Episódio #13 - IA na Universidade, com André Carlos Ponce de Leon e Adriana Backx
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- Educação com IATransformação do ensino-aprendizagem · Personalização adaptativa · Experiências imersivas · Aprendizagem baseada em projetos · Cognição aumentada
- Inteligência ArtificialCriação e objetivos · Coordenação central · Estrutura inédita · Operacionalização · Diálogo com iniciativas existentes
- Pensamento crítico e desenvolvimento cognitivoRisco de substituição passiva · Autonomia e agência · Habilidades de análise · Perda de competências · Aprendizagem ativa vs passiva
- Resistência à mudançaDiversidade de perfis de professores · Mudança de cultura organizacional · Implementação gradual · Pressão por inovação · Educação contínua de stakeholders
- Repertório e validaçãoImportância do conhecimento prévio · Supervisão especializada · Contextualização · Processo probabilístico da IA · Julgamento crítico
- Gestão e resultadosDiagnóstico interno e externo · Diagnóstico de iniciativas · Módulos de cursos para alunos · Cursos para funcionários · Documento diretor de política
- Carreira DocenteTreinamento em IA · Letramento digital · Uso adequado de ferramentas · Entendimento de riscos · Envolvimento de toda cadeia
- Filosofia e tecnologiaIndependência de fornecedores · Portabilidade de soluções · Integração de sistemas · Obsolescência rápida · Camada técnica agnóstica
- Literacia e dadosInterpretação crítica · Compreensão de texto · População sem letramento adequado · Formação de pensamento crítico · Habilidades do mercado de trabalho
- Bet EducarProblemas do currículo nacional único · Diversidade continental · Aplicação local do conhecimento · Sustentabilidade regional · Vocação por região
- Realidades Imersivas e MultimodaisMetaverso · Experiências multissensoriais · Conectividade · Games e saúde · Sofisticação tecnológica
- Descompasso entre inovação e gestãoÁreas fins vs gestão · Soluções sofisticadas bloqueadas · Implementação desigual · Equiparação de benefícios · Fluxo organizacional
- Ambientes de Aprendizagem HíbridaSala de aula complementada pelo exterior · Ambiente físico vs digital · Custos e restrições de infraestrutura · Tempo de implementação · Integração de mundos
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impactando a nossa vida. Esse podcast é apresentado por Marta Gabriel, futurista especialista em inovação e tecnologia, e por mim, Carol Tamacia, jornalista da rádio CBN. Oi, Marta. Oi, Carol, querida. Vamos para mais um episódio. Bora lá. Hoje a gente vai falar sobre a inovação dentro da sala de aula, a inteligência artificial dentro das universidades, do ambiente acadêmico e toda a transformação que isso está trazendo.
já está surgindo dessa transformação? Já estamos colhendo frutos? Na realidade, essa experiência começa antes, não é só com a IA, a gente já está tendo uma mudança de conhecimento para você fazer, na realidade, agenciamento do mundo, já faz um tempo, porque conhecimento começou a ficar fácil desde o início da era digital. Mas agora não é só a IA, a gente tem um conjunto de IA generativa, dados, realidades imersivas, que também o pessoal pensa que o metaverso morreu, hashtag não, tá? A metaverso continua se desenvolvendo com o Office,
se misturando e as realidades imersivas estão cada vez mais realistas mesmo. Você começa a sentir que você faz parte daquilo. E conectividade ubíqua. Então, a gente tinha algumas faltas nesse quebra-cabeça no passado. Se você pegar, por exemplo, quando tinha Second Life, você já tinha ali uma iniciativa de realidade imersiva, mas muito incipiente, porque a gente não tinha conectividade ubíqua. E também as tecnologias eram bem menos sofisticadas
a gente não tinha inteligência para que você pudesse personalizar isso num grau que você se sinta realmente parte daquilo ou integrar entre os vários ambientes. Então, isso tudo veio junto e com a chegada da IA Generativa, a gente acrescenta um item de cognição na aprendizagem e na educação. Então, o que muda basicamente? Tudo. É como, onde e com quem a gente aprende. Então, a gente não tem mais só um lugar, a gente não aprende só com determinadas estruturas e a gente também,
aprende com todo mundo o tempo todo, passa para uma outra dimensão. Então, para resumir, aprendizagem personalizada adaptativa, isso a gente já falava lá de trás e tem tido essas iniciativas, mas desde, acho que meu primeiro livro de educação é de 2013, já falava da aprendizagem personalizada adaptativa, ela precisava de um sistema que pudesse entender para onde você vai para personalizar. Então, a IA vindo como copiloto agora, ela ajuda nisso. A aprendizagem híbrida e contínua é o tempo todo e agora com as IAs generativas
a mão, isso ficou mais forte, mais profundo, porque antes você fazia busca em qualquer lugar que você estivesse, né? Agora você não só faz busca, você pode aprofundar realmente, fazer o download na Kine Matrix, fazer o download no assunto X aqui pra entender um pouquinho melhor. Então isso também muda e é o tempo todo, e baseado também na necessidade real. O que eu tenho aqui agora, que eu não sei, preciso saber, preciso resolver, passou pra um outro patamar, é experiências imersivas e multissensoriais, isso que eu falei que a gente tá ainda evoluindo na ligação com a IA,
mas em algumas áreas, por exemplo, em games, que sempre foi a liderança nessa área, isso é bem forte na área de saúde, isso também começa a despontar bem forte, e no mercado vai esparramando de maneira um pouquinho mais lenta, dependendo de cada desenvolvimento tecnológico de cada lugar. Aprendizagem baseada em projetos e problemas, hoje é muito fácil fazer simulação, e com a IA ficou mais fácil ainda de você simular, verificar, fazer teste, fazer protótipo, colocar a mão na massa, então isso também incentiva,
interessante, tem bastante discussão sobre o quanto que a IA pode causar déficit cognitivo se você não usa correto, mas quando você usa de maneira correta, isso de você poder fazer essas simulações, projetos, etc, aumenta pensamento crítico, criatividade, colaboração, né, porque você começa a interagir com outras pessoas, aprendizagem social em rede, isso a gente já começou lá atrás e agora só reforça, e aprendizagem aumentada, que é um dos grandes tópicos, né, que realmente é uma virada de chave quando a IA entra, que é a
ampliada em função do uso das tecnologias cognitivas, além das demais, que conectam, que estão disponíveis o tempo todo, dado, velocidade, etc. Então, basicamente, é uma mudança bastante significativa e muito acelerada, depois a gente vai ter uns convidados especiais aqui falando sobre isso, porque a gente tem uma mudança de cultura, de software, num ritmo, mas a gente não consegue aplicar esse mesmo ritmo nas instituições, nas regras, nas estruturas físicas,
Então, você fala, não, que legal, a sala de aula tem que ser complementada pelo mundo exterior, etc. Mas o mundo físico, ele tem custos, tempos, restrições muito mais difíceis de ser vencidas do que o mundo digital. Então, a gente está nesse descompasso ainda tentando se adaptar. E também tem uma diferença de instituição para instituição. De região para região, infraestrutura que tem disponível, vocação. Isso também é uma coisa que é bem legal, né? Foi legal você ter falado. Porque um dos grandes problemas que eu...
acredito que exista na educação no mundo. É você ter currículos únicos para um determinado país. Para países pequenos isso não é tanto problema. No Brasil, que é continental, você tem o mesmo currículo na Amazônia que você tem, no Rio Grande do Sul que você tem em São Paulo. Você tem em São Paulo, capital, e você tem na área agrícola, em outras regiões. Então, isso de você também tratar com o mundo real, ter a mesma capacidade de aprendizado, de aplicação, de acordo com as características regionais, é excelente não só para desenvolvimento das pessoas,
sustentabilidade também, né? Você aproveita o potencial de cada lugar. Bom, e a maior universidade do país, a USP, decidiu reorganizar a sua própria estrutura para enfrentar essa revolução digital que a gente está vivendo. O reitor da universidade criou um escritório de transformação digital e inteligência artificial. É uma estrutura inédita que já está começando a operar esse ano. E nós vamos receber agora o coordenador do escritório, que é o André Ponce de Leão Ferreira de Carvalho, e ele também é diretor do Instituto de Matemática e Ciências da Computação da USP.
Tudo bem, professor? Seja bem-vindo. Tudo bem, Carolina. Bom dia. Muito obrigado. Também recebemos aqui a vice-coordenadora do escritório, Adriana Bach, professora titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Professora, é um prazer tê-la aqui conosco. Bom dia, Carolina. É um prazer estar aqui com essa oportunidade. Muito bem. Bom, André, a criação de um escritório sobre transformação digital e A, eu acho que é um marco para a universidade muito importante.
O que vocês ganham, o que a universidade ganha ao criar uma coordenação central para isso? Logo que foi criada a chapa para concorrer a essa reitura atual, o slogan utilizado foi USP pelas pessoas. Então o uso da IA reforça a mensagem da chapa. E ele vai junto com o que está sendo feito no mundo a partir do ano passado. Então a USP está sendo bem rápida nessa iniciativa. Ano passado, universidades americanas e da Europa começaram a criar escritórios de IA,
coisas, entender o que está sendo feito na universidade, poder planejar o que vai ser feito no futuro e guiar a universidade, a academia nessa trajetória. E o que, quais são, dentro desses objetivos do escritório, o que vocês já faziam na USP, Adriana? E para onde vocês caminham agora? Muito bom, Caroline. Na USP existem diversas pessoas com diversas iniciativas. Então, a importância da gente ter o escritório é estar estudando isso e estar agregando
a essas iniciativas. Saber, por exemplo, na hora que eu vou pensar no processo de ensino, é possível pensar numa emenda? Como que a gente pode estar trabalhando isso? Então, além disso, existem as pesquisas que já são feitas em relação ao contexto da IA. O escritório surge mais numa linha de gestão, de compreender como que eu posso usar a IA num processo de gestão e como que eu posso também capacitar docentes, funcionários e estudantes
essa utilização mais adequada. Eu queria fazer aqui uma breve explicação sobre o uso de A nas universidades. Hoje não existe um padrão. Tem uma comissão do Conselho Nacional de Educação que está preparando regras para o uso da inteligência artificial nas escolas e nas universidades. A intenção deles votarem esse texto agora em março e depois de aprovado ele ainda vai passar por uma consulta pública. Mas eu separei aqui alguns pontos que eles estão discutindo que devem ser colocados ali na votação.
Os principais deverá estar no currículo dos alunos do ensino superior, o ensino de inteligência artificial. Ela pode ser usada por professores em correções de avaliações objetivas, tipo certo ou errado, só que ela não pode, ela vai ser proibida para corrigir as avaliações dissertativas, como as redações que os alunos fazem, e também será permitido o uso pelos alunos para apoiar a produção dos materiais que eles produzem. Além disso, todo o conteúdo feito por IA deve ser sinalizado e não pode ser apresentado
se há algo humano. Esse é um ponto importante do texto que vai ser votado. E hoje em dia também, como não tem uma regra definida, professor, a gente vê que algumas instituições estão proibindo o uso da IA, outras liberam de uma forma maior, outras restringem a produção de textos. Como que isso já é feito dentro da USP e como que o escritório está vendo isso? Na USP a gente vai começar a propor alguns critérios, algumas diretrizes para usar isso. Existem algumas iniciativas isoladas por professores e por unidades da USP.
O seu comentário é muito bom sobre essa iniciativa. Eu queria só apontar que em alguns locais, nos Estados Unidos principalmente, já estão usando IA também para as provas dissertativas. A ideia não é que você corrija a prova e dê a nota para o aluno, é que você aponte para o professor aspectos que ele deve olhar com mais atenção na prova que o aluno escreveu. É você, assim, ter uma ferramenta incrível para você entender melhor com profundidade aquilo que está sendo colocado pelo aluno e você não utilizar.
de sala de aula, um dos grandes gargalos de a gente conseguir fazer uma correção melhor é você ter tempo de ler tudo aquilo em profundidade. E se você tem uma ferramenta que te ajuda a apontar os pontos principais, não é que a ferramenta vai dar nota para o aluno, mesmo porque ela não tem o contexto como um todo. Mas se ela te ajuda, é que nem eu tenho feito hoje com contratos. Eu peço para a IA me falar quais são os pontos que eu não estou enxergando aqui.
Tem alguma coisa aqui que é muito crítica, que é leonina, o nosso termo que a gente fala.
aqui que eu tenho que prestar mais atenção? Quais são as minhas obrigações? Ou seja, eu estou tendo um instrumento que me ajuda a pensar melhor. Se a gente fizer uma analogia disso com a parte de RH, também o pessoal fala a mesma coisa. Ah, não, porque vai desumanizar ou vai ser a IA que vai fazer seleção de currículos. Na realidade, um entrevistador ou um profissional de RH, ele passa segundos com cada currículo. No fim, como ele não tem tempo de ver direitinho, ele pega alguns parâmetros, que é como a gente faz para corrigir prova, você faz alguns parâmetros que tem que estar,
Ali, você se baseia naqueles parâmetros e você descarta quem não fez aquilo, coloca certo ou errado ou tira. E, às vezes, o melhor cara, você não viu o parâmetro, porque você tinha que ver que alguma coisa compensa a outra. Então, o que eles estão vendo? Que ao invés de aumentar a viés, se você usar de maneira correta, isso diminui vieses ou melhora a qualidade, tanto para quem faz a correção, quanto para quem recebe. Então, não é fazer automático, isso eu concordo, porque senão você começa a perder o que está acontecendo ali. A gente ainda não tem sistemas, inclusive, que estão com esse refinamento de...
entender contexto, mas para auxiliar, meu Deus, eu acho que isso é um instrumento muito útil para apontar, sim. Bom, o professor tinha citado agora há pouco algumas coisas que ele viu lá fora, que estão funcionando, alguns escritórios que já existem em faculdades americanas. Dá mais alguns exemplos, professora Adriana, para a gente? Onde vocês foram beber ali para trazer esse conhecimento para o escritório? Onde vocês se inspiraram? Em que universidades?
Traz alguns exemplos legais para a gente. Perfeito, Caroline. Na verdade, a gente está fazendo todo esse levantamento. Então, quando você tem uma instituição, você precisa ter esse cuidado na hora que você vai estar utilizando outras ferramentas. E aí, nós estamos buscando essas experiências de como que as pessoas estão fazendo isso. Porque se você utilizar toda essa tecnologia simplesmente como uma... sem regra, sem clareza
o que ela complementa, do que ela ajuda, isso pode ser algumas dificuldades. Inclusive, a gente tem identificado que às vezes as pessoas não utilizam a IA da melhor forma por desconhecimento, ou ainda acabam utilizando ela mais como uma, vamos dizer assim, mais como uma ferramenta de apoio do que realmente uma ferramenta que pode te ajudar no seu processo
de decisão. Então, a gente tem buscado isso em outros lugares. A gente consegue ver várias experiências na Europa, nos Estados Unidos. Ainda não são experiências fechadas. Eu tenho participado de um grupo, de um projeto que foi aprovado na comunidade europeia. E a gente percebe mais a necessidade de discutir essas utilizações dentro desse processo de ensino-aprendizagem do que vim com fórmulas.
Então, se eu faço um projeto e depois aquilo muda, aquele projeto não vai mais estar dentro do contexto da mudança que aconteceu. Então, você precisa estar pensando sempre nisso. Você precisa estar sempre analisando como é que você pode estar utilizando isso e estudando outros locais. Posso comentar também, é bem legal falar isso, porque quando você tem riscos, qual é a questão da adoção da IA?
Se você vai atrás de modismos em áreas que existem riscos, e aqui a gente está falando de formação de pessoas, a gente está falando de dados sensíveis, a gente está falando de coisas estruturais. Se você usa sem prestar atenção nisso, você pode piorar ao invés de melhorar o contexto. Então, você pode casar com ferramentas que depois você não consegue descasar, porque as barreiras de saída são enormes. Então, como exemplos que a gente tem, é muito fácil você usar vibe coding, que é você usar IA para fazer código,
de código, se você está fazendo uma coisa sem comprometimento nenhum, não está usando banco de dados sensíveis nenhum, você está fazendo uma brincadeira de montar uma página. Qualquer iniciativa que você vai fazer, que seja mais séria, você tem que ter rastreamento. Onde está indo o dado? Como está conectado uma coisa com outra? Como é que você atualiza esses sistemas? E outra coisa também muito importante que a Adriana falou, é ser agnóstico.
Um dos grandes desafios, não só na universidade, mas também nas empresas, é quando você tem uma
começa a passar a IA para a parte de estrutura de funcionamento para os fluxos de trabalho, que é gestão, capacitação, etc. Você não pode... Cada fornecedor tem características próprias que são boas para uma coisa, para outra, e pode ser que mude isso no futuro. Então, o seu projeto, a forma como você implementa isso, tem que ser independente, tem que ter uma camada independente para você fazer a seleção técnica ou trocar facilmente de um para o outro.
se você casar com um determinado e esse determinado mudar, e a gente está num mundo com transformação gigante, você também fica com o seu projeto muito rapidamente ultrapassado ou com problemas, você não consegue atualizar. Então, é realmente um desafio quando você entra em áreas mais sensíveis, áreas de risco. Precisa de um cuidado um pouco maior. Mas aí eu faço uma pergunta para vocês. O nosso grande desafio é esse, porque a gente precisa desse cuidado, é fundamental, é ponto pacífico, a gente tem que ter,
cuidar de todo mundo que está ali, etc. Mas, por outro lado, tem a pressão da inovação, que são os pares fazendo isso, outros países fazendo isso, ou essa vontade gigantesca que está alucinando todo mundo de que precisa rapidamente trazer resultados. Como que vocês conseguem lidar? Porque eu imagino também que o aluno vem com uma pressão, os professores também. Quando a gente fala na parte de empresas, se você não cria um fluxo para eles aliviar,
essa pressão, cria uma shadow IT. O pessoal usa mesmo que a gente não saiba e isso pode criar problemas. Como que vocês conseguem lidar isso? A USP é um mosaico. Vocês têm iniciativas com bastante independência, mentes brilhantes trabalhando com isso. Então, como é que é essa pressão? Bom, a gente tem que envolver toda a universidade. A gente tem que mostrar a importância de você ter alguns critérios, diretrizes que sirvam para todos.
não são uma jabuticaba. Eles estão usados no mundo inteiro. O que a gente faz geralmente é o quê? A gente tenta abordar vários aspectos com esse escritório. Primeiro o ensino. No ensino você tem que ver o aluno, como é que ele vai usar a IA para aprender. O professor, como é que ele vai usar a IA para ensinar, preparar suas aulas, corrigir os exames e planejar sua vida acadêmica também. E no meio tem o quê? Os dois lados tem que entender como é que a IA funciona também, para você não usar as cegas. A IA você pode fazer um paralelo com o medicamento. Se você usar uma dose muito
alta, você pode matar uma pessoa. Então, você tem que conscientizar as pessoas dos riscos que a IA pode ter. Em 2023, no final do ano, no mesmo local onde a Alan Turing decodificou os códigos na Segunda Guerra Mundial, os códigos alemães, foi criado um comitê, com a presença de vários estados, agora com a ONU, a OCDE, para avaliar o uso seguro da IA. Então, a ideia é o quê? A IA está cada vez mais capaz, cada vez com capacidade crescente.
Com isso, aumentam também os riscos da IA, até para que você possa usufruir melhor dos benefícios que a IA
pode trazer. Então você tem que avaliar as capacidades que a IA tem, isso tem que ser uma coisa contínua, os riscos que ela traz, riscos novos vão aparecer continuamente também, e como você gerencia esses riscos. Então a ideia também desse comitê é depois você, para cada país, você vai mandar o documento, chamando atenção para as capacidades, para os riscos e as formas como você pode mitigar. Mas não vai interferir como o país vai atuar nesse caso.
Cada país decide de acordo com sua política. Implementação, né? Isso mesmo. Implementação local.
que é muito importante a gente se perguntar o tempo todo, como fica o desenvolvimento humano quando a gente tem essa questão da inteligência artificial? Não só o desenvolvimento humano também, mas a questão do trabalho. Como é que ficam essas atividades do trabalho, da gestão, quando a gente pensa que a gente tem esse contexto da inteligência artificial? Tem várias coisas que acabam sendo modificadas.
entendemos qual vai ser o resultado disso. Então, em um dado momento que, por exemplo, eu começo a utilizar a IA, mas para definir, por exemplo, objetivos de aprendizagem ou seja lá outras questões, eu vou estar direcionando isso dentro daquele do que tem de informação daquela IA. Então, eu preciso o tempo todo estar tendo pensamento crítico, tanto num quanto outro, o pensamento
crítico é o principal. Porque senão, a partir de um certo momento em que você esquecer de desenvolver as pessoas para elas olharem aquilo e não como realidade, e acho que essa é uma das maiores preocupações, porque às vezes as pessoas têm aquele resultado da IA e ficam maravilhados com aquele resultado, ele vai achar que aquilo está tendo o que é o correto, tanto no processo de ensino e aprendizagem quanto na questão da gestão. Então, pensar em como
estar modificando esse processo desse desenvolvimento humano, ele é primordial. Principalmente numa instituição de ensino superior que vai estar formando pessoas e também trabalha com a gestão. Aliás, a função, se a gente for pensar, de uma instituição superior, sempre foi. É desenvolver pensamento, desenvolver pesquisa, desenvolver novas formas de você melhorar o mundo em última instância. Mas aí, eu acho que tem um desafio muito grande, não só para a universidade,
todos nós, de criar algumas disciplinas próprias, inclusive, para que você não perca a forma de pensar. Porque, lembra que a gente estava falando, por exemplo, de escrever. Todo mundo que é acadêmico escreve, jornalista escreve, a gente escreve. E a gente tem uma dificuldade de encadear os assuntos, você revisa aquilo, vê se você está com uma lógica adequada na evolução de um texto, etc. Quando você pega aquilo que você já fez e aí você pede mais sugestões para o MEA,
nossa, mas tem tanta coisa a mais que eu não considerei e não vai considerar, porque está no seu cérebro. Só que isso começa a ficar muito tentador de você pedir primeiro para ir ao invés de você fazer. Então, essa disciplina de você perceber que não importa o quanto ela tem de conhecimento do mundo inteiro, se eu não processar isso antes, eu vou perder essa habilidade e depois eu não vou conseguir avaliar, isso torna-se cada vez mais necessário, mas mais difícil de praticar. Então, talvez as disciplinas ou a educação que a gente está dando para filho,
primeiro grau, fundamental, depois a universidade também, começa realmente a ancorar muito mais nisso do que nas habilidades de saber usar a IAC para perguntar mesmo. Ela vai começar a te dizer qual a pergunta melhor para você fazer. Ela já está fazendo isso, né? Ela te complementa. Então, é um desafio bastante grande na educação, porque a gente não está acostumado a fazer isso. E é fácil se encantar. E se você olhar o quanto que ela está melhorando, tanto que tem muita gente falando que se você não perguntar
para a IA, segundo opinião de tudo quanto é coisa, você está perdendo uma oportunidade de ampliar qualquer área do conhecimento. Mas segundo opinião, não na primeira, mas ela está evoluindo. Então, é um desafio muito grande desenvolver esse tipo de pensamento, eu acho que nos colaboradores, em todo mundo que está envolvido na cadeia, não só dentro do formal, da educação formal, mas fora também. E o escritório, ele vai ajudar a formar, ajudar nesse letramento para os funcionários, para os professores também,
para professores, para os alunos, vai pegar toda a cadeia? Sim, a ideia é pegar a cadeira inteira e até fora da universidade também. A USP tem um papel social também no estado de São Paulo e para o Brasil. Então a ideia é você abordar todas as funções que possam se beneficiar de alguma forma do uso da IA e usar de forma correta. Como foi mencionado aqui, a universidade, a academia é um ambiente crítico. As pessoas têm que ser críticas e têm que saber interpretar e colocar um pé atrás e ser céticos muitas vezes. Mas quando a gente vê no Brasil, onde uma boa parte da população
consegue nem ler. Consegue ler, mas não consegue entender, interpretar o que está lendo. Então, a gente vê que tem um desafio imenso pela frente. Esse é o ponto que eu acho bem interessante quando a gente entende a questão do que aconteceu com o processo de ensino-aprendizagem. Como você colocou, num outro momento, o processo era de informação, transmissão de informação. Então, o professor ia lá e transmitia. O que acontece? Teve mudanças, mas não foi geral.
mudanças dessa busca de metodologias ativas, principalmente da aprendizagem baseada em problemas ou em projetos, teve. Só que no momento em que estava acontecendo essa mudança, nós tivemos a entrada da IA generativa. Então, o que acontece? Muitos lugares estão acontecendo um grande risco de a gente passar da transmissão do conhecimento, que antes era feito pelo professor, da transmissão de conhecimento pela IA.
Isso, sim, é uma questão difícil. Isso, sim, é um risco. Então, a importância de fazer o letramento digital para as pessoas saberem utilizar a ferramenta, não como uma ferramenta de forma passiva, que eu simplesmente vou ficar sentada lá, vou colocar, vou preciso escrever um texto. Em vez de eu começar de uma forma ativa, que é organizar, fazer um mapa mental, entender quais são as minhas ideias,
passiva. Eu já vou lá. Olha, preciso falar sobre isso. Quais são as suas ideias? Pronto. Eu já estou perdendo a chance de ter o meu desenvolvimento cognitivo. E até a fricção necessária para o desenvolvimento do pensamento. Porque quando você primeiro pensa e depois você pergunta para uma outra pessoa, ou para a IA, seja para quem for, e a pessoa vem com complementações ou ideias diferentes, você começa a questionar por que você pensou dessa maneira,
a gente tem um crescimento de pensamento. Se você já vai direto acreditando que aquilo lá é Deus, que aquilo lá falou está consagrado, que você não precisa pensar, você perde essa habilidade de desenvolver esse ajuste fino que a gente precisa, inclusive para o dia a dia. Tem uma pesquisa do ano passado, do Gartner, com organizações em geral, e eles chegaram à conclusão que, sobre recrutamento, como é que eles estão fazendo, de talentos, que entrou essa discussão no mercado de trabalho,
é provável que mais de 50% das grandes empresas comecem a contratar pessoas avaliando habilidades livres de IA. Então, você consegue fazer sem IA? Escreve um texto aí. Como é que é o seu texto sem IA? Tudo bem que com IA vai ficar melhor. É o que a gente espera que fique mesmo, né? Mas sem IA você faz? Sem IA você consegue falar com outra pessoa? Você consegue mandar um e-mail? Você consegue fazer coisas que dependem da sua autonomia?
Aquilo que a gente falou, né? Da sua cognição. Porque se você tiver isso, com IA fica muito mais fácil.
fácil. Se você não tiver isso, vai dar ruim. Vai dar ruim no meio do caminho. E eu queria perguntar também, a gente sabe que essas transformações digitais geram resistências. Então eu fico pensando numa instituição como a USP, qual que é o desafio de implementar mudanças num contexto em que existem pessoas dos mais diversos perfis. Professores que lecionam há 30 anos, funcionários que pensam de forma XYZ, enfim, como concatenar tudo isso?
A USP, há mais de 5 anos atrás, queria saber o que está se fazendo de A dentro da universidade.
Ela fez uma pesquisa em toda a universidade. E apareceram mais de 100 projetos com IA. Abriu o edital, vamos apoiar a projeção de IA. E quase todas as universidades da USP. Então a USP já há vários anos tem gente em todas as unidades, de alguma forma, mexendo com a IA. Isso vai facilitar muito o trabalho do escritório. Exatamente. Então vocês vão dialogar com esses cursos que já tem IA. Isso mesmo. E talvez a gente vai dar um apoio.
É claro que vai ser criado um esplêndio de IA para toda a universidade. Mas é interessante depois que ela seja ajustada para cada necessidade,
área do conhecimento, por exemplo. E junto com as pessoas daquela área do conhecimento. E você fala, olha, para a gente é importante isso, isso, isso. Então, como aderir concurso para as peculiaridades daquela unidade da USP. É, e nenhuma mudança ela vem de uma hora para outra. Como o André colocou, já é algo que vem vindo. Então, você tem que estar sempre trabalhando em cima disso. É aquele ditado, né? Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. Então, você tem que estar a todo momento
mostrando a vantagem, mostrando o diferencial. A todo momento, você tem que estar reportando isso, trabalhando e insistindo nessa perspectiva. Porque é a mesma coisa na questão de mudar o processo de ensino, de transmissão para metodologias ativas. Até hoje, a gente ainda tem dificuldade com isso. Então, com a perspectiva da transformação digital, também ainda vai ter...
algumas restrições, dificuldades por parte das pessoas que estão, mas você vai mudando a cultura. Por isso que transformação digital não é algo que você faz definindo de cima para baixo. É algo que você tem que trabalhar a cultura das pessoas. E contínuo, porque a gente não define destino. Vai paulatinamente, conforme vai acontecendo. Eu lembro que quando começou a ficar mais complexo e você ter mais áreas para atuar com transformação,
digital. É muito difícil mudar a mentalidade. Quem está acostumado a fazer um projeto XYZ, terminei, entreguei para uma coisa que é contínua. Especialmente porque você não consegue mexer em tudo ao mesmo tempo. É impossível, que é o caso deles. É uma complexidade enorme. São estruturas difíceis de você... Vai ter que escolher um. Quando você, naquele um, consegue ganhar conhecimento, resultado, você vai ter um entendimento melhor daquilo.
Já mudou o resto. Aí você vai para o outro e vai conectando cada partezinha. É um processo.
E a complexidade é bem diferente do que era a educação até recentemente, que era um processo mais simples e linear. Eu imagino que os cursos de exatas, de biológicas também, já estejam usando muito mais IA por causa dos dados, etc. Mas e os cursos de humanas? Por exemplo, eu pensei em pedagogia, que é aquele curso que forma o professor, que está formando a pessoa que está entrando nesse novo contexto. Qual é o olhar que vocês têm para o curso de humanas? Como que entraria, por exemplo, a IA nesses cursos, especialmente em pedagogia?
Então, ela pode entrar, por exemplo, como uma ferramenta de apoio para os pedagogos, na hora de planejarem as aulas, de ver como adigir cada criança de uma forma mais específica, porque cada pessoa aprende de forma diferente também, tendo um aprendizado mais personalizado. Além disso, ela vai ajudar também na forma de ela fazer com que as crianças possam se beneficiar do uso da IA no seu processo de aprendizado também. Os pedagogos podem instruir, olha, você usa as ferramentas dessa forma, dessa forma,
seja sempre crítico, não aceite aquilo, porque ele pega pela média, pega o padrão, você vai ter que interpretar, você vai ter que validar aquilo, pensar, isso aqui pode estar certo, isso aqui pode estar errado. A IA não acerta 100% das vezes. A IA erra, erra bastante também. Mas ela ajuda a dar sugestão. Então, que nem uma das coisas que é muito legal para quando a gente está no momento de sala de aula, é você ter um problema ali, local, e você perguntar sugestões para você lidar com aquilo. Então, às vezes, disciplinariamente,
não sei, tem um aluno que está apresentando um determinado tipo de comportamento. Tem uma sugestão criativa para eu poder lidar com isso? Então, não é 100% assim ou assado, mas te ajuda a fazer novas tentativas. Você cresce, tanto como quem está do lado de cá, como quem está do lado de lá. O sistema fica mais fluido. Mas tem uma coisa interessante, que também eu empresto no mercado, pensando na educação,
como você falou, matemática, engenharia, física, tem algumas áreas, medicina, que tem mais vocação, mas a vocação, às vezes, é especificamente na parte técnica final. Então, na engenharia, já usa IA há um tempão, mas nos produtos finais ou nas pesquisas específicas. Quando a gente fala agora da IA entrar, em humanas, não usava IA em nada, porque você não tinha uma IA ali que fizesse diferença no produto final, exceto nos equipamentos,
equipamentos que ajudavam. Então, por exemplo, quando você começa a ter uma câmera mais poderosa, um celular com outra resolução, poder fazer, eram áreas associadas, mas você não tinha na área fim. Agora, o fato de você ter na área fim, a agricultura foi assim também, a área de farma foi assim, você tinha o melhor produto na ponta, que usava tecnologia de ponta, assim, espetacular, mas os processos e a gestão ainda eram bastante antiquados, bastante antigos. Então, tem que separar as duas coisas, áreas fins,
elas têm um tipo de utilização, e a gestão, governança, a capacitação é um outro tipo de aplicação. E elas podem estar desconectadas. Às vezes você usa muito numa e não está usando na outra. E isso causa descompasso, porque às vezes você tem aqui a melhor solução, mas ela não consegue fluir pelo sistema porque ela não tem a gestão equipada com os mesmos tipos de benefícios. E quando você pensa no contexto, que você falou da pedagogia,
como é que esses professores vão poder estar utilizando. Existem várias linhas ligadas à questão da pedagogia. E vamos pensar, por exemplo, Montessori, Maria Montessori. Eu quero aprender um pouco mais sobre a metodologia dela. Estudei toda a metodologia dela. Eu posso, no contexto da EA generativa, eu posso criar um agente que vai assumir o papel da Maria Montessori. Eu posso ter situações, problemas e ver
Como é que eu entendi que ela agiria nesse contexto? Agora, eu vou conversar com ela, como um agente, e vou perguntar para ela, olha, teve essa situação aqui. O que é que você, com o seu conhecimento... Porque como o conhecimento dela está todo lá na internet, eu consigo trazer isso para uma IA generativa. Então, é possível fazer isso. Tem vários professores fazendo isso com filósofos, com cientistas.
Para poder ir a trazer, mas aí vem o ponto principal. Eu tenho que ter, esse aluno tem que ter estudado o mínimo antes, tá certo? Dê contexto a respeito dessa pessoa para fazer essa validação. Será que o que está saindo ali naquele agente realmente tem a ver com a forma de pensar dessa pessoa? Ou está sendo mais um processo probabilístico e ele está trazendo informações que não são razoáveis?
existem várias formas de a gente estar apoiando esses processos de ensino-aprendizagem. É o que a gente em algum momento aqui comentou, da importância do repertório, que o repertório continua sendo extremamente importante, porque é ele que vai te dar a escala, a balança, para poder fazer todas as análises de mundo. Se você não tem repertório, você não consegue simplesmente atuar, julgar, fazer um pensamento que avalie o que está acontecendo.
Então, o repertório continua sendo importante. E quando a gente fala dos agentes,
também, você pode colocar lá 10 agentes, cada um com a sua... Você, pra criar esses agentes, quando não são agentes próprios, precisa de uma pessoa sofisticada. Tanto que eu brinco que as pessoas falam, não, põe um agente aí pra trabalhar e pronto. Não, fofos, pra ter um agente bom, você tem que ter uma pessoa muito boa em cima pra poder criar, fazer, valizar. Então, continua tendo a necessidade de você ter uma... Supervisão humana, né?
Supervisão humana, mas de pessoas muito boas. Então, a gente continua, a gente começa a precisar cada vez mais de pessoas
mais sofisticadas, e não menos, para poder lidar com esse ambiente que a gente está. Falando de IA, vocês acompanham muito, são especialistas nisso, o que mais chamou a atenção de vocês, pelo professor primeiro, depois pela professora Adriana, recentemente com a IA, dentro das universidades, agora acho que é o momento que vocês estão pesquisando nisso, o que mais chamou a atenção recentemente? Está parecendo muito também o uso da IA para apoiar a gestão acadêmica, a gestão universitária.
Isso acontece no mundo inteiro também. Como que eu posso aumentar a produtividade do chefe de departamento, dos funcionários,
em diversos níveis, usando ferramentas da IA. E o escritório vai fazer isso também? Vai fazer também isso. A gente não vai ser um braço operacional, não vamos fazer as ferramentas, mas vamos articular os esforços na universidade para ou fazer ou adquirir ferramentas e capacitar o nosso corpo de funcionários para usar as ferramentas. Na USP, o nosso e-mail, ele é base Google, né? Então, o que acontece? Nós temos várias ferramentas do Google. Então, temos lá o Google Agenda, o notebook, se bem que o notebook,
Mas temos, por exemplo, o Gemini e assim vai. Então, o que me chamou bastante atenção é a economia de tempo para fazer diversas funções. Então, antes eu tinha que... Quero agendar as reuniões de comissões. Eu posso usar um Google... Estou falando em uma coisa simples, no dia a dia. Porque tem outras coisas maiores que também nos chamam a atenção.
ajudar como operacional. Isso é fantástico. Isso a gente tem apresentado para os funcionários coisas que eles podem fazer. Então, isso, a parte operacional que ela pode fazer, desde que tenha, como você colocou, desde que tenha pessoas que realmente estão sabendo da instrução correta, ela pode nos ajudar e muito. É algo assim, então, quero montar um plano, um plano
de ensino. É lógico que eu não vou usar a IA para dar toda essa diretriz. Mas dado que foi construído esse plano, eu tenho uma ideia, eu posso pedir para ela pôr num formato específico. E ela faz isso sem a necessidade desse trabalho de você ficar no operacional. Então, acho que a IA é fantástica para nos ajudar nesse processo operacional. Professor, em quantos anos vocês esperam colher frutos desse trabalho que vocês estão iniciando agora em 2026,
escritório de transformação? Nós esperamos em dois anos até ter os frutos do escritório, talvez até antes, mas dois anos é o período do nosso mandato no escritório. Então, nós queremos fazer entregas, temos programado várias entregas ao longo desses dois anos. Pode citar algumas coisas para a gente que vocês estão esperando? Pode abrir para a gente? Podemos, por exemplo. Um primeiro momento, a questão do diagnóstico. Então, qual é realmente esse levantamento que já está sendo feito, tanto externo quanto interno, do que é que está,
Quais são as iniciativas? O que as pessoas estão fazendo? Uma outra perspectiva é estudantes. Eu preciso ter que esses alunos tenham uma utilização adequada da IA. Então, vamos pensar numa ementa de um curso, inclusive já está sendo elaborado e desenvolvido isso, para poder utilizar isso de uma forma mais adequada. Funcionários. Então, como é que eu vou... Já foram até feitas algumas iniciativas,
iniciativas de cursos para os funcionários, nós já temos várias iniciativas nessa perspectiva, e eu preciso estar trabalhando isso. Na questão da gestão, como é que eu melhoro esse uso? E assim vai, além do principal, que é você ter uma carta, vamos dizer assim, que direciona tudo isso, que traz toda essa perspectiva. Então, a gente tem já um documento que nós criamos e estamos...
Na perspectiva de que assim que tivermos o escritório já, vamos dizer, não é aprovado, mas é estabelecido, a gente possa começar a fazer essas atividades. Isso eu posso complementar, né? No ICMC a gente já tem há vários anos um grupo chamado Intelidata, que é a função desse grupo é desenvolver ferramentas de A para apoiar a gestão do ICMC, Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP. Então já tem ferramentas sendo utilizadas no dia a dia. Muito bem. Bom, para finalizar, eu queria que vocês compartilhem
compartilhassem com a gente uma dica de um filme, uma série, um livro, algo que vocês tenham gostado, visto ultimamente, e que de alguma forma dialogue com o que a gente conversou aqui. Você, professor. Eu recomendaria o Iteli, não, Ex Máquina. Ex Máquina é um filme que mostra o sentido da computação, que desenvolveu uma máquina e começa depois por mostrar o relacionamento entre o humano e a máquina. Boa, e você, professora? Eu tenho duas recomendações. Um, para desmistificar o uso da inteligência,
artificial ou como ela funciona, uma roda-viva com o professor Miguel Nicolelis. Ele tem, foi uma roda-viva gravada, então a pessoa consegue achar isso disponível, e ele traz ali como a IA funciona, tem algo bem interessante. E ele teve um livro que ele lançou, na verdade é um livro de ficção, Nada Mais Será Como Antes, o nome já é bem disruptivo, e eu acho que é interessante a leitura
desse livro que traz, é uma ficção, não é uma história real, mas é uma ficção que ajuda a refletir bastante. Bom, e agora aquele momento que a Marta vai embalar nossa conversa para a viagem. O que a gente pode levar hoje? Vamos fazer o nosso resumão, o nosso takeaway. Bom, hoje o nosso assunto foi educação e aplicação agora, o que está transformando. Então, inicialmente, o que muda na aprendizagem? Tudo. Como, onde, com quem a gente aprende. A formação, como é que muda a formação,
conhecimento para formação de identidade contínua, julgamento e agência no mundo hiperconectado com o IA. A gente teve como convidados o André Ponce de Leon e a Adriana Bach para falar sobre como que o escritório que está cuidando disso, dessa estruturação dos processos de IA na USP está funcionando. E aí os focos são, que eu gostei muito logo de começo, focado em pessoas, como que isso vai mudar a vida das pessoas, como que isso transforma
o impacto que a IA tem ou a IA e os correlatos na vida de quem trabalha e de quem aprende, ou seja, na sociedade. Então o escritório está estudando para ganhar as iniciativas, que são várias, na gestão, como ela pode ser usada para capacitação, que é também importante, tanto que na parte final foi falado que as iniciativas entregáveis do escritório para dois anos é diagnóstico, que eu acho sensacional começar com diagnóstico, como é que você pode fazer alguma coisa, mudar algo,
de onde você está partindo. Então, diagnóstico, capacitação, que é fundamental nesse processo. A gente precisa de pessoas mais sofisticadas. E a implementação gradual, que é bem pé no chão, é bem lúcido. A gente saber que a gente tem um processo quando a gente tem sistemas complexos atuando. Cuidados na adoção da ferramenta, também foram citados aqui, porque a gente tem coisas sensíveis. A gente está trabalhando num ambiente onde você está educando pessoas, onde você tem dados de pessoas, onde você está determinando, inclusive, futuro.
Falamos dos riscos e de a gente usar IA agnóstica para a gente não ficar casado com IAs erradas ou ficar preso. Falamos também sobre como o uso da IA é diferente nas áreas fins e nas áreas de gestão ou na área de governança. Essas duas áreas, quanto mais estiverem equilibradas, melhor, porque você consegue um fluxo interessante e positivo de evolução. Para encerrar algumas dicas, eu também adoro ex-máquina,
E é bem antigo, se a gente considerar do ponto de vista agora. E adoro ficção, porque ficção faz a gente pensar. Ficção, na realidade, é humano lidando com a imaginação daquilo que você está tendo de medo, especialmente, que a ficção ajuda a gente a lidar com isso. Então, Esmaquina, sensacional. Depois, Miguel Nicolelis, o Roda Viva com ele e o livro dele de ficção, Nada Mais Será Como Antes. Eu tenho também três dicas. Vamos nessa. O meu livro, Revolução Digital na Educação,
que foi finalista do Jabuti em 2013, está na segunda edição, obviamente, foi totalmente atualizado ao longo do tempo. E tem duas séries de televisão muito interessantes, porque a gente está falando de tecnologia, tecnologia, tecnologia, transformação digital. Tem duas séries também antigas, que eu nem sei se elas ainda estão disponíveis. Uma é Rita, que é uma série de Dan Marquesa, que é uma professora totalmente fora do padrão convencional, mas que se preocupa infinitamente com cada aluno. É bem interessante. E o outro é Merli, que é um professor de filosofia,
que também é muito interessante, porque os dois são muito diferentes do que era a educação tradicional, mas tem um vínculo, uma conexão muito forte com os alunos, tem um cuidado humano muito forte que acho que pode inspirar a gente. Então, foi um episódio delicioso. Obrigada pela presença de vocês. Obrigada, gente. Obrigada, Carol, maravilhosa. Muito bem, o Futuramente vai ficando por aqui. Então, a gente se encontra na próxima terça-feira com um novo episódio.
Você pode encontrar a Marta Gabriel, enquanto isso, no Instagram, arroba martagabriel, ou mandar um e-mail para futuramente,
cbn.com.br. Você pode assistir esse podcast no Spotify ou no YouTube. Futuramente teve a apresentação de Marta Gabriel e Carol Tamacia, edição de Ellen Menezes e Priscila Gubiotti e os trabalhos técnicos de Cláudio Antônio. A coordenação de podcast é de Tiago Barbosa e Gabriel de Campos e a direção é de Pedro Dias Leite. Tchau, gente. Até mais. Tchau, tchau.