Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DA #MENINA

17 de julho de 202613min
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Participantes neste episódio3
P

Paloma

Host
A

Andresa

ConvidadoTerapeuta
R

Rebeca

Convidado
Assuntos5
  • Sogra inconvenientePreferência pelo sexo do bebê · Opinião sobre nomes · Críticas e reclamações · Falta de respeito
  • Desafios às normas de gêneroDesejo por neta · Comentários sobre o bebê · Rebeca
  • Lidando com recaídasEstabelecer limites · Ignorar comentários · Saúde mental · Andresa
  • História Pessoal da ApresentadoraSogra religiosa · Nome Catarina · Mito sobre meningite · Paloma
  • Nomes de bebês inspirados em jogadoresSugestão de nome Iago · Decisão pelo nome Lucas · Marcelo
Transcrição31 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz D

Oi pessoal, voltei com mais uma curtinha do Se Essa Sogra Fosse Minha. As curtinhas, vocês já sabem, são relatos breves de situações que as pessoas passaram ou estão passando e contam nas suas próprias palavras, às vezes como um alerta, às vezes como um desabafo, mas geralmente em busca de conselhos. Então, se você tem um conselho ou comentário, participe no nosso grupo do Telegram usando a hashtag do episódio. E a hashtag de hoje é menina.

E quem conta essa história é a Rebeca. Então vamos começar. A Rebeca começa o email dizendo assim: Oi, Paloma, tudo bem? Amo seu podcast, já ouvi todos os episódios e confesso que achei que nunca te escreveria. Meu marido Marcelo e eu estamos casados há 5 anos e minha sogra e eu sempre nos demos muito bem, sempre conversamos muito e ela me apoia em tudo. Sempre foi uma pessoa que esteve ao meu lado, me enche de presentes, me elogia para os outros, mas algo que me incomoda muito nela é o quanto ela fala mal das outras pessoas e o quanto ela reclama de tudo.

Tirando isso, nossa convivência sempre foi muito boa e ela sempre foi muito querida comigo. Enfim, o meu ranço começou quando eu ainda tava grávida, pois dias depois de fazer uma surpresa para os meus sogros e para os meus pais a respeito da gravidez, ela começou a me ligar e falar: eu acho que é menina, você tá tendo vontade de comer doce?

?Voz C

Porque se tiver É uma menina. Ou então ela falava: podia tanto ser uma menina para quebrar o coração duro do pai, né? Vai ser uma menina, tem que ser.

?Voz D

Ela fala isso porque o meu marido não tem muitas papas na língua. Quando ele acha ruim algo que ela ou que qualquer outra pessoa faz ou fala, ele chega e fala o que tá pensando na lata. Então ela acha que ele é muito duro com ela às vezes. Mas sinceramente, ele poderia ser até mais, porque ela dá palpite em tudo, reclama, fala mal, enfim. No começo, eu não ligava para isso, eu só achava que ela tava sendo uma pessoa chata. Mas no dia da revelação, que foi algo bem reservado só para os meus pais, irmãos e sogros, assim que nós revelamos que era um menino, algum tempo depois ela me falou na frente dos meus pais Agora você pode engravidar de novo porque eu já tenho um neto homem, então eu quero uma menina.

Nessa hora eu respondi: então peça para sua filha te dar uma menina. Logo que descobrimos que seria menino, meu marido e eu começamos a conversar sobre os possíveis nomes. Eu dei algumas opções para ele que eu gostava e por fim decidimos que o bebê se chamaria Lucas. E começamos a falar para todo mundo da família. Pois bem, um dia fui visitar a minha sogra e quando cheguei lá ela abriu a porta sorrindo e dizendo em voz alta: Cadê o Iago? E eu assim: Quem é Iago, Jesus?

?Voz C

E ela respondeu: Ah, é que eu tava falando com o Marcelo e eu disse para ele que eu gosto muito desse nome. Que o bebê poderia chamar Iago, porque é o mesmo nome do filho de um amigo meu que é chefe de cozinha no melhor restaurante da minha cidade. Então pode ser Iago.

?Voz D

E eu já tava muito de saco cheio de ficar respondendo ela, então eu só falei: é Lucas.

?Voz C

Conversa vai, conversa vem, ela me solta Queria tanto que o bebê fosse uma menininha.

?Voz D

E fez aquele biquinho de choro, sabe? Tadinho, que barra! Nessa hora eu já não aguentava mais. Eu fui embora na mesma hora e liguei para o meu marido e contei tudo, porque ele ainda não sabia de nenhum desses comentários. Ele disse que ia falar com a mãe porque ele achava que ela tava ficando louca, só podia. Alguns meses se passaram e nós fomos almoçar na fazenda deles. E aí novamente ela fala que queria que o bebê fosse uma menina, só que foi a primeira vez que ela falou na frente do meu marido.

E aí o Marcelo respondeu: ah, você quer um bebê que seja menina? Pois então faço o seu. E ela riu achando que ele tava fazendo piada. Isso, eu já tava com cerca de 6 meses de gestação, grávida, cansada, com humor daquele jeito, e ainda tendo que aguentar esses comentários imbecis. Bom, meu bebê nasceu e é a coisa mais linda do mundo. Ele é loirinho, tem olhos claros, mas é a cara do pai. Que não é loiro e não tem olhos claros.

Quando as pessoas perguntam: de onde esse neném puxou esses olhos azuis? Minha sogra responde: ah, é a minha família que tem. E esses cabelos loiros?

?Voz C

Ela responde: a minha filha era loira quando criança.

?Voz D

E Paloma? Eu sou loira, a mãe dessa criança. Enfim, eu não sei se eu tô exagerando, mas eu criei uma birra muito grande dela e agora tudo que ela faz eu penso: nossa, que saco, que preguiça, que vontade de manter distância. Meu marido sempre impõe limites para ela e ela respeita ele, mas ela não me respeita. Eu sempre dou umas cortadas nela quando ela começa a falar mal de alguém ou quando começa a palpitar nas coisas que eu devia ou não fazer.

Mas não adianta. Ela se faz de sonsa e eu não quero ficar fazendo leve-trás pro meu marido porque eu não quero causar uma desavença entre eles. Meu marido mal fala com o pai, mas eu não sei o que fazer. Geralmente eu só ignoro, sabe? Aquele famoso sorri e acene e sigo o baile. Mas ultimamente eu não tô dando conta nem de atender ela no telefone mais. Só que não aconteceu nada demais por agora, é tudo resquício de quando eu tava grávida ou desses comentários relacionados ao meu bebê.

E ela é daquelas pessoas que se eu for conversar com ela sobre isso, ela fala na minha cara: mas eu nunca falei isso! Sabe aquelas pessoas que nunca erram? E se falar que o céu é rosa, aceite que é rosa porque você nunca vai convencer. A pessoa do contrário assim: eu preciso muito de conselhos porque parece que de todo modo que eu faço ela continua sendo inconveniente e chata, muito chata. Mas em contrapartida, eu escuto tantas histórias piores que a minha que eu fico pensando em talvez estar exagerando.

Eu tô exagerando? Por favor, me ajudem a lidar com essa situação. Ah, e tem um detalhe, antes que alguém fale para eu ignorar a presença dela, nós moramos em outra cidade, então todo mês ela vem para nossa casa para ver o bebê e fica cerca de uma semana. Então ignorar a presença dela não é uma opção. E essa foi a história de hoje. E aí, O que você faria se essa sogra fosse sua?

?Voz F

Oi gente, meu nome é Andresa e eu sou de Londrina, no Paraná. A história da Rebeca me irritou aqui da minha casa. Eu teria perdido a paciência rapidinho com essa sogra. Para mim, comentário repetitivo, ele deixa de ser uma brincadeira e ele vira uma falta de respeito. E essa sogra agiu sendo inconveniente a gravidez inteira, dizendo a preferência dela pelo sexo da bebê que nem é dela. Querer opinar no nome e depois tomar para si as características da criança realmente é desgastante, e eu entendo porque a Rebeca criou esse ranço.

Gostaria também de sobrepor que o importante foi o marido ter colocado limite na mãe e mostra que ele priorizou a esposa. E nós como noras não devemos contar as coisas para os nossos maridos para poupá-los e não criar inimizade. Me feriu, eu vou contar sim. Eu também colocaria limites nas visitas. Eu não quero ela uma semana na minha casa, então eu espaçaria isso para uma vez no mês. Chega na sexta e vai embora no sábado, e vida que segue.

Nós não somos obrigadas a ficar em lugares com pessoas que prejudicam a nossa saúde mental. Nós temos que nos priorizar antes de tudo. Então essa sogra é uma inconveniente e eu entendo super a Rebeca. E é isso, gente, um beijo! E Paloma, você é demais!

?Voz D

Participe do nosso grupo do Telegram, Se Essa Sogra Fosse Mim, usando a hashtag #menina e conta pra gente como você reagiria ou dá uns conselhos aí. Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos ou se tiver uma história boa pra contar, É só mandar para o seessasografosseminha@gmail.com que a gente conta aqui de forma anônima. O Se Essa Sogra Fosse Minha é um programa independente, então se você gosta, se identifica, segue a gente!

Ativa o sininho para receber as notificações dos novos episódios, compartilha com alguém que você acha que pode gostar do nosso conteúdo e apoie quem nos apoia. Obrigada para quem ouviu até aqui, um beijo! Vocês são demais! E agora, para quem ficou aqui até o final, de verdade eu sei quem são, eu vou contar uma fofoquinha. Eu não falo muito da minha sogra aqui, né, mas na gravidez da Catarina, que foi meu segundo bebê, eu passei por uma situação parecida com a da Rebeca.

A minha sogra, quando a gente falou que a gente ia ter mais um bebê e que se fosse menina ia se chamar Catarina, A minha sogra enlouqueceu. Ela é muito religiosa.

?Voz C

E aí ela vinha e falava para mim assim: não vai ser uma menina, não vai ser uma menina, porque eu vou rezar para não ser uma menina, só para não ter esse nome, porque esse nome é muito feio. Eu tenho uma prima com esse nome, esse nome é muito feio. Eu não quero, não quero que vocês coloquem esse nome. Eu vou rezar para vir um menino. Para não ter esse nome.

?Voz D

E assim foi. Eu via ela muito pouco, tinha pouco contato com a minha sogra durante a gravidez, mas às vezes que eu via ela, antes da gente saber o sexo do bebê, ela sempre falava: é um menino, eu tenho certeza que é um menino, eu sei que é um menino, eu nunca me engano, é um menino.

?Voz C

Já pode ir preparando a roupinha azul, já pode definir o nome de menino porque é um menino, eu tenho certeza que é um menino. E eu não me engano.

?Voz D

E aí, quando a gente descobriu que era uma menina, não teve chá revelação nem nada do tipo. Acho que o Dani comentou com ela por telefone assim, ah, a gente descobriu que é uma menina e tal. Eu nem conversei com ela quando a gente descobriu. Mas a primeira vez que eu encontrei ela, depois da gente saber, né, que o bebezinho era uma menina, ela disse que agora ela já tava acostumada com o nome. Não tava mais achando tão feio e que na verdade, na verdade, ela sempre soube que era uma menina.

E inclusive, se a gente tivesse mais filhos, ia ser sempre menina, porque o Dani teve meningite na infância e segundo ela, os meninos quando tem meningite, depois quando cresce, só tem um bebê do mesmo sexo, não tem como ter menino e menina. Isso é um mito popular, mas essa é a história do nome da Catarina. E aí, quando a Catarina nasceu, a minha sogra super, nossa, super apaixonada na Catarina. Catarina muito parecida com o meu marido, né, com o Dani.

E a minha sogra ali super apaixonada, e meu Deus, que linda minha Catarina! E aí eu falei para ela, é, mas pode deixar que quando ela crescer Eu vou dizer que a senhora rezou para ela ser menino só para não se chamar Catarina. E é isso aí, agora 8 anos depois estamos aqui com a nossa Catarina, nossa Cat, Kit Kat, como ela gosta de ser chamada. E agora acabou o episódio de verdade. E se você ficou aqui até agora, até o finalzinho, comenta com emojizinho de chocolate para eu saber Vai ser o nosso sinal secreto para eu saber que você ficou até o final. Um beijo, gente!