Episódios de No Meio Disso Tudo

ACABOU A MAGIA! O PROGRESSO FEZ TUDO FICAR UMA M3RD4 | No Meio Disso Tudo Podcast Ep43

04 de maio de 202651min
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O Diabo Veste Prada 2 estreou e nos fez lembrar que a magia das coisas acabou. O que aconteceu com o jornalismo? Discutimos isso e muito mais no novo episódio de No Meio Disso Tudo!

Assuntos1
  • Infância e Anos 90Boneco do Super Mario e Baixinho da Kaiser · Documentário Raimundos · Músicas com palavrões na escola
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No meio disso tudo. Um podcast do canal Entre Amigas. Começando, sejam muito bem-vindos ao No Meio Disso Tudo. Se você não conhece a gente, você gosta de cultura pop, gosta de comportamento, gosta de tudo isso no meio que envolve a sua vida, já se inscreva nesse canal.

Se você estiver nos ouvindo, já deixa a sua recomendação. Lá suas estrelinhas no Spotify, Amazon Music, no Deezer. Onde quer que você esteja neste universo, certo? E pra começar... Eu sou a Júlia Delbel e quem está vendo a gente no YouTube pode ver que a gente está num cenário diferente. E eu vou começar a nossa curiosidade falando. Estávamos sem luz.

A gente tava sem luz, aí a gente fez todo um cenário pra conseguir gravar sem luz, que a gente tava chegando no nosso tempo limite pra gravar. Pra dar tempo de gravar e editar até segunda. Exatamente. E aí voltou a luz, só que aí a gente já tava quente e falou assim, ah, então vamos fazer um cenário diferente hoje, já tá tudo certo, senão também a gente vai atrasar. E essa é a curiosidade de hoje, gente. Estávamos sem luz no prédio.

Aí dá pra você ver um pouco mais da sala. Exato. Essa aqui é a nossa sala. A Jovena trabalha aqui, ó. Do lado do mundo. O Fábio tá sentado. E caso você não tenha visto o nosso vídeo de tour do estúdio, que também tem no canal, aí dá pra você ver. Se você que não está nos assistindo, tem aqui a nossa cozinha, tem o nosso escritório, tem os nossos computadores, tem aqui a nossa estante. Exatamente. E é isso. Dá pra ver um pedacinho a mais.

vocês gostaram? conta pra gente você achou desse ângulo diferente? é um podcast giratório cada episódio vai ser de um lado a gente ia tentar usar luz natural e no fim voltou tudo tá tudo certo exato eu sou Fabio Gomes e quando eu era pequeno eu tinha um boneco do filme do Super Mario de 92 eles produziram bonecos desses filmes

Que incrível. Nem eu lembro isso. Eu tinha um bonequinho dele, que eventualmente minha mãe mandou embora, mas é muito triste. Mas ele tinha um negocinho de pular, aquelas botas de pular que ele tinha. E ele parecia muito com o baixinho da Kaiser. Ah, é verdade! Agora que você falou isso, eu fiz o seu...

na minha mente. É, então, tipo assim... Isso é uma referência muito anos 90. É uma referência velha pra gente, porque a gente era muito neném. A gente era quando tinha o baixinho da... A gente nem resiste mais. Exato. Que era uma marca de cerveja. Exatamente. Então, se você não conhece o baixinho da Kaiser, tinha uma cerveja chamada Kaiser, que ele tinha um comercial onde o baixinho da Kaiser, que parecia muito um Super Mario da vida também, ele andava e fazia peripércias pela praia, pela cidade, etc. E sempre uma gostosa.

gostosa, queria ficar com eles. Exatamente. Exatamente, ficaram nos 90, mas enfim. Aí o bonequinho parecia o baixinho da Kaiser e eu ficava muito chateado quando eu fazia essa comparação e eventualmente eu aprendi a abraçá-la. Amei essa curiosidade. Já que você falou de infância, eu sou a Patrícia Gomes e falando aqui de anos 90, né? Esse final de semana passado eu assisti o documentário do Raimundos chamado Andar na Pedra, que é excelente, mas depois a gente fala disso. Mas por que que eu leio... O que...

me remeteu à minha própria infância. O Simon fez muito sucesso ali nos anos 90. E eu adorava, né? Porque era muito rebelde. E aí, eu lembro que o meu pai, ele falava assim, tipo, ah, não é pra ficar estudando essas coisas. Só que ele falou, um dia ele chegou pra mim, depois de adulto, explicou. Ele falou, crianças...

Como criança vai aprender palavrão de qualquer jeito? Ah, escuta aí o que você quiser. Foi o pensamento dele. Porque eu queria muito o CD do Raimundo só no Forex. É. Um clássico. Excelente. Excelente. Queria muito o CD. E aí, ele me deu. Aí, teve um carnaval no colégio. E o professor falou assim, tragam músicas de carnaval. Tragam seus CDs. Porque não tinha Spotify, não tinha nada. Tragam seus CDs pra gente colocar pra quadra da escola inteira. Que era o ginásio. Ouvir as músicas que os alunos trouxeram.

Aí teve... A galera levou muita música de axé, que tava super em alta. Araque, Tcham, não sei o quê. E aí, eu levei o meu seu dedo só no forex do Raimundo. E aí... E na época o Raimundo tinha mulher de fases. Eles estavam muito grandes. Só que tem muito palavrão nas músicas do Raimundo, gente.

E aí, o que aconteceu? Eu dei o CD na mão do professor e a capa do solo for ever é eles de pagodeiros. É, verdade. Então, o professor olhou e falou Ah, você trouxe o CD de pagode? Eu falei, sim. Eu já sabia. Eu achava que tava ouvindo um só pra contrariar assim, uma música de amor. Eu sabia o que eu tava fazendo. Eu tinha nove anos. Nove, que foi em 99. Nunca esquecerei. Aí, eu dei assim. Na hora que colocou começou...

No ginásio inteiro do colégio do professor. Patrícia! E eu tipo... Eu gosto tensas. Eu queria ouvir Mulher de Fases, entendeu? E aí, jurou. Foi, sei lá, uns 15, 20 segundos de... E aí, o professor ficou muito pouco comigo. O professor Virgílio, de Educação Física. Peço desculpas hoje. Enfim. E aí, eu levei você pra casa. Fiquei muito triste. Aí, ele voltou. Era quieto que ele deixou no looping eterno, assim. Pra não ter problema.

E aí é isso, eu aprontei Você causou na escola Causou na escola porque ensinou As crianças a falar palavrão com Raimundo Mas eu sou Natália Bride E aí eu lembrei que Suas palavrões eram em português, porque As crianças da minha escola Elas ficavam ouvindo umas músicas nada a ver em inglês Sem saber o que tava lendo Sem ler a tradução E a menina entrou na formatura Do meu irmão com When I think about you Quando eu penso em você E aí

Touched Myself, Eu Toco Em Mim Mesmo. Uma música sobre masturbação. Ela usou pra entrar na formatura, na frente do pai, na frente da avó, na frente de todo mundo. Assim, ela gostava do ritmo. Eu gosto muito de quando o Eicon vai no Faustão e ele começa a cantar I wanna... Aí ele joga pra galera, aí todo mundo... Fuck you!

E o Fausto, olha, galera! Tem também a famosa lá que vai no Planeta Xuxa e canta a Edomona Short. Ah, é! Não quero um homem. É a Angélica, amiga. Não, era o Planeta Xuxa. Não, era o Planeta Xuxa. Gente, era a Angélica. Não, a Xuxa, o Planeta Xuxa. É Xuxa ou a Angélica? É na Angélica. Eu não tô achando que era a Angélica. É a Xuxa, a absoluta, porque é um monte de...

criança, você pode olhar no Google agora não foi na Planeta Xuxa porque Planeta Xuxa era de adulto e aí essa banda foi num programa de criança Xuxa apresenta o grupo americano de Let's cantando Short Dick Man no Planeta Xuxa? Sim eu lembro disso ai as crianças gente mas isso era Planeta Xuxa era o programa pré adolescente é o pré Planeta Xuxa esse

Eu e o Fabio, a gente não tá. A gente não tá. A gente não tá sendo... Eu não tô conhecendo. Planeta Xuxa. Planeta Xuxa. Planeta Xuxa. E eles tão vendo e eles não acreditam. Gente, eu não acredito. E continua se acreditando. A gente tá 100% eu vendo e eu acredito.

Mas estamos aqui mais um dia para falar sobre o quê? Sobre o estado atual do universo. Porque nós assistimos o Diabo Veste Prada 2. Sim, um filme que nos trouxe muitas reflexões. Muitas reflexões. Porque o primeiro filme é de 2006. Em 2006 não existia Instagram. Não. Não existia iPhone.

Não existia o mundo como nós conhecemos. Hoje chamamos de realidade. Era outro mundo. E o filme, ele reconhece isso. Ele tem que lidar com isso. E um dos pontos é que o jornalismo, como a gente conhecia. E como a Andy tanto idealizava no primeiro filme. Morreu. Morreu. Morreu. Já era. Já era.

Acabou o finado, veio a Óbito. Mesmo assim, né? Só pra contextualizar vocês. O Diabo Vestipada é sobre essa revista que chama Runway. Que é como seria a Vogue hoje, né? Hoje não, né? Como seria a Vogue, né? E a Miranda, que é a Meryl Streep, é a chefona ali. Ela que toma conta. Ela é pra ser a Anna Wink. Exatamente. Só que aí, você pensa que Vogue, em 2006, ela tava num patamar. Tava num negócio que não tá mais hoje, entendeu? E ela com disco…

isso, né? Tipo, ela também decai, porque, gente, a gente não consegue mais ser vista. Não tem mais revista. Não tem mais revista. Interessante, se a gente chegar no futuro, é a gente falar um pouco do passado também, porque quando eu assisti Diabo Veste Prado, eu tinha lá meus 16 anos.

Era uma coisa, assim, pra mim, que eu acho que muitas pessoas também vão se identificar, que tinha muito essa idealização do jornalismo, né? Então, eu lembro de assistir e falei, é isso que eu quero. É isso aí, ó. Eu quero ir trabalhar numa revista legal e eu quero poder pensar numa pauta. Eu quero trabalhar com comunicação. Quando você vê Javeste Prada, você vê, de repente, 30. Todo mundo tinha... Tinha muito essa coisa da menina em Nova York correndo com seu Starbucks na mão e etc.

Então, e tinha... E isso era muito idealizado. Eu acho que ajudou muito as pessoas esclarecerem, assim, putz, idealizarem o que eu queria pra mim. Só que a vida começou a acontecer. Então, eu... A antissex me influenciou muito, tá? Eu era muito fã e pensei, assim, não sei se talvez uma revista, mas queria trabalhar dentro desse universo. E aí, de repente...

o mundo virou de cabeça pra baixo. E aí a gente chega no ponto que a Bel falou. Hoje não existe mais ir na banca pra comprar... As revistas existem ainda, mas elas existem de uma forma diferente do que a gente conheceu crescendo, né? É, antes era tipo assim... Hoje é quase como um status, é uma relíquia do passado, é algo legal. É tão acionável, assim, né? Você sair numa revista é legal, só que é tipo... Antigamente podia mudar a sua vida. Hoje é mais uma coisa interessante.

Porque eu penso muito quando a gente... Também, comparando pro meu mundo de futebol, quando a gente ia pra banca comprar o pôster do lance quando o time era campeão. Então o time ganhava, você ia na banca, e aí todo jogador que iria sair na foto do campeão porque ia sair no pôster. Porque senão você não saía, você tinha que sair numa bolinha escondida. E ninguém queria sair na bolinha escondida.

Então, tanto que tem uma história famosa do Brasil, que o Vampeta falou que, se você olhar todos os títulos de Copa do Mundo, todos os jogadores saíam só os 11 iniciais. Então, toda a seleção saiu os 11 iniciais só. Então, foto do time campeão, foto do time campeão. Vampeta falou, ó, eu joguei 15 jogos das eliminatórias dos 17 ou 18. Eu tô aqui nesse grupo, eu joguei a porra da Copa do Mundo. Se vocês não forem comigo, vou olhar pro pessoal do banco.

Essa foto aí vai sair com 12. Aí ele foi lá, aí foi todo mundo. Você pode ver, a seleção brasileira de 2002 é a única seleção campeã do mundo que saiu 23 jogadores. Arrasou o Vampeta. Por conta do Vampeta. Arrasou o Vampeta. Mas isso era por quê? Porque todo mundo ia pra banca comprar o negócio. Havia um outro tipo de consumo. Hoje você vai tipo, ah, beleza, foi campeão. Vai ter um negócio no Instagram que você vai passar. Tipo, foto por foto, jogador por jogador. O negócio de você tirar a foto pré-jogo...

meio que deu uma morrida. E você guardar isso, você pensa a relíquia, né? Exatamente. Pra mim, o negócio, como revista ainda, era muito um momento, era o meu momento de leitura, sabe? Assim, tipo... Exatamente, tipo, eu... Acho que foi meu aniversário de... Acho que era uns 11 anos, por aí. Meus pais me deram de presente de aniversário um ano de assinatura de Carícia, que era uma revista maravilhosa. Eu nem sei que revista é essa.

Horrível, mas maravilhosa. Não é horrível. Horrível, mas maravilhosa. Não ouvi falar. E capricho. Ela era a menor

Ela era pequenininha, assim. A Capricho, eu lembro por causa da Pathy. É, a Carícia, ela não durou tanto tempo quanto a Capricho, assim. Chegou um ponto que a Carícia perdeu relevância. Mas nessa época, quando eu tinha 11 anos, em 1997, as duas eram, assim, o ápice da adolescência, que elas falavam de tudo, assim. A Carícia tem umas capas que são bem clássicas aqui. Eu vou mandar pra Giovana pra ela colocar aqui na imagem do nosso podcast.

Mas aí, eu lembro de, tipo, ficar na expectativa que chegava. Eu não lembro qual dia que era, mas chegava sempre no dia tal. E eu ficar na expectativa que ia chegar às minhas revistas. E eu passava... Era o dia que era mais complicado fazer a lição de casa. Porque eu passava a tarde inteira lendo aquilo. E fazendo teste. E descobrindo coisas, entendeu? Você tinha aquele momento de você assimilar tudo que tava chegando na sua casa.

E hoje em dia não tem mais o seu momento de assimilar as coisas, entendeu? Porque tá tudo só esporádico. Eles falam isso, inclusive, no Diabo Veste Prada 2. O Nigel, né? Que é o Stanley Tucci, que é maravilhoso. Ele tá lá fazendo todo o visual pra uma foto, que não sei o quê. Você tem todo um conceito, todo o pensamento no figurino, blá, blá, blá. Pra pessoa durar um segundo e ser só um negócio que ela tá scrollando ali no Instagram, entendeu? A diferença do que mudou a revista pro Diabo Veste Prada 1 pro...

doido, então. É, ele até fala, no primeiro filme tem todo um lance, assim, que eles fazem alguma sessão de fotos que custou 300 mil dólares, mas a Miranda decide que não gostou, e aí eles cancelam e vão fazer outra coisa e blá blá blá. E aí, nesse novo filme, o Nigel fala assim, agora eu tenho sorte se eu conseguir alugar um galpão lá pra uma diária de quatro horas com o pessoal pra fazer as fotos.

E realmente, esse lado, assim… Hoje você… A Ana Wintour, que era a editora da Vogue, e a Miranda ali. Ela ditava… Ditava. O que era a moda. O que era bonito, o que era feio. O que era relevante, qual… Ela demandava os diretores criativos das grifes, era ela que dizia quem ia ficar. Então era muito poder ali. Hoje, isso não existe mais. O filme até assim, dá uma romantizada que ainda tem a sua importância ali.

Mas é uma coisa pra poucas pessoas. É uma coisa pra você manter, assim. Pra realidade não cair completamente. Pra preservar algumas marcas. Mas hoje é isso. As tendências de moda é TikTok. É a Clean Girl. É o Quiet Luxury, que eles até citam uma hora no filme.

Eu sinto que a gente tem o lado bom e o lado ruim disso, né? Porque eu sinto que, antigamente, a informação era muito centralizada e poucas pessoas ditavam o que uma grande população deveria sentir, fazer, usar, ouvir, enfim, entre várias outras coisas. Então, ao mesmo tempo que você tinha pessoas especializadas naquilo pra falar sobre aquilo, você tinha... A gente falando de jornalismo um pouco, eu lembrei muito até do documentário do Raimundo que eu tava falando.

Porque quem descobriu, entre aspas, né? Quem que colocou um holofote no Raimundos foi um jornalista. Que aí ele escreveu sobre eles. Aí outros jornalistas se interessaram. E eles colocaram na revista Biz. Aí depois veio pra um jornal em São Paulo. E eles não tinham lançado um álbum ainda. E eles já começaram a ser famosos. E começaram a ser falados. E as coisas foram acontecendo. E esse era o poder de um olhar jornalístico. De ter um cara e as pessoas ouvirem e lerem uma matéria com profundidade sobre aquilo. E aí...

Quando a gente passa pra hoje, a gente vê... Por isso que eu falei, um lado bom e um lado ruim. Ao mesmo tempo que a informação está completamente pulverizada, ela é muito mais democrática. Então, assim, a gente não vai ser uma pessoa que vai ditar tudo pra todo mundo e que todo mundo vai ouvir e falar amém pra aquilo que tá acontecendo.

Porém, ao mesmo tempo, a gente falta um pouco também de curadoria. De você sentar, de você entender aquilo que você tá vendo, que você tá lendo, que você tá consumindo. Não existe profundidade mais nas coisas, né? Então, é muito complicado. É sempre uma faca de dois gumes, né? E o digital, ele dá o mesmo peso pra verdade e pra mentira.

Sim. Fica a seu cargo, a seu critério, acreditar. É a sua bolha, né? É o que é bom pra você acreditar. O que você quer crer. Essa pessoa tá falando o que eu quero ouvir ou ela tá falando uma verdade que não me interessa, sabe? Então, acho que o negativo do digital, especialmente, é esse. O positivo é que, por exemplo, você não vai ver mais... De novo, vou trazer pro futebol, tá? Desculpa.

Claro. Mas, por exemplo, teve um caso muito famoso do Alex, jogador Alex Cabeção, que ele jogou muito tempo no Cruzeiro, no Palmeiras, e ele não foi pra Copa de 2002. E tem um jogo que ele sempre cita, que ele falou, ele não tá jogando tão mal, mas o Galvão destruiu ele. O pai dele teve um ataque do coração nesse dia. Ai, que horror.

Porque ele passou mal de ver o Galvão destruindo o filho dele. E ele fala que a força que tinha a televisão naquela época era de, tipo, custar a vaga dele na seleção. E que acabava custando. E ele já não ia mais com a mesma frequência depois disso e por aí vai. Então, ainda hoje tem muita força, mas acho que agora é um pouco mais... Pô, ele não jogou bem, mas esse cara falou mal, mas outro falou bem, outro falou bem. É isso.

Essa transmissão vai pra vários lugares. Mas era só Globo que passava. Então tem uma diferença maior nisso também. A própria Capricho mesmo, tipo, tinha várias... A parte do corpo. Não. É um pesadelo. Mulheres que cresceram nos anos 90, sabe? Nos anos 90, nos anos 2000. Sabe o que eu tô falando bem, assim. O que a Ana falou de Capricho é... Eu nunca esquecerei a capa da Priscila Fantin, que eu tenho. Sempre vamos citar. Eu tenho.

Eu comprei. E eu sempre fui menina que teve coxa grossa, teve quadril largo. E era...

Curvas. Exato. Curvas. E a Priscila Fantin na capa, uma pessoa que você olha hoje, você fica assustada, porque a minha memória era que ela era uma menina gorda. E ok, mas quando você olha, não há problema nenhum você ter uma variedade de corpos, mas era claramente uma pessoa magra. E ele tava falando, ah, me aceito como sou, e não sei o que, não sei que você fosse aquela pessoa extremamente magra, você era considerada...

Gordo, e isso era uma coisa ruim naquela época, entendeu? Então, isso acabou com a cabeça de muitas meninas. Essa capa é nível daquele comentário, assim, quando você… Uma pessoa usando um biquíni, a pessoa vai lá e fala Nossa, eu acho tão corajosa você, corpos reais. A menina do Bridgeton. Sim. A que faz a Penélope. Ela falou, gente, para de me dizer que eu sou corajosa. Porque eu mostrei meus peitos, meus peitos são lindos. Exatamente, ela é linda. Fazendo um bem para o mundo.

humanidade mostrando os meus peitos. Mas para de falar. É uma ofensa. Ela tem que se explicar por causa do corpo, por causa da... A pessoa acha que tá elogiando e está ofendendo. Cara, mas eu já falei aqui nesse podcast antigamente, né, que uma das coisas que eu fazia pra... Que eu faço pra passar meu passatempo, assim, é a estimalhação antiga. E aí, eu fui pra isso.

Eu fui ver uma malhação, eu não lembro qual é, é a malhação do Fiuk, gente, eu não lembro que ano que é, 2006. Assim, você passar o seu tempo, vem da malhação do Fiuk, é uma escolha, né? É de 6 de 8, é uma múltipla escolha. Múltipla escolha. E tem uma personagem... 10, 9 e 10, 9 e 10. E tem uma personagem... Giovana me soprou ali atrás. 9 e 10. E tem uma personagem que ela é a gorda. Eu olhava e falava, gente...

Ela é uma pessoa completamente padrão, assim. Ela não... Assim, o que é mais... Porque ela é destacada como a diferente, a gorda. E ela não era nada disso. E o tempo inteiro, tipo, a personalidade dela é ser gorda. Isso que era... Que é o plot. Exatamente, esse era o plot dela. Assim, é interessante a gente revisitar isso. Só pra gente olhar e falar, que horror, que que é isso, entendeu? Sim. O primeiro Diabo Veste Prada era, tipo, a piada recorrente.

era sobre isso, aí nesse novo eles fazem uma alusão mais, tipo assumindo o absurdo, porque no primeiro filme, eles, era pra ser um absurdo, mas eles não fazem contraste mas aí no final, a Andy, que é a personagem da Annie Hathaway, fala lá pro Nigel Stanley Tucci ai, emagreci, agora eu sou um tamanho 4, como se fosse grande coisa nossa, que ódio que me deu aquilo E aí

Aquilo ali era um absurdo, mas a gente crescia com isso. E aí, esse lado, pelo menos evoluímos. Exatamente, é. A gente tem muito uma faca de dois gumes quando a gente fala, né? Do poder da informação retido em poucas pessoas. E hoje, o poder da informação aberto. E você poder ver corpos diferentes, coisas diferentes. Mas, ao mesmo tempo, acho que a reflexão também que o Diabo Veste Prada 2 fala que isso ficou muito latente quando a gente assistiu.

É essa morte do jornalismo mesmo, de você não ter esse tempo, de você sentar e se aprofundar em coisas pra sua vida, de você não ter tempo de ler uma matéria. Isso é uma coisa que é falada muito no filme, a gente não vai entrar em spoilers aqui, mas que a Angie, ela tá escrevendo uma matéria, e aí as pessoas falam pra ela, tá, a matéria tá muito legal, nossa. Mas quem além de jornalistas de cultura leram? Quem leu? Quem clicou pra ler? E ela fica assim... Que...

O que eu tenho que fazer? O que eu faço pra pessoas clicarem e lerem minha matéria? E isso é algo que acontece muito hoje, que você pode fazer coisas muito legais e as pessoas querem ver. O tweet de 140 caracteres, o post do Instagram é rápido, então é muito difícil a disputa de atenção com tudo que tem no mundo hoje, da palma da sua mão, né? Mesmo uma crítica de filme virou um vídeo de um minuto e meio.

Exatamente. Uma série de 10 episódios. E se você vai ver a retenção do minuto e meio, não chega. Exatamente, não chega. Hoje, o jornalismo é uma forma de entretenimento também. Você se entretém aprendendo as notícias do dia. Você se entretém ganhando conhecimento, sabendo o que está acontecendo ao seu redor e por aí vai. E hoje, como as pessoas estão cada vez menos interessadas em leituras profundas... E assim, você vai fazer culpa.

Agora você tem uma matéria especial, uma matéria que era normal há 10 anos atrás, que seria só mais uma matéria comum, hoje é visto como uma matéria... Nossa, é um mega especial que a gente tá lançando. É, mas isso é um outro ponto que o filme aborda, é que em prol da eficiência, começa com o Andy sendo... Tem uma demissão em massa do seu jornal e ela tinha ganhado um prêmio, mas aí a empresa que era dona do jornal precisava cortar custos. E qual é o custo que ela vai cortar? O do jornalismo impresso.

Olha só. Eu achei genial. É muito bom. Passei por isso já. Exatamente. E aí, você tem ali todo um momento do filme que é pra falar como em prol da eficiência, você vai diminuindo a qualidade dos serviços. Então, depois, em dado momento, lá um outro menino assume e ele quer cortar gente também. Funcionários que estão na empresa há muito tempo vão ser demitidos, ninguém mais vai ficar lá.

E a qualidade do serviço vai caindo em prol de uma eficiência. Então, isso cai nos serviços. A gente vê isso muito de como a gente consome. Que a gente quer que as coisas sejam eficientes. Que elas sejam rápidas. A gente não tem tempo pra ver um filme que a gente não ia gostar. E, ao mesmo tempo, a eficiência pra quê?

A gente não tá vivendo mais. A gente não tem mais contato a isso. A imagem, ela perdeu completamente o valor. Sim. A gente, tipo, antes olhava a revista, eu recortava. A gente ficava olhando, ficava meio fascinado. Ficava tentando descobrir detalhes que não tava lá. Hoje a gente faz... Ah, tá bom. Eu tenho uma pasta que eu peguei todas as caprichos que tinham alguma matéria do Backstreet Boys. Eu tinha também. E cortei todas. E tá lá nessa pasta. E eu tenho uma mesma pasta com o Leonardo Capri.

Não é. E a gente estava falando disso, eu tinha até falado esse momento de urgência, que era isso, assim, eu lembro que eu nunca tive a assinatura da Capricho e eu nunca lembro de pedir, assim, pro meu pai. Eu lembro de eu guardar o dinheirinho, assim, de falar, esse é o meu dinheiro da Capricho. Ela já pediu pra mim. Já aconteceu de eu ir na banca, comprar uma placar pra mim, e aí ela falou, compra pra mim a Capricho. E aí eu lembro do cara me olhar com, tipo, pode comprar a Capricho, irmão, não tem problema, não precisa ficar pedindo.

E eu lembro que era isso, assim. E eu lembro quando eu comecei a ler Capricho, que era porque tinha a capa das pessoas que iam fazer a novela Coração do Estudante. E aí eu falei, meu Deus, Paulinho Videnza, vou comprar. E aí comecei a consumir e vi que era algo que falava comigo na época. Mas ter esse momento de parar, sentar, ler, era legal você ler. Era legal você descobrir coisas novas. Apesar de todas as coisas ruins que a gente já falou aqui, você pensar em coisas diferentes. E esse consumo hoje, eu fico até assustada.

Quando eu vejo as pessoas falando. Ah, eu assisto as coisas no Vezes 2. Eu pulo cenas pra eu chegar mais rápido. É, eficiência. Eu falo, por quê? Você tá sendo eficiente em algo que é pra ser o seu lazer. E mesmo na trama, quando as pessoas falam. Ah, mas isso não levou a lugar nenhum. Mas é legal. É divertido ter uma cena em que a pessoa... A montagem dela, tipo, trocando de roupa. É, sabe? Eu tava vendo, apareceu pra mim no Instagram, assim. Que os filmes, antigamente, eles tinham um número musical no meio do filme.

Não tem nada a ver. Você vê até o De Repente 30. Tem elas dançando. Sabe assim, todo filme tinha um momento de música. Hoje em dia não tem mais. E Belbel é contra isso. Ela é contra isso. É de Júlia Belbel. Gente, uma música eu tolero.

desde que ela seja ambiente e que as pessoas fazem sentido que ela seja do nada eu lembro de um filme que é com a Cameron Diaz a Christina Applegate e a Selma Blair que chama acho que tudo pra ficar com ele é uma comédia romântica e aí tem uma música horrorosa no meio

Ela é horrorosa, mas eu me divertia. Ah, olha aí. A música horrorosa era sobre o tamanho do pinto dos homens porque ele era muito grande pra caber nelas. Essa era a música. Tá aí. Ok. Fica aí.

Não, mas é, esse negócio de, tipo, de você tirar um tempo pra assistir, pra ler e fazer as coisas, ajudava você a montar a sua personalidade. Ajudava você a saber o que é que você queria usar, vestir, pensar, sabe? Entender coisas que você não sabia ainda que gostava e aprender a gostar delas. Mas isso requer tempo.

Requer que você pare, leia ou assista ou entenda. Mas hoje as pessoas, como você falou, elas querem ser eficientes. Terminar mais rápido é mais importante do que você ter a jornada inteira. Eu vejo as pessoas enlouquecidas no Letterboxd. Ah, porque eu vi isso e eu quero ver 50 filmes na semana. Eu falo, por quê? Você não consegue assimilar.

E tem filme que você precisa terminar de ver e vai deixar ele ressoando. Exato. Eu não tenho opinião. Uma coisa que eu odeio, odeio, é quando querem saber a sua opinião sobre um filme, logo depois que você viu. Acendeu a luz? É, acendeu a luz, sabe? E aí? E aí? O que você achou? Não sei. Calma. Tem filme que eu não sei mesmo. Porque às vezes você olha e assiste e fala...

Entendi direito. Pera, eu preciso de um momento aqui, sabe? Nossa, fizeram isso com a gente no Zona de Interesse. Que é um filme, né, sobre nazismo. É um filme muito pesado. Que é um filme que você, realmente, você precisa. Tipo, acabou o filme, tava eu e a Natália, assim, olhando pra tela parada, sem fazer nada. Porque a gente tava literalmente assim. Exatamente. Aí vieram algumas pessoas que estavam curiosas. Queriam saber a nossa opinião.

Mas vieram perguntar assim, ah, e aí, o que vocês acharam? E a gente não conseguia nem falar.

Sabe, assim, a gente não conseguia, porque a gente falou que assim, cara, a gente tá assimilando ainda, entendeu? Tipo, a gente falou isso pras pessoas, a gente tá assimilando. Porque tem filme que é isso, não é uma comédia confarrona, assim. Você tá dando risada, você tá assim, a menina assim. O risado e medo meio que é imediato. Agora, um outro assunto, é isso, você precisa de um tempo.

E é essa necessidade do imediatismo que a gente tá sofrendo, né? O imediatismo de você gostou, agora, me fala já. Like, like. Essa série, eu tenho que terminar ela rápido. Deixa seu like aqui no vídeo.

Essa série eu tenho que terminar ela rápido, tenho que correr, vou pular os feelers. Tipo assim, eu tenho problema com feelers também, mas a gente matar os feelers, pra mim foi muito triste. Muito triste. Um dos meus feelers favoritos da vida é em Dragon Ball Z, porque é um episódio em que o Goku e o Piccolo aprendem a dirigir. Pra quê?

Não tem porquê. Eles voam. Não tem porquê eles aprenderem a dirigir. Não tem porquê. Não tem pra quê. Não tem utilidade de nada. Mas é um episódio inteiro dos dois tentando tirar a carta de motorista. É maravilhoso. Só que é isso. Esse episódio fica perdido nos anais da história. Porque ninguém quer ver. Supernatural. Supernatural. Tem episódios...

excelentes! Os melhores episódios animados. Excelentes! Animados! Tem um que é das TVs. Ai, é que cada... Gente, é maravilhoso! É um formato diferente de TV. É tipo um Wandavision, um episódio. O meu filler favorito da vida, que eu tenho essa coisa alugada no meu cérebro até hoje, foi quando em DLC eles passaram a noite no shopping. Ai, eu amo esse episódio.

Até hoje eu fico assim, nossa, que sonho, passar a noite no shopping. Como se as lojas ficassem todas abertas. Mas assim, era do tipo, não tem ninguém, tá tudo escuro. Mas eles podiam ir deitar na cama da loja e fazer isso que eu amava. E falta, falta. Exato, isso é construção de imaginário.

Hoje falta muita imaginação, assim. Imaginação ajuda você a lidar com a vida. É você entender, você criar empatia faz parte de ter imaginação. De você ir pra outros mundos. De você saber que nada precisa ser tão eficiente, tão concreto. E até pra você se descobrir, entendeu? Eu acho que, tipo, a gente passou muito por isso, que a gente assistiu muito TV. A gente assistia TV. E teve várias coisas que eu nunca ia assistir. E eu assisti porque tava passando na TV.

E você só tava lá e você passava. Eu tenho um exemplo muito claro da minha personalidade mesmo. Que eu lembro que eu estava de madrugada em casa. Onde eu acordei, eu lembro assim. Sabe quando aquele momento que tava amanhecendo o dia, tá? Aquela luz meio roxa, assim, quando você tá às cinco da manhã. E aí, eu liguei na MTV.

E aí, eu até fui procurar o nome, pra ver se eu falasse certinho. Porque eu lembro que tava a banda Kaiser Chiefs passando um clipe chamado I Predict a Riot. Aí eu falei, nossa, que música legal! Aí anotei no caderninho. E aí, passou Sugar We're Going Down, no Fallout Boy. E eu vi aquele clipe, aquela música. Eu falei, meu Deus, o que é isso? Essa música, essas coisas. E aí, eu falei assim, a emo já estava em formação.

Porém, ali foi quando bateu, eu falei, eu gosto desse tipo de música, eu quero ouvir. Você vai atrás e não... E era um clipe que passava ali e depois acabou. Não tinha como dar um replay logo em seguida. Eu tinha que ir atrás pra ver, pra fazer o download da música, que era legal. Mas aí, você sabe, você tinha toda uma coisa, descobrir quem era aquela banda, quem eram aquelas pessoas. Então, você tinha que ter um trabalho pra vocês se construírem, é como a gente falou. Com certeza.

Esses dias, eu e o Toby, a gente tava num táxi e tava tocando As Long As You Love Me, dos Backstreet Boys. Que eu era muito apaixonada. E eu falei pra ele, eu falei, é muito difícil descrever a sensação de você ligar todos os dias no Disque MTV pra você ver esse clipe. Porque você queria ver esse clipe. E ele não estava disponível pra você ver em todos os lugares. É verdade, já viu o YouTube, sim. Então, era muito legal isso. Valorizava.

É, exatamente. Eu lembro que eu descobri o Breaksuit Boys porque eu vi um clipe passando, eu acho que era no multijão. Não era na MTV. Eu também, sim. Era em outro lugar. E eu fiquei com aquilo ali, eu olhei o Nick. Era antes do Everybody. Era no primeiro CD. Era o primeiro clipe deles. Foi a época que eles só faziam sucesso na Alemanha. E aí, eu vi aquele clipe, eu olhei o Nick e falei assim, meu Deus, é o Leonardo DiCaprio.

cantando. E aí, eu me apaixonei. Aí, logo depois, eles lançaram Everybody. Eu falei, meu Deus do céu, não são eles. Você tinha essa saga atrás de músicas. É um negócio assim. Teve músicas que eu demorei anos pra eu conseguir ter, sabe? Ou era o CD, ou depois baixava. Mas foram anos. E você só conseguia ouvir se tocasse na rádio. Se você via a MTV. Isso era maravilhoso. Eu sinto muito saudade.

E esse processo ajudava você a descobrir novas bandas. Então você, tipo, tinha a estreia do clipe no Supernova. E aí você ia ver o clipe. Aí durante o programa passavam outros clipes de outras bandas que você ficava... Olha que legal. E aí a gente descobria as coisas porque, assim, vamos explicar para as pessoas. A gente pegou o analógico? Pegou. Pegamos o analógico lá no seu final. Mas a gente viveu, assim, a transformação da tecnologia.

E a gente era hacker. A gente aprendia a usar código. A buscar em lugares onde nunca imaginamos entrar. Pra buscar a foto dos Backstreet Boys dentro da piscina. Que estavam todos sem camisa. Exatamente. E baixar a música. Porque não tinha. Como você descobria, tinha acesso e você começava. E aí eu lembrei, apareceu um post pra mim no Instagram. Que era de Skin do Enamp.

Porque o Inamp era um programa que você usava pra ouvir música e você podia personalizar ele. Então é isso. Se você quisesse que ele fosse do Leonardo DiCaprio, tinha alguém que fez uma skin do Inamp do Leonardo DiCaprio pra você botar no seu computador personalizado. E o Anos 2000 é muito especial, né? Toda a estética do Anos 2000 é muito...

E eu acho que o Diabo Veste Prada 2 é um filme que vem pra retratar pra toda essa geração que viveu essa transição. Por isso que, gente, eu saí do filme e falei assim, meu Deus, que continuação excelente! É isso! Porque eu tinha medo de o que eles iam transformar essa história, que era tão redondinha ali nos anos 2000, pra um mundo que não faz mais sentido aquela história.

Não dava pra Andy voltar falando ah, você é editor da revista e vou escrever e vou desfilar na rua com um monte de looks diferentes. Não tem mais isso. Não há mais espaço no mundo de hoje, né? Então eles atualizam e eles falam muito exatamente disso, de falar ah, você já viu a finura da nossa revista? Porque é isso, antes as revistas eram uns calhamaços de revista que era não só matéria mas anúncio, mas você ter os photoshoots de moda e muitas outras coisas. E agora você tem assim ah, anúncios E aí

três, quatro matérias, se elas são impressas, são edições especiais, banca de jornal não existe mais, não existe aquela coisa de você, assim, existe, né? A gente tá realizando, mas eu... É como um item de colecionador, o que eu vejo hoje é o consumo de, principalmente de impressos, é um item, por exemplo, putz, isso aqui eu quero ter, quero guardar, aí você compra, mas de resto tem a versão online, por isso que a gente vai, a gente tá falando da parte de jornalismo por conta do filme, né?

Mas isso tem a ver com tudo da nossa vida, né? Mas mesmo outro ponto do filme, que fala sobre... O filme fala muito sobre moda. E aí, tem a personagem da Emily Blunt lá, que está trabalhando com vendas. E ela fala, e é uma verdade, que hoje o que é moda mesmo é consumo. É você comprar coisas.

E você usar as marcas como uma questão de status não é mais sobre criatividade ou sobre você mostrar a sua personalidade. É mais pra você estar de acordo com o que tá todo mundo falando e você ser aceito, mas isso muda muito rápido também. E aí, é isso. É sobre comprar o que alguém te disse pra comprar, mas todas as coisas são muito padronizadas também. Porque se você personaliza muito, é isso. A gente conseguia personalizar um programa de computador.

adora ali fazer do nosso jeito. Tudo era personalizável. Tudo você botava uma cor. Mas você complica muito quando você personaliza. Então é mais fácil você deixar cinza. Tudo é, tudo igual. Inclusive rostos, né? Todo mundo tá fazendo cirurgia plástica pra ficar exatamente com a mesma cara. É a luxmaxing.

Que aí você tem que ter a mandíbula quadrada e não sei o quê. Um negócio super pesado, de cobrança. Nossa, alguém compartilhou esses tempos atrás umas imagens do pessoal chegando no Oscar em 93, se eu não me engano. E assim, aí falando, olha quantas variedades de rostos e pessoas bonitas e tal. Porque, tipo assim, todo mundo era do seu jeito. Porque não tinha uma padronização de rosto que nem tem hoje.

Hoje todo mundo tem que ter preenchimento labial, o negócio, o olho. E aí todo mundo fica com o cara com o queixo quadrado. Então fica todo mundo muito igual e aí você perde essa coisa que é tão legal antigamente do cinema, que é pessoas diferentes.

Dá até lona. Que representam pessoas reais também, né? Hoje tem um negócio, tipo, no anos 20 com unha de gel, sabe? Que não se nem se dão ao trabalho. Então eu fiquei um pouco incomodada com o unha de gel. Mas é muito louco, assim. Que isso, eu consigo ver muito...

bem os dois lados da moeda, né? Que é isso, a gente, ao mesmo tempo que tem isso, ao mesmo tempo que jovens hoje estão crescendo com a cabeça muito mais aberta do que jovens no passado, você ter pessoas LGBT no passado eram pessoas extremamente colocadas dentro de uma caixinha do estereótipo e daquilo, e aí você, hoje não é, eles conseguiram arrombar essa caixa, né? Não existe mais esse espaço separado, então é muito delicado, porque a gente não quer sentar aqui e falar, ah, porque na minha época era melhor.

Mas existe todo um... É isso que a gente tá falando, são dois lados de uma mesma moeda, né? Mas eu acho que até você vê por tendências de consumo mesmo dos Gen Z, que eles sentem muita falta disso. De quem cresceu, quem cresceu na pandemia, só com tela. E que hoje vai procurar uma máquina de escrever. Tinha um monte de jovem comprando máquina de escrever.

Máquina fotográfica. CD tá voltando. De procurar CD. Disco. Disco, de você ter... Você encontrar essa experiência real. Porque é isso, a gente vê isso mesmo... Eu penso muito de como eu organizo as ideias, assim. Se eu não coloco um papel, se eu não faço uma lista, elas ficam muito soltas. Então é isso, você tem uma construção, a personalidade fica toda solta. Aí quando a pessoa encontra na mão dela, ela começa... Quando ela botou uma letra e ela viu que apareceu impresso ali direto, meu Deus!

já está aqui gente, já está aqui então, eu acho que tem óbvio que tem um lado saudosista mas se você comparar realmente a gente vive como a gente viveu os dois lados a gente teve a experiência de ir na locadora escolher o filme e a gente tem a experiência de entrar na Netflix e olhar o catálogo e não saber o que ver é completamente você fica mais tempo olhando do que e separando esse eu quero ver esse eu quero ver esse eu quero ver esse eu quero ver na locadora não você tipo, alugava?

Viram que na locadora tinha a... Hoje, a nossa ansiedade, eu digo, do mundo, uma ansiedade generalizada, destruiu o nosso cérebro, a ponto de a gente ficar uma hora, 40 minutos, procurando um filme da Netflix. Ai, não achei nada. Desligar e sair andando. E na locadora era uma experiência aí. Você conversava com o atendente. E os catarros capazes.

O que o novo de romance tem aí? Então, mesmo que você não soubesse, assim, sabe? Era legal. E ainda, tipo, a Netflix e todos os apps, eles já fazem… Já tem ali uma recomendação pra você. Então, você não sai da sua bolha. O que vai aparecer de estreia vai ser alguma coisa que é clicável pra você. Não vai aparecer alguma coisa nada a ver pra você.

Então você não sai da sua bolha. Antigamente, esse negócio de ficar conversando com atendente de locadora, atendente de livraria. Você chegava e falava assim, eu quero um livro de romance, mas que tenha aventura, o que você me indica? E eles sabiam indicar. E a locadora, assim, muitos filmes, muitos filmes, eu só assisti. Eu lembro que eu queria alugar Pânico. E aí, a moça assim, ai, não tem, tem esse aqui, Turbulência. Gente...

não tem nada a ver era um filme com uma palavra só era sustento e aí eu assisti Turbulência falei ah, interessante depois eu fiz tipo, ânico, falei gente, não tem relação a alguma mas era um rolê de você não sair de mão vazia é

Você já foi lá? Eu já fui lá. Putz, eu não vou sair. Vou ter que voltar pra casa sem nada, não. Pega alguma coisa aí. Escolhe qualquer filme. Aí você escolhe alguma coisa e voltar pra casa. A Pathy falou de Raimundos. Eu queria comprar um CD do Raimundos. Porque meu primo tinha tocado e tinha os palavrões. Achei engraçado, né? Não, mãe, eu quero esse. Só que eu não decorei direito o nome. E não tinha onde procurar. E aí a gente foi na loja. Eu comprei um CD do Ramones. Ah, meu!

Arrasou! Olha aí, eu tenho até hoje esse CD. Toda vez eu olho pra ele e falo, olha aí o CD que eu comprei achando cara do Raimundos. Nossa, eu guardei todos os meus CDs, guardei todas as minhas fitas, tem tudo em casa. Mas era isso, tinha uma experiência de descoberta ali, né? Eu já falei aqui, né, mas eu tenho o VHS em casa que funciona, né, o aparelho de VHS. Alguns anos atrás, eu comprei a fita do Jurassic Park dublada.

E cara, a fita verde. Colocar aquilo ali. Tipo, não é aquela coisa assim. Ai gente, no meu tempo era muito melhor. Mas é tão nostálgico. É tão legal. Esse é pela nostalgia. Você deu os trailers antes. Você precisa de uma TV de tubo, amiga. De verdade. Eu sei. Porque é um dia. Ver como vai tornejar. Mas é sem brincadeira. Porque tipo assim, o fita cassete. Adiciona a experiência.

Não só adiciona, mas ela foi pensada pra rodar numa TV de tubo. Ela, quando ela roda numa TV de HD, etc. É muita informação, ela não tem todas as informações. Então fica pior. O Super Nintendo mesmo, quando você joga numa TV de tubo, o visual é muito bonito. Porque as cores eram trabalhadas pra... Agora eu não vou saber os termos lá da TV de tubo, mas a forma como ela apresenta a imagem é muito diferente da TV digital agora, né? Então, pô, era outra coisa.

Não, eu ainda, eu, na minha adolescência, assim, meu pai comprou um gravador de DVD. Então, que nem você gravava a fita, a TV com a fita, eu podia gravar no DVD. Nossa! Exatamente. Cheio de chiquérrim. Então...

Tem muito filme, muita coisa em casa que eu, assim, gravei. Pirateou. Para consumo interno. Para consumo interno. Gente, eu nunca vendi, nunca fiz nada disso, tá? Era só pra eu rever. Eu fazia isso com o Fita. Eu tenho minhas fitas também até hoje, que eu gravei. Ah, eu fita pra fazer aí.

E eu tenho todas as minhas fitas, eu já reassisti, tipo, de colocar assim, episódio de Dawson's Creek, de Felicity, tá gravado lá, entendeu? Mas a minha mãe foi mudar agora e reachou lá umas fitas que tinha. E aí, esse negócio que a gente falou de ficar, hackear, você aprendia as coisas. Eu aprendi que se você botasse uma qualidade menor, eu gravava mais coisas. Eu fazia isso.

Então, tinha uma fita lá que estava assim… Eu chamei a fita de Meninos Bonitos. E aí, era especial Meninos Bonitos, que teve na MTV. Que aí, tinha negócio do New Kids on the Block, que nem era da minha época. Dos Backstreet Boys, do NININSTINK, todas as boybands, assim. Mas aí, era muito longo. Aí, eu gravei com a pior qualidade possível. Tu bate mais tempo. Aí, você gravava até quase oito horas.

Eu lembro que meu pai, ele tinha uma câmera Ele tinha uma câmera grandona, né? Aquela câmera de ombro, assim E aí, eu lembro vividamente de uma imagem Que eu não sei como ele tava fazendo Que ele conectou a câmera no videocassete Pra copiar uma fita Pra câmera do... Pra gente ter essa fita Pra poder ver depois Era um Tom Geri da vida, assim, sabe?

E é engraçado como antes a gente tinha que pensar até pra fazer isso. Então, eu fico... A gente já até discutiu isso em alguns episódios de podcast, do quanto, por exemplo, eu montava um HTML pra fazer meu blog, eu sabia escrever código, e aí hoje, por conta da... E aí baixava música, então eram programas mais complicados. É como hoje, com a facilidade, o que é bom também, eu não tô reclamando da facilidade, pelo amor de Deus.

Mas a gente... É tudo tão na nossa mão que a gente não... Assim, pra você criar uma engenhoca, pensar um pouco pra fazer aquilo, parece que você não dá a mesma importância. Sim, mas é isso. É banalismo. Perdeu a mágica. Exato. De você conquistar, às vezes, algo. Então, por exemplo, é aquela coisa que você fala. Ah, se você der um negócio um pouquinho de graça, não vai dar valor. Não, cobra 10 reais. Aí a pessoa dá valor.

Mas, novamente, nós não estamos aqui querendo viver de passado. Não é um papo de velho. Não é assim. É porque, realmente, antes, quando você via, existia um progresso. Eu acho que é isso. Hoje, tem pessoas discutindo se mulheres devem ou não votar também. Então, a situação...

O progresso que a gente chegou agora, ele está precarizando a nossa vida. Esse que é o ponto de como a gente vive os nossos dias. Eles estão piores do que era numa época onde você tinha tempo. Onde a prioridade não era, tipo, a quantidade de coisas que você ia fazer, ia ver, ia fazer. Você tinha aquele tempo de gerir as coisas. O que a gente só pede, o que a gente quer que você faça, é que você pause.

Exato. Pausa. Quando você descobrir alguma coisa, vê com calma. Não precisa ter pressa pra terminar. Você não deve nada a ninguém. Deixa o seu lugar de lado. Presta atenção. Não é sobre eficiência. E a gente fala isso sendo que a gente também faz isso. Que nem. É difícil pra todo mundo. Não é a gente aqui na Altsus Palácio. A gente chega em casa, abre uma revista. Não. Tipo, a gente tá...

todo mundo no mesmo barco. Eu acho que é por isso que o Diabo Veste Prada 2 ressoou tanto na gente, assim, tanto que aqui foi quase que uma análise junto com... Uma análise de uma hora do filme que engloba toda a nossa vida. Mas porque ele vai mostrando como o mundo avançou e como a gente precisa avançar com o mundo, quando a gente... Como as coisas eram muito legais no passado como uma revista, mas como não dá pra você deixar, nos dias de hoje, uma Miranda tacando casaco.

com alguém, entendeu? E esse ano ela vai olhar e ela vai pendurar o próprio casaco. Então, quanto que é importante você analisar as duas faces das coisas e você tirar o que era bom e continuar o bom e deixar o que é ruim no passado e é isso. Então, porque a gente sempre precisa vencer nessa vida incluindo o nosso momento. Se você gostou, você venceu!

Acho que podemos começar falando que todos vencemos porque a luz voltou. Nossa, gente. Pois esta semana foi complicada. Foi uma saga. Olha, realmente, assim, o progresso da luz muito positivo. Muito positivo. A gente perdeu a luz pra gente valorizar a nossa luz. Valorizar. Valorize a sua luz. A energia, você só vai valorizar a energia. É aquilo que eu falei, porque você não presta atenção na energia. Você só vai valorizar quando você...

Exato, então assim, vamos agradecer nós somos a favor do progresso quando ele é útil para nossas linhas e a energia elétrica muito útil e importante Bom, eu venci por quê? Preciso fazer um contexto Não é por conta desse motivo que eu vou falar agora mas esse é o contexto

A Taylor Swift, ela lançou 30 minutos de entrevista. Do nada, do mais absoluto nada, ela surgiu. E os fãs, Carol, até tipo, o que tá acontecendo? Falando sobre o seu processo de composição. E aí, dentro dessa entrevista, ela fala, não, porque eu sou uma garota emo. Se ela não fala exatamente assim, ela fala, foi muito inspirada pela música emo. E aí, uma pessoa que me inspirou muito é o Chris Caraba, de Dashboard Confessional. E aí, eu falei, gente, deu esse talo assim na minha cabeça.

Porque era uma das minhas bandas favoritas, assim, de eu escutar e deu... Já que eu falei do Fallout Boy aqui também, ela fala, inclusive, do Fallout Boy na entrevista. Cara, parece que eu fui do tipo uma... Eu tava muito nostálgico nesse podcast aqui, mas parece que eu fui uma... E tem o ano passado, assim, eu catei o Spotify, comecei a ouvir, vi onde ele tava, o que tava fazendo hoje. Porque eu sempre sonhei em um show deles.

E aí, eu fui... O show que eles fizeram no Brasil, quando eles vieram há muito tempo...

Depois do auge, assim, eu não estava em São Paulo. E eles fizeram... Eles abriram um show do Maroon 5. Sei lá, cantaram umas quatro músicas. E eu estava na pista lá pra ver eles. No caso, só tinha eu cantando... Eu, só tinha eu. É uma banda que é bem X só pra galera emo que gosta. É indie emo.

É, em dinheiro. Mas assim, pra quem era em mulher, eles eram grandes, assim. Eles fizeram a trilha do Homem-Aranha 2, tal. Tem uma música famosa, mas... E aí, sei lá, fiquei feliz me reconectando com essa Patrícia do passado. E eu fiquei ouvindo, ouvindo, ouvindo. Falei, gente, meu Deus, Desportes Confesso é muito bom. Mas é sofrido. É como ele sofre, como ele vê a menina e ele fica...

E eu sempre fui essa pessoa dramática, né? E aí o emo, ele sempre potencializou a minha dramaticidade. Mas aí fiquei feliz que eu redescobri a banda que eu amava muito. Eu venci porque, já falei algumas vezes aqui, que eu amo Off Campus. É mentira!

do você. Eu mesmo. Off Campus, Amores Improváveis, a série está chegando. E aí, eu tô vencendo por antecipação, porque essa semana... Essa semana! Essa semana, teremos um evento de Off Campus! Eu e Patrícia estaremos lá. Estaremos lá. Belbel me passou todo esse amor. Exatamente. Eu cheguei no nível dela, que ela é a presidente do Focor. É que eu já namoro eles há muito tempo. Exato, mas eu tô aqui, ó.

junto, estou vamos assistir o primeiro episódio, né amiga gente, li o livro já agora, como eu falei pra você você também leia, porque essa série vai ser nossa, inclusive meu segundo vencimento, a editora Paralela me mandou toda a coleção de off campus numa capa nova, linda linda, linda, linda já entrou pra minha coleção, maravilhosa é isso aí, julgamos o livro pela capa sim, a capa é bonita yeah

Acho que nós todos vencemos, porque nos últimos tempos tem muita gente vindo falar comigo, com a Nath, com a Pathy, com todo mundo aqui, com a Bel, sobre como nós fomos importantes na formação dessas pessoas, crescendo como jornalistas também, sabe? Acho que a gente foi na Gamescom agora essa semana, teve um menino da cultura que veio falar com a gente, foi muito bonitinho, falando sobre como ele chegou onde ele chegou, porque ele assistia a gente quando ele era mais novo. Eu não sei se eu tinha falado isso. Ele guardou pro podcast.

E aí, também nos últimos tempos eu tenho recebido bastante esse carinho. Eu percebi que nós fomos meio que os VJs da MTV que foram pra gente. A gente ajudou uma galera a formar a sua opinião sobre cultura pop, apresentou filmes, lançamentos e coisas pra uma geração que agora tá ficando mais velha.

Ela tá começando a trabalhar. Entrou no mercado de trabalho, né? Exato. Entrou no mercado de trabalho. Então, o que os VJs da MTV fizeram pra gente, a gente fez pra uma outra geração. Então, eu fiquei feliz de perceber isso e eu acho que vale a pena essa citação. Ai, que lindo. Eu amei. Nossa, vencemos muito bem nesse episódio. Eu também achei lindo. O que às vezes eu fico tensa quando vem alguém assim. Fala, nossa, não, porque eu te assistia desde criança.

Eu falo, mas você é o homem barbado. Você tá falando isso? Como assim? Eu acho lindo. Eu sempre fico emocionada.

E a gente sente que... Porque às vezes a gente, por estar neste meio da eficiência, e a gente fica olhando o número e tal, e a gente acha que o que a gente fala não chega nas pessoas, né? Sim. E aí você ouvir alguém falando, tipo, não, eu escutei. E foi importante pra mim. Não, vocês terem uma noção. Parece que era o universo dando um tapa na nossa cara. Teve um dia que eu e a Natália, a gente tava aqui na sala, ficou só nós, mano, a gente ficou, sei lá, umas duas horas falando sobre números, sobre o que a gente tinha que mudar, o que a gente ia fazer.

Porque as coisas, às vezes, não funcionam do jeito que a gente quer. E a gente precisa explodir uma...

E é verdade, assim, a gente sabe que hoje o mundo é regido por algoritmos e é difícil, assim, a gente se colocar sem a gente não fazer algo que a gente acredita, mas às vezes o que a gente acredita não é o que vai estourar pra bolha. Enfim, a gente ficou numa nóia aqui, assim, muito tempo. E aí, a gente chegou em casa. Foi pra você que mandou a mensagem, né?

Aí a Natália recebeu uma mensagem de um cara falando o quanto que isso tinha sido importante, porque ele era um garoto gay e ele não tinha com quem falar. E aí ele viu, não tinha amigos no trabalho. Aí ele viu uma menina que tava ouvindo o nosso podcast. E aí ele puxou um assunto assim, porque ele não tinha amigos. Ele falou, nossa, você ouve também as migas? E aí eles começaram a conversar, falaram, foi minha amiga. Então quero que vocês saibam que isso foi muito importante. Eu falei, o que é que é isso?

Eu falei, Nathália, olha aí o tapa na nossa cara. É, exatamente. Pra gente aprender a engolir e falar assim, beleza. A gente precisa ser fiel também aos nossos princípios. Exatamente. Então, assim, muito obrigada. Obrigada a você que vem falar com a gente, assim. É muito importante. Manda mensagem. Fala, às vezes a gente precisa desse reforço, assim. Pra não se perder. Às vezes a gente demora pra responder. Acaba se perdendo ali. Mas a gente tenta ler o máximo possível.

mas é isso, que final lindo, emocionante existe magia a magia acabou, mas a gente faz a nossa magia é isso um beijo pra você tchau filmes, séries, revistas e programas de tv citados neste episódio

Andar na Pedra, a história do Raimundos. Planeta Xuxa. O Diabo Veste Prada e O Diabo Veste Prada 2. De Repente 30. Bridgerton. Revista Capricho. Revista Carícia. Malhação. Zona de Interesse. Dragon Ball Z. Supernatural. WandaVision. DLC.

Supernova, Pânico, Turbulência, Jurassic Park, Tom e Jerry, Homem-Aranha 2. Este podcast é uma realização Lune 5.

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