Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DAS CONFRATERNIZAÇÕES - RETORNINHO

25 de maio de 202622min
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Participantes neste episódio3
P

Paloma

Host
A

Ariana

Convidado
J

João

Convidado
Assuntos6
  • Comportamento de sogros em confraternizaçõesViagens para datas comemorativas sem contribuição · Ofensa com alternativas de refeição fora · Levar cachorrinha em apartamento · Promessa de ajuda financeira não cumprida · Expectativa de festa grande e casa cheia · Imposição e intromissão em assuntos pessoais · Críticas ao estilo de vida em apartamento · Dificuldade em aceitar o jeito diferente de viver
  • Conflito geracional e culturalVisão diferente sobre recepção e hospitalidade · Comida de caça e aversão a ela · Intromissão em finanças pessoais · Confraternizações familiares e dinâmica de preparação · Mudança de data de casamento por pedido da sogra · Logística de casamento em cidade diferente · Festa de aniversário de sobrinho com dificuldade de locomoção
  • Estabelecer limites com a famíliaMarido que evita conflito · Relevar inconveniências por raridade das visitas · Medo de danos materiais causados por pets · Insistência em levar cachorros em apartamento · Brigas entre cachorros e ameaças · Críticas sobre morar em apartamento · Dificuldade em aceitar o jeito de viver do outro
  • História de Roberto e AnaCuriosidade sobre retorno de e-mails · Histórias com maioria contra o parceiro · Histórias com maioria a favor do parceiro
  • Opiniões sobre o casoHomens omissos em relacionamentos · Marido omisso e falta de limites · Sogros sem noção e disputa de espaço · Expectativas e decepções em relações · Sua casa, suas regras
  • Paternidade e MaternidadeDesejo de ter filhos · Medo da falta de espaço para visitas futuras · Apoio da Nestlé Materna durante gestação
Transcrição62 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é... Aquele das confraternizações, retorninho! Eu ia colocar a parte 2, mas não é bem uma parte 2, é só um retorno que a Ariana deu depois que o episódio foi ao ar.

O Retorninho é um quadrinho que já existe para apoiadores. E ele nasceu depois de um episódio onde muitas pessoas ficaram contra a pessoa que mandou a história. Depois de uns dias que a história foi ao ar, o nosso ouvinte João, que é muito participativo lá no grupo do Telegram, lançou a seguinte pergunta. Será que nesses casos que a gente fica contra, entre aspas, a pessoa que mandou, ela escreve de novo para a Paloma? Tipo...

Ah, não foi bem isso que eu quis dizer. E isso me fez pensar que, assim como o João, deveria ter mais gente que tem curiosidade de saber isso. Então eu passei a organizar, para os apoiadores, alguns retorninhos que eu recebo das histórias.

Esse eu abri aqui para todo mundo por uma escolha da Ariana mesmo, porque ela queria pontuar melhor algumas questões. E respondendo a pergunta do João, acontece sim, mas, pasmem, acontece muito mais quando a maioria fica contra o parceiro.

da pessoa que manda, sabe? Quando vocês apontam que o problema pode estar no marido omisso, na esposa que não se posiciona, é muito comum vir um e-mail logo em seguida pontuando todas as qualidades da pessoa em questão.

Se você não ouviu, ouça aquele das confraternizações, para entender. Mas para dar um resuminho, é um episódio contado do ponto de vista da Nora, Ariana, que é casada com o Júlio e relata estar muito incomodada com alguns comportamentos do sogro e da sogra. A Ariana diz que eles viajam para a casa dela em todas as datas comemorativas.

E eles já vão esperando o convite para as confraternizações da família dela. E eles não contribuem financeiramente com nada, enquanto todas as outras pessoas ajudam de alguma forma. Ela conta que já tentou achar alternativas, sair para comer fora, mas o sogro, em especial, fica sempre muito ofendido e se sentindo muito mal recebido se eles fazem alguma coisa assim. Ela também se incomoda.

Com o fato da sogra sempre levar a cachorrinha no apartamento dela. Porque a cachorrinha pode estranhar o ambiente, né? Ela já faz xixi, cocô. Enfim, ela causa alguns prejuízos pra Ariana. Não financeiros. Mas ela conta que se sente desgastada. E principalmente afrontada.

Dentro da própria casa. Ela disse que a sogra sabe. Que ela cuida muito do apartamento dela. Que ela tem muito medo. De que alguma coisa possa ser estragada. A sogra sabe que ela não gosta. Que leve a cachorra lá. Justamente por isso.

E aí mesmo que a sogra leva. Também tem uma questão financeira. Os sogros, os pais do Júlio, insistiram que os pais da Ariana pagassem um valor alto para ajudar a quitar o apartamento onde ela mora com o Júlio.

Eles prometeram que ajudariam também, né? Os pais dela pagariam metade e eles pagariam a outra metade. Então, os pais dela juntaram esse valor. E os pais do Júlio, quando chegou na hora, eles também não contribuíram. Eles até contribuíram um pouco, mas não foi nem a metade do valor que os pais da Ariana deram. E foi uma coisa que ela ficou chateada porque partiu deles.

Esse episódio teve muitos comentários, a palavra soberba foi mencionada muitas vezes e dividiu opiniões. Então, como de costume, eu separei aqui alguns comentários. A Tatiana e Moraes teve um dos comentários mais curtidos. Olha, acho que todos nós já escutamos episódios desse podcast o suficiente para saber que não devemos nos casar com homens omissos.

eles fazem da sua vida um inferno e você vira uma pilha de nervos. Daí quando você fica chata pelo excesso de abuso, ele te larga, pois você já não é mais a mesma. O problema dessa relação aí é o seu noivo.

Ele é responsável por colocar limite nos pais. Mas se ele não tem coragem ou estrutura emocional para tal, você não tem que ter pena. Esse vai ser o seu futuro. A Denise Souto disse. Acho que seu marido é muito omisso. Um grande banana. Acho que os sogros são muito sem noção e parece que tentam disputar espaço com você. Acho que talvez você já tenha pegado ranço e acaba que tudo que eles fazem te incomoda.

E acho que se eu falasse para o meu marido que quero paz na minha casa no momento do meu casamento e ele não respeitasse isso, nem teria mais casamento. Sobre o apartamento, guarda todas as notas dos seus investimentos e pede para o marido passar metade para o seu nome.

Enfim, muitas camadas. E por fim, a Alissa comentou. Eu percebo que ela criou expectativas em relação aos sogros e é normal que ela tenha se decepcionado. O interessante é que eles não estão nem aí em serem agradáveis e ela faz de tudo para ser aceita.

Mulher, coloca logo os pingos nos is dessa história. Sua casa, suas regras, suas dinâmicas. Eu não entendo quem fica desconfortável para evitar deixar o outro desconfortável. Coloque limite ou isso vai piorar cada vez mais. Porque quem aceita desrespeito uma vez, vai aceitando.

Boa sorte. Depois de ler isso tudo, a Ariana mandou um novo e-mail para o Se Essa Sogra Fosse Minha. E eu vou ler na íntegra para vocês. Bom dia, Paloma. Resolvi reescrever o e-mail com mais detalhes, porque percebi que no podcast muita gente entendeu meu relato como soberba, principalmente pela comparação entre os costumes da minha família e os da família do meu marido.

Mas o que me incomoda não é a simplicidade, até porque os meus sogros têm boas condições financeiras. A questão é muito mais a sensação constante de imposição, intromissão e de que tudo precisa funcionar do jeito deles. No e-mail anterior, eu falei da famosa mesa de frios da minha família. E as pessoas entenderam como se eu estivesse dizendo Nossa, olha como a minha família é sofisticada.

Sendo que aconteceu justamente o contrário. Eles ficaram ofendidos porque disseram que não teve jantar de verdade, não teve churrasco.

E aí eu percebi que realmente cada pessoa tem uma visão completamente diferente do que considera uma boa recepção. Inclusive, no começo, eu me esforçava muito para agradar eles. Justamente porque eles vêm raramente. Eu fazia bolo, sobremesa, comprava coisas que eu sabia que gostavam, organizava tudo antes, pensava no cardápio, nos acompanhamentos, limpava e preparava toda a casa.

Porque na minha cabeça, quando alguém viaja horas pra te visitar, você se prepara pra receber bem. E isso é justamente o que eu sinto falta quando nós vamos visitá-los. Não é, ai meu Deus, serviram comidas simples. É que parece tudo muito improvisado. Tipo, pega aquele bicho estranho do freezer e joga na churrasqueira. E aí entra outro detalhe importante. Não é só carne diferente. O meu sogro ama carnes de caça.

Javali, javaporco, qualquer criatura misteriosa que apareceu correndo no mato, aparentemente vira evento gastronômico.

Só que nem eu, nem o meu marido gostamos. Mesmo assim, a gente come um pouco pra não fazer desfeita. Só que nunca basta. Eu pego um pedacinho e vem a clássica frase. Só isso, Ariana. Tu só me faz desfeita na hora. E eu fico pensando, meu senhor, eu já tô lutando internamente contra o fato de não saber exatamente o que eu tô ingerindo. E o problema não é só a carne em si.

É que eu sinto falta de um preparo, de organização, de cuidado. Não tem acompanhamento, não tem aquele pensamento de o que eles gostam de comer. Parece uma coisa feita aos trancos e barrancos para alguém que dirigiu horas para te visitar. Inclusive, uma vez eu resolvi fazer uma minestra aqui em casa. Aquela sopa de feijão maravilhosa.

Aí a minha sogra perguntou o que era e o meu sogro respondeu Isso aí era comida que faziam para os filhos quando passavam fome, com o feijão que sobrava. E na hora eu pensei, perfeito, serviu um trauma histórico como jantar. Então são essas pequenas coisas que vão desgastando. Outra coisa que me incomoda muito é a intromissão em assuntos pessoais. Porque existe um nível de intimidade familiar.

E existe um interrogatório da Receita Federal. Eles perguntam quanto pagamos no carro, quanto falta do apartamento, qual que é o nosso salário, quanto que a gente tem de financiamento e tudo isso na frente das outras pessoas. Uma vez eu cheguei a falar para o meu marido e meu sogro estava junto. Júlio, você tem autorização para ser grosseiro com qualquer pessoa da minha família que perguntar das nossas finanças.

Porque eu detesto isso. Eu tenho parentes que fazem isso também. E eu corto na hora. Porque geralmente não é felicidade pela conquista. É auditoria mesmo. E aí o meu sogro respondeu que isso era normal. Que família compartilha essas informações mesmo. Que eu é que sou muito fechada. Então talvez eu realmente seja fechada. Fechada para balanço patrimonial familiar.

Outra questão que eu percebi que foi mal interpretada no podcast foi a das confraternizações. E teve gente dizendo, ah, mas duas pessoas a mais para comer não fazem tanta diferença. E realmente, a questão nunca foi a comida, o gasto ou pagar algo para eles. O problema é toda a dinâmica e toda a expectativa que existe em volta disso.

Os meus sogros são daquele estilo mais antigo, que gosta de festa grande, casa cheia, gente entrando e saindo, bebida à vontade, confraternização enorme assim. Eles acham estranho vir para a nossa cidade e ficar só nós quatro no apartamento. Na cabeça deles, faz sentido eles serem convidados para passar os dias na casa dos meus pais, dos meus tios, ou enfim, participarem das confraternizações da minha família.

Só que os meus parentes não são parentes deles.

E aí que entra a parte que eu acho que as pessoas não entenderam. Essas confraternizações da minha família não acontecem do nada. Existe toda uma organização antes. A gente combina dias antes, pesquisa fornecedor mais barato de chope, vai buscar bebida, coloca tudo para gelar, organiza petiscos, cada um leva um prato elaborado, alguém faz sobremesa, outro leva carne, outro leva frios.

É toda uma dinâmica de preparação coletiva. E meus sogros gostam disso quando participam. Apesar de criticarem coisas como a mesa de frios, dizendo que isso não é jantar, eles gostam da recepção. Porque na minha família a gente pergunta o que a pessoa quer beber, passa servindo, oferece petisco. Tenta deixar todo mundo confortável.

Só que muitas vezes essas confraternizações acontecem na casa de um tio meu, por exemplo, ou até no genro dele. Pessoas que às vezes nunca viram os meus sogros na vida. E eu acho péssimo simplesmente pedir, ai, posso levar meus sogros também?

Principalmente porque eles têm esse jeito mais opinativo, intromissivo. Então, eu fico desconfortável de colocar outras pessoas nessa situação. Inclusive, no começo, os meus pais faziam bastante questão de convidar eles. Chamavam para o sítio, incluíam em encontros, tentavam sempre receber bem.

Mas com o tempo, isso foi diminuindo, porque o meu sogro consegue mudar completamente o clima do ambiente, muito rápido. Às vezes está tudo bem e do nada ele fecha a cara e começa a reclamar de alguma coisa. Faz alguns comentários inconvenientes, cria um clima estranho com todo mundo, muda de humor em questão de minutos. Então chegou a um ponto em que os meus pais deixaram de insistir nesses convites.

Justamente porque o ambiente ficava muito pesado e muito desconfortável para todo mundo. E é aí que entra o impasse. Porque aqui no apartamento eles não gostam, eles acham ruim ficar só nós quatro. Se for num restaurante, eles acham quase uma afronta. Então eles esperam participar das confraternizações grandes da minha família como se fosse automático.

Só que não dá pra fazer no apartamento. O apartamento é muito pequeno. Tipo, se abrir a geladeira, ninguém mais passa. Então, pra existir esse tipo de confraternização maior, tem que ser na casa de outras pessoas. E muitas vezes, os meus sogros avisam em cima da hora que eles vão vir. Então, às vezes já existe algo sendo organizado entre os meus parentes, algo já planejado antes, e eles acabam se sentindo ofendidos por não terem sido incluídos. Tchau, tchau.

E eu fico no meio disso tudo, tentando administrar as expectativas de todo mundo, organizar a dinâmica familiar e impedir uma crise diplomática por causa de um churrasco. Além disso, eles ficam hospedados aqui reclamando. Reclamando que o apartamento é pequeno, dizendo que não entendem como alguém vive em apartamento. E eu penso, meu senhor, o senhor está literalmente vivendo dentro do apartamento, neste momento.

Ao mesmo tempo, sugerir o hotel é quase uma declaração de guerra. E isso me preocupa muito no futuro, porque a gente quer ter filhos. E o quarto de visitas provavelmente vai deixar de existir. O meu medo é eu dizer que não tem espaço e ele responder Sem problema, eu dormo no sofá. Sendo que da outra vez ele realmente dormiu no sofá de cueca. E o sofá mal comporta uma pessoa acordada. Quem dirá um adulto deitado?

Eu também vi comentários dizendo que o meu marido é omisso. E assim, às vezes ele realmente tenta evitar conflito. A gente já brigou muito por isso. Mas ele também percebe as inconveniências. Só que como eles veem raramente, ele sempre pede para tentar relevar.

E eu realmente tento relevar algumas coisas. Tanto que eu me posiciono quando uma coisa me incomoda de verdade, se não, não. Um exemplo é a questão dos pets. Eu já falei mais de uma vez que eu não gosto que tragam a cachorrinha deles aqui. E, sinceramente, o meu problema não é nem a sujeira básica, porque isso é só limpar depois. O que me preocupa é justamente o fato de que existem coisas que, se forem estragadas, não tem como simplesmente resolver depois.

Eu morro de medo de roer em móvel, arrancarem papel de parede, estragarem sofá ou alguma coisa da casa. Porque como que eu vou cobrar depois um móvel inteiro? Eu sinceramente acho que eles seriam capazes de ficar extremamente bravos comigo. Se eu reclamasse ou se eu cobrasse alguma coisa depois.

E o pior é que eles sabem que eu não gosto. E mesmo assim insistem. A irmã do meu marido, inclusive, já brincou. Ai, não vejo a hora de levar a minha aí pra ela subir nesse sofá e estragar tudo. Só que sabe aquele tipo de brincadeira que a pessoa fala dando risada, mas que no fundo você percebe que ela realmente faria? Porque ela fala que a cachorra dela é como uma filha pra ela.

E o meu marido disse que eu penso sempre no pior cenário, que talvez os cachorros nem estraguem nada. Mas eu penso justamente no fato de que quando a gente sai, eles ficam sozinhos, sem vigilância, num ambiente que eles não conhecem. Então, basta um momento de ansiedade pra acontecer alguma coisa que depois simplesmente não tem conserto.

Além disso, quando a gente precisa sair para algum lugar que não aceita pet, a cachorrinha fica aqui, chorando, latindo e gritando, porque ela estranha o ambiente. E quem mora em apartamento sabe como é que é. Geralmente aparece denúncia de vizinho e reclamações que geram multa.

E ainda tem o fato de que ela e o meu cachorro brigam. Então, começam situações que eu acho horríveis, tipo ameaçarem o meu cachorro, empurrarem o meu cachorro, tentarem bater nele. E eu odeio esse tipo de coisa dentro da minha casa.

E talvez os comentários estejam certos quando dizem que eu peguei ranço. Porque depois de um tempo você começa a ficar irritada, não só com as grandes coisas, mas com o conjunto da obra. Parece que sempre existe uma crítica sobre o nosso jeito de viver. Morar em apartamento é errado. Fazer confraternização em restaurante é errado. Não querer responder pergunta financeira é errado. Não querer comer javali é errado.

Sobre o casamento, também teve gente dizendo que mudar a data para o sábado era o mínimo. Mas o nosso sonho era casar domingo de dia e confraternizar com o almoço. E o restaurante já contratado só servia almoço no domingo e jantar no sábado. Então mudamos principalmente por um pedido da minha sogra, pensando em facilitar para os convidados. Sendo que a maioria era aposentada ou autônoma.

E sobre fazer o casamento na cidade dos meus sogros, acho que algumas pessoas não entenderam a logística. O meu sogro dizia que lá teria onde hospedar os parentes do meu marido, porque ele mora numa casa. Então, ele falava que achava um absurdo os parentes dele precisarem ficar num hotel. Só que os próprios parentes do meu marido também moram espalhados em várias cidades. Então, isso facilitaria basicamente só para os pais dele.

Enquanto isso, os meus parentes aparentemente poderiam ficar tranquilamente em hotel, né? E nós ainda teríamos que organizar praticamente tudo em outra cidade porque ele queria que fosse lá.

Então, para mim, sempre fez mais sentido casar na cidade onde nós moramos e onde está grande parte da minha família e dos nossos amigos. E aí, tempos depois, a irmã do meu marido marcou a festa de um aninho do filho dela num domingo à tarde, sendo que nós moramos a mais de seis horas de distância e trabalhamos CLT raiz. Daquele tipo que faltar significa quase vender um rim depois.

A festa começava às 16 horas, ou seja, sair de madrugada, viajar a noite inteira e trabalhar às 7 da manhã no outro dia. E só o meu marido dirige em viagens longas, assim, e eu tenho pavor de viagem de madrugada por medo dele dormir ao volante. Avisamos com antecedência que a gente não ia conseguir ir.

E foi um caos. Minha sogra ligou, mandou mensagem, fez chantagem emocional e depois sugeriu tranquilamente que o meu marido viajasse a madrugada inteira ou faltasse no trabalho. E aí meu marido falou algo que eu acho que resume muito a nossa situação.

No nosso casamento, a gente mudou tudo, pensando nos convidados. Agora, sabendo na nossa dificuldade, marcaram exatamente no pior dia possível e ainda ficaram bravos por a gente não ir.

No fim, eu acho que os conflitos nunca foram sobre comida, churrasco, sopa ou apartamento. São sobre limites mesmo, diferenças de criação e principalmente sobre a dificuldade de aceitar que o jeito do outro viver não está errado só porque é diferente do seu.

E, sinceramente, depois de ouvir os comentários, eu mesmo entendi por que eu fico tão perdida. Porque metade das pessoas acha que eu preciso relevar mais, e a outra metade acha que eu preciso me impor mais. Então, aparentemente, eu estou vivendo exatamente no limbo universal das noras brasileiras.

E é isso. Esse foi o retorninho de hoje. O que vocês acharam? Contem pra gente lá no grupo do Telegram se essa sogra fosse minha usando a hashtag do episódio. E lembrando que se você também precisa de conselhos ou tem uma história boa pra contar, é só mandar pro seessasografosseminha.com que a gente conta aqui de forma anônima. O Se Essa Sogra Fosse Minha é um programa independente, então se você gosta, se identifica.

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