Episódio #16 - IA nos esportes de alto rendimento, com Bianca Gama Pena
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- IA em PerformanceMonitoramento em tempo real · Análise de dados de atletas · Personalização de treinos · Predição de performance · Visão computacional
- Gêmeos Digitais de AtletasAvatar virtual do atleta · Simulação de condições de treino · Validação de prescrição de treinamento · Previsão sem risco físico · Customização de cenários
- Histórias Pessoais e de ViajantesPlataforma Roblox nos Jogos Olímpicos · Avatares customizáveis · Competições virtuais em tempo real · Mercadoria física customizada · Conteúdo educativo integrado
- Casos de Uso em Modalidades EspecíficasNatação australiana com análise em tempo real · Bob de Lédio em milão · Basketball com chips nas bolas · Esgrima com sensores · Box na China com IA
- Prevencao LesoesControle de carga de treinamento · Análise de padrões fisiológicos · Predição de fadiga muscular · Monitoramento nutricional · Recuperação personalizada
- Planejamento EstratégicoSimulação de esquemas táticos · Análise em tempo real de jogos · Gestão estratégica de equipes · Previsão de cenários competitivos · Posicionamento de atletas
- Equipamentos InteligentesÓculos 3D para análise tridimensional · Chips em bolas de basquete · Esgrimas com sensores · Tênis inteligentes · Práteses e cadeiras adaptadas
- Wearables e Sensores BiométricosAnéis de monitoramento · Relógios inteligentes · Roupas inteligentes · Tecidos geradores de energia · Sensores em equipamentos
- ParalimpíadasClassificação automática por IA · Tocas inteligentes para deficientes visuais · Próteses inteligentes · Cadeiras de rodas otimizadas · Experiências táteis inclusivas
- FutebolNovos modelos de receita · Experiências premium para fãs · Competições virtuais monetizáveis · Engajamento global remoto · Sustentabilidade de eventos
- Ideologia e Papéis de GêneroProjeto de equipamento para corpos femininos · Redução de lesões em mulheres · Customização por fisiologia feminina · Equipamento historicamente viés masculino · Saúde específica de mulher atleta
- Competicoes e EventosAtletas competindo em diferentes locais · Sincronização em tempo real · Eliminação de deslocamentos · Sustentabilidade nos jogos · Inclusão de mais atletas
- Gestão de TalentosEscaneamento global de talentos · IA para detecção feminina · Identificação em base de desenvolvimento · Diminuição de viés humano · Acesso a dados de múltiplas fontes
- Arbitragem e decisões assistidasIA como suporte em tempo real · Visão computacional em decisões · Redução de tempo em decisões · Humanização de dados · Arco e flecha: profissional como direcionador
- Evolucao HumanaMoneyball e estatísticas · Transição de talento para dados · Matemática na formação de times · Crítica inicial e aceitação · Modelo replicado em outros esportes
Olá, aqui é a Ana Paula Padrão e como empreendedora eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas, bora fazer juntos.
como as novas tecnologias estão impactando a nossa vida. Esse podcast é apresentado por Marta Gabriel, futurista e especialista em inovação e tecnologia, e por mim, Carol Tamacia, jornalista da Rádio CBN. Bom, esse ano é especial para o esporte, né? A gente vai ter Copa do Mundo em junho, a gente teve Olimpíada de Inverno em Milão, agora em fevereiro. Então hoje a gente vai fazer um programa sobre o uso da inteligência artificial no esporte de alto rendimento.
visto como um lugar apenas de talento, intuição, isso tanto para os atletas quanto para os treinadores e tal. Depois isso foi evoluindo, os dados foram se tornando essenciais para a prática esportiva de alto rendimento, mas hoje o cenário é ainda mais preciso com as novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial. Eu queria que você começasse explicando um pouco para a gente o que muda com a chegada da IA no esporte.
O esporte não é de agora, se a gente vai lembrar, que quando a gente começa a ter estatística,
que é baseado num livro, que é baseado num caso verídico, que é Moneyball, onde no beisebol um treinador começa a pesquisar performance de jogadores e ele veio com uma teoria de que, ele se associou com o matemático, de que você não precisaria ter o melhor time com o melhor atleta. Era um time pequeno que não tinha muito recurso e aí ele tinha a teoria que se você combinasse as estatísticas de performance de jogadores medianos, você conseguiria ter um time muito bom.
prova isso, eles chegam nas finais daquele ano. A partir do ano seguinte, por isso que nos Estados Unidos tem até uma crítica, começou uma crítica lá atrás, que beisebol era muito mais estatística do que humanos. De lá para cá, a tecnologia veio cada vez mais ajudando a analisar estatística, a colher dados. A gente começou a ter VAR, inclusive no futebol. E aí a gente tem visto o esporte ser cada vez mais uma área científica, analítica e orientada a dados, porque você começa a ter dados. E aí, como que a IA muda isso?
a IA traz inteligência para os dados. Ela ajuda a fazer essa extração de insights desses dados. E aí qualquer coisa que possa envolver inteligência, a gente pode usar a IA. Então, por exemplo, esporte tem estratégia. Estratégia é fundamental. Esporte tem todo um cuidado de saúde. A gente já falou várias vezes aqui, em outros momentos, como que a inteligência artificial pode ajudar na saúde. Esporte e negócio também tem toda a parte de como que você faz gestão do negócio,
utilizando a inteligência. Então, o primeiro campo que usa é performance e treinamento de atletas. Então, você consegue hoje acompanhar os treinos, ver dados dos treinos, ver como está funcionando o time, equipe, etc. Então, isso dá apoio para treinador. Gestão e estratégia de equipes. Como que as equipes estão funcionando? Como que eu faço um esquema tático? Como que eu simulo esse esquema tático? Posso fazer inúmeras simulações para poder ver qual que tem resultado melhor ou não, que nem a gente faz.
simulação também em negócios. Experiência dos fãs, a gente já começou lá atrás de ter os melhores momentos, mas era um humano que fazia isso correndo em tempo real, tinha que acompanhar estatística em tempo real. A gente tinha que alguém correr também, se preparar um pouquinho antes para ver todas as estatísticas relacionadas com aquela área. Agora a gente consegue fazer isso e ainda ter comentários, auxílio nos comentários, ou seja, fica mais rico para quem está assistindo. E nos negócios a gente tem a parte de estratégia.
performance e treinamento dos atletas, tem também a questão da saúde. Um dos grandes problemas dos atletas é você controlar nutrição, carga de treinamento para não ter lesão, otimizar esse processo. Então, em alguns casos, a IA consegue fazer, lembra que a IA consegue por meio de dados, por meio de análise, fazer predição. Da mesma forma que uma máquina na indústria, que a gente já falou sobre isso aqui também, você consegue ter sinais, analisar,
padrões pra ver se ela vai parar de funcionar antes ou depois, o que você pode fazer, a gente pode fazer isso com atleta também, né? Essa fisiologia do esporte é muito interessante, né? Hoje em dia, pra um jogador de futebol, futebol que aqui é muito comum no Brasil, né? O treinador consegue saber, assim, ele pode jogar só 60 minutos, senão o músculo dele não vai aguentar, né? Isso é impressionante. Isso, fadiga muscular, né? E os wearables estão sendo usados cada vez mais, né?
Então a gente tem os wearables que todos nós começamos a usar, né? Pobres mortais, a gente usa o anel,
eu adoro, a gente começa a ter muito mais dados. Tem aquela frase do Peter Drucker, que você só consegue administrar, gerir aquilo que você consegue medir. Então, a partir da hora que a gente começa a medir mais, a gente consegue fazer melhor gestão. E quando você tem apoio de inteligência para isso, a coisa fica ainda melhor. Tem alguns exemplos, a gente está usando agora, tem alguns times usando gêmeo digital de atleta, a gente falou de gêmeo digital aqui na saúde, para pacientes, falou também na indústria,
para ter gêmeo digital de atleta, para ver como a simulação de performance dele acontece, onde vai ter fadiga, etc., para que você consiga prevenir. Uma das coisas também na parte de negócios esportivos, a gente tem os agentes de A. Se a gente pensar um pouquinho no futuro, será que a gente vai ter agentes de A sendo treinador de time? Será que a gente vai ter, da mesma forma que a gente está começando a fazer na parte intelectual, a gente está fazendo muito,
treinamento usando agentes, conversando com o IA, etc. Então, isso deve ser uma tendência de estar cada vez mais integrado no esporte, em várias áreas. Eu trouxe alguns exemplos de onde está sendo usado, que depois a gente tem uma convidada especialíssima para falar com muito mais propriedade do que está acontecendo no mundo dos esportes, mas NBA está usando visão computacional para enxergar, a IA enxerga como que os treinos estão acontecendo
onde está sendo a movimentação para te ajudar a dar apoio estratégico para aquilo. Que é aquilo que a gente que é torcedor fica lá olhando e fala assim, não, mas por que ele está ali? Por que está naquela posição? Por que não vai mais gente para o lado de lá? Por que não sei o que? Você consegue ver isso? De fora você enxerga. De fora a gente, todo mundo é um treinador. NBA está usando isso. O Barcelona está usando o IA para analisar as partidas.
Então, estatística, a gente tem muito mais dados para analisar. E a NFL está usando o wearables para prevenir lesões. Então, atletas usando.
sabe que na parte do futebol americano tem impacto maior, tem um monte de estudos nessa área, né? Então, com a utilização de wearables, você consegue ter muito melhores dados para saber onde tem fadiga e onde não tem. Bom, a gente vai receber agora, então, a nossa convidada especial para somar aqui na nossa discussão, que é a Bianca Gama Pena, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e integrante de entidades ligadas ao Comitê Olímpico Internacional. Bianca, seja bem-vinda, é um prazer ter você aqui no Futuramente.
Obrigada, Carol. Obrigada, Marta. É incrível estar aqui, poder falar das experiências que a gente está tendo, principalmente agora, vividas nos Jogos Olímpicos de Inverno e tudo que a gente tem feito com o uso da tecnologia. Muito obrigada pelo convite. Prazer é nosso. Bom, vamos começar por isso, então. Você esteve ali nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão, que aconteceu agora em fevereiro, assistiu as competições de perto, participou de mesas que discutiam o esporte.
tecnologia inovadora? O que você viu lá que está sendo usado hoje por atletas e equipes? Acredito que lá foi um resultado do treinamento. Então, várias equipes olímpicas estão utilizando a OIA para melhorar a performance. Então, por exemplo, a Austrália já vem mostrando o seu despontamento desde Tóquio. Tóquio, Paris e... Não agora, porque a gente não teve a natação, mas eles são muito bons na natação. Então, assim...
Você imagina que antigamente a gente só media a velocidade que aquele atleta batia na raia, se ele era mais rápido ou menos rápido. Agora, se você for para uma competição, por exemplo, você vai ver câmeras distribuídas ao longo daquele estádio ali para monitorar tudo que o atleta está fazendo em todas as raias em tempo real. E depois isso tudo é compartilhado para todas as equipes mundiais. Então, com aquilo, o atleta consegue,
o treinador, ele consegue mensurar velocidade de braçada, tempo de recuperação, consumo de tudo, né? Em tempo real. Mas aí também a gente ficava pensando, bom, isso acontece de quatro em quatro anos, né? Como é que a gente então faz pra um ciclo olímpico ter essa percepção? E aí essa equipe, né? Os treinadores da equipe olímpica australiana começaram a utilizar a IAA pra que em tempo real, imagina numa beira de uma piscina, né?
vários ao mesmo tempo na mesma raia, nadando estilos diferentes, o treinador falando, gritando com cada um deles ali. Então tem muitos estímulos em tempo real ali que faz com que você não tenha uma análise de dados, uma performance boa. E a IA traz essa acurácia maior, porque em tempo real você consegue, independente da quantidade de pessoas na mesma raia, estilos diferentes, você tem uma personalização. E aí em tudo, consumo de oxigênio, frequência cardíaca,
velocidade de braçada, quantidade de braçadas por minuto ali. Então, toda essa curácia faz com que o treinador, ele possa ter em tempo real essa individualização do treino. E até a predição. Se ele está fazendo naquela performance ali, de acordo com o que ele tem hoje de nutrição, fisiologia, etc. Como é que eu vou fazer uma predição daquilo para um mês, daqui a um mês, dois meses? Quais são os cenários ideais?
para melhorar aquela performance. Então, a gente tem a questão da natação na Austrália. A gente tem a questão, por exemplo, em Milão, que a gente viu a questão do bobsled e a questão do speed skating nos Estados Unidos. É incrível como eles trabalham. Por exemplo, imagina, eu estava lá no bobsled, você fala, sons de segundo, você vê o trenó passando, exatamente. E aí, como é que você mede aquilo? Hoje, com a IA, você consegue, a cada milésimo de segundo, você ter 100 pontos,
avaliação. A gente sabe tudo o que acontece naquele treinó. Inclusive, prediz a quantidade de passos que o atleta precisa ter para a velocidade ideal até ele entrar no treinó. Então, imagina. E aí você, o treinador, tendo essas medidas com a inteligência de negócio, o business intelligence, que você consegue predizer a velocidade, a quantidade de passos que aquele atleta precisa ter.
Imagina no speed skating, que você tem aquela mudança ali da equipe. Aí ela consegue fazer uma predição. Quais são os cenários ideais para essa transição na competição? Quais são os atletas que vão participar dessa transição? Na natação, por exemplo, a gente vê isso. A questão dos revezamentos é muito incrível. Quando você tem revezamento, você tem muita individualização de dados. Então, qual é o atleta que tem que ir na sequência?
esse revezamento, quais são os atletas que ele vai competir, que tipo de acuráceo tem que ter ali, bom, esse vai ser o primeiro e o segundo no revezamento quem vai ser, de acordo com a especificidade da performance de cada um, então assim, aí a gente tem vários outros exemplos, a gente tem a China no box, a gente tem o Japão no curling, como é que eles fazem a predição, tudo com a questão da individualização do treinamento dos atletas, análise de dados,
dos atletas em tempo real, a predição deles também, como foi falado aqui dos gêmeos digitais, ou seja, esse atleta submetido a condições diferentes de treinamento, qual é o nível de performance dele, o que ele precisa fazer. Então assim, a inteligência artificial, ela traz sim uma análise de dados, mas o treinador, ele também tem essa perspectiva diferenciada. Então, por exemplo, será que a IA está me dizendo que o meu atleta precisa recuperar?
tempo de repouso, mas será que para esse atleta um tempo ativo, ou seja, com uma baixa intensidade é melhor do que um repouso absoluto? Você personaliza 100%. Personaliza 100%. Total. E isso que ela está falando em todos esses casos é aquilo que a gente comentou da visão computacional. Você consegue enxergar o que a gente não consegue enxergar e a consegue ver. E aí ela consegue fazer análise, capturar dados que a gente não consegue capturar. E a personalização é espetacular.
que foi aquilo que a gente falou, as máquinas funcionam, vamos fazer uma comparação, as máquinas funcionam com a recomendação de fábrica, só que a gente sabe que tem máquina que dura muito mais que a recomendação de fábrica e tem máquina que não aguenta, porque tem vários outros fatores, aí ela consegue ver todos esses fatores e personalizar por máquina, por atleta e considerar, que é muito legal o que ela falou, a situação no tempo real, o que é que muda, a gente já foi atleta, ela foi atleta, eu fui atleta também, faz toda a diferença, você treina em condições ideais,
você tá ali com a torcida, e torcida contra é complicado. É complicado no psicológico. Quem reage melhor? Quem reage pior? Quem consegue dar conta disso? Até pra escolher quem bate o pênalti, quem vai fazer o quê, né? Então, excelentes exemplos, muito bom. É, você citou os gêmeos digitais, a Marta também falou rapidamente, eu queria entrar um pouco mais nisso, porque isso é uma coisa muito futuro, né? Essa questão de gêmeos digitais chama muita atenção.
Como é que eles podem transformar a preparação esportiva? A gente vê os gêmeos em outras áreas também, mais pro esporte especificamente.
Olha, na verdade, você submete aquele atleta a condições de treinamento. Então, o atleta passa o ciclo olímpico todo, ou paralímpico, todo treinando. A medalha de ouro é conquistada ali, naquela piscina, ou naquela quadra, ou naquele... Não é? Ele vai buscar a medalha nos jogos, mas ele conquista ela a cada dia de treinamento. Então, nesse momento do treinamento, é muito importante a gente entender que, muitas vezes, você não precisa submeter o atleta àquele esforço preditivo.
tem um assistente digital, que é o gêmeo digital dele. Uma versão dele virtual. Isso, exatamente. É o avatar dele que vai fazer com que aquela prescrição de treinamento valide se aquilo realmente vai gerar resultados benéficos. Então é como se você, por exemplo, a gente vê, por exemplo, o Lucas. Ele está aqui, ele veio para o Brasil e provavelmente ele vai ficar um tempo aqui. A gente não tem esqui para ele treinar e tal. O Lucas que ganhou a medalha de ouro. Lucas Pinheiro ganhou a medalha de ouro. Isso, exatamente. O nosso
que eu pino. Então, assim, ele treina nas circunstâncias normais do esqui. Mas como é que ele pode fazer isso aqui sem a gente ter essas condições naturais? Totalmente, né? A gente já tem pistas artificiais de esqui que simulam tudo, até mesmo muito mais, né? Não é a neve que impossibilita a gente de treiná-lo. Mas o gêmeo digital é. Se ele tivesse nessas condições, nessa temperatura, nessa altitude, nesse dia, principalmente para mulheres, se a mulher estiver nesse dia do ciclo,
hormonal dela. Então você consegue mensurar, ou seja, fazer um cenário de predição pra esse gêmeo digital, que é o avatar dele, nessas condições de treinamento, sem que ele tenha que treinar. Simulação, né? Você pega todos os dados possíveis que você tem do atleta e quando a gente começar a ter os ambientes imersivos mais fáceis de você acessar, é realmente a sua versão digital com todas as... Por isso que eu falo que quanto mais dados você tiver do mundo real,
físico, mais você tem dados para colocar ali e funcionar como se fosse você. Inclusive, que tipo de coisa que te estressa ou que tipo de coisa que te estimula. E aí você pode criar essas condições, mesmo condições não existentes. Qual é o máximo de altura que a gente consegue mergulhar? Não é só fisicamente, é considerando todas as condições psicológicas que esse atleta já fez, qual é o grau dele de personalidade.
Então, assim, os gêmeos digitais, eles tendem a ser, não só na área de esportes, cada vez mais uma maneira de simular saúde, performance, como que a gente reage nas condições, até para fazer terapia, para todo tipo de coisa. E esses wearables, os vestíveis, que são muito usados no esporte também agora, quais são os que mais estão bombando por aí, vamos dizer assim? Aí existem vários. Antes, o pré-treinamento, durante o treinamento, pós-treinamento.
por exemplo, voltando de novo à Austrália, eles usam muito o 3D, o óculos 3D, que a gente usa muito para ver realidade virtual. Eles usam muito para entender o tridimensional do treinamento. Então, os atletas, eles usam isso para entender. Porque, às vezes, com o seu olhar ali, num vídeo normal, tradicional, você não consegue ter a perspectiva 360, da sua abraçada, da sua pernarda, da sua virada. Então, o óculos 3D, eles usam muito, como um wearable,
que você mede o que você já fez. Então gravações em 360, que aí já teve uma evolução das câmeras, inclusive subaquáticas. A gente já viu, já vem vendo isso, justamente para capturar essas imagens 3D. A gente tem, por exemplo, não falando desses tradicionais mais, o anel, o relógio, enfim, mas, por exemplo, roupas, tecidos que vão para além do que a gente pode imaginar.
Ou seja, tudo no final do dia é para você melhorar a performance do atleta. Imagina que ele sua e esse suor, através da roupa, ela reverte esse suor para ele, gerando energia. Ou seja, a própria energia dele, que seria sustentabilidade na veia, seria desperdiçada, volta para ele em energia. E isso faz com que você tenha melhora de performance, porque você tem diminuição ali do seu desgaste. Da hidráulica também. Aí entra a questão ética.
Eu lembro nas Olimpíadas que o Phelps começou a usar uma roupa especial e as pessoas perguntavam, mas isso dá vantagem competitiva para ele? A gente pode até voltar um pouquinho mais nas Olimpíadas lá de trás, que os etíopes iam descalço. E as pessoas de outros países com outra cultura iam de tênis. E aí a discussão, o que para uns pode ser vantagem competitiva, o outro não quer usar, pode não ser. E aí a gente começa a entrar numa seara onde a tecnologia se mistura com a gente. Esse é um exemplo muito bom.
Exato. E aí você tem em todas as modalidades. Eu gostaria até de sugerir um documentário que foi feito em várias partes pelo Comitê Olímpico Internacional, que está no site dele, que fala exatamente como aplicar a inteligência artificial para a melhora dos rendimentos e análise de dados em cada uma das modalidades. Eu uso muito isso quando eu quero falar especificamente de uma ou outra modalidade. Mas, por exemplo, você tem um chip que você coloca na bola do basquete,
entender a direção da bola. Ela estaria indo para um lugar, ela está indo para outro, e por causa disso, ou seja, não é sobre o atleta somente, mas é sobre o equipamento manuseado pelo atleta. Então você não bota só o chip no atleta, você bota o chip no equipamento. Você tem a esgrima, que antigamente era com cabo. Hoje, com os variables, você não precisa mais de cabo. Tudo é com sensor. E aí eles conseguem se aproximar mais um atleta do outro, e aí você consegue uma curácia maior,
onde o ponto da esquema toca no adversário. Você tem chips que botam nos tênis, e aí melhora a performance, porque eu faço uma análise em tempo real dessa pegada pisada do atleta e a velocidade média dele ali. Então não é só o atleta, o wireless puro atleta, para a gente entender fisiologicamente a questão do consumo de oxigênio, a frequência cardíaca,
e a dinâmica dele, né, corporal, mas sobretudo nesses equipamentos utilizados. Então é por isso que é muito interessante a gente entender como é que cada uma dessas atividades, elas precisam ser monitoradas, não só o atleta, mas também os equipamentos. O ambiente, né? Muito legal. Eu queria que você citasse também no esporte paralímpico, né? O que a gente tem de inteligência artificial ajudando nessa área hoje? Você pode trazer alguns exemplos pra gente? Sim, claro. A gente tem, por exemplo,
A classificação, né? Ela é super empírica, né? Ela é feita por humanos hoje. Então, há muitas discussões em relação a isso. Então, você está classificado aqui ou ali, né? De acordo com a categoria. Então, tem um trabalho já sendo feito de você fazer essa análise de categorias e colocação dos atletas nas categorias de acordo com a IA, né? Predizendo ali, olha, a categoria dele é essa por causa disso, né? Considerando outros aspectos.
por exemplo, tocas inteligentes. Então, para deficientes visuais na piscina, você tem sensores onde ele aciona quando está chegando na borda. Então, eu já não preciso mais daquela pessoa que toca no atleta para que, então, ele saiba que tem que fazer a virada, ele está chegando na borda. Existem tocas já com esses sensores. A gente falou aqui das próteses, a gente falou de não só próteses, mas próteses inteligentes que mensuram a amplitude dessa prótese ao tocar o chão. A gente tem as cadeiras
para os cadeirantes, então a gente tem toda uma análise de aerodinâmica das cadeiras, não só, ah, é fibra de carbono ou não, mas a gente tem todo um cenário de avaliação ali. Para os deficientes visuais também tem a questão do touch, da sensibilidade. E aí isso eu gostaria de trazer um exemplo muito interessante que transcende a questão do alto rendimento, mas, por exemplo, nos Jogos Olímpicos de Paris, Paralímpicos, na verdade, nós tivemos um case onde, para engajamento dos fãs,
Teve uma experiência onde os espectadores, crianças de escolas, participaram do futebol de sete, futebol de cegos, onde com a percepção tátil, cada um tinha um tabuleiro tátil, e aí com a percepção tátil, ela em tempo real conseguia acompanhar o deslocamento da bola. Então, a gente está falando sobre o uso da inteligência artificial para fazer com que a experiência do usuário seja diferente. Ele tem um engajamento ali em tempo real do que está acontecendo de acordo com a eficiência dele.
Qual é o limite disso? Não temos. Então, e as crianças e os professores dando depoimento de que aquilo realmente traz uma mesma percepção de um vidente. Então, a gente percebeu o uso de A para engajamento de fãs, e aí já entrando nessa série de engajamento de fãs, nos Jogos Olímpicos, por exemplo, de 24, de Paris, a gente teve uma plataforma, Roblox, o COI lançou o Mundo Olímpico dentro de uma plataforma Roblox para engajar
já fãs, público jovem. A gente precisa engajar quem não é, quem não pode nem ir para as Olimpíadas. Então, a gente está falando de um engajamento que transcende as arenas. Porque eu levo as arenas para a palma da mão de todo mundo em tempo real durante os jogos. Então, crianças, jovens podiam entrar, jogar, criar os seus próprios avatares. Ou seja, eu não só sou espectador vendo aquela modalidade, mas eu posso ser um atleta. Eu posso customizar o meu atleta.
eu posso fazer peças em tempo real, eu posso mandar para a sua casa as peças customizadas que você fez, eu posso criar cenários de danças, você escolhe a sua dança ali, você fala com outros participantes. Então é muito além de uma competição de uma ou duas horas ali naquela experiência de um usuário de arena. Eu trabalhei nos Jogos Olímpicos de Rio 2016 e por muito tempo trabalhei nessa área de Sport Presentation, que é exatamente o que você faz antes, durante e depois com todo mundo que está ali.
naquela arena. Mas é ali naquela arena. E o que você faz com todo mundo que está em casa, o espectador que está vendo passivamente? Então, você poder trazer ele de uma forma mais engajada e principalmente criar linguagens específicas para públicos específicos como jovem, é incrível. Isso muda a experiência de todo mundo. Muda a experiência. E ali você tem a parte educativa, que é o que eu mais gosto. Não é o game pelo game, mas é o que você, através do game, passa de conteúdo.
da modalidade e de valores olímpicos. Ou seja, como é que eu passo a questão da excelência, a questão do fair play, que é aplicado na vida dele. Não é só no game, não é só para a alta performance, mas como é que o fair play que o atleta teve ali, ele é aplicado na sua vida. O direito ao outro. E o esporte, ele tem esse poder de você fazer com que isso seja aplicado em tempo real na vida dessas pessoas. Nos Jogos Olímpicos da Juventude,
forma foi criada no metaverso para fazer essa customização. Então, cada vez mais a gente tem percebido, isso a gente está falando de dois anos para cá, é uma experiência do COI, mas o Roblox é uma plataforma, eu desenvolvo no Roblox, games com essa pegada educativa. Por quê? Porque você tem que levar a tradução, ou seja, deixar esse espectador, não só mais passivamente, mas trazer ele como um protagonismo daquele acervo. Ele faz parte, ele é quase um atleta. Se você estiver comparando,
alta performance, alta performance na quadra ou alta performance em consumo de conteúdo, né? Muito bom. E eu acho que assim, né, Marta, também, o fato das Olimpíadas serem a cada quatro anos, a gente vai ver, vai ficar muito claro esses marcos, né, que a IA tá trazendo, né? Então a gente vai perceber a evolução do esporte como um todo a cada quatro anos de uma forma muito clara, né? Talvez novas categorias de hologramas, a gente tá tão rápido, mas muito rápido mesmo, que nem a gente tá falando
dos agentes para agora, até 2028, ter uma aceleração grande em várias áreas. A gente começa a ver situações em que... Como que vai ser centrada de outras tecnologias? O metaverso que você falou, que as pessoas pensam que acabou. Não, ele continua desenvolvendo, ele continua com as tecnologias que permitem imersão num grau mais profundo sendo colocadas. Aquilo que ela falou de você faz peças online e transporta para o físico.
Isso é metaverso, é o on e o off interagindo constantemente numa demonstração conceitual, era só prova de conceito de um desses óculos imersivos, há uns anos atrás, eles mostravam isso, porque no óculos, quem teve experiência, eu recomendo muito, porque esses óculos melhoraram muito, muito, muito, de 2022 para cá, você tem a experiência bem mais realista de onde você está, mas a experiência é o contrário, de você, por exemplo, ter um show, uma partida,
que está acontecendo em determinado lugar, e o seu holograma poder estar ali. Então, você colocou óculos, você se transporta para aquele lugar, todo o ambiente está mapeado. Por que a gente não tem isso ainda? E por que isso vai depender dos próximos anos? Eu acredito que em quatro, a gente tem um cenário totalmente diferente, depende de ter sensores no mundo. Lembra que a Bianca falou, a partir da hora que você coloca sensores nas piscinas, você coloca câmeras, você coloca tudo que você puder medir na bola, você coloca sensor em tudo quanto é lugar, você começa a recriar
ambiente para permitir que isso seja cada vez mais com high fidelity, alta fidelidade para você passar para todos os fãs e todo mundo poder participar. E tem uma frase do Confúcio que fala isso, que é se você vê, você esquece, se você estuda ou se você age, eu não lembro direito os três, eu vou procurar aqui para no final, quando for fazer o takeaway, falar, mas basicamente quando você participa, você nunca mais esquece, aquilo faz parte da sua vida. Então é muito mais, não é só que a
mais legalzinha, ela realmente engaja mais e fica mais marcada na pessoa. Eu fico, vou fazer o papel de chata aqui, né? Se tem um risco, assim, do esporte, com toda essa evolução rápida e constante, dele ficar muito dependente da tecnologia, dos dados e perder um pouco do brilho, assim. Você acha que pode ser um problema ou não? Eu acredito que não, porque existem muitas discussões acerca disso, né? Vai substituir ou não vai? Até onde vai o treinador, a equipe de saúde, o fisioterapeuta, nutricionista?
e onde há substituição. Então, assim, a gente tem, por exemplo, já estudos que estão colocando a arbitragem nessa perspectiva. Então, por exemplo, se você alimenta a IA, porque a IA é uma base de dados, e aí esse gerenciamento inteligente é você fazer, sobe ali a dimensão de uma quadra, é todas as regras, então por que a arbitragem não pode ser feita por uma IA? Mas o que eu entendo é que a acurácia humana,
o feeling exatamente que a IA não tem. Então, é como se fosse... A IA, ela traz os dados, mas nós, profissionais da saúde, temos a alma do jogo. Então, é como se ali você tivesse uma predição estatística. E ali você tem toda uma questão de análise de dados. Só que é como se você tivesse... Vamos fazer no tiro com arco. A IA, ela é o arco. A flecha,
Eu queria essa comparação porque a flecha é o atleta que precisa acertar o alvo, mas o arqueiro é o profissional de saúde. Ou seja, ele vai, através da análise de dados, fazer com que a predição seja mais individualizada e personalizada para o atleta. Então ele vai entender quando a IA está alucinando para esse meu atleta que isso vai funcionar até a quinta página porque eu vou incluir, por exemplo, uma recuperação diferente. Ou eu vou mudar a nutrição dele.
Eu acredito que sim, existem movimentos onde a gente vai trazer a IA, e eu gosto muito dessa questão da arbitragem, porque a arbitragem, muitas vezes, é um olho a mais ali que você tem de dados e que em tempo real te ajuda a definir. Então hoje você para para ver o vídeo do VAR, mas em tempo real, se você puder definir, e é isso que a IA traz, em tempo real, você não leva 24 horas, uma hora, em tempo real, eu sei se houve ali aquele rendimento,
para tirar o primeiro, segundo, terceiro lugar. Eu acho que tem um questionamento, exatamente, onde está o papel humano, que começa a misturar. A gente tem discutido isso nas outras áreas, e na realidade, eu acho que nem nas outras áreas, a gente está adquirindo aqui uma habilidade a mais, que é a habilidade de você fazer tudo isso com a IA, gestão com a IA, gestão de fãs, do negócio, do atleta, do treino geral. E aí a gente entra,
Talvez uma nova habilidade para o esporte, ela é completamente analítica, ela passa a ser necessária. Porque da mesma forma que no beisebol atrás, quem passou a não fazer estatística, quem fazia da maneira tradicional, só olhando o atleta com os seus sensores biológicos, que eram os caras que faziam. Aliás, a IA ajuda hoje também a fazer escaneamento de atletas global para você poder escolher talentos, match com o time, etc. Mas o fato de você ter a IA nesse cenário,
Então, talvez quem não use não consegue mais competir com quem usa. Então, a maior parte dos times, os atletas... E aí a gente pode falar da mesma coisa que aqui. Ela pode melhorar, ampliar a performance, fazer você virar super-humano, mas também pode excluir, talvez, quem não tenha essa capacidade de fazer essa gestão. É uma discussão antiga também, porque a gente está falando de IA agora, mas antigamente a gente falava qual é a diferença de um time, de um país pobre, que não tem comitê, não tem recurso,
e a gente tinha campeões que chegavam e ganhavam, versus, às vezes, quem tinha toda a tecnologia. Então, a gente vai ter que achar esse equilíbrio, na minha opinião, que nem a gente tem tentado nas outras áreas, para o esporte continuar humano. E a gente pode fazer uma comparativa, que eu acho que é bem válido, com o xadrez. Porque quando o xadrez, isso já faz quase 10 anos, que as IA são muito melhores que os humanos para jogar xadrez.
E aí tinha aquela ganha de campeão, xadrez e gol. Aí a questão era, então as pessoas vão parar de jogar xadrez,
se a IA joga melhor que todo mundo, pra quem eu vou jogar xadrez? E o que a gente viu foi o contrário. Interesse muito maior, porque você tem uma subida de barra, né? O xadrez traz outras jogadas que ninguém pensava. O xadrez pode ser coach, ou o xadrez com IA pode ser coach pra você melhorar a sua performance. Começaram a surgir jogadas diferentes. E aí a gente tem até séries sobre isso. Começou a virar uma febre em função dessa subida de barra. Então talvez a gente comece a ter isso, né? E a gente vai ter que ver
isso se estabelece em termos de regras e interesse no esporte. Acho que esse é um ponto importante, essa desigualdade tecnológica entre os países que pode ampliar essa distância competitiva, mas tentando pensar um pouco no sentido oposto, ela também pode ajudar a inclusão e a descoberta de novos talentos de alguma forma, não? Muito. No total, inclusive descoberta de talentos, a gente vai para a base, o COE já está fazendo isso há muito tempo, para detectar talentos e estimulando que os comitês olímpicos nacionais,
usem IA para detectar talentos também, porque não é só o alto rendimento, a gente tem que trazer um trabalho de detecção. Mas, por exemplo, no cenário de mulheres, onde a gente, antigamente, a detecção de talentos não priorizava a personalização. E hoje, você, por exemplo, jogar a tua rede e entender a questão de gênero, ela é totalmente diferente. Uma detecção de talentos usando IA para priorizar o gênero feminino, você tem uma coragem muito,
mais aprimorada e assertiva quando você fala sobre detecção desses talentos femininos. Então, não é só também detecção de talentos femininos, mas dentro da questão do feminino, a gente, desde sempre, a essência sempre foi muito generalista. Nunca se pensou em fazer treinamentos ou mesmo equipamentos para mulheres. Então, há estudos que mostram que muitas mulheres têm mais lesões do que os homens, porque os equipamentos
foram projetados para corpos masculinos. Então, esse corpo feminino, esse pé feminino, a lesão de um tênis que foi projetado para um pé masculino, ela é totalmente direcionada com alta performance. Então, você olhar a mulher atleta com essa perspectiva de uma customização através da IA, com as necessidades do corpo feminino e também fisiológicas, isso é muito importante, tanto para a detecção de talentos quanto para alto rendimento. Perfeito. É bem interessante.
porque a gente está falando de detecção de talentos e sempre ela dependeu muito das pessoas que iam ver os talentos, iam para os lugares, às vezes dependia da mídia, de um talento, especialmente de base, aparecer. E aí pode pular essas etapas quando você consegue ter isso de uma maneira tecnológica ampla, você consegue escanear muito mais fontes de talentos desde a base. E isso é muito legal, porque antes você dependia de estar no time grande, por exemplo,
ou de ter toda aquela coisa de conseguir entrar na escolinha do time grande, etc. Se quem está fazendo o scan, essa busca, consegue ter acesso a dados de tudo quanto é escola, de tudo quanto é lugar, você consegue detectar essas características. E o que ela falou é muito interessante, porque na pandemia a gente viveu isso e tivemos alguns exemplos de campeonatos online e virtual em tempo real. Então, eu estou na minha piscina, você está na sua piscina em outro país e a gente tem uma competição.
espero, para daqui a alguns poucos anos, é que muitos atletas nem vão precisar estar na mesma piscina para competir ou na mesma quadra, porque eu tenho a mesma curaça, até melhor, eu tenho a humanização dos dados com o atleta e o treinador e toda a equipe física, mas se eu tenho em tempo real todos os dados de como aquele atleta bateu e quais são as condições dele naquela piscina, câmeras, em todos os
países ao mesmo tempo, elas fazem essa detecção em tempo real. Então, são as minhas provocações. Até quando a gente vai precisar ter um investimento altíssimo de deslocamento? Muitos atletas, por exemplo, precisam se deslocar para construir essa alta performance. Então, por exemplo, vamos treinar em altas atitudes para que a gente tenha um desenvolvimento melhor de hemoglobinas, para que então o consumo do oxigênio seja maximizado para o dia do treinamento. Isso já vem acontecendo desde o México, várias outras
Olimpíadas, mas a minha questão é, vamos falar sobre sustentabilidade, autossustentabilidade, cada vez mais a gente tem falado sobre isso, vamos escolher lugares e sedes, países e sedes onde a gente já tem as venues, por exemplo, estabelecidas, não vamos criar novas, mas por que não falar sobre isso, não é só engajamento de fãs a nível mundial, em tempo real, quando os jogos estão acontecendo, porque isso também é sustentável, e muito mais, imagina, você tem 10%, é como um iceberg, você vê 10% é o que
você vê na arena de engajamento de fã, que paga ticket, que é caríssimo. Mas imagina os 90% que não pagam, que poderiam ser monetizados, com uma experiência diferenciada que não é aquela que você vê na TV. Você está sentado ali, em tempo real, vendo aquela mesma experiência, até melhor, né? É bem interessante que é uma possibilidade nova, de uma competição híbrida, na realidade, isso, cada um num lugar. Mas eu acredito que os dois modelos vão continuar existindo, que nem a gente acabou acontecendo com palestras,
com reuniões, com mesmo podcasts, tem momentos que são favorecidos pelo presencial, porque o esporte, na minha opinião, tem muito da imprevisibilidade daquilo que acontece. Então, eu acho que vai ser incrível você, por exemplo, entre as Olimpíadas, você ter esses momentos todos de treinar e de competir. Eu sei que os atletas de alta performance, aliás, todo mundo vai lembrar que quando algum país boicota as Olimpíadas,
e os atletas que são top do ranking não vão, quem é top fica muito triste, porque é a sua chance de melhorar a sua performance. Então, isso pode criar condições para que atletas do mundo colaborem para que a gente possa realmente treinar um com os outros. Agora, eu acho que a tecnologia tem que evoluir um pouquinho mais para realmente criar as condições de pressão e temperatura iguais para os dois lados, para que você consiga ter as mesmas situações.
mais difícil recriar, isso teria também que ter uma replicação muito grande, uma fluição muito grande entre on e off, que é aquilo que eu falei da evolução do metaverso, que é a questão que eu falei da torcida, de todos os elementos que são extra ambiente perfeito, os dois tem que sentir igual também, dos dois lados. Então, as duas atletas, eu acho que tem condições espetaculares para a gente ter novas modalidades. Tem algumas coisas subjetivas também, essa questão. Por isso que é legal, eu acho que a gente vai ter,
muito mais riqueza de possibilidades, conforme a tecnologia está entrando. Acho muito bacana. Muito bom, Marta. Agora vamos para aquele quadro em que você embala a nossa conversa para a viagem. O que a gente pode levar dessa entrevista incrível com a Bianca hoje, Marta? Agora, muito boa mesmo. A gente está preparado agora para a Copa. Vamos lá. A gente falou sobre esporte. Então, primeiro, o que a IA pode ajudar? Performance e treinamento de atletas, gestão e estratégia de equipes,
dos fãs e negócios esportivos. A gente falou um pouquinho no começo sobre alguns cases da NFL, Barcelona, da NBA, com gemes digitais e agentes. A gente teve uma convidada super especial, a Bianca Gama, que trouxe tudo, de tudo quanto é exemplo, de todas as Olimpíadas, como está evoluindo. Ela falou um pouquinho da Austrália, como a Austrália vem desde Tóquio e Paris, usando visão computacional nas raias, que melhora a performance incrível, porque você consegue entender o que está acontecendo.
Em tempo real, com todos esses elementos que a gente falou de torcida, você consegue personalizar a performance também. Milão, um dos exemplos mais legais das Olimpíadas de Inverno, é a velocidade de alguns esportes que você não consegue ver, enxergar, olho nu, as câmeras tinham limitação, e a IA consegue ver muito mais frames, analisar esses dados para ajudar a personalizar, inclusive por atleta, quantos passos você tem que dar, como você tem que fazer para pegar a velocidade.
ideal. Na China, individualização de atletas no boxe também, chips em bola de basquete, ou seja, a gente começa a não ter só nos atletas, a gente começa a ter também em todo o ambiente, chips, visão computacional, sensores que permitem que a gente replique isso, não só em gêmeos digitais, mas em ambientes, em equipes inteiras, para fazer análise de melhor, otimização melhor das equipes. Wearables, wearables antes,
usando óculos 3D para conseguir enxergar em 360. Ou seja, você tem uma imersão de verdade no treinamento de ambientes que antes você só tinha como imaginar quando está tendo uma discussão técnica, por exemplo, estratégica. Durante, a gente tem, além dos mais óbvios, que são os anéis, os medidores de características biométricas, mas tecidos, agora a gente tem, inclusive, tecidos inteligentes, tocas inteligentes, esgrimas inteligentes.
consideravelmente a performance dos atletas, o preparo, a possibilidade dos treinadores monitorarem e conduzirem as equipes, mas também no Paralímpico. E no Paralímpico, essa inteligência que entra, ela ajuda a eles conseguirem fazer com muito mais facilidade, sem depender de outro humano, para praticar o esporte. Então, classificação por IA, que era uma coisa que era difícil de fazer,
entre humanos qual que entra em qual categoria, tocas inteligentes, próteses inteligentes, cadeiras inteligentes, ou seja, tudo ficando inteligente nesse processo. Experiência dos fãs. A Bianca trouxe um exemplo sensacional do Roblox nas Olimpíadas de Paris. Arenas com peças, inclusive, que eram projetadas pelos fãs. Eles podiam criar avatares. E essas peças podiam depois ser enviadas para eles fisicamente. Então, essa integração, novos modelos de negócio, novas formas de monetização,
inclusive tiquete para fãs, para você conversar remotamente, então a gente começa a ter muito mais participação, engajamento, aí eu peguei a frase do Confúcio que eu não lembrava, eu ouço, eu esqueço, eu vejo, eu lembro, eu faço, eu aprendo. E a educação, a Bianca trouxe maravilhosamente bem, que é muito importante, aliás, é uma das coisas mais incríveis que a gente vê no esporte, que são os valores de excelência, fair play, colaboração, que você aprende, além de aprender as próprias modalidades,
condalidades, obviamente. Tivemos uma discussão aqui sobre ética, quando que a IA nivela e quando ela amplia, então é uma habilidade a mais, usar a IA passa a ser uma habilidade transversal, tanto na gestão do negócio, na saúde, na parte estratégica, e também na detecção de talentos com IA global, base, feminino, a parte especializada na mulher que a Bianca trouxe, que é espetacular, e competições híbridas, que foi o fechamento incrível,
nível de pensar no futuro, que a gente pode eventualmente ter muito mais competições híbridas, combinadas com competições presenciais que a gente tem hoje, que traz possibilidades não só de sustentabilidade, mas de continuidade de coisas que são inviáveis, hoje dá para continuar treinamento. Então, fechando, cada vez mais científico, cada vez mais analítico, cada vez mais orientado a dados. Ela trouxe uma dica, a Bianca trouxe a dica do documentário do Comitê Olímpico Internacional, falando como que dá para usar a IA
todas as modalidades. Eu falei um pouquinho sobre Moneyball. Eu recomendo que todo mundo assista, porque eu acho que é um marco na origem de dados mais analíticos e dessa discussão humano e estatística. São duas sugestões que a gente tem para fechar o nosso episódio incrível de esportes hoje. Muito bem. Obrigada, Bianca, pela presença. Eu que agradeço, meninas. Acredito muito no potencial da IA como um grande potencializador de não só focar nessa questão de prevenção,
de lesões e de estratégia em tempo real, mas, sobretudo, trazer a humanização dos dados por nós, profissionais da saúde, como sabemos usar. Muito obrigada pela participação. Obrigada, querida. Bom, Futuramente vai ficando por aqui. A gente se encontra na próxima terça-feira com mais um episódio. Você pode encontrar a Marta no Instagram, arroba martagabriel. Você também pode mandar um e-mail pra gente, futuramente arroba cbn.com.br. Esse podcast também pode ser assistido no Spotify ou no YouTube.
Tchau, gente. Até mais. Até a próxima. Tchau, tchau.