Ep.86 - FILHOS ADULTOS E NINHO VAZIO, COMO LIDAR?
Quem você vai ser quando seus filhos crescerem?
O e-mail de hoje reflete uma angústia vivida por muitas mães que passaram a vida se dedicando aos filhos mas que se veem perdidas quando eles seguem seus próprios caminhos na vida adulta.
Nossa conversa mergulha na complexidade das relações, explorando por que muitas vezes os filhos são mais tolerantes com pais ausentes do que com mães presentes e dedicadas.
Se criar filhos é um exercício de se tornar desnecessária, e o sucesso dessa missão é justamente a independência deles, como não se perder nas demandas do cuidado e esquecer quem somos?
Aceita esse Chá de Coragem?
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✦ Créditos ✦
Conceito, Roteiro e Direção: Elisama Santos e Natália Araujo
Cenário e Produção: Natália Araújo
Filmagem e Edição: Natália Araújo
- Desafios da MaternidadeExpectativas em relação aos filhos · Independência dos filhos · Reconhecimento e amor · Cuidado e autocuidado · Impacto do ninho vazio
- AutoconhecimentoReconexão com o desejo · Construção de novas identidades · Atividades pessoais e prazeres
A vida, ela não traz exatamente a colheita do que a gente plantou, ou pelo menos do que a gente acha que plantou. Nos resta aprender a lidar com o que a gente tem na cesta. Aceita um chá de coragem?
Flor Elisama, começa esse pedido de um chá de coragem com o peito rasgado em mil pedaços, por ser uma mãe que criou sozinha dois filhos e dedicou-se integralmente a eles. São muito bem-sucedidos profissionalmente. E hoje eu sinto-os cada vez mais distantes, física e emocionalmente de mim. Nas raras vezes que nos encontramos, reclamam, ironizam e até me chamam a atenção, me fazendo sentir um nada.
E sempre valorizam outras pessoas e me desprezam. Até o pai, que sempre negligenciou seu papel paterno, é respeitado e acolhido por eles, desconsiderando todas as minhas lutas e dores. Cheguei no meu limite, eu não suporto mais ser colocado na geladeira do esquecimento, pune-me com silenciamentos tóxicos.
Tudo é motivo para eles me desprezarem ainda mais. E se eu reclamar, apertam mais a corda. Com dias e dias sem uma palavra, um gesto, um olhar de carinho. Eu temo perder todo esse brilho e força que eu tenho de viver. A minha essência. E congelar meu coração e não amar tanto, porque eu acho que eles não me amam mais.
Algo preciso fazer para proteger-me e não adoecer com todo esse cenário cruel que eu jamais imaginei viver nessa história que construí com tanta verdade. Desde já, aceito e agradeço de corpo, mente e coração bem aberto o seu pitaco. Chá de coragem. Te admiro muito. Gente, eu quero começar esse e-mail, essa conversa nossa aqui.
deixando um abraço muito apertado para essa mulher, que hoje tem dois filhos adultos, que seguiram as próprias vidas e que não a idenizam por tudo que ela entregou na maternidade. Porque às vezes a maternidade, ela nos pede tanto, principalmente quando ela é dividida ou não é dividida com a paternidade irresponsável.
que a gente fala, tá, eu te dei tanto, agora eu quero algo em troca. E eu acho que criar filhos é um exercício tão cruel em alguns momentos, porque é uma missão que ela é bem sucedida quando você se torna desnecessária.
Então, assim, se eu não sou necessária para o meu filho resolver as coisas na vida dele, sou importante, sou legal, mas não sou necessária, cumpri minha missão. A minha missão é fazer com que os filhos consigam viver a vida deles onde eles quiserem, em outro lugar do mundo, sem necessitarem de mim. Olha que coisa intensa, né? Você passa anos criando no outro uma força interna, uma capacidade interna de ir além.
E é frustrante, às vezes, a gente não está pronta, às vezes, para ver o momento que eles vão mesmo, em que eles saem de casa e que eles vão viver as próprias vidas, e que a gente queria algum tipo de reconhecimento e é justo que a gente tenha, mas que talvez o reconhecimento não veja como a gente quer. E antes de falar mais sobre essa maternidade, eu quero falar sobre a paternidade, o quanto a gente, muitas vezes...
passa a mão na cabeça dos homens, né? O quanto os filhos esperam poucos dos pais. E aí o que acontece, gente? Quando você tem baixa expectativa, você tem baixa frustração, né? A expectativa com os homens normalmente é tão baixa. Se espera que eles façam tão pouco que você não se frustra com o que eles não entregam.
mas da mãe, da mãe a gente espera um monte de coisa, e aí essa mãe que é enorme, que tem que estar cumprindo tantas coisas, caramba, se ela está no jogo ela vai errar mais, né?
Dessa mãe a gente vai ter mais mágoas, com essa mãe a gente vai ter mais frustrações. Essa mãe é uma certeza. O ensaio de despedida, que é o meu último livro, a personagem principal, a Cristina, chega uma hora que ela fala, eu quero ir embora, porque eu cansei de ser a certeza de vocês. De não receber o amor que eu mereço, porque vocês têm certeza que eu estou aqui. Eu virei mais um objeto da casa.
E é um lugar que colocam a gente por sermos mães, sabe? Viver pro filho, só pensar no filho, só se dedicar a esse filho, a essa filha. E de repente você chega num momento da vida que você mal sabe o que você é. O que você quer.
que você construiu tão pouco separado deles, porque a gente vai construindo as coisas, colocando os filhos no foco da construção. Assim, eu hoje tenho dois filhos de 12, ou de 13, ele vai fazer 14, então 13, e ela ainda vai fazer 12, então de 13 e 11 anos. E por terem essa idade, eles dependem de mim para muitas coisas.
E se eu vou viajar, se eu vou trabalhar fora, se eu vou... Todos os meus planos, comprar o pão. Eu compro pão pensando em comprar o pão que eles gostam. Só que eu faço um exercício diário de comprar o pão que eu gosto também. De não me satisfazer somente com a alegria deles.
E a cobrança de que a maternidade nos traga plenitude, ela nos traga alegria, só ela nos traga satisfação, ela é cruel porque a gente chega nesse lugar em que a gente espera que os filhos...
eles forneçam isso pra gente. E olha, a gente aprendeu o seguinte sobre cuidado. A gente não aprendeu a se cuidar. A maioria de nós não aprendeu a se cuidar, sobretudo as mulheres. Nós não aprendemos a exercer um cuidado da gente com a gente mesma, a olhar quais são as nossas prioridades, o que a gente deseja. A maternidade, ela tira a gente da prioridade o tempo todo.
E a gente aprendeu que o cuidado é algo que eu dou para você. E se você me ama, se você me considera, se você me reconhece como alguém importante, você, em troca, me devolve o cuidado. Então, eu não me cuido, mas eu espero que você me forneça o cuidado em gratidão ao cuidado que eu te dou.
Então, muitas vezes, a gente educa os filhos oferecendo coisas para eles, ofertando atenção, ofertando tempo, como se a gente estivesse depositando numa poupança. Em algum momento, a gente vai poder sacar essa grana. Em algum momento, essa grana vai vir de acordo com os planos que a gente fez, de acordo com os sonhos que a gente teve, do que a gente imagina que é a retribuição para o que a gente doou.
E talvez não venha, porque na realidade os filhos não são essa poupança. Os filhos não são investimento para o futuro. O que a gente está doando para os filhos todos os dias não tem nenhuma garantia de retorno. Nenhuma.
E aí é uma construção bem grande de você conseguir nomear isso, sabe? De você conseguir enxergar que você deu um monte e que você deu, você não emprestou. Você deu esse cuidado para eles. E quando a gente dá esse cuidado, o outro faz com que a gente dá o que ele quer. E talvez os seus filhos não queiram mais o nível de cuidado que você oferta.
Talvez eles queiram uma proximidade diferente. Talvez eles queiram um jeito novo de se relacionar com você. E sem perceber isso, porque a gente está tão aprisionado e aprisionada no jeito que eu quero me relacionar com o outro, a gente não se abre para essa construção, sabe?
A gente não se abre para esse entender o que pode vir de lá. O que eles estão dispostos a me dar hoje? De que jeito eles estão dispostos a se relacionar comigo hoje? E se eu também estou disposta a me relacionar com eles dessa forma? De que forma a gente vai negociar isso aqui? Porque a gente não cria filho para a gente. Sabe?
A gente cria os filhos pra eles seguirem a vida deles do jeito deles. E caramba, que coisa que aperta o coração. Meu filho tá na adolescência, né? E ele tá numa fase que, pelo amor de Deus, parece que eu não sei nada da vida. Nada. Nada que eu ensino, nada que eu explico. Ele só, pra mim, é uma virada de olho atrás da outra. Somos próximos, me dá carinho, me dá beijo. A gente tem um chamego junto. Mas tem uma parte da vida que eu não sou mais.
importante no nível que eu era, sabe? Começa a chegar mais gente na vida que vai ganhando mais importância. Ou que vai ganhando igual importância, importância semelhante. E pra gente é muito difícil, né? É muito difícil você olhar e falar, mas como assim? Eu sou a sua mãe, eu mereço que você me coloque nesse lugar na sua vida. Você fala, eles amam, eles não me amam mais. Você já pensou?
Como você se sente amada? Para pra pensar hoje, assim. Desenha o dia ideal pra você. Quais são as atitudes que os teus filhos precisavam ter pra você sentir que eles te amam? Faz um exercício, assim. Pega um papel, escreve. Eles amam. Eu me sentiria amada se eles me ligassem de manhã pra falar tal coisa, se eles fizessem isso, se eles viessem todo final de semana. Anota. E depois você olha pra essa anotação.
Essa anotação é realmente possível? O que você deseja que seja uma demonstração de amor? É algo que esse filho, essa filha, adultos, que tem a vida deles, que tem os sonhos deles, que tem os projetos deles, vão te dar?
Porque talvez, e aqui eu não estou menosprezando o teu desejo de ter teus filhos perto. Por favor, não me entende assim. O que eu estou te dizendo é que às vezes a gente quer do outro o que ele não vai dar e não tem pra dar. O conceito de amor, ele não é universal. Sabe? Como eu me sinto amada, é muito eu. Tem a minha história.
tem as minhas expectativas, tem os meus sonhos, o jeito que eu me sinto amada é meu e o jeito que você se sente amada é seu. E você precisa saber como você se sente amada para você conversar sobre isso. E para além dessa relação com os teus filhos,
Você fala, Elisama, eu tô com medo de não querer mais viver. De perder essa alegria na minha vida. Será que os teus filhos são a única fonte possível de alegria pra você hoje? Não tem mais nenhuma. Cadê as suas amigas? Cadê as viagens? Não tem nenhuma atividade que você gosta de fazer? Dançar. Ir ao cinema.
ler, clubes de livro, clubes de leitura. O que é que você sabe sobre você? Porque veja, mulher, a maternidade, ela foi afastando a gente tanto do nosso desejo. A obrigação, a responsabilidade de manter um ser humano vivo faz com que a gente fique tão focado e focada nisso.
que a gente não consegue equilibrar direito os pratos da vida, sabe? A gente fica pensando tanto neles que parece que não sobra espaço para pensar na gente. E aí você vai fazendo escolhas, sempre pensando nas crianças, nas crianças que já não são tão crianças, mas que são maiores.
Eu me lembro de uma pessoa, uma vez a gente conversando, era uma mulher de quase 70 anos. E ela me dizia assim, eles amam, eu passo o dia inteiro pensando, será que meus filhos vão vir aqui hoje? Será que alguém vem aqui me ver? Se eles não vêm, eu fico arrasada. Se eles vêm, eu fico feliz. Caramba, será que não é peso muito grande para esses filhos?
E não é uma responsabilidade muito grande que você entrega na mão do outro? Se essa pessoa vem, você tá feliz. Se essa pessoa não vem, você tá triste. Não tem mais nada que te faça feliz, que não seja dado na mão de outra pessoa, na mão dos teus filhos. Onde tá todo o desejo?
Eu te falei pra você pensar como é que você sente amada, pra você olhar essa relação com os teus filhos de uma maneira mais ampla, né? De assim, caramba, são duas pessoas adultas que têm a própria vida. E que sim, eu não vou estar nas prioridades deles, porque é natural que seja assim. É sinal de que...
de que eles são independentes, sinal de que eu exerci aí um cuidado que deu certo, eu estou independente, eu segui na própria vida. Mas tem uma parte aí que é um reencontro seu com você mesma. O que você fazia antes de ser mãe? Você consegue lembrar? Você consegue lembrar como você se divertia antes de ser mãe?
Você por acaso consegue lembrar quando você, antes da maternidade, deitava na cama e começava a imaginar possíveis cenários para a vida? O que você imaginava? Com quem? Fazendo o quê? Mulher, você está precisando, sabe o quê? Se reconectar com o seu desejo.
Está precisando redescobrir o prazer de ser você para além da mãe. A mãe é uma parte de você. E é uma parte que sim, ela vai diminuindo à medida que os filhos crescem. Quando os meus filhos eram bebês, a maternidade tomava conta de quase tudo. Porque caramba, eles precisavam de mim para não morrer na própria sujeira.
Sabe? Que responsabilidade. Eles precisavam de mim pra tudo. Então, sim, era importante que eles ocupassem tanto espaço na minha vida. Mas, à medida que eles estão crescendo, e que eles vão se tornando independentes, é como se eles estivessem me devolvendo pedacinhos de mim, falando pra mamãe, esse pedacinho aqui é teu agora. Eu não preciso dele, já construí isso em mim agora. Está interiorizado, pode ir.
Então, mamãe, cada vez que eles foram dormir na casa de um amigo, ou vão dormir na casa de um amigo, estão me dizendo, ó mãe, interiorizei aqui essa capacidade de dormir, acordar e sair sem você. E quando eles fazem isso com segurança, eu penso, caraca! Estão aprendendo, estão construindo isso. Está chegando esse momento. E daqui a um tempo eles vão namorar.
E a minha opinião, ela vai ficando cada vez mais periférica na vida deles. Porque à medida que eles constroem o próprio saber, e as próprias falas, e os próprios pensamentos e desejos, são esses desejos e pensamentos que têm que ser centrais na vida deles. E à medida que eles vão saindo dessa vida, dessa necessidade de mim, de baixo da minha aba, eles vão me devolvendo essa energia. E falando, tua mamãe é tua.
Toma, obrigada e é tua. Obrigada e é tua. Só que às vezes a gente deu tantos esses pedaços nossos que quando eles entregam esse pedaço de tempo
Esse pedaço de desejo na nossa mão, que você não precisa mais escolher o pão que eles gostam, o lugar no restaurante que eles gostam, que você já pode escolher o seu. Esse desejo ficou tanto tempo na mão do outro que você não sabe o que fazer com ele. Você fica olhando para esse desejo e falando não, não, não, toma de volta. Toma de volta, estou acostumada a pensar em você.
Eu estou acostumada a cuidar de você, eu estou acostumada a ter o seu desejo na centralidade de mim e eu não consigo me colocar na minha centralidade de novo. Eu não sei como é que faz isso.
E muitas mulheres mais velhas vivem essa dificuldade de tomar para si novamente o próprio desejo de falar, ok, isso aqui, esses pedacinhos que eu doei, que eu entreguei, que estão sendo devolvidos para mim, são meus e eu vou ter que construir alguma coisa com eles. Os meus filhos não me devem nada das minhas doações para eles.
Eu não sou credora de algo que eu paguei pra eles pra tomar de volta. Eu dei. Eu dei. E à medida que eles não precisam mais, essa energia tá ficando aqui comigo. E eu tenho muita consciência disso, sabe? E eu tenho gostado de receber essa energia de volta. Às vezes as pessoas falam assim, ah, Elisama, você viaja tanto trabalho. Você não fica triste com saudade das crianças? Eu falo, não, gente, eu adoro.
Adoro ir para lugares em que eu sou só eu. Em que eu lembro que eu sou muito maior do que a mãe deles. Porque a mãe não é meu todo, entendeu? A mãe é um pedaço. Se a mãe se torna o nosso todo, quando eles vão embora a gente fica vazia, porque a gente não sabe exercer outro papel que não seja ser mãe. Então à medida que eles vão, que a gente vai se tornando desnecessária,
O tamanho da mãe, na imagem da gente mesmo, ele precisa ir diminuindo pra caber outros pedaços nossos. Então quando o bebê nasce, a mãe fica grandona dentro da gente, porque é normal. Você precisa amamentar ou não, mas você precisa cuidar daquele bebê pra que ele se mantenha vivo. Mas à medida que ele vai ficando independente, essa mãe precisa ir diminuindo um pouquinho dentro da gente. E cabem em outras coisas, porque aí quando eles se vão, porque eles vão, você entende?
Eles vão. É pra isso que a gente tem filho. Eles vão. Eles não vão ficar na nossa aba. Eles não vão ficar grudados com a gente. Eles não vão ficar nos olhando com aquele olhar de admiração e de, meu Deus do céu, minha mãe, é tudo como eles olharam quando a gente era criança. Eles vão olhar pra gente diferente. Eles vão ver as nossas falhas.
eles vão nos ofertar coisas que a gente, de um jeito que a gente não sabe, se a gente queria, que não é do jeito que a gente queria. Mas se a vida é maior, mesmo quando essa relação é frustrante, realmente ela pode ser, a gente tem outras fontes de prazer. A gente tem outras fontes de alegria, a gente tem outras fontes de satisfação. Você ainda pode ter todo prazer nessa vida, mulher.
Você ainda pode ter tantas fontes de satisfação e alegria nessa vida. Você ainda pode ter tantas conversas incríveis. E conhecer tantos lugares incríveis. E comer em tantos restaurantes incríveis que talvez seus filhos nunca tivessem ido. Porque você nunca foi, porque ninguém gostava. Olha, agora você pode. Vai no restaurante que você quer. Prepara a comida que você quer pra você.
Hoje, você pode usar o teu tempo do jeito que é muito mais teu. Isso é assustador, mas é a lei da vida. A sensação do ninho vazio, ela é angustiante, sim.
É um processo que a gente passa. Talvez você precise até de apoio terapêutico pra te ajudar a lidar com essa fase. Às vezes a gente está tão desconectada do nosso desejo que a gente não sabe nem por onde que é que começa. Mas não desiste de começar, não. Não coloca na mão deles a responsabilidade por você manter a tua vitalidade. Não pode estar na mão deles. Eles já te devolveram isso. Está na tua mão.
Escolhe usufruir dessa vida que você tem, sabe? Escolhe. Agora você pode escolher o que você faz com o seu desejo. Se conecta com o seu desejo. Você vai ver que até o distanciamento deles muda quando a gente começa a construir espaços dentro da gente, pra gente mesmo.
é que se eles ficam distantes,
E eles são importantes, tão centrais na sua vida. Qualquer distância deles vai parecer gigantesca. Não estou falando que não é, tá bom? Eu não conheço a sua história. Pode ser que eles realmente estejam muito distantes de você. Mas você vai sentir com cada vez mais peso essa distância. Se está vazio dentro de você. Se só eles podem preencher. Mas se eles forem um pedaço, aquele vazio vai ficar ali. Mas vai ter tantas outras coisas para a gente preencher nos seus espaços internos. Que vai ser mais um vazio.
O vazio não vai ser o todo. Tá bom? É isso, meu amor. Se você gostou desta conversa, manda pra tua mãe. Manda pra tua mãe. Se você é a mãe que tá escutando, um abraço, minha gata. Vai viver. Bora viver. Bora encarar a filha pela própria vida.
como um presente divino de que a gente agora pode gozar novamente de nossa vida. Com liberdade. Viver é bom. A vida só acaba quando termina, entendeu? Então a gente pode com 60, 70, 80, 90, tem muita coisa para viver. Procura aí atividade perto da tua casa.
um Sesc, tem um monte de coisa. Vai fazer uma natação, uma dança, um bailinho, bora balançar o esqueleto, bora viver, porque a gente ainda pode viver e viver muito, tá certo? É isso, meu amor, se você gostou do episódio, deixa aí o teu coraçãozinho, o teu foguinho, a tua mensagenzinha, porque eu quero ler, tá certo? Um beijo e até o próximo episódio.