Episódios de Refletindo sem pressa

#19 - Conselhos que eu gostaria de ter recebido aos 22

02 de junho de 202630min
0:00 / 30:59

Um compilado de aprendizados que tive no último ano.

Nesse episódio especial de aniversário, compartilho os conselhos que eu gostaria de ter recebido no meu último aniversário.

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Referências:

Participantes neste episódio1
R

Raíssa

Host
Assuntos15
  • Organização emocionalInteligência emocional · Lidar com inseguranças e medos · Diálogos mentais gentis · Brené Brown
  • Relacao com tempoValor das relações · Arrependimentos comuns em fim de vida · Demonstrar afeto
  • Superando obstáculos internos e externosAutossabotagem · Coragem e fé para buscar o melhor · Clarice Lispector
  • Vontade como primeiro passoSuperar o medo de errar · Ajustar no caminho · Refletindo Sem Pressa
  • Rotina diária e obrigaçõesRegistro diário de eventos · Identificar gatilhos e pontos de melhoria · Reconhecer gentileza e vitórias
  • Aniversário e FamíliaComemoração de aniversário · Novo ciclo pessoal · Ano pessoal na numerologia
  • Ser você mesmoAutenticidade · Medo do julgamento alheio · Lealdade consigo mesma
  • Ser enraizada, não emocionadaConexão com emoções · Evitar sentimentos ruins · Atlas do Coração
  • Paciência e ConsistênciaConstância em prol dos objetivos · Lidar com ansiedade e impaciência · O tempo certo das coisas
  • Música e Gostos PessoaisInfluência da música no humor · Playlist de músicas felizes · Músicas que elevam o astral
  • Sucesso e RealizaçãoAceitar a mudança · Valorizar o presente · Momentos únicos
  • Propósito nas ConquistasCelebrar pequenas vitórias · Reforço positivo · Intenção na comemoração
  • Sincronicidade e intuição pessoalSinais do corpo · Diferença entre intuição e paranoia · Conexão consigo mesma
  • Armadilha de querer menosAutoconhecimento e clareza · Impor limites · Negociar o inegociável
  • Coração novoNovos hobbies e lugares · Exercício de autoconhecimento · Desenvolvimento emocional
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Voz A:Oi, de 0 a 10, o quanto você gosta de comemorar o seu aniversário? Por aqui a resposta é 20, 30, 40, 100 de 10. Eu fico muito empolgada com o meu aniversário. Quando entra janeiro, eu já começo a fazer a contagem regressiva porque eu sei que faltam 6 meses exatos para o meu aniversário. E em comemoração ao meu aniversário, esse é um episódio especial de aniversário. Inclusive, se você estiver escutando esse episódio na terça-feira, dia 2 de junho, pode ir nos comentários ou no Instagram fã do Refletindo Sem Pressa me desejar parabéns. Não precisa, mas eu vou ficar muito feliz se vocês mandarem mensagens. Gente, eu não sei qual é a relação de vocês com aniversários. A maioria das pessoas que eu conheço não gosta de comemorar por conta da idade ou não liga tanto assim, mas para mim é o melhor dia do ano. Eu fico empolgadíssima. Como meu aniversário cai bem no meio do ano, fechando o primeiro semestre e iniciando o segundo, aniversários para mim representam um grande novo ciclo pessoal. É sempre um momento que eu renovo as minhas energias, eu revejo os meus planos, eu penso na minha vida como um todo. É realmente para mim um grande marco pessoal e é a celebração da minha vida, então eu fico muito feliz, muito empolgada. Então no episódio de hoje eu vou dar 15 conselhos que eu gostaria de ter escutado no meu aniversário do ano passado. São aprendizados, práticas, conselhos mesmo que eu acredito que teriam ajudado muito a Raíssa de um ano atrás. São aprendizados que eu levo para esse meu novo ciclo que tá começando agora e que eu espero que ajude vocês também no ciclo que vocês estiverem vivendo. Inclusive, deem uma olhada em qual é o ano pessoal de vocês. Na numerologia tem a divisão dos anos gerais, né? Então, por exemplo, 2025 foi um ano 9, 2026 é ano 1. Mas cada pessoa tem o seu próprio ano pessoal de acordo com a data de nascimento. E o meu é ano 1. Então, novas coisas, novos caminhos se abrindo. Novos aprendizados, estou empolgadíssima. Mas enfim, sem mais delongas, o primeiro conselho é: não seja a pessoa que te impede de viver coisas melhores. Tem uma frase da Clarice Lispector no livro Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres que me marcou muito quando eu li o ano passado, já citei ela aqui no podcast, que é: existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma. Essa frase Ela ressoou muito em mim no ano passado. E em alguns momentos, quando eu tive que tomar certas decisões, escolher quais caminhos eu queria seguir, eu lembrava dessa frase e eu ficava pensando: "Eu não quero ser a pessoa que me impede de viver coisas melhores. Eu não quero ser o obstáculo no meu caminho." E nem você deveria. Então não seja a pessoa que te impede de viver coisas melhores. Não seja a pessoa que te impede de viver a vida que você deseja ter, que te puxa para trás, que te critica, que te rebaixa, que te diminui. Ter a coragem e fé de querer coisas melhores. Você pode querer coisas melhores, você deve ir atrás dessas coisas e você deve se permitir vivê-las sem ser uma pedra no seu caminho. Gente, geralmente a maior trava nas nossas vidas é simplesmente nós mesmos. Então o primeiro conselho que eu quero te dar para qualquer momento que você estiver vivendo, para qualquer decisão difícil que você for tomar, para qualquer situação da sua vida, é: não seja o maior obstáculo na sua vida, não seja Pessoa que te impede. Só não seja essa pessoa. Os próximos conselhos vão amarrar essa ideia e vão te dar o caminho para você não ser o maior obstáculo na sua vida. Mas eu já queria começar com esse conselho. Fica aí com essa frase como mantra mesmo. Segundo conselho: confie na sua intuição. Confie no que seu corpo tá te dizendo. Às vezes você já tem uma resposta para uma pergunta que você vem se fazendo e você tá remoendo por medo de encarar a verdade, ou você tá com receio de ser só impressão ou coisa da sua cabeça. Mas se Permita sentir e confiar no que você sente. Gente, o nosso corpo fala muito antes da nossa mente consciente perceber o que tá acontecendo. Isso é neurologia, é psicologia, é ciência. O nosso inconsciente, o nosso corpo percebe muito antes da gente as coisas que estão acontecendo ao nosso redor. Sabe quando você entra num lugar e aí os seus ombros já pesam, você se retrai? Ou quando você tá na rua e de repente seu corpo começa a gritar perigo, perigo, perigo, e aí quase que você é assaltada, alguma coisa assim? Então escute de verdade o o que o corpo tá te falando, o que você tá sentindo, a sua intuição mesmo. Você já tem a maior parte das respostas que você vem pedindo, você só precisa confiar em você. Dificilmente a nossa intuição nos leva para o caminho errado. Mas cuidado com uma coisa: nem tudo é intuição, às vezes é só paranoia. E eu acho que a melhor maneira para diferenciar intuição de paranoia é a forma como vem o pensamento. A intuição, gente, nunca vai vir como uma pergunta. Ela nunca vai vir como um questionamento ou como uma frase baseada no medo, na insegurança, em alguma frustração. Toda vez que a nossa intuição fala, ela aparece como frases calmas e simples. É sempre uma voz muito sutil e que exige que você esteja muito presente e conectada consigo mesma. Se você não tem nenhum ritual de conexão consigo mesma, se você tá vivendo no piloto automático, se você tá passando por uma situação de muito stress, de muito abalo emocional, dificilmente a sua intuição vai aparecer. Intuição Intuição só aparece quando a gente tá muito centrado, muito conectado consigo mesmo, muito presente e consciente da nossa própria vida. Então esteja muito conectada consigo mesma e atenta para perceber essa diferença, mas sempre confie no que você tá sentindo e na sua intuição. Terceiro conselho, e talvez um dos mais importantes: comece, apenas comece. Sabe aquele projeto, aquele sonho, aquele hobby que tá engavetado, que você sempre pensa mas você nunca coloca em prática porque você não se sente pronto o suficiente, porque você tem medo de errar, porque se você acha que não é o momento ainda, apenas comece. Não existe se sentir pronta. Estar pronta é um sentimento que você sente quando você se coloca no caminho, enquanto você se movimenta, e não antes de você se movimentar. Então você não precisa ter tudo 100% pronto, 100% perfeitinho para poder começar. As condições não precisam ser as mais ideais e perfeitas para você tirar os seus sonhos, as suas vontades do papel. Comece com o que você tem e vá ajustando no caminho. Você vai errar de qualquer forma, tá tudo bem. Conforme você for errando, você vai aprendendo e vai ficando cada vez mais pronta para isso que você quer viver. Não tem como você finalizar uma maratona se você não começar a correr. Então, gente, não deixe o medo de errar, de ser julgada, de ser vista errando, ou até o medo de dar errado te impedirem de começar. Só comece, as coisas vão fluindo no caminho. Esse conselho inclusive foi o que me motivou no ano passado a começar o Refletindo Sem Pressa, porque eu sempre tinha uma desculpa para não começar. E que bom Comecei porque eu tô aqui hoje falando com vocês, ajudando uma galera que sempre me manda mensagem, cometendo muitos erros, sim, tropeçando várias vezes, sim, com muitas coisas a melhorar também, mas muito feliz e realizada de ter tirado esse projeto do papel. Quarto conselho: saiba muito bem o que você quer e o que você não quer para sua vida e não se contente com menos. Minha amiga, meu amigo, por favor, se conheça, se faça perguntas, anote, fale em voz alta, mas tenha muito claro na sua cabeça o que você quer e o que você não quer. Tá Tá tudo bem você se sentir perdida, tá tudo bem você não ter todas as respostas. Nós não temos como ter certeza de tudo, nós não temos como saber como a nossa vida vai ser, se isso que a gente quer vai acontecer, se isso que a gente não quer não vai acontecer. Mas ter essa clareza vai facilitar muito a sua vida. Sabe por quê? Porque quando a gente toma certas decisões tendo clareza do que a gente quer e do que a gente não quer, a gente se sente muito mais em E aí é muito mais fácil tomar essas decisões. Então ter essa clareza vai facilitar que você imponha seus limites, vai evitar que você negocie coisas que são inegociáveis para você, vai evitar que você fique em situações que não te cabem, que são desconfortáveis, vai te ajudar a saber o que você precisa fazer no dia a dia para chegar nos seus objetivos, na vida que você quer, e por aí vai. Saber disso vai te aproximar da vida que você quer ter, ou no mínimo vai te afastar da vida que você não quer ter. Mas se você sabe o que você quer que você não quer, não se contente com nada diferente disso. Não é porque uma situação te foi dada, não é porque você se meteu em um determinado ambiente que você precisa continuar nela. E aí, se conectando a isso, quinta dica: desenvolva o seu emocional. Gente, sabe qual é uma das principais razões para a gente ser o maior obstáculo na nossa própria vida? Um emocional fraco e imaturo. É a nossa falta de jeito para lidar com as nossas inseguranças, com os nossos medos e anseios que nos faz parar. É a nossa falta de percepção reflexão sobre as nossas qualidades, sobre as coisas que somos naturalmente boas, as nossas fortalezas, que nos impede de continuarmos ou de começarmos a nos movimentar. O emocional desequilibrado, gente, é uma das principais causas de ansiedade, de insegurança, de procrastinação, de falta de reconhecimento no trabalho, de problemas nos nossos relacionamentos, de sonhos engavetados, da falta de clareza, da dificuldade de impor limites ou dizer não, de Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo volta para o nosso emocional. Então desenvolva a sua inteligência emocional. Tem gente que é muito inteligente para tudo na vida, menos para lidar consigo mesma. A mãe de uma amiga minha vivia dizendo para gente assim: para de ser burra emocionalmente. Às vezes nós somos inteligentes racionalmente, intelectualmente, mas emocionalmente somos umas grandes tapadas. Então essa dica, gente, é para a gente deixar de ser burra emocionalmente. É sobre entender e trabalhar a forma como nós reagimos a problemas, a a como interpretamos críticas, a como nos sentimos quando alguém nos desagrada, como lidamos com as coisas quando elas não dão certo, como nós conversamos com nós mesmas, se os nossos diálogos mentais estão sendo gentis ou se estão sendo muito duros. Gente, uma das coisas que eu mais aprendi no último ano é que não adianta a gente ter clareza do que a gente quer ou do que a gente não quer, não adianta a nossa intuição falar com a gente, não adianta a gente se movimentar se a gente não cuidar do nosso emocional. Sabe por quê? Porque se seu emocional não estiver em dia, você vai ser constantemente a pessoa que te puxa para trás. Você vai ver tudo sob a lente das suas inseguranças e dos seus medos, e aí vai ficar muito difícil fazer qualquer outra coisa. Então saiba quais são os seus defeitos, as suas inseguranças, os seus medos, os seus anseios, as suas sombras, as suas partes mais feias. E saiba também quais são as suas qualidades, as suas fortalezas, quais são as coisas que você faz com o pé nas costas. E trabalhe ambas as partes, expanda Melhore ainda mais o que você já é boa e reconheça, acolhe, reconstrua o que não tá indo tão bem assim, seus pontos de melhoria. E sobre expandir o que é boa, não tem como a gente transbordar as nossas qualidades se você nem reconhece onde você já chegou, o quanto você já avançou. Então a sexta dica é: comemore as suas conquistas. Eu já falo muito disso aqui no podcast, mas a Raíssa de um ano atrás não colocava isso tanto em prática, mas comemore as suas conquistas. Celebre cada pequeno passo dado, cada pequena vitória. Fale "brilhei, arrasei" sempre que você conseguir fazer uma coisa que você não conseguia fazer antes. Celebre todos os seus avanços, dos menorzinhos aos maiores. Se leve para passear quando você bater uma meta. Durma até mais tarde para comemorar todos os dias que você levantou mais cedo para ir à academia. Faça uma refeição que você já faz no dia a dia, um prato bonito, com a intenção de celebrar. O nosso cérebro, gente, ele memoriza muito mais fácil situações que carregam emoções fortes. Então toda vez que você coloca intenção e celebra, você tá criando uma memória forte de que você consegue, de que você é capaz, de que você consegue fazer ainda mais, que você consegue atingir os seus objetivos. E aí pensa, essas memórias elas vão se acumulando ao longo do tempo, certo? Então talvez até pareça bobo celebrar hoje um pequeno passinho, mas lá na frente essas memórias acumuladas vão servindo de reforço positivo para você conseguir outras coisas também. Eu adoro usar o exemplo da corrida. Toda vez que você celebra qualquer pequeno avanço na corrida, 10 metros a mais que você conseguiu correr, 10 segundos a menos que você conseguiu correr de uma mesma quilometragem, o quanto você se sentiu bem fazendo um determinado treino, quando chega o momento de você fazer uma prova ou simplesmente quando chega o próximo treino, sempre no treino, sem perceber, o seu cérebro e o seu corpo já vão te dizendo que você consegue, que você é capaz, porque você conseguiu antes. Quando você comemorou os 10 metros lá atrás no dia 1 e os 10 segundos a menos no dia 2, no dia 3 você já tem evidências de que você consegue. E aí no dia 4 você já tem 3 evidências de que você consegue. Aí você faz um treino muito melhor. E aí vem o dia 5, dia 6, dia 7, dia 8, por aí vai. Então celebre cada pequeno avanço. Ah, Raíssa, mas nem sempre dá para ficar fazendo uma grande comemoração celebrando tudo. Eu sei que não, gente, Nem sempre vai dar para ir num restaurante comer alguma coisa, ou fazer uma massagem, ou sei lá, comprar um tênis novo. Mas sempre dá para colocar intenção na comemoração. A forma como eu mais celebro as minhas pequenas vitórias no dia a dia é fazendo alguma das refeições do meu dia, meu café da manhã, minha janta, meu almoço, em um pratinho colorido que eu tenho aqui em casa e que eu deixo exclusivamente para celebrações. E aí, às vezes, a minha janta é a mesma janta de todo dia, mas eu como nesse pratinho colorido com a intenção de celebrar uma determinada vitória do meu dia. É algo simples que não me exige muito esforço nem muito raciocínio, mas que me ajuda a celebrar. Então, tem alguma prática fácil que você goste, que faça sentido para você no seu dia a dia? Comer nesse pratinho faz sentido para mim, para outras pessoas talvez não faça, mas encontre a sua forma de celebrar. O importante é celebrar as pequenas vitórias. Sétima dica: aproveite cada fase pelo que ela é. As coisas vão mudar porque a única certeza da vida é a mudança. Então pessoas vão entrar e sair da sua vida, momentos felizes vão começar e vão acabar, problemas vão surgir e vão se resolver, fases difíceis vão acontecer e vão passar. Então aproveite cada fase pelo que ela é. Talvez você nunca mais vai viver isso que você tá vivendo. Às vezes a gente fica muito concentrado nas coisas ruins da nossa vida vida, nas coisas que não vão bem, nos problemas, nas dificuldades, nos desafios. E a gente esquece de olhar para as coisas boas e que são particulares e exclusivas dessa fase que a gente tá vivendo. Às vezes você tá aí louca para mudar de cidade, não vendo a hora de sair do lugar onde você tá morando, e você se esquece de olhar para essa janela linda que tem no seu quarto, uma vista maravilhosa, e que talvez seja a última vez que você consiga tomar um café é olhando para essa vista. Talvez você nunca mais more nesse lugar com essa vista nessa estação do ano. Às vezes alguma coisa no seu trabalho não vai tão bem e aí você fica pensando: nossa, que saco, eu não aguento mais esse cliente, eu não aguento mais esses problemas, não aguento mais esse trabalho. E você esquece de curtir o seu time, as pessoas com quem você trabalha e que tornam o dia a dia muito melhor. Talvez você nunca mais trabalhe com essas pessoas, talvez daqui um tempo você nunca mais as veja. E isso para tudo, gente. Talvez nunca mais você viva esse momento que que você tava vivendo agora. Talvez você nunca mais passe por esse lugar, por esse caminho, com sol batendo dessa forma, ou com a chuva caindo pelo vidro de uma outra determinada forma. Talvez você nunca mais tome um café tão gostoso, ou nunca mais acerte no ponto do brigadeiro. Talvez você nunca mais viva isso que você tá vivendo. Então aproveite cada fase pelo que ela é, seja fácil ou difícil. E aí, atrelado a isso, sétima dica: dedique tempo e energia para pessoas que são importantes para você. Diga que ama, ligue, abrace, demonstre o que você sente e viva o tempo que você tem com essas pessoas com o coração mais aberto e amoroso possível. No fim da vida, são os momentos com as pessoas que a gente ama o que a gente mais lembra. Tem algumas pesquisas feitas em hospitais, em asilos, em que os entrevistadores perguntam para os idosos, para as pessoas que estão ali em fase terminal, seja por idade ou por alguma doença, o que elas gostariam de ter feito mais ou o que elas se arrependem. "de não ter feito em vida com o tempo que elas tinham?" E a maioria das pessoas, cerca de 90%, quase 100% das pessoas respondem que elas gostariam de ter passado mais tempo com as pessoas que elas amam. Com os filhos, com a família, com os pais, com os avós, amigos, com as pessoas que realmente são importantes. No fim da vida, as pessoas não falam que elas gostariam de ter ganhado mais dinheiro, que elas gostariam de ter viajado mais, que elas gostariam de ter trabalhado mais. Comer mais ou dormir demais. Elas falam de outras pessoas, das pessoas que eram importantes para elas. E eu não tô dizendo aqui, gente, que dinheiro não é importante, que trabalho não é importante, que viagens não são importantes. Muito pelo contrário, muitas vezes a gente precisa trabalhar para ter dinheiro, para poder viajar e ver as pessoas que a gente ama. Uma coisa acaba levando a outra. Mas o conselho que eu tô dando para vocês e para mim mesma aqui é sobre não deixar de ter em vista no dia a dia as pessoas que a gente ama. É a gente se lembrar de dedicar um pouquinho de tempo e energia para essas pessoas. Eu falei muito no último episódio sobre não dar conta de tudo, sobre a importância da gente dar 1%, sobre a gente abastecer os galõezinhos da nossa vida um pouquinho todos os dias. Então esse conselho não é sobre você largar tudo para ficar só com as pessoas que você gosta, mas é para você lembrar de mandar uma mensagem, de ligar por 5 minutinhos, abraçar muito forte quando você tiver com essas pessoas e realmente demonstrar o que você tá sentindo para para elas enquanto ainda é tempo. Porque de novo, talvez essa fase nunca mais exista, talvez essa pessoa amanhã ou depois não esteja mais aqui. E ainda, gente, sobre pessoas, a oitava dica é: permita que as pessoas te conheçam de verdade. Fale sobre você, seja sincera e honesta. Não deixe de falar, ser ou fazer coisas por medo do que as pessoas vão pensar. As pessoas vão pensar coisas de de qualquer forma, as pessoas vão se desagradar de qualquer forma, e na maior parte do tempo a maioria das pessoas nem está prestando atenção de verdade. Ainda mais nesse contexto social que a gente vive, em que tá todo mundo muito mais preocupado com a própria vida, olhando só para o próprio celular e para o próprio umbigo. Então seja quem você é, não pelos outros, mas por você. Tem uma frase que eu carrego como mantra comigo e que eu repito para mim mesma, na minha cabeça mesmo, quando eu me pego um pouco mais acanhada em alguma determinada situação ou ambiente, que é a frase: "Só seja sincera e leal consigo mesma." E aí eu fico repetindo na minha cabeça: "Só ser sincera e leal comigo mesma. Só ser sincera e leal comigo mesma. Só ser sincera e leal comigo mesma." E aí isso me ajuda a ser sincera e leal a mim mesma e a permitir que as outras pessoas me conheçam de verdade. E aí, se conectando com a nona dica: se permita sentir e ser vulnerável. Eu fiz um episódio inteiro sobre isso aqui no podcast, mas eu acho que vale reforçar porque é uma das uma das coisas que eu mais aprendi também nesse último ano, que é a importância da gente se permitir sentir e ser vulnerável. A gente se conectar com as nossas dores, com as nossas emoções, a gente se dar tempo para sentir de verdade e permitir que outras pessoas nos vejam sentindo e sendo vulneráveis. Não tem como outras pessoas nos conhecerem de verdade, gente, se a gente não se permitir ser vulnerável. Não tem como a gente desenvolver o nosso emocional, a gente ter clareza a gente quer, a gente começar novos projetos, se a gente não se permitir olhar de verdade para as nossas emoções. A gente joga muita coisa para debaixo do tapete no dia a dia, a gente evita muitos sentimentos que a gente diz que são ruins. E aí isso só vai fazendo com que a gente entre em um ciclo quase autodestrutivo, em que as nossas emoções vão se retroalimentando e tudo que tá debaixo do tapete vai virando uma grande bola de neve. Então se permita ser vulnerável consigo mesma, sentir as emoções mais desafiadoras e as mais fáceis e gostosas também, mas se permita ir para esse lugar de vulnerabilidade. E aqui fica como dica a Brené Brown. Eu tô assistindo uma série dela que a minha psicóloga me passou, não tem mais nos streamings, mas eu acho que vocês conseguem achar na internet, que chama Atlas do Coração, em que ela fala sobre a importância da linguagem para a gente conseguir sentir e expressar o que a gente sente. É muito bom, vale muito a pena, tem me ajudado muito a colocar esse conselho em prática. Gente, me perdi na conta, eu não sei mais se é a décima ou a décima primeira dica, mas o próximo conselho é: compartilhe o que você sabe. Pode ser o conhecimento mais bobo possível, a coisa mais idiota. Se você tiver contexto e espaço, compartilhe. Você pode ajudar uma outra pessoa sem nem saber que está ajudando. Às vezes o que é simples para você pode não ser para outra pessoa. Tem muitas coisas que são óbvias para gente e que para outras pessoas são mind-blowing, fazem a cabeça explodir, sabe? Então se você tiver a oportunidade de compartilhar algum conhecimento, seja ele qual for, compartilhe. "Ah, Raíssa, mas do que vai adiantar eu falar com uma pessoa de que existe uma teoria da conspiração que diz que os ETs na verdade estão no oceano e não no espaço sideral?" Talvez hoje não ajude em nada além de fazer a outra pessoa dar risada, mas vai que um outro dia essa pessoa tá numa mesa, num date, sentada com as amigas ou até conversando com o chefe descontraidamente, e por alguma razão o assunto ETs Espaço sideral surja. Essa pessoa vai ter alguma coisa para agregar nessa conversa e talvez fazer uma terceira pessoa rir. Já aconteceu comigo esse exemplo específico. Uma amiga minha me contou sobre essa teoria da conspiração e eu já conversei com meu chefe sobre ela. Então vai que conhecimento nunca é demais e nunca é jogado fora. Em algum momento ele vai ser útil. Próxima dica: ouça mais músicas felizes e animadas. Parou, gente, com as músicas melancólicas, com as músicas baixo astral, com as músicas sobre ser corno, sobre a vida não ter dado certo, sobre a pessoa que você gostava e não gosta mais de você. Parou, pelo amor de Deus! Puxa esse astral para cima. As músicas influenciam a forma como a gente vê o mundo. Não é à toa que a trilha sonora de um filme influencia muito como a gente vai se sentir em um determinado filme. Pega aquelas músicas de filme de terror e coloca numa cena de romance, vai ficar meio esquisito, não vai? Ou pega uma música de romance e coloca num filme de terror. Não vai gerar a mesma tensão, a mesma ansiedade, o mesmo suspense. As músicas influenciam muito no nosso estado emocional. Então escute mais músicas que te façam querer levantar e dançar e cantar, e que te lembrem do prazer que é estar viva, e que te façam se empolgar, e que te façam ter expectativa de viver coisas melhores, e te façam ter vontade de ir para uma festa, interagir com um monte de gente. Sabe aquela música de pagode que te lembra o quão gostoso é você estar com seus amigos tomando uma caipirinha numa roda de pagode, ao vivo, num lugar cheio de gente, o sol rachando, sabe? Essas músicas, escute elas. Tenha uma playlist de músicas que te deixem feliz e animada. Eu já passei a minha playlist aqui uma vez no episódio de dicas para dias difíceis e borocochôs. Eu vou deixar na descrição desse episódio de novo. São as músicas que me deixam feliz e animada. Eu não tenho nenhuma explicação lógica para minha playlist. Ela realmente vai de banda déjà vu Munch, do Vivaldi ao DJ GBR. A minha playlist é bem eclética, agrada todos os gostos, mas é a mais aleatória possível também. Não me responsabilizo por ela, mas vou deixar na descrição para quem quiser. Mas eu aconselho você a criar a sua com as músicas que te deixam feliz e animada. Antepenúltima dica: se exponha ao novo. Teste novos hobbies, vá a lugares que você nunca foi, aprenda algo que você não sabe absolutamente nada sobre. Sobre. Saia com pessoas que você não conhece, mas se exponha constantemente ao novo. Faz uma diferença tremenda, gente, quando a gente se coloca em situações diferentes e novas. Parece que o tempo passa mais devagar, nos dá a sensação de que a gente tá realmente vivendo e aproveitando a vida, nos ajuda a desenvolver o nosso emocional. Porque, porque quando a gente tá em uma situação nova, a gente se coloca muito em contato com as nossas inseguranças, com as nossas partes que ficam desconfortáveis. Então é também um exercício de autoconhecimento e de coragem, porque exige esse empurrãozinho, né? Nem sempre é algo confortável, mas é divertido e faz muito bem. Penúltima dica: volte ou comece a fazer diário. Tenha um momento todos os dias em que você senta e escreve sobre o seu dia. Faz muita diferença. Desde adolescência eu sempre tive vários caderninhos em que eu escrevo sobre o meu dia, e na adolescência eu escrevia todos os dias. Todos os dias sobre tudo que estava acontecendo. E tem alguns registros bem engraçados, mas me ajudava muito na época. E eu voltei a fazer isso recentemente como uma forma de me reconectar comigo mesma, de estar mais presente na minha própria vida, de ter mais clareza sobre o que eu quero e sobre o que eu não quero, para entender onde o meu emocional estava falhando e onde ele tava em dia, para que eu conseguisse ouvir a minha intuição. E gente, muda vidas escrever todos os dias. Eu sei que dá preguiça, eu também sinto, mas o que eu fiz para facilitar minha vida e eu acho que pode facilitar a sua? Sabe aquelas agendas que elas são uma página por dia? Comprei uma dessas, uma agenda bem bonita, e aí eu escrevo todos os dias antes de dormir 3 coisas boas que aconteceram no meu dia, uma situação que me desafiou, então uma situação em que eu fiquei irritada, em que eu me senti desconfortável, em que eu passei dos meus limites ou agir de uma forma desproporcional ou que eu não gostaria de ter agido. Escrevo Uma pessoa que foi gentil comigo no meu dia. E um momento ou situação em que eu brilhei, em que eu fiz uma coisa muito bem, uma pequena vitória ali. Por que que eu escrevo essas 5 coisas? Não é sem motivo. As 3 coisas boas do meu dia são para eu me lembrar de procurar as pequenas alegrias do meu dia a dia, que eu falo muito aqui com vocês. É uma forma de olhar para o meu dia com mais gratidão e entendendo o que realmente foi bom, e não só focar nas partes ruins do dia. O momento que me desafiou é justamente para eu entender situações, contextos, momentos ou pessoas que ativaram as minhas partes mais ruins, para eu entender quais são os meus gatilhos e quais são os meus pontos de melhoria. Uma situação em que alguém foi gentil comigo é para eu lembrar de reconhecer quando outras pessoas me ajudam e são gentis comigo, e para eu me lembrar também de ser gentil com outras pessoas. E a última coisa, o momento em que eu brilhei, é justamente para eu poder reconhecer e celebrar as minhas pequenas vitórias no dia a dia. Então é um compilado de coisas que eu escrevo todos todos os dias e menos de 5 minutos e que me ajudam no dia a dia. Quando eu tô mais a fim, eu escrevo mais, e aí eu abro um outro caderninho e escrevo sem pressa. Mas no dia a dia são essas coisas que eu tento escrever. Pode parecer bobo e chato, mas ajuda muito. E a última dica é: tenha paciência e respeite o tempo das coisas. Nem tudo é no seu tempo, e as coisas vão dar certo no momento certo. Nem sempre o seu tempo é o tempo certo. Isso não significa que você deve ficar parada esperando o momento certo vai acontecer. Se movimente sim em prol do que você quer, da vida que você quer construir, mas não se apresse ou fique ansiosa querendo que as coisas aconteçam para ontem. Tenha calma e constância e respeite o tempo das coisas. É mais fácil falar do que fazer. Esse de todos os conselhos é o que eu tenho mais dificuldade para colocar em prática porque eu sou uma pessoa acelerada de natureza, então quando as coisas estão muito lentas e não estão caminhando no meu tempo, eu tendo a ficar ansiosa paciente. Mas é importante ter essa consciência de que é importante ter paciência e respeitar o tempo das coisas. Estou tentando colocar em prática. É isso, gente, esses são todos os conselhos que eu gostaria que a Raissa de um ano atrás soubesse. Não sei se todos vão fazer sentido para você, mas eu espero que algum tenha feito. E eu tenho um pedido de aniversário. Não se nega pedido de aniversariante, é igual desejo de grávida, precisa ser atendido. E o meu pedido é: por favor, me conte qual é o conselho o que você gostaria de ter escutado no seu último aniversário. Se você estiver escutando no Spotify, deixe nos comentários qual é o seu conselho. E se você estiver ouvindo por uma outra plataforma, comente lá no corte em vídeo que sai toda semana no Instagram. Eu vou anotar os conselhos de vocês e levar para esse meu novo ciclo. Então é um presente que vocês vão me dar de aniversário. É isso, gente, muito obrigada por terem escutado até aqui. Foi um episódio um pouquinho diferente, um pouco mais acelerado e não tão aprofundado em cada conselho, mas eu espero que ajude ajude você nessa fase que você estiver vivendo, nesse ciclo que você estiver vivendo. Espero que algum dos conselhos ressoe por aí e te ajude de alguma forma. Só para fechar, a minha pequena alegria, vitória ou aprendizado da semana foi rever e passar um final de semana aqui em São Paulo com uma amiga minha que eu não via há muito tempo, desde outubro do ano passado. Então já tinha mais de 7, 8 meses que eu não via ela e a gente passou o final de semana inteiro juntinhas fazendo várias coisas aqui em São Paulo, e eu amei, amei, amei, amei, amei, fez a minha semana. Então, Sophie, se você estiver escutando, um beijo, amo você, por favor volte logo. Se fez sentido para você, se você gostou desse episódio, não esqueça de compartilhar com alguém que também está precisando de algum desses conselhos. Siga as nossas redes sociais @refletindosempressa no Instagram ou no TikTok e avalie o podcast com 5 estrelinhas na plataforma que você tiver ouvindo. Beijos, uma ótima semana, um excelente segundo semestre de 2026, e até o próximo episódio. Tchau!