Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DA IRREDUTÍVEL

21 de julho de 202618min
0:00 / 18:04

Este episódio conta com a participação da Mariana Uribe do podcast "Eu conto ou você conta?". Obrigada, Mare! ♥

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Participantes neste episódio4
P

Paloma

Host
F

Fernanda

ConvidadoAdvogada familista
M

Mariana Uribe

ConvidadoPodcaster
R

Ricardo

ConvidadoPublicitário
Assuntos4
  • Vínculo e Relacionamento SaudávelConflito sobre o cachorro · Pipoca · Sogra irredutível · Controle e ameaças do marido
  • Fernanda Montenegro· CulturaDecisão de sair de casa · Trabalhar da casa dos pais · Transferir responsabilidades para o marido
  • O Cuidado com o Trabalho e o DescansoHome office · Visita anual dos pais do marido · Adaptação do espaço de trabalho
  • Críticas e sincericídios dos ouvintesDiscordância com amiga de Fernanda · Crítica à omissão do marido · Sugestão de devolver o marido
Transcrição42 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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PPaloma

Oi pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é aquele da Irredutível, e quem conta essa história é a Fernanda.

?Voz E

Se você segue o podcast lá no Instagram pelo @seessasografosseminha, provavelmente você até já sabe do que se trata, porque Uma versão bem resumida dessa história já saiu lá no Instagram e tá dando o que falar, mas aqui vão ter mais detalhes da história.

PPaloma

Então vamos começar? A Fernanda e o marido dela, Ricardo, estão juntos há 7 anos e casados há 4. Quando eles se conheceram foi na faculdade e a Fernanda tava no terceiro ano da faculdade de design e o Ricardo no último ano do mesmo curso. A faculdade em que eles estudavam ficava em São Paulo capital, e a Fernanda já morava no estado de São Paulo, mas ela morava mais no interior ali. O Ricardo não, a família dele toda morava em Minas Gerais, e o Ricardo foi para São Paulo justamente para estudar.

Ele foi porque ele conseguiu uma bolsa de 100% na faculdade. Depois de formada, a Fernanda seguiu carreira na área do design gráfico. Hoje ela trabalha em home office como freelancer para indústrias têxteis.

?Voz E

Pelo que ela me explicou, o que ela mais faz é diagramação daqueles catálogos de roupas para confecções e malharias.

PPaloma

Já o Ricardo acabou indo para uma área mais de projetos, desenho técnico, essas coisas. Ele trabalha num escritório de engenharia, então, de segunda a sexta-feira, ele sai de casa todos os dias por volta das 6 horas da manhã e volta para casa lá pelas 18:30. Eles moram juntos desde que a Fernanda se formou, mas eles optaram por continuar em São Paulo capital. Eles moram num apartamento de 2 quartos, sendo que um dos quartos é o que eles dormem, e no outro eles montaram um escritório para Fernanda.

Os dois ainda não têm filhos, mas eles têm um Pipoca. O Pipoca é um shih tzu de 11 anos, bem pequenininho, com a pelagem branca, e ele é extremamente bem cuidado. O Pipoca toma banho no pet shop toda semana. A Fernanda e o Ricardo pagam um rapaz que busca ele para passear todo dia, né, para ele dar uma voltinha e conviver com outros cachorros. A Fernanda até disse que ela tentou colocar ele naquelas creches de pet, mas ele não se adaptou.

?Voz E

Ela acha que foi por conta dele já ser um senhorzinho.

PPaloma

O Pipoca já não corre mais, não pula. Então, tirando esse tempo que ele sai para dar uma voltinha, ele fica o resto do dia no pé da Fernanda, quando ele não tá deitadinho na caminha que fica embaixo da mesa de trabalho dela. Ele tá no lugarzinho favorito dele do sofá. Como eu disse, a família do Ricardo é de Minas Gerais e os pais dele visitam ele e a Fernanda uma vez por ano. É uma viagem bem longa, então quando eles vêm, eles ficam por 2 semanas no apartamento do casal.

A Fernanda disse que os pais do Ricardo hoje têm uma condição financeira muito boa. E se eles quisessem, eles poderiam sim se hospedar num bom hotel, mas eles preferem ficar no apartamento do filho para aproveitar todo o tempo que eles têm com o Ricardo. Só que como a Fernanda trabalha de casa, você já deve imaginar como são essas visitas, né? No fim, é a Fernanda que acaba tendo que ficar o dia inteiro com os sogros arrumando mesa de café da manhã, cozinhando ou providenciando alguma coisa para o almoço.

Eles também têm o costume de tomar café da tarde na mesa. Enfim, é a Fernanda que fica fazendo sala para os sogros o dia inteiro enquanto trabalha. Além disso, todos os anos, antes de cada visita, ela meio que desmonta o escritório dela para liberar o quarto para os pais do Ricardo.

?Voz E

Ela tira o computador, monitor, mesa, a cadeira ergonômica dela, que ela fala que é uma cadeira bem grande.

PPaloma

Enfim, tira todos os equipamentos que fazem parte da rotina de trabalho dela e leva tudo para sala, num cantinho improvisado, o que é bem chatinho. Mas ela disse que ela realmente não se importa de fazer isso porque é só uma vez no ano. E como eles ficam 2 semanas, ela faz de tudo para que eles se sintam confortáveis. Ela também faz uma faxina no apartamento todo, deixa tudo limpinho, impecável, arruma a cama mesmo já tendo, né, lençóis, cobertores, fronhas limpos.

Ela lava tudo de novo para ficar com aquele cheirinho de amaciante, sabe, quando eles chegarem. E faz questão de abastecer a geladeira e os armários com frutas, leite, pães frios, lanchinhos rápidos, enfim, tudo para que os pais do Ricardo se sintam bem recebidos.

?Voz D

Mas ela disse assim: apesar disso, apesar de todo o meu esforço para que tudo corra bem, parece que nunca é o suficiente, porque todos os anos a gente tem a mesma discussão.

PPaloma

Todo ano, antes da visita, a sogra da Fernanda pede nessas palavras se não tem como a Fernanda se livrar do Pipoca por 2 semanas.

?Voz D

Ela não chama ele de Pipoca, ela diz: será que não tem como você se livrar desse cachorro só até a gente ir embora?

PPaloma

A sogra da Fernanda não gosta de cachorro e ela diz que não consegue ficar num lugar onde tem cachorro. Ela acha antigiênico ter um cachorro dentro do apartamento e o fato do Pipoca subir no sofá da sala é um absurdo para ela.

?Voz D

A Fernanda disse assim: a minha sogra fala que ela percebe que eu me esforço para eles se sentirem bem aqui, Mas que ela não consegue ficar à vontade sabendo que o nosso cachorro circula livremente pela casa.

PPaloma

Então, todo ano essa discussão acontece. A sogra pede para Fernanda se ela não tem um outro lugar para deixar o Pipoca, uma casa de amigos, um hotel para pet, qualquer lugar que não seja ali. E a Fernanda disse que nas primeiras vezes ela ouviu o que a sogra tinha para dizer, Explicava que o Pipoca era limpinho, que ele já é velhinho, super tranquilo, que não incomodava ninguém, mas era a mesma coisa que nada. E ela nunca cogitou separar ele dela para agradar a sogra.

Então, no fim, ela sempre diz: não, sogra, isso não vai acontecer. E aí a conversa também sempre termina Igual, com a sogra dizendo que a Fernanda é irredutível.

?Voz E

Ela adora chamar a Fernanda assim.

?Voz D

Parece que ela aprendeu essa palavra quando me conheceu, porque sempre que ela vai falar de mim, essa é a palavra favorita: a Fernanda é irredutível.

PPaloma

Na última discussão que elas tiveram sobre isso, a sogra disse que não tava pedindo nada demais.

?Voz D

Ela disse assim: meu Deus, Fernanda, eu só te peço 2 semanas por ano, 2 semanas, o cachorro tem o ano inteiro com vocês.

PPaloma

E a Fernanda se mantém firme no não. O problema e a razão pela qual a Fernanda acha que a sogra se sente à vontade para continuar batendo nessa tecla é que o Ricardo não fala nada. Ele sabe de tudo, vê a discussão acontecendo e não se posiciona em nenhum momento.

?Voz D

A Fernanda disse assim: ele nunca disse para os pais dele que o cachorro mora aqui, que a casa também é minha, nunca disse que o pedido deles é extremamente inconveniente. Ele só fica quieto. Então sobra para mim ser a nora difícil todo ano. A nora irredutível, como a minha sogra ama pontuar.

PPaloma

Só que agora a Fernanda cansou. Ela tá de saco cheio de ficar tudo em cima dela enquanto o Ricardo só assiste a coisa toda acontecer. E foi por isso que ela resolveu escrever, porque esse ano, quando a sogra pediu de novo se ela não poderia se livrar do Pipoca, ela decidiu que não ia mais discutir sobre isso.

?Voz D

Eu falei com os meus pais, me organizei e decidi que não vou passar por isso de novo. Esse ano eu vou passar esse período da visita na casa dos meus pais e vou levar o meu cachorro comigo. Assim, a minha sogra não precisa conviver com ele e eu também não vou precisar conviver com ela.

PPaloma

A Fernanda vai viajar para casa dos pais um dia antes dos sogros chegarem e volta um dia depois que eles forem embora.

?Voz E

Ela não vai nem ver os pais do Ricardo esse ano.

PPaloma

Ela disse que ela tem um notebook que ela não costuma usar, mas que dá para quebrar um galho. Então ela vai trabalhar da casa dos pais durante essas duas semanas. Ela disse que não vai fazer uma super faxina na casa, não vai desmontar o escritório e muito menos sair para fazer compras e deixar os armários e a geladeira abastecidos para os pais do Ricardo.

?Voz D

Quem vai organizar o quarto, cuidar da alimentação, enfim, resolver toda a logística da visita vai ser o Ricardo sozinho. Já que ele nunca achou necessário participar dessa conversa com os pais, eu acho justo que ele participe pelo menos das consequências.

PPaloma

A Fernanda conta que ela conversou com uma amiga sobre isso e a amiga dela disse assim: Ai, Fê, posso ser sincera?

?Voz D

Eu acho que você tá sendo mesquinha de se vingar do Ricardo desse jeito.

PPaloma

Então ela disse que quer deixar claro que ela não tá fazendo isso como uma vingança, Ela não tá nem com aquela sensação de, ai, agora você vai ver o que é bom. Pelo contrário, ela sempre fez sozinha todas as coisas que o Ricardo vai ter que fazer sozinho. Isso nunca foi um problema para ninguém. Ela disse que não é uma vingança, que ela só tá parando de assumir um problema que nunca deveria ter sido só dela. E é isso. Essa foi a história de hoje. E aí, o que você faria se essa sogra fosse sua? E esse marido?

MUMariana Uribe

Fala, galera! Mari por aqui do podcast Eu Conto ou Você Conta. Vim aqui dar o meu 5 centavos sobre essa história. Fernanda, eu discordo completamente da sua amiga. Eu não acho que você tá sendo Pipoca. Quando alguém vai se hospedar na nossa casa, essa pessoa também tá aceitando toda a realidade que aquilo ali inclui: criança, gato, cachorro, faz parte. E o Pipoca, gente, coitado, ele não apareceu ontem, né? Sua sogra já sabe que ele existe há anos e continua na mesma narrativa.

Agora, sair da sua própria casa, eu não sairia. A casa também é sua. O que eu acho que você precisa fazer é conversar seriamente com seu marido. Se os pais dele têm uma boa condição financeira, por que que precisa ficar hospedado na sua casa? Eles podem muito bem pagar um hotel, passar o dia inteiro com vocês, almoçar, jantar, passear, e no fim do dia cada um vai para o seu canto. Tem uma coisa que me incomoda mais ainda: você trabalha de casa e eu também.

Eu sei como é difícil. Não é só simplesmente receber uma visita, A gente perde todo o nosso espaço, rotina e privacidade por vários dias, mesmo que seja apenas uma vez no ano. Convenhamos aqui que a sua sogra chega com a casa limpa, geladeira abastecida, tudo organizado, e ainda quer que o Pipoca desapareça. Fica fácil ser visita assim, né? Seu marido Ricardo precisa se posicionar. Sinceramente, um cara que não consegue conversar com a própria mãe e defender a dinâmica da casa que ele construiu com você, isso é muito preocupante.

Você não deveria estar sozinha carregando todo esse desgaste, não. Tem que dividir as responsabilidades com seu marido. Se você ainda assim resolver sair de casa, não faça nada antes dessa visita. Deixe que o seu marido veja o quanto você trabalha para que tudo esteja organizado e preparado para sua sogra. Mas caso você escute os conselhos aqui dessas pessoas e o meu também, não saia de casa. E eu posso acrescentar mais uma coisa?

Se eu fosse você, eu ainda pegava mais um cachorro e devolvia seu marido para sogra. Um cachorro bem grande, filhote, cheio de energia, que bagunça, que pula em cima da sua sogra, deixa a casa cheia de pelo. Se eu fosse você, eu ainda fazia isso para quem sabe ela não se que tá na hora dessa visita não ser mais na sua casa. Se ela tá tão incomodada com seu pet, então é melhor que a sua sogra se hospede em outro lugar. E vai dar muito menos trabalho se você devolver o seu marido e adotar um gatinho, viu?

Brincadeiras à parte, essa é minha opinião. Obrigada, Paloma, pelo convite. E se vocês aí também gostam de histórias que fazem rir, chorar ou passar um pouco de raiva igual essa aqui, passa lá no Eu Conto, Você Conta, tá, gente? Um beijo e até já já!

PPaloma

Participe do nosso grupo do Telegram, Se Essa Sogra Fosse Minha, usando a hashtag do episódio, e conta pra gente como você reagiria ou dá uns conselhos aí. Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos ou se tiver uma história boa para contar, é só mandar para o seessasografosseminha@gmail.com. Que a gente conta aqui de forma anônima. O Se Essa Sogra Fosse Minha é uma produção independente, então se você gosta, se identifica, segue a gente, ativa o sininho para receber as notificações dos novos episódios, compartilha com alguém que você acha que pode gostar do nosso conteúdo e apoie quem nos apoia.

Obrigada para quem ouviu até aqui, um beijo, vocês são demais! E para quem ficou aqui até o final, eu trouxe alguns comentários que tiveram na publicação desse, dessa história lá no Instagram. Repercutiu muito, tem mais de 2.400 comentários lá, mas eu trouxe alguns.

?Voz D

E o primeiro foi o da Rai, que disse assim: a mãe do meu marido deu a minha cachorra quando eu viajei, foi na minha casa, e disse para um rapaz que estava trabalhando lá que ele poderia levar a cachorra.

PPaloma

Ele falou então com o meu marido, que tomou um susto e disse: não, se você levar, eu vou ter que buscar.

?Voz D

Duvido que hoje ela tenha essa coragem.

PPaloma

E aí algumas pessoas responderam para ela: não creio, eu chamaria até a polícia, nunca mais pisava na minha casa. E aí a Rai continua: e detalhe, Eu estava de puerpério na casa da minha mãe, exatamente para evitar de me estressar com ela, né, com a sogra.

?Voz D

Tanto que essa informação foi omitida de mim por um tempo. Meu marido não deixou que levassem minha cachorra, mas fiquei chocada com tamanha petulância. Depois disso, coloquei cada um no seu quadrado.

PPaloma

Daí ela respondeu a moça que falou que não pisaria mais na casa dela, né. Ela disse: e não pisa mesmo, nem eu na dela.

?Voz D

E ela continua dizendo: ela tinha uma necessidade de se mostrar com mais autoridade, sabe, como se precisasse mandar na gente. Mas eu sempre fui muito dona de mim e isso causava alguns desentendimentos. A cachorra foi só a forma mais fácil que ela achou de me atingir, eu imagino. Outra pessoa comentou: uma boa solução, apesar de não ser justo você ter que sair da sua casa, mas é uma boa saída. Assim você tira umas férias e deixa seu marido com o trabalho de cuidar dos pais.

PPaloma

Outra pessoa bela, maravilhosa, disse: o problema sendo literalmente o marido. E aí tem um que eu adorei, da Má, que inclusive esse comentário teve mais de 2 mil curtidas. Eu devolvia o marido para mãe e pegava mais um cachorro para mim.

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