A Era de Ouro dos Eventos: Por que o presencial virou artigo de luxo? | Mamilos #557
A gente nunca esteve tão conectado.
E, paradoxalmente, a gente nunca sentiu tanta necessidade de sair de casa.
A OMS já declarou uma crise de saúde social global, onde o isolamento virou um problema de saúde pública. Mas no meio desse boom de telas, algoritmos que entregam tudo mastigado e inteligências artificiais gerando conteúdos que a gente nem sabe mais se são reais, um fenômeno contraintuitivo tomou conta do país.
Filas virtuais com centenas de milhares de pessoas disputando um ingresso para o Oasis ou para o BTS.
Praias lotadas em Copacabana para ver Madonna, e festivais que dão sold out no escuro.
O Brasil é, hoje, o segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Se a gente tem acesso a qualquer show ou conteúdo do mundo no sofá de casa, a um clique de distância, o que nos faz enfrentar horas de pé, chuva e perrengue? Que fome de encontro é essa?
No episódio #557, para entender a magia da Economia da Presença e discutir os encontros que mudam as nossas vidas, convidamos O Igor e o Enrico, dois especialistas apaixonados por construir comunidades.
Vem com a gente desvendar por que o nosso maior símbolo de status hoje é gerenciar o próprio tempo, como os eventos viraram a nossa prova de realidade, e por que, no fim do dia, a gente só quer mesmo é suar na pista de dança e sentir junto.
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#MamilosPodcast #PodcastBrasil
- Mercado de influenciadores e conteúdo no BrasilBrasil como segundo maior mercado de shows ao vivo · Demanda por ingressos e esgotamentos rápidos · Impacto econômico dos eventos · Atração de artistas internacionais · Oportunidade de construção de marca para empresas
- Batalha da Expansão e Organização de EventosConvenções de vendas e lançamentos de produtos · Eventos como ferramenta de formação de cultura (B2E) · Investimento em eventos, não custo · Ecossistemas de eventos · Geração Z e Millennials em eventos corporativos
- Convivência presencial e intimidadeQueda de confiança em instituições e mídias · Confiança peer-to-peer · Eventos como fonte de confiança e pertencimento · Presencial como prova de existência e realidade · Educação não linear e eventos
- Eventos e apresentaçõesConteúdo como commodity · Eventos como experiência, não apenas palestra · Meeting design e interatividade · Formatos de conteúdo e franquias · Intencionalidade na criação de conexões
- Shows e Musica ao VivoMúsica ao vivo como experiência superior · Sentir junto e emoção coletiva · Diversidade de formatos musicais (shows, festivais, clubes) · Experiência musical em eventos literários
- Crise de identidade e propósito pessoalTrabalho não é mais identidade única · Tempo como novo status · Gerenciar o próprio tempo como diferencial · Eventos como reflexo de identidade e status
- Eventos Fora do Eixo SudesteFestas regionais e circuitos sertanejos · Turnês de artistas nacionais pelo Brasil · Eventos esportivos (MotoGP, corridas) · Festas populares
- O Encontro Transformador
Nesse mundo de uma questão de falta de credibilidade ou de confiança, o evento ou a experiência passa a ser isso, uma prova de convicção de realidade. O ao vivo passa a ser prova de existência. É horrível falar uma coisa boa que a pandemia trouxe, mas ela serviu como RP. Então, a gente nunca valorizou tanto estar juntos presencialmente.
Mamileiros e mamiletes, sejam bem-vindos ao nosso espaço de diálogo de peito aberto. Eu sou a Juva Lauer. Eu sou a Cris Bartz e hoje talvez a gente dance nesse programa. Vamos pra festa. Vamos falar de quê? De festa. Mas antes, um minutinho pra palavra dos nossos anunciantes.
Você é do tipo que vai acampar e leva uma barraca só para o seu cachorro? Isso é outro nível de amor. E é por isso que você deve oferecer um outro nível de proteção com NexGuard Spectra. O único tablete mensal que combate sarnas, pulgas, carrapatos e até vermes. Proteção completa e com sabor carne que os cães adoram. NexGuard Spectra é outro nível de proteção.
Você já ficou numa fila virtual para comprar ingresso? Entrou no segundo exato, botou alarme para tocar na hora que ia abrir as vendas, esperou meia hora na fila, chegou a sua vez, colocou ingresso no carrinho e levou um esgotado na cara? Que sabor!
Isso acontece toda semana no Brasil. Os ingressos para o Oasis em São Paulo esgotaram em 90 minutos. Os do BTS, 23 minutos. Mais de 630 mil pessoas tentando ao mesmo tempo. Uma demanda suficiente para lotar o Morumbis 15 vezes.
Uma pesquisa da praia se apontou o Brasil como o segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo inteiro, atrás só dos Estados Unidos. Aí vocês sabem, Copacabana virou palco de uma tradição nova, Madonna, Lady Gaga, Shakira, três anos seguidos, a mesma praia, com multidões cada vez maiores, batendo sempre recordes. Shows pagos, importante dizer, com dinheiro público, porque a prefeitura defende que cada edição injeta centenas de milhões na economia da cidade.
Isso sem falar, claro, dos festivais, né? Lollapalooza, The Town, Rock in Rio e nos ingressos que somem em minutos pra CDC, Bruno Mars, Oasis. Você não colocou o Bad Bunny porque você não conseguiu ingresso? Chateadíssimo. Tanta efervescência nos deixa curiosas.
Porque com tudo que a tecnologia nos deu, streaming, conteúdo infinito, shows inteiros no YouTube, a gente, por que ainda quer tanto estar lá?
No SXSW deste ano, um dos maiores festivais de tendência do mundo, no meio de muita conversa sobre aí vai destruir, quais empregos vão desaparecer, o que o futuro reserva, a palestra mais otimista não foi sobre tecnologia, foi sobre eventos. O argumento era simples. Num mundo saturado de conteúdo que pode não ser real, a experiência presencial nunca foi tão valiosa.
Isso não é só a galera da indústria de eventos que está falando, tá? Perguntaram para o Sam Altman, o CEO da OpenAI, num podcast, que tipo de trabalho você acha que vai sobreviver a IA? Aí ele falou, não sei, eu acho que é um tipo de experiência presencial, premium, não sei nem como chamar isso. É evento que chama, Sam? A gente conhece há muito tempo, a gente faz há muito tempo.
O Mark Cuban, que é apresentador do Shark Tank, um dos homens mais ricos do mundo, ele postou que em alguns anos a gente não vai mais conseguir diferenciar o que é IA do que é uma pessoa real num vídeo. E na sequência, correndo, ele foi comprar uma empresa de produção de eventos. Ou seja, não é só conversa, é investimento, é aposta.
Faz sentido porque a OMS declarou uma crise de saúde social global. O isolamento acabou virando um problema de saúde pública. Cresce a desconfiança no que a gente vê e lê online. A Eldman mostra queda consistente de confiança em instituições, mídias e marcas.
E numa pesquisa recente, pela primeira vez, conexão superou o conteúdo como principal razão pelas quais as pessoas vão a eventos. Não é pela palestra, não é pela programação, é pelo que pode acontecer quando você está numa sala com pessoas reais.
Hoje a gente vai conversar sobre quais são os encontros que nos tiram de casa, o que nos motiva e a evolução dessas experiências. E a gente está em ótima companhia. Igor, seja muito bem-vindo estreando no Mamilos. Quem é você na fila do pão? Você sabe que eu sonhei com essa pergunta por muito tempo.
Porque na pandemia eu me apaixonei por podcasts e Mamilos foi um deles. E aí eu repeti essa palavra para as pessoas. Bom, eu sou profissional de eventos desde que eu me conheço por gente. Nunca fiz outra coisa que não fosse trabalhar no mundo do live, das experiências, promo, eventos e por aí vai. Sou pai de duas adolescentes maravilhosas.
Enfim, eu sou um entusiasta de construção de comunidades, que a gente fala. Então, eu acho que muito mais do que eventos, eu sou entusiasta do que quando a gente pensa em comunidade, o que a gente é capaz de fazer junto. E acho que evento é só uma dessas coisas que uma comunidade traz.
Perfeito, completando a nossa mesa, também estreando. Henrico, seja muito bem-vindo ao Mamilos. Obrigado. Quem é você na fila do pão? Bom, eu também sou um apaixonado por eventos, eu prefiro dizer experiência. Sou um apaixonado por cultura, por música. Também sou pai de dois filhos, Teodoro e o Antônio. Hoje eu lidero uma grande agência de experiência de marca, mas também sou fundador de um estúdio de comportamento e de mudanças culturais, Aeixo.
Ó, eu vou começar perguntando pro Igor, é um pouco estranho a gente falar dessa onda de esgotar ingresso, porque isso rolou mesmo quando a economia tava ruim, entendeu? E aí era a pergunta que a gente mais ouvia, você tentava conseguir ingresso no show, esgotava, esgotava, esgotava, abria outra data, esgotava, a gente falava, que crise é essa? Como que a economia tá em crise se eu não consigo ir em um show? Que apetite é esse? Como é que esse mercado cresceu nos últimos anos?
É uma ótima pergunta e com várias camadas. Então, acho que a primeira camada é olhar para as pessoas. Então, o nosso CEO global, eu trabalho numa empresa chamada MCI, que é uma agência global de marketing e eventos, e ele fala que a pandemia serviu como um grande RP para o mundo das experiências dos eventos. É horrível falar...
uma coisa boa que a pandemia trouxe, mas ela serviu como RP. Então, a gente nunca valorizou tanto estar juntos presencialmente. E junto com isso, entendendo um pouco de comportamento...
Você tem várias questões aí. As pessoas estão mais em casa, elas querem uma boa razão para sair de casa, elas querem se conectar, essa conexão que vocês falam, elas querem conhecer gente nova. Kesley Killam fala de saúde social, né? Então, ou seja, as pessoas estão atrás... É ver aqui no mamilo, eu sei.
depois a gente pode, depois do Mamilos a gente pode falar sobre o que vocês acharam deste ano, porque são duas casas diferentes, né, o ano passado e esse ano, mas enfim, saúde social então acho que da parte de comportamento humano dá pra fazer várias análises aqui, tem uma outra camada que é o Brasil, né, o Brasil tá na moda, né, os artistas querem vir pro Brasil, eles perceberam que vir pro Brasil, aí promotores de eventos e artistas perceberam que isso aqui é um celeiro tudo
de dinheiro, né? Tem muito dinheiro em cima da mesa O Bruno Mars mora aqui agora, né? Ele tem CPF? Todo mundo quer CPF, todo artista tá querendo um CPF, então como negócio, fazer eventos no Brasil fazer shows e festivais no Brasil virou um grande negócio
E você tem uma terceira camada, uma terceira perspectiva, que são as marcas, que as marcas também olham para isso como uma oportunidade de construção de marca, de construção de relacionamento. É só olhar para o digital e perceber como ele é curtinho, segundos.
segundos que a marca tem chance de se conectar com o consumidor dela, eis que ela vai para um festival e a pessoa vai lá, desce a tirolesa, fica na fila, entra no app, marca, vai no bar da cerveja, fica lá horas experimentando o show, rolando ele não está nem aí, ele está lá no bar daquela cerveja que ele gosta e interagindo, se conectando. Então as marcas também perceberam que elas precisam de mais tempo em contato com o consumidor.
E que outra ferramenta de marketing oferece tanto tempo de conexão para você poder construir marca? Então, tem várias camadas, dá para ir longe aqui. É uma cebola. E tem vários eventos, né, Henrico? Quando a gente fala, ele falou bastante de festival, esse para o público final, a gente também tem as convenções de vendas, a gente tem os grandes lançamentos de produtos, congressos, feiras.
É uma outra lógica que acontece quando os eventos são corporativos. O que você tem visto desse mercado? Ele está correspondendo igual ao mercado do consumidor final? Ele também se adequou? O que acontece? Eu acho que tudo que ele trouxe também atravessa esse outro universo, né? Dessas outras formas de se fazer evento e de se reunir pessoas, né? No final do dia, o evento serve justamente para colocar pessoas frente a frente, né?
Tanto que durante a pandemia a gente fala, puta, ruinou nosso negócio que era reunir gente. Você não tem mais essa possibilidade de fazer isso, pra onde a gente corre.
E aí veio surra de live, né? Ninguém mais aguentava todos os tipos, formatos e modelos. Esse universo mudou muito. Mudou tanto que surgem novas até nomenclaturas para se resignar a eles, né? A gente viveu falando do B2B, do B2C, agora tem o B2E, né? Que é o employee, né? Como você trata os colaboradores de fato como essa ferramenta de formação de cultura. Acho que as empresas que investem nisso entenderam que isso não é custo, que isso é de fato investimento.
E que muitas vezes um evento como esse, ele não é sobre o conteúdo, sobre o palestrante, eu acho que isso acaba sendo importante, obviamente, mas é sobre a criação de energia, né? De você juntar pessoas, né? De despertar os desejos mais primitivos que a gente tem como ser humano, que é pertencer, né? É criar o nós daquela empresa, né? Nós pertencemos a algo. Então, esse mercado, ele se transformou. As empresas começaram também a entender um modelo de...
ecossistemas de eventos e não coisas isoladas, como elas conectam essas frentes todas, pensando em plataformas, eu acho que é um termo que também vem crescendo muito, e um jeito de pensar não de forma pulverizada, mas de uma forma maior. Então, acho que tudo que aconteceu para o universo do entretenimento, para o consumidor final, para os shows, também veio para dentro desse universo mais corporativo, das convenções, dos congressos, dos lançamentos de produto.
de uma forma bem diferente. É, a gente vai abrindo, cada coisa que vocês falaram, a gente vai camada a camada. E aí, uma coisa que a gente cita na introdução é o Trust Barometer da Eldeman, que vai mostrando que só está caindo esse ativo, esse bem público, que é a confiança. Como que isso impacta a importância e a relevância do que o presencial entrega para as pessoas?
É interessante, dá para fazer até uma analogia, Ju, da política, do que a gente vê na política com o que a gente vê no mundo do marketing. Então, a confiança é peer-to-peer, ela não é mais top-down, para usar dois jargões aqui. Então, se a gente olhar para isso...
Assim como a gente tem aquela pessoa que a gente conhece, que confia mais no grupo de WhatsApp para acreditar em algo, no marketing não é tão diferente. Então, dentro, de novo, aí eu falo de comunidade, né? Quando eu falei aqui no início que eu acredito muito na força da comunidade.
E não é à toa. Então as pessoas confiam muito mais no que está acontecendo dentro daquela comunidade, que é onde ela sente que ela pertence. É igual política, é igualzinho. Você vai aonde você pertence. Se você pertence, você acredita. Dá para falar de dissonância cognitiva, dá para falar de um monte de coisa aqui. Então as pessoas, de fato, elas buscam aprender e acreditar e conhecer.
dentro daquele lugar onde elas se sentem confortáveis, onde elas sentem que elas pertencem, onde elas se sentem acolhidas. E aí, enfim, aquilo ali para eles é fonte de confiança. É difícil, a gente fala aqui, né, Cris? A gente não partilha mais realidade. O que é a realidade? Se na internet, no digital, cada um está vendo um fractal, está vendo uma coisa, o presencial acaba sendo... A gente está vendo a mesma coisa? É a mesma coisa, né? A gente está falando da mesma coisa? Então, se...
A gente tá num show. Todo mundo tá vivendo a mesma coisa aqui agora, né? Tá incrível, tá uhul, e é muito mais legal porque você tá aqui comigo. Você não é uma fonte de irritação, de raiva, de frustração. A gente tá dividindo o momento e vivendo junto e você estar aqui amplifica a minha vivência.
Eu acho que nesse mundo de uma questão de falta de credibilidade ou de confiança, o evento ou a experiência passa a ser isso, né? Uma prova de convicção de realidade, né? Você tá vendo aquilo ali, então assim, ninguém me contou, né? Não é manipulado, por enquanto. Mas eu tô vendo, existe, né? Então, acho que o ao vivo passa a ser prova de existência, né?
Você já ouviu o termo, talvez, educação não linear. E é muito interessante. A gente aprende com podcast, a gente aprende trocando aqui, batendo papo, olho no olho. A gente aprende com uma palestra, a gente aprende numa mentoria, a gente aprende num workshop. Eu acho que também tem uma questão de como que você absorve a informação, como que as pessoas são capazes de absorver a informação. E quando você pensa em neurodiversidade, você...
Num evento, ele é super adequado para a neurodiversidade. Ou seja, os vários tipos de mente, vários tipos de pessoa, dentro de um evento, claro, um evento que é bem pensado, que é bem estruturado na sua jornada. SXSW é um ótimo exemplo. Você tem workshops, você tem metoria, você tem roundtables, você tem... E aí, aquilo é favorável para você aprender. Então, e aí, automaticamente, isso gera confiança. Porque se eu estou aprendendo, putz, eu consigo confiar e acreditar nisso aqui, né?
acho que de novo tem várias camadas aqui vamos lá, eu tô no digital tem mil filtros, tem mil coisas eu tô falando de um produto, não, ele é ótimo, ele faz mil coisas sei lá eu quanto edição tem esse vídeo agora eu tô no ponto de venda eu tô no supermercado, eu tô na loja eu tô pegando produto, isso é assim isso é uma realidade, isso é assim eu tô provando, degustando o produto, não é a galera falando, hum, que gostoso aí você vai tentar fazer em casa e não tem nada a ver com aquilo, entendeu? não não não não
É o presencial, é o real deal. Botei a mão, isso aqui existe. É, e eu acho que a gente tem um compartilhamento de sensações, né? Eu posso gostar do show, você não. Eu posso ter achado o lugar inadequado, você adequado. Você curtiu pra caramba.
Eu achei o som péssimo, mas a gente viveu uma experiência juntos. Criou memória. Tem uma memória, né? Eu tenho que resgatar de eu vi essa pessoa, eu gostei daquela camisa, aquele cara performou muito no show. E aí, isso parece tão contraditório, porque essa tendência de se isolar...
de ficar mais em casa, de consumir tudo em casa, porque a gente teve também esse boom de conteúdos de streaming, de podcast, de live, de tudo que vocês falaram. E aí vem, olha a saúde social, vem a Kesley falando. A gente até fez um programa aqui falando sobre isso e falando sobre o quanto o Brasil é festeiro.
Porém, a gente está falando de um mercado que parece antagônico, porque ao mesmo tempo parece que está difícil tirar as pessoas de casa. É porque a população cresceu e tem uma parte na festa, uma parte em casa? Eu queria perguntar para vocês isso. Está mais difícil? Está mais fácil? Ou tirar o público de casa é um público específico e tem um outro que é difícil para caramba de tirar de casa? O que vocês estão vendo?
Eu acho que são as duas coisas. Eu acho que tá mais difícil, porque a nossa casa acabou virando um bunker, né? Que você tem tudo. Você aperta um botão, chega a comida. Você aperta outro botão, passa a sua série favorita. Então, acabou virando um ambiente de conforto, onde em algum lugar você também tá conectado aos seus amigos. Eu escuto o meu filho falar, pai, eu vou lá pro celular, que eu vou agora jogar com meus amigos, sempre os amigos dele.
estão no salão do prédio, entendeu? Tem um desafio de tirar as pessoas e também obriga você como um promotor de experiências a pensar melhor a sua experiência. Tem muitas opções de experiências, muitas opções de festivais, de eventos, de entretenimento. Vai ter festival de wellness agora no Ibirapuera. Aí tem um festival de beleza, de make. Depois você tem outros tipos de eventos. Então, acho que esse é o desafio, né? Concorrência está grande. Concorrência está grande, mas ao mesmo tempo...
você desenhar uma experiência muito acertada para um determinado público, é o motor que vai fazer ela destrancar o cadeado e sair de casa, entendeu? Eu vou colocar dois comportamentos, eu gosto muito de olhar para comportamento, né? Tem dois comportamentos, duas mudanças que eu vejo nas pessoas que eu acho que também influenciam.
e você quando pensa um evento, você tem que lembrar disso. Não sei se todo mundo pensa, tá? O primeiro é que o trabalho ele não é mais uma identidade. Aquilo que a gente falava agora há pouco, da pessoa ficar 30 anos na mesma empresa, a empresa virou um sobrenome.
Então, o evento, ele de alguma forma, ele tem que refletir isso. Eu acho que o SX é um ótimo exemplo. Eu brinco que a nossa diretora de criação, a Karine, ela ama o SXSW. Não é só pelo conteúdo, mas é porque ela chegar lá, ela gosta de arte, ela gosta de filmes, ela encontra as tribos que ela faz parte. Então, eu mando ela pela MCI. É a MCI que tá pagando pra ela ir pra lá, pra ela voltar com uma bagagem maior. Mas por que ela ama ir pra lá?
Porque aquilo lá representa a identidade dela. Então não é sobre a MCI, é sobre quem ela é. É sobre, porque, de novo, ela não é mais a Karine da MCI. Ela é a Karine que gosta disso, daquilo. As pessoas ficam menos tempo na empresa hoje, não tem mais isso. O segundo comportamento que eu acho que é transformador também, que a gente tem que olhar, é que o novo status é tempo. Vocês já repararam que as pessoas são elogiadas? Eu já recebo esse elogio.
que não é bem um elogio com alguma frequência. Como é que você tem tempo para postar tanto no LinkedIn? Como é que você tem tempo para estar em tanto evento e viajar tanto? Isso virou status aí, né? Você fica, né? Então, tempo virou status. Você poder gerenciar o seu tempo, vocês entrevistaram o Alcoforado aqui mais de uma vez.
ele fala isso no livro dele, ele fala isso em algumas entrevistas, né? Tempo é status. Você poder gerenciar o seu tempo é status. A depender do evento, você estar neste evento é status. Você poder postar que você está no SGSW por 10 dias é status. Você poder postar que você saiu das suas atividades diárias, ou que você estava na academia às 10 da manhã, ou que você faz pilates na hora do almoço, tudo isso reflete em status. Então...
evento traz uma carga de status juntos e você pensar o evento desta forma também te ajuda a tirar a pessoa de casa agora tem uma coisa que vocês dois falaram você falando sobre esse status e você falando sobre a diversidade de eventos pra tirar as pessoas de casa e tudo me soa muito região sudeste principalmente São Paulo
Mas para o Brasil ser o segundo maior país em evento, está acontecendo, me parece, evento para todo lado. O que vocês veem que está acontecendo fora da região de São Paulo, São Paulo e Rio, que está ajudando esse número a ficar tão alto? E esses eventos são parecidos com o que acontecem nessa região? Fala as festas para a gente ir.
Eu acho que existe muito evento espalhado pelo país, que vão desde as festas regionais, né? Que eu acho que é até um erro a gente pôr nesses termos, né? De regional, porque parte da premissa que é algo que aqui é o centro e lá é uma região, né? Desse centro. Eu acho que os circuitos sertanejos é um acontecimento, né? Principalmente quando você olha pro Nordeste, pro Centro-Oeste principalmente. Então...
os grandes rodeios, as grandes festas nesse sentido, e muita turnê de artista rodando no Brasil, né? O artista não fica especificamente só no sul ou no sudeste, óbvio que talvez o artista internacional sim, mas o artista nacional ele roda muito pra fazer show, pra fazer, enfim, eventos e gigs e apresentações em outros lugares. E óbvio, os eventos que acontecem dentro da agenda daquela cidade específica, né? Então, por exemplo, agora teve MotoGP, Agora
Em Goiânia, não sei nem se você viu que tem, se o seu algoritmo te entregou esse evento. É que é a última vez que eu andei de moto. Então, tem isso também. A gente vai ficando cego, porque o algoritmo não vai entregando, né? Mas, por exemplo, um amigo meu, sócio da agência, ele ama motor esporte e pra ele, a MotoGP foi o evento que ele foi, pegou avião, saiu de São Paulo, foi pra Goiânia pra assistir, porque, de fato, é uma etapa do MotoGP, como se fosse a Fórmula 1.
Não, esportes em geral, né? Tá movimentando muito o evento. Corrida pra tudo que é lugar. Todo fim de semana tem uma corrida gigante, a galera viajando o Brasil pra fazer circuito de corrida. As corridas do Belmarques, por exemplo, que é tipo, ele trocou o tru elétrico pra um lado o wellness, né? No fundo é todo mundo correndo atrás do trio sem o trio.
maravilhoso, maravilhoso e a gente tem as festas populares também, com certeza, e eu queria perguntar isso pra vocês, porque de vez em quando vira até escândalo de contratação via prefeitura mas é se vocês enxergam que as políticas nas cidades no Brasil, tem visto a prefeitura financiar festas e eventos como uma forma de política mesmo de se colocar junto da população
Não, é total político, tá? Para mim, vou ser bem objetivo aqui na minha fala, para mim é um mau uso do recurso público. É usar uma verba incentivada que deveria estar voltada de fato porque o Brasil precisa sendo usado de forma política. E sim, é monstruosa a verba.
É muito grande, né? É isso que movimenta tanto evento acontecendo. Eu sou super crítico dos dois lados, tá? Tem artistas dos dois espectros políticos aí e políticos dos dois lados também usando o verbo indevidamente. Para mim, eu sou totalmente crítico.
fazer um outro programa. Deixa eu puxar de novo, você tava falando, você falou super do SXSW, tem um lance que eu acho curioso, como eu faço cobertura muito tempo do SXSW antes você precisava ir até lá pra ver o que a Kesley ia falar, entendeu? Hoje em dia o conteúdo, ela lançou o livro no dia seguinte, todo o material tá disponível, entendeu? Vai ter um TED antes dela ir pro SXSW, não preciso ir pra lá pra aprender então assim E aí
de alguma maneira, o conteúdo virou commodity. Tem muito mais dele do que a gente é capaz de absorver. Nesse caso, faz sentido eu chamar as pessoas para eventos que são uma sequência de palestras? Eu continuar planejando o evento como se fosse, tipo, é isso, então vamos ver quais são as palestras, a gente vai fazer o evento dessa empresa, a gente vai fazer o evento desse congresso, e é uma sequência de palestra que eu poderia ter visto da minha casa. Faz sentido?
Na minha opinião, não. Na minha opinião, é falta de visão e de planejamento, né? E acho que esse é um evento que as pessoas vão reclamar, que as pessoas não vão voltar. Eu acho que cada vez mais, cada vez menos a gente tem espaço para esse tipo de evento.
Aí, enfim, no meu olhar, e aí eu falo também da agência que eu trabalho, a gente procura explicar isso para os clientes, para mostrar, olha, não faça isso. Se você fizer isso, o seu evento saiu do lugar legal para estar para a obrigação de trabalho. E aí as pessoas não vão voltar, seu ingresso não vai vender no ano seguinte.
se for um evento de venda de ingresso, esse de fato é um problema. Mas honestamente, eu acho que já mudou. Eu acho que as marcas e as empresas e os organizadores de eventos já olham para isso de outra forma. A gente tem geração Z e Millennium representando 50% da audiência de evento corporativo.
de evento corporativo, então quando você olha um evento de marca, um evento fechado pra colaboradores, pra engajamento de colaboradores, você já vê que 50% ou é millennium e geração Z, geração Z é algo em torno de 15% hoje em dia já dos eventos, então eu acho que as pessoas já acordaram, eu diria que a minoria não acordou pra isso e é entretenimento, tá, evento corporativo hoje ele olha pra entretenimento ele puxa
entretenimento, ele puxa engajamento a gente fala pelos eventos internos nossos, a gente fala de tudo, todos os tipos de conteúdo não são eventos só dos assuntos corporativos da MCA, a gente olha o que a nossa comunidade está em busca porque eu preciso fazer com que as pessoas queiram ir no evento
Então, até internamente a gente olha e fala o que vai movimentar a minha audiência? E aí entender a tua audiência e entender o que move o ponteiro é essencial. Eu acho que tem um jeito de pensar isso que é interessante. Se você vai para um lugar que depois você poderia ouvir aquele mesmo áudio na velocidade 2x...
em casa ou no carro, talvez não faça sentido. Eu gosto também de pensar a partir de uma lógica, vamos assim dizer, de formatos. Eu comecei trabalhando em televisão e a televisão é muito isso, você pensar uma franquia de conteúdo.
Então, como a gente pode levar pra cima do palco, por exemplo, formatos que poderiam funcionar aqui, assim, num estúdio de TV. Então, eu poderia ter a palestra do speaker tal, ou eu poderia levar pra cima do palco, sei lá, o Conversa com Bial, pra você assistir ao vivo, né? E aquilo não ser, de fato, uma palestra, mas é um talk show, né?
A gente fez, por exemplo, para um banco de investimentos, um formato que era para falar, obviamente, de investimentos, mas a gente criou o formato que era o cara ou coroa. Era o investidor mais novo e o mais maduro da plataforma para pegar perspectivas financeiras de diferentes gerações de como investir e de como não investir.
Então, eu acho que o conteúdo que está em cima do palco, ele pode ser pensado como se fosse um conteúdo que foi feito especificamente por uma lente, já que no final ele também vai estar sendo captado, para ser levado para o mundo. Então, quando a gente sai dessa lógica palestra, speaker, eu e o meu PPT aqui atrás, ou o meu vídeo, e vem para esse pensamento de criar formatos, franquias...
que você pode depois explorar no digital de uma forma muito mais interessante do que só os cortes rápidos também. Eu acho que é um jeito de pensar os grandes eventos de conteúdo com essa lógica, que é uma lógica muito mais associada a entretenimento, a franquia de conteúdo e a televisão mesmo, no formato mais clássico de se pensar, entendeu? Como um grande programa de auditório, né? Isso, é. A frase do Bill Gates envelheceu mal.
Que conteúdo content is king. A frase envelheceu mal. Ele não reina sozinho. Ele continua sendo essencial. Se você tiver conteúdo ruim, teu evento será ruim. Mas ele não é sozinho. Ele não reina sozinho. Eu me apaixonei especificamente por experiência. Por causa de música, né? Porque a música é muito melhor consumida no ao vivo.
Óbvio que você pode ouvir em casa, você pode assistir Você pode ouvir no carro Bar de vinil, legal Eu tenho coleção de vinil, sou um cara audiófilo Mas a música ao vivo Ela tem um poder muito diferente De qualquer outra forma Eu acho muito foda o sentir de um tu
de se emocionar. Sabe, tá todo... Eu só vou em show pra chorar. Se eu não chorar, eu nem vou. Não valeu. Não valeu. Então, assim, esse negócio do sentir junto, tá todo mundo ali tão imbuído da música. Eu amo olhar pras pessoas, elas de olhinho fechado, gritando, sabe? Eu acho fantástico.
Fantástico isso. E por isso que é um dos grandes expoentes, né? Quando se fala em experiência e evento, a música tem essa força, né? De você pensar, cara, qual é a experiência de um clube, né? Verso a experiência de um show de estádio, verso a experiência de um festival como um Lola, versus ir, sei lá, na Casa de Francisca. Eu me sinto muito privilegiada quando eu vou nos pequenininhos, sabe? Falo, gente, olha, eu tô aqui. Eu tô aqui.
E são formatos de experiência muito distintos, né? De uma massiva, numa escala absurda, pra algo muito minimalista, muito pequeno, né? Então, você observar a experiência musical e aplicar isso em outras esferas, né? De outros formatos de eventos, é muito interessante.
Eu acho que o teatro também oferece isso muitas vezes. Eu acho que foi um golaço a Fernanda Montenegro lendo no Ibirapuera. Sim, com certeza. Porque aquilo ali foi... Ninguém respirava. Todo mundo queria pegar o ar que ela tava falando. E tava todo mundo... Sabe? É um silêncio.
E era uma multidão, né? E ao ar livre. Então, é muito bonito isso. Sim, e esse foi um formato incrível. E eu fico pensando, porque o pensamento que eu falei de franquias, né? Pô, teve uma edição especificamente dela lendo Simone de Beauvoir, mas...
Eu poderia fazer, sei lá, o Emicida lendo o Racionais, né? Vai que a gente vai também. E assim você trazer esse formato da literatura, que é um grande passion point, né? A gente faz Amazon na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. Passa mais gente na Bienal do Livro do que no Rock in Rio.
em termos numéricos. Loucura, loucura, né? E, claro, você vê zero marcas que são endêmicas à literatura que estão lá. As pessoas não tomam café lendo? Não comem uma barrinha lendo? Porque ela só faz isso ouvindo música. Então, também existe, às vezes, uma miopia, que é quase um... Onde tá todo mundo indo, né? Como o dinheiro é mais curto...
As marcas querem errar menos. E aí, no final, assim, pô, se tá todo mundo pondo aqui, puta, eu vou pôr também, porque não tem como errar. Não tem como dar errado aqui. Só que, ao mesmo tempo, né, você cria, assim, o arroz oficial do festival, né? Você fala, cara, mas o que tem a ver o arroz oficial do festival? Não tem isso, assim.
Tem os eventos literários no Brasil. Estão cada vez maiores. Eu amo a Flip. A Flip eu vou pra estudar. Porque eu fico assistindo todas as palestras. É muito legal. A feira vai acontecer outra agora. E eu sinto falta mesmo de marca. Que saiba entrar de um jeito inteligente. Contar uma história legal. Se faça parte dessa comunidade. Porque a gente não falta. Tá lotado. E com o poder aquisitivo, evidentemente. E a literatura.
no mundo de hoje, ela é um dos poucos momentos que você, de fato, tem que estar presente. Não dá pra você ler com a cabeça no mundo da louca, você não sai da página 2, né? Você fica e vai e volta, assim. E eu acho que, pra mim, isso comprova uma tese que eu venho observando muito, que a gente vem discutindo aqui também, de uma outra forma, que é...
A gente fala muito da economia da atenção, falou muito ao longo, vocês devem ter citado isso aqui 200 mil vezes, para essa transição para a economia da presença, que eu acho que o evento entra como esse grande catalisador dessa era. Assim como o digital foi o catalisador da economia da atenção, de você criar.
para que as pessoas despendessem atenção, eu acho que os eventos, qualquer formato que seja, de qualquer território cultural, eles são os catalisadores dessa nova economia da presença, de você falar, cara, eu estou aqui na Flip, eu estou assistindo, eu estou discutindo, eu estou lendo, eu estou no show com você, eu estou presente, eu te convido para almoçar, você vai almoçar comigo, mas está no WhatsApp.
E evento, você vai falar sobre o que está acontecendo no evento. Exato, então é um motor forte para isso. Agora, a gente tinha uma época em que a gente não tinha intenção de provocar as conexões no evento, né? A gente se preocupava com o conteúdo e não com essa conexão das pessoas.
E eu achei interessante essa pesquisa do Július dizendo que foi a primeira vez que apareceu conhecer gente, fazer networking como o motivo principal que tira as pessoas de casa. E eu acho que faz total sentido quando, número um, a gente tem um tempo considerável de gente trabalhando de casa, quando a gente tem uma quantidade considerável de pessoas com múltiplos empregos, a gente já fez um trabalho, um programa sobre isso, sobre transição de carreira.
Você tem que estar sempre fazendo networking, e isso é cansativo e é difícil. Então, enxergar o evento como uma oportunidade de conhecer pessoas, de se conectar com pessoas, de fazer negócios, não como um efeito colateral do evento. A gente foi para uma coisa e, by the way, também fizemos isso.
Como que isso muda? Como a gente planeja o evento, porque a gente não deixava tempo das pessoas respirarem. Você lembra um evento, não vou falar que órgão internacional em Nova York que a gente fez um evento, que a galera desenhou o evento pra só ter palestra e as pessoas desesperadas pra conversar, inclusive...
para fazer as coisas acontecerem, atrapalhando a palestra, conversando aqui, a gente mandando elas calarem a boca. Sendo que aqui estavam as melhores práticas, a pessoa sai daqui, as empresas que queriam fazer isso queriam chamar essa pessoa. Tipo, isso não está atrapalhando o evento, isso é o evento. Como que eu desenho um evento?
para promover essa conexão e não espantar essa conexão. Então, esse dado, ele vem impulsionado pelos mais jovens, Ju. Eu faço parte de uma organização chamada PCMA, que é uma organização global de eventos, e eles fizeram uma pesquisa com Geração Z, e a Geração Z é a que mais puxa isso, que mais puxa essa conta.
E dá pra entender, né? Porque se você for ver que eles são a geração mais digital, eles tiveram menos chance de fazer networking. Muitos fizeram faculdade online. Se você pensar faculdade, universidade, é um dos grandes hubs que a gente tem de construção de amizade, de conexões e tal. Eles não tiveram isso porque a maioria deles fez faculdade online. Não, e online, né? Mesmo que não seja na pandemia.
Muito do que se faz hoje na faculdade é online. Então, isso aparece muito na geração Z, um pouco no millennium também. E eles olham, e tem um dado adicional a esse que você falou, eles querem conhecer pessoas que mudem, que transformem a vida deles.
Ou seja, eles estão atrás de pessoas que transformem a vida deles como um emprego novo, que dê um insight legal, que o cara é um eureca da vida, que apresente alguém, que traga um contrato, de repente, se for uma coisa de negócio. Ou seja, eles estão atrás de pessoas que transformem, de pessoas transformadoras.
Ia para a igreja e agora está indo para o evento. Na verdade é profissional. Eles estão em busca de aprender. Porque eles também pensam de novo nos neurodivergentes. Eles querem aprender trocando. Eles querem aprender conversando. Então a gente está vendo essa mudança muito impulsionada pelas novas gerações. E aí respondendo a tua pergunta, total, a gente tem que planejar o evento olhando para isso. Você já participou do Web Summit alguma vez?
Web Summit de Lisboa e tem o do Rio, né? Você preenche no aplicativo do evento o teu perfil. Então você coloca o teu perfil. Você é podcaster, você é jornalista, você é isso. Quais são as áreas que você domina e quais as áreas que você quer aprender. Você preenche isso no evento. E todo mundo preenche. Então se você coloca que você é podcaster e que você manja muito de podcast e eu coloco que eu tô precisando saber mais sobre isso.
o app vai sugerir. Você deve conhecer a Ju. Porque a Ju pode te ajudar e te falar mais sobre podcast. E de repente eu coloquei que eu manjo de experience e você quer saber mais de experience. Inclusive, você pode trocar com ela. Porque ela pode te falar de podcast e você pode falar de experience. Então, o app, a tecnologia, é tipo o Tinder dos eventos. Eu acho um bom gancho pensando, porque a gente está discutindo muito eventos talvez mais correlacionados à tendência, ao mercado, né? Agora eu ponho tudo bem
Olhando para os eventos mais culturais, não necessariamente correlacionados só a teatro, a música, né? Ou a esporte. Em algum lugar eu observo que as pessoas já se conhecem, só elas não se conhecem. Então, eu amo euforia, por exemplo, a série. Você também, a gente já troca sobre isso no ambiente digital. Só que é lá no Tudo Um da Netflix que a gente vai de fato...
se conhecer. Então, acho que o evento também tem esse papel de concretizar de fato a presença de alguém que você... Materializar, né? Materializar a presença de alguém que você já conhece, já troca. Você é do mesmo fandom, né? Talvez seja tão legal ir pro SX, como vocês estão trazendo, que vocês são de um fandom específico e que vocês vão encontrar as pessoas que amam as mesmas coisas que vocês, né?
Então, eu acho que o evento também tem esse papel de ser, no final do dia, o lugar que as pessoas podem se encontrar pra se conhecer no campo físico mesmo. É muito legal você falar isso. A gente fez um evento do Mamilos no ano passado num teatro. E era muito generoso e bonito de ver as pessoas se encontrando. Porque só foram pessoas que escutavam Mamilos.
E lotaram o teatro pra assistir a conversa que a gente teve com o Marco Nanini. E houveram coisas muito específicas desse encontro, que era a cara de um grupo que ouvia mamilo, sabe? Sim. Foi legal demais de ver, faz muito sentido isso que você tá falando. A gente já se conhecia, a gente só se conhecia. A gente já nos conhecia.
vivo, né? Então, acho que o evento tem muito esse papel mesmo de se... de apresentar um ao outro, assim, né? Acho que esse é um... Talvez no mundo corporativo isso também aconteça, né? Total! Puta, eu já te conheci, eu já vi, eu já sabia, eu já te seguia no LinkedIn, eu já li seus artigos e aí, pô, tô aqui, prazer, a gente se conheceu, né?
Agora, no planejamento de eventos, quando você vai para assistir, você participa de outras coisas que não são as palestras? Mentoria, roundtable? Como eu vou para cobertura? Tá. Às vezes, não. Já participei de workshop, que eu achei uma experiência boa e tal. Mas, geralmente, eu tento cobrir a maior parte de conteúdo possível e eu não faço. Mas ele realmente tem muitos formatos.
Exato, ele é pensado para gerar networking também, ou seja, aquilo ali é a intencionalidade que eu chamo, né? Então, existe uma intenção de juntar na mentoria pessoas que pensam ou que têm um desejo parecido, que buscam alguma coisa similar, roundtable a mesma coisa, vamos discutir aqui um assunto que nos conecta de alguma forma. Então, você pensar o evento corporativo ou não dessa forma, você cria os formatos que proporcionam...
o networking. Então, ou seja, você tem o acaso, né, que é gostoso, mas tem intencionalidade. Tem que ter os dois. É, em minha defesa, eu vou muito no side eventos, porque daí é quando o festival já acabou e aí, assim, isso também apareceu na pesquisa. A importância e a força dos side eventos, que é esses eventos menores, que não são gravados, onde as pessoas podem entregar um pouco mais de autenticidade, um pouco mais de, né, essa demanda pelo...
tudo tá online, tudo vai aparecer gravado depois, tudo disponível não tem alguma coisa que acontece aqui, nesse momento, só nós, uma coisa mais intimista de como isso reúne as pessoas por interesses específicos permite conversas um pouco mais profundas, né
E eu penso que, no fundo, a gente gosta desses eventos. Você falou que gosta de show intimista, você falou que gosta dos eventos para elas. Eu tenho uma tese que é a diferença entre evento e experiência, né? Que um evento, tudo vai funcionar. Vai ter som, vai ter luz, vai ter comida. Só que na experiência é tudo pensado, né? Então, a luz tá lá, mas ela é uma luz âmbar, mais baixinha.
Não, eu até choro quando eu vejo que tudo foi pensado. Eu falo, gente. Eu chego num evento, a música tá 120 bpm. Você fala, cara, como é que você troca ideia? 120 bpm é pra pista depois, né? Então, a música tá lá? Tá. Ela funcionou, funcionou. A house mix tá funcionando. Tá, mas puta, não foi pensado pra ser uma experiência. E eu acho que no fundo a gente consegue separar rapidamente quando a gente chega num evento e quando a gente participa de uma experiência. E não precisa ser algo fantástico.
mas você consegue sacar a puta pensaram na luz, cara, pensaram por exemplo, em como estão filmando pra passar nos telões na lateral, eu acho isso espetacular cara, tipo, eu fui uma vez ao Coachella não é só põe uma câmera é um filme ao vivo sacou? você fala assim, cara, é incrível o show do Bad Bunny foi isso eu participei da gravação de um clipe sim, exatamente não era um
Então, não é um evento aquilo, é uma experiência. Eu sei que às vezes parece até meio, né, ah, puta, vai, evento, experiência. Mas é isso que faz a gente se apaixonar por esses formatos menores, que é onde você consegue controlar. É mais difícil controlar isso numa escala de um estádio, numa escala de um Rock in Rio, né?
num lugar menor, no side event, você consegue fazer esse pensamento. Tem um lance da explosão desses side events que é, como tudo está na internet agora e tudo pode ser tirado de contexto, as pessoas vão ficando cada vez mais covardes no que elas têm coragem de dizer porque antes era o seguinte, uma coisa é o artigo que eu vou publicar, a entrevista que eu vou dar, outra coisa é o que acontecia no evento ficava no evento, então você entregava muita coisa nova, muita coisa ali.
Quando começou a tudo ir pra internet, a galera começou a ficar mais covarde, ficar mais pós-teorizado o palco. E aí, no side event, não tem ninguém gravando isso aqui, não vai sair daqui. E aí, a conversa de CEO com CEO, e a gente pode falar o que está de ruim, o que está de errado, a gente pode trocar, porque o que está aqui vai ficar aqui. Vai ter lixamento virtual.
Exato, é a conversa entre pares que é, tipo, eu vou, como você estava falando a gente gosta do World Café que é, eu vou trazer um problema e aí, quem está de mercado são concorrentes, mas que tem a mesma realidade, a gente vai se ajudar a resolver um problema isso aqui não vai pra nenhum lugar a gente pode trazer dado que é sensível a gente pode pensar junto a gente pode errar, e eu acho que é
Isso é muito legal. Ao mesmo tempo que a gente tem a necessidade, você estava falando antes, de produzir conteúdo, porque eu acho que o conteúdo que é feito em evento, ele vem carregado, embutido dessa emoção que a gente está falando aqui. Da existência, né? É diferente de um conteúdo feito. Então, assim, a gente poderia estar online gravando, mas a gente está aqui porque esse conteúdo é embuido da sinergia, da troca. Acho que sim.
Mas a mesma tendência que faz a gente gravar tudo e fazer o corte, pensar no conteúdo do palco pra usar depois, faz a gente querer o side event, onde não pode filmar, onde nada do que sai pode fazer. Agora, pra não deixar passar, acho que o evento no Brasil, a Rio2C, tem feito todo um esforço de montar essa curadoria, esse tanto de palestra, esse tanto de formatos pequenos de evento.
A Flip, eu acho que faz um trabalho incrível, os sites e eventos são lindos. Na casa Netflix, dentro da Flip, tinha Walter Guman, cara. Tem a menor condição. Em Paraty. Em Paraty. E vão... Quando você escuta um autor contando do livro dele dentro daquela tenda e ele falando da experiência dele, escutar o Eduardo Luiz no ano retrasado foi um negócio que movimentou emoções.
foi muito interessante acho que a gente tem eventos muito bons acontecendo aqui, nós duas mesmas fomos num evento em Cuiabá feito pelo Sebrae que incrível, é legal demais que aí tinha workshop tinha palestra
É só para colaboradores do Sebrae. Gigantesco. Encontro Nacional dos Sebrae. Animal. O Sebrae faz eventos muito bons no Brasil para diversos tipos de empreendedores e para eles mesmos, para eles se reclarem. Eu acho que tem muita coisa acontecendo mesmo e todo mundo tentando se...
Fazer mais experiência, né? Mas tem um negócio que é... A gente se acostumou com aquela frase. Não deveria ter se acostumado, mas a gente se acostumou com aquela frase. Ah, essa reunião podia ter sido um e-mail. Agora tem o... Por que eu vim nesse evento? Se eu podia ter assistido tudo isso antes. Se eu vou até um evento, eu quero criar o conteúdo que aquelas pessoas juntas naquele momento criaram.
Então, pra mim, tem que ter interação. Eu tenho que conseguir ter alguma troca que justifique aquele conteúdo. Não foi feito só na frente daquelas pessoas. Foi feito com aquelas pessoas. Eu acho que a gente tá falando de meeting design. Existe uma lógica que é como que você coloca este conteúdo à disposição e como que as pessoas interagem com o teu conteúdo. Porque o conteúdo por si só...
Você está certa. Poderia ser aqui, poderia ser no YouTube, poderia ser em qualquer lugar. Mas a partir do momento que você tem a audiência na tua frente, você tem N opções de fazer com que o conteúdo seja construído em paralelo. Eu vou te dar um exemplo do SXSW que eu vivi lá. Não sei se vocês estavam nessa palestra. Que eram quatro futuristas que a audiência construía a temática na hora.
E eles geravam visões de futuro. Eles partem de um princípio maravilhoso, que acho que vale comentar. Todos somos futuristas. A partir do momento que você sai de casa e escolhe a roupa que você vai vestir, você é um futurista. Porque você está prevendo o que vai acontecer. Vou pegar transporte público, talvez chova, vai fazer calor, eu vou para um podcast que talvez seja frio dentro do estúdio, você está sendo futurista. Então ele parte... E aí a lógica ali era...
construir racional de ser um futurista. E aí, eles mostravam isso em tempo real. Então, assim, não é sobre o conteúdo do futuro. É sobre como que você constrói a interatividade com a tua audiência. Então, é muito mais sobre meeting design do que sobre conteúdo. Aí, de novo, a gente tá falando de planejamento aqui. Como é que a gente planeja que esse evento vai acontecer? Como é que essa audiência... Aí, você tem Mentimeter, você tem N...
Isso eu adoro, uso um monte. Exato, que você vai usando e aí você não consegue ter isso no online ou no podcast que é depois, enfim, gravado e mostra depois. Então é muito assim, como é que eu engajo essa audiência? Acho que a gente está falando aqui de engajamento, né? Como é que você cria engajamento com a audiência? E aí tem que botar o planejamento para pensar.
É isso. É isso. Já temos um evento? Como é que é aí? Eu queria só para fechar, a gente falou aqui um pouco de encontro, eu acho muito legal na palestra do Július, ele encerra falando justamente do que você falou que a geração Z vem buscar nos eventos que é grandes momentos históricos nasceram de eventos, então o Steve Jobs e o Osniak se conheceram num evento para programadores Agora
A Emanuele Charpentier e a Jennifer Duda se conheceram numa conferência acadêmica, se juntaram e fizeram o trabalho de edição de DNA que deu no Prêmio Nobel. Então, essa...
essa vocação que o evento tem para justamente mudar a trajetória das pessoas, eu acho que para a gente que trabalha com o evento, deve ser o santo grau, vai, o que a gente olha no final do arco-íris. E eu queria que vocês encerrassem falando...
Qual foi o evento que para vocês, vocês olham e falam assim, poxa, nesse evento eu conheci a pessoa, ou nesse evento eu tive o insight, ou nesse evento eu senti a emoção que foi muito marcante, que eu acho que é transformador. Boa.
Pra mim foi um evento que se chamava Skull Beats. Um evento que fez bastante sucesso pros jovens nascidos aí na década de 80 e 90. Que era um festival de música eletrônica. Estive lá. E eu amava música eletrônica na época. E eu participei da primeira edição do festival. Que pra mim era muito marcante. O tamanho do evento. Aqueles DJs todos que eram inalcançáveis. Você não podia assistir. E tava ali.
E foi naquele evento que eu falei, cara, eu quero trabalhar com isso aqui. Puta, como é que os caras fazem isso, né? Como é que organiza isso? Como é que sobe toda essa cena? Como é que chega as pessoas? Elas vêm de avião, elas ficam no hotel. O que elas comem? Quem vem junto com elas? Comecei a fazer ali um checklist mental. Eu lembro que tinha cachorro revistando as pessoas. Mas tem cachorro. Como é que contrata o cachorro? Como é que paga o cachorro? E então ali eu tive essa sacada.
de falar, cara, eu quero trabalhar com isso através da música. E com incidência do destino, hoje eu sou presidente da agência que organizava o festival. E não foi uma coisa que foi traçada como uma rota, eu quero fazer isso. Mas foi um caminho que surgiu, então pra mim foi muito emblemático. Nesse evento eu falo, eu quero trabalhar com isso. E de repente, depois de 20, 25 anos, você tá nesse lugar, que é um lugar importante dentro do mercado. Muito legal.
Eu vou mudar um pouco a perspectiva. Não é um evento, mas eu acho que é evento. Eu tenho TDAH. Eu fui uma criança que sofreu muito na escola. Para mim, foi extremamente punitivo ir para a escola.
repetir de ano, fui um estudante que apanhou ali porque eu não me encaixava naquele modelo. Eu sou da década de 70, não da década de 80. Mas eu não me encaixava naquele modelo de educação e pra mim foi um sofrimento. Eu nem sabia o que era TDAH, nem existia esse termo provavelmente na época. Mas enfim, hoje diagnosticado, mas naquela época eu era só uma criança desatenta, inquieta, que não conseguia parar a bunda na cadeira como minha mãe dizia.
Então eu não consegui aprender, para mim foi muito difícil aprender em sala de aula. E quando eu descobri os eventos, e eu comecei cedo, porque o primeiro evento que eu tive relação foi na escola, que eu estava no Objetivo, e eu fui convidado para fazer parte da comissão de organização do FICO, que era o festival interno do Colégio Objetivo, que era um festival de música. Você tocou no FICO? Pois é. Então eu fiz parte da comissão organizadora do FICO nos anos que eu estudei no Objetivo.
E ali foi a primeira coisa, eu falei, puta que legal, evento e tal, né? Foi a primeira. E aí, a partir dali, vários outros eventos que eu fui participando, comecei a ser... O Bazinho não sabe, mas eu fui promoter dele.
Ele é um pouco mais velho que eu, então eu era promoter dele, trabalhava na balada também. Então, assim, aquilo foi uma forma de conexão, foi um lugar onde eu me encontrei. Então, pra mim, evento foi transformador de vida, né? Foi uma ferramenta de transformação de vida. Então, não é um evento, mas acho que evento. Evento foi o que me tornou, o que me permitiu ser quem eu sou, que me permitiu aprender, que me permitiu me conectar, foi...
comunidade, pertencimento, da mesma forma que você olhou ali e falou, é isso que eu quero, quando eu comecei a entender eu falei, é isso que eu quero também, e eu nunca fiz outra coisa que não fosse isso, então acho que não é um evento, mas os primeiros eventos da minha vida me levaram a perceber isso.
Muito bom, e você, Cris? Eu odeio fazer evento. Tem horror. Não sei como é que vocês fazem isso. Eu acho que ninguém vai, eu acho que a cerveja vai ficar quente. Vai chover. Eu passo só um zão de almoço lá em casa. É o máximo de evento que eu faço. E o aniversário das crianças, porque, né, pois mãe. Mas eu adoro ir.
Eu acho que tem dois eventos, assim, que me marcaram muito. Ai, muitos eventos. Eu vou escolher um só, vai. É o Doce Maravilha, né? O show de aniversário do trans, o disco do Caetano. Deixa eu ver o bastante. Você esperou até o final? Eu fiquei 12 horas molhada. Eu fui embora. Pé, esperando. Eu fui embora, não aguentei. Porque eu sou muito competitiva. Muito.
E aí eu falei, não é possível, se vai ter esse show, eu vou assistir esse show. E foi uma loucura, né? Porque virou... A experiência foi muito complexa. Tava frio, tava molhado. Mas foi marcado, tá lembrando e tá molhado. Foi uma medalha, um bad.
sabe, é tipo uma grande eu estava lá, eu sou dessa sabe, eu fui e assisti, e foi muito bonito foi muito bonito então, eu acho que é a minha eu vou pegar essa aí, e você Ju? pra mim, eu vou falar de um também, acho que tem vários, mas eu vou falar do SWU, porque foi onde eu conheci meu marido
Então foi num show, né? Start With Us. Hã? Era esse? É, o Start With Us. A gente trabalhava nesse. E assim, foi uma loucura, foi uma impossibilidade. Como é que faz isso? Fazenda Maeda. É. Como a gente é doido.
Foi uma loucura isso. Várias chances de dar errado. Do início ao fim foi uma loucura. Mas eu acho que é isso. Foi ali que eu conheci meu marido. O primeiro greenwash é isso. Mas eu acho que é isso, assim. É encontros que mudam a vida, né? Então, assim, tem várias pessoas daquele evento que eu carreguei pra vida depois. Então, acho que tem isso. Legal.
Gente, temos um grande evento aqui. Fazer esse programa foi um grande evento. Você já sabe, seja o algoritmo que você quer ver no mundo, faça esse conteúdo chegar nas pessoas com quem você quer fazer muita festa depois. Gente, muito obrigada. Sejam sempre muito bem-vindos. Pode despedir do pessoal de casa.
Bom, obrigado, valeu pelo papo, foi ótimo. E convidarei vocês, obviamente, pra todos os próximos eventos. Bora! Contando com isso. Obrigado, meninas, foi um prazerzão. Realização de um sonho sério mesmo. Que amor. Gente, parabéns, viu? Vocês são bem loucos. Pessoal, vamos lá. Agora é dar o play e chamar os amigos pro evento, depois de ouvir esse programa. Beijo, até semana que vem. Mamilos. Mamilos. Mamilos. Mamilos.