Agora o cara quis transplantar o Batman pra Grécia Antiga, velho. Aquilo é broxante.

Entendeu? Entendi, entendi. Como? Então, sabe, se a gente analisar alguns trechos... Falando em Batman, ó, ele que tá na tela aí, ó. Aí. Se a gente analisar alguns trechos, por exemplo, a gente vai ver que tem um navio viking. Por que fez a droga do navio viking e não fez um PT-Counter grego? Ih, Rodney, tu área aí, ó. Tu área. O Rodney, esse, não sei se você sabe, ele é a reencarnação.

De Ragnar Lofl. De Ragnar Lofl. Não, eu sou pagão. É um menino pagão, não sou pagãozão. Mas eu sou odinista. Ah, entendi. Então você reconhece o navio viking quando você vê um, né? Aham. E aí os caras meleiram. Você já teve dentro de um nas antigas encarnações que você diz. Pão Valeu.

Pois é. Então é isso, a gente tem um navio viking, cara, né? Pois é. O que é um navio viking, não um navio grego? Então, esse tipo de... Isso, sem citar várias outras coisas que eu já até analisei e se for colocando na tela eu vou dizendo. Então, assim, beleza, adaptações acontecem, uma lacuna histórica aqui, outra ali, né? Olha isso aqui. Meu Deus do céu, isso aqui caberia numa série vikings.

Meu Deus do céu, entendeu? Esse formato de navio é tradicionalmente nórdico, cara. É, com esse... É o Léo que tá operando, não é? É o Léo que tá operando? Faz um favor aí, Léo. Coloca aí o navio de Oseberg. Coloca assim na Wikipédia, por favor, meu amigo.

um navio de Ozeberg. Ozeberg, com Z mesmo. É, com SS. Navio de Ozeberg. Ou Ozeberg Ship também. Pra mostrar pra galera. E se puder fazer a comparação entre esses dois navios aí, ó. Entre esse que estiver na tela. Tá, quer pedir um gráfico pra ele também, já que você tá... É, por favor. É um gráfico dentro do que mostra a evolução do século IX. Isso.

Olha aí. Esse é o navio Viking. É o mais completo navio Viking do século IX. Mas pera aí. Se eu puder botar também o meu dedinho ali. Sobe um pouquinho a tela. Olha o Tim Burton ali. Nada a ver. Tim Burton na ponta do navio.

O que que é isso aí? Aquela ponta enroladinha. Tem banho de fazer essas voltinhas lá em cima. Ah, o diretor do Tim Burton. Aí, ó. Entendeu? Olha aí. Compara com aquele navio que a gente viu. É um navio viking, cara. Igualzinho, igualzinho. Então não muda nada. Então são essas pegadas que, tipo, o trabalho pra fazer o navio viking é o mesmo de fazer o navio grego. Então eu não consigo entender por que que fez essas, né? Por que se fazer essas mudanças todas, né?

A visão de Agamemnon como sendo meio que um vilão na história, né? Agamemnon era um rei respeitadíssimo na Grécia Antiga, cara. De repente o cara é meio que uma postura de um vilãozão e tal. Foi ele que trouxe Aquiles pra batalha, né? Isso.

que trouxe aqueles. Odisseu, né? Isso aí, ele foi o ajuntador dos gregos, né? Exato, exato. Então eu acho assim, resumindo, então adaptações, lacunas históricas, eu vou colocar uma cena aqui que não existiu na Odisseia.

pra tentar fazer alguma ponte de alguma coisa que, cara, é maravilhoso. Agora, você distorcer completamente o povo, né, ou uma... Por exemplo, as armaduras de Odisseu, que aparecem no trailer, não estão historicamente corretas. Sim. Porque a armadura é outra completamente diferente.

As armaduras reais, elas eram menos plásticas, não fazendo a questão do material, obviamente. Mas elas eram mais sem gracinhas, mais práticas do que essas coisas mais falafobéticas que o Nolan tá lutando. Exatamente. Mas assim, é isso aí. Aí eu falo pra galera, essas armaduras não estão de acordo com as armaduras da época da Guerra de Troia, mas elas são meio que um clássico do que era a armadura grega clássica.

do século V, século VI, antes de Cristo. Então, eu entendo ele ter escolhido esse capacete, por exemplo. Não está historicamente correto na época da Guerra de Troia, mas ele está dentro de algum contexto grego ali. Então, beleza. Sabe, mas tem outros lances ainda mais polêmicos, né? Que eu acho que não faz sentido a gente adaptar. Se a gente já tem uma história pronta, já tem uma cultura de um povo que acreditava naquilo, por que fazer essas alterações, né? Então...

É isso, acho que a alteração deve existir, porque faz parte da arte, mas ela deve ser inteligente, cara. O Rodney, colocando mais na sua área, então, aí, nórdica, aproveitando esse ensejo, que a gente falou agora há pouco do Robert Eggers, que dirigiu O Homem do Norte. O Homem do Norte...

Você acha que ele encontra esse equilíbrio que o Tiago está colocando entre um respeito histórico, um contexto cultural e a fantasia ou a liberdade criativa, ou não? É só divertido... Olha, eu acho... Tipo assim, O Homem do Norte, pra mim, foi mais pela questão, digamos assim, religiosa do contexto ali, né? Porque eu assisti três vezes só pra ver Odin aparecendo lá pra ele na hora que ele estava preso. Você sabe que você pode pausar e voltar, não precisa ver o filme todo de novo.

Você pode usar o VHS Você não tem um VHS O zóio é meu Eu vejo a hora que eu querer É verdade, aí ninguém tira de você Aí ó, falando em lobisomem Os Berset também eram considerados lobisomens Tinha essa puxada Então eles achavam Nas invasões eles achavam que eram Um homem lobo É E aí

Mas, cara, é... Você acha que respeitou, acho que passou Odin à prova, o Homem do Norte, na sua visão? Só que não é... Os vikings, gente, eles não eram tão bombados igual o Skarsgård aí, né? Ah, imagino, né? Porque eles eram muito fortes, eles eram fortes e brutos e tal. Não tinha deposteron.

não tinha essa definição abdominal que a gente vê aí, né? não tem essa definição não ele até nem tá tão fisiculturista, convenhamos ele tá menos health ele tá mais sequinho, mas talvez eles não talvez eles fossem mais físico de lutador fossem mais fordos, assim, aquele cara com uma puta massa muscular mas que se enche de carne, de gordura

carne, gorduras, o hidromel, cerveja e tudo mais, cara. Tudo isso faz você engordar. Tem muita maquiagem aí também, né, cara? Tem muito efeito de câmera, né? Vocês dois agora e a audiência aqui, a galera que tá com a gente, vocês acham que, por exemplo, o físico do God of War, não do Kratle, mas o cara que faz o Thor. Total. Você viu, Tiago? O Léo vai botar pra gente aqui na tela e pra quem não jogou o jogo, o Thor que tá na EDA.

Thor God of War. Ele é um cara forte pra cacete, mas ele é gordo, brother. É barrigudo, né? É o seu tio que mora longe, que casou com a irmã da sua mãe, que é bruto, que levanta um pneu de um trator no braço e põe e vai trocar o pneu do trator. É esse cara aí, ó. É, ó, ele tem que puxar o ator que vai ser da série. É, fechou direitinho, né, cara? Fechou, porque na EDA e no... Hum...

Havamal, o Thor, ele é ruivo, barbudo... Ah, ele é ruivo mesmo, tá. Beberrão e barrigudo. É. Alguns menos de outros, né? Um mais barrigudo que outros e tal, mas... É, a gente tem que levar em consideração que essa série God of War tá se baseando no jogo God of War.

Não tá se baseando na mitologia nórdica, por assim dizer, propriamente dita. Tá se baseando no jogo. Então, se o jogo tem um cara mais barrigudinho, vai colocar o cara condizente com o que apareceu no jogo. Agora, eu vi muita gente reclamando que o Thor da Marvel, por exemplo, um dos Vingadores lá, ele apareceu barrigudo. Ah, que isso é uma descaracterização, está acabando com a beleza do personagem. A descaracterização foi o que Jack Kirby e o Stan Lee fizeram com o Thor, pô.

Virou um E3. Cara, ele é louro. É, é. Tipo assim, a parada foi o maior engraçado, o Thor lá. Foi pra ser engraçado, é. Sensacional. Bebendo cachaça e tal, meio deprê. Qual o problema do cara ter dado uma engordada ali, sabe? E os vikings, como a gente... Aí, exatamente. Os vikings, eu achei divertidíssimo isso, cara. É.

E os vikings como a gente, eles não eram monolíticos, cara. Não era todo mundo igual, não. Uns eram mais gordos, outros eram mais magros, outros eram mais fit. Então, assim... Ah, não, pera aí. O Thor, em hipótese nenhuma para o povo grego, jamais teria uma barriga ou uma barba dessa para o povo nórdico.

tem coisa que é a não andar então pra mim o homem do norte pelo que eu me lembro ele se passa um pouquinho depois de Cristo porque já tem a questão já tem a influência cristã ali no meio

Mas sempre tem esse conflito das duas religiões, né? Olha essa valquíria aí, maravilhosa. Na verdade, o próprio Berserker que a gente vê no filme não é uma referência em si, uma referência nórdica.

É uma referência cristã. Quem detalha mais pra gente o lance do Berserker é o... Como é o nome do... A gente pode lembrar juntos aqui. Vai falando que a gente vai lembrando e o Leo vai... Escreveu uma eda realmente. É Snorri Sturlson. Ah, é o Sturlson. Isso, exatamente. O Snorri Sturlson, ele escreve a eda dele que é do século XII. Já tinha acabado na Vicky. Em duas versões, em prosa e em verso.

Isso, perfeito. Mas tanto as duas que ele compõe, já é posterior à Era Viking. E ele faz essa descrição sob um olhar cristão, de bárbaro. Ele escreveu século XVIII, se não me engano. Não, não. Snorri foi século XII. XII, é, XII. Ah, bem antes. É, foi isso. E foi bem depois da Era Viking. A Era Viking acaba em 1066.

Com aquela batalha da Stanford Bridge, na Grã-Bretanha, né? Onde os vikings levam pau e depois acaba, não tem mais invasão viking, então era viking, acaba. Aí os vikings se cristianizam. Aham. Com o Haroldo Dente Azul e tal. E aí o que acontece é que a... Dente Azul é foda. É o Bluetooth ou o Bluetooth? É o Bluetooth. É.

Exatamente. E aí o que acontece é isso. Aí a galera, as crônicas cristãs, escritas pelos próprios nórdicos, começam a tentar dar um ar de bárbaro aos vikings. Então se não é isso do berserker, sem camisa, com Satanás no corpo. Arrrr!

babando, indo pra cima do... É uma visão mais... É uma visão cristã. Cristã daquele pagão, entre aspas, que tem de... Olha que interessante. Igual a questão também do capacete de chifre. Nunca, nenhum viking usou o capacete de chifre. Uma jada estética... A gorda cantando no final, cara, com os capacetes. Não, é inviável.

O Thiago vai Vai até assinar embaixo Que eu vou falar, porque é inviável Um guerreiro Ter um capacete chifre, cara Como é que ele vai fazer esse movimento aqui, ó Como é que ele vai fazer isso? Vou fingir que eu tô evitando Mas é só pra mostrar o meu braço Mas e aquela tática de guerra Do Aldebarão Grande Chifre Onde é que entra aí? Agora sim A Aldebarão Grande Chifre Um copo de chifre E aí

O Thiago fica exigindo realidade histórica e tá aqui trazendo cavaleiros no zodíaco, tá trazendo horóscopo. Mas cavaleiro é realidade pura? Como assim, Afonso? Olha aí, vocês viram, Thiago Braga, eu vou fazer esse corte. Ele começou, hein? Thiago Braga defende horóscopo no MRG.

O corte é esse. Não é leléu. Mas realmente, não tem cabimento. Do ponto de vista lógico. Assim como cabelo grande, né? Essa ideia de que os vikings eram todos cabeludos, cabelo grande, até o ombro, até a cintura. Sabe? Não, cara. Não, eles raspavam tudo aqui, ó. Eles raspavam a maior parte, segundo a iconografia. Não é que não tinha nunca viking de cabelo grande, né? Você vê pelos desenhos lá.

O nunca, nunca é nunca. O nunca é demais, né? Mas se você ver a maioria das iconografias, da tapeçaria de Bayot, né? Da França. O grande exército pagão, que é uma arte muito conhecida. Os caras vão ter o cabelo de tigelinha, sabe? Raspado aqui atrás. Tipo o do Bjorn, filho do Ragnar, ele mais adulto. É o tipo que eu tenho.

Você tem um rabicó aí, você faz um rabicózinho também, maneiro. Então assim, é muito estereótipo. E quando tinha um cabelo pouco comprido até na linha do pescoço, não passava do ombro, era até na linha do pescoço, raspavam do lado e amarravam.

Você imagina, com a cabeleira toda na cara, cheia de lama, entendeu? Piolho, né, cara? Eu imagino também. Piolho, descebado. A galera fica ouvindo Viking Metal, assistindo esses seriados, achando que os Vikings eram daquele jeito. Não vem falar mal de metal aqui na nossa live, não, tá? Você respeite os deuses do metal. Mas eu sou filho do deus metal, cara.

Todos nós aqui somos metaleiros Exatamente, exatamente E por exemplo, voltando um pouquinho Pro lado dos gregos lá 300 de Esparta De 0 a 5 robôs gigantes Ou melhor, vocês matam ou pilotam A fidelidade histórica de 300 De Esparta, do Frank Miller E depois do Zack Snyder ali Vamos lá, começando com o Tiagão

Cara, aquele filme é um lixo, né? Em todos os sentidos históricos possíveis. Polêmica! Não, mas eu sou o maior hater de 300 da história mundial, cara. Queremos isso. Aí, de novo, né? Eu não tô falando do filme enquanto obra. Porque, cara, é um filmaço enquanto obra. Eu lembro de ter assistido aquele filme, eu tinha o quê, cara? Sei lá, 18 anos, 2006, isso, 19 anos.

É um garoto, tá explicado. É um garoto. Eu lembro de ter ficado com o coração acelerado no cinema, cara. É muito empolgante mesmo. É incrível enquanto filme. Agora, o lance é que a gente vai pra história, simplesmente, se os caras tivessem lutado desse jeito aí, a gente não estaria aqui hoje contando essa história. Entendeu?

Então, aí eu entendo, eu falo pra galera, beleza, baseado no desenho de Frank Miller, no quadrinho e tal, mas muita gente interpola os filmes com a realidade, isso é um fato. Muita gente imagina que a imagética meio que foi isso aí mesmo, né?

Mas não foi, assim, eu já fiz uma análise bem completa, assim, desse filme. Lá no brasão. Lá no brasão, exatamente, pra galera quiser dar uma olhada. Foi um dos primeiros vídeos, até, e foi um dos vídeos que mais viralizaram justamente por essa pegada, né? Sim. Então tem, assim, do ponto de vista histórico, esse filme é completamente errado, começando pela armadura, né? Os caras nunca importam isso nem dela. Não tem armadura.

Exatamente Tem uma armadura, que é o cuecão de couro que eles usam Essa armadura É um capacete E o capacete também, você imagina Proteger o pinto e proteger o capacete Precisa proteger mais nada Mas os caras, é justamente pra você apavorar o inimigo Tu viu?

cara, peladão. No quadrinho eles estão pelados, não sei se vocês lembram, estão lá com o bigolim de fora também. No quadrinho é mais agressivo ainda. É tipo... Caraca. Só o capacete e... É porque o Frank Miller, aí eu vou entrar pra parte mais artística da parada. Isso, vamos lá. O Frank Miller, ele se baseou nas antigas ilustrações gregas, que representavam os guerreiros de elmo, capa e peladão.

que por sua vez eram também artísticas, era pra você fazer essa coisa. Eram representações artísticas. Então o que o Frank Miller quis mostrar com isso? Ele quis trazer esse tipo de ilustração de época pro contexto da história, certo? Que eu concordo com o Tiago, que a questão, digamos assim, a estética histórica ali do filme e do quadrinho é uma merda.

A estética, né? O visual. A veracidade. Como um guerreiro vai entrar numa batalha de capa elma e sunguinha de couro. Isso aí é papo de quem não malha pra começar. Ah, é, exato. Entendeu? Vai ficar com o ego, vai se cobrir. Vai se cobrir com a capa e vai ficar só com a... Mas aí, eu...

afirmo o que o Thiago falou, porque, cara, não tem como você entrar na batalha sem pelo menos uma proteção peitoral. Sim, é por isso que eles eram super... Eu imagino que essa é a brincadeira dos semideuses, dos super-heróis. A história como é contada e o filme também... Exatamente, de um ponto ao outro.

de um ponto ao outro, aumenta um pouco. Imagina você contar que Leônidas, de nu, apenas com a sua pele, né, bronquada, pelado de sandalinha, enfrentou o Cherches que tinha 3 metros de altura, um semideus que sangrou sob a navalha do nosso rei. O próprio Cherches, né, se você for ver historicamente aí, como o Tiagão sabe, comparado à nossa Vera Verão maravilhosa,

Que foi o... O... O... É... Caraca, o Rodrigo Santoro, que na época eu fiquei puto, que a galera ficou zoando. Eu brinquei Vera Verão porque eu amo a Vera Verão. Mas a galera zoou, né? Ah, que ridículo. Rodrigo Santoro fazendo esse papelão. Tipo, caralho, o cara é o vilão de um dos...

maiores filmes de Hollywood da época. O brasileiro é muito bunda mole, né? Vai falar mal. E, entre aspas, é um dos maiores vilões históricos. O Chiefts tem essa pesada. Quanto filme não tem que discutir, cara, que foi um filmaço mesmo. Agora, tem verdade histórica também ali, porque pros gregos eles viam também os persas como sendo o fim da civilização deles, cara.

Eles encaravam os persas como sendo muitos gregos, né? Que deixaram relatos escritos, eles encaravam os persas como sendo aqueles que iam destruir a Grécia. Então esse lance da salvação da Grécia, da luta pela liberdade, todos esses motes aí que tem dentro do filme, isso é real mesmo. Se você ver Heródoto, ele vai dizer o tempo todo que não os espartanos, mas os atenienses é que foram os verdadeiros salvadores da Grécia.

Então, o filme, ele distorceu muito essa realidade do que aconteceu na batalha, né, nas várias batalhas greco-persas, de desviar para os espartanos uma parada que não é deles, né? Que o mérito realmente de ter vencido os persas desde a primeira batalha foram dos atenienses, não dos espartanos. Eu acredito que os espartanos abriram só o caminho ali para os atenienses chegarem.

Na verdade é o contrário, Rodney. Porque em maratona, cara, em maratona, a primeira batalha entre gregos e pérdios... Ah, é verdade, cara. Falou maratona, já veio assim, ó. Foi. Aconteceu 10 anos antes dessa batalha das Termópilas. É verdade. Fidipe diz que é aquele maratonista que correu 42 quilômetros, ele foi até a Esparta pedir ajuda pros espartanos. Os espartanos...

Foi mal aí, a gente tá no feriado religioso, a gente não pode ajudar vocês não, tá? Mas ó, força lá, vocês vão conseguir, hein? As atenienses foram lá, deram pau em maratona contra 36 mil soldados persas, cara. Ai, ai. Então começou lá, né? Então sim, os espartanos tiveram ajuda também, lutaram contra os persas, beleza. Mas o filme traz essa pegada de que não, os espartanos foram os heróis da parada.

Os espartanos no filme 2 chegaram como sendo os salvadores da Grécia com aqueles navios. Os espartanos contribuíram com 16 navios só. Os atenienses contribuíram com 170 na Batalha de Salamina. Eita ferro. Os espartanos não... Tipo assim, não contribuíram. Sozinho, Atenas contribuiu com mais navios do que o dobro de todas as cidades gregas juntas. Uhum.

E os atenienses são tratados pelos espartanos como filósofos. Aqui tem formação histórica. Nós não precisamos de barcos. Nós vamos cuidar disso por nós mesmos. É boa. O pessoal aqui, antes da gente ler o superchat que o pessoal está fazendo para o Thiagão e para o Rodney, o pessoal citou aqui. Esse personagem você não vai desfazer para a gente não, porque ele é muito querido para mim e para o Rodney. Já que estamos falando de homens musculosos suados, não vem me dizer que o Conan não existiu.

Cara, o Kona existe nos nossos corações, é isso que vale. In your heart. Entendeu? Exatamente. In your heart. Então, nos nossos corações, Kona existe, cara. Exato. Então, eu não tenho nada a declarar contra isso. Que bom. Olha, muito bom. Chrome, Chrome guarde, cuspa na sua... Como é que é? Chrome nunca faz coisa boa, né, Rodney? Na sua lábide, em homenagem ao seu respeito.

Thiago Braga responde se a Odisseia do Nolan vai afundar! | Mata ou Pilota | Castnews Index — Castnews Index