Episódios de Se Essa Sogra Fosse Minha

AQUELE DO ACORDO

15 de maio de 202613min
0:00 / 13:34

🎙️ Este episódio conta com a participação especial da podcaster Isabela Escolano, do Só Pod Ser História. Obrigada, Isa!💛ATENÇÃO: Este episódio apresenta um relato enviado por uma ouvinte, narrado sob sua perspectiva. Para preservar o anonimato, nomes e detalhes foram alterados ou ocultados.

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Participantes neste episódio3
P

Paloma

Host
I

Isabela Escolano

ConvidadoPodcaster
J

Janine

Convidado
Assuntos2
  • Relacionamentos FamiliaresAcordo financeiro entre mãe e filho · Independência financeira da mulher · Comentário inapropriado sobre o corpo · Naturalidade com nudez familiar · Expectativas de relacionamento a dois · Douglas · Mãe do Douglas
  • Histórias de famíliaUniverso compartilhado com Se Essa Sogra Fosse Minha · História de irmã
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Meu desejo é que respeitem o espaço de uma mulher que está aprendendo a ser mãe. Nestlé Materna está com você em todas as fases da maternidade. Com uma linha completa de suplementos que apoia você em cada momento e nas diferentes necessidades que surgem ao longo da jornada. Seja no planejamento, durante a gestação ou no perpério, Materna tem o suplemento certo para acompanhar você. Nestlé Materna. Com você, do seu jeito.

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Chama a galera e dá o play, que eu quero ver você jogar. E se prepara que esse hit não vai sair da sua cabeça. Vem, que é agora ou nunca. Nescau. Energia que dá jogo.

Oi, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Se Essa Sogra Fosse Minha. Eu sou a Paloma e o episódio de hoje é... Aquele do Acordo. E quem conta essa história é a Janine, que nos escreve a fim de receber conselhos. Então, além daqui e do grupo do Telegram, eu vou separar um espaço lá no Instagram pra gente conversar sobre isso.

A história de hoje contém relatos e comentários impróprios para o público infanto-juvenil. E hoje tem episódio novo também lá no Parentaiada, que pra quem não sabe, é o nosso podcast de dramas familiares. Ele é igualzinho ao Se Essa Sogra Fosse Minha, Sou Eu Que Conto, é tudo muito parecido. A diferença é que aqui a gente fala de sogra, e lá a gente fala de tudo que é parente. Hoje, por exemplo, é uma história de irmã.

Então, se você gosta do Se Essa Sogra Fosse Minha, provavelmente você vai gostar do Parentaiada também. Vocês entenderam, né? O Parentaiada faz parte do Se Essa Sogra Fosse Minha, gente. É tudo um universo só. Tô deixando muito claro, porque às vezes eu levo uns esculachos lá. A galera vem lá e comenta, meu Deus, tá copiando o Se Essa Sogra Fosse Minha. E eu agradeço que vocês defendam o Se Essa Sogra Fosse Minha.

Mas sou eu, gente. É a minha voz, é o mesmo jeitinho de contar. Então, teve episódio novo na semana passada, hoje tem episódio novo também. Eu aguardo vocês lá no Parentalhada. Já coloca aí no buscador. Parentalhada. Então, vamos começar? A Janine começa o e-mail dizendo assim.

Bom dia, essa é a primeira vez que escrevo algo da minha vida para pôr num podcast. Eu estou optando por isso porque eu não quero abrir esse lado da história para as pessoas íntimas a mim, mas eu gostaria de ouvir a opinião de outras pessoas sobre a situação que eu estou passando. Queria saber se eu estou exagerando.

Ou se há algo que eu possa fazer. A Janine tem 29 anos e há 7 meses ela está num relacionamento sério com o Douglas, que tem 36 anos. Eles estão juntos há quase um ano, na verdade, mas oficializaram as coisas há 7 meses. A Janine mora sozinha desde que ela tinha 17 anos, então ela é super independente assim. E o Douglas, por outro lado, mora com a mãe.

A família do Douglas é composta por quatro pessoas. Ele, o pai, a mãe e uma irmã. E há quatro anos, os pais dele se separaram. E depois dessa separação, o Douglas se sentiu na responsabilidade de manter a casa financeiramente. Ele disse para a Janine que ele faz isso porque ele acha que a renda da mãe dele não é suficiente.

para ela manter um padrão de vida confortável. Desde o início do namoro, a Janine já começou a frequentar a casa do Douglas. E ela disse que já na primeira visita, ela percebeu uma dinâmica familiar muito diferente do que ela estava acostumada. Ela disse assim... Primeiro que a mãe dele faz absolutamente tudo para ele.

cozinha, monta o prato, se ele vai sair ela pergunta qual roupa ele vai usar para ela passar. Enfim, faz tudo. E a Janine disse que a sogra fica o tempo todo perguntando para o Douglas se ele quer que a mamãe faça alguma coisa. Quer que a mamãe faça sua camisa, meu amor? Quer que a mamãe frita um ovinho? Hoje a mamãe vai fazer lasanha.

E a Janine questionou o Douglas sobre isso. Ela perguntou por que a mãe dele age dessa forma e principalmente por que ele aceita ser tratado desse jeito, sendo que ele é um homem adulto de 36 anos.

Então ele explicou para ela que isso é um acordo entre ele e a mãe. Ele disse que como ele banca a casa toda sozinho, naturalmente ele não paga uma empregada, então a mãe assume essas tarefas.

Um dia, a Janine e o Douglas tinham uma festa para ir. Um aniversário de um amigo do Douglas. E nesse dia, eles estavam na casa da Janine. E antes de ir para a festa, eles passaram na casa do Douglas para ele trocar de roupa. Assim que a mãe percebeu, ela já fez o que ela fazia de costume. Chegou no filho e disse. Escolhe a roupa que você vai usar, amor, que a mamãe já vai passar.

O Douglas escolheu a roupa, entregou para a mãe e foi para o quarto passar um desodorante, um perfume, alguma coisa assim. Quando a mãe dele voltou com a camisa passada, ele estava sem camisa. Então ele pegou a camisa da mão da mãe e a vestiu na frente da mãe e da Janine. As duas, uma do lado da outra, esperando e assistindo ele se vestir.

Nessa hora, a sogra virou para a Janine e disse... Ai, meu filho é lindo, né? E a Janine disse... Sim, ele é lindo. E a sogra continuou... Meu filho é lindo com roupa, sem roupa, de cueca ou sem cueca.

A Janine disse que antes desse comentário ela já estava desconfortável com a dinâmica entre eles. Mas depois desse comentário piorou muito. E ok, cada família tem seus costumes, né? Mas qual a necessidade daquele comentário? Qual o propósito de dizer uma coisa assim?

Depois da festa, a Janine conversou com o Douglas e mandou a real. Disse que achou o comentário da mãe dele extremamente desapropriado. Ela disse assim... E eu ainda disse pra ele que se ele escutasse do meu pai, que a filha dele é bonita com ou sem calcinha, ele não ia se sentir bem também. E eu também acho, porque eu tô me sentindo desconfortável só de ouvir.

Mas o Douglas disse que a mãe dele não falou aquilo na intenção de sexualizar. Que ela só quis dizer que o filho que ela gerou era lindo, independente de qualquer coisa.

mas que não tem absolutamente nada de sexual naquilo. Que, na verdade, a dinâmica deles é assim. Eles tratam o corpo nu com muita naturalidade. Tanto que, desde que ele e a irmã eram pequenos, todos eles se viam pelados, e até hoje a mãe dele vê ele nu, e ele vê a mãe nua também. Ele disse que isso nunca foi uma questão assim para a família dele.

O Douglas e a mãe moram de aluguel. E recentemente, o dono do apartamento onde eles moram avisou que ele precisaria do apartamento de volta, que a filha dele vai casar, então ele quer reformar o apartamento para dar para ela. Enfim, o Douglas e a mãe tinham que encontrar outro lugar para morar. E aí, a Janine disse para o Douglas que já que ele ia ter que se mudar de qualquer forma, talvez ele pudesse ajudar a mãe a encontrar um lugar e aí

e ele fosse morar com a Janine. E o Douglas disse que não, que não era o momento deles morarem juntos ainda, porque, se eles fizessem isso, ele teria que bancar duas casas. A casa que ele ia morar com a Janine,

e a casa que a mãe dele ia morar. Então, a Janine perguntou para ele se ele tinha alguma estimativa, né? Para eles planejarem o futuro juntos. Ela perguntou até quando ele pretendia ajudar a mãe financeiramente. E ele respondeu que ele só tem uma mãe e que ele não vai deixar ela na mão nunca. Ou seja, ele pretende sustentá-la até o fim da vida.

E a Janine perguntou, e a gente, fica como? E ele respondeu que não é que ele não queira morar com ela, ele quer, mas que para isso ele precisa dar um jeito de ganhar mais. Ele precisa ter dinheiro suficiente para manter as duas casas sem comprometer nenhuma das relações.

A Janine disse assim, Além da mãe chamar o filho de amor, deles terem a dinâmica de se ver pelados, dele manter a casa da mãe dele sem limite claro de até onde é o papel de filho e até onde é o papel de marido,

Eu tô começando a ter ranço da minha sogra. Da vozinha de coitadinha que ela vive fazendo. Dos comentários de... Ai, a mamãe faz pra você. A mamãe esqueceu a carteira, meu filho. Você pode pagar pra mim? A mamãe não conseguiu botar gasolina, meu filho. Você pode botar pra mim? Esse tipo de coisa.

Então, o que a Janine quer saber da gente é se ela que está sendo implicante com a sogra ou com a dinâmica familiar, só por ser uma coisa diferente do que ela está habituada, ou se mais alguém acha isso tudo estranho. Porque o Douglas disse para ela que isso nunca tinha acontecido antes.

que nenhuma das namoradas que ele teve reclamou ou estranhou a relação dele com a mãe. Que a Janine foi a primeira. O que vocês acham?

E aí, galera, aqui é a Isa Escolano do podcast Só Pode Ser História. Eu sou fãzíssima do Cessa Sogra Focininha e tô muito feliz de vir comentar aqui. E hoje eu vou comentar a história da Janine. Janine, eu super entendo quando você fala de dinâmicas diferentes aí entre família. Tem família que é mais grudada, tem família que é mais confortável com nudez. Então, talvez algumas coisas isoladas nem fossem um problema necessariamente. Mas eu vou te trazer um outro ponto.

talvez o problema central da sua história nem seja só a mãe do Douglas, mas o Douglas em si. Porque em vários momentos ele parece ocupar um papel quase de parceiro da mãe dele, sabe? Não só de filho.

E assim, é super normal e super admirável você querer ajudar a sua família, mas a sensação que passa é que essa relação vai além do apoio financeiro. Parece uma dinâmica que ele acaba assumindo um papel muito emocional e importante na vida dela, sabe? E ele basicamente fala que a prioridade dele é isso aí, que ele vai tentar manter isso pro resto da vida.

Uma coisa que eu falo muito no podcast é a seguinte. Quando uma mãe ocupa um espaço emocional muito central na vida do filho, acaba ficando meio que impossível de existir um espaço pra outra mulher construir uma parceria com ele, sabe? E aí que começam aqueles conflitos clássicos de sogra e nora.

Sobre o comentário da cueca, não tenho como deixar de comentar. Sim, me desceu super estranho também. Eu acharia bizarro. É um comentário que acredito que deixa qualquer pessoa desconfortável. Então, eu super te entendo. Tô com você nessa. Mas também, outro ponto pra você pensar é... Será que se de fato um dia vocês morarem juntos, ele vai te colocar nesse papel que ele coloca a mãe dele?

de servir a comidinha, de passar roupinha. A não ser que você queira ocupar esse papel, que você esteja feliz com isso. Do contrário, eu ficaria muito atenta. Mas, enfim, eu não acho que você está sendo implicante. Eu acho que talvez você está começando a perceber uma incompatibilidade grande na forma como vocês, juntos, enxergam o relacionamento.

Então é isso. Eu te desejo muita, muita sorte. Um beijão pra todos os ouvintes do César Sogra Fosiminha. Se vocês quiserem ouvir também as histórias do Só Pode Ser História, toda terça e quinta sai episódio novo, Spotify, todas as plataformas de áudio e também no YouTube. Um grande beijo!

E essa foi a história de hoje. E aí, o que você faria se essa sogra fosse sua? Participe do nosso grupo do Telegram, se essa sogra fosse minha usando a hashtag do episódio, e conta pra gente como você reagiria, ou dá uns conselhos aí. Lembrando que se você também estiver precisando de conselhos,

Ou tiver uma história boa pra contar. É só mandar pro seessasografosseminha.com A gente conta aqui de forma anônima. O Se Essa Sogra Fosse Minha é um podcast independente. Então se você gosta, se identifica, segue a gente. Obrigada pra quem ouviu até aqui. Um beijo. Vocês são demais.

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