não te falta confiança, te falta disciplina
já pensou que você pode mudar completamente sua autoconfiança mudando alguns hábitos e mantendo sua autodisciplina?
as músicas da semana foram “Ritcher: On the Nature of Daylight”, da trilha sonora do filme “Hamnet” e “drop dead”, da Olivia Rodrigo 🎶
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- Autossabotagem e disciplinaRelação entre autodisciplina e autoconfiança · Impacto da rotina e regras na autoestima · Construção da autoconfiança através de compromissos pessoais · Diferença entre autoconfiança e autoestima · Disciplina como reflexo do amor próprio
- Construção de HábitosAssociação de hábitos ruins a hábitos bons · Associação de novos hábitos a hábitos existentes · Diferença entre hábito e vício · Encontrar prazer no desconforto · Visualização e autoafirmação para alcançar objetivos
- AutoconhecimentoImportância de ver sentido nos hábitos · Disciplina como ferramenta para alcançar a felicidade e o bem-estar · Diário do humor e busca pela calma · Diferença entre disciplina e autodisciplina
- MúsicaRitcher: On the Nature of Daylight · Drop Dead
Oi, eu sou a Amanda. Oi, eu sou a Nalu. E esse é o Só Mais Uma Coisa. Hoje a gente vai falar um pouco sobre a relação de autodisciplina e autoconfiança. Como essas duas coisas têm uma relação, qual, enfim, qual o impacto de seguir uma rotina, de ter regras pra si mesmo tem, em como você se vê na sua autoestima.
Eu acho que isso pode ser uma coisa um pouco óbvia para as pessoas, na verdade, enxergar essa relação. Porque muitas vezes a gente é ensinado desde criança que rotina é uma coisa que a gente tem que seguir. E não é muito explicado por que a gente precisa ter uma rotina.
Eu acho que essa falta de conexão da rotina com o nosso bem-estar também faz com que muitas vezes a gente nem enxergue muito sentido em ter uma rotina. Mas é algo que a gente é ensinado desde que a gente é criança, né? Então, na escola, com os nossos pais, enfim. E aí tem essa rotina um pouco mais estruturada e estabelecida, principalmente, enfim, se você teve uma infância estruturada.
em que você tem essas regrinhas diárias e você faz essas atividades todos os dias. E quando a gente é criança, a gente acaba não entendendo muito bem o porquê. E é interessante a gente olhar como estabelecer essa disciplina e a rotina e também, enfim, compromissos com nós mesmos. É muito positivo para a construção da nossa autoestima.
E também da nossa confiança interna, assim. Tanto, tipo, em nós, mas como nas outras pessoas. E que, enfim, a gente é capaz e que a gente consegue chegar lá. Exato. A primeira coisa que eu pensei, quando eu pensei nesse tema, foi um comentário que eu fiz no nosso episódio sobre autoestima. Que foi o nosso segundo episódio. E é, assim, um dos nossos episódios até hoje, assim, favoritos. Se você não escutou, eu realmente fortemente recomendo que você volte lá e escute depois de terminar esse.
Mas eu brevemente comentei que eu relaciono muito autoestima com autoconfiança. E aí
Eu não sei muito distinguir a diferença entre os dois, honestamente. E eu falei que, enfim, autoconfiança vem da palavra confiança. Confiança tá ligado com o verbo confiar. Então, eu leio muito a autoestima, a autoconfiança como confiar em mim mesma.
E, sei lá, eu confio que eu vou saber como reagir a essa situação. Eu lembro que eu falei que, enfim, grande parte da construção da minha estima foi como me comportar em ambientes sociais. Eu não confiava que eu ia, sei lá, dizer a coisa certa, entendeu? E isso foi uma coisa que eu tive que trabalhar em mim mesma.
confiar que eu vou falar a coisa certa naquela situação social, e aí eu cresci a minha autoestima. Então, mas isso vai pra diversas outras coisas, entendeu? Eu sinto que isso de confiar em si mesmo anda de mãos dadas também com a disciplina. Então, sei lá, a visão de mim mesma melhorou muito depois que eu aprendi a ser prendado o suficiente pra ir pra academia, assim, três vezes por semana e fazer esse favor pro meu corpo. Enfim, eu só queria deixar claro de onde veio essa ideia.
porque às vezes parece que a gente vem aqui fazer um discurso motivacional de coach, mas pra mim fez muita diferença começar a confiar mais em mim mesma pra construção da minha autoestima, e eu sei que esse não é o tópico desse episódio, mas
esse episódio é relevante exatamente por isso pra construção da estima e eu acho que a disciplina que a gente tá falando aqui não necessariamente é pra ser um discurso motivacional do tipo, ah, vai lá, levanta e faz, sabe, não, a gente não quer que você mude determinado hábito ou coisa, tem que ser uma disciplina que faça sentido pra sua vida e pros seus interesses pessoais também eu acho que, enfim, a gente tá vivendo
Assim, eu sei lá, essa fase que a gente tá vivendo, ela tá tão confusa que eu nem sei mais, tipo, o que eu ia falar nesse sentido. Porque eu falo, ah, a gente tá numa época em que as pessoas estão estabelecendo padrões de vida muito difíceis de serem conquistados, a rotina é perfeita, enfim. Mas eu acho que isso já tá começando a ficar meio embaçado com a questão de, tipo, há pessoas que são muito magras e aí agora elas, tipo, nem fazem mais nada pra isso e a vida vira sobre isso. Então, sei lá, eu acho que a gente tem várias ondas diferentes.
Mas o que eu queria dizer Muito sobre isso é que, tipo A disciplina, ela foi muito importante Pra mim, pra, enfim Eu encontrar um pouquinho mais de paz de espírito Na minha vida, sabe? E eu acho que Eu nunca fui uma pessoa disciplinada Então, acho que, enfim, pessoas que estão Escutando aqui
e estão ouvindo esse episódio que se relaciona com o que eu tô falando. Desde criança, assim, eu nunca gostei muito de rotina. Eu tinha muita dificuldade em seguir uma rotina. Eu não era uma pessoa que gostava de acordar no mesmo horário, gostava de fazer a mesma coisa. Até hoje eu tenho um pouco dessa Amanda dentro de mim. Eu sou uma pessoa que eu gosto muito de coisas diferentes, assim. Então, fazer a mesma coisa a longo prazo é uma coisa que me cansa e me incomoda um pouco.
Geralmente eu gosto muito das coisas em movimento na minha vida, enfim. E aí eu achava que eu não conseguiria ser uma pessoa disciplinada por conta disso. Ou seguir, enfim, uma rotina e ter algo mais estruturado. Porque eu sempre gostei muito de novidade. Tipo, eu gosto muito de sair de casa, eu gosto muito de conhecer gente nova. Então, eu sempre tive dificuldade com isso. E quando eu era criança e adolescente, eu não tinha disciplina nenhuma.
Não tinha rotina, não tinha rotina qual era que eu acordava, com o que eu comia, o que eu fazia. Eu não fazia atividade física. E pra mim foi muito difícil conseguir...
Colocar isso dentro da minha vida, assim. Porque é um desafio muito grande. Tipo, você realmente criar disciplina do nada. Acho que você tem que olhar muito pra si mesma. E realmente ver isso que eu falei um pouco antes, né? Tipo assim, o que faz sentido eu ter de disciplina dentro da minha vida? Uma rotina mais estabelecida. E aí, conforme o tempo foi passando, eu fui conseguindo entender um pouco mais.
E às vezes até, tipo, meio que forcei algumas disciplinas que hoje em dia nem estão na minha vida. Meio que pra eu entrar no flow, assim, de seguir uma rotina, sabe? Tipo, às vezes, sei lá. É que agora eu não tô conseguindo pensar, mas às vezes imagina, tipo... A Ana Luma uma vez falou isso no podcast, mas imagina que eu tivesse feito isso. De, tipo, me alongar toda vez que eu acordasse. Tipo, pode ser que eu tivesse até deixado de fazer isso depois, mas isso me ajudou a construir disciplina em outras coisas que hoje em dia fazem mais sentido.
E falando um pouquinho da relação da disciplina com a autoconfiança, eu acho que vem de um lugar de muito autoconhecimento também. Porque a disciplina, ela só vai fazer sentido e você vai realmente conseguir aplicar isso na sua vida a longo prazo quando você vê sentido naquilo. E você vê sentido se conhecendo e sabendo por que você gosta daquilo e por que aquilo é importante pra você.
Então, eu acho que isso se relaciona bastante com autoestima mesmo, sabe? Também. Eu não enxergo autoestima e autoconfiança como sinônimos, assim. Eu acho que a autoconfiança é uma parte da construção da autoestima.
Eu acho que a autoestima vem muito de um lugar de ter carinho consigo mesmo, assim, sabe? Então, literalmente se estimar, ter estima por quem você é, sabe? E acho que a autoconfiança tem um grande papel pra construção disso, mas não necessariamente resume. Não é tudo, é uma fração da autoestima total. Exato. É, eu entendo isso. Eu gostei muito do que você falou, amiga. Eu vou também falar um pouquinho sobre a minha construção da disciplina ao longo da minha vida.
E eu acho que eu e você, apesar... Enfim, você falou que foi uma pessoa, assim, desde nova, que teve dificuldade em ter disciplina, enfim. Eu não me relaciono necessariamente com isso, mas eu sinto que, apesar de ser uma pessoa que sempre foi disciplinada desde criança, eu tenho essa mesma visão de você hoje em dia, de, às vezes, querer estar em movimento, de, talvez, não gostar da ideia de uma coisa muito rígida.
E eu sinto que é essa a ideia que a disciplina tem pra gente desde que a gente tinha criança. Eu não sei porquê. Eu acho que é porque eu e vocês teve criações muito parecidas. Mas, enfim. A minha criação como foi? Eu ia pra escola e depois eu fazia mil atividades extracurriculares. E eram compromissos que eu tinha que cumprir. Exatamente que nem você falou, que pra você criar disciplina você tem que ver sentido nessa disciplina.
Às vezes eu não via sentido no que eu tava fazendo, entendeu? Por que eu preciso fazer natação? Por que eu tô acordando essa hora no frio pra botar um maiô e entrar na água? Entendeu? Às vezes eu não via muito sentido e eu não via muito escapatória. E não era eu que criava a minha rotina. E claro, né? Porque eu era uma criança, às vezes você... Enfim.
Não quero nem saber como teria sido se meus pais tivessem botado isso nas minhas mãos. Às vezes, eles realmente tinham que mandar em mim. Mas isso criou uma ideia de que disciplina é uma coisa, assim, muito rígida. E também é uma coisa que eu falei pra Amanda antes da gente começar a gravar, que eu associo a atletas profissionais, entendeu? Aquela disciplina que você vê, assim, comercial da Nike, as pessoas, enfim...
se puxando até não dar mais e continuando, entendeu? Sei lá, na esteira suando até, sei lá, duro. Enfim, é essa visão que pelo menos eu tinha de disciplina e conforme eu fui crescendo eu tive que meio que desvincular dessa ideia. E eu imagino que muitas das pessoas que estão ouvindo também têm essa visão e veem disciplina como uma coisa muito inalcançável. Eu vejo isso às vezes quando eu posto um TikTok, eu falo alguma coisa, tipo, ai, eu vou pra academia e as pessoas ficam tipo, meu Deus, eu não sei como você consegue ser prendada assim.
Enfim, parece um objetivo muito inalcançável você conseguir ir pra academia três vezes por semana. E eu não tô julgando isso, porque pra eu chegar nesse nível onde eu tô de, enfim, ter esse compromisso comigo mesma e cumprir esse compromisso, foi muito difícil. Mas, enfim, eu acho que isso é muito importante a gente falar nesse episódio, porque...
Enfim, às vezes quando as pessoas falam sobre disciplina nesse discurso motivacional, você escuta e parece muito inalcançável. Mas você tem que fazer exatamente isso que a Amanda fez e botar na vida real. Isso foi uma coisa que a Laís também falou no nosso episódio da Laís Pinheiro, sobre há quanto tempo você odeia o seu corpo.
E ela falou que ela gosta muito quando o esporte sai desse espaço profissional, só poucas pessoas têm acesso a esse mundo do esporte profissional, e vem pro lado da pessoa real. Como eu, uma pessoa real, posso fazer esporte na minha vida. Então, é exatamente isso. Se você tá ouvindo isso, você quer criar uma disciplina na sua vida?
Não idealiza acordar todo dia 5 da manhã e passar 3 horas na academia e depois... Enfim, às vezes é uma coisa muito inalcançável que não faz sentido pra você e com os seus objetivos. E eu acho que, assim, realmente, isso foi uma coisa que a Amanda falou. Você tem que testar e às vezes você vai criar um hábito e...
enfim, aplicar a sua disciplina a isso, a uma coisa que não vai funcionar na sua vida e você vai abandonar no futuro. Mas é uma coisa que você tem que tomar passos, assim, de bebês, assim, e passos pequenos, e ir construindo pra você. Eu acho que também é uma coisa que, claro, você tem que ter esse desejo, essa ambição de criar, mas também vamos aos poucos.
E eu acho que tem uma coisa também que eu queria falar, que é, às vezes é difícil ser disciplinado e não ver sentido naquilo o resultado da sua disciplina também. E eu acho que é muito importante, eu lembrei agora de uma coisa, eu passei com uma nutricionista em 2022, que ela viu muito importante, ela mudou muitas coisas da forma como eu me enxergava, assim, eu acho.
Primeiro porque eu acho que ela me ajudou a entender que tá tudo bem, eu ser uma pessoa disciplinada e às vezes falhar nos meus compromissos diários. E aí ela falava muito isso pra mim, assim, principalmente com relação ao que eu seguia do plano alimentar que ela tinha passado pra mim. Ela falou, às vezes você não vai seguir. E às vezes tá tudo bem você não seguir. Mas é importante que no dia seguinte você tente seguir de novo.
Então que por mais que tenha fugido do seu controle e você não tenha conseguido, então vamos pensar agora na atividade física e ir pra academia.
Você se planejou pra ir três vezes essa semana, mas você não conseguiu. Bom, pelo menos se você pode, vai uma, vai duas, sabe? O importante é você criar esse hábito e esse compromisso consigo mesma de realmente, tipo, eu vou tentar fazer com que isso se torne uma rotina e, enfim, vire algo que seja, tipo, natural, assim, pra mim.
E eu acho que é assim que a gente constrói muitos dos nossos hábitos que são positivos. Tipo, no começo é muito difícil, a gente precisa ficar se corrigindo e pensando toda hora. E até que um ponto começa a virar uma coisa automática, sabe, também. E acho que também vem nesse lugar, às vezes, que rola uma frustração, sabe. Tipo, às vezes é muito difícil você, enfim, se tornar uma pessoa disciplinada ou ter disciplina com determinada atividade. Principalmente no começo.
Porque você ainda não criou aquele hábito. E aí, é um pouco frustrante. Porque muitas vezes você falha. Você não consegue seguir. Ou você segue e aquilo não funciona. Pra sua rotina. Ou pra sua vida. Ou pelo momento em que você tá. Então, uma coisa que foi muito boa. Que essa nutricionista ensinou pra mim. É que tipo, cara, tá tudo bem. A gente vai errar. O importante é continuar tentando. Porque é aí que também você constrói essa autoconfiança.
De tipo, putz, não. Mas eu sei que se tudo der errado. É porque... Não foi porque eu não tentei.
Foi porque realmente não era pra ser. Mas eu tentei. Eu fui lá. Eu tentei colocar aquilo em prática, sabe? E aí você começa a confiar em si mesma no sentido de tipo... Putz, eu dou conta, sabe? Eu dou conta de... Enfim, cumprir com o que eu tinha prometido comigo mesma que eu ia fazer. E isso é muito importante. E isso é muito importante pra construção da autoestima. Porque querendo ou não, quando o nosso cérebro entende que a gente vai cumprir os compromissos consigo mesma, a gente olha...
E, tipo, realmente, assim, o cérebro muda e fala assim, não, ela gosta de si mesma. Ela quer que aquilo funcione, sabe? Exato. E isso é importante. Eu acho que a disciplina talvez seja um reflexo do quanto você gosta de si mesma e quanto você está disposta a... O esforço que você está disposta a botar em si mesma. Então, isso do exercício físico é uma coisa que eu vejo sentido em fazer pelo menos três vezes por semana na minha vida.
E eu quero ter um corpo saudável e... Enfim, eu quero ter esse hábito de ir pra academia. É como eu vejo eu cuidando do meu corpo. Então, eu vejo um sentido nisso e eu cumpro com esse meu compromisso. Pra mim, gente, por muito tempo foi muito difícil. Eu já falei aqui, eu tenho o privilégio de ter acesso ao personal.
E eu lembro que na faculdade, que foi quando eu comecei a ir pra academia, eu só tinha a motivação, assim, de ir, porque, enfim, eu voltava da faculdade pra casa e meu personal interfonava e eu descia pra academia, porque eu tinha a obrigação de estar lá, entendeu?
Se eu não tivesse obrigação, não sei se eu teria ido naquela época. Mas hoje em dia eu não dependo de um personal pra ir pra academia. Hoje eu treino uma vez presencialmente com o personal na semana. Mas meu objetivo é treinar quatro. Agora minha personal até botou cinco. Obrigada, Julia.
mas, enfim é, mas uma coisa que já me parabenizaram uma vez pelo fato de eu ir pra academia sempre falaram, meu Deus, eu pago academia, é um dinheiro assim desperdiçado, porque eu não vou e eu admiro muito a sua disciplina, o quão prendada você é pra você acordar às 6 horas da meia pra academia
E eu respondi, óbvio, que eu, gente, eu venho de um lugar também de muito privilégio. Eu consigo me organizar pra acordar mais cedo, porque eu consigo dormir no horário, porque minha mãe faz jantar pra mim, entendeu? Então eu consegui me organizar e pensar num horário certo pra eu ir pra academia todos os dias. E tem vezes que meu despertador toca de manhã e eu penso, eu tenho duas opções aqui.
Ou eu posso enrolar e me atrasar toda. Enrolar 10 minutos e depois acabar me atrasando pro trabalho. Eu posso adiar, continuar adiando o meu despertador e não ir pra academia. Ou eu posso levantar agora. E quando eu começo a me permitir adiar o meu alarme, isso vira um hábito. Da mesma forma que eu quero que ir pra academia todo dia vira um hábito, eu começar a fazer desculpas pra não levantar da cama também vira um hábito. Enfim, é meio eu me auto-sabotando.
Mas aí você, naquele estado, assim, de quase acordada, ainda meio dormindo, você tem que tomar a decisão de levantar da cama. E é muito difícil, realmente muito difícil. Pra mim, até hoje, assim. Mas eu sinto que, a partir do momento que eu faço isso uma vez, eu crio um padrão pra eu fazer mais vezes. Então eu não posso me permitir ficar na cama mais 10 minutos. Eu não posso me permitir ficar adiando meu alarme e no final não ir pra academia. Senão...
Quem perde sou eu. E isso é uma coisa que minha prima, que é minha personal, me fala. Que se eu pulo uma série de um exercício na academia, eu não tô prejudicando ela. Ela não tem nada a ver com o progresso que eu quero pro meu corpo, entendeu? Eu tô me prejudicando. E da mesma forma, eu ficando na minha cama e não indo pra academia, entendeu? Então, realmente, é isso de fazer sentido pra você, fazer sentido pro seu estilo de vida.
Que nem eu falei, eu pensei em horários que iam funcionar pra mim e eu ir pra academia, entendeu?
E assim, uma coisa que eu queria falar é tipo, putz, não tenho disciplina nenhuma na minha vida, assim. Primeiro também, fazendo um recorte de classe e raças, os exemplos que eu e a Ana Lu a gente tá fazendo condizem muito com a nossa realidade, com uma realidade extremamente privilegiada. Mas pensando em outros casos mesmo, às vezes tipo, sei lá, se alimentar bem, comer uma salada, tipo, um dia assim.
A gente pode começar a ser disciplinado com coisas bem mais simples do que, tipo, ir pra academia e treinar cinco vezes por semana ou três vezes por semana. Porque às vezes pode ser um desafio muito grande. Mas às vezes pode ser, tipo assim, cara, eu vou acordar e eu vou, antes de olhar o meu celular, eu vou abrir a janela e vou ver a luz do sol, sabe? Tipo, alguma coisa assim. Ou eu vou beber mais água.
Eu vou, enfim, eu tô pensando em coisas, tipo, bem simples, assim, mas podem ser assim, esses são alguns desafios. Outra coisa que eu achei muito legal numa pessoa que fez, eu nunca conseguiria, né, porque é o meu vietinho, mas eu achei legal que foi uma menina que fez uma promessa de ficar um mês sem falar palavrão.
E ela, tipo, sofreu muito, porque assim, ela falava bastante palavrão, eu sou uma pessoa que eu falo muito palavrão. E aí ela criou essa meta, e tipo, ela criou a disciplina de se corrigir. Então, quando ela fosse falar palavrão, ela, tipo, parava, pensava, refletia e não falava. E tipo, querendo ou não, é uma coisa muito simples, mas você pode, enfim...
Trazer um pouco dessa disciplina pra outras coisas. E depois ir levando pra outros lados. Querendo mudar hábitos de vida, enfim. E assim, não necessariamente vai ser um esporte. Ou, nossa, em algo que vai te trazer, uau, muitos ganhos. Mas eu acho que o principal, assim, da disciplina. É que ela faça sentido pra você. E que você...
Enfim, sinta-se que você é capaz Eu acho que é isso que a disciplina Traz, assim, sabe? Esse senso de capacidade Eu sou capaz de Show up, entendeu? De estar lá por mim Mesma, de, meu, eu vou E isso, cara, é uma Uma característica, assim, que vem Junto com a disciplina e que eu acho muito difícil você Conquistar com outra Atividade que você vai, ou, enfim Característica que você vai ganhar ao longo da sua vida
Esse senso de capacidade, ele vem muito da disciplina. Tipo, e é uma reafirmação, assim mesmo, sabe? Porque muitas vezes, tipo, você ser disciplinado, significa que você vai fazer determinada coisa repetidamente. Repetidamente. Enfim. Entenderam, vocês entenderam. De forma repetida.
E consequentemente, você acaba ficando melhor nessa coisa a longo prazo. Independente, assim. Nada como 10 mil horas fazendo determinada coisa pra você ficar pro player, né? E isso vem junto com esse senso de capacidade de tipo, cara, eu consigo fazer determinada coisa.
E às vezes não é nem que você vai virar muito boa no sentido de, tipo, nossa, competitividade. Mas, tipo, de virar muito boa de, tipo, fazer sempre aquilo. Isso já é ser muito bom naquela, enfim, tarefa ou atribuição ou compromisso que você tá fazendo consigo mesmo. Então, é isso que eu acho que é muito mágico, assim, da disciplina. Ter esse sentimento de ser capaz, assim. Exato. Eu tava, enfim, pensando aqui que às vezes...
A disciplina é treinar um músculo várias vezes. E às vezes eu vou usar esse exemplo de levantar da cama. Gente, até hoje, eu tô aqui falando da autodisciplina e da autoconfiança. Eu ainda tenho certas coisas que eu preciso mudar na minha vida e ser mais disciplinada. Apesar de eu ir pra academia 50 mil vezes na semana, eu ainda tenho dificuldade de levantar da cama no horário. Mas vou usar isso de exemplo. É um músculo que eu tenho que treinar.
Esse, enfim, essa atividade de meu alarme tocou, eu levanto da cama. É uma coisa que você precisa fazer várias vezes até ficar... Sim.
automático. E às vezes eu sinto que voltando pra aquele estigma negativo que eu vinculei com disciplina, eu vinculei muito a testar limites e não escutar o que eu preciso. Porque que nem eu falei, desde criança eu vivi uma rotina muito rígida, então muitos dias, assim, eu tava levantando da cama muito cedo e eu tava muito cansada, enfim.
relacionava a disciplina com algo ruim, assim, pra mim. Mas, então, às vezes eu sinto que meu corpo, meu cérebro, meu primeiro instinto é, não, vamos ficar na cama mais um pouco, eu quero ficar na cama. E a disciplina, às vezes, vem nesse lugar de contrariar os seus instintos. Enfim, aí, um jeito mais, um modo mais extremo que eu vi esse lado negativo da disciplina é, às vezes, sei lá, você tá correndo numa esteira e você quer testar os seus myths e você corre até, sei lá, você vomitar, entendeu? Às vezes, as pessoas vendem isso como autodisciplina.
Mas o que eu tive que entender no meu cérebro é que às vezes o meu impulso inicial é meio uma autossabotagem. Esse meu impulso inicial de quero ficar na cama não faz bem pra mim. Mas nesse exemplo aí que eu usei da esteira e de você correr até você vomitar, não é você fazendo algo bom pra você mesma. Não, você tá forçando muito o seu corpo, entendeu? Eu acho que eu tive que aprender a diferenciar esses dois conceitos que às vezes vendiam como autodisciplina você... Enfim.
Nesse exemplo. Usar o seu corpo até o limite dele. E pensar sobre a autodisciplina como algo bom pra mim mesma. Tirar essa conotação negativa. Que às vezes a gente vê na mídia. Enfim, eu tive muito que passar por esse processo. E ainda tem que passar. Eu ainda, sei lá, às vezes eu me atraso 10 minutos pra chegar no trabalho, pra sair de casa.
Porque eu enrolei 10 minutos na minha cama, entendeu? E às vezes as pessoas que dão esse discurso assim de você tem que levantar a cama e trabalhar são pessoas que vendem uma vida perfeita. Mas eu acho importante a gente vir aqui e falar, tipo, gente, a gente também não... A nossa disciplina também não é impecável. Sim. Não, e eu gostei muito disso que você falou, assim, com relação à disciplina até...
Essa conotação negativa, assim, realmente. E aí, eu não sei, eu sei que essa palavra, ela pode ter, enfim, duas formas de ser interpretada, mas eu queria fazer uma diferença entre disciplina e autodisciplina, no sentido de, tipo, autodisciplina ser algo que faz sentido pra você, e essa disciplina é benéfica pra você. E a disciplina ser algo que, tipo, externo. Por que que eu queria fazer essa diferença? Porque quando que ela começa a ficar negativa?
Quando você tem uma cobrança e você tem, enfim, uma régua muito alta pra algo que não faz sentido pra você.
Tipo, isso pode ser até pra esporte de alta performance. Às vezes a pessoa ter a disciplina pra ela, enfim, ser a melhor e correr até vomitar, pode ser algo que seja benéfico, porque ela realmente quer aquilo, é o sonho dela. Ou pode ser algo que ela tá sendo obrigada a fazer algo que ela não gosta. E aí, realmente, as coisas mudam muito. E aí ela pode ser, tipo, de uma coisa que é muito benéfica pra pessoa, pra ela conseguir conquistar o que ela quer.
Pra algo que seja abusivo, violento, com o próprio corpo dela e com a realidade dela, enfim. E aí, que gera esse trauma. E aí, eu queria falar, tipo assim, eu sei que as palavras, elas não significam isso, mas eu queria fazer essa diferença entre disciplina e autodisciplina. Autodisciplina sendo algo, tipo, meu, eu faço isso porque pra mim faz sentido. E isso também é outra coisa que eu queria falar, tipo assim, não necessariamente os objetivos das pessoas são iguais.
Tipo, a disciplina pode servir para várias outras coisas, entendeu? Às vezes o meu objetivo é uma coisa e o objetivo da Ana Lu é outra. Com certeza os nossos objetivos são diferentes. Mas a disciplina faz sentido muito para esse lado de a gente conseguir buscar a nossa felicidade e eu acho que bem-estar. Eu acho que, acima de tudo, ter uma vida mais equilibrada no sentido de, cara, se sentir bem, assim, ao longo do tempo.
Eu não sei, eu tenho, eu tô fazendo uma coisa com a minha psicóloga, que é um diário do humor. E todo dia eu tenho que falar qual que foi a minha emoção predominante, assim, no meu dia. E aí, eu fiquei pensando, assim, que, tipo, o humor que eu sinto muito, assim, é calma. Tipo, eu me sinto um sossego, assim. Amiga, que lacre! Diariamente, eu sinto um sossego. E não foi sempre assim, acho que foi algo que eu fico construindo aos poucos. Muito também, por conta das mudanças que eu passei nos últimos tempos.
mas a calma, eu acho que é algo que a gente precisa, enfim, buscar, sabe? No sentido de a gente estar, tipo, em equilíbrio com quem a gente é, o que a gente está fazendo e em que as coisas conseguem se alinhar. E por mais que a gente passe por momentos estressantes, a disciplina, ela é importante para a gente conseguir chegar nesse lugar, sabe? De mais equilíbrio. E eu não estou falando que, necessariamente, você ter disciplina, você vai se sentir calma.
Mas eu acho que é uma das formas de você tentar conseguir chegar lá, sabe? E eu acho que é isso, porque a gente não vai ser feliz sempre. Tipo, felicidade é uma coisa que a gente não consegue buscar. Mas eu acho que a paz de espírito, diminuir a carga de estresse que a gente tem, ansiedade e sentir esse equilíbrio, assim, genuíno, é algo que, tipo, dá muito pra construir criando essa disciplina, sabe? Pelo menos um pouco.
pelo menos amenizar alguns sintomas da vida caótica que a gente vive criando essa disciplina e com hábitos que façam sentido pra sua vida. E assim, tem que ser coisa que seja minimamente saudável, sabe? Não pode ser, ah, fuma vape todo dia, entendeu? Isso não é um hábito saudável. Essa é a minha disciplina. Exato.
Exato. Eu gostei muito disso que você falou. Porque às vezes a disciplina parece errada, que nem eu falei, porque ela vai contra o seu impulso inicial. E isso parece meio errado. Pelo menos pra mim. Mas às vezes a disciplina é tudo que eu tenho, entendeu? A vida tá um caos. Mas pelo menos eu tenho a paz de espírito em saber que eu fui pra academia hoje de manhã, eu cheguei pro trabalho no horário e eu tô indo dormir agora num horário, assim, decente pra mim, entendeu?
É uma calma que eu preciso ter na minha vida. Apesar do calça. Enfim, amiga, eu só queria finalizar dando algumas dicas de como formar hábitos. Porque, às vezes, a sua autodisciplina tá meio difícil de criar ela, dela surgir do nada. Mas tem pequenas coisas que você pode fazer pra se ajudar. Pra exercitar um pouco esse músculo que eu falei de ir contra o seu impulso inicial. Que tá te atrapalhando um pouco. E uma das coisas, assim, que eu acho que eu já comentei aqui no...
podcast uma vez, é associar um hábito ruim a um hábito bom. Então eu tô percebendo que eu tô mexendo muito no Instagram. Eu sei que às vezes é difícil você se pegar fazendo um hábito ruim, assim, no ato, mas às vezes você tá ciente de que você tá fazendo algo ruim pra si mesma, e você, por mais difícil que seja, e eu sei que às vezes, sei lá, eu falando assim, parece que tipo, gente, é fácil você tá vendo que você tá mexendo no Instagram e você não quer tá mexendo, é só você parar. Mas não, não é, às vezes é meio difícil.
Você vê. E como você gosta muito de si mesmo. Você quer criar uma autoconfiança com si mesmo. Você para o que você tá fazendo. Você dá um gole d'água. Você associa um hábito ruim. Que é mexer no Instagram, por exemplo. Se você não quer mais mexer. A um hábito bom. Que é beber água. E só isso de ver o que você tá fazendo. Ver que é ruim. Parar e fazer outra coisa já é bom. Nossa, eu tinha muito isso.
Eu tinha muito problema em cutucar minha pele Eu via uma espinha, um cravo E eu obsessivamente ficava estourando Tirando as coisas do lugar Pra mim é um exercício que, nossa gente, foi muito difícil criar Isso em mim mesmo, assim, de ver o que eu tô fazendo Parar e fazer outra coisa Você tem que se distrair e tirar a sua cabeça disso Esse exemplo, assim, de
cutucar a pele é mais extremo, porque eu sei que tem pessoas que tem, assim, muita dificuldade com esse tipo de coisa. Mas outra dica aí que eu tenho, também finalizando, porque eu só tenho duas dicas, é você associar o hábito que você quer criar com o hábito que você já tem. Então, por exemplo, eu vou falar uma coisa muito básica aqui, mas colocar o seu celular pra carregar toda noite. E se vamos supor que é uma coisa que você faz todos os dias, você nem tem que pensar, assim, é um hábito que você nem pensa bem naturalmente.
Por exemplo, se eu quero criar o hábito de escrever no meu diário toda noite, o que eu vou fazer? Eu vou deixar meu diário do lado do meu carregador. e depois depois
Isso é uma coisa que eu faço, não é isso da tomada Eu passo colírio nos olhos toda noite Porque eu operei o olho em julho do ano passado E ele é muito seco desde então E eu passo um creme na minha mão Todo dia antes de dormir, isso é uma coisa que eu sempre faço Eu deixo meu diário do lado do meu colírio E do meu creme de mão, entendeu? Tá tudo no mesmo lugar E tem dias que eu tô com preguiça, já tá na minha hora de dormir Só que eu vejo meu diário lá, meu diário tá lá Já tá uma caneta lá também Eu deixo tudo pronto pra eu olhar e falar Meu, eu não tenho desculpa Eu não tenho desculpa
Pra não pegar e escrever uma frase que vai demandar um minuto do meu tempo, entendeu? E, enfim, eu associar esse hábito de escrever meu diário com outros hábitos que eu nem preciso me esforçar pra fazer, ajudou muito a consolidar isso, entendeu? Então, eu tenho meio isso. Tipo, eu não tenho desculpa pra não escrever meu diário. Mas é isso. Essas são as minhas dicas, amiga. Eu não sei se você tem alguma.
Eu tenho. Então, eu acho que também isso vai muito de encontro com o que a gente já falou, do tipo que a disciplina também tem muito a ver com o autoconhecimento do que funciona pra você. Por exemplo, eu sou muito diferente da Nalu nesse sentido. Eu tava até comentando com ela antes da gente continuar gravando, que eu sou uma pessoa que...
Eu sou muito conversacional, assim. Realmente é como o meu cérebro funciona. É conversando comigo mesma. E eu falo comigo mesma. Tipo, gente, é coisa meio de maluco, mas eu faço isso. Quando eu quero determinada coisa, tipo, muito, assim. Eu literalmente falo em voz alta, assim. Eu lembro que... Ah, sei lá, às vezes eu tô com dificuldade pra acordar. Eu literalmente falo. Amanda, levanta, porra. Tipo...
você vai fazer esse negócio. Ou, sei lá, tipo, eu tô com muita preguiça de fazer determinada coisa. Eu literalmente falo pra mim mesma, não, você vai ter que fazer. Se você não fizer, tipo, acabou, entendeu? E aí, esse ato de falar comigo mesma, tipo, em voz alta, porque quando você fala em voz alta, realmente você consegue materializar um pouco mais, realmente me ajuda. Tipo, literalmente, eu acho que foi assim que eu construí muito da disciplina que eu tenho hoje, tipo, literalmente conversando comigo mesma.
E aí, que tá, quando o hábito, ele se instaura assim na sua vida, você não precisa mais da disciplina, porque a disciplina é literalmente o exercício de você construir esse hábito, de conseguir, enfim, colocar determinada coisa dentro da sua vida. Depois disso, deixa de ser disciplina, vira só, tipo, só rotina e a sua vida, e você age aquilo, você nem gasta mais energia.
com aquilo. Eu acho que é isso que é interessante. Tipo, a disciplina não vai ser um inferno na sua vida por muito tempo, entendeu? Depois de um tempo, as coisas se consolidam e a sua vida vira aquilo. É só ter um óbito. Aí você não consegue enxergar. Exato, e aí você não consegue mais enxergar aquilo fora da sua vida. Vou dar um outro exemplo também, por exemplo. Eu era uma pessoa que eu não passava fio dental no meu dente quando era criança.
E aí, tipo assim... Clássico. Eu tive uma dentista e eu tinha, tipo, um puta bafo quando eu era criança e aí minha dentista virou pra mim e falou assim, você vai ter que passar.
E eu não queria passar. Só que aí, tipo assim, conforme o tempo foi passando, eu me obrigando a passar. Hoje em dia, eu não consigo passar um dia sem passar fio dental. Tipo assim, literalmente, se eu só escovo os dentes, eu me sinto suja. Mas por que que eu tenho isso? Por que que eu tenho isso? Porque literalmente eu tive a disciplina no passado de passar fio dental antes. Porque antes eu não tinha nem essa referência. A mesma coisa com relação ao esporte.
Tipo, se eu fico uma semana sem treinar, eu me sinto literalmente mal. Porque eu sinto falta, tipo, daquele período que eu tenho de descarrego emocional, enfim. É, descompressão. Por que que eu sinto falta de...
isso. Porque eu já estabeleci isso, já virou parte da minha rotina. Eu realmente me enxergo naquilo. Tipo, aquilo já faz parte de quem eu sou. E eu acho que é isso, assim, sabe? Tipo, a disciplina ela não é pra ser um inferno a sua vida pro longo prazo. Ela é literalmente pra você conseguir estruturar algo na sua vida que vai ser benéfico pra você. Pô, porque também não vale. Tipo, as coisas que fazem mal pra gente geralmente, elas são muito fáceis, entendeu?
De fazer, é. Tipo, de criar um vício. E essa é a diferença entre um hábito e um vício.
Um vício é uma coisa que, tipo, você não depende da disciplina pra construir. É algo que é muito mais rápido de você realmente criar uma dependência. E um hábito, não. Um hábito é uma coisa que você literalmente tem que construir a longo prazo pra depois, quando você para de fazer aquilo, você sentir falta.
Não é uma coisa de, tipo, ah, é aquela coisa, nossa, que nem, tipo, dei o exemplo de novo do vape. Viciado em vape. Não é uma coisa que você foi disciplinada, entendeu? Foi literalmente algo que te colocou ali naquela situação muito rápido, porque é algo extremamente prazeroso. E outra coisa também que a disciplina faz é a gente conseguir enxergar o prazer no desconforto. Que muitas vezes a gente não gosta, tipo, nosso cérebro ele nasceu com isso, assim, de, tipo, a gente não se colocar em situações de desconforto. Isso muito por conta da nossa evolução mesmo.
E aí, a disciplina faz com que a gente consiga lutar um pouco contra essa lógica da nossa natureza, sabe? Então, a minha dica é fale consigo mesma e faça isso mesmo, porque eu acho que isso materializa, sabe? Ou às vezes escreve muita gente, falando um pouco do mundo da corrida, quando quer, enfim, determinado tempo numa prova, isso é muito comum. As pessoas escrevem o tempo e colocam, tipo, num post-it no espelho, quando acordam de manhã.
e eu ia falar exatamente isso. Pra, tipo, pra ficar visualizando aquilo e, tipo, ter um recado pra si mesmo. Às vezes é, literalmente, você colocar um post-it num lugar em que você vai ver e a gente já falou também com relação ao vision board que a gente fez no começo do ano também, pra você se lembrar aonde você quer chegar. E você ter aquilo, tipo, escancarado na sua cabeça, sabe? E, tipo, meio que falando consigo mesma. Então, não precisa literalmente falar.
Exato, isso é muito legal, isso é uma dica muito boa E funciona muito pra mim Esse exemplo que eu vou dar é eu quebrando um hábito Mas eu falei de cutucar a pele, né Gente, eu literalmente botei um post-it no meu espelho No lugar onde eu cutucava a minha pele E aí isso também já é outra coisa Como quebrar hábitos Pode ser também outro episódio
Mas eu vi um padrão de eu sempre cutuco a minha pele naquele lugar, naquele espelho. Eu peguei um post-it e coloquei bem onde ficar o meu rosto. E coloquei, não cutuque a pele, uma carinha feliz, assim, positiva. E aí eu parei, assim. Foi me ajudando, óbvio. Porque se não é uma solução universal, pode ser que não funcione pra alguém. Mas me ajudou muito. E eu acho que na construção de novos hábitos, deixar um lembrete aí no...
enfim, no lugar onde você vai visitar e você vai lembrar que você tem que fazer isso, eu acho uma ótima dica. E, finalizando também, eu acho que uma coisa que é essencial pra você ter autodisciplina é uma coisa que a gente já falou, mas é ver sentido nas coisas que você quer, enfim, criar esse hábito, ver sentido nesse hábito que você quer criar. Então, por exemplo, eu tenho que entender que eu tenho que levantar da minha cama assim que o meu despertador toca
Porque eu vou me beneficiar disso. E eu tenho que entender e processar isso no meu cérebro. E toda vez que eu tô na minha cama e dar a vontade de eu não levantar. Eu me lembrar de como eu vou me beneficiar disso. Se é uma coisa que eu não entendo necessariamente como vai me beneficiar. É claro que vai ser muito mais difícil você, enfim, realmente fazer e criar aquele hábito.
Então, eu sei que isso já volta pro que a gente falou antes no episódio. Pro que a gente falou no episódio inteiro, né? Mas, às vezes, sentar e escrever e explicar pra si mesmo. Ou falar pra si mesmo o que a Amanda falou. Por que você vai se beneficiar disso? Pode te ajudar. E você se relembrar, você anotar em algum lugar. Beba água, porque é importante. Você não tá fazendo todo o xixi que você precisa fazer, entendeu?
coisa. Uma coisa que eu fazia, tipo, falando pra mim mesma, que é isso que você falou literalmente, é que eu literalmente já falava o que eu queria conquistar, sabe? Tipo, por exemplo, sei lá, vou dar um exemplo de novo com relação à corrida, porque eu acho que é mais fácil de ilustrar mesmo. Tipo, quero correr mais rápido. Eu literalmente falava pra mim, você é rápida. Tipo...
Você é rápida, você vai ficar rápida. E, tipo, você vai conseguir. E isso é muito importante. Eu vi um vídeo, gente, eu achei muito legal. É um vídeo de atletas olímpicos antes de treinar, antes de ganharem e baterem recordes mundiais. Recordes mundiais, assim, ganharem ouro, enfim. E é gravando, literalmente, eles conversando com si mesmos antes de entrarem, tipo... Autoafirmações.
Literalmente, autoafirmar aquilo Falar tipo assim, cara, você já ganhou E, jura, de arrepiar, porque eu lembro Assim, teve uma Ah, aquela menina Que era campeã de skate Qual que é o nome dela? A Fadinha A Raissa Leal A Raissa Leal
Ela falando consigo mesmo antes dela entrar, ela tipo, não, você já ganhou, você já treinou, você consegue, você vai fazer. Sim, eu já vi um vídeo dela fazendo isso também. Isso, tipo, dela visualizar. E aí eu vi outras atletas olímpicas também, tipo, de atletismo, falando, não, você consegue, você consegue, corre, corre, corre. Não, para, não pensa. E isso é muito importante, porque a gente vai criando, tipo, mensagens e, tipo, meio que consegue destravar um pouco também do nosso cérebro, sabe? A sua capacidade.
Exato, a sua capacidade de você realmente se sentir capaz, e é muito importante eu não tô falando pra você desrespeitar os seus limites mas do tipo assim, cara você consegue, você vai conseguir você pode, e conforme você vai vencendo essas travas assim, do seu cérebro, você vai se sentindo mais confiante pra continuar Exato, e enfim eu acho que esse exemplo do esporte às vezes é difícil a gente colocar no nosso dia a dia porque às vezes, sei lá, o segundo lugar também afirmou você também já ganhou E aí
Enfim, não é regra também Mas pro dia a dia é muito mais fácil você aplicar Porque às vezes você afirma pra si mesmo Não, eu consigo levantar da minha cama
No horário. Não é tão difícil. E aí você treina o seu cérebro e auto e afirma... Enfim, exatamente isso que você falou. Como você se trata, como você se olha no espelho, como você fala consigo mesma, afeta muito o seu comportamento. Então eu acho isso realmente muito válido, amiga. Bom, eu acho que eu falei tudo o que eu tinha pra falar sobre o assunto. Não sei se você tem alguma coisa complementar. Sim, eu também. Espero que vocês tenham gostado do episódio, gente.
Eu não sei se alguém tava precisando ouvir isso. Mas, amiga, só mais uma coisa. Qual é a sua música da semana?
Ai, juro, muito complicada, porque eu tô numa fase meio enjoada de música, vou ser bem sincera. Tipo, não sei, acho que eu tive um overdose e aí eu comecei a ouvir só música clássica. Mas eu não vou indicar uma música clássica aqui. É, sei lá, porque eu tava um pouco cansada, assim, de tipo... E não é nem música clássica, é tipo a trilha sonora de Hamnett.
Tipo, em específico É uma música que ela já tocou em vários Vai ser minha música da semana, foda-se Vai ter uma música X lá no meio da nossa playlist Que se chama... Amiga, tem uma música de Harry Potter também É, tá tudo bem, gente, é isso Alguma coisa é Richard Richard é alguma coisa
Enfim, é uma música muito triste. É a música que mais toca no filme de Hamnet. E, tipo, não sei, assim. Pra mim é tão bom, tipo, escutar ela. Pensa o que eu tô no transporte público, assim. Porque eu tenho fone com cancelamento de ruído. Parece que a minha vida entra, tipo, num filme, assim, sabe? E aí tudo fica, tipo... E me traz uma paz tão grande essa música. Então, essa vai ser a minha música da semana. É... Eu vou colocar depois o nome pra vocês. Porque eu não sei falar.
Vai estar na descrição e na playlist Exato, mas é da trilha sonora de Hamnett E a sua amiga? Eu preciso ver Hamnett, inclusive, antes de eu falar da minha música Você não assistiu? Eu ainda não vi Eu crio vários passos Pra assistir o filme que deixam ele um pouquinho mais difícil Eu quero ler
Hamlet. Enfim. Aí, enfim. Passos. Que eu ainda não comecei a ler ainda. Então eu tô adiando. Mas foi, acho que foi um dos melhores filmes que eu já vi na minha vida. Tipo, realmente. Se você não assistiu, assista. E pessoas que não assistiram, assistam também. Esse filme vale muito a pena. Realmente. Muito lindo.
E não precisa ler pra você assistir. Não. Porque eu quero. Não precisa. Mas minha música da semana é Drop Dead, que é a música nova da Olivia Rodrigo. Lançou na última sexta. Nossa, eu não gostei dessa música. Você não gostou. Eu não gostei.
Eu tô passada chocada. Amiga, quando lançou, a primeira coisa que eu fiz, assim, quando eu acordei, apareceu uma notificação pra mim no Spotify. Aí eu escutei e eu fiquei tipo, meu Deus. Eu gostei muito da música, amiga. Tipo, gostei muito, muito, muito. Meu, e todo mundo gostou muito da música. Sim, eu só escutei ela o dia inteiro. Só ela. Aí eu lembro que eu estava tipo, meu Deus, eu sou maluca. Eu sou uma psicopata. Tipo, como assim? Eu só escutei essa música o dia inteiro.
E eu tava tentando me forçar a escutar outras músicas, e músicas que eu gosto, mas a única música que eu queria ouvir era Drop Dead. Aí eu falei com a nossa amiga Isa, e ela ficou tipo, amiga, só escuta essa música desde as sete e meia da manhã. E eu fiquei tipo, graças a Deus, eu não sou a única. Meu, eu não gostei da música, tipo, eu não sei explicar, assim, eu realmente achei ruim. Às vezes o santo não bate só. É, mas várias vezes eu mudo de ideia, então, tipo, pode ser que depois, enfim, eu comece a gostar. Tô acesa pro álbum da Olivia.
Nossa, eu, tipo, eu nem tava tão ansiosa assim. Eu escutei essa música e eu fiquei tipo, não, para. Vai ser o melhor álbum do mundo. Ela correndo atrás da Sabrina Carpenter agora.
Tá literalmente assim. Mas, mas eu juro, é... Eu acho que talvez eu mude, tipo, de opinião. Mas eu realmente não gostei. E eu vou... Disclaimer, eu escutei, tipo, ela hoje pra primeira vez. Eu não tinha escutado ainda. Ah, sério? Porque eu esqueci. Tipo, disclaimer também. Eu fui pra casa da minha avó recentemente. E aí, tipo, lá parece que eu deixei o meu cérebro lá, entendeu? E aí, assim, eu literalmente, tipo, não fiz nada.
Não escutei música. Não ouvi podcast. Eu não vi nada. Eu só ficava com a minha avó, tipo, e cuidando dela. E vendo, enfim.
TV aberta, que é o que eu não faço. E, tipo, essa música eu acabei não escutando. E aí hoje, tipo, eu lembrei que ela tinha sido lançada. Aí eu fui escutar e eu fiquei tipo, mano, o quê? Eu não sei se também tem um pouco a ver com a expectativa que eu tava. Porque todo mundo tava falando muito bem. Ou se eu realmente não gostei. É que é uma música muito simples até, quando você para pra pensar. Tipo, a letra não tem nada demais, não sei o quê.
Mas, tipo, o santo bateu pra mim, entendeu? Eu me senti numa comédia romântica dos anos 2000.
Mas gosto também. É. Não, a Olivia Rodrigo, tipo assim, ela foi responsável por uma das músicas que eu mais escutei na minha vida. Que se chama Deja Vu. Deja Vu é, tipo, literalmente... É uma das melhores músicas dela. É uma das melhores músicas, tipo, pra mim, da atualidade. Assim, realmente, tipo, muito boa. Tipo, eu lembro que eu escutei Deja Vu e eu não sabia que era dela. Eu nem sabia, tipo, o que que era. Foi recomendado do Spotify.
E, tipo, mano, foi, assim, muito, muito, muito, muito acre. E pra mim é aquela música perfeita, assim. Ela não tem uma falha.
Mas, tipo, essa música não me pegou tanto, infelizmente. Ah, justo. Às vezes acontece. Mas eu fiquei muito feliz que eu gostei. Que bom, amiga. É muito bom quando a gente gosta. É, exato. É muito bom gostar das coisas. Mas, enfim. É isso, gente. Eu espero que vocês tenham gostado, ficado até o final. Se você ficou, deixa aí sua música da semana. A gente quer muito saber. Se você gostou de Drop Dead, você tá animado. Prova um da Sabrina também, conta pra gente.
E é isso, gente. Muito obrigada por ficar até o final. Da Sabrina não, da Olivia, né, amiga? Eu falei, Sabrina? Ah, tu falha.
muito amor, juro bom é, vai se esforçando é, exato, nossos ficados finais nós somos somaisumacuisa.pod em todas as redes sociais, então Instagram e TikTok no Instagram a gente tem os posts relacionados aos episódios e no TikTok a gente tem os cortes então vocês podem entrar lá pra conferir enfim, acompanhar, às vezes compartilhar um trecho que vocês acham interessante
A gente tem a nossa comunidade no WhatsApp, então entrem nela pra vocês ficarem antenados sobre as novidades. A gente coloca, enfim, todos os episódios novos. Também a gente discute quais títulos a gente vai dar pra determinados episódios. Curiosidades ou fun facts sobre os episódios. Então entrem lá pra ver se vocês acompanham mesmo, realmente. Ali tem todas as novidades. A gente também tem o nosso formulário de conselhos. A gente já fez alguns episódios aqui de conselhos.
E, enfim, ele segue aberto pra gente gravar episódios. Então se você tiver algum conselho que você querer que a gente faça.
Sinta-se super à vontade de mandar pra gente. A gente vai adorar comentar sobre eles. Óbvio, quando é devido à responsabilidade, né? Vocês podem escutar a gente aqui no Spotify, no YouTube ou no Apple Podcasts. Então, a gente tá disponível nas três plataformas. No Apple Podcasts e no Spotify. Não, no YouTube e no Spotify em vídeo. Então, vocês podem assistir a gente. É isso, gente. Eu espero que vocês gostem. A gente posta episódio toda quinta-feira. Então, acompanha a gente sempre à meia-noite. Então, de quarta pra quinta.
E a gente se vê semana que vem. Tchau, gente. Até semana que vem. Até.