Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DO MOCHILÃO

29 de maio de 202624min
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CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO SPA/ME Nº 04.047681/2026

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Participantes neste episódio2
P

Paloma

Host
M

Mainá

ConvidadoEstudante de administração e recursos humanos
Assuntos3
  • Relacionamentos TóxicosPrimeiros sinais de controle e ciúmes da sogra · Implicância com religião e crenças · Perseguição e manipulação financeira · O papel passivo do namorado (Gabriel) · Apoio da amiga (Letícia) e dos pais · Crises de ansiedade e impacto na autoestima
  • Relacionamentos e TérminosDecisão de terminar o namoro · Pedido de demissão e acordo financeiro · Mochilão pela Europa como autoconhecimento · Novo relacionamento e casamento · Relação atual com a sogra e família
  • Relações dos EUA com Itália e EspanhaComo participar da promoção · Prêmios oferecidos (viagem completa) · Cupom de desconto SOGRA · Maria Alícia
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Oi, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é... Aquele do Mochilão. E quem conta essa história é a Mainá.

E o episódio de hoje conta com o apoio da Maria Alícia. Vocês conhecem a Maria Alícia, né? Como eu já falei aqui, a Maria Alícia é uma marca que eu amo de moda feminina, com peças práticas, versáteis e atemporais. A marca veste do P ao G3 e as peças são lindas.

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Essa vantagem, para participar e conferir o regulamento completo, é só acessar promoção.marialicia.com.br. O site está aqui direitinho na descrição do episódio. Então vamos começar? O ano era 2010 e a Mainá estava no auge da faculdade. Ela cursava administração e recursos humanos. E a melhor amiga dela, que a gente pode chamar aqui de Letícia,

apresentou para a Mainá um primo do namorado dela, chamado Gabriel. A Mainá conta que ela sempre foi muito cautelosa em relacionamentos, tinha muito cuidado com quem ela se envolvia. Mas as histórias dela e do Gabriel eram muito parecidas. Eles tinham os mesmos sonhos, mesmos valores, mesmos ideais. Então ela foi sem medo e em pouco tempo se apaixonou.

Eles começaram a namorar e era tudo muito bom. Eles se davam muito bem, tinham química, era maravilhoso. Mas assim que a Tainá conheceu a família, ela já percebeu uma coisa. A mãe do Gabriel mencionava a ex-namorada dele o tempo inteiro. E sempre de uma forma pejorativa. Mas apesar disso chamar a atenção da Mainá,

No começo ela pensou que podia ser uma vantagem, que se a ex do Gabriel era tão ruim a ponto da sogra falar mal dela o tempo todo, talvez fosse fácil pra ela agradar a sogra. E assim passou o ano de 2010. 2011 também foi muito tranquilo, até que em 2013 a Mainá e o Gabriel começaram a falar em casamento. E aí, tudo mudou. A Mainá disse assim,

Até então, era aquele namoro de faculdade, nada que a família levasse muito a sério. Mas quando começou a ficar sério, ela passou a implicar comigo. E não só comigo, mas com o relacionamento como um todo.

A Mainá já tinha percebido que a sogra tinha uma relação muito intensa com o Gabriel, mesmo tendo outro filho também. Ela tinha uns comportamentos, assim, bastante controladores. Por exemplo, ela cheirava a camisa dele sempre que ele chegava em casa, para, segundo ela, saber onde ele esteve. Mas depois que eles falaram em casamento, ela começou a se distanciar da Mainá eosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosiosi

Começou a dar umas alfinetadas na Nora. E sempre que a Mainá perguntava alguma coisa, ela respondia de uma forma muito grosseira, muito ácida assim. E aí ela começou a implicar com tudo. E isso começou pela religião. A mãe do Gabriel atacava a religião da Mainá o tempo inteiro.

ao mesmo tempo que ela enaltecia a própria religião. Mas a Mainá disse que a sogra fazia isso numa intensidade que não parecia ser só fé, parecia ser uma obsessão. E qualquer coisa que acontecia, a sogra encontrava uma justificativa espiritual para aquilo estar acontecendo. Mas, claro, sempre uma justificativa que favorecesse os interesses dela, da sogra.

Um dia, a sogra quis levar a Mainá para um lugar onde aconteciam alguns ritos, alguns rituais religiosos dela. E a Mainá, que nunca teve nenhum problema com a religião da sogra, foi. E ela foi muito aberta para conhecer e ouvir tudo o que seria dito. E aí, aconteceu uma coisa que também foi um marco no relacionamento das duas.

Porque a líder espiritual da sogra chegou bem perto da Mainá, olhou nos olhos dela e disse que ela era uma pessoa muito especial. Que ela tinha uma energia, uma luz muito bonita. E que ela deveria continuar no caminho que ela estava seguindo.

Pra quê? A sogra ficou indignada, porque os filhos dela não receberam nada tão positivo. E logo os filhos dela, dela, ela que é uma pessoa tão espiritualizada, que coloca a religião num pedestal, e os filhos dela não receberam nenhum reconhecimento. Mas na verdade, ninguém recebeu nada assim. A moça só disse isso pra Mainá.

E a Maynard sentiu que a raiva da sogra foi essa, por ela ter recebido algum tipo de atenção ou algum tipo de destaque em relação a outras pessoas. Ela disse assim... E foi ali que eu entendi, ainda que inconscientemente, que eu não era bem-vinda.

De 2013 para 2014, a implicância virou perseguição. E a Mainá disse que, com essa perseguição da sogra, ela começou a enxergar melhor o Gabriel. Ele era muito passivo. O verdadeiro bananão. E assim, sempre que a Mainá estava com o Gabriel, a mãe dele ligava. Sempre.

E o Gabriel sempre colocava no Viva Voz. E a Mainá disse assim... Ela sabia que ele colocava no Viva Voz e sabia que eu estava junto. Mesmo assim, ela tratava ele como se ele estivesse sozinho. Ela perguntava... Que horas você vai almoçar? Que horas você vai voltar? O que você vai fazer? Nunca falava a vocês. Nunca me incluía. E isso me machucava profundamente.

Tinha outra coisa também. O Gabriel usava o carro da mãe para sair. Então, muitas vezes, quando eles saíam juntos, a mãe dele ligava, mandando ele ir para casa naquela hora, porque ela precisava do carro.

E algumas vezes o Gabriel chegou a dizer, mas mãe, eu pedi pra senhora, eu avisei que eu ia assistir um filme, eu avisei que eu ia tomar um café, eu avisei que ia até mais tarde. E a mãe dele sempre respondia, não interessa.

O carro é meu. E a mãe não achava que o carro foi uma forma que a sogra encontrou de controlar o Gabriel também. Então, aos poucos, ela começou a dizer... Gabriel, você já trabalha. Você ainda mora com seus pais, não tem que pagar um aluguel muito alto. Você tem condição de comprar um carro? Eu consegui comprar o meu? Você consegue comprar o seu também? E aí o Gabriel ficou com aquilo na cabeça e foi conversar com o pai. E aí

E o pai do Gabriel disse que ele não precisava comprar, que ele, o pai, ia dar o carro para o filho. Só que, como eu já disse aqui, o Gabriel tem um irmão. E quando o irmão ficou sabendo, ele ficou enlouquecido e disse que se o Gabriel ganhasse um carro, ele ia querer um carro também.

E nesse momento, Maynard, com a melhor das intenções, ofereceu ajuda. Disse que poderia fazer o financiamento no banco onde ela trabalhava. Ela disse assim... Eu abri conta para eles, organizei tudo, defendi a aprovação do financiamento. Eu confiava, só que eu não sabia de toda a verdade.

O financiamento foi aprovado, eles compraram os dois carros e deu tudo certo. Os dois meninos estavam super felizes e o pai também, super orgulhoso. Até que chegou o dia do pagamento da primeira parcela e eles não pagaram. A primeira parcela já caiu no cheque especial.

E a Mainá, desesperada, ela não entendia por que eles simplesmente não pagavam. E ela começou a passar vergonha no banco. Porque o gerente dela mencionava o financiamento em reuniões. E ele cobrava ela, ele dizia... Mainá, mas era seu namorado. Você explicou pra gente? Olha aqui, já vai virar inadimplência do carro.

E aí a Mainá foi conversar com eles. E o pai do Gabriel, que era quem ia pagar pelos dois carros, disse que acabou tendo que assumir outros compromissos e por isso não conseguiu pagar. Então a Mainá se ofereceu de sentar com ele para dar uma olhadinha nas finanças dele, organizar as coisas, enfim, orientar da melhor maneira de acordo com o que ela sabia. E aí ela viu que realmente não tinha como.

Ele não tinha esse dinheiro. E ele assumiu o compromisso do financiamento sabendo disso. Ele sabia que ele não ia ter de onde tirar. Nesse dia, ajudando o sogro com as finanças, a Mainar descobriu que o sogro usava um cartão de crédito no nome do Gabriel. E não só o sogro, era meio que um cartão da família.

E tudo que o pai do Gabriel fazia no nome do filho, os crediários, as dívidas, ele também não pagava. Ele estava sujando o nome do próprio filho. Então, a Mainá foi investigar e descobriu o que já era meio óbvio, né? Que o pai usava o nome do Gabriel porque o nome dele mesmo já estava todo enrolado, cheio de problema, cheio de restrição. E isso começou a gerar uma revolta muito grande na Mainá.

Ela disse assim, Até que um dia o meu chefe me deu um ultimato, porque esse tipo de situação pode caracterizar má conduta da minha parte, como se eu tivesse feito uma indicação indevida. E eu poderia ter indicado eles para outro gerente, mas eu nunca imaginei que isso ia acontecer. Eu só descobri como a família era bem depois.

Depois dessa cobrança pesada do chefe, a Maina mandou um áudio para o Gabriel, dizendo tudo que estava entalado, que ela estava cansada, passando vergonha no trabalho, que ele tinha que resolver aquilo com o pai dele porque não tinha condição. Era o nome dela também que estava em jogo. E se ela soubesse disso antes, ela nunca teria feito.

Ela disse assim, E aí a sogra chamou a Mainá para um almoço.

E a Mainá ficou toda felizinha até, né? Ela pensou, nossa, depois dessa situação toda, né? Me chamando pra almoçar, deve ser uma tentativa de aproximação. E ela foi. A família toda tava lá, todo mundo almoçou. E no final, quando todo mundo levantou pra ir embora, a sogra continuou sentada. A Mainá foi se despedir da sogra, assim como todo mundo. Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, a sogra disse... Sim.

E a Mainá disse assim... Eu gelei. Sentei e fiquei em silêncio, tentando entender o que estava acontecendo.

E aí a sogra começou a falar. Disse que o marido dela não era qualquer um, que a Mainá precisava respeitar a família dela e a história dela. Disse que a Mainá tinha mexido com a família dela e que quem mexe com a família dela mexe com ela. E por fim, que agora a Mainá ia ver o que era o inferno. Não tinha ninguém ali na hora, era só a Mainá e a sogra.

Mas ela falou alto o suficiente para todo mundo que estava no outro cômodo ouvir. E ainda assim, ninguém fez nada. Especialmente o Gabriel. Quando a Mainá entrou no carro para ir embora, o Gabriel pediu desculpa e disse que a mãe tinha escutado o áudio que a Mainá mandou. E ainda disse que a Mainá não precisava ter mandado aquele áudio, não precisava ter dito aquelas coisas.

E a Mainá disse que precisava sim, porque já eram quatro meses naquela situação e quem estava passando vergonha era ela. E aí ela foi embora. Depois disso, a sogra passou a assumir que não gostava da Nora. Ela não dizia diretamente, mas começou a inventar um monte de histórias onde a Mainá era sempre a vilã. E ela contava para pessoas conhecidas assim.

Ela ia em lojas onde eu comprava e falava coisas absurdas sobre mim. Inventava situações. Uma vez, uma vendedora me contou que ela falou de mim na frente de vários clientes. Foi uma das piores fases da minha vida. E o mais difícil é que eu não reagia. Hoje, ouvindo as histórias do podcast, eu entendo o que eu sentia. Disposição, humilhação...

medo, solidão. Eu não contava pros meus pais porque eu tinha vergonha. Eu evitava falar pro Gabriel porque eu tinha dó, era a mãe dele. E aí eu fui me calando e eu comecei a duvidar de mim mesma. As pessoas da família do Gabriel também começaram a tratar a Mainá diferente, virar a cara pra ela e ela já não conseguia mais discernir quando alguém tava sendo sincero com ela ou não.

E aí ela começou a ter muitas crises de ansiedade.

Na mesma época, ela também passou a ser assediada no trabalho. Então, assim, foi um período péssimo. Até que chegou a formatura do Gabriel na faculdade. A Mainá não queria ir, porque ela era super maltratada pela família dele, né? Mas ele fazia questão. Ele dizia que ela era a mulher da vida dele, que ela tinha que estar lá, que ele amava ela.

E que, inclusive, ele queria a família dela também. Ele queria que os pais dela estivessem lá presentes. E a Mainá disse que era isso que prendia ela nesse relacionamento. Esse papo de família, de futuro, uma expectativa de casamento. Então, ela foi. E ela convidou a Letícia, aquela amiga que apresentou os dois, enfim, que sabia de toda a história. E a Letícia foi junto.

Eles moram numa cidade pequena, então as mulheres se arrumaram todas no mesmo salão. A Letícia chegou no salão antes da Mainá. E a família do Gabriel já estava lá dentro.

E enquanto a Letícia esperava na recepção, ela ouvia a sogra e a cunhada da Mainá falando mal dela o tempo inteiro. E ela ficou ali, escutando, escutando, escutando. Só que a Letícia sabia de tudo. E uma hora ela ficou revoltada também. Ela levantou, foi até a sogra da Mainá e disse...

Olha só, eu estou indo para a mesma formatura que vocês. Eu sou amiga da pessoa que vocês estão falando. Então o mínimo que eu exijo é respeito. E aquilo virou o maior barraco.

A sogra e a cunhada levantaram pra cima da Letícia, e a Letícia, mesmo estando em menor número, não deitou pra sogra e pra cunhada. Ela encheu o peito e continuou defendendo a Mainá. E a Letícia nem imaginava o que ela tava fazendo naquela hora, porque esse foi o ponto de virada da vida da Mainá.

Quando eu soube disso, eu me senti defendida, eu me senti amada. Eu percebi o quanto eu estava implorando a aceitação de pessoas que não me respeitavam. Ainda assim, ela foi para a formatura do Gabriel, junto com os pais. E o desrespeito era tão evidente que os pais dela, sem saber de nada, perceberam tudo. E chegou uma hora que a mãe foi até a Mainá e disse, filha, vamos para casa.

Você não merece passar por isso. A Mainá disse assim... E naquele dia, pela primeira vez, eu senti o peso da realidade. Eu estava sendo maltratada. E eu não precisava aceitar aquilo. Naquele dia, mesmo no meio da dor, eu também senti algo muito forte.

que eu não estava sozinha. A mãe da Mainá repetiu várias vezes que ela já é muito amada e não precisa ficar implorando pelo amor de ninguém. E aí, a Mainá foi para casa. Os pais dela foram na frente, eles estavam em carros separados.

E quando a Mainá chegou em casa, o pai dela estava esperando na frente de casa. E ali, na frente mesmo, quando ela desceu do carro, ele disse para ela que ele não criou uma filha para mendigar amor dos outros.

Disse que todo o amor que a Mainá recebeu dele, da mãe, da família, né? Deveria ser o suficiente pra ela entender que ela não tava tendo amor onde ela tava buscando. E que ela não precisava disso. Meu pai disse que eu tava parecendo um cachorro implorando por comida, amarrado num poste, esperando que os donos dessem alguma coisa.

Aquilo me atravessou. Meu pai nunca se meteu na minha vida. Eu sempre fui muito mais próxima da minha mãe. Mas naquele momento, ele falou de um jeito que tocou direto no meu coração. Eu ouvi com muita atenção e eu levei aquilo para a vida. A formatura foi num sábado. Na segunda-feira, a Mainá encontrou Gabriel para almoçar. E lá ela disse que não queria mais namorar com ele.

E ele começou a rir e perguntou... Você tá louca? E ela respondeu... Não, eu tava louca por um bom tempo, mas agora eu resolvi acordar. Ela disse que precisava de um tempo e que se ela sentisse falta, ela procurava ele. E ele com toda convicção respondeu... É claro que você vai sentir minha falta. A Mainá disse assim...

E aquilo virou uma chave dentro de mim. Porque era justamente essa postura que me fazia ficar. E ali eu entendi, de uma vez por todas, que eu não podia mendigar amor de ninguém. E foi a melhor decisão da minha vida.

No mesmo dia que a Mayná terminou o namoro, ela também pediu demissão. Ela disse que meio que deu uma surtada, sim. E como ela tinha um bom cargo, eles fizeram alguma proposta ali pra ela e por fim ela conseguiu um acordo e recebeu uma rescisão com um valor bem legal. E com esse dinheiro, ela fez um mochilão sozinha pela Europa.

Foi um momento de viver comigo mesma. Passei por 13 países, vários amigos me receberam em cada lugar, então eu acabei nem pagando hotel. Torrei todo o meu dinheiro, mas foi o melhor investimento da minha vida.

Foi terapêutico. Quando a Mainá voltou para o Brasil, assim que ela chegou, ela já recebeu uma proposta de emprego na capital do estado que ela morava. O Gabriel procurou por ela algumas vezes, mas ela não deu bola e logo conheceu outra pessoa, o Murilo. Ela disse assim...

E hoje eu sou casada com o amor da minha vida. Uma pessoa que me respeita, me dá autonomia, que constrói comigo um relacionamento leve. Temos dois filhos e eu quero envelhecer do lado dele. Porque eu sou livre, mas eu tenho um parceiro de verdade do meu lado. E isso muda tudo.

Então, sim, existe alguém que vai te respeitar e te completar, mas você precisa sair de onde não existe respeito. Hoje eu tenho uma relação ótima com a minha sogra e eu sei o valor que é ter uma avó presente na vida dos meus filhos, um ambiente saudável e tudo mais. Então, de verdade, não se humilhem.

Pensem no longo prazo. Eu quando terminei, pensei exatamente nisso. Eu ia querer essa vida pra mim? Eu ia querer criar filhos sem conviver com a avó deles? Porque eu já tava planejando me afastar dela no futuro. E aí eu me perguntei, pra quê? É a mãe dele.

E aquilo clareou tudo para mim. Então, o meu conselho para quem está passando por isso é pensem a longo prazo. Pensem em vocês. Não importa se você namora, se está noiva, se é casada, se já tem filhos. Não se humilhe. Não aceite menos do que você merece.

Eu sei que não é fácil, mas não é impossível. E principalmente lembrem-se, vocês existem. A opinião de vocês importa. E vocês precisam colocar limites em prol da própria felicidade. E essa foi a história de hoje. E aí, o que você faria se essa sogra fosse sua?

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