Episódios de Chá de coragem, com Elisama Santos.

Ep. 73 - POR QUE INSISTIMOS EM QUEM JÁ DISSE NÃO?, Chá de Coragem por Elisama Santos

10 de março de 202621min
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Você já se pegou interpretando uma curtida ou um comentário como um sinal de que "ainda há esperança" em uma relação que já acabou? Já insistiu mesmo quando o parceiro não quer voltar?

Neste episódio falamos sobre um vínculo que se arrasta por 21 anos e a dificuldade de encarar um término.

Refletimos sobre idealização e como fomos treinadas para ignorar o "não" dos homens, acreditando que o amor tudo supera.

Esse é um convite para você parar de gastar energia com quem não quer estar com você e começar a investir na única pessoa que nunca vai te abandonar: você mesma.

Aceita esse Chá de Coragem?

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✦ Créditos ✦

Conceito, Roteiro e Direção: Elisama Santos e Natália Araujo

Cenário e Produção: Natália Araújo

Filmagem e Edição: Natália Araújo

Assuntos11
  • Insistência em relações terminadasInterpretação de sinais como esperança · Dificuldade de aceitar o 'não' · Vínculo que se arrasta por 21 anos · Curtidas e comentários como esperança falsa · Necessidade de encerrar ciclos
  • Esquerdomachismo EmpreendedorismoGostar da ideia da relação romântica · Gostar mais da ideia do que da pessoa real · Confundindo sentimentos com realidade · O 'bolo' de emoções e significados
  • Treinamento para ignorar o 'não' masculinoAprendizado infantil de ignorar 'não' · Reinterpretação de gestos negativos como demonstração de afeto · Puxar cabelo como expressão de amor · Desconsideração de palavras ditas pelo homem · Construção histórica e social desse padrão
  • Centralização e estrutura socialTirar o amor como centro da vida · Investir em si mesma · Amizade vs. amor romântico · Aceitação do não do outro
  • Trajetoria Pessoal TabataDecisões baseadas no que é seguro vs. verdadeiro · Aceitar a realidade do 'não' · Ser adulta com a gente mesma · Ouvir a sabedoria interior inteligentemente
  • Filosofia e PensamentoConfundindo carência com amor · Medo de mudança e apego ao conhecido · Seguro não significa bom · Necessidade de clareza sobre motivações
  • Leitura de ações vs. palavras ditasO que ele diz é verdade · Ações indiretas não são suficientes · Perguntar para amigos em comum · Curtir foto não é demonstração de interesse real
  • Função do cérebro e automação de comportamentosEconomia de energia cerebral · Automatização de padrões de dança relacional · Zona de conforto vs. desconforto · Dificuldade de aprender novos passos
  • Motivação e Bem-estar PessoalDesejos que não fazem sentido político ou filosófico · Violências sociais internalizadas · Casamento de branco como símbolo · Vontade vs. realidade possível
  • Comunicação Indireta vs. DiretaPerguntar para terceiros em vez de conversar diretamente · Evitar comunicação transparente · Sinais indiretos vs. conversa honesta
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeCentros espíritas · Aplicações para fechar frequências de vidas passadas · Reencarnações e ciclos · Resolução de traumas através da espiritualidade
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Qual é o mínimo que você precisa para investir em uma relação? E como você tem enxergado as possibilidades na sua vida? Aceita o chá de coragem?

E eu reagia com palavras bem ofensivas até o ponto de que ele se magoava. Da minha parte, havia muita cobrança sobre a forma que ele me amava e sobre sexo, pois eu sempre o procurava. Ele tinha vindo de um casamento sem filhos, que não deu certo. Não sei o motivo, pois nunca foi aberto comigo sobre o assunto. O que eu sei é através de amigos em comum. Ficamos juntos três anos e meio. Senti ele sobrecarregado sobre minhas cobranças e sobre o cargo de chefe de família que ele estava exercendo.

que ele me culpava por coisas as quais eu não tinha feito. Por anos, carreguei essa culpa sem saber pelo qual motivo eu era culpada. Nesse período de separação, comecei a frequentar um centro kardecista, onde precisei fazer três apometrias para fechar frequências das vidas passadas, pois já estávamos vindo de muitas outras reencarnações. Já fazem 21 anos que estamos separados, mas ainda temos vínculo. Por muito tempo, pedi várias vezes para voltarmos, mas sempre sem sucesso. Sinto que ele, às vezes, me evita.

Mas também sinto que ainda sente algo por mim. Sempre está atento às minhas redes sociais e perguntas de meus amigos em comum. Hoje ele me auxilia no que eu precisar. Sei que eu posso contar com ele para o que for. Sem ele querer nada em troca. Mediante as negações dele, eu mudei minha postura. Não mais demonstrando interesse amoroso e sim interesse material. Saímos às vezes com os choupes, mas com amigos. Desses encontros, ele sempre relembra e fala algo das nossas intimidades do passado. E ao mesmo tempo, sinto-me ser roso.

somente como financeira. Achei que eu estava resolvida em relação a essa história, mas o tempo pra cá, tenho vontade de investir nele amorosamente de novo, pois sinto algo que eu e ele somos pra ficar juntos apesar das diferenças. O tempo passou, muita coisa, eu entendi, tentei mudar, ele também passou por processos de doenças que eu acredito que algo mudou nele também. Hoje eu tenho uma dúvida sobre o que eu sinto realmente por ele, se é amor ou a segurança que ele proporciona.

E tenho medo de investir amorosamente de novo e ter as mais negações da parte dele. Me sinto bloqueada

de afeto com ele, pois também o sinto bloqueado. Depois do nosso namoro, ele namorou duas vezes por pouco período. E eu tive um relacionamento de quatro anos. Estamos solteiros, ele mora com a mãe e eu com a minha filha. Me ajude a encontrar uma luz nessa história, pois às vezes quero acabar com esse vínculo e às vezes quero pra sempre. Sinto que existe algo diferencial nessa história que eu não sei identificar. Com gratidão, beijos.

Gente, eu não consigo dar respostas para todas as relações de vocês. Eu nem conheço as pessoas que mandam os e-mails pra mim, então

Eu não consigo te falar o que você deve fazer. E eu consigo olhar, tá aqui, de fora, no meu cantinho, e te ajudar a fazer perguntas diferentes sobre a sua história. E aí tem algumas perguntas que me vêm quando eu leio esse e-mail, sabe? A primeira pergunta é, o que é essa voz que diz que é pra gente ficar junto? O que é isso? Tem alguma coisa em mim que não me deixa me afastar dele? Tem alguma coisa em mim que eu me aproximo? Tem alguma coisa que me faz ficar perto?

O que é essa coisa? Vamos olhar para ela. Porque às vezes a gente tem um bolo. Já falei desse bolo aqui com vocês, né? Como se fosse um bolo de fios, não é veita? De várias coisas que a gente coloca tudo embolado assim e fala que é uma coisa só. Ah, é uma sensação de que a gente nasceu para ficar junto. Nós somos seres que vivem em um contexto histórico social. Isso significa que você aprende o que se espera de você com as pessoas ao seu redor.

Às vezes a gente aprende, e aí sobretudo as mulheres, que a gente nasceu para estar em relações amorosas, afetivos, sexuais. Que a gente precisa de um homem, ou até de uma mulher que seja, mas assim, de uma relação, acho que a gente aprende que tem que ser um homem, mas que é uma relação que precisa te dar nome, te dar um norte. A gente também aprende a relevar um monte de coisas e a dizer para o outro,

Colocar no outro características que às vezes ele nem mesmo tem. Porque a gente tem uma música da Alice Caymmen, eu acho. Que ela fala, eu gosto mesmo é de gostar. A gente tem uma tendência a gostar mais da ideia da relação romântica. A gostar mais da ideia de estar com alguém do que estar com essa pessoa de fato. E aí eu quero que você olhe para isso que te diz que você deve insistir mais nessa relação. Para isso que te diz que você deve saber se o que você sente.

amor, a moto ficou com ele três anos. Há 21 anos atrás. Ah, Elisama é coisa de outras vidas, então vamos resolver nessa, amiga, pra não levar pra outra. Vamos fechar esse ciclo nessa pra ficar por aqui. Pra você nem voltar com a tua vida com esse negócio. O que eu tô te dizendo que você tem que ficar com essa pessoa? Qual que é o teu medo de manter essa relação como amizade, como você disse que é? E aí eu fico me perguntando, a gente já teve um episódio aqui em que eu falei sobre o quanto a gente aprendeu a ignorar

moral não dos homens. Quando é dito e quando não é dito. Mas eles não sabem que eu sou a mulher da vida dele. Ele está dizendo que não quer nada sério, que não quer uma relação, mas é porque ele ainda não entendeu o quanto a gente tem a ver. Eu tenho que mostrar para ele o quanto a gente precisa ficar junto. Amiga, preste atenção. Faz sentido? Eu li a tua carta agora. Você me ouviu lendo as tuas palavras. Você me ouviu repetindo

Assistindo o que você me disse, que ele te disse inúmeros nãos nos últimos 21 anos. Você realmente precisa que eu te diga se você deve insistir ou não nessa relação? Ou será que... O que é essa confusa? O que você está falando assim, Anisama, eu estou confusa. Confusa com o quê? Com o que você está confusa? Se ele já está dizendo, eu não quero. E já disse no Brasil. Ah, mas ele sai comigo. Ele vê as minhas fotos em redes sociais. E ele pergunta de mim para os amigos.

Isso sustenta que relação. Porque veja, se ele quisesse saber de você mesmo e quisesse que você soubesse que ele quer saber de você, ele perguntava pra você. Ele ia e conversava contigo. Uma curtida te dá cola à noite? Uma curtida na tua foto te faz companhia num dia difícil? Uma curtida na tua foto te acolhe num dia ruim? Uma curtida na tua foto te faz companhia na celebração daquilo que você queria pra caramba e que aconteceu? Não? E por que você está considerando uma curtida na tua foto?

alguma demonstração de afeto e de interesse do outro por você. Você realmente acha que isso é suficiente? Uma curtida na tua foto e perguntar da tua vida para os amigos para você existir em uma relação? Minha gente, a gente precisa aceitar o não do outro, entender isso que eu quero, essa pessoa não vai me dar e segui-la aos caminhos de outro jeito. Eu já falei aqui em outros vídeos que a gente precisa descentralizar esse amor

tirar o amor romântico do centro da nossa vida e pensar na amizade, etc e tal. E volta e vê alguém e fala, ah, mas isso quer dizer que eu não posso querer companhia de alguém? Lógico que pode querer companhia de alguém. É lógico que um amigo não ocupa exatamente o mesmo espaço de um namorado. São espaços diferentes. Tudo bem você querer isso. Não tem problema nenhum. Até porque a gente vive em uma sociedade, né, amores? A gente vive em uma sociedade, eu já te falei, que eu acho absurdamente injusto e violento a gente achar

base da força de vontade, na base do querer, na base do ai como eu sou donada, retada, ai meu Deus do céu, como eu sou empoderada, a gente vai conseguir se livrar de todas as violências sociais, de tudo que a gente aprendeu. A gente não vai, não vai. Então a gente vai ter desejos que politicamente ou de acordo com as nossas filosofias de vida, eles não fazem sentido, mas que moldaram muito da nossa existência e que estão aqui e que vão continuar aqui. Você pode querer um namoro, você pode querer uma relação longa,

pode querer o casamento vestido de branco. Não tem problema nenhum com isso. Mas, gata, presta atenção. Você querer o vestido branco e o casamento e a relação amorosa com aquela pessoa que não quer isso com você, não é a coisa mais esperta que você pode fazer na sua vida. Entendeu? Existe um momento que a gente tem que olhar e falar, então, acho que ele não quer isso comigo. Porque você já me disse que ele sai com você. Você já me disse que volta e meia vocês tomam um chope, etc.

Mas você não me disse que ele te faz declarações de amor, que ele fala que ele está interessado, que ele fala que sente saudade, que ele fala que ele quer construir um futuro com você. Se ele quisesse, ele tinha te indito. Vamos parar, vamos parar de acreditar que o que sai da boca do homem não é o suficiente para contar para a gente o que está acontecendo. Ah, mas é porque ele não sabe, é porque... Sabe quando a gente era pequena?

Eu acho que isso não acontece mais hoje em dia, espero que não aconteça. Mas quando a gente era pequena, não puxava o nosso cabelo? E aí a pessoa falava,

porque ele gosta de você, você sabia? É porque ele não sabe falar pra você que ele gosta de você, aí ele puxa o seu cabelo. Aí a gente fica com 30, 40, 50 anos, ouvindo o cara falar que não quer nada com a gente, a gente pensa, ah não, mas é só porque ele não sabe demonstrar as emoções. É igual dizer que ele é mímico que puxava meu cabelo, não sabia, ele era louco por mim. Ele puxava meu cabelo, me maltratava, me beliscava, me fazia chorar, mas ele gostava muito de mim.

Percebe? Que a gente é treinada pra relevar os comportamentos masculinos e pra acreditar que o que ele

fala, e o gesto que ele tem, e as provas de que ele não quer nada com você, elas não são suficientes, porque na realidade ele não sabe o quanto você é importante para ele. Então sim, é hora de você assumir que ele não quer, e que a única confusão que existe aí está dentro de você, porque para ele tudo é duvido, vocês não tem nada. E que essa coisa de eu acho que a gente tem algo em comum e que a gente tem que ficar junto, também está só dentro de você. E às vezes isso, esse nome que você está dando aí de

tem algo junto para viver ainda, pode ser só machismo, pode ser só carência, pode ser só um apego, e tem episódio aqui sobre apego, um apego inseguro, gritando dentro de você, entendeu? O fato de eu achar que a gente tem muita coisa para viver junto, não significa que é a minha intuição, a minha sabedoria interior me contando isso. Não é só a nossa sabedoria interior que fala com a gente. Os nossos erros, as nossas falhas,

nossos medos, nossas angústias. Todos eles falam com a gente junto também. Todo mundo tem seu lugar de fala dentro da gente. E a gente precisa começar a perceber, peraí, não posso achar que todas as vozes que falam muito de mim, elas são sábias. Não posso achar que tudo que eu sinto aqui é um conselho cheio de sabedoria que eu preciso ouvir. Tem uma hora que a gente precisa olhar e falar, não amor, agora eu tô errada. Eu sei que você tá falando alto e você vai precisar mudar seu discurso porque não vai acontecer. Sabe? Tem hora que a gente precisa colocar limite.

nesse querer interno nosso. Pai, eu sei que você quer, que a gente faz com criança. Eu sei, meu amor, que você quer muito, que não é hora de comer para chupar bala, porque são 11 horas da noite e você precisa dormir. Eu sei, meu bem, que você não quer escovar o dente e que você precisa escovar o dente ainda assim, entendeu? Tem hora que o mais cuidadoso, amoroso e gentil que a gente pode ser com a gente é falar, eu sei, meu amor, que você queria muito que ele gostasse de você. Eu entendo isso.

Ele não gosta em cada abraço. O que a gente vai fazer com o fato dele não gostar? Não será a hora da gente seguir a nossa vida? Entende? Existe um momento que a gente precisa ser adulta com a gente. E falar, ok, essa voz que me fala que a gente tem algo para viver, está equivocada, bichinha. É isso, às vezes ela se equivoca. Não tem o que ouvi-la agora. Agora eu preciso... Posso ouvir ela e falar, eu sei, pode falar quando você quer.

É mesmo, eu sei quando você quer. E tomar outra decisão. Mas baseada no que está de prova na tua vida.

Sabe? Às vezes a gente toma decisões baseadas no que é seguro. Mas amor, deixa eu te contar um segredo. Seguro não quer dizer que é o mais gostoso, que é o mais favorável, que é o mais importante, que é o melhor para você. Seguro só quer dizer sem novidade. Seguro só quer dizer previsível. Previsível não quer dizer necessariamente bom, tá? Já falei aqui em outros momentos, o teu cérebro quer economizar energia.

trampo. O negócio não atrapalha. Então, quanto mais ele automatizar suas reações, melhor pra ele. Quanto mais ele precisa pensar, fazer as coisas no automático, melhor pra ele. Entendeu? Esse é o nosso cérebro. Ele precisa economizar energia. Ele precisa poupar. E aí ele faz umas economias que nem sempre são inteligentes, mas ele faz essas economias. O conhecido faz seu cérebro fazer economia. Andar todo dia na mesma rua, fazer todo dia de meio jeito, faz ele economizar, porque ele consegue automatizar.

a pensar muito, entendeu? E aí, a economia de energia dá uma sensação de conforto. Ah, eu sei o que vai acontecer. Ah, aqui acontece isso. Ah, aqui a gente sai. Ah, nesse momento ele vai falar da gente. Nesse momento eu vou ensinar alto. Ah, nesse momento ele vai recuar. Essa dança aí, você já conhece a mente antes. Seu cérebro, ele tá acostumado a fazer essa dança. E ele quer se manter nela por quê? Porque ele conhece essa dança.

Porque ele já sabe os passos. Se ele para de dançar essa dança confusa, que você já tá acostumado, ele fala assim,

Agora a gente vai dançar, meu amor, um baião. Você vai ter que aprender a dançar um baião. Você nunca dançou um baião na vida. Dá até ansiedade. Aí o que você faz? Vou voltar para o passinho que eu conheço. Porque eu não sei dançar esse negócio. Vou voltar a dançar o que eu sei dançar. Que sou eu indo e levitando e a gente batendo aqui nesse joguinho. Entendeu? Teu cérebro vai te impulsionar a fazer isso. Ele vai te colocar nesse lugar de ficar no comum do que você sempre fez.

E aí é o momento de você falar, não, eu quero uma dança diferente. Agora eu quero aprender a dançar baião.

aprender a dançar, sei lá, dança do ventre. Quero aprender a dançar outra coisa. E vai ser difícil. E os meus movimentos estão habituados a uma determinada dança que eu conheço essa dança nova. Meu corpo vai ter que aprender a dançar essa dança nova. Eu vou me sentir desconfortável dançando essa dança nova. Eu vou ter um pouco de medo de pisar no pé dos outros. Eu vou achar que as pessoas estão me achando estranha porque eu tô dançando essa dança nova, porque é tudo muito novo.

Mas veja, a dança que você conhece não tá gostosa. A dança que você conhece não tá te fazendo bem.

Ela só é a dança que você conhece. O único motivo de você permanecer nela é porque ela é a dança que você conhece. Tem mais nenhum. As outras não. As outras são desconhecidas, mas elas podem te trazer algo bacana. Confortável e seguro não significa bom. É você falar, Elisama, eu não sei se eu quero ficar com ele por amor ou por segurança. Se for por amor, você tá falando sozinha e ele já deixou claro isso. Se for por segurança, a gente pode botar que é por costume.

Então, assim, nenhuma das duas opções é boa. Por que ele tá falando que não quer? Entendeu? Ele já deixou claro.

Não sei se tem que insistir. Insistir mais o quê, mulher? Depois de 21 anos. Insistir mais o quê? Agora é hora de seguir a vida. Agora é hora de juntar os caquinhos, abrir as feridinhas. E seguir. Pro novo. Pro passo diferente. Porque esse passo aí já não tá te fazendo bem. Vai descobrir uma dança nova. Vai descobrir uma música nova. Vai pra um baile diferente. Vai dançar sozinha. Dançar com um parceiro. Como você vai fazer isso?

Não sei. Porque eu sei que essa dança aí não tá funcionando. E você sabe também. Você sabe.

essa conversa. E ouvi a história inteirinha, porque você sabe, na história toda. Entendeu? É isso, meu amor. Agora, mais um daqueles episódios que vocês ficam com medo de mandar carta pra mim. Eu sou legal, eu juro. Eu sou acolhedora. É que de vez em quando vocês precisam, entendeu? De uma amiga que fala, ô, acorda. Esse foi o episódio de acorda. Vai dançar outra coisa. Vai viver, pelo amor de Deus. Entendeu? E se você acha, amor, que esse episódio pode ajudar alguém, se você quer mandar uma cor na menina pra alguém, se joga. Manda minha cor na menina agora. Passo por mim pra você.

Se você curtiu o episódio. Chegou até aqui. Comenta. Deixa isso. Se você superou. Um final de relação. Meio ano. Sabe se você superou. Conta pra gente. Poxa. Divide com a amiguinha. Ela vai ler os comentários. E ela vai se fortalecer. Entendeu? Lendo que você já passou por isso. E que você tá ótima. Maravilhosa. Seguindo. Tá bom? É isso meu amor. Um beijo. E até o próximo episódio.

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