Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DA CONTA

25 de setembro de 202612min
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Assuntos4
  • A situação financeira complicada dos pais de Júliosogro demite administrador da empresa·sogro não paga INSS·casa bloqueada judicialmente por dívidas
  • O impacto da situação dos sogros na vida de Camila e Júliotensão nos encontros familiares·sogro pede dinheiro constantemente·ressentimento de Camila com o sogro
  • A história de amor e família de Camila e Júlioreencontro e início do namoro·adoção da filha de Camila·boa relação com a sogra
  • A busca por soluções e o dilema de Camilatentativas de regularizar aposentadoria·Camila abre conta secreta para a sogra·comparação com a previdência dos próprios pais
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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Oi pessoal, voltei com mais uma curtinha do Se Essa Sogra Fosse Minha. As curtinhas são relatos breves de situações que as pessoas passaram ou estão passando e contam nas suas próprias palavras, às vezes como um alerta, às vezes como um desabafo, mas geralmente em busca de conselhos. Então se você tem um conselho ou comentário Participe do nosso grupo do Telegram Se Essa Sogra Fosse Minha usando a hashtag do episódio. E a hashtag de hoje é #conta.

E quem conta essa história é a Camila. A Camila começa o email dizendo assim: Olá, sou muito fã do podcast, já ouvi todos os episódios e cada vez amo mais a minha sogra. Queria pedir conselhos sobre uma situação que envolve a minha sogra Mas principalmente o meu sogro. Sou casada com o Júlio há quase 5 anos. Ele tem 43 anos e eu tenho 39. Eu conheci o Júlio quando eu tinha 19 anos. Na época, nós dois estávamos em outros relacionamentos, então não aconteceu nada, mas continuamos amigos pelas redes sociais e conversando de vez em quando.

Anos depois, quando eu tinha 27 anos, uma filha de 4 anos e era mãe solo— digo era porque hoje o Júlio adotou a minha filha e a relação deles é linda— nós nos reencontramos. Dessa vez os dois estavam solteiros. Mesmo assim, demoramos uns 2 anos para realmente começar a namorar, muito por medo da minha parte. Eu tinha receio de envolver a minha filha, não dá certo, e ela acabar sofrendo com isso. Quando finalmente começamos a namorar, conhecemos as famílias um do outro e tudo aconteceu de uma forma muito tranquila.

Desde o começo eu me dei muito bem com a minha sogra e eu sinto que sou de verdade a filha que ela não teve. Eu tenho um carinho enorme por ela e sinceramente considero ela uma segunda mãe. Então, pela sogra, vocês já viram que esse episódio poderia ser uma capinha cor-de-rosa, né? Que para quem não sabe, quem tá chegando agora, a capinha cor-de-rosa é quando a sogra é boa. Não significa que é um final feliz, que é sempre uma história boa, não, mas a sogra é boa.

Nesse caso, se fosse pela sogra, né, poderia ser uma capinha rosa. No entanto, como existe um conflito com o sogro, eu optei por colocar a capinha amarela. Beleza? Voltando para a história. Namoramos por 5 anos antes de casar e contando todo o tempo já estamos há quase 12 anos juntos. O problema começou a ficar mais evidente por causa da situação dos pais dele. Quando o Dili tinha uns 13 anos, a família passou por uma grande mudança de vida.

Ele estudou em uma das melhores escolas, foi várias vezes para Disney, mochilou pela Europa, fez uma ótima faculdade particular de odontologia e sempre teve acesso a viagens internacionais. Tudo isso aconteceu principalmente porque a minha sogra sempre foi muito trabalhadora. Ela realmente construiu muita coisa com o próprio esforço. Meu sogro acabou entrando junto nesse negócio que ela criou e que deu muito certo na área de confecção de roupas.

Só que apesar de ter participado, Ele nunca foi uma pessoa muito dedicada ao trabalho. Em determinado momento, a empresa tinha um administrador e o meu sogro acabou demitindo esse funcionário muito por ego, porque ele acreditava que ele conseguiria administrar tudo sozinho. E foi aí que as coisas começaram a desandar. Ele nunca pagou o INSS. Nem o dele, nem o da minha sogra, nunca. Durante muitos anos, mesmo assim, eles conseguiram manter o negócio e aquele padrão de vida, porque a minha sogra era realmente muito boa no que fazia.

Ela trabalhava demais e, como eu costumo dizer, foi levando tudo na raça e por Deus. Só que agora eles chegaram à velhice. A minha sogra tem 80 anos Meu sogro tem 79 e nenhum dos dois tem aposentadoria. Nós já tentamos de tudo, contratamos advogado para tentar regularizar a situação e conseguir aposentadoria, mas até agora nada deu certo. Eles moram em um condomínio muito bom, de alto padrão na nossa cidade. A casa é quitada e tem um valor bem alto, mas existe outro problema.

Ao longo dos anos, meu sogro acumulou dívidas e processos com vários credores, e por isso a casa está bloqueada judicialmente para venda, justamente por ser a única moradia deles. Então eles estão em uma situação muito complicada. Eles têm uma casa que vale bastante dinheiro, mas não podem vender, e ao mesmo tempo tem dificuldade para manter financeiramente. A própria casa. Nós não conseguimos morar com eles e eles também não conseguem morar com a gente porque o Júlio e o pai não tem uma boa relação.

Se a gente morasse junto, sinceramente eu acho que um dos dois infartaria, e eu aposto no Júlio, mesmo ele sendo mais novo. Eu tento ajudar em tudo que eu posso e até no que eu não posso, mas essa situação tá ficando cada vez mais pesada financeiramente E principalmente tá desgastando muito a relação do Júlio com os pais. E tem um detalhe importante: o Júlio é filho único. Então, no fim das contas, é ele ou ele e eu, né? Minha sogra costuma falar bastante mal do marido.

Eu vejo muito mais como um desabafo, e eu consigo entender o lado dela. É um misto de decepção e um sentimento de traição. Só que de tanto acompanhar tudo isso, eu percebi que eu comecei a criar um ranço enorme do meu sogro, e eu não queria sentir isso. Quando a gente marca um almoço com eles no fim de semana, por exemplo, quando chega perto da data, eu fico ansiosa a semana inteira. Porque o clima é muito tenso. O meu sogro vive pedindo dinheiro para o Júlio, só que nós não temos condições de sustentar duas casas e muito menos de manter o padrão de vida que eles tinham antigamente.

Mas mesmo assim ele parece não aceitar que aquela realidade acabou. Às vezes ele sai escondido de casa para ficar passeando em vários mercados e comprando coisas em promoção, assim, coisas que ele nem precisa. E depois falta dinheiro para pagar as coisas mais básicas. E aí ele faz o maior drama com o Júlio, e o Júlio fica naquela situação de não saber mais o que fazer. O meu sogro também sai muito sozinho e ele já até passou mal na rua, então Nós ficamos preocupados, só que a gente trabalha e não tem como ficar vigiando um homem de quase 80 anos o dia inteiro.

Quando a gente fica sabendo de alguma coisa, já aconteceu. E eu me vejo completamente dividida. Eu quero ajudar, principalmente a minha sogra, porque eu sinto que ela não merece tá passando por isso. Eu até abri uma conta num banco virtual com cartão de débito, deixei com ela sem o meu sogro saber, E eu sempre coloco um dinheirinho para que ela possa fazer uma unha, comprar alguma coisa para ela, ter um pouco de liberdade para gastar com algo que ela queira, porque eu sinto que o meu sogro não se preocupa nem com isso.

Eu quero ser parceira do Júlio, quero ajudar ele porque ele é um ótimo marido, um ótimo pai, e eu sei que tudo isso também pesa muito para ele, mas ao mesmo tempo Eu confesso que às vezes eu fico ressentida. Eu não tô acostumada com esse tipo de situação. A minha infância foi muito apertada financeiramente, mas nunca faltou nada. Os meus pais sempre foram muito pé no chão e pensaram no futuro. Hoje os dois estão aposentados e super tranquilos.

E às vezes eu penso: os meus pais fizeram tudo certinho justamente para não depender dos filhos na velhice. Então por que que eu tenho que passar por isso? Eu sei que não é culpa do Júlio, eu não desconto nele. Tudo que eu faço para ajudar eu faço de coração e porque eu amo ele, eu quero estar ao lado dele, mas eu confesso que tá ficando difícil. Então eu queria muito ouvir conselhos. O que vocês fariam nessa situação? Será que existe alguma alternativa legal ou financeira que eu não tô vendo e que possa ajudar os dois?

E principalmente, como lidar com tudo isso sem deixar que o ressentimento com meu sogro afete o meu casamento e a minha relação com a minha sogra? Eu realmente quero ajudar, só que eu não sei mais como fazer isso sem acabar me desgastando também. E é isso, essa é a história de hoje. E aí, O que você faria se essa sogra aí, principalmente se esse sogro fosse em seus? Participe do nosso grupo do Telegram, Se Essa Sogra Fosse Minha, usando a hashtag do episódio, e conta pra gente como você reagiria ou dá uns conselhos aí.

Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos ou se tiver uma história boa pra contar, é só mandar pro seessasografosseminha@gmail.com que a gente conta aqui. De forma anônima. O Se Essa Sogra Fosse Minha é um programa independente, então se você gosta, se identifica, segue a gente, ativa o sininho para receber as notificações dos novos episódios, compartilha com alguém que você acha que pode gostar do nosso conteúdo e apoie quem nos apoia.

Obrigada para quem ouviu até aqui, um beijo, vocês são demais! E agora, para vocês que ficaram aqui até o final, gente, esse tipo de história me frustra num nível Porque, poxa, a mãe do Júlio trabalhou, conseguiu um destaque numa área, conseguiu, cara, ela conseguiu se dar tão bem que pôde viajar para Disney, pôde proporcionar estudo para o filho dela, pôde proporcionar viagens para o filho dela, tudo isso. E aí o pai do Júlio vem meter a mão porque ele acha que ele consegue fazer o trabalho do administrador.

A partir daí não paga mais nada. E aí, depois de trabalhar tanto, uma vida inteira, de proporcionar muito conforto e muitos benefícios para família toda, a sogra tá nessa situação, a mãe do Júlio tá nessa situação de não ter um dinheirinho dela porque confiou essa responsabilidade na mão do marido. Que difícil, gente. A galera acha que eu sou antissogra, mas nessa história, por exemplo, honestamente, quem eu mais fico com pena é da sogra.

Inclusive, eu quero deixar registrado que eu amei a atitude da Camila de ter aberto uma conta, né, com cartãozinho clandestino para sogra, para ela poder fazer uma unha, comprar um perfume, fazer alguma coisinha para ela. Porque esse marido dela claramente não se importa. E é um daqueles casos que no final é isso, mulheres cuidando de mulheres. Enfim, mas achei bem frustrante pensar que a sogra trabalhou a vida inteira para agora tá nessa situação de depender dos outros.

E é isso, bom final de semana para vocês e obrigada de novo para quem ouviu até aqui. Os de verdade eu sei quem são. Um beijo, vocês são demais, demais, demais mesmo.

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