Impacto da Copa do Mundo feminina, PIB cresce no bimestre, por que entramos na mira do tarifaço?
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Começamos pelo impacto da Copa do Mundo Feminina de 2027: um estudo da Embratur em parceria com a FGV Projetos prevê que o evento movimentará R$ 8,8 bilhões na economia nacional. O torneio deve gerar cerca de 73 mil empregos e consolidar o Brasil como um hub global de grandes eventos. O país vive um momento importante no turismo internacional, tendo recebido 5,2 milhões de visitantes apenas nos primeiros seis meses do ano.
Na sequência, o desempenho da economia brasileira: segundo o Monitor do PIB do FGV IBRE, o país registrou crescimento de 0,7% entre abril e maio de 2026. No trimestre móvel encerrado em maio, a alta foi de 1,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo resultado positivo, embora o cenário aponte sinais de arrefecimento na agropecuária e na indústria.
E mais: o que fez o Brasil ficar mira das tarifas comerciais dos Estados Unidos. A partir de 22 de julho, o país passará a ter a maior tarifa de importação da América do Sul aplicada pelo governo de Donald Trump, com uma média estimada em 18,17%. Para Celso Figueiredo, professor da FGV, a medida utiliza a economia como instrumento de pressão política, refletindo preocupações americanas com temas como o Pix, o comércio de etanol e a crescente influência da China na região.
👉 Créditos jornalísticos: Valor Econômico, Globo Online, BBC News, DW, Opera Mundi e Agência Brasil.
👉 Produção: Nícolas Queiros, Davi Afonso, Eduardo Bittencourt
Radar Drops, os principais fatos do Brasil e do mundo, com curadoria do FGV Notícias. Acesse: https://portal.fgv.br/noticias
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- Crescimento do PIB do BrasilMonitor do PIB · FGV · Consumo das famílias · Arrecadação do país
Radar Drops, informação para o seu dia. Olá, hoje é 21 de julho, começa agora o Radar Drops, informação para o seu dia, sob curadoria do FGV Notícias. Hoje vamos falar sobre o impacto econômico da Copa do Mundo feminina, os dados recentes do crescimento do PIB brasileiro e os motivos que colocaram o Brasil na mira do tarifaço de Donald Trump. Impacto econômico da Copa. O Brasil já se prepara para receber a Copa do Mundo feminina de 2027.
E esse é um evento esportivo de escala global que promete movimentar a economia nacional de forma intensa. Um estudo recente, que foi encomendado pela Embratur e realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, através da FGV Projetos, revela um dado impressionante: a expectativa é que o torneio injete quase R$8,8 bilhões na nossa economia. E de onde vem esse montante tão expressivo? Basicamente, de duas origens principais: A primeira é o próprio investimento direto da FIFA, que vai destinar US$800 milhões especificamente para a operação e a realização do torneio.
Já a segunda origem vem do turismo e do consumo do público. A estimativa é que cerca de 2 milhões de pessoas circulem pelo país para acompanhar os jogos, consumindo bastante em serviços de hotelaria, transporte e alimentação. Roberto Gevaerde, da Embratur, aponta que toda essa movimentação vai ser responsável por criar em torno de 73 mil empregos diretos e indiretos. A consequência imediata dessa demanda gigantesca por mão de obra é uma geração de renda de mais ou menos R$4,5 bilhões.
Isso impulsiona diversos setores e contribui de forma muito positiva com a arrecadação do país. Crescimento do PIB brasileiro. O Produto Interno Bruto do Brasil registrou novos números na sua mais recente medição de atividade econômica. A economia nacional cresceu 0,7% entre os meses de abril e maio. Essa constatação vem direto do Monitor do PIB, que é um estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o FGV-Hibre.
O resultado de maio marca a retomada de uma trajetória de alta, isso quando fazemos a comparação mensal imediata. E esse avanço positivo acontece logo depois de um leve recuo de 0,1% que tinha sido registrado no mês de abril. A economista Juliana Tressi, que é coordenadora da pesquisa no FGV Hibri, explica que o consumo das famílias foi o grande motor desse desempenho positivo. Mas ela faz um alerta para algumas fragilidades no cenário.
Acontece que essa concentração do crescimento amparada apenas no consumo doméstico revela uma certa dependência econômica, já que outros componentes importantíssimos, como as exportações e os investimentos produtivos, apresentaram quedas. Então, como a própria especialista avalia, embora a economia siga em crescimento, existem sinais importantes de arrefecimento que demandam bastante atenção. Tarifas americanas ao Brasil. O comércio internacional traz novos desdobramentos envolvendo as nossas exportações e a diplomacia econômica.
A partir do dia 22 de julho, o Brasil passa a enfrentar a maior tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos entre todos os países da América do Sul. Essa medida foi tomada depois de uma investigação rigorosa do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que resultou no anúncio de uma tarifa média sobre produtos brasileiros fixada inicialmente em 18,17%. As justificativas norte-americanas para esse aumento citam supostas práticas prejudiciais nas relações bilaterais.
E entre os pontos um tanto quanto surpreendentes apontados por eles estão o sistema de pagamentos Pix, o comércio de etanol, a política de combate ao desmatamento e questões ligadas à propriedade Curiosamente, itens que são estratégicos para a indústria americana acabaram sendo poupados dessas novas taxas. Para o advogado especializado em comércio internacional e professor da Fundação Getúlio Vargas, Celso Figueiredo, essas tarifas deixaram de ser uma ferramenta puramente econômica.
Ele afirma que o fundamento técnico para a decisão acaba sendo raso, o que indica um forte aspecto político por trás de toda essa medida. O especialista da FGV pontua que a ação funciona muito mais como um instrumento de pressão estratégica num contexto onde o governo americano monitora de perto influência chinesa e o avanço de iniciativas como as discussões do BRICS. Esse foi o Radar Drops de hoje. Esse episódio foi produzido a partir das principais contribuições de especialistas da FGV em matérias veiculadas na imprensa. Voltamos amanhã com mais um programa. Até lá!