Dívida pública é a maior em 5 anos, Brasil negocia terras raras, Cury cresce nas pesquisas
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Começamos pela economia: a dívida pública brasileira atingiu 82,5% do PIB em julho, o maior patamar em cinco anos. O endividamento do setor público superou os R$ 10 trilhões, refletindo um cenário onde os gastos superam a arrecadação e o deficit das estatais, especialmente dos Correios, atinge níveis históricos. Segundo Rafael Barbosa, do FGV IBRE, essa trajetória é insustentável no longo prazo, pois alimenta um ciclo de insegurança que impede a queda dos juros, encarece o crédito e prejudica o crescimento econômico.
Na sequência, o potencial mineral: o Brasil negocia com os Estados Unidos a exploração de terras raras, minerais essenciais para a fabricação de carros elétricos e turbinas eólicas. Embora detentor da segunda maior reserva mundial, o país ainda carece de tecnologia para o beneficiamento e de um marco regulatório consolidado. Para José Antonio Puppim, da FGV EAESP, a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos é fundamental para oferecer segurança jurídica aos investidores e garantir que o país deixe de ser um mero exportador de matéria-prima.
E mais: a ascensão de Augusto Cury na corrida presidencial. O escritor e psiquiatra saltou para 11% nas intenções de voto, consolidando-se como uma potencial "terceira via tecnocrática", com forte apelo entre os jovens e eleitores com ensino superior. Para Vinicius Rodrigues Vieira, professor da FGV RI, o fenômeno reflete um esgotamento com a polarização política, mas traz riscos como o enfraquecimento dos partidos e a ilusão de soluções mágicas para problemas estruturais complexos.
👉 Créditos jornalísticos: TV Globo (Jornal Nacional e Bom Dia Brasil), Jota.Info
👉 Produção: Nícolas Queiros, Davi Afonso, Eduardo Bittencourt
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