Episódios de Liturgia e Vida

QUEM VÊ JESUS VÊ O PAI | A Alegria Que A Rejeição Não Apaga

02 de maio de 20266min
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Quando a rejeição fecha portas, Deus ainda abre caminhos de alegria, fé e recomeço.

No Sábado da 4ª Semana da Páscoa, celebrando a memória de Santo Atanásio, a liturgia nos conduz ao coração da fé cristã: a alegria que nasce do Espírito e a revelação de que, em Jesus, contemplamos o próprio Pai. Nos Atos dos Apóstolos, Paulo e Barnabé enfrentam oposição e rejeição, mas não se deixam paralisar; seguem cheios de alegria e do Espírito Santo, anunciando que a salvação de Deus é destinada a todos os povos. O Salmo proclama que os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus, enquanto o Evangelho segundo João nos apresenta o pedido profundo de Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai”. A resposta de Jesus ilumina toda a nossa fé: quem vê o Filho, vê o Pai.

Esta Palavra fala diretamente ao coração de quem já se sentiu rejeitado, incompreendido ou sem forças para continuar. A alegria pascal não depende de aplausos, portas abertas ou reconhecimento humano; ela nasce da presença viva de Deus em nós. Olhar para Jesus é descobrir que o Pai não está distante, mas se revela no amor que cura, perdoa, acolhe e envia. Como Santo Atanásio, somos chamados a permanecer firmes na verdade de Cristo, com serenidade, coragem e esperança, deixando que a fé continue de pé mesmo quando o mundo parece dizer não.

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Paz e bem!

Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.

Participantes neste episódio1
H

Harlei Noro

Host
Assuntos3
  • Fé autêntica em Jesus CristoPedido de Filipe · Transparência entre Jesus e o Pai
  • Desinteresse e rejeiçãoAlegria do Espírito Santo · Rejeição e missão
  • Exegese Evangelho JoaoMissão de Paulo e Barnabé · Canto novo da salvação
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Paz e bem. Hoje a gente vai conversar sobre duas coisas muito fortes. Aquela alegria que o Espírito Santo sustenta mesmo no meio da rejeição e a grande revelação de que olhar para Jesus é o mesmo que contemplar o próprio Pai. São essas as luzes que vão guiar nossa reflexão.

Pois é, e não é uma alegria qualquer, né? Não é aquela que a gente sente quando não tem problema nenhum. É algo mais profundo. É a certeza de uma presença que transforma tudo, que fica com a gente mesmo quando as portas parecem se fechar. Estamos caminhando, né? Sábado, quarta semana do Tempo Pascal, e a igreja hoje nos convida a lembrar de Santo Atanásio, um bispo doutor da igreja que com muita coragem defendeu a divindade de Cristo. E a vida dele tem tudo a ver com a palavra que a gente vai meditar.

uma verdade que resiste e uma alegria que ninguém consegue apagar. Para a gente aprofundar essa conversa, nosso caminho vai ter quatro momentos. Então, vamos acolher com o coração sereno essa palavra que Deus nos dirige hoje e deixar que ela ilumine a nossa caminhada.

Isso mesmo. E o nosso primeiro ponto é sobre essa alegria que resiste. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos nos leva lá para a Antioquia. E ali a gente vai ver de perto o paradoxo, sabe? De uma missão que cresce justamente onde encontra oposição.

E a cena é de um contraste, nossa, impressionante. Porque de um lado a pregação de Paulo e Barnabé gera inveja à oposição, mas do outro, a resposta dos discípulos, que mesmo sendo expulsos, sabe o que acontece? Eles ficam cheios de alegria e do Espírito Santo. É uma alegria que, veja só, não depende de aplauso. Ela nasce da fidelidade à missão. Exato.

E a resposta de Paulo é um divisor de águas. Diante da rejeição, eles não desistem, não. Eles redirecionam o anúncio. É como se eles dissessem, a palavra não pode ser acorrentada. A rejeição de alguns acaba acelerando o plano de Deus.

A missão para todos os povos não foi um improviso, mas era o plano de Deus desde o começo. E essa palavra vem e toca a nossa vida, não é verdade? Quantas vezes o medo de ser rejeitado nos paralisa. A leitura nos ensina que a alegria pascal é um presente do Espírito, não é resultado das circunstâncias.

A fé não acaba quando alguém vai embora. E como um sinal concreto, quem sabe hoje a gente pode entregar em oração aquela situação de rejeição que a gente viveu, pedindo ao Espírito Santo essa alegria que só Ele pode nos dar. Vamos guardar essa mensagem, a palavra ainda quer falar ao nosso coração, e o salmo responsorial que vem agora é justamente a resposta de fé do mundo inteiro a esse anúncio de salvação que alcança a todos.

O refrão do Salmo é uma proclamação muito poderosa. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Isso ecoa a missão de Paulo e Barnabé, não é? Cada novo povo alcançado era mais um passo para que os confins do universo pudessem ver a salvação. A salvação de Deus, de fato, não tem fronteiras.

E o salmista nos convida a cantar um canto novo. Mas o que é esse canto novo? Não é esquecer o passado, de jeito nenhum. É celebrar a promessa que se cumpriu. A ressurreição é a grande obra de Deus que nos dá um motivo sempre novo para louvar, transformando nosso hoje e nosso amanhã.

Fica a pergunta para a gente, né? Que canto novo nós estamos cantando? A ressurreição nos dá essa certeza de que a verdade não depende de ter a maioria do nosso lado, como viveu Santo Atanásio. E que tal, hoje mesmo, a gente manifestar essa novidade pascal num gesto? Uma gratidão que a gente ainda não expressou, uma mensagem inesperada para alguém, uma oração que nasce ali, na hora, do coração.

E agora o Evangelho vem para completar esse nosso caminho. Chegamos ao ponto alto da nossa reflexão, onde Jesus mesmo vai responder àquela busca mais profunda do nosso coração. O pedido de Filipe é tão humano, tão nosso. Chega a comover. Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. É a pergunta de todo mundo que busca a Deus. Sabe, aquele desejo de ver o fundamento de tudo.

E a resposta de Jesus, olha, é uma das revelações mais altas da nossa fé. E não é uma bronca, não. É um convite para a gente reconhecer algo. Ele não diz que é parecido com o Pai. Ele diz, quem me viu, viu o Pai. A transparência é total.

É isso. Mas o que isso quer dizer na prática? Quer dizer que para a gente conhecer a Deus, basta olhar para Jesus. Quando a gente vê Jesus curando, estamos vendo o Pai curando. Quando vemos Jesus perdoando, estamos vendo o Pai perdoando.

Ele nos liberta daquelas imagens de um Deus distante, juiz. O Deus que Jesus nos mostra é um Deus que se abaixa para lavar os pés, que acolhe a todos. Essa revelação, claro, transforma a nossa oração, nossa vida. A fé em Jesus nos dá um acesso direto ao coração do Pai.

E aquela promessa de que faremos obras maiores é um chamado para a gente continuar a missão dele, como um sinal, um exercício espiritual. Que tal a gente pegar uma cena do Evangelho hoje, Jesus com o Zaqueu, com uma mulher adúltera, e contemplar, dizendo no coração, é assim que o Pai é. Chegando ao final dessa nossa jornada, as leituras todas se unem num grande convite. Um convite a uma vida renovada pela Páscoa.

Então a palavra de hoje nos deixa um caminho claro. Primeiro, acolher a alegria que vem do Espírito, aquela que persevera mesmo nas dificuldades. Depois, unir a nossa voz a esse canto novo que celebra uma salvação que é para todos, sem exceção. E o mais importante de tudo, fixar nosso olhar em Jesus para contemplar nele, finalmente, o rosto do Pai. E a fé que Santo Atanásio defendeu nos convida exatamente a isso, a viver com esperança.

O amor que foi revelado em Cristo, esse amor é a rocha firme onde a gente pode construir a nossa vida, com a mesma serenidade e a mesma coragem daquele grande santo. E essa caminhada de fé fica muito mais forte quando a gente faz em comunidade, não é verdade? Por isso, fica aqui o nosso convite para a gente continuar partilhando e crescendo juntos.

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