Episódio 65: RENATO ADUR (VIN. ARAUCÁRIA)
Neste episódio do Podcast Metrópole, Márcio Barros conversa com Renato Adur, Superintendente-Geral de Relações Institucionais do Governo do Paraná, com uma carreira marcada pela atuação política estratégica e pelo empreendedorismo. Ao longo da conversa, Adur revisita sua trajetória desde o início profissional no setor editorial até a consolidação como uma das figuras mais experientes na articulação política do estado, passando por sua atuação como deputado estadual e liderança dentro do MDB.
O episódio também explora sua veia empreendedora, especialmente à frente da Vinícola Araucária, um projeto que conecta turismo, inovação e valorização do terroir paranaense — mostrando um outro lado da sua atuação, fora do ambiente institucional.
Um bate-papo que conecta bastidores da política, visão estratégica e desenvolvimento econômico, com quem conhece de perto os caminhos das decisões no Paraná.
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- Trajetória política de Renato AdurInício da carreira política em 1986 · Atuação como deputado estadual · Presidência do MDB estadual · Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDU) · Relações Institucionais do Governo do Paraná · Alinhamento com a social democracia
- Desafios do EmpreendedorismoOrigem do projeto da vinícola · Produção de uvas viníferas e vinhos finos · Desenvolvimento do enoturismo · Criação da Vinopar e programa Revites · Diferença entre vinho fino e vinho colonial · Prêmios internacionais para vinhos paranaenses
- Infraestrutura e desenvolvimento regionalPotencial de produção cítrica no Vale do Ribeira · Importância do acesso rodoviário · Obras de infraestrutura autorizadas pelo governador · Desenvolvimento automático com infraestrutura · Papel do secretário Sandro Alex
- Interior do Brasil e desenvolvimentoLegado dos governantes do Paraná · Gestão de José Richa e agricultura · Gestão de Jaime Lerner e industrialização · Gestão de Requião e área social · Gestão de Ratinho Júnior e inovação · Papel do vice-governador Darcy Piana
- Crescimento do turismo no BrasilTurismo como a maior indústria do mundo · Curitiba como destino turístico · Guarapuava como centro de enoturismo · Incentivo a pequenos produtores rurais · Turismo rural e glamping · Exemplo de Urubici e Serra do Rio do Rastro
- Perspectivas eleições 2026Continuidade do governo Ratinho Júnior · Declínio de Darcy Piana em disputar o governo · Proposta de Ratinho Júnior para a presidência · Terceira via política no Brasil · Possível união entre PSD e MDB · Ratinho Júnior como nome para 2030
Oi, tudo bem? Eu sou o Márcio Barros e esse é o Metrópole, um podcast especializado em Curitiba e região metropolitana. E hoje a gente vai falar de muitas coisas legais. A gente vai falar de política, vai falar de Estado do Paraná como um todo, a gente vai falar de empreendedorismo e turismo, por que não? Meu entrevistado sabe tudo sobre esse tema e esses temas. Renato Adur, superintendente de Relações Internacionais do Estado do Paraná. Bem-vindo.
Muito obrigado, Márcio, pela recepção, pelo acolhimento. É um prazer muito grande estar aqui no teu podcast, que tem uma audiência muito grande. Sabe que há exatamente um ano, Renato, a gente participou junto de um podcast lá na Smart City. Exatamente. Você falou sobre a vinicola alcare e outras coisas, mas outros empreendimentos.
Lá eu participei com uma iniciativa privada, fazendo o trabalho da nossa região metropolitana. E daqui a alguns dias tem a Smart City de novo, você está convidado lá, a gente está coordenando a região metropolitana lá dentro. Antes da gente entrar nos temas que a gente vai discutir aqui, eu queria saber como que o Renato se apresenta para quem não te conhece. Eu sou um cidadão.
Paranaense, um caboclinho de Pitanga, que me elegi deputado estadual em 86, pelo MDB. Nunca saí do MDB até hoje, depois me religi mais duas vezes, fiquei como deputado de 87 até 99.
Aí não me candidatei mais a cargo nenhum e em 2002 assumi a presidência do MDB estadual.
Em 2006. Em 2003, eu fui assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano Antiga, a SEDU, quando o governador Requião assumiu o governo do estado do Paraná. Ficamos até 2005. Em 2006, eu assumi o diretório do MDB estadual.
E acompanho o governador Ratinho na vida pública desde 2002, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez. E eu... Menino ainda, né? Menino e eu, em 2003, eu virei secretário de Estado. Eu acho que ele tinha 22 anos quando se elegeu. É, ele tinha 22 anos naquela época.
E foi uma coincidência porque em 86, quando eu fui candidato a primeira vez, o pai dele, o Ratinho...
Eu precisava fazer, na época, 5 mil votos em Curitiba, porque eu vinha da minha região de Pitanga, que era uma região pequena, eu sabia que eu vinha de lá com uns 14, 15 mil votos. E para me eleger deputado naquela época, eu precisava de 20. Então eu precisava de 5 mil votos em Curitiba. Como fui estudante aqui, fiz a faculdade de Direito, tinha algumas atividades comerciais também em Curitiba, eu montei um esquema para fazer 5 mil votos aqui naquela época.
e o Ratinho Pai foi um dos grandes colaboradores que eu tive naquela campanha ele trabalhava no programa Porta de Esperança do Carlos Simões na Praça Barbosa no Teatro de Bolso ele trabalhava das 6 às 9 da manhã e ele disse se você me ajudar aí com o almoço e me der mais uns trocados eu vou te ajudar a você fazer o 5 mil votos em Curitiba e eu fiz o 5 mil em Curitiba, fiz 19 mil 800 votos naquela eleição e eu vou te ajudar
Fiquei de primeiro suplente, assumi sete meses depois, quando o Nestor Batista foi para o Tribunal de Contas. Então, a minha vida sempre foi essa. Em 1998, eu dei um título de cidadão honorário do Paraná.
pro Ratinho Pai. Olha que legal. É minha história. Sim, que legal. E eu lembro agora, esses dias teve um encontro de ex-vereadores aqui em Curitiba, tem uma turma que se reúne lá e o Iris Simões estava lá, lembrando um pouco daquela história da Praça Rua Barbosa, que aquilo lá foi, marcou uma época, né?
A rádio difusora 590, acho que era deles, né? Isso mesmo. Carlos Simões e... Iris Simões. Iris Simões. E o Ratinho começou a vida dele no rádio aqui, lá com o Carlos Simões, depois que ele foi para a televisão, né? Claro. Então, a gente pode dizer que você entrou na política em 86? 86 foi candidato a primeira vez. Primeira vez.
mudou nesses quase 40 anos aí? O que você percebe? Isso melhorou ou mudou? É muito diferente do que era no passado. Eu acho o seguinte, que a vida pública ela é instigante, vamos dizer assim.
O que o Paraná teve ao longo desses anos, que a gente pode dizer, com raras exceções, nós tivemos grandes governantes, grandes governantes, tivemos parlamentares também muito expressivos, notáveis. O Paraná sempre teve sorte das pessoas que o governam. Então foi um Estado que durante, pelo menos nessa época toda que eu tenho tempo de vida pública, a gente percebe que é um Estado que foi bem cuidado pelos seus governantes, o que é muito importante.
e que cada um que veio trouxe uma linha de desenvolvimento. Enquanto os uns buscavam mais o social...
outros buscavam mais agricultura, outros buscavam mais a industrialização. E o governador Ratinho Júnior, que é o último, ele veio com a inovação, quer dizer, se apropriando de todas essas matérias-primas da agricultura, do social, da indústria, e transformando na inovação. Isso ajudou muito o Paraná, tanto é que nós estamos vendo o resultado hoje. Cada um desses governadores, desses homens públicos, deixaram a sua marca.
naquele período, talvez hoje não se adaptariam e não fariam tanto sucesso, porque como você falou, a régua do Ratinho Júnior subiu muito.
Exatamente. Mas são marcas, porque quando você pensa em José Richa, por exemplo, você pensa na agricultura desenvolvida na época até pelos Mardias, as micro-bacias que mudaram a conotação do estado do Paraná em termos de desenvolvimento, mudanças de cultura e tudo mais. Aí você pega, por exemplo, o Jaime Lernin, que trouxe a parte de industrialização e de inovação em termos de arquitetura e por aí afora.
O Requião, muito na área social, trabalhou muito na questão social, na área da saúde e na área da educação. E o Ratinho Júnior...
Pegou praticamente, quer dizer, pegou um pouco de cada um deles e botou uma equipe de primeira linha, equipe de ponta, o entusiasmo de um jovem com a inovação, a criação e o Estado do Paraná deu um salto, tendo junto com ele, não podemos esquecer, a experiência de um darcipiano, que é o vice-governador. Então, a experiência do mais idoso com o arrojo do jovem.
buscando o desenvolvimento, deu nesse resultado positivo que nós estamos vendo. Essa experiência do setor produtivo, que o Darcy Piana traz, é fantástica. E os segmentos também que ele tem, da flamação, de mão de obra e tudo mais, SESC, Senar, FEComércio, e a experiência de vida que ele tem também. É muito importante os segmentos também de desenvolvimento do Estado, todos os segmentos ele tem uma parcela de contribuição.
Bem, a sua Secretaria é Relações Institucionais. Trata exatamente com essas instituições, né? É, a nossa função é esse relacionamento com órgãos do governo federal, do governo estadual, com instituições de todos os setores. E é onde a gente atua, circula no dia a dia e vai contribuindo, né?
para o desenvolvimento da gestão do governo do Estado. Agora, uma coisa que você falou aqui, que não é comum nos dias de hoje, você ter uma história tão longa em um único partido.
o Carbone veio aqui esses dias também, todo orgulhoso, eu sou MDB desde criancinha, nunca mudei de partido, a sua história é assim também. É, nós temos o Pessute, é um também assim, eu também nunca mudei de partido, o Carbone nunca mudou, então o MDB tem uma história, no Paraná o MDB tem hoje ainda 160 mil filiados. É lógico que com essas mudanças, esse pluripartidarismo que nós tivemos no Brasil,
muita gente deixou de atuar ou de repente migrou para algum outro lado. Mas é fundamental você se definir, o teu alinhamento com a ideologia daquele partido. Eu, por exemplo, por que eu fiquei no MDB? Porque é um partido da social democracia e eu me considero um social democrata.
Então, isso é que leva todas as ações do nosso partido a dizer, nós não somos radicais, nem de esquerda, nem de direita. Temos tendência, muitas vezes, em ações de esquerda, quando é para o interesse maior da população, sim. Temos tendência para a direita.
Numa questão de um desenvolvimento, de uma inovação, vamos nessa também. Então, a gente trabalha dentro dessa social democracia, que é o melhor para a população. É a linha ideológica do meu partido. Eu acho que é fundamental você ter esse bom senso político, até porque o radicalismo não ajuda em nada. O radicalismo é nocivo na maioria das vezes, porque aquilo se torna quase que um fanatismo.
E aí é ruim porque você age muito com a emoção e deixa de agir com a razão. E na vida pública é muito importante o cidadão agir com a razão. Essa é uma das grandes virtudes que nós temos no nosso governador Retinho Júnior. E eu tenho observado isso também num jovem que nós temos aqui na Prefeitura de Curitiba, que é o Eduardo Pimentel.
Ele recua às vezes, ele demora para tomar uma decisão, porque ele busca agir com a razão, consulta. Então, isso é importante para um homem público que quer o bem da sua população e o desenvolvimento do seu estado, do seu município. Ainda mais em dias de efervescência das redes sociais. Às vezes, uma decisão errada ali já pode atrapalhar tudo. Você tem razão, tem que...
Pensar com a razão, né? Trabalhar com a razão. É uma palavra, às vezes, pode botar tudo a perder. A gente mesmo que tem uma experiência, esse dia mesmo eu fiz um comentário sobre uma situação e, de repente, aquilo vira contra você, porque você, às vezes, é mal interpretado ou é usado isso aí pela má fé daqueles que não compactuam com seus princípios e as suas ideias. Isso acontece.
Muito bem, vamos falar do Renato Adoro, empreendedor. Essa é uma vertente sua também, né?
Eu sempre defendi o desenvolvimento, quando fui deputado eu trabalhei com a nossa região lá do centro do Paraná, buscando o desenvolvimento da região, criei dois municípios na época, Mato Rico e Boa Ventura de São Roque, ajudamos muito na criação de animais de pequeno e médio porte, não estímulo a agricultura e tal. Eu sempre entendi que o pequeno produtor devia ser cada vez mais valorizado.
E aí, quando nós assumimos o governo do estado do Paraná, eu tinha iniciado já em 2000, junto com os colegas do Rio Grande do Sul, um projeto de uma vinicultura aqui próximo, nos pés da Serra do Mar, que nós tínhamos uma área lá da empresa e tal, e nós iniciamos isso. Por quê? Eu viajava muito para o exterior.
quando eu tinha a empresa, e via para a Europa, Estados Unidos, para a América do Sul, e eu via, visitava muitas vinícolas, eu via que muitos pequenos produtores rurais tinham uma qualidade de vida excepcional numa pequena área de terra, plantando uvas e tendo suas vinificações. E aí eu trouxemos com os colegas do Rio Grande do Sul, o sócio que nós temos, Anderson Schmidt e o Marcos Vian,
e também o agrônomo Pedro Galina. Na época, o Enio Perim, que era um arquiteto, também nos ajudou, e o meu irmão, nós montamos em São José uma pequena propriedade de produção de uvas viníferas, mudas vindas da França, e elaboração de vinhos finos. E atrás disso já veio restaurante, já veio o sistema de hospedagem, de trilhas, enfim, então criou um enoturismo aqui aos pés da Serra do Mar.
E a ideia nossa, nós pegamos também parceiros de produção de Guarapuava, Inácio Martins, Reserva do Iguaçu, de Pitanga. E aquilo deu um mote onde nós, na época, após as demais vinícolas aqui, criarmos a Vinopar, que é uma instituição destinada a congregar os produtores de vinhos finos.
Nós sugerimos, e o nosso vice-governador Piana e o governador Ratinho Júnior gostaram da ideia, o secretário Ortigara e o diretor do IDR, Natalino, compraram a ideia também e foi criado o programa Revites em 2019.
que agora esse dia foi feito aqui no Memorial, já a rota do vinho. Hoje mais de 150 municípios no Paraná estão implantando, resgatando a cultura da uva e do vinho do suco no estado do Paraná. Esse mercado tem se renovado a cada dia.
E tem avançado, né? A gente vê grandes vinícolas aqui ganhando não só o Brasil, mas prêmios internacionais. Claro, a vinícola araucária é um exemplo, mas a franco-italiano, a justina ali da vinícola fardo... Nós temos a franco-italiano, que já tem quase 30 anos, é uma vinícola já com uma certa idade, e tem um xenólogo, pessoal, família da franco-italiano, são...
muito dedicado. É o pai, é o seu tio seu, é o Fernando, é o irmão dele também, o Juliano, a mãe deles, todos são envolvidos e têm uma paixão. Do outro, da Avenida que foi uma italiana, já teve prêmios, inclusive tiveram prêmios internacionais. A dona Justina Fardo e a seu Ambrósio, o marido dela.
eles têm um trabalho maravilhoso ali em quatro barros. Então o Fernando está aqui em Colombo, ela está em quatro barros. A Iluíze, lá em Campo Largo, a vinícola Legado, também tem um trabalho muito bom. O Zan Lourense é o maior, mas ele trabalha em uma escala bem maior, dando intensificação ao suco de uva. Hoje está entre as cinco maiores vinícolas do Brasil e agora ele está fazendo um grande investimento na região de Petrolina, Juazeiro, lá no Ceará.
Tem uma que é em Porto Amazonas também. E aí nós temos também aqui em Piracuara, tem um ali em Portugal com a Cave Gaze. E temos o Constantini, que também tem nessa região aqui de Balsanova, Porto Amazonas. E tem também o outro pessoal do... Como é que é o nome que ele quer, do Paranabanco?
O Maluceri. O Maluceri. São parentes, mas é o Maluceri que tem uma vinícola ali também. Enfim, está surgindo. Temos lá em Odezen, lá em Toledo. Olha que legal. Tem a Gazê em Mariópolis. Todos esses são vinhos finos. Vinhos premiados. Tudo vinho fino premiado. Porque é uma diferença também na questão do vinho colonial, que é bacana, tem mercado, é o vinho mais barato.
Mas essas vinícolas que trabalham com o vinho fino é um outro tipo de mercado, né? É, temos bituruna também. Bituruna. Até o presidente hoje da Vinho do Par é de bituruna, né? Então, está havendo um crescimento muito grande. E o governo do estado do Paraná, depois de 50 anos...
resolveu investir e apoiar nesses pequenos produtores e está tendo uma resposta fantástica. Outro grande avanço do governo atendendo o pequeno produtor dentro dessa área. E o público que consome esse produto, seja no enoturismo como um todo, a questão da hospedagem, a questão de só ir lá e almoçar no restaurante, fazer o passeio nas vinícolas, ele é muito específico, é um nicho.
É diferente de quem vai, por exemplo, fazer uma trilha ou fazer... Enfim, tem gente que gosta de vinícolas em vinícolas, na verdade. É, a maior indústria do mundo hoje, você sabe, né, Márcio? É o turismo. Claro. É inegável. Você vê quantos... O Curitiba recebeu ano passado, parece que 8 milhões de turistas. 8 milhões. Está se tornando uma cidade de turismo de negócio também.
Então, Curitiba está se notabilizando com isso. Todo mundo quer vir para Curitiba. Como que ir à Foz do Iguaçu? Eu estou estimulando Guarapuava ser também um centro de enoturismo para que o cidadão que vai daqui à Foz, que tenha um ponto de parada no meio do caminho. Então, e as cidades do interior que o IDR está desenvolvendo com esses pequenos produtores, eles estão estimulando, dando incentivo, manutenção, fornecendo mudas, dando orientação técnica.
As cidades estão criando. O cidadão faz a geleia, faz a cuca, faz o suco, faz a festa, faz o colipag. Aí é um momento da cidade, além de vender o produto também para os mercados da sua cidade, cidade vizinha. Então, está se tornando um nicho muito interessante. Lembra a velha Itália.
Mais ou menos isso, onde os pequenos produtores começaram a atuar e desenvolver e a Itália foi crescendo também e hoje recebe milhões e milhões de turistas do mundo inteiro. Muito legal. O que eu percebo é que os empreendedores do turismo aqui, principalmente na região metropolitana onde eu tenho trabalhado e visitado, eles estão interessados em se capacitar.
vender melhor pelas redes sociais, levar às vezes um influencer, ter mais produtos na sua gôndola, como você falou, alguns derivados, essas coisas todas. Mas eu tenho uma pergunta bem específica aqui, você que é um homem que conhece bem o Paraná, é da região metropolitana, tem essa empresa na região metropolitana, o que fazer para melhorar o Vale do Ribeira?
O Álvaro de Ribeira tem, eu já até tentei linkar a produção deles, que eles trabalham, que é muito boa o clima, o solo, para a produção de cítrico. Eu tentei até linkar com uma das maiores indústrias de suco do Brasil, que é a Zanorense, até para implantar um sistema, uma unidade de produção lá.
E para que tivesse o suco, viesse pasteurizado já para cá. Acho que o Seu Azul e o Dr. Ulisse são os mais produtores. O grande problema ali, no meu entendimento, era a questão do acesso.
que o governador Ratinho está resgatando. Eu acredito que com essas estradas, com esses acessos, porque além de ser a região meio montanhosa, com courovas e tal, era muito complicado. A estrada de terra, a Rota da Princesa lá é muito complicado. Então, eu acho que o primeiro ponto para desenvolver o turismo ali é a questão do acesso pelo asfalto. Fazendo isso, eu acredito que tudo vai se abrir naquela região.
Porque é uma região maravilhosa. Lá na Barra do Túro, você vai naqueles rios, lá você pega peixes maravilhosos. É como se estivesse em uma região nativa da Amazônia.
Então, a produção se perde nas pequenas propriedades, porque aquilo nasce, o cítrico, a tangerina, a polcão dele, que é a parte deles lá, a própria laranja, a lima, o limão. Então, eu acho que tinha que incentivar mais na vocação da região, levando essas indústrias. Mas se você não tiver um acesso, pode verificar onde as indústrias se instalam.
onde tem acesso fácil para poder escoar sua produção para onde? Para o porto ou para outros centros. E ali não, ali é um beco que você não consegue sair. É verdade. Dá uma chuva, dá um problema, você tem dificuldade. Dá um acidente e parou tudo. Lá naquela região, eu tive lá há algum tempo atrás, doutor Ulisses, a gente tinha lá ainda 44 quilômetros de estrada de chão, mas o governador já autorizou 12, já estão quase, já está caminhando. Vai sair.
E tem previsão para mais. E você começava aqui, você saiu para o Rio Branco do Sul, você também tinha, então foi abrindo, foi fazendo. Então, o Brasil, Márcio, na minha opinião, tanto o prefeito quanto o governador e principalmente a presidência da República, o Brasil precisa de infraestrutura. Você criou infraestrutura em qualquer região, você promove o desenvolvimento automático.
Porque aí a iniciativa privada vem atrás. Porque qual é uma indústria grande que não quer um setor que já está implantado um sistema cítrico? Agora, como é que ele vai botar seu caminhão? Como é que ele vai botar num lugar que não tem acesso? E o governador Ratinho Júnior está prestando um grande serviço no estado do Paraná e temos que elogiar também aqui o secretário Sandro Alex, da infraestrutura.
que é um desbravador, até eu chamava, digo você, é arrojador demais, rapaz. Mas ele, com o arrojo dele, conseguiu ultrapassar barreiras, e isso tem que ser reconhecido. Assim como o Márcio Nunes, na Sedeste, abriu um leque grande na questão ambiental que ajudou muito a implantação de muitas indústrias. Então, essas coisas têm que ir somando, e a infraestrutura...
E para mim é o básico de tudo e o governador soube fazer. Inclusive um outro trecho ali importante é a duplicação de Itamandaré até Rio Branco do Sul, que já foi aprovada também, teve o lançamento lá. Acho que vai ser um grande avanço para descoamento de produção de calcário, principalmente. É, mas é toda uma região, né? É o conjunto, né? Se você pegar a região lá de...
Bocaiúva de Rio Branco, de Almirante Tamadaré, doutor Ulisses e toda essa região ali é uma coisa só. É uma região que ficou meio que esquecida ao longo dos anos. A nossa região central do Paraná era a mesma coisa. Esse governo do Ratinho Júnior foi uma bênção para nós lá. Então eram alguns nichos. Eu, quando fui secretário de desenvolvimento urbano...
Nós fizemos um estudo do Paraná, eu tenho até hoje, e as regiões deprimidas que eu tinha, a região mais deprimida que nós tínhamos é a região do Vale da Ribeira. Por quê? Faltava infraestrutura.
Então agora eu acho que vai ter um grande avanço a partir da conclusão dessas obras. E tem uma coisa que você falou que eu acho muito interessante, que é identificar o potencial do município. A gente vê, por exemplo, a Rota da Princesa tem mais de 300 curvas, e ela é um atrativo turístico. Ela é um atrativo, motociclistas, o pessoal que gosta de passear final de semana.
Você sabe que tem um exemplo bem importante que passou por um processo de evolução no turismo, que é a região de Urubici. Exatamente. Que eles tinham aquela... Serra da Canaça. Serra da Canaça. Serra da... Poxa, esqueci o nome lá. Do Rio do Rastro. Do Rio do Rastro. Serra do Rio do Rastro. Serra do Corvo Branco. E eles tinham essa dificuldade. E aí eles entenderam que lá o turismo rural, esse turismo de glamping, de...
de pousada, de chalés, seria a solução e deu certo. E agora está implementando vinícolas. Vinícolas também. Então é isso que eu queria tocar nesse assunto, porque eu acho que é importante a gente pegar alguns exemplos de fora. Quando você vai para fora do país, na própria Itália, tem regiões lá com acesso dificílimo.
mas que se transformou num potencial de turismo extraordinário. É gente que paga caro para essa dificuldade. Exatamente, porque você tem público para tudo isso. Eu acho que você está correto. Primeiro, tem que ver a vocação de cada região.
integrar isso num projeto de desenvolvimento que as coisas acontecem. Mas se você não criar o acesso à maneira das pessoas chegarem com uma certa facilidade, isso tudo dificulta, porque até os imóveis, nessa região da Ribeira, o preço dos imóveis é muito baixo.
Aí o que acontece? Você criou uma infraestrutura, deu acesso, começou a ir à internet, começou a atender direitinho, isso automaticamente dobra de preço e tal, e a própria comunidade vai melhorando de vida, né? Porque eles veem que o trabalho deles, a propriedade deles está valorizando mais e enriquece todo mundo, né?
Muito bem, a gente está caminhando para o final, eu queria saber o que você imagina para 2026 agora, eu sei que está desde 1986 na política, o que você imagina agora, acompanhando o Ratinho Júnior, essa possibilidade de uma disputa nacional, enfim, governo do Estado? O governo do Estado, eu acho que, a minha opinião, é que tem que haver bom senso, os parceiros, os colegas do governo, e se unirem.
em torno de um nome viável para dar continuidade ao grande trabalho que o governador Ratinho Júnior e o vice Piana fizeram até agora. Pela lei natural, quem deveria assumir, vai assumir o governo agora, em abril, é o nosso vice Piana, mas ele já declinou.
Eu achei até um ato de grandeza dele. Declinou da intenção de disputar o governo, ele poderia disputar uma reeleição, vamos dizer assim, devido à sua idade, perdeu também a esposa o ano passado. Então, nós temos que respeitar a decisão desse grande homem da Chipiana. Ele deve concluir o governo do Ratinho Júnior.
com muita dignidade e ele não será candidato. Ele seria o natural. Então, o que nós não podemos, o que a população tem que entender, é que nós não podemos perder esse movimento, esse grande desenvolvimento que o Paraná vive hoje. Então, a equipe, o grupo que está trabalhando muito bem, na minha opinião, deve continuar e a população tem que botar a mão na consciência e entender isso.
Um time, quando está ganhando, não se deve mexer. Você pode trocar uma peça, outra, mas a linha de raciocínio ideológico, desenvolvimentista, socioeconômico e social também, que é implementado no governo atual, não pode mudar de rumo. Então, eu acho que esse grupo deve continuar. Quanto à presidência da República, o governador Retinjúnio tem 45 anos agora. Terá quase 45 anos. Para que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que que
Ele tem pretensões de levar esse modelo do Paraná para o Brasil, que deu certo aqui. Se deu certo aqui, vai dar certo no Brasil. E ele, na minha opinião, ele deve disputar a presidência da República com uma terceira via.
deixando o radicalismo de lado, de um lado o bolsonarismo, do outro lado o lulismo, vamos dizer assim, nada contra nenhum dos dois, mas apresentando ao país uma proposta, uma alternativa de uma terceira via com projetos, com planejamento, com programas e não com discussão ideológica.
defendendo o que eu quero para o Brasil e o que eu fiz no Paraná que deu certo e que pode ser aplicado no Brasil. Então, na área da educação, na área da agricultura, na área da industrialização, na área da infraestrutura e por aí afora, na área da saúde, então, na área habitacional, então, eu acho que o Ratinho Júnior, apresentando sua proposta agora como uma terceira via.
tendo um partido forte, que ele tem o PSD. Há uma conversa da união também, que o MDB já disse que não segue na linha do Lula, que ele vai ser um partido independente. Pode haver a união do MDB e PSD, dois partidos fortes. MDB e PSD hoje têm juntos. MDB tem quase 900 municípios no Brasil, o PSD tem 900 e tanta, quase...
2 mil municípios do Brasil, que é 40% do número de municípios no país. Então, esses dois partidos unidos, nessa linha de centro de desenvolvimento, eu acredito que pode ser uma grande opção para uma terceira via no país.
Se vai ganhar ou não, é outra história. Se for para o segundo turno, eu não tenho dúvida que serão agraciados e nós teremos o Ratinho Júnior presidente do Brasil. Na hipótese de ele não conseguir, não se eleger neste mandato, ele será o grande nome.
que vai trabalhar o Brasil mais quatro anos, em 2030, ele com 49 anos, será o presidente do nosso país. Ele tem tempo, ele tem paciência, ele tem disposição, ele tem esse desejo, como ele quis ser governador do estado do Paraná. Tem articulação. Mas como ele é um homem de muita sorte...
Tudo pode acontecer e nós poderemos ter no final deste ano o presidente da República Paranense. O primeiro. O primeiro na história do nosso país. Sensacional. Renato, muito obrigado por aceitar o nosso convite, abrir espaço na agenda e dividir com a gente um pouco da sua experiência. Obrigado, Márcio. Eu agradeço. Parabenizo vocês pelo trabalho que se desenvolve.
E você também, que é um homem público, você não pode sair da vida pública, nós queremos você continuando a ajudar esse nosso estado do Paraná. Muito obrigado. Muito bem, muito bem. Esse Renato Adur, ele... Aí, ó. Valeu. Nosso empreendedor do setor de vinhos e tantos outros empreendimentos. Vamos fazer uma visita na Avenida? Vamos. Vamos, marca um dia para ir almoçar com a gente. Vamos, com certeza. Obrigada.
É, Débora. Débora coordena para nós. Vamos lá conhecer a vinícola e falar mais sobre os vinhos aqui da nossa região metropolitana. Também superintendente de relações institucionais do governo do estado do Paraná. E esse foi o Metrópole de hoje. Até a próxima.
Vinícola Araucária
Vinhos