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Meio/Ideia: Brasileiros contra Bets e escala 6X1; Lula e Flávio Bolsonaro empatados

06 de maio de 20261h51min
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No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o fundador e a CEO do Instituto Ideia, Maurício Moura e Cila Schulman, sobre a edição de maio da pesquisa Meio/Ideia. O levantamento mostra que a maioria dos brasileiros vê as Bets como razão de endividamento e é favorável à proibição. Ainda segundo a pesquisa, a maior parte dos eleitores é a favor do fim da escala 6X1. Já o cenário de intenções de voto para a Presidência da República mudou pouco: Lula e Flávio Bolsonaro permanecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, mas Flávio se consolida como o candidato da oposição.

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Assuntos6
  • Cenário eleitoral em São PauloEmpate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro · Consolidação do voto em Flávio Bolsonaro · Perda de eleitores de Lula · Migração de votos de Jair Bolsonaro para Flávio Bolsonaro · Desempenho de outros candidatos · Voto decidido vs. voto mutável · Polarização eleitoral · Desafios eleitorais para Lula no Sudeste · Oportunidades eleitorais para Lula no Norte · Importância do eleitorado do Nordeste · Eleitores que votaram em Lula em 2022 e não querem seu retorno
  • Pesquisa Meio/Ideia: Bets e endividamentoPercepção dos brasileiros sobre bets e endividamento · Apoio à proibição das apostas online · Impacto das bets no endividamento familiar · Diferenças regionais no apostas · Diferenças de gênero no apostas · Relação entre endividamento e apostas
  • Pesquisa Meio/Ideia: Fim da escala 6x1Apoio popular à mudança da escala 6x1 · Benefícios percebidos do fim da escala 6x1 · Impacto do fim da escala 6x1 na avaliação do governo · Motivações para o apoio ao fim da escala 6x1
  • Dívida Pública BrasilCusto das dívidas e juros bancários · Programas de refinanciamento de dívidas (Desenrola) · Crítica ao Desenrola por não incentivar bom pagador · Diferença entre endividamento de empresas e pessoas físicas · Endividamento de jovens · Dificuldade de crescimento econômico no Brasil · Política econômica do governo Lula
  • Regulação e proibição de apostas onlineDebate sobre a proibição de propaganda de bets · Propostas de regulação para bets · Dificuldades na fiscalização e regulação de bets · Relação entre bets e clubes de futebol · O papel do Congresso na regulação de bets
  • Violência doméstica e discurso religiosoDiscurso de pastora contra violência doméstica · Apelo para denúncia e punição de agressores · Criação de estruturas de acolhimento para mulheres vítimas de violência · Desmistificação da mulher evangélica impotente · Avanço da pauta feminina sem o rótulo feminista · O papel da religião na abordagem da violência doméstica
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Olá, boa tarde, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vinda ao Central Meio. Hoje é quarta-feira, 6 de maio de 2026, dia de divulgar mais uma edição da pesquisa Meio Ideia. Eu sou Pedro Dori e comigo aqui no estúdio do Rio de Janeiro está Duísa Silvestre. Oi, Pedro, boa tarde. Como vai, Vosmice? Eu vou bem, e você? Muito bem, obrigado. Bom, boa tarde e boa tarde também para a nossa casa cheia em São Paulo. Oi, Flávia, nossos parceiros do Ideia, Sila e Maurício. Oi, gente.

Oi Lu, já estamos por aqui, apostos para destrinchar os dados. Vamos nessa então. E olha, a pesquisa Meio Ideia de Maio traz um elemento novo no debate eleitoral desse ano. Cerca de 60% dos brasileiros acreditam que as bets viciam e aumentam o endividamento das famílias, que é um dos principais temas da corrida à presidência. Quase metade dos entrevistados apoia a proibição das apostas online no país.

Segundo a pesquisa, 44% dos brasileiros defendem a proibição das bets contra 24% que rejeitam a medida. Outra pauta que pode interferir no resultado da eleição é o fim da escala 6x1. Quase 74% dos entrevistados se dizem favoráveis à mudança, apontando como principais benefícios mais tempo com a família e descanso. A proposta tem aparecido em campanhas do governo federal e vem sendo mencionada por Lula em discursos e entrevistas.

A pesquisa mediu também, claro, as intenções de voto para presidente. A novidade é que o voto em torno do Flávio Bolsonaro parece estar mais consolidado, enquanto o presidente Lula vem perdendo aquela pequena parcela de 3% de eleitores que votaram nele em 2022 e decidiram aquela eleição. Em abril, cerca de 60% dos eleitores de Flávio afirmavam que ainda poderiam mudar de voto. Agora esse índice caiu para 43%. Obrigado.

Tem muito assunto para a gente analisar hoje, então olha, se acomoda aí, deixa seu like, já manda sua mensagem para a gente, porque o Central Meio está no ar.

Bom, a pesquisa desse mês, apesar da estagnação das intenções de voto de Lula, parece que ele está falando o que o eleitor quer ouvir, né? Sobre dois assuntos, dois temas. O fim da escala 6x1 e os problemas causados pelas Betes. Ao mesmo tempo, isso já vinha acontecendo ao longo do último mês, e como eu disse, o presidente continuou estagnado, né, Pedro? Então, ele está trazendo esses assuntos, mas isso não está gerando um resultado, né?

Eu quero chamar logo a Sila e o Maurício para se juntar a nós, são eles os especialistas, eles que realizam a pesquisa para a gente, porque a impressão que eu tenho do que a pesquisa está dizendo para a gente esse mês, tem essas duas informações chaves. A primeira é, Lula está onde sempre esteve.

tal qual o Minas. E dali não sai, nem para baixo, nem para cima. É como se o Lula tivesse o tamanho dele. Tem uma nesguinha ali de 1, 2% de votos que ele pode conquistar, mas é isso. Ele está no teto e é quase como se ele estivesse no piso. Ao mesmo tempo, o Flávio já não está apenas naquela mesma ponta que ele já estava no último mês, dois meses, como ele está consolidando o voto dele.

Ou seja, o eleitor que olhou ali para o nome Flávio Bolsonaro, achou simpático, talvez esse, mas deixa eu ver um pouco mais. Aos poucos esse eleitor está dizendo, não, esse é o cara mesmo. É nele que eu vou votar, está meio que resolvido. Toca para frente, vamos esperar a eleição acontecer. Então, por um lado você tem esse jogo acontecendo. Por outro, você tem as questões.

E, obviamente, o que está começando a pulsar, me parece, no brasileiro é dívida, nível de endividamento. Esse troço está doendo. E endividamento caminha absolutamente junto de bete. O brasileiro olha para bete, olha para endividamento e acha que o assunto é o mesmo.

Uma coisa está absolutamente entrelaçada com a outra. E esse é um assunto que está quicando ainda na eleição presidencial. Não tem nenhum presidenciável que... Meu tema é bete, vou abraçar e vou passar os próximos meses falando de bete. O problema é uma doença, a gente tem que se livrar de bete. Não estou dizendo que essa é a solução, não, mas... Me parece que o eleitor está esperando alguém abraçar esse assunto porque ele está...

Lá em cima, endividamento e bet estão lá em cima. Esse troço é o tema central dessa eleição. É isso que a pesquisa está dizendo para a gente?

Sim, boa tarde a todos. Sim, a pesquisa está dizendo para a gente que a gente tem uma população hoje altamente endividada e literalmente num círculo vicioso, porque ela aposta para tentar pagar as dívidas e se endivida mais. Eu quero chamar a atenção de que isso é...

pega mais nas mulheres esse problema todo que você está falando de alguém endereçar as bets, porque é bastante difícil quando você tem uma pessoa viciada, você ter alguém dizendo que ela não pode mais jogar, então você tem um problema imoral, você tem um problema de saúde pública e você tem um problema financeiro, então são três questões dentro do mesmo...

Assunto, eu vejo que o governo está tentando endereçar isso, quando você fala de que o presidente Lula não está avançando, de fato, até que nenhuma das medidas foi suficiente para mexer na corrida eleitoral, no entanto, ele me parece, pelos últimos pronunciamentos e exposições do próprio governo e ações do governo,

ele está entendendo quais são os problemas e procurando resolvê-lo. Quem tem a caneta para fazer isso é ele. Então, acho que a gente ainda tem que aguardar um pouco, ver se alguma dessas medidas vai ter efeito. A medida que tem mais adesão pela nossa pesquisa, que é a do 6x1, em que a gente vê que as pessoas, de fato, apoiam isso e querem ficar um dia a mais com a família de descanso, a gente não sabe se ela vai ter um resultado, um impacto.

impactos ainda no período eleitoral, que foi a mesma coisa que aconteceu com o IR, que a gente não viu um impacto no bolso das pessoas. Agora, o desenrola dois, e a questão das bets, aí eu acho que é uma tentativa mais objetiva. Lembrando também que o problema das bets é o seguinte, se você não pode apostar nas legalizadas, você tem um mar de ilegais para você acessar. Então, o problema é bastante amplo, Pedro. Maurício.

Bom, em primeiro lugar, porque é a primeira vez que eu me deparo com essa... Na verdade, isso é uma bomba relógio social, né, Pedro? Eu comecei a me preocupar com a esquema das bets quando, com um olhar mais de economista, a gente até... A gente teve um economista renomado aí no mercado financeiro que alertou a gente que a gente teve uma evolução da massa salarial no Brasil, uma evolução da renda real, mas o endividamento não mexia.

o que é contra intuitivo. Se você tem uma renda extra e uma salória maior, a dívida devia cair, o endividamento das famílias devia cair. E quando a gente começou a fazer grupo focal pelo Brasil, começou toda hora essa coisa da Bete ser mencionada e a verdade mais mencionada com um grupo de mulheres

só mulheres ou só homens, quando a gente tinha grupos mistos, esse tema meio que se perdia. E eu acho que o mérito dessa pesquisa, justamente, ela quantifica um problema que a gente já tem indicador econômico sobre esse problema, a gente tem indicador qualitativo sobre esse problema, a gente tem indicador político, como a Sila mencionou, o presidente já endereçou isso.

Agora, me assusta essa combinação, Pedro, porque o Brasil é um país de muita atividade digital, as pessoas interagem muito com telefonia celular, com acesso à internet via celular. O custo transacional de você jogar a um clique é muito baixo. Antigamente, para você jogar, eventualmente, você tinha que sair de casa e tinha um custo transacional maior.

E a gente vive num país que é um tema recorrente, que o custo das dívidas, o custo de crédito bancário, de juros bancários é muito alto. Então, quando você combina taxas de juros altas,

achatamento, as vets sendo usadas eventualmente, a gente tem vários depoimentos disso para pagar dívidas. E essa sensação de endividamento é uma combinação muito preocupante, na verdade, quando eu comecei a olhar esses números, porque como eu falei, esse é o primeiro ciclo onde o endividamento vai ser central. Em 2018, o Ciro Gomes trouxe esse tema para a campanha eleitoral presidencial, mas a gente não tinha o sistema das vets naquela época, a gente tinha tanta gente endividada.

Mas o que mais me chamou atenção nessa rodada nossa é que a gente vai entrar numa campanha eleitoral. Obviamente, a economia sempre foi um tema central de campanha, mas a gente vai entrar com um tema bastante único, que é endividamento, em combinação com o aumento do nível de apostas. E também me chama atenção que quase um terço das pessoas acham que algum familiar está apostando sem revelar, de maneira secreta. Então, é um problema bem complexo, na minha opinião.

Eu queria aproveitar este assunto e também esmiuçar um dado da pesquisa a respeito de quem vem apostando, do perfil de quem são os apostadores, que me chamou muita atenção, porque em todos os recortes há algum tipo de equilíbrio entre homem e mulher, entre faixa etária, então assim, não há nada gritante de disparidade.

com exceção das regiões, em que a região norte aparece com quase o dobro de apostadores do que as demais regiões. A gente me surpreendeu, porque só para a gente ter uma ideia, na região sudeste, são 20,6% dizendo que apostaram nos últimos 30 dias.

E na região norte são 41,4%. A gente tem algum outro fenômeno que explique, de alguma maneira, essa concentração ou esse disparo do aumento de apostas na região norte e menos no sudeste ou em regiões com a periferia urbana mais pulsante? Eu fiquei muito intrigada com isso.

Eu não tenho uma resposta para isso, mas o que a Sila falou aqui de retroalimentar uma coisa com a outra, quando você olha os dados de inadimplência, a região norte também está acima da média nacional, então a gente não sabe se a quantidade de apostas é em função da inadimplência ou a inadimplência é em função da quantidade de apostas. Essa pergunta está no ar, mas dialoga com a curva de inadimplência brasileira esse número.

E eu entendo que eleitoralmente, este, por exemplo, seria um ativo para explorar, por exemplo, direcionado, né? Porque numa eleição, não sei se vocês concordam com essa hipótese, mas numa eleição em que tudo indica, a diferença vai ser pequena, as margens são sempre muito apertadas, é sempre dentro da margem de erro e tal.

De repente, nichar alguns assuntos é uma estratégia eficaz ou o contrário? É melhor atirar para vários lados de uma vez e tentar acertar? Como é que se constrói uma narrativa política, político-eleitoral, a partir desse tipo de dado?

Olha, com todos os dados que a gente tem disponível, com todos os instrumentos e ferramentas, você clusterizar ou você dirigir as mensagens para cada grupo é o mais adequado. Claro que você tem uma narrativa geral de campanha, que chama-se estratégia, mas a entrega das mensagens, ela deve ser o mais detalhada possível para cada público. E aí você tem toda a razão. Aqui tem uma oportunidade. Sem dúvida. A gente, Neta...

Neste caso, em particular, pensando pelo lado do governo, que o presidente Lula, as intenções de voto dele no norte, na região norte, estão abaixo das do Flávio. Então, este, por exemplo, seria um potencial de aumentar ali. Agora, em compensação, já te passo, tá, Pedro? Mas apenas só para falar de mais um recorte demográfico e de oportunidades.

As mulheres são as que mais sofrem as consequências, são as que mais aderem à tese de proibir 100% e, surpreendentemente, quem mais joga são os homens. Ou seja, a dinâmica de...

de sofrer as consequências, estar mais na cabeça das mulheres, mas ativamente quem jogar está mais na cabeça dos homens, está bem desenhada. Não é uma diferença tão gritante, né? Então, a gente tem aqui que 28,8% do público masculino disse que jogou nos últimos 30 dias, contra 21,5% das mulheres. São 7 pontos, 7,3 pontos. Mas, ainda assim, é uma diferença que está marcada, né?

Não, a diferença é super relevante, assim, do ponto de vista estatístico. E é interessante, Flávia, que isso meio que dialogou com o que a gente viu nos grupos qualitativos, né, nos últimos tempos. E quando tinha só homens no grupo, eles falavam mais abertamente que eles jogavam sem o conhecimento das mulheres.

E agora a gente tem claramente um dado que, na verdade, quantifica isso. E, obviamente, isso tem implicações sociológicas familiares. Porque imagina quando uma família, uma casa endividada, em que se descobre que parte desse endividamento é porque houve um jogo sem conhecimento coletivo. Então, isso é uma equação bastante delicada do ponto de vista da construção familiar.

É razoável supor que muitas pessoas não responderam sim por vergonha? Ah, certamente. Que esse número, por mais que ele seja um retrato fiel, ele ainda assim esteja subestimando o tamanho do problema. Certamente. Eu não acredito que esteja subestimado, porque até metade do país está fazendo isso. Mas que a gente está falando de 3, 4, 5 pontos percentuais de vergonha, eu não tenho dúvida. E aí é uma dificuldade de fazer pesquisa, porque você tem que perguntar diretamente, e você perde um pouco a sua sinceridade.

Por outro lado, mais importante que isso é justamente o que você falou, é o diferencial entre os dois grupos. Esse diferencial claramente está dado. Perfeito. Vamos olhar para esses dados? Acho que vale a gente olhar para os slides eles próprios, para a gente mostrar para as pessoas esses números. Marco, página 5, por favor, do PDF da pesquisa. Então, aí, as bets provocam endividamento?

Concordo, 59%. Discordo, 19%. As bets viciam ligeiramente acima. Quase 62% concordam. 16% discordam. Na página seguinte, a página 6, as bets deveriam ser proibidas. 44% dizem que sim. 24% dizem que não. Aí na página 7, Marco.

As bets podem continuar operando no Brasil, mas devem ser proibidas de fazer propaganda. Aí o brasileiro se divide. Concordo, 33%. Discordo, 38%. Na sequência, as bets devem continuar funcionando? A responsabilidade de jogar individual? Concordo, 24%. Discordo, 49%. Tem uma coisa... E aí, esse último número da página 8, Marco?

que é o que a Flávia estava citando, você apostou em bets recentemente, 25% dizem que sim, 75% dizem que não, mas quando a gente faz o corte por gênero, que é a página seguinte, olha a diferença, homens 28.8% dizem que sim, mulheres 21.5% dizem que sim, quer dizer, tem uma diferença aí de uns 5 números.

de uns 5 pontos percentuais entre homens e mulheres, dizendo que sim. E a resposta que o Maurício estava dando há pouco, certamente tem um percentual que ele calcula, que ele desconfia, que pode chegar a 5 pontos de pessoas que estão mentindo, quer dizer, esses 25%, esse 1 quarto da população pode se aproximar de 1 terço, 30% da população, que na verdade está jogando, mas uma coisa a gente pode dizer e afirmar com alguma tranquilidade.

É um problema que afeta mais homens do que afeta mulheres. Maurício, eu vou te dizer o que mais me chama atenção nessa pergunta. Eu não sei se você, se a Sila, tem uma tese nessa pergunta, não, perdão, nessas perguntas nesse pacote, Bete. 44% acham que deve ser proibida. 49% discordam...

de que as bets devem continuar funcionando e que isso é responsabilidade individual, quer dizer, esses números são coerentes. Agora, curiosamente, 38% discordam da proibição da propaganda das bets. Você acha que as pessoas se atrapalharam aí com o que pergunta queria dizer? Será que as pessoas pensaram no seu clube de futebol e falaram não, não, não, deixa a grana entrando para o meu time de futebol? O que você acha que foi aí?

Obrigado.

Não, acho que tem a ver com isso que você falou, né? De eventualmente a pessoa se confundir, mas eu entendo também que é... Aí você entra numa questão de liberdade, né? E de paternalismo, né? Enfim, de se a pessoa consegue resistir ainda assim, né? Porque você está falando de uma proibição, né? Você está falando de... Não podemos mais falar disso. É diferente do governo proibir o funcionamento de alguma coisa que seja...

Vamos comparar aí com o cigarro, você continua vendendo cigarro, mas você faz um alerta ali na carteira de cigarro a respeito dos malefícios. Eu entendo que seja um pouco nesse caminho aí que as pessoas se colocam diante dessa pergunta. Mas, Sheila, no caso do cigarro, a propaganda foi proibida e o cigarro não, né? É o contrário, na verdade, do que aconteceu.

Você tem toda a razão. É verdade, a propaganda foi proibida e o cigarro não. Eu acho que, assim, tem essa ilusão da proibição, né? Eu acho que a proibição, quando eu falo de ilusão, é que, enfim, as Betis entraram no Brasil, num país, enfim, que já tem todos esses...

essas questões econômicas e sociais especialmente estão desafiadoras e aí entra um caminho muito fácil de você tentar resolver as questões. O Brasil sempre tem um hábito de jogar, desde ali do jogo do bicho, enfim, tem uma questão cultural com o jogo que não chegava a cassinos.

mais recentemente, mas tem uma questão cultural com o jogo. Eu acho que o que muda, Pedro, que é o mais complexo, é que o jogo está aqui, o jogo está no alcance das minhas mãos e isso já é viciante. Quem dirá isso mais o jogo e mais o endividamento. Então, acho que as pessoas que pedem a proibição, elas pedem porque tire isso da minha mão, por favor, tire isso da minha mão.

Eu acho que o Pedro deu uma excelente pergunta para uma próxima pesquisa, essa relação com o time de futebol é uma coisa que a gente pode tentar medir, né, Pedro? É uma boa hipótese isso, porque tem muitos times de futebol que hoje são basicamente bancados nos patrocínios da camisa, né, pelas bets. Mas é muito complexa essa questão da proibição, né? Tentei me educar um pouco como é que funciona o sistema de negócio das bets, Pedro, e assim, suponha que, o que a Sila falou, né, tem um mercado informal de bet, é Tino Blanc.

Só que daí elas colocam no ar em outro site e jogam a propaganda em influenciadores digitais, que é difícil monitorar, não é uma propaganda explícita, e esses influenciadores acabam levando as pessoas para esses novos sites informais, aí tiram esse site informal do ar e jogam, o processo continua, é um processo que é bem complexo de vigiar e regular, enfim, é um baita desafio esse.

Tem uma coisa também que eu queria apresentar. Deixa eu só entrar um pouquinho aí nessa coisa da regulação. Eu tenho um amigo, um conhecido, que acho que não seria um problema citar o nome dele, mas como eu não pedi, não vou fazer, mas é de longe um dos melhores advogados do Brasil. E na cabeça dele, a solução imediata, a regulação imediata, tem dois caminhos.

O primeiro caminho é a proibição de propaganda. Tipo, você não proíbe o jogo, deixa o jogo acontecer. Você proíbe propaganda. E o segundo caminho é proibição de pagamento. Você não pode pagar com Pix, você não pode pagar com cartão de débito, você só pode pagar com cartão de crédito. Só essas duas mudanças, na opinião dele, já...

fazem despencar o problema, esse problema do vício e tudo mais. De alguma forma, você tem que botar, criar barreiras para o pagamento, você tem que fazer com que a bet não seja tão fácil, fazer um cadastro, fazer alguma coisa que atrapalhe, diminuir as possibilidades de fontes de pagamento, principalmente isolar no cartão de crédito.

e simultaneamente proibir a proibição. Na cabeça dele, que de novo, é um dos grandes advogados do Brasil...

a regulação começa desse jeito. Mas você não faz com isso com que quem aposta no cartão, por exemplo, acabe se enrolando com o rotativo depois? Tudo isso é verdade. É um outro público que tem o cartão de crédito e que tem o Pix, né? Tudo isso é verdade, mas primeiro, você dificulta muito para a classe C. Para quem não tem cartão. Exatamente, você dificulta isso muito para a classe C. E número dois, o cartão sempre tem os limites do cartão.

que são dados um bocado pela renda e pelo endividamento que a pessoa já tem em relação ao banco. Então você tem uma possibilidade. Agora, se pingou aquele dinheirinho ali na conta do banco, que está aquele de dois dias do mês em que o banco está com a conta no azul, você já consegue fazer um pix, entendeu? Ou jogar com o cartão do débito. Existe mais controle no cartão de crédito.

Agora, sobre a pergunta das propagandas, eu fiquei pensando também se não tem uma sensação do brasileiro que responde a isso, do tipo, eu sou favorável à proibição, mas se proibir a propaganda, para mim, já está bom. Porque a pergunta é isso, as bets podem continuar operando no Brasil, mas devem ser proibidas de fazer propaganda. Que tem um índice diferente... Desculpa, Marco, pode colocar aí de novo a página 6?

que pergunta das proibições. Então, 44% a favor da proibição das bets no Brasil. Não, página 6.

Aqui, boa. Então, a gente tem esse índice de 44% favoráveis, mas quando a gente vai para a página 7, Marco, que cai para 33% as pessoas que concordam que a Bet pode continuar, mas deve ser proibida de fazer propaganda, se não tem um pouco dessa sensação, talvez, do tipo...

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Eu acho totalmente, acho que tem esse raciocínio bem viável, e justamente na cabeça das pessoas pode justamente ventilar esse equilíbrio, exatamente como você escreveu, acho que é uma excelente descrição. Isso tudo que o Pedro trouxe eu acho muito interessante, porque a campanha também...

ela tem essa qualidade de trazer grandes temas para a discussão, temas que, em geral, a opinião pública não se engaja. Quando você tem alguma legislação ali sendo discutida no Congresso Nacional, muito raramente a população se engaja, sabe do que está sendo discutido.

é aprovado ali, sem que as pessoas conheçam detalhes. Então, acho que a campanha eleitoral tem essa qualidade no Brasil, infelizmente é só no ano eleitoral, mas de qualquer forma, acho que questões como essas que o Pedro trouxe, agora vão ser discutidas obrigatoriamente, porque os candidatos vão ter que quebrar a cabeça para dizer como é que eles vão resolver esse problema.

Sabe o que eu ia também apontar, e eu acho que dialoga perfeitamente com isso que você falou, Sila, que é o fato de que em todas essas perguntas sobre o que deve ser feito com as bets, um dos índices mais altos é o de não sei. Então, está ali, pelo menos na casa, próximo sempre dos 30% das pessoas dizendo eu não sei. Quando você confronta isso com o fato de que as pessoas...

tem o diagnóstico de que vicia e aumenta a dívida, mas você confronta que elas não sabem como resolver, o que fazer, eu acho que este é um diagnóstico muito claro de como a política pública tem que entrar. E, no mínimo, com campanhas educacionais, com discursos, com campanhas de conscientização.

Porque uma coisa que fica muito marcada para mim nas propagandas atualmente, e veja, não é só na camisa dos tines, né? E nos influenciadores de redes sociais, que para a gente, para a nossa bolha, são obscuros, mas que quando você vai ver tem milhões de seguidores, né? Tem muita gente com esse perfil, né? Que você descobre que está ali fazendo propaganda de bet.

e é uma pessoa que você nunca tinha na sua bolha ali, X não estava marcado, e na hora que você vai ver a pessoa tem lá milhões de seguidores, ou mesmo ali, sei lá, 800 mil, mas numa região em que ele é o influenciador mais importante, então ele é uma referência. Mais do que isso...

Eu ouço muito programa esportivo. Eu sou uma corintiana. Vai, Corinthians! Olá, olá, olá! E eu gosto, eu sempre gostei. Houve uma época da minha vida que eu assistia a mesa redonda na hora que eu acordava, na hora que eu dormia. Aí eu virei mãe, né? Precisei ocupar meu tempo com coisa mais útil. Mas eu tenho voltado. Não que meu time tenha me dado razões convincentes pra isso.

Não, mas está bem na Libertadores. Então, assim, a gente está perigando cair e ganhar Libertadores no mesmo ano, o que seria um bom retrato do dinizismo.

O meu ponto é, não existe hoje um programa esportivo que não esteja na boca do jornalista ou do apresentador, que às vezes não tem uma formação jornalística, mas é um âncora de um programa esportivo, com cara de jornalismo esportivo.

que não faça uma propaganda de bete sistematizada com aquela última frase, que eu imagino que seja por lei, que é jogue com responsabilidade. Certo? Isso é o... Eu desconfio que seja por lei porque é em todas. Todas as falas sobre bete em programas esportivos acabam com jogue com responsabilidade. Aí você vai ver as propagandas de bete nas redes sociais, tem lá, jogue com responsabilidade.

Não tem ninguém ensinando as pessoas a jogar com responsabilidade. Não tem ninguém debatendo mais a fundo.

Seria o papel do Congresso debater mais a fundo como tem um papel que é do Executivo, que é com a caneta, como a Sila falou, que é definir políticas públicas, por exemplo, de saúde pública, houve promessas de pegar o dinheiro da arrecadação e jogar para o SUS para tratar do assunto, que foram só apenas parcialmente cumpridas, deixaram ainda muito a desejar, mas tem um pedaço desse debate...

que o Legislativo precisaria fazer e não faz, que os influenciadores precisariam fazer e não fazem, que o MEI fez, viu, gente? Em setembro de 2024, a gente fez matéria falando dos perigos das BETs, a assinante premium recebeu, porque o MEI é antenado com essas coisas. Eu sinto que tem uma oportunidade eleitoral e política, para além das eleições, que está talvez pouco explorada.

que é a de tratar do tema, que não precisa necessariamente partir para o ataque de no meu governo vamos proibir, porque não vai proibir se não passar pelo legislativo e o legislativo não quer proibir. Mas debater o tema com a sociedade pode já ser uma plataforma que está em falta.

Exatamente isso, Flávia, que a gente chama, tecnicamente aqui, é de agendar um assunto. Então, por exemplo, feminicídio é um assunto que está sendo agendado pelo governo. Não é um assunto que não se tratava e hoje está se tratando. Então, a gente vê aí dados de aumento de feminicídio. Tem também o lado de que hoje feminicídio é chamado como ele é, não é mais só um homicídio, como era tratado antes. Então, você agendar o problema já é parte.

da solução, você tem toda a razão, ou seja, começar a discutir o tema e tentar enfrentá-lo. Eu tenho curiosidade, Maurício, porque esse é um problema, você que mora em Washington, esse é um problema americano também, né, esse das apostas. Você tem observado lá como é que isso tem sido tratado? Porque é um problemão, né?

É um problema americano, mas aí tem três fatores que são diferentes. O primeiro, que o nível de endividamento dos americanos é menor, porque a taxa de juros lá é bem menor. Então, o custo de uma dívida bancária no Brasil não se compara com o custo das dívidas dos Estados Unidos. O segundo, aí é uma coisa super interessante, os americanos não têm PIX.

Então essa coisa... Estão querendo tirar o nosso. O que o Pedro falou lá, o cara tem que jogar com cartão de crédito. Então essa coisa não é tão fácil que nem a gente tem essa facilidade. E o terceiro que assim, o jogo é...

Em vários estados dos Estados Unidos o jogo não é proibido. Então, existe essa cultura de jogo estabelecida em lei, né? Assim, pode que no Brasil a gente tenha um jogo do bicho, mas assim, não dá pra comparar. Então, assim, e o perfil de renda do americano ainda é maior do que o do brasileiro. Assim, o percentual que eles comprometem de renda nesses jogos é desproporcional do que a gente tá vendo aqui.

Perfeito, é interessante. Eu queria trazer uma pergunta a respeito de discurso, porque a gente falou bastante aqui ao longo do início do governo Lula principalmente, que se falou muito em comunicação, que a comunicação estava ruim, até a troca pelo secretário Sidoni Palmeira.

E a gente falou que, na verdade, a análise que a gente fez aqui na época é que não era exatamente um problema de discurso, mas um problema do que estava sendo dito e do que estava sendo oferecido às pessoas. E aí, hoje, eu vou trazer duas informações que eu ouvi na CBN hoje de manhã para trazer essa pergunta, que é... O primeiro foi um comentário do Sardenberg, criticando o desenrola e dizendo que não tem nenhum incentivo ao bom pagador.

E também criticando essa relação que a população está fazendo na pesquisa, mas que ele discorda que seja uma relação direta entre betes e endividamento. Ele disse que o maior problema do endividamento está no rotativo do cartão de crédito e não nas betes necessariamente. E aí o governo anunciou hoje também que vai...

vai lançar mais duas fases do Desenrola. A primeira para brasileiros que estão endividados, mas estão em dia com essas dívidas. Então, provavelmente o pessoal que entrou ali no rotativo do cartão, mas que está pagando uma mensalidade com juros todo mês ali na fatura para quitar a dívida em 12, 24, sei lá quantas vezes.

E também uma nova fase do desenrola para empreendedores, para pequenos empresários, para as pessoas que não têm, de repente, um vínculo CLT e que também estão endividadas, que é um público para o qual o governo Lula olhou pouco até agora. Vocês acham que isso...

configura algum tipo de entrega? Isso pode ser o que faltava não no discurso, mas da entrega mesmo do governo? Isso pode mexer nesses ponteiros eleitorais?

Não, acredito que sim. Quando a gente fala de comunicação, sempre a culpa é da comunicação ou é da imprensa. A gente tem esses dois lados. Ou você está dentro e critica um ou critica o outro. E você tem toda a razão quando você fala que não é só comunicação, é qual é o projeto desse governo. Acho que o Lula 3 não trouxe ainda qual é o seu projeto, diferente de quando ele se elegeu.

das outras vezes que ele trouxe toda a questão social, a continuidade dos programas econômicos e por aí adiante. O Lula III tinha como objetivo a reconstrução, uma reconstrução que não é clara para as pessoas de que se trata, se é uma reconstrução da democracia, se é uma reconstrução dos programas sociais, que as pessoas não sentem.

que elas perderam, até porque na última eleição, Bolsonaro foi quem deu um auxílio emergencial maior do que sempre existiu, então esse discurso deixou de fazer sentido, ou seja, não tem medo de perda do que está acontecendo. E acho que é um governo que patina muito em saber qual é a sua mensagem.

Então, acho que esses programas que podem ser paliativos, que podem à vista de alguém que se debruça sobre eles, dizer que isso não vai resolver o problema da população, isso vai atrapalhar ainda mais, isso vai ser mais um problema, mas são benesses eleitorais com as quais a gente convive no ano.

eleitoral que podem sim, calibrando a comunicação, podem sim dar resultado. Eu acho que um exemplo disso foi o último pronunciamento do presidente Lula no 1º de maio, que estava muito focado no que dizem as pesquisas, tanto em entrega, quanto em forma, quanto em mensagem. Ali eu acho que acertou. Então, se continuar acertando, a comunicação vai ser considerada boa.

Não, eu queria falar que, em primeiro lugar, eu acho essa questão de você incentivar o mau pagamento, porque você cria programas de refinanciamento, na teoria econômica isso é muito presente, mas a gente vive o custo financeiro das dívidas no Brasil desproporcional a qualquer comparação mundial. Então, a gente vive uma bolha, porque os custos são muito elevados. Então, eu acho que esses programas têm um mérito, sim, e não acredito que isso vai criar o efeito...

um efeito negativo de mal pagadores no futuro. Eu acho que o Brasil faz mal em não valorizar os bons pagadores, porque em vários lugares do mundo o cadastro positivo é muito mais avançado do que a gente tem aqui. O score, nos Estados Unidos você tem score de bom pagamento. Mas tirando esse lado, sabe o que mais me chama a atenção? Que o PT, todas as eleições presidenciais, ele sempre tinha um argumento econômico central.

Em 2002, quando eles chegaram ao poder, eles iam acabar com o desemprego. Em 2006, eles trouxeram o Bolsa Família. Em 2010, eles tinham aquela noção de PAC, de que o Brasil estava crescendo muito. O Brasil cresceu 7,5 em 2010. Mesmo em 2018, o Lula falou que ia voltar com a picanha, que na verdade ele estava falando que ia voltar ao consumo. E agora, eu fico imaginando como difícil vai ser chegar a uma eleição presidencial com as duas bandeiras econômicas.

Eu mudei a tabela do imposto de renda e eu estou oferecendo um programa de refinançamento de dívida.

É um argumento que, na minha opinião, de todas as vitórias que o PT teve em campanhas presidenciais, talvez seja o argumento mais difícil de ser feito em uma campanha eleitoral. Por isso que está tentando emplacar o fim da escala 6x1, né? E aí, eu não sei se o Pedro estava com outros planos, mas eu atravessei os planos do Pedro, provavelmente.

mas eu penso que esse é um bom gancho depois você retorna pera um instantinho antes de você me atapelar aqui eu só queria tocar aqui num ponto porque eu acho que é importante a gente sublinhar que esse é o grande pé de barro desse governo porque veja, esse é o grande pé de barro eu acho na marca Lula o que eu acho

Por um motivo muito simples. A marca Lula é entregar consumo, poder de consumo, para quem nunca teve poder de consumo. Isso é o Lula. Isso fez a mágica do Lula. O problema do slogan nunca antes na história desse país é que no tempo de bonança ele tem significado.

no tempo que a gente está vivendo, ele precisa ser escondido. Mas como é que você esconde isso de um brasileiro que olha para o Lula e a primeira coisa que pensa é, nunca antes na história desse país, o que as pessoas olham... Porque aí entra numa segunda questão prática mesmo, pelo amor de Deus, o Maurício, que é o economista aqui, eu não quero de forma alguma, Maurício, atrapelar a coisa da qual você entende, a Débora entende e eu não. Mas...

O governo chegou, eles olharam para a economia, que estava andando de lado fazia algum tempo.

Teve o desastre da Dilma, teve o conserto estrutural, mas que não... feito pelo governo Temer, mas que não repercutiu, evidentemente, tipo, acertar as contas. Quer dizer que as contas estão certas e aí a economia começa a ir de lado. Aí teve o Bolsonaro, que mistura incompetência com pandemia e tudo mais. A economia no Brasil tem uns 15 anos que ela está mal.

E quando ela cresce, ela cresce medíocremente. Aí o governo olhou para aquele negócio, bem, a gente não vai conseguir reindustrializar o Brasil em quatro anos, a gente precisa fazer com que esse PIB cresça um pouquinho mais. E o governo, simultaneamente, com uma mão, ofereceu um desenrola para as pessoas se desendividarem, ou pelo menos reduzir a taxa de juros da dívida que tinha. E aí, com a outra mão,

Entregou consignado para as pessoas tomarem empréstimo para consumir e fazer com que o PIB cresça. Aí vem um bando de militante petista, um bando de militante de esquerda, um bando de militante lulista nas redes sociais, ficam. Mas a economia está boa.

Estão confundindo, evidentemente, aquele número que o Banco Central solta a respeito de qual é o PIB com o crescimento real da economia. Você está fazendo esse crescimento com um dos piores juros cobrados de uma sociedade que existe no mundo. A gente pode entrar, evidentemente, na longa conversa sobre por que os prédios bancários é o que os prédios bancários é, porque aí tem milhões de teses e tudo mais, mas eu não tenho qualquer competência para entrar nesse mérito de discutir por que o juro brasileiro é alto.

O fato de que esse é um governo que escolheu se endividar constantemente, não no nível da Dilma, mas se endividar constantemente, não ajuda. Então...

Tem uma incoerência gigante aí na política que o presidente da República oferece. E isso é evidentemente um problema para ele, se o grande problema que a população está enxergando é todo endividamento, bete, obviamente as pessoas estão se sentindo sufocadas.

Mas a ideia do consignado não é exatamente você oferecer um empréstimo que tem um juro menor do que o que essa pessoa já está endividada? Sim, aí a pessoa pega mais um empréstimo, né, Luísa? Sim, mas ela quita um empréstimo com juro alto e fica com um empréstimo com juro baixo. E aí, a partir do mês seguinte, já tem um salário menor porque comprou uma televisão nova, porque comprou um tênis, porque comprou sei lá o quê. Eu entendo que não é o ideal, mas está pagando um juro menor, né?

Sim, mas tá fazendo dívida. Sim. O problema das pessoas é que elas têm uma dívida. Não é apenas o tamanho do juro. O problema das pessoas é que o salário tá pela metade. Eu também acho que o desenrola é uma solução melhor do que você liberar um novo empréstimo. Luísa. O juro... Luísa. Não, não. Não, não. Não, não. Não. Isso aqui, eu acho que o que eu expliquei não tá claro. O governo usou como tática pra fazer com que o PIB cresça e estimular o consumo.

Entendeu? Precisava fazer com que o consumo crescesse. Por quê? Porque a outra maneira de você fazer com que o PIB cresça é estimular a produção.

Não está acontecendo no Brasil. Não estamos produzindo. O Ocidente se desindustrializou, não é só o Brasil. A produção está baixa, fora do agronegócio. Então, a maneira seguinte de você estimular o crescimento da economia é estimular o consumo. Só que você está estimulando um consumo numa sociedade que está pesadamente endividada.

Então, quando você, por um lado, oferece solução para o endividamento e, por outro, pede para as pessoas consumirem mais, é como se você estivesse anulando uma coisa com a outra. E o fato de que as pessoas agora estão se endividando com um juro um pouco menor, é um pouco menor comparado com o cartão do crédito, com o cheque especial. Segue sendo um juro alto pra cacete, porque a base do juro, o juro básico da economia, já é muito alto.

Então, o ponto aqui, escapa um pouco a questão da pesquisa, é o Lula tem um problema. E o problema do Lula começa com as crenças de como a economia funciona inerentes à visão que ele traz para o governo. De novo, quando a China está comprando...

tudo do Brasil, como aconteceu na primeira década do século, esse troço funciona, porque é tanto dinheiro entrando que está tudo certo. Agora, quando a gente está com dificuldade de vender e está com dificuldade de produzir, esse troço é aquele redemoinho que vai te puxando para baixo e para baixo.

Uma coisa muito importante que a Luísa falou, essa coisa de troca de custo de dívida, essa é um raciocínio que funciona muito mais para a empresa do que para a pessoa física. Geralmente, quando tem uma oferta de crédito, o cara acaba tomando crédito nos dois lados. Isso que é o drama de você aumentar a oferta de crédito da pessoa física. Ele não está tomando um para quitar o outro, é isso?

É, exatamente. As empresas têm esse hábito de troca de custos da dívida com muito mais recorrência do que uma pessoa física, infelizmente. E isso é um grande drama. Quanto mais crédito tem disponível no mercado, mais as pessoas tomam. É, e é você tomar dívida para consumo, que é tudo que qualquer programa básico de educação financeira diz para não fazer. Você toma dívida para investir, não para consumo.

E você tem aí, eu estava lendo essa semana, como já tem um endividamento de jovens no Brasil, porque justamente não tem essa questão do score que o Maurício citou. Então, você tem esses jovens que já tem uma conta no banco e que já lhes é oferecido o crédito ou o rotativo do cartão e você já vai se endividando inicialmente. Nos Estados Unidos, o jovem sai...

com uma dívida de universidade, que é uma coisa bastante pesada e bastante discutida lá, inclusive em campanhas eleitorais. Mas aqui é, de novo, esse financiamento para consumo, para comprar um tênis novo, para comprar um celular, ou para, enfim, sair com a namorada.

Tem uma coisa que eu acho que é interessante também a gente falar. Hoje eu vou fazer mais uma propaganda do meio, não tenho culpa que a gente produz só material bacana, mas o meio político de hoje, que é mais uma das nossas newsletters premium, é do nosso queridíssimo Creomar de Souza, que é nosso colunista aqui no Central e é também um dos nossos colunistas no meio político.

E ele propõe, justamente no seu artigo, exclusivo para assinantes premium, assinem 15 reais por mês, que é a code na tela, que a gente está chegando num ponto em que, conforme o quadro eleitoral está parecendo relativamente estável até que a delação do Borcaro venha a público, inclusive hoje foram protocolados os anexos e tudo mais, mas...

que as perguntas precisam ser feitas aos candidatos, pré-candidatos ainda, né? Formaliza a campanha ali depois das convenções, mas que já tem perguntas que esses candidatos têm que começar a responder mais claramente. E entre as que o Criomar elenca...

Estão justamente as perguntas sobre política econômica. Então, para Flávio Bolsonaro, ele propõe, a gente tem que perguntar qual é a política econômica que ele imagina se é Paulo Guedes...

Tudo de novo. Se tem algum tipo de inovação, o que ele pretenderia fazer de diferente, porque é um cenário econômico diferente do que o Jair Bolsonaro enfrentou, inclusive porque teve a pandemia, mas teve quase dois... É, teve um ano e três meses antes da pandemia de governo. Então, enfim. E para Lula...

A pergunta que o Creomar propõe é essa. Qual é o projeto econômico de um quarto mandato? E em que ele difere do que já foi testado até aqui? A gente está falando de Betis, a gente está falando de 6x1, que a gente vai falar um pouco em seguida. Mas essas duas pautas, por exemplo, que estão quicando no cenário eleitoral,

O governo está a reboque, não são pautas. O 6x1 tentou trazer para si, capitanear, a partir de uma militância da base de esquerda, mas que não foi um projeto que nasceu no Planalto ou no Ministério da Fazenda.

Isso é uma coisa. O que nasceu no Ministério da Fazenda ainda não mostrou resultado, que é o imposto de renda, a correção da tabela e a isenção, e a reforma tributária, que é algo que teve ali o seu momento de brilho, logo que foi aprovada, porque era uma coisa que estava empacada faz algum tempo, fazia bastante tempo.

Mas não se reverte automaticamente em capital eleitoral e nem em discurso eleitoral. Não é algo que você... O Fernando Haddad até pode tentar falar, eu que negociei, eu que consegui. Mas assim, para o Lula fazer uma grande plataforma eleitoral em cima de reforma tributária, não é algo que lhe venha naturalmente. Então...

Eu acho que apenas aproveitando o gancho de fazer aqui a nossa propaganda do nosso criomar, mas eu acho que é muito na pinta, sim, os pré-candidatos estão sendo muito pouco cobrados e ainda não apresentaram por conta própria.

Uma formulação real, fala-se de empreendedorismo de uma maneira etérea, mesmo o Flávio Bolsonaro, que é em tese o candidato mais em linha com o discurso empreendedor e tal, a direita como um todo, não só ele. Não apresentou ainda, um mês atrás...

O Valdemar Costa Neto, presidente do PL, falou num evento que não, não, estamos todos trabalhando arduamente no plano de governo, em todas as plataformas, isso muito em breve será apresentado.

ainda não chegamos lá. Normalmente, no tempo de campanha, isso aparece com mais força, mas já que ninguém está falando do master, já que ninguém está falando... Por que não, né? Já não se antecipar. Já que isso está tão pulsante, o problema econômico está tão pulsante na vida das pessoas, me causa algum estranhamento. Eu acho que o desenrola é a tentativa do governo de, sim, ter um...

um token, né? De, ó, tá aqui a marca deste governo. Por mais que ela não seja positiva no sentido de, ó, eu promovi esse tipo de crescimento, é pelo menos eu entreguei algo para... Um alívio. Um alívio. É, isso casa, Flávia, com também ao que o governo vai recorrer, que é um discurso do PT e do Lula, que é o pobres contra ricos.

A culpa é do sistema, no caso a culpa é dos bancos. No começo do governo, Lula foi bastante vocal com relação a essa questão dos juros, quando ainda era o Roberto Campos o presidente do Banco Central, depois como o Banco Central passou a ser mais responsabilidade dele, ele parou de falar disso, mas eu não tenho dúvida de que esse vai ser um discurso de campanha, que é um discurso eficiente para essa base eleitoral.

do presidente Lula e que ele já trouxe, vou voltar a esse pronunciamento do 1º de maio, estava presente ali, como o sistema, e aí você entra com o Congresso, é o sistema também, que não deixa eu passar a legislação que precisa, enfim, esse discurso aí eu vejo. Agora, com relação à temática dos candidatos nesse momento, eu apoio totalmente a demanda do Criomari, acho que...

Seria muito bom, mas eu honestamente acho cedo para uma campanha fazer isso. Acho que as campanhas não estão no tempo de fazer isso. Eu enxergo o Flávio Bolsonaro fazendo uma não campanha até aqui, o que pode ser inteligente, ele não está se colocando em polêmica, ele está crescendo com essa herança que ele tem, literalmente, dos votos do pai. Então, por enquanto, isso está sendo muito suficiente para ele. E o presidente Lula, o Palácio do Planalto, com essa dificuldade de melhorar a si mesmo.

antes de atacar o outro, porque o problema do presidente Lula não é só o Flávio Bolsonaro, é qualquer um que esteja ali na oposição a ele. Então, ele precisa melhorar a aprovação dele, ele precisa melhorar ou merece continuar ou não merece continuar. E, enfim, ele adiantar esses ataques ao Flávio é um debate que está ocorrendo ali e que não está chegando a uma conclusão pelo que eu tenho acompanhado. Vamos, vamos... Se você puder pôr na tela...

Flávia, eu acho que a gente tinha que ir para a Correira de Cavalos. Tá bom, eu ia preferir se eu não continuar, porque a Sila acabou de mencionar, mas vamos lá para o piloto aí. A página 30 aqui do nosso PDF, Marco. Vamos começar com a intenção de voto no primeiro turno espontânea.

Por que espontânea é importante? Porque, de certa forma, o que realmente mostra, demonstra uma firmeza de voto, uma certeza de voto, é quando o eleitor já está naquela situação em que ele já sabe na ponta da língua em quem ele vai votar. E é espontânea isso. Quando os pesquisadores estão fazendo a entrevista, a pesquisa tem aquele long questionário e simplesmente perguntam.

Em quem você vai votar para presidente em outubro? E a pessoa já tem na ponta da língua. 33,4% dizem Lula. 20% dizem Flávio Bolsonaro. 4% dizem Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado tem 3,7%. Romeu Zema, 3%. Outros, 2,5%. E aí...

Renan, Ciro Gomes, Nicolas Ferreira, tudo gente que está... Nicolas Ferreira nem pode ser candidato. Mas isso é por conta da idade, né? Você precisa ter 35 anos, pelo menos. O ponto da pesquisa espontânea é esse. É você medir a convicção do leitor ali. E vocês podem ver, o não sabe dá 23%. É quase um quarto da população. Na sequência, Marco, vamos...

Vamos para a estimulada, na página 32. Na estimulada, a diferença... Só fazer um ponto, Pedro. O Jair Bolsonaro também não pode ser candidato e a gente está vendo a migração da espontânea do Jair para o Flávio, mês a mês, de maneira consistente. Então, o Jair pompava alto na espontânea e a partir de dezembro, quando o Flávio entrou no comércio, ele foi todo mês...

incorporando o voto espontâneo do Jair, lembrando que o Jair não pode ser candidato porque ele está inelegível também. Então a gente vê esse movimento muito consistente ao longo do tempo e provavelmente esse 4% que o Jair tem vai diminuir nos próximos meses e para basicamente o Flávio ter assumido todo o ativo que o Pai tinha em termos de espontâneo.

Isso é uma coisa, inclusive, muito curiosa você ter feito esse comentário, porque uma das teorias conspiratórias mais malucas que circulam nas militâncias políticas é de que a imprensa esconde que o Flávio Bolsonaro é filho do Jair Bolsonaro ao se referir a ele como Flávio e não como Flávio Bolsonaro.

É como se o Flávio tivesse voto por qualquer razão que não... O fato de ser filho de Jair Bolsonaro, as pessoas, o eleitor sabe disso, está compreendendo isso, a mensagem está dada. E Flávio não é esse gênio da propaganda que está conseguindo crescer porque está escondendo o pai. Pelo contrário, ele cresce por mostrar o pai. As pessoas querem votar ele por causa do pai.

Esse voto não é do Flávio, esse voto, assim como em 18, o voto não era do Haddad, o voto era do Lula. No fim das contas é isso. Mas vamos para a pesquisa espontânea.

A diferença da pesquisa espontânea... Estimulada. Desculpa, perdão. Estimulada. A diferença da pesquisa estimulada é que, dessa vez, o pesquisador, ele rotaciona para cada pessoa que ele vai entrevistar. Ele pergunta, ele diz a lista dos candidatos que são opção em uma ordem diferente, a ordem aleatória. Por que é importante?

Justamente para eliminar aquele viés que pode vir de as pessoas escolherem logo um dos primeiros, entendeu? É para que a ordem não interfira na maneira como a pessoa escolhe. Então, Lula, 40%. Flávio Bolsonaro, 36%.

Isso já é um empate técnico, né? 36, 37, 38 e meio é. Já é empate técnico na pesquisa. Agora, ao mesmo tempo que é um empate técnico na pesquisa, porque a...

a margem de erro é de 2,5%. Consistentemente, né, Maurício? Uma pesquisa após a outra, o Flávio está sempre uns quatro pontos atrás do Lula. Quer dizer, a gente meio que tende a acreditar que nesse primeiro turno tem essa diferença mesmo.

Sem dúvida, e eu tenho que fazer um levantamento antes de vir para cá, Pedro. São os maiores índices de primeiro e segundo colocados na eleição presidencial desde 89. Nunca em maio a gente tinha um candidato com 40 ou 36, já tão alto. Praticamente, se você somar os dois, você está quase com 80% do eleitorado ainda estimulado. Então, é o maior índice em maio desde 89. Então, assim, essa eleição é muito diferente nesse aspecto.

mesmo o Bolsonaro em 2022 ele estava mais baixo ele teve uma curva acelerada no ano da eleição, mas ele estava baixo então a gente tem um cenário bastante particular de ter dois candidatos na estimulada no primeiro turno basicamente somam quatro quintos dos votos e desculpa repetir isso aqui Pedro, mas assim eu estou analisando com bastante proximidade e carinho a possibilidade da eleição terminar no primeiro turno

Porque a gente, se continuar com esse quadro, lembrando que, vou fazer uma observação importante, a gente colocou o Ciro Gomes para um pedido público do PSDB, mas, pelo que eu tenho apurado, eu vi a pequena chance do Ciro ser candidato a presidente. E aí, são dois pontos aí que já vão sumir. Romeu Zema, até agora, ninguém sabe se vai ser candidato ou não. Toda vez que perguntam para ele se ele vai ser vice do Flávio, então, assim...

Se diminuir o número de candidatos, aí aumenta a chance da gente, basicamente, antecipar o segundo turno no primeiro entre o Flávio e o Lula. E essa antecipação já está acontecendo, porque nunca dois candidatos estiveram tão alto em maio do ano eleitoral. Sila, não deixe de nos interromper, se você quiser fazer algum comentário também não, tá? Por favor.

Eu estava pensando aqui em interromper para falar um pouco do Zema, porque a gente teve aqui nas bolhas e no noticiário, o Zema vai aparecer agora na pesquisa, pontuando muito por causa do embate dele com Gilmar Mendes e outras...

e isso não se materializou em voto. A gente fez muito levantamento aqui do nosso lado em redes sociais e, de fato, teve muita repercussão, teve muita adesão. No entanto, ele ainda não é visto como um candidato da opção das pessoas de forma geral e a gente não vê esses governadores.

sendo conhecidos e crescendo na velocidade com que isso seria necessário para se tornarem conhecidos. No entanto, eu acho sempre importante a gente dizer que ainda tem campanha, né? A campanha não começou, o eleitor não está engajado, quando a gente olha ali para pesquisas montanhas a gente percebe isso, o eleitor ainda está bastante distante e tem dois nomes ali que são muito conhecidos. Você tem um nome que é o Lula, que é conhecido.

do eleitorado brasileiro desde 1989, que ele é candidato, ou tem alguém candidato que no final representa ele. É a sétima vez que ele vai estar na cédula. E tem um nome chamado Bolsonaro, que é mais recente, está na memória de todo mundo, foi derrotado e representa esse outro lado. Então, os dois governadores ali a gente não consegue comparar com isso. Então, ainda tem campanha.

E ainda tem a questão do Flávio precisar se apresentar, né? A gente insiste muito nisso, mas o Flávio é uma ideia, né? O Flávio é o filho do Jair. Ainda a gente, o eleitor não sabe quem é o Flávio, né? O Flávio ainda não mostrou quais são os seus projetos, se é o Flávio moderado, se é o Flávio que vai ser mais radical, que Flávio será esse, campanha é campanha, né, gente? Muita coisa acontece numa campanha.

Agora, de outro lado, quando a gente olha para essa tabela, você vê ali dois polos ocupados, com pouco sinal de crescimento e com pouco interesse também dos partidos de entrarem nessa briga. Eu acho que isso também é fundamental nessa eleição. Os partidos muito mais interessados em fazer bancada para o Congresso do que...

eleger um presidente por todas as questões das emendas e do fundo eleitoral, do fundo partidário e por aí afora. Então é uma eleição pouco disputada pelos partidos, essa de presidente. Muito fundamental para o PT e excelente para o PL que ganhou ali com o Bolsonaro mais um jeito de trazer mais votos para o Congresso, inclusive, quem sabe de bônus ter um presidente.

Pois é. Marco, vamos para o 35, por favor? Essa é a... Isso aí é o quanto que o voto de cada um desses candidatos está decidido, né? No fim das contas a gente pergunta, vem cá, você já está decidido? O sujeito falou que vai votar no Lula. Aí a gente pergunta. Esse voto já está definido mesmo ou você pode vir a mudar?

No caso dos eleitores do Lula, 27,2% dizem que podem vir a mudar. No caso dos eleitores do Flávio Bolsonaro, 43%, 43,1% dizem que podem vir a mudar. Ronaldo Caiado, 61,9%, 62%. Romeu Zema, 68,9%, 69%.

Ciro Gomes, 91%. Quer dizer, esse voto do Ciro não tem nenhuma convicção. É só um cheiro aí. Ah, eu lembro o nome dele e tal. Tudo bem. Caiado, Zema e Ciro não têm voto consolidado. Eu acho que vale a gente ir, Marco, agora para a página seguinte, a 36, e mostrar o que aconteceu ali, do mês passado para esse mês.

Olha como era a consolidação do voto do Flávio Bolsonaro, olha como passou a ser. O Lula está no mesmo lugar. Quem achava que podia mudar, continua achando. Quem achava que já estava sólido e firme, continua achando. Agora, quando a gente olha para o Flávio Bolsonaro, 39% dos eleitores dele...

achavam que podia mudar. Isso era ótima notícia para o Zema, ótima notícia para o Caiado. Esse mês, 56,9%, quase 57%, próximos 60% já dizem, não, não, não, defini, é isso. E, ao mesmo tempo, caiu para 40%, quase como se a régua tivesse invertido. A maioria passou a achar que está decidido e passou a achar.

E isso é o início de uma consolidação dessa polarização. É quando essa eleição começa a se cristalizar e a gente começa a perceber pouco espaço de movimento para os candidatos. Maurício, você que está habituado com campanha eleitoral americana, eu acho que a gente tem um problema aqui no Brasil, que é o seguinte.

Essa regra maluca do TSE, que estabelece que você só pode fazer campanha eleitoral oficialmente a partir de agosto, no ano da eleição, ela está ignorando por completo a realidade das eleições. A eleição presidencial americana começa na entrada do segundo semestre do ano anterior.

Todos os pré-candidatos já estão na rua, já estão fazendo campanha, já estão fazendo anúncios na televisão, já estão... porque é ali que o eleitor começa a afirmar a sua opinião. Na verdade, a impressão que eu tenho, eu acho que tem uma incompetência imensa dos partidos também, em particular do PSD, que é o partido que, não vou dizer que não tem mais, mas certamente é o partido que teve a chance de furar a polarização, é...

Essa maluquice do Kassab de achar que ele podia decidir quem era o candidato do partido em abril, quando devia ter firmado quem era o candidato do partido em junho do ano passado e começado a fazer campanha nacional. Porque o que está acontecendo é o seguinte, quando chegar em agosto, não tem mais campanha para fazer. Isso piorou, né, Pedro? Até 2014 a gente tinha 12 semanas de campanha oficial, agora a gente tem 6.

O Brasil reduziu pela metade o período de campanha. E o que eu vejo no Brasil em relação aos outros países é uma cultura de dificultar ao máximo novos entrantes.

Porque essa limitação de exposição, ela basicamente favorece quem está no poder em todas as suas instâncias, no nível legislativo e executivo. Por isso que o grau de renovação na política brasileira é muito baixo em qualquer métrica possível. E, obviamente, quanto mais você limita a exposição, mais você limita a campanha e mais curta fica a campanha, isso tende a valorizar exatamente dois nomes que têm recorde.

no caso da presidencial são os dois maiores vicós da nova república que é o Lula e o Bolsonaro então essa infelizmente para o eleitor, o eleitor é privado de conhecer alternativas diferentes, justamente

Eu vejo uma dificuldade enorme para os governadores se nacionalizarem, tanto é que o último governador que foi eleito presidente foi o Fernando Collor, e o Fernando Collor ficou, Silvio me conhece, ficou um ano em campanha, ele teve uma oportunidade de ser conhecido nacionalmente por um período muito extenso, então dificulta muito para um governador que tem que governar, de alguma maneira estar ligado às questões regionais dele.

e se nacionalizar com essas janelas extremamente limitadas de exposição. Acho que esse gráfico também traz claramente a saída do Ratinho Júnior. Na última pesquisa, a gente foi a campo exatamente quando o Ratinho Júnior anunciou que não seria candidato. No entanto, passado esse mês, quando o eleitor percebe que...

não tem mais essa outra alternativa que ele estava flertando com, ele está indo também, mas decidido pelo Flávio Bolsonaro, ainda precisa que Caiado comece a sua campanha, com todas essas dificuldades que o Maurício falou, de ser conhecido apenas regionalmente.

Eu queria fazer uma última pergunta para vocês de um gráfico que não está no nosso PDF, mas foi um estudo específico que vocês fizeram para a gente em cima dos números da pesquisa, que é aquele corte de 3% da sociedade, que são 3% da base.

É um corte, por um lado, temerário, porque é uma quantidade muito pequena dos respondentes. Mas que são... O que eu quero dizer com temerário? Não quer dizer que esteja incorreto, mas é aquele número que traz, por ser um corte tão pequeno de pessoas, uma certa incerteza. A gente não sabe se é 1%, se é 5%, qual o tamanho, o que isso quer dizer.

Mas por que esse corte de 3% que vocês fizeram especificamente para a gente é importante? E aí eu quero que vocês dois expliquem isso para a gente. São 3% da base que são pessoas que votaram no presidente Lula em 2022 e que não querem que ele volte a ser presidente.

Quer dizer, a turma que virou as costas para o Lula, tendo votado nele, virou as costas para o Lula. Não são pessoas antipetistas, são pessoas que foram abertas ao Lula e acham que não deu certo. E esse corte tem uma característica bem particular. Metade é classe AB e quase que a outra metade é classe C. É pesadamente feminino.

E quando eu olho para esse corte AB por um lado, muito feminino e periferia urbana, o que eu estou vendo é o seguinte. São aqueles dois públicos, mulheres de periferia urbana e esse eleitorado liberal tucano da classe média urbana tradicional, que é justamente a turma que votou no Bolsonaro em 18, virou as costas para o Bolsonaro e votou no Lula em 22.

E, em 1926, parece ter abandonado já o barco do Lula. Por que esse corte é importante? Porque a vitória do Lula, em 2022, foi graças a esses dois públicos. E se esses dois públicos, as mulheres da periferia, ou essa parcela de mulheres da periferia, e essa classe média urbana, tocana, por assim dizer, os órfãos do PSDB dos anos 90.

Se esses dois grupos tiverem de fato abandonado Lula, ele perde a eleição.

Ele pede a lição, Pedro. E nesse momento... Bom, primeiro só para responder a questão metodológica, você tem toda a razão na questão da variação na área de erro. O que eu estou tentando fazer é que, como a gente está tomando a informação desse grupo todo mês, essa frequência me dá uma consistência das conclusões. Então, a gente tenta minimizar isso com uma frequência maior de tomadas. E quando a gente tiver... Isso ajuda a ter uma leitura mais consistente.

Agora você tem toda a razão. Na verdade, o PT tem três problemas. E esses 3% refletem parte desse problema. O primeiro problema é que ninguém que votou no Bolsonaro em 2022 em algum momento aprovou esse governo. Então a gente já tem de cara um teto de popularidade baixo.

O segundo problema é que o PT costuma se prejudicar com a abstenção, que é uma abstenção mais focada na baixa renda no Brasil. Então, mais analfabetos não aparecerem para votar, mais gente com menor escolaridade não aparecer para votar comparado com o eleitorado como um todo, prejudica o Lula, porque é o público mais próximo de votar nele.

E aí chega nesse público, que é o público, como você falou, você descreveu super bem, fundamental. Na verdade, hoje a oposição está jogando pelo empate nesse público. Porque se o público não voltar para o Lula, ou ele vai votar na oposição ou ele não vai votar em ninguém. E não votar em ninguém é ruim para o Lula também. Então, eu digo, a Flávia falou aqui no começo que essa eleição vai ser decidida por números muito micro. Esse número é o número micro dessa eleição.

Flávia? E a gente está falando de Sudeste, né, Pedro? Importante dizer isso, né? Ah, sim, Sudeste. Quer dizer que a grande batalha está aqui, né? É, a gente está falando de grande centro urbano, né? Rio de Janeiro, Belo Horizonte e principalmente São Paulo, né? Exatamente isso. Aí eu acho que vale mencionar os nossos colegas da Quest, fizeram hoje também uma divulgação de pesquisa.

Só porque o Felipe Nunes é bacana, hein? Porque hoje é dia da pesquisa, meio ideia, mas como eu gosto muito... Um abraço para ele, um abraço para ele. Um abraço para ele. Um abraço para ele. Um abraço para ele. Vou dar essa colher de chá. Não, mas é porque tem um recorte interessante lá na pesquisa Quest de hoje, que é a corrida eleitoral em 10 estados, né? A corrida presidencial em 10 estados, como é que está o cenário. E a...

como acabamos de mencionar Sudeste, no caso ele está falando de Estado, não das capitais. Mas é muito impressionante o que neste maio de 2026, o tamanho da vantagem que o Flávio...

Bolsonaro está apresentando diante do presidente Lula, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Então, em São Paulo, deixa eu até abrir aqui para eu não cometer erro, mas se eu não me engano em São Paulo são 14 pontos e no Rio 16.

Então, em Minas, o presidente Lula, mesmo sem palanque garantido, porque o palanquinho encrencado de sair é esse de Minas para o PT, que está difícil de construir, mas mesmo sem o palanque garantido, o presidente Lula...

Segundo a Quest, em Minas, ainda coloca uma vantagem de 4 pontos com relação ao Flávio. Mas em São Paulo e no Rio, nos estados, o Flávio Bolsonaro tem uma vantagem bastante acentuada aí na casa de 15 pontos, que é, eu acho que...

enorme desafio para o Lula. Ao mesmo tempo que ele tem oportunidades, por exemplo, como a gente falou, no Norte, com a pauta das Betes, potencialmente, claro que é tudo muito... São apostas por falar em Betes, são apostas. Mas que certamente as campanhas vão mapear essas oportunidades locais. Mas sem dúvida, a massa de votos e onde é possível, talvez...

construir uma diferença realmente aqui nos centros urbanos do Sudeste. Sem dúvida, mas também recuperar aquele eleitor do Nordeste. Eu acho que isso é um caminho mais fácil, digamos, e que é uma tarefa também do presidente Lula.

em que ele patina ali em alguns estados, em algumas populações, e eu acho que é natural, digamos assim, que esse eleitor volte para o presidente Lula durante a campanha, caso ele consiga colocar todas essas questões que a gente discutiu aqui. Então, acho que o país, de qualquer forma, fica dividido regionalmente, acho que a diferença mesmo...

mais recente é essa divisão por gênero. Eu acho que isso é uma oportunidade. E eu acho que o PT vai fazer um esforço para tentar diminuir a abstenção do Nordeste. Eu acho que vai ter um esforço, não sei, um esforço de propaganda, um esforço logístico para que diminua a abstenção do Nordeste. Isso é fundamental para ele também.

Aqui em São Paulo, o que já está muito concreto, e foi inclusive motivo de desconforto no governo estadual e no municipal, é a propaganda em pão de ônibus do governo federal. Isso é uma coisa que o governo federal investiu em muito banner, esses eletromídia, que estão fazendo propaganda de graça.

Eu fiquei pensando... Quem está pagando de graça para o Felipe Nunes, para a Eletromedia, pensando que era um patrocinador. Pois é. Para o programa de futebol, só não faço para a Betis, nem pagando. Mas, enfim, houve realmente uma inundação na cidade de São Paulo de mídia paga do governo federal nas mídias de pontos de ônibus e o Ricardo Nunes reclamou.

o Tarcísio Freitas reclamou, da mesma forma que o outro campo reclamava da inundação de propaganda do governo federal de Jair Bolsonaro em 2022. Se tem uma coisa que é antiga, são duas coisas bem antigas em qualquer campanha, pacote de benesses e aumento de propaganda. Isso aí.

Pode contar, é certo como impostos e morte. Mas enfim, eu acho que este esforço em São Paulo está bem pautável, mas claro, é uma diferença que diminuiu em 2022 de Lula para Bolsonaro no Nordeste e que se Lula não recupera e ainda...

com essa margem tão apertada no Sudeste, realmente a situação fica muito complicada. Pedro Doria, eu vou fazer uma movimentação aqui na escalação do time, vou mandar o Maurício Moura para o chuveiro mais cedo.

Embora ele tenha manifestado que é fã de Débora Bizarria, eles vão dar um abracinho aqui no corredor, enquanto Débora se senta aqui conosco. Porque sempre que eu tiver a chance, eu vou promover uma bancada 100% feminina aqui em São Paulo, no Rio, onde eu estiver, porque é muito gostoso. É para eu sair também só perguntando.

Olha, meu bem, aí eu tenho sense de carreira, né? Esse é meu chefe, esse é tão lindo. O aniversário da mulher dele, deixa ele ficar. Deixa ele, deixa ele. Eu estou escolhendo uma blusa preta diferente hoje. A pessoa tem sense de carreira, né? Seu gente é muito cuidado, não joga em best. Fica, seu gato. Mas aqui vamos trocar, tá bom? Então você segura aí um pouquinho enquanto a gente faz a troca.

Gente, obrigado, hein? Muito obrigado, Maurício. Valeu, Maurício. Até a próxima. Até já, Maurício. Pois é, Luísa. Eu acho que quando a Flávia se vira e fala fica seu gato, eu senti um tom de ironia. Dá pra falar que é assédio sexual, assédio moral, esse tipo de coisa, ou pelo fato de eu ser o chefe, não pode? Eu não vou me envolver nessa briga de vocês chefes aí, não. É porque ela é chefe sua. É a minha chefe também.

Fica muito difícil a minha situação nesta bancada. É, não, tudo bem. Então, não posso nem... Não posso nem, tipo, tirar uma casquinha do identitarismo, uma coisa assim. Mas gosto de bancadas femininas. Acho boas. Então, é para eu sair também? Você está sugerindo isso? Eu não estou dizendo isso, chefe. Já veja bem.

Mas é aniversário da Lia, né? Se quiser chegar em casa mais cedo e tal. É aniversário da Lia. Minha mulher faz 50 anos de idade hoje, meio século de idade. Taurina, adoro taurinos. Você adora taurinos? Adoro taurinos, são pessoas ótimas. O que quer dizer ser taurina? Uma pessoa que gosta das coisas boas da vida, né? Comer, dormir, essas coisas assim.

Ah, é? Outras coisas também. Você é taurina? Não, eu sou libriana. E librianos gostam das coisas boas da vida também? Librianos gostam das coisas da vida. São pessoas muito diplomáticas. O Marco está concordando ali que ele também é libriano. Ah, entendi. Mas são geralmente pessoas muito diplomáticas, gostam de tomar decisões com calma, têm dificuldades para tomar decisões. Entendi. Me sigam para mais dicas astrológicas. Me explicaram outro dia que eu sou escorpião com ascendente aquário.

Não sei muito bem o que quer dizer o ascendente em aquário nessa situação, mas o escorpião tem uma fama bem ruim, né? Tem, né? Tem, tem. Escorpianos e satanares... Escorpianos e satanares. É, tá certo. Eu não sei se eu fiquei feliz de ser escorpiano satanares. Não, o satanares é uma coisa e o escorpiano é outra. Eu também quero entrar nas conversas, gente. Finalmente uma conversa que não é.

Diga, Sila, qual é o seu signo? Não, eu queria dizer que ascendente em aquário é tudo de bom, é por isso que a gente se dá bem, tá aqui fazendo junto, a Mariano tá à frente do seu tempo. E escorpião. Mariano e escorpião é ótimo também. Escorpião tem forma ruim, nada, tem forma de ser o melhor signo. Profundo, profundo, profundo. Agora o que mais me surpreendeu aqui foi o Pedro. Tá vendo? Olha, elas têm opiniões melhores a respeito do que quer dizer esse troço, entendeu, Luísa?

o que mais surpreendeu aqui foi o Pedro Doria revelar a idade da mulher dele em público e não saber o que significa ter uma mulher taurina essas duas surpresas realmente aqui pra bancada feminina foram assim as mais reveladoras do programa o que eu tenho de centro de casamento eu sei eu tenho de centro de casamento

Não, não. Primeiro, a Lia não tem nenhum problema de eu falar quantos anos ela tem. Nenhum problema. Se ela tivesse, eu evidentemente não o diria. E eu entendo de Lia, agora de Taurino.

Realmente, de fato, eu não entendo. Ai, foi foda. O salão foi demais. Minha menina. Ó, produção. Corte. Corte produção para a dona Fabi. Beijo, Lia. Feliz aniversário. Feliz aniversário. 50 são maravilhosos, Lia. Isso. 50 com, claramente, com uma paciência de 25. Olha que a Thaís e Xavier estão dizendo que escorpião e touro são opostos complementares.

Eu não sei se é opostos que se complementam ou se são opostos. Isso é bom? É isso que eu entendi? É excelente. Claro, como que eu vi com o vexo, amor? Ah, entendi. Eu vi com o vexo, entendi. Muito interessante. Débora Bizarria já está aí para a gente falar de ciência de fato em vez de ficar aqui nessas coisas medievais.

Tudo bom, Débora? Imagina, a Débora gosta de astrologia. Não, sai pra lá. Se você não for a igreja, não tem problema, tá louco? Não, vai, vai. Você falando que uma evangélica assumida gosta de astrologia, você tá querendo jogá-la naquela coisa mundana, não pode, Flávia Tavares. Não é não, Débora? Eu provoco a minha amiga Debs, a gente no privado vai trocar opiniões sobre o mapa astral da Debs.

Mas sim, eu tenho um aspecto que pouco crente sabe, né? Os puritanos do Nordeste americano, eles usavam astrologia para decisões de agricultura, para várias coisas. O Olavo de Carvalho também. Mas ele não gosta de crente, não. Não, mas agora é outro departamento. É outro departamento. É outro departamento. Não, não começa a trazer isso, né? Não, claro. Vamos até o alto astral, galera, alto astral. Foi tudo errado. Débora, você olhou para a pesquisa que o Maurício e a Sila fizeram?

Claro, maravilhosa. Vivi no ônibus, não ouvindo as propagandas do governo, graças a Deus, porque eu não presto atenção, mas ouvindo vocês discutir aqui. E acho que a economia vai ser um assunto do ano, né? Eu acho que para essas eleições não sei como outra coisa aconteça. Eu acho que essa foi a grande, pelo menos para mim, a grande mensagem como leitora da pesquisa e ouvindo os comentários sempre incríveis da bancada. Deixa eu fazer então a provocação que o Pedro me proibiu de fazer antes, me cortou!

Já que não é para eu puxar saco, eu tentei, vocês viram, ele não deixou. Vamos fazer uma denúncia então, Flávia, você foi silenciada, que absurdo.

Tentaram me calar, mas não conseguiram. Não, mentira, é só porque realmente a gente tinha que dar uma esmiuçada no cenário eleitoral e como Débora estaria conosco em seguida, faz mais sentido eu aprofundar agora esse pedaço com você, minha querida. Que é o seguinte, uma das coisas que a nossa pesquisa sondou é o grau de apoio ao fim da...

Escala 6 por 1. E como a Sila falou lá no começo, a Lu também apresentou ali no Abre, do programa, o grau de apoio é muito alto, é uma das poucas pautas. Acho que não chega a uma unanimidade estatística ali, porque fica ali na casa dos 70 anos.

Perto dos 80%? Mas no país polarizado eu acho que dá pra... Então, exato. É que no contexto que a gente vive atual, realmente é um grau de consenso bastante alto. Em compensação, quando a gente esmiúça esses números...

E isso acabou ficando fora do nosso material final, por uma questão técnica que aconteceu um ruído aqui na produção desses gráficos, mas eu vou apresentar para você só um dado que eu acho que já nos ajuda a fazer a análise que eu gostaria, que é o fato de que...

Este apoio, uma das perguntas é sobre se, caso seja aprovada a escala, o fim da escala 6x1, caso ele seja aprovado, o quanto isso melhoraria a avaliação do governo federal? Isso está no nosso PDF. Pedro, me ajuda a ver que número de página que é, por favor? Espera aí. De qual que você está falando? Vou melhorar. Da 6x1.

Melhoraria, peraí que eu acho que eu mesma já achei. O que acha do fim da escala é a página 24, a partir da 24 a gente está com a 6 por 1. A partir da 24? Isso, é o que acha do fim da escala 6 por 1 a 24 que está na tela agora. Tá, aí desce mais uma, por favor. 25, o impacto do fim da escala 6 por 1. Eu fiquei falando de...

Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.

Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Próxima, é bem a próxima. Eu fiquei falando de signo e não fiz meu trabalho. A próxima página, Marco, por favor. A culpa é toda minha, chefe. Obrigada.

Vamos lá, então a gente perguntou, né, Sila e Débora, se o fim da escala 6x1 afetaria, como que afetaria a avaliação do governo? E o índice de pessoas que disse que melhoraria é bastante interessante, é 46%. Então você pensa, nossa...

Tem aí um potencial de melhora de intenção de voto para o Lula a partir desta pauta. Porém, quando a gente destrincha esse número, e foi essa parte que acabou não indo para o PDF, a gente vê que este número é alto, principalmente entre quem já aprova o governo Lula. Esta é uma pauta que, embora muita gente esteja respondendo na pesquisa que apoia, o índice de apoio...

É muito consistente entre quem já aprova o atual governo Lula, então chega a 86%. Entre quem desaprova, é um pedacinho que poderia melhorar a avaliação, que é ali 11,8%. E as pessoas que não sabem, aí sim é onde tem um potencial realmente marcado, são 62%. Então, eu tenho a impressão, queria ouvir você, Débora, e depois a Sila,

que as pessoas ainda não entendem como é que isso vai afetá-las. Então, se a pessoa não é diretamente uma funcionária 6x1, cujo benefício é direto...

A pessoa está um pouco... É direto, mas depende de implementação. Isso é algo que eu estava pesquisando antes. Eu amei entrar num clima de alto astral porque eu estava lendo umas coisas e passando raiva em casa. Assim, como eu sempre falei, né? O diabo está sempre nos detalhes, já que a gente falou muito disso hoje. O diabo está sempre nos detalhes. Então, por exemplo, o setor produtivo, nesses últimos dois dias, está se organizando para ir para Brasília para dizer, olha, a gente sabe que é meio que inevitável passar alguma coisa, mas a gente tem algumas demandas.

e um, acho que até começa, se não me engano, talvez tenha mais outros grupos falando que o que eles querem é uma transição longa, 10 anos, então, ou seja, se for aprovado agora, é...

Pode ser que tenha impacto com a popularidade, mas é mais difícil ser uma coisa mais... Com transição mais longa, longo prazo. E a gente já viu, né? A gente discutiu mês passado um pouco como a questão do IR também tem... Por vir meio pinhado, o efeito parece não ter sido tão relevante para a popularidade. Aí era transição longa de 10 anos, fazer uma diferenciação entre pequenas, micro e pequenas empresas, empresas grandes, que eu acho que é uma coisa...

tem alguma lógica, e umas outras medidas que têm custo fiscal e que têm impactos microeconômicos, ou seja, na organização da economia, que seria o aumento da isenção do simples nacional. O simples nacional tem alguns problemas de desenho e o aumento do teto aumentaria as disparidades que ele causa no formato como está hoje. Essas são os demandas. Outra coisa também que eu achei interessante foi ouvir uma longa entrevista do Durigan, do Michel Fazenda. Obrigado.

falando algo assim, a gente não vai compensar as empresas, ou seja, não vai ter benefício fiscal nem nada, porque acho que não precisa, mas a gente vai aumentar a produtividade com a agenda de microcrédito, como se microcrédito fosse uma bala mágica e não uma política muito complexa para funcionar. Eu já vi revisão de literatura. É uma boa medida, mas depende de muita coisa para funcionar. E as coisas que a gente vai anunciar junto com o desenrolo. Eu fiz isso.

Vocês estão brincadeira, né? Sabe? Então, é aquilo que eu falei, de que pra uma lei desse tipo, né, que na prática vai aumentar salários, né, e diminuir a jornada de trabalho, aumentando salário, sem mexer no salário, você vai aumentar o salário por hora, pra você sustentar isso, sem gerar desigualdade, eu escrevi isso faz umas duas ou três semanas, na redição de sábado, vale a pena ler, se você for assinante premium, se você não for assine, olha aí.

você pode acabar gerando desigualdade porque nem todo mundo vai conseguir ter um emprego formalizado se esse custo aumentar muito para as empresas e vai acabar vazando para a informalidade gerando desigualdade. Então, o que é isso? Então, para isso ser viável, quando eu não acabei de falar, não precisa vir junto com a agenda de produtividade séria. Não é só falar ah, nos importamos com produtividade, sabe? E aí eu fui lendo as coisas, fui passando raiva, porque eu disse, cara, eu acho que nem o governo não tem ideia o governo? E aí

por exemplo, o tempo que levaria em termos de popularidade, mas também como viabilizar essa medida para que ela de fato aumente bem-estar das pessoas. Porque se só beneficiar quem já está dentro do sistema formal e que não é a maioria, assim, um pedaço e correr no risco de aumentar a informalidade do outro lado...

A vida das pessoas não vai melhorar, o nome de um pedaço grande é o suficiente. Talvez seja uma melhora de quem já paga o governo. Então, é ruim para a sociedade e é ruim para o governo que está querendo buscar um crescimento de popularidade. Mas eu queria ouvir vocês, assim, não estou bem preocupada. Eu acho que é um desses temas que acabam caindo na...

no debate eleitoral, do ponto de vista muito do curto prazo, com efeitos mais de longo prazo. Eu acho que no caso do IR até... Foi mais curto, sim. E havia uma certa dose de...

Não sei se o estudo técnico por trás disso estava tão estruturado, mas pelo menos consenso entre os dois campos havia, porque foi promessa de campanha dos dois candidatos e são raras as promessas de campanha econômicas consonantes.

Nesses dois campos, da direita e da esquerda. E nessa, o que eu estava vendo é que está todo mundo meio com pressa e ao mesmo tempo o pessoal está dizendo, olha, mas a gente precisa realmente ter tempo para discutir como vai fazer, porque tem detalhes, vai diferenciar a empresa grande e a empresa pequena? Não vai. Qual tem a tua transição? E por aí vai, isso vai levar...

tem um para ser discutido. Mas, perdão, só para complementar que aparentemente é uma pressa que permeia todos os setores, porque o Legislativo também decidiu acelerar essa tramitação. O presidente da Câmara, Hugo Mota...

cometeu um dos maiores crimes capitais de Brasília, que foi marcar a sessão de segunda e sexta-feira, em ano eleitoral, assim, o povo tá bravo. Gente, é seis por um. Botaram os políticos pra trabalhar cinco por dois em pleno... Não, eu não gosto de fazer esse discurso que demoniza o político, mas que é raro, é. Então, assim, mostra no mínimo...

A pressa do Legislativo em também fazer essa pauta. É, vamos saber quem vai ser o pai da criança, né? Exato. Mas nesse caso, Flávia, eu acho que os números que você traz, eles são importantes também do ponto de vista contrário, porque qualquer medida que o governo...

tenha, que aumente, mesmo que seja marginalmente, a sua aprovação. Entre quem não o aprova, é ouro nesse momento. É ouro porque nenhum ponto está mexendo. Então, eu vejo o 6x1 realmente como uma oportunidade. Mas eu vejo muito mais...

como uma oportunidade de discurso de campanha. E eu volto para mim com o pobres contra ricos, ricos contra pobres. Então, acho que tudo isso, o IR, o 6x1, tudo isso vai entrar num pacote de...

Eu penso nas pessoas que não têm tempo para ficar com as suas famílias, que é a motivação mais alta das pessoas que querem esse descanso e que são as pessoas menos favorecidas, de classe mais baixa e tudo isso. Do ponto de vista prático, acho que tudo isso que a Débora trouxe é fundamental, mas como isso não vai acontecer...

acontecer durante a campanha não é igual o desenrola, né? Isso não vai acontecer agora, vai ficar como discurso, mas um discurso bastante disputado, né gente? Porque foi uma pauta que surgiu, vamos falar assim, na rede social, ela pegou ali na rede social, ela não foi discutida, então o setor produtivo está todo...

Correndo agora, né? Correndo agora para dizer, como assim, gente? Como que vai fazer uma mudança desse tipo que não levou em consideração uma série de questões que são essas discussões que estão acontecendo agora e que aparentemente vai ser um sistema todo atropelado e depois eventualmente vai se voltar a ele na hora da implementação. Mas eu vejo como discurso de campanha um discurso bastante eficiente para essa discussão aí dos oprimidos e dos opressores. E aí

E isso se reproduz, inclusive, quando você olha em quem apoia ou para quem isso melhoraria a avaliação do governo. Por exemplo, tanto em termos de escolaridade quanto de renda,

a aprovação é mais espalhada. Então, pelo menos no discurso, pessoas de variadas classes sociais e de variadas escolaridades falam que queremos ou a favor do fim. Porque a nossa pergunta foi bem objetiva. Qual a sua opinião? A favor do fim da escala de 6x1 ou contra o fim da escala de 6x1?

É uma maioria esmagadora, 73,7% dizendo que é a favor do fim. E quando você vai para o desenho por escolaridade e por renda, se sustenta espalhado. Agora...

Sobre se melhoraria ou não a avaliação, a aprovação do fim, aí já fica bem mais marcado. Aí quem tem baixa escolaridade e baixa renda, melhoraria bem mais a aprovação do governo, e quem tem alta escolaridade e alta renda, isso se reduz bastante. Então, eu acho que...

Este recorte representa muito bem isso que você acabou de falar, como pode se encaixar um discurso político eleitoral de oprimidos versus opressores, de pobres contra ricos, de nós contra eles. E tem um dado aí na pesquisa que é o terceiro motivo que vem bem mais abaixo do que a questão do descanso, do lazer e da família, mas são pessoas que querem usar esse dia para trabalhar mais.

porque estão correndo atrás do custo de vida, do endividamento e por aí afora. Você sabe que isso me chamou a atenção? Que página que nós temos esse dado? É na página anterior, é na 25, se eu não me engano, meu querido Marco?

se você puder trazer, que são as motivações das pessoas para serem a favor... Na verdade, o que elas acham que vai ser o maior impacto, não é a motivação. É o que elas acham que vai ser o maior impacto. E eu imaginei que o complemento de renda viria um pouco mais para cima, que as pessoas...

Ou admitiriam que é para isso que elas querem, ou realmente usariam para isso, né? E não, veio ali com menos de 10% dos respondentes dizendo que acham que este é o impacto. Mas é alto. É alto, mas comparado com o passar mais tempo com a família e o descansar. Sem dúvida. E inclusive o se qualificar mais profissionalmente, né? Veio abaixo desse. É, que esses outros são uma anomalia para que que é.

A lei, né? Na verdade. Então, demonstra aí uma necessidade. E eu acho que nas pesquisas qualitativas, a gente percebe também uma diferença bastante grande de gênero nesse caso. Porque para a mulher, em geral, que tem que cuidar da casa, tem que cuidar dos filhos, tem que cuidar da família, ela faz isso justamente no final de semana, que é onde acumula o serviço dela em casa.

Então, ainda tem essa questão, né? O que vai significar para a mulher o 6x1? Inclusive, não à toa, um pedaço grande dos trabalhadores informais no Brasil são as mulheres justamente por causa disso, né? Exato. Aquela coisa de fazer o bico, de fazer... Enfim, de ter um horário diferenciado porque as demandas de cuidado, da economia do cuidado recaem principalmente sobre as mulheres. Então, é uma falta bem relevante. Exatamente. Mas é interessante porque mesmo nessa...

nessa resposta que é poder cuidar melhor dos afazeres domésticos, mesmo entre as mulheres, esse índice é baixo, relativamente. Mas quem que quer isso, né? Então.

Não é mesmo? Honestamente. Mas eu imaginei que pudesse vir, porque não é o impacto desejado, é o impacto que imagina que vai ter o fim da escala 6x1. A nossa pergunta é formulada assim, na sua opinião, qual seria o maior impacto para o trabalhador com o fim da escala 6x1? Então, não é o que...

É o que as pessoas estão imaginando que vai acontecer, não é isso? É, mas é o argumento, né? O argumento é o do descanso, né? O argumento do projeto é... Eu acho que vai ter essa pesquisa depois que passar, que de fato foi usado... Eu acho que vai ter uma mudança. Se a gente está passando, eu acho que vai ter uma mudança no que as pessoas realmente estão usando. Geralmente isso acontece.

E Débora, eu não quero deixar de aproveitar a tua presença aqui, já que a gente falou aqui desse gancho feminino sobre a escala 6x1, para falar com você um pouco sobre este vídeo da pastora Helena, que viralizou nas redes nos últimos dois, três dias, e que para quem não acompanhou, eu vou pedir para você fazer um breve resumo, primeiro do que viralizou e segundo do que você viu, se é ainda mais amplo e mais profundo.

E por que que esse discurso importa? E, em particular, no momento em que a gente está debatendo tanto o papel da mulher na sociedade, na política, dentro do lar, dentro das próprias igrejas. Então, eu queria...

Conta pra gente o que é esse vídeo e por que ele te tocou e você acha ele tão importante. O mais legal é que não só me tocou, porque não só você. Assim, tá circulando às três dias. Então é um corte. Eu acho que muitos que estão vendo em casa devem ter visto, mas em caso não tenho visto. É uma bastora, pentecostal. Ou seja, sabe aquela crente raiz de saia e tal? Um coquezinho na cabeça? Essa figura.

falando, olhando assim pra tela da câmera, falando assim, se você sofre violência doméstica, pare de orar por ele, ore por você, peça a força a Deus, denuncie, o seu homem tem que ir pra cadeia. E assim, é uma fala muito forte, tem outros cortes de outros momentos, mas isso não é uma fala só, você vai dizer, ah, mas ela tá falando em prol do fim da violência contra a mulher, mas não era só isso, não era só uma campanha de violência, ela tava fazendo uma pregação.

Era uma pregação, tinha texto bíblico, tinha começo, meio e fim. E era um evento muito tradicional do meio pentecostal brasileiro, ou seja, de várias assembleias e tudo. Então, por exemplo, as figurinhas que a gente conhece todas da política.

Também, né? O Marco Feliciano estava lá e tudo, e graças a Deus não foi ele o tema desse evento, não foi ele que viralizou. Ela estava fazendo uma pregação sobre um texto da Bíblia bem difícil, que fala de abuso, que é a Juíza de 19, uma história bem trágica, e fala, olha, isso aqui é um recado para a gente, a gente não pode acobertar abuso nas igrejas, precisa ser feito alguma coisa, precisa criar uma secretaria para acolher as mulheres, para não dizer essa coisa de, ah, olha por ele para ele melhorar, se ele está batendo em você, ele pode matar você.

Então, é um discurso muito forte, eu nunca tinha visto uma denominação grande com um público tão grande sendo televisionado no YouTube, com gente assistindo, uma fala tão incisiva sobre uma coisa que é tão importante. E o que foi muito legal é que realmente furou todas as bolhas, não foi uma coisa que ficou restrita, um meio pentecostal. Esse vídeo circulou, está circulando agora na mídia, eu vi corte na Globo News, vi na Marie Claire, que eu fiquei assim, realmente furou todas as bolhas.

e de vez em quando você vê as pessoas, ah, mas ela é bolsonarista, mas gente é justo aí pra ela não ser um eleitor do Lula, pra ela não ser ela fala que não é feminista pra ela não ser identificada com as pautas muitas das pessoas aqui de esquerda que ela vai conseguir chegar a falar em tanta gente talvez gerar alguma mudança

Então vai ser interessante acompanhar, inclusive, conectando aqui com as discussões que a gente está tendo sobre eleições, como os agentes políticos vão reagir a uma movimentação nessa direção. Será que vai ter, sei lá, uma parte da direita evangélica ou religiosa, vamos chamar assim, vai reagir querendo se proteger? Eu já vi movimentações assim do tipo, ah, eles estão colocando todo mundo sob suspeita, ah, falando assim fica parecendo que todo mundo passa contra abusador, ué.

Se não passa o que é um abusador, ótimo. Então vamos tentuar os canais para as mulheres denunciarem e serem acolhidas. Então, assim, é um momento que eu acho que se gerar as estruturas necessárias para fazer essa denúncia, vai ter um impacto. Se gerar essas mudanças, vai ter um impacto importante. E estou bem curiosa para ver se os políticos vão entender.

Na falta de agendas concretas para as mulheres, que a gente tem discutido isso todo mês, toda vez sai pesquisa, a gente tem discutido do quanto a mulher parece, ah, essa é leitora importante, mas falta pauta, é o quanto, por exemplo, alguém vai querer dialogar com a própria pastora, ou pelo menos dialogar com o que ela apresenta. Eu achei fantástico que é na pragação, porque eu sou a pessoa do dado, né? Muito também. Ela fala assim, olha, não tem pesquisa sobre a violência doméstica nos dados evangélicos, assim, de maneira específica, mas a gente tem vivência.

Eu acho esse disclaimer de uma delicadeza, uma sabedoria. A gente sabe. E também no vídeo ela fala sobre abuso contra a criança, fala o número, ela fala se você criança está me assistindo em casa e alguém está tocando em você. Diz que sim. Eu acho assim, nossa, eu fico até impactada porque eu nunca tinha visto algo desse tamanho, com essa pauta. Então, eu estou um pouco otimista, talvez seja difícil no Brasil com alguma coisa, mas eu acho que tem chances de se ir.

os bons políticos que a gente tem nesse país e as boas pessoas que discutem política pública principalmente na pauta de segurança e de violência contra mulheres, entenderem que existe uma oportunidade de a gente fazer mudança na cabeça das pessoas e entender que, cara, a gente entende que quando as pessoas é, a gente tem que perdoar como cristã e tal, mas se a pessoa tá matendo em você, essa pessoa tem que estar na cadeia e aí se você se arrepender, ela se arrependa pra lá é um processo individual

dela com Deus, na cadeia depois ela, pagado o crime volta, reabilita então assim, acho que isso é bem importante eu espero, torço muito pra que a gente veja uma movimentação é uma coisa a se esperar e a ver se isso vai ter impacto e como é que isso vai se distribuir nas questões eleitorais, na questão da sociedade e se Deus quiser, na redução da violência doméstica também. E isso é muito, só pra gente concluir, eu acho muito interessante né Débora e Sila que

Isso também desmistifica um pouco a ideia da mulher evangélica impotente nesse sentido, né? Ela ajuda a estimular a potência. Veja, já é uma coisa... Essa mistificação da mulher evangélica impotente, ela é pra fora da igreja. Eu não tô falando o que está lá dentro. Mas, além disso, ela ajuda a mostrar pro público, em geral...

A potência que a mulher evangélica tem, sim, de tomar as próprias decisões, de não ser... Eu acho isso muito rico também. E avançar a pauta em favor das mulheres sem necessariamente usar o rótulo de feminista. Claro, a gente pode discutir aqui que o feminismo de verdade busca a igualdade de valores, etc. Mas por causa de várias coisas, inclusive da polarização, ficou muito associado com uma coisa de esquerda. E aí vem todas as questões a respeito.

E ela sabia que o pessoal ia dizer ah, é uma feminista falando coisa. E o pessoal, tem gente querendo legitimar o que ela tá falando, falando isso. Inclusive é um recado, né? Preste atenção em alguém que tá focando nisso, né? Já é boa pessoa, não deve ser. Então, estão tentando se estimar. Ela fala, vamos dizer que eu sou feminista. Ela fala isso na pregação dela. Vamos dizer que eu sou feminista. Eu tô falando uma coisa séria, é uma coisa que tá aqui na Bíblia. A gente tem que ser, a gente não pode ser conivente.

com o abuso, com todas essas coisas, com a violência. E, cara, assim, é muito forte e é muito, assim, se você é uma pessoa que está assistindo em casa que não convive com evangélicos, isso é relativamente comum da perda da demografia, eu não sou uma evangélica parecida com ela, ela é muito mais parecida com o evangélico médio do que eu, no jeito de falar, nas referências, na roupa, no estilo, ela é muito mais parecida. E por isso isso foi tão importante, sabe?

E eu acho isso bacana, quando a gente consegue avançar, um bom exemplo de a gente conseguir avançar uma pauta comum, além do espectro político, sem prestar do rótulo, sem precisar usar uma linguagem que vai comunicar com a parte da população, mas às vezes não vai comunicar com o público que está mais vulnerável, porque querendo ou não, a gente tem uma correlação alta entre renda baixa e violência doméstica e ser evangélico.

Então, para mim, é um... Eu estou esperançosa, Flávia, acho que eu posso dizer isso. Muito interessante. É muito importante esse depoimento. Claro que para o depoimento dela, você tem 10 de outros líderes religiosos dizendo ao contrário, a gente não pode esquecer disso, porque a gente vê todos os dias ao contrário. Mas o fato dela ter usado a voz dela com tamanha...

fortaleza, potência da forma que ela usou e de fato ter saído das bolhas, eu acho que traz luz para muita coisa. Primeiro é para essa pauta do feminicídio que vai estar presente na campanha, que está agendada e que vai trazer uma discussão entre tantos candidatos homens que a gente vai ter aí discutindo isso. Eu quero ver como é que eles vão tratar desse tema com...

legitimidade, né, ou com seriedade, com a seriedade que esse tema precisa ser tratado, porque a gente vê muito mais, obviamente, mulheres preocupadas com isso do que homens, né, isso é por óbvio. Mas acho que é muito importante, é importante também, acho muito interessante que você trouxe, Débora, da gente entender o que é esse eleitor evangélico, né, e que tem tantas matizes e tem...

tem tantas diferenças e não é um bloco homogêneo. Acho que a gente ficou com essa fantasia, eu diria, por causa da eleição de 18, que foi majoritariamente com apoio muito grande, mas a gente já não enxerga isso hoje.

Inclusive é uma dificuldade que a gente ouve da campanha do Flávio Bolsonaro de ter essas lideranças, esses pastores, dando um apoio a priori da necessidade que ele tem ali do apoio de Michele Bolsonaro, que é uma mulher. Então acho que todo esse caldo aí de conhecimento acho que é muito importante para a gente como país, para a gente ter um entendimento de nós mesmos, já que é um público que cresce, é um público eleitoral, falando aqui da minha parte.

que cresce e para o qual é tão importante o entendimento. Muito bem. Acho que fechamos por aqui, viu, chefe, gala? Senhora, ou se obedeço. Tudo bom, Débora? É, isso aí. A Flávia não deixou a gente conversar hoje.

Não tem culpa. Separou os liberais. Separou os liberais. Acho que foi de propósito isso. Tática. Gente. Foi meio santinho. Sila, muito obrigado. Como sempre. Débora, foi ótimo. Obrigada a vocês. A gente adora essa parceria, gente. Obrigada, meninas. Gente. Vou dar um spoiler só para causar a Cisânia, Maurício Moura e Rio de Janeiro.

A gente ganhou uma cocada do Maurício Moura. Meu... Me senti preterida. Nossa, Débora, não deixa de pegar uma ali. Você deu uma da minha caixinha. Eu tinha brincado antes de você chegar, falei pra me esconder, pra gente não ter que dividir com ninguém. Mas o meu lado...

É, cristão, sabe? Daqui a pouco eu vou compartilhar a cocada, meu amor. Entendi. Com você. Amém. A multiplicação das cocadas vai rolar aqui. Isso tudo é porque eu sou ateu e liberal. Eu entendi tudo, Cláudia Tavares, entendi tudo. E escorpiano. Vixe! Com ascendente e aquário. É. Gente, muito obrigado. Tchau, gente. Até a próxima.

É isso, Luísa? Acabou, né? Central meio de hoje encerrado, gente. Uma excelente tarde de quarta-feira pra você. Se cuide, beba água e até amanhã. Tchau, tchau.

Essa semana aqui, analisando política. Mas olha, tudo isso parte de algum lugar. Os dados. E nós acabamos de publicar a nova rodada da pesquisa Meio Ideia 2026 pra você entender as intenções de votos pra presidente. É ela que mostra como que o governo Lula tá sendo avaliado agora e a opinião dos eleitores sobre os fatos da atualidade. Essa pesquisa, ela é sua. Pra você entender, debater e compartilhar com base em fatos e números, não suposições e narrativos. Os assinantes Premium recebem primeira mão antes de toda...

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