AQUELE DOS GÊMEOS
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Paloma
- A história de vida de Mateus e Mariana e a dinâmica familiarMateus demandava muita atenção·problemas de saúde mental e drogas·Mariana era quieta e estudiosa·Mariana se sentia sozinha e não vista
- A gravidez da nora Bianca e o conflito com MarisaBianca e Mateus esperam o primeiro bebê·Mateus exige que Marisa mude a data de volta·nora chateada com a decisão de Marisa·acusação de favorecer os gêmeos
- A gravidez de gêmeos de Mariana e o apoio da mãe MarisaMariana mora no exterior·Marisa planeja viajar para ajudar·descoberta da gravidez de gêmeos·relação entre mãe e filha melhorando
- A defesa de Marisa sobre sua decisão e a reação da famíliaMarisa não tem neto favorito·não é justo deixar a filha sozinha com gêmeos·nora tem a própria mãe para ajudar·Mateus e Bianca egoístas
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Only in theaters Oi pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é aquele dos gêmeos, e quem conta essa história é a Marisa. E é mais uma história da categoria Do Outro Lado da Moeda. Que para quem não sabe é quando a história é contada da perspectiva da sogra, né, ou da família da sogra, a respeito da nora ou do genro. Então é um basicamente se essa nora fosse minha.
E como esse é um episódio do outro lado da moeda, eu trago a história em primeira pessoa, exatamente nas palavras da Marisa, para garantir que o que ela sentiu e o que ela pensou seja transmitido da forma mais fiel possível. Mas antes de começar, eu quero trazer um pouquinho de contexto que a Marisa não vai entrar muito em detalhes ali durante o relato dela, mas que eu achei importante para a história. Então vamos começar? A Marisa tem dois filhos, o Mateus e a Mariana.
Hoje o Mateus tem 28 anos e a Mariana tem 24. E o Mateus, ele foi um filho que sempre demandou muita atenção. Desde criança ele tinha muitos problemas na escola, volta e meia ele levava uma suspensão, e na adolescência ele chegou a ser expulso de duas escolas diferentes. E conforme o Mateus foi crescendo, as coisas parece que foram ficando cada vez mais difíceis. Ele passou a ter muitas questões de saúde mental, Começou a usar drogas, e enfim, ele demandava cada vez mais atenção dos pais.
Então, desde a infância do Mateus até ele chegar na idade adulta, a Marisa e o marido dela, o Otávio, passaram anos buscando alternativas para corrigir os comportamentos do Mateus da melhor forma possível e ajudar o filho nas questões que ele tinha. E deu muito certo. O Mateus começou a fazer terapia, praticar esportes, parou de usar drogas, e hoje ele tem uma vida muito boa. Só que enquanto tudo isso acontecia, tinha também a Mariana, que era a filha que não dava trabalho.
A Mariana era 4 anos mais nova, era quietinha, estudiosa, extremamente responsável desde muito cedo. E muito organizada com as coisinhas dela. Enfim, a Mariana era o oposto do Mateus. E aí o Mateus cresceu, né, melhorou, e a Marisa finalmente pôde respirar e sentir que o trabalho dela tava feito, né, que tava tudo bem, tudo resolvido. Até que um dia, numa briga entre o Mateus e a Mariana, já adultos, A Mariana disse para o Mateus ali na hora do nervoso que ela nunca pôde contar com os pais porque eles estavam sempre vivendo em função dele.
E o Mateus disse que ele não se importava nem um pouco com isso e que era um problema dela. Enfim, a briga passou, os dois se desculparam, se resolveram e ficou tudo bem. Mas ali foi a primeira vez que a Marisa soube que a filha se sentia assim. Ela e a Mariana realmente não tinham uma relação muito próxima, mas ela achava que era da personalidade da filha mesmo, que a Mariana era uma pessoa mais reservada. E aí, depois que isso tudo aconteceu, ela foi procurar a Mariana para conversar.
E a Mariana, aos prantos, colocou tudo para fora. Ela disse que também passou por muita coisa, que ela se sentia sozinha, que ela não tinha amigas, que ela sofreu bullying na escola por muitos anos por estar acima do peso na adolescência, mas que ela nunca sentiu que ela podia recorrer aos pais porque eles estavam sempre preocupados e envolvidos nos problemas do Mateus. E ela disse também que ela dava indícios de que não tava tudo bem com ela, mas que ninguém percebia, que ela nunca se sentiu vista de verdade, nem pelo pai nem pela mãe.
E aquilo doeu muito na Marisa, atingiu ela em cheio assim. E olhando para trás, ela e o marido sentem que realmente falharam com a Mariana nesse sentido. E ela disse que só hoje que ela entende que o fato de uma criança não dar trabalho não quer dizer que ela não enfrenta nenhum problema. Bom, foi depois disso que a Marise entendeu um pouco porque que ela e a Mariana tinham uma relação mais distante. Mas pouco tempo depois, a Mariana recebeu uma oportunidade para estudar fora do país e ela foi.
Então, a Marisa sente que ela nunca teve a chance de se redimir com a filha. Então, esse é o pano de fundo e é em cima disso que essa história acontece. Contexto dado, a partir daqui A história segue nas palavras da Marisa. Oi, gente, me chamo Marisa, tenho 49 anos e gostaria de saber de vocês se agi errado com a minha nora. Há alguns meses eu descobri que minha filha Mariana, de 24 anos, está grávida. Nós não temos a melhor das relações, mas eu fiquei muito emocionada quando descobri que ia ser avó pela primeira vez.
Minha filha mora no exterior, então eu disse para ela que eu poderia viajar para ajudar antes e depois do parto se ela quisesse. Ela concordou e planejamos que eu chegasse algumas semanas antes da data prevista e ficasse até o bebê ter cerca de 2 a 3 meses. Meu marido também vai estar lá para o parto, mas volta logo depois porque precisa trabalhar. Um tempo depois, descobrimos que a Mariana na verdade estava grávida de gêmeos.
Então é claro que ela ia precisar de ainda mais ajuda, e eu tava muito feliz por ela me querer lá, me deixar cuidar dela, e enfim, participar desse momento tão importante. A nossa relação tava melhorando e eu queria muito aproveitar essa oportunidade para focar 100% na minha filha. Só que algumas semanas depois que a minha filha anunciou a gravidez, meu filho Mateus, de 28 anos, anunciou que ele e a minha nora Bianca também estavam esperando o primeiro bebê.
E eu fiquei muito feliz com essa notícia. Quem não ficaria? 3 bebezinhos na família! Principalmente porque eu amo a minha nora. Ela e o Mateus estão juntos desde adolescência, então Ela é como uma filha para mim, de coração. Mas quando meu filho veio me contar que a minha nora estava grávida, ele já chegou dizendo que eu teria que mudar a data da minha volta e voltar para casa um mês antes do planejado, porque ele e a minha nora também precisariam da minha ajuda.
E isso me pegou de surpresa, porque a minha nora tem uma relação ótima com a mãe. A mãe dela é uma pessoa maravilhosa, a gente sempre se deu muito bem. Então eu falei para o meu filho que com certeza ia ajudar eles com o bebê, mas não ia voltar antes do planejado, porque a minha filha vai estar num país diferente com dois bebês recém-nascidos, praticamente sozinha, porque o meu genro vai ter que voltar a trabalhar logo. E a família dele também mora aqui, não tem como viajar para lá para ajudar.
E eu disse para ele que enquanto isso a minha nora tem a própria mãe para ajudar nos primeiros dias, e logo depois eu já chego de viagem também. Enfim, a minha nora tava junto na hora e ela ficou muito chateada comigo. Ela disse que não era justo que a minha filha estivesse recebendo toda a minha ajuda e todo o meu apoio, porque na verdade nós duas, eu e a minha nora, éramos muito mais próximas do que eu e minha filha nunca fomos.
Ela também disse que eu estava favorecendo os gêmeos em relação ao outro neto e que o filho dela já estava sendo deixado de lado por conta dos netos favoritos. Eu tentei explicar que eu não tenho neto favorito e que isso não se tratava de escolher os gêmeos em vez do filho dela. Eu só não achava justo deixar a minha filha e o meu genro completamente sozinhos com gêmeos recém-nascidos quando a minha nora teria a própria mãe ajudando e apoiando ela, e ela também teria minha ajuda logo depois, mas não foi o suficiente.
Ela me disse que eu era como uma mãe para ela e que ela queria a família toda no hospital no dia do parto. Ela também disse que a minha filha não fazia questão de se dar bem comigo e me tratava de um jeito muito frio. Eu admito que eu não gostei quando ela começou a falar da minha filha assim. E eu acabei dizendo para eles que os dois estavam sendo egoístas e que ela nunca deveria esperar que eu escolhesse ela em vez da minha própria filha.
E aí os dois ficaram bravos e foram embora. No outro dia, o meu filho me ligou e me disse que eu era uma péssima pessoa e uma péssima avó, e que a família da minha nora concorda com eles. Mas eu fiquei sabendo por outras pessoas que na verdade a mãe dela tá bem triste com isso, sentindo que a filha não se sente segura só com ela. Mas eu tenho certeza que não é isso, porque ela é uma ótima mãe. Eu acho que a minha nora só idealizou esse momento e tá frustrada por não acontecer como ela esperava.
Meu marido me apoia e acha que eu estou certa e que Meu filho e minha nora estão sendo sim egoístas, mas eu realmente não sei mais o que fazer. Se eu pudesse me dividir em duas, eu com certeza faria isso, mas eu não posso. Eu assumi um compromisso com a minha filha e nesse momento ela é quem precisa mais de mim. Então não seria justo deixar ela em segundo plano de novo para suprir as expectativas do meu filho e da minha nora. Eu tô errada?
E, gente, eu não sei vocês, mas eu acho que não. Eu acho inclusive que o Mateus tá tão habituado a ser prioridade, né, a ser tratado como prioridade, que eu acho que é isso que tá doendo mais, ver que a Mariana tá sendo o foco nesse momento, né, que as atenções estão centralizadas na Mariana nesse momento. Não sei, essa é a sensação que me passa. E vocês, o que que vocês acham? O que vocês fariam se essa nora fosse de vocês? E essa é a história de hoje.
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