Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DA CAMISETA

27 de maio de 202613min
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✨ Este episódio conta com o apoio da Insider

A Insider é uma marca de roupas tecnológicas pensadas pro dia a dia: práticas, duráveis, confortáveis e perfeitas pra acompanhar a correria da vida real.

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No episódio de hoje, acompanhamos uma história que mistura conflitos familiares, mágoas antigas e aqueles limites que muita gente só percebe depois que já foram ultrapassados…

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Participantes neste episódio3
P

Paloma

Host
S

Sarah

Convidado
V

Vitor

ConvidadoDiretor-geral
Assuntos3
  • Crise Familiar ContemporaneaMágoas antigas e limites ultrapassados · Serviços domésticos e divisão de tarefas · Machismo na criação e expectativas sociais · Vitor · Sarah · Mãe do Vitor
  • Promoção de camisaO pedido inusitado do Vitor · O aprendizado de passar roupa · A reação da sogra · A defesa do Vitor
  • Silêncio familiar e comunicaçãoUm mês sem falar com o filho · Comentários ácidos e relações estremecidas · A distância da Sarah
Transcrição37 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é... Aquele da camiseta. E quem conta essa história é a Sarah.

E o episódio de hoje conta de novo com o apoio da Insider. Vocês conhecem a Insider, né? A Insider é uma marca de roupas tecnológicas pensadas para o dia a dia. E eu já falei aqui para vocês que quando eu falo tecnológicas, eu não estou exagerando. Tem peça que desamassa no corpo, tecnologia anti-odor, tecido respirável. Então é aquela roupa que acompanha a correria sem virar mais uma preocupação na sua vida.

E eu gosto muito disso, porque com o meu trabalho, com as crianças, com todas as demandas que eu tenho, eu valorizo demais tudo que facilita o meu dia a dia. E isso que eu nem mencionei, o conforto, né? Aliás, olha lá, hein? Estejam avisados. Depois que você acostuma com roupa confortável de verdade, fica difícil voltar atrás.

Então, se vocês quiserem testar, aproveitem para fazer isso usando o nosso cupom, que é impossível de esquecer. Usando o cupom SOGRA no site da Insider, vocês ganham um desconto super especial. E o melhor, o cupom ainda acumula com os descontos que já estão rolando no site. Então, mesmo que uma peça já esteja em promoção, você ainda pode aplicar o cupom, que vai ter ainda mais descontos.

E ainda não acabou. Dependendo do dia que você faz a sua compra, ainda tem benefício extra para quem faz o pagamento no Pix. Eu vou deixar o link e o cupom, tudo bonitinho, aqui na descrição do episódio para vocês poderem entrar e conferir. E para facilitar, clicando no link que está aqui na descrição,

Assim que o site abre, você já tem acesso ao preço das peças com o valor do desconto. Então vamos começar? Eu não sei se vocês lembram, mas no último episódio que teve o apoio da Insider, eu comecei perguntando se alguma vez a sua sogra fez algum comentário sobre a sua roupa, alguma dica de amiga. Vocês lembram, né? Então, a Sarah começou o e-mail dizendo assim.

Oi, Paloma, tudo bem? Sempre ouço o podcast e agradeço muito pela minha sogra atual. Ela é exatamente o oposto das histórias que ouvimos por aqui. Mas quando ouvi que a Insider apoiou o último episódio, lembrei de uma história antiga que talvez tivesse sido evitada se a Insider já existisse lá em 2008 ou 2009. Em 2008, a Sarah era casada com o Vitor.

E ela conta que o casamento deles era bem ok, assim. Mas a mãe do Vitor era terrível. A Sarah disse assim... Minha sogra era uma jararaca. Venenosa que só.

Desde o início do casamento, a Sarah ouvia da sogra que o Victor não deveria fazer nada em casa, nem lavar o próprio prato. A sogra queria que a Sarah lavasse as roupas dele, as louças que ele usava, que a Sarah limpasse a casa toda sozinha.

E assim, ela deixava muito claro, repetidamente, que pra ela seria um absurdo o filho fazer qualquer serviço doméstico, porque na cabeça dela, aquilo era coisa de mulher. No entanto, apesar de ser nascido e criado num ar machista, e cheio de privilégios e regalias em relação às duas irmãs mulheres, o Vitor felizmente nunca concordou com o posicionamento da mãe.

Pelo contrário, a Sarah conta que ele sempre foi muito proativo em relação às coisas da casa. Ela nunca precisava pedir que ele fizesse nada, que ele fizesse a parte dele. Ele fazia questão de cuidar da casa e das coisas dele, tanto quanto a Sarah. Só que tinha algumas coisas que eles faziam juntos e outras que eles faziam separados.

E algumas tarefas eram responsabilidade só do Vitor e outras tarefas eram responsabilidade só da Sarah. Mas tudo muito justo, tudo muito equilibrado assim. Uma das coisas pelas quais a Sarah era responsável era de passar as roupas. E ela disse assim. E eu sempre preferi deixar juntar várias cargas de roupa para passar tudo de uma vez só. Então nós tínhamos aquela famosa cadeira de roupas para passar.

Mas aí, numa determinada semana, o Vitor tinha uma reunião importante no trabalho, sobre uma possível promoção que o Vitor já vinha buscando há muito tempo, e obviamente ele queria passar a melhor impressão possível. Então a Sara, como sempre muito parceira, no dia dessa reunião acordou mais cedo, e passou a melhor camisa que o Vitor tinha. Só aquela camisa, e só naquele dia, porque era uma ocasião especial.

E deu tudo certo. O Vitor foi pra reunião, conseguiu a promoção que ele tanto almejava e os dois estavam muito felizes assim. No final daquela semana, a mãe do Vitor convidou os dois pra almoçar na casa dela. E a Sarah disse assim. Pra você ter ideia de como ela era péssima, o Vitor pediu que eu não comentasse nada sobre a promoção. Porque ele sabia que ela encontraria algum jeito de estragar aquele momento.

Esse almoço foi marcado para o domingo. E como naquela semana a Sarah tinha aberto uma exceção e passado uma camisa sozinha para a reunião, sozinha eu digo avulsa a camisa, né? O Vitor perguntou se ela não poderia abrir novamente uma exceção e passar uma outra camiseta que estava naquela cadeira de roupa para passar para ele usar nesse almoço de domingo.

E a Sarah disse que não, que no dia da reunião ela passou a camisa porque era uma ocasião importante, mas que o armário dele estava cheio de camisetas já passadas, então ele podia escolher qualquer uma daquelas para ir para o almoço. Mas o Victor realmente queria usar aquela camiseta. Então ele, que nunca tinha nem ligado um ferro de passar na vida, perguntou para Sarah, Você pode me ensinar a passar?

Procura no YouTube, Vitor. Mas a Sally disse que sim. E eu ensinei da melhor forma possível. Só que, obviamente, sendo a primeira vez dele, o resultado ficou péssimo. Mesmo assim, ele vestiu a camiseta e foi usando ela. Inclusive até um tanto orgulhoso da nova habilidade desbloqueada. Então os dois terminaram de se arrumar e foram pra casa da mãe do Vitor pra almoçar.

Quando eles chegaram lá, a Sarah disse que a sogra fixou o olhar no Victor. Ela não deu oi, bom dia, nada. Depois de olhar o filho de cima a baixo, ela se virou para a Sarah e a primeira frase que saiu da boca dela foi Nossa, Sarah, como você é porca!

Onde é que já se viu deixar o meu filho sair de casa com uma camiseta tão mal passada? Que nojo! A Sarah só olhou pro Victor, que também olhou pra ela, e ela disse que nem precisou falar nada. Eu e ele trocamos aquele olhar silencioso de quem já estava acostumado a decidir, sem palavras, quem responderia o absurdo da vez. E dessa vez foi ele. O Victor virou pra mãe e disse... Ô mãe, vê se me erra.

Fui eu que passei a camiseta. Foi a primeira vez na vida que eu passei uma roupa. E para mim está bom. Com o tempo eu vou melhorar. Talvez eu até já estivesse melhor hoje se você tivesse me ensinado na mesma época que ensinou as minhas irmãs. E aí, pronto.

O Vitor nem imaginava o tamanho da tempestade que ele estava criando. A Sarah disse assim... A jararaca entrou em combustão espontânea. Começou a gritar coisas completamente incoerentes. E é claro, todo o ódio dela foi direcionado a mim. A sogra começou a xingar a Sarah de tudo que vocês puderem imaginar. E isso não porque o Vitor apontou uma falha na criação dele, nem nada do tipo.

O que deixou a sogra fora de si foi ter ouvido que o filhinho dela passou a própria camiseta.

E era sobre isso que ela gritava enlouquecida. Sobre como a Sarah estava obrigando o Vitor a fazer coisa de mulher. Como a Sarah estava obrigando o Vitor a fazer serviços domésticos contra a vontade dele. E o Vitor, mesmo conhecendo a mãe que tinha, assustou com a reação dela. Porque ela era, sim, muito machista, muito sem noção, muito inconveniente. Mas ela nunca tinha chegado a esse ponto de ficar tão fora de si.

Então o Victor tentou explicar que não, que a Sarah não obrigava ele a fazer nada, que ele queria que a iniciativa era dele. Explicou a situação toda, da cadeira de roupa para passar, de como ele tinha várias outras opções já passadas e ele quis usar aquela, ele fez questão de passar e usar.

E aqui o Vitor se explicou, não porque ele sentia que tinha que se justificar pra mãe, mas tentando acalmar ela mesmo, porque ela tava transtornada. Só que a situação já tinha passado muito do ponto, já tava muito ruim, nada do que ele falava resolvia, e a sogra não parava de gritar e apontar o dedo pra Sarah.

Então o Vitor pegou a esposa pela mão, virou as costas e foi embora. Naquele domingo, eles almoçaram sozinhos no shopping. Depois disso, a mãe do Vitor ficou um mês sem falar com ele.

fazendo tratamento de silêncio mesmo. Que, caso alguém não saiba, é quando uma pessoa para de falar, para de responder ou até de demonstrar afeto de propósito para fazer a outra pessoa se sentir culpada, para machucar ou para controlar, para fazer a outra pessoa fazer alguma coisa que ela quer. Em vez de resolver o problema conversando, a pessoa usa o silêncio como uma forma de punição. Depois desse mês inteiro sem se falar,

A mãe foi atrás do Vitor, mas já na primeira conversa ela soltou outro comentário ácido sobre o casamento deles e sobre a questão dos serviços domésticos. Aqui, a Sarah disse que ela nem ficou sabendo dos detalhes, porque o Vitor quis poupar ela, mas ela sabe que ali ele repreendeu a mãe mais uma vez.

A mãe ficou bem chateada e a relação deles ficou muito estremecida. E a relação deles ficou assim estremecida por uns meses dessa vez. Foi bastante tempo. Até que no aniversário do Vitor, a mãe procurou ele e eles voltaram a se falar como era antes. Pra Sarah, nunca voltou a ser como era. Ela passou a manter uma distância bem maior da sogra depois que isso aconteceu.

E ainda assim, ela viveu outros episódios muito parecidos com esse da camiseta. E era sempre sobre a mesma coisa, sobre os serviços domésticos e sobre como o Vitor estava diferente e afastado da família depois que casou. Mas a Sarah disse que, felizmente, o Vitor sempre soube se posicionar e impor limites. No entanto, hoje, como vocês viram no início do episódio, a Sarah e o Vitor não estão mais juntos.

Ela se casou de novo e hoje ela tem uma sogra das poucas e boas. Ela disse que ela tem certeza que até hoje, na história da mãe do Victor, ela é a vilã, a mulher que não cuidava do filhinho da sogra e ainda afastou ele da família. A Sarah terminou o e-mail dizendo assim, Espero que vocês gostem da minha história. Como meu avô costumava dizer, o que é ruim de passar, depois de um tempo, é bom de contar. E é muito real isso.

Apesar de que, convenhamos, tem coisa que a gente não precisa passar, né? Tipo as roupas da Insider.

Tá bom, parei. E essa foi a história de hoje. E aí, o que você faria se essa sogra fosse sua? Participe do nosso grupo do Telegram, se essa sogra fosse minha, e conta pra gente como você reagiria, ou dá uns conselhos aí. Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos, ou tiver uma história boa pra contar, é só mandar pro seessasografosseminha.gmail.com que a gente conta aqui, de forma anônima.

O Se Essa Sogra Fosse Minha é um programa independente, então se você gosta, se identifica, segue a gente. Ativa o sininho para receber as notificações dos novos episódios, compartilha com alguém que você acha que pode gostar e apoie quem nos apoia. Hoje foi Insider. Obrigada para quem ouviu até aqui. Um beijo.

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