AQUELE DAS CONFRATERNIZAÇÕES
Este episódio tem o apoio da EBAC — Escola Britânica de Artes Criativas & Tecnologia ✨A EBAC acabou de completar 10 anos, e o presente quem ganha somos nós: o site inteiro tá com condições promocionais especiais de aniversário.Garanta R$ 200 de desconto usando o cupom sogra200 no link: https://ebac.me/30dafd
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No episódio de hoje, acompanhamos uma história que mistura conflitos familiares, mágoas antigas e aqueles limites que muita gente só percebe depois que já foram ultrapassados…
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Paloma
Ariana
Júlio
- Rompimento FamiliarConfraternizações familiares e custos · Hospedagem e acomodação · Casamento e logística · Comportamento dos sogros · Contribuição financeira para imóvel · Falta de posicionamento do marido
- História de Ana LúciaConhecendo o marido Júlio · Primeiro contato com os sogros · Problemas com visitas frequentes · Reclamações sobre o casamento · O caso da cachorra da sogra · Críticas ao apartamento e estilo de vida · Questões financeiras e promessas não cumpridas
- Responsabilidades do maridoEvitar conflitos com os pais · Priorizar a opinião dos pais · Falta de posicionamento em situações delicadas
Oi, pessoal! Voltei com mais uma curtinha do Se Essa Sogra Fosse Minha. As curtinhas são relatos breves de situações que as pessoas passaram ou estão passando e contam com as suas próprias palavras, às vezes em forma de alerta, às vezes com um desabafo, mas principalmente em busca de conselhos.
Então, se você tem algum conselho ou comentário, participe no nosso grupo do Telegram usando a hashtag do episódio. Essa curtinha nem é tão curtinha, mas eu coloquei nessa categoria porque eu vou ler a história nas palavras da ouvinte. E caso alguém não saiba, as curtinhas agora também não têm alteração de voz. Para não ficar cansativo para vocês escutar um episódio inteiro com a voz modificada. A hashtag de hoje é...
com fraternizações. E quem conta essa história é a Ariana, que nos escreveu com o seguinte título, sou chata ou os meus sogros realmente passam dos limites? É o que a Ariana quer que a gente responda. E o episódio de hoje conta com o apoio da EBAC. Vocês conhecem a EBAC?
A EBAC é a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia, uma instituição de ensino online, com cursos nas áreas de marketing, design, programação, audiovisual, negócios, perfeito para quem, assim como eu, vive na correria. Porque às vezes a gente quer aprender uma coisa nova, mudar de área, começar um projeto, mas a rotina já é tão cronometrada.
e às vezes com um filho pequeno, sem rede de apoio, que parece impossível encaixar qualquer coisa nova no meio disso tudo, né? Mas na EBAC você consegue estudar no seu tempo, de onde você quiser, com acompanhamento de professores e tutores que já trabalham na área.
E o mais legal é que nesse mês eles estão em clima de festa. A EBAC acabou de completar 10 anos e em comemoração o site inteiro está com condições promocionais especiais de aniversário. Então se fazia tempo que você queria investir em você mesma, talvez esse seja o sinal que você estava esperando para garantir o melhor presente, o seu futuro.
E ainda tem oferta especial para quem é ouvinte aqui do Se Essa Sogra Fosse Minha. Usando o cupom SOGRA200, você ganha 200 reais de desconto. Para conhecer os cursos e saber mais, é só acessar o link que está aqui na descrição do episódio. Então vamos começar?
Boa tarde, eu sou a Ariana, queria relatar alguns problemas que tenho com os meus sogros e saber sinceramente se eu estou sendo chata ou se as minhas reclamações fazem sentido. Conheci o meu marido Júlio pelo Tinder, nós dois moramos no Rio Grande do Sul atualmente, mas a família dele é de Chapecó, em Santa Catarina.
Começamos a namorar e cerca de um ano depois eu conheci os pais dele. No começo foi tudo ótimo, minha sogra me recebeu super bem, quase como uma filha assim. Meu sogro sempre foi mais sério e rígido, mas nada que me incomodasse. O problema começou quando eles passaram a vir frequentemente para o Rio Grande do Sul em datas comemorativas. Natal, Ano Novo, Dia das Mães, Dia dos Pais, sempre nessas datas.
Na minha família, temos o costume de fazer confraternizações bem organizadas. Mesa de frios, comida boa, tudo preparado com carinho. Como isso custa caro, todo mundo ajuda de alguma forma.
Só que quando os meus sogros começaram a vir, eu ficava numa situação complicada, porque eu não ia abandonar eles sozinhos no apartamento do Júlio para ir passar com a minha família. Então eu comecei a convidá-los para as confraternizações da minha família. E detalhe, uma vez eles passaram o Natal na casa da minha tia, uma pessoa que nunca tinha visto eles na vida.
Foram super bem recebidos, claro, mas eu, particularmente, acho estranho ir passar o Natal na casa da tia da namorada do filho sem levar absolutamente nada ou contribuir com nada.
Mas tudo bem. Só que isso virou rotina. Toda vez que eles vinham, eu precisava encaixar eles nas confraternizações da minha família. Porque o apartamento do Julio era minúsculo. Tinha uma mesa de quatro cadeiras e um passa-prato com dois bancos. Não cabia ninguém. Então ou eu deixava de passar as datas com a minha família.
ou tinha que incluir eles nos eventos dos meus parentes, pois não havia espaço suficiente para reunir todos no apartamento do Júlio. Então, nós sempre acabávamos na casa dos meus pais ou na casa de algum parente meu, onde alguém cozinhava para todo mundo, pagava por tudo, limpava tudo depois, enquanto as visitas ficavam de pernas para o ar.
E não é querer ser mesquinha, mas datas comemorativas com comidas especiais são caras, demandam muito tempo, muita dedicação. E toda vez era assim. Os meus pais não têm flexibilidade no trabalho. Eles jamais viajariam para a casa deles para que eles pudessem retribuir, entre aspas.
E eu sinto que eles vêm sempre esperando o convite dos meus pais. E eles vão. Onde eles forem convidados, eles vão, comem, bebem e vão embora. E eu não tô aqui querendo dizer que eles são folgados. Eles não são folgados. Com certeza também receberiam a minha família. Mas lá é diferente. Eles fazem um churrasco com um bicho esquisito que caçaram no mato e pronto.
Não há todo um preparo, um zelo e nem nada. Por isso, eles não fazem ideia do custo de tudo isso.
Uma vez, para não sobrecarregar ninguém, nós resolvemos passar um fim de ano num restaurante. Cada um pagaria o seu, ninguém precisaria cozinhar, limpar ou organizar tudo sozinho. Para mim, parecia uma solução perfeita. Mas o meu sogro claramente ficou ofendido, deixando claro durante a refeição toda que estava insatisfeito e com uma cara péssima.
No dia seguinte, o Júlio sugeriu que a gente fosse numa pizzaria, para melhorar o clima entre as famílias. Só que eles estavam passeando, enquanto eu e os meus pais estávamos trabalhando normalmente.
E foi uma correria absurda. Nós saímos do trabalho, nos arrumamos correndo, ainda pegamos estrada porque eles estavam em outra cidade. E quando a gente chegou lá, estava um climão horrível. Parecia que eles tinham brigado antes de sair de casa. O meu sogro mal falava, ficou emburrado o tempo inteiro, com uma cara péssima, sendo grosseiro com todo mundo. A minha família ficou super desconfortável.
E a partir dali, passou a achar os dois extremamente mal educados. Depois disso, o Júlio ainda tentou justificar, dizendo que o pai dele é assim mesmo, que ele é de lua, que quando ele está preocupado com alguma coisa, ele fica daquele jeito. E como o meu sogro ia pegar a estrada no outro dia, ele estava preocupado e acabou ficando com aquela cara horrível a noite inteira.
Ou seja, a gente saiu correndo do trabalho, atravessou a cidade só para se despedir deles, para jantar num velório.
O tempo passou e o Júlio me pediu em casamento. Eu organizei praticamente tudo. Decoração, DJ, banda, comida, espaço, tudo. Nosso sonho era casar durante o dia, com um almoço específico num lugar que nós amávamos. Algo simples, mas elegante, com comida boa e serviço na mesa. Principalmente pensando nos idosos e nas mulheres de salto.
Pois bem, meu sogro começou imediatamente a reclamar que o casamento seria longe demais para os parentes deles. Sendo que a família dele está espalhada entre o Paraná, Santa Catarina e até no Mato Grosso. A minha, em maioria, mora no Rio Grande do Sul, mas ele queria que o casamento fosse em Chapecó, na cidade deles.
E nós moramos no Rio Grande do Sul. Eu, sinceramente, não consigo entender qual o sentido de fazer um casamento em outro estado só para beneficiar duas pessoas, os meus sogros. Ele sugeriu fazer num CTG de um amigo dele, porque não precisaria pagar aluguel.
Ou seja, dane-se meu sonho, a comida, o local que a gente já escolheu e organizou. O importante era ser conveniente para eles. Depois começaram as reclamações sobre a hospedagem. Meu sogro achava um absurdo os convidados terem que pagar o hotel. Só que, gente, eram 100 convidados. Eu ia fazer o quê? Construir uma pousada?
E por fim, a minha sogra pediu pra gente mudar a data, de domingo pra sábado, porque seria mais fácil pros convidados que viajariam. Já que muitos trabalhavam na segunda-feira. O problema é que no sábado o local não servia almoço, só jantar. Ou seja, eu literalmente abri mão do sonho de casar durante o dia pra agradar eles e facilitar a logística dos convidados deles.
Mesmo assim, nada estava bom. A igreja ficava numa cidade e a recepção em outra. Era cerca de 40 minutos de distância. Meu sogro reclamou que os convidados iam se perder. Isso depois de eu mandar a localização com meses de antecedência.
Outra questão, eles decidiram que ficariam no nosso apartamento durante o casamento. E eu não queria. Nós não teríamos lua de mel, então eu queria pelo menos privacidade na primeira noite como casada.
Além disso, nos dias anteriores, eu já estava sobrecarregada organizando o casamento, resolvendo detalhe, buscando docinho, conferindo decoração, mas o Júlio dizia que o pai dele ficaria profundamente ofendido se nós sugeríssemos um hotel. E aí, aconteceu uma coisa que me deixou revoltada até hoje. Na noite anterior ao casamento,
Enquanto eu estava completamente surtada, tentando organizar tudo para o dia seguinte...
eles estavam planejando fazer um jantar no nosso apartamento, reunindo vários parentes. Sério, na minha cabeça parecia que era quase uma tentativa de me ferrar mesmo. Porque obviamente sobraria pra quem? Pra mim! Cozinhar, limpar, lavar a louça e organizar tudo, sendo que no outro dia eu teria que acordar cedo, fazer café pra todo mundo, sair pra me arrumar e aí sim ter meu dia de noiva. Então eu me neguei.
E aí o Júlio disse que era melhor a gente ir para um rodízio, desconversou e tudo fluiu. Mas eu sempre sou a chata. E eu sempre precisava engolir tudo para ninguém ficar chateado. E agora vem outra situação que parece pequena, mas me enlouquece. A cachorra da minha sogra. Literalmente. Ela tem três cachorros. Dois ficam com cuidadores quando eles viajam.
Mas uma especificamente, ela faz questão de levar para qualquer lugar. E eu odeio isso. Não porque eu odeio cachorro. Muito pelo contrário. Eu tenho um e amo.
Inclusive, ele já destruiu meus papéis de parede novinhos. Eu gastei quase 8 mil reais e ele comeu praticamente tudo. Mas sabe qual é a diferença? O prejuízo é meu, mas o cachorro é meu também. Eu jamais levaria o meu cachorro pra dormir na casa dos outros, por exemplo. Porque eu sei que animal estranha ambiente, faz xixi, rói móvel, estraga tapete.
E eu tenho muito zelo pelo meu apartamento. Eu sou arquiteta. Tudo lá dentro foi pensado nos mínimos detalhes, mesmo sendo pequeno. Temos móveis sob medida, iluminação, gesso, cortinas, tapete, papel de parede, rodapés.
Tudo novinho e feito com muito esforço. As pessoas hoje em dia acham normal dizer, ah, mas é só um cachorrinho. Só que se o cachorro roi o pé de uma cadeira sob medida, eu não troco um pedaço. Eu tenho que trocar a cadeira inteira. O Júlio sabe que isso me incomoda profundamente, mas ele não consegue se posicionar porque a mãe dele ficaria chateada.
No nosso casamento, ele chegou ao ponto de inventar uma mentira, dizendo para a mãe dele que o nosso cachorro ia ficar em um determinado lugar e que a cachorra dela não podia ir junto porque os dois poderiam brigar.
E eu falei pra ele, você percebe que vai precisar inventar uma nova mentira toda vez? Mas ele prefere fazer isso, ele prefere evitar o conflito. E mês passado, aconteceu de novo. Meus sogros vieram passar uma semana aqui. Como nosso apartamento é pequeno e não tem praticamente nada pra fazer nele, e eu ainda estaria trabalhando, o Júlio deu a sugestão de alugarem uma casa na praia pra eles ficarem.
Justamente para evitar atrito comigo e evitar reclamações dos pais. Ele vive nesse fogo cruzado. E assim eles fizeram. Eu estava trabalhando e o meu marido foi para a casa de praia com eles. No final de semana eu também fui para lá. Fiquei o final de semana todo. Foi insuportável, cheio de piadinhas chatas.
Mas eu achava que tinha chegado ao fim. Só que mesmo assim, eles deram um jeito de dormir uma noite no nosso apartamento. E claro, minha sogra levou a cachorra. A cachorra mijou no tapete, fez cocô na sala, brigou com meu cachorro e ainda ficou transitando pela casa a madrugada inteira porque eles dormem com a porta aberta.
E o pior é que hoje não é nem mais sobre os possíveis estragos. É a audácia. Porque a minha sogra percebe claramente que eu não gosto disso. E ela faz mesmo assim. Eu me sinto afrontada dentro da minha própria casa. Mas meu marido diz que eu implico demais e que eu deveria relevar.
Meu sogro também reclama de absolutamente tudo. O apartamento é pequeno, o sofá não sei o quê, as roupas de cama estão erradas. Ele implica até porque a gente usa edredom sem sobre lençol. Disse que nunca viu a gente deitar em cima do lençol e se cobrir direito.
Tudo vira crítica. E ele vive falando que sonha que a gente compre uma casa, que apartamento é pequeno, que quer ver a gente numa casa bem bonita. Só que ninguém perguntou se a gente quer uma casa. Eu já perdi a paciência uma vez e respondi. Tem que ver se a gente quer, né? Porque, sinceramente, o Júlio está sempre viajando. E eu não me sentiria segura morando sozinha numa casa agora.
Fora que o nosso apartamento está completo, lindo, confortável e foi montado exatamente do jeitinho que eu gosto. Quando a gente tiver dinheiro suficiente para comprar uma casa maravilhosa e isso fizer sentido para nós, aí tudo bem. Mas me irrita profundamente essa sensação constante de invasão e intromissão.
E ainda tem a falta de modos. Meu sogro solta pum na frente de todo mundo, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Toma banho e deixa tudo bagunçado. Escuta a rádio alto dentro do apartamento a ponto dos vizinhos reclamarem. É uma convivência extremamente desgastante. Inclusive, uma vez meu sogro dormiu no sofá.
E eu acordei de madrugada com ele largado de cueca na sala. Eu achei uma falta de respeito gigantesca. E agora a gente ainda chega na parte financeira da história. O apartamento onde nós moramos hoje foi comprado pelo Júlio antes do nosso casamento. Quando decidimos nos casar, eu fiz questão de investir pesado na mobília planejada.
justamente para ninguém dizer que eu só fui morar no que já estava pronto. Gastei praticamente o equivalente ao que ele já tinha pago do imóvel e passei a ajudar nas parcelas.
Então a minha sogra veio com um discurso lindo, dizendo que a família deles tinha o costume de ajudar os filhos a quitar o primeiro imóvel, porque os juros são muito altos e que ela tinha um dinheiro guardado, mas seria bom que a minha família ajudasse também.
Só que ela disse isso e não pagou nada. E eu não sou ingênua. Meu sogro é da área do direito, a minha sogra é de uma área parecida também. Nós somos casados com comunhão parcial. Então, na minha visão, ela ficou com medo de investir no apartamento e depois, se a gente se separasse, eu ter direito à metade. Então, eu conversei com os meus pais.
E eles juntaram mais de 100 mil reais para ajudar a quitar metade do apartamento. Quando eu avisei a minha sogra, ela mandou 20 mil reais e disse que depois mandaria mais. E nunca mais tocou no assunto. Isso me magoou profundamente, porque na prática ela queria que os meus pais confiassem, mas ela mesma não confiava em mim.
Agora, apesar de tudo isso, o meu marido é maravilhoso comigo. Nosso relacionamento é ótimo no dia a dia. Os conflitos aparecem quase que exclusivamente quando envolve a família dele. E o que mais me incomoda não são nem os meus sogros em si. É a falta de posicionamento do meu marido. Eu sinto que ele sempre prioriza evitar que os pais fiquem chateados.
mesmo quando eu estou desconfortável dentro da minha própria casa. Então eu queria saber, sinceramente, eu estou sendo chata ou as minhas reclamações fazem sentido?
E essa foi a história de hoje. E aí, o que você faria se essa sogra fosse sua? Participe do nosso grupo do Telegram, se essa sogra fosse minha, usando a hashtag do episódio. E conta pra gente como você reagiria, ou dá uns conselhos aí. Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos.
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