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Aluguel dispara no Rio, Brasil e o comércio global, comitê de preços do Ministério da Saúde

27 de julho de 20264min
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Este é o Radar Drops, seu podcast diário de notícias!

Começamos pelo mercado imobiliário: o Rio de Janeiro enfrenta uma disparada nos preços dos aluguéis, impulsionada por uma queda de 30,4% na oferta de imóveis em três anos. Segundo dados do Secovi Rio e um estudo da Fundação Getulio Vargas, o crescimento das plataformas de aluguel por temporada, que movimentaram R$ 21 bilhões no estado, e a taxa Selic elevada aqueceram o mercado de locação. Para Marco Freitas, diretor da Abadi, a incapacidade de entrega de novos produtos para suprir a demanda, especialmente na Zona Sul, tem elevado o valor do metro quadrado e empurrado moradores para regiões como o Centro e a Zona Norte.

Na sequência, o comércio exterior: o "tarifaço" imposto por Donald Trump às exportações brasileiras expõe as limitações do país no comércio global. Apesar de ser a décima economia do mundo, o Brasil ocupa apenas a 24ª posição no ranking de exportadores da OMC. Para Lia Valls, pesquisadora do FGV IBRE, a forte concentração em commodities e a falta de acordos bilaterais, que hoje cobrem apenas 15,7% do fluxo comercial brasileiro. dificultam a competitividade da indústria nacional. Especialistas apontam que o protecionismo e o ambiente de negócios hostil seguem como obstáculos para enfrentar a nova realidade tarifária americana.

E mais: o Ministério da Saúde criou um comitê permanente para negociar preços de vacinas e medicamentos para o SUS, visando descontos superiores a 50%. A estratégia permite o uso de "descontos silenciados" em casos de alto custo, um modelo de sigilo que evita pressões por preços semelhantes no mercado internacional. O professor Walter Cintra, da FGV EAESP, avalia a iniciativa como positiva para ampliar o acesso a tecnologias de saúde, mas ressalta que o formato exige mecanismos rigorosos de controle para garantir a transparência e a publicidade na administração pública.

👉 Créditos jornalísticos: Valor Econômico, O Globo Online

👉 Produção: Nícolas Queiros, Davi Afonso

Radar Drops, os principais fatos do Brasil e do mundo, com curadoria do FGV Notícias. Acesse: https://portal.fgv.br/noticias

Este programa é gerado por IA. Pode haver inconsistências na pronúncia de algumas palavras.

Assuntos3
  • Apresentação de ArturNegociação de preços de vacinas e medicamentos · Descontos superiores a 50% · Descontos silenciados · Walter Cintra
  • Despesas em aluguelQueda na oferta de imóveis · Locações por temporada · Valorização do metro quadrado
  • Relações Comerciais Brasil-BolíviaSobretaxas dos Estados Unidos · Concentração em commodities · Falta de acordos comerciais · Donald Trump e a NASA
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Radar Drops, informação para o seu dia. Olá, hoje é 27 de julho, começa agora o Radar Drops, informação para o seu dia, sob curadoria do FGV Notícias. Aluguéis em alta no Rio. O setor imobiliário carioca tem registrado uma alta fortíssima nos preços, e grande parte desse fenômeno acontece por um motivo bem claro: a oferta de imóveis disponíveis sofreu uma queda drástica de mais de 30% ao longo dos últimos 3 anos. Um dos fatores que mais pesam nessa falta de imóveis convencionais são as locações por temporada.

Para dar uma dimensão desse mercado, um estudo da FGV Projetos revelou que apenas a plataforma Airbnb movimentou quase R$21 bilhões no estado ao longo do ano passado. Com essa oferta reduzida, o valor médio do metro quadrado para aluguel saltou 18% em apenas um ano. A Zona Sul do Rio acaba sendo a região mais impactada. O metro quadrado no Leblon, por exemplo, já encosta nos R$129, seguido bem de perto por Ipanema e Lagoa. É uma forte pressão financeira que empurra muitos moradores para outras áreas, como a Zona Norte, onde o custo-benefício para alugar espaços mais amplos acaba se tornando muito mais atrativo.

Desafios da exportação brasileira. No cenário econômico mundial, o Brasil se depara com novos obstáculos para as vendas externas, em especial após o recente anúncio de sobretaxas por parte dos Estados Unidos. Apesar de ocupar o posto de décima maior economia do planeta, o país fica apenas na vigésima quarta posição no ranking global global de exportadores. Como temos uma economia historicamente tida como mais fechada, todo esse contexto atual de turbulências e guerra comercial no exterior transforma a busca por novos mercados em um desafio enorme para o setor produtivo nacional.

Essa baixa integração internacional fica evidente quando observamos os dados levantados pelo Centro de Estudos de Negócios Globais, a FGV Global Business. O estudo demonstra que pouco mais de 15% de todo o fluxo comercial brasileiro somando tanto as exportações quanto as importações, acontece com nações que mantêm acordos comerciais ativos com o país. E além da falta de acordos mais amplos, existe outro fator de peso: a pauta de exportações do Brasil é extremamente concentrada em commodities.

Na prática, isso inibe uma participação mais forte e abrangente nas cadeias globais de produção. A pesquisadora da FGV Hibre, Lia Valls, levanta um ponto crucial sobre isso. Ela explica que os grandes países exportadores participam dos fluxos mais dinâmicos do comércio internacional, que hoje são fortemente impulsionados por manufatura e tecnologia de alto valor agregado. Enquanto o mundo cresce nessa direção, a inserção brasileira segue bastante limitada pela dependência dos produtos agrícolas e minerais.

Comitê de Preços do SUS. Na saúde pública, o Ministério da Saúde instituiu recentemente um novo comitê permanente focado exclusivamente na negociação de preços de vacinas, medicamentos e insumos para o Sistema Único de Saúde. A meta principal do governo com a criação desse grupo é conseguir descontos que passem da marca de 50% nas compras públicas. O objetivo prático é gerar um alívio no orçamento para em seguida viabilizar a aquisição de novas tecnologias e medicamentos oncológicos essenciais.

A estratégia para alcançar esses valores envolve uma prática conhecida pelo mercado como descontos silenciados. Funciona da seguinte maneira: Os descontos obtidos em medicamentos de altíssimo custo são mantidos sob absoluto sigilo. Trata-se de uma tática muito defendida pela indústria farmacêutica e comum em outros países, justamente para evitar que a redução de preço em um local acabe gerando pressões por descontos iguais em todo o mercado internacional.

O professor de gestão em saúde da FGV e a ESP, Walter Sintra, enxerga a criação do comitê como uma iniciativa bastante positiva. Contudo, ele faz um alerta essencial: utilizar esses descontos silenciados é um ponto muito sensível, que vai exigir um controle rigorosíssimo. Afinal, a administração pública precisa sempre priorizar a total transparência, a legalidade e a publicidade de seus atos. Fica o desafio de como o comitê conseguirá equilibrar esse sigilo comercial com a necessária transparência pública.

Esse foi o Radar Drops de hoje. Esse episódio foi produzido a partir das principais contribuições de especialistas da FGV em matérias veiculadas na imprensa. Voltamos amanhã com mais um programa. Até lá!

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