PodPan - Episódio 23 - S4 - TAYLOR PINTURAS - DE GARI A REFERÊNCIA NA PINTURA DE MOTOS!
Às vezes, a estrada que muda a nossa vida não é a que planejamos. É a que decidimos percorrer.No episódio de hoje do PODPAN, você vai conhecer a história inspiradora de Taylor, fundador da Taylor Pintura, um profissional que descobriu sua verdadeira vocação quando menos esperava e transformou uma simples necessidade em uma carreira de sucesso.Nem todo empreendedor começa com um plano de negócios.Alguns começam apenas tentando vencer mais um dia.Antes de viver da arte e da pintura personalizada em motocicletas, Taylor passou por diversos empregos. Trabalhou em serviços gerais, foi atendente do McDonald's, enfrentou a rotina pesada como gari durante a pandemia e permaneceu nessa profissão por vários anos. Como milhões de brasileiros, buscava apenas uma oportunidade para construir uma vida digna.Mas o destino tinha outros planos.A paixão pelas motos nem sequer foi um sonho de infância. Ela surgiu por necessidade. A primeira moto veio para facilitar a locomoção, mas acabou abrindo as portas para um universo completamente novo.Vieram novas amizades, os encontros, a cultura das duas rodas e, naturalmente, os upgrades de moto. A cada nova aquisição, Taylor fazia questão de deixar sua marca, pintando e personalizando as próprias motocicletas.O que era apenas um hobby começou a chamar atenção.As pessoas perguntavam quem havia feito aquela pintura.Depois vieram os elogios.Em seguida, os primeiros pedidos.E então surgiu aquela pergunta que mudou tudo:"Por que você não trabalha com isso?"Foi o incentivo de amigos e pessoas próximas que deu coragem para transformar talento em profissão. A união entre a paixão pelas motocicletas e o dom artístico deu origem à Taylor Pintura, uma empresa que hoje possui agenda disputada e clientes que procuram exclusividade, qualidade e acabamento impecável.Neste episódio você vai descobrir:Como transformar um hobby em uma profissão.O poder da cultura motociclista na mudança de vida de uma pessoa.Como recomeçar profissionalmente mesmo depois de passar por diversas áreas.Os desafios do empreendedorismo no Brasil.A importância de acreditar no próprio talento.Como nasceu a Taylor Pintura e o que diferencia um trabalho artesanal de excelência.O crescimento de um negócio construído com dedicação, paixão e muito trabalho.Essa conversa vai muito além de pintura de motos.É sobre encontrar propósito.É sobre entender que nenhuma profissão diminui uma pessoa e que cada etapa da vida pode preparar você para a oportunidade que ainda nem imagina.Se você ama motocicletas, customização, pintura personalizada, empreendedorismo, histórias reais de superação e acredita que o trabalho feito com paixão faz toda a diferença, este episódio é para você.Deixe seu like.Conte nos comentários: **qual foi a profissão que mais te ensinou alguma coisa na vida?**🔔 Inscreva-se no canal e acompanhe histórias de pessoas que transformaram desafios em conquistas.Siga a Taylor Pintura:📲 Instagram: @taylor_pinturaSiga também o PODPAN:📲 Instagram: @podpanoficialO que nos move não é gasolina, é paixão.#Podpan #TaylorPintura #PinturaDeMotos #MotoCustom #Customizacao #Motociclismo #Empreendedorismo #Superacao #HistoriaReal #MotoLife #DuasRodas #HarleyDavidson #Yamaha #Honda #Kawasaki #Suzuki #RoyalEnfield #PinturaAutomotiva #ArteEmMotos #Empreender #Podcast #Brasil
- História de Taylor PinturasInício como gari·Paixão por motos·Primeira pintura de moto·Pandex·Primeiro cliente de pintura
- Projeto Executivo e Qualidade da ObraConstrução da oficina·Cabine de pintura profissional·Trabalho artesanal e exclusividade·Personalização de capacetes
- Influência da arte plástica e da pinturaPreparação da superfície·Aplicação de verniz·Pintura de plástico em motos·Remoção de pintura antiga·Efeito carbono na pintura
- Inspiração e Execução· NegociosAcreditar no próprio talento·Não desistir de hobbies·Mudança de vida·Importância da motivação interna
- Ordenamento de motos e bicicletasPintura de motos esportivas·Pintura de capacetes·Efeitos especiais em pintura·Cores exclusivas e personalizadas·Dificuldade na pintura de capacetes
- Generalizacao sobre MotociclistasTrack Days e pilotagem esportiva·Cursos de pilotagem·Pilotagem de motos custom·Harley Davidson
- Empreendedorismo Digital e Projetos Online· NegociosSuperação de preconceitos·Uso do Instagram para divulgação·Motivação diária com vídeos·Apoio de seguidores
- Propósito e Valores· SociedadeOrçamento de pintura de motos·Orçamento de pintura de capacetes·Alteração de cor no documento da moto·Contato via Instagram
Fala, pessoal, boa noite! Mais uma segunda-feira e graças a Deus nós estamos de volta. Boa noite, garota deitona!
Eu não sei por que eu sabia que você ia falar isso. Ele tá a semana inteira me chamando de garota deitona. E aí, Ronan, tudo bem?
Você fez falta aqui, viu? Boa noite! Eu sei, não pode não, para viajar tem que esperar um pouco aí, organizar.
Eu achei que ia ser só umas 2 segundas, foi o quê, umas 3?
Pois é, foi umas 3 segundas, né?
Mas tô de volta, vou viajar final de semana, mas eu vou chegar a tempo, vou chegar na segunda à tarde, mas eu estarei sempre aqui.
Com quem nós vamos conversar hoje?
Com Taylor O rapaz que mudou totalmente a sua vida, né? A sua história de vida. Tem toda uma história legal para contar para a gente hoje. Hoje a história vai sim surpreender quem está assistindo e quem não conhece ele.
Tudo bem, Teila? E o trabalho dele, né?
O trabalho dele é sensacional. Nós vamos falar sobre tudo isso hoje. Boa noite, Teila.
Boa noite, tudo bem?
Tudo bem, graças a Deus.
Então tá bom.
E aí, conta para a gente, pode começar a contar tudo sobre sua vida, desde lá do início.
Como que começou também, né?
Como que começou.
A parte da pintura, ela começou muito por acaso. Nem sempre eu fui apegado com moto. Comecei usando moto para o dia a dia, por necessidade. Fiquei um tempo sem moto depois de um acidente, eu desanimei. Aí depois voltou a necessidade de ter moto para o deslocamento de novo. Comprei e usava trabalho-casa, casa-trabalho, sem ser uma paixão. Parava na garagem e não fazia muita diferença. Até eu começar a ir em alguns rolês, alguns encontros de moto.
Foi aonde eu comecei a tomar gosto pelo meio, né? Aí eu falei, gente, preciso de upgrade de moto. Aí começava a conversar com— tinha comprado de início uma Lander, acho que TZ 250X, que é uma moto que eu via e tinha admiração por ela. Eu falei, eu preciso de uma dessa. Eu gostei, fui lá e comprei, fiquei com ela uns 2 anos. Aí nesse upgrade foi para CB500X. Gostei muito da moto, me diverti bastante. E daí, de lá para cá, eu vim aumentando a cilindrada das motos.
Vim gostando mais do meio, comecei a conversar cada vez com mais pessoas, fazer amizade. É um meio muito acolhedor, o meio da moto. Aí nesse meio tempo, eu pouco depois da pandemia comecei a trabalhar de garimpo. Aí eu usava só a moto, trabalho, casa, casa, trabalho. E comprei a moto que eu comprei, ela tava bem surrada. Aí eu falei, gente, moto tá bem ruim, eu vou pintar. Eu sempre fui muito assim de eu pegar as coisas para fazer mesmo sem saber.
Você sabe fazer? Vou tentar. Eu não falo que eu não sei, eu falo que eu vou tentar. Peguei, lixei a moto toda pelo que eu achava no YouTube, lixei, pintei. Já tinha um compressor em casa lá do meu pai, peguei o compressor, pintei a moto. Gostei do resultado, não ficou mil maravilhas não, mas ficou melhor do que muita gente entregava.
Ah, mas foi a primeira também, né?
Foi a primeira pintura minha. Eu nunca tinha pegado nada para fazer. Para primeira vez tava bom, para primeira vez tava bom. Aí um belo dia eu, aí o motor da moto tá bem feio, mas o motor não arriscava pintar, não tinha noção nenhuma de como funcionava. Aí comecei, fiz orçamento com duas pessoas, e uma das pessoas foi lá e falou comigo, ah, quem pintou sua moto? Eu falei que fui eu mesmo que pintei. Achei que o cara ia fazer uma baita de uma crítica, né?
Falei, poxa, vai falar que serviço tá mal feito. Mas falei que fui eu. Aliás, cara, se você pintou a moto, tá nesse nível aí, é só lixar ela e polir, ou você dá conta de pintar o motor. Eu não tenho experiência nenhuma, não faço a mínima ideia de como funciona. O cara me ligou e me explicou passo a passo o que eu devia fazer e todos os materiais que eu precisava usar. E isso criou uma amizade, que é o Pandex. Ele é referência em BH também na pintura, e a gente criou uma amizade a partir daí.
Um dia eu tomei coragem, tirei o motor fora da moto Pendurei ele numa garagem de casa, fiz toda a tratativa que precisava, lixei, pintei e montei na moto. Ali eu vi e falei, gente, eu dei conta! Mas nunca imaginei que eu fosse trabalhar na área. Peguei um capacete meu, pintei, comecei a ir nos eventos de moto. Aí sempre tinha, eu falei, ah, compra a tinta lá que eu faço a pintura para você. Para gente próximo mesmo, era um hobby, não era um serviço que eu podia cobrar por ele ainda.
Mas ficava bem feito. Eu sempre gostei de fazer tudo muito bem feito. Teve um belo dia que eu tava no encontro de moto, foi, eu já tinha trocado de moto várias vezes, peguei, tava com uma Tiger que eu mesmo tinha pintado. Foi a primeira moto que eu pintei que realmente ficou boa. Eu fiz o processo todo do jeitinho que tinha que ser feito e ficou um trabalho maravilhoso. Tanto que eu tive na TRIAD com ela e teve vendedor falando que a moto era de fábrica daquela cor.
Que foi aquela verde?
Foi a verde.
Realmente eu vi essa moto e ela ficou linda.
Aí teve vendedor, falou, não, essa moto a gente fabrica assim, isso aqui não é repintura, não tem como uma repintura ficar com essa qualidade. E eu nem tinha experiência suficiente para trabalhar ainda. Aí no encontro de moto, uma pessoa chegou para mim e falou, Taylor, tem um amigo meu querendo pintar a moto, quanto que você cobra? Falei, cara, não trabalho com isso não, mas eu vou chamar uma pessoa que faz. Esse amigo meu que me ensinou tava presente, que é o Pandex.
Aí eu tô assim, ô Pandex, tem um menino aqui querendo pintar a moto. Aí ele de longe falou, ah, fecha o serviço aí para você, você dá conta. E eu tô assim, nossa, eu não sei como que eu vou dar conta, porque eu não faço a mínima ideia de como que faz preço. Aí eu fui lá perto dele, falei, cara, eu não sei média de preço, não sei nada. Aí ele tá assim, o que que o cara quer? Falei, quero, o cara quer pintar a moto toda, roda, carenagem, tudo.
Ele viu minha moto, gostou do serviço, só que eu não sei o que eu cobro. Eu não quero começar a entrar no mercado desvalorizando os profissionais que já estão na área. Não que eu fosse ganancioso, quisesse cobrar o mesmo valor, Só que eu penso assim, se eu cobrar um valor muito abaixo, vai atrapalhar quem já tá no meio. Aí ele dá, cara, pode cobrar entre X e Y aí, você vai lucrar, não tá desvalorizando e dá para você comprar o material.
Eu fui lá e passei o valor, o menino tá assim, posso levar a moto amanhã? Aquela hora que o coração acelera, era uma XJ.
Então eu já era uma moto cara para começar. Eu queria que fechasse, mas na hora que fechou eu não queria mais.
Nossa, eu nunca cheguei nessa parte, como é que eu vou fazer? Peguei a XJ no dia seguinte, ele levou ela lá em casa. Já liguei na casa de tinta. No caso, o Pandex me passou tudo, me passou fornecedor de material, tudo, que a Gelcores, que a gente tem uma parceria hoje. Então todo material que eu preciso de pintura consigo por lá. Aí mandei mensagem, aí fui lá, comprei o material, cheguei em casa. E nisso o Pandex tá assim: Taylor, o que você não der conta de fazer na sua casa, leva lá para minha oficina que você pode fazer, eu te ajudo.
Só que nisso eu fiz o serviço praticamente todo em casa mesmo. Peguei, desmontei. Desmontagem eu já sabia porque eu desmontava todas as minhas motos. E hoje, como a gente tem YouTube, às vezes gera uma dúvida: ah, como desmontar a moto tal? A gente acha. Aí fui lá, desmontei, preparei tudo. A única parte que eu não consegui fazer em casa foi a parte do grafismo escrito XJ6, que desde que eu comecei eu nunca usei adesivo em nenhuma parte do serviço.
Todo desenho, todos os grafismos são feitos na tinta, que é um diferencial do meu trabalho. Todo desenho, logo de moto, tudo eu faço com pintura mesmo. Aí eu não tinha experiência nenhuma, não sabia como fazer. Levei para casa dele, ele me explicou, cortou o material para mim poder fazer, mas não, não fez por mim, ele me explicou. O melhor de tudo foi isso, porque quando uma pessoa pega e faz o seu serviço, você não consegue experiência.
Ele foi me orientando no que fazer. Eu fiz as duas carenagens, voltei para casa, montei a moto. Eu não tinha estrutura nenhuma, parede sem reboco, mas nem cisco na pintura ficou. Eu não fazia polimento na época, não sabia que precisava polir, repintura. Aí ficou tão bem feito, ficou tão lisinho o serviço, eu parei e fiquei olhando para aquela moto lá. Eu falei, gente, serviço meu e ficou muito bem feito. Liguei para o cliente, olha, sua moto tá pronta.
Isso com uns 10 dias para fazer a moto toda sem experiência. Não, vou no fim do dia, eu vou buscar. Eu não esqueço até hoje o que que ele falou para mim quando ele viu a moto. Ele virou para mim e falou, Taylor, eu tô mais feliz vendo ela agora do que o dia que eu fui lá na loja buscar. Ela me deixou mais satisfeito. E uma cor que a gente usou que fez diferença, que a gente pegou o Miami Blue da Porsche, que é aquele azul bem marcante, e usamos um Black Piano nas rodas.
Então a moto ela ficou diferenciada, Recém, isso tem quase 4 anos. Eu vi essa moto tem uns 2 meses, ela tá extremamente conservada. Ele já vendeu para uma pessoa que vendeu para outra. Aí o dia que eu vi a moto na rua, eu falei, eu acho que aquela moto eu conheço. E a moto tá do mesmo jeito que eu pintei. Aí eu percebi e falei, gente, o serviço que eu fiz ficou bem feito mesmo, tendo sido o primeiro.
Você falou aí que você não tinha estrutura, né, e que você trabalhava como garimpo.
Sim. Né?
E foi na pandemia que você virou da parte do gari ali, que você foi trabalhar com gari.
Na época da pandemia eu recebi uma proposta, falei, olha, eu vou. Igual o dia que eu fiz essa entrevista mesmo, eu cheguei lá bem vestido, aí o gerente lá olhou para mim, fez entrevista comigo, com outras pessoas, aí tá assim, tá, eu tô te vendo bem arrumadinho, se eu te colocar para trabalhar no seu bairro com uniforme de gari, Como você vai reagir? Normalmente é um serviço honesto, digno. Eu tenho muita admiração pelos profissionais da área.
Eu saí, mas vou falar a verdade, acho que dos únicos empregos que eu voltaria a trabalhar seria esse, porque eu era muito feliz. Eu sempre fui muito feliz com essa profissão. Então fiz a entrevista, na época era uma vaga só, eu não consegui a vaga no dia que eu fiz a entrevista. Passou uma semana, a pessoa que conseguiu a vaga desistiu. E eles me chamaram.
Tinha até escrito ali, né? Sim, é engraçado você falar essa parte, né? Porque hoje a gente tem tanto preconceito com isso, né?
Tem muita gente que tem preconceito.
Essa questão mesmo, né, do cara ter te perguntado se você faria isso no seu bairro.
Exatamente.
É porque ele já tá mais do que acostumado a lidar com essa situação.
Tem pessoas que têm vergonha, e eu penso assim, se é um serviço honesto, por que que eu vou ter vergonha de fazer ele? Eu nunca liguei igual. Eu já saía do serviço com meu uniforme, eu ia para qualquer lugar que eu precisasse. Não ficava aí, nossa, como é que a pessoa vai reagir me ver vestido de gari?
Nunca procurei. E tanto que você postava muitos vídeos, né, voltando do trabalho, até com aquela moto preta, é a Lander, né? Aí você postava vídeos e tudo mais. Ou seja, uma coisa que você realmente não tinha era vergonha.
Inclusive, uma parte dos seguidores que eu tenho no Instagram começaram nessa época. Que nem sempre eu mexi com rede social. Foi, eu comecei isso em 2023, se eu não me engano. Eu sempre postei muitos vídeos, mas eu tinha o Instagram fechado.
Eu acho que eu te segui vendo um vídeo de você de garimpo.
Sim, eu sempre tive o Instagram fechado, quase que a vida toda. Aí todo mundo fala, cara, seus vídeos são legais, deixa, abre seu Instagram, posta vídeo no dia a dia. Eu sempre postava, mas para pessoas próximas mesmo. Aí um belo dia eu falei, abri o Instagram. Comecei a postar Reels, postar vídeo. Eu sempre tive um ânimo muito bom, então independente se eu tava indo trabalhar cansado ou não, todos os dias de manhã eu gravava um vídeo de bom dia.
E eu recebia muito relato de pessoas: não, cara, eu tava desanimado, mas eu te vi, eu vi o vídeo seu de bom dia, me motivou. Às vezes eu vou, você fica sem postar, eu fico assim: nossa, será que aconteceu alguma coisa? Que ele não postou hoje, tem um hábito de postar todos os dias.
Isso aí é uma coisa Muito importante é você não ter vergonha de fazer o que você quer, o que você tem vontade. E eu percebo muito isso nas redes sociais. Até essa questão, essa ladainha aí que a gente tem mais apoio de quem tá de fora, né, de seguidores que a gente nem conhece, do que dos nossos próprios amigos.
Isso é verdade.
É porque a gente vive isso na pele. Às vezes pessoas de fora mandam mensagem, fala que a gente é inspiração.
Sim, isso acontece.
E quem tá próximo mesmo não acaba— mas assim, a questão nem é essa. A questão é Você não se importar com quem não se importa com você, entendeu? A questão é essa. Então, se você tem que postar mesmo, vai, como se tivesse. Sim, posta para todo mundo.
Igual quando alguém fala para mim, Taylor, eu quero começar com rede social e não sei por onde. Primeira coisa, você vai pegar o seu telefone, vai gravar um vídeo que seja de bom dia ou qualquer outra coisa. Põe o seu ânimo no que você está fazendo. Se tiver uma pessoa que te viu, tá bom. Se tiver 10, tá melhor, mas nunca vai estar ruim, porque sempre vai ter alguém te vendo e sempre vai ter alguém inspirando em você.
Sim, e essa questão de sumir, as pessoas sentirem falta. Tinha um seguidor que todo dia mandava bom dia, um senhor, todos os dias bom dia. Ele ficou um mês sem me mandar um bom dia. Eu falei assim, gente, o que que aconteceu com esse moço que nunca mais me deu bom dia? Fui lá ver o último dia da conversa que ele me deu bom dia, dia 4 de junho. Aí eu falei assim, poxa, será que aconteceu alguma coisa? Será que tá internado, né? Nesse mesmo dia ele mandou bom dia. Aí eu, ai, que alívio!
Por isso que eu falo, a gente acaba sentindo falta mesmo.
Sim, com certeza. E a gente tem que fazer isso, é continuar, porque tem gente te vendo, sempre tem, tem gente te admirando e tem gente se inspirando, se inspirando na sua história.
Igual tem muita gente que trabalhava de gari que me acompanha que segue às vezes sempre perguntar, olha, como que você fez para mudar? A gente não pode ter medo de arriscar. A gente tem que ter juízo nas decisões, mas não pode ter medo de arriscar. Igual lá, tem muita gente que às vezes trabalha a vida toda num serviço. Se você é feliz, nada, não tem problema nenhum. Mas se você não é, tá nas suas mãos mudar. Eu falo isso para todo mundo.
Se você não está satisfeito aonde você tá, você pode levantar e sair. Procura melhorar, igual eu falar, se você não tem um dom, procura um curso, investe em alguma área que vai te tirar daquilo ali, vai te dar uma qualidade de vida melhor. É igual eu falo, hoje tem mês que a pintura tem uma ótima rentabilidade, mas tem mês que não é tanto. Mas a qualidade de vida que me dá, igual minha oficina em casa, eu consigo levar e buscar meu filho na escola todos os dias.
Isso para mim já é uma vitória, qualidade de vida, né? Qualidade de vida. Se eu quero parar para almoçar, eu falar, hoje eu vou fazer 2 horas de almoço, Eu posso fazer 2 horas de almoço e trabalhar 2 horas a mais no fim do dia, que para mim não vai mudar muita coisa. E é uma qualidade de vida que traz para gente. Quando eu era gari, não, eu tinha a obrigação de estar lá 6 dias por semana cumprindo horário. Nunca desanimei, nunca fiquei para baixo.
De vez em quando a empresa mudava a gente de horário, já trabalhei debaixo de chuva e sempre trabalhei num ótimo humor, que eu falo para todo mundo. Já teve vez de eu trabalhar no centro da cidade ali quando teve evento, de sair dali 2 horas da manhã e ir embora para casa em cima da moto, debaixo de chuva e cantando. Tem até alguns vídeos meus que viralizaram assim. E a pessoa fala, cara, te vi saindo cedo, postou um vídeo cedo no bom humor e tá agora de noite indo para casa com o mesmo humor.
Eu tento não deixar as coisas de fora me abalarem, atrapalhar a forma com que eu sou com todo mundo.
Você falou ali que você não tinha reboco lá, que de repente você começou a pintar. Foi quando você saiu, parou de cegaria?
Não, eu demorei bastante para melhorar a minha estrutura. A minha oficina, como ela é em casa, eu fui melhorando aos poucos. Deve ter uns 2 anos eu consegui. Eu fiz o reboco todo, criei um estúdio, coloquei o piso, uma boa iluminação. Aí eu tenho um espaço que eu uso mais para tirar foto das motos. Fiz uma cabine de pintura toda do zero, tem o exaustor, tem um sistema todo interno dentro da cabine. Para melhorar o meu serviço.
Então tem a parte que eu desmonto as motos, tem a parte da pintura e tem a parte que é só o estúdio onde eu faço as fotos, que a maioria da cabine você fala igual fosse uma estufa, como fosse uma estufa. Eu não climatizei ela, mas ela é toda selada, eu tenho exaustor, então já diminuiu bastante os ciscos da pintura, que é uma parte que faz muita diferença. Fora a questão também de sujeira no restante da oficina. A pintura em si, se a gente pinta no espaço aberto acaba pulverizando tudo que tem na garagem.
Tem as outras motos, tem os outros serviços, então vai poeira em tudo. Eu ter na cabine com exaustor e o filtro, acabou esse problema.
Aí tem 2 anos você conseguiu fazer isso?
Sim, nos últimos, eu tô na pintura tem 3 anos, aí eu vim melhorando um lado de cada vez.
Então foi bem rápido, né? Um ano você já conseguiu fazer a maioria das coisas.
Pela estrutura que eu tenho hoje e trabalhar sozinho, às vezes as pessoas falam Cara, como é que consegue? Às vezes tem 10, 11 horas da noite, eu tô na minha oficina ainda. E para mim é um prazer poder estar no espaço que é meu. Não penso em colocar funcionário porque o meu serviço, maior parte dele é artesanal. Então se eu pego um serviço, a parte, desde a parte da desmontagem, preparação, pintura, ela é toda muito delicada. Se a preparação não for bem feita, o resultado final não fica tão bom.
Então eu prefiro continuar nessa linha que eu tô Igual um capacete mesmo, eu pego o capacete, faço a desmontagem, crio toda a arte, às vezes eu vou para frente do computador pesquisar um desenho para me inspirar nele, para depois ir fazer aplicação no capacete. Então é difícil conseguir colocar uma pessoa para fazer alguma etapa que dedique o mesmo tanto que eu.
É que na verdade tem o mesmo amor por você.
Exatamente.
A palavra é amor, não é dedicação, é amor, porque se você pagar vai dedicar.
Eu falo que vai.
Agora vai dedicar de 8 horas da manhã às 6 horas da tarde. Sim, você fica lá até meia-noite olhando para o capacete parado no mesmo lugar.
Eu já cansei de fazer isso. Igual às vezes eu vou mudar a cor da minha moto, eu paro, põe a moto lá no estúdio, sento, falo assim: não, vou fazer assim. Às vezes o capacete é a mesma coisa. Às vezes tem clientes meus que me entregam capacete, fala: Taylor, cria alguma coisa para mim por sua conta. Já confia nessa, é uma responsabilidade absurda porque eu não sei o gosto da pessoa. Então eu preciso saber o gosto para conseguir chegar alguma coisa próxima.
Então sempre fala, olha, é uma coisa mais discreta ou mais extravagante? Tem gente que gosta do capacete mais neutro, tem gente que quer chamar atenção. Então eu pego ali, aí eu vou criar uma ideia do zero. Aí entra a exclusividade do trabalho. Se eu faço um trabalho dessa forma, criação toda do zero, ele é só para pessoa. Se alguém entrar no meu Instagram, achar um capacete e falar quero igual esse, independente do valor que a pessoa ofereça, Não tem como.
Eu crio capacete para cada pessoa, porque senão vai perder o sentido da exclusividade.
Ele cria, ele não copia. Diferente da frase, né, que nada se cria, tudo se copia.
É, na verdade, ali você personaliza. Você falou, um trabalho artesanal, né? Não é meu, né?
Seu é o que faz o seu trabalho diferente.
É igual a questão das cores das motos. Sempre que um cliente procura para mudar a cor e querer uma coisa exclusiva, diferente, Eu não pego, abro um catálogo e escolho uma cor dali. Às vezes a gente pega uma cor de referência, mas a gente altera ela para chegar perto do que a gente quer e dificultar a possibilidade de achar uma cor igual. Aí eu mando para o colorista as ideias. Às vezes eu uso uma cor por cima, um efeito perolado, um efeito furta-cor, alguma coisa desse tipo, para deixar o trabalho mais exclusivo, para mudar ele ali.
Até o Rodrigo tá aqui, ó. Qual é uma inspiração? Qual é a inspiração atualmente no setor da pintura para você, Taylor, seja no Brasil ou no exterior?
Se você tem essas inspirações assim, inspiração, eu tento não ficar preso a pessoas assim porque acaba que a gente começa a pegar muito da identidade dessa pessoa e trazer para o nosso trabalho. Tem uma pessoa que é referência para mim, que é o Pandex. Ele me ajudou muito Só que assim, o nosso serviço, ele ainda assim, mesmo sendo personalização, é diferente. Tanto que as pessoas do meio de moto conseguem distinguir um serviço dele e um serviço meu, mesmo sendo personalização. Mas inspiração é um pouco difícil de ter.
Vocês hoje é igual você falou, né? Não é nenhuma pintura, né? Seria uma personalização direto, né? Hoje vocês trabalham mais com a moto esportiva, né? Que eu vejo mais as Tiger, as Big Trail.
Não, na verdade eu faço todo tipo de moto, só que nem todo tipo de, nem todo público quer personalizar a moto. Eu já fiz várias Titan 160, Fan, Factor, moto 125, só que a personalização ela tá mais ligada às motos esportivas, mas eu faço todo tipo de moto.
E sua agenda lá hoje? Porque você saiu sem reboco para agora sem agenda.
É, exatamente. Normalmente tem uma espera de uns 30 dias, dependendo do mês, Já teve tempo de ter espera de 2 meses para conseguir encaixar um capacete. Então a agenda ela é assim, tanto que todo serviço que eu faço ele é agendado, tem a data para levar e a data para retirar. Eu tento não atrasar e graças a Deus até hoje eu não atrasei nenhum serviço, sempre adianto, porque eu já entrego um prazo para um cliente, olha, sua moto vai ficar pronta em 10 dias.
Eu sei que eu vou gastar ali 6 dias para fazer, eu pego 10, eu prefiro ligar para o cliente 2 dias antes e falar, olha, sua moto tá pronta, do que dar um prazo muito curto e não dá tempo. E a pintura é assim, às vezes tá tudo ocorrendo bem certinho, do nada desanda. E dependendo do serviço que desandar, a gente tem que fazer do zero de novo.
E na pintura, qual que é mais difícil, pintar a moto ou pintar o capacete?
Cara, capacete, porque o capacete, por ele ser pequeno, dá mais trabalho de encaixar, de criar desenho. Às vezes o cliente pede uma ideia que tem muitos detalhes, ele dá mais trabalho e às vezes ele me toma até mais tempo do que pintar uma moto toda.
Deixa eu pedir para quem tiver vendo a gente aí, vou pedir para compartilhar essa live aí, o canal da gente aí com o pessoal. A gente tenta trazer o máximo que a gente consegue de convidados para a gente aqui para aumentar o conteúdo de moto. Então quem puder aí, manda aí, manda também o trabalho do Taylor. Eu acho que vale a pena a gente conhecer um pouquinho. Fabián, tem um vídeo 1 aí, vamos rodar ele aí, pessoal de casa aí conhecer um pouquinho do que que a gente tá falando desse trabalho dele aí, que para mim me surpreendeu mais uma vez.
Roda o VT. Pode ir falando, viu, Taylor? Tá sem música. Se quiser explicando um pouquinho aí sobre esse capacete, esse é o meu capacete.
Eu comprei ele para poder fazer uma personalização, não fiz nada muito gritante. Esse é um dos capacetes exclusivos, foram feitos 2 capacetes para casal. Então o cliente chegou para mim, pediu 2 capacetes iguais. Aqui tá um serviço que o cliente me entregou e falou que eu podia fazer toda a personalização por minha conta. Criei um desenho, pensei em cores para poder usar, para poder fazer bem diferenciado. Tem o resultado final dele nesse vídeo, claro.
Beleza.
Então eu peguei a maior parte desse capacete, foi feito à mão, tanto a parte das canetinhas, jogar tinta. Esse é o resultado. Eu pego alguns desenhos que eu acho legal, encaixo no capacete. Até tentei trazer esse capacete aqui hoje, mas não consegui buscar. Esse foi um pedido mais recente. Esse capacete foi para o Maranhão. Cliente me falou que queria um capacete do McQueen para dar de presente para o filho dele, se eu não me engano, o aniversário de 6 anos.
Esse capacete foi para São Paulo, é para o Will. Ele me falou qual que era a ideia do capacete dele, que ele queria preto com os raios. Eu criei esse capacete também, foi para outro estado, eu só não me recordo para onde. Cliente queria um capacete rosa que combinasse com a plotagem que tem na moto. Esse foi um capacete recente que eu fiz, que foi para combinar com uma antiga moto que era, que foi para Tracer. Cliente também me entregou, falou que eu podia fazer algo mais simples Mas que encaixasse com a moto dele. Então as personalizações giram em torno disso aí.
Show de bola, show de bola!
Engraçado que você falou aí, parece que a maioria dos capacetes vão para fora.
Sim, eu tenho muito capacete para várias partes do país, porque o capacete é uma coisinha fácil de transportar. Eu tenho muita gente que faz orçamento comigo, a hora que eu falar, ele sou de BH, nossa, eu achei que você era de São Paulo, né? Queria mandar, mas é inviável mandar a moto para fazer. O capacete já tem a facilidade. Às vezes o cliente compra o capacete, já manda entregar no meu endereço. Aí a hora que o capacete chegar lá novo, eu faço desmontagem, pintura e mando para pessoa de volta. Aí tem essa facilidade no capacete.
Pois é, mas é que a gente fala muito disso, né? Das pessoas daqui de Belo Horizonte não apoiar tanto o trabalho do artista mineiro, do artista de Belo Horizonte.
É igual uma frase que às vezes eu falo, e ela é muito real. É mais fácil um cliente virar amigo do que um amigo virar cliente. Hoje eu tenho muitos amigos que começaram como clientes, mas quem eram amigos mesmo e levaram serviço para mim são poucos.
É o que a Mari fala, né? Mais fácil os de fora apoiado que os de dentro.
Isso é verdade.
E eu falo mais, valorizar o trabalho dele, porque a gente tem aqui nossos amigos que fabricam capacete personalizado de acordo do jeito que o cliente quer. Por exemplo, Esse daqui, ó, que foi o Cristiano da Mahalo. Esse que é a coisa mais linda do mundo. Só que ele fabrica ele do zero.
Ah, ele cria o casco inteiro.
Não desmerecendo o trabalho de nenhum dos dois, porque são coisas totalmente diferentes. Mas eu falo assim, o trabalho de você ter que desmontar um capacete, trabalhar nele, depois montar de novo. Uma vez eu até conversei com o Cris e o Cristiano falou, Mariana, eu não pego capacete usado para fazer. Personalizado, porque é muito complicado, eu não mexo com isso. Então assim, a gente tem que valorizar seu trabalho, essa questão de desmontar, de fazer, de montar de novo e ficar perfeito, né?
Exatamente.
Cara, eu nunca tinha visto seus trabalhos, vou ver agora.
Tem capacete que às vezes eu vou fazer a desmontagem, ele tá com a parte interna comprometida. Aí eu sempre explico para o cliente, falo, olha, não compensa fazer esse capacete porque ele tá com a parte do EPS quebrado, que é o isopor que tem dentro do capacete, que é o responsável por absorver impacto.
É que a pessoa já sofreu acidente a 200 por hora e sobreviveu. Vê e quer continuar usando o danado capacete, né?
Aí tem questões. Às vezes já teve cliente meu que falou, Taylor, eu quero fazer porque esse capacete eu ganhei de uma pessoa especial para mim, ou de uma pessoa que já faleceu, e eu vou pôr ele lá na minha estante. Aí eu sempre falo para pessoa, não usa esse capacete que ele não oferece segurança. Agora tem clientes que já cheguei a receber capacete trincado, com a parte externa trincada. Pessoal, não tem como colar? Não tem. Não faço.
Aí é o capacete que eu não faço de forma nenhuma, porque a pessoa quer usar. Às vezes é um capacete mais caro e a pessoa não quer perder aquele capacete. Aí você tem a paciência ali de não mexer. É igual a questão da desmontagem do capacete, ela é muito delicada, porque se a gente não desmontar da forma correta, a gente acaba quebrando aquele isopor, porque ele é frágil. Então tem um jeito certo.
Fora os encaixes também, né?
Questão de encaixe. E igual eu falo, capacete ele é delicado por esse ponto. Tem algumas pessoas que fazem só isolamento, isola as borrachas com fita e tal, mas nunca dá um acabamento 100%. Eu removo as borrachas, removo tudo que é possível. Parte que eu não tiro do capacete é a fivela, porque ela é rebitada, mas a fivela a gente isola e deixa ela pelo lado de dentro do capacete e faço a pintura externa normalmente. Volto tudo para o lugar, a cola, tudo que tem que ser colado direitinho, faço a montagem, entrego para pessoa.
Já teve um capacete que você achou que é mais difícil, alguma determinada marca, de desmontar e pintar, ou não?
Todos os capacetes, eles têm, cada um tem a sua dificuldade. Alguns capacetes têm as borrachas só encaixadas, outras coladas. Aí tem capacete que é mais chato, tem capacete que tem que tirar toda a parte interna e o restante é tudo parafusado. Então vai depender de capacete para capacete.
A Mari falou aí até do MyHelmet também, tá aqui atrás o meu capacete que eu ganhei. Que foi feito do Jay pelo Jay Helmets.
Então vou roubar ele, que tá escrito Pod Pan, então eu posso ter também.
Você não tem custom, você quer andar de Speed, de Streetfighter?
Não tem problema, capacete é capacete.
Então a gente tem ele aqui que foi feito, pode pegar aí, Mário, não tem nada dentro dele não. Foi feito pelo Robson no pinstripe, um trabalho artesanal também. E é o que eu falo, viu, Taylor, a gente tem que valorizar, sabe por quê? Porque o cara que pintou esse capacete E foi embora. Porque o que acontece? Você vai subindo de nível e a gente tem que—
Não posso pôr a mão não.
Não, no outro não. Aí você vai subindo de nível ali e você vai agregando. Só que as pessoas aqui de Belo Horizonte, eu vejo que elas não valorizam. Se você for de São Paulo, eles vão pagar você o preço que você quiser lá em São Paulo, mas você tem que sair de Belo Horizonte para o mineiro querer pegar. E eu fico chateado com isso, porque se a gente tem bons profissionais aqui, a gente tem que mostrar.
Isso é verdade, entendeu?
Em falar nisso, ó, o do McQueen veio para o Paraná e posso dizer, foi o melhor que eu já vi até hoje. Deve ser o pai do, pode virar, não pode debochar dos clubes?
Pode. Fabiano consegue dar zoom aí?
Eu só posso pôr o dedinho.
Nunca coloquei na cabeça do McQueen. Ele foi, eu sou muito apegado com meu filho, essa questão, sabe?
Todo mundo gostando de McQueen, os atletas todos são apaixonados.
Porque hoje o McQueen já tem muito tempo Então muita gente que hoje é adulta era criança e cresceu assistindo. Esse é um capacete que eu já tinha ele em mente. Quando o cliente chegou, me procurou e me falou qual que era a ideia, ele só falou, Taylor, eu quero um tema do McQueen. Não quero o carro desenhado, eu quero o tema do McQueen num capacete e o desenho da família atrás. Aí eu já bolei a ideia toda e eu falei, gente, é perto do que eu já queria.
Eu já tinha essa ideia em mente, mas eu falo, eu não posso fazer todos os capacetes que eu quero, senão não vou poder, não vou ter espaço para guardar. Aí eu falei, um dia alguém vai fazer o pedido e eu vou poder fazer, poder colocar em prática. Que foi quando ele falou sobre o capacete, me falou que era para dar de presente para o filho. Então assim, é uma responsabilidade a mais, não é um capacete simples, é um capacete que já vem com uma história.
Eu falei, eu preciso dar continuidade para ele presentear a pessoa mais importante da vida dele.
Exatamente. Então para mim essa relação pai e filho foi bem emocionante de fazer capacete.
Eu vou pegar lá daqui a pouco, isso é surpresa.
É?
Eu vou pegar, você tem uma luva ali dentro? Se cair tem celular ali dentro, né?
Não, eu trouxe um capacete mais simples.
Tirar primeiro aqui as pizzas daqui, entendeu?
Tá ali, é esse, não é esse?
Já fica com o seu celular.
A Mari já falou, pera aí que é ao vivo mesmo, tem jeito não, gente. Então pode ficar à vontade, deixa eu só tirar sua luva daqui de dentro.
É igual eu falo, capacete é assim, e ele combina com a minha moto, tá?
Olha, pode ser aquela, né?
Pode ser sim, né? Olha aqui. Combina ou não combina com a minha Street Triple 7.5 amarela?
Combina com a Street sim.
Pagando bem, né, tu falou?
Pagando bem, daí eu vou, peço um leite embora de graça.
Gente, eu tô tentando ganhar alguma coisa nessa vida.
Ele que falou.
Esse capacete não tem muito trabalho nele. Na verdade, ele é um Norisk de carbono. O que que eu fiz aí de diferente? Eu tirei o grafismo que era prata, era cinza, e refiz ele no dourado e envernizei o capacete todo de novo.
Mas ele é de fibra ou a fibra foi—
Esse é de fibra de carbono. Eu faço um trabalho que fica semelhante ao carbono.
Isso eu vi no seu Instagram também.
Eu crio uma arte que—
Será que fica ruim se deixar aqui?
Só não sujando, né? Ele fala para não sujando.
Não suja não. Aí eu tenho uma arte que são pouquíssimas pessoas que sabem fazer, que é uma reprodução semelhante ao carbono, só que todo na pintura. Aí eu faço capacete, faço peça de várias motos. Esse não, esse foi um trabalho que eu resolvi comprar um capacete de carbono para mim E falei, não, eu acho o carbono tão bonito que eu não vou fazer nenhum grafismo por cima. Aí só mudei a escrita Norissa, que era prata, eu mudei para dourado porque os detalhes da minha moto são em dourado.
Pensei em usar detalhes roxos, mas é um capacete que eu provavelmente fico com ele temporariamente. Eu tenho uma outra ideia de capacete um pouco superior a esse. Então falei, se eu colocar roxo e depois resolver vender, fica um pouco mais difícil. O dourado não, pode agradar muita gente.
Mas nesse caso ali, você só pintou por cima?
Não, eu removi o desenho que tinha. Como ele é um capacete de carbono, geralmente ele vai ser, ele é resinado, aí depois fazem a pintura e envernizam. Aí eu lixei, tirei todos os desenhos do capacete, fiz o mascaramento, fiz o dourado e depois envernizei. Tem 4 mãos de verniz nesse capacete, que é o que dá esse efeito de profundidade no carbono. Então ele tem mais brilho do que o que vem de fábrica. Pela quantidade de verniz aplicada. E fiz a pintura do aerofólio em dourado também, que ele era fumê no caso.
É, destacou bem.
Mas normalmente os capacetes que eu faço para mim, eu faço a minha assinatura, coloco o meu nome atrás do capacete. Tenho vários que eu tenho lá em casa, tenho 10 capacetes. Então tem os que eu uso na street, tem o capacete que eu uso na Lander, tem da outra moto, e tem os capacetes que eu tenho que eu não Qual que é a outra moto? A outra moto é uma Comet. Muita gente zoa, fala que é vermelha.
É a Comet 250?
Que também é uma história que você tem que contar um dia.
É uma história à parte, mas é uma coisinha que foge um pouquinho do Taylor. Mas muita gente critica a Comet e eu tenho a minha desde 2018. Usei no dia a dia, foi minha moto do dia a dia por um tempo. Por ela ser carburada, ela nunca me deu problema. A injetada geralmente tem alguns problemas crônicos, sim. Quando eu fui comprar, eu queria. Eu tenho ela porque eu sempre quis ter aquela moto. Um monte de gente fala, mas tem outras motos melhores.
Não, minha primeira moto foi uma Bis. Agora a Comet tem um valor sentimental para mim. A gente teve muita história junto, tem muita história junto, e eu não tenho coragem de desfazer dela.
Pegou, você apegou na moto?
Sim, eu tenho um certo apego pela história que eu tive com ela desde quando eu comprei. O motivo de ter comprado ela, que é uma coisinha que foge um pouco do Taylor, que eu não sou muito de misturar um lado pessoal com esse Taylor que eu, que normalmente as pessoas veem. É a mesma pessoa, mas existem partes da vida da gente que a gente tem que deixar em off.
Isso com certeza, sem dúvida.
Deixa, deixa eu primeiro agradecer, ô Mari, agradece a Tuag para gente, que a Tuag veste a gente aqui, Taylor. Então vou deixar a Mari agradecer o Chico e a Talita.
Chico e Talita, mandei mensagem para o Chico esses dias e falei, tu tá sumido, Chico, cadê você?
Tava no Toscamp.
Pois é, Toag é a marca que veste a gente, a gente tem aí as camisas cada uma mais bonita que a outra. Hoje eu tô de blusa de frio porque aqui é um gelo.
É gelado não, é, Taylor?
Não, tá quente.
Eu tô na expectativa de pegar um moletom da Toag, né, Chico, para eu poder usar aqui. Mas é isso, Toague tá sempre nos acompanhando desde muito tempo, graças a Deus, andando lado a lado aqui com Pó de Pão. E é uma marca que a gente super indica para todo mundo aí que gosta da linha mais custom, né, que a pegada mais custom. Mas todo mundo pode usar, tá, porque eu tenho moto naked e uso, uso o que quiser, né.
Roda o VT, Mário!
Roda o VT!
Valeu, Chico! Valeu, Talita! Muito obrigado por sempre acompanhar a gente, apoiar. O Telo também tem um vídeo aí, Fabiano. Acho que é o outro vídeo, acho que é o vídeo número 2. Ô Thalia, você que tá aí, eu acho que sua moto tá aqui, viu? Se Deus quiser, eu acho que eu deixei no vídeo. É uma moto linda. Então roda um pouquinho aí, um pouco mais o trabalho, que não só de capacete vive o homem.
Exatamente.
Então roda o vídeo 2 aí.
Tá aí a primeira moto que eu pintei toda, a Tiger. Fiquei com essa moto uns 2 anos. Ano passado o cliente resolveu mudar a cor dela e me deu a responsabilidade de criar uma cor. Fiz um, isso é um azul com efeito pérola roxo por cima. Muita gente fala que ela é verde, fica mesclando entre o verde e o azul, mas o contraste do roxo traz ela bem para o azul. A gente foi lá, fez a personalização dela toda. Aqui é uma MT-03, que foi um serviço recente.
A cliente me falou que queria rosa, me deu a responsabilidade de criar algum efeito por cima. Então ela ficou um rosa bem marcante, os detalhes todos em branco feito na pintura, e tem um efeito perolado dourado aqui. No vídeo é difícil de destacar, mas pessoalmente essa moto chama muita atenção.
Nossa, a moto é coça.
Se eu não mostrei o vídeo da Thalia, eu vou arrumar algum jeito de mostrar aqui.
Essa foi minha também, cliente pediu para criar uma cor para ela bem diferenciada. Quando ele comprou, ele não quis mais usar o roxo, aí me deu a responsabilidade de criar de novo a cor.
Essa é aquela Tracer roxa?
Essa é a Tracer que era roxa. Aí é triste que eu estou com ela atualmente, que assim que eu comprei eu já levei para casa, desmontei para poder pintar. Eu não consigo andar com cor muito padrão. Ela era prata, não combina comigo. Aí o grafismo todo feito na pintura. E vou falar, é uma moto que chama atenção por onde passa. Muita gente fala que eu sou meio maluco de pegar uma moto que tava bem nova, sem nenhum detalhe, e pintar.
Mas tem gente que pinta moto zero. Então eu falo assim, por que não vou fazer na minha? Imagina assim, eu, poxa, eu faço a pintura da moto de todo mundo e não faço da minha. As pessoas não teriam tanta confiança no trabalho. Agora todas as minhas motos são personalizadas, praticamente todos os meus capacetes eu que pintei. Então a vantagem disso é porque onde eu tô eu consigo mostrar o meu trabalho para pessoa. A pessoa vê a minha moto, às vezes ela fica meio receosa, mas ela vai lá, olha procura, não vê detalhe nenhum, vê uma pintura impecável, isso passa muita confiança para as pessoas.
Você já teve algum medo de pegar algum trabalho?
Não, eu tenho muita confiança no meu trabalho. É igual eu falo, eu tomo muito cuidado, mas medo do serviço eu não tenho. Porque assim, se eu não souber, eu vou estudar uma forma para aprender a fazer. Eu não faço teste nenhum em moto de cliente eu faço nas minhas. Então às vezes a cliente me pede uma cor bem diferente, aí eu vou para o meu colorista, explico para ele o que que eu quero, o que que o cliente quer, pego amostra e mostra.
Olha, essas cores aqui que eu consegui chegar. A cliente fala: olha, é assim que eu quero, ou eu preciso que mude isso. Tem algumas cores que eu crio em casa, vou fazendo as misturas lá no meu tempo livre. Assim, não gostei. Inclusive a cor da Tiger que tá atualmente Foi um teste, eu tinha um teste pronto lá em casa. O Serpa, que é o dono da moto, viu, tá assim: isso aqui é para qual moto? Ah, cara, eu fiz esse teste aí, tá aí, não tem ninguém querendo usar ele não, vou usar ele na Tiger.
Só que eu posso pintar só daqui uns 4 meses. Guardei o teste de tinta lá e quando ele resolveu fazer, eu levei para casa de tinta fazer mais quantidade e a gente foi pintar a moto. Então tem muitas coisas que nascem assim.
Então ficou bonito, viu?
Inclusive ele vai levar uma outra moto lá amanhã, que ele vendeu a Tiger e pegou uma outra moto e já resolveu fazer a personalização. Aí já me teve lá em casa, a gente fez alguns testes de tinta, já chegamos na conclusão de qual vai ser a cor, e na próxima semana ela já vai estar pronta.
Top demais, gente! Ó, não demora, quem sabe, né? Eu tenho uma moto lá que eu já conversei com você que eu quero pintar ela, mas na verdade eu estou precisando pintar ela. Quem sabe a gente faz um trabalho legal, mas não vai ser rosa. Ela tem que ser uma cor unissex, pode ser qualquer cor.
Tem que ser, mas hoje em dia até o rosa é, tem mais essa questão.
Aí o rosa, eu já posso pintar minha moto de rosa. Imagina ele, se eu chegar lá com a moto dele rosa, como é que ele vai atender os clientes dele com a moto rosa? Não dá. Mas eu vou levar ela para você, para você fazer um trabalho bem legal na moto.
Pode deixar, vou esperar.
Faz uns meses que eu tô querendo fazer esse trabalho.
Pois é, aí fala mais ou menos a cor que quer, a gente cria uma coisa legal. Se for fazer uma personalização mais ousada ou se for só usar uma cor diferente, a gente estuda.
Você foi evoluindo, né, com as suas motos e tudo, mas no seu trabalho não tem isso, né? Qualquer moto?
Não, eu atendo qualquer tipo de moto lá na oficina. Muita gente acaba achando que, ai, só faz moto grande. Só que são poucas pessoas que têm motos de baixa cilindrada que gostam muito da moto a ponto de personalizar. Tem muita gente que às vezes fica com a moto por pouco tempo e tem o receio de personalizar, perder originalidade e ter uma desvalorização na revenda. Todas as minhas motos, todas, eu tive motos personalizadas e não tive problema nenhum na venda delas.
Muita gente fala, é difícil de vender. Eu acredito que dependendo da cor que se usa, talvez você demore um pouco, mas desvalorizar não desvaloriza não.
Na verdade, a intenção é valorizar, né?
A intenção é valorizar.
É porque ela é exclusiva, você não vai ter outro igual ali. A ideia é essa, né? Você tem que mudar no documento quando muda isso?
Sim, precisa fazer alteração.
E você tem essa parte também ou não?
Sim, eu consigo entregar para os clientes praticamente tudo pronto. Aqui em Minas é bem tranquilo de fazer essa alteração. Muita gente acha que é caro, mas a taxa de vistoria mais a guia de pagamento, a gente não gasta R$140 para alterar a cor de uma moto. Aí eu entrego para o cliente, é barato, um termo de alteração de cor. Ele preenche o termo, reconhece, firma no cartório, pelo site do Detran emite o DAI, paga, e paga a vistoria no pátio. Todos os encargos giram em torno de R$140.
E aí no documento vem como cor predominante tal, ou vem como fantasia? Quando a gente altera para uma cor única, fica a cor que a gente coloca.
Por exemplo, essa MT que a gente passou rosa, ela saiu do preto para o rosa, aí ela caracteriza rosa. A Taig também, aliás, a Taig a gente não mudou, ela continua verde. A minha Tracer, quando eu fiz o serviço dela, era azul com efeito pérola roxo. Então dependendo do ângulo ficava azul, ficava roxo. Ela caracterizou fantasia. Fantasia é quando o veículo não tem uma cor predominante Então, ou ele tem várias cores, ou ele tem um efeito camaleão.
Aí caracteriza o fantasia. Fora isso, vai caracterizar a cor que predomina no veículo.
É, e dá multa, tá, gente?
Às vezes não trocar, se não fizer alteração de documento, dá multa. E dá retenção do documento, não chega a dar apreensão do veículo. Não é certo fazer apreensão só por conta da cor, mas eles vão reter o documento e solicitar uma vistoria.
Aí é pior, né? R$140.
Exatamente. É muito simples o processo hoje em dia.
É quem tá pagando para personalizar a moto.
Muita gente acha que essa mudança gira em torno de R$600, R$800. Tem alguns despachantes que cobram esse valor, sim, mas é porque ele tá embutindo o serviço dele. Mas se você mesmo leva sua moto para vistoria, o valor fica esse de R$140.
Falando na moto pequena aí, né, em baixa cilindrada, a Thalia que tá aqui, ó, mandou um parabéns, maninho, muito orgulho de você, minha Factor Rosa. É prova do seu talento. Que Deus continue abençoando sua vida e te levando cada vez mais longe.
Amém, te amo. Inclusive, a moto dela, eu falei, ela sempre foi doida com moto, tirou a carteira, juntou, criou coragem. Quando ela comprou, eu falei, maninha, ó, seguinte, só vai andar quando eu pintar. A gente levou a moto dela para casa num dia, no dia seguinte eu comecei o serviço, que eu falei, é presente. A moto tava bem mais ou menos de estética, mas tava ótima de mecânica. Tanto que no dia eu falei, falei, ah, maninha, vamos comprar, a estética dela a gente faz.
E eu já tinha a ideia de cor. Aí ela falou assim, olha, eu quero mais ou menos assim, pode criar por conta. Aí a tinta da moto dela a gente criou lá em casa, que eu usei um rosa, quase um rosa bebê, com efeito perolado por cima. E é uma moto que é uma 125, mas em qualquer lugar que para chama atenção porque tá muito bem feita.
Ó, se eu acertei o vídeo, Fabiano, roda o vídeo que eu te mandei aí, vê se é essa aí, ó. Vamos lá, se eu acertei o vídeo. Se eu não acertei, a gente tenta de novo, tá ali.
É a única moto rosa claro que tem também.
É, ela ficou muito bonita. Aí, esse é um passo a passo do serviço, é, vai mostrar um pedacinho dela, não é isso?
Sim, tem o vídeo pronto dessa moto e tem esse aí que é um passo a passo. Aí é o pérola roxo que vai por cima do rosa. E depois espera lavar o verniz.
A cabine é formada, velho, a cabine é formada.
Aí é o estúdio, essa parte onde eu tô fazendo vídeo. Aí eu não tinha montado a moto ainda, aqui ela pronta. Então assim, é uma 125 que deu uma valorizada, e aonde ela passa, onde ela para, sempre tem alguém que fala bem da moto, que são motos que chamam atenção. Inclusive já teve vez de gente ver a moto dela Ah não, foi o Taylor que fez. Ela uma vez precisou de reboque para levar a moto de casa para oficina por conta do pneu furado.
O cara do reboque tá assim, isso aqui tá com cara de ter sido feito pelo Taylor. Aí minha irmã falou, ah, mas conhece? Ah, já reboquei moto que ele fez, já vi o serviço dele, acompanho. Então acaba que muita gente já tá conhecendo o serviço.
A Thalia é sua irmã?
Sim, minha irmã.
É que você falou minha irmã.
É isso mesmo, tanto que foi o presente para ela. Eu falei presente de moto nova, no caso foi a pintura. Ela comprou a moto e eu pintei para ela.
Ó, parabéns aí, viu, Talita? Tá vendo?
Amei sua moto, Talita, parabéns! Eu tenho uma moto rosa, mas não dá.
Ah, dá sim, sempre dá.
Ué, é só assim, todo sonho, tá?
Tem uma tornada ali embaixo, dá para pintar tudo de rosa, não dá?
Antigamente eu falava assim, eu nunca vou ter uma moto amarela, para que ter uma moto de cor desse jeito? Moto tem que ser preta, prata, assim, cores neutras, fica fácil para vender. Cara, quando eu bati o olho na 7500 amarela, e eu vou falar, eu não saí da loja enquanto eu não fechei negócio. Eu fiquei olhando, eu falei, meu Deus, essa moto é muito linda!
Aquele amarelo, nossa! Eu, a primeira vez que eu vi ele, eu falei, gente, as cores da Triumph todas são maravilhosas, só que um problema, eles não entregam o código da tinta. E eu tive um pedido para fazer uma Tiger 1200 no amarelo da 765.
Eu vi esse vídeo também.
Aí eu tô assim, nossa, mandei para o colorista, ele, ah, Taylor, eu preciso de uma amostra. Só tinha uma 765 amarela em BH. Num café da manhã numa cidade próxima, me chega a 765 lá. Aí eu, poxa, como é que eu chego para o cara e falo que eu queria copiar a cor da moto dele? Só que aí ele viu a minha moto, eu tava com a Tracer, E ele foi tirar foto da minha moto, acho que ele achou legal. Aí eu fui, comecei a conversar com ele, falei, olha, eu tive um pedido para fazer uma moto nessa cor, mas eu precisava de levar uma peça na casa de tinta.
Ele, ah, não vai estragar a peça da minha moto arrancar a tinta não? Eu falei, não.
Eu tava pensando aqui, vai arrancar o paralama e vai levar amostra?
O colorista só faz o comparativo, ele vai acertando. Não, eu levei uma peça. Aí ele tá assim, ah, Taylor, eu te empresto o monoposto da moto, você leva, depois me entrega. Falei, não, se você me cobrar por isso aí, tudo bem, me fala o valor. Não, não, pode levar lá, depois é só me entregar a peça. Aí eu peguei a peça, levei para casa de tinta, consegui replicar o amarelo, famoso amarelo da 765, pintei a tag, ficou maravilhosa, entreguei a peça de volta.
Quando ele viu o resultado, ele tá, Taylor, eu quero um capacete da cor da minha moto. Consegue fazer? Eu falei, a tinta eu tenho. Como você se disponibilizou a emprestar a peça, eu vou te dar um desconto para fazer o capacete. Aí ele me falou qual que era a ideia, levou o capacete, eu fiz, voltou, buscou e ficou extremamente satisfeito com o serviço porque ficou exatamente na cor da moto. Mas é uma tinta bem difícil de chegar na tonalidade, e ela também tem esse peroladozinho, não é um amarelo comum.
Então é o famoso tricote. Que quando a gente entra com uma cor, um pigmento, e depois o verniz. Aí vem o amarelo, depois vem um perolado dourado. Tem a quantidade certa desse perolado, porque senão o amarelo fica muito claro ou muito escuro. Então, por exemplo, a gente vai ali aplicar duas mãos do amarelo, duas ou três mãos do perolado para chegar exatamente na cor. Se aplica muito pérola, foge para mais claro. Se aplica pouco, fica mais escuro.
E depois finaliza com verniz. É uma moto que ela, o amarelo é diferente, ele é diferente, é um amarelo muito bonito, ele é muito bonito. Igual eu falo, quando a gente pensa em moto amarela é o pensamento seu, ah, não deve ficar legal.
Eu falava, Deus me livre de moto amarela, e eu sou apaixonada com aquela moto.
E é o amarelo, no meu ponto de vista, é o amarelo mais bonito que tem.
Mas é um amarelo diferente, né? Ele não é, porque às vezes lembra daquela Suzuki, é amarelo, já tem Moto do Correio, né?
Na hora.
Não, é muito diferente, é muito bonito.
Eu acho que é igual você falou, é pelo perolizado, né?
Mas o perolizado ele faz diferença em qualquer cor que a gente usa. Tanto que o amarelo da 765, ele é quase um amarelo quase mostarda. Quando a gente aplica o efeito perolado, que ele acende igual esse dourado do capacete. Esse é um dourado muito carregado com pérola, por isso que ele dá esse aspecto bem brilhoso. Agora ele sem perolado é um dourado aguado, não é tão bonito.
E é engraçado, esse perolado roxo que você coloca em algumas motos, em algumas cores, você realmente vê aquele reflexo roxo, independente da cor.
Sem luz a gente tem a cor predominante. Quando tem uma luz ou um reflexo, todo reflexo em vez dele refletir branco, ele reflete no tom de pérola que usa. Eu uso roxo, mas tem azul e tem várias outras cores.
A rosa foi com roxo e aquela azul, né, também foi com roxo. Aquele reflexo que dá assim, ó, é roxo, é muito bonito.
É, no caso ele é um perolado de uma cor mais marcante, igual na 765 mesmo, ele já tem um perolado mais uniforme, então ele acende em qualquer ângulo que a gente olha. Então esse é um benefício das tintas tricote, a maioria delas a gente consegue criar esse efeito que cada ângulo que se olha ela tá numa cor diferente.
Eu pintei a— eu não, porque eu não pinto moto, tá? Mandei pintar quando eu sofri o acidente com aquela custom, com a Horizon. Ela era perolada, uma cor begezinho bem clarinha, não sei, tipo uma pérola mesmo, com preto no meio. Aí eu caí e arranhou o tanque. Aí o rapaz ia pintar, eu falei, já que você vai pintar tudo, eu sou louca branco para ter uma moto branca. E aí ia ser minha Branca de Neve, né? E aí ele fez esse branco, ele fez um perolado, que eu não entendo, né, dessas coisas, mas ele falou, é o branco do novo Corolla.
Sim, ele tá presente no Corolla e no Civic G10, aquele branco também. Ele é um branco sólido com efeito perolado por cima.
Quando batia o sol na moto, eu falava, caramba, parece que eu tô na cor dessa moto. Ficou muito chique.
É igual a Yamaha tem usado bastante esse efeito perolado, muito na R3, as R3 mais nova, tanto que tem uma versão dela branca. A gente, ai, moto branca, só que ela tem um perolado muito marcante, é um pérola que puxa um pouquinho para o dourado, faz toda a diferença na moto. Tem também a R3 que tá camaleão, aquela mescla do roxo para o azul. Então essas cores fazem muita diferença, principalmente se a gente quer um projeto mais ousado. Abusar na cor faz todo sentido.
É bem legal. Deixa eu agradecer aqui quem tá pagando o rango aqui hoje, ó. A pizza hoje é a Pizza True, tá só uns pedaços aqui, porque nós não comendo, viu, gente? Então agradeço ao Rodrigo demais aí. Quem precisar pedir lá pode ir no Instagram, na @pizzatru.
Obrigada, Rodrigo, tá uma delícia essa pizza! Já tô ansiosa para continuar.
Já tá aqui, ó, escondido dela aqui já, ó, o Salva Borda. Quem não conhece aí, né, Taylor? É Nutella e pistache para comer com a bordinha.
Nossa Senhora, meu pai!
Deixa eu ler um pouquinho aqui, ó, para agradecer.
Fala oi para o Bruno da Fala 300, que também assistindo a gente. Até, cadê o capacete do Homem de Ferro?
Vou pegar lá de cima primeiro. Carlos Pioli, boa noite, Doutor Carlos! Anderson Brito 900, o melhor de BH, gente boa demais! Gustavo Léo, trampo foda, exclusividade igual não tem, é o brabo. O Anderson Brito tá pegando pesado com você aqui, viu, na 900 GT aí. Hoje, para conseguir saber se o amigo tá bem, tá bem, é difícil, agenda lotada. O Gustavo Léo de novo aí, Tracer mais polêmica do Brasil. O Anderson Brito, a Tracer quando era roxa, eu vi de perto, era mais linda que zero quilômetro.
Eu concordo com você, viu, Anderson. Então vou Não é muito meu estilo de moto, mas não vou mentir não, gostei demais. O Bruno Henrique: ó meu Deus, parabéns irmão, meu capacete ficou igual do Homem de Ferro, olha que nem pensei nisso. O Anderson Brito falando que o serviço chegou até em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. É uma coisa que é interessante aqui, que ele colocou o seguinte, que o próprio Bruno colocou: meu capacete, ele pintou meu capacete que era presente do meu pai. Não sei se você sabia disso, né? Então, máximo respeito a esse mano aí, brabo.
É o tipo de personalização que sempre marca a gente, quando tem uma história por trás do capacete.
É a mesma coisa da Comet, né? Se você parar para pensar, né?
Quando o cliente falar: esse capacete foi de uma pessoa muito especial, às vezes de uma pessoa que já faleceu. É o tipo de restauração que tem uma identidade, mas tem um sentimento que não tem explicação. Todos os serviços a gente se dedica, né? Eu me dedico muito bem, mas quando tem uma história dessa, acaba que às vezes eu paro para o capacete, olho para ele por horas até criar alguma coisa, porque eu penso, tem que ter sentimento naquilo ali, tem que ter muito sentimento.
É, não é, na verdade não é mais nenhum trabalho, né?
É artista, né?
Aquilo que você falou, né? Carregando uma responsabilidade, posso levar ali do jeito que eu achar que deve ser, que deve ser ficar ficar bacana. Ou seja, já é, não é só o seu olhar, você tá colocando o coração ali em cima de tudo. É o que todo artista faz. Por pintar, por pintar, você vai lá e pinta.
Você me desculpa, isso é verdade, entendeu?
Agora, pera aí, não vai ficar aqui esse, esse perolizado aqui, vai mudar um pouco essa estrutura. Então é isso que o artista tem que fazer, não é apenas escutar o cliente, você tem que seguir a linha do cliente, exatamente, mas melhorar aquilo ali, entendeu? É o que eu penso assim. O Anderson Brito falou que conheceu você em Curvelo quando estava com a 3C roxa.
Sim.
Eu vou fazer uma pergunta aqui que eu não sei se o Taylor vai saber responder, mas você sabe a primeira vez que eu te vi?
Ah, não faço a mínima ideia.
Você estava de 3C roxa na 44 Garage, no café da manhã lá do Marlon.
Lembro, sim. Foi perto da inauguração.
Foi logo em seguida, quando ele fez o café lá. Aí eu falei, porra, bacana. Você estava com capacete roxo?
Sim.
Não sei se era esse, mas eu acho que era outro.
Não, era um patinho roxo.
É, o patinho da minha moto, ele sempre carrega identidade. É isso, ele ainda muda as motos e os patinhos que ficam no fundo da água dele. Meu patinho, eu tenho um certo apego porque ele tá comigo desde uma das primeiras motos, viajou para todo lugar que eu viajei, ele viajou junto. Quem só não salvou muito foi a Alice, que de vez em quando ela sai voando por aí, mas o capacete dele tá bem.
Manda aí, volta, aproveita.
Olha, naquele dia lá na 44 Garage, eu tava lá também Eu ganhei um patim rosa.
Lembro disso.
E aí eu não consegui colocar ele na minha moto, e aí eu coloquei ele no painel do meu carro e ficou, e ficou muito bonitinho lá. Só que ele pega sol, o capacete tá desbotado.
É porque esses capacetes, eles são de plástico, geralmente não tem pintura. Mas a gente pode pintar.
É sério, ele tá branquinho e ele era rosa.
Dá para fazer.
Vamos falar em 44 Garage? Calma, 44 Garage tá precisando fazer um cafezão de novo lá para nós.
Só cobrar do Rogério e do Marlon.
Eu já dei a ideia até de um food truck à noite lá um dia.
Um rolê bom, mas ele dá muito fluxo na volta.
Não, mas à noite, depois do fluxo, pois é, 8:30, 9 horas, né?
Sim.
A Rona não põe empecilho não, deixa a gente com o nosso food truck e a 44 a gente se vira lá. Falar disso é boa.
Vamos cobrar o Marlon, Rogério, ó, quer o café da manhã aí, ou então food truck à noite aí, pode fazer uma banda de rock aí, dá um jeito, hamburgão, hamburgão. Então vamos chamar eles também aí, estão sempre apoiando a gente aqui de coração. Rogério e Marlon são os profissionais aí que hoje cuidam de bastante motos de amigos meus aí também, cuida da Tiger 900 da Mari, da 765, da 765. E vocês continuam fazendo um bom trabalho. Deus abençoe vocês e tamo junto. Roda o VT aí, Fabiana, da 44 Garage.
Aqui no 44 Garage cuidamos de verdade da sua moto. Trabalhamos com as maiores máquinas do mercado: preparação, manutenção e performance. Aqui não é só conserto, é também consultoria. Cada passo é explicado com o máximo de transparência. E você tá esperando o quê para trazer a sua moto aqui para 44 Garage?
E aí, estamos de volta. Tava aqui falando aqui até que ele falou aqui por que que a 765 você nunca Imaginou ter uma?
Nunca imaginei ter. Vi ela várias vezes, inclusive essa do cliente que mandou, do cliente não, amigo, né, que me emprestou a peça. Parei a Tracer do lado, mas nenhum momento passou pela minha cabeça ter uma 765. Sempre gostei de moto alta pelo conforto, tanto que a XTZ, a 500X, a 3 também é bem alto, sim, 1,80 de altura. Eu procurava moto mais conforto. Até um dia que eu participei de, fiz um curso de pilotagem na Tracer e comecei a participar de track day.
Aí tá, a Tracer já tinha remapeada, Tracer já tava famoso tudo que dá, vela, filtro, escape, a moto tava entregando quase 120 cavalos de roda, tava uma moto muito forte, só que é uma moto pesada. Então para o circuito, para pista, acaba exigindo mais. Mas muita gente fala, ah, Taylor, você tá arrastando o joelho com a Tracer, a moto é muito alta, tem que ter muita coragem, muita habilidade. Só que eu nunca pensei em pegar uma moto que fosse mais voltada para isso.
Aí por um acaso resolvi vender a 3, peguei a Street que apareceu numa oportunidade muito boa. Quando eu andei na moto a primeira vez eu não gostei, pequenininha, pequena, levinha, dura e desconfortável. Falei, poxa, não é possível, só que ela é grande, né? Não é possível. Só que era para mim, depois que eu fui acostumando com a moto eu vi que era questão de costume. Porque eu tava acostumado com moto muito confortável, posição de pilotagem mais tranquila.
Mas acaba que hoje eu tô acostumado com a Street, fiz algumas viagens por perto com ela e gostei. Na rua é uma moto que tem uma performance maravilhosa. A Street é uma moto que foi projetada para entregar performance, então não tem como errar. Gostei muito da forma de pilotagem, ainda tô acostumando com a moto, mas já deu para divertir bastante com ela, deu para deitar em muita curva. Percebi que é uma moto que tem uma ciclística ótima, bem voltada para performance mesmo.
Já fiz uns trabalhinhos nela também, vela, filtro, escape, remap, famoso tudo que dá também, para acompanhar abaixo de 1000 cilindradas, para acompanhar street é difícil.
Você falou aí do Track Day também, você começou a brincar nisso naquela época que eu te encontrei a primeira vez no 44 Garage. Sim, você até falou que tava fazendo alguns na época, começou. E como é que tá isso aí?
Então já na Street eu não tive a oportunidade de correr ainda não, mas na Trace eu fiz vários tracks. E é uma coisa que ajuda a gente aí muito até para o dia a dia, porque a gente começa a ter mais domínio da moto na pista. Muita gente acha que o track é só vou ali, vou correr, só que tem muita coisa do track que a gente aplica na rua sem ser correr. É a questão da frenagem, de desviar as coisas, você tem muito domínio sobre a moto.
Então, curso de pilotagem hoje em dia, eu penso, se eu tivesse tido alguém para me orientar, eu teria feito esse curso bem antes, porque ajuda muito no dia a dia, principalmente para quem tem moto de alta cilindrada, que a gente pega rodovia. Às vezes a forma de frear uma moto assim é completamente diferente do cotidiano.
É, até tem o Mateus Coração que ele dá até esses cursos, né?
Sim, inclusive fiz o meu primeiro curso com Gerinha, que é o pai dele. A gente conversando, ele, ah, vamos lá, é bom que você faz o curso.
O gerente bom, né, cara?
Fiz o curso com o gerente, depois desse curso eu devo ter feito uns 5 treks. Então, primeira vez que eu fui na pista, tanto que eu corri com as duas motos, eu fui com a Tracer e fui com a XTZ, experimentei as duas motos na pista, gostei bastante. Aí depois eu vim aperfeiçoando na Tracer. E aquele sonho de todo mundo que começa a andar forte assim, que compra o macacão, falou, nossa, será que eu vou arrastar o joelho no chão? Será que eu vou arrastar?
No meu segundo track eu cheguei até perto, mas eu não tinha tanta confiança na moto ainda. Aí no terceiro deu uma esbarradinha no joelho no chão, falei, porque assim, a gente gela, a gente quer que aconteça, mas a gente não sabe como reagir. Saí da pista todo feliz. A hora que eu fui olhar, eu falei, não, mas deu só uma arranhadinha. Mas aí eu já tinha, já sabia a altura. Inclusive na 3 é até difícil, né, de conseguir. Aí voltei para pista, é mais alta, conversei isso, que eu saí, fui conversar com o pessoal, falar, ó, posicionamento tá bom, melhor assim, assim, assim.
Voltei para pista na mesma, na bateria seguinte, aí já consegui arrastar o joelho direito para esquerda. Para direita eu tive um pouco de dificuldade, mas hoje em dia tanto para direita quanto para esquerda consigo arrastar. Uma coisa que eu fiquei com medo quando eu comprei Street, ela é bem baixinha, bem perto do chão, então Primeira volta que eu dei com a moto na rua, eu comecei a deitar, me deu medo porque eu tava com roupa normal, tava de calça jeans, moletom.
Falei, não vou deitar muito a moto que eu não sei a altura que ela fica do chão. Até um dia que eu peguei, fui sair, vesti o macacão, falei, vamos testar. E é uma moto que ela, por ela deitar muito fácil, o joelho pega no chão com muita facilidade, diferente da Tracer que meio que a gente brigava, que a moto quer andar reta e eu quero fazer ela deitar. A street quase que deita sozinha. Então tem essa facilidade.
E nós falamos do Gerinho, já entrou aqui já. Ele é fera. Inclusive hoje tem lá o encontro do Baraca, né, Baraca? Sim, segunda-feira, toda segunda-feira, segunda-feira tem lá na frente do posto, na frente do Shopping Del Rey. Lembrando, gente, quem puder aí manda essa live para o seu amigo aí, compartilha, comenta. A gente não vive disso, mas ajuda bastante a gente aí, ajuda as pessoas que apoiam a gente aqui, porque dá um pouquinho de trabalho. Mas eu agradeço sempre.
Se inscreve no canal, é muito importante.
Se inscreve, é, no canal, manda para o pessoal aí também, entendeu? Outra coisa é o seguinte, tem uma pergunta aqui de um presidente do motoclube. Você já viu trabalho seu também para motoclube, inclusive aqui Tem pessoas falando de motoclube aqui, ó. Meu capacete é vermelho, Bruno Henrique, né? Meu vulgo no MC, dourado, e capacete vermelho dourado, Homem de Ferro.
Lembrei de qual capacete. Inclusive entreguei esse capacete sem fazer foto, eu esqueci de fazer vídeo desse capacete pronto.
Então faz aí, viu, Bruno? Manda daqui, mas a gente bota aqui, viu? Então manda para ele lá.
Acho que eu até lembro, o capacete é um BF, aí, ó, quase certeza, vermelho com dourado.
Então Você tá atingindo até os motoclubes aí. Agora chegou o presidente de um motoclube e eu vou pedir para rodar o vídeo aí. Eu vou pedir para colocar o fone de ouvido, se puder, porque é um vídeo gravado que ele mandou para gente. Malvadões do Mal, vê se você escuta aí. Pode soltar, Fabiano.
Boa noite para todo mundo ligado no Podpam.
Boa noite, Mari. Boa noite, Ronan.
Boa noite, Taylor. Aqui é o Malvadão, presidente dos malvadões do mal. Eu queria perguntar para você o seguinte: a galera das motos customs tem se interessado por esse tipo de trabalho e arte com cores mais vivas como você tem feito, ou não? A galera ainda tá muito presa no pretão básico. Eu ainda não tive pedido de nenhuma moto. Pode tirar o fone aí se quiser, mas tenho muita vontade, tem algumas ideias e tem cores que eu tenho vontade de usar em custom que são cores cores não tão chamativas quanto as que normalmente eu uso, mas que são bem marcantes.
Tem tinta camaleão que eu tô doido para usar, que ela não é tão forte, mas muda de— tenho lá que muda do verde para o roxo, só que não é uma cor chamativa, é mais discreta, aparece mais com luz. Mas eu ainda não peguei uma custom para fazer não. Eu acho que o único estilo de moto que eu não fiz—
você pegava uma Fat Boy?
Eu tinha uma Fat Boy. A outra tem coragem, a Fat Boy não.
Você tem coragem de pintar a outra?
A outra tem, a Fat Boy não. A Fat Boy não.
A outra é vermelha.
É, a outra é vermelha, eu tenho coragem. Agora eu te falo o seguinte, vou ensinar como é que é na Harley, tá? Na Harley é o seguinte: todas as cores da Harley são lindas, desde que seja preto.
Mentira, tá cheio de moto bonita agora da Harley.
É que é um projeto bem delicado de fazer, porque não é qualquer porque combina. Eu penso assim, eu, por exemplo, não tem como eu pegar uma Harley e pintar no azul claro.
Não tem.
Agora, até fazer e todo mundo ver que ficou top, é só tendo o projeto, combinam mais.
Mas realmente, até alguém fazer, até alguém fazer.
Hoje mesmo eu fiz uma Speed 400 que é quase vermelha.
Eu vejo uma Harley azul bebê, alguma coisa assim.
Não vai ser a minha não.
Você pode ver, mas vai ser rosa bebê.
Boa!
Dá para conversar.
Mandar a Harley para mim pintar de rosa bebê, eu te dou um desconto.
Nossa, você vai ganhar um desconto!
Não, eu prefiro, eu faço questão.
Você paga para não mexer, né?
Tá doido! Mas vai ser uma boa, eu acho que é uma boa, porque hoje em dia, eu não sei se você acompanha, hoje a Harley tá, tá, não é brincadeira não, tá, gente, quem tiver assistindo a gente Hoje nós temos na rally um campeonato Bagger, né? Você deve ter visto as rally correndo como se fosse no Speed, né? Então hoje em dia nós temos aí alguns movimentos que estão vindo das motos customs, por exemplo, como— gente, eu vou esquecer— o clube biker, né, que a gente chama, né?
Então são cores mais agressivas e tem também os protetores lá, a bolha fluorescente, fluorescente, verde fluorescente, azul fluorescente. Então hoje isso é uma moda que tá vindo lá da gringa. Então provavelmente daqui a pouco vai ter projeto para você, com certeza, entendeu? Não tem não, eu tenho aqui, entendeu? Você sabe disso, né?
Não, eu não, eu sei que não, tá vendo?
Mas calma, é o que eu quero dizer para mostrar para vocês aqui que tem que, eu acho que mandou para mim uma moto azul clara, velho, Estados Unidos.
Eu estive na Harley de Daytona com as Harleys mais lindas e inimagináveis para mim, que eu nunca tinha visto. As cores são todas diferentes.
É igual uma questão que você me perguntou sobre inspiração. Normalmente eu procuro cores de fora, vejo vídeos gringos de algumas ideias, e eu fui, gente, eu acho que eu posso trazer isso para cá.
É tropicalizar, né?
Tropicalizo, né? Mas é dessa forma que eu penso. Qualquer moto pode ser pintada. Um ponto positivo para uma moto colorida: no trânsito você é visto. É igual usar escapamento esportivo. Igual o pessoal fala da estrada, pessoal das Speed, que os coloridinhos, de longe você vê uma moto quando a cor é chamativa. Quando a moto é mais neutra, você não vê.
Quando você não vê, você só escuta o barulho que já passou, né? Pelo menos comigo é assim, né? Porque eu tô de rally, então aí já passou, eu já nem vi mais, entendeu?
É mais ou menos isso.
Eu brinco muito com, como eu falo, gente, vocês passa, mas passa mais longe.
Sim, passa perto, viu?
Os Speed aí, o Jaspas coloridinho aí, é brincadeira.
Eu também tenho moto barulhenta, às vezes eu tô andando devagar e passa. Gente, para que passar tão perto? Porque às vezes ele passa até longe, mas o barulho da moto é muito alto.
Não, eu não vejo a moto, eu não vejo a cor da moto, Taylor, eu só escuto o barulho.
Dependendo do lugar que tá, não tem como.
Eu só escuto o barulho, já foi, entendeu? Então eu acho assim, a gente tá correndo até passar alguém correndo mais perto. Eu tô parado, é como se tivesse parado.
O Anderson falou aqui, ó: ninguém faz até alguém fazer e se tornar referência. Verdade. Então quando você fala que não imagina uma Harley de cor, não, eu imagino a Harley de cor. Tem ela hoje, tá vendendo muito. Se alguém não vai querer, até que laranja você vê.
O Durepox também hoje tem bastante, aquela cor do repóx.
Eu tenho uma foto na cinza que eu postei, nardo grey.
Essa cor começou a popularizar nos carros, aí veio para as motos. Só que existe uma diferença, o nardo grey ele não é tão chamativo. Aí tem muita gente pega ele por cima, pega um nardo que não quer uma moto tão chamativa, faz ela no nardo, coloca um pérola azul, um pérola roxo, um pérola branco, dourado por cima e muda completamente o efeito que surge na tinta.
Vamos combinar que é uma moto bem pintada, pode ser preta, pode ser branca, que faz diferença.
Verdade, né?
Aí, Renan, você pode pegar a sua Fat Boy e fazer um perolado. Ô Thiago, é minha moto de amarelo?
Amarela Abelha? Não, aí não. Imagina uma Ultra Amarela Abelha. Não, gente, vocês estão de sacanagem comigo. Hoje eu tô perdido aqui, hoje eu tô meio que perdido aqui. Ô Taylor, e você pode falar mais ou menos valores disso para gente? Como fala fazer para entrar em contato com você e marcar? Desde a pintura de uma moto, um capacete. Claro que é mais ou menos, gente, porque igual ele falou, trabalha até lá.
Então, né, trabalho que dá de uma moto para outra, desmontar carenagem de uma moto é diferente da outra, né?
Isso único sobre cores. Vamos dar de exemplo a minha, a minha Street. Chegou, se você mandar a sua para pintar, vai ficar em torno de R$3.000 a R$3.500, variando de acordo com a cor. A moto é assim, a questão: quantas carenagens vão na moto e qual a cor que vai usar? Muita gente me pergunta sobre os capacetes também. Capacete, vai ter capacete que vai ficar R$400, por exemplo, vou pintar ele todo de uma cor só. Todo de preto, R$400, R$450, dependendo do capacete, pelo trabalho de desmontagem.
Aí o valor vai até R$800, R$1.000, R$1.200, proporcional ao trabalho que eu preciso fazer. Quanto mais trabalhoso, mais desenhado o capacete, mais cores ou cores diferentes, aí o valor vai subindo.
Você falou que esse capacete tem 4 vernizes, 4 camadas de verniz. Na moto você usa quantas camadas de verniz?
Normalmente 2 camadas mais carregadas. Porque se eu não costumo aplicar muito, porque carrega muito a peça, mas carrega muito verniz na peça, acaba que fica uma camada muito grossa. Aí normalmente tem pintores que fazem uma, aí vai depender do serviço também, o tipo de moto. Normalmente as motos speed são motos que chegam a 250, 260 por hora, eu gosto de aplicar 3 mãos de verniz mais carregado que fica com uma camada de proteção.
Então às vezes uma pedrinha que bate não chega a chegar a desplacar a tinta, marca só o verniz, mas não chega a tirar a cor da moto. Mas normalmente duas camadas de verniz são suficientes.
Interessante isso.
Aí a questão, por exemplo, se eu quero um efeito de profundidade igual meu capacete, a ideia era deixar o carbono com um efeito de profundidade mesmo. Aí a quantidade de verniz que você aplica que faz a diferença. Realmente parece que tem tipo uma camada de plástico por cima, fica parecido com vidro por cima.
É muito legal.
Essas motos hoje elas têm muito plástico, sim, né? E é tranquilo também de pintar ou é diferente do metal?
Normalmente o plástico chato de pintar é aquele que não tem nenhuma pintura, realmente o plástico injetado.
A maioria, a lateral, por exemplo, a lateral materialzinho, ele tem um direto.
O plástico, ele vem naquela cor, igual por exemplo a XTZ azul, o plástico ele é azul, aí ele queima e fica esbranquiçado. É um tipo de material um pouco mais delicado de trabalhar, que eu preciso de um selante para plástico para depois iniciar a pintura. Tem gente que pula essa etapa, que é quando vai lá e a tinta começou a soltar, é porque não fez o processo correto. Agora, um primezinho antes do primer, vai o selante para plástico. Depois do selante vem o primer, aí segue o cronograma normal.
Você tá dando essas dicas aí que é engraçado, né? Teve uma parte também da sua vida ali, voltando, que você precisou e algumas pessoas não ajudaram, né? Só o Pandex ali que deu a moral, né?
Hoje você falou naturalmente, aplica selante. Existem partes do meu serviço que eu não divulgo, mas eles são pessoais. Por exemplo, o carbono, o Pandex tem a forma dele fazer, eu tenho a minha. Só que eu não divulgo carbono para todo mundo fazer. Inclusive, eu aprendi com Bentes Garage, se eu não me engano ele é do Maranhão, também é referência na pintura. E um dia conversando, eu perguntei sobre, ele me deu um curso ensinando a fazer sobre esse carbono.
É uma pessoa que eu acompanho os trabalhos dele também. Meu primeiro teste foi num capacete meu, fiz uma pintura estilo carbono. E assim que eu postei o capacete, eu comecei a fazer vários serviços com base nisso. Mas aí é o tipo de serviço que eu não divulgo para todo mundo como faço. São poucas pessoas.
Você fala fazer esse trabalho aqui que fica igual carbono, como se fosse um capacete de carbono.
Isso, já fiz alguns capacetes, fiz algumas carenagens de moto que fica bem semelhante ao carbono mesmo.
Entendi.
O cara é mágico mesmo, viu? Alienígena aí, viu? Eu tô de olho no capacete dele aqui, eu tô pensando na minha moto aqui, que que eu faço passo agora?
Eu acho que vai ser aquelas laranjas de mexerica, sabe?
Eu acho que vai ser verde-limão Kawasaki.
Não sei de onde que veio esse laranja na minha cabeça, mas acho que combina com você.
Não, eu passo laranja rústico. E como é que faz para poder conversar com você lá, contratar você, Taylor? Tem algum telefone?
O meio de contato que eu utilizo hoje é o Instagram, Taylor Pintura. Geralmente a pessoa manda direct para lá, eu explico um pouco do serviço, combina o serviço. Ou dependendo do serviço, eu preciso avaliar a moto pessoalmente. Às vezes precisa fazer lanternagem, eu prefiro conversar com o cliente pessoalmente. Aí entra em contato comigo pelo Instagram, eu faço agendamento e levo a moto na oficina.
Você vai catar a moto toda?
Sim. Igual tem caso que a pessoa me explica, ah, mas a minha moto é nova, não tem nenhum detalhe para fazer, só quero mudar a cor. A maioria dos serviços eu consigo passar preço. Agora, uma moto que eu preciso fazer uma repintura, às vezes uma correção de algum serviço, aí eu não passo preço por telefone, é só pessoalmente.
Mas como assim uma repintura? Porque se eu vou pintar ela toda, fala da mesma cor que eu quero, por exemplo, ou não?
Se a sua moto já foi pintada fora a pintura de fábrica original, eu preciso analisar qual é o tipo de material que tá na sua moto para saber qual o processo que eu preciso fazer. Roda, por exemplo, eu não faço pintura sobre pintura. Eu vou chegar lá na oficina com umas rodas e tá com a pintura de fábrica, ela dá ancoragem para eu fazer o serviço por cima. Se ela já foi pintada em algum outro lugar, eu removo todo aquele material para fazer a pintura do zero, porque assim eu consigo dar garantia que não vai desplacar, não vai soltar, não vai arrancar pedaço da pintura.
Isso já teve problema de desplacar ou não? E por isso você aprendeu ou não?
Não, eu vi pessoas da área falando que não é recomendado pintar por cima. Roda, como ela recebe muito impacto, às vezes eu vou trocar um pneu se a gente tem muito material, o risco de desplacamento é grande. Por isso que eu prefiro fazer dessa forma. Se a pintura original, a gente pode pintar por cima porque a camada é muito fina e tem uma ancoragem boa. Agora, se já tem repintura, já peguei roda para fazer que tinha 4, 5 camadas de tinta.
Até a original ali, aí pintou 09 mesmo. Muita gente pinta de várias cores. Eu peguei uma 09 para fazer que tinham 5 camadas de tinta. Tinha o preto original, verde, preto, laranja e um preto spray por cima de tudo. Deu muito trabalho de remover. Aí eu sempre falo para pessoa, o serviço de remoção ele é à parte, que nem todo tem que fazer, por isso que o valor altera.
A remoção deixa na lata pura?
Sim, deixa o metal puro. Aí deixei o metal exposto, aplico o wash primer, que é um selante para metal, em cima dele eu posso fazer a pintura normal. Aí o acabamento fica até melhor.
Então quem precisar aí, gente, ó, @taylorpinturas. O Taylor aí é com Y. Consegue colocar no CG aí, Fabiano? Você tá dormindo, né, Fabiano? Tá difícil também.
O Fabiano, para quem não sabe, xinga a gente toda hora, tá?
O Taylor viu aqui, né?
Ó, eu falo, eu falo olhando para TV. Eu tenho que falar olhando para vocês porque eu olho para TV e eu tenho que falar que o Fabiano tá assim: olha para para a câmera e eu tô olhando para você.
Thiago C. Miranda lá no Instagram, isso aí é bom de serviço. Ô Taylor, deixar para você aí, a gente tem que encerrar porque como você viu já tava até fechado o prédio, né? Você chegou aí, tava fechado. Aqui é um prédio comercial, nós temos permissão para funcionar até normalmente 9:30. Então vou deixar para você aí, eu te falo o seguinte, cara, Eu sei um pouquinho mais da sua história que você me contou hoje, né, desde as coisas que você passou, sacou?
Então, igual você falando aí da parte que você era garoto, que tava feliz, e também de antes aí, da onde que você chegou. Então, de coração, cara, você é um cara bacana, entendeu? Você é um cara que merece o que tá colhendo. Eu acho que você vai longe ainda. Você falou que tá 3 anos só na pintura, não é isso? Então eu vou falar uma dica aí que Pessoal aí, quem tiver lá, o @telopintura, tá? Quem tiver agora precisando pintar a moto, capacete, aproveita, porque daqui a pouco vai embora para gringa, tá? Então todo mundo vai embora para gringa, não adianta não.
Então é uma possibilidade, é valorizar agora, entendeu?
É valorizar agora. E você vê que já olhou para mim, falou assim, a possibilidade, é cada vez mais reconhecimento, cara. É porque o gringo lá fora dá muito valor nisso, velho.
O serviço manual lá ele tem mais valor.
A mão de obra é mais valorizada do que aqui.
Sim, isso é verdade.
A gente valoriza produtos, lá eles valorizam mão de obra.
Verdade.
Então nós não estamos falando das pessoas aqui, nós estamos falando da cultura. Isso é cultural.
É cultural.
Então não tô falando mal de ninguém não, viu, gente?
Ó, abraço para o Wagner da Pizza Trô. Prazer conhecer vocês. Eu não conhecia ainda, quando vocês trouxeram eu não estava aqui. Hoje é o primeiro dia que eu tô comendo e tô apaixonada com a pizza. Muito obrigada mesmo, amei. Bruno, o Taylor vai levar qualquer dia. O Bruno tá falando para você me levar no track day. Vamos para o track day, vamos arrumar meu macacão e vou colocar a Street lá para jogo.
Você tem macacão? Você viu o macacão da Rabbit?
Não ganhei o macacão.
Então fala aí um pouquinho da Rabbit também.
Eu ganhei a jaqueta, muito linda a jaqueta, e eu vou falar com você, eu estou apaixonada. Eu vou postar um vídeo depois dando detalhes da Jaque.
Se você conversar com ele, me desculpa falar, mas ele é um cara extremamente sistemático, extremamente detalhista. Sim. Então, e ele faz o que ele faz porque ele ama.
Mas tem que ser.
Ele ama realmente. Ele pega, conversando com ele em off, igual você viu que a gente conversa um pouco em off, então a gente, eu via no olho dele igual tô vendo no seu olho. Você gosta do que faz.
Tem que gostar.
Então é diferenciado, não é fazer por fazer. E ele contando que ele pegava os materiais que ele fazia lá, gerava, e trazia e olhava um por um. Então dou os parabéns aí para Rabbit Racing.
Rabbit Racing, muito feliz em estar com essa parceria aí com a marca, viu? Nunca estive tão protegida em toda minha vida. E é isso, é um beijo, um abraço aí para o Marlon e para o Rogério da 44 Garage também.
Isso aí, Rogério, eu pago o café, tá?
Ela leu ali, mas queria fazer minha assessoria. Ô Taylor, que mensagem que você tem para deixar para aquelas pessoas que sonham um dia progredir, né, dar um salto na vida, que acha que é difícil, mas a gente sabe que tem que ter garra, tem que ter força de vontade, tem que querer. Qual que é a mensagem que você tem para essas pessoas hoje?
É uma responsabilidade falar isso, viu? Mas igual eu falo para todo mundo, igual a gente conversou aqui em off, eu falei: se você não está satisfeito onde você tá, você é a única pessoa que pode mudar isso. Então procura se dedicar. Igual eu falo, se você não tem um hobby, procura um curso para fazer. Se você tem um hobby, não deixa ninguém apagar aquilo que você sabe fazer, não. Se dedica, corre atrás, né? Corre atrás. Igual a questão da pintura, recentemente eu fui pensar, achei um caderno de desenho de escola e falei: poxa, Eu comecei desenhando na escola, teve uma pessoa que me desmotivou totalmente, eu larguei de lado.
Talvez se eu não tivesse largado aquilo de lado, se eu tivesse acreditado no meu talento, estava bem melhor do que hoje. Porque hoje o que eu faço nas motos é desenho, faço no capacete desenho, e foi um dom que ficou esquecido por muito tempo. Então por isso que eu falo, a gente não pode esperar a motivação vir de fora, ela tem que vir de dentro.
Isso é verdade, viu? Profundo. Eu gostei disso, vou adotar essa.
É, não é nem isso, né? Você vê que talvez é igual você falou, né? Talvez a sua história seria diferente, ou talvez não, né?
É uma coisa que eu acho que tudo é no tempo de Deus.
Na minha concepção, eu sou uma pessoa de fé, né? Eu acredito que tudo tem seu tempo. E se não foi antes, talvez era porque você não ia ter a maturidade que você tem hoje para poder gerir o que você construiu.
Isso é verdade.
Então talvez hoje você já esteja maduro para isso, entendeu? Por isso que tá dando certo. Então assim, eu desejo muito sucesso na sua vida. É igual eu te falei, que eu tinha, comecei a te acompanhar lá atrás, né, quando você trabalhava como gari e tudo. Então ali eu já tinha uma certa admiração pelo seu trabalho e pela forma como você realmente, né, aquela questão de você dar o seu bom dia todo dia, isso inspira pessoas. E não muda, continua assim.
Todo dia você vai lá, bom dia, pá, nossa, isso aí marca. Então continue assim, continue com seu jeito que você vai longe para caramba.
Dá o seu recado aí que você merece. Dá um abraço para o pessoal, boa noite aí.
Deixa um abraço. Eu não posso dar nomes a todas as pessoas que senão vai ser, ai, você esqueceu de mim. Mas um abraço a todas as pessoas que estão ao meu redor, clientes, amigos, enfim, familiares. Tive muito apoio, tenho muito apoio de vocês, e se não fossem vocês, eu não estaria onde eu tô hoje. Muito obrigado por tudo e a todos.
Valeu, galera, e boa noite!
Boa noite, pessoal!
Até semana que vem, se Deus quiser. Valeu, foi, beijo!