Episódios de Chá de coragem, com Elisama Santos.

Ep. 77 - REENCONTRANDO OS NOSSOS DESEJOS, Chá de Coragem

24 de março de 202622min
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Você sente que está vivendo no piloto automático, apenas cumprindo obrigações entre casa, trabalho e filhos?

Neste episódio do Chá de Coragem, falamos sobre o despertar do desejo e a quebra do entorpecimento da vida adulta.

Refletimos sobre como uma paixão inesperada pode ser o "sacode" que precisamos para lembrar quem fomos antes das cobranças sociais e da correria da vida adulta.

Que tal resgatar a "mulher desejante" mesmo quando sobrecarga doméstica e profissional sufoca a nossa essência?

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✦ Créditos ✦

Conceito, Roteiro e Direção: Elisama Santos e Natália Araujo

Cenário e Produção: Natália Araújo

Filmagem e Edição: Natália Araújo

Assuntos10
  • O Papel da Fé e EspiritualidadePiloto automático e entorpecimento · Paixão como catalisador de mudança · Resgate da identidade perdida · Mulher desejante vs obrigações sociais · Reconexão com o corpo e prazer
  • Crise de identidade e propósito pessoalAnestesia emocional na relação · Ausência de intimidade sexual · Falta de conexão e diálogo · Impacto da diferença profissional entre cônjuges · Dinâmica patriarcal no casamento
  • Impacto do comportamento pessoal em relacionamentosEncontro com professora da filha · Relacionamento platônico profundo · Despertar de sexualidade e identidade · Ruptura emocional na dinâmica familiar · Interrogação sobre orientação sexual
  • Identidade e AutoestimaMulher que tocava violão e dançava · Abandono de atividades artísticas · Engranzação pela heterossexualidade compulsória · Ressurreição da Sagittária desejante · Reconexão com o corpo e criatividade
  • Separacao ConjugalMedo das consequências do divórcio · Guarda dos filhos e estabilidade · Possibilidade de reinventar o casamento · Pequenos passos de mudança · Reconexão antes de decisões definitivas
  • Sobrecarga de trabalhoDupla jornada: casa e trabalho · Cuidado com filhos e marido · Desejo sufocado por obrigações · Competição profissional desigual · Culpa e responsabilidade estrutural
  • Anestesia e procedimentos médicosDissociação da vida automática · Corpo como instrumento de verdade · Reconhecimento de dor através do prazer · Seleção impossível de sentimentos · Completude emocional vs seletividade
  • Autoconhecimento e TerapiaTrabalho em análise psicológica · Feridas de infância e abandono · Religião e condicionamento social · Nomeação de sentimentos e sensações · Processo de reconhecimento emocional
  • AutoconhecimentoDança do ventre como prática de presença · Prazer e alegria cotidiana · Resgatar hobbies abandonados · Acrescentar em vez de subtrair · Pequenas mudanças diárias
  • Relacionamentos FamiliaresRelacionamento morno e indiferente · Falta de conflito como problema · Desconexão e desinteresse mútuo · Trocas ausentes · Relação sem movimento
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Às vezes, tudo que a gente precisa é escutar o nosso desejo, sabe? Pra lembrar que tá viva, pra lembrar que ainda tem muito pra viver. E o que a gente faz com o que a gente descobre sobre a gente nas relações? Aceita o chá de coragem? Olá, Elisama querida. Espero que esteja bem. Primeiramente, eu quero lhe dizer que o seu trabalho tem contribuído em diversas fases da minha vida. Primeiramente, quando me tornei mãe, agora em questões voltadas a relacionamentos. Obrigada por isso.

amando seu podcast na torcida para que leia meu e-mail e possa dar seu valioso pitaco na minha história. Acho importante registrar que esse desejo surgiu após ler o seu último livro, Ensaio de Despedida. Acho que estou no lugar da Cristina nos primeiros capítulos de sua história. Olha aí, já dei spoiler. Pois bem, tenho 36 anos, sou casada há quase 12 anos, tenho um casal de filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 5 anos. Estou vivendo uma crise no casamento.

Em plena reta final do doutorado. Socorro, Deus, me ajuda. Eu e meu marido, aqui de casa, nunca fomos um casal super apaixonado. Nem nunca tivemos um DR, a não ser pequenos conflitos na criação dos filhos. Contudo, há algumas questões que me incomodam e que têm me feito repensar essa relação desde 2023. Sinto haver uma competição por eu ter mais qualificação profissional que ele e por ter um cargo acima do dele. Sinto que ele não vibra com as minhas conquistas,

valise isso. Parece que meu trabalho, meu estudo, tem menos valor e menos importância devido ao fato da renda dele ser maior do que a minha. Pra eu crescer na profissão e nos estudos, eu tenho que enralar bastante. Ao passo que pra ele, tudo é mais fácil. Olha aí a similaridade com a Cristina. Ainda que venha tentando colocar novos limites, eu sinto que facilita a vida dele, enquanto patino pra dar conta da minha. Afinal, tenho uma sobrecarga com casa e com os filhos.

Maldito seja o patriarcado. No início do ano passado, eu me apaixonei por uma professora da minha

O encontro com essa mulher colocou em xeque não apenas o meu casamento, mas a minha sexualidade e tudo aquilo que eu entendia por bem viver. Ela me tirou de um estado de anestesia, sendo como se estivesse vivendo até ali no piloto automático. Casa, trabalho, marido, filho, estudo, no looping sem fim, sem ser genuinamente feliz, sem sentir genuinamente. Essa mulher arrebentou a porta do baú onde eu depositei a pessoa que fui para me tornar o que eu supostamente sou. Ela me provocou a lembrar e a sentir falta,

da sargitariana desejante que fui, aquela que escrevia poesias, tocava violão, se apresentava em espetáculos de dança do ventre pela cidade, se aventurava sem medo do desconhecido, que amava um corpo inteiro que conheceu ainda muito menina ou amou entre mulheres, engavetado para viver uma heterossexualidade compulsória engendrada pela sociedade na vida que foi ensaiada para eu ensinar. Esse encontro, no entanto, só aconteceu no campo das ideias,

Eu confesso que eu me molhei inúmeras vezes, sem sucesso, para receber um pouco de sua atenção. Mas entendo que cada um se protege emocionalmente com as ferramentas psíquicas que dispõe. A grande questão que se coloca hoje é que essa experiência, se é o que posso chamar assim,

me fez repensar toda a minha vida e me levou ao divã. Tenho trabalhado em análise e inúmeras questões, pois essa mulher tocou em feridas na infância, como rejeição e abandono. Para além disso, o encontro com essa figura me fez enxergar algo que há muito tempo eu jogava para debaixo do tapete. Não há desejo no meu casamento. Então, se não há desejo, ainda há amor? Eu te pergunto. Depois que conheci essa mulher, inevitavelmente, algo mudou no meu casamento. Ainda que meu esposo nunca tenha tido notícias do meu movimento com ela,

nem tão pouco de tudo que eu tenho sentido. Estamos distantes, por parte minha e dele também. Há cinco meses não temos intimidade sexual. Hoje, raramente troco mensagens com essa mulher, embora ainda sinta muito desejo por ela, ou pelo que ela representa nesse momento da minha vida. Estou investigando isso em análise. Tenho trabalhado em análise também, uma possível separação. Mas tenho muito medo por mim e pelas crianças, que ficam com a mãe após o divórcio, como sabemos.

Tenho medo de não dar conta se eu guardo a chuva do casamento, sabe? Mas ao mesmo tempo,

Eu não quero viver o destino da Cristina. Não quero abrir mão de buscar viver de forma plena a minha sexualidade, o meu desejo, seja com a mulher ou com outras pessoas. De todo modo, eu sou grata a ela por me fazer sentir desejada novamente. É bom voltar a ser uma mulher de desejo e não apenas mãe. Me desculpe por ter alongado demais. E já que a minha analista não me aconselha, e nem deveria, você pode, afinal, nós estamos no divã.

Desde já, agradeço sua atenção e me sinto pronta para o seu modo ariano. O cheiro.

momentos da vida que acordam a gente, que tiram a gente do entorpecimento. Não é difícil a gente se distanciar de quem a gente é, minha gente. Num casamento, então, na vida adulta, que negócio que engole a gente a vida adulta, né? Ela me diz assim, Elisama, ela arrebentou a porta do baú onde eu guardava a mulher que eu fui, a sagitariana que eu fui, que tocava violão, que dançava, que ria, que brincava. Vocês já perceberam como

às vezes chegar na vida adulta, pra muitos de nós, vira um abandono das coisas que a gente gosta, como as obrigações, você casa, você tem filho, você tem que ir pro trabalho, você estuda, elas começam a tomar tanto espaço, a espremer tanto a agenda, que não tem espaço pra alegria, pro imprevisto, não tem espaço pra vida. A gente fica com a vida adulta toda, cada compromisso tão encaixadinho um no outro, sabe, assim, tipo um,

cabeça, um lego, que não fica espaço pro movimento. Não fica espaço pra rir, pra brincar, pra ver os amigos. E quanto mais a vida demanda, menos a gente coloca as coisas que a gente gosta de fazer. Então você fala assim, ah, eu dançava. Qual foi o último mês que você dançou? Quem é? Você que tá me escutando, me assistindo. O que você gostava de fazer quando você era mais novo, mais nova? Você era adolescente, assim. Antes de ingressar nessa vida de pagar todas as suas contas, de ser engolida pelas obrigações e pelo futuro.

ia fazer. Eu já falei pra vocês que eu desenho, né? Eu adoro desenhar. E eu não desenho super bem. Também não desenho mal, mas também não desenho super bem. Cara, mas é gostoso desenhar. Sabe? Eu amo dançar. Também já dancei dança do ventre. Amo dançar. Amo fechar meu olho e sentir a música e deixar meu corpo mexer do jeitinho que ele quiser. Eu amo. E eu percebo que quanto mais cansada, triste, que eu mais preciso dessas coisas que me nutrem, que me fazem bem, mais eu me distancio delas.

a vida adulta vai distanciando a gente. E o casamento, muitas vezes, vai distanciando a gente do que a gente gosta. Sem perceber, a gente vai aceitando as regras do outro no casamento. E não são regras impostas pelo outro, né? Que ele falou, eu não quero que você saia. É que, ah, ele não gosta de dançar, então a gente deixa de ir pra festa. Ah, ele não gosta de comer tal comida, né? No livro, no ensaio de despedida, eu falo da Cristina, que uma das coisas que ela foi comer depois das mudanças na vida,

que ela entrou num árabe, porque o marido não gostava de comida árabe, a filha não gostava de pimentão, e ela se descobriu, anos, se encomerando daquilo, porque a filha não gostava, o marido não gostava, e aí o desejo dela ficava sufocado. O desejo deles, a vontade de ser a mãe, a cobrança social de ser a cuidadora, de ser a que dá conta da vida de todo mundo, fazia com que ela deixasse, ah, gente, eu gosto disso, mas eu nem como. Quantas vezes, quando a gente está sozinha, a gente nem faz a comida?

para a comida, porque você não se mima, sabe? Eu gosto de comida boa, e eu percebia que quando eu tava sozinha, eu nem preparava comida direito, eu comia qualquer coisa, sabe? E agora não, agora eu boto meu prato, eu arrumo a mesa, boto meu prato e eu como com tranquilidade, porque eu mereço uma comida gostosa que eu gosto de fazer, que eu gosto de saborear, eu mereço, eu, pra mim. E aí, a gente se entorpece e volta em

a vida dá esse sacode na gente, né? E ela traz uma lembrança pra gente de que a gente tá vivo. Às vezes ela traz com o encontro inesperado, essa paixão aí. Às vezes ela traz com a doença. Às vezes ela traz com a morte de alguém. Esses acontecimentos que chegam na nossa vida e que sacodem a gente. Falam, você tá viva! Olha daqui pra essa tua vida. Assiste aí e me diz que você quer continuar assim.

que eles são muito marcantes, assim, porque eles tiram a gente da inércia. Sabe que essa regra do corpo em movimento tende a permanecer em movimento, a gente tende a permanecer fazendo o que a gente está fazendo. É isso que o nosso corpo faz. Essa é a lei da física. E aí existem acontecimentos que tiram abruptamente a gente desse lugar. E aí você fala analisando, está percebendo análise se é essa professora ou o que ela simboliza, o que ela significou para você. E talvez sejam assim gavetas, talvez não, são gavetas diferentes.

A gente não tem como saber daqui o que é que cabe em cada gaveta. Eu falo muito, trago muito esse conceito das gavetas aqui. Mas fato é que independente da gaveta, do tamanho que cada, do tanto de objetos que cada gaveta vai ter, você aprendeu uma coisa sobre a sua relação e sobre a sua vida. Você tem desejo. E aí você fala assim, ah, Lisana, meu casamento é um casamento sem desejo. A gente nem briga, a gente não conversa, a gente não tem trocas intensas de nenhum jeito. E assim,

A minha relação aqui em casa é muito intensa. Aqui em casa todo mundo é muito intenso. A gente tem cor de Almodóvar nessa casa, né? Todo mundo tem um tom um pouco maior aqui. Mas quando a gente estuda apego, esse nível de anestesia, essa relação em que a gente não conversa quase sobre as coisas, nada é tão relevante. É como se a gente estivesse realmente meio entorpecido. É um dos mais problemáticos. Porque realmente é como se fosse uma desconexão, sabe?

desisto de conversar, quando eu desisto de falar as coisas, quando eu não, eu desisto de ter trocas, quando eu nem tanto faz, tanto faz e tanto faz, eu não tô vivendo bem. E aí eu te faço uma pergunta, você fala, a gente não transa há cinco meses. E o desejo no resto do casamento, como é? Como é o desejo de vocês pra viajar, pra conhecer a vida, pra provar comidas novas, pra cozinhar junto, pra conhecer filmes? Tô tirando aqui do sexo, tá?

Estou falando do desejo para todas as outras coisas, porque o desejo é muito maior, gente. O desejo na relação é maior que sexo. Estou falando de outros desejos. Como estão os outros desejos nessa relação? E tem uma pergunta que eu quero te fazer. Como são os outros desejos para ele? Porque às vezes a gente casa com uma pessoa e a gente se dilui na relação e entra no ritmo dessa pessoa. E você fala, Luiz, eu sou desejante. Você descobriu que talvez a relação não tenha que acabar, mas que ela tem que acabar como ela está hoje. Entende?

aqui não é sobre me separo ou fico com ele. A decisão é que é me separo ou a gente constrói o casamento de um outro jeito. Porque do jeito que tá, não tá. Não dá mais. Do jeito que eu tô, não dá mais. E dá dois passos pra trás. Antes de se separar ou de ficar. Antes de tomar essa decisão. O que é que já pode mudar amanhã em relação a você e o seu desejo? O que é que pode mudar amanhã em relação ao que você faz?

filho, o casamento e o doutorado, eu não tenho tempo nem de respirar. Amiga, vamos arrumar um tempo pra respirar. Porque é nesse tempo pra respirar que surgem as respostas. Entende? É nesse tempo pra respirar que as coisas assentam. Quanto mais você faz coisas que te dão prazer, mais você lembra o que te dá prazer, mais você lembra quem você é. Menos você fica entorpecida. Quanto mais você descobre o que você ama fazer, quanto mais você se conecta com teu desejo, quanto mais

você se conecta com o que você tem prazer de fazer, mais você lembra o que está acontecendo, mais você dá nome para o que dói. Entende? Assim, se você tiver cheio de problemas de saúde, você não dá nome a esse problema de saúde, você nunca tratou, mas você tem, assim, muitas questões. Se surgiu uma dor nova, um problema novo, talvez você demore até para perceber, porque já tem tanta coisa. Mas se você está com a saúde bem ok, suas questões todas bem tratadas,

surge um incômodo novo, você consegue dar nome. Você fala, peraí, isso aqui é novo. Eu tô atenta, tô sentindo. Essa anestesia, esse socorro não tô sentindo nada, você se anestesia, a gente não seleciona o sentimento que a gente vai anestesiar, entende? Então a gente não seleciona assim, ah, eu não quero sentir tristeza, mas eu quero sentir alegria. Eu não quero sentir medo, mas eu quero muito sentir a coragem. Não vai acontecer. A gente sente, a gente sente tudo. E se você anestesiar, você anestesia tudo.

Quando você retoma momentos de prazer na tua rotina, quando você retoma momentos de conexão com você, quando você relembra o que você gosta de fazer, você lembra pro teu corpo que ele tá vivo. E aí ele vai nomear melhor as dores também. E isso é essencial. Porque quando ele lembra o que é que é bom, ele consegue reconhecer o que não tá tão bom assim. Entendeu? E a minha pergunta pra você é, antes dessa decisão gigantesca, de ah, vou separar, não vou separar, que é uma decisão enorme, tenho filhos, não vou te falar o que você tem que fazer.

Como é que tá seu encontro com você? Como que você reencontra essa desejante aí? Como você reencontra? Eu lembro quando eu dançava dança do ventre, e aí a professora ia parar as aulas, e ela me mandou o bilhete assim, falando, nunca deixe seus quadris, nunca... Foi mais ou menos assim, porque não era pra eu nunca negar pros meus quadris o privilégio de dançar, porque eles nasceram pra isso. E eu amo dançar, amo dançar. E por vezes eu nego esse prazer imenso pro meu corpo, sabe?

E quando eu danço, gente, quando eu danço, parece que eu tô... Eu acordo, sabe? Eu entro num fluxo. Então, assim, quando eu danço, a energia não fica assim, ah, dança aí, agora trancou essa energia que liberou quando sai, vou fazer outra coisa e acabou. Não, quando eu danço, essa energia vai pra tudo. Essa energia vai pra Elisama que tá conversando aqui com você. E aí? Onde é que tem dança do ventre perto de você? Ou talvez, quantas vezes por dia, agora, hoje, quando você acabar de desligar esse podcast aqui.

botar e fechar teu olho e simplesmente sentir novamente o teu corpo. Sentir até tua unha dançar. O que é que você pode fazer hoje que te relembra que você tá viva hoje? Porque o encontro com o professor eu achei tão... um encontro hipotético, utópico, né? Porque não aconteceu. Platônico. Mas eu achei tão bonito o que você diz que arrombou a porta do baú que eu guardava a Sagitariana desejante. Ela não abriu.

Ela não destrancou. Ela arrumou a porta. Porta quebrada, amor. Você não vai prender de novo. Acabou. Você não vai prender de novo. Tá solta. Essa sagitariana desejante, ela quer viver. Como que você volta a viver? Como a Elisão fazia tanta coisa legal? O que você pode fazer hoje? Você não vai voltar pra menina que você era. Esquece isso. Porque aí você vai ficar doente. Vai ficar triste. Porque você não vai voltar pra esse lugar. Mas essa que você é hoje. Ai, garganta segunda. Mas essa que você é hoje.

O que ela dá conta de acrescentar na vida? O que ela tem que tirar? Mas o que ela dá conta de acrescentar? Eu me lembro, nas épocas que eu fazia dieta, e eu me lembro de uma nutri, que ela falava assim, ela diz, ama, vamos tirar nada, não? Quando eu falo pra você o que você tem que tirar da alimentação, fica tudo tão pesado. Vamos tirar depois. Agora vamos focar em acrescentar. Então, eu tenho pão com queijo. Bora botar tomate e alface?

Você acha que rola? Tomate e alface no pão com queijo que você já come? Você adora frutos, você diz que você gosta de aveia.

botou umas colherzinhas de afeira dentro da fruta. E aí a gente foi acrescentando coisas. E dá uma sensação tão boa acrescentar? Eu sei que tem coisa que você tem que tirar na sua rotina, tá? Eu sei que tem coisa que você vai precisar ajustar, que tem coisa que tá precisando riscar. Eu sei disso. Mas só de pensar em tirar a gente já dá uma canseira, já faz... Então vamos pensar no que a gente consegue acrescentar hoje pra lembrar que você é você. Porque quanto mais você acrescentar a música, o encontro com as amigas,

sei lá, quanto mais você acreditar em alguma coisa mais viva, você vai se sentir. E mais capaz você vai ser de falar, quero continuar com esse casamento ou não quero continuar com esse casamento. Mais conectada com teu íntimo, sabe? Com tudo que tá dentro de você, você vai estar pra conseguir nomear o que te incomoda. Fala, então, quero continuar no casamento, mas eu não quero continuar com o jeito que ele tá. Ou não quero continuar esse casamento.

Essas regras, essa conexão com o desejo, quanto mais você refaz o caminho, mais íntima do caminho você fica.

intimidade com o caminho, sabe? Dos passinhos pequenos. Vamos de passinho pequeno porque tu tá cansada, né? Tu tá cansada, não vou te falar da mudança gigante. Vamos de passinho pequeno. Quase a gente pode começar a dar hoje. É isso, meu amor. Se você gostou do meu conselho, da minha conversa, comenta. Fala aí, eles amam essa história. Não é a minha história, mas caramba, o que você falou serviu pra mim porque eu tô vivendo XYZ e olha só, encaixou aqui na minha vida. Me conta, eu gosto de saber, gente. Adoro saber. Bota aí nos comentários.

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