#13 - O Abutre
Hoje discutimos um hit esquecido (um dos últimos hits da carreira do Jake Gyllenhaal), O Abutre! Dirigido por Dan Gilroy, esse filme fala sobre pessoas que se utilizam do sofrimento dos outros para ganho próprio e a gente discute muito esse tema e como ele é algo que atravessa gerações. Ah, também ficamos uns 15 min chorando sobre a carreira amaldiçoada do Jake Gyllenhaal pós 2016... #emojidepombabranca
Episódio de South Park citado pela Juliana: Temporada 7 Ep 2.
Apresentado por:
Giovanna - gioathemovies
Juliana - julybeanx
Millena - mllnaaaaaa
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- O AbutreDireção de Dan Gilroy · Carreira de Jake Gyllenhaal · Cultura do sensacionalismo · Impacto do capitalismo · Trilha sonora de James Newton Howard
- Carreira de Jake GyllenhaalFilmes pós-2016 · Rumores sobre higiene
- Sensacionalismo na mídiaImpacto na sociedade · Casos reais de violência
Hoje, em Monstro da Semana... Ele tá gostoso nessa gravação, tá? Ele tá muito bonito. E ele late!
Oiê, bem-vindo ao Almoço da Semana, seu podcast quinzenal, onde nós, três cinegrafistas amadoras, discutimos o que vem nos assombrando. Meu nome é Milena e eu daria o prêmio do BBB para quem me contasse o que aconteceu entre o Jake Gyllenhaal, o Hugh Jackman e o Ryan Reynolds.
Eu sou a Giovana e a última vez que eu emplaquei um hit também ainda era governando a Dilma. Oi, eu sou a Juliana e nesse universo a Chapel Room daria um pau no Jake Gyllenhaal. E o Monstro da Semana é o programa Cidade Alerta ou equivalente da sua cidade, porque a gente vai falar do filme O Abutre ou Nightcrawler de 2014.
Esse filme vai contar a história do Louis Bloom, que é um cara que meio que não tem emprego, ele tá vivendo numa crise.
E ele percebe que em Los Angeles existe um subtrabalho de gravar situações de acidente ou de brigas na rua e vender premissoras. E ele decide trabalhar com isso, só que ele já é uma pessoa meio perturbada, então isso vai deixando ele num espiral de loucura. Esse filme foi dirigido pelo Dan Gilroy e foi o primeiro filme dirigido por ele.
Ele é de uma família de pessoas relacionadas ao cinema e TV. E eu achei engraçado estar ouvindo uma entrevista com ele. E ele falava que quando ele era criança ele queria ser dublê de filmes. Mas depois que ele percebeu que o pai dele, que era roteirista, passava o dia todo em casa de pijama escrevendo, ele pensou, ah, deve ser uma boa, né? Então eu vou virar roteirista. Ai, mano. Eu fiquei, ai, eu entendo. Ele já tinha trabalhado com o roteiro, né? Mas esse foi o primeiro filme que ele realmente dirigiu.
E pelo visto, parece que não vão ter muitos outros, porque assim, ele fez mais um filme depois desse, e o outro foi um original Netflix tão ruim que desde então ele não dirige nada.
Ele está na cadeia dos diretores, infelizmente. Tipo, as pessoas ainda falavam fora Temer quando ele dirigiu o último filme, sabe? Eu vi, gente, até que em 2020 saiu uma notícia que ele ia fazer um novo filme. Ele ia dirigir um filme com Harry Styles e o Brad Pitt. Meu Deus! Esse projeto, eu acho que morreu de Covid. E assim... Morreu de Covid. Ainda bem, né? Ainda bem, porque... Não sei o que ia rolar com isso. O Harry Styles atuando, puta que pariu.
Então... Ele tem um segundo de tela em Eternos. Já foi suficiente pra cancelarem o filme. Tô aqui de merdas do Harry. Gente, eu fui na Love on Tour, tá? Eu posso falar mal dele. Eu vendi meu ingresso pra Xir.
Enfim É gente, ele tá preso na cadeia do diretor Mas ele ainda trabalha como roteirista Ele fez alguns episódios Daquela série Andor De Star Wars Que eu vejo Todos que assistem essa série falam que é uma série boa Ele escreveu seis episódios
pelo que eu... Nossa, chocada, não sabia disso. Então, ele e os irmãos, eles são bem em família, assim, eu vi que o MDB deles todos são super interligados. Teve uma hora que eu abri tudo e eu não sabia mais quem era quem, e eles todos trabalhando nos mesmos projetos, assim. O irmão dele editou o Abutre, e esse mesmo irmão, ele editou o Pacific Rim, que é um filme que eu amo. Como chama em português? Círculo de Fogo, né? É, acho que sim. É do Del Toro, né? Aham.
Ele também editou Rogue One, várias coisas, assim. E esse filme, o Abutri mesmo, ele custou 7 milhões, o que é low budget, né? Pra Hollywood. E ele foi gravado em menos de um mês em Los Angeles, eu achei bem interessante. Foi 27 dias, eu acho. E 24 desses dias foram gravados à noite. E eu achei que ele gravou as cenas noturinhas muito bem.
Sim, eu vi que eles quase não usaram luz artificial também. Nessa época ainda não estava na época de Vacas Magras de Gaffers, então o filme é ótimo. Porque se você for olhar agora... Gente, os filmes atuais gravados à noite... As pessoas não sabem mais gravar.
Todos os filmes agora parecem que são gravados dentro de um hospital. Em todo lugar. Sendo externa, sendo interna, tudo dentro de um hospital. A iluminação péssima. Mas enfim, ele, pra conseguir esse filme de realmente acontecer, ele precisava de um ator grande, né? O papel principal. E ele sempre pensou no Jake Gyllenhaal e o Jake entrou como produtor também. Eles fizeram muita coisa pra criar o filme, pra dar...
mais personalidade, cal. A ideia de perder peso foi do próprio Jake, e inclusive a galera, os distribuidores do filme ficaram cara, você pegou esse homem gostoso, você emagreceu ele, até ele parecer uma coisa assustadora. E agora ninguém vai querer assistir esse filme.
E se eu não me engano, eu acho que esse filme veio antes daquele que ele faz o lutador de boxe, né? E aí, em pouquíssimos meses, ele ganhou muito peso para fazer o lutador de boxe depois. Ele ficou super marombeiro, muito engraçado. E assim, para entender melhor essa cena dos cinegrafistas amadores da noite, eles acompanharam pessoas.
E eles falaram que eles viram coisas horríveis, tipo acidentes muito péssimos, com as pessoas ainda vivas, sofrendo, e eles não faziam nada, tipo, não sentiam... Parece que eles não tinham sentimentos por isso. Eles contaram que uma vez um desses caras parou, viu que tinha um carro parado no acostamento, ele pensou, nossa, em qualquer momento vai ter um acidente. Ele parou e ficou, tipo, horas esperando até alguém bater naquele carro e ele poder gravar.
E ele nem ao menos chamou a polícia, sabe? Ele só gravou e vazou. Ele falou, ah, alguém vai chamar.
Então, assim, é muito sangue frio dessas pessoas. Eu fiquei meio chocada quando eu assisti esse filme. Ah, spoilers. Spoilers, né? Tanto que tem a cena em que ele... O final, né? Que é basicamente o parceiro lá dele, que é a Risa, a Mary de Dino. Literalmente tá morrendo. E ele grava ao invés de pedir ajuda, sabe? Ele mata ele praticamente. Mas isso foi de propósito, né? Sim. Não, tem. Mas...
Ele virou aquele caso que a gente estava falando mais cedo, que é o cara que ele encomendava os crimes de verdade, na vida real, para poder gravar e ser o primeiro a conseguir as imagens, né? Eu já tinha visto esse filme muitos anos atrás.
E aí eu revi hoje de manhã novamente, e aí me lembrou desse caso que eu tava comentando com as meninas, que a Júlia lembrou também, que é sobre esse apresentador de TV de Manaus, que ele... Basicamente, ele era político, ele virou político, né? Depois de ter ficado famoso pelo programa. E aí ele tinha conexões com o crime organizado, e ele meio que...
encomendava mortes e mandava a equipe lá pro local pra filmar antes da polícia chegar e tal. Então, tipo, é bizarro que uma coisa assim acontece na vida real. E no filme, eu não acho que o personagem ele literalmente, tipo, tava fazendo os crimes, né? Mas ele tipo, ele conseguia mudar a situação pra ficar... pra ele conseguir ser o primeiro a...
a filmar, invadir a lugar. Então você pensa em invasão de propriedade, a obstrução da justiça, de cometer muitos crimes no filme e mesmo assim no final ele tem sucesso, porque essa coisa que a gente estava falando desse filme ser muito de o personagem do Jake ser meio que essa...
essa... esse capitalismo, assim, tipo, mostrar que... como é que funciona. Tipo, ele mente, ele meio que mata o assistente dele indiretamente, ele comete vários crimes, expõe vários corpos de pessoas mortas e tal. E no final ele meio que se dá bem, né? Porque a empresa dele dá super certo depois disso.
Sim, então ele é tipo... Ele é recompensado, né? Por não ter nenhum... Ele não tem pudor, ele não tem... Ele não tem nenhuma ética, nenhuma moral pra fazer o trabalho dele. E no final recompensam ele por isso, né? Porque ele ser tão assim... Desculpa, esqueci a palavra em português. Tipo, ruthless, sabe? Uhum.
Tipo, literalmente, sem escrúpulos, né? É. Sim, eu, sei lá, eu fiquei... Inclusive, ele como personagem, ele é muito esquisito, né? Tipo, ele não parece uma pessoa normal. O jeito que ele interage com as pessoas, o jeito dele de falar. Eu li que o Jake meio que tenta piscar o mínimo possível pra ele ficar sempre com uma postura de, meio que de predador, porque predadores não piscam, né?
E aí ele tenta quase não piscar em tela. Eu só li isso depois que eu vi o filme, porque se eu tivesse lido antes eu ia ficar querendo reparar enquanto ele estava piscando. Enfim, ele quase não pisca porque é para ele ficar parecendo um predador mesmo. E eu li também, eu não sabia disso, mas se chamam de Nightcrawler, pessoas que viram à noite trabalhando, então é meio que um jogo de palavras disso, com a Buterin que fica procurando corpos, né?
enfim, eu achei várias coisas do filme muito interessantes, eu gostei eu achei legal a construção da relação dele com aquela mulher de jornal porque no início parece que ela tá em vantagem em relação a ele mas ele rapidamente consegue perceber todos os pontos fracos dela e usa isso a favor dele pra conseguir coisas dela a relação deles é muito esquisita mas o jeito que foi que foi tratado isso eu achei bizarro, muito interessante enfim, ele é uma pessoa horrível obrigado
E eu acho que isso que deixa o filme O filme interessante de assistir Até onde ele vai Pra conseguir esse sucesso financeiro Sabe? Eu acho que é interessante Eu tava até lendo, né? E é uma conclusão que eu cheguei no animal Assistindo o filme, né?
que no final, como o filme está abordando esse capitalismo selvagem, tudo vale para você conseguir ascender socialmente, financeiramente, no final ele é recompensado. Ao invés de... Ele não sofre nenhum tipo de punição pelo comportamento dele, pelo contrário, porque justamente funciona o sistema hoje em dia. Você faz tudo para chegar lá, e aí se você chega lá...
É isso, sabe? Parabéns. Continue assim. Sim. Logo no começo do filme, ele tá escutando no rádio, falando, ah, é porque a gente tá numa crise de emprego, ninguém consegue ter trabalho. E ele já começa roubando. Tipo, antes mesmo dele começar essa vida de gravar as pessoas, ele tava roubando coisas. Ele ainda foi lá pedir um trabalho pro cara que ele tava vendendo mercadoria roubada. Sim. Muita cara de pau.
Mas e essa coisa de trabalho informal, quando vira cada um por si e você tem que arrumar o que trabalhar?
e quando você quer trabalhar um trabalho formal, ele não te dá vantagem, porque a música lá seis por um você não vai ganhar bem, você não vai ter vida, as pessoas começam a ver todo mundo como competição, assim, né? Tipo, você surta, e aí tem pessoas que nem ele, que enche o cu de papo de coach, de coisa de empresa, curso de gestão de empresa, e começa a se achar a pessoa mais importante do mundo.
E acha que merece tudo e, tipo, não importa o que eu vou fazer, eu preciso chegar lá, eu preciso estar, ser o empresário agora. A Juliana tinha comentado que ele é muito esquisito, né? Socialmente, porque parece que ele não tem traquejo social, né? Justamente, ele só vomita, assim, parece que ele ouve sem parar esses papos de coach e depois ele só regurgita, assim, em cima das pessoas até alguém comprar essa...
o que ele tá vendendo, né, no caso. Mas ele é muito esquisito socialmente, assim, ele é uma pessoa muito desconfortável de estar perto. É muito engraçado, todo mundo fica meio assim com ele, tipo... Nossa, aquela cena que ele sai pra jantar lá com a executiva lá da TV é muito constrangedora. Nossa, sim. Tipo, a forma como o diálogo deles vai acontecendo, sabe?
Ele vai humilhando ela cada vez mais Aquela cena quando ele tá no... Quando ele tá com aquele vídeo mais valioso Assim que ele chega e ele começa a demandar um monte de coisa Ele olha pra ela assim, tipo, de cima pra baixo Como se ela fosse nada Tipo, agora você está no meu controle Eu vou fazer o que eu quiser E ele realmente consegue, sabe? Tipo, nossa, é muito bizarro Eu também fiquei muito assim Naquela cena do...
que o Rizamente aparece pela primeira vez, que é a entrevista dele, e ele fala, você tem que se vender para mim, me conte porque eu devo contratar. Ele, cara, eu preciso sobreviver, sabe? Eu estou morando numa garagem.
Eu achei muito engraçado, porque eu estava ouvindo uma entrevista com o diretor, e ele falou que para o papel do estagiário do Luiz, todas as pessoas estavam aparecendo e fazendo como se ele fosse meio maconheiro, meio surfista, não sei o quê.
E ele nem queria chamar o Rizamed porque ele era britânico, então ele tava com medo do cara chegar com um mau sotaque britânico e ser bizarro. Mas o Rizamed chegou, tipo, com sotaque americano, normal, e ele agiu de forma tão patética, assim, ele apareceu tão, ai, coitadinho, tipo, como se ele fosse uma presa, sabe? Então foi muito bem, combinou muito bem o papel e eu acho maravilhoso, eu adoro ele.
Eu também, eu amo Risa Maddy. Nós três pessoas que assistimos The Night Owens. Mas é isso, essa coisa do estagiário também, do jeito que ele fala com ele, como se eles estivessem numa empresa séria, de tipo, sei lá, como se eles estivessem no escritório. Não, porque você não está apresentando resultados esperados? Você não leu a minha newsletter sobre como escolher o melhor caminho? Não sei o quê, o cara é tipo, meu, a gente diz que calma.
É muito estranho a relação. A gente está engraçando, gente, morta à noite. É. E, tipo, ele ainda sente uma humanidade, um medo. Ou, tipo, ele fica... A gente tem que gravar isso mesmo. Ou, tipo, quando morrem um dos caras que também eram cinegrafistas, ele, gente, a gente vai gravar isso mesmo? E ele, tipo, foda-se. Ai, eu fiquei com dó dele falando, mas a gente vai filmar porque ele é um dos nossos e não sei o quê. E ele, tipo... E ele, tipo, meu filho, esse serviço não tem ética não, viu?
O Luiz, tipo, meu filho, eu cortei os freios do carro dele. Mas você acha que ele cortou, esse filme deixa subentendido de alguma forma? Eu fiquei falando, mano, é muita coincidência. Mas eu acho que sim, velho, é muita coincidência também. E nessa hora ele já tava meio foda-se. Desde o começo, na verdade, né? Sim, ele nunca ligou. E é louco que, tipo, o sistema estava tentando...
ir junto com ele, né, porque ele inventou uma narrativa completamente nada a ver para os crimes, depois provava que não era aquilo que estava acontecendo, e a mulher do jornal falava, não, é isso mesmo, vamos continuar com essa história, porque é isso que vai vender, é isso que as pessoas vão assistir. Excuse me, sir?
Eu estou procurando um trabalho. Na verdade, eu fiz o meu caminho para encontrar um trabalho que eu posso aprender e crescer. Quem eu sou? Eu sou um trabalhador. Eu seti um objetivo e eu tenho sido perdidos. Agora eu não me engano, eu não me engano, senhor. Por ter sido criado por um movimento de self-esteem popular em escolas, eu costumava que eu costumava ser considerado. Mas eu sei que hoje a cultura do trabalho não caters mais a maior coisa que poderia ser prometido para a geração.
Meu motto é que se você quer ganhar a loteira, você tem que ganhar dinheiro para a ticket. Você tem que ganhar dinheiro para a ticket. Você tem que ganhar dinheiro para a ticket. Você tem que ganhar dinheiro para a ticket.
Eu fiquei muito incomodada com a trilha sonora desse filme, porque é do James Newton Howard, né? E ele é famoso por fazer, enfim, muitos blockbusters e tal. Só que eu fiquei muito incomodada com como a trilha sonora, tipo, em muitos momentos parecia trilha sonora de filme de aventura. E tinha partes em que ele tava fazendo as coisas que tava parecendo que era uma música de superação no fundo instrumental.
E isso tinha muito foco do filme, que às vezes eu parava pra falar, gente, que porra de música essa que tá tocando. Tipo, ele tá pesquisando formas de filmar gente morta, e aí a música no fundo tá... E isso me incomodou muito, porque não parecia que tava no tom. Eu preferia o silêncio total do que aquilo que tava tocando. E eu gosto muito do trabalho do James Newton Howard.
Ele fez uma das minhas trilhas favoritas, que é a trilha de Treasure Planet. Só que, mano, pra esse filme... Ele faz, inclusive, as trilhas dos filmes do Shyamalan e tal. Então, tipo, ele sabe fazer trilhas de filmes tensos. Só que esse filme...
Juro por Deus. Eu não sei explicar. O quanto eu tava me irritando. Porque realmente, tipo, parecia música de filme de aventura, música de superação no fundo das cenas. E aí, tipo, a pior coisa do mundo acontecendo. E, tipo, uma música de aventura no fundo.
E aí, enfim, reparem, na próxima vez que vocês forem ver esse filme, reparem essa trilha sonora, como ela não combina com absolutamente nada que tá acontecendo na tela. Inclusive aquela cena muito boa de perseguição que tem no final desse filme, né? Da perseguição dos carros. Uma coisa que a Letícia comentou, que a gente tava assistindo.
E aí começou aquela cena de perseguição e aí o personagem do Jake fazia tipo um monte de manobra e ela ficou tipo, meu Deus, ele virou o Toretto do nada, tipo, conseguindo dar um cavalo de pau, entrando no meio entre dois carros e aí tendo um monte de acidente ele desviando, não sei o que, tipo, insano. Esse homem que é apenas um homem normal dirigindo o seu carro vermelho, sabe?
enfim, e aí aquela trilha sonora nada a ver com aquele momento sério, gente, juro, sério, repare na trilha sonora pior que o James Ward já fez e ele é conhecido por fazer tipo, ele faz a trilha de Hunger Games ele faz de filmes do Shyamalan ele faz de alguns filmes da Disney também, então tipo ele tem uma quantidade de Ji Ji
Ele tem um range grande para fazer, ele consegue fazer para coisas muito diferentes. Só que para esse filme, sei lá, bizarro. Eu não sei de quem foi a ideia. Pode ser que tenha sido o briefing para ele também, né? Enfim.
Eu tenho suficiente disso, me traz uma solução e depois podemos fazer uma decisão juntos. Eu acho muito bizarro pessoas que consomem esse tipo de conteúdo no jornal ou na internet. Não é possível que isso faça bem pra você. Não, e é muito sensacionalista. Ainda mais esses furos, né, assim, do jeito que ele faz. É muito surreal.
E é muito bizarro, né? Tipo, como é naturalizado esse tipo de conteúdo, tipo, na cultura geral, assim, de massa. Tipo, você vai num restaurante e tá ligado nesses jornais que ficam ao vivo na casa da pessoa que acabou de, sei lá, sofrer homicídio, acabou de tentar se suicidar.
e coisas desse tipo, e aí não é tipo notícias que realmente importam pras outras pessoas, porque não é uma notícia que vai mudar alguma coisa na vida das pessoas, é só exposição de crimes que aconteceram, essa cultura massificada mesmo de você ir ficar entrevistando a mãe de uma pessoa que acabou de morrer.
Igual aquela vez que eu não lembro qual repórter, eu acho que foi aquele da Record, né? Que deu ao vivo a notícia pra mulher que a filha dela tinha morrido e ela entrou em desespero e foi tudo televisionado, sabe? É absurdo que isso é uma coisa que pode acontecer, tipo, que é autorizado de existir. E a gente consome todo dia porque a gente meio que não tem opção. Tipo, você vai almoçar em algum lugar, jantar em algum lugar.
tá a TV ligada nisso, tipo, em lugares populares, sabe? Tipo, você vai numa cafeteria, cafeteria não, mas você vai, sei lá, num boteco pra tomar um café e tá passando isso na televisão. Já virou meio que o normal, sabe?
Vira até um barulho de fundo, sabe? Você meio que se dessensibiliza a se importar. Porque, como está sempre passando, você nem... Você vai ser tipo, é isso mesmo. E eu ia comentar que tem também o caso famoso do Brasil, que é o caso da Eloá, né?
Ficaram tão em cima Que a interferência da mídia Causou a morte dela É péssimo isso E ela Foi ela, né
E ela trabalha até hoje, sabe? Ela não sofreu nenhum tipo de... Não teve uma punição, não teve nada. Não, tipo, o trabalho da Sônia Abrão é literalmente só ficar, tipo, se enfiando na vida dos outros e falar merda na TV. E ela faz isso há, tipo, literalmente uns 30 anos, assim. E ela tem um programa só dela, sem parar, uns 30 anos. Então, tipo, ela nunca sofreu nenhuma consequência por esses atos dela. Ela vive sendo processada, mas não dá nada pra ela.
Mas esses programas, assim, eu não sei em outros países como é, mas, tipo, aqui é muito isso que você falou. É muito normalizado você assistir essas coisas. E esses programas não têm a intenção de te mostrar algo para que você entenda alguma coisa, para que você pense. Ele só quer te manter ali e ele vai te mostrando tragédia após tragédia para você...
ficar cada vez mais indignado, mas não conseguir entender por que isso está acontecendo, por que esses crimes estão acontecendo, em que lugar, por que... E você só fica vendo essas coisas e ficando cada vez mais indignado, você não consegue pensar no que fazer sobre isso. Tipo, parece que é uma máquina para trazer raiva e para as pessoas não pensarem.
Na própria vida, tipo, não sei o que você tá fazendo quando você não está trabalhando, você tá vendo tragédias. Aí você vai querer...
pra pensar, eu não vou sair de casa pra passear, pra assistir, pra fazer alguma coisa boa, porque esse mundo é horrível. Só tem crime nessa cidade e não sei o que, não sei o que lá. Então, tipo, isso vai moldando pessoas que tem... vai mexendo na cabeça das pessoas, vê tanta violência. E, sabe, agora tem grupo de WhatsApp de gente que fica compartilhando foto de acidente.
Tem no TikTok, às vezes, aparece tipo vídeo falando que é de uma emissora. Às vezes aparece pra mim, tipo, a Record. E aí é um vídeo de um acidente completamente gráfico no meio do TikTok, assim. E você nem sabe se aquilo realmente é uma emissora ou não. E tipo, pra que as pessoas... Eu acho que as pessoas têm que pensar. Eu não sei se as pessoas que escutam nosso podcast vão pessoas que assistem da Atena, né? Mas eu acho que... Acho que não.
E pensar, por que você quer tanto assistir isso? Por que você quer tanto ver imagens tão violentas? Eu acho que a violência é uma realidade que a gente tem, mas não é só isso, sabe? A gente tem que pensar por que essas coisas acontecem, quem está sofrendo essa violência, por quê? Porque senão você só vai ficar com raiva, vai ver coisas horríveis, vai mexer na sua cabeça e você nunca vai...
pensar sobre isso de uma forma crítica. Porque esses programas não querem que você pense criticamente. Querem que você continue lá assistindo. Toda essa coisa da Cenebral foi para isso, para manter a audiência. Ela não estava pensando no bem dessas meninas que estavam sequestradas. Ela só queria que ela te bata isso em pop dela.
É muito bizarro. Sim, é só para fisgar a audiência, né? Eu sempre achei que esse filme era bom para mostrar que essas pessoas que produzem esse tipo de conteúdo são frias. E elas não querem conscientizar, não sentem pena dessas pessoas. Elas querem ganhar dinheiro a qualquer custo. E eles escolheram a coisa mais podre possível para ganhar.
Tanto que no grupo do meu condomínio, as pessoas não querem nem atravessar a rua pra passear o caju na praça, porque já acham que vocês possam ser assassinados, sabe? Tipo, mano, na avenida, sabe? É uma avenida enorme, então assistimos o tempo todo, mas as pessoas têm medo de andar na rua.
E eu lembro que eu tive um professor na faculdade que ele falava que as pessoas tinham que parar de assistir TV sensacionalista e tal. Eu assisti TV, pra quem sabe. E aí ele falava, eu moro em São Paulo há não sei quantos anos e eu nunca tranquei o meu carro, porque eu sei que não vai acontecer nada. Nossa, cara. Calma aí também. Calma aí também.
eu achava ele muito engraçado eu achava ele muito engraçado que ele falava é tipo assim, a televisão é muito sensacionalista eu sei que aqui em São Paulo não vai acontecer nada eu nunca tranquei o meu carro e nunca fui roubado eu achava isso muito engraçado meu Deus eu vou roubar o carro dele agora
Eu me mudei para São Paulo semestre passado, em julho. E aí eu saí do meu trabalho, eu chegava em casa tipo oito e pouco, né? E aí eu precisava fazer um passeio de quase uma hora com o meu cachorro. E aí eu saí na rua, tipo, em Pinheiros, com o que tem a maior taxa lá de furto. De furto do celular. E assalto. Eu saía com o fone, assim, torando.
Quando ouviu uma única palavra, oito e meia da noite, as ruas de zero, você passando com a cachorra. Nunca fui abordada, então assim...
Nossa, eu vejo pessoas que não são de São Paulo falando que tem medo de andar na Avenida Paulista, que a Avenida Paulista é muito perigosa, tipo, girl. E eu nunca fui assaltada em todos os meus anos de vida. Eu não sei como, porque eu tenho uma cara muito lesadinha, eu acho, assim, né? É, eu nunca fui assaltada também. Eu tenho 10 graus de miopia, eu tenho essa minha carinha um pouco ingênua. E aí eu passeio.
E eu nunca, de algum jeito, nunca fui soltada assim, eu achei uau, realmente. Eu já fui soltada quando eu era criança, quando eu tinha 12 anos. Meu Deus! Roubaram meu Galaxy Y. 12 anos! Sim, e o menino que me roubou era uma criança também, então eu achei... Nossa, um crime de criança. É, exato. A situação é que eu perdi um empreendedor e estou entrevistando para um remédio.
Ok, a ad não disse o que o trabalho era? É uma oportunidade boa para um bom homem. Ok. Eu gostaria de saber sobre sua própria vida e ouvir em suas próprias palavras. O que você aprendeu de cada pessoa. Minha job? Por que você hire?
Vê-se. Ok. Ok. Ah, eu sou Rick, claro. Ah, eu... Eu levava três busses para chegar aqui. Eu terminava em escola. Eu preciso de um trabalho. Eu vou praticamente tudo. Eu sou Rick.
Mas é isso, gente. Eu penso muito nesse filme. Eu acho que eu queria, tipo, coloquei ele pra gente falar sobre ele. Porque eu acho que isso é uma coisa que é muito constante aqui no Brasil. Essa coisa das pessoas consumirem violência e ver violência o dia inteiro. E falar, ah, porque é a nossa realidade. A gente tem que viver com violência. Esse lugar é horrível.
Mas, tipo, também não é só isso, sabe? Tem que ver essas pessoas. Tipo, às vezes o olho abre para algumas pessoas. Tipo, quando o Leo Dias... Sim, não. Ele... Aquela menina, Carla... Aquela Clara Castanha, acho que é a Carla da Globo. Ela estava grávida e ela teve a gravidez toda.
E aí, quando ela deu a luz à criança, ela doou para adoção, tipo, imediatamente, porque você pode fazer isso, você avisa já para o hospital que você quer doar e você nem tem contato com o bebê. Sai de você e vai direto para outro lugar. E aí ele, enfim, escreveu uma matéria super sensacionalista falando que ela abandonou essa criança. E aí começou meio que um inferno na vida dessa menina.
E, enfim, hoje em dia ele diz que se arrepende, não sei o que lá. Mas eu acho que ele só se arrepende porque, tipo, pegou muito ruim pra ele depois de um tempo. Sim. Tipo, queimou ele. Por isso que ele se arrepende, né? Duvido que se tivesse criado, tipo, construído uma boa... Não uma mídia boa pra ele, mas assim, se tivesse dado... Se ele não tivesse sido tão criticado, né?
Eu duvido que ele teria se arrependido. Exato. Tipo assim, se não tivesse dado ruim pra ele, porque ele ficou muito sem credibilidade, porque ela não fez nada ilegal. Ela fez tudo do jeito certo. Ela não abortou, que é o que as pessoas criticam muito. Ela levou a gravidez até o fim.
Eu não lembro qual foi o fruto dessa gravidez, eu não lembro a história direito. Eu acho que foi um abuso, né? Ela sofreu um abuso, ela não abortou, que era um direito dela. Ela levou a gravidez até o fim, ela doou a criança para um lugar adequado.
E mesmo assim ela sofreu um super backlash das pessoas conservadoras por culpa dele. E ao mesmo tempo as pessoas que não são conservadoras acabaram com ele. Enfim, até hoje ele nunca teve muita credibilidade. Mas acho que isso foi um prego no caixão dele. Tanto que ele diz que se arrepende. Mas ele tem um programa de TV, tá lá até hoje, sabe? A carreira dessas pessoas não acaba. Ele participa lá do SBT.
Eu acho que, assim, tangenciando um pouco, mas nem tanto, eu acho que isso até entra no true crime, né? Assim, pelo TikTok, YouTube, eu acho, porque tem muito... Porque tem muita gente que consome e muita gente que produz, desculpa, muita gente que produz, mas é totalmente desrespeitoso com o...
Com o que eles estão falando, porque são pessoas reais. E aí, às vezes, você escuta essa pessoa que está produzindo conteúdo se maquiando, fazendo publi no meio. Tipo, você está descrevendo uma chacina de uma família inteira, ela faz uma pausa para fazer uma publi de um produto e depois ela volta
a escrever graficamente como uma das crianças foi assassinada, sabe? Tipo, é muita falta de respeito com o que ela tá falando, com as pessoas que, tipo, são pessoas reais, sabe? Uma família morreu e você tá fazendo uma publi no meio da história que você tá falando sobre uma família que foi assassinada. Ou você tá fazendo uma maquiagem, aí você tá ajustando a luz pra fazer sua maquiagem enquanto você tá descrevendo uma chacina, percebe? Tipo, é muito falta de respeito, sabe?
É, esse conteúdo de true crime. Até que ponto é válido você consumir esse tipo de mídia de um jeito ético? Vamos ser sinceros com nós mesmos. Eu acho que tudo o que você consome relacionado à violência, você tem que pensar por que você faz isso. E no que você consome. Porque tem gente que faz conteúdo de true crime que não é, tipo, sensacionalista. Exato. Que foca mais na questão, por exemplo, jurídica. Que foca...
na vítima, ou que espera não ter ninguém da família vivo, ou pede autorização da família para saber as coisas. E eu acho que cabe também as pessoas a pensar, porque eu vejo no TikTok muita coisa, por exemplo, nossa, hoje eu fui entrar no meu carro e tinha uma folha de papel no vidro.
E aí todas as pessoas comentam, não, porque isso é tráfico humano. As pessoas estão querendo que você tire o papel para elas pegarem você enquanto você está distraída e te sequestrarem. Tipo, essa hipervigilância é completamente desnecessária, sabe? Tem que ter... Tipo, se você quer ter essa curiosidade, não pense que isso vai acontecer com você, sabe? Porque esses casos são muito isolados. Você não pode viver a sua vida pensando, não, porque alguém pode me matar.
Não, porque eu tô aqui parada, tenho que ficar com uma faca na minha mão, porque senão vai que aparece o Jeffrey Dameron aqui e vai me comer. Tipo, não dá pra você viver desse jeito. E é a mesma coisa que você estudar a pena, sabe? Se você consome o conteúdo pensando nisso, com medo de que vai acontecer ou com medo de sair na rua.
Não dá pra viver desse jeito, gente, pelo amor de Deus. Tipo, eu não sei se já chegou em vocês, mas tem até aqueles conteúdos que são, tipo, pós-irônicos, que, assim, que satirizam as pessoas que fazem esse conteúdo. Tipo, ah, eu sou uma mulher de 20 e poucos anos morando no apartamento. Isso é tudo que eu faço antes de dormir. Aí a pessoa tem 20 fechaduras.
Ai, ela coloca 50 sapatos masculinos pra fora da porta pra fingir que é um homem. Perfume masculino não sei onde. E eu fico tipo, gente, is it that deep? Eu amo esses vídeos, acho muito engraçado. Mas os que satirizam são muito bons. Sim. O povo é... Ai, esses são...
são muito engraçados. Eu, às vezes, né? Mas é isso também, tipo... Desculpa te interromper, mas é isso. Tem gente que vai usar isso pra vender produtos, sabe? Tipo, onde você compra essa fechadura? Ah, tá na minha lista da Amazon. Vai lá e compra o meu link. Eu acho que até no sentido de adaptação de casos reais, tem adaptações respeitosas e tem...
adaptações ridículas, tipo as adaptações do Ryan Murphy que ele tá fazendo naquela antologia lá dos monstros. O Ryan Murphy nunca quer ser respeitoso, né? Dessas séries dos monstros todas eu só vi o Dummer e eu achei...
Boa, achei bem feito e tal. Enfim, pelo caso do Dahmer, eu achei interessante. As outras duas eu não assisti, mas o que eu vi é que essa última meio que foi a mais esculacha de todas, porque ele inventou várias coisas e tal, enfim. A do Dahmer, pelo que eu vi, ela é até bem fidedigna à realidade, né?
A do Damer, pelo que eu entendi, a questão principal foi que é um caso muito recente, né? Então, assim, parentes das vítimas estão vivos e não teve nenhum tipo de cuidado para abordar essas pessoas que...
tiveram parentes mortos pelo Damer. E falaram, vamos fazendo essa série e tal. Sabe, não teve nenhum cuidado. Pelo que eu entendi, o Damer ainda estava fazendo sério, né? Então ele ainda estava assim, ai, quero ter um prestígio. E aí ele ficou tipo, ai, a gente vai focar nas vítimas. Tanto que tem episódios que realmente, assim, tem um episódio inteiro que é focado em uma das vítimas. Eu vi também. Sim. E aí, só que assim...
Ok, mas você teve algum cuidado com a família dessas pessoas? Não. Tanto que vieram parentes dessas vítimas que falaram, tipo, ah, eu não fui consultado. E pelo contrário, assim, nenhum apoio financeiro, tipo, nenhum de verdade, sabe? Não você falar, estamos fazendo uma série sobre, sei lá, o seu neto que morreu, ok? Isso não é um cuidado. E é isso, assim.
Eu, assim, a minha opinião sobre True Crime é um pouco diferente. Eu acho que tem duas formas de fazer. Tem essa forma que é realmente, tipo, o que vocês falaram de você fazer, tipo, lá, tentar ganhar dinheiro vendendo um produto enquanto conta a história e tudo mais. Mas eu acho que existem formas boas de fazer também esse tipo de conteúdo. Porque, por exemplo, aqui no Brasil a gente tem o Projeto Humanos, que é muito bom.
do caso Evandro e tudo mais, que eu ouvi o podcast na época que saía e eu achava, tipo, o trabalho dele muito bom e ele, inclusive, ajudou em várias investigações, tanto que vários casos foram reabertos ao longo do podcast e tal.
Então, tipo, tem aquele documentário que concorreu ao Oscar esse ano, da vizinha, né, a vizinha perfeita também, que também é meio que true crime, mas é uma denúncia. E aí eu acho que tem isso também, tipo, o true crime, ele tem muita chance de ser um...
Uma forma de denúncia mesmo, porque esse projeto Humanos, por exemplo, ele denuncia várias falcatruas políticas que acontecem em regiões remotas do país. E no caso do Vizinha Perfeita, esse descaso da polícia com essas comunidades que são majoritariamente compostas por minorias e tal, porque era uma pessoa que claramente já era uma figura de...
Uma figura perigosa pra aquela região. Então, eu acho que existem muitas formas e formas de fazer isso, sabe? Quem sabe, por exemplo, é uma coisa mais que você pode soltar a franga, assim. Principalmente, tipo, o horror, não vai esperar que esse filme fosse respeitoso. Mas eu concordo. Eu acho que tudo depende de como a pessoa vai assistir aquilo e vai usar a cabeça pra isso, né? É isso que tá difícil. As pessoas não tão pensando mais.
Quando eu era adolescente, eu consumia muito conteúdo de true crime e também me deixou paranoica. Hoje em dia eu não consumo mais esse tipo de conteúdo. Mas assim que eu terminei o ensino médio, até eu conseguir um emprego, assim, eu tinha muitas horas em casa sem fazer nada. E aí tem um canal da Discovery, que é a investigação Discovery, que é o Discovery ID.
E fica o dia inteiro passando programas de true crime lá. Tanto alguns importantes, tipo, de casos relevantes, quanto de coisas pequenas, tipo, sei lá, um cara que matou a esposa porque tinha ciúme, coisas assim.
E aí, pra não sair da norma, eu tenho um episódio de South Park sobre isso, que é extremamente engraçado, que é um episódio que eles falam que são assassinatos pornô, em que os...
pais deles começam a assistir um monte de programas, estilos esses do Investigation Discovery, e eles começam a meio que ter uns fetiches com crime, e aí os pais das crianças começam a meio que se matar, e aí as crianças fazem as empresas de TV a cabo colocar senha pros pais terem que pôr uma senha pra poder assistir esses programas. É incrível, recomendo muito esse episódio específico.
Ai, meu Deus. Você tem que começar a passar o número do episódio para a temporada que eu colocava. Verdade. Verdade.
Eu vou procurar qual é o episódio pra vocês colocarem na descrição no Spotify, enfim. Porque esse episódio específico é muito engraçado, tipo, os pais das crianças como é que você matou, e aí eles vão e começam a bloquear os canais, os pais ficam putos, e aí fazem de tudo pra desbloquear, e aí tem meio que uma briga sobre TV a cabo, uma crítica à TV a cabo também nesse episódio, enfim.
É muito engraçado. E aí, assistindo o episódio, eu lembrei de quando eu era mais nova. E realmente tinha uns que são muito sugestivos. É tipo assim, fica umas cenas meio estranhas da pessoa traindo o marido. E aí, é meio sexualizado, mas não mostra nada. Porque é um programa da Discovery. É muito estranho.
Eu tava pensando também que, tipo, toda essa coisa de você encher o cu de violência, encher o cu de true crime e, tipo, ficar vendo um monte de vídeo, como entender um psicopata, como entender um assassino, como entender um criminoso, não sei o quê. Eu sinto que isso tem muito a ver com, por exemplo, o que aconteceu no julgamento do Johnny Depp e da Amber Heard.
Que as pessoas agiam como se elas fossem expertes em crimes. E eles... Não, porque ela não tá chorando direito. Ela está agindo de forma estranha. Porque é uma pessoa abusada. Ela tá mentindo. Sim. Tipo, com certeza. A normalização da violência te torna tão, assim... Tipo, você fica tão desligado dos seus sentimentos. Que você consegue ver uma pessoa narrando um estupro, uma violência. E você fica... Ai, porque ela tá mentindo. Ela tá piscando demais. As lágrimas não estão saindo do olho dela.
E, tipo, até várias mulheres defendendo Johnny Depp, mesmo tem literalmente vídeo dele jogando garrafa nela, sabe? Tipo, velho. Não, e todo mundo, assim, você consome um conteúdo de uma pessoa que claramente não sabe o que está falando, você aprende, entre aspas, com ela, e você reproduz esse conteúdo que é de uma pessoa que não sabe o que você está falando. Tipo, amor, inglês corporal, pela mulher...
O que você, na sua casa, aí você veio dois vídeos, três minutos do TikTok e você acha que você sabe ler linguagem corporal?
Eu também quero ir ao próximo rung e conhecer seu time. E a station manager, a director e a anchores. E começar a desenvolver meu próprio relacionamento. Eu gostaria de começar a conhecer eles esta noite. Você vai me levar e me apresentar como o presidente e o presidente de video-produção news e lembrar eles de algumas outras histórias. Eu não estou terminando. Eu também quero parar a discussão sobre o preço. Isso vai ter tempo.
Então quando eu digo que um número é meu lowest, é meu lowest. E você pode ser assustado que eu saiba que seja o número que é muito caro.
Agora, quando eu digo que eu quero essas coisas, eu quero dizer que eu quero elas, e não quero ter que pedir novamente. E a última coisa que eu quero, Nina, é que você faça as coisas que eu quero fazer quando estamos juntos juntos em sua casa, não como a última vez!
Mas voltando naquele assunto de, tipo, trabalhos informais, eu lembrei também daquele filme do Joe Cary lá, o Ministerio de Tins, que ele é um Uber e ele começa uma tarde de conseguir. Eu vi esse filme esses dias. Mas esse filme, tipo, ele é Uber pra poder cometer crimes, né? Na verdade, tipo...
É, ele tem um canal no YouTube que ele faz um monte de coisas e nada da visualização, ele é flop. E aí ele começa a fazer viagem de Uber e postar pra um dia específico ele começar a matar as pessoas no Uber. Então ele combina isso com a audiência dele, que ele vai fazer isso. E aí aquela noite meio que ele já tinha marcado com os 10 pessoas que assistiam ele pra ele começar a matar, pra tentar viralizar.
E aí vai escalando, assim, né? Tipo, vai escalando. E aí ele realmente consegue muitas views, né? Ai, a Sônia Abrão, do... Não, ele literalmente mata um menino que tem mais views que ele e pega a live pra ele, tipo isso. Meu Deus, sim.
Ele vai na casa do cara, né? Sim. Então, mas foi isso. Você não tem patrão? Você não faz um exame antes de ser contratado? E aí dá nisso. Você pode te matar enfiando seringa na sua garrafa de água, sabe?
Mas já que estamos falando de morte instantânea Vamos falar da carreira do Jake em Ellen Hall Depois de 2016 Gente, eu acho que Um momento de silêncio, por favor Ai, gente Emoji de pombinha, emoji de pomba branca Eu rezo muito pra que um dia ele volte Porque ele tem fases Ele começou bem Ele fez o Donnie Darko dele Ele fez o Brokeback Mountain Aí ele foi ganhar dinheiro Foi fazer Príncipe da Persia Foi fazer aquele 2012 Não, não é 2012 Então
Não, ele não ajuda. O dia depois de amanhã. Gente, ele tá tão gatinho nesse. Ele tá muito com vida. Mas aí depois ele acordou pra vida. Ele foi fazer esse filme. Quando o Denis Villeneuve ainda tinha o número dele salvo no celular. Eles fizeram os suspeitos. Eles fizeram o anime. Gente, era só hit. E aí o Timothee Chalamet chegou e deletou o número do Jake do celular do Denis Villeneuve. Agora ele tem o do Timothee Chalamet. Ele não precisa mais.
Agora a gente tá falando original Amazon. Gente, ele fez Nocturnal Animals, do Tom Ford, sabe? Percebe? E aí agora ele está preso no cativeiro do Prime, fazendo aquele remake daquele filme de ação dos anos 80. Ele tá no terceiro filme de ação dele.
Não, é foda. Eu assisti o Abutre no Amazon Prime, que eu paguei R$11,90 para alugar para assistir, porque o streaming não estava funcionando. E eu não consegui achar um torre de tempo, eu estava atrasada para assistir para o episódio. E aí eu paguei R$11,90, assisti. E assim que acabou, começou um original Amazon Prime de guerra com o Jake Gyllenhaal. E eu falei, esse filme não existe, é um filme fictício da Amazon Prime, sabe?
Eu sei. Todos os filmes que ele tá fazendo pra Amazon Prime são feitiços. Caralho. Gerados por IA, sabe? E ele já fez tipo de guerra bons. Ele fez aquele que ele era que tá careca, que é um filme bom. Ele fez aquele que era um policial. Jarhead. É um filme bom, tipo, é uma crítica do exército. Depois ele fez o End of Watch, eu acho que também é da polícia.
Ele tem bom gosto. Eu não sei o que aconteceu. Alguém fez uma maldição nele. Não é possível. Desde 2016, ele não consegue. Eu tenho muito medo dele ser, tipo, uma pessoa horrível no sexo, assim. Ser uma estrelinha. Ou que ele é fedido. Já teve esse rumor também que ele fede. Falou que ele fede. Ai!
Será que ele faz atuação de método, essas coisas, as pessoas não veiam? Mas o rumor dele ser pedido foi porque ele fez uma propaganda de perfume. E ele falou que não tomava banho todo dia na propaganda de perfume. Ai, gente, mas americanos e europeus não tomam banho todo dia, tá? Americano e europeu é um banho a cada dois dias e olha lá, se você tiver sorte. Então não deve ser isso, porque todo mundo lá fede.
indo muito bem, a carreira dele tava ótima e aí do nada em 2016 cagou. E quando foi que ele foi o filme da Marvel? Ai, foi um pouco depois. Foi um pouco depois. Foi depois ou antes? Porque isso é uma coisa que acaba com a carreira de qualquer... Foi em 2019. Gente, se você é uma pessoa que gosta de musical assista o Jake em Sunday in the Park with George porque ele tá muito bom, ele tá gostoso nessa gravação, tá? Ele tá muito bonito.
E Ele Late. Se você quer ouvir o Jake Gyllenhaal de copo latindo, assista esse musical. Recomendo. A gente colocou no começo do episódio. Ao invés do trecho do filme, vai ser Ele Latindo. Eu vou colocar, gente, um pedaço dele latindo. Será que o Steve... O cara morreu já, então ele não vai dar estreia.
inclusive, por causa de vocês, eu descobri que ele fez o remake em 3D do Spirit e agora ele é meu inimigo eterno. O remake do Spirit, ele conseguiu fazer também Mundo Estranho, que foi o filme da Disney mais flopado dos últimos 10 anos. O filme mais flopado, se não ironicamente, eu acho que esse foi um dos maiores fracassos da Disney. Foi? Mas não é porque foi lançado logo antes da pandemia?
Não, ele foi em 2022.
Esse filme da Disney flopou porque eles não fizeram nenhuma propaganda, basicamente, e ele foi o primeiro filme da Disney, realmente, esse sim, foi o primeiro filme da Disney, que tinha um protagonista gay, tipo, o protagonista era gay, e ele tinha até um namorado e tal, e isso era falado no filme, inclusive, tem cenas do avô dele, tipo, o avô dele que era desaparecido.
Ele pedindo conselhos amorosos pro avô. E o avô sendo super compreensivo. E todo mundo aceitava que eles eram gays. E isso era bem explícito. E aí o filme não teve nenhuma ação de marketing. E além de tudo isso. Ainda teve meio que um boicote do galera família. E bons costumes e tal. Ai gente, também tem um clipe musical. Um clipe musical. Nossa, por que eu falei tão estranho? Gente, também.
Também o Diego fez um clipe de uma música que se chama Time to Dance, que ele é um serial killer e é muito bom esse clipe.
Eu tava falando com a Juliana que agora a única coisa que pode salvar a carreira dele é o filme do Shyamalan com o Nicholas Sparks. Então, tipo... Gente... Vai ser a próxima empreitada. We're so over. We're so over. Nossa, tá tipo... Não é aquele we're back, we're over. Não. Ele tá realmente assim, parada, cardio... Falência múltipla de órgãos.
Eu sou fã do Jamala, eu acho que vai dar tudo certo. Eu não acho que ele vai fazer uma atrocidade comigo. Eu não acho que o problema é o Jamala, o problema é o Nicolas. Enfim, gente, a gente espera que um dia a carreira do Jake se recupere.
Se fosse uma coisa quente, tipo trap, seria muito legal. Eu acho que teria um up na carreira dele bapho. Mas, porra, corroterizado pelo Nicholas Sparks vai vir alguma coisa aí bem evangelizinha, assim. Esposa morta, luto, cafona. Ah, vai ser horrível.
Mas vamos falar de alguém que tem carreira, que é o Risa Med. Esse papel em Nightcrawler foi o primeiro papel do Risa Med nos Estados Unidos, foi o que trouxe ele para os Estados Unidos, porque ele é britânico, né? Então ele não tinha oportunidades aqui. Foi o primeiro.
Eu sabia disso, ele é muito bom. Eu vi um tweet esses dias que era uma foto do Risa Mad. E aí alguém falou, tipo... Agora eu entendi porque a Lena Dunham não abortou o bebê dele, Girls. Juro, velho. Não ironicamente. Mas a carreira dele é muito boa. E ele é muito boa. Nada dele que eu achei ruim. Até Venom. O Venom que ele tá o primeiro é muito bom.
É muito divertido. Ele envolvido em homoeroticismo. Sim. O Risa Média também fez Nimona. Ele dublou um dos dois peçanhos de Nimona. Acho que é aquele amigo da Nimona que ele faz, né? Sim.
Eu acho que tudo que eu já vi dele é ótimo, assim. Eu acho ele um ótimo ator. Se eu fosse indicar algo, eu indicaria a minissérie The Night Of, que é muito boa. E Sound of Metal. E Sound of Metal. Mas é tipo... Sound of Metal é mais conhecido porque foi pro Oscar. Mas eu acho que, assim... The Night Of tá muito, muito, muito bom. É... The Night Of é muito boa. Ele ganhou, não ganhou? O Emmy?
Não sei. Eu acho que ele ganhou um Emmy por minissérie. Deixa eu ver. The Night... Minutos. The Night Of. E o Riz Ahmed, por ser uma pessoa claramente não branca, patistanesa, ele tem, tipo, todos os trabalhos dele, se você for ver, os trabalhos dele que são mais conhecidos, ele tem que produzir, ele tem que fazer direção, ele tem que fazer tudo. Teve uma animação também que foi pro Oscar, que chamava Flea.
Que é muito boa também. Que ele fez produção. É animação documentário. Sim. É muito bom. Ele ganhou o melhor ator. É, mas ele ganhou o melhor ator. E a série ganhou o melhor série, eu acho. Tenho quase certeza. Talvez eu possa estar espalhando as informações. Para quem não conhece a série. Basicamente ele vai em um date com uma garota.
E aí ele dorme na casa dela e quando ele acorda ela tá morta, facadas, e a faca tá assim, mexendo no bolso dele. E ele é preso. Meu Deus. Ele não matou, não matou essa menina. E como ele é uma pessoa não branca nos Estados Unidos, ele é preso imediatamente e ele...
E aí o resto da série é ele tentando, tipo, buscar a justiça e tentar chamar um advogado pra tirar ele da cadeia. Mas é uma série muito boa. Apesar de ser série de crime assim, é muito boa. É que ele tava no lugar errado, na noite errada. É uma série ou é tipo uma minissérie? Minissérie, oito episódios, acabou.
É minha esperança que, através do trabalho e comitamento, você vai continuar a partir do programa de internos e continuar a seguir a sua carreira como empreendedores de vídeo de produção. Eu posso dizer com experiência que a melhor forma de se acertar é ouvir e seguir minhas ordens. Mas lembre-se, eu nunca vou pedir que você faça nada que eu não faria.
Bom, gente, é isso que a gente tinha pra dizer desse filme. A gente desviou um pouco do assunto, falou mais da vida do que do filme em si. Mas é que esse filme é bem simples, assim. Ele é mais um filme que causa vontade de conversar sobre os temas dele, não o filme em si.
E é isso, gente. Sigam as nossas redes sociais. Sigam a gente no Spotify, por favor. Porque toda vez que eu vou postar uma episódio no Spotify, o Spotify fala Ah, você sabia que as contas que tem podcast igual ao seu tem 60 seguidores? Você não tem 60 seguidores.
Por que ele fala isso? A gente está sendo milhada. Toda vez que eu vou postar um episódio, ele fala isso. Então, eu quero chegar a 60 seguidores no Spotify. Criem contas falsas. Peguem o celular da sua mãe e sigam a gente no Spotify. Façam o possível para não ver mais essa mensagem. Sigam nas redes sociais, além do Spotify. A gente é o monstro da semana em todos os lugares. Todas as redes sociais. Se vocês quiserem me achar por aí no Letterboxx ou em algum outro lugar.
Meu arroba é M-L-L-N-A seis vezes. Minhas redes sociais estão fechadas, mas você pode me seguir no Letterboxd como Gio at the movie. E no Spotify como o monstro da semana.
E você pode me seguir no Letterboxx, arroba julibinks J-U-L-I-P-S-O-N-B-A-N-X Eu sinto que depois de 20, sei lá, 30 episódios quase que a gente já gravou, será que eu preciso continuar seletrando o meu arroba toda vez? Vamos pensar isso pros próximos episódios. O primeiro episódio que alguém tá ouvindo é esse, aí a pessoa não vai saber.
Mas, de qualquer jeito, eu deixo o link na descrição, gente. Colocar o meu Instagram também. O meu Instagram é fechado, mas eu vejo as suas licitações. Então, se alguém quiser seguir, pode colocar o meu Instagram na descrição. Tá bom. Enfim, foi apenas um pensamento em voz alta. Você, ouvinte, você acha que eu devo continuar solitrando o meu user do Letterboxd todas as vezes?
Mas enfim, gente, é isso. Comentem aí se vocês seguem a gente ou não. Quem não seguir vai levar bloco. Comentem o que vocês acham que o Jake Gyllenhaal pode fazer pra salvar a carreira dele. Porque eu não sei mais. Eu já desisti. Eu acho que a gente vai voltar pro teatro, fazer um musical, sabe? Volta pras origens. Para de fazer filme da Almas, pelo amor de Deus. É isso, gente. Até o próximo episódio. Tchau. Tchau, pessoal.
E aí