Brasil x Argentina na economia, golpes atingem pequenos negócios, confiança do consumidor em queda
Este é o Radar Drops, seu podcast diário de notícias!
Começamos pelo cenário econômico na América Latina: a comparação entre as economias de Brasil e Argentina tem gerado debates intensos. Enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que o Brasil está em situação superior, especialistas como Fábio Giambiagi, do FGV IBRE, pedem cautela, observando que a Argentina vive hoje um processo de estabilização similar ao que o Brasil enfrentou nos anos 90. Apesar de a Argentina ter registrado superávit fiscal e um crescimento de 4,4% no PIB em 2025 sob a gestão de Javier Milei, o Brasil mantém indicadores mais sólidos, com reservas internacionais de US$ 360,9 bilhões e inflação controlada em 4,26%, contra 31,5% do país vizinho.
Na sequência, os riscos aos pequenos negócios: uma pesquisa inédita do Sebrae em parceria com o FGV IBRE revela que 44% das micro e pequenas empresas no Brasil foram alvo de tentativas de golpes digitais ou por telefone nos últimos 12 meses. O impacto é severo: 31% dos pequenos negócios que foram vítimas relatam prejuízos financeiros diretos. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a digitalização trouxe ganhos, mas exige "blindagem operacional", especialmente contra boletos falsos e fraudes via Pix, que são as maiores preocupações dos empreendedores diante da fragilidade em suas defesas preventivas.
E mais: a confiança do consumidor brasileiro caiu em julho pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 88,3 pontos, o menor nível em quatro meses. Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, o recuo foi puxado pela piora na percepção sobre a situação financeira atual, atingindo principalmente as famílias de menor renda. O alto endividamento, a inadimplência e a taxa básica de juros mantida em 14,25% ao ano são apontados como os principais pontos de pressão que alimentam o pessimismo em relação ao orçamento doméstico e ao presente econômico.
👉 Créditos jornalísticos: Portal G1, Diário do Comércio.
👉 Produção: Nícolas Queiros, Davi Afonso.
Radar Drops, os principais fatos do Brasil e do mundo, com curadoria do FGV Notícias. Acesse: https://portal.fgv.br/noticias
Este programa é gerado por IA. Pode haver inconsistências na pronúncia de algumas palavras.
Anna Carolina Gouveia
Fábio Giambiagi
Rodrigo Soares
- Impacto em pequenos negóciosPequenas e médias empresas · Golpes digitais · Boletos falsos · Pix
- Insatisfação dos consumidoresConsumidor brasileiro · Endividamento · Inadimplência · Taxa de juros
Radar Drops, informação para o seu dia.
Olá, hoje é 28 de julho, começa agora o Radar Drops, informação para o seu dia, sobre curadoria do FGV Notícias.
Economia, Brasil e Argentina. O debate público recente tem buscado comparar os resultados das diferentes linhas políticas adotadas por essas duas nações.
Mas será que dá mesmo para comparar? Bom, o pesquisador associado do FGV Híbrido, Fábio Jambiage, faz um alerta muito importante para entendermos essa dinâmica. Ele destaca que a situação atual simplesmente não permite uma comparação direta.
Por quê?
Porque a Argentina enfrenta hoje um desafio de combate à inflação que lembra muito o cenário que o Brasil viveu lá atrás, em meados da década de 1990. Ou seja, são momentos econômicos e trajetórias de estabilidade completamente diferentes.
E esses contrastes ficam muito claros quando a gente avalia os indicadores específicos. Só para ter uma ideia, o Brasil encerrou o último ano com a inflação controlada ali na casa dos 4,26%. Já a Argentina atingiu um pico alarmante de 289,4% em abril. Outro ponto de imensa divergência é o volume de reservas internacionais, aquele colchão de dólares que protege o país contra crises externas, sabe? O Brasil tem expressivos 360,9 bilhões de dólares, enquanto a Argentina conta com cerca de 49 bilhões.
Com essas distinções estruturais tão profundas, fica claro que comparações superficiais exigem bastante cuidado. Golpes digitais nas empresas: um alerta essencial sobre a segurança dos pequenos negócios frente às ameaças no ambiente digital.
Um estudo inédito que acabou de ser conduzido pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o FGV Hibre, em parceria com o Sebrae, mediu de forma aprofundada qual é o impacto de fraudes digitais e telefônicas na rotina dos empreendedores brasileiros.
O número chama atenção: 44%. O levantamento revela que 44% dos pequenos negócios sofreram alguma tentativa de golpe só nos últimos 12 meses. E o grande problema revelado pela pesquisa está na vulnerabilidade. Diferente das grandes corporações, a esmagadora maioria das micro e pequenas empresas não tem nenhuma medida estruturada de proteção preventiva.
E quais são as táticas mais comuns? O envio de boletos falsos lidera, afetando 38% dos entrevistados, seguido de perto por abordagens enganosas pelo telefone e por fraudes com o Pix. O detalhe aqui é que os criminosos não estão focando em falhas tecnológicas complexas, eles exploram o fator humano. O estelionatário se aproveita justamente da rotina sobrecarregada do dono do negócio, que muitas vezes faz mil coisas ao mesmo tempo e acaba agindo no piloto automático, sem a chance de fazer uma checagem rigorosa dos dados.
Queda na confiança do consumidor.
Os dados mais recentes sobre o sentimento econômico das famílias brasileiras apontam retrações agora no mês de julho.
Tivemos o terceiro recuo mensal consecutivo na confiança dos consumidores. O Índice de Confiança do Consumidor caiu para 88,3 pontos, batendo o menor nível em 4 meses. Esse movimento de queda foi impulsionado pelo Índice de Situação Atual, que é o termômetro de como as pessoas avaliam o momento presente. Houve uma retração forte nesse índice, puxada principalmente pelas famílias de menor renda, que sentem uma piora imediata na saúde do próprio orçamento.
A economista do FGV Hibri, Ana Carolina Gouveia, lança luz sobre o que está por trás dessa dinâmica. Ela aponta que o alto nível de endividamento, as taxas de inadimplência e o crédito mais caro devido à atual taxa de juros estão pressionando bastante o bolso das famílias. E qual é o resultado prático disso? Aquela insegurança que antes se limitava apenas às expectativas para o futuro agora contamina a forma como o consumidor avalia e sente a sua realidade financeira hoje.
Esse foi o Radar Drops de hoje. Esse episódio foi produzido a partir das principais contribuições de especialistas da FGV em matérias veiculadas na imprensa.
Voltamos amanhã com mais um programa. Até lá!