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Maratona do Rio movimenta economia, cúpula do Mercosul busca integração, PCC e sanções dos EUA

02 de julho de 20265min
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Este é o Radar Drops, seu podcast diário de notícias!

Começamos pelo impacto da Maratona do Rio de 2026: o evento bateu um recorde histórico ao movimentar R$ 712 milhões na economia da cidade, praticamente dobrando seu impacto em três anos. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a maior edição da história gerou 6.871 empregos e atraiu corredores de 53 países. Para Duda Magalhães, presidente da Dream Factory, os números provam que o esporte é uma ferramenta de desenvolvimento que fortalece a vocação do Rio como palco de grandes eventos internacionais.

Na sequência, a integração do Mercosul: o bloco se reuniu em cúpula no Paraguai para avançar em acordos com Canadá, Emirados Árabes e Japão, além de celebrar a entrada da Bolívia. O foco da nova presidência pro tempore do Uruguai será a inserção internacional frente ao protecionismo global. Para Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV, o acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado, criando uma área econômica com PIB conjunto de 22 trilhões de dólares e benefícios diretos ao consumidor brasileiro.

E mais: o cerco ao crime organizado no sistema financeiro. Sanções do Departamento do Tesouro dos EUA contra brasileiros e empresas ligadas ao PCC por lavagem de dinheiro podem encarecer os negócios de companhias nacionais. A medida exige controles de compliance e processos de "conheça seu cliente" (KYC) muito mais rigorosos, afetando especialmente fintechs e o setor de combustíveis. Segundo Leonardo Paz, pesquisador do FGV NPII, o cenário impõe ao Brasil o desafio de reforçar sua fiscalização interna para manter a lisura nas relações comerciais com o mercado americano.

👉 Créditos jornalísticos: O Globo Online, Times Brasil CNBC

👉 Produção: Nícolas Queiros, Davi Afonso, Eduardo Bittencourt.

Radar Drops, os principais fatos do Brasil e do mundo, com curadoria do FGV Notícias. Acesse: https://portal.fgv.br/noticias

Este programa é gerado por IA. Pode haver inconsistências na pronúncia de algumas palavras.

Participantes neste episódio3
L

Leonardo Paz

HostPesquisador
D

Duda Magalhães

ConvidadoPresidente da Dream Factory
L

Lucas Ferraz

ConvidadoCoordenador do Centro de Negócios Globais da FGV
Assuntos3
  • Maratonas e provas de Júlio MamuteImpacto econômico · Recorde histórico · Geração de empregos · Turismo esportivo · Duda Magalhães
  • Cântico de MariaIntegração comercial · Acordos com Canadá, Emirados Árabes e Japão · Entrada da Bolívia · Acordo com União Europeia · Lucas Ferraz
  • CV e PCC como ameaças à segurançaLavagem de dinheiro · Compliance e KYC · Impacto em fintechs e setor de combustíveis · Leonardo Paz
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LPLeonardo Paz

Radar Drops, informação para o seu dia. Olá, hoje é 2 de julho, começa agora o Radar Drops, informação para o seu dia, sobre curadoria do FGV Notícias. Acompanhe agora os destaques de hoje: o impacto financeiro da Maratona do Rio na economia local, as movimentações do Mercosul para ampliar sua integração comercial e os efeitos das sanções financeiras internacionais sobre empresas aqui no Brasil. Vamos começar falando sobre a presença econômica brasileira e a constante adaptação aos mercados externos.

A busca por expansão e maior relevância global traz recompensas altíssimas, claro, mas também exige que se assuma novas e bem rigorosas responsabilidades comerciais. E o nosso primeiro destaque prático vem do turismo esportivo, com os resultados impressionantes projetados para a Maratona do Rio. Para dar uma ideia da dimensão, o evento movimentou um montante recorde de mais de R$711 milhões na economia carioca. É um salto enorme, correspondendo a praticamente o dobro do impacto econômico registrado há apenas 3 anos.

E de onde vem esses dados? Um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas, a FGV, mostrou que a prova, que reuniu cerca de 70 mil corredores, resultou na criação de quase 7 mil empregos diretos e indiretos. A pesquisa também apontou uma injeção de R$381,5 milhões no PIB e uma arrecadação que beira os R$79 milhões em impostos. Grande parte desse sucesso financeiro é impulsionada pelo fluxo turístico. 73% dos corredores vieram de fora do Rio de Janeiro.

Foram visitantes de 53 países que lotaram hotéis, bares, restaurantes e transportes. Com isso, a taxa de ocupação na rede hoteleira passou dos 80% durante o feriado. Duda Magalhães, da Dream Factory, resumiu bem o cenário ao destacar que a maratona demonstra como o esporte traz desenvolvimento e fortalece a vocação da cidade como um palco para grandes eventos. A marca da prova se evoluiu tanto que hoje já é reconhecida como a 11ª maratona mais forte do mundo.

Passando agora para nossa próxima pauta, vamos olhar para a política comercial da região e os atuais esforços de expansão do Mercosul. Vivemos um cenário internacional bastante marcado por fragmentação e protecionismo, mas segundo o Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV, isso na verdade abre uma baita janela de oportunidades para o Mercosul firmar novos acordos comerciais e buscar uma integração ainda maior.

E o cronograma de negociações do bloco segue ativo. Tivemos a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em 1º de maio, e a expectativa agora para o segundo semestre é avançar nas tratativas com o Canadá e os Emirados Árabes. Além disso, existe a forte perspectiva de iniciar um acordo amplo com o Japão na próxima presidência do bloco. O peso desse acordo com a União Europeia, por exemplo, é histórico. Estamos falando de um PIB combinado de 22 trilhões de dólares e um mercado que ultrapassa os 720 milhões de consumidores em essencial.

Para o Brasil, os benefícios incluem tarifa zero em 77% das exportações para Europa no prazo de 10 anos, o que promove ganhos geopolíticos essenciais para diversificar a nossa economia. Em nosso próximo destaque, o assunto são as regulamentações financeiras e como as recentes sanções internacionais afetam as operações corporativas no país. Nesse contexto, um termo fundamental é o Conheça Seu Cliente, ou KYC em inglês. São processos obrigatórios de compliance internacional criados para verificar identidades, avaliar os riscos e, principalmente, prevenir a lavagem de dinheiro.

Sanções recentes dos Estados Unidos contra indivíduos ligados a redes criminosas no Brasil estão exigindo que as empresas adotem esses padrões regulatórios com muita urgência. Leonardo Paes, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, alerta que essas medidas colocam uma verdadeira lente de aumento sobre as companhias brasileiras. Isso afeta especialmente aquelas que têm exposição ao sistema financeiro americano ou que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.

Nas palavras do próprio pesquisador da FGV, a expectativa é que os custos operacionais dessas empresas aumentem consideravelmente. Pra operar e fazer negócios lá fora, as companhias vão precisar investir pesado na criação de departamentos de compliance e em novas etapas de verificação de clientes e parceiros, tudo pra comprovar que suas operações são absolutamente limpas. E na prática, isso evidencia desafios enormes de adaptação para diferentes setores da economia aos rígidos padrões de fiscalização.

Cada segmento apresenta desafios bem variados. Bancos tradicionais, por exemplo, já lidam com o alto risco de ter que rastrear movimentações ilícitas super sofisticadas. As fintechs enfrentam um risco considerado muito alto pela análise da FGV, porque precisam correr para implementar novas camadas de fiscalização. Até setores mais formais, como o de combustíveis, também entram no radar para comprovar a limpeza em todas as etapas da cadeia de suprimentos.

A estratégia central das autoridades é bem direta: seguir o dinheiro para sufocar o crime organizado. Por isso, o entendimento do pesquisador Leonardo Paes é que o Brasil precisa primeiro fortalecer os seus controles internos. É necessário organizar nossa própria estrutura institucional de fiscalização antes de conseguir uma ampla cooperação de mercados como Estados Unidos e Europa. Fica então um alerta corporativo: com a integração avançando, os negócios brasileiros estão prontos para encarar essa nova lente de aumento do mundo?

Esse foi o Radar Drops de hoje. Esse episódio foi produzido a partir das principais contribuições de especialistas da FGV em matérias veiculadas na imprensa. Voltamos amanhã com mais um programa. Até lá!

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