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Ela Revelou o Que Está Destruindo a Sua Fertilidade (e Você Usa Todos os Dias) Nutri Tamires Cardoso

01 de maio de 20261h9min
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🥩 Saúde ancestral, dieta carnívora e comida de verdade.Neste episódio falamos sobre alimentação ancestral, saúde metabólica, mentalidade e escolhas práticas para quem busca viver de forma mais simples e consciente.📘 Todas as receitas carnívoras que eu uso no dia a dia estão organizadas no ebook completo:👉 https://go.hotmart.com/P103176377USem contagem de calorias. Sem complicação. Comida de verdade.📲 Instagram do Juliano: @tamirescardosonutri#dietacarnivora #modoprimal #alimentacaoancestral #saudemetabolica

Assuntos7
  • Fertilidade e GravidezQueda drástica na fertilidade nos últimos anos · Nutrição do espermatozoide · Estilo de vida inflamatório e alterações hormonais · Impacto dos disruptores endócrinos
  • Disruptores endocrinos no ambienteExposição a toxinas em cosméticos, plásticos e alimentos · Ação dos disruptores endócrinos como mimetizadores de hormônios · Impacto de BPA, fitalatos, metais pesados e agrotóxicos · O filme 'O Preço da Verdade' e os perfluoroalquilos
  • Medicina CulináriaRiscos do teflon e alumínio · Recomendação de panelas de inox e aço cirúrgico · Cuidados com panelas de cerâmica e ferro · Impacto da reação de Maillard e caramelização dos alimentos
  • Efeitos à Saúde de AlimentosRiscos do churrasco e formação de acrilamida e croleína · Óleos vegetais vs. gorduras saturadas para fritura · Uso de sebo bovino e gordura de porco · Reutilização de óleo em frituras de rua
  • Cortisol e hormôniosImportância da modulação hormonal para envelhecimento e fertilidade · Impacto de desodorantes com alumínio e câncer de mama · Competição do cloro e flúor com o iodo na tireoide · Bromo em carros novos e colchões como retardante de chamas
  • Deficiência de iodo e hipotireoidismoPandemia de hipotireoidismo subclínico e referências de exames · Sintomas da deficiência de iodo e alterações tireoidianas · Protocolo de Lugol para tratamento com pacientes · Impacto da toxina no fígado e conversão de hormônios tireoidianos
  • Diabetes e ObesidadeMecanismo da resistência à insulina e sobrecarga hepática · Progressão para gordura no fígado e esteatose hepática · Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) como gatilho · Endometriose e infertilidade · Homens com gordura abdominal e resistência à insulina
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biologicamente é totalmente diferente. Então, uma coisa é a quantidade energética do alimento, quantas calorias tem. Outra coisa é o que esse alimento faz no meu metabolismo. Essa é a grande diferença.

É o grande pulo do gato da dieta primal, da dieta carnívora, da dieta gordívora, da dieta que a gente consome mais gordura. Então, mesmo tendo uma densidade energética 3, 4 vezes maiores, que às vezes isso acontece, o paciente chega aqui e diz, mas eu consumo mil calorias por dia e não consigo mais emagrecer. Eu consumo 1.200 calorias e aí eu vou e dou uma dieta de 2.000, de 3.000 calorias por paciente e o paciente seca.

Olá a todos, bem-vindos a mais um podcast aqui no canal Modo Primal. E hoje a convidada é a Tamires Cardoso. Ela é nutricionista, professora, palestrante e mentora de nutricionistas. Ela já veio aqui no canal alguns meses atrás e o vídeo deu muitas visualizações, muitos comentários. Então ela está aqui novamente para nos trazer mais informações e mais conhecimento sobre a nutrição, sobre carnívora, sobre cetogênica.

e saúde no geral. Então, Tamiris, muito obrigado pela sua presença. Seja bem-vinda.

Eu que agradeço, Rafael, é um prazer poder estar aqui, conversar com a sua audiência e levar mais conhecimento, porque eu acho que é por isso, né? Quem trabalha com saúde sempre tem um propósito maior, que é ajudar os outros, fazer com que as pessoas tenham cada vez mais saúde, mais qualidade de vida, que elas não apenas sobrevivam, mas que sim possam desfrutar do melhor que tem nesse mundo e para isso a gente precisa de saúde, né? Bora lá então!

Perfeito. Tamiris, só para quem não te conhece ainda, você pode falar um pouquinho sobre você?

Claro, posso sim. Sou nutricionista, como você já disse, sou professora, palestrante, mentora de outros nutrientes. Eu ensino outros nutricionistas a terem esse mesmo raciocínio clínico, biológico, sistêmico que eu tenho dentro da prática clínica. Porque o paciente é um só, então não adianta a gente olhar só para um órgão, só para uma molécula ou só para os macronutrientes da dieta. Assim como muita gente ainda fica presa em alguns paradigmas.

E estou aí nessa jornada já há muitos anos, me formei em 2010, então já vou caminhar para 16 anos de formada, já atuei em outras áreas da nutrição, já há muitos anos, há mais de 9 anos eu estou na clínica, na docência, e ajudo pessoas de diversos lugares do mundo a terem mais saúde e qualidade de vida.

Enxergando os sintomas e corrigindo principalmente a causa, porque muitos tratamentos que nós vemos aí são paliativos, né? A pessoa vai ali, trata de forma paliativa, mas não entende a causa e depois volta. Volta o sobrepeso, volta a azia, volta as alterações hormonais, volta os problemas que eram as queixas principais do paciente, porque não corrigiram a causa. Então, esse é o foco que eu sempre trago dentro do meu acompanhamento.

dentro das mentorias, para ajudar as pessoas de forma integrativa. Perfeito. Muito bom. Eu queria começar, então, o podcast com um tema que muita gente até pergunta, aqui no podcast, me enviam mensagens também no Instagram, sobre a fertilidade. E que é um tema também que, acho que para muita gente...

ainda associa muito a fertilidade apenas como algo da mulher, mas creio que também faz parte do homem também, a fertilidade é para os dois lados. Então, te peço um pouco de luz para a gente nessa caminhada de como está a saúde da mulher e do homem nessa questão de fertilidade. A fertilidade caiu drasticamente nos últimos anos.

E realmente existe esse paradigma de que é muito alterações uterinas, ovarianas, ou alterações hormonais das mulheres. Uma coisa é fato é que se o corpo não está nutrido, 100% nutrido,

o seu corpo vai entender que não é o momento de conseguir gerar uma nova vida e com isso tem tantos casos de insucesso, dependendo da forma como as mulheres tentam engravidar, seja natural ou seja através de uma fertilização, de não conseguir.

manter essa, né, de não levar adiante essa fertilização. E uma influência muito grande também da nutrição do espermatozoide, gente, do homem. Então, é importante a gente abrir um pouco a mente, porque esse peso cai muito sobre as mulheres. Eu recebo com muita frequência mulheres aqui no consultório.

preocupadas com a fertilidade, porque já estão com uma idade, às vezes, mais avançada, porque várias coisas foram acontecendo na vida, carreira, relacionamentos que, às vezes, não deram certo, e aí as mulheres foram deixando, postergando, postergando, postergando, e depois não conseguem engravidar. Eu falo, tá, mas...

E o homem? Traz ele aí, porque não adianta. A gente precisa ver como é que está essa motilidade do espermatozoide, como é que está a saúde dele de forma geral também, e o nível de inflamação, porque o que a gente vê hoje em dia é...

São os dois, não só a mulher inflamada, o homem também muito inflamado. E isso impacta de uma forma muito direta. A fertilidade masculina nos últimos anos caiu mais de 50%. Então, às vezes chega que, para mim, pessoas super jovens, homens, com 20 e poucos anos, já que não conseguem nem ter ereção.

de tanta alteração hormonal que tem. Então, não é só a parte óbvia que tem a parte genética, às vezes existe algum polimorfismo genético que influencia nessa questão da infertilidade, tanto masculina quanto feminina. Mas o que a gente vê de forma muito pontual é o estilo de vida, um estilo de vida adoecido, inflamatório, que vai alterar toda a cascata hormonal e que traz isso como consequência.

Uau, olha só. Eu já confesso aqui para vocês que se eu não tivesse conversado com você um pouquinho em off antes do podcast, eu sempre que esse assunto vinha na minha cabeça de fertilidade, eu já pensava que era um assunto mais da mulher. Eu nunca me...

Eu nunca dei tanta atenção para esse assunto, mas agora você abriu minha cabeça, porque, pelo que você falou, hoje em dia está quase que 50% do homem e 50% da mulher. Então, para mim, isso é totalmente novidade. Acredito que para muita gente que está acompanhando também. Porque, na minha cabeça, quando a gente fala...

de fertilidade me lembra já os disruptores endócrinos, que na minha concepção, está mais ligado aos cosméticos, aos produtos de beleza, higiene, que acaba que às vezes a mulher usa um pouco mais do que o homem. Então eu achava que, por conta disso, a mulher tinha mais problemas. Porém, eu estava errado.

Isso, tem esse lado sim, que nós mulheres, nós somos expostas desde muito jovem a esse padrão de beleza, né? Então, maquiagem, esmalte, tinta de cabelo, então os BPAs, né, que são os derivados aí de petróleo, que estão nos plásticos, em alimentos que a gente compra, já nas embalagens.

na água que a gente bebe, porque isso não sai da água, então tem uma quantidade muito grande, os fitalatos, os metais pesados, os agrotóxicos, então não tá só nos cosméticos. Então isso é um dos pontos que a gente precisa olhar quando a gente pensa em infertilidade, em disruptor, o que é um disruptor endócrino? É toda substância estranha ao corpo que vai mimetizar, o que é isso? Ele vai fingir que é um hormônio.

E ele vai especialmente para o estrogênio. Então, se liga a receptores de estrogênio e envia sinais errados para o nosso organismo. Então, a maioria, não só as mulheres, os homens também, tem aí esse aumento de estrogênio no corpo. Então, às vezes, os homens consomem muita bebida alcoólica, muita cerveja, muitos alimentos que são inflamatórios.

E acabam tendo contato com isso também, porque hoje em dia os homens também usam, às vezes, muito sabonete, muito creme, muito hidratante, shampoo, que aí tem essa diferença, né? Que às vezes o homem lava a cabeça duas, três vezes por dia e tem esse contato. Mulher já não faz isso todos os dias, mas mulher usa outros. Então, na hora que você olha no banheiro, a prateleira das mulheres e a dos homens, a das mulheres tem um milhão de produtos. Tem cinco pra passar na área dos olhos, três pra passar no lábio.

repõe batom toda hora, maquiagem, protetor solar e por aí vai. E o nosso maior órgão é a pele.

E aí a mulher tá lá, passando na pele o tempo inteiro aquele monte de toxina. Então isso vai ter, sim, um impacto gigantesco. Hoje em dia a gente vive num mundo muito melhor pensando em... Tem muita toxina? Tem muita toxina ambiental? Muito agrotóxico? Muito metal pesado? Na água que a gente bebe? No ar que a gente respira? Tem? Mas hoje em dia a gente tem uma indústria um pouco mais consciente que também produz...

utensílios melhores, então a panela hoje em dia já não tem tantos metais pesados que realmente fazem muito mal pra nossa saúde, que trazem muita alteração, muita mesmo. Tem um filme, falando sobre panela, tem um filme que conta a história do teflon. Dá um Google aí pra ver se você acha o nome, como que é o nome do filme, gente? Deixa eu dar um Google aqui.

Ele conta a história do Teflon. E ele não... Isso não é antigo não, viu, gente? Possivelmente, dependendo da sua idade, você usou essas panelas, suas mães usaram essa panela. O preço da verdade.

O Preço da Verdade. O nome do filme. Assistam esse filme, O Preço da Verdade. É muito legal. Ele conta os impactos dos perfluoroalquilos, que são substâncias que alteram drasticamente a saúde das pessoas, nem só a fertilidade. Então, no filme, mostra animais morrendo, pessoas tendo a vida...

E a saúde totalmente comprometida, crianças nascendo com má formação, por causa dessa substância. Então assistam esse vídeo, já fica aqui logo no início uma super recomendação pra você. Dá uma olhada aí no seu armário, se você tem panela que solta resíduos. Então assim, panela de teflon eu não recomendo, porque mesmo que o teflon hoje em dia não seja tão tóxico, se a pessoa arranha a panela ali...

vai estar consumindo substâncias que não são tão boas. E aí tem o alumínio ali que está no resíduo. Então a panela que eu mais recomendo é a panela de inox, que não vai trazer prejuízo para a saúde. Ou as que eu uso aqui em casa, que é a panela de aço cirúrgico, que aí é um aço ainda mais resistente, que não solta nenhum tipo de toxina também no alimento.

ou panela de vidro, a panela de vidro é um pouco mais difícil para as pessoas conseguirem achar ou para conseguir cozinhar nela para não ter esse risco, mas o resto é delicado. Aí, ah, Thammy, uma panela antiaderente, que não solta, dá uma olhada no rótulo, se está escrito que não tem metais pesados, de uma marca...

mais confiável, que não arranha com tanta facilidade, mesmo usando os utensílios certos. Às vezes, um choque térmico que a gente dá na panela, a gente compromete. Então, às vezes, panela de cerâmica é muito boa, mas se você não souber cuidar, der um choque térmico nela, ela trinca, ela racha, aí começa a ficar resíduo de alimentos ali nessas rachaduras e você acaba tendo prejuízo ali, perdendo uma panela de mil reais, de oitocentos reais.

Então, não é tão interessante. Às vezes, é melhor comprar uma que não é tão bonita.

aos olhos, mas que vai ser mais funcional, mas principalmente trazer saúde, porque quantos anos dura uma panela, se você souber cuidar, dura a vida inteira.

É verdade. Nossa, eu usei teflon por muitos anos, acho que por conveniência de ser antiaderente, são leves, são mais práticas, mas apesar de saber já há muitos anos que o teflon não faz bem para a gente, acho que só quando eu comecei realmente uma carnívora e comecei a me conectar mais com saúde ancestral, que eu resolvi dar um basta e aí na virada do ano para 2026 eu joguei tudo fora.

as que eu tinha de teflon, alumínio, e aí eu fiquei só com as panelas de ferro, que eu já tinha algumas de ferro, essa de vidro que você fala, aqui eu acho muito de cerâmica, que é revestido de uma camada de vidro, mas... É vitrificado, cerâmica vitrificada.

elas são muito mais pesadas difíceis até de usar não é levinha é difícil para lavar eu tinha elas já mas eu usava as do teflon e de alumínio por conveniência jogando fora não tive mais escolha agora eu só tenho elas, então eu só uso elas acho que vale a pena o esforço

você não citou as de ferro? as de ferro são boas também pensando nessa questão ancestral, panela de ferro pode ser uma possibilidade sim o único cuidado que tem que ter é da manutenção porque ela enferruja fácil mas ela tem um custo muito acessível é barata uma panela de ferro quando a gente vai comparar

Por exemplo, com uma de aço cirúrgico, ou até mesmo com uma panela boa de inox, é uma possibilidade. Mas a de ferro é mais difícil ainda da manutenção, da conservação, o peso, na hora de trabalhar com ela, de utilizar. É um pouco mais delicado, mas é uma opção. Pode ser utilizada, sim. Então, pensando nas mais fáceis de serem utilizadas, de higienizar, de armazenar.

é a de inox, que é uma panela leve, tem um bom custo-benefício, pega uma com fundo triplo, tem que cuidar, gente, o que a maioria das pessoas erram? Eu tenho a formação em chefe de cozinha também, né, a clássica, que durou dois anos, fiz lá no passado, quando ainda trabalhava com indústrias.

E uma das coisas que a gente aprende é escolher os utensílios certos, mas um utensílio certo que é bom pra culinária, não pensando, às vezes, na saúde, né? Mas uma das coisas que eu sempre ensino pros meus pacientes é vai usar uma panela de fundo triplo, cuida com a...

A temperatura, a chama que você vai cuidar, se é um fogão com chama, né? Que se usa gás ainda, mas muita gente já usa o elétrico. Mas, por exemplo, se a chama pega nas bordas, você vai queimar a panela inteira. Então, a chama tem que ficar exatamente no fundo da panela. Porque por ter um fundo triplo, ele vai distribuir o calor.

Se eu tô com uma panela ali, uma chama que fica na lateral, então vou até usar minha caneca aqui como exemplo, se a chama pega aqui, vai queimar a comida que tá aqui, a panela vai queimar e a gente vai oxidar. Que esse é um dos grandes erros que faz com que a gente acaba consumindo muita toxina, que é essa caramelização do alimento.

Então, se eu uso uma temperatura errada na hora de cozinhar, isso é muito prejudicial para a saúde, pensando no nível de inflamação sistêmica, independente se a pessoa quer melhorar a fertilidade ou não. Por quê? Quando tem essa caramelização do alimento, que é o que a gente chama de reação de Maillard,

que é uma caramelização das proteínas, a gente tem informação de radicais livres, que são os agentes de glicação avançada, que se você for ler um artigo, um estudo, se chamam EGES. Então, esses agentes de glicação avançada, é como se ele glicasse mesmo as nossas moléculas. Então, quando a gente faz o exame de hemoglobina glicada...

A gente vai ver essa glicação dentro do nosso corpo. É como se estivesse caramelizando a nossa hemoglobina, as nossas células. Então, não é só um alimento rico em carboidrato que faz isso. A forma errada da produção desse alimento pode ser o alimento mais saudável do mundo. Pode ser um ovo. Se eu deixar essa reação acontecer, se o ovo ficar com aquela crostinha douradinha, eu caramelizei. Então, aquele caramelizado, aquele douradinho, que eu sei que deixa o alimento muito mais saboroso,

não é saudável pra gente. Porque ele vai trazer um certo nível de inflamação. Então, a gente tem que cuidar com a preparação. A gente pode utilizar algumas especiarias pra proteger o alimento. No momento que vai cozinhar, que vai, né, pra... Se for assar, se for grelhar, se for pra panela, se for fazer na airfryer, cuidar com a temperatura. Não usar a temperatura tão alta por isso. Pra eu não deixar essa caramelização ali acabar.

prejudicando o meu organismo. Aí às vezes pensa, nossa, mas eu tô na dieta carnívora, a carne não é um alimento super saudável, eu tô comendo só carne e ovo. Aí na hora que eu vou ver, é só churrasco. E aí tem essa reação também ali da queima do carvão, que acaba subindo, né? A gordura quando pinga ali, ela se transforma em substâncias que são muito tóxicas. Então tem a acrilamida, a croleína, que é formada ali nessa alta temperatura com a gordura, que vai trazer um...

um grau grande de substâncias tóxicas para o alimento. Então, a gente não deve ficar comendo churrasco com muita frequência, assando a carne até ficar muito dourada. Então, aí a gente consegue lançar a mão de especiarias. Então, usa uma cúrcuma, usa páprica, usa erva especiarias para poder deixar com mais sabor, até a pessoa aprender a comer ali e não deixar esse alimento tão caramelizado.

Nossa, são muitas coisas, né? Então, nem na carnívora estamos salvos, né? Principalmente se a pessoa vive do churrasco, né? Então, já fiquei preocupada aqui, porque é o meu favorito, né? Fazer um churrasco, poxa. É, tem que cuidar. Não fazer com tanta frequência, por causa desse ponto que não é tão saudável, que não é tão interessante pra gente. Isso é triste, né? É, essa questão do carvão. Comendo, gente, precisa de nervoso.

Essa questão do carvão é complicado, porque não tem como evitar. Se for fazer churrasco, isso vai acontecer. Por mais que não toste muito a carne e deixe ela mais vermelhinha, mas mesmo assim, esse contato da gordura com o carvão vai passar para a carne.

Se for um tempo rápido, por exemplo, só pra dar aquele susto ali na carne e deixar ela mais mal passada, você tá tendo menos contato com fumaça e tá pingando menos gordura ali. Então já é uma alternativa. Aí limpar a churrasqueira, porque senão aquela gordura velha que tá ali, ela vai queimar e vai chegar a ponto de fumaça.

de novo e de novo e de novo e vai subindo cada vez mais substâncias tóxicas. Esse é um das piores coisas das pessoas que comem fritura na rua. Por quê? Você acha que a gordura está ali sendo usada pela primeira vez? O óleo? Sem contar que é um óleo vegetal que faz muito mal.

Para a nossa saúde, isso é inquestionável se você ainda usa, é uma das primeiras coisas que você precisa mudar na sua vida. Aí, o que eu digo de óleo vegetal, gente, o que salva é o azeite de oliva, o óleo de coco. E os óleos, quando a gente fala óleos essenciais, que a gente utiliza...

No dia a dia aí, pensando em desinflamar, em melhorar a saúde cognitiva e sistêmica. Então, por exemplo, óleo de copaíba, o óleo de abacate, esses salvam. O resto é pra máquina, né? Vai usar na indústria, não vai usar pra comer, nem pra fritar. Ah, mas eu quero fazer uma carne frita. Aí eu vou... Não, você não vai fazer esse tipo de coisa. Não vai usar óleo de soja, óleo de canola, óleo de milho.

Para com isso, né? Hoje em dia a gente já tem informação suficiente para entender que não se deve utilizar esse tipo de óleo, porque ele vai aumentar muito a sua inflamação.

A pessoa pode fritar ali na manteiga, no sebo, na banha de porco. Isso, usa sebo para fritar. Usa outros óleos que têm gordura saturada, que é mais interessante para a saúde. O sebo é uma ótima opção, porque o sebo bovino aguenta uma temperatura mais alta. Até melhor que a gordura de porco. No Brasil usa-se muito a gordura de porco. E aí é uma...

Discussão que eu sempre tenho com os pacientes, não opte pela de pouco, vai no sebo bovino, porque ele aguenta a temperatura mais alta, ele vai ter uma estabilidade melhor, para não chegar a ponto de fumaça, porque quando chega a ponto de fumaça, que sai aquela fumaceira ali na panela, aí a gente já oxidou totalmente a gordura. E aí a gente tem essa formação de substâncias que não são tão interessantes para o nosso corpo.

Essa é a questão. Então, se você vai na rua e vai comer uma batata frita, vai comer uma carne frita, vai comer alguma fritura, é péssimo, porque eles vão usar, com certeza, na rua, em tudo que a gente come na rua, a maioria dos estabelecimentos, eles usam óleos vegetais, porque custo-benefício. Eles conseguem reutilizar várias vezes, então a indústria sempre pensa no que vai sair mais barato, no que vai sair mais em conta. Eles não estão tão preocupados com a saúde de quem come.

Exato, concordo plenamente, já tive muita experiência com cozinhas profissionais também, não falando mal de restaurantes, mas depois de ter trabalhado em muitos restaurantes, eu prefiro evitar, comer o máximo que eu posso em casa, que eu faço, que eu sei que eu estou colocando. Isso, esse é um dos pontos mais positivos mesmo.

Porque, infelizmente, a gente sabe que, por mais que o restaurante tenha boas intenções, o restaurante não sobrevive se ele não economizar nos ingredientes. Se ele não usar uma margarina ao invés da manteiga, se ele não usar um óleo vegetal ao invés do azeite. Então, ele tem que economizar porque é para dar lucro e não para deixar a gente saudável.

Mas, enfim, falando do sebo, né? Hoje em dia eu já faço até o meu próprio hidratante corporal, facial, até pro cabelo com sebo bovino e até sabonete mesmo eu tô fazendo com sebo bovino, né? Eu vi essa receita de sabonete, eu vi essa receita de sabonete. Eu uso o sebo bovino como hidratante também. Eu faço um blend de óleos.

E assim, minha pele melhorou drasticamente. Vai fazer um ano já que eu tô na carnívora. E óbvio, né? Que eu não sou aquela pessoa que fica 100% na carnívora. Eu tenho as minhas exceções em época de férias. Essas coisas eu acabo comendo outras coisas. Eu sempre compartilho isso nas redes sociais. Quem me acompanha mais de perto sempre vê. Eu, né? Nas viagens, quando eu viajo.

igual fim de ano, essas coisas, mas minha pele mudou muito depois que eu comecei com a carnívora. Eu nunca tive uma pele ruim assim, por já ser nutricionista há muito tempo, já cuidar bastante dessa parte de suplementação, de não ter uma dieta inflamatória, de não ficar estimulando a insulina o tempo inteiro, mas depois da carnívora ainda assim melhorou. Impressionante! E aí eu uso só ingredientes naturais também pra passar no rosto, é óbvio que maquiagem é uma coisa ou outra.

ainda acaba tendo toxina, porque às vezes aquela não dá tão certo, não é tão bonita, e aí a gente ainda fica apegada um pouco nisso, ainda não estou tão natureba a esse ponto, mas uso, uso sebo bovino no rosto, sabonete natural, uso aquele GH.

Mas tem a receita que você compartilhou lá, que também é um pouco mais natural, que é uma opção também, pra gente poder ir fugindo dessas toxinas. Acho que esse é um caminho muito importante, assim, pra quem quer melhorar os níveis de produção hormonal de forma geral. Porque os hormônios, gente, eles mandam em tudo. Não só em como você vai engravidar, ou você vai melhorar sua fertilidade, mas como você vai envelhecer, principalmente.

Quando a gente pensa em toda essa modulação, a gente tem uma visão de curto, médio e também longo prazo.

Sim, realmente. A gente tenta melhorar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, mas infelizmente não dá para a gente fugir de tudo. Uma coisa ou outra a gente vai ter que continuar utilizando, porque não tem escapatória. Mas acho que desde que a gente consiga já reduzir ao máximo o contato com essas químicas, já é bastante.

Por exemplo, usando o exemplo mesmo que a gente falou um pouco antes da panela, na minha cabeça eu sabia que aquilo ali não fazia bem, o teflon, o alumínio, porque já tinha muitas notícias já há muitos anos, mas às vezes é mais fácil, eu acredito que muita gente vai se conectar com isso, a gente pensar que, poxa, mas...

tudo faz mal, então só a panela não vai mudar nada, né? Porque tudo faz mal. Só que esse é o problema, né? Quando a gente pensa assim, porque eu pensei por muito tempo, né? Aí a gente acaba que a gente não consegue reduzir nem o que a gente... Então, sim, tudo faz mal, só que o máximo que a gente puder reduzir já ajuda, porque aí uma coisa ou outra que não tiver como sair, a gente pelo menos já tá salvo, só por ter reduzido já o resto, né?

exatamente, é aquilo olhe ao redor e tenta fazer pelo menos o mínimo ah, trocar panela, gente de vez em quando, não precisa você ir aí trocar todos os potes de plástico que você tem jogar tudo fora

Todas as panelas, todas as maquiagens, todos os cosméticos, desodorante, por exemplo, que tem muito alumínio. O alumínio é um metal pesado, vai alterar a produção hormonal. Isso em homens e mulheres, gente. A axila tem muitas glândulas mamárias perto, então já tem estudo relacionando o alumínio com o câncer de mama.

Não só em mulheres, mais uma vez em homens também. Então tentar usar um desodorante sem alumínio. Vai trocando aos poucos. Ah, acabou esse. Porque assim, você fez errado a vida inteira. Então não vai fazer mais um mês ou dois, dependendo da situação que você tá. Vai trocando. Ah, então mês que vem eu vou trocar os potes. No outro eu vou trocar as panelas. Na hora que acabar esse meu desodorante eu vou comprar um mais natural. Na hora que acabar esse filtro solar eu vou comprar outro natural. Na hora que acabar minha maquiagem eu vou... E vai substituindo aos poucos.

Quando você menos esperar, você conseguiu trocar 90% daqueles ingredientes que estavam ali te adoecendo todos os dias. Porque vai alterar muito a produção hormonal, vai sobrecarregar tireoide. A maioria deles, às vezes, competem com iodo na tireoide. Então, vai te dar um falso positivo. Às vezes você vai fazer um exame, você tá com T3, T4 bom, mas na hora que vai ver, é o cloro que tá... Existe isso, viu, gente? Eu vou explicar de uma forma muito simples.

na linguagem, pra vocês entenderem, vocês que são leigos, que é, o cloro ele finge de iodo, e aí na hora que faz lá o exame...

Dá uma quantidade boa, mas não é. Pegou o cloro ou pegou o flúor, que eles têm essa modificação, mas vai dar um falso positivo. Vai falar que você tá com T3 bom, com T4 bom, e aí o TSH tá alterado, ou você tá com hipotiroidismo subclínico, com todas as alterações, e o TSH alterado também é um fator aí pra alterar a fertilidade.

E por aí vai. Então, a gente precisa corrigir o básico, que é tirar o intox da minha vida. Eu uso muito esse jargão, né? A gente intox e depois detox. Então, a gente precisa viver em detox e dar uma olhada em como que eu faço pra reduzir as toxinas da minha vida.

As toxinas ambientais, os cosméticos, os utensílios, o que eu como, os meus pensamentos tóxicos. Se eu convivo com outras pessoas que fumam, por exemplo, fica longe quando elas estão fumando, para você não ter tanto contato, para que você, de fato, consiga eliminar grande parte, porque a gente não consegue eliminar tudo. É ilusão.

Achar que vai eliminar tudo. Porque tá na água. Todos esses resíduos não limpam. Então, na hora que a gente para pra pensar, a água que a gente usa pra beber é a água que a gente descarga. Então, tem muito hormônio que não consegue ser limpado dessa água. Então, vai ter... Ah, não tem hormônio. Tem sim, gente. Ah, mas o cloro mata os parasitas. Mas os parasitas morrem. Mas o cadáver deles tá na água. E você bebe.

o cadáver dos parasitas. Então, vai ter cloro, que vai competir com o iodo na tireoide, vai atrapalhar toda a conversão dos hormônios tireoidianos. O flúor, que você usa no creme dental, vai competir também com o iodo na tireoide. E aí, vai ter essa alteração. Bromo, mesma coisa.

que está muito presente em carro novo também, né? Se não me engano, o bromo. Sim, esse cheiro em colchões, em espuma de forma geral, que é uma substância anti-chamas utilizada. Então, cheiro de carro novo, colchão.

Tem a adição disso também. A panificação usava o bromato, né? Agora é proibido, mas ainda assim tem muitos casos de adulteração que ainda continua usando. Então, às vezes a pessoa para de comer pão, não é só pelo glúten que ela melhora. Às vezes é por esses aditivos químicos que são adicionados na panificação.

Uau. Nossa, é muita coisa, né? Não é só alimentação, sem dúvida. Tem muitos outros fatores, né? Que quando a gente começa a procurar mais informação mesmo, a gente vê que o buraco é muito mais embaixo, né? Sim.

Essa questão do iodo mesmo, eu tenho muita vontade de começar a fazer uma suplementação, mas ainda não tenho conhecimento suficiente, nunca testei. Você faz o uso do iodo? Faço, eu faço os protocolos de tratamento com o iodo, com os pacientes, toda a parte de detox, para a eliminação de toxinas, porque quando a gente entra com o iodo, o iodo limpa.

O que precisa e, assim, regula muito, muito, muito, muito a tireoide. É maravilhoso ver, assim, os casos aqui dos pacientes, pacientes que chegam com alteração já produzindo anticorpos da tireoide, que é quando as próprias células da pessoa começam a destruir as células, tudo isso por uma modulação que falta ali de nutrientes e deficiência de iodo. Então, eu entro com o protocolo de Lugol com os meus pacientes e, assim, o resultado é sensacional.

Incrível. Uau. Você diria então que a maioria dos pacientes que você atende, eles estão com deficiência de iodo?

Nossa, eu gravei um vídeo semana passada com um médico neutrólogo e eu falei, olha, na minha visão tem uma pandemia de hipotireoidismo subclínico, que é essa alteração da tireoide, onde às vezes os médicos não identificam isso através dos marcadores bioquímicos. Por quê? Porque a pessoa tá dentro do padrão de referência, mas ali, gente, é a referência da doença, não é a referência da saúde.

Entendam isso, porque as referências dos exames, elas são sempre com base na população média. E a população média tá como? Saudável ou doente? Doente. Então é uma média que te ferra e não que te ajuda.

Então, a gente, olhando, né, a maioria dos médicos se apegam a essas referências, então a gente olhando aquilo, a pessoa não tá bem. E aí, na hora que a gente faz os testes pra poder avaliar o hipotireoidismo subclínico, a pessoa batata, tá? Mas, assim, os sinais estão gritando ali, né, a pessoa com falta de energia, cansada, pálpebra caída, faltando sobrancelha aqui no cantinho.

aquelas sobrancelhas ralinhas aqui, principalmente mulher, identifica isso muito, já é alteração, calcanhar rachado, pele ressecada, intestino preso, formação de cistos e miomas no útero, no ovário, na mama, tudo isso é relacionado à deficiência de iodo. E a tireoide, na minha visão, é um dos órgãos mais negligenciados da história da medicina toda.

que ela corrigiria muita coisa, muitos problemas aparecem por essa alteração na tireoide. E pelo excesso de toxina, porque a tireoide é a primeira, porque a gente só converte os hormônios tireoidianos no fígado. Então, se o paciente tá com muita toxina...

Se a pessoa tá com toxina, tá consumindo, bebe café, não usa uma caneca adequada, toma café no copo de isopor, toma café no copo de plástico, usa pote de plástico, usa óleo vegetal, consome um monte de alimentos ultraprocessados.

Ingere bebida alcoólica, refrigerante e por aí vai. Essa pessoa tá com muita toxina no organismo. Não adianta falar que não tá porque tá. Mesmo que às vezes faça um exame de metais pesados e não tem nenhum metal pesado ali acima do limite, mas ainda assim ela tá com muita sobrecarga no fígado, que não consegue fazer essa conversão dos hormônios tireoideanos. Então vai prejudicar de forma muito pontual.

os outros hormônios, as outras cascatas hormonais, e até pensando em neurotransmissores, que os neurotransmissores também são hormônios, né? Então a gente prejudica tudo.

por hábitos de vida que nós consideramos que são, ah, mas todo mundo usa. Mas como diria sua mãe, você não é todo mundo. Então, começa a aprender, já que a informação chegou para você, olha para o seu próprio umbigo, não fique comparando com todo mundo. Ah, mas todo mundo engravidou. Ah, mas fulano engravidou, come muito mais toxina que eu. A que custo?

O que será que vai acontecer com o filho que essa pessoa teve? Ou como será que foi a gestação? Porque quando a gente está falando aqui de fertilidade, gente, a gente precisa entender que tudo que a gente faz agora vai impactar na vida do filho. Ah, mas minha mãe comia, meu pai comia. Olha para uma geração anterior ou duas gerações anteriores e se pergunte como eles comiam. O que eles bebiam? Que os utensílios eles usavam. Então, quando eu olho para minha mãe quando criança, ela não comia.

Alimento de pacote. Ela não comia, não bebia refrigerante. A carne que eles comiam era do frango que matava lá na casa da minha avó. Do porco que matava na casa da minha avó. Do boi que matava na casa da minha avó. Tudo orgânico, caipira. Então a alimentação da minha mãe já era muito diferente da minha.

Óbvio, ela vivia no interior, em Minas, morava no sítio, na fazenda, na roça, cada um chama de um nome. A gente chama de roça, né? Então, comia coisa da roça mesmo. Mas, ainda assim, era um contato muito pequeno, mesmo pensando nas pessoas que moravam na cidade. Um contato menor do que a gente teve, porque a gente, quando criança, já comia coisa de pacote. Muitos já comiam alimentos ultraprocessados, industrializados.

tendo contato já com todos esses disruptores endócrinos desde pequeno. A água, na casa da minha avó até hoje, é uma água pura, que vem de mina, que vem da terra. Então não tem cloro, não tem um monte de substâncias tão tóxicas igual tem na água que a gente bebe na cidade.

Então é totalmente diferente o ambiente, que é o que a gente chama de epigenética, né? Como que a gente vai modular a genética de uma pessoa. Então é isso que eu sempre digo quando alguém quer pensar em fertilidade. Não é só sobre você ou como vai ser a gestação. É como o seu filho.

vai vir ao mundo e não só na infância, como na vida adulta. Então, por exemplo, deficiência de odo está relacionada com, deficiência de odo, de vitamina D, relacionada com autismo, com TDAH nas crianças. Então, é toda essa modulação genética e epigenética que a gente faz antes.

Pelo amor de Deus, você já tem acesso a esse tipo de informação? A gente faz antes. Como? Com comida e com suplementação sistêmica, para a gente poder organizar a casa toda.

Nossa, que bom que hoje em dia temos acesso a esse tipo de informação. Poxa, são muitas coisas, né? São muitas coisas. Mas se apegando um pouco mais da questão da alimentação, como que a resistência à insulina pode afetar a fertilidade do homem e da mulher? Maravilha. Afeta de forma muito negativa, porque acaba...

Gente, vamos entender o sistema primeiro. O que é essa resistência à insulina? A gente pensa assim, a pessoa tem uma alimentação com uma quantidade muito grande em carboidratos. Aí você vai lá pra poder diminuir essa glicose, pra equilibrar essa glicose, que alguém fala açúcar no sangue, né? De uma forma muito simples. Mas pra equilibrar isso, o seu pâncreas vai lá e libera a insulina.

Essa insulina vai carregar a molécula de glicose lá pra dentro da célula, pra ser metabolizada no fígado e vai pra poder utilizar isso como fonte de energia. Quando a pessoa consome além do que precisa, isso vai ser estocado. E essa resistência à insulina é quando a insulina já não consegue mais fazer o papel dela. E aí você vai ter esse nível de inflamação e de alteração metabólica.

De forma sistêmica no seu corpo. E aí vai ter alteração hormonal também. Então, vai trazer sobrecarga no fígado. Então, começa com uma resistência à insulina, depois passa pra quê? Gordura no fígado. Gordura no fígado, grau 1, grau 2, grau 3, não tem outro. Depois do grau 3, é esteatose hepática. Da esteatose hepática, necrose. Da necrose, tumor.

É assim que acontece. Então, às vezes você fala, ah, tá com resistência à insulina, tipo, como se não fosse nada, gente. Não dá pra fingir que não é nada, não dá pra passar pano. Eu sou bem drástica, assim, com os meus pacientes e jogo a real com eles. Mas a maioria dos médicos, você vai falar, ah, aqui, ó, você tá com diabetes, você tá com resistência à insulina, passa pra uma diabetes, toma aqui, ó, você vai usar esse medicamento. Diminui o consumo de carboidrato. Pronto. Fala assim com os pacientes.

Meu querido, fazer isso não vai resolver. Tem que entrar com suplementação pesada, tem que dar suporte hepático pra limpar todas as toxinas, tem que olhar onde estão essas toxinas e tem que sim diminuir drasticamente o carboidrato. Não é parar só de comer pão. Por quê?

Gente, molécula de glicose é molécula de glicose, independente de onde ela vem, se ela vem do pão, se ela vem da farinha, se ela vem do macarrão, se ela vem da fruta, se ela vem da banana, se ela vem da abóbora, se ela vem da batata.

independente de onde venha a molécula de glicose, é a glicose. E eu comi glicose, eu vou aumentar minha produção de insulina. Simples assim. Por isso que uma dieta cetogênica ou até mesmo a carnívora, que o Rafael fala tanto aqui no canal, é tão eficiente, porque a gente vai conseguir melhorar muito os nossos níveis aí, todos os marcadores bioquímicos dos carboidratos, e não apenas a insulina.

Uau, né? Me fez lembrar de um livro que eu li, acho que do Dr. Bickman, que é um cientista PhD na área de saúde, que o livro dele inteiro fala que, na opinião dele, a maioria das doenças que a gente tem hoje em dia, elas são causadas pela resistência à insulina. E ele fala o livro todo, ele fala que se os médicos de hoje em dia soubessem disso, né, que tá tudo partindo da resistência à insulina, já seria muito fácil de prever lá desde o comecinho.

Exato, exato Porque assim, na hora que a gente olha pra mulher Então assim, tem muita doença associada A resistência à insulina Então pensa assim A resistência à insulina é como se ela fosse O isqueiro Que vai botar fogo

Aí, assim, o corpo já tá com um monte de álcool, né? Vamos pensar, o álcool são os resíduos aí da glicose. Pensa assim, não das cetonas, né? Não dos corpos cetônicos, mas da glicose, do que você comeu. E a residência à insulina é como se fosse o isqueiro que vai incendiar tudo.

Porque muitas alterações metabólicas acontecem. Então, nas mulheres, o que é muito comum, que tem como gatilho a resistência à insulina é síndrome de ovários policísticos, muito conhecido como SOP, que vai alterar, de fato, o órgão reprodutor. E aí, depois do órgão reprodutor alterado, gente, fica muito mais desafiador. Aí já não é mais uma questão só de corrigir a síndrome do ovário policístico. Tem que corrigir toda a parte hormonal pra gente fazer com que esse órgão...

volte para que você tenha o ciclo menstrual de novo adequado, que às vezes as mulheres nem menstruam quando tem síndrome de ovários policísticos. E aí muitos acabam recorrendo ao anticoncepcional, que não resolve a causa. O anticoncepcional é paliativo, é para você não ter dor, para você não ter cólica menstrual, para não ter um sangramento absurdo.

e ter aí uma, né, às vezes chega a caso quase de hemorragia e não ter que às vezes precisar retirar o útero ou não ter anemia como consequência, porque sangra demais. Outro prejuízo que muitas mulheres acabam tendo aí, que também tem um gatilho, que é a parte da endometriose.

Então, a endometriose também vai trazer problemas, como infertilidade, porque dependendo de onde a mulher tem aderência, vai ficar ali nas tubas uterinas, nos ovários, ou a mulher vai ter dor pra ter relação, aí não consegue nem ter relação, quanto menos engravidar, é um dos fatores aí que prejudicam muito. Mas tem muitos outros, gente. Então, a residência de insulina, ela não é benéfica nunca. Vai, mas se você quer engravidar, é o preço que você...

Precisa pagar pra que você tenha uma gestação mais saudável. Eu, gente, eu sou uma radical com as coisas. Pra mim, em muitos casos, em alguns existem meio termo, em outros não. Porque você tá criando uma nova vida, gente. Tem coisa mais maravilhosa que isso? A mulher consegue gerar uma nova vida, não sem a ajuda do homem. Então, o espermatozoide precisa estar com motilidade. Então, os homens com essa deficiência nutricional e com essa quantidade de...

estrógenos no corpo, porque bebem muito, ingerem muita bebida alcoólica, muita cerveja. A cerveja é um pouco xenestrógena, por isso que às vezes o homem que bebe muito fica contenta, gente. Tetinha, gordura abdominal ali. Todo mundo que tem gordura abdominal, que tem um pouquinho de barriga, tem resistência à insulina. Ponto. Ah, mas minha globina glicata, ah, minha insulina tá alta. Conta aí, dois anos, três anos, que vai mudar o perfil bioquímico.

Então, tem que tratar essas questões. Então, a deficiência nutricional no homem, principalmente de zinco, magnésio, complexo B, vai trazer essa alteração na motilidade do espermatozoide, na quantidade de espermatozoide e também em toda a cascata hormonal, que o homem também precisa estar em dia para conseguir ter um super espermatozoide. Eu falo, mulher, você tem um super óvulo e um homem um super espermatozoide se você quer ter um super bebê. E eu acho que todo mundo quer, né?

Com certeza. Nossa. Realmente, quando a gente olha ao redor assim, vê que tá todo mundo com resistência à insulina, né? Salvo os poucos ali, mas acho que você já deu a dica certa aí, né? Como saber se a pessoa, seja o homem ou a mulher, tem resistência à insulina, né? Só de olhar ali já a barriguinha avantajada, já é um sinal muito claro, né? Exato. E esse é fácil de você identificar aí em casa, né? Tipo, dá uma olhadinha assim pra baixo, ó.

Como é que está a situação? É isso. E somente a mudança alimentar, acredito que não é somente, mas com as mudanças alimentares, as mulheres podem melhorar esses sintomas da SOP, da Síndrome dos Ovares Policísticos? Policísticos. Exato. A alimentação é 80%. Os outros 20... O...

80, 70, os outros 20 ou 30 é a parte do estilo de vida e a suplementação, porque o suplemento é necessário, gente. Não adianta falar que resolve só com alimento, vai resolver uma parcela, mas a gente não consegue tudo o que precisa para fazer todas as reações bioquímicas, porque uma coisa depende da outra. Então, para eu ter uma absorção eficiente de vitamina D, eu preciso da K2 e MK7. Para... Para...

ter uma absorção melhor ainda, eu preciso de magnésio. Pra vocês terem noção, eu atendi recentemente uma paciente que estava há meses sem menstruar. Eu corrigi só o cálcio dela. Cinco dias usando cálcio, ela menstruou. Porque o ócito precisa de cálcio pra maturar. Então, pra acontecer todo o ciclo ali, né? Que a gente tem toda a maturação, de todas as fases da mulher que acontecem ali durante esse período dos 28 dias.

para ter essa maturação, o óvulo não foi fecundado e aí sim tem a menstruação, precisa de nutriente, de nutrientes, e não é só cálcio, precisa de magnésio, de zinco, de complexo B, de cromo, de vitamina D, de K2, de vitamina C, de antioxidantes. Se a mulher já tem sopa e tem o Minositol, é ótimo para quem tem síndrome de ovários policísticos.

Ácido alfa-lipoico é ótimo pra quem tem resistência à insulina. Ômega 3 não pode faltar de jeito nenhum. E toda essa preparação precisa de ter uma antecedência, né? Então é muito bom. Ai, Thammy mesmo, eu já tô grávida. Meu Deus, não fiz nada disso que você falou. Não, entra em desespero. É melhor você começar a cuidar a partir de agora, né? Antes tarde do que mais tarde. Do que nunca.

Então, a gente vai sempre fazer toda essa correção e ajuste nutricional da suplementação através dos exames e dos marcadores bioquímicos e da clínica, né? Daquilo que cada paciente apresenta individualmente. Por mais que eu já citei aqui pra vocês os suplementos que são ideais, principalmente pensando em todo o metabolismo hepático.

E da tireoide, sem falar no iodo, né? Que é um dos mestres aí que ajudam muito em toda essa modulação. Precisa suplementar de forma magistral, né? Ali comprar aqueles polivitamínicos, porque a forma ativa dos suplementos ali em polivitamínicos não são interessantes, não são as ideais. E aí a gente divide entre vitaminas que são lipossolúveis, solúveis em gorduras, hidrossolúveis, solúveis em água, que não devem ser tomadas juntas, que tem horário de administração diferente.

E por aí vai.

Acontece de algum paciente que você esteja acompanhando que às vezes... Por exemplo, eu vou dar até o exemplo aqui da minha esposa mesmo. Recentemente ela fez um exame de sangue e deu baixa de ferro. Só que ela já está seguindo meio que uma dieta carnívora. Ela não faz 100% igual... Eu também não faço 100%, mas ela já está comendo muita carne vermelha há quase um ano atrás. Porque sou eu que faço a maioria das preparações aqui em casa. Então ela acaba comendo mesmo que ela...

às vezes ela não queira e aí mesmo assim ela deu com o ferro baixo no exame de sangue que ela fez e eu falei, não é possível, se ela está comendo tanta carne vermelha todo dia, assim como eu então existe essa possibilidade da pessoa estar comendo, por exemplo, o ferro ali, o nutriente e mesmo assim o corpo não estar absorvendo? Possivelmente ela está com desbiose, deve estar com alguma alteração hormonal deve estar com alguma alteração intestinal

E ainda assim, não conseguiu já reparar toda a barreira intestinal dela pra ela absorver. Então, a desbiose é um dos grandes fatores que fazem com que a gente não consiga, às vezes, ter uma boa absorção dos nutrientes do que a gente consome. E também porque a gente consegue metabolizar B12, por exemplo, no intestino que tá íntegro, que tá saudável. Então, tem que corrigir o intestino, fazer uma modulação intestinal pra melhorar.

Perfeito. No caso, pra mim, deu já a ferritina alta. No exame que eu fiz. A ferritina alta quanto? Ah, agora eu não lembro. Até porque os exames na Inglaterra são diferentes. Medidas diferentes, né? Se você quiser me mandar depois o valor da sua ferritina, eu te falo, mas só pra você ter uma noção pra você entender. Por exemplo, gente, a ferritina tá junto com o ferro ali no metabolismo do ferro, né?

Então, na carnívora, é super normal o ferritino subir. Por quê? Você tá melhorando o metabolismo do ferro. Então, possivelmente, o ferro também vai estar mais alto. Só tem que cuidar se a ferritina não tá alta demais. Porque alta demais já mostra um nível de inflamação. Aí a gente precisa trabalhar pra desinflamar.

A gente consegue fazer isso com nutrientes, com alguns alimentos específicos pra dar uma melhorada nessa parte, tá? Porque a ferritina também não pode ser baixa. Se a ferritina tá baixa demais, até alguns médicos consideram alta, mas pra mim, às vezes, é baixa. A ferritina boa é acima de 140, 150. Que aí mostra que o metabolismo do ferro tá funcionante. Isso pensando em pessoas que têm uma dieta saudável. Se você não tem uma dieta saudável, sua ferritina tá 300, 400.

Nossa, meu metabolismo do ferro tá ótimo. Não, querida, você tá inflamado. Precisa corrigir.

corrigir de forma muito pontual e rápida pra desinflamar o corpo aí de forma sistêmica e integrativa e rápida. Não pode ficar esperando, não dê mole. Então, cuidar dessa parte. Perfeito. Muito bom, muito bom. Pra as mulheres, então, que querem melhorar, no caso, como que elas podem preparar o corpo delas nutricionalmente antes de engravidar?

Maravilha. O interessante, gente, mulheres e homens, por favor, 120 dias antes, 4 meses, o interessante é pelo menos 4 meses antes de fecundar. Porque, pensa, se você coloca um peixe dentro de um aquário sujo, qual a chance desse peixe sobreviver muito tempo? Zero.

Exato. Então, é a mesma analogia. Você coloca um peixe dentro do aquário sujo. E se esse peixe não vem muito bem formado desde o início, aí o espermatozoide, piora ainda um pouco mais a situação. Então, a gente precisa limpar todo o terreno biológico, a gente precisa desinflamar o corpo, fazer com que tenha uma sinergia melhor entre todos os hormônios que são produzidos, para que tenha mais qualidade de vida.

para que você tenha mais saúde, para que você melhore a sua produção hormonal e para que tenha óvulos mais fecundáveis e um espermatozoide também mais ativo ali, mais esperto para conseguir fecundar e manter essa gestação, tá? Então, 120 dias é o tempo ideal, que é o ciclo, esse ciclo de produção de novos espermatozoides leva cerca aí de 74 a 90 dias.

Então, o que o homem comeu, o estresse, roupa apertada, dependendo da modalidade esportiva que o homem pratica, prejudica. Então, se o homem pedala, bike, roupa apertada, tudo isso vai prejudicar, tá? Então, tem que cuidar com isso.

o nível de estresse, o consumo de bebida alcoólica. Temos que olhar para todas essas questões, né? Então, para a mulher, essa janela vai influenciar na saúde mitocondrial dentro do óvulo, que é como se fosse a bateria do bebê. Se você consegue dar um espaço assim antes para poder turbinar mesmo a sua saúde ovariana. Então, usar os melhores alimentos.

comer gorduras de boa qualidade, mas eu não faço a carnívora, mas tenta pelo menos ter uma alimentação com alimentos que não vão fazer tanto pico de glicose pra você não ter resistência à insulina, pra você corrigir isso. Se possível, emagrece um pouco primeiro se você precisar perder peso.

Ficar esse período aí de quatro meses numa dieta mais saudável, num estilo de vida mais saudável, tendo menos contato com contaminantes, é o caminho. E suplementação boa. Então, ai, Tami, quais são os alimentos que têm baixo índice glicêmico, carga glicêmica, que é mais principal ainda, pra quem não segue 100% uma cetose ou uma carnívora? Ah, abóbora, abobrinha, ameixa, aquela ameixinha vermelha, frutas vermelhas.

Você pode incluir que tem uma quantidade interessante de fitoquímicos. E os nutrientes eu já citei. Então, todos esses nutrientes com enzima Q10 é mágica. Então, na forma de ubiquinona, melhor ainda, que vai dar mais substrato para as mitocôndrias. O RA, ácido alfa-lipoico.

É um dos suplementos maravilhosos também para corrigir essa parte de resistência à insulina e todos os que eu já citei. Então, assim, tem muita coisa que pode ser feita e eu imagino que está ao alcance da maioria das pessoas fazerem isso. Então, ah, também não posso fazer tudo. Faça o melhor que você pode dentro das escolhas que você tem. Uau. E durante a gravidez também? É um protocolo parecido com alimentação?

Sim, durante a gravidez também. A gente precisa continuar nutrindo durante todo o período. Continuar nutrindo, continuar com a suplementação. Aí a suplementação às vezes ela muda um pouco, porque tem alguns que são um pouco mais detoxificantes, que aí não podem ser utilizados durante a gestação. Mas sim, de forma geral a gente mantém a maioria dos suplementos, dos nutrientes que a gente entra.

tanto na pré-concepção e durante também. Então, a gente tem que pensar que a gente precisa plantar a semente. Gente, pensa, olha ao redor, quando vai plantar, até quem nunca mexeu com plantação, você sabe que para plantar uma semente ali naquele terreno, não precisa fertilizar a terra?

Não precisa ir ali adubar a terra, colocar nutriente nessa terra pra gente conseguir plantar? Pra ter uma boa planta, pra que essa planta cresça, pra que essa planta dê frutos? A mesma coisa com a gente. Não somos tão diferentes assim, né? Somos seres vivos também. Então a gente precisa do adubo certo. A gente limpa o terreno, tira as ervas da ninha.

a gente vai lá e aduba para que a gente tenha o tempo certo para a colheita, para a gestação e para que tenha um bebê muito saudável. Então, de forma muito pontual, diminuir o intox, aumentar o detox através dos alimentos, dos nutrientes.

de consumir uma água de boa qualidade, isso é muito importante. Focar na densidade nutricional, vísceras. Gente, vísceras é muito bom e assim, eu vejo que é um dos maiores desafios das pessoas conseguirem comer vísceras porque a nossa cultura...

Eu acho que essa geração não tem o hábito de consumir vísceras. Eu lembro quando eu era criança, gente, ia na casa da minha avó, mesmo quando eu era criança eu morava em Campinas, mas eu ia para Minas na casa da minha avó e matava porro.

Gente, eu comia pele de porco crua. De tanto que eu gostava de comer essas coisas, assim. Hoje em dia eu faço isso, as pessoas, credo, que nojo, meu Deus. E pra mim aquilo era uma delícia. Eu amava comer. Tanto que quando eu compro bacon, eu tiro a pele dele, eu não cozinho. Eu como a pele crua daquele bacon. Porque assim, o alívio já tá cozido, porque foi curtido, né? Sim. Então eu amava comer isso. Eu lembro muito de lá na casa da minha avó, a gente brigar pelo fígado da galinha. Porque às vezes matava no final de semana duas galinhas.

Três galinhas pra todo mundo? E aí tinha três fígados, três corações, não tinha muitas vísceras. E a gente queria, todo mundo queria comer. Mas as gerações, as pessoas que foram criadas na cidade...

Não tem, não teve esse tipo de contato, esse tipo de criação com esses alimentos. Então a pessoa fala assim, meu Deus, como é que come isso? Como é que faz? A pessoa não sabe nem cozinhar um fígado, não sabe nem refogar um fígado. Eu falo, gente, o fígado não tem mistério. Corta e tira e dá um susto nele ali no óleo com banha de boi, com sebo bovino. Joga depois umas ervinhas se você quiser, se não quiser só um salzinho, uma pimenta preta já tá ótimo. Se você quiser pingar um limãozinho...

O limão é ótimo, gente, pra ajudar a absorção do ferro, tá? Porque o limão tem vitamina C e a vitamina C tem sinergia com o ferro. Então, a maioria das pessoas, quando criança já ouviu falar, ah, tem que pôr limão na carne, tem que comer fígado com limão. Por isso, né? Que são crendices aí dos antigos, mas que faz muito sentido porque a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Então, a gente tem que cuidar com alguns alimentos que às vezes quelam a absorção do ferro. Rafa, às vezes é isso da sua esposa. Médico toma muito café, né?

Sim, demais. E o café é um dos piores para a gente poder consumir depois de ter consumido ferro. Ele vai competir, alguns nutrientes competem. Então, às vezes, dependendo da suplementação que ela usa, às vezes a suplementação está competindo com o ferro e está deixando absorver. Então, às vezes não é só...

Essa parte de modulação intestinal que ela tá precisando, mas às vezes corrigir, né? Não tomar café tão próximo das refeições, às vezes entrar com um pouquinho de limão, um shotzinho de água com limão depois da comida já ajuda a melhorar a absorção do ferro.

É, perfeito. Eu tento diminuir o café dela, mas não dá. Ela toma o café quatro, cinco vezes mais forte do que o meu. Eu já diminui muito o consumo já depois da carnívora, mas enfim. A maioria das vezes ela janta de noite, ela come a proteína ali, a carne vermelha, e ela não toma café de noite, mas no almoço, com certeza, se ela comer a carne, ela toma o café depois, sim. Isso é uma das questões delicadas.

Não, perfeito. Tami, muito bom. Eu queria só te perguntar, porque a gente recebe alguns relatos também, principalmente no ciclo menstrual, de quando as mulheres começam a carnívora ou uma cetogênica. Eu já escutei alguns relatos aqui, tanto nos comentários do podcast, quanto no Instagram, sobre gente que mudou um pouco o ciclo menstrual ali depois que ficou na carnívora ou na cetogênica. Tem alguma relação?

Total, porque vai estimular de forma diferente a produção hormonal, né? Então, quando a gente come mais gordura saturada, isso acaba acontecendo na cetogênica e mais ainda na carnívora, porque na carnívora, gente, a gente tem que cuidar. Porque eu falo que é carnívora, mas eu poderia chamar de gordívora. Que deveria comer mais gordura do que carne.

Eu acho que eu acabei de criar o meu novo nome da dieta, né? É gordívora, não é carnívida. Perfeito. Faz totalmente sentido.

Então, assim, quando a gente come mais gordura, vai alterar a produção hormonal. Isso é fato, tá? Mesmo não aumentando a composição de gordura do corpo, que isso é uma das mágicas que deixa as pessoas mais surpresas, né? Mas, gente, se eu comesse gordura, eu não ia ganhar gordura. Não, querida, foi o que você aprendeu, né? Mas você só ganhou muita gordura porque acabou ficando resistente à insulina, porque acabou, ao longo da vida, comendo muito carboidrato.

E faltou gordura saturada, que é substrato para a produção hormonal. Então, vai melhorar. E aí, come muita carne. A maioria das carnes, mesmo se a gente come um gado que não é criado em pasto, ainda assim ele vai ter um perfil nutricional bom na carne. Então, tem um pouco de ômega 3, tem vitamina D. Então, vai melhorar o perfil hormonal da mulher.

Fantástico. Essa questão da gordura também, eu cada vez me surpreendo mais e mais com a quantidade de gordura. É como se, sempre que eu vou e como muita gordura, eu falo, nossa, ingeri muitas calorias aqui, devo ter ganhado 2 quilos, mas no dia seguinte é capaz de eu ter perdido até peso. É como se o meu corpo não entendesse aquelas calorias da gordura igual às calorias do carboidrato, porque pra mim o carboidrato nunca deu certo. Mas não entende mesmo. Eu acho que essa visão...

que a gente tem, que tem estudo, que a nutrição usa isso como verdade, desde que isso foi criado, esse cálculo energético, quantas calorias tem da gordura, da proteína e do carboidrato, biologicamente é totalmente diferente. Então, uma coisa é a quantidade energética do alimento, quantas calorias tem. Outra coisa é o que esse alimento faz no meu metabolismo. Essa é a grande diferença, é o grande pulo do gato.

da dieta primal, da dieta carnívora, da dieta gordívora, da dieta que a gente consome mais gordura. Então, mesmo tendo uma densidade energética 3, 4 vezes maiores, que às vezes isso acontece, o paciente chega aqui e diz, mas eu consumo mil calorias por dia e não consigo mais emagrecer. Eu consumo 1.200 calorias e aí eu vou e dou uma dieta de 2 mil, de 3 mil calorias por cima e tipo assim, seca. É muito contra o intuitivo.

É, derruba todos os mitos que a gente aprendeu até hoje. Isso é incrível. Nossa, muito obrigado por confirmar a teoria que eu já estava imaginando aqui na minha cabeça. Tem só mais uma pergunta aqui, só de uma seguidora nossa lá no Instagram, antes da gente terminar o podcast, porque eu sei que já passou de uma hora aqui.

Mas ela me perguntou assim, eu estou na pré-menopausa, precisando perder os últimos 5 quilos, posso comer gordura sem medo, acrescentar mais manteiga, por exemplo, no meu dia a dia, porque eu não estou conseguindo mais perder peso e tenho medo de errar na quantidade de gordura. Ou seja, acho que você já respondeu antes, no caso.

Ela deve estar com alteração. Assim, é difícil a gente analisar sem ver a pessoa. Às vezes eu vejo a pessoa e já sei qual é a alteração que a pessoa tem de acordo com os sinais clínicos que ela mostra no rosto. Que a gente consegue linkar já com alterações em determinados órgãos. Mas possivelmente ela está com alteração na tireoide. Por isso que estagnou. Precisa corrigir tireoide. Às vezes está com hipotiroidismo subclínico. Nesse caso, possivelmente é isso.

Aí eu tenho que analisar exames, ver quais são os nutrientes que a gente vai entrar.

Às vezes fazer todo esse protocolo de detox junto com os nutrientes, com os suplementos, com o iodo, para corrigir a tireoide. Perfeito. Porque aí não vai adiantar. Às vezes ela vai até aumentar a quantidade de gordura e às vezes vai ter efeito rebote, efeito contrário. Às vezes vai aumentar peso. O engraçado é que muita gente às vezes vê isso daqui, mas só que tem gente que ainda está consumindo carboidrato e acha que é só aumentar a quantidade de gordura. Só que se a pessoa ainda está consumindo... E aí

Vai dar mal. Esse é um grande erro. Esse é um grande erro. Tanto que eu falo que é uma das coisas delicadas do que as pessoas chamam de dieta da selva, né? Que aí você vai comer carne, gordura, mel, carboidrato. Eu falo, gente, não cai nesse erro.

Quando a gente come carboidrato, a gente vai usar um combustível diferente. Pensa na alergia seguinte. Quando eu uso a energia da cetose, é como se eu utilizasse um tronco. Se eu pegar um tronco de árvore e pôr na fogueira, ele vai demorar horas para queimar. Então, eu vou ter uma energia estave e constante.

Se eu estou usando minha fonte de energia como carboidrato, comendo fruta, mel, legume de vez em quando, ou só fruta, mel, eu estou usando como se fosse graveto. Toda hora eu tenho que ficar colocando graveto, porque senão a fogueira vai apagar. Então, se eu uso a via da glicose, se eu como carboidrato, eu estou colocando os gravetos. Se eu só como gordura e proteína, eu estou usando o tronco. Então, eu vou ter uma energia mais estável.

E aí, gente, quando eu misturo os dois, como muita gordura, muita proteína e ainda assim mantenho carboidrato, eu falo que é o pior dos cenários. É o pior dos cenários, porque eu vou manter o nível de insulina aumentando o tempo inteiro e ainda assim dando uma sobrecarga pro meu fígado de muita gordura.

E eu vou ferrar, eu vou meter os pés pelas mãos. Ai, mas eu vejo as pessoas emagrecendo muito fazendo isso. Claro que as pessoas estão emagrecendo muito fazendo isso, por quê? Ela tirou uma quantidade muito grande de alimentos alergênicos, de alimentos inflamatórios, de toxinas, de excesso de carboidrato, de substância estranha ao corpo. Diferente do que ela fazia antes. Então, aquilo vai dar um susto no organismo dela. Ela vai conseguir, às vezes, ter déficit calórico. Ela vai emagrecer. Ela vai.

Mas depois, às vezes, vai estagnar ou vai ter outras alterações metabólicas. Então, eu não gosto de misturar as vias energéticas. Ou vai ser um, ou vai ser outro. Quer ir pela glicolítica? Tudo bem, mas aí a gente vai ajustar a quantidade de proteína e de gordura. Não é assim. Não, gente, isso é minimizar muito a nutrição. De forma muito direta, sabe? Explicando de uma forma muito direta. Gente, a biologia não aceita suborno.

A biologia não aceita suborno. Isso é subornar. Não é tentar subornar. Uma hora ou outra a conta chega. Perfeito. Muito bom. Tami, sem palavras aqui, muito bom mesmo. Um conhecimento muito vasto, né? Muita experiência. Como que funciona o seu trabalho hoje? Porque a gente sabe que é difícil encontrar nutricionistas com o seu nível de conhecimento. Como que funciona se alguém quiser ter um acompanhamento seu?

maravilha, eu, todos os meus acompanhamentos, eu mentoro pessoas de diversos lugares do mundo, o meu link está disponível no meu site, está disponível no meu Instagram, se quiser deixar aqui as minhas redes sociais, é Tamiris Cardoso Nutri.

pode entrar em contato, que eu explico como funciona. Eu trabalho com um acompanhamento mínimo de três meses, porque é o tempo mínimo que a gente precisa para poder fazer todos esses ajustes com os pacientes. Mas eu tenho também um produto que é o Detox Express, que as pessoas passam por três fases, é um produto já gravado, pronto, que é muito bom para quem está começando ou para quem não tem condições, às vezes, de vir para o acompanhamento individual comigo.

que já é um ótimo começo, que ali você vai aprender todos esses pontos que nós falamos aqui de detox, tem lá os checklists de tudo que você precisa eliminar da sua vida, que você tem que substituir, então facilita muito. Depois tem a fase da low carb e a fase da cetogênica. Então, cada semana tem uma fase ali, é um produto com ticket muito baixinho, muito em conta, que quem não pode, às vezes, investir num acompanhamento individual, tem essa possibilidade.

O link também tá lá nas minhas redes sociais e tá no meu site, pra quem quiser. Então, eu penso em todos os públicos, às vezes a pessoa fala, mas eu não posso pagar um acompanhamento. Gente, então faz esse, que já vai te direcionar muito, e você vai ter um passo a passo ali do que fazer, pra melhorar já a sua saúde, sua qualidade de vida, e começar a limpar esse aquário, pra que você tenha mais fertilidade aí, ou que você consiga desinflamar o seu corpo, né? Fazer esse reset metabólico.

Perfeito. E como que faz para o pessoal conseguir te encontrar? No Instagram, Tamiris Cardoso Nutri, e o meu site é tamiriscardoso, tamiriscardoso.com.br. Perfeito. Tami, muito obrigado.

Eu te agradeço infinitamente por toda a sua generosidade aqui de compartilhar os seus conhecimentos. Pessoal, se vocês quiserem um outro podcast aqui com a Tami, comenta aqui embaixo o assunto que vocês quiserem. E aí a gente volta. Tami, muito obrigado mais uma vez.

imagina, eu que te agradeço, Rafael, é um prazer estar aqui, conversar com você, amo falar, né, você já percebeu, é difícil ter um episódio curto porque eu falo muito, se você tiver alguma dúvida, pode mandar pra mim lá no Instagram também, que vai ser um prazer poder contribuir. Muito obrigada e até a próxima, gente. Tchau. Obrigado, família primal, fiquem com Deus, até o próximo episódio. Tchau, tchau.

Ela Revelou o Que Está Destruindo a Sua Fertilidade (e Você Usa Todos os Dias) Nutri Tamires Cardoso | Castnews Index — Castnews Index