Episódios de Rádiofobia Podcast

RÁDIOFOBIA 431 - REPLAY - com Jurandir Filho

22 de junho de 20263h7min
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Saudações rapadurianas, ouvinte do RÁDIOFOBIA!

O convidado deste episódio é um amigo de mais de 15 anos, que esteve pela primeira vez no RÁDIOFOBIA 31b (sim, já tivemos programas com partes A e B) em 2010 e "mais recentemente" no RÁDIOFOBIA 84 em abril de 2012 (!!) com seus então companheiros de RAPADURACAST Mau Saldanha e Juliano D'Angelo.

À frente do Cinema com Rapadura há 22 anos, criador dos podcasts RAPADURACAST com mais de 900 episódios e do 99 Vidas, ele é um dos podcasters mais experientes ainda em atividade no Brasil, que segue firme e resiliente produzindo e acreditando na força e na eficiência do podcast como ferramenta de comunicação!

14 anos depois, é hora de Leo Lopes, Thais Boccia, Júlio Macoggi e Vitor Estácio baterem um papo com nosso amigo Jurandir Filho, em um episódio mais do que especial do RÁDIOFOBIA REPLAY!

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Arte do episódio: Sandro Hojo

Links citados no episódio:
- siga @ludusluderia no Instagram
- siga @gameteczone no Instagram
- siga @flordeluzbiojoias no Instagram
- NovelaCast #95 - DJ Noveleiro: Internacionais Leo Lopes Vol 1

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Participantes neste episódio5
L

Leo Lopes

HostApresentador
J

Júlio Macoggi

Co-hostPodcaster
T

Thais Boccia

Co-hostPodcaster
V

Vitor Estácio

Co-hostPodcaster
J

Jurandir Filho

ConvidadoPodcaster
Assuntos8
  • Trajetória de Cavi Borges no cinemaInício no Cinema com Rapadura e Rapadura Cast · A evolução do Rapadura Cast · A importância da equipe e delegação · Adaptação aos formatos de vídeo e streaming · Legado e sustentabilidade dos projetos · Jurandir Filho · Maurício Saldanha · PH
  • Podcast Vida Palmarina e História do BrasilPioneirismo e evolução da mídia · Desafios técnicos e de monetização · A importância do feed RSS · O papel do streaming e YouTube · Métricas e confiabilidade da audiência
  • Impacto das palavras e da comunicaçãoO trauma de ser silenciado e a busca por validação · A voz como ferramenta de expressão e conexão · A importância do carisma e da empatia na comunicação · A constante evolução do criador de conteúdo · O cuidado ao abordar temas sensíveis
  • Desafios e Superações no PodcastA dificuldade de provar métricas e o '3 por 1' · A mudança do modelo de assinatura para streaming · A concentração de investimentos em grandes influenciadores · A importância do portfólio e credibilidade · A ética na publicidade e a análise de filmes · A crise na criação de conteúdo e a regularização de apostas
  • Interações e dinâmicas do podcastA 'punheta de editor' e o capricho na produção · Uso de trilhas sonoras e efeitos · Adaptação às restrições de direitos autorais · A importância do editor como 'quinto Beatle'
  • Região Norte· SociedadeSuperação do preconceito e xenofobia na internet · A importância do Rapadura Cast como veículo de abertura · A influência de comediantes nordestinos · A criação de eventos e a aproximação com estúdios
  • Lives do 99VidasDesenvolvimento e sucesso do jogo · Lançamento na PSN Plus e downloads expressivos · Referências a ruas brasileiras e jogabilidade
  • Estrutura e Sustentabilidade de Projetos CriativosA necessidade de um 'guião' para a sustentabilidade · A transição de hobby para trabalho e a paixão pela criação · O papel dos projetos de assinantes para a sustentabilidade · A construção de um portfólio e credibilidade
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LLLeo Lopes

A Radiofobia é pioneira na edição profissional de podcast no Brasil e desde 2012 assina a edição de alguns dos podcasts mais ouvidos do país, como o Nerdcast do Jovem Nerd, o Confins do Universo do Universo HQ e muitos outros. Quer produzir ou melhorar o seu podcast em todos os aspectos? Acesse radiofobia.com.br e vamos trabalhar juntos. Aqui na Radiofobia nós somos apaixonados por podcast.

JFJurandir Filho

Estão 20 horas e 25.

LLLeo Lopes

Sim, senhoras e senhores, está começando a partir de agora o primeiro Radiofobia, hoje totalmente fenomenal, um programa especialíssimo apresentando para vocês, senhoras e senhores, incrível, espetacular, nunca antes na história das internets se imaginaria mais uma edição do Radiofobia. Sim, eu quero mais palmas hoje, não quero Muito mais valas porque hoje está no ar o Radiofobia, desde 2009, trazendo para o podcast o melhor clima do rádio ao vivo.

Saudações, ouvintes do Radiofobia! Eu sou Léo Lopes e tá no ar pela Radiofobia Podcast Network mais um episódio totalmente fenomenal do seu pequenino Radiofobia. Yes! Hoje trazendo mais um programa da nossa série Replay com os convidados que estiveram aqui há mais de 10 anos. E o nosso convidado de hoje é um amigo de longíssima data, uma das pessoas que eu conheço há mais tempo na gloriosa podosfera de meu Deus, que nós temos aqui quase, se não 15 anos de amizade, porque ele esteve aqui pela primeira vez em 2010.

Numa das primeiras vezes que a gente fez uma tentativa de transmissão de streaming, de gravação online. Daquela época que podcast se gravava, depois editava e tal. Aí começaram a surgir as primeiras ferramentas de streaming. Tinha TwitchCam, umas loucuras. Ustream, umas bagunças que a gente tentava utilizar. E naquela época, a Podósfera cabia, e ele está. Nessa foto, cabia numa foto na frente do servidor da Campus Party, cabia ali, era 40 pessoinhas ali, mais ou menos 30, 40 pessoas.

Ele está nessa foto com a gente, a famosa foto da Campus Party 2011. Depois ele teve aqui com seus companheiros, meus queridos amigos Maurício Saldanha e Juliano D'Ângelo, também gravando um crossover aí, uma surubinha. Cadê, Tereca? Surubinha aqui do Deliciosa Mente com o rapador o podcast em 2012, e essa foi a última participação dele aqui. Ou seja, ou seja, né, são quase agora, porque foi junho, quase 14 anos da última presença do nosso convidado aqui.

Mas antes de chamar ele, vocês já estão vendo, quem tá vendo no YouTube já tá vendo a carinha dele aí deliciosamente. Mas você que tá no stream, você já sabe também, você fez o download aí do programa, tá dando stream, é toda aquela firulinha. Mas eu quero chamar diretamente aqui de Boston, Massachusetts, A menina que sabe que rapadura é doce, mas não é mole não, Thaís Boccia.

TBThais Boccia

Olha, preciso falar uma coisa.

VEVitor Estácio

Fale.

TBThais Boccia

Tô sem, para muito tempo, para falar isso, mas fenomenal. Toda vez que você fala fenomenal, você mostra o quão noveleiro você é.

LLLeo Lopes

Eu sou fenomenal, porque é que é, como é que chama? Nosso, espera aí, espera aí, deixa eu lembrar do nome do personagem.

JFJurandir Filho

Era o Momento Tec Tec.

LLLeo Lopes

Ah, esqueci o nome do primeiro, o primeiro nome dele, que outro dia eu falei que aqui que é rapaz, como é que é o, ai, caraca, ah, esqueci, fala aí, o Improta, né? Como é que ele chama? Esqueci o nome dele, do personagem. Giovanni Improta, exatamente. Zé Wilker.

TBThais Boccia

Olha lá, olha lá, Juretinho.

LLLeo Lopes

Ele também é novelheiro safado, hein? Ô, Thaís, aproveita o ataque de oportunidade e já chama o Juras pro Novela Cast, hein?

TBThais Boccia

É novela aqui, a gente tem um podcast sobre novelas, meu momento catim aqui, exatamente. Está convidadíssimo para falar mal de novelas, para falar bem de novelas. Temos o quadro DJ Noveleiro, que inclusive sai amanhã.

LLLeo Lopes

Olha aí, amanhã, que delícia, hein? Estou ansioso, estou ansioso. Nosso quadro DJ Noveleiro, onde a gente fala sobre as trilhas sonoras dos sonhos de um convidado muito especial, o senhor Léo Lopes. Poupa Nova tá lá, né?

JFJurandir Filho

Roupa Nova?

LLLeo Lopes

Não, não, era International. Primeiro episódio foi International.

JFJurandir Filho

Primeiro foi aquela música Take a Chalk do 4x4.

LLLeo Lopes

Essa não tá, essa não entrou, essa não entrou, essa não entrou. Mas ele não foi tão longe, mas entrou, mas entrou Menor do Papel. Papel, Menor do Papel entrou. Ah, eu juro, então eu vou te contar. Esse programa que a gente fez foi assim: eu selecionei 14 músicas lá do A e lá do B, 7 músicas de cada lado. Só que para cada música romântica internacional que eu selecionava, o Estácio, diretamente de Belém do Pará, já fica aqui a apresentação, ele desafiou e falou o seguinte: para cada música que você escolher, eu vou trazer uma versão em forró ou em brega. E não é que rolou, cara, rolou demais!

JFJurandir Filho

E isso enriqueceu demais o programa, porque a técnica tava ali, ó, sem a preta tem diversas.

LLLeo Lopes

Como é que é? Limão com mel, mas não é mastruz com leite, é tudo agora.

JMJúlio Macoggi

Noda de caju, esse é bom demais! Noda de caju! Olha, quem não ouviu, ouva!

TBThais Boccia

Tô ouvindo a playlist que o Estácio montou, tá?

LLLeo Lopes

Viu? Mas se quiser, eu boto lá no Spotify depois e faço intercalada na minha playlist lá, e você usa uma playlist só. A gente faz intercalada lá. É, pode fazer para ouvinte do NovelaCast. Muito bem, muito bem, muito bem, tá, tá, muito bom.

TBThais Boccia

Já ficou aí o primeiro episódio, meu catim do dia. Maravilha, então está mais que convidado para falar mal, bem de novela, do que quiser.

LLLeo Lopes

Exatamente. Muito bem. Então, o Vitor Estácio já foi apresentado, não falou nada, mas foi apresentado.

VEVitor Estácio

Não, não, não, não, pera aí, pera aí. Então diga Vou falar uma coisa que eu tentei falar várias vezes em áudio, pô. E agora eu vou falar pessoalmente, porém pela conexão de internet. Por favor, bem-vindo ao Espetacular Mundo do Cinema!

JMJúlio Macoggi

Pera aí, é verdade. Olha, eu queria ter mandado, eu nunca mandei, viu?

LLLeo Lopes

Olha aí, muito bem. Júlio Macóis também seja bem-vindo, diretamente de Salto, no interior de São Paulo. Bem-vindo, Julião! Obrigado, que é um cinéfilo de convidado, cinéfilo safado. Fã de Rapadura Cast desde 2012.

JMJúlio Macoggi

Aliás, eu tenho aqui agradecimentos a fazer, porque graças ao nosso convidado, a quem tem meus ouvidos há 14 anos, já me apresentou filmes que passaram despercebido por mim e que hoje integram a minha lista do top 10 filmes da minha vida.

LLLeo Lopes

Olha só, isso é uma característica do Rapadura Cast, que é sair do mainstream. Tem várias séries ao Ao longo desses, gente, são 20 anos de Rapadura Cast, merece demais. Tânia, por favor, mais palminhas aqui. 20 anos já passou de 900 episódios, cara, tá chegando aí já daqui a pouco.

JFJurandir Filho

É 20 anos, cresce um pelo branco na minha barba.

JMJúlio Macoggi

Ó, é isso aí, ó, tá bem que é na barba, não é outros lugares, né?

LLLeo Lopes

Ah, mas não se sabe, não se sabe. Exatamente. Então, diretamente de Fortaleza, no Ceará, um dos amigos que eu trago há mais tempo no meu coração podcastal, uma das pessoas que me recebeu com muito carinho quando eu comecei o Radiofobia lá em 2009. Ele que tá há 22 anos à frente do Cinema com Rapadura, 20 anos, já passou de 20 anos, de 900 episódios do Rapadura Cast, também do 99 Vidas, que é um podcast para você que é gamer, fenomenal.

Meu amigo, meu amigo Jura, Jura de Filho, Mano, que foda tá aqui de volta! Valeu, Juras, caralho!

JFJurandir Filho

Muito obrigado pelo convite novamente, Léo. É, para mim é uma satisfação tá aqui porque estradas longas em algum momento se cruzam novamente, né?

LLLeo Lopes

Exatamente.

JFJurandir Filho

Mesmo as estradas indo para lugares que parecem diferentes assim, sim, mas no fim a gente tá tudo no mesmo lugar, né? A gente acaba se encontrando novamente. Exatamente. Fico muito feliz de ver o que você tá fazendo aqui, porque isso que tu faz com podcast, eu já falava isso muitos anos atrás, desde quando o Rádio FUBê começou, é um talento que tu tem de conduzir um podcast com a cara de rádio, rádio das antigas, a rádio que a gente gostava tanto de ouvir, né?

E tu trouxe isso pro podcast com maestria aí, desde sempre, desde sempre, não mudou. Aí, ó, tem Tem tanta estrada aí e continua ainda muito legal de acompanhar.

LLLeo Lopes

Pô, Juras, obrigado!

JFJurandir Filho

Eu só agradeço. E essa estrada do Rapadura, a gente tem muita coisa para conversar aí, mas eu fico muito feliz porque tiveram muitos obstáculos nesse caminho, né? A gente sabe o quanto é difícil.

LLLeo Lopes

Pois é.

JFJurandir Filho

E ver o projeto fazendo 22 anos e consolidado e e sustentando algumas famílias. Exato. Isso é muito gratificante, sabe?

VEVitor Estácio

Exato.

LLLeo Lopes

Vamos falar sobre isso. Teve uma pandemia aí no meio, tivemos sucessos e perdas. Eu sei que você teve perdas pessoais inomináveis também na sua família, que enfim, vão fazer falta para sempre e que fortalecem a sua vontade de ser um cara cada vez melhor. A gente vai falar sobre trabalho, sobre vida, E sobre, eu acho que em se tratando de Cinema com Rapadura e RapaduraCast, 22 anos de estrada, a gente pode usar a palavra legado nesse podcast com muita propriedade.

E eu trago isso com muito carinho no meu coração. Agradeço as suas palavras carinhosas e retribuo, porque você antes de ser um amigo já era uma referência pra mim no podcast. E ter você como amigo nesses 15 anos que a gente se conhece, né, quase mais de 15 anos, quase 16 anos, É uma gratidão enorme. Então você que tá ouvindo aí no YouTube, segura, vamos fazer aqui uma viradinha rapidinho. Você que tá no feed, tem um momento, vamos faturar, não vamos faturar nada porque não tem, estamos ganhando porra nenhuma aqui, mas tem uns recadinhos aqui para passar dos outros programinhas e tal.

E já já a gente volta porque hoje é dia de celebrar a volta de Jurandir Filho no nosso Radiofobia.

VEVitor Estácio

Alô?

LLLeo Lopes

Alô, é da rádio, é?

JFJurandir Filho

É da Rádio Fobia, filho.

LLLeo Lopes

Então, é que sabe que eu mando carta para o programa toda semana, tem uns 10 anos já, mas ninguém nunca leu as minhas cartas, rapaz.

JFJurandir Filho

Carta, Leandro?

LLLeo Lopes

Sério?

JFJurandir Filho

Em pleno século 21? E você ouve onde? No gramofone?

LLLeo Lopes

Mas não tem nenhuma carta por aí não, é? Ah, eu queria tanto ouvir o meu nome no programa. Tá, e qual é a sua graça? É Ostrogésilo, Ostrogésilo.

JFJurandir Filho

Achei sua carta, mas vamos te chamar de Totô. Tá?

LLLeo Lopes

E vamos rapidamente para a sessão de recadinhos deste pequenino— pequenino não, deste gigântico, um episódio de quase 3 horas com o nosso querido Jurandir Filho. Que saudade que eu tava do meu amigo Juras depois de 14 anos. Gente, 14 anos é muito tempo pensar que a gente levou 14 anos. Tem muito podcast que não chegou a ter 4 anos de existência. A gente gravou por último aqui o Radiofobia número 84, crossover com o Rapa do Huracaste, em abril de 2012, ou seja, 14 anos e 2 mesezinhos.

Então hoje a gente tava com bastante saudade, tinha muita história para contar. Eu espero que você curta esse episódio, ficou Fantástico! Que conteúdo, que experiência! Um cara que tá aí há 22 anos à frente do Cinema com Rapadura, agora em setembro vai completar 20 anos de Rapadura Cast. O 99 Vidas também indo de vento em popa. Que experiência legal, que episódio tão esperado e que fantástico! Eu tô realmente muito feliz com esse papo que a gente teve com o Juras aqui no Radiofobia Replay.

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E tem também as campeãs de venda, que são as camisetas com o padrão Chico Rei de qualidade, os tamanhos variando do PP até o 4GG, nas modelagens baby look e regular. E é claro, com o padrão Chico Rei de qualidade, feita 100% com fibra natural de algodão sustentável, estampadas com impressão digital e atestadas pelo selo PETA Cruelty Free, que diz que nenhum bichinho sofreu para que você tivesse a sua camiseta. E o mais legal de tudo é que parte do valor das vendas da Podcast Store é direcionada para uma ONG de Juiz de Fora, em Minas Gerais, o Instituto A Margem, que transforma vidas através de ferramentas que desenvolvem as pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo educação de qualidade, inclusão social pelo esporte, pela cultura, defesa dos direitos e qualidade de vida.

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Lá você encontra todos nós que somos integrantes do Radiofobia, todos os produtores além de amigos queridos da podosfera, ouvintes de longa data. E ali é o nosso substituto ao bom e velho Twitter moleque, aonde a gente trocava meme, trocava link, mandava piadoca, mandava jabá dos programas. Se você respeitar o amiguinho, pode fazer o que você quiser lá no nosso grupinho, onde você recebe em primeira mão os links das lives do Radiofobia, também as artes do Sandro Rojo assim que ficam prontas, com as caricaturinhas que ilustram os nossos episódios.

E você pode mandar tudo que você quiser também, t.me/radiofobianetwork. Entra, é claro que é de graça. Vem se divertir junto com a gente no dia a dia, você também. Belezinha? Agora, Tênis, roda vinhetinha, chama de volta os meus queridos amigos Thaís Boccia, Vitor Estácio e Júlio Macode, e o nosso convidado Jurandir Filho, para a gente saber e atualizar, né, saber tudo que aconteceu na vida do Juras nesses 14 anos, que foi que mudou.

Vamos conhecer um pouco também do começo. Enfim, perguntas que eu sempre quis fazer nas primeiras participações do Juras aqui, o foco era outro. Agora a gente pode atualizar e entender melhor quem é esse cara chamado Jurandir Filho no nosso episódio replay do seu Radiofobia. Aliás, radiofobia, radiofobia.

JFJurandir Filho

Radiofobia!

LLLeo Lopes

Agora sim, estamos de volta! Tete-te-bão! Estamos de volta, de voltíssima, de volta, de voltíssima, com mais um episódio do Radiofobia Replay, cuja única condição, como diria nosso amigo internense sine qua non para estar aqui nesse podcast é que tenha participado há pelo menos 10 anos. E o nosso convidado já está aí há quase 1,5 vezes isso, porque a última participação dele aqui foi especificamente no mês de abril de 2012. Radiofobia número 84, crossover, onde nós recebemos o Rapadura Cast, na época com o Jurandir Filho, Maurício Saldanha e Juliano D'Ângelo.

E antes o Juras tinha participado aqui de, obviamente, do programa 49B. Nós tivemos A e B gravado nas nababescas instalações da Campus Party de 2011, da bela foto ali do servidor da Podósfera, que inclusive é a capa desse episódio. Vou deixar o link aqui na postagem para você. É, mas a primeira participação do Juras, que foi em junho de 2010, foi uma das nossas primeiras, se não talvez a primeira, experimentação de uma transmissão da gravação ao vivo através de uma ferramenta chamada Ustream, aonde os ouvintes podiam participar, mandavam, tinha um chat ali e tal.

E eu fiz uma experimentação nesse programa que nem era para ser um programa. A gente tava brincando, trocando ideia na parte, é, 31A. Na verdade teve A e B, a gente fazia essas palhaçadas antigamente. Participaram aqui, ó, eu, Malfátio, que era integrante do Rádio Fobia na época, Eduardo Moreira, Vana Medeiros, Tato Tarkan, Marcelo Salgado, o nosso querido Jaburrio lá do Pirata Cast. Virata Cash participou aqui com a gente e a gente tava gravando, a gente tava gravando sem, não era para ser um programa, nem fiz musiquinha ao vivo nem nada, mas a nossa querida Tata, Tata Poa, estava gravando esse programa, esposa de Thiago Iório, os dois que se conheceram e noivaram no chat do Radiofobia, ela tava gravando esse programa.

Exato, e aí depois ela Aí, na segunda parte, quem foi que saiu aqui? Foi o Havana, saiu o Jabur, saiu o Eduardo Moreiro Tato e o Marcelo Salgado, ficaram. Aí o Juras entrou porque tinha o link, a gente jogou o link, e como se não tivesse nada, o nosso querido Rice Guy metido da podosfera Dudu Jones, que nesse momento agora está aqui rivalizando conosco, fazendo uma live do recém-ressuscitado Papo de Gordo na Copa, entrou também.

Então foi uma malucura lá em 2010, que foi a primeira participação do Juras aqui, que foi assim: 'Ah, tava ouvindo vocês, entre ouvir e participar, vamos conversar, entrou no programa, vamos trocar ideia.' É, isso é muito legal porque as pessoas daquela época, a gente daquela época, daquela podosfera ali de 2009, 2010, o Júlio começou em 2006, essa podosfera que traz ainda essa amizade que permanece até hoje, né? A gente ainda se ajuda, a gente ainda troca ideia.

Muitos já pararam de produzir, como a gente sempre fala, a vida acontece, né, para todo mundo. Então gerações mudam, são 20 anos de Rapadura Cast, 18 anos de Radiofobia, né? A vida muda, a vida acontece, mas a gente continua se respeitando, se acompanhando no dia a dia. Então, Juras, primeiro lugar, mais uma vez, obrigado pela presença. E eu quero aqui fazer uma pergunta que eu não fiz nunca para você, porque nunca teve um programa só com você aqui no Radiofobia.

E essa curiosidade eu trago até hoje, e eu gostaria que você respondesse para a gente. Primeiramente, como foi que você conheceu o podcast? Como que a mídia podcast entrou e começou a fazer parte do seu cotidiano?

JFJurandir Filho

Boa, mais uma vez agradeço o convite, para mim é uma satisfação estar aqui. Eu comecei a ouvir falar de podcast mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, é com Pega Santos, pega Santos, tava conversando comigo em uma reunião do Cinema com Rapadura, ele era redator na época, e ele falou, ó, tem uns podcasts. Aí eu não entendi muito bem o que era podcast quando ele falou. Ele falou lá em 2000 e final de 2005, final de 2005, ele falou para mim, tem uns programas de rádio que estão colocando no iTunes para ouvir.

De times que ele acompanhava lá de fora, times de futebol americano, de basquete, tudo. E eu não entendi muito bem, né, que eu falei assim, sim, e aí, né? E aí, entre uma conversa e outra, ele comentou, cara, seria legal a gente fazer um de cinema. A gente conversa muito aqui nas nossas reuniões do Cinema com Rapadura. A base do Cinema com Rapadura sempre foi Fortaleza, né, Ceará, A maioria das pessoas no começo eram de Fortaleza, Ceará, e a gente começou a conversar sobre a possibilidade de gravar as nossas reuniões, que eram conversando sobre as estresse da semana, é o que a gente viu de notícia legal, comentando as coisas.

Tanto que o formato do Rapadura Cast, inicialmente, ele é bloqueado. Ele tem estreia da semana, aquelas notícias de personalidades que tinham muito naquela época da Paris Hilton, da Britney Spears. Momento fofoca, né? Momento fofoca.

VEVitor Estácio

No Brasil se traduz em Caetano atravessou a rua, né?

LLLeo Lopes

Estaciona o carro no Leblon. Estaciona o carro no Leblon.

JFJurandir Filho

E aí, inicialmente era desse jeito, o a ideia de fazer o Rapadura Cast, né? A gente fez umas tentativas alguns meses antes do lançamento, que ele foi lançado, a primeira edição foi lançada em outubro de 2006, né? 20 anos, vai completar agora 20 anos, né? 20 anos de podcast. As primeiras tentativas foram ali em junho, julho de 2006. A gente tentando, né, ver. Eu nunca tinha usado nenhum programa de gravação, nunca tinha aberto nenhum programa de edição também.

Então eu tive que aprender a fazer tudo isso, né? Tanto que o primeiro Rapadura Cast que foi gravado, ele foi descartado porque a gravação dele saiu só de um lado, só o lado esquerdo que o som tava saindo, sendo que eu não tinha conhecimento de edição. Era só pegar tudo e colocar em mono e dava para ouvir tudo tranquilamente. Só que eu falei: meu Deus, gravei errado! Putsgrila, gravei errado! Não dá certo, não tem como a gente lançar uma parada só com um lado do fone de ouvido e tudo, a gente regravou.

LLLeo Lopes

Era só mudar, né?

JFJurandir Filho

É só fazer a transição, é só apertar um botão, literalmente, né? Era só mudar para mono, mono mix. Era só apertar um botão.

LLLeo Lopes

Mas isso mostra aí uma das grandes dificuldades que a gente tinha naquela época, que era essa, porque assim, não existiam ainda—

JFJurandir Filho

Ninguém para ensinar.

LLLeo Lopes

Exato, não tinha ninguém para ensinar. Um pouquinho depois, o PH e o Pablo criaram lá o Dudu MetaCast, que foi um dos embriões depois do Alotécnica, que eu acabei criando no futuro, que virou o curso de podcast, que fez com que tivesse todo esse trabalho até hoje aí de ensinar as pessoas a fazerem o MetaCast. Mas antes disso, a gente fazia por tentativa e erro. E o fato de você, sem o conhecimento técnico, médico, ainda assim fazer e insistir, mostra o quanto que a gente, o quanto que a gente, o quanto que você tava realmente querendo que aquilo funcionasse de alguma maneira, né, cara?

JFJurandir Filho

É como ali o Cinema com Rapadura já tinha 2 anos, né, no ar. O site ele já funcionava muito bem, tinha muita audiência. A gente, como o Cinema com Rapadura foi criado por estudantes de tecnologia, A gente meio que decifrou como é que o Google achava as coisas quando você pesquisava. Tipo assim, você pesca Senhor dos Anéis, como é que faz para aparecer na primeira página? E aí eu e meus dois amigos lá da época da faculdade, a gente conseguiu, estudando tecnologia, vendo as bases do Google e tudo mais, fazer com que qualquer filme que as pessoas pesquisassem no Google, na primeira página tava um cinema com rapadura.

LLLeo Lopes

Perfeito.

JFJurandir Filho

Porque a gente usava um sistema que o Google lia muito bem, né, naquelas Não existia esse negócio de, de SEO, né, e tudo mais. Isso veio muito tempo depois, só que a gente descobriu bem no começo isso. Então o site do Sendo Corrapadura, ele tinha 30, 40 mil visitas por dia. Caraca, um ano de site de estudante, um site de estudante, sabe assim. Então ele acabou dando muito certo, mas com podcast é diferente porque a gente foi trabalhar com áudio e aí a gente gravava pelo Skype na época, né?

As pessoas entravam pelo Skype e já existia um programa chamado MP3 Skype Recorder.

LLLeo Lopes

MP3 Skype Recorder era o pluginzinho do Skype ali.

JFJurandir Filho

Isso dava problema toda hora, toda hora. Se piscasse energia, você perdia a gravação inteira.

LLLeo Lopes

A qualidade era pífia, né? Era uma merda.

JFJurandir Filho

Isso, isso. E aí a gente não queria pagar, né? Então a gente usava aqueles crack, né, para dar uma desbloqueada no arquivo. E aí dava problema toda hora para atualizar e etc. E mas o fato de a gente querer fazer um produto novo, né, de sair só do texto do site e querer criar algo, não existia, cara, não existia YouTube ainda, gente, né? Era muito antes de— tinha um Videolog, lembra do Videolog brasileiro, né?

LLLeo Lopes

Sim, e era época que a gente trocava muito meme de vídeo por e-mail, anexo no e-mail ainda, né?

JFJurandir Filho

Isso, isso. Loucura, né? O Maurício Aldanha, quando ele entrou pro Rapadura, já em 2007, ele começou, ele sempre trabalhou com vídeo, e aí ele começou a postar coisas no Videolog. Inclusive a gente fez diversas apostas no Rapadura Cash, tipo, quem fulano vai vencer ou vai perder o Oscar, e quem se perdesse, aí tinha que pagar uma aposta. Normalmente era pegar um item da sua coleção e quebrar, sabe? Nossa! E aí eu peguei o meu DVD do Rei Leão, eu coloquei na roda do pneu e gravando com meu celular Walkman.

E aí eu quebrando porque eu perdi a aposta lá da Avatar. Isso já em 2009, né? Mas são coisas que a gente fazia para tentar entender como é que funcionava a tecnologia. Mas eu sempre fui muito defensor do áudio, né? Então, aprender a editar o podcast foi uma, assim, foi uma escola muito grande, porque se você é criador de conteúdo e você entende não só de apresentar e de discutir e de conversar, mas você entende a edição, você entende o momento do corte, se você entender todas essas partes, você faz com que fazer o programa seja tudo mais fluido, sabe?

Quando você erra uma frase, você automaticamente volta um pedacinho e corrige, fica mais fácil para o editor cortar. E como era eu que editava, então sabia muito bem o que fazer, né? Sim, mas eu tive que aprender isso assim, sem tutorial. Não existia tutorial do Audacity, não tinha tutorial do Audacity. Era assim, era colocar as faixas e entender: ah, eu tenho que baixar, tá muito alto. Eu gostava de rádio, né? Eu e o Léo, a gente tem um negócio a gente sempre gostou muito de rádio.

Eu gostava de rádio esportivo, né, esse programa de discussão, aquelas 10 pessoas discutindo desesperadamente. Eu sempre gostei muito desses, desse tipo. Hoje não gosto mais, né. Talvez eu era jovem e aguentasse aquela gritaria toda, né. Hoje em dia não sei se eu consigo acompanhar muito bem.

LLLeo Lopes

Gostava muito do Pânico, gostava do Pânico das antigas, do começo lá do rádio, né.

JFJurandir Filho

Que começaram podcast, esse negócio foi corte de corte de podcast, Léo. Esse negócio que muita gente acredita o Flow, ao Joe Rogan, o Pânico fazia há muito tempo, ele no vírgula, quando eles tinham um site no vírgula, tinha lá o programa rolando em vídeo e tinha os pedacinhos, os highlights do podcast, sabe? Então era muito lá atrás, então foi muita escola, né? Então o Rapadura Cast, ele surge disso. Só que quando a gente lança o podcast e vai começar a categorizar na iTunes, né, colocar no feed lá, ah, é de quê, é sobre o quê, é sobre cinema, é sobre TV, e a gente vai colocar, a gente descobre que já tinham alguns podcasts.

Perfeito. Nem a gente não chegou nem a pesquisar direito quem já fazia podcast. E aí da nossa área, o que entrava na área de cultura pop, entretenimento, era o Nerdcast.

VEVitor Estácio

Sim.

JFJurandir Filho

Né, então inicialmente a gente começou a fazer, e aí o Nerdcast ele já tava assim com uns 30, 40 edições, que eles começaram alguns meses antes da gente, do Rapadura, mas tudo no mesmo ano.

LLLeo Lopes

Foi abril de 2006, exato.

JFJurandir Filho

E o fato da gente ter começado muito, muito juntos ali, e os ouvintes meio que se misturarem, né, sim, a galera começou a criar uma certa competição porque ia ter uma estreia da semana, aí saía um podcast do Rapadura e o do Nerdcast sobre o mesmo assunto, né? E aí a galera começava a criar essa, essa rixa que no fim trouxe uma amizade. Claro, a gente com Alexandre, com o Jovem Nerd, aliás, com o Alexandre, com o Dave, bem, bem no comecinho, né?

A gente fez diversas, diversos crossovers e participações. Tem um muito icônico Não sei se tu já chegou a ver esse vídeo no YouTube, é de algum, é de algum final do ano, acho que é um resumão do final do ano que a gente dividiu metade do podcast foi no Rapadura e metade lá do que eles fizeram em vídeo. Aí tá eu, Maurício, o Alexandre, o Dave lá, acho que é 2009, eu acho, cara, se não me engano, primeiros vídeos do canal do Jovem Nerd.

LLLeo Lopes

Foi, foi, foi, foi, e foi icônico, né, porque na época É, isso é uma coisa que a gente fazia muito, né? Assim, principalmente vocês, um pouco antes. Rádio Fui Eu começou em 2009, vocês começaram em 2006. Mas a gente ali daquela época, a gente fazia muito isso, né? Que era quando você conhecia uma galera que te recebia bem. Aconteceu muito isso comigo. A gente fazia esses, essas brincadeiras que a gente faz hoje, que eu chamo de das surubinhas podcastais, os crossovers, delícias.

Aonde a gente chama os amigos, que aquela coisa de a parte da sua audiência vai para o programa que você tá participando, do programa que você tá participando você vai levar parte da audiência também que vai acabar conhecendo você. E essa foi uma das— sim, sim, exatamente. Quero aproveitar aqui para dizer, primeiro para agradecer o Júlio, porque assim, ele tá aqui hoje numa quarta-feira, véspera de feriado, depois de 4 horas de um 99 Vidas que teve a live do 99 Vidas, tem os ouvintes aqui que vieram para cá direto da live do 99 Vidas, já sabia.

Inclusive tem alguém aqui, ó, o senhor Evandro de Freitas está aqui, nosso querido menino Evandro, dizendo que, né, Maurício Saldanha já fazia vídeo junto com Rafinha, velha guarda da Portela. Menino Evandro, que também é um amigo querido, obrigado por ter me apresentado o Alex, viu, Evandro? Eu acho que o Alex vai salvar o meu Xbox Series X, hein? Mas tudo indica, deixar aqui o jabazinho, Alex lá da Gamertech Xone lá de São Paulo, um cara, cara, que eu entrei em contato com ele, falei: cara, o Evandro me indicou você e tal.

Porra, Léo, sou teu ouvinte há mais de 10 anos, 15 anos, eu vou pegar aí da tua casa o Xbox. Caraca, como assim, cara? Aí chegou ele com o filho dele lá em São José, o filho dele tremendo porque é fanzaço do Nerdcast, descobriu que eu editava o Nerdcast. O menino tava lá com 16 anos, menino não, 14 anos, não, 13 anos, alguma coisa assim. E aí falei assim: quantos anos você tem? Eu não tenho 13. Falei: cara, eu tô editando o netcast de um ano a mais que você tem de nascido.

Ele falou assim: eu sei, eu sei. Bonitinho, cara. Então mandar um beijão para o Alex aqui também, um especial para o Evandro que me indicou. E ó, a gente já tem aqui participação. Quero agradecer os ouvintes do Rapadura que estão aqui, os ouvintes do 99 Vidas que estão aqui participando da live. Deixem as suas suas perguntas. Eu tô aqui marcando aqui algumas delas, já favoritei algumas aqui. Nosso querido Chirula, meu querido amigo lá de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, meu querido amigo de 10 anos de The Division.

A gente joga junto, hein, desde o 1. É um amigo querido que o corte de cabelo, hein, o gamer me deu. A gente segue o mesmo cabeleireiro, mesmo cabeleireiro. Inclusive fez aniversário de casamento essa semana. Parabéns aí, Chirula! Pelo casamento, pelo aniversário, né, de casamento. Exato, exatamente. Inclusive, a esposa dele, a esposa dele tem, a esposa dele tem um trabalho fantástico que ela faz biojoias. Ela transforma folhas e flores naturais em joias que ela faz assim utilizando resina, sabe?

Ela mandou de presente para Nath um conjunto de orquídeas assim aí um brinco de orquídeas e colar assim com Regina. Flor de Luz Biojoias. Vou deixar o link lá na postagem para você que quiser. Já bagrátis aqui, a gente tirou lá. Lindo, hein? O trabalho dela é muito legal. E ele mandou aqui, ó, dose extra de Jurandir Filho hoje. Quase 4 horas de live no 99, agora mais 4 horas. Não vai ter 4 horas de rádio fobia não, não vai ter não.

TBThais Boccia

Aí a gente não faz.

LLLeo Lopes

Ele manda aqui, ó, graças ao Stas que essa essas estradas se cruzam, porque como diria o poeta, paralelas que se cruzam em Belém do Pará. É um trocadilhista maravilhoso. Um beijo para Humberto Gessing também, queremos você aqui. Ó, o Rodrigo Nascimento manda aqui também, ó: 99 Vidas, assim como Radiofobia, são os dois principais podcasts referência para mim. Foram os dois primeiros que comecei a acompanhar lá em 2010, 2011. Vocês são pais de tudo que veio depois.

Nem tanto assim, querido. Tudo isso antes da explosão dos podcasts, mesa-cast, que vieram durante a pandemia. O Léo foi muito visionário, diz ele. Tenho muitos episódios do 99 e do Radiofobia baixados em MP3, salvos no meu HD externo. Pô, Rodrigo, obrigado demais pelo carinho, cara. É, pode ter certeza que é esse tipo de depoimento que faz com que a gente esteja aqui até hoje? E o Evandro responde: engenheiros não dá.

VEVitor Estácio

Peraí, gente, eu já falei isso aqui outras vezes. Como dizem os jovens em inglês, é guilty pleasure, entendeu?

LLLeo Lopes

Guilty pleasure que fica bom.

VEVitor Estácio

Exato. Não é porque é bom não.

LLLeo Lopes

E ó, o Jurandir, exatamente, é, mas é mais Eu adoro, eu adoro. E ó, o Jurandir chegou e vem uma coisa que nunca acontece aqui no Radiofobia, que é o quê?

JMJúlio Macoggi

É superchat!

LLLeo Lopes

Vai de retro, mandou superchat aqui. Jurandir e Léo Lopes juntos, sou ultra fã dos dois. Pô, cara, obrigado demais, obrigado pelo carinho.

JFJurandir Filho

Excelente podcast de nostalgia também, com certeza, com certeza.

LLLeo Lopes

E saber, tá vendo, Mano, é isso que é legal, cara. Os caras que também produzem há tanto tempo fazem um trabalho tão legal e acompanham a gente assim, é legal para caramba. Ô, Juras, fala.

JFJurandir Filho

Deixa eu— tu tá falando dos que a gente tinha muitos troços, antigamente, né? Sim, a podossérie, como tu falou, era muito pequena, né?

LLLeo Lopes

Era, exato. A gente conhecia, todo mundo conhecia, né?

JFJurandir Filho

A gente conseguia catalogar bem os gêneros, né?

LLLeo Lopes

Isso.

JFJurandir Filho

Qual era a área que cada um fazia e etc.

LLLeo Lopes

Tinha lá o TACast, né? Lembra do Portilho, né?

JMJúlio Macoggi

Rafael Portilho.

LLLeo Lopes

O meu filho tinha o TACast, que depois o Thiago Miller, o Jô, catalogava tudo. Exatamente, exato.

JFJurandir Filho

Era muito legal porque eu acho que depois que teve aquele prêmio podcast lá em Curitiba, não sei se você lembra. Sim, eu tenho inclusive um dos—

LLLeo Lopes

Ah, eu tenho também um aqui, eu tenho também, de escolha do júri, o meu programa de humor 2009, meu Eu tenho um lá em cima, eu tenho dois aqui.

JFJurandir Filho

Eu tenho um do próprio Rapadura Cast, tem um meu aqui que é o Melhor Podcast Masculino de 2008.

LLLeo Lopes

Olha aí, eu ganhei em 2009, eu ganhei como revelação, escolha do júri.

JFJurandir Filho

Até porque 2008, 2009, eu acho que podcast só tinha masculino, né? Tinha uma galera, lembra do Mona Lisa de pijama?

LLLeo Lopes

Sim, MonaCast, claro, exatamente.

VEVitor Estácio

É verdade, é verdade.

LLLeo Lopes

Inclusive a Elba foi roubada pelo Dudu, assim, acabou. A Elba tava para entrar como integrante do Radiofobia porque ela tava doida para continuar gravando. Aí agora o Dudu resolveu voltar lá com o negócio do negócio na Copa, aí a Elba tá lá com certeza, né? Então, mas eu balei na Austrália.

JFJurandir Filho

Quando teve essa premiação, para mim foi muito legal, né? Porque a gente foi para Curitiba teve um encontro lá em Curitiba dos podcasts da época, etc. E foi interessante também porque a gente conseguiu catalogar quais eram os podcasts brasileiros do período ali, né, de 2008, 2009. E foi bom porque a gente conseguiu inclusive trazer pessoas para perto, né. Eu conheci a turma do Pirata naquela época ali. Sim, acho que o Léo lembra aí do Jabu.

Aí desbloqueia, tu foi falando os nomes que eu não tenho contato há muito tempo e eles vão desbloqueando as memórias, tipo o Júnior, né?

LLLeo Lopes

O Júnior também, o Júnior do Pirata Cast. E aí foi roubado pelo Dudu, né?

JFJurandir Filho

O Jabu, ele chegou a participar de 1 ou 2 edições do Rapadura Cast. Tem um podcast especificamente que é de Veloz Furioso, que acho que são os 3 primeiros Veloz Furioso, são 4 primeiros Veloz Furioso que ele participa. E esse podcast, ele tá criminoso, porque hoje em dia a internet numa época era uma outra coisa, entendeu? É que nem a gente assistir, sei lá, TV pirata hoje em dia, sabe? É outro, não dá para fazer esse anacronismo, né?

A gente tava aprendendo, a gente tava vendo as coisas Ainda às vezes eu entro no meu Facebook para apagar post antigo. Então conta disso aí. E aí, né, ele sai do ar no Rapadura Cast não por causa disso, ele sai por causa de direitos autorais, porque a gente colocava todas as músicas de Veloso Furioso para tocar. E aí isso foi tudo limado da internet, né?

LLLeo Lopes

Exato, exato. A gente usava música, a gente usava música de direito autoral como se fosse do nosso direito, né? E na verdade nunca foi, né?

JFJurandir Filho

Ó, lembrando aqui o drummer, eu pagaria fácil um ECAD, como teve uma época, né?

LLLeo Lopes

Sim, a gente tinha, exato, a gente tinha lá as UDAs que a gente pagava do ECAD e tal. Só que aí a gente continuava pagando ECAD e o Spotify ele segue a lei americana. Então não adianta nada eu pagar aqui para poder usar a música e o Spotify derrubar, porque a Sony Music, a Warner e tal não querem nem saber. Então hoje Universal, Universal, exatamente. Então hoje a gente a gente não usa mais música aqui de direito autoral, só toca musiquinha que eu uso.

Não é Jabá, mas eu uso Epidemic Sound, eu pago uma baba por ano inclusive para poder usar as músicas, não só para mim como para os meus clientes, né, que a gente atende aqui na empresa. É, não usa mais a música de direito autoral nos podcasts, mas a gente tem anos que a gente produziu Rapadura, Jovem Nerd, Radiofobia, Papo de Gordo, Piratacast, Monarcast, a gente usava Música, porque não tinha, era uma terra sem lei, era uma terra sem lei.

JFJurandir Filho

Aí depois entrou a lei, né? No Rapadura Cast a gente tinha a série Jukebox.

LLLeo Lopes

Jukebox, eu lembro, cara, eu tenho vários salvos até hoje aqui no meu HD. E cara, o Jukebox, e outra, ó, para você ter uma ideia como eu era fã, maestro, isso que eu ia falar, o Jukebox Maestro, que eram os programas especiais sobre os grandes compositores de trilha sonora. Então você tem jukebox maestro, é, John Williams, todos os Ennio Morricone, os Zimmermann. Então, cara, esses programas hoje em dia não dá. Então assim, quem tem no arquivo tem esse tal. É, então eu tenho ainda aqui no meu arquivo.

VEVitor Estácio

Eu vou para longe agora.

TBThais Boccia

Vamos ver o que acontece com o DJ noveleiro.

LLLeo Lopes

No feed normal ele vai provavelmente provavelmente segurar. O Spotify vai derrubar, com certeza, não vai segurar, porque não tem mais essa possibilidade.

VEVitor Estácio

Vou te dizer um negócio, viu, Léo?

LLLeo Lopes

O quê?

VEVitor Estácio

Essa conversa aí me levou para uma pergunta do meu segundo ano do ensino médio. Professor de história perguntou assim na sala qual era a relação da globalização com o liberalismo, né? Aí, se eu pudesse voltar agora para ele e mostrar essa conversa de vocês, ele não ia acreditar.

LLLeo Lopes

Não ia acreditar.

VEVitor Estácio

Que é da Sony nos Estados Unidos, mas que a sede é na Inglaterra, corta a música de todo mundo.

TBThais Boccia

Ele reclama, a hora que ele reclama com a gente, ele fala: não pode ser tocado em tal lugar, em tal lugar, tal lugar.

LLLeo Lopes

Exatamente, é, não tem como. Ó, quero agradecer aqui a Camilinha, tá dizendo, a Camilinha tá aqui dizendo, ó, chegando agora só, mas para dizer que sempre que eu vejo um filme que me buga, eu vou ouvir o episódio do Rapatura Cast a respeito, porque os caras vão discutir a respeito. Isso é uma coisa que eu vou te falar, eu tenho uma consultoria que eu dou sobre produção de podcast, inclusive está no curso, mandei para o Juras outro dia a aula de pauta que eu fiz.

JFJurandir Filho

Toca o tchiclinho aí, por favor.

LLLeo Lopes

Toca o tchiclinho aqui. Eu fiz a aula sobre pauta e aí, na aula sobre pauta, eu falo sobre o modelo de pauta, os possíveis, não sei o quê, mas eu utilizo como exemplo uma cópia, né, assim, de um, de um, de um, de um, 3 folhas de papel rascunho que quando a gente tava na bancada da Campus Party de 2011, o Juras e o Maurício, e eu não lembro quem mais tava junto, gravaram um podcast daquela série, como é que chama aquela série do Rapadura Cast que faz a comparação dos filmes, é, do filme Duelo, da série Duelo, exatamente, que era comparando, o filme chamava Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, que tinha uma versão sueca e uma versão americana, exato, do Fincher.

Aí, exato, aí o Juras fez uma anotação de papel rascunho quadrinho com os pontos principais do roteiro anotados dos dois lados, assim, duas colunas ligados por setinhas. E é uma coisa extremamente simples que até hoje tem quem vê aula de pauta lá no curso de podcast, tá lá ainda. Eu uso até hoje nas minhas aulas essa, esse exemplo que já tem 15 anos. E aí eu falo, cara, isso aqui é um exemplo que a pauta pode ser qualquer coisa que vai servir de guia para as ideias na sua cabeça.

Então ele falava lá assim: fulano, fulano, nome do cara, no quê, a menina, não sei o quê, situação, assassinato, tá, era só relacionamento das coisas que ele queria citar ao longo da pauta para fazer com que ele como host conduzisse o papo. Mas isso serviu e até hoje, cara, são 15 anos já, eu uso isso como exemplo de que um papel rascunho com coisas anotadas assim a esmo podem servir de guia para você poder gravar um programa que faz parte dessa série duelo do Rapadura Cast, que é uma das séries que fez grande sucesso ao longo desses 20 anos, né, Júlio?

JFJurandir Filho

Fez grande sucesso. A gente parou de fazer o duelo porque a gente tava meio que perdendo 2 filmes a cada podcast. Sim, porque a gente podia fazer um podcast dedicado um para cada filme, né? Então se a gente 10 duelos, a gente, né, a gente tá perto de 20 edições do podcast, né? Mas esse negócio da pauta, eu nunca gravei com pauta lida, sabe? Assim, essa pauta correta, roteirizada, né? Eu não recrimino, porque enfim, podcast é podcast, né?

Claro, tem gente que precisa acompanhar, ele escreve toda a pauta e vai ler. Eu gosto mais da liberdade de poder improvisar na conversa, de reagir ao comentário de alguém e tudo, meio que o hábito faz com que a gente saiba fazer as apresentações de forma completa e o podcast é editado, então você pode refazer.

LLLeo Lopes

Claro.

JFJurandir Filho

Então, eu acho muito tranquilo, mas em termos de pauta, eu já sei como guiar os assuntos, mas se tem coisa que eu não, eu não quero que falte, aí eu anoto. Perfeito. Não pode faltar esse, esse assunto, esse assunto pode faltar, eu queria que a gente conversasse também sobre esse assunto. Perfeito. Então, normalmente eu lembro de cabeça, tipo assim, eu já tá, a gente tá conversando, eu sei que a gente vai falar em algum momento, né?

Mas como eu tô tendo um volume de gravações muito grande, então eu prefiro eu, ah, esse podcast aqui seria interessante a gente falar sobre esse assunto, não pode deixar passar despercebido. Porque muitas vezes eu não anotava e passava despercebido. Aí na edição eu falava, putz, faltou a gente falar sobre isso, cara, porque é um assunto tão relevante, a gente deixou passar batido. Mas quanto mais você grava podcast, porque Rapadura Cast tem mais de 900 edições, mas a gente tem parte A e B quase sem edições.

LLLeo Lopes

A gente fazia, né, tanto que você participou aqui de um 31B e de um 49B.

JFJurandir Filho

Não, ia sair na época que os filmes de super-herói começaram a explodir. A gente, a gente é um dos poucos podcasts, e acho talvez o único podcast do Brasil que tem podcast sobre todos os filmes do MCU, desde o primeiro Homem de Ferro até o mais se isso é bom, ruim, aí não é outros 500, entendeu? Sim, sim, mas o fato que a gente tá cobrindo desde o começo tudo isso. Mas quando a gente fazer, por exemplo, vamos fazer um podcast sobre o Thor, a gente fazia um podcast lá do ar sem spoilers falando dos quadrinhos do Thor, perfeito, sobre as inspirações do Thor, sobre, para preparar as pessoas para assistirem o filme, e a parte 2 com spoilers falando especificamente do filme, né?

Né, cobrindo o filme inteiro. Então a gente fazia muito isso. E aí, contando, eu já fiz essa conta recentemente, contando as edições do Rapadura Cast lá do A e B. Uma época a gente fez o Rapadura Cast Plus, que era um Rapadura Cast para falar sobre— a gente queria tirar o quadro de e-mails de alguma forma do podcast principal, e a gente foi criando alternativas só É isso, só para feedback.

LLLeo Lopes

Nunca gostou direito.

JFJurandir Filho

Na verdade, é assim, eu adoro feedbacks, adoro os feedbacks, mas eu, eu senti que engessava o público do Rapadura Cast, que tava lá para ouvir sobre o filme A Origem, e a gente tava falando sobre o Toy Story 3, sabe?

LLLeo Lopes

Quebrava o ritmo, né? Meio que entrava, mas não entrava direito, né?

JFJurandir Filho

É, eu queria que a galera entrasse no podcast e ouvisse sobre, sobre aquele assunto direto, né? E aí a gente foi tirando e criando esse. Aí foram 150 edições do Rapadura Cash Plus, e aí tem 700 edições do 99 Vidas, tem Canal 42 também, que tem muito fã também. Canal 42 a gente fez mais de 100 edições também.

LLLeo Lopes

Inclusive mandar beijão aqui para o nosso querido Bruno Costa. Que faz tempo que a gente não conversa com o Brunão. Brunão, que foi integrante do Radiofobia durante anos também, e que quando conheceu, quando conheceu o Jurandir Filho, ele falou assim, cara, que ele falou, ele lembra que ele falou para mim, você realizou um sonho da minha vida de apresentar alguns rapadura cast, né? Mas no 42 ele era ativão ali também, né?

JFJurandir Filho

E ele era o fixo, era ele, Ricardo Rente, né?

LLLeo Lopes

No 42.

JFJurandir Filho

Durou cento e poucas edições, foi antes da explosão total dos streams assim. É muito curioso, tem muita gente saudosa do 42. A gente já tem 400 edições do podcast exclusivo para assinante que a gente tem do 99 Vidas, né? Já passou de 400 edições. Então juntando tudo, eu já tenho mais de 3.500 podcasts gravados assim.

LLLeo Lopes

Então não é pouca bosta não, não é pouca bosta não.

JFJurandir Filho

Muita bosta, né?

LLLeo Lopes

Vocês sabem. Não, irmão, tá pensando o quê? Exato, né? Pouca rapadura.

JFJurandir Filho

Mas é legal porque a gente como comunicador, eu tenho uma facilidade muito grande de conversar sobre qualquer assunto. Então se a gente enveredar para qualquer assunto, eu entro fácil também porque eu sou muito curioso, eu sou muito curioso em tudo. Então Se a gente for conversar sobre aviões, eu vou ficar curioso, eu tenho algum conhecimento de algo. Se a gente for conversar sobre futebol, falo com tranquilidade sobre futebol.

Se a gente for falar sobre cinema, sobre séries, essa área de entretenimento. Mas isso muito se deve ao hábito.

TBThais Boccia

Sim.

JFJurandir Filho

De falar, de conversar sobre esse assunto, sabe? De a gente tá fazendo toda semana. A gente adora falar assim, né, que 'Ah, podcast é minha terapia.' Não, podcast é um exercício terapêutico, é um exercício, é um que a gente tá semanalmente exercitando aquele ponto de encontro com as mesmas pessoas. A gente se atualiza, a gente conversa, a gente tem um compromisso, né? Poxa, aquele dia eu tenho que gravar o podcast. Quando você coloca isso na sua cabeça e na sua rotina, você vai criando hábitos diferentes.

Os meninos do 99 Vidas É, hoje se eu faltar, eles apresentam tranquilamente podcast, porque todos viraram hostes com qualidade do podcast, sabe? Isso acontece também no Rapadura. Tudo é o hábito, a prática, o hábito. E todo mundo tem que praticar um pouco mais. Eu sei que é muito fácil desistir de podcast, porque para muita gente não é uma mídia rentável, sabe? Porque é muito trabalhoso custoso, não é rentável, pega tempo. Edição é um trabalho que quando a gente vê o resultado final dá uma alegria muito grande, mas é um processo meio maçante, né?

Muitas vezes, porque você tá lá e tudo, a mesma rotina, mas o produto final— e eu acho que os podcasts que são editados, eles são produtos artísticos, sabe? Existe um trabalho artístico de pensar na música no momento específico, na conversa ficar mais redonda, trazer uma conversa do final e colocar no começo, fazer essas inversões é muito legal, sabe? E ver o produto final, eu sempre ficava muito feliz de entregar exportando MP3.

LLLeo Lopes

Eu, ai, é, não, com certeza, né? Sim, a gente, eu faço a Radiofobia ao vivo desde 2009 ainda, lá no programa 16 ou 17, Eu comecei a fazer ele ao vivo por uma questão de, primeiro, que eu já era de rádio. Então, se eu fosse fazer o programa de rádio, eu estaria ao vivo. Eu queria me desafiar a fazer essa coisa toda da trilha, da vinheta, do improviso, né? Aí nasceu a técnica, nasceram os anões batendo palma, aquela coisa toda. Então veio toda essa, essa, como é que fala, esse lore aí, essa coisa toda da história do Rádio Fobia e tal.

Mas assim, programas como Rapadura Cast, o próprio Nerdcast, né? Por que que numa época de mesa cast não existe o Nerdcast cru, em tempo real, ali ao vivo na gravação? Porque os meninos já falaram várias vezes, o Nerdcast nasce na mesa de edição, ele é editado com o capricho, com esmero, tanto que a trilha e a sonorização são considerados um integrante extra do programa, é o sexto, sétimo integrante. Do episódio. E a gente aqui na Radiofobia, eu, Jeff, Thiago, né, o Du com Caneca de Mamicas também e tal, a gente faz com um esmero muito grande.

Há 14 anos já editando o Nerdcast, cara. É um produto que com certeza nasce na mesa de edição, nasce no processo de edição, assim como Rapadura, o capricho que se coloca, né. Tem muita coisa ali que é, eu falo que é punheta de editor, né, porque que muita gente não tem a menor ideia de que aquela trilha é daquele momento, por ter uma razão X específica, aquela vinhetinha, aquele efeitinho daquele filme. Às vezes tem um ouvinte, um, em alguma rede social, em algum, fala assim: cara, você fez tal coisa no minuto X.

Aí você fala assim: caralho, eu fiz para mim, mas o cara pegou, valeu a pena, sabe? Tipo O cara entendeu o capricho.

TBThais Boccia

Quantas vezes já te falei do momento oi, oi, oi que você põe no Netflix?

LLLeo Lopes

A gente tem, a gente criou a trilhazinha da vinheta do, como é que fala, do noveleiro alert, né? Porque tem aquele, tem o senil alert, aí toca, aí tem o sexy alert, assim, o gemidinho. O noveleiro, quando eles falam de novela, toca, toca. Fala, Estadão.

VEVitor Estácio

Eu fiquei feliz quando eu descobri que o Léo gostava de David Brubeck, né, que sempre tocava um Five no background. Depois, quando o Jeff assumiu a sonorização, aí rolava um recheadinho: Jeff, de quem é esse pedido? Tu colocaste ou alguém pediu?

LLLeo Lopes

Tem, tá, tô ligado.

JFJurandir Filho

Eu não sei se tu já, por você conhecer muito sobre a trilha sonora do Pânico, mas o Evandro me mostrou um dia desses que é a soundtrack do Pânico lá ali dos anos 2000.

LLLeo Lopes

Sim.

JFJurandir Filho

E é cada música que você, você volta no tempo porque eles usavam, né, como é que você grava algo na cabeça das pessoas? Colocando repetidamente, né?

LLLeo Lopes

Exatamente. Você conhece essa daqui, ó? Ó, essa era do Pânico.

JFJurandir Filho

É clássico, né?

LLLeo Lopes

Estamos de volta aqui para mais um Robson Jorge e Lincoln Olivetti começando mais uma, mais um bloco pela rede Jovem Pan Baxter do seu Pânico. Aleluia! Isso aqui é trilhazinha daquela Época, eu tenho muito aqui que eu herdei ainda daquela época lá, cara. Então é referência nossa, né?

JFJurandir Filho

Você vai criando, sim, você vai criando e vai colocando repetidamente assim essas músicas que são características dos podcasts, né? Eu lembro do, por exemplo, do Nerdcast tinha diversas dessas músicas que você escutava e nossa, é a cara do Nerdcast. Tinha a do que é o tema da vinheta do Rapadura Cast, né, que é a música do Piratas do Caribe, né? A gente fala do Bem-vindos ao Mundo Espetacular do Cinema. Ainda bem que a gente nunca pegou flag disso, né? Porque se pegar, acabou o Rapadura Cast.

VEVitor Estácio

A entrada é uma mistura, mas é muito clássico.

JMJúlio Macoggi

Mas tem My Name is Bond, James Bond.

JFJurandir Filho

Tem, tem. Agora é É curioso porque essa parte de edição, lá no 99 vezes a gente chama o nosso editor, que é o Edu, de o quinto Beatle. É isso aí, ele é o cara que dá, mano, dá um tempero fantástico. Eu sei que nos últimos anos a gente tá tendo, a gente tá tendo que adaptar os podcasts, sabe? A gente tá tendo que adaptar os podcasts, com certeza, de tirar coisa de direito autoral. Isso tá pegando muito e meio que vai quebrando, vai minando essa edição artesanal.

Aí a gente vai ter que se virar, que é, antes a gente colocava 10 segundinhos para tocar de uma música, e agora a gente coloca 1 segundo. É tipo Pablo, né? Qual é a música?

LLLeo Lopes

Qual é a música?

JFJurandir Filho

Aí pronto, acabou, já foi referência. É rápido, rápido o negócio, sabe? Não pode brincar muito com isso. Mas a gente teve que fazer o processo de se adaptar, né? Seu Podcast tem 20 anos, ele passou por muitas etapas. Era a época que a galera escutava podcast no MP3 player, baixar, fazer o download, colocava no MP3 de pendrive, aquele MP3 de pendrive, né?

LLLeo Lopes

Lembra do—

JFJurandir Filho

isso, chuchava no USB. É de antes do primeiro iPhone, não existia iPhone ainda, não tinha mesmo.

TBThais Boccia

Então via no iPod, isso, ouvia podcast no iPod.

JFJurandir Filho

Escutava no— eu tinha um Sony Ericsson Walkman, que era um laranjinha. Olha, você podia colocar MP3. Então, quem gostava de música tinha muito carinho, né, que podia colocar as MP3 nele e sair ouvindo. Nossa, meu celular toca música! Era uma rádio também. A gente teve que passar por isso de colocar num blog, né, porque a galera ouvia no blog o podcast. Podcast, a nossa audiência maior era do pessoal acessando o site, ouvia pelo site, dava o play, fazia o download pelo site.

Exato. E aí o problema, aí não, tem que assinar o feed. E a galera nunca entendeu muito bem o que que acha o feed. E a gente tinha as discussões de anos, né? Toda Campus Party, Léo, toda Campus Party, todo evento era, não, gente, o que define o podcast, o feed RSS? Ou, caraca, mas era um saco esse negócio, né? Até que chegaram os streams e resolveram tudo isso, né?

VEVitor Estácio

Isso.

LLLeo Lopes

Eu ainda tenho o feed tatuado no braço, mas até aí nunca vai sair daqui.

JFJurandir Filho

A gente no fim precisa dele ainda, né? Sim, é, no fim a gente tem que configurar mais, né?

LLLeo Lopes

É, exatamente. Gente, ó, as suas perguntas, eu quero aí, tá, tá, Júlio e Estácio. Vamos começar aqui a nossa rodada de perguntas. Fala, Estacinho.

VEVitor Estácio

Juras, eu tenho uma observação para fazer, e aí pode, em cima do comentário, sim, foi no, quando tu começaste a falar da pauta, Léo. Juras, uma coisa que acompanhando há muito tempo, que é uma coisa que fica muito clara no Rapadura Cast, principalmente, né, que os integrantes foram mudando com o tempo, mas eu vou falar aqui de recente, um pouco mais para trás, né. Por exemplo, o Rogério Montanari lá, é muito nítido de que quando ele entrou o, a centralização de Roxa tava contigo.

E aí vocês foram ganhando uma intimidade. Eu não sei se isso existia antes, não tem como saber, só tu pode dizer. Mas tipo assim, no programa em si vai ganhando uma intimidade e muito possivelmente uma amizade vai se formando em que tu percebes que às vezes, por mais que se tenha ou não tem uma pauta, tu tem sempre aquele companheiro de gravação ali que ele sabe pra onde conduzir, ou mesmo trazer o Roxo de volta quando ele vai pra outro lugar e colocar de volta no assunto do programa, né?

Então é muito bacana porque, tipo assim, eu que acompanho, acompanho o Lama há muito tempo, né, antes de estar aqui no programa, acompanho o Nerdcast há muito tempo, acompanho o Rapadura há muito tempo, então dá pra perceber, né, essas curvas assim em que sai um, entra outro, e essa reunião de características ela vai se amalgamando ali e tudo mais. E vira uma coisa linear. É muito bacana. Tipo, o 99 Vidas eu não ouço tanto porque eu não sou muito dos games, mas já ouvi alguns programas e é muito bacana perceber.

E depois que, agora voltando pro Rapadura mais recente, em que a base ela já não é mais Fortaleza, vocês gravam pessoas, acho que só tá tu e o Juras, né? Fortaleza e Fortaleza.

JFJurandir Filho

Não, eu e o Sikas. O Sikas, perdão.

VEVitor Estácio

E o Siqueira, só estão vocês dois em Fortaleza, né?

JFJurandir Filho

Sim, sim.

VEVitor Estácio

Então ela já ganha um pouco mais esse contorno de ter pessoas de outros lugares, mas não deixou de ter essa característica de mesmo assim as pessoas se entrosarem muito bem, ao ponto de deixar o programa fluir com a condução volta e meia de outra pessoa. Não é uma coisa que tu centraliza em ti porque tu tá ali há mais tempo, né?

JFJurandir Filho

Já fiz muito isso, já fiz muito isso. É o maior erro do criador de conteúdo é centralizar tudo em você, porque você se consome, se corrompe e se desiste. Sim, porque você tem essa sensação de achar que ninguém é capaz de fazer o que você faz. É a maior tolice do mundo, assim. É, você precisa praticar muito a humildade. O pessoal acha que humildade é algo fácil, né? Porque todo mundo tem um certo ego para alguma coisa, né? Todo mundo acha, não, só eu sei fazer isso daqui, só eu.

E aí quando você começa a trabalhar com equipes diversas, você percebe que existe pessoas tão boas quanto você ou melhores que você, com certeza. E eu, quando eu parei de editar o Rapadura Cast, para mim foi um alívio, um peso, cara. Editar podcast para mim Eu tomava 4 Red Bulls toda madrugada, de quinta para sexta. Eu dormia pouquíssimo, às vezes eu ficava 48 horas acordado, assim, de fazendo edição, e aí reeditando e fazendo maluquices.

Prejudiquei minha saúde, minhas costas, engordei. Foi todo um processo horrível que quando eu que eu passei para frente o podcast, tudo na minha vida mudou. Olha, porque isso consumia muito do meu tempo. Se obviamente que se eu só editasse, seria tranquilo, porque eu, né, diluiria na semana a edição e tá tranquilo, minha vida, né, funciona normal. O negócio é que eu gravava, criava pauta, eu cuidava da administrativa, do financeiro, eu escrevia textos, eu ia fazer reunião de comercial e fazer tudo disso e editava o podcast, né?

Então isso acabava me consumindo muito. Quando eu aprendi a passar para frente e perceber de, cara, eu criei um formato de podcast que as pessoas conseguem replicar. Porque o Joel, quando pegou o Rapadura Cast, parecia eu editando. Caramba, eu olhei assim, caraca, mas eu nem editei isso aqui! Como é que tá parecido? Porque Edição, ele tem um lado artístico de assinatura, mas ele tem muito lado mecânico também, né? De padrões, né?

VEVitor Estácio

A referência também tem o lado mecânico também, porque quem desenha, quem ilustra essas coisas assim, tem um lado mecânico.

JFJurandir Filho

Existe uma base, né, que todo mundo faz, né, que todo mundo quando vai fazer. E aí o que diferencia é o lado criativo, né, o lado quando você vai pensando, vendo, ó, esse momento aqui ele pode ser diferente. É esse negócio das equipes. Eu sou uma pessoa que convive com lutos, porque são 20 anos de podcast e eu tenho saudades de todas as épocas do Rapadura Cast, de todas as épocas. Quando era no comecinho Leonardo Heffer, PH Santos, Thiago Sampaio e eu.

Eu nem era apresentador do Rapadura Cast, só a partir da edição 17 que eu vim me tornar apresentador do Rapadura Cast. Que apresentava no lugar.

VEVitor Estácio

Rafael Santos, exatamente.

JFJurandir Filho

E aí fica só eu e o PH, entra o Maurício, aí fica eu, eu, PH e o Maurício na edição 33 do sobre Transformers. Entra o Thiago Siqueira, e o Thiago Siqueira entrou e ficou até hoje. Então o Sicas, ele tem aí, se tem 20 anos de podcast, ele tá ali com seus 18 anos quase 19 anos de podcast, né, comigo. E aí as equipes elas foram se transformando, muitas pessoas entravam, saíam, participavam e tal, mas ficava eu, PH, o Sicas e o Maurício.

Ficou isso por muito tempo. Aí chegou Fábio Barreto, começou a participar, grande Barretão, sim, para falar de filmes, né, hollywoodiano, sobre a indústria, porque ele fazia muitas entrevistas. E aí Afonso Solano entrou para o Rapadura Cast também. Então, na época que surgiu MRG, um pouco depois ele entrou no Rapadura Cast também. Então, às vezes, semana sim, semana não, ele tava no Rapadura Cast. Aconteceu também na época com o Nerdcast, né, que o Afonso tava muito presente também.

Mas também foi uma época. Rafael Dracón e Carolina Munhoz, que eram autores, são autores, e eles tiveram uma época de vai participar sempre do Rapadura Cast. Então trazer uma visão mais literária ali na época, 2010, 11, 12 ali, Maurício Aldanha sai. Aí 2013 a gente fica uma equipe mais reforçada. Eu sempre apostei, o que eu sempre mais gostei em podcast, trabalhar com a equipe sem trazer muita gente de fora, porque o formato da gente de analisar um filme, analisar uma série, pensa aí um pro ouvinte.

Então cria essa expectativa de identidade, tudo. 99 Vidas é mais característico nisso, sabe, de é o quarteto. Tanto que o slogan do podcast é Nostalgia Videogames. A nostalgia, ela vem antes dos videogames, porque o foco é nas nossas lembranças de como a gente pessoas que cresceram nos anos 80 e 90 imaginam o mundo de uma forma geral, sabe? Então é mais fácil ouvir o 99 Vidas porque é um podcast às vezes livre de spoilers, normalmente.

Então você pode ouvir tranquilamente. A gente não se preocupa muito de trazer informações tão aprofundadas e tudo, a gente quer mais se divertir conversando sobre as coisas. De vez em quando entram, né, essas informações mais aprofundadas. No Rapador quer gerar um perfil diferente, Então sim, esse negócio da equipe é bom porque quando você precisa do outro, o outro tá lá, sabe, Estácio? Sim, de, ai, pô, se eu tô me concentrando aqui para dar uma opinião sobre algo, aí eu tô tentando entrar, mas o Sica tá numa de falar coisas, de trazer, e aí eu tô tentando entrar e eu não consegui.

Eu não quero interromper o 'Oi, Cicas.' E aí o Rogério fala assim: 'Ei, Cicas, espera aí, espera aí, Cicas, deixa o Juras introduzir esse assunto.' Eu poderia fazer isso, e às vezes eu faço, mas eu gosto da liberdade, porque eu sei que vai ser editado podcast, então em algum momento eu vou falar, sabe? Mas para o papo poder andar, é legal existir troca, sabe? De um fala aqui, o outro entra ali, mesmo que seja para dar um um recadinho assim: aí, poxa, eu tava assistindo o filme dos Vingadores e aí tinha uma marca lá de sanduíche que apareceu.

Aí alguém fala assim: Iron Burger King, né? Isso, exatamente. E aí eu continuo. A pessoa entrou, ela deu a deixa, mas ela não roubou, ela não roubou a fala, entendeu? Isso você vai pegando com a prática mesmo. É fácil? Não é fácil. Normalmente podcast é uma confusão confusão. Sim, todo mundo falando por cima do outro e não sei o quê e tudo mais. O Léo sabe, eu já gravei diversas vezes o Nerdcast, é uma confusão, é uma confusão.

Já gravamos juntos. Até um falar um pouquinho mais alto e aí rouba a ponte ali, né? Tem algumas pessoas que falam por cima dos outros e tudo, mas você se habitua também. Inclusive saber que podcast é diferente da vida real porque a gente tem um lag. Sim, a gente tem um pequeno lag de um para o outro, né? É diferente se a pessoa tiver na minha frente, a gente vai conseguir, né, ser zero ping.

LLLeo Lopes

Exato, exatamente. Quero que a gente aproveitava muito na época de Campos Paraíba para fazer, que era ligar o microfone na mesa, sentar, aproveitar que tá todo mundo ali em volta e gravar uma série de episódios na sequência, né?

JFJurandir Filho

E era legal, né, Léo? Porque naquela época a gente falava assim: porra, como foi legal gravar ao junto.

LLLeo Lopes

Só que como a gente morava cada um em um lugar, e era uma vez por ano que a gente conseguia fazer isso, que era na Cups Party só. E ainda assim foi durante 2 ou 3 anos só, porque depois mudou também.

VEVitor Estácio

Falando de equipe, eu vou fazer só um parênteses aqui, gente, nada a ver com o assunto. Juras, se colocar uma barba e um cabelo grisalho em Erinaldo, não é a cara do Talvez, talvez até puxei uma foto dele aqui porque o nosso querido Frases e Fatos manda aqui, ó: Rapadura, cast do Exorcista é o meu cast conforto.

LLLeo Lopes

Olha aí, ó, você é da velha guarda, hein?

JFJurandir Filho

Hoje em dia eu tô na vibe de refazer podcasts antigos com a equipe nova, com uma edição um pouco melhor e tudo. E esse do Exorcista eu não consigo mexer porque eu acho é um podcast perfeito assim, tá redondinho. Maurício, ele tá extremamente inspirado. Ele falou assim, jura, fumando um cigarro atrás do outro, né? Que a gente começava antes em vídeo E depois, né, só em áudio, né? E ele: juro, eu fiz uma pauta para esse podcast, eu tava assistindo e eu entendi o que o diretor, o William Frederick, queria fazer.

E aí ele mostrando assim os rabiscos, e assim parece coisa de, daqueles maluco assim que sabe, que fica criando teoria e tudo.

JMJúlio Macoggi

Técnico de futebol que vai fazer a tática e mostra no papel, né?

JFJurandir Filho

Obviamente que existe tudo o fator tempo, né? Claro, a tecnologia evoluiu muito. Antes a gente enviava podcast com a qualidade um pouco menor, né, do que a gente envia hoje. Sim, é outra parada, né?

LLLeo Lopes

Mandar um beijão para o nosso querido Maurício Saldanha também. Muita saudade do meu querido Mau, que ele me chamava de o Joe Pesci da Podósfera. A gente se encontrava, a gente se encontrava, a gente se encontrava na Campus Ele falou assim: Léo, você, você é o meu Joe Pesci, cara. Você é o Joe Pesci do podcast.

JFJurandir Filho

Eu vou te dizer, Léo, o Maurício, na minha visão, ele era um dos caras mais fantásticos sobre cinema que eu conhecia.

LLLeo Lopes

Não, Maurício, mano, ele tinha uma visão muito particular sobre os filmes.

VEVitor Estácio

Filmes.

JFJurandir Filho

E ele tinha um negócio que ele falava muito com sentimento, né? Ele, ele tipo assim, eu não me importo se esse filme é ruim, mas filme bater em mim, eu vou apreciar de uma forma diferente, vai defender, né? E aí, se o Maurício tivesse permanecido mesmo naquelas épocas que ele foi muito atacado por defender Crepúsculo, que é um absurdo ele ser atacado por isso, tipo assim, Porque eu achava um absurdo ele, tipo, ele ser xingado e ser cancelado na internet por defender.

Eu defendo hoje em dia, inclusive eu tenho livros, eu tenho, eu também biografia do Robert Pattinson, eu tenho um negócio. E isso não acontece porque a época mudou, mas naquele período ele foi muito atacado por vertentes diferentes. Era o Felipe Neto atacando quem gostava de Crepúsculo, né? E o Pablo Vilassa atacando quem defendia Crepúsculo. Ele falava assim, ó, quem defende Crepúsculo não entende de crítica de cinema, não sei o quê.

E aí, curiosamente, tu falou do YouStream, do, naquela época que a gente, que eu vi tu fazendo a transmissão com pessoas diferentes ali do YouStream, Léo, eu decidir colocar uma empreitada para frente, que era um desejo de ambos. Maurício Saldanha e Pablo Vilaça queriam fazer um debate, e eu que fiz toda a técnica desse debate. E é um debate ridículo, porque o Pablo Vilaça, ele tem, ele tem uma retórica inacreditável, o Pablo Vilaça, né?

E ele consegue não só convencer que o Maurício tava errado por gostar de Crepúsculo, consegue fazer o Maurício Saldanha ser um aluno dele no curso de crítica dele, pelo amor de Deus. O Maurício não conseguiu defender muito bem ali, e isso foi muito ruim para o Maurício, porque ele sentiu que ele foi desmoralizado de alguma forma, e ele meio que acabou saindo da internet posteriormente. E aí o legado de Maurício Valdão meio que foi ficando só para quem consumiu mesmo, a época do cabine celular, lembra?

Nossa, ele tinha um N95, 5 e falava: chegamos aos créditos de Up, Altas Aventuras. E aí ele falava sobre o filme em 2, 3 minutos, emocionado e não sei o quê. Se o Maurício tivesse permanecido, ele seria o maior YouTuber de cinema do Brasil.

LLLeo Lopes

Tem um marco, muito depois dali, né, um marco na carreira de Maurício Saldanha que foi a live do episódio final de Lost, que deixou aquela Aquela live do mal do episódio final de Lost que dividiu opiniões até hoje, né? Essa daí foi um marco, né? Para quem acompanhou, eu acho que faltou para o Maurício.

JFJurandir Filho

Eu, eu conheci o Maurício muito bem e faltou o Maurício um pouco de preparo para receber uma avalanche da internet, porque é difícil, é difícil você ter opinião forte, é difícil você defender os seus gostos na internet, você ser massacrado. Ele tinha muitos comentários homofóbicos com Maurício, sabe? Tinha tipo assim, a galera passava muito do ponto. Eu lembro que no próprio podcast existia uma zoeira, porque ele era de Porto Alegre, né, Rio Grande do Sul, e tem toda piada do gaúcho gay, não sei o quê, né?

Essa piada que era, é bem anos 2000, é bem nos anos 90, 2000, né, fazer piada com esse tipo de coisa. E a gente brincava no próprio podcast com isso e ele levava na esportiva. Mas quando chega, sai da esfera dos amigos e vai para internet inteira, que é massacrante, ele não soube processar muito bem isso. Mas eu acho que é um dos caras que tem uma visão até hoje, porque de vez em quando ele aparece no Instagram dele e posta um videozinho que tem, você olha e fala assim, esse cara sabe o que tá falando, esse E não é, eu não tô falando de fala, de opinião, é visão cinematográfica sobre as coisas, sabe?

Ele olha, ele olha um trem passando, ele fala assim: caraca, é igual filme tal. Aí ele coloca o trem passando e coloca a cena do filme aí, tipo, ele consegue ver essas coisas, esses detalhes. É um olhar muito artístico, sabe?

LLLeo Lopes

Eu sou apaixonado por Maurício Saldanha, tenho saudade dele real, sinto muita falta do Mau mesmo. A gente teve altas muitíssimas conversas fora de podcast, que a gente conectava para trocar ideia e tal. E eu lembro que numa época que eu tava bem, como é que fala, fragilizado por situações assim, que não vem ao caso agora, ele me acolheu de uma maneira muito doce, sabe? Então, Maurício Saldanha é um dos amigos que faz muitos anos que a gente não se fala, mas é uma das pessoas que eu sempre tô lembrando dele Ele sempre que eu vejo um filme que me emociona, eu lembro dele, sabe? Lembro dele com muito carinho, com muita admiração. É uma das cabeças mais—

JFJurandir Filho

ele se afastou muito da internet, né? Ele meio que culpou a internet por muitas das coisas. Era muito difícil para ele porque ele queria viver disso tudo, ele acabou não conseguindo. Infelizmente, o Léo sabe disso, a gente trabalha com internet há muitos anos. Sim, existe amizades que são do tempo, né? Sim, da época que você tá produzindo e criando e tudo mais. E aí quando você se afasta, você acaba perdendo essas amizades. O Maurício é um desses que eu não falo há muitos anos.

Vez ou outra assim a gente dá uma curtida em alguma coisa assim, mas não tem, não tem mais aquela liga assim, sabe?

LLLeo Lopes

Faz tempo que eu não acompanho nada também dele. Tem, eu sinto, estou batendo falta.

JFJurandir Filho

Isso aconteceu também, por exemplo, quando o PH saiu do Rapadura, né? Né, sim, foram situações que acabaram acontecendo, ele acabou se afastando, e a nossa amizade acabou se afastando também, sabe.

LLLeo Lopes

E por mais que a história não se apaga, né, claro, foi criada, os podcasts que foram feitos, os eventos e tudo mais, eventualmente se tiver acontecendo algum evento, alguma coisa assim que você se esbarra, você se encontra, você vai se abraçar e se cumprimentar com o mesmo carinho carinho com o seu irmão que faz tempo que você não encontra, irmão que mora no outro país, alguma coisa assim, entendeu? Mas você não perde o carinho, não perde a amizade.

Mas existe aquilo que acontece no dia a dia da gente que atropela, que é a vida. A vida acontece para todo mundo, né? Encontros e desencontros, perdas, relacionamentos, trabalho, né?

JFJurandir Filho

Brigas, né?

LLLeo Lopes

Brigas, exato, exato.

JFJurandir Filho

Tem o fato de nós sermos todos humanos, em algum momento a gente "Não vai mais se conectar, né?" Diferenças criativas.

LLLeo Lopes

E tá tudo bem, né? E tá tudo bem, e tá tudo bem, faz parte da vida, é isso mesmo, exatamente. Olha aí, gente, perguntas para o Joraci. Fala, Joraci.

JFJurandir Filho

Projetos, eles precisam existir, é assim, todo projeto, todo projeto, ele precisa existir aquela pessoa que não vai parar. Que não vai desistir. Sim, você pega um jovem nerd, é o Alexandre, o David.

LLLeo Lopes

Sim, para poder ter continuidade, você fala, né?

JFJurandir Filho

Para ele poder pular. Sim, sim, para ele poder continuar. Exato. Porque se não tiver, se for dividido em 3, 4 pessoas essa função, essa responsabilidade, acaba no meio, seu guião, ele vai acabar.

VEVitor Estácio

Acaba, com certeza.

JFJurandir Filho

Pega todos os projetos que acabaram, acabaram por por causa disso. Porque se tiver um guião, é, por exemplo, no Rapadura Cast ele existe porque eu tô desde o começo, eu tava na gênese do negócio e ele existe até hoje. Se eu tivesse desistido do Rapadura Cast, provavelmente podcast não existiria mais, já teria acabado.

LLLeo Lopes

É a mesma coisa aqui, eu com radiofobia, eu sou grato a todos os meus integrantes.

JFJurandir Filho

Eu sou grato a todo mundo, 99, sim, criar um negócio tão legal que que se eu morrer ele pode continuar.

LLLeo Lopes

Os meninos tocam, sim, entendeu?

VEVitor Estácio

Viu, viu, Júlio? Radiofobia 600, Léo Lopes.

LLLeo Lopes

Não vai ter não, não vai chegar.

VEVitor Estácio

Segurando a peteca aí.

TBThais Boccia

Cara, eu tenho uma pergunta que tem a ver com o que você acabou de falar, gente. É assim, eu me identifiquei com muitas coisas que você falou porque eu tenho um podcast que fui eu que criei. O Júlio tá lá, o Stassi tá lá de vez em quando também, o Léo tá lá de vez em quando também, mas sou eu que sou sou fã desde o começo.

LLLeo Lopes

A Janete Clare do novela Quer.

TBThais Boccia

Nossa Senhora, hein!

LLLeo Lopes

Eu gosto, saudade inclusive.

TBThais Boccia

Pois é, eu me identifiquei muito com muitas coisas do que você falou. A pergunta que eu tinha há muito tempo atrás, que eu tô segurando, eu não sei agora se ela vai mudar com várias outras coisas que você falou, mas acho que continua. Ela continua a pergunta. Porque como que foi para você transformar essa coisa que era um hobby, que era uma coisa que começou como uma coisa divertida de fazer, como que foi isso virar a sua vida? E se isso teve aquela sensação de tipo, agora meu trabalho eu não gosto mais?

LLLeo Lopes

Trabalhe com o que você ama e nunca mais você vai amar nada na vida.

JFJurandir Filho

Eu vou dizer o seguinte: algumas coisas aconteceram meio por acaso, Thaís, porque eu quando criei o Cinema com Rapadura eu tava na faculdade, né? Eu tive o privilégio de não estar trabalhando em outra coisa, né? Então meus pais me sustentavam, era mais jovem ainda, mas tava criando o podcast na faculdade. Ou site, no caso, na faculdade. Meu pai inclusive falava assim, toda vez que me via madrugando, fazendo lá as páginas do site, escrevendo matéria, fazendo reportagem, editando fotos e começando depois o podcast, eu acordava, eu morava com meus pais, todas as vezes eu acordava pela manhã e tava lá uma parte do jornal do dia, a parte dos concursos.

Mas não era por maldade, não era por maldade, porque meu pai, meu pai é concursado, minha mãe é concursada, e eles sabem que isso dá uma estabilidade financeira, dá um respiro de futuro e tudo, né? Eles querem os melhores, o melhor para os filhos, né? E eles acordavam, falava assim: ah, saiu um da tua área aí de tecnologia, tem um concurso novo, não sei o quê. E aí isso Para ele era, ó, tô querendo te ajudar. Para mim era uma desmotivação inacreditável.

Eu me sentia assim, tudo que eu tô fazendo é em vão, é em vão assim, porque para eles, eles nunca vão entender a internet. Eu tô falando ali de 2006, 2007, nunca vão entender o que é internet. Eu explico o que é, porque como eu não ganho dinheiro, não tem como, não tem como eles entenderem. E aí foi 2006, 2004, 2005, 2006, 2007. E aí começaram a aparecer alguns sites que faziam parcerias, tipo Submarino, Americanas, que a gente ganhava uma comissão quando divulgava, sei lá, a gente fazia um podcast sobre Conta Comigo, a gente colocava o link do Conta Comigo e esgotava todo programa de afiliado.

LLLeo Lopes

Comentários, né, Júlio?

JFJurandir Filho

Isso, isso. E aí começou a pingar um dinheiro, aí a gente conseguia pagar um servidor, conseguia sobrar um dinheirinho para fazer alguma coisa, mas ainda pouco, porque não dava para viver disso. Decidi em 2009, 2008 para 2009, estudar. Falei assim, como é que pode esse site ter 100 mil acessos por dia e esse podcast ter 30 mil Hollywoods em 2007, 2008, e a gente não ganhar dinheiro. Então, coisa errada. Existe da gente tá longe dos lugares, porque eu escutava lá naquela época, em 2008 ali, quase 2009, Alexandre, o Dave falando assim: a gente veio para São Paulo para se reunir com as agências, que era uma coisa que o Rapadura não fazia.

A gente não tinha nenhum representante em São Paulo. E a gente não visitava as agências. Então isso distanciava muita gente do comercial. Eu falei, vou estudar. Já era, já tinha me formado em 2007 em sistema de informação, bacharel, né, em análise de sistemas. Decidi fazer uma pós-graduação em marketing na internet. Era um curso novo, tinha acabado de chegar. Vou fazer uma pós-graduação. Primeiro semestre, minha cabeça já fez assim, Já é uma sacudida de que tô fazendo tudo errado, caramba.

Eu tenho um produto, não sei vender. Para eu vender, eu tenho que saber apresentar esse produto. Então, primeiro semestre já tem lá: aprenda a fazer um media kit. E aí eu, media kit, que porra é essa? Aí eu fui pesquisar e tudo, e aí eu falei, caramba, tipo, né, é como é que você vende o seu produto? As pessoas não vão Então, é, para algumas situações, a pessoa acessar o site é o suficiente para a galera: quero investir nisso daqui.

Para outros, você tem que convencer. E a gente que tá longe, que não tem a possibilidade de se reunir com as agências, pô, vamos aprender a fazer isso. Aí eu aprendi a fazer media kit, aí aprendi a fazer o plano de negócios do projeto inteiro. E aí fala assim: onde que tá o nosso concorrente? Onde tá os nossos investimentos? O que que a gente pode fazer para minimizar? E não Não sei o quê. Comecei a estudar, entender como é que funcionava tudo. 2009 é criado CNPJ do Cinema com Rapadura.

Ele não tinha CNPJ ainda, era um site mega visitado. A gente tava com uma coluna no maior jornal do Nordeste, que era o Diário do Nordeste. A gente tava com programa de televisão na TV diário e não tinha CNPJ ainda. Não tinha CNPJ. Internet é isso aí, é os meninos da internet, né?

JMJúlio Macoggi

Fazendo tudo no amor, né?

JFJurandir Filho

Isso. Era só assim, para a gente estar no Diário do Nordeste era fantástico, que dá uma visibilidade inacreditável, sabe? A gente abria portas, a galera amava a nossa coluna lá. Quando a gente aparecia na TV, a galera: caraca, os rapaduras, não sei o quê. E muito regional, né? Muito local isso daqui. Mas dava uma abertura para muitas coisas. Para a gente conseguir ir para cabine de imprensa, a galera falava assim: ai, me manda aí as credenciais de vocês.

A gente: pô, a gente tem uma coluna no Diário do Nordeste. Tá liberado, acabou, vai entrar para cabine, tá liberado acesso. E fazer entrevista, por a gente ter essas conexões, dava isso, mas não entrava dinheiro, não entrava nada. Estudei, concluí a pós-graduação com 2 anos de curso, deu um, fiz um intensivão nele e terminei em marketing. E aí eu falei assim, preciso aprender sobre gestão também, fiz outra pós-graduação. E me dei marketing na gestão, gestão de negócios na internet, na era digital.

E aí estudando, estudando, estudando. E era assim, podcast durante o dia, site durante o dia, à noite faculdade, à noite faculdade. Aí fui, fui. 2009 eu tava com duas formações de pós-graduação entendendo sobre o assunto, criei o CNPJ. E aí começaram, magicamente começaram a aparecer os clientes. Ah, o estúdio quer lançar e tal, a gente tem um produto aqui, não sei o quê. E aí comecei o quê? Ir para São Paulo fazer reuniões com agência.

Opa, isso funciona, né? Que legal, né? Você ir para uma agência e ter reunião e você sai de lá com o negócio já e tudo. E aí passou constantemente aí para São Paulo. Tanto que eu ia para São Paulo 7, 8 vezes no ano. Eu saía de Fortaleza para São Paulo 7, 8 vezes no ano. Incluindo para ir para Campus Party. E ia para Campus Party, aproveitava para visitar algumas agências. Qualquer evento que eu ia, fazer network, porque eu tô longe, eu tenho que fazer network, eu tenho que conhecer pessoas, sabe?

LLLeo Lopes

Aproveitava para encontrar os amigos, fazer um churrasquinho, sair para uma churrascaria, comer um sushi, né? Aproveitamos bem, fazer umas reunião offline.

JFJurandir Filho

Fazemos bastante isso. E aí eu comecei a aprender e comecei a colocar em prática isso. E aí começou a entrar dinheiro, dinheiro bom. E aí meus pais passaram a ver isso com outros olhos. E assim, meu filho trabalha com internet, com podcast, não sei muito bem o que é isso, mas ele ganha o dinheiro dele. Aí comprei meu carro ali em 2010, 2011. Aí, caraca, "tá bem, né?" E aí fui dando entrada pra comprar um apartamento só meu, mesmo ainda morando com meus pais.

Eu tava fazendo, né? Eu fiz uma ação, eu lembro até hoje que foi a maior ação da história do Sempre com Rapadura até hoje. 2011, a gente fechou uma puta propaganda com HSBC. HSBC é aquele, o banco que você, ah, normalmente a gente cobra mil e eles vão pagar 30 mil, tipo assim, É essa proporção, sabe assim, de loucura. A gente foi, a gente fez um jantar nas alturas. Esse cara rasgava dinheiro demais, né? Que era uma mesa que flutuava, era um guindaste.

TBThais Boccia

Ali no Largo da Batata, ali no Largo da Batata.

JFJurandir Filho

Tem essa foto que tá eu, Alexandre, o Dave, o Felipe Neto, tá o PC Siqueira, todo mundo na mesma mesa. O Jacaré Banguela, todo mundo na mesma mesa. A internet naquela época ia ser deu um estrago, sabe?

LLLeo Lopes

Blogosfera 2011, né? Blogosfera ali.

JFJurandir Filho

E aí foi nessa época que a chave virou, sabe? Assim, quando entra, começa a entrar dinheiro, é quando a chave vira. Mas é difícil virar essa chave. Normalmente os podcasts não conseguem fazer isso porque a agência quer número, e não é muito número, porque se você tem um nicho que ele é importante, tipo assim, você tem um de seu podcast sobre relógio e você tem lá mil ouvintes que amam relógio, meu irmão, você é sensacional para alguém que vende relógio divulgar no seu podcast, sabe?

Não é sobre quantidade, não é sobre aí, obviamente que 10 mil ouvintes chama atenção, 30 mil ouvintes chama atenção, 50 mil, 100 mil, isso chama muita atenção. Mas às vezes você anunciar num flow, por exemplo, por exemplo, sei lá, num Podpah tem lá 300 mil views num podcast, um produto variado não quer dizer que ele vai vender para caramba. Ele pode ser visto por muita gente, mas efetivamente assim, o que a galera quer é venda.

Quando o cara, ele vai anunciar um produto, ele quer que o produto seja vendido. Não tem erro, não tem erro. Se você tem um lá, o seu programa sobre relógios, e aí, sei lá, a Vai lançar um relógio novo baratinho, R$100, e comprando no seu link, aí você vende, sei lá, 50 relógios, meu irmão. 50 vendas é muito, é muito. Tem gente que tem 10 milhões de inscritos e seguidores que não consegue isso. Sim, que não consegue isso. É, Evandro, que tava acompanhando aí o Radiofobia, trabalhou muito tempo no Promo Beach.

Promo Ah, sim, nossa, o Evandro trouxe PromoBeat para muito podcast, para gente, trouxe muito. Ele trazia, ele trazia muitos, muitos, muitos descontos, e ele fechava diretamente com uma galera, e ele descobria tipo os fenômenos assim da internet, tudo, e ele colocava. E aí tem uma galera que a gente não faz a mínima ideia, que o cara tem lá 100 mil inscritos, seguidores no Instagram, e ele coloca lá o link do PromoBeat, e ele tinha 10 mil instalações.

Meu irmão, você ter 100 mil seguidores e ter 10 mil instalações, você é uma mina de ouro. Sim, a mina de ouro. Então, se você tiver um bom poder de convencimento com o público que você tem, e eu tô falando, eu falei de mil ouvintes, você tem 100 ouvintes, se você conseguir fazer desses 100 20 se inscrever em um canal, é isso, é o caminho, vai caminhar. Aí precisa de tempo, né? As coisas não vão acontecer do nada, né? Alguns podcasts passaram 10 anos para ganhar dinheiro, outros não conseguiram, mas por causa do foco, né?

O programa tem que ser mais comercial, você tem que adaptar os participantes, tem que se profissionalizar, tem que ter melhor qualidade. Então isso tudo é um processo, né?

JMJúlio Macoggi

Até o assunto, às vezes, né?

LLLeo Lopes

Até o episódio total, total.

TBThais Boccia

Isso dito, Globoplay, paga nós! Tanto que eu falo da Globo no meu podcast, Globoplay, paga nós, que tenho certeza que os pouquíssimos ouvintes do Naná na Cast com certeza vão lá assinar vocês.

JFJurandir Filho

Mas eu fico triste, eu fico triste porque antigamente a gente tinha muitas agências que dissolviam um valor de investimento em muitos programas, em muitos blogs, em muito podcast. Hoje eles preferem pegar 2 ou 3 influenciadores de 10 milhões, 5 milhões de inscritos, e coloca tudo neles, e não dá resultado. Meu irmão, visualização é massa, você ter um podcast com 50 mil ouvintes é massa, isso não quer dizer nada no fim das contas comercialmente, a não chamar atenção, chamar atenção, a galera vai ver, pô, 50 mil ouvintes, que massa. Que que isso quer dizer? Porque você pode divulgar e não ter nenhum clique.

VEVitor Estácio

Sim.

JFJurandir Filho

Sabe? A galera não quer saber. A gente trabalhava muito, o Léo sabe que a mídia podcast é uma mídia extremamente difícil de metrificar, né? Difícil, por quê? Existem milhares de aplicativos, existe aplicativos que dependendo da do começo do IP, ele só vai contar um. Então, se nós quatro tiver no mesmo começo de IP, ele só vai contar um ouvinte. É, tem essas loucuras. Então, é tanto que existe a grande lenda, a grande ideia de que quando você tem 10 mil ouvintes, você tem 30 mil.

LLLeo Lopes

Exato, 3 por 1, né? 3 para 1.

JFJurandir Filho

Sim, sim, porque é uma ideia, né?

LLLeo Lopes

Essa lógica do 3 para 1, ela vem de uma lógica de assinatura, né?

JFJurandir Filho

Né?

LLLeo Lopes

Então, na época que eu até lembro que até falei com Billy recentemente, a gente conversou sobre isso, era um pensamento de assinante. E como o feed se assinava, você fazia o download de um programa, você considerava que para cada download 3 pessoas poderiam ouvir aquele programa, porque ele estaria numa máquina, né, que poderia ser compartilhada, que era lógica de assinatura. Você assina uma revista Veja, um Jornal da Tarde, que para cada uma assinatura você tem ali 3 leitores dentro de uma casa.

É, mas isso caiu por terra com o advento dos streamings, com o advento do YouTube, do podcast no Spotify. Hoje em dia, mesmo que você tenha 10 pessoas numa casa, cada um tem o seu próprio celular, cada um tem o seu próprio meio de ouvir. Então hoje em dia seria o contrário, né, teria que dividir para poder mais justo, né?

JFJurandir Filho

Mas isso que o Jurandir tá falando, chegando no— desculpa, Léo— é, os podcasts chegando no YouTube, muita gente já assiste na TV, né? Então às vezes compartilha com outra pessoa.

LLLeo Lopes

Isso, isso. Mas o que aconteceu agora nessa, nessa YouTubização do podcast é que a gente que já tinha uma dificuldade muito grande de provar nossas métricas e de provar que podcast diferente a gente de site não se conta por CPM, né, por custo por mil, é outra coisa. A gente agora disputa uma visualização em termos de relevância, para quem considera, que ela é diferente, porque o podcast ele fideliza o ouvinte barra o espectador no nível que é diferente do nível de audiência de o mesmo que, que nem aqui a gente tá transmitindo a gravação pelo YouTube.

A gente teve aqui até agora quase 200 visualizações e pico de 28, 29 online ao mesmo tempo, que é, se você for comparar com live de podcast aí de vídeo hoje em dia, é ridiculamente nada, entendeu? Agora, para nós, experimenta botar 200 pessoas pessoas numa sala te ouvindo, né? Quando a gente vai para o feed e a gente tem audiência do ouvinte do streaming, que não é quem acompanha na live em tempo real, as agências hoje em dia elas acabaram tendo o oposto do que era lá em 2011, 2012.

Enquanto a gente tinha uma dificuldade muito grande de provar que o podcast era confiável e que as métricas eram interessantes, antes. Hoje existe uma super multiplicação de comparação com YouTube e a gente acaba tendo a mesma dificuldade de ter que provar na prática com uma campanha de fidelização, com resultado dos ouvintes. E não é todo mundo que tá disposto a encarar essa, porque tá cada vez mais complicado, né?

JFJurandir Filho

Tem um negócio também de que no Rapadura Cast a gente teve que se adaptar, né? A gente teve de fazer a versão em vídeo, que é a versão híbrida, né? Porque ela é feita, pensada no vídeo, mas também pensado no áudio, né? A gente não quer que as pessoas, quem não gosta do vídeo, perca a experiência de ouvir o podcast. E aí é o formato que eu adoraria que a gente tivesse ainda com estúdio. Do estúdio do Rapadura a gente fechou durante a pandemia.

E foi muito ruim porque a gente tinha parte da nossa equipe aqui de Fortaleza, né? É porque tava eu, PH, o Sicas, a Cátia, aí tinha Marina Sofia, o Joel na edição.

LLLeo Lopes

Legal, isso é muito boa.

JFJurandir Filho

E que a gente, durante a pandemia, a gente teve que fechar porque enfim a gente passou um ano fechado, aguentando, pagando aluguel, que a galera nem para aliviar no aluguel do lugar, é é, eles simplesmente meteram a faca. E a gente passou um ano pagando internet, energia, água, porque mesmo você não utilizando, existe os mínimos que tem que pagar e são altíssimos, dependendo do bairro, né? Então era um custo muito grande durante a pandemia.

A gente passou um ano e a gente não voltou porque a gente respeitou, diferente de muitos podcasts em vídeo, a gente respeitou o distanciamento social, né? A gente sabe, era o nome, nomes aqui na minha vida, na minha mesa. O Flow é um exemplo de podcast que tava todo mundo trancado na pandemia e eles recebendo 300 mil convidados. E aí cada um escolhe o que fazer da sua vida e tudo mais, mas não dá para negar que isso aconteceu, né?

Sim, é que não só ele, mas como outros podcasts, eles estouraram por isso, porque TV tava fechada, rádio fechada, nenhum lugar fechado. A galera ainda tinha que divulgar suas coisas. E aí, aonde? Nos podcasts, né? E aí viraram as novas rádios, as novas tendências. Foi tudo na pandemia. A gente respeitou lá, a gente se fudeu nesse processo, é porque a gente fechou o nosso estúdio, a gente negou diversas campanhas de publicidade.

Por exemplo, a gente se queimou com os cinemas, fazer de cinemas e com os estúdios. Porque eles queriam fazer as reaberturas de cinemas. E a gente, caraca, tá morrendo 3 mil pessoas por dia, não tá na hora ainda, né? Para abrir cinema, a gente bateu o pé, bateu o pé, fechamos diversas portas. E aí essa é a parada que eu não falei do Rapadura em si, né? O Rapadura sempre teve muita personalidade, sempre assim, a gente sempre jogou o jogo, sempre jogou o jogo, né, de saber que a gente tem que fazer algumas coisas para poder sobreviver nesse mundo.

Mas a gente sempre defendeu muitas coisas que a gente acreditava e a gente sabia. Cara, eu tinha pedido meu irmão, meu irmão morreu na pandemia, aí eu vou fazer podcast divulgando a volta do cinema? Não vou fazer, não vou fazer, sabe? E isso fechou porta. Até hoje a gente sofre sabe as consequências de ter tomado essa decisão, sabe? Tudo bem, faz parte, existem outras possibilidades de ganhar dinheiro, né? Mas isso fechou muitas portas para o Rapadura.

A gente já se tornou— eu levo uma fama, eu particularmente levo uma fama de— não sei se vocês conhecem essa expressão, boçal. Bolsão, a pessoa que se acha e que não sei o quê e tudo mais, sendo que do meu lado eu tenho mais convicção sobre as coisas que eu acredito. Sim, eu tenho convicção. Então acredito que tomar essa decisão não me torna bolsão, me torna consciente sobre o mundo que eu tô vivendo.

TBThais Boccia

Perfeito.

JFJurandir Filho

Era o que eu imaginava, né, sobre esse assunto. E aí isso acaba minando a gente, e a gente sabe sabe, quando você tem alguma inimizade de internet por causa de opinião, opinião de filme, pelo amor de Deus, né? Você dá opinião de filme, o cara fica com raiva de você. Aí um cara da agência fala assim: vamos colocar nunca o Rapadura Cast aqui na nossa lista de possíveis clientes aqui, porque eles foram contra a corrente de elogiar o filme Eu não entendi isso.

Aí vai deixando a gente fechado, mas recluso, né, menos participativo. Eu desde a pandemia tenho evitado fazer eventos. Eu meio que esgotei essa parte, sabe, de fazer eventos e participar de outros podcasts. Eu só participo de podcast gente, dos meus amigos. Meus amigos me chamarem, eu vou, eu participo. Radiofobia, Jovem Nerd, me participa, o Vórtex lá da Cate, participa, participa, porque são meus amigos, eu conheço, eu gosto e eu sei que eu posso contribuir de alguma forma.

E aí isso me coloca também na caixinha de caraca, o Juras não topa nada, Juras é difícil de falar, é difícil não sei o quê e tudo, porque eu dei uma cansada respondendo, Thaís, fazendo o ciclo completo ali, eu dei essa cansada de estar toda hora em todos os lugares, sabe? Eu só soube o quanto isso me consumia depois de 4, 5 anos de terapia. Só soube depois de muito tempo que querer estar em todos os lugares é estar em nenhum lugar.

LLLeo Lopes

Exato.

JFJurandir Filho

E aí eu deixei Jurandir de fora. Eu deixei de cuidar da minha cabeça, perdi muitas coisas no caminho, perdi amizades, perdi relacionamentos no caminho, porque colocava sempre tudo à frente. Eu trabalhava de domingo a domingo, sabe? E aí eu fui aprendendo que assim, cara, preciso de espaço para mim, preciso de espaço para minha família, preciso de espaço para as pessoas que estão ao meu lado. E aí, curiosamente, ano passado eu me separei do meu casamento, não teve nada a ver com o trabalho, trabalho, depois sobre outras coisas, procurando, meu trabalho por tudo, e no fim não foi meu trabalho, né?

Então pelo menos, ufa, né? Mas eu posso viver. Mas você aprende com o tempo. É, o tempo é senhor da razão para tudo. É, se tá doendo vai passar, se tá chovendo vai parar. É, a gente vai aprendendo com o passar do tempo que algumas coisas entram nos eixos, Cara, a vida sempre encontra um meio, como diria lá o Dr. Malcolm lá no Jurassic Park. A vida sempre vai dar um jeito de se encaixar e a gente tomar o nosso rumo, porque existe algo no universo que é capaz de fazer as coisas se reencontrarem, sabe?

E a gente é— Tom Hanks falou isso, É, o tempo ele é o senhor de tudo, sabe? A dor que você tá sentindo, ela vai passar. Sabe essa felicidade que você tá sentindo?

LLLeo Lopes

Ela vai passar também. Exatamente. O que é bom e o que é ruim passam, né?

JFJurandir Filho

A beleza da vida é exatamente isso, a gente saber aproveitar as pequenas felicidades, os momentos que a gente tem, né?

LLLeo Lopes

Então olha aí, olha aí, com certeza. Ó, Mais superchatzinho aqui, ó, que é Cavenol: jura, Zé Cid, assina minha CLT.

JFJurandir Filho

O Kevin é o nosso webmaster lá do 99 Vidas. Olha aí, Kevin, assina, vai, muda, faz tudo. Ele já recebe um cascalho, hein, Kevin, reclamar que não pode.

LLLeo Lopes

Ó, o Kevin aí, muito bom, excelente. O sonho do Excelente, menino Júlio Macoge, menina Thaís, tiverem as perguntinhas derradeiras aí para o Juras.

JFJurandir Filho

Eu quero fazer uma pergunta, pergunte, só para dizer que pode ficar à vontade de tempo, tá? Não, tá tranquilo, o que vocês quiserem.

LLLeo Lopes

Vamos, enquanto a gente tiver rendendo aqui, a gente vai.

JMJúlio Macoggi

Vamos lá, a minha pergunta é: como é que é a tua rotina Quer dizer, hoje você falou, né, em off você falou que você gravou podcast das 9 da manhã até agora, você tá gravando podcast e tal. Fora as gravações, como é que é a tua rotina de assistir filme, de assistir série? O que que você tá assistindo de antigo, bom? Eu vou falar por mim, né? Eu essa semana resolvi pegar pra assistir de novo 24 Horas.

LLLeo Lopes

Olha aí, excelente, hein? Saudades, Jeff.

JFJurandir Filho

É muito errado algumas É muita coisa muito errada, algumas coisas.

JMJúlio Macoggi

Mas eu vou falar para você, do nada eu já assisti 14 episódios da primeira temporada.

LLLeo Lopes

Nossa, olha aí, delícia!

JFJurandir Filho

E você ainda tá na primeira temporada, ainda faltam 10, porque eram 24.

LLLeo Lopes

Um milhão, né?

JFJurandir Filho

Não sei se eu vou conseguir.

TBThais Boccia

É época maluca que as temporadas tinham mais de 10 episódios.

JMJúlio Macoggi

Nossa, tem mais de 10 episódios.

VEVitor Estácio

Eu quero fazer um puxadinho.

JMJúlio Macoggi

24 episódios de 1 hora cada um.

VEVitor Estácio

Eu quero fazer um puxadinho aqui na pergunta do Júlio, que é para deixar também a indicação da fonoaudióloga Manda aqui para gente, para a gente ver, aguentar tudo isso de gravação o dia inteiro.

JFJurandir Filho

Eu faço com uma certa frequência, eu faço fono. Doutora Fernanda aí está sempre comigo assim há alguns anos. Olha aí, eu sei que eu não tenho voz boa, eu tive que praticar muito o ato de falar enrolar, o ato de enrolar com algumas palavras. Até hoje eu me enrolo com algumas coisas, mas virou até característica da minha persona. Mas a gente vai melhorando com o tempo, a gente vai comunicando melhor, a gente vai aprendendo. Tem muito do dinamismo da— não adianta você falar muito bem e você não ser carismático, sabe?

Você precisa ter carisma. Isso vai desenvolvendo também, né? É o hábito de fazer.

JMJúlio Macoggi

Tem gente que fala muito bem em frente a uma plateia, e quando chega na frente de um microfone para falar, a pessoa não consegue falar. E o oposto também acontece.

JFJurandir Filho

Sim, a gente tem uma música, tinha o Michael Jackson, né? Michael Jackson, o monstro do palco, e ele ia falar, e ele tinha, era todo cheio de coisa, né? Mas que chegava no palco, virava um rei, né? Aí É, faço fono com certa frequência. Até esse ano, por exemplo, eu não fui nenhuma vez fazer, porque você sabe os exercícios, você sabe o que é que você pode fazer para melhorar a sua voz, os cuidados, negócio da água gelada, o cuidado com isso.

Ah, vai para o futebol, como eu fui ontem, eu fui para o jogo, fui para o estádio maneirando no meu, né, na minha torcida pelo Fortaleza ali, suave tudo, porque eu já fui para um Fortaleza e Boca Que no dia seguinte eu tava sem voz. E aí foi o Fortaleza pela primeira vez venceu o Boca Juniors jogando aqui no Castelão em Fortaleza. Eu, caraca, né? Eu saí de lá assim, estou realizado, pode acabar o mundo e não sei o quê.

LLLeo Lopes

E no dia seguinte eu com aquele gosto de sangue na garganta assim, né, de tanto gritar, né?

JFJurandir Filho

Mas aí aprendi a cuidar da minha voz. Todo dia eu faço um gargarejo com limão e sal, sabe? Eu faço uma limpeza da minha da minha garganta. É, eu tenho um hábito recente, eu tomo, sei lá, 8, 9 vitaminas todos os dias. E aí é um monte de cápsula gigante que é com própolis, que é vitamina B, que é vitamina K, e a vitamina D, é tudo, tudo junto. Porque a gente trabalha com internet, a gente não se alimenta muito bem, né? E aí a gente precisa ter algumas coisas, né?

Algumas vitaminas não tem de vento, né? Do do sanduíche, não tem, né? Não vem, não pensa. E aí isso faz com que eu tenha um maior cuidado. E aí meu cronograma, eu tenho um cronograma muito fechado. Dia de segunda-feira é um dia que eu tenho mais livre, porque eu faço live só à noite de segunda-feira. Então durante o dia eu vou organizar a minha agenda de compromissos da semana inteira, vou almoçar com meus pais, que é segunda-feira, é o dia que eu tirei assim, vou almoçar com meus pais.

Meus pais já tem seus 74, minha mãe, e 79, meu pai. Então não quero perder esse momento de ter o meu momentinho com meus pais ali. Às vezes no fim de semana vou, estou lá na casa deles e tudo, tomar um café. Mas na segunda-feira é o meu diazinho que eu vou almoçar com eles, é um dia certo. Excelente. Segunda-feira também é um dia bom para tarde ir ao cinema.

JMJúlio Macoggi

Cinema.

JFJurandir Filho

Então é um dia que eu sei o que que eu vou gravar durante a semana, segunda tarde vou lá assistir um filme. É o dia que também aproveito para assistir alguma série, alguma coisa. E por mais que eu trabalhe com cinema e trabalhe com esse universo de séries, nem tudo é trabalho. Eu assisto muitos filmes e muitas séries que eu não vou gravar, não vou falar sobre. Mas eu preciso assistir para entender o que que as pessoas estão vendo aí no mundo, né?

Sim, você tá a fim de ver também, né? E tem um negócio de que, como Crepúsculo não mata ninguém de vez em quando, um K-drama, não, como é que chama? Dorama. A exibição do Crepúsculo aí, já vi muitos doramas, já vi. Eu tenho uma mente muito aberta para consumir conteúdos diversos assim, de séries, de filmes, de videogame mesmo assim. Eu consigo organizar bem. Terça-feira já gravo o Rapadura Cast ali naquela faixinha do almoço ali, meio-dia, 1 hora.

Aí são umas 3, 2, 3 horinhas de podcast. Aí durante a tarde, à noite, dá tempo de jogar alguma coisa, mas sempre tudo intercalando com as coisas de trabalho, né, que é a parte administrativa, que é É alguma coisa de comercial, sempre tem alguma coisa acontecendo, né? Tem revisão de podcast, porque eu reviso todos os podcasts que saem. Nenhum Rapadura Cast sai sem a minha revisão. É, e eu reviso editando, eu abro no editor. Eu não recebo o MP4 e abro lá, vou colocar, sabe assim?

Eu exporto, né, o o arquivo final, sabe? Então eu gosto de ter esse hábito, porque se eu, já que eu não edito, pelo menos a visão final dele eu consigo, eu consigo ter ali, sabe? De normalmente eu não mexo em nada, porque o Joel já entende muito bem como fazer tudo, como a gente fala lá no Jovem Nerd, platinou, né? Te dá aquela, é o melhor momento que eu não preciso nem exportar nada, já tá lá o arquivo e pronto, tá Eu faço a revisão interna aqui também para entregar para os meninos.

LLLeo Lopes

Aí a gente entrega para os meninos lá, no caso do Jovem Nerd, quinta-feira final do dia mais ou menos, e eles revisam na madrugada. Sexta-feira de manhã vem lá, então às vezes vem uma, um cut, uma alteraçãozinha, tirar 2 segundos de uma piada que não deu certo, alguma coisa assim. Ou às vezes vem assim: Leozinho platinou, Leozito, né, Leozito platinado essa semana. Quer dizer que o arquivo que foi para revisão Tá bom, já tá na qualidade de exportar.

Sexta-feira, 9 da manhã, já tá tudo pronto, programinha tá fechado, é isso aí. E a gente mantém o nosso, como é que é, mantém ali o cuspe ali, né, o padrão de qualidade, ele tá, né, como diz o velho padrinho, tal, ó, tá ali já cusparada garantindo.

JFJurandir Filho

Já 99 Vidas, ele é um dos podcasts que eu quase nunca tenho que mexer, então ele é um podcast que ele pode sair da edição direto para publicação mão, porque o Edu, ele bota o olhar que eu boto nas coisas. E aí eu sempre dá certo assim, sabe? O Edu é editor, é do All High, né? Muito bom, do 99 Vidas. E aí durante a semana eu tenho múltiplas lives e gravações. Quarta-feira, 10 da manhã, começa a gravação do 99 Vidas. A gente grava dois podcasts, um podcast que vai para o ar e um podcast que vai para os assinantes.

Aí dá um intervalinho de uma horinha para o almoço, começa a live, são 3, 4 horas de live do 99 Vidas. Então é tudo seguido na quarta-feira. Quinta-feira a gente grava o Rapadura Cast Sala VIP, que é o podcast também para assinantes. Que aí esse negócio de você construir o conteúdo para assinantes é o que transformou o Rapadura Cast e o 99 Vidas em podcast totalmente sustentáveis. Ele não precisa de anunciante. A gente hoje em dia a gente não precisa de anunciante para viver.

Que a gente já tem um número muito grande de assinantes no Rapadura, um número muito grande de assinantes do 99 vezes, que continua crescendo, porque aí o pessoal vê valor. Tipo assim, ó, cara, eu gosto tanto do Rapadura Cast, quero que ele continue existindo, então vou assinar o Sala VIP. E aí é um cineclube, toda semana um filme diferente. A gente tá chegando a 100 edições agora.

LLLeo Lopes

Que legal, legal.

JFJurandir Filho

Na próxima semana. E já é o suficiente pra sustentar toda a base. Então a gente tem um número bem grande de assinantes.

LLLeo Lopes

Excelente.

JFJurandir Filho

O valor dele é o valor de assinatura de streaming, tipo R$20 assim, sabe? Sabe, mas tendo um número robusto, né, ele é o suficiente para a gente manter toda a estrutura e manter, né, as nossas cabeças sãs. Sim, porque ficar pensando em dinheiro prejudica muito criador de conteúdo. Como é que você alia? Preciso ser criativo, mas precisa de dinheiro também. E aí você acaba desistindo da internet, indo fazer outras coisas. Exato, porque é muito difícil hoje.

VEVitor Estácio

Às vezes te impede de ousar, né, dentro do futuro.

JFJurandir Filho

Eu entendo, Estácio, de a galera que sugou a Marvel até não poder mais, porque a Marvel dava view, dava view. Você vê os canais aí hoje minguando com Marvel porque hoje não dá mais tanta audiência. Alguns, ainda bem, não vou citar quem. Acho que sabe Mas eu, eu tenho esse hábito. Então aí na sexta-feira a gente tem a live do Cinema com Rapadura que a gente faz no YouTube, a livezona. Aí vai ali de mais ou menos meio-dia e meia até umas 5:30 da tarde.

Então são 4, 5 horas de live. Caraca, a gente faz. Então minha rotina é essa, são 5 podcasts na semana e 3 lives, né? 2 lives do Cinema com Rapadura e uma do 99 Vidas, todas de 4, 5 horas. E aí precisa de disposição. Então preciso— como é que eu consigo disposição? Tomando essas minhas vitaminas, indo para academia, e tendo meu fim de semana para eu tomar minha cachaça e para minhas festinhas, namorar.

LLLeo Lopes

É isso aí, festa!

JMJúlio Macoggi

Como é que é, Estácio? Festa de idoso? Não, como é que você fala? Festa de baile da saudade.

LLLeo Lopes

É verdade, é verdade.

JFJurandir Filho

Deixa a parte aí, nós somos muito jovens, né? Então eu—

VEVitor Estácio

não, não, não, qualquer idade.

LLLeo Lopes

Fala para mim que você vai em rave, vai, fala que você vai em rave.

VEVitor Estácio

Essa nem era a minha última pergunta, não quero que seja também, se der tempo, mas, mas, Július, é tipo assim, o Rapadura, é a minha percepção, né, de que no começo Tipo assim, vou fazer uma comparação a título de referência. Assim, com Nerdcast é cultura pop amplo senso, né? Tipo assim, aborda vários temas, né, de quadrinhos, era nostalgia e tal. Então é um leque mais variado de assunto, né? O Cinema com Rapadura, o nome já começa do site, vai falar só de cinema.

Pode ter variações, já falar de trilha sonora, é o falar de bastidores e tal, mas de qualquer maneira é bem mais muito restrito, né? Lá no começo, eu imagino que para ter ações do ponto de vista comercial sempre foi um pouco mais difícil por conta da variedade. Então isso devia te impactar de alguma maneira. Mas agora, por exemplo, comparando com esse universo que ficou— o nerd se confundiu com cultura pop, né? Ficou esse treco confundido, e muito com a seção da Marvel que tu acabaste de citar, A Marvel tendo essa queda, né, de audiência no cinema, streaming, tudo mais, a gente vê tendo uma diminuição dos eventos inclusive.

Mas o cinema, ele continua sendo cinema de outros temas e não só de Marvel, né? Vocês têm um leque de cinema gigantesco. Como é que tu, como é que tem sido esse balanço? A Marvel tá indo, mas a gente fala de cinema e aí a gente meio que se estabiliza dentro do patamar assunto cinema.

JFJurandir Filho

Hoje a Marvel para o Rapadura Cast, ele não dá audiência, não dá audiência. A gente faz por completismo de continuar cobrindo os filmes e dizer que fez, né? É, ele não dá essa audiência. A gente fazer, a gente fez recentemente uma lista das 30 melhores ficções científicas dos últimos 25 anos, que eu não estou nesse podcast, e é uma audiência absurda assim, sabe? É quase 300 mil downloads. E é muito foda porque o Rapadura Cast, ele não é, ele não é um podcast high top de views, sabe?

Ele não é, ele não tem 1 milhão de download, de views, né, de plays. A gente não tem. Tem algumas edições que sim, né? Depois de muitos anos eles acabam chegando nesses números absurdos. Mas o nosso podcast, ele tem uma média constante ali de uns 150 mil, de uns 200 mil, isso em todas as plataformas, né, pegando YouTube, pegando Spotify, pegando os aplicativos. E aí coloca a gente num lugar consolidado.

LLLeo Lopes

Perfeito.

JFJurandir Filho

Que aí, por exemplo, a gente em audiência, a gente nunca competiu com o Nerdcast, nunca. Mas comercialmente a gente compete. Com certeza, porque muitas vezes é uma reunião que teve com cliente X, ele teve com NetCash, teve com Rapadura. E aí às vezes ele ganha porque eles têm, né, uma, uma, já tem uma referência muito grande de números muito altos, né, em redes sociais.

LLLeo Lopes

E às vezes anunciam os dois aí. Beijo, Listerine! Muitas vezes, né, que tá aqui no anúncio Aqui não anuncia, mas que tá nos dois, tá, que a gente sabe.

VEVitor Estácio

E se quiser anunciar, eu puxo uma garrafa de 1 litro agora.

LLLeo Lopes

Se quiser, a gente puxa aqui também. Listerine, eu também tenho hálito bom, tá?

JFJurandir Filho

E quem é anunciante agora do Rapadura Cast já tá com a gente há 3 edições e vai continuar por mais alguns é a Pilão. Olha aí, olha aí, perdeu, né? Mas existe essa disputa e a gente sabe o nosso local também. Assim, cara, é, a gente, por exemplo, o PeeWeeCast, o PeeWeeCast é um podcast bem maneiro que a galera faz lá, então a audiência gigante. Na parte de cinema, a gente sempre tá em segundo, a gente nunca tá em primeiro no Spotify, eles estão sempre primeiro.

A gente sabe que o Spotify fixou o PeeWee, eu tô ligado disso, né? Fixou assim que nem você fixa o Instagram Zoando, tá? Obviamente mentira, ou não, né?

LLLeo Lopes

Supostamente, em se tratando de Spotify, não é mentira não, né?

JFJurandir Filho

Ninguém sabe dos bastidores ainda. Eita, eu tenho algumas coisas para falar do Spotify, mas a gente fala depois. A gente sabe que eles têm uma audiência muito grande no Spotify. A base do Rapadura Cast não é o Spotify. A gente, a galera ouvia podcast, como eu falo, no MP3. Então o nosso feed, ele é velho, ele já— a gente quando vê lá o estatística, tem mais de 130 aplicativos de podcast que baixam Rapadura Cast. Eu nem sabia que tinha isso tudo, né?

Nem sabia que tinha isso tudo de streaming. Então é um— a gente tem um alcance bem diverso, mas a gente sabe o nosso local de assim, de podcast de cultura pop que aborda cinema, stream e tudo mais, a gente é muito bem consolidado em termos de audiência, em termos de público, em termos de engajamento. Tem alguns podcasts que dão muito mais, tem outros podcasts que dão menos, né? Dependendo do tema, a galera disputa por tema, porque o Rapadura Cast não é o podcast tipo o Jovem Nerd, O Jovem Nerd ultimamente ele tá fazendo muita coisa com spoiler, né?

Isso dá uma afastada no público, você afasta o público naturalmente, né? Galera fala assim: não quero ouvir esse podcast porque eu não assisti essa série, não vi esse filme, né? Quando eu decidi mudar a ideia do Rapadura Cast e abordar também a cultura pop de uma forma geral e não só cinema, isso abriu o leque pra gente. Tanto que a gente fez propaganda de todos os streamings. Comercialmente a gente faz propaganda do Prime com muita frequência, a gente faz propaganda, já fiz propaganda da Netflix, já vi propaganda do HBO Max, Disney Plus diversas vezes, já fiz diversas dessas propagandas.

E é muito por ser um negócio consolidado, porque tem podcast de cultura pop que tem muito mais audiência que a gente, que o Rapadura, mas o cara olha assim O cara olha o nosso catálogo de anunciantes, de histórico, o cara vai ver praticamente todas as grandes empresas do Brasil.

VEVitor Estácio

Sim.

JFJurandir Filho

E aí ele vai preferir apostar em quem? No cara que tá consolidado, que tá desde sempre lá, ou o cara que estourou agora e que você nem sabe se ele vai entregar bem no prazo? E tudo isso conta, sabe?

LLLeo Lopes

Portfólio fecha muito negócio também. Aqui na empresa, mesma coisa. Às vezes tem muito empresa nova, concorrente da gente na parte de pós-produção, né, de captação, e enfim, nessa parte de produção não do podcast, mas da empresa que a gente tá disputando. Outro dia recebemos aí um PDF que o cliente mandou com todas as empresas com que ele tava cotando, e ali do lado da Radiofobia tinha um— ah, mas normal, porque somos 7, 8 players aí no mercado dessa parte de pós-produção profissional de podcast.

Então é B9, Radiofobia, Maremoto, Rádio Novelo, É a empresa lá do Cris Dias, que eu sempre esqueço, Ampere, lá do Cris Dias. O Bom Tempo lá também, com o Bicho de Goiaba. 7, 8, tem mais 2 ou 3 ali também. E tá tudo bem, entendeu? Só que aí às vezes o cara pega e ele bate: "Ah, tem um portfólio para mandar?" Tenho. Aí você tem 2 páginas de PDF com mais de 100 clientes, que vão desde profissional liberal até grandes multinacionais Governo e tudo mais, cara, dá para mandar mais ou menos um link do que vocês já fizeram com fulano, ciclano, beltrano?

JMJúlio Macoggi

Claro.

LLLeo Lopes

E muitas vezes isso é decisivo para a gente poder fechar o negócio.

JFJurandir Filho

É normal, cara.

LLLeo Lopes

Credibilidade que chama isso, né, Juras?

JFJurandir Filho

Exatamente. Do portfólio, ele é curioso porque eu fico imaginando a agência, agência recebe lá o cliente uma Claro da vida, sei lá, chega lá, Claro, aí fala: eu quero investir em propaganda com o pessoal de cultura pop. Aí hoje as agências, eles têm mil opções. Antigamente eles tinham 10 opções, sim, sabe? Hoje eles têm mil opções, que tem TikTok, aí tem TikTok com 10 milhões de seguidores que você não faz a mínima ideia de quem seja, mas ele tem lá um público específico.

Aí tem podcast, ele olha lá, porra, a gente veio do TeiaCast, lembra do TeiaCast lá? Tinha 10 podcasts em cada categoria e não sei o quê. E aí eu olho Spotify, aí só de cinema tem tipo assim 400 podcasts de cinema. Aí vai de humor, tem 5 mil podcasts de humor. É muito difícil você fazer essa filtragem do que do que dá bom ou não. A estrada, ele ajuda. O cara olha assim, 900 podcast, 20 anos de podcast, ele sabe assim, pô, essa galera é mais séria, eles estão aqui há muito tempo e tem um portfólio bom de anúncio.

E voltam, né, os anunciantes, eles voltam, que é a coisa que mostra que deu certo, né? Então esse tipo de coisa faz com que a gente repense muito muito do que a gente faz de conteúdo. Por exemplo, só para fechar essa ideia aqui, tem um podcast, a gente tá negociando com a Disney, sei lá, propaganda do novo Homem-Aranha, com a Sony, novo Homem-Aranha. A Sony quer fazer uma propaganda no Rapadura do novo Homem-Aranha, não sei o quê.

Se a gente fechar com a Sony, a gente não faz um podcast sobre Homem-Aranha, sobre sobre esse filme, analisando esse filme, porque a nossa ética é de, se tem publicidade sobre o assunto, a gente não analisa criticamente esse assunto para não ter o viés, né, de assim, caraca, primeiro que o cliente não vai gostar de a gente ter, de fazer uma análise crítica de um produto que eles estão pagando para você divulgar. Claro, é, vai ter um confronto de interesse.

A gente prefere vamos fazer um podcast sobre todos os filmes do Homem-Aranha historicamente, desde o primeiro até o mais recente. A gente faz um raio-x na franquia Homem-Aranha e chega no novo e fala assim: gente, o novo tá em cartaz nos cinemas, vai lá assistir, etc., tudo mais. Pronto, colocamos no ar o podcast. Essa é assim que a gente trabalha. E aí isso fecha portas, porque a galera quer que a gente fale do, divulgue o produto.

Quando a agência sabe que o produto é bom, fala assim: pô, esse filme é bom, ele tá nota 95% no Rotten Tomatoes, vocês vão gostar. E a gente fala, não dá para a gente fazer um podcast sobre ele, divulgar no mesmo podcast. A gente pode falar antes, sim, podcast anterior, a gente pode divulgar ele, mas não pode, de análise não dá para fazer essa divulgação. Então a gente tem essas barreiras, tem barreira com temas de, se a gente tá negociando Homem-Aranha com a Sony.

Eu tô citando Homem-Aranha porque é um exemplo muito grande, mas pode ser, sei lá, um filme de terror que a Sony tá lançando. Obsessão, por exemplo, lançou Obsessão, um filme que tá sendo muito elogiado. A gente tá negociando toda semana, pô, troca de e-mail, vamos negociar aqui, não sei o quê, tudo mais. Não fechou, a gente não faz o podcast de forma nenhuma. A gente meio que dá uma sabotada no filme dentro do Rapadura Cast. Por quê?

Porque se a gente for fazer de qualquer jeito, eles eles não vão pagar. Sim, eles não vão pagar. Então esse filme, ele entra numa nossa blacklist ali. A gente faz, sei lá, para assinante, a gente foca nele para galera poder ouvir, os assinantes, e não no aberto.

JMJúlio Macoggi

Porque querendo ou não, o ouvinte quer a opinião de vocês, né?

JFJurandir Filho

Sim, ele sabe que a gente vai falar dos principais filmes, mas a gente tá negociando comercialmente sobre esses filmes, é foda a gente fazer de qualquer jeito. Perfeito. O cara vai pensar assim, gente, vamos pagar não, porque eles vão fazer já esse podcast aí. E aí, tipo assim, tem alguns podcasts que faltam no Rapadura Cast, mas é porque a gente tem que jogar esse jogo, senão a gente não vive.

LLLeo Lopes

Perfeito.

JMJúlio Macoggi

É que nem, não é só isso, né, Ju? Se você faz a propaganda, se você faz, você citou Homem-Aranha, né? Você fecha com a Sony e faz aí a propaganda do Homem-Aranha num podcast. E aí no outro podcast você faz o episódio e o filme não é bom, a gente mete o pau nele.

LLLeo Lopes

Fica, como é que você— mas o Júlio, isso que o Júlio tá trazendo me traz com a minha experiência também de 18 anos uma noção muito clara de maturidade de negócio versus o entretenimento que o podcast é como hobby, que já foi no passado quando não dava dinheiro para ninguém, nem para nós, né? Porque na época que o podcast era hobby para todo mundo, pouquíssimas pessoas ganhavam dinheiro com podcast, e quem ganhava dinheiro era demonizado ainda, porque claro, ninguém ganha, ganha 2 ou 3, né?

Tinha até gente que levantava plantava bandeira de que podcast tinha que ser algo que não é por amor, por, né? Então a gente vai comer o comentário do site, tira, recorta e come, que era pagamento do podcast, era o comentário do site. Mas quando nem comentário o pessoal deixava hoje, é, e hoje em dia já morreu o comentário também, né? Com rede social é outra, é outra realidade, né?

JFJurandir Filho

Agora, um podcast um atrás do outro, né?

LLLeo Lopes

Exato. É na maratona, é na playlist, é sem parar. Agora, o que eu quero dizer é que, por exemplo, eu lembro na época do lançamento do primeiro Vingadores que teve uma sessão em São Paulo que o Internei fechou, chamou todo mundo lá, a galera lá e tal da promoção, e a gente fez. E no dia seguinte, depois que caiu a, a, como é que chama lá, o negócio da, o embargo, Todo mundo era tipo assim, tinha, sei lá, 220 podcasts sobre cinema e cultura pop, 19 estavam falando sobre aquele tema.

Se eventualmente o Rapadura tivesse, não tivesse fechado o negócio, ele não ia fazer sobre aquele tema. Então você tinha 19 programas, todo mundo, todo mundo, tanto que naquela semana era o tema da semana, você sabia que todo mundo ia falar daquilo. Só que o que que é a diferença de pensamento? Do podcast robista pequeno, sem pecado nenhum, tá? Porque a Adphobia até hoje nunca ganhou muito dinheiro como a propaganda, com publicidade.

É mais obviamente a empresa depois que veio graças à vitrine do podcast. Mas um pensamento é: vou falar sobre algo que é hype para ganhar audiência. E outro pensamento é: vou aproveitar a minha audiência para falar sobre algo que me traga a receita para dentro do programa. Isso é uma diferença de pensamento, uma diferença de maturidade. E você não quebra com o objetivo do cliente.

JFJurandir Filho

Sim, é por isso que estúdios eles chegam, Léo, e fala assim: eu quero, a gente quer divulgar o filme tal e eu quero no Rapadura Cash. E aí o que é que a gente vai fazer? Vamos criar um tema que cabe isso. Ah, vamos, a gente vai divulgar a estreia desse, vou citar novamente esse filme, Obsessão, que é o filme máximo, dos melhores filmes do ano de terror e tudo. Vamos dizer que a Sony quer fazer essa divulgação com a gente. O que que a gente vai colocar?

Pô, Sony, vamos fazer, já que é um filme de terror que tá sendo muito elogiado, vamos fazer um podcast sobre os melhores filmes de terror dos últimos anos e a gente coloca obsessão no meio, porque ele é um filmaço, né? A gente não tá se comprometendo, a gente tá falando assim, cara, vai ver porque é legal o filme, vai ver porque é legal, a gente já viu e é legal. E se fosse um filme horrível, a gente não ia colocar numa lista de melhores filmes de terror porque ele não é o melhor filme de terror, então não tinha como ele tá ali.

Então são coisas que a gente vai aprendendo a fazer. E aí é escolha do estúdio de assim Olha, eu quero que meu filme seja falado, porque quando alguém faz um podcast sobre o filme de um estúdio específico, da Fox, da Fox, da Disney, da Sony, da Warner, da Paramount, da Universal, eles fazem clipe de todos os podcasts, eles acompanham as métricas desses podcasts, eles falam assim: olha, a PaduraCast fez lá e deu muita audiência, o Jovem Nerd fez lá, deu muita audiência, isso aqui a gente não pagou nada, Mas eles fazem o clipe de tudo.

E aí lançaram um filme lá que é estourado e aí não tem Nerdcast, não tem Rapadura Cast. Que aconteceu? Por que que eles não fizeram? Já que todo mundo fez, por que que eles não fizeram? E aí você cria a pulguinha atrás da orelha deles assim, pô, a gente tem que pensar melhor nessa galera que é mais relevante, que tá ali há muito tempo, de como é que a gente pode fazer pra não perder esses caras, porque não ter divulgação deles é ruim.

Mas isso é um trabalho minucioso, comercial. O Rogério que trabalha comigo comigo no Rapadura é comercial do Rapadura. A função dele é, além de host, co-host do Rapadura Cast, ele é o comercial. Ele trabalha o dia inteiro no comercial do Rapadura, negociando com a galera e tudo. E é muito difícil porque a gente tá longe. Ele tá em São Paulo, mas alguns estúdios querem conversar comigo, eles querem que eu esteja lá, e eu não Eu não vou, sabe?

Eu não vou. Eu falo assim, existe internet, gente. Eu me vi de 6, a gente pode fazer uma call.

LLLeo Lopes

Exato.

JFJurandir Filho

Eu tenho que apertar a mão da turma, sabe? Quando for um caso específico, rola. Mas não dá para sempre fazer isso, sabe? E aí eu fico com um pensamento de que os estúdios, eles estão hoje patinando na divulgação.

LLLeo Lopes

Sim.

JFJurandir Filho

Eles estão investindo pouco em propaganda, pouco. A gente tá vendo poucos podcasts sendo patrocinados, muito parados. Existe uma crise na criação de conteúdo na internet em 2026, tá? Poucas pessoas estão com patrocínios, aparece uma ali, uma acolá, porque existe uma massificação muito grande, né, de pessoas produzindo conteúdo na internet. As beds arregaçaram, muitos clientes fugiram de agências e essas agências pegaram as beds.

E aí a nossa área específica de entretenimento é uma área que rechaça a bet. Sim, por mais que há uma certa hipocrisia e algumas coisas, porque a Mega-Sena tá lá todo fim de ano, todo mundo apostando, e há uma divulgação. Ai, eu já fiz a minha apostinha na Mega-Sena e tudo. Então aposta meio que sempre fez parte, mas o fato da não legalização da bet, da não regularização da bet, faz a galera meio que se afastar. Mas a bet patrocina todos os times de futebol, Patrocina todas as TVs, patrocina todos os veículos que falam de esporte, tem bet.

E aí a turma do entretenimento não pode fazer propaganda de bet porque existe toda uma celeuma sobre o assunto. Eu sou, eu sou contra a divulgação de bet, eu sou porque não tem regulamentação. A partir do momento que tiver regulamentação e que parte desse dinheiro que a galera gaste com site, vá. Como é a Mega-Sena? A Mega-Sena financia um monte de clube de futebol. A Mega-Sena, existe dinheiro de saúde, de educação, tudo dentro da Mega-Sena, né?

Então você sabe para onde está indo, em tese, esse dinheiro, né? Da bet não tem nada, né, meu irmão? É dinheiro caindo, é tigrinho, é o caralho, é um monte de coisa. Então existe tudo isso que quebrou o mercado de publicidade no Brasil, sabe? A galera focando em E aí as empresas estão investindo em 1, 2, 3 influenciadores. E nada contra os influenciadores, acho que tem espaço para todo mundo na internet para criar conteúdo, para fazer o seu conteúdo de lifestyle, é acordar de manhã, dar bom dia, não tem problema.

É, todo mundo tá fazendo seu corre, todo mundo tem direito a ter seu estilo de vida e tudo mais. Eu gosto da criação de conteúdo, conteúdo, conteúdo que trabalha com criatividade, com opinião. Eu, é a minha área específica, né? E não tô dizendo que a minha é melhor ou maior do que, do que esses não, sabe? Mas eu valorizo a minha área, eu gosto dessa área, eu gosto dessa área que a gente tá aqui conversando e tem espaço para opiniões diversas, para perguntas, para opinião do público.

Isso é legal, isso é um ambiente legal. E é por isso que voltando pergunta inicial, mais uma vez fechando o ciclo da pergunta sobre, é, do cansar, né, de produzir conteúdo, de, ai, será que não enjoa você assistir filme, não sei o quê. Eu amo cinema, eu amo seriado, eu amo videogame, eu amo mais isso do que trabalhar com isso. Mas trabalhar com isso transformou o meu amor sobre essas coisas a ficar muito maior.

TBThais Boccia

Melhor.

JFJurandir Filho

Porque entender o filme para mim é discutir sobre o filme, é ter com quem conversar sobre ele. E aí o filme melhora, a série melhora, tudo melhora, a sua opinião muda, né? Então esse tipo de ideia de que é, como é a frase do: trabalhe com o que você gosta, jamais, nunca mais vai gostar de nada. Eu vou dizer que eu amo, sabe o quê? Eu amo criar conteúdo. Eu amo fazer podcast. Eu já disse uma frase há 10, 15 anos atrás e repito: eu só vou parar de fazer podcast quando minha voz não existir mais. Se um dia— ouve isso aí, Léo Lopes! Ouve isso aí!

JMJúlio Macoggi

É isso aí, Léo!

JFJurandir Filho

Olha isso aí, o que vocês estão falando! Vamos dar um jeito. Mas eu só paro de fazer podcast quando eu não tiver mais voz, porque eu amo fazer podcast, eu amo Amo discutir, comunicar. Eu amo estar rodeado de pessoas que estão dispostas a fazer isso também. Então é o que, é o que me, é minha pulsão de vida assim, sabe?

JMJúlio Macoggi

Eu tenho muita, e com opiniões diversas, né, para você poder ter outras visões, né?

VEVitor Estácio

Qual é o tamanho do seu amor?

LLLeo Lopes

Eu não sei do que você tá falando.

JFJurandir Filho

Já não tem voz, mas o Léo, o Léo uma apresentadoria, viu, Júlio? O Léo, assim, ele, o trabalho core dele é na edição, ele é um dos melhores que nós temos por aí. Então ele, ele conseguiu criar, ele conseguiu criar o seu, a sua história. E não à toa ele tá no Nerdcast há tanto tempo, ele tá fazendo os seus projetos, e ele faz o Radiofobia por amor. Exato, existe amor, muito amor envolvido aqui, sabe? Ele não faria Você não faria, porque, cara, existe uma coisa que é preciosa para a gente, é o tempo.

LLLeo Lopes

Com certeza.

JFJurandir Filho

E o tempo a gente dedica para aquilo que a gente ama, sabe? Exatamente. Ele não faria isso aqui de graça. Não é sobre a quantidade de pessoas que tem assistindo ao vivo ou que vai consumir depois, é o fato, é o ato de fazer, sabe? O ato de fazer, existe muito amor envolvido nisso. Então por isso que ele faz, né? E aí se surgir um cascai no meio, bom demais, né?

LLLeo Lopes

Pô, delícia demais! Ô, e não vem falar de tem o Jeff aí não, que o Jeff não é autônomo, ele é radiofobia, tá, seu Stassi? Então não me vem querer passar ou jogar um balão na minha cabeça não, que eu tô vendo esse movimento aí, hein? É isso, como é que é?

VEVitor Estácio

Pode tirar uma folguinha, o patrão pode tirar uma folguinha para gravar.

LLLeo Lopes

Como assim, não entendi?

VEVitor Estácio

Funcionário lá não tá vindo nem gravar aqui, o Jeff, menino Jeff não tá vindo gravar.

LLLeo Lopes

Mas ele não vem porque ele é pai fresco, pô, menino novo. Ele tá editando entre uma mamada e outra.

VEVitor Estácio

Não, não, mais recente.

LLLeo Lopes

Ô Juras, eu quero fazer aqui uma pergunta derradeira para você, que também para você também poder descansar, que é o seguinte: como é um cara que foi originalmente formado em ciência da computação, tecnologia, como é que é esse cara É, depois de 22 anos consolidar, quero saber se você tem essa noção, se você tem isso, essa visão, como um dos comunicadores mais confiáveis na nossa mídia, cara. Como é que é você sair dessa posição de um cara que queria estudar uma coisa de tecnologia e tal, que eu venho dessa área também originalmente lá atrás, e você ser um dos comunicadores mais relevantes que a gente tem até hoje, e é éticos, né, dentro não só do podcast, porque podcast é uma mídia que tá aí junto com hoje da mesma importância, inclusive alimentando rádio, TV, YouTube.

Podcast serve hoje em dia de, de alimento, de fomento para muitas dessas mídias. A gente tá vendo aí áreas que tem o podcast como influência. E eu sei que, né, a modéstia talvez lhe impeça de se reconhecer como tal, mas a gente que tá não só como colega de profissão, colega de ofício, mas como consumidor de cultura pop, né, e cinema principalmente— o Júlio, que também é um apaixonado por cinema, talvez coadune aí dessa, dessa minha opinião— é, eu tenho um prazer muito grande de ter você como amigo.

Mas antes Antes de tudo, como eu disse no começo do programa, você era para mim, ainda continua sendo uma referência e é um dos melhores comunicadores que a gente tem na nossa mídia. Então, como é que foi você mudar de carreira e se consolidar? Você que acabou de dizer que só para de fazer quando a voz sumir, né? Como é que é esse comunicador aí que se desenvolveu ao longo desses 22 anos? Como que foi essa mudança, essa consolidação?

JFJurandir Filho

Agradeço as palavras e o reconhecimento, é, eu tenho muita gratidão, é, eu vou dizer o seguinte, Léo, eu jamais pensei que eu iria virar um comunicador, mas eu aprendi com todo esse processo, né? Eu gosto, sempre amei cultura pop porque mesmo vindo da tecnologia Eu fui fazer tecnologia porque eu amava videogames e eu falei assim, a coisa mais próxima da faculdade que tem sobre videogames é informática, né? É tecnologia, né? Então talvez me aproxime alguma coisa do tipo e me levou pra internet, pro cinema, pra outras áreas.

Isso foi por acaso. Eu vou te dizer, eu vou te contar uma história que vai resumir um pouco sobre isso e porque que me motiva me motivou muito a começar e continuar. E falo também daqui a pouco também sobre o sentimento que eu tenho sobre a visão que as pessoas têm de mim, né? Eu fui uma criança, sou filho de 4 irmãos, sou caçula dos 4 irmãos. Eu, como todo caçula, tive muita voz silenciada dentro de casa, de 'Não, você não tem opinião, criança não sabe de nada.

Ai, o que é que tu quer conversando aqui com a gente? Só tem adulto.' E tu sabe esse tipo de coisa. Então eu me reservei muito na infância de ficar jogando meu videogame no meu quarto porque ninguém queria saber de mim, né? Eu acabei não tendo muito contato com minha família durante essa parte da minha adolescência, sabe?

VEVitor Estácio

Sabe?

JFJurandir Filho

Saí da escola, fui para faculdade. Na faculdade, o professor, meu professor Arnoldo Alves, da cadeira de empreendedorismo na informática, ele falou assim: toda aula é um trabalho que vai ser apresentado e todos os trabalhos são individuais. Então, se você tem vergonha de apresentar, se vire. É isso, caramba, foi o recado dele. E aí ele falou assim: pegue uma empresa. Primeiro dia de aula, próxima aula já teremos a primeira apresentação.

Pegue uma empresa que vocês gostem e criem uma apresentação falando sobre a criação dessa empresa, porque é que você gosta tanto, quais são os produtos, etc. Eu peguei a Apple, fiquei procurando as palestras do Steve Jobs, né, que tava sempre com aquela camisa preta e apresentando daquele jeito. E aí eu fui falar sobre a Apple que eu gostava muito dos trabalhos dela com a Pixar, né, naquela época ali, 2002, quando eu entrei na faculdade, né, eram donos da Pixar, Steve Jobs era dono da Pixar ali, até ter a compra da Disney, né, a Disney comprou, e aí mudou tudo.

Aí fiz essa apresentação e eu me senti livre, eu me senti, sabe o quê, escutado. As pessoas Silêncio, todo mundo me ouvindo, prestando atenção em mim. Aí eu falei assim: gostei, gostei, porque eu tô falando e as pessoas estão prestando atenção. Não, não é que estejam aplaudindo nem concordando, não. As pessoas estão me ouvindo, sabe? E aí eu percebi isso que como um impulso para eu fazer saber o que eu iria fazer depois, aí de criar o Cinema com Rapadura e fazer o podcast e tudo.

Em terapia, em 2021, 21, fazendo terapia, falei sobre esse assunto. E assim, pô, toda vez que eu fico gripado, eu fico muito irritado. E a minha ex-esposa sempre falava assim, olha, sempre tá gripado, e era quando o Covid, tudo fica irritado, fica, né, que tu fica grosseiro, tu fica assim puto contigo mesmo, tu não quer conversar, tu não quer É, só fica emburrado. Aí eu, beleza, levei para terapia, comecei a conversar, conversar sobre assunto, entendi que a gripe mexe num calo meu, que é quando eu fico gripado ela afeta o quê?

A voz, ela me silencia, ela te cala. E isso me irritava. E aí eu voltei no tempo de entender que percebi é tudo que eu faço está relacionado com a voz. Um podcast, né, na comunicação, é no vídeo também, é tudo vem com a voz. Aí eu fiz todas as conexões de saber que eu não queria voltar para o que eu era quando eu era criança, porque eu tenho um trauma muito grande de ser silenciado. É, eu também percebi que ficar doente faz parte da vida, então Desde que eu entendi, porque terapia não é cura, mas sim, ela faz você entender o porquê das coisas, né?

O porquê que você se irrita com determinada coisa. E aí eu percebi que eu posso ficar doente, sim, é isso aí, tá de boas, não vai, você não vai morrer por isso, você vai melhorar e daqui a pouco você volta. E aí eu fui me melhorando nesse sentido. Então a voz, para mim, ter voz, ser escutado validado, ser nem validado, mas tem uma opinião que vai gerar alguma discussão, que vai gerar— eu gosto muito de provocar as pessoas, né?

Eu dou às vezes algumas opiniões que eu nem concordo com elas, mas eu quero, né, dar uma provocadinha, eu quero dar uma, né, mexer com alguém, então eu falo. E aí Isso fez com que as pessoas me enxergassem de uma forma diferente. Eu sou um ser humano normal como qualquer outro, eu já errei diversas vezes como criador de conteúdo, mas eu tento sempre reconhecer os meus erros e aprender com eles, claro, para não repetir esses erros, sabe?

Eu acho que a gente como criador de conteúdo há muito tempo, a gente passou por fases, a gente passou por fase de que fazer podcast era o clube do bolinha, Então, um monte de macho falando um monte de absurdo sobre tudo que tem por aí. E aí depois você começa a entender de, caraca, a gente tem ouvintes, tem mulheres. Não seria legal a gente ter participante feminina fixa no podcast e não só quando tem o Dia da Mulher ou quando vai fazer o podcast da Mulher Maravilha?

Não seria legal ver a menina falando sobre Matrix, a menina falando sobre, sobre Toy Story, é, tem a menina falando sobre, sei lá, a nova temporada do The Boys? 'Não seria legal fazer isso?' Quando você, a gente foi se transformando. Então quando a gente trouxe a Cátia para entrar para o Rapadura Cast, foi com esse pensamento: vamos mudar o nosso público. Perdemos, posso dizer, com a entrada das meninas, entrou a Marina Sofia e a Catiúcha Barcelos para fazer vídeo e depois para podcast, a gente perdeu 20% da audiência. Com isso. Porém, o que era 98% masculino, nosso público ficou ali 60/40.

LLLeo Lopes

Olha aí.

JFJurandir Filho

E aí a gente trouxe um público novo, perdeu o público que— e esse público que não consegue ouvir uma mulher falando, foda-se eles. Então é, né, a gente fez, né? Sim. E aí a gente mudou isso, e aí as pessoas passaram a ver a gente de uma outra forma. E aí é um aprendizado, porque quando você passa a conviver não só com mulheres na sua casa, sua mãe, a sua irmã, mas você passa a trabalhar com mulheres efetivamente, com opinião, você aprende muita coisa também.

Porque tem uma visão que eu tenho sobre algo, a mulher vai ter sobre coisas que você não vê, sabe, que você não entende. É, você vai aprendendo também, você vai aprendendo. E aí é o processo processo, Léo, que eu falo de você saber quem você é e quem você pode se transformar com o passar do tempo, com a experiência. É por isso que eu falo, todo criador de conteúdo ele não pode ser julgado por uma coisa que ele falou 10 anos atrás, porque, meu irmão, ano passado já não é mais, já não sou mais eu.

LLLeo Lopes

Ontem já não é mais você, na verdade, um minuto atrás.

JFJurandir Filho

É isso, algumas coisas, 10 anos atrás, então, tipo, é uma outra pessoa.

LLLeo Lopes

Sim.

JFJurandir Filho

OK, estamos falando de comentários sobre comentários que hoje são misóginos, de alguns comentários são preconceituosos e tudo.

LLLeo Lopes

Sim.

JFJurandir Filho

Você aprende com o tempo também, sabe? Você, a gente tá em constante evolução. Eu sou contra essa onda de cancelamentos, de destruição de vidas.

LLLeo Lopes

Perfeito.

JFJurandir Filho

Porque a pessoa falou algo que ela é ignorante, ela é ignorante, ela não tá, não é sobre o crime, sabe? A gente sabe quem é criminoso, a gente sabe quem que tá perseguindo, sabe, que tá falando coisas absurdas porque odeia minorias, que odeia LGBTs, que odeia mulher, a gente sabe quem são. Mas o cara que derrapou numa palavra e porque falou uma coisa sem conhecer muito o cara vai destruir. Ele tá destruindo. Ixi, 2013, 2014, 2015, 2016 foram 4 anos de destruições de carreiras.

Muitas pessoas tiveram que deletar tweets antigos, tiveram que fazer uma limpeza na internet porque era adolescente no Twitter falando um monte de merda, sabe? E aí depois cresceram, não pensam mais daquele jeito. Tem alguns que continuam pensando, sim, mas você sabe quem são, você sabe quem É, e aí no meu Facebook, né, toda vez que eu entro, lembranças, é melhor não lembrar disso, é melhor não lembrar, deixa eu esquecer aqui no deletar.

Teve um tweet que eu tive que apagar que foi muito engraçado, porque antigamente o Twitter ele não tinha um negócio de você fazer a thread, né, de você imitar uma coisa no outro, era um outro tweet. E aí tava tendo, eu tava assistindo um jogo que ficou emblemático, que o Brasil ganhou da Argentina no último minuto. E aí eu no Twitter, gol do Brasil, vitória do Brasil, Copa América e tudo mais. Aí eu falei, vai se fuder, argentinos, filha da puta, não sei o quê.

E esse era o tweet. Anos depois, esse tweet isolado parece que eu tô xingando os argentinos, que odeio, sou xenofóbico. Entendeu? Sim, sim. Ele foge do contexto, sabe? Ele sai do contexto.

LLLeo Lopes

Ele tá isolado ali, tá vendo?

JFJurandir Filho

Fora do contexto, ele tá, ele, tudo tem que ter um certo contexto. Então, vocês são coisas que você vai aprendendo. Então, tem coisas, por exemplo, eu já uso muito pouco o Twitter, Twitter ele serve pra, praticamente, pra divulgar as coisas que eu tô fazendo e tudo e, e evito ficar opinando falando sobre isso. O que as pessoas veem sobre mim, eu fico muito feliz porque eu não faço, não é um esforço para mim conduzir um podcast, de discutir os assuntos, ter empatia.

Para mim, o que virou a chave, e aí fechando a pergunta, que virou a chave para mim foi quando eu recebi um e-mail de um cara falando assim: cara, vocês falaram sobre o filme A Felicidade Não compra. E eu tava no momento, eu estava me preparando para me matar. Eu estava no momento, e eu decidi ouvir o podcast, eu tava preparando os remédios que eu ia tomar, e aí eu ia morrer.

LLLeo Lopes

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Alô, Di Rosa, beijo! Tá aqui nosso querido Di, a história dele é conhecida aqui também.

JFJurandir Filho

Exatamente Sobre essa temática o filme fala, né, A Felicidade Não Se Compra, sobre alguém que não vê mais valor na vida. E ele, o filme faz você enxergar outra perspectiva da vida, né. E a gente fala sobre esse assunto e a gente fala assim, se você tá pensando em tomar essa decisão, saiba que amanhã, amanhã o sol vai nascer mesmo para todo mundo. É uma chance nova de você recomeçar, de você tentar. Eu sei que a vida é difícil, eu sei que é muito bom eu estar aqui na minha casa gravando podcast, eu tenho o meu conforto da minha casa e esse é meu trabalho, mas eu passo por dificuldades também.

VEVitor Estácio

Claro.

JFJurandir Filho

Então amanhã sempre vem, ele sempre vem. É, cara, pode acontecer o que for, o sol vai estar lá todo dia de manhã, ele vai estar lá brilhando. Vai ter nuvem na frente? Vai ter nuvem na frente. A nuvem vai sumir em algum momento e o sol vai estar lá, né? Então o dia assim passa e tudo. Aí esse cara mandou essa mensagem assim: eu desisti E aí foi difícil, foi um dia após o outro. Aqui eu tô há um mês, ele demorou um mês para mandar essa mensagem.

Eu tô há um mês sem pensar mais sobre esse assunto, eu tô tentando retomar minha vida. Ele tinha terminado o relacionamento e tinha sido demitido, foi tudo junto assim, sabe? E aí eu percebi assim, cara, a gente que faz podcast, a gente fala sobre cinema, e cinema é muito relacionado com a vida, né? Porque Você pode pegar uma história de um filme e você encaixar na sua vida. De, não é que, ai, eu tô assistindo La La Land, e aí são duas pessoas que querem crescer na vida, um quer abrir um bar, outra quer ser atriz, e você não tem nada a ver com isso, mas você tem seus sonhos também, você corre atrás das suas coisas.

Então você se identifica com essas histórias, sabe? E aí a gente percebeu que a gente tem que entender que o nosso público ele é o mais diverso possível. Tem gente que tá ouvindo podcast, tá na academia. Tem gente que acabou um relacionamento. Tem gente que o pai tá no hospital e a pessoa tá lá passando o tempo escutando podcast. Tem gente que acabou, bateu o carro e tá ali esperando o reboque chegar e ele tá ouvindo o negócio.

Então a gente tem que saber os públicos que a gente tá atingindo, que são os mais diversos possíveis. A gente tem que ter o mínimo de ao falar determinadas coisas. A gente tem que saber assim, quando você vai falar sobre a temática, é, tirar sua vida, é o cuidado, a gente tem que ter cuidado de falar sobre esse assunto, é um assunto delicado. A gente vai falar sobre violência doméstica, a gente precisa ter cuidado ao falar sobre esse assunto, sabe?

Existe assunto da bobeira, existe assunto da bobeira que a gente conversa de forma livre e sem se importar muito. Mas quando a gente fala de assunto sério que envolve realidades diversas, A gente precisa compreender, que nem um dia que aconteceu comigo, quando eu escrevi um texto e falei sobre uma visão que eu tinha sobre as salas de cinema, sendo que era a visão particular daquele momento e eu tava pensando em outra coisa, mas eu comuniquei de uma forma tão ruim que deu a entender que eu não queria que as pessoas fossem para o cinema, que o cinema tinha que ter, que tinha que ser mais caro e não sei o quê.

'Você querer', sendo que eu queria falar outra coisa. Mas o 'você querer' e o que você faz é diferente, sabe? É diferente a forma que você comunica. Só que o histórico do Rapadura sempre foi de falar sobre que cinemas tem que ser mais baratos, das promoções, mas isso não importa, porque quem tá recebendo ele tem aquele recorte ali, e o recorte ele precisa ser bem comunicado, sabe? Então são coisas que você vai aprendendo com passar do tempo, que faz com que você melhore como criador de conteúdo.

E aí pode ser que o ouvinte nem perceba, nem perceba, mas a gente tem um cuidado ao falar sobre certos assuntos, porque a gente sabe que é delicado. A gente não sabe a realidade de ninguém. Para a gente pode parecer besteira, do tipo assim, porra, o cara foi demitido. Aí alguém pode falar assim, não, mas você consegue outro emprego, é isso aí, tem um monte de trabalho 'Não, mas não é assim. Tem gente que passa meses, anos sem conseguir emprego.' É foda, é foda.

Tem gente que acha que também não trabalha, é um desempregado. Não é assim, cara, não é assim. Tem gente que realmente tem dificuldade de conseguir emprego na área, é brabo, sabe? Então esse negócio de desmistificar essas ideias, a gente foi fazendo isso com o tempo. E hoje o podcast a gente considera um terreno seguro pra gente falar sobre algumas coisas. A gente ainda é incisivo, a gente ainda fala sobre alguns assuntos que a gente não tem muito conhecimento, mas faz parte de, o ato de fazer, o ato de falar vai fazer a gente melhorar quando for falar novamente no futuro, né, sobre algum assunto, né?

TBThais Boccia

Sim.

JFJurandir Filho

Então, eu fico feliz de ter, de ouvir o que você disse sobre mim, sobre da estrada, do tempo de de comunicação, eu nunca quis estar nesse lugar, mas eu fico feliz de me colocarem, porque o que eu comecei de forma despretensiosa, ele se tornou meu trabalho, se tornou parte da minha vida, se tornou de parte de quem eu sou, que eu tô conversando com vocês aqui. Se a gente sair para beber em algum lugar, eu vou estar conversando da mesma forma, não vai ter um personagem, não vai ter nada, não foi criado nada para internet.

E obviamente que existe os exageros, as brincadeiras que a gente faz na internet mesmo. Sim. Mas a conversa pessoal e tudo, ela é muito parecida com o que vocês estão vendo aqui. Então, eu tento ser o mais transparente possível e eu fico feliz das pessoas verem em mim uma pessoa legal de ouvir e estão sempre dispostos a querer ouvir mais sobre as coisas que eu tenho a falar. Então, eu me sinto só muito feliz. Eu tenho muita gratidão pelo trabalho que foi construído na internet nesses 20, 22 anos e eu acho que eu ainda tenho muita lenha pra queimar, sabe?

Eu ainda tenho muita estrada pela frente e eu fico muito feliz de o público proporcionar isso pra gente também, de assinando os conteúdos que a gente faz, de apoiando quando a gente coloca lá uma propaganda, o cara acessa o QR code, os links e tudo, porque ele sabe que a gente precisa disso. Então, eu fico só gratidão mesmo. Eu só agradeço!

LLLeo Lopes

Só não pode levar mais 14 anos para estar aqui de volta no Radiofobia, né? Até porque se tudo correr bem e der certo os planejamentos, isso aqui não dura mais 7 meses. Então quem investiu— Ei, ei, vem ver essa conta agora!

JMJúlio Macoggi

Vai falar que tá ficando sem voz agora... Estou com medo!

LLLeo Lopes

Um pouco de faringite. Olha, mas é nesse, é nesse clima que eu quero— não, técnica aqui, por favor, eu quero essa aqui agora. É nesse clima que eu quero trazer a trilha do encerramento desse pequeno programa, que se deixasse, conhecendo meus integrantes, conhecendo minha audiência e meu amigo Juras, a gente ficaria aqui mais 2 horas 2 horas e 40, que é o tempo que já levou essa gravaçãozinha aqui. Porque sim, gostamos de conversar principalmente com quem tem história e conteúdo, com muita ética, muita responsabilidade, aprendeu muita coisa, ensinou muita coisa, como a humildade do comunicador Jurandir Filho teve aqui com a gente hoje.

Antes de me despedir dele, eu quero agradecer aqui a presença dos meus Tem grandes, começando pela minha querida emaitinha, Thaís Boccia. Um beijo, Tata! Era beijo, mas te mandei te clean, você viu, né? Eu falei beijo até que eu mandou te clean aqui, não sei por quê. É um beijo em forma de moedas para você, monetizado.

TBThais Boccia

É um beijo monetizado, tipo Mario, vai cair moedinhas.

LLLeo Lopes

Exatamente. Obrigado, Tata!

VEVitor Estácio

Obrigada!

TBThais Boccia

Obrigada e obrigada pela oportunidade de conhecer Jandir. Valeu, muito obrigada, foi muito bom ver você falar, contar essa história e conversar aqui com a gente.

JFJurandir Filho

Obrigada, prazer meu.

LLLeo Lopes

Taís Boccia, faça por favor o serviço de rapadura, de rapadura, que é de novela cast, novela cast para gente.

TBThais Boccia

Então vai lá em qualquer agregador de podcast que você quiser, ouve lá novela cast, a gente destruindo novelas a gente amando novelas, a gente dando risada com novelas. E Globoplay paga nós sempre, porque em algum momento a gente tem que monetizar esse hobby, porque essa bagaça.

LLLeo Lopes

Tem duas coisas para falar com o Globoplay, né? Primeiro, paga a novela cast. E segundo, traga logo um Sonho a Mais, pelo amor de Deus, que nós estamos esperando. Cadê o Voo Pony, caralho?

JMJúlio Macoggi

Aguardamos Voo Pony.

TBThais Boccia

Aguarda, Marcamos o All Pony. É isso. E fica de olho, ouvinte do MelaCast que tá vendo aqui a live do Radiofobia, a gravação amanhã de Genoveleiro com participação de Léo Lopes.

LLLeo Lopes

E Tênnica, né?

TBThais Boccia

Tênnica foi muito importante para esse episódio. Tênnica foi muito importante para esse episódio.

LLLeo Lopes

E teremos nesse programa também a participação de Vitor Estácio como Tremendão Tutu Tutu Pinambá. É som de aparelhagem. Vitor Estácio, diretamente de Belém do Pará, que está também nesse episódio do NovelaCast. Júlio MacCord vai estar lá também, mas estaremos nós quatro lá nesse programa muito gostosinho. Você que tá ouvindo no feed vai ter link aqui na postagem do episódio. Para quem tá ouvindo aqui no nosso querido YouTube, acompanhando a live ao vivo, amanhã não deixe de seguir, né, acompanhar nas redes sociais lá, Novela Cast no Instagram.

A gente vai, a Tata vai publicar, vai marcar a gente, a gente vai repostar, fazer aquele sambar e love todo. E a gente quer esse feedback do DJ novelheiro para que a Tênis continue dando as caras lá nos próximos episódios também, né?

TBThais Boccia

Ela é participante agora fixa.

LLLeo Lopes

Quem então? Muito, olha só a sarna que a gente arruma para se coçar. Obrigado, Vitor Estácio, também direto de Belém. Valeu, Estacinho!

VEVitor Estácio

Olha, eu tinha, eu tinha uma programação para fazer uma citação de Coxinha e Doquinha na apresentação do Juras, mas acabou. Eu quero deixar só duas observações aqui no final. A primeira é que aqui estamos entre sudestinos que são aliados, o Juras, entendeu? Então de vez em quando eu chamo, disse pro pessoal aqui que o sudestino muito irritado, eu chamo de São Paulino agora, já que eles não sabem a geografia do Norte e do Nordeste. Eu chamo esses aí de São Paulo.

JFJurandir Filho

É bom chamar de Sul, chama de Sul.

VEVitor Estácio

Então que fique muito claro aqui para o ouvinte que chegou até o momento, que o nordestino, né, quando ele vai fazer alguma coisa, ele estuda antes, né? Não à toa é a melhor educação do país. Então quando vocês forem reclamar, vocês pensem nisso aí.

JFJurandir Filho

Por isso que a gente tem a cabeça desse tamanho. Aí você já cortou a conta.

TBThais Boccia

Não fui eu que disse, muito menos eu, muito menos eu.

VEVitor Estácio

E a outra coisa, Judas, é que, pô, eu fico muito feliz, né? Eu já falei isso diversas vezes, eu sou, antes de ser participante aqui, eu sempre fui fã do Léo. E aí, porra, já o Léo me proporcionou essa, me deu essa oportunidade de conversar com várias pessoas que eu acompanho há muito tempo. Tu estás nessa lista, então Então, para mim, é uma felicidade muito grande. E aí, a segunda coisa que eu queria falar, que uma das coisas que eu mais gosto nessa vida é o sotaque dos estados nordestinos de modo geral.

Então, uma tarefa minha é conseguir falar igual baiano, desgraça, na mesma entonação, entendeu? E nas várias possibilidades. E de Fortaleza especificamente é um: que diabo é isso? Mas juntando todas as lerdas assim, né?

JFJurandir Filho

Já vê isso, já vê isso, já vê isso, mano.

VEVitor Estácio

Essa é uma meta de vida, cara.

LLLeo Lopes

Com prazerzão, valeu mesmo. Valeu, valeu, Estacinho. E valeu também diretamente de Salto, meu querido amigo Júlio Marcondes. Aliás, obrigado, Julinho, mais uma vez também, queridão.

JMJúlio Macoggi

Olha, Léo, muito obrigado pela oportunidade, uma honra conversar com Jurandir. Valeu! E eu queria dizer que se não fosse por ele, eu não teria conhecido A Vida Secreta de Walter Mitty, que é top 3 filmes da minha vida. E também um filme que é Questão de Tempo, que é um filme, é o meu top 3 filmes da vida. Se não fosse por Jurandir Filho, eu não conheceria esses dois filmes.

JFJurandir Filho

Fico muito feliz. Walter Mitty, então, é um— eu tava precisando desse filme. Novembro de— outubro de 2013, quando eu assisti Walter Mitty, e minha vida mudou ali de uma forma que só eu sei mesmo. Só eu sei o que eu passei naquela época, e eu enxerguei uma nova perspectiva da que linda, que legal! Os filmes salvam, os filmes salvam.

LLLeo Lopes

Filmaço, filmaço demais! Obrigado, Juninho, e obrigado, meu querido amigo de 15 anos lá do Rapadura Cast, que dispensa apresentações, uma pessoa que sempre me tratou com muito carinho, com muita, com muita generosidade, e tá aqui de volta depois de 14 anos.

JFJurandir Filho

Mandei clientes para você que você não sabe.

LLLeo Lopes

É mesmo? Olha aí que delícia! A gente Agradeço demais, querida. Cadê aqui o tchiplinzinho? Cadê aqui o técnico? Tá dando mais contato no botão aqui, técnica? Poxa, que preguiça. Mas, Juraz, obrigado mais uma vez por estar aqui com a gente. Obrigado por continuar acreditando e vivenciando, né, as possibilidades que o podcast tem para gente no dia a dia e todos os dias do seu trabalho, da sua vida profissional. É vida longa Rapadura, ao Rapadura Cast, ao Cinema com Rapadura, ao 99 Vidas, a todos os seus projetos, no que eu puder ajudar.

Canal 42, Canal 42 volta, 42 queremos. Mas meus amigos estão em outras fases da vida, aconteceu, né, para muita gente lá com seguros. Ricardo Reis tá lá no Canadá, aí tá muito difícil, a vida acontecendo para todo mundo. Mas, Juras, fica aqui o nosso meu agradecimento, meu respeito, como sempre. É, o Radiofobia vai estar sempre de portas abertas para você, o que eu tiver fazendo também, sempre. Obrigado demais. Deixa aqui para gente o serviço, passa todos os links, o que você quiser, o espaço todo seu, meu velho.

JFJurandir Filho

Léo, muito obrigado pelo convite, é a satisfação poder bater papo sobre esses assuntos. A gente não esgotou esse assunto. Tem muito do que conversar sobre a mídia podcast de uma forma geral. Espero num futuro próximo aí a gente, que a gente possa conversar sobre outros assuntos da podosfera em si, não necessariamente sobre o Rapadura Cast, mas poder conversar sobre a mídia de uma forma geral. Seria um, seria um papo bem legal.

Eu fico muito feliz de, de ser cearense, de ser nordestino e ter insistido tanto nessa mídia e ter conseguido de uma certa forma prosperar nessa, nessa mídia. Eu sei que o trabalho feito no Rapadura Cast nos 5 primeiros anos foram muito difíceis porque a gente recebeu muito preconceito, existiu uma xenofobia demoníaca na internet nos anos 2000 e quase fez a gente desistir. E a gente tem que fazer editoriais na abertura de podcast falando que a gente não ia parar, que esses comentários de nossa, até gosto do Rapadura Cast, difícil é ouvir essas vozes, esses sotaques.

E é isso, era comum, isso era comum a gente receber esse tipo de mensagem, dizer assim, nossa, ele já vira esse filme, mas no Ceará não tem nem água, vai ter cinema? Era o tipo de coisa que a gente recebia. Né, com uma certa frequência, e a gente ter permanecido e ter— eu fiquei muito feliz que alguns criadores do Nordeste reconhecem no Rapadura Cast o veículo que abriu as portas da criação de conteúdo dessa área de entretenimento.

A gente sabe que o nordestino sempre desbravou de uma forma geral, porque a gente tinha os maiores comediantes, era Renato Aragão, era Chico Anísio, era Tonka Valkanti, todos cearenses, né? Eles abriram muito, mas nessa área do entretenimento de internet não se tinha, não se falava muito, não tinha muita abertura. Até o Whindersson chegar, a gente teve que quebrando um monte de porta no meio do caminho. E aí o Whindersson escancarou muito isso, né, de ser um nordestino que desbravou e conseguiu, né?

Mas a gente teve uma estrada muito longa e eu fico feliz porque eu tive diversas oportunidades de ir embora de Fortaleza Fortaleza. Eu falei assim, cara, eu queria tanto que a gente fosse daqui e a gente conseguisse alguma coisa, sabe? A gente conseguisse colocar o nosso nomezinho de uma certa, que tivesse uma certa importância. E eu resisti bastante a sair de Fortaleza. Eu falei assim, eu queria trazer essa galera para cá, queria trazer os estúdios para cá, queria que eles fizessem cabine de imprensa em Fortaleza, que eles não que faziam.

Foi por causa do Rapadura Cast que as cabines de imprensa começaram a existir em Fortaleza, que todos os filmes, às vezes via pontualmente de um filme, mas por causa do Rapadura Cast a gente trouxe esses estúdios para cá, a gente trouxe eventos para cá. A gente fazia evento na Livraria Cultura e na Saraiva todos os fins de semana.

LLLeo Lopes

Que maneiro!

JFJurandir Filho

De lançamento de Game of Thrones, lançamento de um monte de livros. A gente trazia os eventos, trouxe muitos eventos para cá, a gente eu fico muito feliz de ser esse veículo que conseguiu fazer esse movimento, sabe? E aí eu tenho muita satisfação de o Rapadura do Rapadura Cast está completando 20 anos esse ano. Rapadura Cast é fácil de encontrar na internet aí, no YouTube, no Google, no Spotify, é só colocar aí, a gente tá em todos os lugares.

O próprio 99 Vidas mesmo, que foi criado como um podcast podcast de hobby, de desafogo do meu trabalho do Cinema com Rapadura, e virou um puta trabalho também porque ele é um podcast enorme e tem uma grande audiência. A gente lançou um jogo para todas as plataformas. Nossa, o nosso jogo é o primeiro jogo brasileiro a sair na PSN Plus, que é o sistema lá da Sony, e foi, teve quase 40 milhões de downloads. O jogo do 99 Vidas é um nome É um negócio gigantesco. A gente é muito orgulhoso do jogo do 99 Vidas.

LLLeo Lopes

Sou muito mais o jogo do 99 Vidas do que o Scott Pilgrim, aquela porcaria lá.

JFJurandir Filho

Então a nossa jogabilidade, a gente pode dizer que a nossa jogabilidade ela é melhor.

LLLeo Lopes

Então brinco porque tem aquele designzinho e tudo, né? Mas pô, chupa Scott Pilgrim, 99 Vidas é o nosso Scott Pilgrim que a gente merece. Conhece, né, cara?

JFJurandir Filho

E é no Brasil, né? Então referências às ruas brasileiras, muito bom, de chinela, bom pra caralho. A gente tem muito orgulho do jogo do 99 Vidas, que ele abriu muitas portas e tudo. Então eu fico muito feliz que são dois projetos que permanecem, estão muito fortes, consolidados, e muitas vidas dependem desses projetos. O que é legal também, o que faz a gente motivar de todo dia trabalhar e ter disposição. Então só tenho gratidão, muito obrigado pelo espaço.

Por mais que a gente não tenha o contato que o tamanho de tempo dessa amizade tem, né, mas a distância, as coisas da vida distanciam, né, muitas coisas. Mas saiba que a minha apreciação, eu tenho estilo de amizade que é a amizade de baixa manutenção, porque eu sou muito introspectivo, por incrível que pareça, no meu mundinho eu sou bem introspectivo, eu sou muito na minha, mas eu tenho uma admiração muito grande por você e pelas pessoas que estão envolvidas nos projetos, porque criar conteúdo não é fácil, criar conteúdo há mais de uma década não é fácil, criar conteúdo há 15 anos não é fácil, há 20 anos não é fácil, o caso.

E eu sei que quem faz isso faz também por amor, não só porque rende espaço, rende dinheiro, rende tudo mais. Faz também por amor. E é por isso que a gente, né, a gente continua fazendo tudo, né? Então muito obrigado pelo espaço. Imagina, obrigado, meninos, também pela—

LLLeo Lopes

obrigado demais por ceder essas horinhas de tempo. É que você falou, né, a vida distancia a gente por conta da vida mesmo. Cada um, né, o trabalho, as coisas que a gente tem que fazer. Você tá no Ceará, a gente tá aqui em São Paulo, a gente já não tem mais os eventos que unem a galera há muitos anos e tudo mais, mas a gente continua se respeitando. Quando a gente precisa um do outro, a gente manda uma, né, vamos gravar, faz algum negócio aqui e tal.

E a gente, né, continua, é, sabe, né, o papel que cada um representa dentro dessa mídia. E isso vai, que continue por muitos e muitos anos como todos esses que a gente veio até agora. Vida longa, meu querido Juras!

JFJurandir Filho

Amém!

LLLeo Lopes

Obrigado demais, um beijo grande. Obrigado a você aí também, querido ouvinte, que acompanhou mais esse episódio especialíssimo hoje, replay do Radiofobia. Eu vou deixar o link na postagem do episódio, dos programas assim anteriores, né, que o Juras participou aqui. Mas hoje foi um episódio especialíssimo do Replay para a gente poder atualizar tudo que aconteceu, tudo que aconteceu e tem acontecido ao longo desses anos todos na vida do criador do Cinema com Rapadura. 22 anos aí agora nesse mês de junho, 20 anos daqui a pouco do Rapadura Cast, já com mais de 900 episódios, 99 vidas.

Todos os links estão lá. Dispensa, é claro, apresentação mas todos os links estão lá na postagem do episódio para você. Vai lá também, entra, faça parte do grupo dos apoiadores para você poder receber os programas exclusivos, os grupos VIP. Pode ter certeza que é esse tipo de apoio que faz com que a gente continue aqui produzindo para você conteúdo, acredito que de qualidade, para poder manter a fidelização da sua audiência durante tanto tempo.

E aqui do meu lado, radiofobia.com.br/podcast é o endereço da Radiofobia Podcast Network. Para você que quiser, lá tem todos os episódios para você poder ouvir de todos os nossos podcasts. A gente tá agora também com o Taki no Bori Podcast. Recentemente lançamos o episódio número 4 com a nossa querida Jéssica Dalsin, a nossa gauchinha que faz parte aqui do Radiofobia, também lá do Ineditados Podcast. Siga lá para você conhecer a história de resiliência e consciência da nossa da Jéssica, assim como todos os outros programas aqui da Radiofobia Podcast Network.

Obrigado pelo seu download, pela sua audiência, pelo seu play, pelo seu streaming. A gente se encontra num próximo episódio. Um abraço na boca e até mais! Podcast foi publicado pela Radiofobia Podcast Network. Acesse radiofobia.com.br/podcast para conhecer e ouvir todos os nossos programas, ou assine no seu agregador de podcast preferido. Esperamos você no próximo episódio. Oi, eu sou Antônio Viviani e quero convidar você a ouvir o nosso podcast Voz Off.

Desde julho de 2017, eu e meu amigo Nicola Lauletta temos o prazer de conversar com as grandes vozes do rádio, da TV e da publicidade do Brasil e trazer suas histórias até você. Se você, como nós, é apaixonado por locução, acesse vozoff.com.br E acompanhe nossos episódios aqui na Radiofobia Podcast Network.

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